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dermatológica 
 
SUMÁRIO 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE ........................................................................ 3 
DESCRIÇÃO DA ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE ............................................ 3 
Epiderme .................................................................................................................... 4 
Camada germinativa .................................................................................................. 5 
Camada granulosa ..................................................................................................... 5 
Camada transparente ................................................................................................. 5 
Camada córnea .......................................................................................................... 6 
Fisiologia da pele ....................................................................................................... 8 
FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO FACIAL ....................................................... 11 
FISIOTERAPIA DERMATO-FUNCIONAL ................................................................ 19 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE 
 
DESCRIÇÃO DA ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE 
 
 Anatomia da pele 
 
 O tegumento comum, isto é, a pele, é a membrana que reveste a superfície 
corporal e apresenta características físicas e múltiplas funções, sendo as principais: 
a) Protege o corpo e regula a temperatura; 
b) Possui barreira contra infecções; 
c) Sintetiza a vitamina D, pela exposição aos raios ultravioleta; 
d) Absorve e elimina substâncias; 
e) Possui terminações nervosas especializadas para o tato, a temperatura 
e a pressão; o que permite melhorar a adaptação do homem ao ambiente. 
A pele é considerada como uma glândula e é tão importante como o coração, 
pulmão, etc. Ela envolve todo o corpo. Watanabe (2000) conceituou a espessura 
variável de 0,5 a 4 mm; sendo, portanto, a pele da criança menos espessa que a do 
adulto e ela varia também de acordo com a idade, sexo e região. 
Como já foi citado, ela é constituída de uma barreira contra agressões 
exógenas, de natureza química ou biológica e impede a perda de proteína e água para 
o exterior. Embora represente menos de 15% do peso corporal, ela é considerada o 
maior órgão do corpo humano. (KEDE; SABATOVICH, 2003) Watanabe (2000), diz 
que a elasticidade permite movimentos do corpo e difere-se nas diferentes regiões do 
corpo, de acordo com a idade do indivíduo. Ela se distende ou retrai de acordo com 
as condições de movimento e/ ou temporárias como no período de gestação. Ela é 
normalmente grande na criança e diminui, progressivamente com a idade; sendo 
possível a formação de rugas nos idosos e em pessoas que eram obesas e 
emagreceram muito. Segundo Dangelo; Fattini (1998), a pele forma o revestimento 
complexo externo do corpo, ela é contínua com as mucosas que revestem os sistemas 
respiratórios, digestivo e urogenital e suas aberturas exteriores (boca, nariz, ânus, 
 
 
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uretra e vagina). Ela é composta de duas camadas principais: a) a camada superficial 
de células epiteliais intimamente unidas: a epiderme e; b) a camada mais profunda, 
de tecido conjuntivo denso e irregular: a derme. Esta última está conectada com a 
face dos músculos subjacentes, por uma camada de tecido conjuntivo frouxo chamada 
hipoderme. Em muitas áreas deposita gordura no tecido conjuntivo frouxo, formando 
assim o tecido adiposo. 
 A cor da pele pode variar nos indivíduos, de acordo com a região onde o 
mesmo habita; sexo, idade, condições climáticas e também a saúde (metabolismo 
influi sobre a pele). Pode variar também de acordo com a distribuição de um pigmento 
escuro chamado melanina que é produzida por células chamadas melanócitos, que 
migram na epiderme e transferem o pigmento às células da camada germinativa. As 
pessoas de pele escura têm apreciável quantidade de melanina em todas as camadas 
da epiderme, enquanto nas pessoas de pele clara há pouca melanina distribuída entre 
as camadas da epiderme. (DANGELLO; FATTINI, 1998) 
 Na arquitetura da pele, distingue-se uma parte epitelial superficial chamada 
Epiderme que se constituiu por seis camadas desprovidas de vasos, isto é, não 
vascularizadas. 
 
Epiderme 
 
 Desenvolve-se de um folheto único da superfície ectodérmica do embrião, é 
formada por várias camadas de células pavimentosas que formam um epitélio 
estratificado, pavimentoso, queratinizado, formado por três tipos de células distintas, 
os melanócitos (responsáveis pela produção de melanina, pigmento responsável pela 
coloração da pele), as células de Langherans (estas são as que fazem parte do 
sistema imunitário) e as células de Merkel, portadoras de terminações nervosas. 
(FRANCO, 2002) 
Geralmente é muito delgada, porém, espessa em áreas sujeitas à constante 
pressão, como a sola dos pés. Quando a epiderme é espessa, é possível identificar 
camadas ou estratos. Apresenta quatro camadas: germinativa, granulosa, lúcida e 
córnea de profundo para superficial respectivamente. Assim sendo, sua camada mais 
interna é a camada germinativa, seguida pela granulosa, a camada transparente, 
também chamada de lúcida e a camada córnea. 
 
 
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Camada germinativa 
 
 É a camada mais profunda da epiderme. É nela que ocorre a mitose, isto é, 
garantia de renovação contínua da epiderme devido à intensa atividade mitótica de 
suas células, renovando-se a cada vinte a trinta dias, fornecendo células para 
substituir as que serão perdidas na camada mais superficial. 
A Camada germinativa é formada pela camada espinhosa e camada basal. 
É onde estão presentes as células de masson (melanócitos) e as terminações 
nervosas (responsáveis pelo tato fino). (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999) 
Para dumas; Poirier (1983), esta camada é formada por células cubóides, que 
contêm grãos de melanina fagocitados e proporcionam função protetora contra a ação 
dos raios solares, além da regulação da pigmentação cutânea. 
 
Camada granulosa 
 
As células desta camada são achatadas e seu nome é devido à presença de 
grânulos de queratohealina no citoplasma de suas células. Sua natureza química é 
precursora do material interfilamentoso da camada mais superficial da epiderme: a 
camada córnea. (FAWCETT, 1986) 
 
 
 
Camada transparente 
 
 Também chamada de lúcida, é uma clara banda superficial à camada de 
células que estão achatadas e intimamente ligadas. Esta é mais proeminente em 
 
 
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áreas de pele espessa e é constituída por uma fina camada de células desprovidas 
de núcleo. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999) 
 
 
Camada córnea 
 
 É a última camada, sendo a mais superficial da epiderme. As células 
cornificadas formam uma cobertura ao redor de toda a superfície do corpo e além de 
protegê-lo contra a invasão de substâncias do meio externo, também ajudam a 
restringir a perda de água do corpo. 
B Camada córnea é constituída por células achatadas, mortas e sem 
núcleo; sendo que as organelasskin rejuvenation. Curr Opin Ophthalmol. V. 14, p. 246, out. 2003. 
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 WATANABE, L.S. ERHART: elementos de anatomia humana. 9. ed. São Paulo: 
Atheneu, 2000.citoplasmáticas desaparecem e o citoplasma da 
mesma se torna cheio de feixes filamentosos de queratina. As membranas celulares 
se tornam mais espessas e na superfície desta camada as células mortas e 
queratinizadas se desprendem da epiderme, caracterizando um fenômeno chamado 
descamação. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999) 
 
 Derme 
 
 Dangelo; Fattini (1998) relataram que, a derme é um tecido conjuntivo fibroso, 
irregular, frouxo (região superficial) e denso (região mais profunda). Ela está 
localizada abaixo da camada germinativa da epiderme, isto é, serve de base para ela. 
Esta se desenvolve a partir da mesoderme embrionária e contém fibras 
elásticas e reticulares, vasos linfáticos, nervos além de glândulas especializadas e 
órgãos dos sentidos. Sua espessura é variada, mas mede cerca de 02 mm. Porém, 
Fawcett (1986) descreve que não é possível mensurar com precisão a espessura da 
derme, porque a mesma passa sobre tecidos subcutâneos que não possuem limites 
bem definidos; estando essa medida em torno de 0,6 mm na maior parte do corpo e 2 
a 3 mm na palma das mãos e planta dos pés. É composta de duas camadas 
indistintamente separadas: camada papilar e camada reticular. 
 A camada papilar possui numerosas papilas que se projetam na região 
epidérmica. Muitas papilas contêm alças capilares, outras contêm receptores 
sensoriais especializados que reagem a estímulos externos, como a mudança de 
 
 
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temperatura e pressão. Esta camada é classificada como a mais delgada. A camada 
reticular é a mais espessa, consiste em feixes densos de fibras colágenas, sendo os 
fibroblastos as células mais numerosas e responsáveis pela síntese de colágenos e 
elastina (componente principal das fibras elásticas). 
Ambas as camadas possuem a função primordial de manter a elasticidade da 
pele, pois são constituídas por fibras elásticas. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999) 
 Na derme estão presentes: 
a) Fibras colágenas; 
b) Fibras elastinas – responsáveis pela manutenção da pele; 
c) Fibras de retículina (Linfa); 
d) Fibras de leucócitos – células de defesa do organismo contra as 
infecções; 
e) Receptores sensitivos especializados (tato, frio, calor, dor); 
f) Folículos pilosos; 
g) Músculos eretores; glândulas sebáceas e sudoríparas / secretam sebo, 
servem como lubrificante e também como proteção. 
 
