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FACULDADE DAS AMÉRICAS (FAM) 
GRADUAÇÃO DE ENFERMAGEM 
 
 
 
ARYANE VIANA DA SILVA 
BÁRBARA JÉSSICA E SILVA GOLDAY 
BRUNO SÉRGIO SOUZA OLIVEIRA 
GEOVANNA FREITAS LIMA DA SILVA SANTOS 
MARIA ROSA DOS SANTOS SILVA 
PAULO HENRIQUE COSTA LEDO 
 
 
 
 
EXPLORANDO A EXPERIÊNCIA DE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM EM 
INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS (ILPIS): 
UM ESTUDO SOBRE O LEVANTAMENTO DE DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 
 
 
 
ARYANE VIANA DA SILVA (RA: 00343257) 
BÁRBARA JÉSSICA E SILVA GOLDAY (RA:00347084) 
BRUNO SÉRGIO SOUZA OLIVEIRA (RA: 00347056) 
GEOVANNA FREITAS LIMA DA SILVA SANTOS (RA:00346944) 
MARIA ROSA DOS SANTOS SILVA (RA: 00347242) 
PAULO HENRIQUE COSTA LEDO (RA: 00346924) 
 
 
 
 
EXPLORANDO A EXPERIÊNCIA DE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM EM 
INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS (ILPIS): 
UM ESTUDO SOBRE O LEVANTAMENTO DE DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO 
 
 
 
 
Trabalho apresentado ao curso de Graduação 
de Enfermagem na Faculdade das Américas 
(FAM) como requisito para obtenção de nota na 
disciplina de Projeto Interdisciplinar. 
Orientador: Sandra Maria da Penha Conceição 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 
 
 
 
RESUMO 
 
Este trabalho apresenta uma análise sobre aspectos do trato urinário em idosos 
residentes em ILPIs. Segundo a OMS, a população de idosos cresceu rapidamente 
nos últimos anos e deve continuar aumentando. Com isso, surgem vários desafios 
para a prestação de cuidados à saúde. As alterações que ocorrem com o corpo 
durante o envelhecimento colocam os idosos em alto risco de doenças infecciosas 
(OMS,2003). Avaliar aspectos do trato urinário, patologias e desafios nos residentes 
de uma Instituição de Longa permanência para idosos. Através de uma ação em 
saúde realizada na mesma. Pesquisa qualitativa, descritiva, através de entrevistas 
informais de estudantes de enfermagem em ação realizada com idosos residentes em 
uma Instituição de Longa Permanência, localizada da Zona Norte do município de São 
Paulo. Foram observados o total de 24 casos de incontinência urinária e 7 casos de 
infecção do trato urinário em um total de 30 idosos, sendo 15 homens e 15 mulheres. 
Essa experiência enriquece e fornece informações sobre a realidade dos residentes, 
tendo como principal desafio a identificação e investigação precisa das condições de 
doenças do trato urinário em idosos e mostrando uma necessidade de melhoria nas 
coletas de informações nos centros de longa permanência. 
 
Palavras-chave: Instituição de Longa Permanência para Idosos; Incontinência 
Urinária; Infecção do Trato Urinário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
This work presents an analysis of aspects of the urinary tract in elderly people living in 
ILPIs. According to the OMS, the elderly population has grown rapidly in recent years 
and is expected to continue to increase. With this, several challenges arise for the 
provision of health care. The changes that occur in the body during aging place the 
elderly at high risk of infectious diseases (OMS, 2003). To evaluate aspects of the 
urinary tract, pathologies and challenges in residents of a Long-Term Institution for the 
elderly. Through a health action carried out there. Qualitative, descriptive research, 
through informal interviews with nursing students in action carried out with elderly 
residents in a Long-Term Institution, located in the North Zone of the city of São Paulo. 
A total of 24 cases of urinary incontinence and 7 cases of urinary tract infection were 
observed in a total of 30 elderly people, 15 men and 15 women. This experience 
enriches and provides information about the reality of residents, with the main 
challenge being the accurate identification and investigation of the conditions of urinary 
tract diseases in the elderly and showing a need for improvement in information 
collection in long-term care centers. 
 
Key words: Long-Term Institution for the Elderly; Urinary Incontinence; Urinary Tract 
Infection. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................05 
1.1 Hipótese de Pesquisa...................................................................................06 
1.2 Problema da Pesquisa..................................................................................06 
1.3 Justificativa...................................................................................................06 
2. OBJETIVO GERAL....................................................................................................07 
2.1 Objetivos Específicos...................................................................................07 
3. METODOLOGIA........................................................................................................08 
3.1 Tipo de Pesquisa...........................................................................................08 
3.2 Descrição da Amostra...................................................................................08 
3.3 Procedimentos de Coleta de Dados.............................................................08 
3.4 Análise de Dados...........................................................................................10 
3.5 Considerações Éticas...................................................................................11 
4. REVISÃO DE LITERATURA......................................................................................11 
4.1 O Papel do Estudante de Enfermagem no Levantamento de 
Doenças Crônicas.........................................................................................12 
4.2 Relato dos Estudantes de Enfermagem......................................................13 
5. RESULTADOS...........................................................................................................17 
6. DISCUSSÃO..............................................................................................................17 
7. CONCLUSÃO............................................................................................................22 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................23 
APÊNDICE A – Imagens............................................................................................25 
 
 
 
