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A D O L F O S A N T O S
PROJETO LANCHEIRA
SAUDÁVEL
L I D A N D O C O M D I F I C U L D A D E S N A H O R A D A
A L I M E N T A Ç Ã O D O S P E Q U E N O S .
Com orientações e receitas práticas para os
pais e gestores das escolas.
1 
 
 
Sobre o Autor 
 
Adolfo Henrique Costa dos Santos 
 
 Nutricionista pela Universidade Federal da 
Grande Dourados (2014). 
 Atualmente exerce como Responsável Técnico na 
área de Alimentação Escolar da Prefeitura Municipal de 
Rio Brilhante/MS desde 2017. 
 Curso de pós-graduação lato sensu em Gestão em 
Saúde (Claretiano/2016) e lato sensu em Nutrição Esportiva e 
Suplementação (IEPAT/2020). 
 Mestre pelo Programa de Ciências do Movimento 
pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2022). 
 Recebeu Prêmio Destaque Profissional Nutrição - 
Prêmio "Dra. Eliete Salomon Tudisco" - Destaque 
Profissional do Ano em 2021. 
 Contribui na área de Alimentação Escolar como 
palestrante na região Dourados/MS. 
 
2 
 
 
Sumário 
 
Por quê promover uma Alimentação Escolar Saudável? .............................................. 3 
Um passo de cada vez, já experimentou cozinhar com o(a) teu(ua) filho(a)? .............. 4 
A educação vem de casa ............................................................................................... 5 
Atividades de educação alimentar e nutricional para fazer os pequenos ...................... 6 
Lancheira nutritiva: O que não pode faltar na lancheira ............................................. 12 
Escolhas que parecem saudáveis, mas não são!!! ....................................................... 15 
Festas na escola, eba!!! Como posso proceder? ......................................................... 17 
Escolhas do seu filho refletem os hábitos que realizados dentro de casa. .................. 20 
Cuidados higiênicos-sanitários ................................................................................... 21 
Receitas ....................................................................................................................... 23 
Referências Bibliográficas .......................................................................................... 27 
 
3 
 
Por quê promover uma Alimentação Escolar Saudável? 
 A qualidade da alimentação está diretamente associada ao processo de 
aprendizagem das crianças. A deficiência de vitaminas, consumo de gordura trans, falta 
de macronutrientes (carboidratos, lipídeos ou proteínas) ou mesmo o excesso deles pode 
causar efeitos danosos ao organismo, influenciando assim na aquisição do 
conhecimento. 
Nos primeiros 1000 dias de desenvolvimento da infância está a chamada “janela 
de oportunidades”, etapa da vida em que é possível desenvolver hábitos, atitudes e 
comportamentos alimentares que irão influenciar o futuro da criança. Por isso os pais 
e/ou responsáveis devem se conscientizar da importância da formação dos hábitos 
alimentares ainda na infância. 
 A grande maioria das preocupações com a má alimentação só vêm à tona quando 
são oriundos de outras circunstancias, tais como problemas dentários (cárie, por 
exemplo), obesidade, baixo peso, alergias e intolerâncias alimentares, bullying, exames 
bioquímicos alterados e entre outros. Apesar disso, muitos profissionais não se atentam 
que os hábitos alimentares saudáveis auxiliam nas habilidades cognitivas, como 
memória e concentração, e podem prevenir diversos distúrbios neurológicos, 
interferindo diretamente no desenvolvimento infantil. 
 Em suma, a formação de bons hábitos alimentares ainda na infância mostram 
benefícios não apenas a curto prazo, mas também a médio e em longo prazo, 
propiciando menores chances de desenvolvimento de doenças crônicas não 
transmissíveis na fase adulta. 
 
