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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA 
PRÓ-REITORIA ACADÊMICA 
CURSO DE ENFERMAGEM 
 
 
 
ELAINE 
 
 
 
 
 
 
 
HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE 
IDOSO – UMA REVISÃO DE LITERATURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO GONÇALO 
2019 
1 INTRODUÇÃO 
 O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial e, no Brasil, 
as modificações se dão de forma radical e bastante acelerada, processo que, 
do ponto de vista puramente demográfico, deve-- se unicamente ao rápido e 
sustentado declínio da fecundidade. As projeções mais conservadoras indicam 
que em 2020 já seremos o sexto país do mundo em número de idosos, com um 
contingente superior a 30 milhões de pessoas (CARVALHO, 2014). 
 Araújo (2016) explana que o envelhecimento é um processo 
multidimensional, pois os fatores que influenciam na capacidade de 
enfrentamento das modificações que ocorrem com o aumento da idade são 
múltiplos, traduzindo-se em diferentes modelos de velhice. Estigmas negativos, 
que normalmente estão associados ao processo de envelhecimento, têm como 
um de seus pilares o declínio biológico, ocasionalmente acompanhado de 
doenças e dificuldades funcionais com o avançar da idade. Assim o aumento 
do contingente de idosos preconiza maior atenção às questões de assistência 
a esses sujeitos. Desta forma, tem-se a necessidade de uma reflexão e 
atuação acerca das repercussões das transformações sociais decorrentes do 
envelhecimento. 
 Segundo Mota et al (2017), o aumento da expectativa de vida, 
associa-se à relativa melhoria no acesso da população aos serviços de saúde, 
às campanhas nacionais de vacinação, aos avanços tecnológicos da medicina, 
ao aumento do número de atendimentos pré-natais, o acompanhamento clínico 
dos recém-nascidos e o incentivo do aleitamento materno, ao aumento do nível 
de escolaridade da população, aos investimentos na infraestrutura e 
saneamento básico e à percepção dos indivíduos com relação às 
enfermidades. 
 Para Brasil (2016), esse efeito que tem produzido transformações no 
padrão etário da população, sobretudo a partir de meados dos anos de 1980, 
onde a pirâmide populacional tipicamente triangular com uma base alargada, 
cede lugar a uma pirâmide populacional com base mais estreita e vértice mais 
largo característico de uma sociedade em acelerado processo de 
envelhecimento. 
 A incapacidade física é o problema que mais afeta essa faixa etária, 
sendo sua principal causa as doenças crônicas, interferindo diretamente na 
realização de suas atividades de vida diária, são muito comuns às demências, 
os acidentes vasculares cerebrais, as coronariopatias, o Diabetes Mellitus e 
inúmeras outras patologias crônico-degenerativas, que são causas de 
dependência física ou psíquica, que na maioria dos casos é quase sempre 
definitiva (RODRIGUES, 2015). 
 De acordo com o Pacto pela Saúde, o bem-estar do idoso está entre 
as prioridades governamentais do país, visto pela implantação de algumas das 
diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde do Idoso, sendo esta uma 
estratégia que visa recuperar, manter e promover a autonomia e a 
independência dos indivíduos idosos aprovada sob a égide da portaria n 2.528 
em 2006, devendo os profissionais de saúde receber treinamentos específicos 
para este cuidado (BRASIL, 2014). 
 A Política Nacional de Atenção à Saúde do Idoso surge com o fim de 
preservar direitos fundamentais do ser humano, como a autonomia e 
independência fomentando a saúde, individual ou coletivamente conforme é 
preconizado pelo sistema de saúde vigente no país para aqueles com idade 
igual ou superior a 60 anos. Dentre as diretrizes desta política de saúde, a 
Promoção do Envelhecimento Ativo e Saudável constitui uma importante meta 
a ser desenvolvida pelos profissionais de saúde (LIMA; et al.; 2016). 
