Prévia do material em texto
WBA0064_v2.0 GESTÃO ESTRATÉGICA EMPRESARIAL APRENDIZAGEM EM FOCO 2 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Autoria: Edson Massola Junior Leitura crítica: Larissa Maria Palacio dos Santos A disciplina Gestão estratégica empresarial trata de um conteúdo muito importante para a sobrevivência dos negócios: a estratégia como um diferencial competitivo. Inicia-se pela história das escolas clássicas, utilizando uma contextualização para chegar ao conceito de estratégia conhecido nos dias de hoje. Aborda o desenvolvimento de um planejamento estratégico, sua importância e seus desmembramentos, além das principais ferramentas e técnicas que priorizam a estratégia como um diferencial, uma vantagem competitiva para as empresas que a formulam e, assertivamente, implantam em seus processos, produtos e mercados, conseguindo, assim, sair da multidão, ficar em evidência e posicionar-se mais facilmente na mente de seus consumidores. Ao referir-se sobre a estratégia, definindo-a como um caminho eficaz que conduz a melhores resultados e diminui custos e esforços para o alcance de objetivos, esta disciplina apresenta o intraempreendedorismo e a inovação como meios para realizar mudanças internas, melhorar processos, gerar novas experiências com os clientes, detectar novas oportunidades e demandas e, assim, consolidar um empreendimento sustentável no mercado. A inovação, em especial, impacta efetivamente na forma de fazer negócios de uma empresa; promove a mudança de comportamentos e mentalidades; busca a perenidade de uma organização por meio do atendimento excelente de necessidades e desejos de um público; e faz extrapolar os resultados financeiros em prol da criação de 3 uma imagem que denota autoridade em determinado mercado de atuação. Enfim, todas essas ações empresariais dependem da elaboração de estratégias corporativas, e, por isso, esta disciplina é tão indispensável para a gestão dos negócios. INTRODUÇÃO Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional. Vem conosco! TEMA 1 As escolas clássicas e o conceito de estratégia ______________________________________________________________ Autoria: Edson Massola Junior Leitura crítica: Larissa Palacio 5 DIRETO AO PONTO A estratégia é um assunto muito importante e necessita de uma atenção especial por parte das empresas. Ela reflete um posicionamento e um comportamento, mas, acima de tudo, reflete uma atitude em prol dos objetivos empresariais. Pensar de forma estratégica diz respeito a, inicialmente, conhecer os pontos fortes e os que precisam de melhorias. O autoconhecimento e a definição de uma proposta de valor ligada a um determinado público consistem em um passo muito importante para o sucesso de qualquer empreendimento. No entanto, sem a definição de uma estratégia assertiva, um caminho que concilie eficientemente esses recursos com os esforços em favor das metas e dos objetivos pré- determinados, tudo fica mais difícil, ou até mesmo, na linguagem popular: “tudo fica sem pé nem cabeça”. A palavra estratégia teve sua origem nas atividades militares e reflete a arte do general em comandar a sua tropa, sem que necessariamente esteja presente no pelotão de frente. Ele precisa conhecer cada detalhe do território em que está adentrando, cada particularidade do seu poderio bélico e cada um de seus homens com as suas motivações para, assim, sorrateiramente surpreender com força máxima o seu inimigo e sair vencedor. Adaptando esse linguajar militar à realidade empresarial, quem melhor organizar e fizer uso de seus recursos, conhecer com propriedade o “terreno”, para armar emboscadas e se livrar de imprevistos, e canalizar os seus esforços para encurralar o seu adversário, sairá na frente e, certamente, dominará o mercado e ganhará o respeito de consumidores e concorrentes. 6 Para saber a verdadeira importância da estratégia, é necessário percorrer a história de suas seis escolas, conhecidas como clássicas. Vejamos a Figura 1 a seguir: Figura 1 – A evolução do pensamento estratégico e as escolas clássicas Fonte: adaptada de Lobato et al. (2005). Resumidamente, a primeira fase do pensamento estratégico refere-se à escola do planejamento financeiro, em que o administrador monitorava o desempenho dos negócios a partir do cumprimento, ou não, de orçamentos. A segunda fase é conhecida como a escola do planejamento a longo prazo e tem a sua característica mais marcante no fato de realizar projeções e interpretar cenários baseando-se nos históricos. A escola do planejamento estratégico apresenta-se como a terceira fase da evolução do ato de se pensar estrategicamente. Teve seu início na década de 1970 e foi estruturada sob os conceitos da matriz SWOT, uma ferramenta