4 
 
Um passo de cada vez, já experimentou cozinhar com o(a) seu(ua) 
filho(a)? 
Na fase escolar (2 a 6 anos de idade) e pré-escolar (6 a 10 anos de idade) da 
infância, as etapas são marcantes para o desenvolvimento e crescimento da criança, 
principalmente no que diz respeito à inserção dos hábitos alimentares. 
Nestas etapas o ato de cozinhar é uma experiência única e pode ser um momento 
de muito aprendizado em casa e é neste instante que os hábitos alimentares da família 
terão forte influência e irão refletir nas preferências alimentares da criança. 
Esse momento pode ser encarado como um passatempo muito produtivo, além 
de ajudar no vínculo familiar, por trazer memórias afetivas e da infância, possibilita a 
criação de lembranças positivas, boas recordações e o maior interesse das crianças pelos 
alimentos, aliás, muitos de nós possuímos memória afetiva relacionada ao alimento, e 
isso é repassado de geração a geração. 
Normalmente, a criança busca experimentar novos alimentos quando ela se 
envolve no cultivo e no preparo. A bagunça e sujeira serão frequentes devido à falta de 
intimidade com o cultivo dos alimentos e ao manuseio dos utensílios na cozinha, mas 
cabe ressaltar que tudo deve acontecer no tempo da criança, para que esse momento não 
gere cobranças e, com isso, mais estresse e ansiedade. 
 Algumas dicas para quem nunca levou os filhos para cozinha: 
 Para as primeiras receitas e preparações, dê preferência àqueles alimentos que já 
conhecem e depois parta para outros menos conhecidos ou que causam “alguma 
estranheza”; 
 Utilize receitas práticas e rápidas, e dê preferência para aquelas que não necessitem 
o manuseio do fogo ou com facas durante o preparo; 
 Procure elogiar reconhecendo o esforço da criança na atividade; 
 Ao término da elaboração da receita, caso tenha alguma história ligada a família, tire 
proveito desde momento para contar e aumentar o vínculo com os pequenos. 
5 
 
A educação vem de casa 
As escolhas e preferências alimentares na fase adulta passam pela exposição dos 
alimentos na infância, e para termos certeza do que a criança efetivamente não gostará é 
necessário que o alimento seja oferecido diversas vezes, em determinados intervalos 
(dias, semanas e até mesmo meses), modificando o modo de preparo e a apresentação 
do prato. 
O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos (BRASIL, 
2019) relata que os novos alimentos precisam ser apresentados as crianças de 8 a 10 
vezes, ou até mais, para serem aceitos. Já o Guia Prático de Alimentação da Criança de 
0 a 5 anos (SBP, 2021) elaboram que os novos alimentos, se rejeitados, deverão ser 
reapresentados de 10 a 15 vezes. 
Em relação a quantidade, a criança vai comer a porção de alimento que ela 
precisa, pois nessa fase ainda sabe respeitar os sinais de saciedade. Desta forma não há 
necessidade de obrigá-la ou coagi-la, realçando frases, do tipo: 
 Olha só, ele comeu tudo e você não está comendo! 
 Se comer tudo, ganha a sobremesa! 
 Coma as verduras e legumes ou senão nada de sobremesa! 
 Só sairá da mesa se raspar o prato! 
 Se não comer agora, vou deixar você com fome até o jantar! 
 Olha seu irmão/ amiguinho está comendo direitinho, você devia fazer igual a 
ele. 
 
6 
 
Atividades de educação alimentar e nutricional para fazer os pequenos 
 A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) é um momento de proporcionar 
hábitos alimentares saudáveis, e tem como objetivo de contribuir e assegurar o Direito à 
Alimentação Adequada e Saudável (DHAA), sendo assim é um processo contínuo e 
permanente de aprendizado (BRASIL, 2019). A EAN é uma área de conhecimento que 
permeiam a prática contínua e permanente do aprendizado, com ênfase na autonomia 
voluntária do indivíduo. 
 Nesse contexto, o objetivo não é apenas formalizar uma transmissão de 
informações aos alunos, mas também enfatizar o papel fundamental dos pais, 
educadores e profissionais de educação e saúde na formação de bons hábitos 
alimentares, como atores ativos deste processo. Desta forma a escola deve apoiar 
estratégias e desenvolver métodos alternativos e inovadores no contexto da EAN. 
 Neste tópicoserão abordados alguns exemplos de atividades de Educação 
Alimentar e Nutricional de fácil desenvolvimento com as crianças. 
7 
 
 
Atividade - “Semáforo dos alimentos” 
Faixa etária indicada: 3 à 6 anos 
Materiais necessários sugeridos: Papel pardo (tipo kraft), cartolinas ou papéis nas 
cores vermelhas, amarelas e verde, alimentos ou figuras/imagens de alimentos, tesoura e 
cola. 
Objetivo e desenvolvimento da atividade: Auxiliar os alunos no reconhecimento e 
identificação dos alimentos, sabendo diferencia-los de acordo com a seguinte 
classificação: Alimentos mais saudáveis na cor verde do semáforo, alimentos que 
podem ser consumidos com moderação na cor amarelo do semáforo e alimentos que 
devem ser consumidos em quantidades bem moderadas - de preferência, não 
diariamente - na cor vermelho do semáforo. 
Exemplos: 
Vermelho: Salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para 
bolo, barras energéticas, sopas, macarrão e temperos instantâneos, salgadinhos chips, 
refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, 
hambúrgueres e nuggets. 
Amarelo: Compotas de frutas, carnes salgadas (charque), queijos feitos com leite, sal e 
coalho e pães feitos de farinha, fermento e sal. 
Verde: Grãos, tubérculos e raízes, legumes e verduras, frutas, leite, ovos, peixes, carnes, 
azeite e, também, a água. 
 
