Prévia do material em texto
Conteúdos: Introdução e termos1. Aula 01 - 27/09/2021 Página 1 de Farmacologia Efeito Colateral X Adverso Relacionado ao efeito de ação X não relacionado com o mecanismo de ação Margem de segurança Intervalo até a dose terapêutica até a dose que produz efeitos colaterais (tóxica) Iatrogenia Surgimento de um efeito indesejado que está diretamente relacionado a um "erro médico" Nem sempre, pode ser causada sem erro médico, trazendo efeito adverso grave. Tipos de moléculas alvo: Receptores: Adrenoceptores, colinoceptores, histaminérgicos... Enzimas: Acetilcolinesterase, cliclooxigenases... Canais iônicos: Canais de Na+, K+, Ca2+... Moléculas transportadoras: H+ K+ ATPase (bomba de prótons) Taquifilaxia Diminuição rápida do efeito de um droga em doses consecutivas Ocorre devido a depleção/destruição da molécula alvo► Ao passar da dose máxima, e continuar dando dose de uma droga para o indivíduo, haverá uma perda das moléculas alvo, havendo diminuição aguda na resposta farmacológica. ► Tolerância Diminuição do efeito de um fármaco devido à exposição crônica do paciente à droga Período de latência Tempo entre a administração do fármaco até a sua ação Processos e conceitos associados à farmacocinética: Absorção: Quantidade de fármaco que chega a corrente sanguínea. Biodisponibilidade: Quantidade de fármaco que interage com sua molécula alvo Vias de administração: -Oral -Parenterais (endovenosa, intramuscular, subcutânea, intradérmica...) -Tópica -Retal -Inalatória É preciso de uma agulha para aplicação Alguns fármacos entram no sistema porta hepático e são degradados antes de serem absorvidos Efeito de primeira passagem *Ingerir mais quantidade para reverter esse efeito *Ingerir com uma refeição para evitar que isso ocorra Quanto maior sua lipossolubilidade e sua ligação com proteína plasmáticas, melhor sua distribuição, mas tem o período de latência maior! Introdução e Termos terça-feira, 28 de setembro de 2021 09:31 Página 2 de Farmacologia Vias de administração: Oral: Vantagens: É reversível: caso a dose da droga seja errada, é possível usar um emético ou laxante para impedir a absorção pelo animal. 1. Não precisa de alta qualificação para administrar (o tutor em casa pode fazer sozinho) 2. Possibilidade de fazer formas do medicamente altamente palatáveis para o animal. (DrogaVet) 3. Desvantagens: O medicamento pode ser inativado pelo suco digestivo do estômago.1. Dificuldade de administrar algumas formas para alguns animais (por exemplo um comprimido grande demais para o gato, ou uma suspensão com grande quantidade de liquido para o gato) 2. Dificuldade de fracionar a dose para animais com peso baixo (Por exemplo é preciso de uma dose de 500mg e o mínimo em comprimido é 2g) 3. Endovenosa: Vantagens: O tempo de latência é baixo1. É garantido 100% de absorção2. Possibilidade de administrar grandes quantidades da droga (soro por exemplo) 3. Desvantagens: Possibilidade de infecção1. É necessário uma qualificação para realizar a aplicação.2. Contraindicado para soluções oleosas3. Dificuldade de fazer o acesso intravenoso em certos pacientes.4. Intramuscular: Vantagens: Mais fácil de ser aplicado, se comparado a via intravenosa1. Possibilidade de aplicar substâncias oleosas2. Tempo de latência mais rápido quando comparado a via oral3. Desvantagens: Pode causar hematomas1. Causa dor2. Possibilidade de acertar um nervo3. Inalatória: Vantagens: Tempo de latência baixo1. Possibilidade de aplicar um anestésico inalatório durante a cirurgia para manutenção do plano anestésico 2. Desvantagens: Pode irritar as vias aéreas.1. Subcutânea: Vantagens: Absorção de maneira lenta e contínua1. Menos dolorosa que a via intramuscular/intravenosa2. Facilidade de aplicar3. Desvantagens: Pode causar necrose tecidual1. Absorção é variável (depende da vascularização local)2. Intradérmica: Vantagens: ?1. Desvantagens: ?1. Tópica: Vantagens: Alta ação local1. Facilidade de aplicar2. Desvantagens: Baixa ação sistêmica1. O Animal pode lamber e o fármaco perder sua ação local2. Retal: Vantagens: Desvantagens: FAF 1 terça-feira, 28 de setembro de 2021 14:03 Página 3 de Farmacologia Conteúdos: Continuação de introdução e termos. (Introdução e Termos)1. Inicio de biotransformação2. Aula 02 - 29/09/21 quarta-feira, 29 de setembro de 2021 14:32 Página 4 de Farmacologia Os fármacos podem sofrer diferentes graus de biotransformação; Os que não sofrem. (Ex: penicilina da série G) Os que sofrem parcial: Parte desse fármaco sofre biotransformação e outra parte não sofre. Os que sofrem muita. Pró-drogas: Fármacos que são inativos, mas quando sofrer biotransformação liberam metabólitos ativos. Drogas/pró drogas: São drogas ativos, que quando sofrem biotransformação liberam outros metabólitos ativos. Processo em si: Fase 1: Oxidação, redução e ou hidrólise. Esses 3 processos (oxidação/redução e hidrólise) podem ocorrer em conjunto ou de modo separado. Ocorre no sistema microssomal (P-450): É um sistema com bilhões de enzimas com alta homologia genética e heterogeneidade estrutural: Famílias: P-4501(gene CYP1), P-4502(gene CYP2), P-4503(gene CYP3). Fase 2: Processo de conjugação. O resultado é um conjugado, que geralmente inativa o fármaco. Droga + ácido glicurônico = Complexo + Glicorunil transferase = Glicurunideos Fase 2 Glicurunideos é o metabólito da droga, que geralmente é inativo, no caso da pró-droga esse glicurunídeo é ativo. Pode ser metabolizador rápido pra um droga e lento pra outra? R: Sim. Gatos//recém nascidos de qualquer espécie não apresentam de maneira adequada a enzima glicorunil transferase. Fármacos dependentes do processo de conjugação não são legais para gatos➢ Gene: CYP1A2 Da família: P4051 Subfamília: A Enzima P450A2 Indutores prováveis: fatores xenobioticos Esses fatores aumentam a expressão de algum gene, que aumenta a expressão de sua enzima respectiva, tornando esse indivíduo um metabolizador rápido de maneira artificial e momentânea. Obs: paracetamol (acetominofeno) é degradado por mais de uma enzima e sua enzima degrada ele e mais outros fármacos (exceção dupla) Biotransformação quarta-feira, 29 de setembro de 2021 14:32 Página 5 de Farmacologia Conteúdos: Continuação de biotransformação: Biotransformação2. Interação de fármacos.3. Aula 03 - 04/10/21 segunda-feira, 4 de outubro de 2021 13:30 Página 6 de Farmacologia Lista com 6 fármacos dependentes do processo de oxidação com suas respectivas genes e enzimas que o degradam: Muitos fármacos são metabolizados pela CYP3A4, e há vários inibidores dessa família/subfamília. Cloridrato de Bupropiona: Serve para tratamento na dependência a nicotina. Enzima que degrada é a CYP2B6. Dipirona monoidratada pode inibir o gene. Nome de venda: Zyban. Dipirona monoidratada pode reduzir a sua resposta. Cloridrato de Fluoxetina: É um medicamento antidepressivo da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina. A enzima que degrada é CYP2D6 e CYP2C19. Moclobemida: A moclobemida é um inibidor da MAO, mais especificamente, da MAO-A. e consegue fazer uma inibição da enzima de forma reversível, e portanto, é considerada mais "segura" em comparação com os tradicionais inibidores irreversíveis, que podem levar a crises de hipertensão ou problemas de excesso de serotonina, caso não se tenha certas precauções com a alimentação. Nomes comerciais: Aurorix, Manerix Enzima que degrada: CYP2C19 Paracetamol: É conhecido como acetaminofeno, usado para analgesia e antitérmico. É degradado pela enzima CYP2E1. (?) CYP1A10 - professor falou Atividade 1 (FAF) segunda-feira, 4 de outubro de 2021 14:46 Página 7 de Farmacologia Sinergismo: Efeito aditivo ao juntar 2 fármacos, potencialização da resposta farmacológica. Antagonismo: Efeito redutor da resposta farmacológica ao juntar 2 ou mais fármacos. Antagonismo não competitivo: Não há competição pelafolato) É bom associar duas sulfas ou sulfa + inibidor de dihidrofolato redutase (trimetoprima) para melhor ação. Mecanismo de ação: Competem com o PABA pela enzima dihidropteroato sintetase. Página 73 de Farmacologia Competem com o PABA pela enzima dihidropteroato sintetase. Espectro de atividade: Gram positivas, gram negativas, Chlamydia, Protozoários e fungos. Efeitos colaterais: Cristaluria, hematúria, oligúria e diarreia. É a droga de escolha para tratar toxoplasmose (junto da primetoprima) Sulfasalazina é antiflamatório intestinal com ação antibiótica e imunossupressora que alivia sintomas de doenças inflamatórias intestinais. Procaína é antagonista, pois aumenta a oferta de PABA. Sulfas são ineficazes em abscessos. Em feridas purulentas há restos leucocitários, que servem para a produção de DNA.