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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP EaD 
Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM III 
Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS PARA COLETA DE ÓLEO DE COZINHA EM 
CONDOMÍNIOS RECOIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sertãozinho 
2024 
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP EaD 
Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM III 
 
 
 
 
 
Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS PARA COLETA DE ÓLEO DE COZINHA EM 
CONDOMÍNIOS RECOIL 
 
 
 
 
Nome:Aldo Cândido da Silva Júnior 
RA: 2064824 
Curso: Superior de Tecnologia em Redes 
de Computadores 
Semestre: 6° 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sertãozinho 
2024 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
No Brasil, o uso de óleo de cozinha, seja ele de girassol, soja, coco ou outros 
tipos, é extremamente comum em atividades gastronômicas, como frituras e 
cozimentos. Após o seu uso, é fundamental que o descarte seja feito de maneira 
adequada, a fim de evitar danos ao meio ambiente, já que o óleo pode provocar sérios 
impactos no solo, na água e no ar que respiramos, prejudicando a fauna e a flora 
locais. Além disso, o descarte incorreto contribui para a poluição e degradação de 
recursos naturais essenciais. Nesse cenário, surge a "Recoil SA", uma empresa 
inovadora que foca na reciclagem do óleo de cozinha utilizado. Por meio de 
tecnologias de ponta, a empresa desenvolve um sistema de informações baseado em 
recursos de tecnologia da informação, voltado para a coleta de containers de óleo de 
cozinha usado em diferentes ambientes, como condomínios, comércios e residências, 
localizados na cidade de São Paulo (SP). A "Recoil SA" visa contribuir para um futuro 
mais sustentável, proporcionando soluções práticas e eficientes para a gestão do 
descarte do óleo de cozinha, ao mesmo tempo em que promove a conscientização 
ambiental. 
 
Palavras-chave: Coleta, Tecnologia, Informação, Meio Ambiente. 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
In Brazil, the use of cooking oil, whether sunflower, soy, coconut or other types, 
is extremely common in gastronomic activities, such as frying and cooking. After use, 
it is essential that it is disposed of properly, in order to avoid damage to the 
environment, as the oil can cause serious impacts on the soil, water and air we breathe, 
harming fauna and flora. locations. Furthermore, incorrect disposal coleta de óleomeio 
ambiente contributes to pollution and degradation of essential natural resources. In 
this scenario, "Recoil SA" appears, an innovative company that focuses on recycling 
used cooking oil. Using cutting-edge technologies, the company develops an 
information system based on information technology resources, aimed at collecting 
containers of used cooking oil in different environments, such as condominiums, 
businesses and residences, located in the city of São Paulo (SP). "Recoil SA" aims to 
contribute to a more sustainable future, providing practical and efficient solutions for 
managing the disposal of cooking oil, while promoting environmental awareness. 
 
Keywords: Collection, Tecnology, Information, Environment. 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO..................................................................................................7 
2. OBJETIVO........................................................................................................7 
3. MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE....................................................8 
3.1 - IMPACTOS SOBRE A ÁGUA...................................................................8 
3.2 - IMPACTOS SOBRE O SOLO..................................................................9 
3.3 - IMPACTOS NO AR..................................................................................9 
4. CONSCIENTIZAÇÃO.....................................................................................10 
5. ÉTICA E LEGISLAÇÃO..................................................................................10 
5.1 - SISTEMAS DE MONITORAMENTO EM REDES..................................12 
5.2 - SERVIDOR E SISTEMA OPERACIONAL..............................................13 
5.3 - LINK DE INTERNET DEDICADO...........................................................14 
 
6. LGPD – LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS........................................15 
7. SISTEMAS......................................................................................................16 
7.1 - SISTEMAS DE MONITORAMENTO EM REDES..................................16 
7.2 - SERVIDOR E SISTEMA OPERACIONAL..............................................17 
7.3 - LINK DE INTERNET DEDICADO...........................................................18 
7.4 - BANCO DE DADOS...............................................................................18 
7.4.1 - ARMAZENAMENTO DE DADOS....................................................19 
7.5 - AUTOMATIZAÇÃO.................................................................................20 
7.5.1 - PONTO DE ATIVAÇÃO...................................................................20 
7.5.2. VARIÁVEIS E VALORES DE LIGAÇÃO...........................................20 
7.5.3 CÓDIGO FONTE................................................................................20 
8. ATENDIMENTO..............................................................................................22 
9. CONCLUSÃO.................................................................................................22 
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Este projeto visa demonstrar de maneira detalhada e sistemática como o óleo 
de cozinha utilizado pode ser adequadamente reciclado e destinado de forma 
correta, garantindo assim a preservação ambiental e o correto reaproveitamento 
desse resíduo. Por meio da aplicação de tecnologias avançadas, será possível 
implementar sistemas automatizados nos pontos de coleta, otimizando o processo e 
assegurando a eficiência no gerenciamento do descarte do óleo. 
 A disciplina de ética e legislação profissional fornecerá a base necessária 
para analisar os aspectos éticos envolvidos na execução do projeto, além de 
possibilitar o desenvolvimento de um senso crítico acerca das responsabilidades que 
envolvem o trabalho e a sustentabilidade. Tal reflexão será crucial para garantir a 
aderência aos princípios morais e legais no processo de implementação da 
proposta. 
 Através da disciplina de Metodologia Científica, serão abordados os critérios 
rigorosos adotados na elaboração do projeto, alinhando-o aos padrões acadêmicos 
estabelecidos pela ABNT, com o intuito de garantir a qualidade e a credibilidade do 
trabalho, tanto no que diz respeito à forma quanto ao conteúdo. 
 No que tange à disciplina de Administração de Banco de Dados, será 
implantado um sistema específico para o controle e monitoramento das coletas de 
óleo, permitindo a geração de relatórios detalhados. Para tanto, um colaborador será 
treinado para inserir e atualizar as informações no sistema, promovendo a eficácia 
na gestão dos dados coletados e no acompanhamento das operações de 
reciclagem. 
 A disciplina de Linguagem de Programação Aplicada será essencial para o 
desenvolvimento das tabelas, scripts e estruturas de dados que irão organizar as 
informações sobre os containers e as quantidades de óleo coletado. Além disso, 
será possível avaliar as opções de sistemas e soluções disponíveis no mercado, 
selecionando a mais adequada para atender às necessidades do projeto. 
 Com base no estudo da Linguagem de Programação Aplicada, será realizado 
um diagnóstico minucioso para identificar possíveis falhas no sistema e na rede de 
computadores, a fim de implementar medidas preventivas que garantam a robustez 
e a confiabilidade do sistema. Este processo envolverá a análise da eficiência global 
da estrutura tecnológicae a elaboração de um senso crítico sobre como minimizar 
ou eliminar falhas, assegurando a continuidade e o sucesso do projeto de forma 
sustentável. 
 