Exemplos de atividades 
 
(Fonte/imagens: Pinterest.com / passeidireto.com/ youtube.com) 
Observação: Colocar um alimento sempre como algo proibido despertará ainda mais o 
desejo da criança em prova-lo. Desta forma, deve-se tomar cuidado com a “proibição” 
mesmo daqueles alimentos que não são recomendados. O ideal é explicar que certos 
alimentos devem ter uma frequência e quantidade limitadas para consumo. 
8 
 
 
Atividade 2- Escolhas + saudáveis 
Faixa etária indicada: 7 à 10 anos 
Materiais necessários sugeridos: panfletos/folhetos de jornais de mercados ou 
supermercados/ cartolinas ou papéis/ cola branca/ tesoura. 
Objetivo e desenvolvimento da atividade: Auxiliar os estudantes a terem autonomia 
nas escolhas de alimentos mais saudáveis a partir de demonstrações práticas em 
situações do cotidiano. Neste contexto é interessante repassar aos estudantes a 
importância da alimentação saudável, bem como o valore nutricional dos alimentos a 
serem escolhidos. 
 
Observação: Nesta atividade poderão ser trabalhados os conceitos da classificação dos 
alimentos: in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. Nesta 
temática poderá ser necessário mais de uma aula/momento. 
 
 
Atividade 3 – Receitas da Família 
Faixa etária indicada: 7 à 10 anos 
Materiais necessários sugeridos: lápis/ caneta/ papel sulfite 
Objetivo e desenvolvimento da atividade: Realizar uma breve pesquisa a respeito das 
receitas que fizeram ou fazem parte da família, podendo ser na forma de conversa com 
os pais, avós e entre outros. Posteriormente é interessante as receitas ao grupo ou 
mesmo reuni-las na forma de preparação para todos provarem e apreciarem a história. 
Essas receitas muitas vezes carregam aspectos ligados a identidade de uma família, 
lembranças e tradições. 
Observação: Esta atividade está muito mais relacionada à memória afetiva do que 
unicamente aos valores nutricionais. O resultado prático desta atividade vincula a 
menor utilização de alimentos ultraprocessados, e melhora no consumo de alimentos in 
natura e minimamente processados, bem como o vínculo familiar. Um dos 
instrumentos que podem auxiliar nesta busca são os antigos cadernos de receitas que 
podem guardar histórias valiosas da família e aspectos ligados a origem família e sua 
9 
 
cultura. 
 
Atividade 4 – Ultraprocessados no dia-a-dia – Enfoque especial nos refrigerantes 
Faixa etária indicada: 8 à 15 anos 
Materiais necessários sugeridos: Data-show/ Computador. 
Objetivo e desenvolvimento da atividade: Alertar sobre o grau de processamento de 
determinados alimentos, em especial dos alimentos ultraprocessados e seus malefícios 
para saúde. Com enfoque aos refrigerantes, pois são amplamente consumidos na 
sociedade. 
Sugestões de vídeos (clique abaixo para ter acesso aos vídeos): 
Alerta! Entenda os malefícios do refrigerante para a criança (e para o adulto) 
Muito além do peso (documentário resumido). 
 
 
Foto e atividade: Adolfo Santos – Nutricionista. 
 
Observação: Essa atividade pode ser ampliada em relação ao número de alimentos 
ultraprocessados utilizados e formas de abordagem. Podem ainda ser produzidos os 
blocos de açúcar conforme ilustração. 
 
Atividade 5 – Hortas e plantio em pequenos espaços 
Faixa etária indicada: 7 à 13 anos. 
Materiais necessários sugeridos: Sementes ou mudas de hortaliças e/ou verduras/ 
materiais diversos para confecção dos vasos/ Terra/ materiais de jardinagem (ex.: pás, 
garfinho, ancinho, entre outros) 
Objetivo e desenvolvimento da atividade: Propiciar aos alunos conhecimento e maior 
contato com a natureza dos alimentos frescos, saudáveis e livres de agrotóxicos. Nesta 
atividade poderá utilizado o aproveitamento de materiais recicláveis, por exemplo, 
latas, baldes plásticos, canos de PVC e garrafas pet. 
https://www.youtube.com/watch?v=CeyMN9RS7JM&ab_channel=SuperNutridos
https://www.youtube.com/watch?v=xxWDb-0o3Xk&ab_channel=ThiagoCoradini
10 
 
 
(Fonte/imagens: https://casaeconstrucao.org/ hortasemquintal.com.br/) 
Observação: Estas hortas tem intuito puramente pedagógico, ou seja, a produção dos 
alimentos não é destinada a suprir as necessidades da instituição de ensino, mas sim a 
promover o estímulo de práticas alimentares saudáveis. Poderão ser produzidas 
inúmeras verduras e hortaliças de acordo com a disponibilidade de tempo e local. 
 
