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1 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
Atendimento inicial ao paciente 
queimado 
 
Anatomofisiologia da pele 
Funções importantes para a sobrevivência 
o Proteção 
o Prevenção de perdas de líquidos 
o Regulação da temperatura 
o Contato sensorial com o meio ambiente 
 
Queimadura 
o Lesão com destruição do revestimento epitelial 
o Temperatura - é mais comum de ocorrer em crianças com 
menos de 5 anos de idade pois elas não têm entendimento do 
perigo, a maior parte vai se queimar na cozinha. 
Temperaturas superiores a 44 graus já são o suficiente para 
produzir lesão nos tecidos, e nesse momento a decisão de 
esfriar o local é importante para determinar como a lesão 
evoluirá, mas não se deve colocar gelo. 
o Elétrica - também pode acometer crianças ou adultos em 
certos acidentes 
o Radiação 
 
Epidemiologia 
o O álcool é a etiologia mais comum para queimaduras, a 
maioria dos casos ocorre em homens com uma média de 
idade de 29 anos. Mais da metade dos casos ocorre em casa, 
sendo a cozinha responsável por 80% desses 
 
Fisiopatogenia 
o Devido a lesão, o plasma entra em contato com o colágeno e 
desencadeia o fluxo de várias cascatas que promovem o 
aumento da permeabilidade capilar e ativação de fatores de 
coagulação levando a obstrução de alguns capilares venosos, 
comprometendo o retorno venoso e aumentando a pressão 
hidrostática no sistema, resultando na saída de líquido do 
vaso sanguíneo para o interstício (edema) 
 
Permeabilidade normal 
 
 
Permeabilidade na queimadura (piora progressiva até 6-8h) 
 
 
o Junto com a saída de líquido, também saem moléculas de 
grande tamanho como a albumina, responsável por manter o 
líquido dentro do vaso (pressão oncótica), resultando em um 
choque hipovolêmico devido a grande perda de água, logo é 
necessário repor uma grande quantidade de líquido no 
paciente queimado nas primeiras 24h 
 
Após 18-24h 
 
 
Reestabelecimento da integridade da permeabilidade capilar 
 
o Obs: quando há queimadura de via aérea superior (laringe) 
pode ser difícil a intubação conforme as horas vão passando 
 
Alterações metabólicas 
o Dependendo da intensidade da resposta ao trauma, esta 
passará de protetora a autodestruidora 
o O gasto calórico e o catabolismo proteico são maiores e mais 
consistentes na queimadura do que em qualquer outro estado 
de estresse (diabaetes do estresse, glicose muito alta) 
 
Imunodeficiência do queimado 
o Produzido pela escara (tecido destruído) 
o Pouca mobilidade dos granulócitos 
o Redução da quimiotaquia 
o Depressão no sistema de células T 
 
o A retirada do tecido destruído é importante para que a 
resposta sistêmica e a redução da imunidade se dê de forma 
menos pronunciada 
 
Profundidade das lesões 
o Determina o cuidado específico com a ferida 
o Necessidade de enxertos 
o Resultado funcional e cosmético 
 
 
 
Primeiro grau 
o Espessura superficial, só acomete a epiderme 
o Vermelhidão, dor, edema, sem formação de bolhas 
o Eritema solar 
o Descama em 4-6 dias 
 
Segundo grau 
o Afeta a epiderme e parte da derme 
o Forma bolhas ou flictenas 
 
2 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
o Superficial: base da bolha é rósea, úmida e dolorosa 
o Profunda: base é branca, seca, e menos dolorosa 
o Restauração das lesões ocorre entre 7-21 dias 
 
Terceiro grau 
o Espessura total 
o Afeta a epiderme, a derme e estruturas profundas 
o É indolor, placa esbranquiçada ou enegrecida 
o Possui textura coreácea (couro seco) 
o Não reepiteliza e necessita e de enxerto de pele (indicada 
também para o segundo grau profundo) 
 
Superfície corporal queimada 
Regra dos 9 
 
 
Critérios para internação hospitalar 
o 2º grau: adultos maiores de 20%, crianças maiores de 10% 
o 3º grau: adultos maiores de 10%, crianças maiores de 5% 
 
Tratamento 
o ³1HQKXPD�DJUHVVmR�DR�FRUSR�KXPDQR�SDUHFH�VHU�WmR�JUDYH�
TXDQWR�XPD�TXHLPDGXUD�H[WHQVD´ 
 
Tratamento multidisciplinar 
o Enfermagem, fisioterapia, nutricionista, assistente social, 
psicólogo, médicos (cirurgião geral, clínico, cirurgião 
plástico, vascular, oftalmologista, intensivista) 
 
Tratamento de queimaduras leves 
No local do aciente 
o &RORFDU�D�TXHLPDGXUD�GHEDL[R�G¶iJXD 
o Enrolar em toalha 
o Analgésico oral 
o Dirigir-se ao hospital 
 
