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Medicina de 
Emergência USP
Intoxicações ambientais
Lucas Oliveira Marino
Potenciais conflitos de 
interesse
• De acordo com as normas do 
Conselho Federal de Medicina 
(número 1595/2000) e Vigilância 
Sanitária RDC 102/2000, caso haja 
conflito de interesses a natureza e o 
nome das empresas ou instituições 
envolvidas deverão ser revelados na 
introdução da sua apresentação. 
Segue abaixo tabela a ser 
preenchida.
Categorias de Potencial Conflito de Interesse Indústria(s)
Patrocínio de transporte e/ou hospedagem em 
Congressos
Não
Patrocínio em estudos clínicos e/ou 
experimentais subvencionados pela indústria
Não
Ser conferencista/palestrante em eventos 
patrocinados pela indústria
Não
Participar de comitês normativos de estudos 
científicos patrocinados pela indústria
Não
Receber apoio institucional da indústria Não
Preparo de textos científicos em periódicos 
patrocinados pela indústria
Não
Ter ações da indústria Não
Intoxicações 
ambientais
Lucas Oliveira Marino
Médico Intensivista
Doutor em Ciências pela FMUSP
Parte 1
• Álcoois tóxicos
• Cianeto
• Monóxido de carbono
Álcoois tóxicos
• Metanol (MeOH) → adulterante de 
combustíveis e bebidas, fluidos, 
limpadroes de para-brisas, solvente 
• Etilenoglicol (EG) → produção de 
tintas, resinas, vernizes, líquidos de 
arrefecimento de motores, fluidos 
anticongelantes
• Metanol
Sintomas GI
Visão borrada
↑ FR, midríase, hiperemia disco óptico
Infarto ou hemorragia de gânglia basal
• Etilenoglicol
Embriaguez
Convulsão, coma
↑QT, arritmia, hipotensão
Cristalúria Oxalato de Ca → IRA oligoanúrica
Hipocalcemia
Álcoois tóxicos
Laboratório:
• Fase precoce → nl, exceto Gap Osmolar
• ↓ Gap Osmolar → Acidose Metabólica AG↑
• Gap Osmolar > 25 mOsm → tratamento e teste confirmatório
• Cromatografia gás / Espectrofotometria massa → álcoois tóxicos
Tratamento:
• Acidose metabólica → fluido e NaHCO3
• Casos SUSPEITOS → Etanol ou fomepizol (inibição de ADH)
• Hemodiálise → remove álcool e metabólitos tóxicos, corrige acidose → corrigir dose de Etanol 
e fomepizol
• MeOH → Ác folínico 1 mg/kg IV 4/4 hrs
• EG → Piridoxina e Tiamina 
Parte 1
• Álcoois tóxicos
• Cianeto
• Monóxido de carbono
Cianeto
• Mecanismo:
o Inibe citocromo oxidase → ø
metabolismo aeróbio → acidose 
lática
• Quadro clínico-laboratorial:
o Choque e coma
o Gaso A e V → ~ pO2; lactato > 
8 mmol/L
Industrial Sais inorgânicos de cianeto
utilizados na metalurgia, fotografia,
galvanoplastia, mineração,
produção de plásticos
Incêndios Gás cianeto produzido pela queima
de lã, seda, borracha sintética,
náilon, sílica e plásticos
Medicamentos Uso prolongado de nitroprussiato
de sódio, uso de Amigdalin
Alimentação Mandioca brava, caroço da maçã,
caroço do pêssego
Manejo
Tipo Droga Ação
Ligador direto do 
cianeto
Hidroxicobalamina (5g IV
em 15 min (CN- → Vit
B12)
Liga-se ao cianeto
formando a
cianocobalamina que é
excretada na urina
Indutores de 
Metahemoglobinemia
Nitrito de amila, nitrito
de sódio
O Fe3+ da
metahemoglobina
compete com a citocromo
oxidase pela ligação com
o cianeto
Doadores de Enxofre Tiossulfato de sódio O sulfato estimula a via da
