Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Contagem de Plaquetas e Alterações
As plaquetas (trombócitos) são células sanguíneas responsáveis pela coagulação e
controle de sangramentos. Elas são produzidas na medula óssea a partir dos
megacariócitos e têm vida útil de 7 a 10 dias. O exame de contagem de plaquetas mede
sua concentração no sangue e é fundamental para avaliar distúrbios de coagulação,
sangramentos e condições hematológicas.
Valores de Referência:
● Normal: 150.000 a 450.000 plaquetas/µL de sangue.
● Trombocitopenia: 450.000/µL (plaquetas altas).
1. Contagem Baixa de Plaquetas (Trombocitopenia)
Causas:
1. Produção Insuficiente:
○ Doenças da medula óssea (leucemia, mielodisplasia).
○ Anemia aplástica.
○ Deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico.
○ Quimioterapia e radioterapia.
2. Destruição Aumentada:
○ Doenças Autoimunes: Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI), lúpus.
○ Infecções: Dengue, hepatites, HIV, sepse.
○ Medicamentos: Heparina (Trombocitopenia Induzida por Heparina - TIH),
antibióticos e anticonvulsivantes.
○ CID: Consumo acelerado de plaquetas em coágulos disseminados.
3. Sequestro Esplênico:
○ A esplenomegalia (aumento do baço) retém plaquetas, como ocorre na
cirrose e doenças hepáticas.
Sintomas:
● Petéquias (manchas vermelhas na pele).
● Equimoses (hematomas fáceis).
● Sangramentos nas gengivas, nariz ou trato gastrointestinal.
● Menstruação intensa (menorragia).
● Hemorragias graves em casos severos.
Tratamento:
● Tratar a causa subjacente.
● Transfusões de plaquetas em emergências.
● Imunossupressores (corticosteroides) na PTI.
● Imunoglobulina intravenosa (IVIG) em casos graves.
2. Contagem Alta de Plaquetas (Trombocitose)
Tipos:
1. Trombocitose Primária (Essencial):
○ Causada por um distúrbio mieloproliferativo (ex.: trombocitemia essencial).
○ Associada a mutações como JAK2.
2. Trombocitose Secundária (Reativa):
○ Resposta a uma condição subjacente, como:
■ Inflamação crônica: Artrite reumatoide, lúpus.
■ Infecções: Bacterianas ou virais.
■ Deficiência de ferro: A anemia ferropriva pode elevar as plaquetas.
■ Cirurgias e traumas: Após grandes cirurgias.
■ Esplenectomia: A remoção do baço reduz a destruição de plaquetas.
Sintomas:
● Assintomática: Na maioria dos casos reativos.
● Sintomas de Coagulação:
○ Formação de coágulos sanguíneos (trombose).
○ Dor nas extremidades e vermelhidão (eritromelalgia).
○ Dores de cabeça e visão turva.
○ Risco de acidente vascular cerebral (AVC) e embolia pulmonar.
Tratamento:
● Trombocitose Reativa: Trata-se a causa subjacente (infecção, inflamação).
● Trombocitemia Essencial:
○ Medicamentos como aspirina em baixas doses (prevenção de trombose).
○ Hidroxiureia e anagrelida para reduzir a produção de plaquetas.
Exames Complementares:
● Hemograma Completo: Para avaliar a contagem total de plaquetas.
● Estudos de Medula Óssea: Em casos de alterações persistentes.
● Ferritina e Perfil de Ferro: Para investigar anemia ferropriva.
● Dosagem de Fatores Inflamatórios: PCR e VHS.
Conclusão:
A contagem de plaquetas é essencial para diagnosticar e monitorar várias doenças
hematológicas, inflamatórias e infecciosas. Alterações podem indicar desde condições
benignas, como deficiências nutricionais e infecções temporárias, até doenças graves como
distúrbios mieloproliferativos e síndromes autoimunes. A abordagem depende da gravidade,
sintomas e causas associadas.

Mais conteúdos dessa disciplina