No hospital 
o Analgésico leve ou sedativo 
o Limpeza da ferida com água corrente ou soro fisiológico 
0,9% 
o Soluções degermantes (clorexidine sem ser forma alcóolica, 
PVPI) 
o Retirada dos tecidos desvitalizados 
o Curativo tópico com sulfadiazina de prata 1% x iruxol 
(colagenase) 
o Profilaxia contra o tétano 
o Ambiente limpo, evitar exposição solar 
o Em queimadura de extremidades manter o membro lesado 
elevado para facilitar o retorno venoso 
 
Cuidados ao grande queimado 
o A B C D E 
o Via aérea 
o Hidratação 
o Identificar lesões associadas (trauma ósseo, tendões, nervos) 
o Analgesia via endovenosa (opioides) 
 
Após 
o Calcular a profundidade e extensão da lesão 
o Reajustar hidratação de acordo com a diurese (sonda vesical) 
o Limpeza e desbridamento (retirada dos tecidos 
desvitalizados - por meio de curativo, colagenase ou 
cirurgicamente) 
 
Sinais clínicos para queimaduras de via aérea 
o Queimadura de face e pescoço 
o Pêlos nasais chamuscados 
o Fuligem nas fossas nasais 
o Escarro carbonáceo 
o Dispneia 
o Estridor 
o Taquipneia 
o Rouquidão 
o Congestão de face 
o Tosse metálica 
o Cianose 
o Alteração do sensório 
o Avaliar intubação orotraqueal e observação por 48h 
 
Reposição líquida nas primeiras 24h 
o Adulto: lactato ± 2L 
o Crianças: lactato ± 20ml/kg em 20 minutos 
 
o Lactato: 2 ± 4 ml x peso x % da superfície corporal queimada 
o Metade do volume nas primeiras 8h após a queimadura 
 
Sempre monitorar diurese após uma hora de reposição 
volêmica 
o Entre 30 a 50 ml/h 
o Crianças 1 ml/kg/h 
 
Reposição hídrica após primeiras 24h 
o Grande edema no tecido queimado e não queimado devido a 
saída da albumina de dentro do vaso 
o Repor metade do volume infundido nas primeiras 24h 
o Iniciar coloide após 24h para restaurar a pressão 
coloidosmótica original 
o Cuidado: o excesso de cristaloide só contribui para aumentar 
o edema queimado 
 
3 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
Dor 
o Morfina 0,1mg/kg 
o Associar midazolan (0,1mg/kg) e ketamina (1mg/kg) 
 
Complicações ± edema 
o Aumenta a isquemia dos tecidos e consequentemente o risco 
de infecção, potencializando a lesão tecidual 
o Agrava lesões circulares de membros e tórax 
o Para evitar esse quadro, deve-se manter a hidratação 
adequada, usar coloide e manter a área queimada elevada 
 
Dissecção 
Escoracotomias 
o Geralmente após 24h 
o Retirada de toda pele/área acometida (debridamento de 
profundidade) 
o Limitação ventilatória 
o Diminuição do retorno venoso 
o Realizada no tronco 
 
Fasciotomias 
o Isquemia distal /síndrome compartimental 
o Queimaduras elétricas ou circunferenciais 
o Realizada nos membros 
o Direção longitudinal, não se faz a sutura com o paciente 
ainda debilitado 
 
Cuidados com a ferida 
o Ideal: remoção precoce da escara de 72 horas pós-
queimadura 
o Se busca fazer quando há ausência do LPC (complexo 
lipoproteico), imunossupressor produzido pela escara 
o Menor processo inflamatório e infecção 
 
Compressão 
o Aumento: remodelamento / reordenação do colágeno hipóxia 
(degeneração de fibroblastos e colágeno) 
o Limita cicatrizes queloidianas e hipertróficas 
o Diminuição: fluxo sanguíneo 
o Edema local (diminui mastócitos e a neoformação vascular) 
 
Queimaduras pediátricas 
o A maior freqüência de queimaduras ocorre em crianças entre 
o primeiro e o quinto ano de vida 
o As queimaduras se dão principalmente com líquidos 
superaquecidos 
o Maior superfície corporal em relação ao peso do que o adulto, 
a pele é mais fina e por isso ela perde mais líquido 
o Choque com superfície corporal queimada > 10% 
o Monitorar continuamente: sensório e diurese horária 
(1ml/kg/h) 
o Hipoglicemia principalmente nos lactentes devido as 
limitadas reservas de glicogênio no fígado,logo se deve 
monitorar glicemia 
o Cuidar com hipotermia em razão do sistema termo regulador 
pouco desenvolvido 
o Observar mãos, pés, glúteos (maus tratos são recorrentes) 
 
o Queimaduras especiais 
Química 
o Roupas representam a manutenção do fator agressor 
o Se houver pó, esse deve ser removido 
o Lavagem abundante com água corrente 
o Excessão: FENOL ± sua diluição aumenta o poder de 
penetração e de lesão da pele 
 
Elétrica 
o Energia elétrica convertida em calor 
o Uma lesão de entrada (mãos) e outra de saída (pés) 
o Maior condutividade em nervos, vasos e músculos 
o Mioglobinúria: 
o Necrose muscular profunda progressiva por até 2 semanas 
o Lesões extensas ± síndrome de esmagamento 
o Músculo lesado libera mioglobulina 
o Se não tratada, evolui para obstrução renal, necrose tubular 
aguda 
o Tratamento: rotina politrauma, monitoração, exploração 
cirúrgica seqüencial 
 