5 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
Durante as últimas décadas, a população de idosos cresceu de maneira rápida 
e deve continuar aumentando. O Brasil será o sexto país do mundo com o maior 
número de pessoas idosas até 2025, conforme levantamento da (OMS, 2003). Esse 
constante crescimento traz consigo uma série de desafios para a prestação de 
cuidados de saúde. 
 O processo natural de envelhecimento provoca alterações fisiológicas na 
imunidade e diminuição da reserva funcional. Essas mudanças colocam os idosos em 
alto risco de doenças infecciosas. Na população geriátrica, nem sempre o diagnóstico 
do processo infeccioso é simples: Frequentemente faltam sintomas clássicos e a 
obtenção precisa de histórico é muitas vezes complicada por comprometimento 
cognitivo. (OMS, 2003) 
 Para Elias (2001) o envelhecimento é por vezes caracterizado pela solidão a 
partir da rejeição desse grupo na sociedade, pois os laços de amizade e família são 
por muitas vezes cortados ou distanciados. Esta afirmação ressalta a necessidade de 
uma mudança de paradigma na prestação de cuidados de saúde para os idosos, 
priorizando não apenas a cura, mas também o cuidado contínuo e compassivo e a 
aproximação com o paciente idoso. 
Além disso, Ferrigno (2003) afirma que os grupos de convivência são 
considerados uma boa opção para os idosos e possuem uma ótima participação, 
tendo em vista que oferecem atividades variadas para a respectiva população. Isso 
destaca a importância de uma abordagem coordenada, compreensivae centrada em 
pacientes em Instituições de Longa Permanência para Idosos. 
Sendo considerados população de risco para ITU devido à coexistência de 
múltiplos fatores como idade avançada, comorbidades, sedentarismo e intervenções 
no trato urinário. Além da estrutura de convivência da ILPI e das características do 
envelhecimento e da senescência (fase em que ocorrem alterações anatômicas 
funcionais, bioquímicas e psicológicas), há também diminuição da resposta 
imunológica, doenças concomitantes e déficit cognitivos, que levam a um pior 
prognóstico (MELO LS, 2017). 
Enfrentar os desafios impostos pela crescente população idosa e pelo aumento 
de doenças crônicas requer uma abordagem integrada, adaptativa e centrada no 
paciente na prestação de cuidados de saúde em Instituições de Longa Permanência. 
 
6 
 
 
 
1.1 Hipótese de Pesquisa 
A hipótese desse estudo é que a ocorrência de infecções do trato urinário em 
idosos residentes em Instituições de Longa Permanência (ILPI) está relacionada a 
fatores como envelhecimento, efeitos da imunodeficiência relacionados à idade e 
condições de saúde de longo prazo, como diabetes e hipertensão. (SANTOS, 2020). 
 
1.2 Problema da Pesquisa 
Enfrentar os desafios impostos pela crescente população idosa e pela 
prevalência de doenças do trato urinário requer uma abordagem integrada, adaptativa 
e centrada no paciente na prestação de cuidados de saúde. Sendo assim, qual é o 
papel do Enfermeiro na prevenção às doenças do trato urinário? 
 
1.3 Justificativa 
Espera-se que este PI forneça insights valiosos sobre a experiência dos 
estudantes de enfermagem na ILPI no levantamento de doenças do trato urinário, 
contribuindo para a formação acadêmica e sugerindo melhorias nos processos de 
cuidados de saúde para idosos institucionalizados. 
Durante a ação, foi realizado um levantamento sobre doenças do trato urinário 
presentes entre os idosos. Essa experiência foi essencial para nossa formação 
acadêmica, pois através dela foi possível compreender a complexidade das condições 
crônicas em idosos e sua gestão dentro de um ambiente institucional. 
Ao realizarmos o levantamento dos dados pesquisados, observamos que a 
prevenção de ITU (Infecção do Trato Urinário) é uma preocupação primordial em 
qualquer ambiente de cuidados de saúde, especialmente em instituições de longa 
permanência para idosos, onde os residentes muitas vezes são mais vulneráveis a 
essas infecções. Nesse contexto, a enfermagem desempenha um papel fundamental 
na implementação de estratégias eficazes de prevenção. Os enfermeiros têm um 
papel crucial na educação dos pacientes sobre medidas preventivas, como a 
importância da higiene pessoal e da hidratação adequadas, que são fundamentais na 
redução do risco de Infecções do trato urinário. Além disso, os enfermeiros são 
responsáveis pela observação atenta dos pacientes em busca de sinais e sintomas 
7 
 
 
 
precoces de infecções do trato urinário, permitindo intervenções oportunas e eficazes 
para evitar complicações. 
Para melhorar os processos de cuidados de saúde para idosos, a instituição 
poderia implementar protocolos de prevenção de quedas, incluindo avaliação de risco, 
modificação do ambiente e treinamento de equilíbrio e marcha. Além de incentivar a 
participação dos idosos em atividades recreativas e sociais, visando promover o bem-
estar emocional e mental. 
Essas melhorias nos processos de cuidados de saúde podem contribuir 
significativamente para a qualidade de vida dos idosos institucionalizados, 
promovendo um ambiente de cuidado mais abrangente e holístico. 
 
2. OBJETIVO GERAL 
Relatar a vivência dos estudantes de enfermagem ao realizar ação de saúde 
em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos, observando a situação das 
doenças do trato urinário nos residentes destacando as principais patologias, 
desafios, aprendizados e oportunidades de melhoria nos cuidados de saúde. 
 
2.1 Objetivos Específicos 
• Avaliar a capacidade dos estudantes em compreender as necessidades 
individuais dos residentes, considerando fatores como comorbidades, 
funcionalidade e preferências pessoais; 
• Propor sugestões para aprimorar os processos de levantamento de doenças 
do trato urinário em ILPIs, considerando a perspectiva dos estudantes de 
enfermagem; 
• Avaliar a contribuição dos estudantes de enfermagem na elaboração de 
planos de cuidados personalizados com base nos dados coletados sobre 
doenças do trato urinário. 
 
 
 
 
 
8 
 
 
 
3. METODOLOGIA 
Este estudo utilizará a metodologia qualitativa descritiva, envolvendo conteúdo 
das entrevistas informais dos estudantes de enfermagem que realizaram ação em 
saúde e atividades de levantamento de doenças crônicas em uma ILPI localizada na 
Zona Norte do município de São Paulo. A análise de conteúdo foi empregada para 
extrair temas relevantes com busca nas bases: SciELO, BVS, NLM (National Library 
of Medicine). 
 
3.1 Tipo de Pesquisa 
A pesquisa realizada foi desenvolvida através da metodologia descritiva, 
obtendo informações importantes e primordiais para o levantamento sobre os 
principais acometimentos do trato urinário apresentados pelos idosos residentes da 
instituição. O método utilizado foi uma entrevista informal realizada pelos alunos da 
graduação de enfermagem com os funcionários responsáveis pelo gerenciamento da 
ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). 
 
3.2 Descrição da Amostra 
Através da pesquisa realizada com os responsáveis da instituição, obtivemos a 
informação de que na ILPI havia 30 residentes com idades entre 65 a 91 anos, sendo 
24 idosos com acometimento do trato urinário, classificados como incontinência 
urinária, 7 com infecção urinária e dentre eles, apenas um idoso utilizando CVD 
(Cateter Vesical de Demora). 
 
3.3 Procedimentos de Coleta de Dados 
A coleta de dados decorreu de entrevistas informais realizadas pelos alunos da 
graduação de enfermagem com os responsáveis da ILPI, onde após visita à instituição 
e a realização de atividades interativas com os moradores locais, obtivemos 
informações a respeito do estabelecimento, desde o seu funcionamento, até o método 
do cuidado ao idoso. 
A ILPI é um serviço da prefeitura em associação a uma ONG de rede de 
assistência social conhecida como. ILPI (Instituição de longa permanência para 
9 
 
 
 
idosos) é o local onde residem 30 idosos, sendo 15 homens e 15 mulheres com faixa 
etária de 65 a 91 anos. Seu funcionamento é por 24 horas. A equipe local é composta 
por quatro cuidadores, uma cozinheira, uma assistente social, um psicólogo, um 
pedagogo e um educador físico, todos em escala 12x36, possuindo também uma 
enfermeira e um técnico de enfermagem da UBS responsáveis pela realização de 
curativos e acompanhamento das medicações utilizadas pelos idosos disponibilizadas 
pelo SUS, sendo que quase a metade é classificada como psicotrópicos. 
Segundo o Ministério da Saúde, a quantidade de cuidadores varia de acordo 
com o grau de dependência apresentada pelos idosos presentes na instituição, 
precisando ser distribuído da forma a seguir: 
• Grau I: Um cuidador para cada 20 idosos em carga horária de oito horas/dia; 
• Grau II: Um cuidador para cada 10 idosos ou fração por turno; 
• Grau III: Um cuidador para cada 6 idosos ou fração por turno. 
Para tornar-se um residente da ILPI, o idoso precisa ser encaminhado pelo 
CREAS (Centro de Referência de Assistência Social) sendo que sua origem tende a 
decorrer de abrigos, situação de rua ou residir com familiares negligentes. 50% dos 
idosos apresentam transtorno mental como: Demências, Esquizofrenia, Transtorno 
crânio encefálico entre outras, mas essa ILPI apresenta trabalho apurado em saúde 
mental, psicológico e social, trazendo bons resultados e autocontrole dos idosos. 
O Estado de São Paulo possui ILPIs separadas em 3 níveis, sendo 
classificados conformeo grau de dependência do idoso, sendo: 
• Grau I: Idoso autônomo; 
• Grau II: Idoso que consegue realizar até três atividades de autocuidado; 
• Grau III: Idosos que são dependentes de cuidados para a realização de 
atividades cotidianas e/ou possuem comprometimento cognitivo. Sendo que 
em São Paulo há apenas uma ILPI que atende esse público e a mesma possui 
capacidade para 60 moradores, com atendimento híbrido (saúde e social). 
O Instituto em que realizamos a visita atende idosos com grau de dependência 
que varia entre o nível 1 e 2, cujo comprometimento cognitivo é leve ou controlado e 
há autorização para saídas e visitas sem horário ou dias fixos, porém dos 30 
residentes, apenas 5 possuem contato familiar. Os cuidadores utilizam um manejo 
adequado para evitar conflitos entre os moradores, "Cada caso necessita de um 
10 
 
 
 
manejo específico e precisa de uma compreensão aumentada dos cuidadores, 
permitindo uma vida mais calma aos idosos residentes". 
 