 
Hipoderme 
 
 Segundo a classificação das camadas da pele, Hipo = abaixo. Não é parte da 
pele, mas ela é importante porque fixa a pele nas estruturas subjacentes, é a última 
camada da pele; isto é, a mais profunda e é conhecida também como tecido 
subcutâneo ou face superficial. É formada por tecido conjuntivo frouxo e tem células 
adiposas depositadas entre as fibras. Esta camada possui receptores sensíveis à 
pressão, vasos sanguíneos, terminações nervosas e glândulas sudoríparas. Sua 
principal função é servir de amortecedor e controle da temperatura e está ligada à 
reserva de nutrientes, proteção e sustentação. 
De acordo com as condições nutricionais de cada pessoa, a hipoderme pode 
apresentar uma camada de tecido adiposo de espessura que irá variar. (DUMAS; 
POIRIER, 1983) 
 
 
 
 
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Fonte: GUIRRO; GUIRRO, 2004, p.14 
Figura: Epiderme, Derme e Hipoderme 
 
 
 Fisiologia da pele 
 
 Glândulas da pele 
 
 As glândulas sudoríparas e as glândulas sebáceas têm ampla distribuição na 
pele. Além disso, há glândulas especializadas, como as glândulas ceruminosas (de 
cera), as glândulas mamárias e as ciliares. Elas iniciam seu desenvolvimento a partir 
da ectoderme embrionária. Os cordões em brotamento tornam-se ocos e continuam a 
crescer em direção à derme, formando ductos associados às glândulas da pele. 
(DANGELLO; FATTINI, 2002) 
 
Glândulas sudoríparas 
 
 
 
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 Estas glândulas estão distribuídas na maior parte da superfície do corpo. 
Apenas em poucos lugares, como nos mamilos, lábios e porções da pele dos órgãos 
genitais, elas estão ausentes. As glândulas sudoríparas típicas e as glândulas écrinas 
– são glândulas merócrinas, cada uma com a forma de túbulo simples, que se torna 
espiralado dentro da derme. As glândulas sudoríparas, que se encontram nas axilas, 
nos lábios maiores do genital externo feminino e ao redor do ânus, se estendem até 
dentro do tecido subcutâneo e são usualmente grandes; além de frequentemente 
secretarem no folículo piloso e não diretamente na superfície da pele. Portanto, são 
chamadas de glândulas sudoríparas apócrinas, pois parte do citoplasma das células 
secretoras está incluído na secreção, que é mais complexa que o suor verdadeiro e 
mais espesso. As glândulas ceruminosas, também são apócrinas e são consideradas 
sudoríparas modificadas. 
 
Glândulas sebáceas 
 
 As glândulas sebáceas que secretam o sebo e proporcionam a manutenção 
da textura da pele, têm propriedades antifúngicas e antibacterianas. Desenvolvem-se 
a partir dos folículos pilosos e neles eliminam suas secreções, que são substâncias 
oleosas e ricas em lipídeos. O sebo lubrifica a pele e os pelos prevenindo-os do 
ressecamento. 
 Elas são estimuladas pela presença de hormônios sexuais e são 
particularmente ativas durante a adolescência. Sua estrutura é do tipo alveolar 
simples, embora algumas sejam alveolares compostas. Funcionalmente, as glândulas 
sebáceas são glândulas holócrinas. (DANGELLO; FATTINI, 2002) 
 
Funções da pele 
 
 A pele funciona na sensação, proteção, termorregulação e secreção. Nela 
estão localizados os receptores sensitivos para as quatro estações básicas: dor, tato, 
temperatura e pressão. Com a estimulação de um receptor, um impulso nervoso é 
enviado ao córtex cerebral, onde é interpretado. A estimulação e combinação de 
estímulos resultam em sensações como queima, prurido e cócegas, identificadas pelo 
cérebro. (DANGELLO; FATTINI, 2002) A pele forma um revestimento elástico e 
 
 
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resistente, além de impedir a passagem de agentes químicos e físicos nocivos à perda 
excessiva de eletrólitos e água. 
 Também desempenha funções secretoras do corpo humano. 
 Proteção 
 
 A pele funciona como barreira física, protegendo o corpo de invasões de 
microrganismo e evitando a entrada de substâncias estranhas do meio exterior; reduz 
a perda de água do corpo para o meio e protege contra o excesso da radiação 
ultravioleta. A superfície da pele é revestida por uma película líquida que tende para 
a acidez. Esta acidez protege como uma camada anti-séptica. 
 
Excreção 
 
 A secreção de suor funciona como um meio de excreção. Pequenas 
quantidades de resíduos deixam o corpo através do suor e tanto o volume como a 
composição desse suor variam conforme as necessidades do corpo. 
 
Sensação 
 
 As informações relativas ao meio externo são devidas à presença das 
terminações nervosas e receptores especializados. Um toque ligeiro, um trauma 
doloroso, pressão e alterações de temperatura estimulam os receptores 
tegumentares, que alertam o sistema nervoso central possibilitando umas ações 
apropriadas, podendo ser simples e automáticas; ou requerendo a ação de um ato 
mais complicado. 
 
Regulação da temperatura do corpo 
 
 A temperatura do corpo se mantém normal, mesmo em condições elevadas do 
meio ou durante um exercício, pois a quantidade de calor é perdida pela pele. Quando 
a temperatura aumenta, as arteríolas da dermese dilatam, trazendo maior volume de 
sangue e assim permitindo que grande parte do calor interno seja perdido para o meio. 
Sob condições de frio, o calor do corpo dá-se pela constrição das arteríolas dérmicas, 
 
 
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fazendo com que a quantidade de sangue que circula pela superfície do corpo seja 
reduzida de tal forma que o calor perdido para o meio seja menor. (DANGELLO; 
FATTINI, 2002) 
 
 ENVELHECIMENTO FACIAL 
 
 
FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO FACIAL 
 
 
Alterações genéticas 
 
Segundo Nascimento; Porto (1990), o envelhecimento é distinguido em natural, 
fisiológico da pele e alterações decorrentes de fatores ambientais, principalmente 
irradiação solar. Complementando, Guirro; Guirro (2004) preconizam que o 
envelhecimento é o processo natural ao qual todos estão submetidos, está presente 
desde o nascimento, no entanto é evidenciado após a terceira década de vida e tal 
intensidade está intimamente ligada à qualidade de vida à qual o organismo foi 
exposto; isto é, o hábito de cada pessoa. 
Fattaciolo (2001) diz que o envelhecimento se manifesta com o aparecimento 
de rugas, linhas de expressão, sulcos, atrofia, ressecamento, flacidez, hipo e hiper 
pigmentação, alteração da vascularização, da inervação e da espessura da pele. 
 A redução das funções fisiológicas, no processo de envelhecimento, ocorre 
devido a várias e diversas modificações, alterações em vários níveis celulares de 
nossos órgãos e sistemas, sendo um processo dinâmico e progressivo, perdendo a 
capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior 
vulnerabilidade e maior incidência dos processos patológicos que terminam por levá-
lo à morte. Independente da forma pela qual se estima a máxima esperança de vida 
potencial de uma espécie, parece partir-se do princípio de que a existência seria, 
então, marcada por uma diminuição progressiva do processo da formação celular. 
Isso, desde o período embrionário, é função do controle genético. O declínio funcional 
das células e sistemas dependeria da ação isolada e integrada de genes específicos. 
Dessa forma, a perda de funções poderia ocorrer em uma ou mais populações de 
 