• Quinolonas: Podem ser dividido em quinolonas não fluorada ou fluorquinolonas, Mecanismo de ação: Inibe as enzimas topoisomerase 2 (DNA girase) e topoisomarase 4, inibindo o super esperilamento da molécula de DNA. Efeitos colaterais: Distúrbios TGI, erupções cutâneas associadas a foto sensibilização, artralgia, tendinite, lesões tendionsas e ligamentos. Induzem fechamento de placas epifisárias (não usar em indivíduos que não completaram crescimento) Particularidades importantes: Fluorquinolonas são amplamente distribuídas nos líquidos extracelulares e intracel. As concentrações desse fármaco nos rins, bile, pulmões, fezes, próstata, macrófagos e neutrófilos são muito elevados. • Quinolonas não fluoradas (1a geração): ácido nalidíxico Desvantagens: Não consegue manter níveis plasmáticos. Espectro de atividade: Gram - Muito usadas para tratar infecções urinárias Primeiras Fluorquinolonas (2a geração): Norfloxacina, Ciprofloxacina, enrofloxacina. Desvantagens: Pouco efeito contra gram+ Espectro de atividade: Gram -, Pseudomonas, Neisseria, Haemophilus Spp, Camipylobacter, chlamydia spp, micoplasmas, gram + (pouco) Fluorquinolonas de 3a geração: Levofloxacina Página 74 de Farmacologia Levofloxacina Desvantagens: Fotosensbilização Espectro de atividade: // + boa contra gram+ e anaeróbias Fluorquinolonas de 4a geração: Delofloxacina Desvantagens: Fotosensbilização Espectro de atividade: // + boa contra gram+ e anaeróbias Eficaz inclusive contra MRSA (Staphylococcus Aureus resistentes a meticilina) Página 75 de Farmacologia Continuação drogas antimicrobianas. Aula 20 - 05/01/22 quarta-feira, 5 de janeiro de 2022 13:33 Página 76 de Farmacologia Continuação drogas antimicrobianas. Aula 21 - 10/10/21 quarta-feira, 12 de janeiro de 2022 13:34 Página 77 de Farmacologia Drogas antifungicas Aula 22 - 12/01/21 quarta-feira, 12 de janeiro de 2022 13:34 Página 78 de Farmacologia Morfologia de fungos: Filamentoso Leveduras Dimórficos Micoses: Dermatofitoses: Podem ser causada por Dermatófitos ou pela malassézia (malasseziose) Micoses subcutâneas: Esporotricose Micoses profundas: Coccidioidomicose Histoplasmose Drogas derivados polênicos: Afotericina B(uso sistêmico), nistatina Mecanismo de ação: Agem na membrana da célula fúngica.1. Se ligam ao ergosterol (colesterol do fungo), 2. Destroem o ergosterol, criando poros na membrana. 3. Esses poros permitem a saída de substância intracelulares necessárias para vida, resultando em morte 4. Esses poros permitem também a entrada de outras drogas dentro da células fúngica.5. Espectro de ação: Fungos filamentosos, leveduras e dimórficos. Usos clínicos: Aspergilose, blastomicose, candidíase disseminada, coccidioidomicose, criptococose, histoplasmose, mucormicose, esporotricose disseminada Flucitosina: Mecanismo de ação: Age a nível intranuclear A flucitosina tem dificuldade de entrar sozinha dentro da célula fúngica, mas a enzima citocina deaminase carrega a flucitosina para dentro. O próprio fungo produz a enzima citocia deaminase• Ao entrar na célula, se transforma em 5 fluorouracil Inibe a enzima timidilato sintetase Inibe a síntese de DNA. OBS: Rapidamente os fungos desencadeiam um mecanismo de resistência ao flucitosina. OBS2: Geralmente é usada com Derivados polênicos Espectro de ação: Filamentosos, dimórficos e leveduras Usos clínico: Usada em conjunto com anfotericina B em casos graves de candidiase e criptococose Griseofluvina: Mecanismo de ação: Facilmente penetra no fungo. Vai para o núcleo Desorganiza o fuso mitótico. Espectro de ação: Filamentosos do tipo dermatofílicos. (padrão ouro, mas caindo em desuso) Usos clínico: Dermatófitos Azólicos: Micozanol, cetoconazol (pode inibir colesterol do paciente, diminuindo a testosterona) Drogas antifúngicas quarta-feira, 12 de janeiro de 2022 13:35 Página 79 de Farmacologia Mecanismo de ação: Inibem a enzima 14alfa-demetilase Impedem a formação de ergosterol Espectro de ação: Usos clínicos: Paracoccidioidomicose, histoplasmose, coccidioidomicose, criptococose, blastomicose, candidoses,dermatofitoses, malasseziose... Alilaminas Mecanismo de ação: Inibem a enzima esqualeno epoxidase O composto esqualeno se acumula no fungo, se tornando tóxico. Impedem a formação de ergosterol Espectro de ação: Usos clínicos: Dermatofitoses, malasseziose, candidiase cutânea Morfolínicos: Mecanismo de ação: Inibem a enzima delta 7 - delta 8 isomerase // delta14 redutase Impedem a formação de ergosterol Espectro de ação: Usos clínicos: Onicomicoses por dermatofitos, leveduras Equinocandinas: Mecanismo de ação: Bloqueam a enzima Beta 1,3, glucana sintetase O composto B 1,3 glucana não é sintetisado Parede celular fungica é desfeita. Espectro de ação: Usos clínicos: Aspergillus spp e candida Página 80 de Farmacologiamolécula alvo. Fisiológico: Noradrenalina + histamina (Os efeitos da noradrenalina revertem o da histamina) Farmacocinético: Amônia + Fenobarbital (A junção dos 2 fármacos aumenta a velocidade de biotransformação/excreção ou diminui a absorção) Químico: Tetraciclina + Cálcio (a tetraciclina integra o Ca2+ para sua molécula, impedindo que o corpo absorva o complexo por via oral) Propriamente dito: Noradrenalina + nifedipina (Uma das drogas atrapalha o mecanismo de ação da outra .Ex: a nifedipina atrapalha a exocitose da Cálcio, impedindo a noradrelina ser exocitada) Antagonismo competitivo: Competição entre os fármacos pela mesma molécula alvo. Reversível: Ex: Isoprenalina e propranolol Quando aumenta a concentração do agonista, o antagonista irá ser deslocado da molécula alvo, e a resposta agora será do agonista, ocupando todas as moléculas alvo. Não adianta aumentar a concentração do agonista após a primeira curva, pois todos os receptores estão ocupados. Irreversível: Mesmo que aumente a concentração do agonista, não há a observação da resposta máxima, pois o agonista NÃO desloca o antagonista de suas moléculas. Há uma tendência na queda da resposta à medida que a concentração do agonista aumenta. Pois há destruição da molécula alvo devido as altas concentrações do agonista.➢ Preto: propanolol - antagonista. Vermelho: Isoprenalina - agonista. Vermelho: 5-hidroxitriptamina (serotonina) - agonista Preto: Metisergida - Antagonista. Interação de fármacos segunda-feira, 4 de outubro de 2021 13:30 Página 8 de Farmacologia 5 FATORES QUE PODEM ALTERAR A RESPOSTA FARMACOLÓGICA: Idade: Animais recém nascidos não possuem a não apresentam de maneira adequada a enzima glicorunil transferase, havendo uma diminuição da taxa da conjugação, atrapalhando a metabolização do fármaco. Animais idosos possuem maiores níveos de água total e depósitos de gordura e massa muscular, aumentando o volume de distribuição dos medicamentos lipossolúveis. Solubilidade: O medicamento ser hidrossolúveis ou lipossolúvel afeta o modo que ele interage com o organismo, afetando sua absorção e biodisponibilidade. Espécie: A espécie determina a quantidade média de enzimas do citocromo e enzimas conjugadoras o animal terá, portanto medicamentos podem não funcionar bem em certas espécies. Por exemplo: Medicamentos dependentes de glicorunil transferase em gatos, que possuem poucos níveis dessa enzima. Prenhez: Na prenhez os níveis de volume plasmático e concentração plasmática de proteínas estarão aumentados (70 a 80%) do normal, alterando os n'níveis nas das ligações dos medicamentos com as proteínas, mudando a biodisponibilidade. Local de aplicação: Ao aplicar fármacos em lugares com maior circulação, a absorção desse fármaco será maior, e seu período de latência menor, aumentando assim a biodisponibilidade. FAF 2 segunda-feira, 4 de outubro de 2021 16:33 Página 9 de Farmacologia Conteúdos: Sistema nervoso autônomo.4. Aula 04 - 06/10/21 quarta-feira, 6 de outubro de 2021 14:31 Página 10 de Farmacologia Fibras pré e pós ganglionares. Simpático e parassimpático. Local de saída das fibras Simpático/toracolombar/adrenérgico: Vertebras Torácica e Lombar Parassimpático/cranioSacral/colinérgico: Núcleos encefálicos e vertebras sacrais Fibras pré ganglionares do parassimpático são maiores, pois os gânglios estão mais longe. Agonistas adrenérgicos: Ação direta: Fármaco capaz de agir diretamente com o Adrenoceptor, produzindo uma resposta parecida com a noradrenalina. Ex: catecolaminas. (Noradrenalina, Adrenalina e Isoproterenol - isoprenalina) Afinidade por adrenoceptores: Ação indireta: Fármaco não age diretamente nos adrenoceptores, mas melhora a resposta farmacológica da noradrenalina/adrenalina. Ex: Cocaína Ação mista: Age de forma direta e indireta. Inervação simpática tem exceção quanto aos gânglios É a inervação da adrenal, pois ela só possui neurônio pré ganglionar. Inervação simpática tem exceção quanto ao Neurotransmissor A inervação das glândulas sudoríparas, os neurônios pós ganglionares liberam acetilcolina Na inervação das adrenais, como não existe pós ganglionar, o neurotransmissor final é a acetilcolina (pré ganglionar) Noradrenalina/adrenalina é altamente inespecífica, possui menor taxa de segurança. Sistema nervoso autônomo quarta-feira, 6 de outubro de 2021 14:31 Página 11 de Farmacologia Distribuição dos Adrenoceptores do organismo. B1: ß1 estão situados principalmente no CORAÇÃO, . B2: Hepatócitos, útero gravítico, Glândulas sudoríparas, pulmão, arteríolas do musculo esquelético + Coronárias + pulmonares, rim. A1: Musculatura lisa de vasos de pequeno calibre, Pelos, musculo dilatador das pupilas, bexiga, trato gastrointestinal. A2: Glândula gástrica, ilhotas pancreáticas, fenda pré sinápticas. FAF 3. quarta-feira, 6 de outubro de 2021 15:06 Página 12 de Farmacologia Conteúdos: Continuação do sistema nervoso autônomo (Sistema nervoso autônomo)4. Noradrenalina/catecolaminas5. Agonistas adrenérgicos de uso direto específico6. Agonistas adrenérgicos de uso indireto e misto7. Aula 05 - 11/10/21 segunda-feira, 11 de outubro de 2021 13:48 Página 13 de Farmacologia Síntese: É sintetizada na varicosidade simpática. Armazenamento: A noradrenalina fica armazenada em vesículas, pois o organismo está a todo momento sintetizando a noradrenalina. A NA na vesícula fica protegida da enzima MAO, que degrada a NA. Liberação/exocitose: A liberação ocorre devido ao influxo de Ca2+, por um processo de exocitose. Após ser liberada, ela pode se ligar aos 4 tipos de adrenoceptores. Mecanismos de controle fino: Por ter estreita margem de segurança, o corpo produz mecanismos de controle fino para melhorar a margem de segurança. Reabsorção passiva.1. Parte da noradrenalina é reabsorvida para dentro da varicosidade simpática sem gasto de energia. Interação com ALFA 2.2. A resposta farmacológica dessa ação(NA + A2) bloqueia a exocitose da noradrelina, tendo um feedback negativo próprio. (Resposta simpaticolítica/antagonista) Processo de captação 1.3. Através de um mecanismo ativo (gasto de energia), ele retira a noradrenalina da junção neuroefetora para dentro da varicosidade simpática para ser degradada pela MAO. (Mais potente que o processo de captação passiva). Ex; a Cocaína bloqueia essa processo. Processo de captação 2.4. Retira a quantidade de NA da junção neuroefetora, e lançada para dentro de células desprovidas de adrenoceptores, deixando a NA sem sítio ligante. Nessas células também há a enzima COMT para degradar a NA. Degradação: Toda NA que está fora da varicosidade simpática é degradada pela enzima Catecol-O-metil transferase (COMT) A NA dentro da varicosidade simpática é degradada pela enzima moniamino-oxidase (MAO). - intraneuronal Ações farmacológicas das catecolaminas: Começa com a captação de tirosina p/ dentro da varicosidade simpática. 