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SISTEMA DE ENSINO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Mandado de Segurança e Ação Civil Pública Livro Eletrônico 2 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Sumário Apresentação .....................................................................................................................................................................3 Mandado de Segurança e Ação Civil Pública ...................................................................................................4 1. Mandado de Segurança ............................................................................................................................................4 1.1. Competência ................................................................................................................................................................6 1.2. Mandado de Segurança na Fase de Execução do Processo Trabalhista .................................7 1.3. Mandado de Segurança contra Decisão Interlocutória .....................................................................8 1.4. Procedimento .......................................................................................................................................................... 10 1.5. Casos em que Não Cabe Mandado de Segurança ................................................................................12 1.6. Recorribilidade ........................................................................................................................................................14 1.7. Prazo para Impetração .......................................................................................................................................18 1.8. Mandado de Segurança Coletivo ..................................................................................................................18 2. Ação Civil Pública .................................................................................................................................................... 24 2.1. Competência ............................................................................................................................................................27 2.2. Legitimidade ...........................................................................................................................................................27 2.3. Litispendência entre Ação Civil Pública e Ação Individual? ....................................................... 29 2.4. Prescrição ................................................................................................................................................................30 2.5. Efeitos da Decisão em Ação Civil Pública .............................................................................................30 Resumo ...............................................................................................................................................................................33 Questões de Concurso ...............................................................................................................................................40 Gabarito ..............................................................................................................................................................................57 Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................58 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido ApresentAção Olá, para quem está cada dia mais próxima(o) da aprovação! Não sei para você, mas, para mim, na época em que fazia concursos, final de ano era si- nônimo de angústia e incerteza. Havia uma sensação de que passou um ano e as coisas não deram certo. E não sabia se dariam certo no ano seguinte. Hoje, olhando aqui de longe, vejo que tudo naquele tempo estava acontecendo exatamente como deveria ser. Eu não via, mas estava tudo no seu devido lugar. A aprovação é construída dia após dia. E, quando menos se espera, deu certo! Porque é assim que acontece... Parece que nunca vai dar certo. Até que dá! A aprovação chega para quem tem constância e confiança. Se você está sofrendo do mesmo mal, saiba que o final de ano sem a sonhada aprovação não quer dizer que não deu certo; só significa que você está seguindo o caminho, e cada dia mais próxima(o) à chegada. Para mim, começou a dar certo quando substituí a angústia pela confiança. Ah, como eu gostaria de ter feito isso antes. Embora eu não possa voltar no tempo, me alegro em saber que posso te ajudar com a minha experiência. Então vai aqui algo que eu gostaria de ter ouvido mais cedo: não se angustie, olhe para o alto e tenha a certeza de que vai dar certo. Já deu certo. Abraços. Priscila O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido MANDADO DE SEGURANÇA E AÇÃO CIVIL PÚBLICA 1. MAndAdo de segurAnçA O mandado de segurança (MS) é uma ação constitucional, pois sua previsão consta de forma expressa na Constituição Federal. Dispõe o inciso LXIX do art. 5º da CF/1988: LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por “habeas-corpus” ou “habeas-data”, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; Da leitura do dispositivo acima já é possível retirar as informações mais importantes so- bre o mandado de segurança: tem por finalidade proteger direito líquido e certo ameaçado ou violado por ato de autoridade pública (ou pessoa que esteja exercendo atribuição do Poder Público), praticado com ilegalidade ou abuso de poder. A previsão do mandado de segurança, então, encontra assento constitucional. Mas quem esmiúça mesmo o procedimento a ser seguido no mandado de segurança é a Lei n. 12.016/2009 (Lei do Mandado de Segurança), que prevê no art. 1º: Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pes- soa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. § 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de parti- dos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições. § 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos admi- nistradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. § 3º Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado de segurança. O que é o direito líquido e certo, mencionado tanto na CF quanto na Lei do Mandado de Segurança?con- corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio- nais do Trabalho. IV – Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída. Obs.: � A sede do TRT é a capital do estado. E no TRT 15 a sede é Campinas. 2.2. legitiMidAde Quanto à legitimidade para ajuizar a ação civil pública, prevê o art. 5º da Lei n. 7.347/1985: Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: I – o Ministério Público; II – a Defensoria Pública; III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido V – a associação que, concomitantemente: a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil; b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. § 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. § 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. § 3º Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministé- rio Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa. § 4º O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz, quando haja manifesto interes- se social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. § 5º Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do Distrito Fe- deral e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. § 6º Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial. O dispositivo é complementado pelo art. 82 da Lei n. 8.070/90 (Código de Defesa do Consumidor): Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente: I – o Ministério Público, II – a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal; III – as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código; V – as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autoriza- ção assemblear. § 1º O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz, nas ações previstas nos arts. 91 e seguintes, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. Quanto à legitimidade, é importante mencionar que no caso de direito difuso ou coletivo, a legitimidade é exclusiva dos entes mencionados acima (art. 5º da Lei n. 7.347/85 e art. 82 do CDC). Já em relação aos direitos individuais homogêneos, a legitimidade dos referidos entes ocorre na forma de substituição processual, pois o direito que eles defendem não lhes perten- cem, mas sim a sujeitos individuais que podem, se quiserem, ajuizar ações individuais. Na Justiça do Trabalho, a ação civil pública acaba sendo interposta, na grande maioria das vezes, pelo Ministério Público do Trabalho e pelos sindicatos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Existe uma discussão quanto à legitimidade do MPT para ajuizar ação civil pública em defesa de direitos individuais homogêneos. Isso porque o inciso III, do art. 129, da CF, estabelece que o Ministério Público possui legitimidade para promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. Assim, parte da doutrina diz que o MPT deverá defender apenas direitos difusos e coletivos, e que isso prestigia a defesa dos direitos individuais homogêneos mediante atuação dos sin- dicatos. No entanto, a doutrina majoritária entende que é atribuição do MPT, sim, a defesa de direitos individuais homogêneos, pois ao falar em outros interesses difusos e coletivos, a CF não excluiu a defesa dos direitos individuais homogêneos. 2.3. litispendênCiA entre Ação Civil públiCA e Ação individuAl? O fato de ter sido ajuizada uma ação buscando a defesa do interesse transindividual não impede a propositura de ação individual. Dispõe o art. 104 da Lei n. 8.078/90: Art. 104. As ações coletivas, previstas nos incisos I e II e do parágrafo único do art. 81, não induzem litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais, se não for requerida sua suspensão no prazo de trinta dias, a contar da ciência nos autos do ajuiza- mento da ação coletiva. Portanto, não há litispendência entre ações coletivas e individuais. E nem poderia ter, né? Afinal, para que se configure a litispendência é necessário que haja as mesmas partes, o mes- mo pedido e a mesma causa de pedir. E esses elementos não são totalmente coincidentes entre ações coletivas e ações individuais. Contudo, deve ser observado o seguinte: quando se tratar de direito coletivo e individual homogêneo, o titular individual do direito somente se beneficiará de eventual decisão de pro- cedência da ação coletiva se requerer a suspensão da ação individual no prazo de 30 dias a contar da ciência de que tramita ação de natureza coletiva. Se o autor da ação individual não se manifestar nos 30 dias, ou se manifestar dizendo que não tem interesse na suspensão, não se beneficiará da decisão futuramente dada na ação de natureza transindividual e sua ação individual continuará correndo. Portanto, se o autor optar pela suspensão, ele somente pode ser beneficiado pela ação coletiva e não prejudicado (é o que a doutrina chama de extensão subjetiva do julgado secun- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido dum eventum litis, ou seja, para saber se a decisão se estende àquele que suspendeu a ação individual ou não, depende do resultado da lide). E se o autor requerer a suspensão e, depois, a ação coletiva for julgada improcedente ou extinta sem julgamento do mérito? Aí basta pedir o prosseguimento da ação individual e se- gue o baile. Agora, se o autor segue com a demanda individual e depois ela é julgadaimprocedente, ele não se beneficiará de decisão favorável em ação coletiva. 2.4. presCrição Os direitos difusos e coletivos são imprescritíveis (basta pensar nos exemplos que vimos no começo do estudo da matéria). EXEMPLO Se, por exemplo, o ambiente da empresa está totalmente prejudicial à saúde há 30 anos, não se pode dizer que os entes legitimados não possam entrar com ação porque ocorreu prescri- ção. Isso seria permitir que o dano à saúde se perpetue, o que é inadmissível. Portanto, direitos difusos e coletivos são imprescritíveis. Já os direitos individuais homogêneos estão sujeitos à prescrição. E, quando se tratar de matéria trabalhista, será aplicada a prescrição trabalhista: 5 anos durante a vigência do contra- to e 2 anos após a extinção do contrato. 2.5. eFeitos dA deCisão eM Ação Civil públiCA A condenação na ação que tutele direito difuso e coletivo é sempre uma obrigação de fazer ou não fazer (ex. adequar o meio ambiente do trabalho) e pode haver, também, condenação ao pagamento de indenização. Essa indenização será revertida ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), conforme determina o art. 13 da Lei n. 7.347/85. Quanto à abrangência da decisão, estabelece o art. 103 do CDC: Art. 103. Nas ações coletivas de que trata este código, a sentença fará coisa julgada: I – erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de nova prova, na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. 81; II – ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo improcedência por insufici- ência de provas, nos termos do inciso anterior, quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo único do art. 81; III – erga omnes, apenas no caso de procedência do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores, na hipótese do inciso III do parágrafo único do art. 81. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido § 1º Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade, do grupo, categoria ou classe. § 2º Na hipótese prevista no inciso III, em caso de improcedência do pedido, os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. § 3º Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. 16, combinado com o art. 13 da Lei n. 7.347, de 24 de julho de 1985, não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos, propostas individualmente ou na forma prevista neste código, mas, se procedente o pedido, benefi- ciarão as vítimas e seus sucessores, que poderão proceder à liquidação e à execução, nos termos dos arts. 96 a 99. § 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória. Aqui é importante fazer uma observação: o art. 16 da Lei n. 7.347/85 dispõe que a coisa julgada só terá efeito erga omnes nos limites da competência do órgão prolator da decisão. Assim, por exemplo, se a situação danosa abrange Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a de- cisão foi proferida pelo TRT24 (MS), em ação civil pública, não produziria efeitos no TRT 23 (Mato Grosso). Isso não faz sentido e a doutrina e a jurisprudência têm afastado essa parte do dispositivo, aplicando integralmente o art. 103 do CDC (citado acima). Em resumo, ficam assim os efeitos da coisa julgada: • Direitos difusos: coisa julgada erga omnes (atinge todo mundo); exceto se o pedido for julgado improcedente por falta de provas (nesse caso, qualquer legitimado pode entrar com nova ação). Se a ação for julgada improcedente por outro motivo que não seja ausência de provas, não caberá nova ação, pois a matéria terá sido suficientemente analisada e decidida. • Direitos coletivos: coisa julgada ultra partes: atinge apenas o grupo ou categoria envolvi- do. Da mesma forma que nos direitos difusos, se o pedido for julgado improcedente por falta de provas, qualquer legitimado poderá entrar com nova ação. Se a ação for julgada improcedente por outro motivo que não seja ausência de provas, não caberá nova ação. • Direitos individuais homogêneos: coisa julgada erga omnes, mas apenas em caso de procedência do pedido (porque aí beneficiará a todas as vítimas e sucessores) (coisa julgada secundum eventum litis). Se o pedido for julgado improcedente por qualquer motivo (inclusive insuficiência de provas), fará coisa julgada apenas para os legitimados para a ação civil coletiva, mas não para terceiros. Por fim, vale lembrar que a coisa julgada na ação civil pública não impede o ajuizamento de ação individual. Exceção no caso de direito individual homogêneo, aquele que tiver figurado como litisconsorte na ação coletiva não poderá propor ação individual. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Obs.: � Muitas vezes veremos a ação civil pública e ação coletiva sendo utilizadas como sinô- nimos. Mas, a rigor, a ação coletiva é destinada à defesa de direitos individuais homo- gêneos e ação civil pública é utilizada para tutelar direitos difusos e coletivos. Ação Civil Pública Direitos difusos Coisa julgada “erga omnes”. Exceção: improcedência por falta de provas. Coisa julgada “ultra partes”. Exceção: improcedência por falta de provas. Coisa julgada “erga omnes” em caso de procedência. Direitos coletivos Direitos individuais homogêneos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido RESUMO Mandado de Segurança É uma ação constitucional, pois sua previsão consta de forma expressa na Constituição Federal (art. 5º, LXIX, da CF/1988. Seu procedimento está previsto na Lei n. 12.016/2009 (Lei do Mandado de Segurança), que prevê no art. 1º: Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pes- soa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. § 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de parti- dos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições. § 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos admi- nistradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. § 3º Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado de segurança.A prova exigida no mandado de segurança deve ser documental e pré-constituída. O que pode ser discutido é o direito, e não os fatos. Não é possível dilação probatória no mandado de segurança, de sorte que se houver fatos controvertidos que precisem ser apurados, não será possível a utilização do MS (Súmula n. 415 do TST) A CF e a Lei 12.016 falam que o mandado de segurança é cabível contra ato de autorida- de. É importante mencionar que não se trata apenas de ato de autoridade judiciária, mas, por exemplo, ato de auditor-fiscal do trabalho, membro do Ministério Público do Trabalho etc. Não cabe o jus postulandi no mandado de segurança. De acordo com Supremo Tribunal Federal, não cabem honorários advocatícios no manda- do de segurança (Súmula 512 do STF). Competência De acordo com o inciso IV do art. 114 da CF, compete à Justiça do Trabalho julgar: IV – os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Portanto, o mandado de segurança será impetrado na Justiça do Trabalho quando a ma- téria for sujeita à jurisdição trabalhista, ou seja, quando se tratar de uma daquelas matérias elencadas no art. 114 da CF (ex. quando envolver relação de trabalho, representação sindical, direito de greve etc.). O mandado de segurança será de competência da Justiça do Trabalho também quando se tratar de matéria administrativa interna ao órgão jurisdicional trabalhista (ex. O TRT julga man- dado de segurança contra ato de seu Presidente, em questão administrativa). Em regra, a competência funcional é da Vara do Trabalho do foro de domicílio da autorida- de coatora (do órgão ao qual o agente que praticou o ato é vinculado). Se o mandado de segurança for impetrado contra ato de juiz do trabalho, a competência será do TRT. Da mesma forma, se o ato questionado for de desembargador do TRT, a compe- tência também será do TRT. Se o ato impugnado tiver sido praticado por ministro do TST, a competência será do TST. Mandado de segurança na fase de execução do processo trabalhista O mandado de segurança pode ser utilizado na execução trabalhista quando houver deci- são de juiz do trabalho que viole direito e líquido e certo da parte e não seja recorrível por meio de agravo de petição. Quando for cabível o agravo de petição, ele deve delimitar a matéria controvertida e, em relação ao que não houver discordância, segue a execução. E esse prosseguimento da execu- ção não fere nenhum direito líquido e certo do executado, não cabendo, portanto, mandado de segurança (Súmula n. 416 do TST). Mandado de segurança contra decisão interlocutória O mandado de segurança é uma alternativa diante de decisão interlocutória que viole direi- to líquido e certo da parte. De acordo com a Súmula 414/TST, se o juiz conceder ou negar tutela provisória na senten- ça, não cabe MS, pois da sentença cabe recurso ordinário. Agora, se o juiz conceder ou negar tutela antecipada antes da sentença, não caberá recurso ordinário da decisão, uma vez que se trata de decisão interlocutória. Então, como não há recurso, a parte poderá se valer do manda- do de segurança. Procedimento: o procedimento a ser seguido é o da lei especial do mandado de segurança, não se aplicando a CLT. De acordo com o artigo 7º da Lei n. 12.016/2009, a autoridade coatora (chamada impetra- da) terá o prazo de 10 dias para responder. Não se aplicam os efeitos da revelia em sede de mandado de segurança. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Em todos os mandados de segurança de competência da Justiça do Trabalho é necessária a manifestação do MPT. Casos em que não cabe mandado de segurança O art. 5º estabelece os casos em que não é cabível mandado de segurança: Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de cau- ção; II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; III – de decisão judicial transitada em julgado. Quando não cabe mais nenhum recurso e a decisão transita em julgado, a única medida possível é a ação rescisória. Não é possível, portanto, o mandado de segurança. A decisão que homologa acordo é irrecorrível e a única coisa cabível é a ação rescisória. Não cabe mandado de segurança. E se o juiz, ao contrário, não homologa o acordo? Homologar ou não o acordo é uma fa- culdade do juiz, portanto, não há como se falar em violação de direito líquido e certo (Súmu- la 418/TST). Por fim, a Súmula n. 417 do TST traz mais uma situação em que não será cabível mandado de segurança: quando houver determinação de penhora em dinheiro do executado. Recorribilidade: os Regimentos Internos dos Tribunais normalmente preveem que contra a decisão do relator no Mandado de Segurança, concedendo ou negando a liminar, caberá agra- vo regimental. Da decisão do juiz do trabalho que defere ou indefere liminar em mandado de segurança antes da sentença (decisão interlocutória, portanto) caberá outro MS para discutir a liminar. Quando à decisão de mérito, o recurso cabível contra sentença de juiz do trabalho que julga o mandado de segurança é o recurso ordinário para o TRT. Da decisão originária do Tribunal Regional do Trabalho caberá recurso ordinário para o TST (Súmula n. 201 do TST). Se a segurança for concedida, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição (ou seja, haverá a remessa de ofício à instância superior, ainda que não haja recurso da autoridade coatora). Prazo para impetração: O art. 23, da Lei n. 12.016/2009, estabelece que: Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. O prazo de 120 dias é contado em dias corridos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Mandado de segurança coletivo O mandado de segurança coletivo é utilizado quando há violação a direito líquido e certo de uma coletividade. Ação Civil Pública A ação civil pública é uma ação especial, prevista na Lei n. 7.347/85, que objetiva proteger os direitos transindividuais (que são direitos não apenas de um indivíduo, mas de uma coletivi- dade. Podem ser direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos). Quem define o que são direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos é o art. 81 da Lei n. 8.078/90: Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I – interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível,de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; II – interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base; III – interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. A natureza jurídica da ação civil pública é condenatória, pois a ação é utilizada para conde- nar aquele que lesiona interesse que transcende o aspecto individual a reparar a lesão cometi- da, por meio de obrigação de fazer, não fazer e pagar. A ação civil pública também pode ser ajuizada com a finalidade exclusiva de Na esfera trabalhista, a ação civil pública seguirá o rito ordinário, pois a lei da ação civil pública não traz nenhum rito especial. Assim, todo o desenrolar da ação, inclusive quanto aos recursos e irrecorribilidade das decisões interlocutórias será o que temos estudado para todas as ações trabalhistas. Entretanto, se a ação civil pública for de natureza cautelar (ajuizada com a finalidade de prevenir ou evitar o dano), será seguido o procedimento cautelar do CPC. Se a ação civil pública envolver matéria trabalhista (ou seja, alguns dos assuntos do art. 114 da CF/1988), a competência será da Justiça do Trabalho. Será ajuizada no primeiro grau (Vara do Trabalho). Quanto à competência, é de extrema importância a OJ 130 da SDI-2, do TST: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93 I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos. III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con- corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio- nais do Trabalho. IV – Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída. Quanto à legitimidade para ajuizar a ação civil pública, prevê o art. 5º da Lei n. 7.347/85: Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: I – o Ministério Público; II – a Defensoria Pública; III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; V – a associação que, concomitantemente: a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil; b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. § 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. § 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. § 3º Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministé- rio Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa. § 4º O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz, quando haja manifesto interes- se social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. § 5º Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do Distrito Fe- deral e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. § 6º Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial. O dispositivo é complementado pelo art. 82 da Lei n. 8.070/90 (Código de Defesa do Consumidor): O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 38 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente: I – o Ministério Público, II – a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal; III – as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código; V – as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autoriza- ção assemblear. § 1º O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz, nas ações previstas nos arts. 91 e seguintes, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. Quanto à legitimidade, é importante mencionar que no caso de direito difuso ou coletivo, a legitimidade é exclusiva dos entes mencionados acima (art. 5º da Lei n. 7.347/85 e art. 82 do CDC). Já em relação aos direitos individuais homogêneos, a legitimidade dos referidos entes ocorre na forma de substituição processual, pois o direito que eles defendem não lhes perten- cem, mas sim a sujeitos individuais que podem, se quiserem, ajuizar ações individuais. O fato de ter sido ajuizada uma ação buscando a defesa do interesse transindividual não impede a propositura de ação individual. Contudo, deve ser observado o seguinte: quando se tratar de direito coletivo e individual homogêneo, o titular individual do direito somente se beneficiará de eventual decisão de pro- cedência da ação coletiva se requerer a suspensão da ação individual no prazo de 30 dias a contar da ciência de que tramita ação de natureza coletiva. Se o autor da ação individual não se manifestar nos 30 dias, ou se manifestar dizendo que não tem interesse na suspensão, não se beneficiará da decisão futuramente dada na ação de natureza transindividual e sua ação individual continuará correndo. Os direitos difusos e coletivos são imprescritíveis. Já os direitos individuais homogêneos estão sujeitos à prescrição. Quanto à abrangência da decisão, tem-se o seguinte: • Direitos difusos: coisa julgada erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por falta de provas (nesse caso, qualquer legitimado pode entrar com nova ação). Se a ação for julgada improcedente por outro motivo que não seja ausência de provas, não caberá nova ação, pois a matéria terá sido suficientemente analisada e decidida. • Direitos coletivos: coisa julgada ultra partes: atinge apenas o grupo ou categoria envolvi- do. Da mesma forma que nos direitos difusos, se o pedido for julgado improcedente por falta de provas, qualquer legitimado poderá entrar com nova ação. Se a ação for julgada improcedente por outro motivo que não seja ausência de provas, não caberá nova ação. • Direitos individuais homogêneos: coisa julgada erga omnes, mas apenasem caso de procedência do pedido (porque aí beneficiará a todas as vítimas e sucessores) (coisa O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido julgada secundum eventum litis). Se o pedido for julgado improcedente por qualquer motivo (inclusive insuficiência de provas), fará coisa julgada apenas para os legitimados para a ação civil coletiva, mas não para terceiros. Por fim, vale lembrar que a coisa julgada na ação civil pública não impede o ajuizamento de ação individual. Exceção no caso de direito individual homogêneo, aquele que tiver figurado como litisconsorte na ação coletiva não poderá propor ação individual. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido QUESTÕES DE CONCURSO 001. (CEBRASPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021) A respeito do mandado de se- gurança na justiça do trabalho e das ações rescisórias, assinale a opção correta. a) É cabível mandado de segurança quando as partes formularem pedido de homologação de acordo judicial e o juiz não o homologar. b) Não fere o direito líquido e certo da parte o prosseguimento da execução trabalhista no que diz respeito aos valores e tópicos não impugnados no agravo de petição. c) Não caberá mandado de segurança quando a tutela provisória for indeferida antes da sen- tença, uma vez que existe recurso próprio para impugnar tal decisão. d) No caso de uma ação rescisória contra decisão proferida em processo do trabalho em que o sindicato tenha atuado como substituto processual, todos os empregados substituídos de- verão figurar como o polo passivo da ação rescisória. e) A sentença normativa transitada em julgado em tempo posterior à sentença rescindenda é considerada como prova nova para efeitos de viabilizar a desconstituição do julgado. 002. (CEBRASPE/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO E LEGISLAÇÃO/2021) É cabível a impetração de mandado de segurança quando empresa e empregado pactuam acordo e o juiz não o homologa. 003. (QUADRIX/CRF-RS/ADVOGADO/2017) Segundo entendimento sumulado do TST (Sú- mula 201), da decisão do Tribunal Regional do Trabalho, em mandado de segurança, cabe: a) recurso ordinário. b) recurso de revista. c) recurso especial. d) agravo regimental. e) apelação. 004. (CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO – DIREITO/2021) A empresa pública ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão do tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais. A decisão é passível de reforma mediante recurso. Considerando essa situação hipotética e tendo em vista as normas celetistas e o entendimen- to jurisprudencial do TST, julgue o item seguinte. A empresa ALFA poderá impetrar novo mandado de segurança para impugnar a decisão do TRT. 005. (CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO – DIREITO/2021) A empresa pública ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão do tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais. A decisão é passível de reforma mediante recurso. Considerando essa situação hipotéti- ca e tendo em vista as normas celetistas e o entendimento jurisprudencial do TST, julgue o item seguinte. Compete ao TRT processar e julgar mandado de segurança quando o próprio tribunal figura como autoridade coatora. 006. (CESPE/PREFEITURA DE MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em rela- ção ao dissídio coletivo, à ação rescisória e ao mandado de segurança na justiça do trabalho, julgue o item a seguir. Decisão judicial que determinar o bloqueio de numerário existente em conta-salário para sa- tisfação de crédito trabalhista ofenderá direito líquido e certo e autorizará a impetração de mandado de segurança. 007. (VUNESP/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICI- PAL/2016) O duplo grau de jurisdição obrigatório a) aplica-se à Justiça do Trabalho, nas hipóteses de condenação da Fazenda Pública, indepen- dentemente de condição. b) não se aplica à Justiça do Trabalho desde a promulgação da atual Constituição da República. c) só é admitido na Justiça do Trabalho se houver recurso voluntário da parte prejudicada. d) aplica-se em mandado de segurança, apenas na hipótese em que a parte prejudicada pela concessão da ordem for pessoa jurídica de direito público. e) aplica-se em qualquer situação de decisão proferida em ação rescisória ou mandado de segurança. 008. (CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) À luz da jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o próximo item, a respeito de mandado de segurança e dissídio coletivo. Situação hipotética: Pedro ajuizou reclamação trabalhista pedindo que a empresa da qual fora empregado fosse condenada a pagar-lhe adicional de insalubridade. Diante da necessidade de perícia para caracterizar e classificar a insalubridade, o juiz determinou que a empresa fizesse um depósito prévio para garantir o pagamento dos honorários periciais. Assertiva: Nessa situ- ação, admite-se mandado de segurança contra o ato judicial de exigência do depósito. 009. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2018) Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. No processo do trabalho, de acordo com o entendimento pacificado pelo TST, a) fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo de petição. b) constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que de- tentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a ele imputada. c) em execução definitiva, tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que haja discordância do credor. d) fere direito líquido e certo a concessão de liminarobstativa de transferência de empregado. e) existe direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela juris- dicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo nos casos de anistiado pela Lei n. 8.878/1994, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabilidade provisória prevista em norma coletiva. 010. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2018) Órgão de fiscalização das relações de trabalho impôs a certa empresa públi- ca estadual multa pecuniária por descumprimento de normas de proteção à saúde e à seguran- ça dos trabalhadores. Após esgotada a discussão do ato punitivo na instância administrativa, a empresa impetrou mandado de segurança perante a Justiça do Trabalho, visando afastar a penalidade imposta, sob o argumento de que, por integrar a Administração pública, a empresa não estaria sujeita a essas normas, ainda que seus empregados sejam contratados pelo regi- me jurídico trabalhista. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, o mandado de seguran- ça foi impetrado perante a justiça a) competente, sendo o ato impugnado passível de ser objeto de mandado de segurança, mas o argumento de mérito invocado pela impetrante é incompatível com a Constituição Federal. b) competente, sendo o ato impugnado passível de ser objeto de mandado de segurança, que sustenta argumento de mérito compatível com a Constituição Federal. c) competente, mas o ato impugnado não é passível de ser objeto de mandado de segurança, uma vez que essa ação não admite a apreciação judicial da legalidade da multa pecuniária, apesar do argumento de mérito invocado pela impetrante ser compatível com a Constitui- ção Federal. d) competente, mas o ato impugnado não é passível de ser objeto de mandado de segurança, uma vez que essa ação não admite a apreciação judicial da legalidade da multa pecuniária, sen- do incompatível com a Constituição Federal o argumento de mérito invocado pela impetrante. e) incompetente, uma vez que a ação deveria ser proposta perante a Justiça Estadual, mas o ato impugnado é passível de ser objeto de mandado de segurança, apesar do argumento de mérito invocado pela impetrante ser incompatível com a Constituição Federal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 011. (CEBRASPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO – ÁREA JURÍDICA/2018) Com relação ao processo do trabalho, julgue o seguinte item. Situação hipotética: Um tribunal regional do trabalho indeferiu mandado de segurança impetra- do por uma sociedade de economia mista. Assertiva: Nessa situação, o processo deverá ser encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho para que este proceda ao reexame necessário do mandado. 012. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017) De acordo com entendimento su- mulado pelo TST sobre o cabimento do mandado de segurança e de recurso ordinário diante da concessão ou indeferimento de tutela provisória no processo do trabalho, é correto afirmar que a impetração de mandado de segurança a) é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe requerimento de efeito suspensivo ao recurso ordinário. b) é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe recurso ordinário des- sa decisão. c) não é cabível se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Cabe recurso ordinário dessa decisão. d) é cabível se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Não cabe recurso ordinário dessa decisão. e) não é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe recurso ordinário dessa decisão. 013. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2017) Na Justiça do Trabalho, o mandado de segurança a) é cabível apenas contra atos judiciais, cuja competência originária é dos tribunais. b) é cabível contra a decisão de não processar o recurso ordinário regularmente interposto. c) pode ser utilizado para pleitear verbas trabalhistas sonegadas pelo empregador público. d) é incabível contra a antecipação de tutela concedida na sentença. e) tem o prazo de impetração contado em dias úteis. 014. (CEBRASPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2017) Em relação aos recursos no processo do trabalho, à execução trabalhista e ao mandado de segurança na justiça do traba- lho, julgue o item que se segue à luz do entendimento do TST. A tutela provisória concedida na sentença pode ser impugnada pela via do mandado de segu- rança, admitindo-se a obtenção do efeito suspensivo por requerimento do impetrante. 015. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Confor- me disposição expressa na CLT, os empregados e os empregadores poderão reclamar pesso- almente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. Diante O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido desse preceito normativo, e considerando a jurisprudência uniforme do TST, o recurso ou a ação em que se admite o jus postulandi das partes na Justiça do Trabalho é: a) mandado de segurança; b) ação cautelar; c) recurso ordinário adesivo; d) recurso de revista; e) ação rescisória. 016. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) Acerca da jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho sobre o mandado de segurança, assinale a alternativa CORRETA: a) A tutela provisória concedida em sentença também comporta impugnação por intermédio de mandado de segurança. b) A tutela provisória concedida em sentença não comporta questionamento pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obtenção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao juízo de primeiro grau, por aplicação subsidiária do Código de Processo Civil. c) A superveniência da sentença, nos autos originários, não faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. d) A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tu- telável pela via do mandado de segurança. e) Não respondida. 017. (FMP CONCURSOS/PGE-AC/PROCURADOR DO ESTADO/2017) Em uma reclamatória trabalhista, concedida a antecipação dos efeitos da tutela antes da sentença, de acordo com entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, é CORRETO afirmar que a) cabe a impetração de mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. b) é própria a interposição de agravo retido, por se tratar de decisão interlocutória. c) é oportuna a apresentação de protesto antipreclusivo, considerando a inexistência de recur- so próprio. d) é cabível a interposição de recurso ordinário, considerando que a decisão recorrida é termi- nativa do feito. e) é incabível a manifestação de inconformidade por qualquer medida processual, já que as decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo do trabalho. 018. (QUADRIX/CFO-DF/PROCURADOR JURÍDICO/2017) A respeito do processo do traba- lho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue. Caberá reexame necessário em mandado de segurança quando o prejudicado pela ordemfor pessoa jurídica de direito privado se a matéria decidida for de natureza administrativa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 019. (VUNESP/CRBIO – 1ª REGIÃO/ANALISTA – ADVOGADO/2017) A antecipação de tute- la concedida por juiz do trabalho é passível de impugnação por a) mandado de segurança, desde que anterior à sentença. b) agravo de instrumento. c) correição parcial, desde que se trate de error in judicando. d) mandado de segurança em qualquer circunstância. e) pedido de revisão. 020. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2016) Sobre os procedimentos especiais de ação rescisória e mandado de seguran- ça, segundo entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, a) no caso da tutela antecipada ou liminar ser concedida antes da sentença, não cabe a impe- tração do mandado de segurança, em face da existência de recurso próprio. b) não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em di- nheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gradação prevista no Código de Processo Civil. c) fere direito líquido e certo que pode ser atacado por mandado de segurança o prossegui- mento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo de petição. d) a ação rescisória calcada em violação de lei também admite reexame de fatos e provas do processo que originou a decisão rescindenda. e) é documento novo apto a viabilizar a desconstituição de julgado a sentença normativa pro- ferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença rescindenda. 021. (CEBRASPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA – DIREITO/2016) De acordo com o entendi- mento sumulado do TST, julgue o item a seguir. Em dissídio coletivo, se opera tão somente coisa julgada formal. Assim, o mandado de se- gurança e a ação rescisória são os meios adequados para se atacar cláusula reformada em sentença normativa modificada em grau de recurso. 022. (CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ESPECIALISTA – ÁREA JURÍDICA/2016) A respeito do jus postulandi na justiça do trabalho e do cabimento do mandado de segurança no processo do trabalho, julgue o item que se segue. Cabe a impetração de mandado de segurança ao tribunal contra decisão de juiz que, em um processo trabalhista, não tenha homologado acordo firmado entre as partes. 023. (TRT – 22ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Relativamente ao mandado de seguran- ça, é INCORRETO afirmar: a) não cabe na execução trabalhista; b) não cabe em caso de homologação de acordo, por se tratar de faculdade do juiz; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido c) não cabe a concessão de prazo para a juntada de documento indispensável, quando este não tiver instruído a petição inicial; d) não cabe, em regra, contra atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público; e) quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá re- querer o mandado de segurança. 024. (CEPUERJ/UERJ/RESIDÊNCIA JURÍDICA – TRABALHISTA/2013) Sobre o mandado de segurança, pode-se afirmar que: a) as varas do trabalho e os juízes investidos de jurisdição trabalhista não têm competência para julgar mandado de segurança. b) aos Tribunais Regionais do Trabalho compete o julgamento de mandado de segurança im- petrado contra seus próprios atos administrativos. c) a antecipação da tutela concedida na sentença comporta impugnação pela via do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. d) se a petição inicial do mandado de segurança não vier instruída com a prova documental pré-constituída, o juiz designará prazo para emenda, sob pena de indeferimento da inicial. 025. (TRT – 21ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Acerca do Mandado de Segurança, considere as assertivas abaixo e, assinale, a seguir, a alternativa correta, conside- rando o entendimento jurisprudencial consagrado pelo Tribunal Superior do Trabalho a respei- to do tema: I – Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbitrou novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser conside- rado deserto. II – Cabe mandado de segurança contra antecipação de tutela deferida em sentença trabalhis- ta, quando os efeitos puderem causar manifesto prejuízo à parte ou estiver em conflito com Súmula do Tribunal Superior do Trabalho; III – Considerando o amplo poder diretivo concedido ao Magistrado Trabalhista, é possível a ele, com suporte subsidiário no Art. 284 do CPC, determinar a emenda à inicial de Mandado de Segurança, para que a parte apresente documentos adicionais necessários à demonstração da prova pré-constituída. IV – Não cabe Mandado de Segurança contra indeferimento de processamento de recurso ad- ministrativo em face de multa aplicada pela fiscalização do trabalho, tendo em vista a previsão legal específica no Art. 636, § 1º da CLT, que exige o depósito recursal pertinente. V – Em mandado de segurança, somente cabe remessa ex officio se, na relação processual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela concessão da ordem. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 47 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e terceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria administrativa. a) apenas as assertivas I, II e IV estão corretas; b) apenas as assertivas I e V estão corretas; c) todas as assertivas estão corretas; d) todas as assertivas estão incorretas; e) apenas as assertivas III, IV e V estão corretas. 026. (FCC/TRT – 23ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Falidora Fortuna ingressou com reclamação trabalhista contra o Restaurante Panela Velha Ltda., que foi julgada parcialmente procedente. Na execução, as partes protocolaram petição de acordo, dando ple- na quitação quanto ao objeto da ação e requerendo a sua homologação pelo Juízo. Entretanto, o Juízo denegou a homologação do acordo por entender que a referida composição era lesiva aos interesses da autora, determinando o prosseguimento da execução. Diante da recusa à homologação do acordo a) as partes devem impetrar Mandado de Segurança, eis que se trata de decisão interlocutória. b) inexiste direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. c) é cabível a interposição de Recurso Ordinário. d) é cabível a interposição de Agravo de Petição. e) é cabível a apresentação de exceção de pré-executividade. 027. (TRT – 8ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015)Sobre o processamento e julgamento do mandado de segurança, segundo a jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante re- curso próprio, ainda que com efeito diferido. b) A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Traba- lho em ação rescisória ou em mandado de segurança, com fundamento em violação legal e divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. 896 da CLT, configura erro grosseiro, insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso ordinário, em face do disposto no art. 895, “b”, da CLT. c) Esgotadas as vias recursais existentes, não cabe mandado de segurança. d) Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbitrou novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser conside- rado deserto. e) É cabível mandado de segurança para impugnar antecipação de tutela concedida em sen- tença de conhecimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 028. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2015) Em ação trabalhista ajuizada, foi con- cedida a antecipação dos efeitos da tutela antes da realização de audiência. De acordo com a jurisprudência uniforme do TST, assinale a alternativa CORRETA que contenha a medida que pode ser adotada pelo réu: a) Interpor imediatamente recurso ordinário e ação cautelar visando conferir efeito suspensivo ao recurso. b) Impetrar mandado de segurança, demonstrando por meio de prova pré-constituída que não se fazem presentes os requisitos previstos em lei para a antecipação da tutela. c) Interpor agravo de instrumento por se tratar de decisão interlocutória, cumulado com pedido de efeito suspensivo ao recurso. d) Como a tutela antecipada permite o cumprimento imediato da decisão, o recurso cabível é o previsto para a fase de execução, ou seja, o agravo de petição. e) Não respondida. 029. (FUNIVERSA/UEG/ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA – DIREITO/2015) Con- forme o entendimento do TST acerca do mandado de segurança, assinale a alternativa correta. a) Cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado. b) No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, não cabe a im- petração do mandado de segurança. c) A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. d) O ius postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às varas do trabalho e aos tribunais regionais do trabalho e alcança o mandado de segurança, desde que este seja impetrado perante vara do trabalho ou tribunal regional do trabalho. e) Fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado, em execução definitiva, para garantir crédito exequendo. 030. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Sobre o mandado de se- gurança, à luz da jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, analise as seguin- tes proposições: I – Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso de revista, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. II – Não cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado. III – Aplica-se a alçada em mandado de segurança. IV – O juiz deve assinalar prazo de 10 (dez) dias para regularização, caso o impetrante não ins- trua petição inicial com toda a prova documental indispensável ao exame do pleito. V – Embora o agravo de petição deva delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido a) Somente as proposições II e V estão corretas. b) Somente as proposições II e IV estão corretas. c) Somente as proposições I e V estão corretas. d) Somente as proposições III e IV estão corretas. e) Todas as proposições estão corretas. 031. (TRT – 4ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Considere as assertivas abaixo sobre ação civil pública na Justiça do Trabalho. I – A competência para a ação civil pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das Varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos. II – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho, ficando prevento o Juízo a que a primeira ação houver sido despachada. III – Na Justiça do Trabalho, os sindicatos e o Ministério Público têm competência para a propositura de ação civil pública, sendo vedada sua atuação em litisconsórcio na hipótese de defesa de interesses difusos. Quais são corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e) I, II e III. 032. (FCC/TRT – 1ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Em relação à com- petência para julgar ação civil pública na Justiça do Trabalho, e com base no entendimento do TST (súmulas e orientações jurisprudenciais), é correto afirmar: a) Se o dano alegado na inicial possuir abrangência suprarregional, a competência será de qualquer das Varas do Trabalho das cidades onde o dano ocorrer. b) Se o dano for limitado à jurisdição de duas Varas contíguas, vinculadas ao mesmo Tribunal Regional, além destas é competente também, em qualquer caso, as Varas da sede do respec- tivo tribunal Regional. c) Se o dano for de extensão nacional a competência originária é de qualquer dos Tribunais Regionais do Trabalho. d) No caso do ajuizamento de duas ações idênticas, em juízos diferentes, a competência se fixa por aquele que primeiro tiver despachado. e) No caso de dano de extensão suprarregional, a competência é de qualquer das Varas da sede dos Tribunais Regionais com jurisdição nas regiões atingidas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 033. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2015) Marque a alternativa INCORRETA so- bre competência para processamento e julgamento da ação civil pública: a) A competência fixa-se pela extensão do dano. b) Se a extensão do dano a ser reparado limitar-se ao âmbito regional, a competência é de uma das Varas do Trabalho da capital do Estado. c) Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional,há competência concorrente das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho. d) Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída. e) Não respondida. 034. (CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS – CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) A res- peito das ações civis admissíveis no processo do trabalho, julgue o item a seguir. Conforme jurisprudência consolidada do TST, não é cabível mandado de segurança para cas- sar liminar concedida em ação civil pública. 035. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR/2014) Em razão de um mesmo fato que ocasionou danos a interesses difusos de trabalhadores exclusivamente nas cidades de Campinas, San- tos e São Paulo, o sindicato, ao tomar conhecimento, resolve ajuizar ação civil pública. Nessa hipótese, à luz da atual redação da OJ 130 da SDI – II do TST, a ação deverá ser endereçada a) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região, por se tratar de dissídio coletivo. b) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região ou ao Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª Região. c) a uma das varas do trabalho localizadas em Campinas, Santos ou São Paulo. d) exclusivamente a uma das varas do trabalho localizadas na Capital de São Paulo. e) tanto a uma das varas do trabalho localizadas na Capital de São Paulo quanto na cidade de Campinas. 