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Alexandre Garrido _______________ ________________ Urinálise __________________________ / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ Nefrologi�: Urinális� ⇒ Indicar e analisar um EAS em contextos diferentes; Como rastrear uma doença renal incipiente; ⇒ Iden�ficar um paciente com glomerulopa�a para encaminhar ao especialista; ⇒ Saber quando e como quan�ficar a proteinúria de um paciente; ______ _ — EAS (elementos anormais em sedimentoscopia)— __ __ ____ ➥ Método QUALITATIVO , análise macroscópica da urina, elementos anormais, sedimento urinário; ➥ Ideal = 2ª urina da manhã ➥ Quando indicado? ____ ⇁ Suspeita de doença renal (achado clínico, doenças sistêmicas, achado laboratorial) ⇁ Nefroli�ase (mas não é o melhor marcador) ➽ Macroscopia ➼ Análise macroscópica ➼ Turbidez – se está turva ou não – aumento de elementos celulares ou cristais, além de que uma urina turva pode ser aquela que ficou parada por muito tempo ➼ Cor da urina – geralmente é amarelo citrino, e sua concentração altera isso (bilirrubinúria mais amarronzada por provável aumento de bilirrubina indireta por colangite, colestase…) ➽ Dips�ck = Fita de Imersão urinária (análise qualita�va) por 1 min. ➼ pH ➼ Densidade ➼ Heme (hemácias, Hb e mioglobina) ➼ Esterase leucocitária ➼ Nitrito ➼ Proteína (albumina) ➼ Glicose ➽ Análise do Sedimento Urinário (Microscopia) – centrifuga a urina por 5 minutos, descendo a parte sólida da urina. Descar os 9mL (de 10) e põe o fundo em uma lâmina para avaliação ⟴ Hematúria ( > 2 hem/CGA) ⟴ Isomórfica ⟴ Dismórfica ⟴ Leucocitária (piúria) ⟴ Células epiteliais ⟴ Cilindros / Cristais ⟴ Microrganismo; Alexandre Garrido _______________ ________________ Urinálise __________________________ / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➽ EAS ⇒ EA -> elementos anormais (dips�ck) e S -> sedimentoscopia ➽ Microscopia de Fase ⇒ Análise da morfologia da hemácia, quando indicado, saber origem do sangramento ➢ Rabdomiólise -> lise muscular -> urina com hemoglobina (hemoglobinúria) ➤ Dips�ck ➼ PH: PH urinário deve ser ácido, entre 5,5 e 6,5. A urina é ácida porque o rim é quem faz a eliminação de prótons par�cipando a�vamente do equilíbrio ácido-base. Uma urina básica pode estar relacionada à alguma infecção (proteus/klebsiella), geralmente relacionada ao cálculo fosfato amoníaco magnesiano; ★ 30 a 300 —> microalbuminúria ou também albuminúria moderada aumentada ★ > 300 → macroalbuminúria severamente aumentada – maior risco cardiovascular com dano renal existente ★ Se houver proteinúria persistente → é obrigado fazer exame para quan�ficar ➼ pH normal: 4,5 a 8,0, se houver alcalinização geralmente ocorre por bactérias produtoras de urease e a sua principal representante é o proteus; ➼ Densidade: O rim tem que ter a capacidade de concentrar a urina. Em uma fase da DRC onde o paciente não está em diálise, o paciente perde a capacidade de concentração. Paciente urina até demais, até no meio da noite. O normal deve ser em torno de 1015 (menor que 1010 reflete problema; ➼ Reação ao Heme (hemácias, hemoglobina e mioglobina): a fita de imersão urinária dosa o grupo heme da hemoglobina, ela pode falsear a mioglobina, pois o grupo heme está principalmente presente na hemoglobina, podendo ser um falso posi�vo pela eliminação da hemoglobina; ★ Hemoglobinúria em excesso pode falsear mioglobinúria ➼ Esterase leucocitária: Relacionado à infecção urinária (presença de piócitos na urina), liberação de leucócito na urina; Alexandre Garrido _______________ ________________ Urinálise __________________________ / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➼ Nitrito: Fala fortemente a favor de infecção do trato urinário por transformação bacteriana de nitrato em nitrito. Nitrito + esterase leucocitária é quase confirmação diagnós�ca. No entretanto, não pode-se confirmar ausência de bactérias com nitrito nega�vo, pois há grupos de microrganismos que não transformam nitrato; ➼ Albumina: Única proteína percep�vel pelo EAS. Iden�ficamos quando a albumina está acima de 300 mg em 24h. Assim, não dá para verificar nefropa�a diabé�ca com EAS, pois terá o diagnós�co tardio. O normal de albumina na urina é de 30 mg / 24h ★ Para diagnós�co de nefropa�a diabé�ca usamos a avaliação da microalbuminúria ; ➥ Glicosúria: Glicemia acima de 180 passa da capacidade de reabsorção da glc, aumentando nível urinário, além do iSGLT2. No entanto, não faz diagnós�co de