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Atividade 3 (A3) Territórios Educativos 
Vitória Dias de Souza Huincands 
RA:6607933 
O início da educação formal no Brasil remonta ao período colonial, quando os 
jesuítas iniciaram a promoção da educação, a partir de 1549. A principal 
responsabilidade dos jesuítas era evangelizar os indígenas e instruir as elites 
coloniais, com um método de ensino fundamentado em princípios religiosos e 
numa perspectiva eurocêntrica do mundo. Por séculos, a educação formal no 
Brasil esteve vinculada aos interesses da colonização e da igreja, 
marginalizando uma ampla parcela da população, incluindo indígenas, negros 
escravizados e classes populares. Esse sistema se estabeleceu como um 
sistema que privilegiava as elites e marginalizava outros grupos. A escola, como 
território educativo, espelhava as desigualdades sociais, econômicas e raciais 
do país, tornando-se, ao longo da história, um local de exclusão para grupos 
marginalizados, tais como negros, indígenas, mulheres e trabalhadores de baixa 
renda. 
Com o passar do tempo, especialmente após a proclamação da República em 
1889, o Brasil começou a formular políticas públicas para expandir o acesso à 
educação. No entanto, as desigualdades ainda eram acentuadas. A reforma 
educacional de 1930, liderada por Anísio Teixeira e outros educadores, tinha 
como objetivo democratizar o ensino. No entanto, somente com a Constituição 
de 1988 a educação passou a ser vista como um direito básico de todos os 
cidadãos, incorporando valores democráticos e culturais que buscavam corrigir 
as desigualdades históricas. 
Neste cenário, a arte teve um papel crucial no processo de ensino-
aprendizagem. Desde a educação colonial, a arte era utilizada como um recurso 
para propagar a fé cristã e os princípios europeus. Contudo, com o passar do 
tempo e as transformações sociais, a arte na educação começou a ser percebida 
não apenas como técnica, mas também como um meio de emancipação e 
reflexão crítica. No século XX, com a valorização da arte-educação, 
especialmente através de ações de educadores como Paulo Freire, sua função 
foi reinterpretada. Ela passou a ser vista como uma ferramenta poderosa para 
questionar estruturas sociais, promover a inclusão de diferentes grupos culturais 
e dar voz às identidades marginalizadas. A arte pode fomentar o pensamento 
crítico e a consciência social dos alunos, abrindo portas para uma educação que 
valoriza as diversidades culturais e questiona as estruturas de poder que 
historicamente excluíram esses grupos. A arte tem o potencial de estimular o 
raciocínio crítico e a consciência social dos estudantes, possibilitando uma 
educação que aprecia as diversidades culturais e questiona as estruturas de 
poder que historicamente marginalizaram esses grupos. 
Atualmente, o ensino de arte no Brasil tem se concentrado cada vez mais na 
diversidade cultural e na inclusão de grupos marginalizados, tais como afro-
brasileiros, indígenas e indivíduos LGBTQIA+. Portanto, a arte auxilia os 
estudantes a identificar e apreciar suas próprias identidades e histórias, 
fomentando uma educação que não se limita a transmitir conteúdos, mas 
também fomenta a emancipação social e cultural. Isso é crucial em uma nação 
caracterizada por acentuadas desigualdades históricas e culturais. O desafio 
contemporâneo consiste em assegurar que a escola formal, como espaço de 
aprendizagem, acolha e valorize as culturas e vivências de todos os estudantes, 
honrando suas diferenças e fomentando uma educação inclusiva e crítica. 
Esta metodologia está em consonância com a ideia de territórios educativos, nos 
quais a escola não é percebida como um local isolado, mas como um espelho e 
um agente de mudança do contexto social no qual está inserida. Ao incluir a arte 
como um elemento crucial no processo de ensino-aprendizagem, os estudantes 
conseguem vincular suas experiências e culturas ao conteúdo escolar, tornando 
a educação mais relevante e potencialmente libertadora.

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