036. (OBJETIVA/SAMAE DE JAGUARIAÍVA-PR/ADVOGADO/2016) Em conformidade com LEITE, analisar a sentença abaixo: O MPT pode ajuizar ação civil pública visando limitar o poder de comando do empregador, quando este ofende os direitos de liberdade do trabalhador, como a liberdade de pensamento (v.g., proibindo-o de expor suas opiniões ideológicas), ou em situações nas quais o empre- gador desrespeita a dignidade do trabalhador, obrigando-o, por exemplo, à vistoria ou revista íntima (1ª parte). A Justiça do Trabalho tem competência para processar e julgar ações que veiculam declaração de nulidade de contratações temporárias nos entes públicos que adota- ram regime jurídico administrativo ou institucional para tais contratações, em consonância com o entendimento do STF (2ª parte). A sentença está: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 51 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido a) Totalmente correta. b) Correta somente em sua 1ª parte. c) Correta somente em sua 2ª parte. d) Totalmente incorreta. 037. (QUADRIX/CRO-GO/ADVOGADO/2021) Considerando a jurisprudência do Superior Tri- bunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, julgue o item quanto aos reflexos processuais da natureza jurídica dos conselhos profissionais. Os conselhos profissionais ostentam legitimidade ampla e irrestrita para a propositura de ação civil pública. 038. (TRT – 14ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Leia as proposições a seguir e marque a resposta correta: I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho das localidades atingidas. II – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente para a Ação Civil Pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho distintos. III – O art. 114 da Constituição Federal atribui à Justiça do Trabalho competência para a execu- ção, de ofício, das contribuições sociais previstas no seu art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos decorrentes das decisões, de qualquer natureza, que proferir. IV – A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previden- ciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. a) Apenas as proposições I e III estão incorretas. b) Apenas as proposições II e III estão incorretas. c) Apenas as proposições III e IV estão incorretas. d) Apenas as proposições I e IV estão incorretas. e) Todas as proposições estão incorretas. 039. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2013) Em relação à ação civil pública traba- lhista, conforme o CDC e a jurisprudência dominante do TST, analise as proposições abaixo: I – A Vara do Trabalho de Brasília tem competência concorrente para a solução de demandas sobre danos de âmbito suprarregional, somente nas hipóteses em que o dano alcance a área de sua jurisdição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido II – O sindicato tem ampla legitimidade ativa para postular a tutela inibitória relativa a direitos difusos e coletivos, mesmo aqueles desvinculados de interesses da categoria que representa. III – Os pedidos relativos a interesses difusos julgados improcedentes, por ausência de prova, produzem coisa julgada material com efeito erga omnes. IV – É possível a cumulação objetiva de pedidos de indenização por danos morais individuais e coletivos. Assinale a alternativa CORRETA: a) As assertivas II e III estão incorretas; b) As assertivas I e IV estão incorretas; c) As assertivas I e III estão incorretas; d) As assertivas II e IV estão incorretas; e) Não respondida. 040. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Em relação à Ação Civil Pública, assinale a alternativa correta: a) É cabível na hipótese de danos morais e patrimoniais causados a qualquer interesse difuso ou coletivo, inclusive em se tratando de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). b) Pode ser proposta pelo Ministério Público, quando os fatos objeto da ação, chegaram ao seu conhecimento por juízes e tribunais, no exercício de suas funções, ou por qualquer pessoa. c) Será instruída por certidões e informações, que não podem ser negadas pela autoridade competente. d) Em que for reconhecida a litigância de má fé da associação autora, terá os seus diretores subsidiariamente responsáveis pelas condenações impostas. e) Deve ser proposta no Tribunal Regional do Trabalho competente para julgar a matéria discutida. 041. (TRT – 15ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) A ação civil pública atende a exigência atual de coletivização do processo em contraposição à tendência tradicional individualista do direito processual comum, realizando os princípios da acessibilidade coletiva e da efetividade do processo. A esse respeito, é incorreto afirmar: a) a ação civil pública presta-se a tutelar Interesses difusos, coletivos e individuais homogêne- os, sendo que parte da doutrina estabelece uma diferenciação entre a ação civil pública stricto sertsu, que seria destinada aos interesses difusos e coletivos, e a ação coletiva, voltada aos interesses individuais homogêneos; b) os interesses difusos são aqueles de natureza ‘transindividual, indeterminados, indivisíveis, de interesse de um grupo de pessoas, não havendo entre elas vínculo jurídico ou fático bem definido; os interesses coletivos, por sua vez, são transindividuais, determinados ou determi- náveis, indivisíveis e interligados por uma relação jurídica de interesse do grupo; os interesses O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição,sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 53 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido individuais homogêneos, por fim, são caracterizados por possuírem a identificação de seu titu- lar, sendo divisível o seu objeto, possuindo origem comum; c) a competência para a apreciação das ações civis públicas é definida pelo local do dano, sen- do entendimento majoritário do TST que, havendo dano de abrangência regional, que atinge ci- dades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos, ao passo que, em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há com- petência concorrente para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho; d) a legitimidade ativa ad causam para a ação civil pública não é taxativa, pertencendo, entre outros, ao Ministério Público, à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e aos órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, destinados à defesa de direitos metaindi- viduais, como também às associações constituídas há pelo menos um ano, tendo entre seus fins a defesa de interesses metaindividuais; e) na ação civil pública voltada à tutela de interesses difusos, a sentença de procedência gera efeitos vinculantes “erga omnes”. 042. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2011/ADAPTADA) Tem legitimidade para pro- por a Ação Civil Pública, segundo previsão expressa na Lei 7.347, de 1985: a) Apenas o Ministério Público. b) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as autarquias, as empresas públicas, as fundações, as sociedades de economia mista e a associação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. c) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as autarquias, as fundações e a associação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. d) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, as autarquias, as fundações e a asso- ciação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econô- mica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido e) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública e a associação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. 043. (TRT – 23ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Quanto ao regramento legal da ação civil pública, assinale a alternativa FALSA: a) Tem legitimidade para propor a ação civil pública, dentre outros, a Defensoria Pública, autar- quia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista. b) O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. c) Todos os legitimados à propositura da ação poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial. d) Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem que a as- sociação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa aos demais legitimados. e) Na ação coletiva em que se deduza pretensão referente a direitos ou interesses individuais homogêneos haverá a formação de coisa julgada erga omnes, apenas no caso de procedência do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores, sendo que, em caso de improce- dência do pedido, os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. 044. (TRT – 3ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2014) É correto afirmar em matéria de Manda- do de Segurança, a partir das súmulas do TST: a) Não se aplica a alçada em mandado de segurança. b) A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tu- telável pela via do mandado de segurança. c) Da decisão de TRT em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o TST, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. d) A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). e) Todas as opções estão corretas. 045. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR/2014) De acordo com a Súmula 201 do TST, da de- cisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança, cabe a) recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Regional do Trabalho. b) recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido c) recurso de revista, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. d) apelação, no prazo de 15 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. e) agravo regimental, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Regional do Trabalho. 046. (FGV/CONDER/ADVOGADO/2013) A empresa J. Confecções Ltda. foi citada para com- parecer a uma audiência em reclamação trabalhista movida por uma ex-empregada e, simulta- neamente, cientificada do deferimento da reintegração da obreira, em sede de tutela antecipa- da. Inconformada contra a decisão, a empresa impetrou mandado de segurança, cujo mérito foi apreciado e concedida a ordem, neutralizando assim a decisão de 1º grau. O juiz, ao ser cientificado da decisão do writ, dela resolveu recorrer, apresentando a peça per- tinente no prazo legal. Diante da situação retratada e da norma de regência, assinale a afirmativa correta. a) É possível o juiz, na condição de autoridade coatora, recorrer da decisão, conforme previ- são em Lei. b) Houve típico erro judiciário, pois não caberia mandado de segurança, já que as decisões inter- locutórias na Justiça do Trabalho são irrecorríveis, de modo que nada poderia fazer a empresa. c) Não sendo o juizA definição mais conhecida é aquela feita por Hely Lopes Meirelles: Direito líquido e certo é o que se apresenta manifesto na sua existência, delimitado na sua extensão e apto a ser exercido no momento da impetração. Por outras palavras, o direito invocado, para ser amparável por mandado de segurança, há de vir expresso em norma legal e trazer em si todos os requisitos e condições de sua explicação ao impe- trante: se sua existência for duvidosa; se sua extensão ainda não estiver delimitada, se seu exercício O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido depender de situações e fato ainda indeterminados, não rende ensejo à segurança embora possa ser defendido por outros meios judiciais. O direito líquido e certo deve ser demonstrado já na impetração do mandado de seguran- ça (na verdade, a situação fática que leve à aplicação do direito pleiteado é que deve estar demonstrada de plano. Portanto, a prova do direito líquido e certo se refere aos fatos e não propriamente ao direito). A prova exigida no mandado de segurança deve ser documental e pré-constituída. O que pode ser discutido é o direito, e não os fatos. Não é possível dilação pro- batória no mandado de segurança, de sorte que se houver fatos controvertidos que precisem ser apurados, não será possível a utilização do MS. De acordo com a Súmula n. 625 do STF, é possível discussão sobre o direito (mas não so- bre os fatos): Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. Em relação à proibição de dilação probatória no mandado de segurança e necessidade de prova documental já pré-constituída, dispõe a Súmula 415 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO INICIAL. ART. 321 DO CPC DE 2015. ART. 284 DO CPC DE 1973. INAPLICABILIDADE. Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável o art. 321 do CPC de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do “mandamus”, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação. O referido artigo 321 do CPC trata da emenda à inicial. E, como disposto na Súmula n. 415, não haverá prazo de emenda à inicial para juntada de documento indispensável à propositura do MS. Ou este documento vem já na inicial, ou o MS nem segue. Só haverá interesse para impetração do mandado de segurança quando houver violação concreta da lei, não sendo cabível mandado de segurança para discutir lei em tese. Diz a Sú- mula n. 266 do STF: Não cabe mandado de segurança contra lei em tese. A CF e a Lei n. 12.016 falam que o mandado de segurança é cabível contra ato de autorida- de. É importante mencionar que não se trata apenas de ato de autoridade judiciária, mas, por exemplo, ato de auditor-fiscal do trabalho, membro do Ministério Público do Trabalho etc. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Como já vimos em outras aulas, não cabe o jus postulandi no mandado de segurança. Você se recorda do que é o jus postulandi? É a possibilidade de empregado e empregador demandarem na Justiça do Trabalho sem a representação por um advogado. Isso não se aplica no caso de MS, uma vez que o MS é uma ação bem específica e que exige conhecimento jurídico mais aprofundado. Nesse sentido, a Súmula 425 do TST: JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE. O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra- balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. De acordo com Supremo Tribunal Federal, não cabem honorários advocatícios no mandado de segurança (Súmula n. 512 do STF). Qual o sentido? Nenhum. Se é indispensável a repre- sentação por advogado para impetração de mandado de segurança na JT, não faz sentido que não haja condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Mas é esse o entendi- mento do STF. 1.1. CoMpetênCiA Quando o mandado de segurança será de competência da Justiça do Trabalho? De acordo com o inciso IV do art. 114 da CF, compete à Justiça do Trabalho julgar: IV – os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição. Portanto, o mandado de segurança será impetrado na Justiça do Trabalho quando a ma- téria for sujeita à jurisdição trabalhista, ou seja, quando se tratar de uma daquelas matérias elencadas no art. 114 da CF (ex. quando envolver relação de trabalho, representação sindical, direito de greve etc.). EXEMPLO O auditor-fiscal do trabalho aplica uma multa na empresa, sob a justificativa de que o emprega- dor está permitindo que empregados não vacinados contra a covid entrem no local de trabalho. O empregador entende que o ato dessa autoridade é ilegal, por contrariar a Portaria n. 620 do O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Ministério do Trabalho e Previdência, e, ainda, ofende seu direito líquido e certo à livre adminis- tração de sua empresa. Neste caso, caberá mandado de segurança a ser impetrado na Justiça do Trabalho (na Vara do Trabalho). O mandado de segurança será de competência da Justiça do Trabalho também quando se tratar de matéria administrativa interna ao órgão jurisdicional trabalhista (ex. O TRT julga man- dado de segurança contra ato de seu Presidente, em questão administrativa). Bom, determinado que a competência será da Justiça do Trabalho (ou seja, fixada a com- petência material), o passo seguinte é saber em qual instância será impetrado o mandado de segurança (competência funcional), bem como a localidade. E, para isso, é preciso identificar a autoridade coatora e sua sede funcional. Em regra, a competência funcional é da Vara do Trabalho do foro de domicílio da autoridade coatora. Naquele exemplo acima (da multa aplicada pelo auditor do trabalho) a competência seria da Vara do Trabalho do local onde o auditor (autoridade coatora) tem seu domicílio (do- micílio funcional, que seria o local onde se situa o órgão ao qual a autoridade está diretamente vinculada. Assim, não importa onde o auditor mora, mas onde se situa o órgão em nome do qual ele age. Isso porque a autoridade coatora não é o agente, mas o órgão). Se o mandado de segurança for impetrado contra ato de juiz do trabalho, a competência será do TRT. Da mesma forma, se o ato questionado for de desembargador do TRT, a compe- tência também será do TRT. Se o ato impugnado tiver sido praticado por ministro do TST, a competência será do TST. DICA A nossa ideia é sempre pensar que a impetração deva ser pe- rante autoridade superior, né? Mas pense que o mandado de segurança é muito educado e resolve os problemas dentro de casa mesmo. Rsrs. O ato é de desembargador do TRT? Deixe que o próprio TRT resolva (por decisão colegiada). Oparte nem interessado, mas apenas autoridade supostamente coatora, não poderá recorrer da decisão, inclusive por inexistir previsão legal para tanto. d) Uma vez que a Lei é omissa a respeito, caberá ao órgão que apreciar o mandado de seguran- ça verificar, à luz do caso concreto, pela legitimidade ou não do magistrado como recorrente. e) O mandado de segurança é cabível, mas deveria ser impetrado perante a Vara do Trabalho, pois com a ampliação da competência da Justiça do Trabalho é no juízo de 1º grau que essa ação é proposta, sob pena de supressão de instância. 047. (CEBRASPE/PROCURADOR/2013) No que diz respeito ao mandado de segurança no processo do trabalho, julgue os próximos itens. Se o juiz do trabalho antecipar a tutela antes de proferir a sentença, será possível a impetração de mandado de segurança. 048. (CEBRASPE/PG-DF/PROCURADOR/2013) No que diz respeito ao mandado de seguran- ça no processo do trabalho, julgue os próximos itens. Se, após pactuarem acordo em processo trabalhista, as partes requererem, em conjunto, ho- mologação judicial do acordo, e isso não for feito pelo juiz, caberá a impetração de mandado de segurança, já que, em tal situação, não há previsão de cabimento de recurso específico. 049. (FCC/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2013) Com relação ao Mandado de Segurança, considere: I – Caberá ao Tribunal Regional do Trabalho competente o julgamento do mandado de segu- rança quando a autoridade coatora for juiz de direito investido na jurisdição trabalhista. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido II – É incabível mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado. III – O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 180 dias contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado (prazo decadencial). Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) II. c) I e III. d) II e III. e) I e II. 050. (FCC/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2013) Deisy ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa “AXZ Ltda”, reque- rendo a rescisão indireta de seu contrato de trabalho. As partes celebraram acordo através de petição conjunta, assinada pelos advogados de ambas as partes com poderes para transigir. No entanto, o magistrado não homologou o acordo sob o fundamento de que as partes pre- tendiam o recebimento ilegal de seguro-desemprego e saque indevido de FGTS. Neste caso, a decisão do magistrado de homologar ou não o referido acordo. a) deverá ser objeto de agravo de instrumento, interposto no prazo de oito dias a contar da publicação da referida decisão. b) violou direito líquido e certo das partes, que deverão impetrar mandado de segurança con- junto, figurando ambas no polo ativo do mandado. c) violou direito líquido e certo das partes, devendo cada parte impetrar mandado de segurança separadamente. d) possui vício porque no caso de acordo celebrado em reclamação trabalhista que vise a res- cisão indireta de contrato de trabalho é obrigatória a assinatura das partes em conjunto com os seus advogados. e) constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido GABARITO 1. b 2. E 3. a 4. E 5. C 6. C 7. d 8. C 9. b 10. a 11. E 12. d 13. d 14. E 15. c 16. d 17. a 18. C 19. a 20. b 21. E 22. E 23. a 24. b 25. b 26. b 27. e 28. b 29. c 30. a 31. a 32. e 33. b 34. E 35. c 36. b 37. E 38. a 39. a 40. b 41. d 42. b 43. c 44. e 45. b 46. a 47. C 48. E 49. e 50. e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido GABARITO COMENTADO 001. (CEBRASPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021) A respeito do mandado de se- gurança na justiça do trabalho e das ações rescisórias, assinale a opção correta. a) É cabível mandado de segurança quando as partes formularem pedido de homologação de acordo judicial e o juiz não o homologar. b) Não fere o direito líquido e certo da parte o prosseguimento da execução trabalhista no que diz respeito aos valores e tópicos não impugnados no agravo de petição. c) Não caberá mandado de segurança quando a tutela provisória for indeferida antes da sen- tença, uma vez que existe recurso próprio para impugnar tal decisão. d) No caso de uma ação rescisória contra decisão proferida em processo do trabalho em que o sindicato tenha atuado como substituto processual, todos os empregados substituídos de- verão figurar como o polo passivo da ação rescisória. e) A sentença normativa transitada em julgado em tempo posterior à sentença rescindenda é considerada como prova nova para efeitos de viabilizar a desconstituição do julgado. a) Errada. Súmula n. 418 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. b) Certa. Súmula n. 416 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. CABIMENTO Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. c) Errada. Súmula n. 414 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten- ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub- sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015. II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. d) Errada. Relembrando matéria da aula passada. Súmula n. 406 do TST: AÇÃO RESCISÓRIA. LITISCONSÓRCIO. NECESSÁRIO NO POLO PASSIVO E FACULTA- TIVO NO ATIVO. INEXISTENTE QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS PELO SINDICATO I – O litisconsórcio,na ação rescisória, é necessário em relação ao polo passivo da demanda, porque supõe uma comunidade de direitos ou de obrigações que não admite solução díspar para os litisconsortes, em face da indivisibilidade do objeto. Já em relação ao polo ativo, o litisconsórcio é facultativo, uma vez que a aglutinação de autores se faz por conveniência e não pela necessidade decorrente da natureza do litígio, pois não se pode condicionar o exercício do direito individual de um dos litigantes no processo origi- nário à anuência dos demais para retomar a lide. II – O Sindicato, substituto processual e autor da reclamação trabalhista, em cujos autos fora proferida a decisão rescindenda, possui legitimidade para figurar como réu na ação rescisória, sendo descabida a exigência de citação de todos os empregados substituídos, porquanto inexistente litisconsórcio passivo necessário. e) Errada. Recordar é viver (e ser aprovado em concurso!): Súmula n. 402 do TST AÇÃO RESCISÓRIA. PROVA NOVA. DISSÍDIO COLETIVO. SENTENÇA NORMATIVA I – Sob a vigência do CPC de 2015 (art. 966, inciso VII), para efeito de ação rescisória, considera-se prova nova a cronologicamente velha, já existente ao tempo do trânsito em julgado da decisão rescindenda, mas ignorada pelo interessado ou de impossível utiliza- ção, à época, no processo. II – Não é prova nova apta a viabilizar a desconstituição de julgado: a) sentença normativa proferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença res- cindenda; b) sentença normativa preexistente à sentença rescindenda, mas não exibida no processo principal, em virtude de negligência da parte, quando podia e deveria louvar- -se de documento já existente e não ignorado quando emitida a decisão rescindenda. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 002. (CEBRASPE/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO E LEGISLAÇÃO/2021) É cabível a impetração de mandado de segurança quando empresa e empregado pactuam acordo e o juiz não o homologa. Como vimos na questão acima, a resposta está na Súmula 418 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. Errado. 003. (QUADRIX/CRF-RS/ADVOGADO/2017) Segundo entendimento sumulado do TST (Sú- mula 201), da decisão do Tribunal Regional do Trabalho, em mandado de segurança, cabe: a) recurso ordinário. b) recurso de revista. c) recurso especial. d) agravo regimental. e) apelação. Súmula n. 201 do TST RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. Letra a. 004. (CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO – DIREITO/2021) A empresa pública ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão do tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais. A decisão é passível de reforma mediante recurso. Considerando essa situação hipotética e tendo em vista as normas celetistas e o entendimen- to jurisprudencial do TST, julgue o item seguinte. A empresa ALFA poderá impetrar novo mandado de segurança para impugnar a decisão do TRT. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido A decisão do TRT é recorrível por meio de recurso ordinário para o TST (Súmula 201, citada na questão anterior). Portanto, se há recurso cabível, não pode ser utilizado o mandado de segu- rança. Nesse sentido, a OJ 92 da SDI-2 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. No mesmo sentido a Súmula n. 267 do STF: Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. Errado. 005. (CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO – DIREITO/2021) A empresa pública ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão do tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais. A decisão é passível de reforma mediante recurso. Considerando essa situação hipotéti- ca e tendo em vista as normas celetistas e o entendimento jurisprudencial do TST, julgue o item seguinte. Compete ao TRT processar e julgar mandado de segurança quando o próprio tribunal figura como autoridade coatora. Se o mandado de segurança for impetrado contra ato de juiz do trabalho, a competência será do TRT. Se o ato questionado for de desembargador do TRT, a competência também será do próprio TRT. Art. 678. Aos Tribunais Regionais, quando divididos em Turmas, compete: I – ao Tribunal Pleno, especialmente: a) processar, conciliar e julgar originariamente os dissídios coletivos; b) processar e julgar originariamente: 1) as revisões de sentenças normativas; 2) a extensão das decisões proferidas em dissídios coletivos; 3) os mandados de segurança; (...) Se o ato impugnado tiver sido praticado por ministro do TST, a competência será do TST. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 006. (CESPE/PREFEITURA DE MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em rela- ção ao dissídio coletivo, à ação rescisória e ao mandado de segurança na justiça do trabalho, julgue o item a seguir. Decisão judicial que determinar o bloqueio de numerário existente em conta-salário para sa- tisfação de crédito trabalhista ofenderá direito líquido e certo e autorizará a impetração de mandado de segurança. Esta questão é muito polêmica e a coloquei aqui para que possamos discutir o assunto. Já adianto que o gabarito trouxe a questão como correta baseado, sem sombra de dúvidas, na OJ 153 da SDI-2, do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. ORDEM DE PENHORA SOBRE VALORES EXIS- TENTES EM CONTA SALÁRIO. ART. 649, IV, DO CPC DE 1973. ILEGALIDADE. (atualizada em decorrência do CPC de 2015) Ofende direito líquido e certo decisão que determina o bloqueio de numerário existente em conta salário, para satisfação de crédito trabalhista, ainda que seja limitado a deter- minado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para fundo de aplicação ou poupança, visto que o art. 649, IV, do CPC de 1973 contém norma imperativa que não admite interpretação ampliativa, sendo a exceção prevista no art. 649, § 2º, do CPC de 1973 espécie e não gênero de crédito de natureza alimentícia, não englobando o crédito trabalhista. Ocorre que essa OJ foi atualizada em 2015 (como você pode observar na própriaredação da OJ), para deixar claro que a vedação ao bloqueio se refere ao CPC/73. A partir do CPC de 2015 passou a ser possível penhorar conta salário para pagamento de crédi- to alimentício INDEPENDENTEMENTE DE SUA ORIGEM (art. 833, § 2º, CPC/2015), o que inclui as verbas trabalhistas. Portanto, hoje é possível a penhora de salário para pagamento de dívida trabalhista. É claro que essa penhora somente poderá recair sobre percentual do salário que não comprometa a subsistência digna do devedor e de sua família. Como essa penhora, hoje, é prevista em lei, não há ofensa a direito líquido e certo do executado e, portanto, não cabe mandado de segurança. Assim, a questão elaborada em 2018, para ser considerada correta, deveria ter feito menção expressa ao CPC de 1973, da mesma forma que consta na OJ 153. Contudo, não houve essa especificação e, mesmo assim, a questão foi considerada correta. Questão claramente passí- vel de recurso. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 63 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 007. (VUNESP /PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICI- PAL/2016) O duplo grau de jurisdição obrigatório a) aplica-se à Justiça do Trabalho, nas hipóteses de condenação da Fazenda Pública, indepen- dentemente de condição. b) não se aplica à Justiça do Trabalho desde a promulgação da atual Constituição da República. c) só é admitido na Justiça do Trabalho se houver recurso voluntário da parte prejudicada. d) aplica-se em mandado de segurança, apenas na hipótese em que a parte prejudicada pela concessão da ordem for pessoa jurídica de direito público. e) aplica-se em qualquer situação de decisão proferida em ação rescisória ou mandado de segurança. a) Errada. Está correto que se aplica à Justiça do Trabalho nas hipóteses de condenação da Fazenda Pública. Mas não é independentemente de condição. Como se pode ver na Súmula 303/TST (transcrita ao final do exercício), há condições para que ocorra o reexame necessário. b) Errada. O duplo grau de jurisdição obrigatório é aplicado à Justiça do Trabalho. Em relação ao mandado de segurança, encontra previsão expressa no art. 14 da Lei n. 12.016/2009. c) Errada. Ainda que não haja recurso voluntário da parte prejudicada, haverá reexame de ofí- cio (ou duplo grau de jurisdição obrigatório) quando a decisão for contrária à Fazenda Pública, salvo as exceções previstas em lei. d) Certa. Dispõe o art. 14 da Lei n. 12.016/2009: Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. § 1º Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição. (...) e) Errada. Não é em toda situação de decisão proferida em ação rescisória que se aplica o du- plo grau de jurisdição. Existem exceções, conforme se extrai da Súmula 303, III, do TST: FAZENDA PÚBLICA. REEXAME NECESSÁRIO. I – Em dissídio individual, está sujeita ao reexame necessário, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988, decisão contrária à Fazenda Pública, salvo quando a con- denação não ultrapassar o valor correspondente a: a) 1.000 (mil) salários mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito público; b) 500 (quinhentos) salários mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fun- dações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados; c) 100 (cem) salários mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e fun- dações de direito público. II – Também não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão fundada em: a) súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/vunesp 64 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho em julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assun- ção de competência; d) entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. III – Em ação rescisória, a decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho está sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório quando desfavorável ao ente público, exceto nas hipóteses dos incisos anteriores. (ex-OJ n. 71 da SBDI-1 – inserida em 03.06.1996) IV – Em mandado de segurança, somente cabe reexame necessário se, na relação pro- cessual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela conces- são da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e terceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria admi- nistrativa. (ex-OJs n.s 72 e 73 da SBDI-1 – inseridas, respectivamente, em 25.11.1996 e 03.06.1996). Quanto ao mandado de segurança, só haverá o duplo grau necessário quando for concedida a segurança. Letra d. 008. (CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) À luz da jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o próximo item, a respeito de mandado de segurança e dissídio coletivo. Situação hipotética: Pedro ajuizou reclamação trabalhista pedindo que a empresa da qual fora empregado fosse condenada a pagar-lhe adicional de insalubridade. Diante da necessidade de perícia para caracterizar e classificar a insalubridade, o juiz determinou que a empresa fizesse um depósito prévio para garantir o pagamento dos honorários periciais. Assertiva: Nessa situ- ação, admite-se mandado de segurança contra o ato judicial de exigência do depósito. De acordo com o § 3º, do art. 790-B, da CLT (introduzido na CLT pela reforma trabalhista), “O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização de perícias”. Portanto, ao fazer essa exigência, o juiz violou o direito líquido e certo da parte de ter realizada a perícia sem que seja necessário o depósito prévio. Desse modo, cabe mandado de segurança. Mesmo antes da reforma trabalhista este entendimento já estava assentado na OJ 98, da SDI-2, do TST: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 65 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido MANDADO DE SEGURANÇA. CABÍVEL PARA ATACAR EXIGÊNCIA DE DEPÓSITO PRÉVIO DE HONORÁRIOS PERICIAIS É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais, dada a incompatibilidade com o processo do trabalho, sendo cabível o mandado de segurança visando à realização da perícia, independentemente do depósito. Certo. 009. (FCC /TRT – 15ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2018) Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrerviolação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. No processo do trabalho, de acordo com o entendimento pacificado pelo TST, a) fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo de petição. b) constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que de- tentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a ele imputada. c) em execução definitiva, tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que haja discordância do credor. d) fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de transferência de empregado. e) existe direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela juris- dicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo nos casos de anistiado pela Lei n. 8.878/1994, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabilidade provisória prevista em norma coletiva. a) Errada. NÃO fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo de petição. Súmula n. 416 do TST. b) Certa. Estudamos isso na aula de procedimentos especiais (no tópico inquérito judicial para apuração de falta grave). OJ 137 da SDI-II do TST. MANDADO DE SEGURANÇA. DIRIGENTE SINDICAL. ART. 494 DA CLT. APLICÁVEL Constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que detentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a ele imputada, na forma do art. 494, caput e parágrafo único, da CLT. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fcc 66 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido c) Errada. Em execução definitiva, NÃO tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que haja SE HOUVER discordância do credor. Súmula n. 417 do TST MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO (alterado o item I, atualizado o item II e cancelado o item III, modulando-se os efeitos da presente redação de forma a atingir unicamente as penhoras em dinheiro em execução provisória efetivadas a partir de 18.03.2016, data de vigência do CPC de 2015) – Res. 212/2016, DEJT divulgado em 20, 21 e 22.09.2016 I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra- dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973). II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC de 1973). (ex-OJ n. 61 da SBDI-2 – inserida em 20.09.2000). d) Errada. NÃO fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de transferência de empregado. OJ 67 da SDI-2 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TRANSFERÊNCIA. ART. 659, IX, DA CLT Não fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de transferência de empregado, em face da previsão do inciso IX do art. 659 da CLT. Explicando a OJ: se o juiz deferir liminar para que o empregado não seja transferido até de- cisão final do processo, o empregador não terá nenhum direito líquido e certo amparado por mandado de segurança. Cabe ao empregador aguardar o desfecho do processo. Nesse caso, como no caso de liminar para determinar a reintegração do empregado, o empre- gador não tem direito líquido e certo violado, pois ele não sofre prejuízo. Ele é obrigado a pagar o salário, mas, em contrapartida, está contando com a força de trabalho daquele empregado. e) Errada. existe INEXISTE direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, anteci- pando a tutela jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do pro- cesso nos casos de anistiado pela Lei n. 8.878/1994, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabilidade provisória prevista em norma coletiva. OJ 142 da SDI-2, do TST: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 67 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA Inexiste direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo, quando demonstrada a razoabilidade do direito subjetivo material, como nos casos de anistiado pela Lei n. 8.878/94, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabili- dade provisória prevista em norma coletiva. Letra b. 010. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2018) Órgão de fiscalização das relações de trabalho impôs a certa empresa públi- ca estadual multa pecuniária por descumprimento de normas de proteção à saúde e à seguran- ça dos trabalhadores. Após esgotada a discussão do ato punitivo na instância administrativa, a empresa impetrou mandado de segurança perante a Justiça do Trabalho, visando afastar a penalidade imposta, sob o argumento de que, por integrar a Administração pública, a empresa não estaria sujeita a essas normas, ainda que seus empregados sejam contratados pelo regi- me jurídico trabalhista. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, o mandado de seguran- ça foi impetrado perante a justiça a) competente, sendo o ato impugnado passível de ser objeto de mandado de segurança, mas o argumento de mérito invocado pela impetrante é incompatível com a Constituição Federal. b) competente, sendo o ato impugnado passível de ser objeto de mandado de segurança, que sustenta argumento de mérito compatível com a Constituição Federal. c) competente, mas o ato impugnado não é passível de ser objeto de mandado de segurança, uma vez que essa ação não admite a apreciação judicial da legalidade da multa pecuniária, apesar do argumento de mérito invocado pela impetrante ser compatível com a Constitui- ção Federal. d) competente, mas o ato impugnado não é passível de ser objeto de mandado de segurança, uma vez que essa ação não admite a apreciação judicial da legalidade da multa pecuniária, sen- do incompatível com a Constituição Federal o argumento de mérito invocado pela impetrante. e) incompetente, uma vez que a ação deveria ser proposta perante a Justiça Estadual, mas o ato impugnado é passível de ser objeto de mandado de segurança, apesar do argumento de mérito invocado pela impetrante ser incompatível com a Constituição Federal. A Justiça competente é a Justiça do Trabalho, uma vez que está sendo discutida matéria tra- balhista sujeita à sua jurisdição (Art. 114, CF), qual seja, saúde e segurança dos trabalhadores celetistas.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido O argumento da empresa, no sentido de que “por integrar a Administração pública, a empresa não estaria sujeita a essas normas”, é contrário à Constituição Federal, pois viola o princípio da isonomia. Todos os empregados devem ter assegurado o direito à saúde e segurança no tra- balho. O empregador, ainda que seja empresa pública, não pode alegar que não está obrigado a respeitar as normas e que tem liberdade para violar o bem mais caro do der humano, que é a saúde. Letra a. 011. (CEBRASPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO – ÁREA JURÍDICA/2018) Com relação ao processo do trabalho, julgue o seguinte item. Situação hipotética: Um tribunal regional do trabalho indeferiu mandado de segurança impetra- do por uma sociedade de economia mista. Assertiva: Nessa situação, o processo deverá ser encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho para que este proceda ao reexame necessário do mandado. Só há necessidade de duplo grau de jurisdição obrigatório quando a segurança é concedida. Dispõe o § 1º do art. 14 da Lei n. 12.016/2009: Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. § 1º Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição. Errado. 012. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017) De acordo com entendimento su- mulado pelo TST sobre o cabimento do mandado de segurança e de recurso ordinário diante da concessão ou indeferimento de tutela provisória no processo do trabalho, é correto afirmar que a impetração de mandado de segurança a) é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe requerimento de efeito suspensivo ao recurso ordinário. b) é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe recurso ordinário des- sa decisão. c) não é cabível se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Cabe recurso ordinário dessa decisão. d) é cabível se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Não cabe recurso ordinário dessa decisão. e) não é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe recurso ordinário dessa decisão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 69 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido A súmula mencionada no enunciado é a Súmula n. 414 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten- ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub- sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015. II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. a) Errada. NÃO é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença, pois da sentença cabe recurso ordinário, então a tutela será discutida no recurso ordinário, não havendo necessi- dade de impetrar MS. Não cabe CABE requerimento de efeito suspensivo ao recurso ordinário. b) Errada. NÃO é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. CABE recurso ordiná- rio dessa decisão e, justamente por isso, não existe necessidade de impetrar MS. c) Errada. não é cabível É CABÍVEL se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Cabe NÃO CABE recurso ordinário dessa decisão. Se o juiz conceder tutela antecipada antes da sentença, não caberá recurso ordinário da deci- são. Isso porque o recurso ordinário é cabível para atacar sentença. E, além disso, no processo do trabalho as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. Então, como não há recur- so, a parte poderá se valer do mandado de segurança. d) Certa. e) Errada. Não é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença (ATÉ AQUI, OK). Não cabe CABE recurso ordinário dessa decisão (justamente por haver recurso próprio – recurso ordinário – é que não cabe a impetração do MS). Letra d. 013. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2017) Na Justiça do Trabalho, o mandado de segurança a) é cabível apenas contra atos judiciais, cuja competência originária é dos tribunais. b) é cabível contra a decisão de não processar o recurso ordinário regularmente interposto. c) pode ser utilizado para pleitear verbas trabalhistas sonegadas pelo empregador público. d) é incabível contra a antecipação de tutela concedida na sentença. e) tem o prazo de impetração contado em dias úteis. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 70 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido a) Errada. É cabível contra atos judiciais em geral e não apenas quando a competência origi- nária for dos tribunais (a competência originária pode ser de juiz do trabalho ou dos tribunais). Além disso, é cabível também contra atos administrativos. b) Errada. Contra a decisão que não admite o recurso ordinário é cabível agravo de instrumen- to. E, portanto, se há um recurso próprio, não se pode utilizar o mandado de segurança. c) Errada. Para pleitear verbas trabalhistas deve ser ajuizada reclamação trabalhista comum. Não importa que se trate de empregador público. O mandado de segurança será utilizado ape- nas quando tiver sido violado direito líquido e certo, e, ainda, desde que não demande dilação probatória (a prova deve ser documental e pré-constituída). O mandado de segurança não pode ser utilizado para simples cobrança de verbas trabalhistas. d) Certa. Contra a antecipação de tutela concedida na sentença, o que é cabível é o recurso ordinário. (Súmula 414/TST). e) Errada. No mandado de segurança, o prazo deve ser contado em dias corridos. Isso porque os prazos contados em dias úteis são os prazos processuais, ou seja, aqueles atos praticados dentro de um processo que já existe. Antes da impetração do MS não existe processo ainda (é com a impetração que o processo começa), então o prazo para entrar com o MS é de 120 dias corridos. Letra d. 014. (CEBRASPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2017) Em relação aos recursos no processo do trabalho, à execução trabalhista e ao mandado de segurança na justiça do traba- lho, julgue o item que se segue à luz do entendimento do TST. A tutela provisória concedida na sentença pode ser impugnada pela via do mandado de segu- rança, admitindo-se a obtenção do efeito suspensivo por requerimento do impetrante. A tutela provisória concedida na sentença pode ser impugnada pela via do mandado de segu- rança POR MEIO DE RECURSO ORDINÁRIO (que é o recurso cabível contra sentença no proces- so dotrabalho), admitindo-se a obtenção do efeito suspensivo por requerimento do impetrante. Súmula n. 414 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten- ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 71 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub- sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015. II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. Errado. 015. (FGV /TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Confor- me disposição expressa na CLT, os empregados e os empregadores poderão reclamar pesso- almente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. Diante desse preceito normativo, e considerando a jurisprudência uniforme do TST, o recurso ou a ação em que se admite o jus postulandi das partes na Justiça do Trabalho é: a) mandado de segurança; b) ação cautelar; c) recurso ordinário adesivo; d) recurso de revista; e) ação rescisória. O recurso que pode ser interposto pela própria parte (sem necessidade de estar representada por advogado), no exercício do jus postulandi, é o recurso ordinário no TRT (só existe jus pos- tulandi na Vara do Trabalho e no TRT. Não é cabível no TST). O recurso adesivo é apenas uma forma de interposição de outro recurso. No caso da questão, o recurso ordinário adesivo é, na essência, um recurso ordinário, sendo possível, portanto, que a parte o interponha diretamente (sem advogado). A Súmula 425 do TST estabelece os casos em que não cabe o jus postulandi: JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE. O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra- balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. Hoje, como estamos estudando o mandado de segurança, é importante fixar que ele não pode ser impetrado diretamente pela parte, sendo necessária a representação por advogado. Isso porque se trata de uma ação especial e que deve preencher requisitos bem específicos (por exemplo, a demonstração de plano do direito líquido e certo violado), os quais são de difícil compreensão por quem não tenha conhecimentos jurídicos. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fgv 72 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 016. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) Acerca da jurisprudência sumu- lada do Tribunal Superior do Trabalho sobre o mandado de segurança, assinale a alternati- va CORRETA: a) A tutela provisória concedida em sentença também comporta impugnação por intermédio de mandado de segurança. b) A tutela provisória concedida em sentença não comporta questionamento pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obtenção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao juízo de primeiro grau, por aplicação subsidiária do Código de Processo Civil. c) A superveniência da sentença, nos autos originários, não faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. d) A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tu- telável pela via do mandado de segurança. e) Não respondida. a) Errada. A tutela provisória concedida em sentença pode ser impugnada por meio de recurso ordinário. Isso porque o recurso ordinário é o recurso cabível contra sentença no processo do trabalho, para discutir qualquer matéria decidida em sentença (portanto, se a tutela antecipada foi incluída na sentença, ela também será discutida por meio de recurso ordinário). (Súmula 414/TST). Sempre que houver recurso próprio, não será cabível mandado de segurança. b) Errada. A tutela provisória concedida em sentença não comporta questionamento pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário (ATÉ AQUI, TUDO CERTO). É admissível a obtenção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requeri- mento dirigido ao juízo de primeiro grau AO RELATOR OU PRESIDENTE OU VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL RECORRIDO, por aplicação subsidiária do Código de Processo Civil. (Quem vai analisar o recurso é o TRT, então é no TRT que deve ser pedido o efeito suspensivo). Item I da Súmula n. 414 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten- ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub- sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015. (...) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/mpt https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/mpt 73 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido c) Errada. A superveniência da sentença, nos autos originários, não FAZ perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória (Como a sentença confirma ou cassa os efeitos da tutela provisória, não faz mais sentido o mandado de segurança que discutia a tutela. A discussão, agora, se volta para a sentença). Item III da Súmula n. 414 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA (...) III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. d) Certa. Súmula n. 418/TST. Letra d. 017. (FMP CONCURSOS/PGE-AC/PROCURADOR DO ESTADO/2017) Em uma reclamatória trabalhista, concedida a antecipação dos efeitos da tutela antes da sentença, de acordo com entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, é CORRETO afirmar que a) cabe a impetração de mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. b) é própria a interposição de agravo retido, por se tratar de decisão interlocutória. c) é oportuna a apresentação de protesto antipreclusivo,considerando a inexistência de recur- so próprio. d) é cabível a interposição de recurso ordinário, considerando que a decisão recorrida é termi- nativa do feito. e) é incabível a manifestação de inconformidade por qualquer medida processual, já que as decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo do trabalho. a) Certa. Súmula n. 114, II, TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA (...) II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (...) b) Errada. Agravo retido é o recurso trabalhista típico da execução no processo do trabalho. Não é cabível contra decisão interlocutória. Em regra, as decisões interlocutórias são irrecor- ríveis no processo do trabalho. Contudo, sempre que essa decisão interlocutória violar direito líquido e certo da parte, será cabível mandado de segurança. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 74 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido c) Errada. Realmente não há recurso próprio; então utiliza-se o mandado de segurança (o man- dado se segurança, no processo do trabalho, funciona como um sucedâneo recursal, ou seja, se não há recurso próprio, tenta-se o mandado de segurança). d) Errada. Só é cabível a interposição de recurso ordinário quando a tutela antecipada houver sido decidida na sentença (Súmula n. 414, I, TST). A decisão que defere ou indefere tutela an- tecipada não é terminativa do feito; trata-se de mera decisão interlocutória. e) Errada. Embora a regra seja a de que as decisões interlocutórias são irrecorríveis no proces- so do trabalho, o TST já fixou o entendimento de que quando for concedida ou indeferida tutela antecipada antes da sentença, é cabível mandado de segurança. Pode-se dizer que, em regra, as decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo do traba- lho. Contudo, sempre que essa decisão interlocutória violar direito líquido e certo da parte, será cabível mandado de segurança. Letra a. 018. (QUADRIX/CFO-DF/PROCURADOR JURÍDICO/2017) A respeito do processo do traba- lho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue. Caberá reexame necessário em mandado de segurança quando o prejudicado pela ordem for pessoa jurídica de direito privado se a matéria decidida for de natureza administrativa. É exatamente o que diz o item IV da Súmula n. 303 do TST: FAZENDA PÚBLICA. REEXAME NECESSÁRIO I – Em dissídio individual, está sujeita ao reexame necessário, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988, decisão contrária à Fazenda Pública, salvo quando a con- denação não ultrapassar o valor correspondente a: a) 1.000 (mil) salários mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito público; b) 500 (quinhentos) salários mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fun- dações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados; c) 100 (cem) salários mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e fun- dações de direito público. II – Também não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão fundada em: a) súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho em julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assun- ção de competência; d) entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 75 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido III – Em ação rescisória, a decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho está sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório quando desfavorável ao ente público, exceto nas hipóteses dos incisos anteriores. IV – Em mandado de segurança, somente cabe reexame necessário se, na relação pro- cessual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela concessão da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e ter- ceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria administra- tiva. Certo. 