 
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células, dependendo dos estímulos ou inibição dos genes e da perda das moléculas 
de DNA. (PICKLES, 1998) 
 Os problemas de codificação genética seriam causados por reações químicas 
orgânicas habituais que, pouco a pouco, causariam danos irreversíveis às moléculas 
das células. Tais reações poderiam ser potencializadas por fatores como a poluição, 
a alimentação, as temperaturas, os vírus, os traumatismos entre outros. Esses fatores 
resultam do meio ambiente ou das reações metabólicas endógenas, que implicariam 
em distorcer as informações da instabilidade molecular. Com isso, aumentariam as 
possibilidades de modificações químicas da matriz do DNA (ácido desoxirribonucléico) 
ou da cadeia de comando da síntese protéica RNA (ácido ribonucléico), levando a 
erros de transcrição. (CARVALHO et al, 1999) na compreensão do fenômeno do 
envelhecimento inevitável e esperado, foi descoberta a perda das bases teloméricas 
desde DNA. Sua função seria de estabilizar a estrutura cromossômica, no momento 
da divisão celular. 
 Com a idade, o tamanho das bases teloméricas do DNA diminui, devido a uma 
provável alteração na capacidade de reparação, ocorrendo assim a diminuição do 
fibroblasto e a capacidade replicativa das células, com a idade. Numerosos trabalhos 
têm mostrado redução da atividade enzimática, envolvida na luta contra radicais livres. 
O organismo possui meios naturais de defesa anti-radical livre, na forma de enzimas 
ou de moléculas (melanina). Certas moléculas exógenas como vitaminas E, A e C têm 
também um papel fundamental na proteção contra esses radicais livres. Assim, 
recebem a classificação de radicais livres, devido à alta concentração de oxigênio, 
que pode ser tóxica para vários tecidos e órgãos, pois vivemos constantemente 
expostos a ambientes ricos em oxigênio reativo que são gerados pela exposição ao 
sol (raios UV), poluição e inflamação, ocorrendo, portanto, várias mutações de matriz 
extracelular, tornando o processo de envelhecimento mais progressivo a cada dia. 
(FARINATTI, 2002) 
 Várias teorias procuram explicar o fenômeno do envelhecimento, dentre elas, 
a teoria do relógio biológico, a teoria genética que relaciona a capacidade de divisão 
e a renovação celular com fatores genéticos; a teoria do acúmulo de determinados 
produtos de metabolismo no interior da célula e a teoria dos radicais livres ou das 
substâncias tóxicas, que são produzidas promovendo alterações celulares, levando 
ao declínio do aspecto inicial, principalmente em função da diminuição da capacidade 
 
 
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elástica da pele (VILLE, 1979). A teoria do relógio biológico foi um dos primeiros 
conceitos emitidos, afirmando que o organismo possui um relógio que determinaria 
quando se inicia o envelhecimento, onde suas características se fariam mais visíveis. 
 No entanto, verificou-se também que, à medida em que as células se 
aproximam da sua divisão final, o número de alterações celulares, inclusive 
cromossômicas, aumenta, sugerindo o mecanismo de deterioração da síntese 
protéica. Com isso, perdem grande parte de sua capacidade de produzir colágeno, 
levando ao colapso gradativo e funcional dos lipídios, carboidratos, aminoácidos, 
DNA, RNA e outras enzimas. (CARVALHO et al, 1999) 
 São diversas as explicações para o envelhecimento do ponto de vista 
biológico. Algumas enfatizam o possível controle genético do envelhecimento celular, 
outras, as agressões externas a que são permanentemente expostas. Em ambos os 
casos, o resultado seria uma síntese protéica deficiente, com consequente disfunção 
dos tecidos e sistemas que o compõem. Apesar da variedade de alguns componentes 
apontados, alguns deles francamente longe de serem comparados, levantam-se em 
todos os casos estratégias que poderiam, possivelmente, retardar o processo de 
envelhecimento celular. 
 Além disso, há muito que responder quanto ao seu potencial de manutenção, 
harmonia e função entre os sistemas orgânicos, seja por controle hormonal ou 
metabólico. Pode-se especular que o envelhecimento residiria mais nos aspectos 
funcional e epidemiológico (manutenção da autonomia de ação e prevenção) do que 
em uma ação direta sobre os mecanismos que reagiriam a senescência de uma forma 
geral. (FARINATTI, 2002) 
 
 Alterações musculares no envelhecimento facial 
 
 Os músculos da face, sob esta denominação, são de caráter funcional e de 
aspecto puramente anatômico e sem dúvida apresentam a maior capacidade de 
expressão e de relação com a mastigação, fonação e piscar de olhos. 
 Os músculos da mímica ou da expressão facial são conhecidos como 
dérmicos, já que são fixados no esqueleto, em apenas uma das suas extremidades, 
sendo que sua inserção se dá na camada profunda da pele, diferente do que ocorre 
com os outros músculos. 
 
 
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A vascularização é feita pelos ramos da artéria externa, principalmente pela 
artéria facial, temporal superficial e maxilar interna. A inervação dos músculos é 
realizada pelos nervos facial e trigêmeo, responsáveis pela inervação dos músculos 
da mastigação e sensitiva de toda a face. (DANGELO; FATTINI, 1998) 
As contrações desses músculos alteram a fisionomia e exteriorizam os 
sentimentosdas pessoas, pois movimentam a área da cútis a qual são inseridos, 
produzindo depressões em forma de linhas e de fossas perpendiculares à direção das 
fibras dos músculos, que, com o tempo, se transformam em pregas ou rugas, 
associadas com a diminuição progressiva do tecido gorduroso, muscular e ósseo. 
As linhas de tensão fornecem a base para o enrugamento da pele. Elas ocorrem 
no corpo todo, mas só quando a pele perde sua elasticidade, com o avançar dos anos, 
é que elas formam rugas permanentes. A função dessas linhas é fornecer à pele certo 
grau de extensibilidade em direções correspondentes às demandas naturais da 
região. 
Algumas rugas são congênitas, enquanto outras, particularmente as do rosto, 
são adquiridas, ou pelo menos exacerbadas, por uma vida inteira de atividade 
muscular associada a certas expressões faciais. (MADEIRA, 1998) 
As rugas podem ser classificas clinicamente em: rugas profundas e superficiais. 
As rugas profundas não sofrem modificações quando a pele é esticada; elas 
são decorrentes da ação solar, ao contrário das rugas finas que são encontradas 
preferencialmente na pele não exposta ao sol e são decorrentes do envelhecimento 
cutâneo cronológico. Os autores demonstram que nas rugas profundas existem fibras 
elásticas grossas e tortuosas, além da elastose na derme. Nas rugas finas, há 
diminuição ou perda das fibras elásticas na derme papilar, sendo fibras finas e 
enroladas. (GUIRRO; GUIRRO, 2004) 
Existem também várias outras classificações para as rugas, como: rugas de 
expressão ou dinâmicas, que podem ser encontradas devido aos movimentos 
repetitivos dos músculos da face e aparecem como movimento. As rugas estáticas 
aparecem mesmo na ausência do movimento, devido à fadiga das estruturas da pele, 
em decorrência dos movimentos repetitivos. 
Existem ainda as rugas gravitacionais, decorrentes da flacidez do 
envelhecimento facial. Todas atingem as mesmas estruturas, sendo: ao redor dos 
 
 
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olhos, horizontais na fronte (testa), glabelares verticais, sulco-nasogeniano (do nariz 
ao lábio) e pequenas rugas peri-bucais. 
 