1. Tirosina age com a tirosina hidroxilase, quebrando a tirosina em DOPA. 2. Dopa serve de substrato para enzima DOPA DESCARBOXILASE, quebrando a DOPA em Dopamina. 3. Dopamina serve de substrato para enzima DOPAMINA BETAHIDROXILASE, quebrando a dopamina em noradrenalina. 4. Noradrenalina/catecolaminas. segunda-feira, 11 de outubro de 2021 13:49 Página 14 de Farmacologia Ações farmacológicas das catecolaminas: Tabela Dukes. A1: Vasoconstrição = aumento da pressão arterial. A2: Inibição da liberação da NA. B1: cronotrópico positivo, batimotropico positivo e inotrópico positivo = aumento do débito cardíaco = aumento da pressão arterial. B2: Broncodilatação, gliconeogênese e relaxamento uterino gravítico. Uso clínico das catecolaminas: Hemostasia localizada em vasos de pequenos calibre (principalmente A1 e B1, NA e Adrenal.) Vasos que não podem ser pinçados. Associação com anestésicos locais (Mais a adrenalina) A adrenalina faz a vasoconstrição, impedindo que o anestésico local se espalhe,pois fica mais difícil de se espalhar. Reversão da parada cardiorrespiratória Controle de reações de hipersensibilidade. Catecolaminas são antagônicas fisiológicas da histamina. (respostas fisiológicas contrárias a histamina) Agonistas adrenérgicos de ação direta de ação seletiva (mais seletivo ao Alfa 1, Alfa 2...) Agonistas alfa 1: Metoxamina, fenilefrina** \ Página 15 de Farmacologia Agonistas adrenérgicos de ação direta de ação seletiva (mais seletivo ao Alfa 1, Alfa 2...) Agonistas alfa 1: Metoxamina, fenilefrina** Agonistas adrenérgicos de ação mista: Fenilefrina. Agonistas adrenérgicos de ação indireta: Alta inespecificidade: Inibidores de MAO. Cocaína. Agonistas adrenérgicos quarta-feira, 13 de outubro de 2021 14:33 Página 16 de Farmacologia Parte 1: Propriedades farmacocinéticas, outros usos clínicos e outros efeitos colaterais dos agonistas adrenérgicos de ação direta: catecolaminas, α1, α2 e β2: A1: A2: B2: Parte 2: Propriedades farmacocinéticas, outros usos clínicos e outros efeitos colaterais para os agonistas adrenérgicos de ação mista e de ação indireta: Mista: Indireta: FAF 4 quarta-feira, 13 de outubro de 2021 13:43 Página 17 de Farmacologia Conteúdos: Antagonistas adrenérgicos. Aula 06 - 13/10/21 quarta-feira, 13 de outubro de 2021 13:38 Página 18 de Farmacologia Fármacos que produzem respostas contrárias a noradrenalina. Podem ser altamente inespecíficos: Interferem na síntese/liberação/estoque de NA. Podem ser mais específicos: Bloqueiam a interação do NA com seu receptor. *Dentre esses que bloqueiam a interação, existem aqueles que bloqueiam a interação com os 4 tipos de receptores, se tornando altamente inespecíficos apesar do seu mecanismo. Inibidores da síntese de NA: São fármacos altamente inespecíficos. Ex: Alfa-metiltirosina: Bloqueia a enzima tirosina hidroxilase, bloqueando a formação de DOPA a partir da tirosina. Carbidopa: Inibe a enzima dopa-descarboxilase, bloqueando a formação de DOPAMINA a partir de DOPA. Agonistas ALFA-2: A resposta farmacológica da interação com o receptor ALFA-2 bloqueia a exocitose de NA. Age de modo intraneuronalmente (dentro da varicosidade) Ex: Metildopa: Entra na varicosidade em forma de metildopa1. A metildopa é descarboxilada e hidroxilada.2. Gera o composto alfa-metil-noradrenalina.3. Alfa-metil-noradrenalina fica armazenado na vesícula de estoque4. Quando esse composto é liberado por exocitose, ela se liga ao receptor ALFA-2, bloqueando a exocitose de NA.5. Uso clínico: É altamente usada para controlar a pressão arterial. Inibidores do estoque de NA: Ex: Reserpina: Age nas vesículas de armazenamento de NA, depletando os estoques. Altera a permeabilidade da membrana externa. Antagonistas Alfa e Beta adrenérgicos: Inespecíficos (atuam nos 4 receptores). Ex: Labetalol: Mecanismo de ação: Possui antagonismo reversível com a NE em adrenoceptores alfa e beta. Ações farmacológicas: Vaso dilatação, diminuição do debito cardíaco, broncoconstrição, resposta simpática reflexa Usos clínicos: Controle da hipertensão arterial. Efeitos colaterais: Hipotensão arterial, taquicardia, fadiga, broncoconstrição. Carvedilol: Não tem afinidade por alfa 2 (somente aos outros) Não vai ter a resposta simpática reflexa. (O resto permanece) Antagonistas alfa adrenérgicos: Ganho de 50% de especificidade. Ex: Fenoxibenzamina: Mecanismo de ação: Antagonismo IRREVERSÍVEL com a NE em adrenoceptores alfa (1 e 2) Fentolamina e tolazolina: Ao agir com os receptores alfa 2, faz uma resposta simpatomimética Antagonistas adrenérgicos quarta-feira, 13 de outubro de 2021 13:40 Página 19 de Farmacologia Fentolamina e tolazolina: Mecanismo de ação: Antagonismo reversível com a NE em adrenoceptores alfa (1 e 2) Ações farmacológicas: Vasodilatação, resposta simpática reflexa.. Usos clínicos: Controle da hipertensão, disfunção erétil. Efeitos colaterais: Hipotensão, taquicardia, congestão nasal. Derivados do Ergot(Ergotamina, dihidroergotamina, ergometrina): São usados pela sua capacidade de bloquear a ligação com o ALFA-2, ou seja, são usados para gerar uma resposta simpatomimética. Origem do fungo: claviceps purpurea (fogo de santo Antônio) Agem em receptores adrenérgicos e serotoninérgicos. Ações farmacológicas adrenérgicas: Musculatura lisa, Vaso, útero Usos clínicos: Controle da enxaqueca, controle da hemorragia uterina, expulsão de restos placentários. Antagonistas alfa-1 adrenérgicos: Ganho de 75% de especificidade (só tem atividade antagonista-simpaticolítica) Ex: Prazosina, doxazosina, terazosina: Mecanismo de ação: Antagonismo competitivo reversível com a NE em adrenoceptores alfa1. Ações farmacológicas: Vasodilatação e redução da P.A. Usos clínicos: Controle da hipertensão arterial: Efeitos colaterais: Hipotensão postural, congestão nasal e palpitações. Antagonistas alfa-2 adrenérgicos: Resposta puramente simpatomimética. Mecanismo de ação: Antagonismo competitivo reversível com a NE em adrenoceptores alfa-2. Ações farmacológicas: Aumento da P.A., aumento do débito cardíaco, aumento da resistência periférica (vai ter uma maior resposta adrenérgica) Usos clínicos: Reversão da sedação de agonistas alfa 2, disfunção sexual masculina (humano) Antagonistas Beta adrenérgicos: Mecanismo de ação: Antagonismo competitivo reversível com a noradrenalina em adrenoceptores Beta. Ações farmacológicas: Diminuição do débito cardíaco, broncoconstrição, contração uterina. Usos clínicos: (baseado na interação com o Beta1) Controle da angina, hipertensão arterial, arritmias, infarto, ansiedade, glaucoma. Ex: propanolol, timolol, nadolol, pindolol, alprenolol, oxprenolol. No começo do seu uso, esses fármacos tem efeitos simpatomiméticos Antagonistas Beta 1 adrenérgicos: Drogas cardíacas. Mecanismo de ação: Antagonismo competitivo reversível com a noradrenalina em adrenoceptores Beta-1. Ações farmacológicas: Diminuição do débito cardíaco. Usos clínicos: Controle da PA, angina, infarto, arritmias. Efeitos colaterais: Resposta agonista parcial Página 20 de Farmacologia ioimbina, atipamezol, idazoxan, mirtazapina etc. xilazina, detomidina, medetomidina, dexmetomidina estudos psicogênicos em felinos por conta da particularidades da noradrenalina *droga protótipo é uma droga modelo dor no peito pré ou pós infarto taquicardia ansiedade, sudorese Efeitos colaterais: Insuficiência cardíaca, fadiga. Ex: Metoprolol, atenolol, esmolol. Página 21 de Farmacologia *melhor margem de segurança Tabela fármacos adrenérgicos segunda-feira, 18 de outubro de 2021 16:30 Página 22 de Farmacologia Propriedades farmacocinéticas, uso clínicos e efeitos gerais: Alfa-metiltirosina: Propriedades farmacocinética: Bloqueia a enzima tirosina hidroxilase, bloqueando a formação de DOPA a partir da tirosina. Usos clínicos: Usado no tratamento da hipertensão decorrente do feocromocitoma Efeitos Gerais: Metildopa: Propriedades farmacocinética: Possui estrutura semelhante a L-dopa, compete com ela como precursor na biossíntese das catecolaminas. Ao ser transformada em metilnoradrenalina, age nos receptores A2, reduzindo a exocitose de N.E. (também age pela falsa neurotransmissão e redução da atividade da renina plasmática) Usos clínicos: Estudos, como