para análise mercadológica desenvolvida em Harvard. Nos anos 1980, a escola da administração estratégica se evidenciou. Ela era baseada nos pensadores Igor Ansoff e 7 Michael Porter, que valorizavam a implementação da estratégia e do monitoramento das forças competitivas presentes em um mercado. A quinta fase ficou conhecida como a escola da gestão estratégica e promovia a integração dos setores de uma empresa, buscando um equilíbrio entre as suas demandas internas e externas. Por fim, nos anos 2000, surgiu a escola da gestão estratégica competitiva, que propôs um processo de aprendizagem e uma visão mais abrangente do conceito de estratégia. Referências bibliográficas LOBATO, D. M. et al. Estratégia de empresas. Rio de Janeiro: FGV, 2005. PARA SABER MAIS Em complemento ao conteúdo que foi apresentado, a escola da gestão estratégica competitiva surgiu para ser uma resposta aos diferentes anseios do novo milênio e às fortes demandas da globalização, que impuseram uma nova ordem social, política e econômica, principalmente para o meio empresarial. Com o mundo conectado e a transposição das barreiras comerciais, as grandes empresas se internacionalizaram e a concorrência não mais se limitou às áreas geográficas. Agora, independentemente do porte ou da nacionalidade, uma empresa situada na China ou mesmo na Índia pode ser sim uma forte concorrente de uma empresa brasileira, pois, com a globalização, o mundo tornou-se um grande comércio a céu aberto. Esse fato levou as empresas a se adaptarem rapidamente a esse novo cenário, e, como consequência, elas se tornaram 8 mais complexas e competitivas para conseguirem sobreviver às turbulências e às novas exigências de um mercado cada vez mais voraz e impiedoso. Diante de todo esse contexto, a importância do pensamento estratégico no ambiente empresarial elevou-se para que novas soluções e respostas surgissem diante dos desafios impostos pela nova forma de conduzir negócios, iniciada a partir dos anos 2000. A gestão estratégica competitiva estimula o olhar sistêmico sobre o mercado e sobre suas forças por meio do autodesenvolvimento, da proatividade e do incentivo à criatividade, valorizando o conhecimento local e regional em função da ação em âmbito mundial. Ela considera a globalização um fenômeno de impactos irreversíveis e muitas vezes indesejados, mas, por outro lado, um evento sinérgico em que a economia suplantou a política e deu espaço para as organizações atuarem em todo o globo terrestre. O seu ápice concentra-se na busca pela conciliação e pelo equilíbrio do meio ambiente e na utilização de seus recursos para a produção e/ou transformação de produtos e serviços, com os possíveis resultados econômicos das organizações e de seus impactos diante da sociedade, além da promoção do aprendizado contínuo, considerado uma vantagem competitiva permanente e indispensável para as empresas. Referências bibliográficas LOBATO, D. M. et al. Estratégia de empresas. Rio de Janeiro: FGV, 2005. 9 TEORIAEM PRÁTICA Após trabalhar exatos 15 anos nas áreas de atendimento e operações de uma franquia internacional de fast food de hambúrgueres, João foi chamado ao Departamento Pessoal da empresa e, sob a alegação da diminuição do faturamento e das vendas, foi sumariamente desligado. Sem muitas opções, sendo casado, pai de dois filhos, arrimo de família e sem casa própria, ele aguardou o pagamento de suas verbas rescisórias, mas, logo no dia seguinte ao de sua demissão, saiu cedo de casa para procurar outro emprego. Durante dois meses, foi essa a sua rotina. Levantava-se cedo, aprontava-se, pegava o ônibus e distribuía currículos por toda a cidade sem nenhuma exigência quanto a cargo e salário. Quando não, realizava em casa pelo seu velho computador cadastros em sites de recolocação profissional, mas sem nenhum resultado. No entanto, como as contas da casa não paravam de chegar e não tinha previsão para um novo emprego, João resolveu, sem outras alternativas, que mudaria de vida e iria se tornar um empreendedor. Ele tinha uma larga experiência no ramo da alimentação e uma pequena reserva financeira, que era destinada para o pagamento de suas despesas mensais, mas que o ajudaria no início desse negócio. Afinal, pensava ele: “todo mundo precisa se alimentar, e, por isso, investir nesse ramo é certeza de sucesso”. Sem nenhum planejamento, em uma segunda-feira, João foi até um atacarejo próximo de sua casa e fez a sua primeira compra, destinada ao início das operações de seu futuro empreendimento. Decidiu que iria investir em cachorros-quentes. 