 Com o intuito de aumentar a divulgação e adesão de políticas de 
saúde para o cuidado aos idosos, a Organização Mundial da Saúde propôs que 
os Estados Federados desenvolvessem Política de Saúde focada no 
envelhecimento ativo, isto é, ressaltando a implementação das ações e 
programas de saúde para uma assistência de qualidade, considerando suas 
particularidades (TORRES, 2014). 
 Outra importante ferramenta legislativa a favor dos idosos é o 
Estatuto do Idoso. Assegurando, no capítulo IV, o direito à atenção integral, 
possibilitando acessibilidade igual aos demais usuários, além da atenção 
especial, de acordo com as necessidades particulares pertinentes às pessoas 
com idade avançada (BORGES, 2014). 
 Quanto à assistência de saúde, o Art. 17 assegura ao idoso o direito 
de escolher as ações e procedimentos a serem realizados pelos profissionais 
de saúde, conforme o domínio de suas faculdades mentais, ou seja, 
possibilidade de escolha no tratamento e profissionais para o seu cuidado. Já o 
Art. 18, aponta para a promoção de capacitação dos profissionais de saúde, 
pelo Estado, para atender aos idosos com a qualidade e atenção que eles 
merecem, desenvolvendo práticas específicas com os problemas e desafios 
vivenciados por eles, tanto na sua individualidade, quanto coletividade. 
Conforme estudos relacionados à assistência básica, embora sejam 
desenvolvidos documentos constitucionais que assegurem a saúde dos idosos, 
como vistos anteriormente, na prática, esta assistência possui muitas 
limitações a serem superadas (SILVA, 2014). 
 Humanização em saúde é resgatar o respeito à vida humana, 
levando-se em conta as circunstâncias sociais, éticas, educacionais e 
psíquicas presentes em todo relacionamento humano. A humanização está 
vinculada aos direitos humanos, é um princípio que deve ser aplicado a 
qualquer aspecto do cuidado, na assistência humanizada o usuário participa 
das tomadas de decisões quanto ao tratamento tendo sua autonomia 
preservada (RAMOS, 2018). 
 Humanizar em saúde é atender as necessidades do outro com 
responsabilidade, e entender os diversos enfoques envolvidos na dinâmica de 
vida dos clientes, reconhecendo seus direitos e aspectos humanos, um ser que 
sente, vive, pensa, possui história e sentimentos. Nas ações de cuidado é 
necessário considerar a complexidade do ser humano, pois o termo 
Humanização é concebido como atendimento das necessidades integrais do 
indivíduo e necessidades humanas básicas (BRASIL, 2016). 
 Humanizar em saúde é atender as necessidades do outro com 
responsabilidade, levando em conta seus desejos e interesses, envolve 
valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de 
saúde, estabelecendo vínculos solidários e participação coletiva no método de 
gestão. Humanização é o processo de produção de saúde proporcionando um 
atendimento integral ao usuário (SILVESTRE 2015). 
 Os enfermeiros assumem um papel relevante na atenção da saúde do 
idoso, por isso a necessidade de conhecimento da PNSPI, pois nela estão 
definidas as diretrizes norteadoras de todas as ações no setor saúde, e 
indicadas às responsabilidades institucionais para o alcance da proposta. Além 
disso, ela orienta o processo contínuo de avaliação que deve acompanhar seu 
desenvolvimento, considerando possíveis ajustes determinados pela prática. 
 Considerando que a essência da Enfermagem é o cuidado com o ser 
humano, o profissional dessa área tem papel de fundamental importância 
nesse processo em relação ao paciente que se encontra sob seus cuidados, 
ressalte-se que a função do profissional de Enfermagem é a de ajudar as 
pessoas a aproveitarem ao máximo suas capacidades funcionais, 
independentemente de seu estado de saúde e de sua idade (LEOPARDI, 
2015). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.1 OBJETO DE PESQUISA 
 Humanizaçãoda assistência de enfermagem ao paciente idoso. 
 