os de Gillespie et al. (Circulation,1961), Baylies et al. (Lancet 1962), Dollery et al. (Lancet,1962),e Onesti et al. (AM .J. Card 1962) comprovaram ao longo dos anos sua eficácia e segurança nos casos de hipertensão arterial leve - severa. É amplamente usado em desordens hipertensivas da gravidez e na hipertensão crônica em pacientes no período gestacional, graças à ampla experiência obtida quanto à segurança, para a mãe e o feto, de sua utilização nesse período. Efeitos Gerais: Bula: Sedação, tontura, redução da pressão arterial. FAF 5 quarta-feira, 13 de outubro de 2021 15:03 Página 23 de FarmacologiaContinuação de antagonista adrenérgicos: Antagonistas adrenérgicos Aula 07 - 18/10/21 segunda-feira, 18 de outubro de 2021 14:16 Página 24 de Farmacologia Propanolol FAF 6 segunda-feira, 18 de outubro de 2021 14:18 Página 25 de Farmacologia Conteúdos: Sistema nervoso autônomo parassimpática/craniosacral/colinérgico Aula 08 - 20/10/21 quarta-feira, 20 de outubro de 2021 14:37 Página 26 de Farmacologia Agonistas colinérgicos de ação direta: Age diretamente nos receptores colinérgicos, produzindo uma resposta similar a resposta da acetilcolina. (Agonista protótipo) A maioria dos agonistas adrenérgicos de ação direta produzem respostas muscarínicas. Ações farmacológicas por sítio anatômico (respostas muscarínicas): TGI: Aumento do peristaltismo(Contração da musculatura lisa intestinal - M3) e atividade secretora de HCl (Células parietais - M1) Coração: Cronotropismo e inotropismo negativo - queda do débito cardíaco (M2) Glândulas exócrinas: Aumento de secreções (por ex: pulmão, pele, olho) (Aumento das secreções oculares - M3) Olho: Miose (Contração do musculo da íris - M3) Trato urinário: Aumento da frequência urinária. (Contração da musculatura lisa urinaria - M3) Derivados da colina: Ex: acetilcolina Alcaloides naturais: Ex: Muscarina Usos clínicos: Uso oftálmico: Controle do glaucoma (pilocarpina) e catarata(Ach; carbacol) Controle da retenção urinária não obstrutiva (carbacol, betanecol) Alterações do TGI. Os usos da Ach são tópicos. (Pois as colinesterases irão degradar ela se for usada como uso sistêmico) Efeitos colaterais: Broncoconstrição (Contração da musculatura pulmonar e liberação do conteúdo glandular das glândulas pulmonares pelo receptor M3) Lacrimejamento (Liberação do conteúdo glandular do olho - M3) Sialorreia (Liberação do conteúdo glandular da saliva - M3) Gastrite/úlcera péptica (Produção aumentada de HCl pelas células parietais - M1) Cólicas intestinais e/ou renais (Contração da musculatura lisa gastrointestinal e renal - M3) Agonistas colinérgicos de ação indireta: São inespecíficos. (Agem em todos os receptores Muscarínicos no mínimo) Agonistas colinérgicos quarta-feira, 20 de outubro de 2021 14:38 Página 27 de Farmacologia Não age diretamente nos colinoceptores mas consegue melhorar a resposta da acetilcolina inibindo a acetilcolinesterase. Também são chamados de anti acetilcolinesterase, pois é o único mecanismo de controle da acetilcolina, e ao inibi-la, a resposta parassimpática aumenta. Com o aumento da oferta da acetilcolina, há respostas muscarínicas e nicotínicas Acetilcolinesterase: Possui 2 sítios de contato com a acetilcolina (Esterásico e aniônico) O Sítio esterásico é mais importante, pois é o que se liga a acetilcolina para quebra-la. Curta duração: Ex: Edrofônio Não altera a conformação da acetilcolinesterase, apenas se liga ao sítio esterásico da enzima, ocupando o ponto de ligação. Possui meia vida curtissima, portanto não é usado para tratamento, somente para diagnóstico de miastenia gravis Média duração: Se liga ao sítio esterásico da enzima, modificando o sítio (eles carbamilam o sitio, e enquanto o sítio estivar carbamilado ele não funciona.) Ex: propuxur, carbaril, venenos carbamatos, neoxiguinima, fisixiguimina Dura de 8h a 12h o efeito anticolinesterase. Longa duração (ação irreversível): 0Ex: organofosforados. Interagem com o sítio esterásico da acetilcolinesterase, fosforizando esse sítio de forma covalente. Para essa ligação ser desfeita demora 24h a 48h, causando um excesso de oferta de acetilcolina para o organismo. Pralidoxima: Ela faz a desfosforilação da acetilcolinesterase, reativando a enzima. Usado em casos de intoxicação por organofosforados. Ações farmacológicas: Efeitos muscarínicos (igual os do de ação direta) Efeitos nicotínicos: Aumento das sinapses colinérgicas, aumento da junção neuromuscular, excitação do SNC. Excitação do SNC pode causar convulsões▪ Junção neuromuscular causa tremores involuntários (tetania)▪ O aumento das sinapses colinérgicas causa um aumento das respostas adrenérgicas e colinérgicas.▪ Página 28 de Farmacologia Usos clínicos: Miastenia grave: Há um anticorpo que destrói receptores nicotínicos, e o uso de agonistas colinérgicos aumenta a disponibilidade de acetilcolina, melhorando o quadro. (edrofônio somente diagnostica, mas não trata) (para tratar: neostigimina, piridostigmina) Controle do glaucoma: fisostigmina. Reversão de efeitos de bloqueadores neuromusculares: neostigmina. Efeitos colaterais: Efeitos muscarínicos: o mesmo Efeitos nicotínicos: respostas parassimpáticos e simpáticas Varicosidade parassimpática: Síntese de acetilcolina ocorre aqui. Síntese de acetilcolina: Colina chega na varicosidade parassimpática, carregada pela acetil-CoA. Acetil-CoA transfere o acetil para a colina, e a enzima que catalisa é a colina acetiltransferase (CAT) Acetilcolina fica armazenada em vesículas de estoque. Liberação de acetilcolina: É liberada pela exocitose pelo influxo de Ca2+ Mecanismos de controle fino: Na junção neuroefetora (fenda sináptica) há a acetilcolinesterase. (colinesterase verdadeira) Essa enzima retira a acetilcolina da fenda. MutirilColinesterase: Degrada as acetilcolinas circulantes que já interagiram com os receptores Também é chamada de pseudocolinesterase. Página 29 de Farmacologia Conteúdos: Agonistas colinérgicos: Agonistas colinérgicos Colineceptores. Aula 09 - 25/10/21 segunda-feira, 25 de outubro de 2021 13:53 Página 30 de Farmacologia Muscarínicos: Podem ser M1, M2 e M3. M1: SNC. e Células parietais gástricas. Efeito excitatório. (positiva) Estimulação do SNC (muito discreta) e aumento da secreção de HCl M2: Coração. Efeito inibitório cardíaco. (Negativa) Diminuição da atividade cardíaca M3: Glândulas exócrinas e musculatura lisa. Excitatória(Positiva) Aumento das secreções das glândulas Contração de músculos lisos do olho, do trato gastrointestinal, do trato urinário. Respostas muscarínicas: A maioria dos agonistas adrenérgicos de ação direta produzem respostas muscarínicas. Nicotínicos: SNC, junção neuromuscular e sinapses. (tanto simpática quanto parassimpática) Respostas nicotínicas: Ficam na junção neuromuscular, sinapse ganglionar e no SNC. Para haver resposta nicotínica, é preciso haver uma maior concentração de acetilColina. Colinoceptores segunda-feira, 25 de outubro de 2021 13:53 Página 31 de Farmacologia Caracteristicas gerais, usos clinicos, prop farmacocineticas dos agonistas colinergicos em geral. Ex: Pilocarpina: Agonista colinérgico de ação direta Atua mais em receptores muscarínicos Medicamento padrão no tratamento do glaucoma, usa-se solução aquosa 0,5 a 4,0%, no tratamento do glaucoma de ângulo aberto. A redução da pressão intraocular ocorre dentro de poucos minutos e persiste por 4 a 8 h. A pilocarpina atua no músculo liso do olho, contraindo a pupila (miose), aumentando a drenagem do humor aquoso e reduzindo a pressão intraocular. Deve-se ter cautela quando houver risco de descolamento da retina. FAF 7 segunda-feira, 25 de outubro de 2021 16:38 Página 32 de Farmacologia Conteúdos: Antagonistas colinérgicos. Aula 10 - 27/10/21 quarta-feira, 27 de outubro de 2021 13:48 Página 33 de Farmacologia Drogas parassimpaticolítica. Antagonistas muscarínicos: Antagonistas competitivos. Bloqueiam a interação da acetilcolina com os receptores muscarínicos. Não tem especificidade por nenhum dos tipos de receptor Ex: atropina, hioscina, homatropina, ciclopentolato, pirenzepina(tem maior afinidade por receptor M1) Obs.: A inervação do coração possui duas inervações: Interação da ACTc com o receptor M2, diminuindo a atividade cardíaca. Via nervo vagal, aumentando a atividade cardíaca. Ações farmacológicas por sítio anatômico: (Contrário das ações agonistas) Glândulas exócrinas: diminuição das secreções. Olho: Relaxamentodo musculo ciliar (midríase) Coração: Diminuição da atividade cardíaca pelo bloqueio do efeito vagal , Aumento da atividade cardíaca pelo bloqueio do M2. (O efeito M2 é maior que o efeito vagal). TGI: Diminuição da motilidade e da síntese de HCl Pulmão: Relaxamento da musculatura lisa, diminuição da secreção glandular Trato urinário: Relaxamento da musculatura lisa. Usos clínicos: Dilatação da pupila Controle da asma, enfisema, disfunções constritoras pulmonares Controle de cólicas Controle da secreção gástrica Pré-anestésica Intoxicação por organofosforados. Efeitos colaterais: Xerostomia, ressecamento da córnea/vias aéreas Diminuição da atividade da musculatura lisa (paralisia da acomodação do olho/ciclopegia, íleo paralítico, retenção urinaria) Efeitos cardíacos Antagonistas nicotínicos: Bloqueadores Não despolarizantes: Não ocorre despolarização da membrana, apenas há antagonismo competitivo reversível com a Ach. Também são chamados de drogas curarizantes. Ex: D-tubocurarina(protótipo) e sintéticos (galamina, pancurônico, vecurônio, rocurônio, atracúrio) Ações