 
2. OBJETIVO 
 
 
 
 
 
 
O presente documento tem como objetivo apresentar de maneira detalhada e 
sistemática a estrutura organizacional da empresa BIOCONECT LTDA., a qual se 
dedica à coleta e destinação apropriada do óleo de cozinha utilizado. Além de 
descrever o funcionamento integral da empresa, este estudo visa expor os principais 
conceitos que norteiam suas operações, as metodologias adotadas e os 
procedimentos operacionais empregados na execução de suas atividades. Através 
da análise dos sistemas implementados, será possível ilustrar a forma como a 
BIOCONECT LTDA. gerencia e operacionaliza a coleta do óleo de cozinha, 
destacando seu inovador sistema de monitoramento e acompanhamento em tempo 
real dos containers nos quais os resíduos são armazenados. 
Este sistema possibilita o rastreamento contínuo das unidades de coleta, 
assegurando a transparência e eficiência do processo. Ademais, será demonstrada 
a funcionalidade de agendamento da coleta, permitindo que o processo de 
destinação do óleo utilizado ocorra de forma organizada, pontual e sem 
interrupções, garantindo, assim, a otimização dos recursos e a maximização do 
impacto ambiental positivo gerado pela empresa. 
 
3.MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE 
 
É amplamente reconhecido que o descarte inadequado do óleo de cozinha 
utilizado acarreta sérios danos ao meio ambiente, ocasionando impactos 
profundamente negativos nos ecossistemas naturais. Tal prática prejudica de 
maneira significativa o solo, comprometendo sua qualidade e capacidade de 
sustentar a vida, além de poluir os corpos hídricos, tornando-os impróprios para o 
consumo e afetando a biodiversidade aquática. Além disso, a liberação do óleo na 
atmosfera contribui para a degradação do ar, gerando efeitos adversos à saúde 
humana e aos sistemas ecológicos. A gravidade desses impactos evidencia a 
necessidade urgente de práticas responsáveis e sustentáveis para o manejo desse 
resíduo. 
 
3.1.IMPACTO NA ÁGUA 
 
Quando o óleo de cozinha usado é descartado de maneira inadequada, como 
por exemplo, sendo jogado nos ralos ou diretamente em corpos d'água, as 
consequências ambientais são extremamente graves e de longo alcance. A cada 1 
litro de óleo despejado, é possível contaminar até 25 mil litros de água, o que 
evidencia a magnitude do impacto causado por essa prática. Isso ocorre porque as 
substâncias presentes no óleo não se dissolvem na água, formando uma película 
oleosa que impede a troca de gases essenciais, como o oxigênio, comprometendo o 
equilíbrio ecológico dos ambientes aquáticos e levando à morte de peixes e outras 
espécies que dependem da qualidade da água para sua sobrevivência. Além disso, 
quando o óleo entra em contato com o solo, ele o contamina, criando uma camada 
de sujeira que prejudica a fertilidade do terreno e afeta negativamente as plantas e a 
fauna local. 
No que diz respeito ao descarte nos sistemas de esgoto, como pias, vasos 
sanitários ou ralos, o óleo utilizado se acumula nas paredes dos canos, formando 
uma espécie de revestimento pegajoso que atrai e retém outros materiais sólidos 
que circulam pelo encanamento. Esse acúmulo, além de provocar obstruções e 
 
 
 
 
 
entupimentos, pode causar um verdadeiro "infarto" do sistema de esgoto, levando a 
sérios problemas de fluxo e tratamento de resíduos. As redes de esgoto podem ficar 
sobrecarregadas, exigindo manutenções constantes e, frequentemente, muito 
dispendiosas para a remoção dos entupimentos e reparos das infraestruturas 
afetadas. Dessa forma, o custo operacional do sistema de saneamento aumenta 
consideravelmente, e a qualidade do serviço prestado à população sofre grandes 
prejuízos. 
 
3.2.IMPACTO NO SOLO 
 
Quando o óleo de cozinha usado é descartado no solo, ele compromete 
profundamente suas características e funcionalidades naturais. Ao entrar em contato 
com o solo, o óleo forma uma camada impermeável sobre a superfície, impedindo 
que a água das chuvas seja absorvida de forma adequada. Esse fenômeno dificulta 
o escoamento natural da água para os lençóis freáticos, o que aumenta a 
quantidade de água superficial, resultando em alagamentos e enchentes. Esse 
cenário se torna ainda mais preocupante em áreas urbanas, onde o aumento da 
impermeabilização do solo devido à urbanização já agrava o risco de enchentes. 
Além disso, a presença do óleo no solo também afeta a qualidade da água 
subterrânea, contaminando os lençóis freáticos e prejudicando a potabilidade das 
fontes hídricas. Esse processo impacta não apenas o ecossistema, mas também a 
saúde pública, pois a contaminação da água pode afetar diretamente o 
abastecimento de água para consumo humano, agrícola e industrial. Portanto, o 
descarte inadequado do óleo usado no solo não apenas contribui para o 
desequilíbrio ecológico, mas também intensifica os problemas urbanos relacionados 
à gestão de recursos hídricos e ao controle de inundações. 
 