10 Lorem ipsum dolor sit amet Autoria: Nome do autor da disciplina Leitura crítica: Nome do autor da disciplina Comprou salsichas, pães, batatas, tomates e condimentos diversos. Depois, passou em uma loja de máquinas e equipamentos e financiou um carrinho de lanches, com parcelas a perder de vista. Tudo isso com base em sua experiência no ramo da alimentação, sua vontade de vencer e em outras quatro pessoas que, nas ruas próximas a sua residência, já há certo tempo vendiam na garagem de suas próprias casas esse tão conhecido sanduíche. Diante dessa situação e do conteúdo abordado neste tema, reflita sobre as ações tomadas por João a partir de sua decisão de tornar- se empreendedor. Elas foram corretas? Ele formulou alguma estratégia para iniciar o negócio? Se você fosse ele, o que faria de diferente? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O Capítulo 2 da obra Estratégia: séries fundamentos utiliza-se da famosa fábula da Formiga e da Cigarra para explicar a importância da formulação de uma estratégia e define, com detalhes, o que significa pensar de forma estratégica, principalmente em situações adversas. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, disponível na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. Indicações de leitura 11 FERENCE, T. P.; THURMAN, P. W. Estratégia: série fundamentos. São Paulo: Saraiva, 2012. cap. 2. p. 13-17. Indicação 2 Na Unidade 1 da obra Estratégias organizacionais, os autores apresentam as variáveis estratégicas, presentes no macroambiente e no microambiente, consideradas importantes para a escolha assertiva de uma estratégia empresarial. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, disponível na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. RUWER, L. M. E.; REIS, Z. C. Estratégias organizacionais. Porto Alegre: SAGAH, 2018. cap. 1. p. 46-53. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. De acordo com o conteúdo estudado no Tema 1, a palavra estratégia teve sua origem: 12 a. Nas faculdades de filosofia do século XVI. b. Nas organizações fundadas logo após o início da Revolução Industrial. c. Nos planejamentos e nas manobras militares. d. Nas comunidades de camponeses europeus durante o Feudalismo. e. Não se sabe ao certo de onde originou-se esse 2. Segundo o texto abordado no item Direto ao Ponto, quantas foram as escolas clássicas do pensamento estratégico: a. 3. b. 4. c. 5. d. 6. e. 7. GABARITO Questão 1 - Resposta C Resolução: Sabe-se que a palavra estratégia passou a ser estudada e reconhecida como algo importante a partir das atividades militares, que avaliavam os seus recursos e dimensionavam os seus esforços em favor de seu principal objetivo, que era derrotar os inimigos para a conquista de novos territórios. Questão 2 - Resposta D Resolução: O pensamento estratégico foi desenvolvido ao logo do tempo por meio de seis escolas consideradas clássicas. TEMA 2 O planejamento estratégico e a sua importância ______________________________________________________________ Autoria: Edson Massola Junior Leitura crítica: Larissa M. Palacio dos Santos 14 DIRETO AO PONTO O exercício de planejar é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Trata-se de uma função administrativa que prepara antecipadamente uma organização para a busca efetiva de seus objetivos. Planejar gera confiança, envolvimento, compromisso, economia de tempo e dinheiro e define uma direção para os rumos de um negócio. Descarta o improviso e a maneira simples e ingênua de se gerir uma empresa com as suas diversas atividades, processos e responsabilidades diante de seus stakeholders. O ato de planejar possibilita escolher com antecedência caminhos e estratégias e definir estruturas e operações que possam construir vantagens competitivas, por meio da utilização do mínimo esforço, da qualidade percebida e do menor custo possível, sem o auxílio da sorte ou mesmo dos achismos que são tão típicos para os gestores que não fazem uso do planejamento. Conforme Chiavenato (2007), as organizações precisam se adequar às várias mudanças do mercado para não se tornarem obsoletas nem perderem a sua competitividade. Porém, não só as organizações como também os seus dirigentes necessitam acompanhar essas mudanças e se atualizarem. Faz parte do planejamento: estipular objetivos; conhecer o estado atual da empresa; elaborar premissas sobre situações futuras e projeções; formular estratégias para alcançar os objetivos; e implementar planos de ação (CHIAVENATO, 2007). Todo esse contexto faz do planejamento uma atividade que possui um valor inestimável para a perenidade e a sobrevivência sustentável de um negócio. 