farmacológicas por sítio anatômico: Musculatura esquelética: paralisia motora Gânglios autonômicos: desorganização. SNC: Diminuição da atividade. Antagonistas colinérgicos quarta-feira, 27 de outubro de 2021 13:50 Página 34 de Farmacologia SNC: Diminuição da atividade. Mastócitos: Liberação de histamina Usos clínicos: Contenção química (paralisia motora), intubação endotraqueal, pré-anestesia Ex: Decametonio, suxametonio (succnilcolina) Bloqueadores Despolarizantes: Aumentam a permeabilidade da placa terminal motora aos cátions (a exemplo do Ach, mas de forma lenta e duradoura), isso causa uma despolarização LENTA e CONSTANTE. A primeiro momento eles possuem atividade parasimpaticomimética, mas depois de muitos estímulos, o musculo perde a excitabilidade elétrica, havendo uma resposta parassimpaticolítica. Usos clínicos: Contenção quimica(mais duradoura), intubação endotraqueal, pré-anestesia Página 35 de Farmacologia para se chegar ao estágio 1 da anestesia Efeitos Colaterais: queda da PA (bloqueio ganglionar); anafilaxia, bloqueio neuromuscular além do desejado etc. despolarização constante na placa terminal da fibra motora -> perda da excitabilidade elétrica -> paralisia motora Ações farmacológicas por sitio anatômico: - Musculatura esquelética: paralisia motora - Gânglios autonômicos: bloqueio ganglionar - Mastócitos: liberação de histamina ( os mesmos efeitos colaterais ) Conteúdos: Anestésicos locais Pré anestésicos Aula 11 - 08/11 (2a NPC) segunda-feira, 8 de novembro de 2021 13:35 Página 36 de Farmacologia Bloqueio da condução nervosa de forma localizada e reversível. 1o anestésico local = cocaína (etnofarmacologia) Mecanismo de ação: Bloqueio da condutância nervosa, através do controle da permeabilidade dos canais aos íons de Na+ dependente de voltagem. Estado de repouso, estado ativado, estado inativado. Pode ser usado como medida profilática (repouso), para cortar dor intensa (ativado) ou para cortar resquício de dor (inativo). Estrutura: Anestésicos locais segunda-feira, 8 de novembro de 2021 13:35 Página 37 de Farmacologia Possuem uma cadeia alquilica que pode ser éster ou amida, que separa o domínio hidrofóbico do domínio hidrofílico. Propriedades gerais: Natureza química:1. Ou vai ser um éster ou vai ser uma amida (depende da cadeia alquilica) Procaína = protótipo dos tipo ésteres. Lidocaína = protótipo dos tipo amidas. Efeito do pH:2. pH é importante para a estabilidade do fármaco e para o efeito do fármaco no tecido. Os anestésicos locais são bases fracas = são instáveis, São usados veículos levemente ácidos (cloridrato) No corpo, o anestésico se dissocio do cloridrato• Se o pH do tecido for ácido, ele irá reagir com o anestésico local, impedindo que ele aja com os canais de Na+ • Ou seja, o pH do corpo tem que ser próximo a neutralidade. Na inflamação(ácido araquidônico), o pH está levemente ácido, atrapalhando a resposta dos anestésicos. ▪ • ► Sinergismo com vasoconstritores:3. No uso de anestésico local, é desejado que o fármaco fique no local, e não tenha uma absorção sistêmica. Vasoconstritores irão atrasar a absorção do fármaco. Aumenta o tempo de duração• Aumenta a potência da anestesia• Diminui a hemorragia durante a cirurgia (hemostasia)• ► Página 38 de Farmacologia Desvantagens: Não se pode associar um vasoconstritor a extremidades (pode levar a necrose) • Irá haver um atraso no período de cicatrização• ► Farmacocinética:4. Anestésicos éster: São degradadas por esterases plasmáticas (biotransformação mais rápida) Menos possibilidade de efeitos sistêmicos► Menos lipossolúveis Menos possibilidades de efeitos sistêmicos► Se ligam menos as proteínas plasmáticas Menos distribuição pelos tecidos► Ou seja, devido essas 3 propriedades, são anestésicos mais SEGUROS, mas menos potentes. Em exceção, há a tetracaína, que age como um anestésico local do tipo amida. Anestésicos amida: São degradadas pelo processo de oxidação e conjugação, levando mais tempo para ser biotransformado Mais possibilidade de efeitos sistêmicos► Usos clínicos: Anestesia localizada Superfície► Infiltrativa Página 39 de Farmacologia Infiltrativa► Endovenosa regional (torniquete)► Bloqueio nervoso► Raquidiana► Epidural► Efeitos colaterais: *Só surgem caso eles sejam altamente absorvidos: No SNC: Agitação, confusão mental, convulsões e depressão respiratória No sistema cardiovascular: Depressão miocárdica e queda na P.A. Página 40 de Farmacologia Usos clínicos, prop, farmacocinéticas e efeitos colaterais dos anestésicos locais. FAF 8 segunda-feira, 8 de novembro de 2021 15:00 Página 41 de Farmacologia Pré anestésicos: Qualquer droga utilizada antes da anestesia que aumenta a performance da anestesia geral. Pré anestésicos clássicos: Qualquer droga usada antes da anestesia para aumentar a performance da anestesia, que possui correlação com algo das 4 fases da anestesia. (Passe rapidamente para a fase 3, e evite a fase 4) Fases da anestesia: Fase 1: Voluntária Sonolência Ainda há consciência Resposta aos estímulos álgicos e não álgicos Excitação motora Fase 2: Involuntária ou delírio Perda da consciência Diminuição da resposta aos estímulos não álgicos Resposta aos estímulos álgicos Ainda há reflexos de tosse e vômito Aumento das secreções exócrinas Alucinação Catalepsia Fase 3: Anestesia cirúrgica Ausência da movimentos espontâneos Ausência da resposta aos estímulos álgicos e não álgicos Respiração superficial Relaxamento muscular Fase 4: Paralisia bulbar Parada respiratória Parada cardíaca Morte Bloqueadores colinérgicos: Antagonistas muscarínicos (Ex: Atropina) Bloqueio da tosse► Bloqueio do vomito► Diminuição das secreções exócrinas► Antagonistas nicotínicos Bloqueadores neuromusculares► Drogas depressoras do SNC: Drogas agonistas ALFA-2: xilazina, detomidina, medetomidina. Depressoras do SNC► Usados na anestesia epidural, para fornecer sedação, miorrelaxamento e analgesia para procedimentos médicos e cirúrgicos. Pré anestésicos podem agir diminuindo esses efeitos indesejados Pré anestésicos clássicos segunda-feira, 8 de novembro de 2021 15:34 Página 42 de Farmacologia - não despolarizantes (mais seguro), pois retiram a excitação motora no estágio 1; - despolarizantes, para causar paralisia motora. estágio 2 atividade antagonista atuam nos 3 estágios Drogas tranquilizantes: Toda e qualquer droga com capacidade potente de deprimir o SNC. Drogas neurolépticas / Drogas tranquilizantes maiores. Não leva o indivíduo ao estágio 3 mesmo se associado com outra droga depressora do SNC. Butirofenonas: Mais específicas que as fenotiazinas Haloperidol, droperidol, benperidol, azaperona... Haloperidol é comum causar efeito rebote em cães► Mecanismo de ação: Antagonismo competitivopelos receptores D2 da dopamina, produzindo um bloqueio no sistema nervoso central. (fase 1, fase 2) Diminui a atividade motora (fase 2) Bloqueio da zona deflagadora deflagadora do quimioreceptor (ZDQ): atividade antiemética (fase 2) Usos clínicos: Pré anestesia Sedação em tratamentos intensivos Controle de êmese Distúrbios psiquiátricos Efeitos colaterais: Alterações da motricidade associada a sindrome extrapiramidal decorrente do bloqueio da dopamina no sistema extrapiramidal, região responsável pela coordenação dos movimentos. Hipotensão ortostática (postural) decorrente da atividade anti adrenérgica Sedação intensa. Fenotiazinas: Antagonismo competitivo pelos receptores D2 da dopamina, histamina, acetilcolina... (muito inespecífica) 4 grupos: 1a série: Potente atividade anti-histamínica Prometazina (fenergan) Sonolência► 2a Série: Potente atividade anticolinérgica Dietazina 3a Série: Potente atividade antidopaminérgica (similar aos butirofenonas) Promazina, clorpromazina e acepromazina(acrepram) Ação mista: Atividade anti-histaminica/antiadrenérgica Levomepromazina Ações farmacológicas: Antihistaminica Antisimpaticolitica Anti parassimpaticolitica Usos clínicos: Pré anestesia Controle de alergias Página 43 de Farmacologia grupo de drogas, não pode ser considerado como um único fármaco conceito: capazes de inibir potencialmente a atividade do SNC *anestesia basal *não são tão comuns na medicina veterinária especifica para a medicina veterinária, principalmente na suinocoultura diminui a margem de segurança, porém os efeitos colaterais não são tão preocupantes Controle de alergias Controle de êmese Distúrbios psiquiátricos Efeitos colaterais: Sonolência Efeitos antimuscarinicos (ressecamento de mucosas) Alterações da motricidade Hipotensão arterial Drogas ansiolíticas: Tranqulizantes menores Benzodiazepínicos Depressoras do SNC► Miorelaxantes (retira o quadro de catalepsia)► Diazepam, midazolam, zolazepam► Zolazepam É ruim pois sempre há um anestésico dissociativo junto dele (na apresentação), não dando tempo do zolazepam atuar como PRÉ anestésico, pois já há um anestésico com ele. ○ ► Mecanismo de ação: Aumentam o efeito GABA no receptor GABAa, potencializando o efeito inibitório desse neurotransmissor. Gaba age abrindo canais de cloreto, hiperpolarizando os neuronios pos sinapticos.► Ações farmacológicas: Sedação Hipnose Ansiolítica Anticonvulsionante Relaxamento muscular. (fase 1) Usos clínicos: Pre anestesia (tem que ser via parenteral) Controle da ansidedae Controle da insonia Ataques epiléticos Controle de espasmos musculares Efeitos colaterais: Transtornos cognitivos Efeitos paradoxais: agressividade, agitação, pânico Risco de dependência. Hipnoanalgésicos: opiodes. São usados para produzir uma atividade analgésica no pós operatório.