3.3.IMPACTO NO AR 
 
O descarte irregular do óleo de cozinha utilizado pode, além dos impactos já 
mencionados, ocasionar a poluição do ar, o que representa uma ameaça adicional 
ao equilíbrio ambiental. Isso ocorre porque, quando o óleo é descartado de forma 
inadequada, seja em aterros sanitários ou em locais impróprios, ele passa por um 
processo de decomposição anaeróbica, ou seja, sem a presença de oxigênio. 
Durante esse processo, o óleo libera grandes quantidades de gás metano, um dos 
principais gases de efeito estufa. O metano é particularmente nocivo, pois, apesar 
de ser liberado em menores quantidades do que o dióxido de carbono, ele é cerca 
de 25 vezes mais potente na retenção de calor na atmosfera, contribuindo 
diretamente para o aquecimento global. 
 Esse aumento na concentração de gases de efeito estufa, como o metano, 
intensifica o processo de mudança climática, ocasionando o aquecimento da Terra e 
exacerbando fenômenos climáticos extremos, como secas prolongadas, 
tempestades intensas e aumento do nível do mar. O impacto desse tipo de poluição 
atmosférica também compromete a qualidade do ar, afetando a saúde humana, 
causando doenças respiratórias e exacerbando condições de poluição já existentes 
nas áreas urbanas. Portanto, o descarte incorreto do óleo usado não só gera danos 
locais ao meio ambiente, mas também contribui para um problema global de grande 
magnitude, que afeta tanto o ecossistema quanto as condições de vida no planeta. 
 
 
 
 
 
 
 
4.CONSCIENTIZAÇÃO 
 
A BIOCONECT LTDA., ciente da importância de conscientizar e envolver a 
comunidade no processo de reciclagem do óleo de cozinha, orienta todos os 
usuários de condomínios a adotar os procedimentos corretos para o descarte desse 
material. A empresa enfatiza que o óleo usado deve ser acondicionado de forma 
adequada, ou seja, livre de resíduos alimentares, em um recipiente fechado e 
seguro, a fim de evitar contaminação e facilitar o processo de coleta e reciclagem. É 
imprescindível que os condôminos se dirijam ao ponto de recebimento do óleo em 
seu condomínio, local destinado exclusivamente para o descarte desse tipo de 
resíduo. 
Caso o morador não saiba onde encontrar o ponto de coleta, a BIOCONECT 
LTDA. recomenda que busque o síndico do condomínio, que, por sua vez, poderá 
fornecer a localização exata e também orientações sobre a maneira correta de 
realizar o descarte. O síndico tem um papel fundamental nesse processo, sendo o 
responsável por informar os condôminos e garantir que o sistema de coleta esteja 
funcionando de maneira eficiente e organizada. Assim, todos podem colaborar para 
a preservação ambiental e contribuir para a redução do impacto causado pelo 
descarte inadequado do óleo, promovendo um ciclo sustentável dentro da 
comunidade. 
 
5. ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
A disciplina de Ética e Legislação Profissional tem como principal objetivo 
estudar os princípios fundamentais queregem o comportamento ético do ser 
humano enquanto parte integrante da sociedade. Esta área de estudo aborda, de 
maneira ampla, os valores éticos e morais que orientam as ações e decisões, tanto 
no âmbito pessoal quanto profissional. Enfatiza a importância da ética no exercício 
das diversas profissões, evidenciando as responsabilidades do indivíduo em suas 
práticas profissionais, suas obrigações para com a sociedade e as implicações de 
suas escolhas para o bem comum. 
No contexto da Informática, em 2013, a Sociedade Brasileira de Computação 
(SBC) estabeleceu um Código de Ética para o Profissional de Informática, com a 
intenção de fornecer diretrizes claras sobre os valores essenciais, responsabilidades 
e compromissos que os profissionais dessa área devem adotar no desempenho de 
suas funções. O código orienta os profissionais da informática a conduzirem suas 
atividades com integridade, visando sempre o benefício da sociedade e garantindo 
que suas ações sejam responsáveis e justas. 
O Código de Conduta para a Área de Informática, por sua vez, aborda uma 
série de princípios fundamentais que devem nortear o comportamento dos 
profissionais de tecnologia da informação. Entre os pontos centrais desse código, 
destacam-se: a obrigação de evitar causar danos a terceiros, o compromisso com o 
cumprimento das leis que regulamentam a profissão, o respeito à privacidade e aos 
direitos dos outros, a promoção da honestidade e confiança, e a responsabilidade 
social dos membros de uma organização. Além disso, o código de conduta preconiza 
 
 
 
 
 
a não interferência no trabalho de outros profissionais, o respeito aos arquivos e dados 
alheios, o combate ao uso indevido de recursos tecnológicos, como softwares piratas, 
e a reflexão cuidadosa sobre as consequências sociais das ações realizadas no 
ambiente digital. 
Outro ponto de extrema relevância é a necessidade de os profissionais de 
informática utilizarem os computadores de forma ética, considerando sempre o 
respeito ao interlocutor e a responsabilidade das suas interações no meio digital. A 
ética, portanto, não é apenas uma questão de conformidade legal, mas de atitudes 
que assegurem que o uso da tecnologia contribua positivamente para a sociedade, 
sem prejudicar indivíduos ou grupos, respeitando direitos, responsabilidades e 
promovendo um ambiente de confiança e colaboração. 
A importância da ética para o profissional de informática vai além de 
simplesmente observar regras ou cumprir com requisitos legais. Ela abrange as 
atitudes do profissional em sua atuação cotidiana, no exercício de suas funções, e os 
valores que fundamentam e orientam as decisões que toma em seu trabalho. Como 
profissionais da computação, é imprescindível que os indivíduos desta área 
compreendam o impacto das suas ações no ambiente digital, nas organizações em 
que atuam e, mais amplamente, na sociedade como um todo. A ética no campo da 
informática não diz respeito apenas ao uso correto da tecnologia, mas à 
responsabilidade do profissional em garantir que suas atividades beneficiem o 
coletivo, respeitando os direitos, a privacidade e a integridade dos indivíduos. 
É crucial entender que as ferramentas tecnológicas, como os 
computadores, e as técnicas da informática em si não são o problema para a 
sociedade. O desafio reside no modo como esses recursos são utilizados, 
frequentemente por indivíduos ou organizações que não consideram os impactos 
éticos de suas ações. A tecnologia, quando utilizada de maneira consciente e 
responsável, pode gerar imensos benefícios sociais, facilitando o acesso à 
informação, a comunicação, e a inovação. Contudo, quando usada de forma 
negligente, maliciosa ou irresponsável, ela pode causar danos irreparáveis, como 
invasões de privacidade, fraudes digitais, e até mesmo contribuir para a disseminação 
de informações falsas ou prejudiciais. 
Portanto, a ética do profissional de informática deve envolver não apenas o domínio 
técnico das ferramentas e sistemas, mas também um compromisso contínuo com a 
transparência, a justiça, a proteção dos dados e a promoção de uma sociedade digital 
mais inclusiva e segura. O papel do profissional da informática é garantir que a 
tecnologia seja uma aliada no desenvolvimento humano e social, sempre ponderando 
sobre as consequências de suas ações no mundo virtual e no mundo real. A ética, 
nesse sentido, não é apenas um conjunto de regras a ser seguido, mas uma 
orientação constante que guia o comportamento do profissional, garantindo que a 
tecnologia sirva ao bem-estar da sociedade, sem prejudicar valores essenciais como 
a privacidade, a liberdade e a confiança. 
 