 
Atividade 6 - Piquenique 
Faixa etária indicada: Até 8 anos. 
Materiais necessários sugeridos: Cesta com frutas da estação, toalha para mesa, cesta 
de piquenique, saco de lixo e brinquedos. 
Objetivo e desenvolvimento da atividade: Mostrar a importância dos valores 
nutricionais dos alimentos ampliando conhecimentos de forma lúdica e educativa, 
aprimorando alguns sentidos, tais como tato e visão dos alunos. 
Recomenda-se que o Piquenique seja com as frutas devidamente higienizadas, ao ar 
livre, e os alunos escolham não apenas suas frutas favoritas mas experimentem outras 
frutas ou preparações. 
 
 
(Fonte/imagens: google.com/ https://www.stockfood.com/) 
 
Observação: Importante verificar caso alguma criança tenha alergia a alguma fruta. E 
além das frutas poderão ser consumidos salgados assados e demais preparações 
(sugestões elencadas nos capítulos sobre as lancheiras e receitas). 
 
 
https://casaeconstrucao.org/
https://www.stockfood.com/
11 
 
Lancheira nutritiva: O que não pode faltar na lancheira 
A praticidade da utilização dos alimentos ultraprocessados na alimentação 
escondem malefícios a nossa saúde, principalmente pela adição de componentes que 
muitas vezes podem estar em excesso, tais como corantes e conservantes artificiais. 
A lancheira é habitualmente utilizada para os lanches consumidos durante o 
intervalo das aulas e deverá prover o correspondente à colação ou ao lanche vespertino, 
preferencialmente composta por alimentos preparados em casa, que forneçam nutrientes 
em quantidade e qualidade, evitando assim, o excesso de açúcar, de gorduras e de sal. 
 
COMO ORGANIZAR A LANCHEIRA? 
 Primeiramente organize uma lista de compras ou um cardápio, planejando os 
lanches da semana; 
 Após a compra, higienizar verduras e legumes e mantenha-os armazenados em 
geladeira, de forma a aumentar sua durabilidade (pois os alimentos higienizados 
(limpos corretamente) e secos sobre resfriados tem durabilidade maior). Já o 
local de armazenamento das frutas dependerá de cada tipo e grau de maturidade, 
podendo ficar dentro ou fora da geladeira, em local arejado. 
 Não esqueça a garrafinha de água,que deve ser um item permanente na 
lancheira; 
 Além da garrafa de água, os sucos naturais ou de polpas naturais e até mesmo a 
água de coco são opções para hidratação; 
o Se possível consumir em até 3 horas após o preparo. 
o Lembrar do acondicionamento correto, recomenda-se sob refrigeração ou 
em recipientes térmicos. 
12 
 
 
As lancheiras poderão ser divididas em grupos de alimentos, por exemplo: 
 
 
 Evite a monotonia alimentar: Procure variar os alimentos da lancheira, pois alguns 
alimentos que a criança rejeita num primeiro momento poderão ser oferecidos numa 
outra ocasião, melhorando assim sua aceitação!!! 
 É recomendada a utilização de garrafas térmicas para guardar as bebidas. Desta 
forma, recomenda-se que os sucos sejam consumidos em até 3 horas após o preparo; 
 1
 Exemplos de Água de coco com e sem conservantes 
 2
 Cuidado com as porções de sucos naturais. Sempre que possível prefira o consumo 
da fruta; 
•Fonte de 
Proteína 
•Fonte de 
Proteína 
•Fonte de 
Carboidratos 
•Fonte de 
Carboidratos 
•Frutas, 
vegetais ou 
castanhas 
•Frutas, 
vegetais ou 
castanhas 
•Bebidas •Bebidas 
grupo 
01 
Grupo 
02 
Grupo 
03 
Grupo 
04 
• Água de coco natural1; 
• Sucos da fruta natural e integral ou de polpa (sem adição sem açúcar). Ex.: laranja, uva, acerola2; 
• Chá gelado preparado em casa3; 
Grupo 
01 
• Frutas frescas 4; 
• Frutas desidratadas ou liofilizadas (Exemplos: uva passa, damasco, tâmara, banana chips, banana passa, maçã 
desidratada entre outros)5; 
• Tomate cereja; 
• Cenouras e pepino em palitos 
• Brócolis e couve-flor; 
Grupo 
02 
• Iogurte natural; 
• Ovo de codorna; 
• Omoletes, ovo de galinha cozido; 
• Queijos brancos; 
• Frango desfiado; 
• Carne moída; 
Grupo 
03 
• Pães (de preferência os integrais), muffins, pão sírio, broa, brioches entre outros). Evite bisnaguinhas e outros 
pães industrializados; 
• Bolos caseiros (ex.: laranja, abóbora cenoura, maçã e banana com ou sem casca), sem recheio e/ou cobertura; 
• Biscoitos sem recheios (Ex.: polvilho) e de preferência os integrais. 
• Cookies, barra de cereais ou de frutas sem chocolate, oriundos de preparações caseiras; 
• Panquecas, crepiocas, tapioca, dadinho de tapioca e entre outras preparações; 
Grupo 
04 
13 
 
