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CENTRO UNIVERSITÁRIO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO ROTEIRO 19
CURSO:	DISCIPLINA: 	
NOME DO ALUNO: _ 	
MATRÍCULA:	POLO: 	
DATA:	/	/ 	
TÍTULO	DO	ROTEIRO: Avaliação dos Nervos Cranianos
INTRODUÇÃO
A avaliação dos nervos cranianos é uma parte essencial do exame neurológico, pois ajuda a identificar possíveis patologias no sistema nervoso central e periférico. função de um nervo é transmitir informação sensitiva e/ou motora entre o corpo e o cérebro. Se a informação vai do cérebro para a periferia, o nervo é eferente (motor). Se ela vai da periferia para o cérebro, então ele é um nervo aferente (sensitivo). Nervos que carregam informações em ambos os sentidos são nervos mistos. Ao contrário dos nervos espinhais, que são sempre mistos, os pares de nervos cranianos podem ser puramente motores, puramente sensoriais ou mistos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
1º Par craniano
O olfato, função do I par craniano (olfatório), geralmente é avaliada apenas depois de trauma na cabeça ou quando houver suspeita de lesões na fossa anterior (meningioma) ou se pacientes relatarem odor ou paladar anormal.
Pede-se ao paciente para identificar odores (p. ex., sabonete, café, cravos) colocados junto às narinas enquanto a outra narina é ocluída. Álcool, amônia e outros irritantes, submetidos aos nociceptores do V par craniano (trigêmeo), são utilizados apenas quando houver suspeita de simulação.
2º par craniano
Na avaliação do 2º par craniano (óptico), a acuidade visual é testada utilizando um quadro de Snellen para visão a distância ou um quadro manual para visão de perto; cada olho é avaliado individualmente, com o outro olho coberto.
A percepção de cores é avaliada utilizando placas pseudoisocromáticas de Ishihara ou Hardy-Rand-Ritter que têm números ou figuras dentro de um campo de pontos especificamente coloridos.
Os campos visuais são avaliados por confrontação direta nos 4 quadrantes visuais. As respostas pupilares diretas e consensuais são avaliadas. Também é realizado exame fundoscópico.
3º, 4º e 6º pares cranianos
Na avaliação dos pares cranianos 3º (oculomotor), 4º (troclear) e 6º (abducente), os olhos são observados quanto a simetria de movimento, posição do globo ocular, assimetria ou queda das pálpebras (ptose) e espasmos ou tremulações dos globos ou das pálpebras. Os movimentos extraoculares controlados por esses nervos são testados pedindo-se ao paciente para acompanhar um alvo em movimento (p. ex., dedo do examinador, sinal luminoso) nos 4 quadrantes (inclusive através da linha mediana) e em direção à ponta do nariz; esse teste pode detectar nistagmo e paralisia de músculos oculares. O nistagmo de amplitude tênue breve do olhar na extremidade lateral é normal.
Anisocoria ou diferenças nos tamanhos pupilares devem ser observadas em um quarto com luz fraca. O reflexo pupilar à luz é testado para simetria e rapidez.
5º par craniano
Para avaliação das 3 divisões sensoriais (oftálmica, maxilar e mandibular) do 5º nervo (trigêmeo), o examinador utiliza um clipe para testar a sensibilidade facial e passa uma mecha de algodão na parte inferior ou lateral da córnea para avaliar o reflexo da corneano. Quando há perda de sensibilidade facial, deve-se examinar o ângulo da mandíbula; a preservação dessa área (inervada pela raiz espinal C2) sugere um deficit trigeminal. Um piscar fraco, decorrente de fraqueza facial (p. ex., paralisia do VII par craniano), deve ser distinguido de um reflexo corneano diminuído ou ausente, comum em indivíduos que
utilizam lentes de contato. Um paciente com fraqueza facial normalmente sente a mecha de algodão em ambos os lados, até mesmo com o piscar diminuído.
A função motora do trigêmeo é testada palpando-se o músculo masseter, enquanto o paciente cerra firmemente os dentes, e pede-se para que abra a boca contra resistência. Quando o músculo pterigoideo está fraco, a mandíbula desvia-se para o lado desse músculo.
7º par craniano
O 7º par craniano (facial) é avaliado verificando a fraqueza hemifacial. Com frequência, a assimetria de movimentos faciais é mais evidente durante a conversação espontânea, em especial quando o paciente sorri ou, se estiver obnubilados, fizer caretas perante um estímulo nocivo; no lado debilitado, o sulco nasolabial aprofunda-se e a rima das pálpebras amplia-se. Se o paciente apresentar apenas fraqueza facial inferior (isto é, o enrugamento da fronte e o fechamento das pálpebras são preservados), a fraqueza do VII nervo é central e não periférica.
A sensibilidade gustativa nos dois terços anteriores da língua pode ser testada com soluções doces, azedas, salgadas e amargas colocadas em ambos os lados da língua.
Hiperacusia, indicando fraqueza do músculo estapédio, pode ser detectada posicionando-se um diapasão em vibração próximo à orelha.
8º par craniano
Como o 8º par craniano (vestibulococlear, acústico, auditivo) transmite entradas auditivas e vestibulares, a avaliação envolve
· Exames de audição
· Testes da função vestibular
A audição é testada primeiro em cada ouvido sussurrando algo e ocluindo a orelha oposta. Qualquer perda suspeita devem levar imediatamente a testes audiológicos para confirmar os resultados e ajudar a diferenciar perda auditiva condutiva de perda neurossensorial. Os testes de Weber e Rinne podem ser realizados no leito para tentar diferenciar os dois, mas eles são difíceis de fazer de modo eficaz, exceto em ambientes especializados.
Pode-se avaliar a função vestibular testando o nistagmo. A presença e características (p. ex., direção, duração, gatilhos) do nistagmo vestibular ajuda a identificar distúrbios vestibulares e, às vezes, diferenciar vertigem central de periférica. O nistagmo vestibular tem 2 componentes:
· Um componente lento causado pela entrada vestibular
· Um componente rápido corretivo que provoca o movimento no sentido oposto (chamado batimento)
A direção do nistagmo é definida pela direção do componente rápido, pois é mais fácil de ver. O nistagmo pode ser rotatório, vertical ou horizontal e pode ocorrer espontaneamente, com o olhar, ou com o movimento da cabeça.
Ao tentar diferenciar causas centrais de periféricas da vertigem, as seguintes diretrizes são confiáveis e devem ser consideradas no início:
· Não existem causas centrais da perda auditiva unilateral porque a entrada sensorial periférica das 2 orelhas é combinada quase que instantaneamente à medida que os nervos periféricos entram na ponte.
· Não existem causas periféricas de sinais do sistema nervoso central. Se um sinal do sistema nervoso central (p. ex., ataxia cerebelar) aparece ao mesmo tempo que a vertigem, é praticamente certo que a localização é central.
A avaliação da vertigem utilizando testes de nistagmo é particularmente útil nas seguintes situações:
· Quando os pacientes têm vertigem durante o exame
· Quando os pacientes têm síndrome vestibular aguda
· Quando os pacientes têm vertigem posicional episódica
Se os pacientes têm vertigem aguda durante o exame, nistagmo costuma ser aparente durante a inspeção. Mas a fixação visual pode suprimir o nistagmo. Nesses casos, o paciente é solicitado a utilizar um diopter de +30 ou lentes de Frenzel para evitar a fixação visual de modo que o nistagmo, se presente, pode ser observado. Pistas que ajudam a diferenciar vertigem central de periférica nesses pacientes incluem:
· Se o nistagmo está ausente com a fixação visual, mas presente com lentes de Frenzel, ele é provavelmente periférico.
· Se o nistagmo muda de direção (p. ex., de um lado para outro quando, p. ex., a direção do olhar muda), ele é provavelmente central. Entretanto, a ausência desse resultado não exclui causas centrais.
Se o nistagmo é periférico, os olhos se afastam do lado disfuncional.
9º e 10º pares cranianos
O IX par craniano (glossofaríngeo) e o X par craniano X (vago) geralmente são avaliados em conjunto. Observa-se se há elevação simétrica do palato quando o paciente diz "ah". Se um lado é parético, a úvula é
levantada e separada do lado parético. A parte posterior de cada lado da faringe pode ser tocadacom um abaixador de língua para checar o reflexo faríngeo (de ânsia), e a assimetria do reflexo faríngeo é observada; a ausência bilateral do reflexo faríngeo é comum em pessoas saudáveis e pode não ser importante.
Em um paciente entubado, não responsivo, a sucção no tubo endotraqueal deflagra tosse.
Quando há rouquidão, inspecionam-se as pregas vocais. A rouquidão isolada (com reflexo faríngeo e elevação do palato normais) deve motivar a busca por lesões (p. ex., linfoma mediastinal, aneurisma de aorta) que comprimam o nervo laríngeo recorrente.
11º par craniano
O XI par craniano (acessório espinal) é avaliado testando-se os músculos que inerva:
· No caso do esternocleidomastoideo, pede-se ao paciente para girar a cabeça contra a resistência imposta pela mão do examinador, enquanto este palpa o músculo ativo (oposto ao lado da rotação).
· Para a parte superior do trapézio, pede-se ao paciente para levantar os ombros contra a resistência imposta pelo examinador.
12º par craniano
O XII par craniano (hipoglosso) é avaliado pedindo-se ao paciente para estender a língua e verificando-se se há atrofia, fasciculações e fraqueza (ocorre desvio para o lado da lesão).
REFERÊNCIAS
Como avaliar os pares cranianos - Distúrbios neurológicos - Manuais MSD edição para profissionais Como avaliar nervos cranianos: guia prático - Blog Grupo MedCof
QUESTIONARIO 19
1. Qual nervo craniano é responsável pela acuidade visual?
a) Nervo oculomotor (III)
b) Nervo óptico (II)
c) Nervo trigêmeo (V)
d) Nervo facial (VII)
2. Qual teste avalia a função do nervo hipoglosso (XII)?
a) Pedir ao paciente para mastigar
b) Pedir ao paciente para dizer “ah”
c) Pedir ao paciente para mover a língua
d) Testar os reflexos faríngeos
3. O reflexo corneano avalia a integridade de qual nervo?
a) Nervo trigêmeo (V)
b) Nervo facial (VII)
c) Nervo oculomotor (III)
d) Nervo óptico (II)
4. Ao testar o movimento ocular para os lados, qual nervo craniano é avaliado?
a) Nervo óptico (II)
b) Nervo abducente (VI)
c) Nervo troclear (IV)
d) Nervo trigêmeo (V)
5. Qual nervo é avaliado pedindo ao paciente para encolher os ombros contra resistência?
a) Nervo glossofaríngeo (IX)
b) Nervo facial (VII)
c) Nervo acessório (XI)
d) Nervo vago (X)
6. Qual nervo é testado com o reflexo de vômito (reflexo faríngeo)?
a) Nervo trigêmeo (V)
b) Nervo glossofaríngeo (IX)
c) Nervo facial (VII)
d) Nervo hipoglosso (XII)
7. Qual nervo craniano está associado à audição?
a) Nervo facial (VII)
b) Nervo vestibulococlear (VIII)
c) Nervo vago (X)
d) Nervo glossofaríngeo (IX)
8. Um desvio da úvula ao falar “ah” sugere uma lesão em qual nervo?
a) Nervo trigêmeo (V)
b) Nervo vago (X)
c) Nervo facial (VII)
d) Nervo oculomotor (III)
9. Qual nervo é testado pela resposta à luz no reflexo pupilar?
a) Nervo óptico (II) e oculomotor (III)
b) Nervo facial (VII) e trigêmeo (V)
c) Nervo troclear (IV) e abducente (VI)
d) Nervo vago (X) e acessório (XI)
10. Ao pedir ao paciente para franzir a testa e sorrir, qual nervo é avaliado?
a) Nervo facial (VII)
b) Nervo trigêmeo (V)
c) Nervo oculomotor (III)
d) Nervo glossofaríngeo (IX)

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