019. (VUNESP/CRBIO – 1ª REGIÃO/ANALISTA – ADVOGADO/2017) A antecipação de tute- la concedida por juiz do trabalho é passível de impugnação por a) mandado de segurança, desde que anterior à sentença. b) agravo de instrumento. c) correição parcial, desde que se trate de error in judicando. d) mandado de segurança em qualquer circunstância. e) pedido de revisão. a) Certa. Se a antecipação de tutela for concedida antes da sentença, será uma decisão interlo- cutória. E, como você já sabe, contra decisão interlocutória não cabe recurso imediato. Se não há recurso específico, pode ser impetrado o mandado de segurança (Súmula n. 414, I/TST). b) Errada. A antecipação de tutela poderá ser questionada por mandado de segurança (se for proferida antes da sentença) ou por recurso ordinário (se for proferida na sentença). O agravo de instrumento, no processo do trabalho, não serve para impugnar decisão que deu ou indefe- riu tutela antecipada; mas para destrancar recurso não admitido. c) Errada. A correição parcial é cabível quando o ato do juiz tumultuar o processo e desde que não caiba nenhum recurso específico. d) Errada. O mandado de segurança não será cabível em qualquer circunstância. Para saber se cabe o mandado de segurança ou não, é necessário saber o momento em que foi proferida a decisão sobre a tutela antecipada. Se for antes da sentença, caberá o mandado de segurança. Mas, se for na sentença, será cabível recurso ordinário (Súmula 414/TST). e) Errada. O pedido de revisão serve para impugnar o valor da causa fixado pelo Juiz nas recla- mações trabalhistas (art. 2º, § 2º, Lei n. 5.584/70). Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 76 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 020. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2016) Sobre os procedimentos especiais de ação rescisória e mandado de seguran- ça, segundo entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, a) no caso da tutela antecipada ou liminar ser concedida antes da sentença, não cabe a impe- tração do mandado de segurança, em face da existência de recurso próprio. b) não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em di- nheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gradação prevista no Código de Processo Civil. c) fere direito líquido e certo que pode ser atacado por mandado de segurança o prossegui- mento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo de petição. d) a ação rescisória calcada emviolação de lei também admite reexame de fatos e provas do processo que originou a decisão rescindenda. e) é documento novo apto a viabilizar a desconstituição de julgado a sentença normativa pro- ferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença rescindenda. a) Errada. No caso da tutela antecipada ou liminar ser concedida antes da sentença, não cabe CABE a impetração do mandado de segurança, em face da existência INEXISTÊNCIA de recur- so próprio (Súmula 414/TST). b) Certa. Súmula n. 417 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra- dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973). II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC de 1973). (ex-OJ n. 61 da SBDI-2 – inserida em 20.09.2000). c) Errada. Fere NÃO FERE direito líquido e certo que pode ser atacado por mandado de segu- rança o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agra- vo de petição. Súmula n. 416 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. CABIMENTO Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 77 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido d) Errada. A ação rescisória calcada em violação de lei também admite NÃO ADMITE reexame de fatos e provas do processo que originou a decisão rescindenda. Súmula n. 410 do TST: AÇÃO RESCISÓRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE A ação rescisória calcada em violação de lei não admite reexame de fatos e provas do processo que originou a decisão rescindenda. Lembrando que não é qualquer ação rescisória que não poderá analisar fatos e provas. Mas apenas a ação rescisória que seja ajuizada com base em violação manifesta à lei (ou seja, com base no inciso V, do art. 966, do CPC). Se entrou com base nesse dispositivo, é para discutir apenas a violação à lei; e não para rediscutir fatos e provas. e) Errada. É documento novo NÃO É DOCUMENTO NOVO apto a viabilizar a desconstituição de julgado a sentença normativa proferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença rescindenda. Súmula n. 402 do TST: AÇÃO RESCISÓRIA. PROVA NOVA. DISSÍDIO COLETIVO. SENTENÇA NORMATIVA I – Sob a vigência do CPC de 2015 (art. 966, inciso VII), para efeito de ação rescisória, considera-se prova nova a cronologicamente velha, já existente ao tempo do trânsito em julgado da decisão rescindenda, mas ignorada pelo interessado ou de impossível utiliza- ção, à época, no processo. II – Não é prova nova apta a viabilizar a desconstituição de julgado: a) sentença normativa proferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença rescindenda; b) sentença normativa preexistente à sentença rescindenda, mas não exibida no pro- cesso principal, em virtude de negligência da parte, quando podia e deveria louvar-se de documento já existente e não ignorado quando emitida a decisão rescindenda. Lembrando que não há a ação rescisória preventiva. Portanto, só poderá ser ajuizada depois do trânsito em julgado da decisão que se pretende desconstituir por meio de ação rescisória. Letra b. 021. (CEBRASPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA – DIREITO/2016) De acordo com o entendi- mento sumulado do TST, julgue o item a seguir. Em dissídio coletivo, se opera tão somente coisa julgada formal. Assim, o mandado de se- gurança e a ação rescisória são os meios adequados para se atacar cláusula reformada em sentença normativa modificada em grau de recurso. Bastava conhecer a ação rescisória para acertar esta questão. Lembra que na aula sobre ação rescisória foi dito várias vezes que só cabe ação rescisória de decisão de mérito? Portanto, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 78 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido apenas se houver coisa julgada material (e não apenas formal) é que caberá ação rescisória. Lembrando que coisa julgada material é quando houve decisão de mérito transitada em julgado. Sabendo isso, você já acertaria a questão. Mas vamos analisá-la integralmente. Diz a Súmula 397 do TST: AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 966, IV, DO CPC DE 2015. ART. 485, IV, DO CPC DE 1973. AÇÃO DE CUMPRIMENTO. OFENSA À COISA JULGADA EMANADA DE SENTENÇA NORMATIVA MODIFICADA EM GRAU DE RECURSO. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. Não procede ação rescisória calcada em ofensa à coisa julgada perpetrada por decisão proferida em ação de cumprimento, em face de a sentença normativa, na qual se louvava, ter sido modificada em grau de recurso, porque em dissídio coletivo somente se consubs- tancia coisa julgada formal. Assim, os meios processuais aptos a atacarem a execução da cláusula reformada são a exceção de pré-executividade e o mandado de segurança, no caso de descumprimento do art. 514 do CPC de 2015 (art. 572 do CPC de 1973). Da sentença normativa (que é a decisão proferida em dissídio coletivo) cabe ação de cum- primento (para dar efetividade à sentença normativa) mesmo antes do trânsito em julgado da referida sentença. Pois bem. Se a parte entra com ação de cumprimento antes do trânsito em julgado para exigir que seja cumprida uma cláusula da sentença normativa, e depois essa sentença normativa é reformada, a exigência da cláusula passou a violar direito líquido e certo da parte contrária, sendo cabível o mandado de segurança contra a execução dessa cláusula. Errado. 022. (CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ESPECIALISTA – ÁREA JURÍDICA/2016) A respeito do jus postulandi na justiça do trabalho e do cabimento do mandado de segurança no processo do trabalho, julgue o item que se segue. Cabe a impetração de mandado de segurança ao tribunal contra decisão de juiz que, em um processo trabalhista, não tenha homologado acordo firmado entre as partes. Homologar ou não o acordo é uma faculdade do juiz, portanto, não há como se falar em viola- ção de direito líquido e certo (as partes não têm direito líquido e certo a essa homologação). Se o juiz entender, por exemplo, que o acordo celebrado entre as partes é fraudulento, não o homologará. Diz a Súmula 418 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 79 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 023. (TRT – 22ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Relativamenteao mandado de seguran- ça, é INCORRETO afirmar: a) não cabe na execução trabalhista; b) não cabe em caso de homologação de acordo, por se tratar de faculdade do juiz; c) não cabe a concessão de prazo para a juntada de documento indispensável, quando este não tiver instruído a petição inicial; d) não cabe, em regra, contra atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público; e) quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá re- querer o mandado de segurança. a) Errada. O mandado de segurança pode ser utilizado na execução trabalhista quando houver decisão de juiz do trabalho que viole direito e líquido e certo da parte e não seja recorrível por meio de agravo de petição. b) Certa. Súmula n. 418/TST. c) Certa. Súmula n. 415 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO INICIAL. ART. 321 DO CPC DE 2015. ART. 284 DO CPC DE 1973. INAPLICABILIDADE. Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável o art. 321 do CPC de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do “mandamus”, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação. d) Certa. É exatamente o que diz o § 2º, do art. 1º, da Lei n. 12.016/09. A explicação é que quando o administrador de empresa pública, sociedade de economia mista ou concessionária de serviço público pratica um ato de gestão comercial, está, na verdade, exercendo uma atividade de natureza privada. E, portanto, se o ato tem natureza privada, não cabe mandado de segurança, pois o administrador não estará agindo como autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público (art. 5º, LXIX, CF). e) Certa. É exatamente o que diz o § 3º do art. 1º da Lei n. 12.016/09. Letra a. 024. (CEPUERJ/UERJ/RESIDÊNCIA JURÍDICA – TRABALHISTA/2013) Sobre o mandado de segurança, pode-se afirmar que: a) as varas do trabalho e os juízes investidos de jurisdição trabalhista não têm competência para julgar mandado de segurança. b) aos Tribunais Regionais do Trabalho compete o julgamento de mandado de segurança im- petrado contra seus próprios atos administrativos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/uerj 80 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido c) a antecipação da tutela concedida na sentença comporta impugnação pela via do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. d) se a petição inicial do mandado de segurança não vier instruída com a prova documental pré-constituída, o juiz designará prazo para emenda, sob pena de indeferimento da inicial. a) Errada. Se o auditor-fiscal do trabalho praticar uma ilegalidade contra um empregador, por exemplo, caberá mandado de segurança na vara do trabalho. b) Certa. Há essa previsão no inciso VI do art. 21 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LC n. 35/79). Art. 21. Compete aos Tribunais, privativamente: (...) VI – julgar, originariamente, os mandados de segurança contra seus atos, os dos respectivos Presi- dentes e os de suas Câmaras, Turmas ou Seções. c) Errada. Se a antecipação da tutela for concedida na sentença, caberá recurso ordinário. Se, no entanto, for concedida antes da sentença, comportará impugnação pela via do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (Súmula n. 414/TST). d) Errada. A petição inicial do mandado de segurança deve vir instruída com a prova documen- tal pré-constituída, não havendo prazo para emenda. Súmula 415 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO INICIAL. ART. 321 DO CPC DE 2015. ART. 284 DO CPC DE 1973. INAPLICABILIDADE. Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável o art. 321 do CPC de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do “mandamus”, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação. Letra b. 025. (TRT– 21ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Acerca do Mandado de Segurança, considere as assertivas abaixo e, assinale, a seguir, a alternativa correta, conside- rando o entendimento jurisprudencial consagrado pelo Tribunal Superior do Trabalho a respei- to do tema: I – Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbitrou novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser conside- rado deserto. II – Cabe mandado de segurança contra antecipação de tutela deferida em sentença trabalhis- ta, quando os efeitos puderem causar manifesto prejuízo à parte ou estiver em conflito com Súmula do Tribunal Superior do Trabalho; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/trt-21r-rn 81 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido III – Considerando o amplo poder diretivo concedido ao Magistrado Trabalhista, é possível a ele, com suporte subsidiário no Art. 284 do CPC, determinar a emenda à inicial de Mandado de Segurança, para que a parte apresente documentos adicionais necessários à demonstração da prova pré-constituída. IV – Não cabe Mandado de Segurança contra indeferimento de processamento de recurso ad- ministrativo em face de multa aplicada pela fiscalização do trabalho, tendo em vista a previsão legal específica no Art. 636, § 1º da CLT, que exige o depósito recursal pertinente. V – Em mandado de segurança, somente cabe remessa ex officio se, na relação processual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela concessão da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e terceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria administrativa. a) apenas as assertivas I, II e IV estão corretas; b) apenas as assertivas I e V estão corretas; c) todas as assertivas estão corretas; d) todas as assertivas estão incorretas; e) apenas as assertivas III, IV e V estão corretas. I – Certa. É exatamente o que diz a OJ 88 da SDI-2, do TST. II – Errada. No caso, será cabível recurso ordinário (Súmula n. 414/TST). III – Errada. A prova pré-constituída é essencial para a impetração do mandado de segurança e deve ser demonstrada de plano, não cabendo prazo para que seja feita essa emenda. (Súmula n. 415 do TST). IV – Errada. A Súmula n. 424 do TST diz que: RECURSO ADMINISTRATIVO. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE. DEPÓSITO PRÉVIO DA MULTA ADMINISTRATIVA. NÃO RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO § 1º DO ART. 636 DA CLT. O § 1º do art. 636 da CLT, que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admis- sibilidade de recurso administrativo, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988, ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. 5º. Se não é mais cabível a exigência do depósito prévio do valor da multa para que ela possa ser discutida, fazer essa exigência viola direito líquido e certo daquele que se insurge contra a mul- ta aplicada, sendo cabível, portanto, mandado desegurança. V – Certa. É exatamente o que diz o item III da Súmula n. 303, do TST. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 82 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 026. (FCC/TRT – 23ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Falidora Fortuna ingressou com reclamação trabalhista contra o Restaurante Panela Velha Ltda., que foi julgada parcialmente procedente. Na execução, as partes protocolaram petição de acordo, dando ple- na quitação quanto ao objeto da ação e requerendo a sua homologação pelo Juízo. Entretanto, o Juízo denegou a homologação do acordo por entender que a referida composição era lesiva aos interesses da autora, determinando o prosseguimento da execução. Diante da recusa à homologação do acordo a) as partes devem impetrar Mandado de Segurança, eis que se trata de decisão interlocutória. b) inexiste direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. c) é cabível a interposição de Recurso Ordinário. d) é cabível a interposição de Agravo de Petição. e) é cabível a apresentação de exceção de pré-executividade. Como vimos várias vezes aqui, a homologação do acordo é uma faculdade do juiz e não um direito líquido e certo das partes. Nesse sentido, Súmula 418/TST: MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. Letra b. 027. (TRT – 8ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Sobre o processamento e julgamento do mandado de segurança, segundo a jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, é INCORRETO afirmar que: a) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante re- curso próprio, ainda que com efeito diferido. b) A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Traba- lho em ação rescisória ou em mandado de segurança, com fundamento em violação legal e divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. 896 da CLT, configura erro grosseiro, insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso ordinário, em face do disposto no art. 895, “b”, da CLT. c) Esgotadas as vias recursais existentes, não cabe mandado de segurança. d) Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbitrou novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser conside- rado deserto. e) É cabível mandado de segurança para impugnar antecipação de tutela concedida em sen- tença de conhecimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 83 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido a) Certa. OJ 92 da SDI-2 do TST. b) Certa. OJ 152 da SDI-2 do TST. c) Certa. OJ 99 da SDI-2 do TST. d) Certa. OJ 88 da SDI-2 do TST. e) Errada. Se a tutela foi concedida em sentença, o que cabe é recurso ordinário (Súmula n. 414/TST). Letra e. 028. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2015) Em ação trabalhista ajuizada, foi con- cedida a antecipação dos efeitos da tutela antes da realização de audiência. De acordo com a jurisprudência uniforme do TST, assinale a alternativa CORRETA que contenha a medida que pode ser adotada pelo réu: a) Interpor imediatamente recurso ordinário e ação cautelar visando conferir efeito suspensivo ao recurso. b) Impetrar mandado de segurança, demonstrando por meio de prova pré-constituída que não se fazem presentes os requisitos previstos em lei para a antecipação da tutela. c) Interpor agravo de instrumento por se tratar de decisão interlocutória, cumulado com pedido de efeito suspensivo ao recurso. d) Como a tutela antecipada permite o cumprimento imediato da decisão, o recurso cabível é o previsto para a fase de execução, ou seja, o agravo de petição. e) Não respondida. a) Errada. Se a tutela foi concedida antes da audiência, é óbvio que foi concedida, também, antes da sentença (se não teve nem audiência, é certo que não tem sentença). E, se a tutela é concedida em qualquer momento anterior à sentença, o que cabe é o mandado de segurança e não o recurso ordinário. b) Certa. c) Errada. É verdade que se trata de decisão interlocutória. Contudo, na Justiça do Trabalho não cabe agravo de instrumento contra decisão interlocutória (as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato). E, se não há recurso, a única coisa que pode ser usada é o mandado de segurança. d) Errada. Mesma explicação da alternativa “a”: se a tutela antecipada foi concedida antes da sentença, o que cabe é o mandado de segurança. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 84 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 029. (FUNIVERSA/UEG/ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA – DIREITO/2015) Con- forme o entendimento do TST acerca do mandado de segurança, assinale a alternativa correta. a) Cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado. b) No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, não cabe a im- petração do mandado de segurança. c) A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. d) O ius postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às varas do trabalho e aos tribunais regionais do trabalho e alcança o mandado de segurança, desde que este seja impetrado perante vara do trabalho ou tribunal regional do trabalho. e) Fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado, em execução definitiva, para garantir crédito exequendo. a) Errada. Dispõe o art. 5º da Lei n. 12.016/09: Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de cau- ção; II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; III – de decisão judicial transitada em julgado. Contra decisão judicial transitada em julgado só cabe ação rescisória. b) Errada. No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, não cabe CABE a impetração do mandado de segurança. (Súmula 414/TST). c) Certa. Súmula n. 414/TST. d) Errada. O ius postulandi das partes NÃO alcança o mandado de segurança. Como o manda- do de segurança é uma ação que exige conhecimentos especiais (conhecimento jurídico sobre o cabimento e requisitos do MS), deve ser interposto por meio de advogado. e) Errada. Súmula n. 417 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra- dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPCato é de ministro do TST? O próprio TST resolve. 1.2. MAndAdo de segurAnçA nA FAse de exeCução do proCesso trAbAlhistA Aqui temos uma peculiaridade na Justiça do Trabalho: a jurisprudência firmou o entendi- mento de que o mandado de segurança pode ser utilizado na execução trabalhista quando houver decisão de juiz do trabalho que viole direito e líquido e certo da parte e não seja recorrí- vel por meio de agravo de petição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Como veremos na aula sobre recursos, o recurso típico da fase de execução é o agravo de petição. Todavia, se a decisão (em fase de execução) viola algum direito líquido e certo da parte, mas, no caso, não é cabível agravo de petição, a parte pode se valer do mandado de segurança. Quando for cabível o agravo de petição, ele deve delimitar a matéria controvertida e, em relação ao que não houver discordância, segue a execução. E esse prosseguimento da execu- ção não fere nenhum direito líquido e certo do executado, não cabendo, portanto, mandado de segurança para tentar frear a execução da parte incontroversa. Dispõe a Súmula n. 416 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. CABIMENTO Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. 1.3. MAndAdo de segurAnçA ContrA deCisão interloCutóriA Já vimos algumas vezes, ao longo das aulas, que no processo do trabalho não cabe recur- so contra decisão interlocutória, né? E aí o mandado de segurança entra como uma alternativa diante de decisão interlocutória que viole direito líquido e certo da parte. EXEMPLO O juiz indefere antecipação de tutela para que o empregado estável retorne imediatamente ao trabalho (trata-se de uma decisão interlocutória). O empregado entende que foi violado direito líquido e certo à garantia de trabalho durante o período de estabilidade e pode impetrar man- dado de segurança. Nesse caso, foi cabível o mandado de segurança porque se trata de uma decisão interlo- cutória e, no processo do trabalho, não há nenhum recurso próprio para se recorrer de decisão interlocutória. Então, o mandado de segurança, diante de uma decisão interlocutória que viole direito líquido e certo da parte, acaba sendo utilizado como “sucedâneo recursal”. Isso quer di- zer que o MS acaba sendo utilizado para substituir, para fazer frente a falta de recurso próprio. Aproveitando o gancho do exemplo, vamos estudar mais uma OJ acerca do mandado de segurança. Se o juiz tivesse antecipado a tutela para reintegrar o empregado, o empregador po- deria entrar com mandado de segurança contra essa decisão que determinou a reintegração? Não. É isso que prevê a OJ 142 da SDI-2, do TST: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA Inexiste direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo, quando demonstrada a razoabilidade do direito subjetivo material, como nos casos de anistiado pela Lei n. 8.878/94, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabili- dade provisória prevista em norma coletiva. Nesse caso, o empregador não tem direito líquido e certo violado, pois ele não sofre pre- juízo. Ele é obrigado a pagar o salário, mas, em contrapartida, está contando com a força de trabalho daquele empregado. Portanto, não há direito líquido e certo violado que autorize o empregador a entrar com MS. Ainda tratando especificadamente de tutela antecipada, é preciso estudar a Súmula n. 414 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten- ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub- sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015. II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. De acordo com a Súmula 414, se o juiz conceder ou negar tutela provisória na sentença, não cabe MS, pois da sentença cabe recurso ordinário. Assim, a tutela será discutida no recur- so ordinário, não havendo necessidade de impetrar MS. Agora, se o juiz conceder ou negar tutela antecipada antes da sentença, não caberá recurso ordinário da decisão. Isso porque o recurso ordinário é cabível para atacar sentença e ainda não há sentença. A decisão que concede ou indefere tutela antes da sentença é uma decisão interlocutória e, portanto, não há recurso próprio. Então, como não há recurso, a parte poderá se valer do mandado de segurança. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido O PULO DO GATO Vou fazer um quadro esquematizado aqui, para que você tente pensar as situações e memori- ze a Súmula 414/TST (que cai demais em concurso): SITUAÇÃO MEDIDA CABÍVEL Autor pediu tutela antecipada. Juiz deferiu na sentença Recurso ordinário da parte contrária Autor pediu tutela antecipada. Juiz deferiu antes sentença Mandado de segurança da parte contrária Autor pediu tutela antecipada. Juiz indeferiu na sentença Recurso ordinário do autor Autor pediu tutela antecipada. Juiz indeferiu antes sentença Mandado de segurança do autor Autor pediu tutela antecipada para ser reintegrado ao empego. Juiz deferiu na sentença Recurso ordinário da parte contrária Autor pediu tutela antecipada para ser reintegrado ao empego. Juiz indeferiu na sentença Recurso ordinário do autor Autor pediu tutela antecipada para ser reintegrado ao empego. Juiz indeferiu antes da sentença Mandado de segurança do autor Autor pediu tutela antecipada para ser reintegrado ao empego. Juiz deferiu antes da sentença Não há nenhuma medida que a parte contrária possa intentar. Não cabe mandado de segurança. 