Congelamento 
o Congelamento de água intracelular ± isquemia 
o Pele e músculos mais sensíveis que ossos e tendões 
o Defesa do organismo ± tremor 
o Alterações locais vão desde palidez cutânea, até formação de 
flictenas e necrose. 
o Tratamento: reaquecimento com imersão em água a 40º por 
20 minutos. Manter as áreas abertas, sem massagear. O 
desbridamento deve ser adiado até autodelimitação da perda 
tecidual 
 
Trauma abdominal 
 
o É a lesão abdominal decorrente da transferência de energia 
física para o interior, na superfície que compreende a região 
entre o mamilo e o períneo. 
 
Classificação quanto ao tipo 
o Fechado: acidente de trânsito, quedas, agressões ± a pele e 
a parede ânteroabdominal estão íntegras. 
o Penetrante: corpo estranho perfura a pele do abdome ± 
ferimento por arma de fogo, ferimento por arma branca. 
o Analisar se penetrou o peritônio ou não 
 
Importância 
o Subestimado, principalmente em casos de politrauma, perda 
de consciência. Causa de morte evitável. 
o Pode ter difícil diagnóstico, pois pode ter ausência de 
distenção, ausência de irritação peritoneal. 
o Lesões de órgãos sólidos - obesidade pode dificultar que não 
haja identificação de sangramento ± baço rompido, por 
exemplo. 
 
4 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
Anatomia 
 
 
o Abdome anterior: arcos costais ao ligamento inguinal e 
sínfise. 
o Transição toracoabdominal: mamilos aos rebordos 
costais anteriormente; infraescapular, posteriormente. 
o Pelve: limitada pelos ossos pélvicos (reto, bexiga, vasos, 
uretra (homens)). 
o Flanco: entre linhas axilares posteriores e anteriores, do 6º 
espaço até a crista ilíaca. Possui camada muscular espessa. 
o Dorso: entre linhas axilares posteriores. Da ponta das 
escápulas às cristas ilíacas. 
 
Retroperitônio 
Mais acometidas em lesões do dorso e do flanco. 
o HD ± rim, duodeno, cava inferior, diafragma 
o HE ± cauda do pâncreas, tórax, recesso costofrênico MG ± 
duodeno, ureter 
o HG ± reto médio e inferior, bexiga, útero 
 
2EV�� XP� SDFLHQWH�� HP� WUDWDPHQWR� GH� FKRTXH�� QmR� ³SHUGHU�
WHPSR´� ID]HQGR� WRPRJUDILD�� GLUHFLRQH� GLUHWDPHQWH� SDUD� D�
laparotomia. 
 
Intervenção em sangramento de órgãos maciços 
o Cada órgão possui uma classificação. 
o Choque hemorrágico ± sempre cirúrgico. 
o Laparoscopia ± sangramento que vá além do órgão 
comprometido (provavelmente cirúrgico). 
 
Trauma fechado 
Mecanismos 
o Impacto direto: esmagamento de órgãos sólidos e ruptura de 
vísceras ocas. 
o Cisalhamento: estruturas fixas e não fixas apresentam 
movimentos em sentidos opostos. 
 
Urgência da conduta 
o Estável, sem peritonite: avaliações de repetição, exame 
seriados 
o Choque: sangramento abdominal? Sangramento pélvico? 
 
Exame físico 
Inspeção 
o Despir o paciente e avaliar: abdome anterior e posterior, tórax 
e períneo, flancos, escroto, uretra, reto e períneo. O paciente 
deve ser rolado em bloco para que todos os lados sejam 
avaliados. 
 
Ausculta 
o Presença ou ausência de RHA - melhor se presente e sumiu 
 
Percussão 
o Avaliar irritação peritoneal, timpanismo em área hepática 
 
Não esquecer: uretra, vagina, reto e períneo 
o Lesão de uretra: uretrorragia, hematoma de escroto, 
hematoma de períneo, próstata se desloca cranialmente. 
NÃO SONDAR. 
o Toque retal: tônus esfíncter, integridade da mucosa, 
identificar fraturas ósseas na pelve. 
o Toque vaginal: se suspeita de lesão. 
 
História 
o Velocidade do veículo, ejeção do veículo, altura da queda, 
tempo do acidente, sinais vitais no local. 
 
Choque 
o Elevada mortalidade, fratura aberta e hipotensão 50%, queda 
de altura superior a 3 metros. Pode romper ilíaca interna, 
apesar de não ser comum. 
o Tratamento: compressão externa, reposição de líquido. Se 
objetiva o controle da hemorragia com dispositivo de 
fixação. 
 
Órgãos mais lesados 
o Baço: 40-50% 
o Fígado: 35-45% 
o Delgado: 5-10% 
o Retroperitônio (5% a laparotomia) 
 
Métodos auxiliares 
o Ecografia (FAST) x TC: saco pericárdico, espaço 
hepatorrenal, espaço esplenorrenal, fundo de saco 
o Tomografia: estadia cada órgão e retroperitônio. 
o Uretrografia: sonda e contraste. 
o Cistografia 
o Urografia excretora: exclusão renal. 
 