 3
 Os chás podem ser consumidos, mas evite chás com cafeína (chás pretos). Faça 
opção pela camomila, erva-doce, capim-cidreira e etc; 
 4
 Dê preferências as frutas da época e regionais, pois elas são mais ricas em 
nutrientes; 
 5
 As frutas desidratadas são ótimas opções, em especial devido a facilidade de 
armazenamento, no entanto, não exagere na quantidade, pois elas possuem alta 
concentração calórica; 
 
LEMBRETE!!! 
Pirulitos, chicletes, gomas, refrigerantes e demais doces e salgadinhos em pacote 
são mais práticos, no entanto, estes alimentos “ultraprocessados” contém alto ter de 
gorduras saturadas, gorduras trans, sódio, açúcar, conservantes e são pobres em 
vitaminas, minerais e fibras gerando efeitos danosos ao organismo e podendo 
comprometer a saúde das crianças na vida adulta, aumento riscos para o 
desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como diabetes e 
hipertensão, por exemplo. 
 
DICAS SOBRE O CONSUMO E CUIDADOS COM A HIGIENE! 
 
Após a criança chegar da escola é 
importante verificar a lancheira, 
observar o quanto ela comeu, e fazer a 
higienização da lancheira, que pode ser 
com álcool ou água 
sanitária/hipoclorito de sódio. 
 
(Fonte/imagens: https://www.wikihow.com/) 
 
ATENÇÃO!!! 
Não crie um terrorismo nutricional frente àqueles alimentos que não estão na lista dos 
mais recomendados. Dê possibilidades, com base nas datas festivas e regras permitidas 
pela unidade escolar para o consumo esporádico de determinados alimentos, por 
exemplo, um doce preferido, brigadeiro, pipoca doce, pé-de-moleque e entre outros. 
14 
 
Escolhas que parecem saudáveis, mas não são!!! 
Muitas vezes fazemos escolhas de alimentos com base na facilidade no preparo e 
sua praticidade ou até mesmo para facilitar nossa rotina, no entanto determinados 
alimentos parecem ser saudáveis mas, devido a sua composição, escondem malefícios. 
Alguns dos ingredientes listados a seguir são exemplos de substâncias que geralmente 
não trazem benefícios ao organismo, sendo eles: 
Alguns tipos de Granola*, Cereais Matinais Cereais, Gelatina, barra de cereal, 
Iogurtes/bebidas lácteas com sabor*, Bolachas integrais industrializadas*, Isotônico, 
Bolos integrais prontos industrializados*, Sucos de Frutas Industrializados ou 
Néctares*, Produtos Light ou Diet. 
 Alguns alimentos requerem muita atenção, por exemplo a granola, pois é 
possível encontrar marcas no mercado com ótima composição nutricional e outras com 
excesso de produtos industrializados e ricas em açúcares (ex.: excesso de açúcar 
mascavo, glicose de milho, melado de cana, xarope de extrato de malte, entre outros), 
conservantes e até mesmo sal marinho. 
 Uma dica para auxiliar nesta tarefa é o aplicativo “desrotulando” que auxilia o 
consumidor a identificar as melhores alternativas entre produtos de uma mesma 
categoria ou entre categorias semelhantes possibilitando escolhas mais conscientes. As 
ilustrações a seguir mostram alguns comparativos: 
15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para ver mais acesse: https://www.desrotulando.com/ ou baixe o App 
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.desrotulando.app&pcampaignid=web_share 
 
 
https://www.desrotulando.com/
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.desrotulando.app&pcampaignid=web_share
16 
 