► Ex: morfina, meperidina, codeína, fentanil, tramadol... Mecanismo de ação: Agonistas de neutrotransmissores do sistema analgésico endógeno (endorfinas e encefalinas) em seus receptores u (mi ou mu), sigma e Kappa. Agem alterando a cinética de canais iônicos, abrindo canais de K+ e fechando canais de Ca2+, resultando em redução da neurotransmissão de impulsos Página 44 de Farmacologia de K+ e fechando canais de Ca2+, resultando em redução da neurotransmissão de impulsos nociceptivos. Ações farmacológicas em receptores u: Quanto maior a afinidade por receptor u, maior a ação analgésica. Sedação Potente efeito analgésico. Usos clínicos: Analgesia de ação central Pré anestesia. Efeitos colaterais: (Kappa e Sigma) Rigidez muscular Arritmias Risco de dependência Página 45 de Farmacologia Conteúdos: Continuação pré anestésicos clássicos. Pré anestésicos clássicos (Relaxantes maiores) Aula 12 - 10/11/21 quarta-feira, 10 de novembro de 2021 13:59 Página 46 de Farmacologia Prop. 0Farmacocin. Possiveis outros usos clinicos e efeitos colaterais para butirofenonas e fenotiazinas. FAF 9 quarta-feira, 10 de novembro de 2021 15:05 Página 47 de Farmacologia Conteúdos: Continuação pré anestésicos clássicos. Pré anestésicos clássicos (drogas ansiolíticas) Início de anestésico gerais: Anestésicos gerais Aula 13 - 17/11/21 quarta-feira, 17 de novembro de 2021 13:39 Página 48 de Farmacologia Anestesia basal: Mesmo com associação de fármacos, o indivíduo não chega ao estágio 3. (só há uma depressão do SNC)• Ex: Pré anestésicos clássicos.• Anestesia dissociativa: Anestésico só leva o indivíduo ao estágio 3, se ele for associado a outra droga depressora do SNC.• Ex: cetamina• Anestesia cirúrgica: Fármaco por si só leva o indivíduo ao estágio 3• Teorias associadas a ação dos anestésicos gerais: (FAF) Teoria dos lipídios. Teoria dos hidratos. Teoria das proteínas. Anestésicos Barbitúricos: É derivado do ácido barbitúrico (malônico + uréia) Tempo de ação: Ultracurta: Tiopental sódico, tiamilal sódico (só induz a fase 3) Curta:pentobarbital sódico (induz e mantem) Intermediária: amobarbital sódico (induz e mantem) Longa: fenobarbital sódico (convulsões) Mecanismo de ação: Age em receptor GABAa, abrindo canais de Cl-, tornando a membrana pós sináptica hiperporlatizada, bloqueando a condução nervosa. Abrem canais de K+ e fecham canais de Ca2+, bloqueando a neurotransmissão Obs: se tiver uma emergência de uso excessivo de barbitúrico: conduta farmacologia é uso de agonista adrenérgico Ações farmacológicas: Sedação moderada até hipnose + anestesia cirurgica Redução na PA (Menor interação da NA com alfa 1 ou com alfa 2) Relaxamento da musculatura esquelética e uterina menor catalepsia, mas se tiver usando esse anestésico para uma cesariana, corre o risco de atravessar a barreira placentária (por ser mt lipossolúvel) e anestesiar o filhote. Além disso, em um parto distócico, não pode usar barbitúrico, pois bloqueia a contração da musculatura lisa uterina, fazendo com que a fêmea não consiga expulsar o feto. • Usos clínicos: Sedação: Tiopental (uc), pentobarbital Indução da anestesia: tiopental, tiamilal, pentobarbital Manutenção da anestesia: pentobarbital, amobarbital Controle de convulsão: pentobarbitalm fenobarbital Efeitos colaterais: Profunda depressão do SNC. significa que o barbiturico tem estreita margem de segurança, leva muito rapidamente ao estágio 4), somada a alta solubilidade, penetrando muito facilmente o SNC Hipotensão arterial Relaxamento da musculatura uterina no momento do parto. Desvantagens: Muito potentes, podem levar rapidamente ao estágio 4. Anestésicos gerais quarta-feira, 17 de novembro de 2021 14:42 Página 49 de Farmacologia cinética de abertura e fechamento de canais iônicos. capazes de atravessar a barreira hematocefalica, foi refutada pois nem tudo que é lipossolúvel tem atividade anestésica geral. *obrigatório ser administrado por via intravenosa, pois pode causar necrose tecidual. Gadernal - único que é administrado por via oral ultracurta (curta) ultracurta (intermediário) (longa) *não se deve aplicar nada por via oral em paciente inconsciente Muito potentes, podem levar rapidamente ao estágio 4. Precisam ser usados via IV se não causam necrose tecidual. Propofol É útil pois causa menos dor à injeção, maior vida de prateleira e reduzida propensão ao crescimento bacteriano devido à ausência do óleo de soja como nutriente. Tempo de ação: Ultracurto Mecanismo de ação: Agonista gabérgico, que leva a abertura dos canais de ions cloreto, causando a hiperpolarização neuronal, depressão do SNC. Age sobre os canais de Ca2+ Ações farmacológicas: Sedação moderada a hipnose para anestesia cirúrgica. Usos clínicos: Sedação Indução e manutenção da anestesia. Efeito colateral: Hipotensão arterial Profunda depressão do SNC. Causa lesao oxidativa em gatos (Heinz, anorexia e diarreira). Anestésicos dissociativos: Exemplo: cetamina e tiletamina. Obs: Para levar ao estágio 3: tem que associar a um benzodiazepínico (um"complemento") (É diferente dos tranquilizantes maiores, pois eles mesmo assim não levam ao estágio 3) Mecanismo de ação: Produzem um bloqueia da ligação do glutamato nos receptores NMDA, levando um bloqueio da condução de impulsos sensoriais. (dor) Facilita a ação do GABA. Além disso, em vez de fechar canais de cálcio, eles abrem (levando ao aumento da PA, aumento da catalepsia e tônus muscular) Ações farmacológicas: Sedação, sem levar a anestesia cirúrgica. Aumenta resistência periférica, aumenta DBC, aumenta PA. Aumento do tônus da musculatura esquelética. Usos clínicos: Sedação Anestesia dissociativa. Efeitos colaterais: Hipertensão arterial Atravessa placenta rapidamente Anestésicos inalatórios: Mecanismo de ação: Página 50 de Farmacologia (fechando esses canais e abrindo os de potássio) anestésicos gerais cloridratos ketamina Alucinação e catalepsia Mecanismo de ação: Alteram a cinética de abertura e fechamento de canais iônicos, abrindo canais de Cl- e fechando canais de Ca2+, assim bloqueiam a condução nervosa. Bloqueio da ligação do glutamato nos receptores NMDA. Éter dietlico: Ações farmacológicas: SNC: Elevado coeficiente de partição, inudção e recuperação lentas Coração: Aumento do DBc, aumento da PA. Pulmão: Aumento da freq. Resp. Vantagens e desvantagens: Tirado do uso clínico devido ao alto período de latência Irritante das vias aéreas superiores Aumento da PA e Dbc Altamente inflamável Importante pois a partir destes, foram feitas alterações moleculares, trazendo anestesias inalatórias mais seguras Metoxiflurano: Foi usado, deixou de ser pela sua toxicidade. Ações farmacológicas: SNC: Elevado coeficiente de partição, inudção e recuperação lentas Coração: Diminui DBc e PA. Musculatura esquelética: Relaxamento Muito nefrotóxico. Vantagens: chega ao estado 3 desvantagens: nefrotoxico, induzindo insuficiência renal aguda - tirado do uso clinico Óxido nitroso: Ações farmacológicas: SNC: Não produz anestesia cirurgica, mas produz boa analgesia Coração: Aumenta DBc, aumenta resist. Periférica, aumento da PA. Inibe metionina sintetase no fígado = anemia e leucopenia. Halotano: Ações farmacológicas: SNC: baixo coeficiente de partição, indução e recuperação rápidas Coração: diminui DBc, diminui resist. Periférica, queda na PA. Utero: relaxamento. Risco de lesão hepática, associada a resposta imunológica provocada por metabólitos (ácido trifluroacético, brometos e cloreto) Vantagens: Chega rapidamente ao estágio 3 por si só Desvantagens: ao ser biotransformado gera 3 metabolitos ac trifluoroacético, brometos e cloreto, que em 2a ou 3a exposição, pode ter anticorpos contra esses metabolitos Isoflurano: Ações farmacológicas: SNC: baixo coef. Coração: Cai DBc, Cai PA. Utero: sem efeito Musculatura esquelética: relaxamento Vantagens: isoflurano não gera metabolitos capazes de funcionar como no halotano), além de não trazer relaxamento uterino Página 51 de Farmacologia apiteno: capacidade que determinado composto tem de produzir anticorpos risco de lesão hepática relaxamento uterino Enflurano: Ações farmacológicas: SNC: baixo coef. Coração: Cai DBc, Cai PA. Utero: sem efeito Musculatura esquelética: relaxamento Sevoflurano: Ações farmacológicas: SNC: baixo coef. Coração: Queda na PA dose dependente por diminuição da resist. Vascular periférica, diminuição do débito cardíaco dose dependente. Musculatura esquelética: relaxamento Página 52 de Farmacologia Desflurano Continuação anestésicos gerais. Aula 14 - 29/11/21 terça-feira, 30 de novembro de 2021 14:23 Página 53 de Farmacologia Conteúdos: Secreção gástrica. Controle da êmese. Aula 15 - 06/12/21 segunda-feira, 6 de dezembro de 2021 13:34 Página 54 de Farmacologia Controle neuronal: Acetilcolina (Receptor M1) Controle endócrino: Gastrina. (Receptor de gastrina) Controle parácrino: Histamina (Recept H2) Secreção exócrino: Ácido clorídrico, muco e bicarbonato. Mecanismo direto da secreção: Os 3 agentes secretores (controle) agem com seus receptores e estimulam a liberação de HCl. Mecanismo indireto da secreção: Algum agente estimula o mastócito a liberar histamina, que estimula as células parietais. Bomba de prótons(P): Permuta de carbonato com cloreto (sai HCO3- e entra Cl- na célula parietal) Permuta do hidrogênio com K+ Agentes que interagem com os receptores H2, M1 e GR, estimulam a bomba de protons (P),que aumenta a entrada de K+ na célula, e aumenta a permuta de Carbonato Agentes inibidores: Antagonistas