Lavagem peritoneal 
o Catéter infra-umbilical: sensibilidade de 98%, usado 
quando ECO e TC não estão disponíveis. Aspira-se sangue 
ou entérico, infusão 1L ou 10mL/kg de peso. 
 
Politraumatizado 
o Avaliação primária ± circulação 
o Identificar hemorragias. 
o Cuidar: sangramentos volumosos podem não ocasionar 
distensão abdominal nem irritação peritoneal. 
 
 
5 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
 
 
Trauma aberto 
o O diadnóstico se dá por xploração digital positiva com 
choque, evisceração ou peritonite: laparoscopia. 
o Demais: videolaparoscopia, lavado peritoneal e reavaliação 
em 24 horas. 
 
Trauma abdominal penetrante 
o Flanco, dorso e duodeno 
o Geralmente ocorre por arma branca; arma de fogo 
o Laparotomia sempre ou lavado peritoneal + ECO ou TC. 
o Sangramentos do retroperitônio não refere dor, não tem 
irritação peritoneal. 
o Ferimento de flanco e dorso ± imagem ou lavagem. 
 
Choque hemorrágico 
 
o Após a manutenção da via aérea, ventilação e oxigenação (A 
e B do trauma), a circulação é a sua prioridade. 
 
o O primeiro passo é avaliar se há má perfusão tecidual, isto 
é, definir se há choque circulatório. Apesar da pressão arterial 
ser o parâmetro mais utilizado, pode haver sinais de choque 
com a PA ainda normal. Por isso, você deve avaliar: 
 
Taquicardia e vasoconstriçâo cutânea 
 
o Nível de consciência ± pessoa que perdeu mais que 50% da 
volemia vai ter alteração do nível de consciência que muitas 
vezes pode oscilar. 
o Frequência arterial e pressão de pulso ±muito dificilmente 
uma pessoa com choque não vai ta taquicardica. Acumulo de 
co2 em um quadro se acidose metabólica vai estimular a 
colocar mais o2 para dentro, aumentando, então a frequência 
cardíaca. 
o Pulsos periféricos ± paciente jovem chocado leva a liberação 
de catecolaminas que aumentam a resistência vascular 
periférica e que diminui a diferença entre a sistólica e 
diastólica e isso vai levar a uma diminuição de pulso. Além 
da taquicardia, pulso filiforme. 
o Enchimento capilar ± palpar a extremidade, ver se está 
aquecida e palpar o enchimento capilar que na pessoa com 
choque vai ser maior que 2 segundos e é um fator preditivo 
para o diagnóstico de choque hipovolêmico. 
o Diurese ± indicador importante da ressuscitação volêmica e 
do choque. Pois a pessoa chocada não vai ter pressão pra 
fazer filtração no rim e gerar urina. Base para reanimação 
volêmica na sequência. Sondou quando o paciente chega, 
esvazia a sonda e deixa novamente para verificar a diurese, 
pois muitas vezes o paciente já chega com a bexiga cheia de 
antes do trauma e isso pode confundir o manejo! 
 
o O segundo passo consiste em identificar a provável causa 
do choque 
 
Mecanismos fisiológicos 
o As respostas circulatórias precoces à perda sanguínea 
constituem-se em mecanismo de compensação: progressiva 
vasoconstriçãoda circulação cutânea, muscular e visceral 
para preservar o fluxo sanguíneo aos rins, coração e cérebro. 
o Quando ocorre um traumatismo, a resposta à perda aguda de 
volume circulante dá-se por meio de um aumento da 
frequência cardíaca na tentativa de preservar o débito 
cardíaco. 
o Na maioria das vezes, a taquicardia representa o sinal 
circulatório mensurável mais precoce do choque. A liberação 
de catecolaminas endógenas aumenta a resistência vascular 
periférica. Como decorrência, a pressão sanguínea diastólica 
aumenta e a pressão de pulso se reduz 
o O retorno venoso na fase inicial do choque hemorrágico é 
preservado em algum grau pelo mecanismo de compensação 
pela redistribuição do volume sanguíneo no sistema venoso, 
fato este que não contribui para modificar a pressão venosa 
sistêmica média. Contudo, esse mecanismo de compensação 
é limitado. A maneira mais efetiva de restaurar o débito 
cardíaco e a perfusão a órgãos-chave é o restabelecimento do 
retorno venoso ao normal, através da localização e 
interrupção do foco de sangramento e de reposição volêmica 
apropriada. 
 
PA e DC 
o A pressão depende da resistência periférica vezes fluxo. Já 
o debito cardíacoé o produto da frequência vezes o volume 
sistólico. A PA depende da frequência, volume e resistência 
periférica. 
o Confiar exclusivamente na pressão sistólica como indicador 
resulta em reconhecimento tardio do estado de choque. Os 
mecanismos de compensação podem evitar uma queda 
mensurável na pressão sistólica até uma perda de 30% da 
volemia. 
 