Festas na escola, eba!!! Como posso proceder? 
 A Unidade Escolar é um espaço privilegiado de formação e promoção de hábitos 
alimentares saudáveis, bem como troca de experiências. Desta forma, os alimentos que 
são ofertados em datas festivas ou comemorativas nestes espaços devem contribuir para 
o aprendizado e para a disseminação da educação alimentar e nutricional. 
Devemos nos atentar nas escolhas dos alimentos e preparações utilizadas nestas 
datas especiais, pois essas preferências poderão ter implicações nutricionais diretamente 
frente aos casos de seletividade alimentar, intolerância ou alergia alimentar, 
principalmente se forem utilizadas uma ampla gama de alimentos, cheios de compostos 
artificiais, conservantes e corantes. 
Durante a fase infantil, os doces, balas, pirulitos, chocolates e demais 
guloseimas, e inúmeros tipos de refrigerantes e bebidas açucaradas aparecerão com mais 
frequência no dia a dia da criança devido ao aumento das interações das crianças nas 
unidades de ensino, em festas e em passeios. 
 Desta forma, é de suma importância a organização e planejamento da direção da 
Unidade Escolar juntamente com a equipe pedagógica frente às preparações e/ou 
cardápio ofertado durante as atividades festivas na escola e eventos pedagógicos, pois 
assim a oferta do alimento não apenas auxiliará nas práticas do processo educativo mas 
também fomentará a promoção à saúde, além de assegurar a segurança alimentar e 
nutricional dos estudantes. E todo este processo, só será eficaz se for realizado de 
maneira coletiva e compartilhada com os familiares, escola e outros espaços de convívio 
da criança. 
Dicas de salgados assados: 
 Pastel de forno 
 Hambúrguer 
 Esfiha 
 Empanadas 
 Pizza margherita (tomate, queijo muçarela e manjericão) 
 Pão de queijo ou chipa 
 Kibe assado 
17 
 
*Recheios sugeridos: Frango e carne. Evitar embutidos como salsicha, calabresa e 
presunto. 
*Evite/modere: Salgados fritos, massa folhadas, embutidos (salsicha, presunto, linguiça 
e entre outros) 
*Escolha queijos magros (muçarela, ricota) em opção ao cheddar e prato, por exemplo. 
* Priorize sucos naturais, sem adição de açúcar, sem conservantes e/ou corantes. 
 
Sugestões e ideias para datas festivas e comemorativas. 
 
 
18 
 
 
 
 
 
19 
 
As escolhas do seu filho refletem os hábitosque realizados dentro de 
casa. 
Os pais são os maiores responsáveis pela construção do hábito alimentar infantil, 
principalmente por serem os responsáveis pela aquisição e preparo dos alimentos. Desta 
forma são os adultos que moldam os padrões alimentares e comportamentais da criança. 
Todo o cuidado com a alimentação, deve acontecer desde o período pré-gestacional, 
pois já há um entendimento sobre a influência materna sobre a saúde do recém-nascido 
(ROCHA et al, 2023), até mesmo a familiaridade com determinados tipos de alimentos 
são construídos pelo "sabor" transmitido através do leite materno (ROSSI et al, 2008). 
 Nesse contexto de Educação Alimentar e Nutricional todos que estão no 
convívio da criança têm a função de educar, ou seja, nesta tarefa não cabe apenas ao 
professor o papel de orientação e conduta das crianças, mas cabe, principalmente, aos 
pais e/ou responsáveis. 
As refeições no contexto familiar, preferência “em torno da mesa”, são 
momentos importantes na promoção de uma alimentação saudável, pois os pais servem 
como modelo para as crianças na transmissão de informações sobre o comportamento 
alimentar. 
No ambiente em que são realizadas as refeições, nos quais possuem inúmeras 
distrações (presença de telas, televisores, smartphones e entre outros) podem propiciar 
ao maior consumo de refeições prontas tipo fast-food, salgadinhos e refrigerantes. 
Desta forma, os pais devem ser o exemplo na prática de hábitos saudáveis com 
enfoque na alimentação saudável, pois os hábitos alimentares das crianças são um 
reflexo da interação com os pais, influenciando negativa ou positivamente na escolha 
alimentar da criança. 
 