 
 
Fonte: GUIRRO; GUIRRO, 2004, p. 290 
Figura: Tipos de rugas 
 
 
 
 
MÚSCULO AÇÃO OBSERVAÇÃO 
1 – Platisma 
Abaixa a mandíbula, 
repuxa o ângulo da boca 
para baixo, estica e 
pregueia a pele do 
pescoço. 
Não é realmente um 
músculo facial, mas sua 
ação se dá na 
Mandíbula e pele ao 
redor dos lábios. 
2 – Frontal 
Eleva os supercílios e 
enruga a fronte. 
É chamado do músculo 
da atenção 
 
 
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3 – Orbicular dos olhos Fechamento da rima 
palpebral, ação de piscar. 
É constituído por três 
porções. 
4 – Elevador do lábio 
superior e da asa do nariz 
Eleva e inverte o lábio 
superior, dilata a narina. 
Importante na dificuldade 
de respiração. 
5 – Zigomático maior Traciona o ângulo da boca 
superior e lateralmente. 
Ação observada na 
risada. 
6 – Zigomático menor 
Auxilia na elevação do lábio 
superior, acentua o sulco 
nasal-labial. 
Sua ausência não é rara. 
7 – Depressor do lábio 
inferior 
Deprime o lábio inferior. 
Repuxa os lábios para 
baixo, contribuindo para 
expressão facial de 
tristeza. 
8 – Orbicular da boca Fecha e protrai os lábios 
Contribui juntamente 
com outros músculos 
Para o fechamento ativo 
da rima oral. 
9 - Bucinador 
Comprime a bochecha, 
puxa o ângulo da boca 
lateralmente. 
Coloca o alimento entre 
os arcos dentais, evita 
que se acumule no 
vestíbulo. 
10 - Risório 
Retrai o ângulo da boca 
lateralmente. 
Sua ação fica evidente 
no riso forçado 
(Juntamente com o 
bucinador). 
11 - Mentual 
Eleva e protrai o lábio 
inferior 
Sua ação fica evidente 
no riso forçado 
(Juntamente com o 
bucinador). 
 
Fonte: GUIRRO; GUIRRO, 2004, p. 292 
Quadro1: Principais músculos da face, com suas respectivas ações 
 
 
 
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Fonte: GUIRRO; GUIRRO, 2004, p. 291 
Figura: Músculos da face 
 
 
Alterações da pele 
 
 Os problemas na pele são comuns nos idosos e podem interferir 
significativamente na qualidade de vida. 
 Nos últimos quinze anos, as pesquisas relataram a prevalência e a 
epidemiologia dos transtornos e queixas cutâneas entre os idosos. Ao mesmo tempo, 
a pesquisa básica começou a observar e a definir as alterações histológicas e 
moleculares na pele envelhecida. (GALLO et al, 2001) 
 
 
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 As mudanças fisiológicas da pele são irreversíveis e inevitáveis com o tempo, 
principalmente, acompanhadas de uma mudança do nível de homeostasia. 
 À medida que a pele envelhece, ocorrem muitas alterações estruturais e 
funcionais, intrínsecas (refletidas pelas alterações clínicas vistas ao longo do tempo). 
Isto são fatores genéticos e iniciam-se por volta dos trinta anos, principalmente em 
peles finas e inelásticas e acentuam-se com o início da menopausa, nas mulheres 
(MÉLEGA, 2003). Já os fatores extrínsecos são aqueles atribuíveis à exposição solar 
crônica (calor), fumo, álcool, produtos químicos entre outros; alterações estas que se 
incluem principalmente nos componentes do tecido conjuntivo, promovendo elastose, 
ressecamento, telângectasia, pigmentação irregular, rugas profundas e tumores da 
pele. (KEDE; SABATOVICH, 2003) 
 Existe uma tendência que inclui o achatamento e a redução da junção derme-
epiderme, sendo que, na mulher, associam-se também as alterações que ocorrem na 
menopausa, induzidas pela radiação solar crônica e o fumo, que aceleram ainda mais 
o envelhecimento cutâneo. (FREITAS et al, 2002) 
As principais alterações são as do tecido colágeno e elástico. Com o 
envelhecimento, o tecido colágeno, componente fundamental do tecido conjuntivo, 
torna-se gradualmente mais rígido e há uma perda clássica da estriação longitudinal 
e das moléculas de água, além da diminuição da substância fundamental amorfa, 
resultando assim em diminuição de força e dificuldade de difusão dos nutrientes pelo 
aumento da rigidez tecidual. 
 A degeneração das fibras elásticas relacionadas com o envelhecimento se 
inicia por volta dos 30 anos, ficando mais acentuada aos setenta, onde há um 
desaparecimento progressivo das fibras, com consequente aumento dos lipídios. O 
declínio das fibras elásticas faz com que as camadas de gordura sob a pele não 
consigam se manter uniformes, diminuindo as proteoglicanas, responsáveis pela 
retenção de água, resultando na perda de hidratação e contribuindo para aparência 
envelhecida de pele. (KAWFFMAN, 2001) 
 A fragilidade cutânea observada nos idosos é devida, provavelmente, ao 
comprometimento da diminuição da microcirculação subcutânea. Há redução do 
número das células de Langherans, afetando assim a responsabilidade imunológica, 
termorregulação, sudorese, diminuição na cicatrização de feridas, renovação epitelial, 
distribuição irregular e atrofia dos melanócitos, que com a idade diminuem de 6 (seis) 
 
 
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a 8 (oito) % por década, além da redução de vitamina D. Por isso a pele torna-se 
manchada em certas áreas, como no dorso das mãos, pescoço e face. Os receptores 
sensitivos responsáveis pela percepção de dor, calor e pressão tornam-se menos 
visíveis e menos numerosos, as glândulas sebáceas e sudoríparasdiminuem em 
número e função. (GALLO et al, 2001) 
 
FISIOTERAPIA DERMATO-FUNCIONAL 
 
 Há duas décadas, acredita-se que o processo de envelhecimento só seria 
motivo de controle ou tratamento após os sessenta anos, período de caracterização 
do envelhecimento, mas este conceito encontra-se superado atualmente. Hoje 
podemos acompanhar as diferentes fases do envelhecimento, através de medidas 
preventivas ou curativas, com a finalidade de conservar a qualidade de vida do 
organismo. As técnicas para o tratamento do envelhecimento facial têm avançado 
muito nos últimos anos, oferecendo muitas opções para melhorar a aparência das 
linhas de expressão e das rugas. Grande parte destas técnicas são não invasivas, 
portanto não exigem interrupção do trabalho e da vida social pela sua rápida 
recuperação. (CRANE; HOOD, 2005). Após vários estudos, foi demonstrado em 
espécies com curto período de vida, que com aplicações ou medidas terapêuticas, 
teremos uma melhor elucidação das alterações bioquímicas e ou teciduais, que 
ocorrem com o passar do tempo, consequentemente uma melhora na expectativa e 
conservação de vida. (GUIRRO; GUIRRO, 2004) 
 Várias medidas terapêuticas preventivas existem na Dermato-Funcional. 
Neste capítulo serão abordadas algumas das mais utilizadas. Entre elas abordaremos 
a foto envelhecimento e a importância indispensável do uso do filtro solar; a 
massagem terapêutica; laser terapia e eletroestimulação facial, todas demonstrando 
um amplo aspecto quanto à prevenção e à melhoria da qualidade do envelhecimento 
facial. 
 
Foto envelhecimento e filtro solar 
 
 A foto envelhecimento é responsável pela maioria das alterações vistas na 
pele, habitualmente exposta ao sol (raios-ultravioleta UVA, UVB, UVC). Após a 
 
 
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irradiação solar, verifica-se a formação de radicais livres na pele. Esses compostos 
químicos que possuem um elétron não pareado em uma órbita externa reagem com 
os componentes celulares produzindo derivados citotóxicos, ocasionando diversos 
tipos de lesões. 
Os efeitos da radiação sobre um ser vivo devem ser analisados sob vários 
aspectos, como a idade, a exposição e a quantidade recebida. Porém, após exposição 
em grandes doses e por muito tempo, levam a danos irreversíveis, atribuindo aos 
indivíduos uma das principais morbidades do foto envelhecimento, que é o 
desenvolvimento do câncer de pele. (MATHEUS; KUREBAYASHI, 2002) 
 Os cânceres de pele induzidos pelos raios ultravioletas são consequências 
mais sérias de lesão por exposição prolongada ao sol. A incidência tem aumentado 
drasticamente ao longo dos últimos vinte anos. O reconhecimento das lesões 
precocemente, junto a medidas preventivas, pode diminuir a morbidade e a 
mortalidade, significativamente. 
 Diversas alterações histológicas, fisiológicas e clínicas da pele ocorrem devido 
à foto envelhecimento. Entre elas, podemos citar: atrofia e displasia da derme, 
redução das células de Langherans, distribuição e atividade irregular dos melanócitos, 
elastose da pele, redução das respostas inflamatórias e imunológicas, telângectasia, 
rugas, melanose solar, ceratose solar, carcinoma baso celular, entre outras variadas 
lesões. (GALLO et al, 2001) 
 Atualmente, muitos produtos para proteger a pele e novas tecnologias têm 
aumentado e são úteis para a prevenção e foto-proteção da pele, pois, a maioria das 
terapias é direcionada ao aprimoramento dos resultados para evitar estas lesões 
cutâneas por irradiação ultravioleta. 
 Entretanto, muitas terapias são avaliadas e estudadas para tentar preservar 
ou melhorar estes tipos de pele, tentando reeducar os pacientes para mudar seu estilo 
de vida, principalmente evitando exposição prolongada aos raios solares. Como 
estratégias para prevenir o foto envelhecimento e as lesões por irradiação, evitando a 
morbidade e mortalidade dos cânceres de pele, em enfoque principal, temos a foto 
proteção, ou seja, o filtro solar, indispensável paralelamente, em qualquer tipo de 
tratamento tanto para proteger a pele contra os raios nocivos do sol, como para a 
prevenção do foto envelhecimento. (FREITAS et al, 2002) 
 