Classes 
 
 
 
6 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
o A hemorragia classe I é exemplificada pela condição do 
doador de uma unidade de sangue. 
o A hemorragia classe II é representada pela hemorragia não 
complicada, mas na qual é necessária a reposição de 
cristaloides. 
o A hemorragia classe III é um estado hemorrágico mais 
complicado no qual é necessária a reposição de, no mínimo, 
cristaloides e, possivelmente, de sangue. 
o A hemorragia classe IV deve ser considerada como um 
evento pré-terminal, no qual, a menos que medidas 
terapêuticas muito agressivas sejam adotadas, o doente 
morrerá dentro de minutos. 
 
Reposição volêmica 
o Classe 1 e 2 ± cristaloide 
o 3 e 4 ± cristaloide e coloide 
 
Manejo do choque 
Reposição volêmica e corrigir a causa do choque 
o Uma vez confirmada a presença de choque, duas ações 
simultâneas devem ocorrer: 
o Reposição volêmica 
o Reversão da causa do choque ± no trauma, o choque 
hemorrágico é disparadamente mais comum e você deve 
pensar e tratar como se fosse na ausência de pistas para outras 
causas. 
 
Causas menos comuns do choque no trauma 
o Neurológico: no paciente com traumatismo raquimedular, 
mas não com TCE isolado ± neurogênico: hipotenso, 
extremidades aquecidas, sem taquicardia e com pulso cheio. 
Pode haver priapismo, recomendado fazer um toque retal que 
onde se encontra ausência de resistência do esfíncter. 
 
o Séptico ± raro no trauma a não ser em pacientes nas fases 
tardias, por infecção de feridas. 
 
o Obstrutivo: tamponamento e pneumotórax são os fantasmas. 
Taquicardia com hipotensão e jugulares túrgidas (tríade de 
Beck) são a principal pista. No caso do PTX há ainda a 
ausculta pulmonar assimétrica. 
o Tamponamento cardíaco: pulso paradoxal (entre a inspiração 
e expiração o pulso muda a amplitude). 
o Pneumotórax: dispansibilidade alterada, timpânico, ausculta 
(murmúrio vesicular abolido). 
o Deve-se suspeitar de traumatismo fechado do coração 
sempre que a desaceleração rápida for o mecanismo de lesão 
torácica. Todo doente com trauma fechado do tórax necessita 
de monitoração eletrocardiográfica (ECG) contínua para 
determinar a presença de arritmias ou de traçados sugestivos 
de lesão. 
 
Tamponamento cardíaco 
o Taquicardia, bulhas abafadas, jugulares dilatadas e 
engurgitadas com hipotensão que não responde à reposição 
volêmica sugerem tamponamento cardíaco. 
o O pneumotórax hipertensivo pode simular o tamponamento 
cardíaco, mas pode ser diferenciado deste pela ausência de 
murmúrio vesicular e pelo timpanismo à percussãono 
hemitórax afetado. O tamponamento cardíaco é tratado 
melhor por toracotomia. A pericardiocentese pode ser uma 
manobra paliativa temporária quando não for possível a 
realização imediata de toracotomia. 
o O FAST realizado no OS pode identificar a presença de 
líquido no pericárdio e a possibilidade de tamponamento 
cardíaco como a causa do choque. 
 
Pneumotórax hipertensivo 
o A pressão intrapleural aumenta progressivamente, causando 
colapso total do pulmão e desvio do mediastino para o lado 
oposto, resultando em diminuição do retorno venoso e 
redução no débito cardíaco. 
o A presença de insuficiência respiratória aguda, de enfisema 
subcutâneo, de ausência de murmúrio vesicular, de 
timpanismo à percussãoe de desvio da traqueia sugere 
fortemente o diagnóstico e autoriza a descompressão torácica 
sem esperar a confirmação radiológica. 
 
Avaliação e atendimento iniciais 
Via aérea e ventilação 
o O estabelecimento de uma via aérea permeável com 
ventilação e oxigenação adequadas é a prioridade. O 
fornecimento suplementar de oxigênio visa manter a 
saturação da hemoglobina em níveis maiores que 95%. 
o As prioridades são controle da hemorragia externa, 
obtenção de acesso venoso adequado e avaliação da 
perfusão tecidual. 
o O sangramento de feridas externas usualmente pode ser 
controlado com pressão direta sobre o local, embora 
hemorragia maciça em uma extremidade possa requerer um 
torniquete. Um lençol ou cinta pélvica de uma extremidade 
pode ser utilizado para controlar a hemorragia de fraturas 
pélvicas. O restabelecimento da perfusão tecidual dita o 
volume de líquidos a ser infundido. 
o Pode ser necessário o controle cirúrgico ou angiográfico de 
hemorragiasinternas. 
o A prioridade é interromper a hemorragia não o cálculo de 
volume de fluido perdido. 
 
o O acesso ao sistema vascular deve ser obtido rapidamente. A 
melhor forma de fazê-lo é a inserçãode dois cateteres 
intravenosos periféricos (calibremínimo 16g no adulto) 
antes de considerar qualquer possibilidade de cateterismo 
venoso central. 
 
o A velocidade do fluxo é proporcional à quarta potência do 
raio do cateter e inversamente proporcional ao seu 
comprimento (lei de Poiseuille ). Portanto, para infusão 
rápida de grandes volumes de líquidos, cateteres 
intravenosos periféricos curtos e calibrosos são preferíveis. 
Utilizar líquidos aquecidos e bombas de infusão rápida 
quando houver hemorragia maciça e hipotensão grave. 
 