 
1.2 OBJETIVOS 
 Objetivo Geral 
 Descrever a importância da assistência de enfermagem ao idoso 
baseando-se nos princípios de humanização. 
 
 Objetivos específicos 
 Destacar sobre a assistência humanizada de enfermagem e autonomia 
do idoso quanto à prevenção e promoção em saúde; 
 Analisar e observar a importância do atendimento humanizado ao idoso 
nos dias atuais. 
 
 
1.3 QUESTÃO NORTEADORA 
 Quais as dificuldades encontradas pelo enfermeiro para execução de 
cuidados humanizados prestados aos pacientes idosos nos dias atuais? 
 
 
1.4 JUSTIFICATIVA 
 O grande desafio da enfermagem quando se trata de humanização 
e saúde do idoso, é inseri-lo no processo de promoção a saúde, fazendo com 
que ele entenda e tenha acesso a informações sobre as políticas em relação a 
eles de forma clara e objetiva. 
 Assim o enfermeiro pode trabalhar identificando e se atentando as 
necessidades individuais dos idosos, expondo-as aos seus cuidadores e 
familiares de modo a prestar um melhor cuidado prezando pela autonomia, que 
muitas vezes não são trabalhadas para que estes possam assumir o seu papel 
diante da sociedade. 
 
 
 
 
 
 
2 DESENVOLVIMENTO 
2.1 Envelhecimento 
 A velhice é um processo natural, inevitável e irreversível, ocorre 
através de fenômenos biológicos com consequências psicológicas, sobrevindo 
a diminuição da capacidade funcional, afetando o equilíbrio do organismo 
humano. Essa diminuição das funções tende a aumentar com o tempo, pois as 
alterações modificam a estrutura do corpo tornando o idoso vulnerável às 
doenças e a incapacidade física (NUNES, 2017). 
 Ao envelhecer os idosos estão propensos a uma situação de 
isolamento, de dependência e incapacidade, isso se caracteriza pelas 
mudanças do decorrer da vida, filhos que saem de casa, a temida 
aposentadoria que faz perder a atividade profissional, esta situação é vista 
como inaceitável, pensam ser inválidos, tem sentimento de perda, desprezo e 
abandono, são atitudes negativas que influencia na saúde e bem-estar do 
idoso (CANEPA, 2014). 
Devido à idade avançada existe um declínio na capacidade funcional, onde o 
idoso é incapaz de realizar suas atividades básicas da vida diária, pois também 
e acometido de uma fragilidade que é associada às doenças crônicas não 
transmissíveis (DCNT), são elas: diabetes mellitus, hipertensão, câncer e as 
cardiovasculares. O idoso apresenta uma debilidade física que atrapalha a sua 
vida para exercer atividades, a fraqueza, falta de apetite, desânimo, fadiga, 
quedas, perda de peso, movimentos lentos e em consequência disso leva ao 
aumento da dependência de algum familiar, onde ele começa a dar sinais de 
depressão pois, pensa ser inútil (FLECH, 2013). 
 Nos últimos anos a população idosa vem aumentando de forma 
acelerada, a expectativa de vida do brasileiro que antes vivia 40 anos em 
meados de 1960, em 2012, esta expectativa acendeu para 70 anos. Esse 
aumento é devido ao avanço das tecnologias e da medicina, que passou a 
oferecer tratamento preventivo, dando opções de cura e controle de doenças 
que provocavam a morte e agora prolonga a vida por muitos anos (ARAÚJO, 
2015). 
 Segundo a Organização Mundial de Saúde (2015), são 
consideradas idosos, pessoas acima de 60 anos, no Brasil existe estimativa de 
15 milhões de idosos, podendo chegar a 30 milhões em 2020, representando o 
total de 13% da população brasileira. Com este crescimento os serviços de 
saúde sofreram um grande impacto, pois teve um aumento na procura por 
atendimento causando, surpresa nas políticas de saúde que não estavam 
preparadas para atender as necessidades da pessoa idosa, sendo que as 
mesmas precisam de cuidados especiais e um acompanhamento diferenciado 
devido à fragilidade de sua saúde (PEREIRA, 2010). 
 