 
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 Os cuidados diários com a pele, usando FPS (fator de proteção solar), roupas 
compridas e evitando a exposição solar de 10 horas da manhã às 14:00 horas, nos 
beneficiam a cada dia com uma pele mais saudável e sem danos. (HOLCK, 2003) 
 Kligman et al (1998), mostraram, em estudos usando UVB irradiado em ratos 
lisos, convencimento de que o FPS pode prevenir e reparar o UVB que induz a foto 
envelhecimento. Os ratos lisos albinos eram irradiados com UVB três horas/semana 
durante trinta semanas, e os FPS com alto fator eram aplicados depois entre a 10ª e 
20ª semana. Não somente estava mais longe da foto envelhecimento preventivo, 
como do fotodano contraído antes da aplicação do FPS que era reparador. O processo 
reparador era caracterizado pelo uso do FPS, por uma zona da derme de 
reconstituição, constituindo na maturidade do colágeno e no trabalho das fibras 
elásticas finas. 
 Um outro estudo analógico foi demonstrado em 46 saudáveis voluntários que 
usavam FPS em um veículo diário, por 24 meses. Biopsias de pele periauricular têm 
tido como base uma significante diferença em elastose solar entre dois grupos, 
indicando que o FPS pode permitir a reparação da derme. Mostrou também que, se 
manter fora do sol por mais tempo pode trazer benefícios na qualidade da pele, 
diminuindo o risco da foto envelhecimento. Estas observações têm sido analisadas 
histologicamente pelos estudiosos, mostrando que a derme é reparada quanto à 
exposição aos raios UV, usando se filtro solar. 
 Usando um modelo matemático baseado em uma data epidemiológica 
estudada, o potencial benéfico e regular do uso do filtro solar 15, durante os primeiros 
dezoito anos de vida, demonstrou a redução da incidência do foto envelhecimento e 
do câncer de pele em aproximadamente 78%. De uma perspectiva prática, os 
indivíduos devem ser alertados e orientados de que o uso diário do filtro solar evita ou 
retarda riscos e danos indesejados. (GRIFFITHIS, 1999) 
 
Massagem terapêutica facial 
 
 Dentre todas as terapias, a massagem é a mais elementar e a mais antiga. 
Sua história em evolução remonta às mais afastadas épocas da vida humana sobre a 
terra, sendo definida como um conjunto de manipulações sistemáticas e científicas 
 
 
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dos tecidos corporais, de melhor eficiência com as mãos, com o propósito de 
influenciar os sistemas e órgãos. 
 A primeira massagem realizada pelo homem aconteceu quando este, 
instintivamente, esfregou sua pele para aliviar a dor de um traumatismo qualquer. 
Desde as mais remotas civilizações, tanto ocidentais como orientais e até mesmo 
entre as civilizações pré-colombianas, temos escritos que falam da massagem. 
 A utilização, na prática médica, foi descrita por Homero, em 1200 a.C. e por 
Hipócrates, em 460 a.C, usada nos banhos pelos gregos e romanos para assegurar a 
saúde e a beleza. 
 A palavra massagem pode ter diversas raízes em diferentes línguas, como, 
por exemplo, o termo massein, que se traduz como amassar ou mass que significa 
palpar. (FRITZ, 2000) 
 A massagem, na atualidade, não é mais considerada como empírica e sim 
como ciência, uma vez que muitos efeitos relacionados a este recurso foram 
estudados. Em tempos mais recentes, foi desenvolvida e elaborada em alto grau por 
Ling, da Suécia e Mezger, da Holanda. Posteriormente, seus defensores foram Weir 
Mitchell e Kellogg,nos Estados Unidos e Cyriax e Mennell, na Inglaterra. 
 Existem diversos tipos de massagens, com diferentes técnicas, porém, todas 
são derivadas de movimentos primários que fazem parte da massagem clássica, 
preconizada por Perhenrike (1776), proporcionando ao corpo o bem-estar e a 
restauração da saúde. Ela auxilia desde o tratamento de doenças crônicas até 
simplesmente os efeitos do estresse, ocasionados pelo dia-a-dia; possui efeito 
imediato e a pessoa massageada sente efeito ao final da primeira sessão. (MARTINS, 
2003) 
A massagem, segundo Mennell (apud LIMA, 2001, p 01), possui algumas 
manobras básicas entre elas: 
a) Deslizamento superficial; 
b) Deslizamento profundo; 
c) Amassamento; 
d) Fricção; 
e) Percussão; 
f) Vibração. 
 
 
 
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 Deslizamento superficial e profundo 
 
Na manobra de deslizamento, é realizado um movimento de alisamento em 
toda a região facial desejada. Quando realizadas, as manobras ajudam o paciente a 
relaxar por meio do sistema nervoso sensitivo, produzindo um efeito sedativo e 
diminuindo o espasmo muscular. 
Quando realizadas de forma rápida e mais profunda exercem um efeito 
estimulante, resultando num efeito generalizado de revigoramento. 
 
 
 Amassamento 
 
É uma manipulação em que todos os tecidos subcutâneos são alternadamente 
comprimidos e liberados. Durante a fase de pressão de cada movimento, a mão e a 
pele se movem conjuntamente sobre as estruturas mais profundas, deslizando 
repetitivamente. 
 
 Fricção 
 
As fricções consistem em movimentos breves, precisamente localizados e 
profundamente penetrantes realizados em direção circular. Esses movimentos são 
habitualmente realizados pelas pontas dos dedos. (BROWN, 2001) 
 
Vibração 
 
É o ato de vibrar as mãos do terapeuta, sendo transmitida uma leve pressão 
sobre a face do paciente. 
 
 Percussão 
 
É a aplicação de golpes ligeiros a fim de estimular a musculatura facial. Esta 
técnica é realizada com a ponta dos dedos, com toques leves e suaves, podendo 
 
 
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também ser feita lentamente, em movimentos rítmicos com as palmas das mãos 
relaxadas. (MARTINS, 2003) 
O terapeuta deve observar outros aspectos como: bom posicionamento e 
aquecimento das mãos, a limpeza das mesmas, força e leveza combinadas 
(agilidade), unhas curtas, cabelos presos, sala adequada com boa iluminação e 
temperatura ambiente agradável. (GUIRRO; GUIRRO, 2004) 
A partir dessa técnica, denominada massagem clássica, surgiram outras como: 
a drenagem linfática manual, shiatsuterapia, ayurvédica, massagem do tecido 
conjuntivo e reflexa, shantala entre outras existentes atualmente. 
Basicamente, todas partem de um mesmo princípio técnico de realização das 
manobras, sendo a massagem clássica a mais realizada em tratamentos terapêuticos 
preventivos. 
 Para realizá-la, o profissional, além de ser qualificado, deverá ter 
conhecimento da anatomia, fisiologia e funcionamento dos sistemas orgânicos e 
corretas indicações da patologia, sabendo também utilizar corretamente as técnicas e 
suas possíveis variações. As indicações e contraindicações são requisitos 
indispensáveis de conhecimento do terapeuta antes da realização da massagem. 
 As manobras devem ser realizadas no sentido distal-proximal, isto é, contrário 
ao sentido dos pelos, pois assim, haverá uma mobilização mecânica mais eficaz de 
todos os bulbos pilosos, eliminando detritos que possam estar situados abaixo. 
 