 
7 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
Interrupção do sangramento 
o Quando a perda sanguínea é visível, o cirurgião tem papel 
fundamental para interromper o sangramento. Nos pacientes 
sem sangramento externo ativo, é necessário o uso de 
métodos complementares para saber onde está sangramento 
e como interromper. O FAST e a TC são os dois métodos 
mais utilizados. 
o Além do controlem mecânico do sangramento, é necessário 
avaliar se há coagulopatia. As provas laboratoriais 
tradicionais apresentam limitações e o ATLS incentiva o uso 
do troboelastograma (via de regra não existe no Brasil) para 
avaliação das fases primárias (plaquetária) e secundária da 
coagulação e como guia para a transfusão de hemoderivados 
o Outra opção é o uso empírico de ácido tranexâmico. 
o Via de regra, não se lida ou dedica aos riscos de coagulopatia. 
O risco de coagulopatia nos politransfundidos ocorre caso se 
retire 1/3 das plaquetas (150.000 ± 50.000). Se o paciente 
perde 5 litros de sangue e houver correção com concentrado 
de hemácias que não possuem plaquetas (pois elas devem ser 
armazenadas de forma diferente do concentrado e os demais 
fatores de coagulação estão no plasma), também é necessário 
repor os outros fatores juntos caso contrário o paciente terá 
uma coagulopatia. 
o Regra para repor volume: 1:3, ou seja, se o paciente teve um 
choque 1 (500ml) eu reponho 1,5 de cristaloide,ringer lactato 
aquecido. 
o O ATLS recomenda 1 litro de cristaloide ou 20 ml/kg, não 
havendo do tipo cristaloide. A seguir, deve ser reavaliada a 
perfusão e se há necessidade de novas provas de volume. O 
acesso recomendado são duas veias periféricas (cubital ou 
no antebraço) com jelco 18g maior. 
Adulto = 0,5 ml/kg/hr, criança 2ml e recém-nascido 1 ml 
 
Quando transfundir? 
o Nas fases iniciais, o hematócrito está falsamente normal. A 
transfusão empírica, antes da prova cruzada com sangue O 
negativo é reservado para emergências, com sangramento 
maciço e choque tipo IV. 
o Quando o paciente necessita de mais de 10 bolsas de hemácia 
em 24 horas (ou > 4 bolsas em 1 hora). Recomenda-se 
transfusãoempírico de plasma e plaquetas na proporção 
1:1:1. O ATLS não recomenda reposição de cálcio empírico, 
mas frisa para monitoramento seu nível sérico e atentar ao 
risco de hipotermia. 
 
 
 
Concentrações do ringer lactato 
o Fisiologico 9 g de nacl ± acidose. 
o RL ± 6 g de nacl, 4 mec de potássio por litro... levemente 
mais hipotônico não tem risco de acidose hipercloremica 
 
Síndrome de disfunção de múltiplos órgãos 
o Disfunção de órgãos progressiva em um paciente com doença 
aguda, de modo que a homesostase não pode ser mantida 
sem intervenção. É o final grave do espectro de gravidade da 
doença de condições infecciosas (sepse, choque séptico) e 
não infecciosas (por exemplo, SIRS de pancreatite). 
o MODS primário: resultado de um insulto bem definido no 
qual a disfunção orgânica ocorre precocemente e pode ser 
diretamente atribuível ao próprio insulto (por exemplo, 
insuficiência renal) 
o Secundário: falência de órgãos que não é uma resposta direta 
ao insulto em si, mas uma consequência da resposta do 
hospedeiro (síndrome do desconforto respiratório agudo em 
pacientes com pancreatite). 
 
Escore SOFA (sequencial, orgânica, falência, avaliação) 
o Respiratório ± relação pressão parcial de oxigênio arterial 
(PaO2) (normal 80-100)/fração inspirada de oxigênio (FIO2) 
(21-100%). 
o Hematologia ± contagem de plaquetas 
o Fígado ± bilirrubina 
o Renal ± creatinina sérica (ou produção de urina) 
o Cérebro ± pontuação do coma de Glasgow 
o Cardiovascular ± necessidade de hipotensão e vasopressor 
 
Resumindo 
o Tem que reconhecer o choque 
o Saber se é externo ou interno 
o Tipo do choque 
o Classificar o choque hipovolêmico 
o Volume 
o Reposição do volume 
o Não precisa de exames 
o Na medida que eu reponho mais que uma volemia em 24 eu 
reponho os outro componentes 
 
Abdome agudo 
 
o Síndrome dolorosa aguda de intensidade variável, que leva o 
paciente a procurar o serviço de urgência e requer tratamento 
imediato, seja ele clínico ou cirúrgico. Não tratado, evolui 
para piora dos sintomas e progressiva deterioração do estado 
geral. 
 
