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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO
MARIANA MYLENA MELO DE MOURA
Atividade Prática – Projeto de Arquitetura e Urbanismo V
Maceió/AL 
2024
1. INTRODUÇÃO
O Hotel Colonial Boa Viagem foi desenvolvido como parte do Projeto V do curso 
de Arquitetura, tendo como implementar integrar funcionalidade e estética ao contexto 
urbano e histórico do bairro Boa Viagem, em Recife. Localizado na Zona de Dinamização 
Secundária (ZDS) Teijipió Centro, o projeto respeita as diretrizes urbanísticas da região, 
atendendo às normas do Código de Obras e Edificações de Recife. O edifício possui 
características arquitetônicas coloniais, evidenciadas pelo uso de telhados cerâmicos, 
brises, muxarabis e outros elementos que remetem ao período histórico, harmonizando 
com o entorno e criando uma identidade visual marcante. 
O projeto considera a dinâmica turística do bairro, que é um dos principais polos 
turísticos de Recife, com sua orla movimentada, infraestrutura consolidada e proximidade 
com importantes atrativos culturais. O clima quente e úmido da influência influenciou 
diretamente as soluções de conforto ambiental impostas, como a utilização de ventilação 
cruzada, o uso de materiais que controlam a carga térmica e a integração de região de 
vegetação na composição arquitetônica, reforçando a sensação de frescor e conforto em 
ambientes internos e externo. 
2. ESTUDO DE CASO
Como parte do desenvolvimento do projeto, foi desenvolvido o Hotel Porto 
Preguiças Resort, localizado em Barreirinhas, Maranhão. Este hotel foi escolhido como 
estudo de caso por sua integração harmoniosa entre arquitetura colonial e funcionalidade 
contemporânea, além de estar situado em uma região turística com clima quente e úmido, 
semelhante ao de Recife.
O Porto Preguiças Resort utiliza elementos coloniais marcantes, como telhados 
cerâmicos inclinados, estrutura em madeira aparente e varandas amplas. Esses elementos 
não apenas conferem identidade visual ao hotel, mas também auxiliam no conforto 
térmico e na ventilação dos ambientes. A paleta de cores, composta por tons terrosos e 
quentes, cria uma atmosfera acolhedora e remete à arquitetura histórica brasileira.
Na organização funcional, o hotel prioriza fluxos bem definidos para hóspedes e 
funcionários. O lobby centralizado, com pé-direito alto e ventilação cruzada, funciona 
como o ponto de recepção e distribuição para as demais áreas. As unidades habitacionais 
são divididas em categorias que atendem desde famílias até casais, incluindo pessoas 
acessíveis para pessoas com deficiência. Infelizmente não consegui a planta baixa do 
local, fui me guiando por sites de reserva no google.
As áreas externas são integradas ao projeto inovador, utilizando paisagismo para 
criar espaços de convivência, lazer e relaxamento. O uso da vegetação típica da região 
reforça o conceito de sustentabilidade e promove o sombreamento natural.
Estrutura de telhado usada como referência Espelho d’água utilizado como referência
na parte do lobby do hotel. Fonte: Hotéis Nordeste de Brasil
Fonte: Hotéis Nordeste de Brasil 
3. PROGRAMA DE NECESSIDADES
O programa de necessidades foi estruturado para atender às demandas de um hotel 
de médio porte com foco em turismo e eventos, abrangendo áreas sociais, unidades 
habitacionais, espaços de eventos, restaurante e áreas de serviços. As áreas sociais, de uso 
comum, incluem lobby, recepção, sanitários sociais e estacionamento com controle de 
entrada e saída. Já as unidades habitacionais foram organizadas em apartamentos padrão, 
conjugados e adaptados para pessoas com deficiência (PcD).
Os espaços de eventos foram concebidos para atender tanto pequenas reuniões 
quanto grandes reuniões, com cafeteria, auditório, sala de eventos e uma copa de suporte. 
A área do restaurante foi projetada para proporcionar conforto aos hóspedes e atender às 
normas de higiene e segurança alimentar, com cozinha equipada para todas as etapas de 
preparo, uma sala para o nutricionista e despensa dimensionada especificamente.