Efeitos fisiológicos da massagem 
 
A massagem sobre a pele exerce um efeito mecânico direto, decorrente da 
ação direta da pressão exercida. Também, o aumento da ação reflexa indireta, por 
liberação local de substâncias vasoativas, proporciona mudanças fisiológicas. 
 Resumidamente, as diversas técnicas da massagem podem promover: 
a) Relaxamento muscular; 
b) Alívio da dor; 
c) Aumento da circulação sanguínea e linfática; 
d) Aumento da nutrição tecidual; 
e) Aumento da secreção sebácea; 
f) Remoção dos catabólicos; 
 
 
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g) Aumento da maleabilidade tecidual; 
h) Aumento da extensibilidade tecidual; 
i) Aumento da mobilidade articular; 
j) Recuperação da camada epidérmica; 
k) Renovação do estrato córneo; 
l) Elevação da temperatura de 2 a 3 graus Celsius; 
m) Aumento do número de capilares; 
n) Aumento na penetração de fármacos. 
 
 
 Efeitos circulatórios da massagem 
 
O aumento do fluxo sanguíneo promovido pela massagem foi observado, no 
século XIX, por Brunton e Tunicliffe. Na circulação sanguínea localizada, há o 
deslocamento intermitente do líquido nos vasos, aumento da velocidade do fluxo e da 
troca de substâncias com células tissulares. 
Como efeito secundário, aumento da irrigação sanguínea periférica, da 
concentração de eritrócito e da excreção renal da água. (GUIRRO; GUIRRO, 2004) 
A primeira porção da circulação a ser afetada é a dos capilares periféricos, 
promovendo uma isquemia seguida de uma vasodilatação (que favorece trocas 
nutritivas), acarretando uma hiperemia cutânea com elevação da temperatura da pele, 
microscopicamente, com o aumento no número de capilares em atividade. Essa 
vasodilatação capilar leva a uma vasoconstrição compensadora das artérias mais 
profundas (contração reflexa das artérias), levando ao aumento da circulação 
periférica, facilitando a evacuação do sangue, intensificando assim a retirada de seus 
catabólicos, melhorando em todos os aspectos a qualidade cutânea. 
 
 Indicações da massagem 
 
É indicado para qualquer processo que necessite de vasodilatação ou para que 
haja o aumento da circulação como: 
a) Edema: 
b) Hematoma: 
 
 
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c) Linfedemas; 
d) Cicatrizes; 
e) Aderências; 
f) Tensão e fadiga muscular; 
g) Dor; 
h) Rugas. 
 
 
Contraindicações da massagem 
 
Existem patologias em que a massagem é contraindicada, devido ao perigo de 
acentuá-las, ou mesmo propagá-las a outros tecidos. As mais comuns são: 
a) Tumores benignos e malignos; 
b) Distúrbios circulatórios; 
c) Doenças da pele; 
d) Hiperestesia da pele; 
e) Gravidez; 
f) Processos infecciosos; 
g) Fragilidade capilar; 
h) Aumento da temperatura corporal (febre). 
 
 
Shiatsuterapia 
 
É uma forma de manipulação administrada pelos polegares, outros dedos, 
palma das mãos, sem o uso de qualquer instrumento mecânico ou de outro tipo para 
aplicar pressão sobre o tecido a fim de restabelecer o fluxo energético normal e corrigir 
disfunções internas. Através das manipulações do shiatsu, há intensa estimulação 
proprioceptiva, atuando sobre o sistema nervoso. Além disso, promove uma 
homeostase tanto energética como física gerando assim a possibilidade de haver um 
processo de auto cura. (NAMIKOSHI, 1992) 
 
Histórico 
 
 
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A palavra shiatsu tem origem japonesa e significa pressão dos dedos; onde shi 
significa dedo, e atsu quer dizer pressão. (BARROS, 2004) 
O início da medicina oriental no Japão data do século VI, mais ou menos; no 
ano 552. Assim sendo, o shiatsu tornou-se conhecido como forma de terapia manual 
há aproximadamente 70 anos. Vários entre os primeiros praticantes de shiatsu, 
desenvolveram seus próprios estilos, sendo que alguns como Tokojiro Namikoshi e 
ShizutoMasunaga, fundaram escolas que contribuíram para o estabelecimento do 
shiatsu como terapia. Existem vários estilos diferentes de shiatsu, hoje em dia. Alguns 
se concentram em pontos de acupressão (acupuntura digital). Outros enfatizam um 
trabalho mais generalizado no corpo ao longo dos caminhos de energia para 
influenciar o Ki fluindo através deles. Outros ainda destacam os sistemas de 
diagnósticos como os dos Cinco Elementos, ou a abordagem macrobiótica. 
 
 Energia 
 
Quando se fala em energia, subentende-se atividade. Pela ciência, todos os 
elementos, sejam animados ou inanimados, possuem energia em diferentes formas. 
Na medicina oriental, essa energia é denominada Ki que em japonês significa a 
energia vital que todos os seres vivos possuem. Cada cultura possui um método para 
entrar em contato com esta energia e promover seu equilíbrio, seja através de 
exercícios, da respiração, de alongamentos, de pressão em pontos do corpo inserindo 
agulhas (acupuntura). Esses pontos formam meridianos e possuem baixa resistência 
à eletricidade, sendo bons condutores. 
 
 
Meridianos 
 
É o trajeto por onde a energia vital percorre o corpo. Eles estão intimamente 
ligados ao potencial de função de um órgão ou víscera e são em número de 12. Sua 
energia circula com ritmo e sequência estabelecidos de tal maneira que a cada 2 
horas, um dos meridianos têm o seu máximo de atividade. 
 
 
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Seis meridianos são de natureza Yin, e seis são de natureza Yang. Para a 
medicina oriental, tudo no universo foi gerado pela união de duas forças antagônicas, 
porém complementares: Yin e yang. (THOMPSON, 1997) 
Para que haja a saúde física e mental, é necessário que exista perfeito 
equilíbrio e harmonia do fluxo de energia no organismo, pois o bloqueio dessa energia 
é o primeiro estágio para o desenvolvimento de doenças. 
Qualquer ser vivo, fenômeno, objeto, etc., ocorre da inter-relação constante de 
Yin e Yang. A diversificação da unidade é constituída pela manifestação desses dois 
aspectos antagônicos de energia, que formam um infinito de combinações e 
constituem o universo. 
A vida desenrola-se dentro de um equilíbrio psico-bio-energético, de acordo 
com as leis da natureza e suas manifestações energéticas, dentro da polaridade Yin 
e Yang. Esta oposição energética serve para os orientais como base para sua filosofia 
e terapêutica. 
 
 Características do Yang 
 
Expansão, claro, atividade ou movimento, vida, energia, positivo, masculino, 
agudo, centrípeto. 
 
Características do Yin 
 
 Introversão, passividade, escuro, negativo, morte, feminino, crônico e 
centrífugo. 
 
 
 Técnicas básicas de aplicação 
 
Pressão: 
Pressionar um único ponto uma só vez. 
Pressionar um único ponto três vezes. 
Pressionar um único ponto por um minuto 
 
 
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Pressionar um único ponto três vezes aumentando a intensidade cada vez que 
se pressiona. 
A pressão deve ser sempre realizada perpendicularmente, sendo o princípio da 
mesma, contínua e determinada e deve obedecer de três a sete segundos. A 
intensidade da pressão irá determinar a relação paciente e terapeuta, pois cada 
pessoa possui um limiar de dor. 
a) Pressão fraca, sensação confortável. 
b) Pressão média, pequena dor, porém quase insuportável. 
c) Pressão forte, dor e sensação quase insuportável. 
Esta terapia facilita a circulação do sangue e da energia por todo o corpo. A 
técnica é pressionar e alongar cada centímetro do músculo (NAMIKOSHI, 1987). O 
efeito dessa massagem é imediato, sendo que a sensação de relaxamento e bem-
estar são sentidas logo após a primeira sessão. Os movimentos de pressão, além de 
trabalharem a massa muscular agem também sobre os sistemas reprodutivo, 
digestivo, respiratório, circulatório e nervoso, ativando o funcionamento dos órgãos 
internos e a circulação sanguínea. Todos têm uma tendência a acumular tensão e 
energia em suas cabeças, assim existem muitos meridianos que começam e terminam 
na face onde facilmente podem ocorrer bloqueios resultando na formação de linha de 
expressão, manchas ou rugas. Sendo assim, o shiatsu, quando aplicado na região da 
face, pode remover qualquer obstrução e promover aumento do Ki; deixando a pele 
oxigenada e hidratada o que estimula a produção de colágeno e elastina, 
recuperando, portanto, a tonicidade e a vitalidade do rosto, pois a pele fica menos 
frágil e menos susceptível ao envelhecimento precoce. (VACCHIANO, 2000) 
 