Classificação da dor 
o Parietal(somática): Local preciso 
o Visceral: Mal localizada 
o Referida: Dói em local diferente da origem 
 
Dor parietal 
o Nervos raquimedulares 
o Fibras tipo A delta 
o Dor aguda, intensa e persistente 
 
8 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
o Xifóide: Intercostal T6 
o Cicatriz Umbilical: Intercostal T10 
o Sínfise púbica: Intercostal T12 
 
Dor referida 
o Dói em local diferente 
 
Dor visceral 
o Nervos autônomos (simpático e parassimpático) 
o Fibras do tipo C 
o Dor imprecisa em cólica ou queimação 
 
Inervação Visceral do Abdome 
o C3-5: (nervo frênico): fígado e diafragma 
o T6-9: (plexo celíaco): estômago, pâncreas, vesícula biliar e 
delgado 
o T10-11 (plexo mesentérico): apêndice, cólon e vísceras 
pélvicas 
o T11-11 (nervos esplânicos): sigmóide, reto, rins e ureteres 
o S2-4 (plexo hipogástrico) bexiga e retosigmóide 
 
Modo de progressão da dor 
o Súbita: úlcera perfurada, dissecação de aorta, ruptura de 
aneurisma, gravidez ectópica (geralmente acompanhada de 
taquicardia, taquipneia, choque) 
o Progressiva: colecistite, apendicite, pancreatite aguda, 
isquemia mesentérica, cólica renal, obstrução intestinal o 
 
Sintomas associados a dor 
o Anorexia 
o Náuseas 
o Vômitos 
o Constipação 
o Diarreia 
 
Fatores relevantes 
o História ginecológica 
o Uso de medicamento como anticoagulantes 
o ACo relacionado a nódulos hepáticos e infarto mesentérico 
o Perfuração de piloro causada pelo crack 
o História familiar 
o Viagens Salmonella (disenteria) 
o Cirurgia prévias 
 
 
 
Exames complementares 
o Laboratoriais: hemograma, amilase, lipase, bilirrubinas, 
transaminases e enzimas canaliculares, eletrólitos e 
JDVRPHWULD��8ULQD�ĺ�GLDJQyVWLFRV�GLIHUHQFLDLV� 
o Imagem: Radiografia AP em pé e em decúbito e uma 
radiografia de tórax PA com visualização das cúpulas 
diafragmáticas. O decúbito com raios transversais usa na 
suspeita de viscera oca perfurada. US abdominal e tc podem 
ser solicitadas de acordo com a suspeita diagnóstica 
 
Exame físico geral 
o Taquicardia, taquipneia, sudorese, palidez, febre, letargia, 
hipotensão, inspeção, estática, dinâmica, ausculta, palpação, 
percussão 
 
o Víscera perfurada: abdome escafoide tenso com RHA 
diminuídos, perda de macicez hepática, defesa ou rigidez 
o Peritonite: Imóvel, sons intestinais ausentes, 
hipersensibilidade com tosse ou rechaço, defesa ou rigidez 
o Abscesso ou massa inflamatória: Hipersensibilidade ao 
toque (sinais de Murphy, Blumberg, Psoas, Obturados) 
o Obstrução intestinal: distensão, hiperperistalse precoce, 
abdome quieto ± tardio sem hipersensibilidade ao rechaço 
o Úlcera perfurada e apendicite: começa no epigástrioe vai 
para fossa ilíaca direita 
 
Abdome agudo é uma síndrome que se caracteriza pelo 
aparecimento súbito de uma dor abdominal, ocorrendo em 
pleno estado de saúde, ou, como complicação de uma doença 
conhecida ou n, indicando uma intervenção cirúrgica. 
 
Estímulos dolorosos viscerais 
o Estiramento e contração 
o Tração, compressão e torção 
o Substâncias químicas 
o Parede de órgãos ocos e cápsula de órgãos maciços 
 
Localização dos receptores viscerais 
o Parede de órgãos ocos 
o Estruturas serosas (peritônio visceral e cápsula dos órgãos 
sólidos) 
o Intramesentéricos 
o Mucosas 
 
Estímulos dolorosos somáticos 
o Modificações agudas do PH ou temperatura 
o Aumento bruscos de pressão 
 
Classificação 
Abdome agudo inflamatório 
o Peritonite secundária a processo inflamatório 
o Dor lenta, insidiosa e progressiva 
o Apendicite, Diveticulite, Colecistite aguda, Pancreatite 
aguda, Pelveperitonite 
 
Apendicite Aguda 
o Maioria dos casos decorre de obstrução da luz apendicular 
por fecalito, tecidos linfoides hiperplásicos, cálculos ou 
parasitas 
o Causa mais comum de abdome agudo cirúrgico abaixo dos 
30 anos 
 
 
9 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
 
 
o Quadro clássico: dor abdominal periumbilical que migra 
para a FID, acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos, 
com estado subfebril ou ausência de febre no início do 
quadro. A dor tornase cada vez mais localizada, e surge a 
irritação peritoneal local. 
o Exame físico: ausência ou diminuição acentuada do RHA, 
percussão dolorosa, palpação com dor no ponto de 
McBurney e Blumberg positivo 
 