histamínicos(bloqueia 1/3 da secreção direta e toda a indireta) Antagonistas muscarínicos (Bloqueia 1/3 da secreção direta) Anatomistas gastrina. (Bloqueia 1/3 da secreção direta) Bloqueador bomba de prótons (mais potente pois bloqueia secreção direta e indireta) Prostaglandina E2 e similares. (mais potente pois bloqueia secreção direta e indireta) Drogas que interferem na síntese de HCl; Antagonistas muscarínicos: Atropina, hioscina, pirenzepina (maior afinidade pelo M1r) Antagonistas H2: Cimetidina*, ranitidina, nizatidina e famotidina. *Também age nos receptores da testosterona, bloqueando a ação. Inibidores da bomba de prótons: Omeprazol, esomeprazol, lasnoprazol, rabeprazol, pantoprazol. Antagonistas dos receptores de gastrina: Proglumida (sem uso) Análogos de PGE2: Misoprosol (sem uso) Possui efetio de aborto e sangramento uterino. Drogas antiácidas ≠ drogas que interferem na síntese de HCl Drogas antiácidas: Hidroxido de magnésio, trissilicato de Mg, hidróxido de Al, bicarbonato de sódio. Secreção gástrica segunda-feira, 6 de dezembro de 2021 13:36 Página 55 de Farmacologia Outros usos clínicos, efeitos... Dos agonistas receptores H2/bomba de protons. Diminuidores do pH No entanto, o uso destes agentes pode interferir na absorção de medicamentos pH dependentes, e absorção de b12 pelo organismo. FAF 10 segunda-feira, 6 de dezembro de 2021 14:52 Página 56 de Farmacologia Mecanismo de êmese: Sítios anátomo-fisiológicos da êmese: Centro do vômito:1. Composto pelos núcleos do trato solitário, ambíguo e dorsal do vago. Controle das funções viscerais e somáticas Fica protegido pela barreira hematoencefálica. Todo estímulo passa pelo CV. Zona deflagradora quimiorreceptora:2. Nem todo estímulo passa pela ZDQ. Pertence a área postrema no assoalho do 4o ventrículo, próximo aos núcleo vagais, situando-se caudal a barreira hematoencefálica. Estímulos da êmese: Estimulação das terminações nervosas senhoriais nas mucosas faríngea, esfogáfica e gástrica. Fármacos Mediadores pro eméticos. Distúrbios do aparelho vestibular (cinetose) Odores nauseantes, visões repulsivas, fatores psíquicos. Nem todo estímulo passa pela ZDQ. Estratégias pró eméticas: Indicações: Anestesia Ingestão de substância tóxica. Eméticos de ação periférica: Ação irritativa. Ipeca (emetina, cefalina), sulfato de Cu, sulfato de Zn, Agua morna c/ NaCl Eméticos de ação central: Apomorfina. Estimula receptores dopaminérgicos na ZDQ.• Estratégias anti-eméticas: Antagonista dos receptores respectivos. Antagonista H1. Difenidramina, dimenidrinato(dramin), meclizina, cinarizina, ciclizina. Usados na cinetose. (profilático) Antagonista 5ht3: Atuam na ZDQ. Ondansetrona, granisetrona, dolasetrona, palonosetrona. Canabióides.(tetraidrocanaibol, THC e nabilona) Antagonista AChMr: Atuam no aparelho vestibular e no C.V. Ex: hioscina, atropina, ciclopentolato, porenzepina. Teoricamente seriam usados na cinetose. Não são usados pois os antagonistas H1, já bloqueiam o AChMr, então é mais efetivo pois já bloqueia os 2 receptores associados a cinetose. Antagonista D2: Benzamidas: Ex: Drogas antineoplásicas clivam células, que liberam serotonina, que reagem com o ZDQ(5HT3r), que libera acetilcolina, que reage com o CV(AchMr), levando a êmese. Receptores: Serotonina; 5ht3 Acetilcolina: AchM Histamina: H1, H2 Dopamina: D2. Substância P: NK1. Controle daêmese. segunda-feira, 6 de dezembro de 2021 15:16 Página 57 de Farmacologia Benzamidas: Metoclopramida*, domperidona. Atuam na ZDQ, bloqueando receptores D2. Em altas doses também bloqueia 5HT3r, mas pode causar sindrome extrapiramidal. Usados em vômitos já iniciados pela cinetose Fenotiazinas: Prometazina, clorpromazina, acepromazina. Ação bloqueadora do ZDQ e nos receptores Histamínicos e muscarínicos. Butirofenonas: Droperidol*, haloperidol Ação bloqueadora na ZDQ. Antagonista da neurocinina 1: Bloqueio da ligação da substância P em receptor NK1. Maropitant, prepitanto, fosaprepitanto, casopitanto e rolapitanto. Página 58 de Farmacologia Conteúdos: Laxativos e catárticos/Purgativos Aula 16 - 08/12/21 quarta-feira, 8 de dezembro de 2021 13:52 Página 59 de Farmacologia Laxativo: Composto capaz de aumentar o conteúdo de água nas fezes. Pode causar uma atividade purgativa, se usado em altas concentrações Não são absorvidos pelo sistema Laxativo de volume: Não funciona em herbívoros Mecanismo de ação: Polissacarídeos = Aumenta H20 para o TGI = Aumento do peristaltismo = Aumento da expulsão de fezes Ex: metilcelulose, carboximetilcelulose Efeito colateral: Cólica Laxativo osmótico: Solutos mal absorivdos = aumento de H20 por osmose = aumento do transito intestinal = aumento da eliminação de h2o Ex: sulfato, hidroxido e citrato de Mg Efeito colateral: Cólica pior e desidratação Laxativos amolecedores fecais: Compostos hidrofóbicos Mecanismo de ação: Diminui absorção de água = aumento da lubri = aumento da expulsão de fezes Ex: óleo mineral Purgativos estimulantes: Estímulo da mucosa = aumento da peristalse = aumento do eliminação do H2O Ex: óleo de rícino, fenolftaleína, bisacodil Risco de intruscicepção Drogas que aumentam a motilidade: Não são laxativos!! Mec de ação: Aumentam a motilidade sem causar purgação Ex: agonistas muscarinicos, antagonistas da dopamina. Catártico: Maior potência de promover a laxação. (aumentar a água nas fezes) OBS: Hidroxido de Mg pode causar um efeito laxativo se usado em altas concentrações. Laxativos e catárticos/Purgativos quarta-feira, 8 de dezembro de 2021 13:52 Página 60 de Farmacologia 4 DAINES Aula 17 - 13/12/21 (3a npc) segunda-feira, 13 de dezembro de 2021 13:35 Página 61 de Farmacologia Inflamação: Reação estereotipada do organismo contra agentes injuriantes. Pode ser inata ou imunológica. Células mononucleadas desencadeiam a atividade inflamatória.* Mediadores de natureza proteica.* Mediadores de natureza lipídica* Aguda: Acumulo de polimorfonucleares. Crônica: Acumulo de mononucleares. 1 - Fase vascular: Agente injuriante:1. Células residentes entram em contato com agentes injuriantes2. Células residente liberam mediadores: (proteicos, lipídicos e celulares) PGE2○ PGI2 (prostaciclina I2, o mais potente)○ PAF○ Histamina○ Oxigênio○ 3. Mediadores fazem dilatação arteriolar (causando calor e rubor)4. Aumento do fluxo pro local5. Aumento da permeabilidade vascular6. Saída de liquido para o meio extravascular (edema)7. A chegada de plasma nos tecidos leva a eles mediadores plasmáticos, que amplificam a reação Componentes do sistema complemento○ Coagulação○ Fibrinolíticos○ Cininas○ 8. Mediadores quimiotáticos aumentam o transito de células para o tecido.9. Fase celular:2- Células sentinelas liberam mediadores celulares, que atraem polimorfonucleares para o local da injúria C5a○ LTB4○ IL-1○ IL-8○ TNF○ 1. Marginação leucocitária2. Justaposição celular3. Diapedese4. Migração leucocitária5. Dor(prostaglandinas interagem com os receptores de bradicinina, sensibilizando eles + há maior liberação de bradicinina no local da injúria) e perda de função. 6. Mediadores lipídicos: São derivados do fosfolipidio da membrana, que é clivada pela enzima fosfolipase A21. Dá origem ao ácido arachidonico2. Ác. Araquidônico serve de substrato para várias enzimas (COX 1,2; Lipoxigenases...)3. Produtos das COX = prostanoides [ Prostacilinas (2), prostaglandinas (E2), Tromboxanos (A2) ] Lipoxigenase 5 dá origem aos leucotrienos (B4) Eicosanoides = produto das COX + LIPOXIGENASES COX 1: Ciclooxigenase 1. Enzima constitutiva. Diretamente relacionada as funções fisiológicas do organismo. (benéfica) Leva a sintese de PGE, para a proteção gástrica○ Leva a síntese de prostaciclina, levando a uma vasodilatação renal.○ • COX 2: Ciclooxigenase 2. Enzima induzida Relacionada com a fisiopatologia do processo inflamatório• O objetivo das DAINES é bloquear o COX 2, e não mudar a cox 1. DAINES segunda-feira, 13 de dezembro de 2021 13:44 Página 62 de Farmacologia O objetivo das DAINES é bloquear o COX 2, e não mudar a cox 1. DAINES: Analgésicas, antipiréticas e antiinflamatórias (menos o paracetamol*) Bloqueiam a ação das COXs, modulando a síntese dos prostanoides. Inativação irreversível de COX: (acetilação da COX) Aspirina, fenilbutazona, dipirona (acetilação) Inibição competitiva reversível: Inaproxeno, ibuprofeno, piroxicam Inibição não competitiva (atividade sequestrante de O2): Paracetamol*, antioxidantes, endoperóxicos. Impede a formação de endoperoxidos, "atrapalhando" formação de prostanoides• *Paracetamol não tem potência suficiente para sequestrar todas as moléculas de O2. Com isso, ainda há síntese de compostos derivados do O2, levando a continuação da inflamação.○ Efeito analgésico: Bradicinina + PGE2 = Dor Daines = PGE2 = Dor Efeito antipirético: Hipotálamo: termostato. IL1(pirógeno endógeno) → síntese de PGE2 = desequilibra o ponto fixo do hipotálamo = Febre Daines = PGE2 = Febre Efeito anti-inflamatório: DAINES = síntese de prostanóides = calor, rubor, edema, dor e perda de função. Exemplos de COX-2 seletivas: Nabumetona, nimesulida, meloxicam,carprofeno, vedaprofeno, celecoxibe, rofecoxib, valdexocb.. Usos clínicos da DAINES: Controle da dor inflamatória Controle da febre Modulação da inflamação Inibição da agregação plaquetária (bloqueio da síntese de tromboxano) Efeitos colaterais das DAINES: Distúrbios gastrintetinais, êmese, gastrites, ulcerações (pela diminuição da PGE2 + as DAINES serem ácidas) Lesões renais Hemorragias (TXA2) Página 63 de Farmacologia Farmacocin, usos clinicos, efeitos colaterais: 3 DAINE COX SELETIVA 3 DAINE NÃO SELETIVA FAF 11 segunda-feira, 13 de dezembro de 2021 16:37 Página 64 de Farmacologia Glicocorticoides Aula 18 - 15/12/21 quarta-feira, 15 de dezembro de 2021 13:54 Página 65 de Farmacologia Os únicos corticosteroides que tem efeito anti-inflamatórios. Glicocorticoides• Mineralocorticoides• Hormônios sexuais• Zonas das adrenais: Glomerular: Aldosterona (mineralocorticoide)• Fascicular: Cortisol (glicocorticoide)• Reticular: Andrógenos e estrógenos (hormônios sexuais)• Cortisol varia com o ciclo circadiano. Mecanismo de ação: S = glicocorticoide "proteína"= lipocortina Realiza todas as respostas farmacológicas.