3.4 Análise de Dados 
Por intermédio das entrevistas informais, foi constatado que dos 45 residentes, 
24 idosos possuem acometimento do trato urinário, sendo 14 do sexo feminino e 10 
do sexo masculino, todos diagnosticados com incontinência urinária e apenas 7 
apresentam ITU (infecção do trato urinário), sendo que apenas um idoso faz uso de 
CVD ( Cateter Vesical de Demora). A quantidade de pacientes idosos com 
acometimento de doenças do trato urinário acontece por conta da imunodeficiência 
relacionada à idade, alterações funcionais e orgânicas apresentadas. 
Segundo o NIH (National Institute on Aging, 2022), a incontinência urinária é a 
perda involuntária da urina também conhecida como bexiga hiperativa, mais comum 
em pessoas idosas do sexo feminino, mas que pode estar presente em qualquer 
paciente. Pessoas do sexo feminino apesentam duas "falhas naturais" que facilitam a 
presenca dessa patologia, conhecidas como Hiato vaginal e Hiato retal, que fazem 
com que ocorram alterações nas estruturas musculares que sustentam os órgãos 
pélvicos e proporcionam contração uretral para que não aconteça a perda espontânea 
de urina, Enquanto na população do sexo masculino, a incontinencia geralmente 
ocorre por distúrbios neurológicos ou quando há transbordamento da bexiga (esse 
fator ocorre quando há o aumento da próstata e o idoso possui dificuldade para 
esvaziar a bexiga, levando então a pequenos escapes de urina por transbordamento). 
Assim como também na ITU (Infecção do Trato Urinário) o público feminino também 
apresenta maior incidencia devido a redução da capacidade vesical, queda do nível 
hormonal, secreção vaginal, enfraquecimento do assoalho pélvico, encurtamento do 
canal uretral e contaminação fecal, enquanto no público do sexo masculino a ITU 
decorre do aumento prostático que gera dificuldade no esvaziamento vesical, 
favorecendo a estase e aderência bacteriana. 
 
 
 
11 
 
 
 
3.5 Considerações Éticas 
A visita ao local realizada pelos alunos da graduação da Enfermagem foi 
autorizada e acompanhada pela docente da disciplina de acordo com a liberação da 
gerência da ILPI, sendo disponibilizados pelos mesmos as informações coletadas 
para a realização da pesquisa para o trabalho acadêmico. Realizamos a utilização de 
EPIs para proporcionar proteção aos alunos e idosos presentes. Vale ressaltar que 
não houve divulgação de informações e fotos dos residentes sem querer fosse com 
fins estudantis, a fim de preservar a imagem dos idosos. 
 
4. REVISÃO DE LITERATURA 
As ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) são instituições 
governamentais de caráter residencial, destinadas ao domicílio coletivo de pessoas 
com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar e em condições 
de liberdade, dignidade e cidadania. As normas estabelecidas para o funcionamento 
dessas instituições decorreram da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 283, de 
26 de setembro de 2005, trazendo um marco regulatório sanitário para as boas 
práticas em residências coletivas para pessoas idosas. Essa regulação foi elaborada 
a partir das necessidades de se estabelecer critérios para a prevenção e redução dos 
riscos à saúde e definir critérios mínimos para o funcionamento, mecanismos de 
avaliação e monitoramento dos serviços prestados nas ILPIs (Instituições de Longa 
Permanência para Idosos). 
No ano de 2019 o governo federal publicou o decreto 10.139 de 2019, 
conhecido como "Decreto do Revisaço" foi instituído para a revisão e consolidação 
dos serviços prestados e desde então a Anvisa passou a realizar ações para a 
avaliação e consolidação de suas normas. 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN, 2023), a ITU 
(Infecção do Trato Urinário) é uma das causas mais comuns de infecção na população 
geral, afetando na maioria dos casos as mulheres devido a posição anatômica da 
uretra para o ânus, já os homens são acometidos geralmente quando há doença 
prostática associada. 
 As doenças do trato urinário possuem a incidência de 70% a 85% ocasionadas 
pela bactéria Escherichia coli, seguido por outros tipos de bactérias como o 
12 
 
 
 
Staphylococcus saprophyticus, espécies de proteus e de Klebsiella e o Enterococcus 
Faecalis (SBN, 2023). 
 A Infecção do Trato Urinário pode causar dois grandes problemas como a 
cistite que é uma infecção e/ou inflamação na bexiga podendo ocasionar dor ao urinar, 
urgência para urinar, aumento da frequência do desejo de urinar e dor suprapúbica e 
a pielonefrite que é uma infecção que atinge os rins, geralmente se inicia 
habitualmente após um quadro de cistite, podendo ocasionar febre alta associada a 
calafrios e dor lombar de um ou de ambos os lados, calafrios e dor lombar estando 
presente na maioria das manifestações. (SBN, 2023). 
 Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o diagnóstico pode ser 
dado através de exames como urina, rotina, urocultura, antibiograma, podendo 
identificar qual a bactéria específica está acometendo o paciente e qual os meios de 
tratamentos mais eficazes a serem utilizados. Também pode ser realizado o exame 
de hemocultura e exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada 
ou ressonância magnética). 
 A decisão do tratamento deve se basear nos resultados dos exames obtidos 
para a escolha da terapia antimicrobiana ideal, a fim de tratar a infecção de maneira 
adequada, avaliando o paciente como um todo, se idoso, gestantes, adultos, crianças, 
pensando na evolução do quadro clínico para tratar a causa e consequentemente a 
sintomatologia. 
 