15 De acordo com a literatura de Chiavenato (2007), existem três tipos de planejamento que podem ser observados em uma organização. Vejamos o Quadro 1 a seguir: Quadro 1 – O planejamento nos três níveis da empresa Níveis da empresa Planejamento Conteúdo Extensão de tempo Amplitude Institucional Estratégico Genérico e sintético Longo prazo Macro- orientado. Aborda a empresa como uma totalidade. Intermediário Tático Menos genérico e mais detalhado Médio prazo Aborda cada unidade da empresa ou cada conjunto de recursos separadamente. Operacional Operacional Detalhado e analítico Curto prazo Micro-orientado. Aborda cada tarefa ou operação isoladamente. Fonte: adaptado de Chiavenato (2007). Pela concepção de Chiavenato (2007), um bom planejamento estratégico deve conter sete etapas: 1. Definição dos objetivos; 2. Análise do ambiente externo; 3. Análise da organização; 4. Definição das estratégias; 5. Elaboração do planejamento; 6. Implementação e comunicação do que foi planejado; e 7. Avaliação e interpretação dos resultados. No entanto, tão importante quanto elaborar o planejamentoestratégico de uma empresa é definir sua missão, sua visão e seus valores, o que demonstra compromisso e seriedade e, principalmente, cria uma identidade diante de seu mercado de atuação e do público que pretende atender. 16 Uma declaração de missão deve ser inspiradora, objetiva, abrangente e consistente, além de revelar o propósito, o real motivo da existência de uma organização. Nela, busca-se responder às seguintes perguntas: qual é o seu negócio, o que ele faz e quem ele atende, possibilitando diferenciá-lo de seus concorrentes. A visão de uma empresa deve vislumbrar uma posição desejada no futuro e ser motivadora para o alcance desse objetivo. Deve ser simples, clara e realista e apresentar respostas para as seguintes indagações: o que a empresa quer se tornar? Aonde ela quer chegar? E, chegando a esse ponto, como agirá a partir de então? Já os valores consistem em um conjunto de regras que sustentam um negócio e ajudam na formulação da missão e da visão. Orientam comportamentos e atitudes que, por sua vez, tornam- se a sua identidade no mercado. Os valores são referências éticas que norteiam todas as transações de uma empresa no mercado e em suas áreas internas. Referências bibliográficas CHIAVENATO, I. Administração: teoria, processo e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. PARA SABER MAIS Em complemento ao conteúdo que foi apresentado, dada a importância da missão para uma empresa, ela deve ser compartilhada com todos os gestores, colaboradores e, muitas vezes, até com os clientes. Segundo Kotler e Keller (2006), uma 17 missão bem redigida oferece direção, promove o envolvimento e, ainda, orienta os funcionários a trabalharem mais focados nos objetivos da organização. As melhores declarações são as que sempre estão relacionadas diretamente com a visão da empresa, concentram-se em uma quantidade limitada de metas plausíveis e enfatizam as políticas e os valores em toda a sua extensão. Uma das características mais marcantes de uma missão, que foi redigida de maneira assertiva, deve ser a de apresentar claramente, aos seus interessados, quais são suas esferas de atuação. Para Kotler e Keller (2006), essas esferas são conhecidas como: 1. Esfera setorial: apresenta, de maneira direta, um setor específico ou os setores em que a empresa atuará para dar foco a suas operações. 2. Esfera de produtos e aplicações: reflete a relação de produtos e suas utilizações que serão ofertados para o mercado. 3. Esfera de competências: diz respeito ao conjunto de competências que são próprias de uma empresa e que serão utilizadas para definir a base de seus negócios e solucionar os problemas e desconfortos de seus clientes. 4. Esfera de segmento de mercado: demonstra em qual mercado a empresa atuará ou mesmo com qual público desejará manter contato e construir um relacionamento. 5. Esfera vertical: define quais serão os canais em que a empresa atuará de forma integrada, podendo contemplar desde a fabricação de suas próprias matérias-primas até a elaboração de seus produtos e os processos logísticos envolvidos. 6. Esfera geográfica: refere-se às localidades em que a organização pretende estar presente, seja em âmbito 18 regional, nacional ou mesmo internacional, com abrangência em alguns países ou atuação global. Referências bibliográficas KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. TEORIA EM PRÁTICA Uma empresa familiar de porte médio, com mais de 60 anos de mercado, fabricante de camisas sociais masculinas, vinha passando por alguns problemas relacionados às suas vendas. Ela era muito tradicional e se fazia valer de suas histórias do passado, que foram de muitas glórias e alegrias. Porém, as vendas, nos últimos três anos, haviam caído cerca de 40%, e isso preocupava todos. Os três modelos de suas camisas considerados clássicos e de excelente qualidade eram os mesmos e únicos desde a época de seu fundador, o Sr. Joaquim, já falecido. Toda vez que a família se reunia para decidir os rumos do negócio, João e Pedro, filhos do dono, insistiam em dizer que a empresa não necessitava de nenhuma mudança, pois, em time que está ganhando, não se mexe. Além disso, diziam que o sucesso no passado era a sua prova mais concreta. Com isso, acreditavam que o aumento das vendas ocorreria por si só, pois tinham tradição, nome, experiência com crises e muita vontade de trabalhar para reverter essa situação. 