Fonte: LIMA, 2007, p. 18 
 
 
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Figura: Pontos do Shiatsu na região frontal da face 
 
Fonte: LIMA, 2007, p. 18 
Figura: Pontos do Shiatsu na região lateral da face 
 
 
Fonte: LIMA, 2007, p. 19 
 
 
 
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Figura: Pontos do Shiatsu do alto da cabeça 
 
 Indicações do Shiatsuterapia 
 
a) Estresse; 
b) Dores nas costas e articulações; 
c) Insônia; 
d) Inchaço dos pés e pernas; 
e) Dor de cabeça; 
f) Sinusite; 
g) Rosto cansado, com sulcos e marcas de expressão, enfim todos os 
processos que necessitam de vasodilatação. 
 
Contraindicações do Shiatsuterapia 
 
a) Processos infecciosos; 
b) Doenças infecto – contagiosas; 
c) Febre; 
d) Gripe; 
e) Câncer; 
f) Ulcerações ou processos erosivos da pele; 
g) Patologias de origem neurológica, pela ausência de sensibilidade; 
h) Patologias agudas. (LUNDBERG, 1998) 
 
 Normas do bom terapeuta 
 
a) Usar roupas confortáveis, limpas e de preferência brancas; 
b) Estar tranquilo e sereno para demonstrar boa aparência ao paciente; 
c) Aplicar os estímulos conforme o indivíduo consegue suportar; 
d) Não falar em demasia; 
e) Não demorar excessivamente a massagem; 
f) A concentração deve estar voltada apenas para o indivíduo que será 
massageado; 
 
 
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g) Limpeza geral das mãos, flexibilidade e agilidade nas pressões; 
h) Desuso de anéis e pulseiras para não machucar o paciente. 
Eletroestimulação facial 
 
 Micro correntes 
 
Estudos mostram que as microcorrentes vêm sendo desenvolvidas com 
tecnologia avançada, atingindo melhores resultados com intensidade de 10 a 500 
microamperes. Difere-se, portanto, das outras correntes eletro terapêuticas em 
relação à percepção da sensação de formigamento, por não conseguir ativar as fibras 
nervosas sensoriais cutâneas, proporcionando ao paciente maior conforto durante a 
sua aplicação. (ROBINSON; SNYDER-MACKLER, 2001) 
Segundo Gonzales (apud PEREIRA et al, 2008, p.25), a sensação de 
formigamentos, que é tão comum nas aplicações de outras correntes, inexiste, porque 
a microcorrente trabalha de forma sensorial e compatível ao campo eletromagnético 
do corpo, gerando assim adaptações benéficas aos tecidos. O efeito da utilização das 
microcorrentes tem sido muito estudado, em virtude do seu campo de atuação ser 
bastante profundo, podendo alcançar o tecido muscular e principalmente o plano 
cutâneo e subcutâneo. 
Uma das terapias mais difundidas para o tratamento facial na 
DermatoFuncional é a estimulação elétrica dos músculos da face. A terapia por 
microcorrentes é a forma que utiliza correntes com pequenos valores de frequência e 
intensidade (microamperes). 
As correntes elétricas de pequena intensidade quando aplicadas ao corpo, por 
serem compatíveisaos sinais elétricos, aumentam a atividade celular. A 
eletroestimulação facial tem o objetivo de proporcionar maior tonicidade à musculatura 
e causar um enrijecimento adequado. Pode ser realizada em conjunto com outras 
técnicas como o eletrolifting, ionização de ativos, além de técnicas cosmetológicas e 
manuais, o que auxilia na modelação da face e na atenuação das linhas de expressão. 
A corrente farádica é uma corrente do tipo alternada, ou seja, muda sua 
polaridade em um determinado tempo e realiza uma estimulação muscular por 
excitação nervosa (ROBINSON; SNYDER-MACKLER, 2001). Tem ainda por objetivo 
 
 
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proporcionar trabalho passivo, melhorando o contorno facial e reduzindo o quadro de 
flacidez muscular com consequente melhoria da circulação periférica. 
Já a corrente galvânica caracteriza-se por ser uma corrente contínua, ou seja, 
o fluxo de elétrons é constante e interrupto, unidirecional. É modulada em ondas onde 
os valores da frequência são medidos em milionésimos de ampére (mA). O principal 
objetivo é a revitalização cutânea, a melhoria da flacidez muscular, elasticidade, 
viscosidade e brilho da pele. 
A má circulação e a disfunção do sistema linfático ocasionam ineficácia na 
nutrição e na eliminação de toxinas. Estes aspectos associados a fatores como modo 
de vida do paciente e sua forma individual de utilizar os músculos da face também 
refletem nos tônus musculares, que é o responsável pelo aspecto viçoso da juventude. 
Contudo, quando este é afetado, poderá surgir o aparecimento de sulcos 
nasogenianos, linhas de expressão e outras exteriorizações. Esta eletroestimulação 
atinge não só a superfície da pele, mas também possibilita a movimentação de 
líquidos intersticiais, o que ajuda na estimulação das fibras da musculatura da face. 
Alguns efeitos fisiológicos ocorrem tais como: 
a) Elevação da temperatura local; 
b) Formação de hiperemia; 
c) Otimização do metabolismo; 
d) Aumento da síntese de ATP e de colágeno; 
e) Incremento da drenagem; 
f) Desobstrução ganglionar; 
g) Aumento das trocas iônicas intracelulares; 
h) Mobilização de líquidos provenientes das circulações linfática e 
sanguínea; 
i) Aumento da reabsorção de hematomas, edemas e cicatrização em pós 
- cirúrgicos. 
Para a realização dessas terapias, há necessidade de eletrodos convencionais 
(borracha de silicone, autoadesivo, etc) ou eletrodos tipo sonda em forma de dupla 
caneta - bastonetes (MARTINS, 2003). Existe também um outro tipo de caneta, a qual, 
na sua extremidade, possui uma fina agulha necessária para que haja a concentração 
da corrente. 
 
 
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Na ponta desta caneta existe uma maior concentração de cargas, o que 
acarreta um campo elétrico mais intenso, podendo provocar o seu esgotamento de 
cargas elétricas. Deve-se ter cuidado para não provocar lesões. O procedimento 
técnico consiste na estimulação das rugas de forma individual até que haja uma 
hiperemia em todo o trajeto da ruga. Isso ocorre devido a essa estimulação provocar 
o aumento da circulação local, intensificando assim os processos metabólicos, a 
nutrição, a função e a regeneração do tecido subepidérmico. (GUIRRO; GUIRRO, 
2004) 
Os processos técnicos para a execução podem ser divididos em três grupos: 
 
a) Deslizamento da agulha dentro do canal da ruga; 
b) Penetração da agulha em pontos adjacentes e no interior da ruga; 
c) Escarificação - método de deslizamento da agulha no canal da ruga: 
diferencia-se pela agulha ser posicionada a 90 graus, ocasionando uma lesão do 
tecido. 
As três técnicas produzem resultados animadores, atenuando sobremaneira as 
rugas e linhas de expressão. Entretanto, as duas técnicas que desencadeiam um 
processo inflamatório, a invasiva e a escarificação, proporcionam resultados rápidos. 
A intensidade da corrente utilizada é baixa, de 300 a 500 microampere. 
Quanto à colocação dos eletrodos, para trabalho na musculatura da face, 
podem respeitar os pontos motores ou regiões musculares. 
Se a escolha for pelos pontos motores, os eletrodos ou placas, como podem 
ser chamadas, deverão ser colocados nos pontos motores da musculatura próxima às 
terminações nervosas. Os pontos motores são áreas ótimas para a estimulação, pois 
existe uma menor resistência à passagem da corrente. Eles comandam a contração 
normal das fibras musculares. Esses nervos ramificam-se dentro do tecido conjuntivo, 
onde cada nervo origina várias ramificações. Uma fibra nervosa pode inervar uma 
única fibra muscular ou se ramificar e inervar até 150 delas. Neste local de inervação, 
o nervo perde sua bainha de mielina e forma uma dilatação dentro de uma superfície 
da fibra muscular. Isso é chamado de ponto motor. 
 