 
 
 
 
5.1. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 
A Constituição Federal de 1988, em seu Art. 225, consagrou o meio 
ambiente como um direito fundamental de todos os cidadãos, estabelecendo-o 
como “bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”. Esse 
artigo impõe ao Poder Público e à coletividade a responsabilidade de defendê-lo e 
preservá-lo, não apenas para as gerações presentes, mas também para as futuras. 
Assim, a proteção ambiental tornou-se uma obrigação constitucional, que visa 
garantir o equilíbrio ecológico necessário para o bem-estar coletivo e o 
desenvolvimento sustentável. 
O § 1° do artigo 225 detalha as atribuições do Poder Público para garantir a 
efetividade desse direito. Entre as principais responsabilidades, destacam-se: 
• Preservação e restauração dos processos ecológicos essenciais, com 
ênfase no manejo ecológico das espécies e ecossistemas, para assegurar 
que o equilíbrio ambiental seja mantido. 
• Proteção da diversidade e integridade do patrimônio genético do país, o 
que implica a fiscalização rigorosa das entidades que lidam com pesquisa e 
manipulação de material genético, prevenindo práticas que possam 
comprometer o patrimônio natural. 
• Definição de espaços territoriais protegidos em todas as unidades da 
Federação, garantindo que a alteração ou supressão de áreas de proteção só 
seja possível por meio de lei, de modo a evitar que o uso indevido 
comprometa a integridade dos atributos ecológicos que justificam a proteção 
desses locais. 
• Exigência de estudo prévio de impacto ambiental para obras ou atividades 
que possam causar significativa degradação ao meio ambiente, garantindo 
que essas ações sejam transparentes e amplamente divulgadas à população. 
• Controle rigoroso sobre a produção, comercialização e o uso de 
substâncias e técnicas que ofereçam riscos à vida, à qualidade de vida e 
ao meio ambiente, minimizando potenciais danos ao ecossistema. 
• Promoção da educação ambiental em todos os níveis de ensino e a 
conscientização pública, com o objetivo de fomentar atitudes responsáveis 
em relação à preservação do meio ambiente e ao uso sustentável dos 
recursos naturais. 
• Proteção da fauna e da flora, proibindo práticas que ameacem a função 
ecológica dos animais ou que possam levar à extinção de espécies ou ao 
tratamento cruel dos mesmos. 
Dessa forma, o artigo 225 da Constituição Federal não apenas reconhece o 
meio ambiente como um direito, mas também impõe um conjunto de medidas que 
orientam tanto o poder público quanto a sociedade na busca por um 
desenvolvimento que respeite os limites ecológicos do planeta. Esse compromisso 
constitucional é fundamental para garantir a sustentabilidade e a qualidade de vida, 
 
 
 
 
 
assegurando que o uso dos recursos naturais seja feito de forma responsável, sem 
comprometer a saúde do planeta e das gerações que dele dependem. 
5.2. POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PNRS) 
 
A reciclagem de óleo de cozinha desempenha um papel crucial dentro da 
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010. 
Essa lei, que foi um marco na gestão de resíduos no Brasil, busca promover a 
redução, reutilização, reciclagem e a destinação adequada dos resíduos, 
estabelecendo diretrizes claras para o gerenciamento de resíduos sólidos em todo o 
territórionacional. A PNRS visa garantir que todos os resíduos, incluindo o óleo de 
cozinha usado, sejam tratados de forma sustentável, minimizando seus impactos 
ambientais e promovendo a sua reintegração ao ciclo produtivo de maneira eficiente. 
Ao incentivar a reciclagem e o reaproveitamento dos resíduos, a Lei nº 12.305 
não só busca reduzir o desperdício de materiais, mas também fomentar a economia 
circular, onde os resíduos são reintroduzidos na cadeia produtiva como matéria-
prima para novos produtos, evitando a extração de recursos naturais e contribuindo 
para a preservação ambiental. No caso do óleo de cozinha, a reciclagem pode 
transformar esse resíduo em produtos como biodiesel, sabões e outros itens, 
reduzindo a poluição do solo, da água e do ar. 
 
 
 
 
 
A PNRS também estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de 
vida dos produtos, onde fabricantes, distribuidores, consumidores e gestores de 
resíduos devem cooperar para garantir a destinação adequada dos materiais. Isso 
inclui a educação ambiental e a conscientização da população sobre a importância 
de práticas como a separação e o descarte correto do óleo usado. Assim, a lei 
contribui para a criação de uma sociedade mais responsável e comprometida com a 
sustentabilidade, incentivando tanto o poder público quanto a iniciativa privada e os 
cidadãos a adotar práticas que preservem os recursos naturais e promovam a saúde 
ambiental. 
 