 
20 
 
Cuidados higiênicos-sanitários 
 O controle higiênico-sanitário dos alimentos e água é fundamental para prevenir 
inúmeros tipos de doenças, em especial no público infantil, cujas crianças são mais 
suscetíveis ao acometimento das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) 
em decorrência do seu sistema imunológico é mais vulnerável. 
As DTHA podem ser causadas por bactérias e suas toxinas, vírus, parasitas 
intestinais oportunistas ou substâncias químicas. 
Quando ocorrer algum possível surto de DTHA, os sintomas variam de acordo 
com o organismo ou a toxina encontrada no alimento e a quantidade do alimento 
ingerido. No entanto, os sinais e sintomas mais comuns são: Diarreia, náusea, vômito, 
dor abdominal, falta de apetite, febre e entre outros. 
Para diminuir as chances destes eventos indesejáveis, é importante: 
 Orientar as crianças a evitar o contato direto do alimento e/ou lancheira com o chão; 
 Higienizar as frutas antes de colocá-las nas lancheiras; 
 Recomenda-se a higienização da lancheira diariamente; 
 Separar o lanche dos outros materiais (ex.: materiais didáticos) que criança leva para 
a escola. Nesta separação podem ser utilizados sacos herméticos (tipo Zip/Ziploc) 
para alimentos, papel filme, papel alumínio ou mesmo colocá-los em recipientes 
plásticos; 
 Dê preferência às lancheiras feitas com materiais térmicos; 
 Conscientizar os profissionais envolvidos na alimentação dos estudantes sobre a 
higienização adequada das mãos; 
 
Segue abaixo o passo-a-passo para higienização correta das frutas, verduras e 
legumes: 
1º Passo: Primeiramente, lave bem as mãos com água corrente e potável e sabão. 
2º Passo: Utilizar pias, bancadas e utensílios limpos. Para evitar a contaminação 
cruzada, não utilizar a mesma placa de corte (“tábuas”) de carnes para cortar legumes. 
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Se possível, utilize cores diferentes para identificar a placa de cada tipo de alimento, por 
exemplo: vermelho para carnes e verde vegetais. 
3º Passo: Retirar as folhas, partes e unidades deterioradas antes de realizar a 
higienização dos mesmos. 
4º Passo: Lavar as folhas uma a uma em água corrente e acomode-as em recipientes 
também limpos previamente. 
5º Passo: Colocar as frutas, legumes e verduras submersos em solução de hipoclorito de 
sódio: Utilize uma colher de sopa (10 ml) de hipoclorito de sódio ou água sanitária na 
concentração de 2,0% ou 2,5%. ou 2 colheres de sopa (20 mls) para cada litro de água. 
Coloque os alimentos em imersão nesta solução por 15 (quinze) minutos. 
6º Passo: Retire as frutas, os legumes e/ou as folhas da solução clorada e enxágue em 
água corrente e potável. 
 
Atenção: 
 Se for utilizar a água sanitária, verificar no rótulo do produto se este está autorizado 
e registrado para uso em alimentos, pois alguns destes produtos possuem alvejantes 
e perfumes, e portanto, não podem ser usados para esta finalidade; 
 Água limpa e vinagre não são suficientes para eliminar micro-organismos. Jamais 
usar detergente para esta finalidade; 
 
 
 
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Receitas 
Algumas dicas de receitas simples, fáceis e rápidas para serem realizadas para e 
com as crianças. 
 
CHIPS DE BATATA-DOCE 
Ingredientes 
2 unidades médias de batatas-doce limpas (não é necessário tirar as cascas) 
1 colher de sopa de azeite de oliva extravirgem (6 gramas) 
2 colheres de chá de cúrcuma (açafrão-da-terra) (6 gramas) 
Sal a gosto 
Pimenta-do-reino e alecrim a gosto (opcional) 
 
Modo de Preparo 
1. Pré-aqueça o forno ou a Airfryer a 180°C. 
2. Corte as batatas em rodelas bem finas e seque-as delicadamente com auxílio de 
papel-toalha para retirar o excesso de umidade. 
3. Misture as rodelas de batata no azeite e disponha-as em uma forma sem que se 
sobreponham. 
4. Leve ao forno a 180ºC por cerca de 20 minutos ou à Airfryer por cerca de 5 minutos 
a 180°C, ou mesmo até que estejam douradas e crocantes. 
5. Finalize polvilhando a cúrcuma, o sal e a pimenta-do-reino/alecrim. 
Observação: A batata-doce pode ser substituída por inhame, e evite colocar em excesso 
pois demorará mais e não ficarão tão sequinhas. 
Rendimento: 4 porções 
 
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PANQUECA DE BANANA E AVEIA 
Ingredientes 
1 banana nanica/caturra madura 
2 colheres de sopa de farelo de aveia 
1 ovo de galinha grande 
1/2 colher de chá de fermento químico em pó 
Canela em pó a gosto (opcional) 
Cacau em pó a gosto (opcional – e quanto maior a % de cacau, mais saudável será) 
 
Modo de Preparo 
1. Amasse a banana e misture com o farelo de aveia, o ovo e o fermento 
2. Bata tudo no liquidificador, mixer ou mesmo com o garfo até obter uma massa 
líquida. 
3. Em uma frigideira antiaderente ou levemente untada (com manteiga ou azeite) 
despeje a massa e leve ao fogo baixo, virando-a após aproximadamente 2 à 3 
minutos. 
4. Cozinhe até que ela fique dourada. 
 
Observação: A canela e/ou cacau em pó poderão ser adicionados durante o preparo ou 
no final. 
 
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GELATINA DE FRUTAS VERMELHAS 
Ingredientes 
Suco de uva natural e integral (sem adição de conservantes e corantes) 
5 unid. Morango 
15 unid. Amora 
1 unid. Beterraba pequena 
1 emb. gelatina em pó incolor sem sabor (12 gramas) 
 
Modo de Preparo 
1. No liquidificador, colocar água, suco de uva, morango, amora e beterraba, bater, 
coar e reservar; 
2. Preparar a gelatina incolor conforme orienta o fabricante (hidrata e esquentar até 
derreter/dissolver, mas não ferver); 
3. Colocar a gelatina preparada com os demais ingredientes reservados no 
liquidificador e bater mais um pouco; 
4. Colocar em formas pequenas, levar a geladeira, por no mínimo 4 horas, e servir; 
 
Crédito – Receita: https://www.instagram.com/desrotulandoapp/ 
 
 
https://www.instagram.com/desrotulandoapp/
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PÃO DE MANDIOQUINHA 
Ingredientes 
6 mandioquinhas médias (aprox. 400 gramas) 
3 xícaras de polvilho doce (250 gramas) 
1 xícara de polvilho azedo (80 gramas) 
1 xícara de água morna (240 mls) 
¾ xícara de azeite extra-virgem ou óleo de girassol (180 mls) 
Sal a gosto 
 
Modo de Preparo 
1. Cozinhar a mandioquinha e amassar com garfo, até que fique na forma de purê. 
2. Misturar com as mãos a mandioquinha os polvilhos e sal, e aos poucos o óleo. 
3. Misturar até a massa ficar homogênea, e porúltimo, adicionar a água. 
4. Fazer bolinhas e colocar na assadeira sem untar. 
5. Assar em forno pré-aquecido a 180 ºC por aproximadamente 35 min. 
 
HAMBURGUER CASEIRO 
Ingredientes 
- 500g de carne moída magra (Sugestões: patinho/músculo – moer duas vezes) 
- 1 ovo inteiro (opcional) 
- 1 colher de azeite extra-virgem 
- 1⁄2 cebola picada (opcional) 
- Cheiro-verde (salsinha e cebolinha) 
- Sal e pimenta do reino a gosto 
- Óleo de girassol para untar a frigideira ou assadeira (na Air Fryer não precisará) 
 
Modo de Preparo 
1. Misture todos os ingredientes até ficar com uma consistência uniforme. 
2. Amasse bem e forme bolinhas, depois achate para ter a forma de hambúrguer. 
3. Grelhar os hambúrgueres na frigideira untada, assar no forno ou mesmo na Air 
Fryer até dourar. 
 
Observação: Os hambúrgueres podem ser congelados, após modelados, ainda crus por 
60 dias. 
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Referências Bibliográficas 
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BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2014. Disponível em: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/ 
novembro/05/Guia-Alimentar-para-a-pop-brasiliera-Miolo-PDF-Internet.pdf. Acesso 
em: 22/08/2014. 
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-
br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude. Acesso em: 12/07/2024. 
MARCONDES, E. et al. Pediatria básica. 9. ed. São Paulo: Savier, 2003. 
ROCHA, A. L. M.; ALENCAR, G. B.; FREITAS, F. M. N. O.; MACHADO, A. R. G. 
A relação da alimentação da gestante e a influência no desenvolvimento do bebê. 
Research, Society and Development, v. 12, n. 12, 2023. 
ROSSI, A.; MOREIRA, E. A. M.; RAUEN, M. S. Determinantes do comportamento 
alimentar: uma revisão com enfoque na família. Rev. Nutr., Campinas, v. 21, n. 6, 
p.739-748, nov./dez., 2008 
SBP. Sociedade Brasileira de Pediatria. Guia Prático de Alimentação da Criança de 0 a 
5 anos. Departamentos Científicos de Nutrologia e Pediatria Ambulatorial. 2ª ed. – São 
Paulo, 2021. 
SBP. Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual Lanches Saudáveis. Departamento 
Científico de Nutrologia, 2ª ed. – São Paulo, 2018.

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