4.1 O Papel do Estudante de Enfermagem no Levantamento de Doenças 
Crônicas 
 Segundo o Ministério da Saúde, no caderno de Atenção Básica, n° 35 (2014), 
os estudantes de enfermagem desempenham um papel crucial no desenvolvimento e 
estudo de pesquisas científicas, especialmente quando se trata de doenças crônicas, 
os estudantes estão sempre em busca de novos métodos de tratamento e 
abordagens, mantendo-se atualizados com as últimas inovações para implementá-las 
na prática, realizando revisões sistemáticas da literatura científica para se manterem 
atualizados sobre as últimas descobertas e tendências em doenças crônicas. Além 
disso, colaboram em estudos clínicos, auxiliando na coleta de dados, análise 
estatística e interpretação dos resultados. Isso é fundamental para a validação de 
novos métodos terapêuticos. 
13 
 
 
 
 Os estudantes de enfermagem auxiliam também na criação de protocolos de 
pesquisa, que orientam a investigação científica, protocolos que detalham os 
procedimentos, critérios de inclusão e exclusão, métodos de avaliação, investigações 
sobre tratamentos não convencionais como terapias complementares e alternativas 
para complementar os tratamentos tradicionais (As práticas de acupuntura e 
fitoterapia). Além disso, os estudantes de enfermagem desenvolvem programas 
educacionais para pacientes,abordando questões importantes como adesão à 
medicação, mudanças no estilo de vida e autocuidado. Essas intervenções têm como 
objetivo capacitar os pacientes, podendo também envolver-se em campanhas de 
conscientização sobre doenças crônicas, incentivando a prevenção, detecção 
precoce e adesão ao tratamento. 
 Todas essas atividades refletem o compromisso dos estudantes de 
enfermagem com a saúde da população e sua busca contínua por conhecimento e 
prática baseada em evidências. Sendo fundamental para melhorar a qualidade de vida 
dos pacientes e combater efetivamente as doenças crônicas. 
 O ministério da Saúde também relata sobre manter-se atualizado o 
embasamento científico "Um dos maiores desafios para os profissionais da Atenção 
Básica é manterem-se adequadamente atualizados, considerando a quantidade cada 
vez maior de informações disponíveis". A Saúde Baseada em Evidências, assim como 
a Medicina Baseada em Evidências, é uma ferramenta utilizada para instrumentalizar 
o profissional na tomada de decisão com base na epidemiologia clínica, na estatística 
e na metodologia científica, segundo o caderno de Atenção Básica, n. 35. Ministério 
da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde (2014). 
 
4.2 Relato dos Estudantes de Enfermagem 
A ação desenvolvida na instituição de longa permanência para idosos na Zona 
Norte do Município de São Paulo foi realizada pelos alunos da graduação de 
enfermagem do 3 e 4 semestres, juntamente da docente, conforme autorização da 
coordenação da ILPI. 
• Estudante 1: "Na visita à Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) 
eu tive uma experiência transformadora, como pessoa e profissional da área 
da saúde. Eu e os demais estudantes fomos recebidos calorosamente pelos 
14 
 
 
 
residentes e profissionais da instituição. Realizamos diversas atividades, meu 
grupo proporcionou atividade de pinturas para os idosos, onde eu presenciei 
idosos atenciosos e dedicados, alguns com limitações, mas todos com uma 
imensa vontade de participar daquele momento. Observei o cuidado dos 
profissionais da ILPI, que trabalham incansavelmente para o bem estar dos 
idosos. A vivência na ILPI destacou a importância do respeito e carinho no 
cuidado com os idosos". 
 
• Estudante 2: "A interação com os idosos na ação realizada me proporcionou 
uma oportunidade única de entender suas histórias de vida, suas necessidades 
individuais e as diversas experiências que contribuíram para moldar quem são 
hoje. Ao aplicar atividades de pintura, eu me envolvi diretamente com alguns 
idosos, proporcionando-lhes uma forma criativa de expressão e distração. 
Observei suas reações e emoções enquanto se envolvem na atividade 
apresentada. Alguns podem se expressar com grande entusiasmo e habilidade, 
enquanto outros podem se beneficiar mais do processo terapêutico em si, 
independentemente do resultado final. Durante as atividades, fiquei atenta às 
necessidades individuais de cada idoso, adaptando abordagens conforme 
necessário. Alguns podem precisar de orientação extra ou assistência física 
para participar plenamente, enquanto outros preferem participar de forma 
independente. Além disso, essa experiência me proporcionou a oportunidade 
de aplicar conhecimentos teóricos em prática, como técnicas de comunicação 
terapêutica e promoção da saúde mental e bem-estar. Observar o impacto 
positivo que essas atividades têm na qualidade de vida dos idosos foi 
extremamente gratificante e reforçaram minha paixão pela enfermagem. No 
final, a realização dessa ação me deixou com lembranças duradouras e um 
profundo apreço pela importância do cuidado holístico e individualizado na 
prática da enfermagem, especialmente quando se trata da população idosa". 
 
• Estudante 3: "Foi realizada uma visita em uma Instituição de Longa 
Permanência para Idosos (ILPI) localizada na Zona Norte do município de São 
Paulo, onde os alunos do 3º e 4º semestre da graduação em enfermagem 
realizaram diferentes dinâmicas em grupo. Meu grupo optou pela realização de 
15 
 
 
 
atividades de desenho e pintura, com o objetivo de proporcionar entretenimento 
aos idosos, ajudar na cognição e coordenação motora. Através da visita foi 
possível ter uma experiência voltada para o atendimento humanizado, onde o 
foco era promover uma ação em saúde voltada ao bem estar e entretenimento 
com residentes. Após a ação compreendi sobre a importância do atendimento 
focado não só nas necessidades de saúde, mas também criando uma relação 
de confiança entre a equipe e o paciente, facilitando o acompanhamento do 
paciente como um todo". 
 
• Estudante 4: "A trajetória teve início quando a docente separou a turma em 
grupos com 6 participantes e distribuiu o tipo das patologias específicas para 
cada grupo. Nosso grupo ficou responsável por pesquisar e dissertar sobre as 
Doenças do rato urinário que acometiam os idosos residentes da ILPI visitada. 
Precisaríamos elaborar uma ação para que os idosos pudessem participar e 
desenvolver partes cognitivas, comportamentais e motoras. Optamos por 
desenvolver questões cognitivas através do desenho e pintura, imprimimos 
desenhos, separamos folhas sulfite e levamos giz de cor para que os idosos 
optarem pela sua preferência, se pintar ou desenhar. A grande maioria dos 
participantes optou pela pintura, alguns idosos chamaram a atenção em 
relação ao jeito em que preenchia cada desenho apresentado na folha. Cada 
parte do desenho tinha uma cor específica, eles sabiam o que estavam fazendo 
e o que cada imagem significava, enquanto outros apenas rabiscaram. Foi uma 
experiência incrível e muito gratificante. Poder ver que em meio a um ambiente 
de "refúgio", os idosos são tratados não só como pacientes, mas sim como 
seres humanos que possuem uma história, mantendo sua autonomia para 
realizar as atividades diárias e sendo acompanhados para que as patologias 
neurológicas não interfiram grandemente em seus afazeres". 
 
• Estudante 5: "A realização da visita e ação realizada na ILPI com os idosos foi 
bastante produtiva, pois com isso pude ver como os idosos interagiram com 
algo que para nós pode parecer simples mas que para eles foi gigantesco! 
Então, vê-los com tanta dedicação, concentração, o cuidado para não borrar 
os seus desenhos enquanto pintavam foi emocionante. 
16 
 
 
 
 O objetivo da ação foi levar aos idosos um pouco de interação para 
desenvolvimento de aspectos cognitivos, calor humano, lidar com a destreza 
manual e fazê-los se sentirem amados. 
Essa experiência foi de grande valia e de um aprendizado essencial, 
enriqueceu ainda mais na minha futura profissão como enfermeira, me 
permitindo ter um olhar voltado não apenas para as patologias que o paciente 
apresenta, mas também entendendo que por trás daquela situação há um ser 
humano repleto de histórias, momentos e memórias e que um cuidado 
humanizado é essencial para trazer uma boa experiência ao paciente". 
 
• Estudante 6: "Foram desenvolvidas diversas dinâmicas em grupos com os 
moradores locais, com o objetivo de estimular as partes cognitivas, 
comportamentais e motoras através de atividades interativas como desenho e 
pintura, alongamento, massagem relaxante nas mãos e outros. No decorrer das 
atividades e da visita os alunos se mostraram gratos e felizes por estarem 
realizando uma atividade para o bem estar dos moradores, criando leves laços 
afetivos e felizes. Ao final, a ação foi registrada através de fotos e vídeos 
autorizados pela coordenação. Foram realizadas doações pelos alunos que se 
dispuseram a juntar itens utilizados nas ações e a compra de pacotes de fraldas 
para encaminhar a ILPI. Ficamos gratos com a recepção obtida pelos 
moradores e profissionais presentes no local, que nos ajudaram a realizar a 
ação e estimular os idosos a participarem das atividades, profissionais muitos 
solícitos que se dispuseram a retirar todas as dúvidas e nos acolher até o 
términoda ação". 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
 
5. RESULTADOS 
 
[Gráfico 1: Idosos da ILPI com doenças do Trato Urinário] 
 
Fonte: Alunos,2024. 
 
6. DISCUSSÃO 
De acordo com a literatura existente, as pesquisas da Sociedade Brasileira de 
Urologia (SBU, 2004) e Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN, 2023), apresentam 
estudos sobre ITU (infecção do trato urinário). Ambas as pesquisas apresentam dados 
semelhantes, sendo eles a definição da patologia, segundo a (SBN, 2023) ITU 
(Infecção do Trato Urinário) é definida pela presença de agente infeccioso na urina, 
em quantidades superiores a 100.000 unidades formadoras de colônias bacterianas 
por mililitro de urina (ufc/ml). A infecção urinária pode ser sintomática ou 
assintomática, sendo chamada neste último caso, de “bacteriúria assintomática”. A 
Infecção do trato urinário pode acometer somente o trato urinário baixo, sendo 
chamada de cistite ou afetar também o trato urinário superior (infecção urinária alta), 
sendo chamada de pielonefrite. 
 As causas da infecção na maior parte das vezes é bacteriana, podendo, porém, 
ser causada por fungos (SBN 2023). No caso da cistite, geralmente são necessários 
exames de urina, urocultura (exame definidor do diagnóstico), e antibiograma. A 
urocultura e o antibiograma são exames que permitem especificar qual a bactéria que 
está acometendo o paciente, assim como também qual antibiótico é o mais adequado. 
18 
 
 
 