5.3. NORMA REGULADORA N° 20 (NR-20) 
 
A NR 20 se aplica a todas as atividades que envolvem a extração, produção, 
armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos 
combustíveis, abrangendo todas as etapas do ciclo de vida da instalação, desde o 
projeto, construção, montagem, operação, manutenção, inspeção até a desativação 
da instalação. Esta norma visa garantir a segurança dos trabalhadores e prevenir 
acidentes em locais de risco elevado, proporcionando uma abordagem detalhada 
sobre os requisitos operacionais e de segurança ao lidar com substâncias 
inflamáveis. 
A NR 20 foi originalmente editada pela Portaria MTb nº 3.214, em 8 de junho 
de 1978, sob o título de "Combustíveis Líquidos e Inflamáveis", com o objetivo de 
regulamentar o inciso II do artigo 200 da CLT, conforme a redação dada pela Lei nº 
6.514, de 22 de dezembro de 1977. A atualização mais recente, conforme a Portaria 
SIT nº 787, de 29 de novembro de 2018, classificou a norma como especial, uma 
vez que regulamenta as atividades relacionadas aos inflamáveis e combustíveis, 
sem se restringir a setores ou atividades econômicas específicos. 
Um dos requisitos essenciais da NR 20 é que o empregador deve elaborar e 
documentar análises de riscos de todas as operações que envolvem processos com 
inflamáveis e líquidos combustíveis. Essas análises devem ser realizadas por uma 
equipe multidisciplinar, que possua conhecimentos sobre as metodologias 
adequadas, os riscos envolvidos e a instalação em questão. Importante destacar 
que a equipe deve contar, no mínimo, com a participação de um trabalhador que 
tenha experiência na instalação ou em partes dela, que seja o objeto da análise de 
riscos. 
As análises de riscos devem ser revisadas regularmente, dentro do prazo 
recomendado pela própria análise, e sempre que houver modificações significativas 
nos processos ou no ambiente de trabalho. Além disso, devem ser revisadas a 
pedido do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina 
do Trabalho) ou da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), ou em 
outras situações que envolvam mudanças substanciais nas condições de trabalho. 
Outro ponto fundamental abordado pela NR 20 diz respeito aos Equipamentos 
de Proteção Individual (EPIs). Estes são essenciais para garantir a segurança dos 
trabalhadores que lidam com produtos inflamáveis e combustíveis. O empregador é 
responsável por fornecer os EPIs necessários para cada função específica e não 
pode descontar os custos desses equipamentos do salário do trabalhador. Exemplos 
de EPIs incluem óculos de proteção, máscaras respiratórias, luvas, e calçados de 
segurança, que devem ser adequados às condições de risco de cada atividade. 
 
 
 
 
 
Especificamente, os frentistas devem ser equipados com uniformes, luvas e 
calçados adequados, além de protetores respiratórios; os trabalhadores da limpeza 
precisam usar calçados impermeáveis, óculos de proteção e máscaras respiratórias; 
e os profissionais envolvidos na descarga de combustíveis devem utilizar máscaras 
de proteção respiratória de face inteira e equipamentos de proteção para a pele. 
Além dos EPIs, a NR 20 também exige a implementação de Equipamentos de 
Proteção Coletiva (EPCs). Estes dispositivos visam reduzir os riscos para o conjunto 
de trabalhadores e são fundamentais para minimizar os riscos diretamente da fonte. 
 A manutenção e a inspeção periódica desses equipamentos são 
essenciais para garantir seu bom funcionamento e a segurança no ambiente de 
trabalho. Exemplos de EPCs incluem extintores de incêndio, kits de primeiros 
socorros, chuveiros lava-olhos, placas de sinalização, cones e correntes de 
delimitação de espaço, corrimãos, grades de contenção, faixas de segurança, e 
sistemas de exaustão e sistemas de medição de gases. 
A correta implementação e manutenção desses dispositivos são 
imprescindíveis para garantir um ambiente de trabalho seguro e proteger a saúde 
dos trabalhadores que operam em condições de risco com inflamáveis e 
combustíveis, minimizando assim a probabilidade de acidentes e garantindo a 
conformidade com as normas de segurança estabelecidas pela NR 20. 
 
6. LGPD – LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS 
 
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), estabelecida pela Lei nº 
13.709/2018, foi promulgada com o objetivo de garantir e proteger os direitos 
fundamentais à liberdade, à privacidade e à livre formação da personalidade dos 
indivíduos. A LGPD regula o tratamento de dados pessoais, seja em formato físico 
ou digital, realizado por pessoas físicas ou jurídicas, tanto do setor público quanto do 
privado, abrangendo um amplo espectro de atividades, desde o manuseio manual 
até o digital, com o intuito de proteger as informações pessoais dos cidadãos. 
No contexto da LGPD, o tratamento de dados pessoais pode ser realizado por 
dois agentes principais: o Controlador e o Operador. O Controlador é a pessoa ou 
entidade que toma as decisões sobre o tratamento dos dados pessoais, enquanto o 
Operador realiza o tratamento dos dados em nome do Controlador. Além desses 
dois agentes, a LGPD também introduz a figura do Encarregado, que é uma pessoa 
designada pelo Controlador para atuar como um canal de comunicação entre o 
Controlador, o Operador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção 
de Dados (ANPD). O Encarregado tem a função de garantir que os direitos dos 
titulares sejam respeitados e de manter a conformidade com a legislação. 
O tratamento de dados pessoais, conforme previsto pela LGPD, refere-se a 
uma ampla gama de operações envolvendo dados pessoais, tais como a coleta, 
produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, 
distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação, 
controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou 
extração de dados. A lei abrange todas essas etapas, estabelecendo diretrizes sobre 
como os dados podem ser tratados e protegidos ao longo de todo o seu ciclo de 
vida. 
No que se refere ao compartilhamento de dados dentro da administração 
pública, a LGPD estabelece que, para a execução de políticas públicas, o 
 
 
 