 
2.2 Humanização na Saúde 
 Humanizar é o ato de cuidar, preocupar se com o bem-estar do 
próximo, agir com bondade e afeto, oferecer condições humanas de vida, tratar 
com dignidade, respeitando as condições e individualidade de cada pessoa. 
Humanização, na área da saúde é entender o significado da vida do ser 
humano, é se colocar no lugar do outro, tratar o próximo como se fosse único, 
priorizar os princípios e valores de cada um (BENEVIDES, 2014). 
 Todo ser humano tem direito ao atendimento público de qualidade e 
uma assistência humanizada, e ao cuidado individualizado. Na saúde existe 
uma carência no tratamento humanizado, então o SUS criou a Política Nacional 
de Humanização (PNH), em fevereiro de 2003, tem por objetivo, propor ações 
aos princípios do SUS, a universalidade, equidade e integralidade (BRASIL 
2013). 
 O acolhimento é o principal fundamento da Política Nacional de 
Humanização, onde o intuito é receber todos os que procuram o serviço de 
saúde dando-lhes a devida atenção, tentando estabelecer uma relação de 
respeito e confiança, realizar contato visual para que tenha mais segurança e 
confiança com o profissional (BRASIL 2010). 
 
2.3 Saúde do Idoso 
 A saúde do idoso surge como primordial no Pacto pela Vida e isso é 
importante, pois, pela primeira vez na história das políticas públicas no Brasil 
existe uma preocupação com a saúde dos idosos. Os gestores do SUS assume 
responsabilidade em torno das prioridades voltadas a saúde da população 
(CAMARANO, 2014). 
 Todos têm direito à saúde universal e integral que foi implementada 
pela constituição em 1998, iniciando assim a criação do Sistema Único de 
Saúde (SUS), sendo as leis orgânicas (8080/90 e 8142/90). São políticas 
públicas que tem a finalidade de oferecer atenção a toda a população, 
utilizando os meios de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, 
assegurando a integralidade dos indivíduos, como está previsto nesta lei é 
considerado idoso pessoas com 60 anos ou mais (BRASIL, 2014). 
 Apesar de existir a Política de Saúde, os custos com idosos tende a 
ser maior, pois apresentam mais ocorrências de doenças crônicas, devido a 
isso, foi implementado no Brasil a Política Nacional de Saúde do Idoso (PNSI), 
regulamentada em 1996, que tem o objetivo de assegurar a pessoa idosa, 
oferecendo condições para promover a autonomia, integração e participação 
efetiva na sociedade (BRASIL, 2014). 
 A Política de Saúde da Pessoa Idosa (PSPI), foi regulamentada pela 
Portaria GM n° 2.258 de 19 de outubro de 2006, tem por finalidade crucial, 
proporcionar um envelhecimento saudável, preservar a autonomia, a 
capacidade funcional e conservar qualidade de vida do idoso. Esta política 
também inclui diretrizes, para melhor atender as necessidades da terceira 
idade (BRASIL, 2014). 
 São essas as diretrizes impostas: 
Promoção do envelhecimento saudável, atenção integral à saúde 
da pessoa idosa; estímulo às ações intersetoriais, visando à 
integralidade da atenção; provimento de recursos capazes de 
assegurar qualidade da atenção à saúde da pessoa idosa; 
estímulo à participação e fortalecimento do controle social; 
formação e educação permanente dos profissionais de saúde; 
divulgação e informação para profissionais de saúde, gestores e 
usuários do SUS; promoção de cooperação nacional e 
internacional das experiências na atenção à saúde da pessoa 
idosa e apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas 
(BRASIL 2014). 
 Embora as políticas de saúde nos últimos anos tiveram um avanço 
importante em relação a saúde do idoso, ainda há muito o que fazer, para que 
haja respostas rápidas e eficientes às necessidades voltadas a saúde do idoso 
(LIMA, et al.; 2014). 
 Objetivando os altos custos que são produzidos pela grande mudançademográfica no país, existe uma enorme procura por atendimento nas redes 
públicas de saúde, pois os idosos necessitam de cuidados especiais e mais 
complexos de longo e médio prazo, precisam de atendimento médico-
hospitalar em várias modalidades, de internações, medicamentos e outros 
profissionais na área da saúde (LIMA, et al.; 2014). 
 
 
2.4 A Atuação da Enfermagem na Atenção à Saúde do Idoso 
 Para oferecer um tratamento humanizado é necessário que o 
enfermeiro conheça as necessidades e limitações de cada paciente, 
estabelecendo um vínculo de confiança e amizade com o idoso. A enfermagem 
tem a função que objetiva, promover a satisfação ao usuário, buscando a 
promoção da saúde, agindo com eficiência nas prevenções de doenças e nas 
debilidades físicas (FRAGOSO 2018). 
 O Enfermeiro geralmente é o principal responsável por promover 
uma assistência de qualidade e de satisfação no atendimento, ele deve utilizar 
suas habilidades e conhecimento para atender esse público que a cada dia 
aumenta e necessita de um atendimento humanizado, pois o envelhecimento 
provoca no idoso a descriminação de si mesmo, então este usuário quando é 
bem recebido nas unidades de saúde pelo profissional, ele começa a ter 
confiança e acredita que esse ambiente acolhedor, possa de alguma forma 
amenizar seu sofrimento e a dor em um processo de escuta e dialogo, na 
atenção e no respeito mútuo (SILVA, 2014). 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 METODOLOGIA 
 O presente estudo refere-se a uma pesquisa qualitativa do tipo 
descritiva baseada em uma revisão da literatura que foi desenvolvida, 
baseando-se no tema que busca orientar o enfermeiro sobre a importância da 
Humanização da Assistência de Enfermagem ao Paciente Idoso. 
 De acordo com MYNAIO (2001) Pesquisa qualitativa se preocupa, 
principalmente, nas ciências sociais, com um nível de qualidade que não pode 
ser quantificado, ou seja, ela trabalha com crenças, aspirações, motivos, e 
atitudes, o que significa que ocupa um espaço mais profundo das relações, dos 
processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos a operacionalização 
de variáveis. 
 Segundo Godoy (1995) a pesquisa qualitativa, no entanto, trata-se de 
uma atividade da ciência, que visa à construção da realidade, mas que se 
preocupa com as ciências sociais em um nível de realidade que não pode ser 
quantificado, trabalhando com o universo de crenças, valores, significados e 
outros construtos profundos das relações que não podem ser reduzidos à 
operacionalização de variáveis. 
 Segundo Silva & Menezes (2000), “a pesquisa descritiva visa 
descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o 
estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas 
padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. 
Assume, em geral, a forma de levantamento”. 
 Gil (2008) diz que pesquisa descritiva é utilizada para “descrever as 
características de determinadas populações ou fenômenos. Uma de suas 
peculiaridades está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, 
tais como o questionário e a observação sistemática”. 
 Mendes et al (2008), afirma que a revisão bibliográfica da literatura 
tem o objetivo de reunir e resumir resultados de pesquisas sobre um tema ou 
questão de forma delimitada de maneira ordenada e sistemática e também 
analisar pesquisa relevantes que dão subsidio para a tomada de decisão e 
melhoria da prática clínica. 
 Para Gil (2007), a pesquisa bibliográfica é feita a partir do 
levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios 
escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites. 
Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que 
permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. 
 Para execução deste trabalho foi realizado um levantamento nas 
bases de dados da SCIELO e LILACS. Os descritores utilizados para 
realização desta pesquisa foram: Assistência de enfermagem ao Idoso, Idoso, 
Humanização. 
 Os critérios de inclusão neste presente estudo foram: artigos 
indexados nas bases de dados mencionados e publicados na íntegra em 
periódicos nacionais, compreendidos entre o período de 2014 a 2019 e 
disponível no idioma português. Já os critérios de exclusão foram: artigos que 
não abordavam a referida temática, artigos que não estavam publicados na 
íntegra e que sua abordagem não contribuía para o conhecimento da 
enfermagem. 
 Para a seleção das publicações, foi lido o resumo de modo a confirmar 
se eles contemplavam a pergunta norteadora desta investigação e se atendiam 
aos critérios de inclusão estabelecidos. 
 A busca foi realizada através do acesso on-line no periódico em 
agosto de 2019 a dezembro de 2019. A amostra final desta revisão foi 
constituída de quatro artigos na base de dados da SCIELO e quatro artigos da 
base de dados LILACS selecionaram-se ao todo oito artigos que contemplavam 
a questão norteadora e que também atendiam aos critérios previamente 
instituídos.

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