 
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Fonte: GUIRRO; GUIRO, 2004, p. 166 
Figura: Pontos motores, músculos e nervos da face 
 
Músculos 
a) Temporal; 
b) Frontal; 
c) Supra-orbital; 
d) Orbicular da boca; 
e) Zigomático; 
f) Elevador do lábio; 
g) Bucinador; 
h) Orbicular da boca; 
i) Masseter; 
j) Depressor do lábio. 
 
Nervos: 
a) Ramo Temporal; 
b) Ramo Zigomático; 
c) Ramo Mandibular; 
d) Ramo Facial. 
 
 
 
 
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Mas se a escolha for por regiões musculares, a posição das fibras indica o 
sentido de contração daquele determinado músculo. Ao realizar-se a 
eletroestimulação é necessário respeitar a contração normal das fibras musculares. 
No entanto, o sentido da eletroestimulação das placas será contrário à posição das 
linhas de expressão. 
Esta escolha é uma boa opção quando se necessita estimular os músculos de 
uma determinada região, o que normalmente é o caso da paciente da estética, que 
dificilmente necessita do trabalho em músculo isolado e sim em determinada região. 
 
 
 
Fonte: MARTINS, 2002, p. 02 
Figura: Aplicação lateral dos eletrodos 
 
 
 
 
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Fonte: MARTINS, 2002, p. 02 
Figura: Aplicação lateral e frontal dos eletrodos 
 
 Efeitos das microcorrentes no envelhecimento cutâneo 
 
No processo de envelhecimento celular, ocorrem umas interrupções elétricas. 
Assim, é promovido um aumento de resistência ao fluxo elétrico, o que impede o 
processo natural de renovação celular. Portanto, a aplicação de microcorrentes com 
o objetivo de propiciar o rejuvenescimento cutâneo é então justificada, pois esta tende 
a melhorar o fluxo de corrente endógena, restabelecendo a homeostasia local. 
(GONZALES apud PEREIRA et al, 2008, p. 24) 
 
 
 
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O uso de microcorrentes na pele produz um aumento na concentração de 
Adenosina 5-trifosfato (ATP), de três a cinco vezes, sendo o efeito muito similar ao 
encontrado na síntese protéica. Na Dermato – Funcional, a utilização dessas 
microcorrentes é baseada em seus efeitos fisiológicos e terapêuticos, sendo assim 
um recurso bastante utilizado na face, por ter característica confortável e indolor. 
(TEAHEN, 1994) 
De acordo com Martins (2003), existem bons resultados em estudos realizados 
com a aplicação de microcorrentes para propiciar a síntese de proteína. Estas 
provocam um aumento da produção de ATP em até 500%, devido a suaefetividade 
no fornecimento de elétrons e prótons, acelerando a velocidade de despolarização e 
de formação do potencial de ação da membrana mitocondrial; o que provoca uma 
elevação do transporte de aminoácidos, contribuindo para a síntese protéica em 30 a 
40%. Além da grande oferta de ATP aumentar o transporte de íons, propicia elementos 
essenciais ao desenvolvimento de tecido saudável. 
Segundo Valesco (2004), pesquisas mostraram que o intercrescimento dos 
fibroblastos e o alinhamento das fibras de colágeno no tecido epitelial foram fornecidos 
com a aplicação de microcorrentes. Esta excitação elétrica oferecida aumenta a 
concentração de receptores do fator de crescimento que aumenta a produção de 
colágeno, aumentando, portanto, a velocidade de renovação celular, dando um 
aspecto jovial e renovado à pele. 
 
Corrente russa 
 
A corrente russa tem sido utilizada nos tratamentos de combate ao 
envelhecimento com o objetivo de prevenir a hipotonia fisiológica através da melhora 
da circulação e nutrição tecidual. Esses efeitos são atingidos com o aumento do 
metabolismo muscular, promovendo um aumento na oxigenação e liberação dos 
resíduos metabólicos, dilatação das arteríolas com consequente aumento da irrigação 
sanguínea do músculo e estimulação de maior trofismo. 
A intensidade da corrente utilizada é proporcional à força de contração do 
músculo. Sabendo disso, os pontos motores passam a ser ideais como pontos dos 
eletrodos. (DI MAMBRO et al, 2005) 
 
 
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As contraindicações para o uso desta corrente são: cardiopatias, portadores de 
marca-passo, patologias circulatórias; gestantes; processos infecciosos e 
inflamatórios; neoplasias; patologias pulmonares; epilepsia; regiões com dermatite ou 
dermatoses e lesões musculares. 
 
 Foto rejuvenescimento a laser 
 
 O laser é um aparelho de amplificação da luz, provocada pela emissão 
estimulada de radiação, que utiliza luz altamente organizada para estimular alterações 
fisiológicas nos tecidos. O laser terapêutico é obtido, por exemplo, pelo gás Hélio – 
Neon (HeNe), quando eletricamente energizados para produzir uma saída de radiação 
fotônica para estimular determinadas áreas. (STARKEY, 2001) 
Resultados obtidos com a Laserterapia para prevenir e/ou melhorar as rugas 
não podem ser comparados com resultados de cirurgias plásticas ou outros métodos 
curativos, pois a prevenção cutânea é de suma importância para a dermato-funcional. 
Inicia-se desde cedo e pode ser acompanhada com técnica fisioterápica preventiva. 
Segundo Trelles (apud GUIRRO; GUIRRO, 2004), o laser se dá a nível celular, 
promovendo o aumento do colágeno, com o qual se consegue restituir a tensão da 
pele, obtendo-se interessantes melhoras na expressão facial em pacientes entre 30 e 
50 anos com sinais de envelhecimento cutâneo facial. 
Múltiplas modalidades têm sido descritas sobre o rejuvenescimento facial 
incluindo o uso terapêutico do laser. A laserterapia, comparada a outras técnicas, 
vem crescendo a cada dia, pois é um sistema de tratamento preventivo bem planejado 
e aplicado, promovendo um remodelamento sem danos da epiderme. 
Estudos realizados comparando o uso do laser versus terapia light (ou seja, 
leve, suave); para rugas faciais foram satisfatórios. Clinicamente, essas duas técnicas 
foram utilizadas com o objetivo de preservar e/ou prevenir as fibras dermais. 
Os resultados não foram satisfatórios quanto ao tratamento com a terapia light, 
ao nível de fibras da derme, porém, o tratamento com uso do laser foi efetivo para o 
rejuvenescimento facial; onde as fibras da derme não apresentaram desrruptura 
histológica. Concluindo, esta terapia favorece com seus resultados a formação de 
colágeno, melhorando a sustentação da pele, tornando sua aparência mais jovem e 
saudável. (KIM; GERONIMUS, 2004) 
 
 
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O laser de CO2 (dióxido de carbono) é um laser não abrasivo, ou seja, não 
invasivo, porque não retira camadas profundas da pele. É um tratamento suave, onde 
a luz emitida tem a intenção de melhorar o aspecto das rugas, manchas e vasos. 
A utilização deste laser é como realizar-se um peeling térmico, onde sua luz 
emitida agirá de maneira mais efetiva, depois da segunda sessão, pois, só assim ele 
terá capacidade de penetrar profundamente, tornando-se cada vez mais eficaz quanto 
à melhoria do aspecto cutâneo. 
O laser é percorrido pela região desejada da face, como nas rugas, manchas e 
vasos instalados ao redor da boca e olhos ou onde mais se desejar. 
Assim, com o tempo, ocorrerá a remoção de camada por camada 
comprometida da pele melhorando a textura e a firmeza, pois promoverá a contração 
das fibras de colágeno e elastina. 
Obtiveram melhores resultados aqueles pacientes que usaram e usam filtro 
solar associado a cremes e produtos que ajudam no rejuvenescimento cutâneo. 
(AIRAN; HRUZA, 2002) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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