 
 
compartilhamento de dados pode ser realizado sem a necessidade de um 
consentimento específico. No entanto, a lei exige que o órgão ou entidade que 
coleta os dados informe de forma clara e transparente sobre quais dados serão 
compartilhados e com quem. Além disso, o órgão que solicita o compartilhamento 
deve justificar sua solicitação com base emuma política pública específica, 
descrevendo de forma precisa os motivos para o acesso e o uso dos dados. 
 Importante frisar que informações protegidas por sigilo, como dados 
confidenciais, continuam a ser regidas por normas específicas de sigilo e 
privacidade, sendo tratadas de forma rigorosa. 
A LGPD também estabelece um conjunto de direitos dos titulares de dados 
pessoais, que devem ser garantidos durante todo o período em que os dados 
estiverem sendo tratados. Esses direitos incluem, por exemplo, o acesso aos dados, 
a retificação de dados incorretos, a eliminação de dados desnecessários, entre 
outros. A lei ainda determina que a administração pública adote obrigações de 
transparência ativa e passiva, assegurando que as informações sobre o tratamento 
de dados sejam disponibilizadas de maneira acessível ao público. Além disso, a 
LGPD cria meios processuais que permitem que os titulares dos dados possam 
mobilizar a Administração Pública em caso de violação de seus direitos, contribuindo 
para a efetividade da proteção de dados e a conformidade com as normas legais. 
A implementação eficaz da LGPD exige que órgãos públicos e entidades 
privadas que tratam dados pessoais adotem políticas robustas de proteção de 
dados, garantindo a segurança da informação e o cumprimento das obrigações 
legais estabelecidas pela legislação, com o objetivo de preservar os direitos dos 
indivíduos e a confiança da sociedade. 
 
 
7. CRIAÇÃO DO SISTEMA 
 
Neste segmento, detalharemos o processo de desenvolvimento do sistema de 
coleta, abordando as informações relevantes sobre as disciplinas envolvidas em sua 
concepção e implementação. 
 
7.1. SISTEMA DE MONITORAMENTO DE REDES 
Para a implementação do sistema de monitoramento de redes, será utilizado 
o ZABBIX, uma ferramenta amplamente reconhecida para monitoramento de redes, 
servidores e serviços. Este sistema foi projetado para garantir a disponibilidade, a 
experiência do usuário e a qualidade dos serviços prestados. O Zabbix oferece a 
possibilidade de monitoramento agentless (sem a necessidade de instalação de 
agentes), o que o torna altamente flexível e capaz de operar em diversos protocolos 
de comunicação. Além disso, o Zabbix conta com recursos avançados como auto-
discovery (descoberta automática de itens) e low-level discovery (descoberta de 
métricas em itens monitorados), o que facilita a administração e a adaptação 
contínua da rede. 
A escolha do Zabbix para este projeto se deve a vários fatores, incluindo a 
sua qualidade, a eficiência e o baixo custo de implementação, visto que trata-se de 
um software gratuito e de código aberto. Isso não só contribui para a redução de 
 
 
 
 
 
custos, mas também permite a personalização e expansão do sistema conforme as 
necessidades da empresa. Sua robustez e confiabilidade são características 
essenciais para garantir um monitoramento contínuo e preciso, fundamental para a 
eficácia do sistema de coleta de óleo de cozinha. 
A adoção do Zabbix também facilita a gestão proativa dos recursos de rede, 
permitindo a detecção de falhas e a antecipação de problemas antes que impactem 
os processos operacionais. A capacidade de integração do Zabbix com outros 
sistemas e tecnologias também possibilita uma escalabilidade futura, alinhando-se 
com os objetivos de crescimento e inovação da empresa BIOCONECT LTDA.. 
 
7.2.SERVIDOR E SISTEMA OPERACIONAL 
 
A infraestrutura da BIOCONECT LTDA é composta por um servidor On-
premise, que se configura como um sistema de armazenamento de dados, 
centralizando todas as informações relacionadas às atividades operacionais da 
empresa. Esse servidor, ao ser instalado no próprio espaço físico da companhia, 
permite a integração e centralização de dados de forma mais controlada e eficiente. 
 A principal vantagem dessa infraestrutura é que a manutenção e ajustes 
técnicos podem ser realizados de maneira ágil e rápida, uma vez que toda a 
estrutura está sob a supervisão direta da equipe interna. Isso reduz a dependência 
de fornecedores externos e garante uma resposta imediata a qualquer eventual 
necessidade de suporte ou atualização. 
O servidor On-premise adotado pela empresa utiliza o sistema operacional 
Linux, um ambiente robusto e altamente personalizável que permite a configuração 
eficiente dos softwares necessários para a operação do sistema de coleta e 
monitoramento. A escolha pelo Linux é motivada por sua estabilidade, segurança e 
flexibilidade para adaptar-se às demandas tecnológicas da empresa, além de ser 
uma opção custo-efetiva em comparação com outras soluções. 
 
 
7.3.LINK DE INTERNET DEDICADO 
 
 
A escolha de um link de internet dedicado é crucial para garantir uma 
transmissão de dados estável e eficiente, essencial para o bom funcionamento das 
operações que dependem da comunicação contínua entre os clientes e os 
servidores da BIOCONECT LTDA. O link dedicado oferece vantagens significativas 
em relação à internet convencional, uma vez que proporciona uma conexão 
exclusiva, sem interferências de outros usuários. Isso resulta em uma largura de 
banda estável, o que é fundamental para o monitoramento em tempo real dos 
containers de óleo de cozinha, além de garantir a transferência de dados de forma 
segura e sem interrupções. 
Além disso, um link dedicado também contribui substancialmente para o 
aumento da segurança na transmissão de dados. Como o tráfego de dados é 
 
 
 
 
 
exclusivo para a empresa, há menor risco de interceptações ou ataques 
cibernéticos, oferecendo uma camada adicional de proteção para as informações 
sensíveis que circulam entre os sistemas e os usuários. Esse fator de segurança é 
primordial, considerando a importância de proteger as informações dos clientes e 
dos processos operacionais da BIOCONECT LTDA. 
 
 
7.4.BANCO DE DADOS 
 
Um banco de dados é uma coleção organizada de informações ou dados 
estruturados, que são geralmente armazenados de forma eletrônica em um sistema 
de computador. Ele serve como uma ferramenta centralizada para o armazenamento 
e a manipulação eficiente de grandes volumes de dados, permitindo a organização e 
recuperação rápida de informações. Um banco de dados é controlado por um 
Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD), que é responsável por 
gerenciar a criação, atualização, segurança e manutenção dos dados armazenados, 
além de garantir a integridade e a consistência das informações. 
A utilização de um banco de dados oferece inúmeras vantagens para uma 
empresa, permitindo a organização eficiente de registros, como dados de 
empregados, folhas de pagamento, contabilidade, gestão de projetos, inventários e 
muitas outras informações críticas para o bom funcionamento da organização. Com 
ele, é possível garantir a acessibilidade, segurança e confiabilidade das informações 
em tempo real, além de facilitar a análise e a tomada de decisões. 
Existem diversos tipos de sistemas de gerenciamento de banco de dados, sendo 
os mais comuns os Oracle, DB2, MySQL Server, PostgreSQL, entre outros. Cada 
um desses SGBDs oferece características específicas, como escalabilidade, 
desempenho e segurança, adaptando-se às necessidades de diferentes tipos de 
empresas e operações. A escolha do SGBD adequado é fundamental para garantir a 
eficiência do gerenciamento e a integridade dos dados. 
É de extrema importância manter uma linguagem padrão e consistente dentro do 
banco de dados, pois isso facilita a organização e o entendimento dos dados tanto 
para os desenvolvedores quanto para os usuários da empresa. Quando se adota 
uma única especificação ou modelo de dados, todos os envolvidos no processo têm 
um ponto de referência comum, o que simplifica o trabalho de manutenção, 
atualizações e novas implementações no sistema. Dessa forma, a empresa pode 
garantir uma gestão de dados mais estruturada, eficiente e segura, além de reduzir 
erros e inconsistências. 
 
 
7.4.1.ARMAZENAMENTO DE INFORMAÇÕES 
 
Para o armazenamento e gerenciamento das informaçõesdos doadores de óleo 
e dos usuários do condomínio, a BIOCONECT LTDA optou por utilizar o MariaDB. O 
MariaDB é um sistema de gerenciamento de banco de dados relacional, altamente 
eficiente e de código aberto, projetado para ser uma alternativa robusta e segura ao 
 
 
 
 
 
MySQL. Sua estrutura permite o armazenamento de grandes volumes de dados, 
com uma excelente performance e capacidade de processamento rápido das 
informações, o que é essencial para o monitoramento eficiente do óleo de cozinha 
doado pelos residentes dos condomínios. 
Uma das principais vantagens do MariaDB é a facilidade de administração 
das informações, que podem ser acessadas, atualizadas e gerenciadas a qualquer 
momento, garantindo a integridade e segurança dos dados dos doadores e usuários. 
 Através de sua interface, os administradores podem realizar consultas 
rápidas, gerar relatórios detalhados e manter um controle rigoroso sobre o processo 
de coleta, desde o cadastro do doador até a distribuição e reciclagem do óleo. 
O MariaDB também oferece escabilidade e alta disponibilidade, o que permite 
que o sistema acompanhe o crescimento da empresa e da base de dados sem 
perda de desempenho. Além disso, ele é compatível com uma ampla gama de 
aplicações e pode ser facilmente integrado aos outros sistemas utilizados pela 
BIOCONECT LTDA, garantindo uma gestão unificada e eficiente de todos os dados 
relacionados às operações de coleta e reciclagem do óleo de cozinha. 
Com a utilização do MariaDB, a BIOCONECT LTDA assegura um 
armazenamento confiável e organizado das informações dos seus clientes, ao 
mesmo tempo em que possibilita um acesso rápido e seguro a essas informações 
para a equipe responsável pelo gerenciamento e monitoramento das operações. 
 
 
7.5.AUTOMATIZAÇÃO DE SCRIPTS (LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO) 
 
Um script de automação é uma ferramenta poderosa para simplificar e 
otimizar processos, consistindo basicamente em três componentes principais: ponto 
de ativação, variáveis com valores de ligação e o código fonte. 
 
7.5.1. PONTO DE ATIVAÇÃO 
 
O ponto de ativação define o momento em que o script será iniciado, ou seja, 
o gatilho que faz com que o código seja executado. Esse ponto pode ser ativado de 
diversas formas, dependendo das necessidades do processo. Por exemplo, a 
execução do script pode ser ativada automaticamente quando um objeto de 
negócios é atualizado, ou quando um valor específico é inserido em um campo de 
dados. Existem diversos tipos de pontos de ativação que podem ser configurados, e 
o aplicativo de automação fornece um assistente especializado para a criação de 
cada um deles, simplificando a tarefa de definir quando o script deve ser disparado. 
 
7.5.2. VARIÁVEIS E VALORES DE LIGAÇÃO 
 
As variáveis são elementos dinâmicos essenciais para a execução dos 
scripts, pois determinam como as informações são passadas para o script ou 
recebidas dele. Embora o uso de variáveis não seja obrigatório, elas são 
extremamente úteis, pois facilitam a manipulação dos dados dentro do script e 
permitem que o código seja mais flexível e reutilizável. O uso de valores de ligação 
 
 
 
 
 
em conjunto com as variáveis significa que o valor das variáveis pode ser associado 
diretamente a certos parâmetros ou a entradas fornecidas durante a execução, 
permitindo um comportamento mais adaptativo do script. Isso reduz a quantidade de 
código necessário, tornando o processo de programação mais eficiente e menos 
propenso a erros. 
 