rodanase convertendo o
cianeto em tiocianato que
é excretado na urina
Parte 1
• Álcoois tóxicos
• Cianeto
• Monóxido de carbono
Monóxido de 
Carbono
• Fonte:
o Combustão incompleta de combustível 
(carvão, madeira, gasolina, diesel, gás 
natural)
• Mecanismo:
o Avidez pela Hb → ø dissociação do O2 da 
Hb
o Ligação à Mioglobina e Citocromo oxidase 
→ hipóxia celular
• Quadro clínico:
o Sintomas inespecíficos → cefaleia, 
fraqueza, náusea, visão borrada
o Injúria miocárdica
o Disfunção neuropsiquiátrica tardia
• Manejo:
o Gaso A ou V com co-oximetria; ECG
o Otimizar a eliminação do CO → O2 100%
o Oxigenioterapia hiperbárica → 
controverso (CO-Hb > 25%, pH 20%)
Parte 2
• Organofosforados e 
carbamatos
• Agentes cáusticos
Organofosforados 
e Carbamatos
OF → malathion; parathion; fenthion
CB → aldicarb, carbofuran, carbaryl
Absorção fácil pela pele, pulmão e TGI
Ligação à acetilcolinesterase
Síndrome 
colinérgica SNP – receptor 
muscarínico
SNS – receptor 
nicotínico
Placa 
neuromuscular 
– receptor 
nicotínico
SNC
Miose,
lacrimejamento,
salivação, sudorese,
broncorréia,
broncoconstrição,
bradicardia,
hipotensão, dor
abdominal, vômitos,
diarreia,
incontinência
urinária
Taquicardia,
hipertensão
Fasciculações,
fraqueza
muscular,
hiporreflexia
Convulsões,
depressão
respiratória,
rebaixamento do
nível de
consciência,
agitação,
confusão mental,
ataxia, coma
Manejo Atropina → 1ª escolha!
• Ⓧ receptor muscarínico; sem efeito em intoxicação nicotínica
• Vias: endotraqueal, IV, IM
• Dose variável ⇢ iniciar com 2 mg 5/5 min se sintomas leves a 
moderados
• Casos graves ⇢ 2-6 mg inicialmente, repetir a cada 2-60 min
• Titulação → resolução da broncoconstricção e broncorreia
• O que melhora? Respiratório, GI, cardíacos, SNC
Pralidoxima → em associação a atropina em 
intoxicação por organofosforados:
• Reativação da acetilcolinesterase
• 1-2 g IV, infusão em 30 min, seguido de 500 mg/hora
Benzodiazepínicos → convulsão, ansiedade, 
fasciculação
• Diazepam 10-20 mg IV
Parte 2
• Organofosforados e carbamatos
• Agentes cáusticos
Agentes 
cáusticos
• Soda cáustica, limpa-pedra, amônia, 
alvejantes, desinfetantes, cimento
• Álcalis (pH > 11) → necrose de liquefação
• Ácidos (pH 11. 
Classificação de Zargar de lesões esofágicas
Classificação Lesão Risco de 
Estenose
Grau 0 Mucosa normal Nenhum
Grau I Hiperemia ou edema de mucosa Nenhum
Grau IIa Ulcerações superficiais, presença de exsudatos; não
circunferenciais
Baixo
Grau IIb Ulcerações e exsudatos circunferenciais Alto
Grau IIIa Necrose focal Alto
Grau IIIb Necrose extensa Alto
Conduta conforme grau de lesão na EDA
Lesão Conduta
Grau 0 Alta hospitalar se sintomas controlados após avaliação psiquiátrica em
casos de tentativa de suicídio
Grau I e IIa Liberar dieta líquida, progressão de dieta em 24-48 horas, alta após
dieta sólida com acompanhamento ambulatorial
Grau IIb e III Passagem de SNE por EDA após 24 horas, dieta líquida via oral em 48
horas se paciente conseguir deglutir a saliva, vigilância clínica para
sinais de perfuração
Muito obrigado pela 
atenção!
Lucas Oliveira Marino
lucas.marino@hc.fm.usp.br

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