Colecistite aguda 
o Obstrução do ducto cístico por cálculo, tornando a vesícula 
inflamada 
o QD: dor abdominal QSD, Febre branda, Náuseas e vômitos. 
Outros episódios como resoluçãoespontânea ou a partir do 
uso de antiespasmódicos (cólica biliar) 
o Exame físico: defesa abdominal e Murphy positivo, vesícula 
Palpável 
 
Pancreatite aguda 
o Processo inflamatório do pâncreas provocado por enzimas 
produzidas por ele mesmo. A etiologia mais comum é a 
litíase biliar (70%), seguida de etilismo e 
hipertrigliceridemia. 5 a 10% de casos de pancreatite aguda 
idiopática. 
o QD: dor epigástrica súbita que se irradia para o dorso 
acompanhada de náuseas e vômitos. Geralmente após 
ingestão de bebida alcoólica ou refeição 
o Exame Físico: dor palpação epigástrica, contratura de defesa 
resultando em RHA diminuídos. Discreta distençãoabdominal. Nos casos graves se encontram sinais de Grey-
Turner e Tomas-Cullen 
Abdome agudo obstrutivo 
o Qualquer afecção que dificulte ou impossibilite o trânsito 
gastrintestinal. A obstrução de ID é mais comum. 
o Intestino delgado: 64% aderências, 15-25% hérnias e 10-15 
tumores malignos 
o Cólon: 60% câncer, 15 diverticulite e 15 volvo 
o Outras causas: intussuscepção, doença inflamatória.. 
 
o Quadro clínico: dor abdominal, geralmente do tipo cólica, 
associada a distensão, vômitos e história de parada de 
eliminação de flatos e fezes. 
o Exame físico: distensão abdominal, ruídos hidroaéreos de 
timbre metálico indicam obstáculo mecânico ao trânsito 
intestinal, mas podem se tornar, progressivamente, menos 
intensos ou abolidos nas fases tardias da obstrução. Nas 
obstruções de intestino delgado, normalmente o paciente 
elimina o conteúdo retal e colônico, apresentando toque retal 
normal 
 
Diverticulite 
o Mais comum a partir da quinta década 
o Dor em flanco e fossa ilíaca esquerdos, lenta insidiosa, 
progressiva 
o Febre 
o Alteração do hábito intestinal 
o Exame físico: dor sobre a região afetada, ocasionalmente 
uma massa palpável, toque retal doloroso 
 
Abdome agudo perfurativo 
o Trauma, neoplasia, ingestão de corpo estranho, perfuraçãode 
víscera oca 
o Resulta da peritonite secundária a uma perfuração de víscera 
oca com extravasamento de material na cavidade abdominal 
o A queixa de dor no ombro e no pescoço pode ocorrer pelo 
gás ou pela irritação do nervo frênico. 
o Exame físico: DEGRPH� ³HP� WiEXD´, com contratura 
generalizada. Sinal de Joubert, consiste no som timpânico à 
percussão do hipocôndrio direito pela interposição gasosa 
o Vísceras ocas: úlcera perfurda, diverticulite perfurada 
o Neoplasias 
 
Ulcera péptica perfurada 
o Dor súbita no abode superior 
o Paciente deitado quieto com os joelhos fletidos 
o Febre baixa 
o Exame físico: contratura abdominal, Blumberg, RHA 
hipocinéticos ou ausentes 
 
Abdome agudo hemorrágico 
o Dor abdominal associados ao quadro clínico de choque 
hemorrágico por sangramentos intracavitários. 
o Trauma abdominal, gravidez ectópica rota, cisto de ovário 
roto, hemorragias intraperitoneais espontâneas. 
o Suspeita-se de gravidez ectópica nas mulheres em idade fértil 
com atraso menstrual e quadro clínico sugestivo 
o Rotura de miomas subserosos pode causar sintomatologia 
semelhante. 
o QD: dor abdominal súbita, porém de localização difusa. 
Dentre as alterações hemodinâmicas, a taquicardia é o sinal 
mais precoce, seguida de queda da pressão arterial, palidez, 
sudorese fria e agitação. Sinais de irritação peritoneal. 
Ausência de RHA, choque 
o Exame físico: sinais de Cullen e Grey Turner 
 
 
10 Ketilyn Soares Ferreira ± ATM 2025/01 
 
Abdome agudo vascular 
o Índices de mortalidade de 46 a 100%. 
o Pode ser agudo (infarto intestinal) ou crônico (angina). 
o Quadro clínico: varia e depende do grau de oclusão. Na fase 
inicial, os sintomas são inespecíficos, com predomínio de dor 
abdominal tipo cólica. 
o Dissociação entre a queixa do paciente e o exame físico. O 
primeiro relata dor de forte intensidade, mas o exame físico 
não mostra sinais de peritonite. 
 
Isquemia mesentérica 
o Dor súbita em cólica difusa de evolução rápida, ausência de 
RHA e choque. Presença de fezes mucossanguinolentas ao 
toque retal. 
 
Angina abdominal 
o Dor abdominal pós-prandial que melhora espontaneamente, 
mas que aumentam de frequência e intensidade.

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