1.4. proCediMento O procedimento a ser seguido é o da lei especial do mandado de segurança, não se apli- cando a CLT. Prevê o art. 6º da Lei n. 12.016/2009: Art. 6º A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual, será apresentada em 2 (duas)de 1973). II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC de 1973). (ex-OJ n. 61 da SBDI-2 – inserida em 20.09.2000). Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 85 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 030. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Sobre o mandado de se- gurança, à luz da jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, analise as seguin- tes proposições: I – Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso de revista, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. II – Não cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado. III – Aplica-se a alçada em mandado de segurança. IV – O juiz deve assinalar prazo de 10 (dez) dias para regularização, caso o impetrante não ins- trua petição inicial com toda a prova documental indispensável ao exame do pleito. V – Embora o agravo de petição deva delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. a) Somente as proposições II e V estão corretas. b) Somente as proposições II e IV estão corretas. c) Somente as proposições I e V estão corretas. d) Somente as proposições III e IV estão corretas. e) Todas as proposições estão corretas. I – Errada. Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso de revista RECURSO ORDINÁRIO, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. Súmula n. 201 do TST: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. II – Certa. Art. 5º, III, da Lei n. 12.016/09. III – Errada. NÃO se aplica a alçada em mandado de segurança. Súmula n. 365 do TST: ALÇADA. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA Não se aplica a alçada em ação rescisória e em mandado de segurança. IV – Errada. A prova pré-constituída é essencial para a impetração do mandado de segurança e deve ser demonstrada de plano, não cabendo prazo para que seja feita essa emenda (Súmula n. 415 do TST). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 86 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido V – Certa. Dispõe a Súmula n. 416 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. CABIMENTO Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. Letra a. 031. (TRT – 4ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Considere as assertivas abaixo sobre ação civil pública na Justiça do Trabalho. I – A competência para a ação civil pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das Varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos. II – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho, ficando prevento o Juízo a que a primeira ação houver sido despachada. III – Na Justiça do Trabalho, os sindicatos e o Ministério Público têm competência para a propositura de ação civil pública, sendo vedada sua atuação em litisconsórcio na hipótese de defesa de interesses difusos. Quais são corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e) I, II e III. I – Certa. É exatamente o que diz o item I da OJ 130 da SDI-2, do TST. II – Errada. Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con- corrente para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho (ATÉ AQUI, OK), ficando prevento o Juízo a que a primeira ação houver sido despacha- da DISTRIBUÍDA. (O QUE IMPORTA É A DATA DA DISTRIBUIÇÃO E NÃO O DESPACHO). OJ 130 da SDI-2, do TST: AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 87 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos. III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con- corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio- nais do Trabalho. IV – Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída. III – Errada. A legitimidade está prevista no art. 5º da Lei n. 7.347/85. Já a possibilidade de atuação do MP e dos sindicatos, como litisconsortes, está disposta de forma expressa no § 2º: Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: I – o Ministério Público; II – a Defensoria Pública; III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; V – a associação que, concomitantemente: a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil; b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. § 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. § 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. Letra a. 032. (FCC/TRT – 1ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Em relação à com- petência para julgar ação civil pública na Justiça do Trabalho, e com base no entendimento do TST (súmulas e orientações jurisprudenciais), é correto afirmar: a) Se o dano alegado na inicial possuir abrangência suprarregional, a competência será de qualquer das Varas do Trabalho das cidades onde o dano ocorrer. b) Se o dano for limitado à jurisdição de duas Varas contíguas, vinculadas ao mesmo Tribunal Regional, além destasé competente também, em qualquer caso, as Varas da sede do respec- tivo tribunal Regional. c) Se o dano for de extensão nacional a competência originária é de qualquer dos Tribunais Regionais do Trabalho. d) No caso do ajuizamento de duas ações idênticas, em juízos diferentes, a competência se fixa por aquele que primeiro tiver despachado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 88 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido e) No caso de dano de extensão suprarregional, a competência é de qualquer das Varas da sede dos Tribunais Regionais com jurisdição nas regiões atingidas. a) Errada. Se o dano alegado na inicial possuir abrangência suprarregional, a competência será de qualquer das Varas do Trabalho das cidades onde o dano ocorrer DAS SEDES DOS TRIBU- NAIS REGIONAIS DO TRABALHO. (Item III, da OJ 130, da SDI-2/TST). (Lembrando que a sede do TRT é a capital do estado e, no caso do TRT 15, a sede é Campinas). b) Errada. Se o dano for limitado à jurisdição de duas Varas contíguas, vinculadas ao mesmo Tribunal Regional, além destas é competente também, em qualquer caso, as Varas da sede do respectivo tribunal Regional, A COMPETÊNCIA SERÁ DE QUALQUER DAS VARAS DAS LOCALI- DADES ATINGIDAS. (Item II, da OJ 130, da SDI-2/TST) (no caso de dano regional, se a capital não foi atingida, a Vara do Trabalho da capital não será competente para ação civil pública. A competência será apenas das localidades atingidas). c) Errada. Se o dano for de extensão nacional a competência originária é de qualquer dos Tri- bunais Regionais do Trabalho CONCORRENTE PARA A AÇÃO CIVIL PÚBLICA SERÁ DAS VARAS DO TRABALHO DAS SEDES DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO. (Item III, da OJ 130, da SDI-2/TST). (Não é de qualquer TRT, mas apenas daqueles TRTs onde houver ocorrido o dano. A OJ fala em “sede do TRT”. Como vimos, a sede é a capital do estado. O dano precisa ter ocor- rido na capital? Não. Por exemplo, se o dano atingiu o interior do Paraná e o interior de Santa Catarina, haverá concorrência entre as Varas do Trabalho de Curitiba e as Varas do Trabalho de Florianópolis). d) Errada. No caso do ajuizamento de duas ações idênticas, em juízos diferentes, a competên- cia se fixa por aquele que primeiro tiver despachado AO LOCAL EM QUE A PRIMEIRA AÇÃO HOUVER SIDO DISTRIBUÍDA (item IV, da OJ 130, da SDI-2/TST). e) Certa. Será caso de competência concorrente, como previsto na OJ 130 da SDI-2/TST. Letra e. 033. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2015) Marque a alternativa INCORRETA so- bre competência para processamento e julgamento da ação civil pública: a) A competência fixa-se pela extensão do dano. b) Se a extensão do dano a ser reparado limitar-se ao âmbito regional, a competência é de uma das Varas do Trabalho da capital do Estado. c) Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho. d) Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída. e) Não respondida. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/mpt 89 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido a) Certa. Item I da OJ 130 da SDI-2 do TST. b) Errada. Se a extensão do dano a ser reparado limitar-se ao âmbito regional, a competência é de uma das Varas do Trabalho da capital do Estado DE QUALQUER DAS VARAS DAS LOCALI- DADES ATINGIDAS. (Item II, da OJ 130, da SDI-2, do TST). c) Certa. Item III da OJ 130 da SDI-2 do TST. d) Certa. Item IV da OJ 130 da SDI-2 do TST). Como você certamente percebeu, a resolução da questão exigia, mais uma vez, o conhecimen- to da OJ 130 da SDI-2, do TST. Essa OJ é o ponto mais cobrado em concursos, quando o tema é ação civil pública. Então vamos lê-la novamente (a repetição é a chave da memorização ): AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93 I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos. III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con- corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio- nais do Trabalho. IV – Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída. Letra b. 034. (CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS – CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) A res- peito das ações civis admissíveis no processo do trabalho, julgue o item a seguir. Conforme jurisprudência consolidada do TST, não é cabível mandado de segurança para cas- sar liminar concedida em ação civil pública. A OJ 58, da SDI-2, do TST, estabelece que é cabível, sim, mandado de segurança para cassar liminar concedida em ação civil pública. A decisão que concede liminar em ação civil pública é uma decisão interlocutória e, portanto, não há recurso imediato no processo do trabalho. Assim, por não haver recurso próprio, será possível a utilização do mandado de segurança se houver violação a direito líquido e certo. Se a liminar for concedida na sentença, caberá recurso ordinário e não mandado de segurança. Dispõe a OJ 58: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 90 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido MANDADO DE SEGURANÇA PARA CASSAR LIMINAR CONCEDIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CABÍVEL É cabível o mandado de segurança visando a cassar liminar concedida em ação civil pública. Errado. 035. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR/2014) Em razão de um mesmo fato que ocasionou danos a interesses difusos de trabalhadores exclusivamente nas cidades de Campinas, San- tos e São Paulo, o sindicato, ao tomar conhecimento, resolve ajuizar ação civil pública. Nessa hipótese, à luz da atual redação da OJ 130 da SDI – II do TST, a ação deverá ser endereçada a) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região, por se tratar de dissídio coletivo. b) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região ou ao Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª Região. c) a uma das varas do trabalho localizadas em Campinas, Santos ou São Paulo. d) exclusivamente a uma das varas do trabalho localizadas na Capital de São Paulo. e) tanto a uma das varas do trabalho localizadas na Capital de São Paulo quanto na cidade de Campinas. Para resolver a questão é preciso, em primeiro lugar, ter conhecimento do seguinte: Campi- nas, Santos e São Paulo são cidades localizadas no estado de São Paulo. Até aí, ok, né? Mas elas não pertencem todas ao mesmo TRT. Como já estudamos, o estado de São Paulo possui dois TRTs. O TRT-2 e o TRT-15. O TRT da 2ª Região tem sede em São Paulo e abrange, além da grande São Paulo (que inclui Guarulhos, Barueri, e todo o entorno), a baixada santista e o ABC Paulista. Já o TRT da15ª Região tem sede em Campinas e abrange todo o interior do estado de São Paulo. Portanto, na questão, temos o seguinte: Campinas TRT-15. São Paulo e Santos TRT-2. Embora existam dois tribunais atingidos, o estado é o mesmo (SP). Então o dano é de abran- gência regional, uma vez que está concentrado na região do estado de São Paulo. E sobre dano de abrangência regional, diz o item II da OJ 130: II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 91 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Se a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas (ainda que vinculadas a TRTs diferentes), pode-se dizer que a competência será tanto do TRT 2 (nas Varas do Traba- lho de São Paulo e de Santos) como do TRT 15 (nas Varas do Trabalho de Campinas). Essa questão nos dá o melhor exemplo de aplicação prática do final do item II (“ainda que vin- culadas a TRTs diferentes”). Um dano regional atingir dois TRTs só ocorrerá no caso do estado de SP (por possuir dois TRTs). Anotado isso, vamos às alternativas: a) Errada. A competência será do primeiro grau, e está inserida tanto no âmbito do TRT 2 (nas VTs de São Paulo e Campinas), quanto no TRT 15 (VTs de Campinas). b) Errada. A competência será do primeiro grau. A alternativa correta é a letra c por estabelecer quais são as Varas do Trabalho competentes. Mas essas varas estão inseridas no Tribunal Re- gional do Trabalho da 2.ª Região e no Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª Região. Portanto, até daria, a princípio, para entender que a alternativa b também estava correta. Mas, comparan- do com a letra c, percebemos que a alternativa c é muito mais específica e, ainda, não causa a ambiguidade que causa a alternativa b (ao falar em “Tribunal”, nos deixa na dúvida se está falando em uma ação ajuizada diretamente no Tribunal, ou seja, diretamente no 2º grau; ou se está falando apenas em abrangência do Tribunal). c) Certa. d) Errada. A competência será da capital do estado quando o dano for de abrangência suprar- regional (mais de um estado) ou nacional (o país todo). No caso em estudo, o dano foi regional (apenas no estado de SP). e) Errada. Faltou falar de uma das varas do trabalho localizadas em Santos. Letra c. 036. (OBJETIVA/SAMAE DE JAGUARIAÍVA-PR/ADVOGADO/2016) Em conformidade com LEITE, analisar a sentença abaixo: O MPT pode ajuizar ação civil pública visando limitar o poder de comando do empregador, quan- do este ofende os direitos de liberdade do trabalhador, como a liberdade de pensamento (v.g., proibindo-o de expor suas opiniões ideológicas), ou em situações nas quais o empregador des- respeita a dignidade do trabalhador, obrigando-o, por exemplo, à vistoria ou revista íntima (1ª parte). A Justiça do Trabalho tem competência para processar e julgar ações que veiculam de- claração de nulidade de contratações temporárias nos entes públicos que adotaram regime jurí- dico administrativo ou institucional para tais contratações, em consonância com o entendimento do STF (2ª parte). A sentença está: a) Totalmente correta. b) Correta somente em sua 1ª parte. c) Correta somente em sua 2ª parte. d) Totalmente incorreta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 92 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido A 1ª parte está correta, pois o MPT tem legitimidade para defender direito que interesse à co- letividade de trabalhadores. No entanto, a 2ª parte está errada. Como já estudamos, se o vínculo entre o servidor e a admi- nistração pública for estatutário, a competência para julgamento da demanda será da justiça comum e não da Justiça do Trabalho. Por outro lado, se o vínculo for de natureza celetis- ta, a competência será da Justiça do Trabalho. No caso de contratação temporária, a regra se mantém. O exercício falou expressamente em vínculo “jurídico administrativo ou institucional”, ou seja, vínculo estatutário. Assim, a competência é da Justiça Comum. Veja um julgado recente do STF: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITO TRABALHISTA. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA JULGAR CAUSA INSTAURADA ENTRE O PODER PÚBLICO E SERVIDOR CONTRATADO SEM CONCURSO PÚBLICO, APÓS CONSTITUIÇÃO DE 1988. 1. Recurso extraordinário proposto contra decisão que reconheceu a competência da Jus- tiça do Trabalho para julgar causa discutindo verbas trabalhistas de servidor contratado pelo Município de Demerval Lobão, no estado do Piauí, para exercer a função de zelador, sem prévio concurso público, após a Constituição de 1988. 2. Na ADI 3.395-MC, esta Corte entendeu que a competência para julgar causas instaura- das entre o Poder Público e seus servidores, com vínculo estatutário ou jurídico-adminis- trativo, é da Justiça comum. 3. A existência de Lei Municipal que disciplina o vínculo havido entre as partes implica dizer que a relação tem caráter jurídico-administrativo. Assim, eventual nulidade desse vínculo e suas consequências devem ser apreciadas pela Justiça Comum. Precedentes. 4. É incontroverso nos autos o estabelecimento, pelo Município de Demerval Lobão, de regime jurídico único para a contratação de servidores, não havendo necessidade de se reanalisar fatos e provas 5. Agravo interno e recurso extraordinário julgados procedentes, a fim de reconhecer a incompetência da Justiça do Trabalho e determinar a remessa dos autos à Justiça comum. (ARE 1179455 AgR, Relator(a): ROSA WEBER, Relator(a) p/ Acórdão: ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 14-09-2020 PUBLIC 15-09-2020) Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 93 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 037. (QUADRIX/CRO-GO/ADVOGADO/2021) Considerando a jurisprudência do Superior Tri- bunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, julgue o item quanto aos reflexos processuais da natureza jurídica dos conselhos profissionais. Os conselhos profissionais ostentam legitimidade ampla e irrestrita para a propositura de ação civil pública. Embora essa questão tenha sido cobrada na parte de processo do trabalho, não está direta- mente ligada à ação civil pública na Justiça do Trabalho. Trata-se de entendimento do STJ e do STF, aplicável às ações civis públicas interpostas também na justiça comum. Mas achei importante trazer a questão pela relevância do tema. A primeira coisa a se saber é que o conselho profissional é uma autarquia. Então está enqua- drado no inciso IV do art. 5º da Lei n. 7.347/85: Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: I – o Ministério Público; II – a Defensoria Pública; III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; IV – a autarquia, empresa pública, fundaçãoou sociedade de economia mista; V – a associação que, concomitantemente: (...) Portanto, o conselho profissional, por ser autarquia, pode entrar com ACP. Contudo, essa legi- timidade não é ampla e irrestrita. O STJ e STF exigem uma coisa chamada “pertinência temáti- ca”. Isso quer dizer que o conselho só tem legitimidade para defender, por meio de ACP, alguma questão ligada à área de atuação do conselho. Por exemplo, o CRM (Conselho Regional de Me- dicina) não tem legitimidade para ajuizar ação civil pública que visa discutir a reimplantação do voto impresso. O assunto, neste caso, não tem nada a ver com a área de atuação do conselho. Trago aqui um julgado do STJ sobre a questão: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM – COREN. LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. Trata-se na origem de Apelação interposta pelo Conselho Regional de Enfermagem e pelo Ministério Público Federal contra sentença nos autos da Ação Civil Pública que foi extinta sem resolução do mérito, sob o fundamento de carência a ação. 2. O art. 5º da Lei 7.347/85 elencou o rol dos legitimados concorrentes para a defesa daqueles direitos, nos quais se incluem as autarquias, em cuja categoria estão os Con- selhos profissionais, uma vez que ostentam natureza autárquica, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 1.717/DF. Contudo, devem ter correlação entre a parte que detém legitimidade e o objeto da ação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 94 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 3. In casu, pretende o Conselho Regional de Enfermagem “vedar a prática de atos priva- tivos de enfermeiro por outros profissionais de enfermagem e especialmente, compelir para a promoção de regular contratação/manutenção de profissional enfermeiro durante todo o período de funcionamento das unidades de saúde do município Recorrido” (fl. 247, e-STJ). 4. Recursos Especiais providos. (REsp 1388792/SE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 06/05/2014, DJe 18/06/2014) Todavia, existe uma exceção importante: a OAB não tem essa limitação temática, tendo a incumbência de defender qualquer interesse da sociedade. Confira a seguinte notícia do STJ: 10/11/2017 07:58 OAB tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa de consumidor Em decisão unânime, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a legitimidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para propor ação civil pública “não está sujeita à exigência da pertinência temática no tocante à jurisdição coletiva, deven- do-lhe ser reconhecida aptidão genérica para atuar em prol desses interesses supraindi- viduais”. O caso envolveu uma ação civil pública ajuizada pela OAB do Ceará contra instituições bancárias, sob o fundamento de que as empresas adotam sistema de atendimento que busca, mediante redução do número de caixas e agências, maximizar lucros, acarretando o aumento do tempo de espera de consumidores nas filas. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) entendeu que a OAB não tem legitimi- dade ativa para ajuizar ação civil pública tendente a discutir matéria restrita aos direitos dos consumidores, uma vez que o tema não está incluso em sua finalidade institucional de defesa da classe profissional dos advogados. Prerrogativa constitucional No STJ, o relator, ministro Luis Felipe Salomão, votou pela reforma do acórdão. Ele citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que OAB é um serviço público independente, não se sujeitando à administração pública direta e indireta, nem se equipa- rando às autarquias especiais e demais conselhos de classe. O ministro citou ainda o artigo 105 do regulamento geral do estatuto da OAB, que estabe- lece que compete ao conselho seccional ajuizar ação civil pública para defesa de interes- ses difusos de caráter geral, coletivos e individuais homogêneos. Salomão acrescentou que a atribuição das seccionais não se limita à esfera local de atuação. “É prerrogativa da entidade proteger os direitos fundamentais de toda a coletividade, defender a ordem jurídica e velar pelos direitos difusos de expressão social, como sói os consumidores (em sentido amplo, independentemente se se trata de profissional advo- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 95 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido gado), estando inserida, portanto, dentro de sua representatividade adequada a harmoni- zação destes interesses e a finalidade institucional da OAB”, disse o ministro. Como o recurso da OAB não foi conhecido pelo TRF5, a turma determinou o retorno do processo para novo julgamento. Errado. 038. (TRT – 14ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Leia as proposições a seguir e marque a resposta correta: I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho das localidades atingidas. II – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente para a Ação Civil Pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho distintos. III – O art. 114 da Constituição Federal atribui à Justiça do Trabalho competência para a execu- ção, de ofício, das contribuições sociais previstas no seu art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos decorrentes das decisões, de qualquer natureza, que proferir. IV – A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previden- ciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. a) Apenas as proposições I e III estão incorretas. b) Apenas as proposições II e III estão incorretas. c) Apenas as proposições III e IV estão incorretas. d) Apenas as proposições I e IV estão incorretas. e) Todas as proposições estão incorretas. Mais uma vez a resposta estava, quase toda, na OJ 130, da SDI-2/TST: AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93 I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 96 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con- corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio- nais do Trabalho. IV – Estará prevento o juízo a quea primeira ação houver sido distribuída. I – Errado. A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho DAS LOCALIDADES ATINGIDAS. Está errado falar em “varas das sedes dos TRTs”. Quando o dano é apenas regional, a compe- tência será da VT da localidade onde ocorreu o dano (e não da capital). II – Certo. Item II da OJ 130. Aqui, sim, se fala em “Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho”, uma vez que se está tratando de dano suprarregional ou nacional. III – Errado. O art. 114 da Constituição Federal atribui à Justiça do Trabalho competência para a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no seu art. 195, I, a, e II, e seus acrés- cimos decorrentes das decisões, de qualquer natureza, que proferir. O erro está na afirmação “de qualquer natureza”. Na Justiça do Trabalho são executadas ape- nas as contribuições decorrentes de sentença condenatória a obrigação de pagar proferida pela própria JT, e valores de acordo homologado na JT. Diz o item I da Súmula n. 368 do TST: DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA. RESPONSABI- LIDADE PELO RECOLHIMENTO. FORMA DE CÁLCULO. FATO GERADOR I – A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições pre- videnciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. IV – Certo. É exatamente o que diz o item I da Súmula 368 do TST. Estudamos isso na aula de competência. Letra a. 039. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2013) Em relação à ação civil pública traba- lhista, conforme o CDC e a jurisprudência dominante do TST, analise as proposições abaixo: I – A Vara do Trabalho de Brasília tem competência concorrente para a solução de demandas sobre danos de âmbito suprarregional, somente nas hipóteses em que o dano alcance a área de sua jurisdição. II – O sindicato tem ampla legitimidade ativa para postular a tutela inibitória relativa a direitos difusos e coletivos, mesmo aqueles desvinculados de interesses da categoria que representa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 97 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido III – Os pedidos relativos a interesses difusos julgados improcedentes, por ausência de prova, produzem coisa julgada material com efeito erga omnes. IV – É possível a cumulação objetiva de pedidos de indenização por danos morais individuais e coletivos. Assinale a alternativa CORRETA: a) As assertivas II e III estão incorretas; b) As assertivas I e IV estão incorretas; c) As assertivas I e III estão incorretas; d) As assertivas II e IV estão incorretas; e) Não respondida. I – Certo. OJ 130, da SDI-2/TST. Se o dano é suprarregional, a competência é das varas do tra- balho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho abrangidos pelo dano. Portanto, as varas do trabalho de Brasília somente terão competência para julgar a ACP se o dano se estender também pela área de jurisdição abrangida pelo TRT-10 (Brasília e Acre). II – Errado. O sindicato somente tem legitimidade para defesa de interesses diretamente liga- dos à categoria que representa (é a chamada pertinência temática) (lembrando que a matéria está explicada na questão 37). III – Errado. Quando o pedido relativo a interesses difusos for julgado improcedente, por ausên- cia de prova, somente se produzirá coisa julgada secundum eventum probationis, com efeito inter partes. Isso significa que não fará coisa julgada para os outros legitimados, os quais, se dispuserem de alguma outra prova, poderão entrar com nova ação civil pública. IV – Certo. É possível a cumulação objetiva de pedidos de indenização por danos morais indivi- duais e coletivos, uma vez que os destinatários são diferentes. Os danos morais individuais são destinados a indenizar a pessoa que sofreu o dano diretamente. Nesse caso, o lesado pode ser individualizado e a extensão do dano pode ser medida. Já o dano moral coletivo se destina a reparar a coletividade, que não pode ser considerada individualmente. Trata-se de uma parcela da população atingida e que não pode ter o dano em relação a cada pessoa individualizado. A indenização devida a título de dano moral coletivo é revertida a uma obra de assistência, a algum fundo com destinação social etc., e não diretamente às pessoas que integrem a parcela da população lesada. Letra a. 040. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Em relação à Ação Civil Pública, assinale a alternativa correta: a) É cabível na hipótese de danos morais e patrimoniais causados a qualquer interesse difuso ou coletivo, inclusive em se tratando de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 98 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido b) Pode ser proposta pelo Ministério Público, quando os fatos objeto da ação, chegaram ao seu conhecimento por juízes e tribunais, no exercício de suas funções, ou por qualquer pessoa. c) Será instruída por certidões e informações, que não podem ser negadas pela autoridade competente. d) Em que for reconhecida a litigância de má fé da associação autora, terá os seus diretores subsidiariamente responsáveis pelas condenações impostas. e) Deve ser proposta no Tribunal Regional do Trabalho competente para julgar a matéria discutida. a) Errada. NÃO é cabível para pleitear Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Isso está expresso no parágrafo único do art. 1º da Lei n. 7.347/85: Art. 1º (...) Parágrafo único. Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados. b) Certa. Dispõem os arts. 6º e 7º da Lei n. 7.347/85: Art. 6º Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do Ministério Públi- co, ministrando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto da ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. Art. 7º Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura da ação civil, remeterão peças ao Ministério Público para as providên- cias cabíveis. c) Errada. Se a lei impuser sigilo sobre a informação contida na certidão ou informação requeri- da, poderá ser negado seu fornecimento, de acordo com o § 2º do art. 8º da Lei n. 7.347/1985: Art. 8º Para instruir a inicial, o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certi- dões e informações que julgar necessárias, a serem fornecidas no prazo de 15 (quinze) dias. § 1º O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou requisitar, de qual- quer organismo público ou particular, certidões, informações, exames ou perícias, no prazo que assinalar, o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias úteis. § 2º Somente nos casos em que a lei impuser sigilo, poderá ser negada certidão ou informação,hipótese em que a ação poderá ser proposta desacompanhada daqueles documentos, cabendo ao juiz requisitá-los. d) Errada. Se for reconhecida a litigância de má fé da associação autora, os diretores terão responsabilidade SOLIDÁRIA e não subsidiária pela condenação imposta. Art. 17. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela pro- positura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 99 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido e) Errada. A competência é definida pela extensão do dano (OJ 130, SDI-2/TST) e será ajuizada na Vara do Trabalho e não diretamente no Tribunal Regional do Trabalho. Letra b. 041. (TRT – 15ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) A ação civil pública atende a exigência atual de coletivização do processo em contraposição à tendência tradicional individualista do direito processual comum, realizando os princípios da acessibilidade coletiva e da efetividade do processo. A esse respeito, é incorreto afirmar: a) a ação civil pública presta-se a tutelar Interesses difusos, coletivos e individuais homogêne- os, sendo que parte da doutrina estabelece uma diferenciação entre a ação civil pública stricto sertsu, que seria destinada aos interesses difusos e coletivos, e a ação coletiva, voltada aos interesses individuais homogêneos; b) os interesses difusos são aqueles de natureza ‘transindividual, indeterminados, indivisíveis, de interesse de um grupo de pessoas, não havendo entre elas vínculo jurídico ou fático bem definido; os interesses coletivos, por sua vez, são transindividuais, determinados ou determi- náveis, indivisíveis e interligados por uma relação jurídica de interesse do grupo; os interesses individuais homogêneos, por fim, são caracterizados por possuírem a identificação de seu titu- lar, sendo divisível o seu objeto, possuindo origem comum; c) a competência para a apreciação das ações civis públicas é definida pelo local do dano, sen- do entendimento majoritário do TST que, havendo dano de abrangência regional, que atinge ci- dades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos, ao passo que, em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há com- petência concorrente para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho; d) a legitimidade ativa ad causam para a ação civil pública não é taxativa, pertencendo, entre outros, ao Ministério Público, à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e aos órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, destinados à defesa de direitos metaindi- viduais, como também às associações constituídas há pelo menos um ano, tendo entre seus fins a defesa de interesses metaindividuais; e) na ação civil pública voltada à tutela de interesses difusos, a sentença de procedência gera efeitos vinculantes “erga omnes”. a) Certa. b) Certa. c) Certa. OJ 130 da SDI-2/TST. d) Errada. e) Certa. Art. 103, I, do CDC: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 100 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Art. 103. Nas ações coletivas de que trata este código, a sentença fará coisa julgada: I – erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de nova prova, na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. 81; (...) Letra d. 042. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2011/ADAPTADA) Tem legitimidade para pro- por a Ação Civil Pública, segundo previsão expressa na Lei 7.347, de 1985: a) Apenas o Ministério Público. b) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as autarquias, as empresas públicas, as fundações, as sociedades de economia mista e a associação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. c) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, as autarquias, as fundações e a associação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. d) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, as autarquias, as fundações e a asso- ciação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econô- mica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. e) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública e a associação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. a) Errada. Não é apenas o Ministério Público. O Ministério Público é realmente o que mais atua em ACP, mas não é o único legitimado. b) Certa. É isso que dispõe o art. 5º, da Lei 7.347/85: Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: I – o Ministério Público; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 101 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido II – a Defensoria Pública; III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; V – a associação que, concomitantemente: a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil; b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. c) Errada. Não falou das empresas públicas nem das sociedades de economia mista. d) Errada. Não falou da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nem das empresas públi- cas e sociedades de economia mista. e)Errada. Não falou da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nem das autarquias, fun- dações, empresas públicas e sociedades de economia mista. Letra b. 043. (TRT – 23ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Quanto ao regramento legal da ação civil pública, assinale a alternativa FALSA: a) Tem legitimidade para propor a ação civil pública, dentre outros, a Defensoria Pública, autar- quia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista. b) O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. c) Todos os legitimados à propositura da ação poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial. d) Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem que a as- sociação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa aos demais legitimados. e) Na ação coletiva em que se deduza pretensão referente a direitos ou interesses individuais homogêneos haverá a formação de coisa julgada erga omnes, apenas no caso de procedência do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores, sendo que, em caso de improce- dência do pedido, os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. a) Certa. Art. 5º da Lei n. 7.347/85. b) Certa. É exatamente o que diz o § 1º do art. 5º da Lei n. 7.347/1985. c) Errada. Não são todos os legitimados à propositura da ação civil pública que poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações (associação, por exemplo, não pode). Apenas os órgãos públicos é que podem adotar tal conduta: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 102 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Art. 5º (...) § 6º Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial. d) Certa. É exatamente o que diz o art. 15 da Lei n. 7.347/1985. e) Certa. Art. 103, III e § 2º, CDC. Letra c. 044. (TRT – 3ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2014) É correto afirmar em matéria de Manda- do de Segurança, a partir das súmulas do TST: a) Não se aplica a alçada em mandado de segurança. b) A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tu- telável pela via do mandado de segurança. c) Da decisão de TRT em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o TST, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. d) A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). e) Todas as opções estão corretas. a) Certa. Súmula n. 365 do TST: ALÇADA. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA Não se aplica a alçada em ação rescisória e em mandado de segurança. A ação rescisória e o mandado se segurança seguem seus ritos próprios, independentemente do valor da causa (não se fala em rito sumário, sumaríssimo). b) Certa. Súmula n. 418 do TST. c) Certa. Súmula n. 201 do TST. d) Certa. É exatamente o que diz o item III da Súmula n. 414 do TST. Letra e. 045. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR/2014) De acordo com a Súmula 201 do TST, da de- cisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança, cabe a) recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Regional do Trabalho. b) recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. c) recurso de revista, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. d) apelação, no prazo de 15 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. e) agravo regimental, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Regional do Trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 103 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Dispõe a referida Súmula n. 201 do TST: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. Letra b. 046. (FGV/CONDER/ADVOGADO/2013) A empresa J. Confecções Ltda. foi citada para com- parecer a uma audiência em reclamação trabalhista movida por uma ex-empregada e, simulta- neamente, cientificada do deferimento da reintegração da obreira, em sede de tutela antecipa- da. Inconformada contra a decisão, a empresa impetrou mandado de segurança, cujo mérito foi apreciado e concedida a ordem, neutralizando assim a decisão de 1º grau. O juiz, ao ser cientificado da decisão do writ, dela resolveu recorrer, apresentando a peça per- tinente no prazo legal. Diante da situação retratada e da norma de regência, assinale a afirmativa correta. a) É possível o juiz, na condição de autoridade coatora, recorrer da decisão, conforme previ- são em Lei. b) Houve típico erro judiciário, pois não caberia mandado de segurança, já que as decisões inter- locutórias na Justiça do Trabalho são irrecorríveis, de modo que nada poderia fazer a empresa. c) Não sendo o juiz parte nem interessado, mas apenas autoridade supostamente coatora, não poderá recorrer da decisão, inclusive por inexistir previsão legal para tanto. d) Uma vez que a Lei é omissa a respeito, caberá ao órgão que apreciar o mandado de seguran- ça verificar, à luz do caso concreto, pela legitimidade ou não do magistrado como recorrente. e) O mandado de segurança é cabível, mas deveria ser impetrado perante a Vara do Trabalho, pois com a ampliação da competência da Justiça do Trabalho é no juízo de 1º grau que essa ação é proposta, sob pena de supressão de instância. a) Certa. É esquisito, mas está certo. Prevê o § 2º do art. 14 da Lei n. 12.016/2009: Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. (...) § 2º Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. O juiz, ao ser apontado como autoridade coatora, pode recorrer. b) Errada. Mas não tão errado assim. Essa alternativa está bem esquisita. Realmente não seria caso de mandado de segurança na hipótese (então, nesta parte a alternativa me parece corre- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 104 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido ta). Já vimos que a decisão interlocutória é irrecorrível e, portanto, não cabe recurso. Contudo, se houver violação a direito líquido e certo, cabe MS. Mas aqui havia um detalhe: o empregador impetrou MS contra decisão que determinou a reintegração ao emprego e a OJ 142 da SDI-2, do TST, diz que não há direito líquido e certo que autorize a impetração de MS contra decisão que defere reintegração em sede de tutela antecipada. Resumindo:entendo que não era caso mesmo de MS (como reconheceu a questão), mas me parece que a alternativa está errada pelo seguinte o erro de julgamento está no acolhimento do MS quando a OJ diz expressamente que não há direito líquido e certo na hipótese; e não no fato de não ser possível recorrer de decisão interlocutória (sim, ela é irrecorrível, mas cabe MS quando houver violação a direito líquido e certo). c) Errada. Há previsão legal de possibilidade de recurso por parte da autoridade coatora (§ 2º do art. 14 da Lei n. 12.016/2009). d) Errada. A Lei NÃO é omissa a respeito. Há previsão expressa acerca da possibilidade de recurso por parte da autoridade coatora. e) Errada. Se o mandado de segurança é impetrado contra ato do juiz do trabalho, não pode ser julgado no 1º grau. Assim, a impetração correta é perante o TRT. Letra a. 047. (CEBRASPE/PROCURADOR/2013) No que diz respeito ao mandado de segurança no processo do trabalho, julgue os próximos itens. Se o juiz do trabalho antecipar a tutela antes de proferir a sentença, será possível a impetração de mandado de segurança. Súmula n. 414 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten- ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub- sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015. II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 105 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 048. (CEBRASPE/PG-DF/PROCURADOR/2013) No que diz respeito ao mandado de seguran- ça no processo do trabalho, julgue os próximos itens. Se, após pactuarem acordo em processo trabalhista, as partes requererem, em conjunto, ho- mologação judicial do acordo, e isso não for feito pelo juiz, caberá a impetração de mandado de segurança, já que, em tal situação, não há previsão de cabimento de recurso específico. Não é cabível mandado de segurança contra decisão que não homologa acordo uma vez que a homologação é faculdade do juiz, não havendo direito líquido e certo a essa homologação. Súmula n. 418: MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. Errado. 049. (FCC/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2013) Com relação ao Mandado de Segurança, considere: I – Caberá ao Tribunal Regional do Trabalho competente o julgamento do mandado de segu- rança quando a autoridade coatora for juiz de direito investido na jurisdição trabalhista. II – É incabível mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado. III – O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 180 dias contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado (prazo decadencial). Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) II. c) I e III. d) II e III. e) I e II. I – Certo. II – Certo. No caso, será cabível apenas ação rescisória. III – Errado. São 120 dias. Letra e. 050. (FCC/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2013) Deisy ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa “AXZ Ltda”, reque- rendo a rescisão indireta de seu contrato de trabalho. As partes celebraram acordo através de O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 106 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido petição conjunta, assinada pelos advogados de ambas as partes com poderes para transigir. No entanto, o magistrado não homologou o acordo sob o fundamento de que as partes pre- tendiam o recebimento ilegal de seguro-desemprego e saque indevido de FGTS. Neste caso, a decisão do magistrado de homologar ou não o referido acordo. a) deverá ser objeto de agravo de instrumento, interposto no prazo de oito dias a contar da publicação da referida decisão. b) violou direito líquido e certo das partes, que deverão impetrar mandado de segurança con- junto, figurando ambas no polo ativo do mandado. c) violou direito líquido e certo das partes, devendo cada parte impetrar mandado de segurança separadamente. d) possui vício porque no caso de acordo celebrado em reclamação trabalhista que vise a res- cisão indireta de contrato de trabalho é obrigatória a assinatura das partes em conjunto com os seus advogados. e) constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. Homologar ou não o acordo é uma faculdade do juiz, não cabendo MS e nenhum outro recurso. Súmula n. 418: MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. Letra e. Priscila Margarido Formada em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (2005). Pós-graduação em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp). Juíza do Trabalho – Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região –, ocupando o cargo de Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 24ª Região. Professora universitária da Faculdade Unigran Capital. Autora do livro A Vaga é Sua, sobre como se preparar para concursos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Apresentação Mandado de Segurança e Ação Civil Pública 1. Mandado de Segurança 1.1. Competência 1.2. Mandado de Segurança na Fase de Execução do Processo Trabalhista 1.3. Mandado de Segurança contra Decisão Interlocutória 1.4. Procedimento 1.5. Casos em que Não Cabe Mandado de Segurança 1.6. Recorribilidade 1.7. Prazo para Impetração 1.8. Mandado de Segurança Coletivo 2. Ação Civil Pública 2.1. Competência 2.2. Legitimidade 2.3. Litispendência entre Ação Civil Pública e Ação Individual? 2.4. Prescrição 2.5. Efeitos da Decisão em Ação Civil Pública Resumo Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentado AVALIAR 5: Página 107:vias com os documentos que instruírem a primeira reproduzidos na se- gunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa jurídica que esta integra, à qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições. § 1º No caso em que o documento necessário à prova do alegado se ache em repartição ou estabe- lecimento público ou em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo por certidão ou de terceiro, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido o juiz ordenará, preliminarmente, por ofício, a exibição desse documento em original ou em cópia autêntica e marcará, para o cumprimento da ordem, o prazo de 10 (dez) dias. O escrivão extrairá cópias do documento para juntá-las à segunda via da petição. § 2º Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a própria coatora, a ordem far-se-á no próprio instrumento da notificação. § 3º Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da qual ema- ne a ordem para a sua prática. § 4º (VETADO) § 5º Denega-se o mandado de segurança nos casos previstos pelo art. 267 da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil. § 6º O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. No entanto, quanto às custas, aplica-se o sistema da CLT. Estabelece a OJ 148 da SDI-2 do TST: CUSTAS. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. EXIGÊNCIA DO PAGA- MENTO É responsabilidade da parte, para interpor recurso ordinário em mandado de segurança, a comprovação do recolhimento das custas processuais no prazo recursal, sob pena de deserção. De acordo com o artigo 7º da Lei n. 12.016/2009, a autoridade coatora (chamada impetra- da) terá o prazo de 10 dias para responder. Não se aplicam os efeitos da revelia em sede de mandado de segurança. Isso porque o man- dado de segurança é utilizado para proteger direito líquido e certo que deve ser mostrado na inicial por meio de prova documental pré-constituída. Se o impetrante não juntar essa prova e o impetrado não responder, não se considerará, só por causa da inércia do impetrado, que tudo o que foi alegado na inicial é verdadeiro. O órgão julgador poderá, de ofício ou a requerimento do impetrante, conceder liminar antes da oitiva do impetrado, para suspender o ato impugnado quando o fundamento for relevante ou houver perigo de a medida resultar ineficaz se não for concedida imediatamente (são os famosos fumu boni iuris e periculum in mora). Prevê o referido artigo 7º: Art. 7º Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/Msg/VEP-642-09.htm 12 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido I – que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 (dez) dias, preste as informações; II – que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, enviando-lhe cópia da inicial sem documentos, para que, querendo, ingresse no feito; III – que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida, sendo faculta- do exigir do impetrante caução, fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento à pessoa jurídica. § 1º Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo de instru- mento, observado o disposto na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil. § 2º Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributá- rios, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza. § 3º Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação da sen- tença. § 4º Deferida a medida liminar, o processo terá prioridade para julgamento. § 5º As vedações relacionadas com a concessão de liminares previstas neste artigo se estendem à tutela antecipada a que se referem os arts. 273 e 461 da Lei n. 5.869, de 11 janeiro de 1973 – Código de Processo Civil. Em todos os mandados de segurança da competência da Justiça do Trabalho é necessária a manifestação do Ministério Público do Trabalho. 1.5. CAsos eM que não CAbe MAndAdo de segurAnçA O art. 5º estabelece os casos em que não é cabível mandado de segurança: Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de cau- ção; II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; III – de decisão judicial transitada em julgado. No mesmo sentido do dispositivo, estabelece a OJ 99 da SDI-2 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. ESGOTAMENTO DE TODAS AS VIAS PROCESSUAIS DISPO- NÍVEIS. TRÂNSITO EM JULGADO FORMAL. DESCABIMENTO Esgotadas as vias recursais existentes, não cabe mandado de segurança. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido O mandado se segurança não pode ser utilizado como mais um recurso depois de esgota- dos todos os recursos possíveis. Não é essa a função do MS. Quando não cabe mais nenhum recurso e a decisão transita em julgado, a única medida possível, como vimos na aula passada, é a ação rescisória. Não é possível, portanto, o manda- do de segurança. O inciso II do art. 7º diz que não cabe mandado de segurança quando a decisão possa ser impugnada por meio de recurso com efeito suspensivo. A razão disso é que se a parte já tem um recurso com efeito suspensivo para utilizar, não está ocorrendo violação imediata ao direito (o efeito suspensivo impede a prática de atos até a decisão final) e não há necessidade de utilizar mandado de segurança. Acontece que esse inciso só tem aplicação integral lá no processo civil. No processo do trabalho, todos os recursos têm apenas efeito devolutivo e não têm efeito suspensivo (diferente do processo civil, onde, em regra, os recursos são dotados de efeito suspensivo). Portanto, se formos aplicar o inciso II ao processo do trabalho da mesma forma que é aplicado ao processo civil, o que ocorreria seria o seguinte: qualquer decisão no proces- so do trabalho poderia ser objeto de mandado de segurança (se nenhum recurso tem efeito suspensivo, sempre caberia mandado de segurança das decisões da JT, pois o recurso não seria suficiente para inibir a violação ao direito). Isso contrariaria todo a base principiológica sobre a qual o processo do trabalho foi construído, especialmente os princípios da celeridade e simplicidade. Na prática, o que se aplica é o seguinte: não cabe mandado de segurançaquando a lei pro- cessual trabalhista tiver previsão de recurso próprio (mesmo não havendo efeito suspensivo no recurso). Nesse sentido, a OJ 92 da SDI-2 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. No mesmo sentido a Súmula n. 267 do STF: Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. Dentro deste tópico, é importante falarmos, ainda, sobre o acordo. Você se lembra de que vimos na aula passada que a decisão que homologa acordo é irrecorrível? Pois bem. Se a de- cisão é irrecorrível, a única coisa cabível é a ação rescisória. Portanto, não cabe mandado de segurança. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido E se o juiz, ao contrário, não homologa o acordo? Aí caberia mandado de segurança? Tam- bém não. Homologar ou não o acordo é uma faculdade do juiz, portanto, não há como se falar em violação de direito líquido e certo (as partes não têm direito líquido e certo a essa homolo- gação). Diz a referida Súmula 418: MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. Desse modo, podemos dizer que há mais um caso em que não cabe mandado de seguran- ça: da decisão do juiz que homologa ou não homologa acordo. Por fim, a Súmula n. 417 do TST traz mais uma situação em que não será cabível mandado de segurança (essa Súmula é cobrada com frequência em provas): MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra- dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973). II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC de 1973). (ex-OJ n. 61 da SBDI-2 – inserida em 20.09.2000). Portanto, da decisão que determina a penhora em dinheiro não cabe MS. 1.6. reCorribilidAde O que acontece quando o juiz concede ou denega a liminar requerida no mandado de se- gurança? No processo civil, caberá agravo de instrumento (isso está expresso no inciso II do art. 1.015 do CPC). E no processo do trabalho? No processo do trabalho, como você certamente já sabe, as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. Então como fica? Vamos começar pelo segundo grau e depois voltamos para o primeiro: Os Regimentos Internos dos Tribunais normalmente preveem que contra a decisão do relator no Mandado de Segurança, concedendo ou negando a liminar, caberá agravo regimental. Bom, estabelecido o que ocorre no segundo grau, voltemos ao primeiro: se o juiz do traba- lho defere ou indefere medida liminar no mandado de segurança, cabe algum recurso? Não, porque as decisões interlocutórias, no processo do trabalho, são irrecorríveis de imediato, e não há previsão de agravo regimental para o primeiro grau. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Já vimos acima que se a decisão que defere ou indefere liminar for dada na sentença, cabe recurso ordinário. Isso vale aqui também para o mandado de segurança. Se o juiz defere ou indefere liminar na própria sentença do MS, cabe recurso ordinário. Mas e se a decisão foi dada antes da sentença (decisão interlocutória, portanto)? Se fosse numa reclamação trabalhista ordinária, caberia mandado de segurança como vimos há pouco. Mas e se se tratar de liminar concedida ou negada em MS? Caberá outro MS para discutir a liminar? Sim. Agora vamos ler a OJ 140 da SDI-2 do TST: MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA LIMINAR, CONCEDIDA OU DENEGADA EM OUTRA SEGURANÇA. INCABÍVEL. (ART. 8º DA LEI N. 1.533/51) Não cabe mandado de segurança para impugnar despacho que acolheu ou indeferiu limi- nar em outro mandado de segurança. Agora ficou tudo confuso? Calma aí que eu te explico: essa OJ 140 se refere apenas ao segundo grau (TRT), onde há recurso específico previsto em regimento interno, que é o agravo regimental. Se há previsão de agravo regimental, não cabe outro mandado de segurança para discutir a liminar. Quando essa OJ foi criada, as Varas do Trabalho ainda não tinham compe- tência para analisar MS (a competência era exclusiva do 2º grau). Como a EC45/04 ampliou a competência da Justiça do Trabalho, muitas matérias passaram a ser de competência da Jus- tiça Trabalhista (como, por exemplo, a discussão sobre multas aplicadas por auditor-fiscal do trabalho) e, com isso, passou-se a ter mandados de segurança impetrados no 1º grau (Vara do Trabalho). E, no 1º grau não há agravo regimental, razão pela qual será cabível outro MS para discutir decisão interlocutória que defere ou indefere liminar em MS. A OJ 140 não faz essa especificação. Ela deveria ter sido atualizada (para fazer a especifi- cação), mas não foi. Então, se cair em prova o texto literal da OJ, marque a alternativa como certa. Mas, é importante que você saiba a explicação acima para analisar adequadamente as situações. Bom, o que vimos até aqui foram os meios de impugnação da decisão que concede ou nega liminar em mandado de segurança. Agora veremos quais os recursos cabíveis da decisão que julga o mérito do mandado de segurança. Acerca dos recursos, dispõe o art. 14 da Lei n. 12.016/2009: Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. § 1º Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição. § 2º Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. § 3º A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido § 4º O pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias assegurados em sentença concessiva de mandado de segurança a servidor público da administração direta ou autárquica federal, esta- dual e municipal somente será efetuado relativamente às prestações que se vencerem a contar da data do ajuizamento da inicial. Embora o caput do artigo fale em “apelação”, no processo do trabalho o recurso cabível contra sentença de juiz do trabalho que julga o mérito do mandado de segurança é o recurso ordinário (o recurso ordinário é similar à apelação no processo civil) para o TRT. Da decisão originária do Tribunal Regional do Trabalho caberá recurso ordinário para o TST. Nesse sentido, a Súmula n. 201 do TST: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA Da decisãode Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. Há uma informação muito importante no § 1º do art. 14 da Lei n. 12.016/09: Se a seguran- ça for concedida, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição (ou seja, haverá a remessa de ofício à instância superior, ainda que não haja recurso da autoridade coatora). É isso que diz a lei. Temos uma Súmula do TST tratando do assunto, nos seguintes termos: Súmula n. 303 do TST FAZENDA PÚBLICA. REEXAME NECESSÁRIO. I – Em dissídio individual, está sujeita ao reexame necessário, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988, decisão contrária à Fazenda Pública, salvo quando a con- denação não ultrapassar o valor correspondente a: a) 1.000 (mil) salários mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito público; b) 500 (quinhentos) salários mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fun- dações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados; c) 100 (cem) salários mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e fun- dações de direito público. II – Também não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão fundada em: a) súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho em julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assun- ção de competência; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido d) entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. III – Em ação rescisória, a decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho está sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório quando desfavorável ao ente público, exceto nas hipóteses dos incisos anteriores. (ex-OJ n. 71 da SBDI-1 – inserida em 03.06.1996) IV – Em mandado de segurança, somente cabe reexame necessário se, na relação pro- cessual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela conces- são da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e terceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria admi- nistrativa. (ex-OJs n.s 72 e 73 da SBDI-1 – inseridas, respectivamente, em 25.11.1996 e 03.06.1996). O item IV da Súmula é anterior à Lei n. 12.016/09. De acordo com o referido item, não há necessidade de remessa de ofício quando o prejudicado pela ordem for pessoa jurídica de direito privado, exceto se se tratar de matéria administrativa (se a matéria for administrativa, deverá haver o reexame necessário). Contudo, entendo que esse item acaba não tendo mais aplicação prática, pois a lei do MS dispõe expressamente que sempre que for concedida a or- dem, deverá haver a remessa de ofício (não importa quem seja a autoridade prejudicada ou a matéria). De todo modo, trouxe a Súmula aqui para análise porque ela continua sendo cobrada em provas. Mandado de Segurança Não é cabível se houver recurso próprio Não pode ser impetrado contra coisa julgada Utilizado como sucedâneo recursal na Justiça do Trabalho Cabíveis contra decisão interlocutória que viole direito líquido e certo Demonstrado na inicial (prova pré- constitucional) Direito líquido e certo Se refere aos fatos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 1.7. prAzo pArA iMpetrAção O art. 23, da Lei n. 12.016/2009, estabelece que: Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. Esse prazo de 120 dias se refere ao mandado de segurança repressivo (aquele utilizado para cessar uma violação que já está acontecendo). A partir de quando se teve ciência do ato que lesa direito, há 120 dias para impetrar mandado de segurança. O prazo de 120 dias é contado em dias corridos. O que se contam em dias úteis são os prazos processuais (prazos que correm dentro de um processo) e, antes da impetração do MS, não se tem um processo ainda. E se o mandado de segurança for preventivo (que é aquele impetrado com o intuito de evi- tar lesão a direito)? Não há prazo para impetração. 1.8. MAndAdo de segurAnçA Coletivo O mandado de segurança coletivo é utilizado quando há violação a direito líquido e certo de uma coletividade. Está previsto no inciso LXX do art. 5º da CF/1988: (...) LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funciona- mento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; Por sua vez, dispõe o art. 21 da Lei n. 12.016/2009: Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representa- ção no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial. Parágrafo único. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: I – coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, de natureza indivisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido II – individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes de origem co- mum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. No mandado de segurança coletivo, a coisa julgada está definida no art. 22 da Lei n. 12.016/2009: Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos mem- bros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. § 1º O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer a desistên- cia de seu mandado de segurança no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência comprovada daimpetração da segurança coletiva. § 2º No mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de 72 (setenta e duas) horas. Veja que não existem grandes diferenças entre o mandado de segurança na Justiça Co- mum e o mandado de segurança impetrado na Justiça Trabalhista. Praticamente tudo aquilo que você estudou sobre mandado de segurança no processo civil pode ser utilizado no pro- cesso do trabalho, com as observações que foram trazidas aqui no material. No entanto, é de extrema (extremíssima!) importância a leitura das Súmulas e OJs colocadas logo abaixo. Da mesma forma que no tema “ação rescisória”, também o mandado de segurança na Justiça do Trabalho é tratado de maneira extensa por meio de Súmulas e OJs, sendo imprescindível a leitura. Vamos a elas: Súmulas do TST Súmula n. 33 MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO Não cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado. Súmula n. 201 RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. Súmula n. 365 ALÇADA. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA Não se aplica a alçada em ação rescisória e em mandado de segurança. Súmula n. 397 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 966, IV, DO CPC DE 2015. ART. 485, IV, DO CPC DE 1973. AÇÃO DE CUMPRIMENTO. OFENSA À COISA JULGADA EMANADA DE SENTENÇA NORMATIVA MODIFICADA EM GRAU DE RECURSO. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. Não procede ação rescisória calcada em ofensa à coisa julgada perpetrada por decisão proferida em ação de cumprimento, em face de a sentença normativa, na qual se louvava, ter sido modificada em grau de recurso, porque em dissídio coletivo somente se consubs- tancia coisa julgada formal. Assim, os meios processuais aptos a atacarem a execução da cláusula reformada são a exceção de pré-executividade e o mandado de segurança, no caso de descumprimento do art. 514 do CPC de 2015 (art. 572 do CPC de 1973). Súmula n. 414 MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN- TENÇA I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man- dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten- ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub- sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015. II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória. Súmula n. 415 MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO INICIAL. ART. 321 DO CPC DE 2015. ART. 284 DO CPC DE 1973. INAPLICABILIDADE. Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável o art. 321 do CPC de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do “mandamus”, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação. Súmula n. 416 MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. CABIMENTO Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. Súmula n. 417 MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra- dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC de 1973). Súmula n. 418 MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. Súmula n. 425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE. O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra- balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. OJs da SDI-2 do TST 53. MANDADO DE SEGURANÇA. COOPERATIVA EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL. LEI N. 5.764/71, ART. 76. INAPLICÁVEL. NÃO SUSPENDE A EXECUÇÃO A liquidação extrajudicial de sociedade cooperativa não suspende a execução dos crédi- tos trabalhistas existentes contra ela. 54. MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE TERCEIRO. CUMULAÇÃO. PENHORA. INCABÍVEL (atualizada em decorrência do CPC de 2015) – Ajuizados embargos de terceiro (art. 674 do CPC de 2015 – art. 1.046 do CPC de 1973) para pleitear a desconstituição da penhora, é incabível mandado de segurança com a mesma finalidade. 56. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. PENDÊNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁ- RIO Não há direito líquido e certo à execução definitiva na pendência de recurso extraordiná- rio, ou de agravo de instrumento visando a destrancá-lo. 57. MANDADO DE SEGURANÇA. INSS. TEMPO DE SERVIÇO. AVERBAÇÃO E/OU RECO- NHECIMENTO Conceder-se-á mandado de segurança para impugnar ato que determina ao INSS o reco- nhecimento e/ou averbação de tempo de serviço. 59. MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA. CARTA DE FIANÇA BANCÁRIA. SEGURO- -GARANTIA JUDICIAL A carta de fiança bancária e o seguro-garantia judicial, desde que em valor não inferior ao do débito em execução, acrescido de trinta por cento, equivalem a dinheiro para efeito O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido da gradação dos bens penhoráveis, estabelecida no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973). 63. MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO. AÇÃO CAUTELAR Comporta a impetração de mandado de segurança o deferimento de reintegração no emprego em ação cautelar. 64. MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA Não fere direito líquido e certo a concessão de tutela antecipada para reintegração de empregado protegido por estabilidadeprovisória decorrente de lei ou norma coletiva. 65. MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA. DIRI- GENTE SINDICAL Ressalvada a hipótese do art. 494 da CLT, não fere direito líquido e certo a determinação liminar de reintegração no emprego de dirigente sindical, em face da previsão do inciso X do art. 659 da CLT. 66. MANDADO DE SEGURANÇA. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DE ADJUDICAÇÃO. INCABÍVEL I – Sob a égide do CPC de 1973 é incabível o mandado de segurança contra sentença homologatória de adjudicação, uma vez que existe meio próprio para impugnar o ato judi- cial, consistente nos embargos à adjudicação (CPC de 1973, art. 746). II – Na vigência do CPC de 2015 também não cabe mandado de segurança, pois o ato judicial pode ser impugnado por simples petição, na forma do artigo 877, caput, do CPC de 2015. 67. MANDADO DE SEGURANÇA. TRANSFERÊNCIA. ART. 659, IX, DA CLT Não fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de transferência de empregado, em face da previsão do inciso IX do art. 659 da CLT. 88. MANDADO DE SEGURANÇA. VALOR DA CAUSA. CUSTAS PROCESSUAIS. CABI- MENTO Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbi- trou novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser considerado deserto. 91. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTENTICAÇÃO DE CÓPIAS PELAS SECRETARIAS DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO. REQUERIMENTO INDEFERIDO. ART. 789, § 9º, DA CLT Não sendo a parte beneficiária da assistência judiciária gratuita, inexiste direito líquido e certo à autenticação, pelas Secretarias dos Tribunais, de peças extraídas do processo principal, para formação do agravo de instrumento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. 98. MANDADO DE SEGURANÇA. CABÍVEL PARA ATACAR EXIGÊNCIA DE DEPÓSITO PRÉVIO DE HONORÁRIOS PERICIAIS É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais, dada a incompatibilidade com o processo do trabalho, sendo cabível o mandado de segurança visando à realização da perícia, independentemente do depósito. 99. MANDADO DE SEGURANÇA. ESGOTAMENTO DE TODAS AS VIAS PROCESSUAIS DISPONÍVEIS. TRÂNSITO EM JULGADO FORMAL. DESCABIMENTO Esgotadas as vias recursais existentes, não cabe mandado de segurança. 100. RECURSO ORDINÁRIO PARA O TST. DECISÃO DE TRT PROFERIDA EM AGRAVO REGIMENTAL CONTRA LIMINAR EM AÇÃO CAUTELAR OU EM MANDADO DE SEGU- RANÇA. INCABÍVEL Não cabe recurso ordinário para o TST de decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho em agravo regimental interposto contra despacho que concede ou não liminar em ação cautelar ou em mandado de segurança, uma vez que o processo ainda pende de decisão definitiva do Tribunal “a quo”. 127. MANDADO DE SEGURANÇA. DECADÊNCIA. CONTAGEM. EFETIVO ATO COATOR Na contagem do prazo decadencial para ajuizamento de mandado de segurança, o efetivo ato coator é o primeiro em que se firmou a tese hostilizada e não aquele que a ratificou. 137. MANDADO DE SEGURANÇA. DIRIGENTE SINDICAL. ART. 494 DA CLT. APLICÁVEL Constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que detentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a ele imputada, na forma do art. 494, caput e parágrafo único, da CLT. 140. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA LIMINAR, CONCEDIDA OU DENEGADA EM OUTRA SEGURANÇA. INCABÍVEL. (ART. 8º DA LEI N. 1.533/51) Não cabe mandado de segurança para impugnar despacho que acolheu ou indeferiu limi- nar em outro mandado de segurança. 142. MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA Inexiste direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo, quando demonstrada a razoabilidade do direito subjetivo material, como nos casos de anistiado pela Lei n. 8.878/94, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabili- dade provisória prevista em norma coletiva. 144. MANDADO DE SEGURANÇA. PROIBIÇÃO DE PRÁTICA DE ATOS FUTUROS. SEN- TENÇA GENÉRICA. EVENTO FUTURO. INCABÍVEL O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido O mandado de segurança não se presta à obtenção de uma sentença genérica, aplicável a eventos futuros, cuja ocorrência é incerta. 148. CUSTAS. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. EXIGÊNCIA DO PAGAMENTO É responsabilidade da parte, para interpor recurso ordinário em mandado de segurança, a comprovação do recolhimento das custas processuais no prazo recursal, sob pena de deserção. (ex-OJ n. 29 – inserida em 20.09.00) 151. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA. PROCURAÇÃO. PODERES ESPE- CÍFICOS PARA AJUIZAMENTO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. FASE RECURSAL. VÍCIO PROCESSUAL SANÁVEL. A procuração outorgada com poderes específicos para ajuizamento de reclamação tra- balhista não autoriza a propositura de ação rescisória e mandado de segurança. Cons- tatado, todavia, o defeito de representação processual na fase recursal, cumpre ao rela- tor ou ao tribunal conceder prazo de 5 (cinco) dias para a regularização, nos termos da Súmula n. 383, item II, do TST. 152. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO DE REVISTA DE ACÓR- DÃO REGIONAL QUE JULGA AÇÃO RESCISÓRIA OU MANDADO DE SEGURANÇA. PRIN- CÍPIO DA FUNGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE. ERRO GROSSEIRO NA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Tra- balho em ação rescisória ou em mandado de segurança, com fundamento em violação legal e divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. 896 da CLT, configura erro grosseiro, insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso ordinário, em face do disposto no art. 895, “b”, da CLT. 153. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. ORDEM DE PENHORA SOBRE VALORES EXISTENTES EM CONTA SALÁRIO. ART. 649, IV, DO CPC DE 1973. ILEGALIDADE. Ofende direito líquido e certo decisão que determina o bloqueio de numerário existente em conta salário, para satisfação de crédito trabalhista, ainda que seja limitado a deter- minado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para fundo de aplicação ou poupança, visto que o art. 649, IV, do CPC de 1973 contém norma imperativa que não admite interpretação ampliativa, sendo a exceção prevista no art. 649, § 2º, do CPC de 1973 espécie e não gênero de crédito de natureza alimentícia, não englobando o crédito trabalhista. 2. Ação Civil públiCA A ação civil pública é uma ação especial, prevista na Lei n. 7.347/1985, que objetiva pro- teger os direitos transindividuais (que são direitos não apenas de um indivíduo, mas de uma coletividade. Podem ser direitos difusos, coletivos ou individuaishomogêneos). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido Quem define o que são direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos é o art. 81 da Lei n. 8.078/1990: Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I – interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; II – interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base; III – interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. Vamos ver exemplos trabalhistas de cada um desses direitos transindividuais para facilitar a compreensão. • Direito difuso Se houver greve em serviço essencial (ex. greve em hospitais), os afe- tados não serão apenas os que se ligam por uma relação trabalhista (empresa X traba- lhadores), mas sim toda a coletividade indeterminada que depende daquele serviço. O direito de acesso ao serviço é indivisível (todos precisam do acesso total; não posso di- vidir esse direito em cotas) e as pessoas que são titulares do direito estão ligadas entre si por circunstâncias de fato (no exemplo, estão ligadas pelo fato de estarem doentes e precisarem do serviço). O que caracteriza o direito como difuso é o fato de que eu não consigo determinar de ma- neira precisa quem são as pessoas afetadas (no exemplo dado, é qualquer pessoa que precise ou venha a precisar do atendimento à saúde) e não há nenhuma ligação jurídica entre essas pessoas; coincidindo apenas os fatos que as ligam (no exemplo, elas têm em comum apenas o fato de terem direito ao acesso à saúde e precisarem fazer uso desse direito). • Direito coletivo Se uma determinada empresa utiliza produto tóxico, sem a adoção das medidas adequadas, e coloca em risco todos os 50 trabalhadores que ali laboram, há violação de um direito coletivo. Aqui está sendo afetado um grupo de pessoas. Há uma soma de direitos individuais afetados, mas que é também o direito de uma coleti- vidade. No caso, é possível determinar quem são os afetados e eles estão ligados entre si e com a parte contrária (empregador) por uma relação jurídica base (relação de em- pego). Aqui, há direito coletivo à exigência de um ambiente de trabalho adequado, com a adoção de medidas que vedem o contato com o produto tóxico ou mesmo a substituição de tal produ- to por outro que não cause danos à saúde. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 26 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido • Direito individual homogêneo para exemplificar um direito individual homogêneo da esfera trabalhista, podemos utilizar o mesmo exemplo acima. Mas ao invés de se pedir a adoção das medidas adequadas para que o meio ambiente do trabalho se torne ade- quado, será pedido adicional de insalubridade para os trabalhadores afetados. Aqui se trata de direitos que têm origem comum (exposição ao produto indevido no am- biente de trabalho da empresa); os titulares são determinados e o interesse é divisível (cada um dos empregados envolvidos receberá adicional de insalubridade). A natureza jurídica da ação civil pública é condenatória, pois a ação é utilizada para conde- nar aquele que lesiona interesse que transcende o aspecto individual a reparar a lesão cometi- da, por meio de obrigação de fazer, não fazer e pagar. A ação civil pública também pode ser ajuizada com a finalidade exclusiva de prevenir ou evitar o dano. EXEMPLO Ação civil pública ajuizada para evitar dano: determinada empresa não está pagando os direi- tos trabalhistas dos empregados e está fazendo venda de diversos bens de seu patrimônio. O Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar ação civil pública pedindo o bloqueio de trans- ferência dos bens da empresa (houve aí, a defesa de interesse coletivo). Assim, quando os empregados forem ajuizar ação individual pleiteando seus direitos, haverá patrimônio para arcar com o crédito do trabalhador. Na esfera trabalhista, a ação civil pública seguirá o rito ordinário, pois a lei da ação civil pública não traz nenhum rito especial. Assim, todo o desenrolar da ação, inclusive quanto aos recursos e irrecorribilidade das decisões interlocutórias será o que temos estudado para todas as ações trabalhistas. Entretanto, se a ação civil pública for de natureza cautelar (ajuizada com a finalidade de prevenir ou evitar o dano), será seguido o procedimento cautelar do CPC. Embora seja seguido o procedimento da CLT (e do CPC quando for natureza cautelar), há uma especificidade a ser observada na ação civil pública não há adiantamento de custas ou despesas processuais e a associação autora só será condenada a pagar custas ou honorários advocatícios se tiver agido de má-fé. Se a ação for julgada improcedente, mas não houver liti- gância de má-fé, a associação autora não terá de pagar custas e honorários advocatícios. Isso está previsto no art. 18 da Lei n. 7.347/85 e tem por finalidade incentivar as associações na defesa de direitos transindividuais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 107www.grancursosonline.com.br Mandado de Segurança e Ação Civil Pública DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Priscila Margarido 2.1. CoMpetênCiA Se a ação civil pública envolver matéria trabalhista (ou seja, alguns dos assuntos do art. 114 da CF/1988), a competência será da Justiça do Trabalho. E onde ajuíza, no primeiro ou no segundo grau de jurisdição? A ação civil pública é uma ação que segue o rito ordinário normalmente, lembra? Então ela será ajuizada no primeiro grau (Vara do Trabalho). O PULO DO GATO Ainda estudaremos dissídio coletivo, que é uma ação proposta diretamente no 2º grau e tem por objetivo criar novas regras para reger determinada categoria. Isso não se confunde com ação civil pública na defesa de direitos coletivos, difusos ou individuais homogêneos. A ação civil pública não objetiva criar novas regras, mas sim aplicar o direito já existente. E é proposta no 1º grau. Quanto à competência, é de extrema importância a OJ 130 da SDI-2, do TST: AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93 I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos. III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência