Prévia do material em texto
FACULDADE DAS AMÉRICAS (FAM) GRADUAÇÃO DE ENFERMAGEM ARYANE VIANA DA SILVA BÁRBARA JÉSSICA E SILVA GOLDAY BRUNO SÉRGIO SOUZA OLIVEIRA GEOVANNA FREITAS LIMA DA SILVA SANTOS MARIA ROSA DOS SANTOS SILVA PAULO HENRIQUE COSTA LEDO EXPLORANDO A EXPERIÊNCIA DE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS (ILPIS): UM ESTUDO SOBRE O LEVANTAMENTO DE DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO SÃO PAULO 2024 ARYANE VIANA DA SILVA (RA: 00343257) BÁRBARA JÉSSICA E SILVA GOLDAY (RA:00347084) BRUNO SÉRGIO SOUZA OLIVEIRA (RA: 00347056) GEOVANNA FREITAS LIMA DA SILVA SANTOS (RA:00346944) MARIA ROSA DOS SANTOS SILVA (RA: 00347242) PAULO HENRIQUE COSTA LEDO (RA: 00346924) EXPLORANDO A EXPERIÊNCIA DE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS (ILPIS): UM ESTUDO SOBRE O LEVANTAMENTO DE DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO Trabalho apresentado ao curso de Graduação de Enfermagem na Faculdade das Américas (FAM) como requisito para obtenção de nota na disciplina de Projeto Interdisciplinar. Orientador: Sandra Maria da Penha Conceição SÃO PAULO 2024 RESUMO Este trabalho apresenta uma análise sobre aspectos do trato urinário em idosos residentes em ILPIs. Segundo a OMS, a população de idosos cresceu rapidamente nos últimos anos e deve continuar aumentando. Com isso, surgem vários desafios para a prestação de cuidados à saúde. As alterações que ocorrem com o corpo durante o envelhecimento colocam os idosos em alto risco de doenças infecciosas (OMS,2003). Avaliar aspectos do trato urinário, patologias e desafios nos residentes de uma Instituição de Longa permanência para idosos. Através de uma ação em saúde realizada na mesma. Pesquisa qualitativa, descritiva, através de entrevistas informais de estudantes de enfermagem em ação realizada com idosos residentes em uma Instituição de Longa Permanência, localizada da Zona Norte do município de São Paulo. Foram observados o total de 24 casos de incontinência urinária e 7 casos de infecção do trato urinário em um total de 30 idosos, sendo 15 homens e 15 mulheres. Essa experiência enriquece e fornece informações sobre a realidade dos residentes, tendo como principal desafio a identificação e investigação precisa das condições de doenças do trato urinário em idosos e mostrando uma necessidade de melhoria nas coletas de informações nos centros de longa permanência. Palavras-chave: Instituição de Longa Permanência para Idosos; Incontinência Urinária; Infecção do Trato Urinário. ABSTRACT This work presents an analysis of aspects of the urinary tract in elderly people living in ILPIs. According to the OMS, the elderly population has grown rapidly in recent years and is expected to continue to increase. With this, several challenges arise for the provision of health care. The changes that occur in the body during aging place the elderly at high risk of infectious diseases (OMS, 2003). To evaluate aspects of the urinary tract, pathologies and challenges in residents of a Long-Term Institution for the elderly. Through a health action carried out there. Qualitative, descriptive research, through informal interviews with nursing students in action carried out with elderly residents in a Long-Term Institution, located in the North Zone of the city of São Paulo. A total of 24 cases of urinary incontinence and 7 cases of urinary tract infection were observed in a total of 30 elderly people, 15 men and 15 women. This experience enriches and provides information about the reality of residents, with the main challenge being the accurate identification and investigation of the conditions of urinary tract diseases in the elderly and showing a need for improvement in information collection in long-term care centers. Key words: Long-Term Institution for the Elderly; Urinary Incontinence; Urinary Tract Infection. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................05 1.1 Hipótese de Pesquisa...................................................................................06 1.2 Problema da Pesquisa..................................................................................06 1.3 Justificativa...................................................................................................06 2. OBJETIVO GERAL....................................................................................................07 2.1 Objetivos Específicos...................................................................................07 3. METODOLOGIA........................................................................................................08 3.1 Tipo de Pesquisa...........................................................................................08 3.2 Descrição da Amostra...................................................................................08 3.3 Procedimentos de Coleta de Dados.............................................................08 3.4 Análise de Dados...........................................................................................10 3.5 Considerações Éticas...................................................................................11 4. REVISÃO DE LITERATURA......................................................................................11 4.1 O Papel do Estudante de Enfermagem no Levantamento de Doenças Crônicas.........................................................................................12 4.2 Relato dos Estudantes de Enfermagem......................................................13 5. RESULTADOS...........................................................................................................17 6. DISCUSSÃO..............................................................................................................17 7. CONCLUSÃO............................................................................................................22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................23 APÊNDICE A – Imagens............................................................................................25 5 1. INTRODUÇÃO Durante as últimas décadas, a população de idosos cresceu de maneira rápida e deve continuar aumentando. O Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas até 2025, conforme levantamento da (OMS, 2003). Esse constante crescimento traz consigo uma série de desafios para a prestação de cuidados de saúde. O processo natural de envelhecimento provoca alterações fisiológicas na imunidade e diminuição da reserva funcional. Essas mudanças colocam os idosos em alto risco de doenças infecciosas. Na população geriátrica, nem sempre o diagnóstico do processo infeccioso é simples: Frequentemente faltam sintomas clássicos e a obtenção precisa de histórico é muitas vezes complicada por comprometimento cognitivo. (OMS, 2003) Para Elias (2001) o envelhecimento é por vezes caracterizado pela solidão a partir da rejeição desse grupo na sociedade, pois os laços de amizade e família são por muitas vezes cortados ou distanciados. Esta afirmação ressalta a necessidade de uma mudança de paradigma na prestação de cuidados de saúde para os idosos, priorizando não apenas a cura, mas também o cuidado contínuo e compassivo e a aproximação com o paciente idoso. Além disso, Ferrigno (2003) afirma que os grupos de convivência são considerados uma boa opção para os idosos e possuem uma ótima participação, tendo em vista que oferecem atividades variadas para a respectiva população. Isso destaca a importância de uma abordagem coordenada, compreensivae centrada em pacientes em Instituições de Longa Permanência para Idosos. Sendo considerados população de risco para ITU devido à coexistência de múltiplos fatores como idade avançada, comorbidades, sedentarismo e intervenções no trato urinário. Além da estrutura de convivência da ILPI e das características do envelhecimento e da senescência (fase em que ocorrem alterações anatômicas funcionais, bioquímicas e psicológicas), há também diminuição da resposta imunológica, doenças concomitantes e déficit cognitivos, que levam a um pior prognóstico (MELO LS, 2017). Enfrentar os desafios impostos pela crescente população idosa e pelo aumento de doenças crônicas requer uma abordagem integrada, adaptativa e centrada no paciente na prestação de cuidados de saúde em Instituições de Longa Permanência. 6 1.1 Hipótese de Pesquisa A hipótese desse estudo é que a ocorrência de infecções do trato urinário em idosos residentes em Instituições de Longa Permanência (ILPI) está relacionada a fatores como envelhecimento, efeitos da imunodeficiência relacionados à idade e condições de saúde de longo prazo, como diabetes e hipertensão. (SANTOS, 2020). 1.2 Problema da Pesquisa Enfrentar os desafios impostos pela crescente população idosa e pela prevalência de doenças do trato urinário requer uma abordagem integrada, adaptativa e centrada no paciente na prestação de cuidados de saúde. Sendo assim, qual é o papel do Enfermeiro na prevenção às doenças do trato urinário? 1.3 Justificativa Espera-se que este PI forneça insights valiosos sobre a experiência dos estudantes de enfermagem na ILPI no levantamento de doenças do trato urinário, contribuindo para a formação acadêmica e sugerindo melhorias nos processos de cuidados de saúde para idosos institucionalizados. Durante a ação, foi realizado um levantamento sobre doenças do trato urinário presentes entre os idosos. Essa experiência foi essencial para nossa formação acadêmica, pois através dela foi possível compreender a complexidade das condições crônicas em idosos e sua gestão dentro de um ambiente institucional. Ao realizarmos o levantamento dos dados pesquisados, observamos que a prevenção de ITU (Infecção do Trato Urinário) é uma preocupação primordial em qualquer ambiente de cuidados de saúde, especialmente em instituições de longa permanência para idosos, onde os residentes muitas vezes são mais vulneráveis a essas infecções. Nesse contexto, a enfermagem desempenha um papel fundamental na implementação de estratégias eficazes de prevenção. Os enfermeiros têm um papel crucial na educação dos pacientes sobre medidas preventivas, como a importância da higiene pessoal e da hidratação adequadas, que são fundamentais na redução do risco de Infecções do trato urinário. Além disso, os enfermeiros são responsáveis pela observação atenta dos pacientes em busca de sinais e sintomas 7 precoces de infecções do trato urinário, permitindo intervenções oportunas e eficazes para evitar complicações. Para melhorar os processos de cuidados de saúde para idosos, a instituição poderia implementar protocolos de prevenção de quedas, incluindo avaliação de risco, modificação do ambiente e treinamento de equilíbrio e marcha. Além de incentivar a participação dos idosos em atividades recreativas e sociais, visando promover o bem- estar emocional e mental. Essas melhorias nos processos de cuidados de saúde podem contribuir significativamente para a qualidade de vida dos idosos institucionalizados, promovendo um ambiente de cuidado mais abrangente e holístico. 2. OBJETIVO GERAL Relatar a vivência dos estudantes de enfermagem ao realizar ação de saúde em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos, observando a situação das doenças do trato urinário nos residentes destacando as principais patologias, desafios, aprendizados e oportunidades de melhoria nos cuidados de saúde. 2.1 Objetivos Específicos • Avaliar a capacidade dos estudantes em compreender as necessidades individuais dos residentes, considerando fatores como comorbidades, funcionalidade e preferências pessoais; • Propor sugestões para aprimorar os processos de levantamento de doenças do trato urinário em ILPIs, considerando a perspectiva dos estudantes de enfermagem; • Avaliar a contribuição dos estudantes de enfermagem na elaboração de planos de cuidados personalizados com base nos dados coletados sobre doenças do trato urinário. 8 3. METODOLOGIA Este estudo utilizará a metodologia qualitativa descritiva, envolvendo conteúdo das entrevistas informais dos estudantes de enfermagem que realizaram ação em saúde e atividades de levantamento de doenças crônicas em uma ILPI localizada na Zona Norte do município de São Paulo. A análise de conteúdo foi empregada para extrair temas relevantes com busca nas bases: SciELO, BVS, NLM (National Library of Medicine). 3.1 Tipo de Pesquisa A pesquisa realizada foi desenvolvida através da metodologia descritiva, obtendo informações importantes e primordiais para o levantamento sobre os principais acometimentos do trato urinário apresentados pelos idosos residentes da instituição. O método utilizado foi uma entrevista informal realizada pelos alunos da graduação de enfermagem com os funcionários responsáveis pelo gerenciamento da ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). 3.2 Descrição da Amostra Através da pesquisa realizada com os responsáveis da instituição, obtivemos a informação de que na ILPI havia 30 residentes com idades entre 65 a 91 anos, sendo 24 idosos com acometimento do trato urinário, classificados como incontinência urinária, 7 com infecção urinária e dentre eles, apenas um idoso utilizando CVD (Cateter Vesical de Demora). 3.3 Procedimentos de Coleta de Dados A coleta de dados decorreu de entrevistas informais realizadas pelos alunos da graduação de enfermagem com os responsáveis da ILPI, onde após visita à instituição e a realização de atividades interativas com os moradores locais, obtivemos informações a respeito do estabelecimento, desde o seu funcionamento, até o método do cuidado ao idoso. A ILPI é um serviço da prefeitura em associação a uma ONG de rede de assistência social conhecida como. ILPI (Instituição de longa permanência para 9 idosos) é o local onde residem 30 idosos, sendo 15 homens e 15 mulheres com faixa etária de 65 a 91 anos. Seu funcionamento é por 24 horas. A equipe local é composta por quatro cuidadores, uma cozinheira, uma assistente social, um psicólogo, um pedagogo e um educador físico, todos em escala 12x36, possuindo também uma enfermeira e um técnico de enfermagem da UBS responsáveis pela realização de curativos e acompanhamento das medicações utilizadas pelos idosos disponibilizadas pelo SUS, sendo que quase a metade é classificada como psicotrópicos. Segundo o Ministério da Saúde, a quantidade de cuidadores varia de acordo com o grau de dependência apresentada pelos idosos presentes na instituição, precisando ser distribuído da forma a seguir: • Grau I: Um cuidador para cada 20 idosos em carga horária de oito horas/dia; • Grau II: Um cuidador para cada 10 idosos ou fração por turno; • Grau III: Um cuidador para cada 6 idosos ou fração por turno. Para tornar-se um residente da ILPI, o idoso precisa ser encaminhado pelo CREAS (Centro de Referência de Assistência Social) sendo que sua origem tende a decorrer de abrigos, situação de rua ou residir com familiares negligentes. 50% dos idosos apresentam transtorno mental como: Demências, Esquizofrenia, Transtorno crânio encefálico entre outras, mas essa ILPI apresenta trabalho apurado em saúde mental, psicológico e social, trazendo bons resultados e autocontrole dos idosos. O Estado de São Paulo possui ILPIs separadas em 3 níveis, sendo classificados conformeo grau de dependência do idoso, sendo: • Grau I: Idoso autônomo; • Grau II: Idoso que consegue realizar até três atividades de autocuidado; • Grau III: Idosos que são dependentes de cuidados para a realização de atividades cotidianas e/ou possuem comprometimento cognitivo. Sendo que em São Paulo há apenas uma ILPI que atende esse público e a mesma possui capacidade para 60 moradores, com atendimento híbrido (saúde e social). O Instituto em que realizamos a visita atende idosos com grau de dependência que varia entre o nível 1 e 2, cujo comprometimento cognitivo é leve ou controlado e há autorização para saídas e visitas sem horário ou dias fixos, porém dos 30 residentes, apenas 5 possuem contato familiar. Os cuidadores utilizam um manejo adequado para evitar conflitos entre os moradores, "Cada caso necessita de um 10 manejo específico e precisa de uma compreensão aumentada dos cuidadores, permitindo uma vida mais calma aos idosos residentes". 3.4 Análise de Dados Por intermédio das entrevistas informais, foi constatado que dos 45 residentes, 24 idosos possuem acometimento do trato urinário, sendo 14 do sexo feminino e 10 do sexo masculino, todos diagnosticados com incontinência urinária e apenas 7 apresentam ITU (infecção do trato urinário), sendo que apenas um idoso faz uso de CVD ( Cateter Vesical de Demora). A quantidade de pacientes idosos com acometimento de doenças do trato urinário acontece por conta da imunodeficiência relacionada à idade, alterações funcionais e orgânicas apresentadas. Segundo o NIH (National Institute on Aging, 2022), a incontinência urinária é a perda involuntária da urina também conhecida como bexiga hiperativa, mais comum em pessoas idosas do sexo feminino, mas que pode estar presente em qualquer paciente. Pessoas do sexo feminino apesentam duas "falhas naturais" que facilitam a presenca dessa patologia, conhecidas como Hiato vaginal e Hiato retal, que fazem com que ocorram alterações nas estruturas musculares que sustentam os órgãos pélvicos e proporcionam contração uretral para que não aconteça a perda espontânea de urina, Enquanto na população do sexo masculino, a incontinencia geralmente ocorre por distúrbios neurológicos ou quando há transbordamento da bexiga (esse fator ocorre quando há o aumento da próstata e o idoso possui dificuldade para esvaziar a bexiga, levando então a pequenos escapes de urina por transbordamento). Assim como também na ITU (Infecção do Trato Urinário) o público feminino também apresenta maior incidencia devido a redução da capacidade vesical, queda do nível hormonal, secreção vaginal, enfraquecimento do assoalho pélvico, encurtamento do canal uretral e contaminação fecal, enquanto no público do sexo masculino a ITU decorre do aumento prostático que gera dificuldade no esvaziamento vesical, favorecendo a estase e aderência bacteriana. 