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Revisão - AP3 - Gabarito

Lista de revisão de Direito Penal sobre excludentes de ilicitude e culpabilidade, com questões objetivas e hipóteses práticas (legítima defesa, estado de necessidade, exercício regular de direito, coação moral irresistível) e referências aos arts. 20, 23 e 24.

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Paulo

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REVISÃO – AP3 
 
Rol Objetivo 
 
1 - Os atos praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito nunca 
podem ser considerados atos ilícitos, mesmo quando excedem os limites do 
estritamente necessário para a remoção de um perigo iminente. 
 
( ) CERTO 
( ) ERRADO – Art. 23, Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste 
artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo. 
 
2 - Depois de uma ligeira discussão travada na arquibancada de um estádio de futebol, 
Dionísio, fisicamente mais forte, ameaça Bento prometendo matá-lo após o término 
da partida. No intervalo do jogo, Bento decide ir ao lavatório, momento em que 
percebe Dionísio vindo firme e apressadamente em sua direção, com as mãos para 
trás, dando a entender que estaria armado. Imaginando que seria morto por Dionísio, 
pelo fato de ter sido ameaçado anteriormente, Bento saca um pesado artefato de 
metal e arremessa na cabeça de Dionísio, causando-lhe a morte. 
 
Ouvidas as testemunhas presentes e analisadas as câmeras do local, contatou-se que 
Dionísio não estava armado, apenas portava um celular, e a pressa para se deslocar 
estava relacionada a vontade de não perder o início do segundo tempo. 
 
De acordo com as informações estritamente narradas acima, Bento agiu em: 
a) legitima defesa sucessiva, por erro inevitável, diante das circunstâncias em 
que o agente se encontrava. 
b) estado de necessidade putativo, por erro plenamente justificado pelas 
circunstâncias, em que o agente supôs situação de fato que, se existisse, 
tornaria a ação legítima. 
c) exercício regular de direito, por erro inevitável do agente sobre a ilicitude do 
fato. 
d) estado de necessidade justificante, excluindo a culpa do agente, mas 
permitindo a punição por crime doloso. 
e) legítima defesa putativa, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, em que o 
agente supôs situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. – Art. 20, § 1. 
3 - Age em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo 
atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito 
próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. 
Nos casos em que é razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado: 
a) o agente será responsabilizado por dolo, mas não por culpa. 
b) a pena poderá ser reduzida de um a dois terços - Art. 24 § 2º Embora 
seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser 
reduzida de um a dois terços. 
c) desnatura-se o estado de necessidade, responsabilizando-se o agente. 
d) configura-se estado de necessidade putativa 
e) não há isenção de pena quando a ação deriva de culpa e o fato é 
punível como crime culposo 
 
4 - Ação que contempla o uso moderado dos meios necessários para repelir 
injusta agressão iminente a direito de outrem: 
a) excludente de imputabilidade. 
b) excludente de culpabilidade. 
c) exercício regular de direito. 
d) excludente de ilicitude. 
e) estado de necessidade de terceiro. 
 
Rol subjetivo 
 
5 - Daniel saiu para passear com seu cachorro, da raça rottweiler e, no caminho, 
encontrou Carlos, um antigo desafeto. Tomado por um sentimento de ódio, dá 
comando ao cachorro para que ataque Carlos. Ele, no entanto, estava armado 
e, diante de tal agressão, atira no animal, matando-o. 
 
a) Diante da situação hipotética narrada, você, como advogado de Carlos, diante 
das teses e excludentes debatidas em sala, qual defensiva você poderá alegar? 
Legitima Defesa? Estado de Necessidade? Ou exigibilidade de Conduta 
Diversa? 
b) Diante do alegado na questão anterior, seria excluída a culpabilidade ou a 
ilicitude? 
a) Legítima Defesa. 
Carlos pode alegar legítima defesa, pois reagiu a uma agressão injusta, atual 
ou iminente, representada pelo ataque do cão induzido por Daniel. Ele utilizou 
os meios necessários para repelir o perigo, agindo proporcionalmente à 
ameaça. 
b) Exclusão da Ilicitude. 
A legítima defesa exclui a ilicitude da conduta, uma vez que o ato de Carlos, ao 
matar o animal, foi praticado em resposta a uma agressão injusta, o que é 
juridicamente permitido. Não há exclusão de culpabilidade, pois Carlos agiu 
consciente e voluntariamente para repelir a ameaça. 
 
6 - João, um jovem de 17 anos, estava voltando para casa à noite quando foi 
abordado por um homem armado, que ameaçou fazer mal à sua família caso ele 
não entrasse em uma farmácia próxima e roubasse uma quantia em dinheiro. 
Apavorado, João obedeceu e, minutos depois, foi preso ao sair da farmácia. 
Durante o julgamento, a defesa alegou que João não poderia ser punido pelo 
crime, pois agiu sob forte ameaça. 
Com base nessa situação, responda: 
a) Qual excludente de culpabilidade pode ser aplicada ao caso de João? Qual a 
previsão legal? 
b) Explique os elementos que justificam essa excludente no contexto 
apresentado. 
a) Excludente de culpabilidade: Coação Moral Irresistível. 
A previsão legal está no art. 22 do Código Penal, que trata da exclusão de 
culpabilidade quando o agente comete o fato constrangido por ameaça 
irresistível. 
b) Elementos justificadores da excludente: 
• Ameaça grave e irresistível: João foi ameaçado de forma intensa e 
direta contra sua família, tornando sua resistência inviável. 
• Ausência de liberdade de escolha: Diante do temor pela segurança de 
seus familiares, João não teve alternativa senão obedecer ao agressor. 
• Imputabilidade relativa: Como João é menor de 18 anos, ele já não é 
responsabilizado penalmente, mas sim sujeito às medidas 
socioeducativas previstas no ECA (art. 104).

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