• Moléculas: Ações farmacológicas: Catabolismo proteico Desvio de a.a. da síntese proteica para a gliconeogênese.• Gliconeogênese Diminuição na utilização da glicose Lipocortina se antagoniza com a insulina.• Catabolismo ósseo Menos síntese proteica óssea (desvio de a.a.)• Ativação dos osteoclastos• Inibição dos osteoblastos• Modulação da resposta inflamatória/imunológica Atividade mineralocorticoide (aumento da reabsorção de Na+ e excreção de K+/H+) - "aldosterona" Uso inflamatório: Modula desde do ácido araquidônico e PAF também. As DAINES afetam somente os prostanoides.• Os glicocorticoides afetam os eicosanoide (prostanoides + leucotrienos) + PAF. Glicocorticoides quarta-feira, 15 de dezembro de 2021 13:55 Página 66 de Farmacologia • Os glicocorticoides afetam os eicosanoide (prostanoides + leucotrienos) + PAF.• Efeito antiflamatório: Glicocorticoides não deixam o ácido araquidônico se desacoplar da fosfolipase A. Catabolismo proteico reduz a expressão de proteínaspró inflamatórias. IL1, IL6, TNF, • Efeito modulador da resposta imune: Reduz a expressão de moléculas de adesão do endotélio e dos leucócitos (integrinas) (pelo sequestro de a.a.) Leucocitose pelo fato dos leucócitos ficarem aprisionados no vaso.• Usos clínicos: Maior uso é de doenças não endócrinas, somente de modo paliativo. Reações alérgicas. Processos inflamatórios Doenças oftalmológicas Pulmonares Doenças endócrinas: Hipocorticismo Efeitos colaterais: Produtos das COX = prostanoides [ Prostacilinas (2), prostaglandinas (E2), Tromboxanos (A2) ] Lipoxigenase 5 dá origem aos leucotrienos (B4) Eicosanoides = produto das COX + LIPOXIGENASES Página 67 de Farmacologia Conteúdos: Drogas antimicrobianas Aula 19 - 03/01/22 quarta-feira, 5 de janeiro de 2022 13:32 Página 68 de Farmacologia Drogas que agem síntese de parede: Principal componente da parede das bactérias é o peptideoglicano. Esse peptídeo é formado pela transpeptidases• Pirofosfato lipídico carrega essa transpeptidase para haver a síntese.• Antibióticos Beta Lactâmicos: São bactericidas. Anel B-Lactâmicos Antibióticos BETA lactâmicos agem quebrando o composto transpeptidase Penicilinas Penicilina V (sofre pouca absorção oral - podendo aumentar os mecanismos de resistência das bactérias) Penicilina G (não sofre absorção oral - é quebrada no suco gástrico) benzil penicilinas. Desvantagens: Sensíveis a BETA lactamase (produzido pelos microrganismos para quebrar o anel beta lactâmico) Penicilinas de amplo espectro: Amoxicilina Ampicilina Também agem nas bactérias gram negativas. (enterobactérias) Desvantagens: Pode desequilibrar a microbiota (pois também agem nas enterobactérias que são GRAM negativas) Sensíveis a BETA lactamase (produzido pelos microrganismos para quebrar o anel beta lactâmico) Penicilinas resistentes as beta lactamases: Resistência não é absoluta. Meticilina Oxacilina. Desvantagens: Restrita a bactérias gram positivas. (similar à de série G) CEPAS resistentes: CEPA MRSA: Cepa de Staphylococcus resistente a meticilina CEPA ORSA: Cepa de Staphylococcus resistente oxacilina Penicilinas de espectro ampliado: Pegam gram positivas e enterobactérias + pseudomonas. Cefalosporinas 1a geração: Também são beta lactâmicos Cefalosporinas 3a geração: Cefotriaxona (meia vida plasmática longa) Cefovexina sódica Drogas antimicrobianas quarta-feira, 5 de janeiro de 2022 13:33 Página 69 de Farmacologia Cefovexina sódica São medicamentos de reserva: Mais resistentes a atividade das Beta lactamases• Boa capacidade de ultrapassar a barreira hematoencefálica• Cefalosporinas 4a geração: Pega bem gram positivas e gram negativas. Pega bem bactérias produtoras de beta lactamases. Cefalosporinas 5a geração: Pega bem gram positivas e gram negativas. Pega bem bactérias produtoras de beta lactamases. Carbapenêmicos: Maior tolerabilidade a enzimas beta lactamases Identificar a cepa produtora dessa enzima antes de usar esse fármaco!• Uso hospitalar Monobactâmicos: Maior tolerabilidade a enzimas beta lactamases Identificar a cepa produtora dessa enzima antes de usar esse fármaco!• Uso hospitalar Bacitracina: Espectro muito restrito Nefrotóxico Pirofosfato lipídico transporta a transpeptidase para parede celular. Bacitracina quebra o Pirofosfato lipídico Ciclo???: Era usado para tuberculose (pois age bem em Mycoplasma), mas caiu em desuso. Vancomicina: Naturalmente resistente a beta lactamases (pois não tem anel B lactâmico) Pode ser usado para não causar diarreia associada a uso de microbiano (pois todas as drogas que atacam gram negativas podem causar disbiose) Pirofosfato lipídico transporta a transpeptidase para parede celular. Vancomicina impede que a transpeptidase seja descarregada do Pirofosfato lipídico Antibióticos que agem inibindo a síntese proteica: Página 70 de Farmacologia Aminoglicosídeos: Gentromicina, estreptomicina, neomicina... Molécula alvo: Subunidade 30S Resposta farmacológica: Leitura errada do RNAm, levando a uma síntese de proteínas defeituosas. Bactericida Espectro de atividade: Penetram na bactérias por um processo dependente de energia e oxigênio Funcionam em Bactérias gram negativas aeróbias.• Não funcionam em bactérias anaeróbias.• E. Coli, Klebsioella spp, enterobacter spp, citrobacter spp, acinetobacter spp...• Funcionam moderadamente em gram positivas.• Efeitos colaterais: Nefrotoxicidade e ototoxicidade. Acúmulo desses fármacos nos rins/ouvido(cel. Ciliadas) levando a necrose/apoptose.• Inibem a síntese proteica no 8o par de nervo craniano, agravando a ototoxicidade.• Particularidades importantes: A ação desses fármacos é facilitada pela ação de antibióticos que inibem a síntese de parede celular. São usados por via parenterais e tópica, pois são mal absorvidos pelo TGI. (Pois são polares e cátions) [Neomicina pode ser usada para tratar infecções ENTÉRICAS por via oral] Anfenicóis: Clorafenicol(Não é recomendado o uso), tiafenicol, Molécula alvo: Subunidade 50s Resposta farmacológica: Inibe o processo de transpeptidação, bloqueando parcialmente a síntese proteica Bacteriostática Página 71 de Farmacologia Bacteriostática Espectro de atividade: Gram positiva, gram negativa, riquetsias(intracel), clamídias(intracel) e micoplasmas(não tem parede) Efeitos colaterais: O clorafenicol causa aplasia de medula, depressão medular, (Leucopenia, trombocitopenia, anemia), síndrome do bebê cinzento, distúrbios do TGI. Tianfenicol e florfenicol : distúrbio do TGI. Tetraciclinas: Doxiciclina, oxitetraciclina, tetraciclina, clortetraciclina. Compostos quelantes: Ca2+, Fe, Mg, Al... Tem muita afinidade por esses compostos: Oxitetraciclina, clotetraciclina, tetraciclina. BOM: Essa afinidade por compostos quelantes confere uma maior margem de segurança. RUIM: Se for administrado esse fármaco junto de um composto quelante por via oral, a absorção desse fármaco vai ser prejudicada. RUIM: Pode roubar o Ca2+ de processos fisiológicos do paciente. Molécula alvo: Subunidade 30S Resposta farmacológica: Bloqueia a ligação do RNAt, levando a um bloqueio do aporte dos A.A. Atividade bacteriostática. Espectro de atividade: Gram positivas, Gram negativas, Mycoplasma, Chlamydia, Riquétsia, Espiroquetas, protozoários Efeitos colaterais: Distúrbios TGI, alterações no osso e dentes. (As que tem afinidade por Ca2+) Macrolídeos: Eritromicina, claritromicina, azitromicina Azitromicina "ressuscitou" o grupo: Maior espectro Maior meia vida plasmática Atividade bactericida (maior penetrabilidade) Molécula alvo: Subunidade 50S Resposta farmacológica: Inibe a translocação de RNAt, inibindo a síntese proteica. Os Macrolídeos antigos tinham dificuldade de entrar na célula, realizando uma atividade bacteriostática, já a azitromicina realiza uma atividade bactericida. Espectro de atividade: Eritromicina e claritromicina: Gram +, mycoplasma e chlamydia. Azitromicina: Gram +, Streptococcus, Gram -, Haemophilus, Legionella, Moraxella, Anaeróbios, Chlamyidia, Página 72 de Farmacologia Azitromicina: Gram +, Streptococcus, Gram -, Haemophilus, Legionella, Moraxella, Anaeróbios, Chlamyidia, mycoplasma, Treponema... Efeitos colaterais: Eritro + Claritro: Distúrbios TGI Azitromicina: Náuseas, vomito, cólica e diarreia Fármacos que agem inibindo a síntese de DNA. Para a bactéria sintetizar o DNA ela precisa: PABA + dihidrodopteroato sintetase = ácido Dihidrofólico Sulfonamidas competem com o PABA pela enzima.i. 1 Dihidroacido fólico + dihidrofolato redutase = Acido tetrahidro Primetropim inibe a enzima dihidrofolato redutasei. 2 Ácido tetrahidro fólico da origem a purinas e pirimidinas3 Purinas + pirimidinas + topoisomerases = DNA Quinolonas inibem as enzimas topoisomerasesi. 4 Sulfonamidas: Sulfadiazina, sulfametoxazol, sulfasalazina, sulfaguanidina. Inibem síntese de DNA ao inibir a síntese de ácido fólico (também são chamadas de inibidoras de