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Prova- 17 - Princípios da Administração Pública Objetivo: Avaliar a compreensão dos princípios que orientam a administração pública brasileira e como eles se aplicam ao dia a dia do serviço público, influenciando a gestão pública e as relações com os cidadãos. Questões: 1. O princípio da legalidade estabelece que: a) A Administração Pública deve agir conforme a lei, respeitando as regras estabelecidas pela Constituição e demais normas. b) A Administração Pública pode agir conforme sua conveniência, desde que não prejudique a população. c) A Administração Pública deve agir conforme os interesses privados dos administradores públicos. d) A Administração Pública deve ser orientada pela conveniência política, podendo flexibilizar as leis. e) A Administração Pública tem liberdade para agir desde que o faça de maneira eficiente. 2. O princípio da moralidade na Administração Pública significa que: a) A Administração Pública deve agir com ética e honestidade, visando o interesse coletivo e respeitando os direitos dos cidadãos. b) A moralidade é irrelevante, sendo suficiente que a Administração cumpra a lei. c) A Administração pode agir de forma imoral desde que tenha respaldo legal. d) A moralidade só se aplica aos atos internos da Administração, não se estendendo ao trato com os cidadãos. e) A Administração deve seguir normas de moralidade apenas em atos administrativos de grande repercussão. 3. O princípio da eficiência exige que a Administração Pública: a) Atue de forma lenta, mas com rigor no cumprimento das normas legais. b) Busque resultados satisfatórios utilizando os recursos públicos da melhor forma possível. c) Priorizando a quantidade de serviços prestados, independentemente de sua qualidade. d) Ignore os custos para garantir a realização de um grande número de atos administrativos. e) Atue apenas conforme as orientações do governo, sem se preocupar com os custos. 4. O princípio da impessoalidade garante que: a) Os atos administrativos devem ser realizados sem discriminação, ou favorecimento pessoal, considerando apenas o interesse público. b) A Administração Pública deve ser feita de forma transparente, mas com vantagens para quem possui mais poder político. c) O foco da Administração Pública deve ser sempre em benefício de grupos ou indivíduos em vez de interesses coletivos. d) A Administração Pública deve agir em função de valores pessoais dos administradores públicos. e) A impessoalidade deve ser aplicada apenas aos processos eleitorais, não aos atos administrativos. 5. O princípio da continuidade dos serviços públicos implica que: a) Os serviços públicos podem ser interrompidos quando a Administração Pública achar necessário. b) Somente os serviços não essenciais têm garantia de continuidade, podendo ser interrompidos quando necessário. c) Os serviços públicos essenciais não podem ser interrompidos, mesmo em tempos de crise econômica ou política. d) A continuidade é garantida para todos os serviços públicos, mesmo os não essenciais, independentemente da situação financeira. e) A continuidade dos serviços é uma sugestão, não uma obrigação da Administração Pública. 6. O princípio da publicidade obriga que: a) Todos os atos administrativos sejam mantidos em sigilo, exceto aqueles que envolvam questões estratégicas. b) A Administração Pública divulgue amplamente seus atos administrativos, garantindo o direito à informação. c) Apenas os atos administrativos financeiros devem ser publicados. d) A Administração publique os atos, mas somente quando isso for conveniente para o governo. e) A publicidade deve ser restrita aos atos de maior interesse público, sem obrigatoriedade para atos menores. 7. O princípio da autotutela permite que: a) A Administração Pública revise, corrija e até anule seus próprios atos quando estes forem ilegais ou prejudiciais ao interesse público. b) A Administração Pública nunca pode anular ou revisar seus atos, mesmo que sejam ilegais. c) Apenas os tribunais podem revisar os atos da Administração Pública. d) A Administração Pública deve apenas corrigir erros de seus atos quando houver ordem judicial. e) A autotutela implica que a Administração Pública deve respeitar todas as decisões, mesmo que elas estejam em desacordo com a lei. 8. O princípio da supremacia do interesse público determina que: a) Os interesses privados podem prevalecer sobre os públicos sempre que o administrador achar conveniente. b) O interesse público deve sempre prevalecer sobre o privado, principalmente quando em jogo a eficiência e a ordem pública. c) O interesse público é sempre submisso ao interesse privado, se os cidadãos assim decidirem. d) A Administração pode optar por agir conforme os interesses privados, se for do interesse da maioria. e) O interesse privado deve prevalecer, pois os administradores públicos são servidores do cidadão individualmente. 9. Qual dos seguintes princípios possibilita a Administração Pública a discricionariedade para tomar decisões dentro da lei? a) Princípio da eficiência. b) Princípio da legalidade. c) Princípio da moralidade. d) Princípio da discricionariedade. e) Princípio da impessoalidade. 10. Em relação ao princípio da continuidade, é correto afirmar que: a) Os serviços públicos essenciais podem ser suspensos em qualquer momento, dependendo da situação política do país. b) A continuidade dos serviços públicos essenciais é garantida, mas pode ser suspensa em casos de extrema necessidade. c) Serviços essenciais não podem ser interrompidos sem prejuízo à população, salvo em casos de força maior. d) Os serviços essenciais podem ser interrompidos desde que a Administração Pública determine que não há mais necessidade deles. e) Todos os serviços públicos, essenciais ou não, devem ser garantidos pela continuidade, sem possibilidade de interrupção. Respostas e Justificativas: 1. Alternativa (a): A legalidade determina que a Administração Pública deve agir conforme as normas jurídicas, respeitando os limites impostos pela legislação. 2. Alternativa (a): A moralidade exige que a Administração atue com ética, honestidade e sempre em benefício do interesse coletivo. 3. Alternativa (b): A eficiência determina que a Administração Pública deve buscar a melhor utilização dos recursos públicos, buscando resultados com qualidade. 4. Alternativa (a): O princípio da impessoalidade garante que a Administração deve atuar sem discriminação ou favorecimento, em função do interesse público. 5. Alternativa (c): A continuidade dos serviços públicos essenciais não pode ser interrompida, a menos que seja em casos excepcionais. 6. Alternativa (b): A publicidade exige a transparência e divulgação dos atos administrativos, assegurando o direito à informação. 7. Alternativa (a): A autotutela permite que a Administração Pública revise e anule seus próprios atos quando ilegais ou prejudiciais ao interesse público. 8. Alternativa (b): A supremacia do interesse público garante que o interesse coletivo prevaleça sobre os interesses privados em situações de relevância pública. 9. Alternativa (d): O princípio da discricionariedade permite que a Administração Pública tome decisões dentro dos limites legais, conforme o seu juízo de conveniência. 10. Alternativa (c): A continuidade dos serviços essenciais é garantida, com exceções apenas em casos de força maior ou extrema necessidade.