diabetes; Glicosúria não é critério diagnós�co para diabetes; ➤ Sedimento Urinário ➼ Podemos encontrar células, cilindros, cristais e até microrganismos (hifas, trichomonas, espermatozoides, etc) ➠ Hemácias na Urina: o sedimento verifica se há hemácia ou não. Normal é ter 2 a 3 hemácias por campo de grande aumento, e mais do que isso é patológico, pois normalmente a hemácia não ultrapassada a barreira de filtração glomerular facilmente; ★ U�liza a microscopia de fase para verificar forma da hemácia ★ Dismórficas → glomerulopa�a (hematúria glomerular) ★ Isomórficas → origem não glomerular (pós glomerular) ➠ Leucocitúria: Leucócito tem o citoplasma granuloso e o núcleo do neutrófilo é polimórfico mul�nodular. Piócitos na urina sugerem infecção urinária. Podem haver piúria estéril (inflama sem infecção): tuberculose renal, nefrite inters�cial aguda (reação a medicamento que gera IRA) e cálculo renal ➠ Células epiteliais: Células maiores com núcleo central e grande ➤ Há uma proteína que molda o túbulo renal por dentro (ptn de Tamm-Horsfall). Essa proteína serve como uma matriz orgânica, onde algumas células podem se grudar, aí teremos os cilindros celulares ➠ Cilindro Hialino: . Hialino, não apresenta conteúdo, é a própria matriz. Aparece muito em pacientes que usam diuré�co; ➠ Cilindro hemá�co: Patognomônico de glomerulopa�a. Pode ser uma vasculite, mas o fato é que o sangramento é lá de cima: é uma hematúria glomerular; ➠ Cilindro leucocitário: Pode aparecer em quadros de infecção urinária, nefrite túbulo-inters�cial aguda, etc. Leucócitos se agregando ao túbulo renal; Alexandre Garrido _______________ ________________ Urinálise __________________________ / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➠ Cilindro tubular (epitelial ou granuloso): Células tubulares (as células epiteliais podem ser tubulares – do túbulo renal, transicionais – da pelve renal até a uretra distal e escamosas – da uretra distal até a proximal. Isso pode acontecer quando ocorre necrose tubular aguda (ocorre descamação de células tubulares). ★ Cilindros largos/céreos ⇒ DRC avançada; ➤ Há uma proteína que molda o túbulo renal por dentro (ptn de Tamm-Horsfall). Essa proteína serve como uma matriz orgânica, onde algumas células podem se grudar, aí teremos os cilindros celulares ➠ B: Cristais de Oxalato de Ca Monohidratado , está em desenvolvimento (como um alter de academia),depois cresce e parece um envelope de carta (pode ocorrer por ingesta de alimentos ricos em oxalato de Ca como leite ou cálculo) ➠ Cristais de Ácido Úrico: Aspecto rombóide, roseta ou em forma de agulha. Pacientes com gota e hiperuricemia podem formar cálculos desse �po ➠ Cálculos de Cis�na: Relacionado à cis�núria — Cis�nose é uma doença rara que pode levar a DRC, potencialmente letal. Cristal em aspecto hexagonal. Formam muitos cálculos Alexandre Garrido _______________ ________________ Urinálise __________________________ / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ➠ E: Cristais de Estruvita – Formado por fosfato amoníaco magnesiano, relacionado a bactérias que causam infecção relacionada ao meio alcalino. Relaciona também ao cálculo coraliforme . Parece uma tampa de caixa ➠ obs.: mais de 40% de hemácias dismórficas ⇒ diag. de hematúria dismórfica ➤ Proteinúria ● O EAS é um exame qualita�vo → dosar proteína 24h – o normal é de até 150 mg/24h ● A proteinúria no EAS é quando for > 300 de Albumina (não iden�fica outras proteínas) ★ Pode pedir a Urina com proteinúria de 24h é, mas é mais trabalhoso, logo geralmente se pede o spot = relação proteína (albumina) / crea�nina ■ O resultado da divisão de mg/dL com mg//dL é dado em gramas por 24 horas ■ Não confundir relação proteína:crea�nina com albumina:crea�nina ★ > 300 mg de Albumina = Macroalbuminúria e 30-300 = Microalbuminúria 1. Relação Proteína/Crea�nina ■ Usar em contexto de macroalbuminúria, iden�ficado + 300 mg de albumina em 24h ■ Exemplo = doença renal instalada, para quan�ficar macroalbuminúria 2. Relação Albumina/Crea�nina ■ Usado para realizar rastreamento, em contexto de microalbuminúria, exame mais sensível ■ Exemplo = rastrear em doença renal diabé�ca Alexandre Garrido _______________ ________________ Urinálise __________________________ / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ ● Paciente com proteína de 3 cruzes ⇒ macroalbuminúria, maior que 300 (uma cruz já iden�fica >300) ○ Deve-se pedir relação proteína/crea�nina ○ 120 dividido por 40 = 3 g/24h