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‘’’’’’’ A separação dos poderes é um princípio essencial das democracias modernas, dividindo o poder do Estado entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Essa divisão impede a concentração de poder, protege a liberdade e os direitos dos cidadãos, e promove o equilíbrio por meio de "freios e contrapesos", como a fiscalização mútua entre os poderes. O modelo varia conforme o sistema político: em presidencialismos, como nos EUA e Brasil, os três poderes são independentes; já em parlamentarismos, como no Reino Unido, o Executivo é integrado ao Legislativo, enquanto o Judiciário atua como guardião da legalidade. Em regimes autoritários, esse princípio é enfraquecido, destacando a importância do respeito às instituições para garantir um sistema justo e estável. Relação jurídica é o vínculo entre sujeitos em que um pode exigir algo a que o outro está obrigado. É formada por elementos materiais (relação social) e formais (determinação jurídica). É essencial na Teoria Geral do Direito, envolvendo direitos, deveres e equilíbrio social. Elementos da Relação Jurídica: Sujeito Ativo: Detentor do direito subjetivo, pode exigir cumprimento. Sujeito Passivo: Responsável pela obrigação. Vínculo de Atributividade: Permite exigências entre as partes, baseado em lei ou contrato. Objeto: Foco da relação, como bens, serviços ou obrigações. Tipos de Relações Jurídicas: Simples ou Plurilateral: Relações entre dois ou mais sujeitos. Relativa ou Absoluta: Exigem obrigações de grupos específicos ou da coletividade. Fatos e Atos Jurídicos: Fato Jurídico: Pode ser natural (nascimento, morte) ou involuntário (caso fortuito, força maior). Ato Jurídico: Depende da vontade humana, como contratos ou testamentos. Pode ser lícito ou ilícito. Negócio Jurídico: Ato autorregulado pelas partes, como contratos. Lei: Conceito e Formação A lei é um ato do Poder Legislativo que estabelece normas em consonância com os interesses coletivos, refletindo o bem comum. Excepcionalmente, medidas provisórias, de competência do Presidente da República, podem ser editadas em casos de relevância e urgência, observando restrições constitucionais. Caso não sejam convertidas em lei no prazo de 60 dias (prorrogáveis por mais 60), perdem eficácia retroativamente. A lei apresenta dois tipos de características: Substanciais: generalidade, abstratividade, bilateralidade, imperatividade, coercibilidade e compromisso com o bem comum. Formais: deve ser escrita, originada do Legislativo, promulgada e publicada regularmente. Formação da Lei O processo legislativo segue etapas definidas na Constituição Federal: apresentação do projeto, análise em comissões, discussão, aprovação, revisão, sanção, promulgação e publicação. Iniciativa: Pode ser de membros do Congresso, Presidente da República, Supremo Tribunal Federal, Tribunais Superiores, Procurador-Geral da República ou cidadãos. O Presidente pode solicitar urgência, o que prioriza a tramitação do projeto. Tramitação: O projeto passa por comissões técnicas e plenário. No regime bicameral, é necessário que ambas as Casas aprovem o texto. Sanção: O Presidente tem 15 dias para sancionar ou vetar. A sanção pode ser tácita (silêncio) ou expressa (manifestação formal). Vetos podem ser rejeitados pelo Congresso. Promulgação e Publicação: A promulgação declara a existência da lei e é responsabilidade do Executivo ou, em caso de inação, do Legislativo. A publicação, por meio de órgão oficial, é indispensável para que a lei entre em vigor, podendo incluir prazo de vacatio legis antes de sua aplicabilidade. Definições dos Caracteres Substanciais da Lei Generalidade Refere-se ao caráter universal da lei, que se aplica a todas as pessoas ou situações abrangidas por suas disposições, sem direcionamento a indivíduos ou casos específicos. A lei é feita para regular condutas de forma ampla, garantindo a igualdade de tratamento. Abstratividade Diz respeito à natureza abstrata da lei, que não se destina a resolver casos concretos, mas a regular situações hipotéticas e futuras. A norma prevê comportamentos genéricos, orientando a sociedade de maneira preventiva e normativa. Bilateralidade Representa a existência de direitos e deveres correlatos em uma relação jurídica. Para cada direito reconhecido pela lei, existe um dever correspondente que assegura o equilíbrio nas relações sociais. Imperatividade Indica o caráter obrigatório da lei, que impõe suas normas aos destinatários, independentemente da sua vontade. A imperatividade confere força vinculante às disposições legais, assegurando sua aplicação. Coercibilidade Relaciona-se à possibilidade de impor a obediência à lei mediante o uso da força ou sanções, se necessário. É o mecanismo que garante a eficácia das normas, permitindo que o Estado intervenha para corrigir descumprimentos. O factum principis é um ato administrativo praticado pelo poder público que provoca alterações significativas nas relações jurídicas de indivíduos ou grupos. Esse conceito é especialmente relevante para compreender a dinâmica entre o Estado e os cidadãos, manifestando-se em situações como desapropriações ou alterações em concessões, onde o impacto jurídico é profundo e direto. A vacatio legis é o tempo entre a publicação da lei e sua entrada em vigor. Direito: É a ordenação ética coercível, heterônoma e bilateral atributiva das relações sociais, na medida do bem comum. Ética: conjunto de padrões e valores morais de um grupo ou indivíduo Coercível: que se pode conter. Coercibilidade: Possibilidade do uso da força para combater aqueles que não observam as normas. São imperativas (impõem uma conduta; regem-se pelo princípio da imputação – “dever ser”) É heterônomo, pois as normas jurídicas são elaboradas pelo Estado e devem ser cumpridas independentemente da aceitação íntima do destinatário; Elementos da Relação Jurídica: Sujeito Ativo: Detentor do direito subjetivo, pode exigir cumprimento. Tipos de Relações Jurídicas: Fatos e Atos Jurídicos: Formação da Lei Definições dos Caracteres Substanciais da Lei