11 3.5 Considerações Éticas A visita ao local realizada pelos alunos da graduação da Enfermagem foi autorizada e acompanhada pela docente da disciplina de acordo com a liberação da gerência da ILPI, sendo disponibilizados pelos mesmos as informações coletadas para a realização da pesquisa para o trabalho acadêmico. Realizamos a utilização de EPIs para proporcionar proteção aos alunos e idosos presentes. Vale ressaltar que não houve divulgação de informações e fotos dos residentes sem querer fosse com fins estudantis, a fim de preservar a imagem dos idosos. 4. REVISÃO DE LITERATURA As ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) são instituições governamentais de caráter residencial, destinadas ao domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar e em condições de liberdade, dignidade e cidadania. As normas estabelecidas para o funcionamento dessas instituições decorreram da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 283, de 26 de setembro de 2005, trazendo um marco regulatório sanitário para as boas práticas em residências coletivas para pessoas idosas. Essa regulação foi elaborada a partir das necessidades de se estabelecer critérios para a prevenção e redução dos riscos à saúde e definir critérios mínimos para o funcionamento, mecanismos de avaliação e monitoramento dos serviços prestados nas ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos). No ano de 2019 o governo federal publicou o decreto 10.139 de 2019, conhecido como "Decreto do Revisaço" foi instituído para a revisão e consolidação dos serviços prestados e desde então a Anvisa passou a realizar ações para a avaliação e consolidação de suas normas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN, 2023), a ITU (Infecção do Trato Urinário) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral, afetando na maioria dos casos as mulheres devido a posição anatômica da uretra para o ânus, já os homens são acometidos geralmente quando há doença prostática associada. As doenças do trato urinário possuem a incidência de 70% a 85% ocasionadas pela bactéria Escherichia coli, seguido por outros tipos de bactérias como o 12 Staphylococcus saprophyticus, espécies de proteus e de Klebsiella e o Enterococcus Faecalis (SBN, 2023). A Infecção do Trato Urinário pode causar dois grandes problemas como a cistite que é uma infecção e/ou inflamação na bexiga podendo ocasionar dor ao urinar, urgência para urinar, aumento da frequência do desejo de urinar e dor suprapúbica e a pielonefrite que é uma infecção que atinge os rins, geralmente se inicia habitualmente após um quadro de cistite, podendo ocasionar febre alta associada a calafrios e dor lombar de um ou de ambos os lados, calafrios e dor lombar estando presente na maioria das manifestações. (SBN, 2023). Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o diagnóstico pode ser dado através de exames como urina, rotina, urocultura, antibiograma, podendo identificar qual a bactéria específica está acometendo o paciente e qual os meios de tratamentos mais eficazes a serem utilizados. Também pode ser realizado o exame de hemocultura e exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética). A decisão do tratamento deve se basear nos resultados dos exames obtidos para a escolha da terapia antimicrobiana ideal, a fim de tratar a infecção de maneira adequada, avaliando o paciente como um todo, se idoso, gestantes, adultos, crianças, pensando na evolução do quadro clínico para tratar a causa e consequentemente a sintomatologia. 4.1 O Papel do Estudante de Enfermagem no Levantamento de Doenças Crônicas Segundo o Ministério da Saúde, no caderno de Atenção Básica, n° 35 (2014), os estudantes de enfermagem desempenham um papel crucial no desenvolvimento e estudo de pesquisas científicas, especialmente quando se trata de doenças crônicas, os estudantes estão sempre em busca de novos métodos de tratamento e abordagens, mantendo-se atualizados com as últimas inovações para implementá-las na prática, realizando revisões sistemáticas da literatura científica para se manterem atualizados sobre as últimas descobertas e tendências em doenças crônicas. Além disso, colaboram em estudos clínicos, auxiliando na coleta de dados, análise estatística e interpretação dos resultados. Isso é fundamental para a validação de novos métodos terapêuticos. 13 Os estudantes de enfermagem auxiliam também na criação de protocolos de pesquisa, que orientam a investigação científica, protocolos que detalham os procedimentos, critérios de inclusão e exclusão, métodos de avaliação, investigações sobre tratamentos não convencionais como terapias complementares e alternativas para complementar os tratamentos tradicionais (As práticas de acupuntura e fitoterapia). Além disso, os estudantes de enfermagem desenvolvem programas educacionais para pacientes,abordando questões importantes como adesão à medicação, mudanças no estilo de vida e autocuidado. Essas intervenções têm como objetivo capacitar os pacientes, podendo também envolver-se em campanhas de conscientização sobre doenças crônicas, incentivando a prevenção, detecção precoce e adesão ao tratamento. Todas essas atividades refletem o compromisso dos estudantes de enfermagem com a saúde da população e sua busca contínua por conhecimento e prática baseada em evidências. Sendo fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e combater efetivamente as doenças crônicas. O ministério da Saúde também relata sobre manter-se atualizado o embasamento científico "Um dos maiores desafios para os profissionais da Atenção Básica é manterem-se adequadamente atualizados, considerando a quantidade cada vez maior de informações disponíveis". A Saúde Baseada em Evidências, assim como a Medicina Baseada em Evidências, é uma ferramenta utilizada para instrumentalizar o profissional na tomada de decisão com base na epidemiologia clínica, na estatística e na metodologia científica, segundo o caderno de Atenção Básica, n. 35. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde (2014). 4.2 Relato dos Estudantes de Enfermagem A ação desenvolvida na instituição de longa permanência para idosos na Zona Norte do Município de São Paulo foi realizada pelos alunos da graduação de enfermagem do 3 e 4 semestres, juntamente da docente, conforme autorização da coordenação da ILPI. • Estudante 1: "Na visita à Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) eu tive uma experiência transformadora, como pessoa e profissional da área da saúde. Eu e os demais estudantes fomos recebidos calorosamente pelos 14 residentes e profissionais da instituição. Realizamos diversas atividades, meu grupo proporcionou atividade de pinturas para os idosos, onde eu presenciei idosos atenciosos e dedicados, alguns com limitações, mas todos com uma imensa vontade de participar daquele momento. Observei o cuidado dos profissionais da ILPI, que trabalham incansavelmente para o bem estar dos idosos. A vivência na ILPI destacou a importância do respeito e carinho no cuidado com os idosos". • Estudante 2: "A interação com os idosos na ação realizada me proporcionou uma oportunidade única de entender suas histórias de vida, suas necessidades individuais e as diversas experiências que contribuíram para moldar quem são hoje. Ao aplicar atividades de pintura, eu me envolvi diretamente com alguns idosos, proporcionando-lhes uma forma criativa de expressão e distração. Observei suas reações e emoções enquanto se envolvem na atividade apresentada. Alguns podem se expressar com grande entusiasmo e habilidade, enquanto outros podem se beneficiar mais do processo terapêutico em si, independentemente do resultado final. Durante as atividades, fiquei atenta às necessidades individuais de cada idoso, adaptando abordagens conforme necessário. Alguns podem precisar de orientação extra ou assistência física para participar plenamente, enquanto outros preferem participar de forma independente. Além disso, essa experiência me proporcionou a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos em prática, como técnicas de comunicação terapêutica e promoção da saúde mental e bem-estar. Observar o impacto positivo que essas atividades têm na qualidade de vida dos idosos foi extremamente gratificante e reforçaram minha paixão pela enfermagem. No final, a realização dessa ação me deixou com lembranças duradouras e um profundo apreço pela importância do cuidado holístico e individualizado na prática da enfermagem, especialmente quando se trata da população idosa". • Estudante 3: "Foi realizada uma visita em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) localizada na Zona Norte do município de São Paulo, onde os alunos do 3º e 4º semestre da graduação em enfermagem realizaram diferentes dinâmicas em grupo. Meu grupo optou pela realização de 15 atividades de desenho e pintura, com o objetivo de proporcionar entretenimento aos idosos, ajudar na cognição e coordenação motora. Através da visita foi possível ter uma experiência voltada para o atendimento humanizado, onde o foco era promover uma ação em saúde voltada ao bem estar e entretenimento com residentes. Após a ação compreendi sobre a importância do atendimento focado não só nas necessidades de saúde, mas também criando uma relação de confiança entre a equipe e o paciente, facilitando o acompanhamento do paciente como um todo". • Estudante 4: "A trajetória teve início quando a docente separou a turma em grupos com 6 participantes e distribuiu o tipo das patologias específicas para cada grupo. Nosso grupo ficou responsável por pesquisar e dissertar sobre as Doenças do rato urinário que acometiam os idosos residentes da ILPI visitada. Precisaríamos elaborar uma ação para que os idosos pudessem participar e desenvolver partes cognitivas, comportamentais e motoras. Optamos por desenvolver questões cognitivas através do desenho e pintura, imprimimos desenhos, separamos folhas sulfite e levamos giz de cor para que os idosos optarem pela sua preferência, se pintar ou desenhar. A grande maioria dos participantes optou pela pintura, alguns idosos chamaram a atenção em relação ao jeito em que preenchia cada desenho apresentado na folha. Cada parte do desenho tinha uma cor específica, eles sabiam o que estavam fazendo e o que cada imagem significava, enquanto outros apenas rabiscaram. Foi uma experiência incrível e muito gratificante. Poder ver que em meio a um ambiente de "refúgio", os idosos são tratados não só como pacientes, mas sim como seres humanos que possuem uma história, mantendo sua autonomia para realizar as atividades diárias e sendo acompanhados para que as patologias neurológicas não interfiram grandemente em seus afazeres". • Estudante 5: "A realização da visita e ação realizada na ILPI com os idosos foi bastante produtiva, pois com isso pude ver como os idosos interagiram com algo que para nós pode parecer simples mas que para eles foi gigantesco! Então, vê-los com tanta dedicação, concentração, o cuidado para não borrar os seus desenhos enquanto pintavam foi emocionante. 