No caso da pielonefrite, além destes exames citados, podem ser necessários exames 
adicionais, como: Hemocultura e exames de imagem (Ultrassonografia, Tomografia 
computadorizada ou Ressonância Magnética). Reforçando sempre que o exame 
clínico solicitado pelo médico é essencial para fundamentar a hipótese diagnóstica 
(SBN 2023). E por fim as pesquisas apresentam os tratamentos para os pacientes 
acometidos por ITU, a escolha da terapia antimicrobiana para a ITU depende da 
apresentação da infecção, ou seja, compatível com cistite ou pielonefrite. Variando 
também da pessoa afetada, do agente infeccioso e da evolução do quadro clínico. 
Portanto, para decisão do tratamento, o médico baseia-se em dados laboratoriais e 
clínicos (SBN, 2023). 
Podemos notar partes diferentes na metodologia em que foram realizadas as 
pesquisas, como por exemplo o público alvo. A SBU (Sociedade Brasileira de 
Urologia) realizou estudos com pessoas idosas, enfatizando a importância do 
diagnóstico precoce e do tratamento adequado da ITU, a proporção de pacientes 
idosos com mais de 65 anos e doenças relacionadas a esta faixa etária (SBU, 2004). 
Enquanto a SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia, 2023) realizou estudos na 
população geral. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (2023), a infecção do 
trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral. 
Cada estudo com a sua própria ênfase. Essas pesquisas, juntas, fornecem uma visão 
abrangente da ITU (infecção do trato urinário), abordando diferentes aspectos do 
diagnóstico, tratamento e prevenção da doença. 
A aplicação prática dos achados científicos, junto a pesquisa de campo na ILPI, 
foi fundamental para maximizar o impacto desta pesquisa. 
De acordo com a pesquisas da Sociedade Brasileira de Urologia (2004) e a 
Sociedade Brasileira de Nefrologia (2023), a ITU pode acometer mais pessoas do 
sexo feminino. A infecção do trato urinário é uma das causas mais comuns de infecção 
na população geral. Particularmente as mulheres são mais vulneráveis, sobretudo 
porque possuem menor extensão anatômica da uretra do que os homens e maior 
proximidade entre a vagina e o ânus (SBN,2023). Enquanto a incontinência urinária é 
a perda involuntária da urina pela uretra. O distúrbio acomete frequente no sexo 
feminino e pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em 
mulheres mais jovens. Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher apresentar, 
além da uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. 
19 
 
 
 
Isso faz com que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos 
e produzem a contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma 
um pequeno anel em volta da uretra, sejam mais frágeis nas mulheres (bvsms 2018). 
Durante a visita na ILPI, conseguimos levantar a informação durante nossa 
entrevista informal com a responsável e representante da ILPI, tendo o total de 24 
idosos acometidos por incontinência urinária, sendo 14 mulheres e 10 homens e 
dentre eles 7 possuem ITU (infecção do trato urinário). 
Podemos destacar algumas práticas essenciais, da pesquisa que ajudaria na 
melhoria da saúde e bem estar dos residentes da ILPI. Segundo a (SBN 2023): 
• Ingerir bastante líquido, de preferência água; 
• Não demore para urinar, caso tenha vontade; 
• Lave as mãos antes e após urinar e/ou evacuar. 
Uma observação importante é que em pacientes idosos, é importante ressaltar 
que os sintomas podem ser precedidos ou camuflados por sonolência, alterações da 
consciência, inapetência, e queda do estado geral. 
Essas medidas podem melhorar a prevenção das ITUs, garantindo uma melhor 
qualidade de vida para os idosos residentes. 
Mediante a esses dados podemos citar a teoria do autocuidado de Orem, 
engloba o autocuidado, a atividade de autocuidado e a exigência terapêutica de 
autocuidado. O autocuidado, é a prática de atividades iniciadas e executadas pelos 
indivíduos em seu próprio benefício para a manutenção da vida e do bem-estar. A 
atividade de autocuidado, constitui uma habilidade para engajar-se em autocuidado. 
A exigência terapêutica de autocuidado constitui a totalidade de ações de 
autocuidado, através do uso de métodos válidos e conjuntos relacionados de 
operações e ações (FOSTER & JANSSENS, 1993). 
A limitação de estudos sobre incontinência urinária e ITU (Infecções do trato 
urinário), são pesquisas não fornecem informações relevantes e detalhadas sobre a 
população estudada, tais como o histórico médico, acometimentos anteriores do trato 
urinário e estilo de vida, o que pode limitar o detalhamento dos resultados. 
 Para pesquisas que serão realizadas futuramente, é sugerido que 
acompanhem os pacientes por um período específico, a fim de entender melhor os 
20 
 
 
 
fatores de risco para o desenvolvimento de incontinência urinária, ITU e suas 
complicações, investigar a eficácia de intervenções preventivas como: higiene, ingesta 
hídrica e o ato de não segurar a urina por longos períodos, a qualidade de vida e 
desfechos clínicos em diferentes grupos populacionais. 
Ao realizar comparações com estudos similares, como por exemplo ao da 
Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas SES- AM (2023), podemos considerar 
algumas características gerais que podem ser comparadas. 
Os estudos anteriores SBU e SBN são estudos acadêmicos mais detalhados 
voltados para profissionais da saúde e pesquisadores, enquanto o da SES- AM (2023), 
é um resumo com orientações sobre causas, sintomas, prevenção e tratamento para 
infecções urinária, fornecendo informações de forma acessível e de fácil entendimento 
para o público em geral, visando conscientizar sobre os riscos associados a essa 
condição de saúde. 
Essa experiência prática proporcionou aprendizados significativos aos 
estudantes de enfermagem, destacando a importância da empatia, do trabalho em 
equipe e da atenção integral no cuidado à saúde dos idosos em instituições de longa 
permanência. As oportunidades de melhoria identificadas durante a ação de saúde 
são essenciais para promover uma assistência mais qualificada e humanizada aos 
idosos, contribuindo para a formação de profissionais de enfermagem mais 
preparados e sensíveis às necessidades dos pacientes. 
De acordo com resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(ANVISA) de 26 de setembro de 2005, a ILPI poderá oferecer uma ou mais 
modalidades de atendimento, conforme descrito a seguir:Grau 1 (para idosos 
independentes, mesmo que necessitem de autoatendimento equipamentos); Grau 2 
(para idosos com dependência funcional em quaisquer atividades de autocuidado 
como alimentação, mobilidade, higiene, etc. e aqueles que necessitam de assistência 
e cuidados específicos); Grau 3 (para aqueles que necessitam de assistência integral 
e cuidados especiais nas atividades de vida diária, idosos dependentes). 
A ILPI visitada enquadra-se na modalidade 1 e 2, pois possui desde idosos 
totalmente independentes até aqueles que necessitam de autocuidado na 
alimentação, higiene, devido a essa característica, ela conta com um quadro 
específico de profissionais, são eles: 4 orientadores (cuidadores) com carga horária 
21 
 