As áreas de serviços incluem central de gás, vestiários, refeitório para 
funcionários, espaços para manutenção e gestão de resíduos, garantindo a funcionalidade 
do hotel e o conforto dos colaboradores. Além disso, a distribuição interna foi pensada 
para otimizar fluxos e garantir acessibilidade universal em todas as áreas, respeitando os 
detalhes e demais parâmetros definidos pelas normas provisórias de Recife.
4. ZONEAMENTO
A Zona de Desenvolvimento Sustentável Teijipió Centro (ZDS Teijipió Centro), 
em Recife, faz parte da Macrozona de Ambiente Natural e Cultural (MANC) e está 
associada a áreas que preservam preservação ambiental, uso sustentável e 
desenvolvimento urbano equilibrado. O zoneamento desta área segue as diretrizes do 
Plano Diretor da cidade, que prioriza a ocupação de terrenos com usos que respeitem os 
limites ambientais, promovam o desenvolvimento sustentável e valorizem o patrimônio 
local.
No contexto da ZDS, as construções devem adotar práticas que minimizem os 
impactos ambientais, protegendo a infraestrutura eficiente e acessível. Para o bairro de 
Boa Viagem, onde seu projeto de hotel estiver localizado, a regulamentação pode incluir 
critérios específicos, como o limite de coeficientes de aproveitamento do terreno, padrões 
para infraestrutura de drenagem urbana, uso de vegetação nativa em projetos paisagísticos 
e respeito às condições de ventilação e iluminação natural, especialmente em 
empreendimentos de impacto, como hotéis.
Além disso, a área de Boa Viagem, como um polo turístico importante, exige que 
os empreendimentos sigam regras para atender à alta demanda urbana sem deficiências na 
qualidade de vida dos moradores e visitantes, o que inclua soluções sustentáveis para 
gestão de resíduos, controle de emissões e mobilidade urbana. O zoneamento e o Código 
Municipal também estabelecem parâmetros de acessibilidade e adequação das instalações 
para atender a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência.
O coeficiente de aproveitamento (CA) é o índice que determina o total de área 
construída permitida em um terreno. Na ZDS Teijipió é exigido um coeficiente de 
aproveitamento mínimo 0,1 e máximo 2,0, tendo o hotel um coeficiente de 0,79. Para os 
recuos, foi considerado recuos frontais e laterais de 5cm, e taxa de solo natural representa 
30% do total do terreno.
5. FLUXOGRAMA
6. ORGANOGRAMA
7. CONCLUSÃO
O projeto do hotel desenvolvido para o bairro de Boa Viagem, em Recife, dentro 
da ZDS Tejipió Centro, reflete a preocupação em alinhar funcionalidade, identidade local 
e sustentabilidade. Ao longo do processo, foram considerados elementos modernos 
coloniais que valorizavam o contexto histórico-cultural, além de soluções técnicas que 
atendem às exigências do Código de Obras e Plano Direto
A análise da legislação urbanística garantiu o atendimento às normas de proteção, 
coeficiente de aproveitamento e taxa de ocupação, respeitando o equilíbrio entre a 
preservação ambiental e o desenvolvimento urbano. O estudo de caso selecionado 
contribuiu com referências valiosas para a composição arquitetônica e organização 
funcional do programa de necessidades, que contempla áreas de hospedagem, lazer, 
serviços e infraestrutura.
Com base nas configurações estabelecidas, o projeto não apenas atende às 
demandas urbanísticas e turísticas da região, mas também promove um espaço integrado 
com o entorno, garantindo conforto, acessibilidade e sustentabilidade. Assim, este hotel 
se apresenta como uma contribuição significativa para a valorização do território e da 
experiência dos futuros hóspedes, respeitando a complexidade e os desafios do 
planejamento.
 
ReferênciasPano Diretor da Cidade do Recife. Lei nº 17.511. Disponível em: 
https://www.recife.pe.gov.br/ESIG/documentos/Plano_Diretor/Lei%20Plano%20Diretor
%2017511-2008.htm. Acesso em: 02 dez. 2024.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050:2020 – 
Acessibilidade a edificações, móveis, espaços e equipamentos urbanos. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2020. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15575:2013 – 
Edificações habitacionais – Desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.
PORTO PREGUIÇAS RESORT. Estrutura e características arquitetônicas. 
Disponível em: https://www.portopreguicas.com.br. Acesso em: 2 dez.
https://www.portopreguicas.com.br/
	Atividade Prática – Projeto de Arquitetura e Urbanismo V

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