16 O objetivo da ação foi levar aos idosos um pouco de interação para desenvolvimento de aspectos cognitivos, calor humano, lidar com a destreza manual e fazê-los se sentirem amados. Essa experiência foi de grande valia e de um aprendizado essencial, enriqueceu ainda mais na minha futura profissão como enfermeira, me permitindo ter um olhar voltado não apenas para as patologias que o paciente apresenta, mas também entendendo que por trás daquela situação há um ser humano repleto de histórias, momentos e memórias e que um cuidado humanizado é essencial para trazer uma boa experiência ao paciente". • Estudante 6: "Foram desenvolvidas diversas dinâmicas em grupos com os moradores locais, com o objetivo de estimular as partes cognitivas, comportamentais e motoras através de atividades interativas como desenho e pintura, alongamento, massagem relaxante nas mãos e outros. No decorrer das atividades e da visita os alunos se mostraram gratos e felizes por estarem realizando uma atividade para o bem estar dos moradores, criando leves laços afetivos e felizes. Ao final, a ação foi registrada através de fotos e vídeos autorizados pela coordenação. Foram realizadas doações pelos alunos que se dispuseram a juntar itens utilizados nas ações e a compra de pacotes de fraldas para encaminhar a ILPI. Ficamos gratos com a recepção obtida pelos moradores e profissionais presentes no local, que nos ajudaram a realizar a ação e estimular os idosos a participarem das atividades, profissionais muitos solícitos que se dispuseram a retirar todas as dúvidas e nos acolher até o términoda ação". 17 5. RESULTADOS [Gráfico 1: Idosos da ILPI com doenças do Trato Urinário] Fonte: Alunos,2024. 6. DISCUSSÃO De acordo com a literatura existente, as pesquisas da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU, 2004) e Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN, 2023), apresentam estudos sobre ITU (infecção do trato urinário). Ambas as pesquisas apresentam dados semelhantes, sendo eles a definição da patologia, segundo a (SBN, 2023) ITU (Infecção do Trato Urinário) é definida pela presença de agente infeccioso na urina, em quantidades superiores a 100.000 unidades formadoras de colônias bacterianas por mililitro de urina (ufc/ml). A infecção urinária pode ser sintomática ou assintomática, sendo chamada neste último caso, de “bacteriúria assintomática”. A Infecção do trato urinário pode acometer somente o trato urinário baixo, sendo chamada de cistite ou afetar também o trato urinário superior (infecção urinária alta), sendo chamada de pielonefrite. As causas da infecção na maior parte das vezes é bacteriana, podendo, porém, ser causada por fungos (SBN 2023). No caso da cistite, geralmente são necessários exames de urina, urocultura (exame definidor do diagnóstico), e antibiograma. A urocultura e o antibiograma são exames que permitem especificar qual a bactéria que está acometendo o paciente, assim como também qual antibiótico é o mais adequado. 18 No caso da pielonefrite, além destes exames citados, podem ser necessários exames adicionais, como: Hemocultura e exames de imagem (Ultrassonografia, Tomografia computadorizada ou Ressonância Magnética). Reforçando sempre que o exame clínico solicitado pelo médico é essencial para fundamentar a hipótese diagnóstica (SBN 2023). E por fim as pesquisas apresentam os tratamentos para os pacientes acometidos por ITU, a escolha da terapia antimicrobiana para a ITU depende da apresentação da infecção, ou seja, compatível com cistite ou pielonefrite. Variando também da pessoa afetada, do agente infeccioso e da evolução do quadro clínico. Portanto, para decisão do tratamento, o médico baseia-se em dados laboratoriais e clínicos (SBN, 2023). Podemos notar partes diferentes na metodologia em que foram realizadas as pesquisas, como por exemplo o público alvo. A SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) realizou estudos com pessoas idosas, enfatizando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da ITU, a proporção de pacientes idosos com mais de 65 anos e doenças relacionadas a esta faixa etária (SBU, 2004). Enquanto a SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia, 2023) realizou estudos na população geral. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (2023), a infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral. Cada estudo com a sua própria ênfase. Essas pesquisas, juntas, fornecem uma visão abrangente da ITU (infecção do trato urinário), abordando diferentes aspectos do diagnóstico, tratamento e prevenção da doença. A aplicação prática dos achados científicos, junto a pesquisa de campo na ILPI, foi fundamental para maximizar o impacto desta pesquisa. De acordo com a pesquisas da Sociedade Brasileira de Urologia (2004) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia (2023), a ITU pode acometer mais pessoas do sexo feminino. A infecção do trato urinário é uma das causas mais comuns de infecção na população geral. Particularmente as mulheres são mais vulneráveis, sobretudo porque possuem menor extensão anatômica da uretra do que os homens e maior proximidade entre a vagina e o ânus (SBN,2023). Enquanto a incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. O distúrbio acomete frequente no sexo feminino e pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em mulheres mais jovens. Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher apresentar, além da uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. 19 Isso faz com que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em volta da uretra, sejam mais frágeis nas mulheres (bvsms 2018). Durante a visita na ILPI, conseguimos levantar a informação durante nossa entrevista informal com a responsável e representante da ILPI, tendo o total de 24 idosos acometidos por incontinência urinária, sendo 14 mulheres e 10 homens e dentre eles 7 possuem ITU (infecção do trato urinário). Podemos destacar algumas práticas essenciais, da pesquisa que ajudaria na melhoria da saúde e bem estar dos residentes da ILPI. Segundo a (SBN 2023): • Ingerir bastante líquido, de preferência água; • Não demore para urinar, caso tenha vontade; • Lave as mãos antes e após urinar e/ou evacuar. Uma observação importante é que em pacientes idosos, é importante ressaltar que os sintomas podem ser precedidos ou camuflados por sonolência, alterações da consciência, inapetência, e queda do estado geral. Essas medidas podem melhorar a prevenção das ITUs, garantindo uma melhor qualidade de vida para os idosos residentes. Mediante a esses dados podemos citar a teoria do autocuidado de Orem, engloba o autocuidado, a atividade de autocuidado e a exigência terapêutica de autocuidado. O autocuidado, é a prática de atividades iniciadas e executadas pelos indivíduos em seu próprio benefício para a manutenção da vida e do bem-estar. A atividade de autocuidado, constitui uma habilidade para engajar-se em autocuidado. A exigência terapêutica de autocuidado constitui a totalidade de ações de autocuidado, através do uso de métodos válidos e conjuntos relacionados de operações e ações (FOSTER & JANSSENS, 1993). A limitação de estudos sobre incontinência urinária e ITU (Infecções do trato urinário), são pesquisas não fornecem informações relevantes e detalhadas sobre a população estudada, tais como o histórico médico, acometimentos anteriores do trato urinário e estilo de vida, o que pode limitar o detalhamento dos resultados. Para pesquisas que serão realizadas futuramente, é sugerido que acompanhem os pacientes por um período específico, a fim de entender melhor os 20 fatores de risco para o desenvolvimento de incontinência urinária, ITU e suas complicações, investigar a eficácia de intervenções preventivas como: higiene, ingesta hídrica e o ato de não segurar a urina por longos períodos, a qualidade de vida e desfechos clínicos em diferentes grupos populacionais. Ao realizar comparações com estudos similares, como por exemplo ao da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas SES- AM (2023), podemos considerar algumas características gerais que podem ser comparadas. Os estudos anteriores SBU e SBN são estudos acadêmicos mais detalhados voltados para profissionais da saúde e pesquisadores, enquanto o da SES- AM (2023), é um resumo com orientações sobre causas, sintomas, prevenção e tratamento para infecções urinária, fornecendo informações de forma acessível e de fácil entendimento para o público em geral, visando conscientizar sobre os riscos associados a essa condição de saúde. Essa experiência prática proporcionou aprendizados significativos aos estudantes de enfermagem, destacando a importância da empatia, do trabalho em equipe e da atenção integral no cuidado à saúde dos idosos em instituições de longa permanência. As oportunidades de melhoria identificadas durante a ação de saúde são essenciais para promover uma assistência mais qualificada e humanizada aos idosos, contribuindo para a formação de profissionais de enfermagem mais preparados e sensíveis às necessidades dos pacientes. De acordo com resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) de 26 de setembro de 2005, a ILPI poderá oferecer uma ou mais modalidades de atendimento, conforme descrito a seguir:Grau 1 (para idosos independentes, mesmo que necessitem de autoatendimento equipamentos); Grau 2 (para idosos com dependência funcional em quaisquer atividades de autocuidado como alimentação, mobilidade, higiene, etc. e aqueles que necessitam de assistência e cuidados específicos); Grau 3 (para aqueles que necessitam de assistência integral e cuidados especiais nas atividades de vida diária, idosos dependentes). A ILPI visitada enquadra-se na modalidade 1 e 2, pois possui desde idosos totalmente independentes até aqueles que necessitam de autocuidado na alimentação, higiene, devido a essa característica, ela conta com um quadro específico de profissionais, são eles: 4 orientadores (cuidadores) com carga horária 21 de 12/36 horas; 2 operacionais; 1 cozinheiras; 1 assistente social; 1 psicólogo; 1 pedagogo e 1 educador físico. No local encontra-se 24 Idosos, sendo 14 do sexo feminino e 10 do sexo masculino encaminhados pelo CREAS e nos foi informado que possui uma lista de espera. Sobre as doenças acometidas nesses idosos tivemos o seguinte resultado de LLP (lesão por pressão); na ILPI Santana não tem, pois poucos ficam deitados. Doenças Cardíacas: não é comum, a maioria possui apenas pressão alta. Doenças Respiratórias: atendimento na rede e procuram seguir a orientação, juntamente com o protocolo da COVID, com tuberculose, mas não transmissível, buscam adaptar a alimentação para não bronco aspirar. E Doença Trato Urinário: 24 com incontinência urinária e 07 com infecção urinária. Doenças metabólicas; adaptação e cuidado seguindo da UPA. A ILPI da Zona Norte do município de São Paulo possui extensa atuação com psicologia social e de saúde mental. A equipe da ILPI passou a acompanhar a consulta e apresentar o caso ao médico antes da consulta. Todo tratamento é acompanhado por um membro da equipe. Eles se concentram na medicação e metade dos idosos com transtornos mentais graves estão agora sob controle devido a esse foco. Os medicamentos são fornecidos pelo SUS ou utilizados com benefícios, sendo que quase metade utilizava medicamentos psicotrópicos, os cuidadores usam um gerenciamento adequado para minimizar conflitos, cada caso tem seu manejo e a compreensão do cuidador aumenta, tornando a vida do idoso mais tranquila. A atuação do enfermeiro em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) é de considerável relevância, pois este profissional compreende as diversas alterações provocadas pelo processo de envelhecimento humano e é responsável por prestar cuidados e serviços de saúde de forma adequada e de forma coletiva e individual. As experiências que vivenciamos como iniciantes no exercício profissional da enfermagem são muito importantes considerando ter essa oportunidade e compreender a realidade dos idosos. Por meio das visitas, conhecemos a atuação dos profissionais de enfermagem nessa instituição que foi a ILPI Santana e identificamos ações de sua competência, incluindo gestão, enfermagem e educação em saúde e compreender que assim como os demais profissionais da equipe de saúde, o enfermeiro é necessário para atender às 22 particularidades dos idosos através dos conhecimentos e habilidades especializadas adquiridas nesta área e para prestar serviços a essa população. 7. CONCLUSÃO A experiência dos estudantes de enfermagem na condução de iniciativas de saúde nas Instituições de Longa Permanência enriquece e fornece informações valiosas sobre a realidade dos residentes, suas condições médicas primárias e os desafios enfrentados pelos cuidados de saúde. Por meio da observação direta, os alunos conseguem compreender melhor as necessidades individuais dos idosos, levando em consideração fatores como comorbidades, funcionalidade e preferências pessoais. O principal desafio encontrado foi a identificação e investigação precisa das condições de doenças do trato urinário em idosos, o que evidencia a necessidade de melhorar os processos de coleta de informações nos centros de longa permanência. Neste sentido, os alunos puderam compreender a importância de desenvolver recomendações para melhorar a identificação e monitorização da patologia residente. Além disso, o desenvolvimento de planos de cuidados personalizados com base nos dados recolhidos sobre doenças do trato urinário em idosos demonstra a contribuição significativa dos estudantes de enfermagem na personalização dos cuidados e na promoção da saúde dos residentes. Portanto, as experiências dos estudantes de enfermagem desta instituição proporcionam aprendizados valiosos e oportunidades para melhorar a assistência à saúde dos idosos. A partir desta experiência, foi destacada a importância do trabalho em equipe, da empatia e da adaptabilidade para atender às necessidades específicas de cada morador, trabalhando sempre para melhorar a qualidade de vida e o bem- estar dos idosos. Com base nesta experiência, são feitas recomendações para melhorar os processos de investigação de doenças crônicas em centros de cuidados de longa permanência, com o objetivo de identificar com maior precisão e monitorizar de forma mais eficaz as condições de saúde dos residentes. Além disso, as contribuições dos estudantes para o desenvolvimento de planos de cuidados personalizados com base nos dados recolhidos sobre doenças crónicas são fundamentais para garantir uma abordagem mais personalizada e eficiente aos cuidados aos idosos. 23 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS VARELLA, Dr. Dráuzio; LIBANÊS, Hospital Sírio. Incontinência Urinária. Biblioteca Virtual em Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/incontinencia- urinaria/. Acesso em: 06 maio 2024. SBN, Comunicação. Doenças Comuns: Infecção Urinária. Sociedade Brasileira de Nefrologia, 2023. Disponível em: https://sbn.org.br/publico/doencas-comuns/infecca ao-urinaria/. Acesso em: 07 maio 2024. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Funcionamento de Instituição de Longa Permanência para Idosos, de caráter residencial. ANVISA, 2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2020/rdc0502_27_05_2021.pdf. Acesso em: 09 maio 2024. FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA (Porto Alegre). Projeto técnico de acolhimento institucional para idosos: grau de dependência III. Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 2020. Disponível em: https://dopaonlineupload. procempa.com.br/dopaonlineupload/3517_ce_296750_2.pdf. Acesso em: 08 maio 2024. NIH NATIONAL INSTITUTE ON AGING (NIA, Estados Unidos). Incontinência Urinária em Idosos. NIH National Institute on Aging (NIA),2022. Disponível em: https://www.nia.nih.gov/health/bladder-health-and-incontinence/urinary-incontinence- older-adults. Acesso em: 6 maio 2024. ANVISA. Histórico da regulamentação. Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/saloes-tatuagens-creches/ instituicoes-de-longa-permanencia-para-idosos/historico-da-regulamentacao. Acesso em: 10 maio 2024. CARNEIRO, Jair Almeida; RAMOS, Gizele Carmem Fagundes; BARBOSA, Ana Teresa Fernandes; MEDEIROS, Sarah Magalhães; LIMA, Cássio de Almeida; COSTA, Fernanda Marques da; CALDEIRA, Antônio Prates. Prevalência e fatores associados à incontinência urinária em idosos não institucionalizados. 1. ed. Cadernos Saúde Coletiva, Rio de Janeiro: FapUNIFESP (SciELO), 2017. 1-10 p. v. 25. SILVA, Luiz Inácio Lula Da et al. Estatuto do idoso: lei federal nº 10.741, de 01 de outubro de 2003. 3. ed. 2ª reimpressão. Brasília, DF: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2013. SANTANA, Carla da Silva; PEREIRA, Amanda Polin. Percepção de Estudantes de Graduação Sobre as Atividades Práticas Acadêmicas com Idosos: Co-educação de Gerações e Formação Profissional. Diversa Prática, 2012. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/diversapratica/article/view/19630. Acesso em: 10 maio 2023. BUHR, Gwendolen T.; GENAO, Liza; WHITE, Heidi K.Urinary Tract Infections in Long-Term Care Residents. 2. ed. EUA: Elsevier BV, 2011. 229-239 p. v. 27 24 MELO, Laís Samara De; ERCOLE, Flávia Falci; OLIVEIRA, Danilo Ulisses De; PINTO, Tatiana Saraiva; VICTORIANO, Mariana Avendanha; ALCOFORADO, Carla Lúcia Goulart Constant. Infecção do trato urinário: uma coorte de idosos com incontinência urinária. 4. ed. Revista Brasileira de Enfermagem, Belo Horizonte, 2017. 838-844 p. v. 70. DOI 10.1590/0034-7167-2017-0141. Torres, G. V.; Davim, R. M. B.; Nóbrega, M. M. L. Aplicação do processo de enfermagem baseado na teoria de OREM: Estudo de Caso Com Uma Adolescente Grávida. 2. ed. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 1999. v. 7. 25 APÊNDICE A – Imagens dos Estudantes de Enfermagem em ILPI [Imagem 1: Estudantes de Enfermagem] Fonte: Alunos,2024. [Imagem 2: Interação entre os Estudantes e Idosos do ILPI] Fonte: Alunos,2024.