 
 
de 12/36 horas; 2 operacionais; 1 cozinheiras; 1 assistente social; 1 psicólogo; 1 
pedagogo e 1 educador físico. No local encontra-se 24 Idosos, sendo 14 do sexo 
feminino e 10 do sexo masculino encaminhados pelo CREAS e nos foi informado que 
possui uma lista de espera. 
Sobre as doenças acometidas nesses idosos tivemos o seguinte resultado de 
LLP (lesão por pressão); na ILPI Santana não tem, pois poucos ficam deitados. 
Doenças Cardíacas: não é comum, a maioria possui apenas pressão alta. Doenças 
Respiratórias: atendimento na rede e procuram seguir a orientação, juntamente com 
o protocolo da COVID, com tuberculose, mas não transmissível, buscam adaptar a 
alimentação para não bronco aspirar. E Doença Trato Urinário: 24 com incontinência 
urinária e 07 com infecção urinária. Doenças metabólicas; adaptação e cuidado 
seguindo da UPA. 
A ILPI da Zona Norte do município de São Paulo possui extensa atuação com 
psicologia social e de saúde mental. A equipe da ILPI passou a acompanhar a consulta 
e apresentar o caso ao médico antes da consulta. Todo tratamento é acompanhado 
por um membro da equipe. Eles se concentram na medicação e metade dos idosos 
com transtornos mentais graves estão agora sob controle devido a esse foco. Os 
medicamentos são fornecidos pelo SUS ou utilizados com benefícios, sendo que 
quase metade utilizava medicamentos psicotrópicos, os cuidadores usam um 
gerenciamento adequado para minimizar conflitos, cada caso tem seu manejo e a 
compreensão do cuidador aumenta, tornando a vida do idoso mais tranquila. 
A atuação do enfermeiro em uma Instituição de Longa Permanência para 
Idosos (ILPI) é de considerável relevância, pois este profissional compreende as 
diversas alterações provocadas pelo processo de envelhecimento humano e é 
responsável por prestar cuidados e serviços de saúde de forma adequada e de forma 
coletiva e individual. As experiências que vivenciamos como iniciantes no exercício 
profissional da enfermagem são muito importantes considerando ter essa 
oportunidade e compreender a realidade dos idosos. Por meio das visitas, 
conhecemos a atuação dos profissionais de enfermagem nessa instituição que foi a 
ILPI Santana e identificamos ações de sua competência, incluindo gestão, 
enfermagem e educação em saúde e compreender que assim como os demais 
profissionais da equipe de saúde, o enfermeiro é necessário para atender às 
22 
 
 
 
particularidades dos idosos através dos conhecimentos e habilidades especializadas 
adquiridas nesta área e para prestar serviços a essa população. 
 
7. CONCLUSÃO 
A experiência dos estudantes de enfermagem na condução de iniciativas de 
saúde nas Instituições de Longa Permanência enriquece e fornece informações 
valiosas sobre a realidade dos residentes, suas condições médicas primárias e os 
desafios enfrentados pelos cuidados de saúde. Por meio da observação direta, os 
alunos conseguem compreender melhor as necessidades individuais dos idosos, 
levando em consideração fatores como comorbidades, funcionalidade e preferências 
pessoais. 
O principal desafio encontrado foi a identificação e investigação precisa das 
condições de doenças do trato urinário em idosos, o que evidencia a necessidade de 
melhorar os processos de coleta de informações nos centros de longa permanência. 
Neste sentido, os alunos puderam compreender a importância de desenvolver 
recomendações para melhorar a identificação e monitorização da patologia residente. 
Além disso, o desenvolvimento de planos de cuidados personalizados com 
base nos dados recolhidos sobre doenças do trato urinário em idosos demonstra a 
contribuição significativa dos estudantes de enfermagem na personalização dos 
cuidados e na promoção da saúde dos residentes. 
Portanto, as experiências dos estudantes de enfermagem desta instituição 
proporcionam aprendizados valiosos e oportunidades para melhorar a assistência à 
saúde dos idosos. A partir desta experiência, foi destacada a importância do trabalho 
em equipe, da empatia e da adaptabilidade para atender às necessidades específicas 
de cada morador, trabalhando sempre para melhorar a qualidade de vida e o bem-
estar dos idosos. 
Com base nesta experiência, são feitas recomendações para melhorar os 
processos de investigação de doenças crônicas em centros de cuidados de longa 
permanência, com o objetivo de identificar com maior precisão e monitorizar de forma 
mais eficaz as condições de saúde dos residentes. Além disso, as contribuições dos 
estudantes para o desenvolvimento de planos de cuidados personalizados com base 
nos dados recolhidos sobre doenças crónicas são fundamentais para garantir uma 
abordagem mais personalizada e eficiente aos cuidados aos idosos. 
23 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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25 
 
 
 
APÊNDICE A – Imagens dos Estudantes de Enfermagem em ILPI 
 
 
[Imagem 1: Estudantes de Enfermagem] 
 
Fonte: Alunos,2024. 
 
[Imagem 2: Interação entre os Estudantes e Idosos do ILPI] 
 
Fonte: Alunos,2024.

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