7.5.3 CÓDIGO FONTE 
 
É possível gravar o código fonte em um aplicativo externo e, posteriormente, 
importá-lo no aplicativo Scripts de Automação, permitindo uma integração 
simplificada entre os ambientes de desenvolvimento e de execução. 
Alternativamente, o código também pode ser diretamente inserido no campo Código 
Fonte disponível nos aplicativos do assistente, facilitando a edição e a 
personalização do script dentro da própria interface de automação. 
O código fonte deve ser escrito utilizando linguagens de programação 
compatíveis com os mecanismos de script oferecidos pela plataforma. No caso da 
ferramenta em questão, os dois principais mecanismos de script suportados são: 
• Mozilla Rhino, versão 1.6 release 2: Um ambiente de execução JavaScript 
que permite a integração entre JavaScript e Java. Rhino é uma 
implementação do JavaScript, escrita em Java, e oferece a capacidade de 
incorporar JavaScript em aplicações Java, permitindo assim a execução do 
código dentro de um ambiente Java com recursos avançados de manipulação 
de objetos Java. 
• Jython, versão 2.5.2: Uma implementação da linguagem Python para a 
plataforma Java. Jython permite que scripts Python sejam executados dentro 
do ambiente Java, proporcionando a flexibilidade da linguagem Python com a 
capacidade de acessar diretamente bibliotecas e APIs Java. Essa integração 
permite que as duas linguagens interajam de forma fluida e eficiente, 
tornando-a ideal para cenários em que é necessário trabalhar com ambos os 
ecossistemas. 
Ambos os mecanismos permitem que o código seja executado de forma 
eficiente dentro do ambiente de automação, oferecendo recursos de 
 
 
 
 
 
extensibilidade e interoperabilidade entre diferentes tecnologias. Dessa forma, os 
desenvolvedores podem escrever seus scripts de automação utilizando JavaScript 
ou Python, de acordo com sua familiaridade e os requisitos do sistema, otimizando 
o processo de integração e automação. 
Além disso, a utilização dessas tecnologias consolida a flexibilidade e a 
escalabilidade do sistema, permitindo uma adaptação contínua às mudanças de 
requisitos e a inclusão de novos módulos ou funcionalidades ao longo do tempo. 
Assim, a plataforma não só oferece uma solução robusta de automação, mas 
também garante que os usuários possam desenvolver e modificar seus scripts com 
facilidade, aproveitando as melhores práticas e as ferramentas mais utilizadas no 
mercado. 
 
 
8. ATENDIMENTO 
 
Quando pensamos na operação prática do ponto de coleta, surge uma 
preocupação comum: como garantir que todos os usuários saibam exatamente onde 
depositar o óleo usado. A solução será simples e direta: no local de coleta, haverá 
uma pessoa treinada, designada pelo próprio condomínio, responsável por orientar 
os moradores sobre o processo correto de descarte. Dessa forma, garantimos que 
ninguém tenha dúvidas quanto ao local apropriado para o descarte do óleo. 
O processo de coleta será ainda mais eficiente, pois o próprio container de 
coleta será automatizado. Isso significa que, à medida que o recipiente se aproxima 
de sua capacidade máxima, o sistema será capaz de gerar automaticamente uma 
ordem de serviço para agendar a coleta. Esse sistema de monitoramento garante 
que o ponto de coleta esteja sempre operando de forma otimizada, evitando que o 
container transborde ou que o óleo usado fique armazenado por longos períodos. 
Além disso, o sistema registrará todas as informações pertinentes diretamente 
no banco de dados, como a quantidade de óleo armazenado, que será contabilizada 
tanto de forma semanal quanto mensal. O registro também incluirá os dados dos 
doadores do condomínio, permitindo que cada morador que contribui com o óleo 
utilizado se registre de forma simples e prática. Para facilitar ainda mais, um totem 
eletrônico estará disponível no próprio ponto de coleta, permitindo que os moradores 
se cadastrem rapidamente, com instruções claras fornecidas no local. 
Este sistema não só promove um gerenciamento eficiente e transparente do 
descarte de óleo, mas também cria um banco de dados preciso e acessível, 
garantindo que a coleta seja realizada de maneira sistemática e que todas as 
contribuições dos moradores sejam registradas corretamente. Assim, o processo de 
reciclagem de óleo se torna mais organizado e eficaz, com a participação ativa da 
comunidade, e com o acompanhamento em tempo real da coleta e do 
armazenamento do material. 
 
 
 
 
 
 
 
9. CONCLUSÃO 
 
Acriação da empresa BIOCONECT LTDA. desempenha um papel crucial na 
preservação do meio ambiente, ao possibilitar o recolhimento de uma significativa 
quantidade de óleo de cozinha que, caso fosse descartado de maneira inadequada, 
causaria sérios danos à natureza. Através da implementação de sistemas de 
informação, facilitamos o acesso a dados, o cadastro de doadores, a organização de 
bancos de dados, o monitoramento de redes e dos containers de coleta, além de 
assegurar a segurança da informação dos dados coletados. Dessa forma, 
garantimos que todas as informações sejam tratadas com o devido cuidado e que a 
operação da empresa seja eficiente e segura. 
Como foi detalhado ao longo deste trabalho, a tecnologia tem sido um pilar 
fundamental para a inovação nos processos de gestão e monitoramento de 
resíduos, e é inconcebível ignorar as potencialidades que ela oferece. O uso da 
tecnologia não se limita apenas ao campo da reciclagem de óleo, mas se estende a 
diversas outras áreas, onde ela pode contribuir para otimizar processos, reduzir 
custos e promover práticas sustentáveis. 
Este trabalho seguiu rigorosamente o roteiro proposto, abordando todos os 
pontos essenciais de maneira clara e concisa. Conseguimos reunir todas as 
informações necessárias para a conclusão do projeto de forma eficaz e didática, 
sempre priorizando a originalidade e a aplicação dos conceitos adquiridos ao longo 
de nossa formação acadêmica. Todos os conceitos utilizados neste estudo foram 
extraídos das fontes estudadas durante o curso e apresentados de maneira 
exclusiva pela universidade, garantindo a qualidade e a autenticidade do trabalho. 
 
 
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: 
informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6024: 
informação e documentação: numeração progressiva das seções de 
um documento: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2012. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e 
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011. 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406compilada.htm. Acesso em: 20 
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LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (LGPD) 
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informacao/lgpd

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