19 Os irmãos João e Pedro, juntamente com Lucas (filho de João) e Luiz (filho de Pedro), compunham a direção da empresa, apesar de os dois primeiros apenas participarem periodicamente das reuniões, e não mais da rotina do negócio. Na verdade, no dia a dia, a empresa ficava nas mãos dos netos do fundador, enquanto os seus pais, por questão de idade, eram dispensados desse compromisso, apesar de ainda opinarem sobre todas as decisões. Essas duas gerações viviam discordando sobre o futuro da fábrica de camisas. João sempre batia na mesma tecla, dizendo que nos tempos de fundação, quando trabalhava com seu pai, tudo o que era produzido vendia; era só colocar um preço bom que a camisa praticamente se vendia sozinha. Não sabiam o que era concorrência nem quais eram as preferências dos clientes; vendia-se tudo para todos. O tempo passou e, como as vendas não paravam de cair, em uma das reuniões em que toda a família estava reunida, um dos netos, Luiz, pediu a palavra. Falou com autoridade sobre a necessidade de a empresa se adaptar às novas demandas e, com muito esforço, conseguiu convencer os gestores mais antigos a contratarem um consultor para ajudá-los nessa tarefa, indispensável para a sobrevivência do negócio. Você foi o consultor escolhido para esse trabalho. Mediante o conteúdo sobre Planejamento Estratégico, o que você faria? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. 20 LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O Capítulo 1 da obra Planejamento Estratégico apresenta as origens históricas do planejamento e busca entender uma empresa com suas áreas e seus departamentos, bem como a sua necessidade constante de planejar ações para alcançar seus objetivos. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, disponível na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. KUAZAQUI, E. Planejamento Estratégico. São Paulo: Cengage Learning, 2016. cap. 1, p. 10-15. Indicação 2 No Capítulo 6 da obra Planejamento Estratégico: da intenção aos resultados, os autores falam sobre o alinhamento organizacional e seus modelos e sobre a resistência às mudanças, peculiar a toda empresa que pretende implementar inovações complexas. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, disponível na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra”. CHIAVENATO, I.; SHAPIRO, A. Planejamento estratégico: da intenção aos resultados. São Paulo: Atlas, 2020. cap. 6, p. 158- 168. Indicações de leitura 21 QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Os valores de uma empresa constituem-se: a. Na quantidade de dinheiro que uma organização possui em seu caixa. b. Em um conjunto de regras que sustentam eticamente um negócio. c. Na soma de seus custos de produção e de comercialização. d. Na capacidade de projetar uma posição no futuro. e. Em seus investimentos e aplicações financeiras. 2. Qual o planejamento que engloba todas as diretrizes de uma organização, de forma genérica esintética? a. Planejamento tático. b. Planejamento de marketing. c. Planejamento de produção. d. Planejamento estratégico. e. Planejamento operacional. 22 GABARITO Questão 1 - Resposta B Resolução: Sabe-se que os valores de uma empresa são um conjunto de regras que orientam os comportamentos e as atitudes de seus colaboradores, sustentam o negócio eticamente e definem a forma como uma organização faz negócios. Questão 2 - Resposta D Resolução: O planejamento que engloba toda uma organização com suas diretrizes, áreas e objetivos organizacionais é o de nível estratégico. TEMA 3 As principais ferramentas estratégicas ______________________________________________________________ Autoria: Edson Massola Junior Leitura crítica: Larissa M. Palacio dos Santos 24 DIRETO AO PONTO A matriz SWOT é um instrumento usado por uma empresa para a análise de suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, conciliando a sua realidade interna com as demandas de seu setor de atuação. A SWOT, ou simplesmente PFOA, em português, fornece informações para os gestores sobre possíveis cenários, tendências, oportunidades e ameaças provindos do ambiente externo, que, confrontados com a realidade operacional de uma empresa, resultam na elaboração mais assertiva de estratégias, na definição de planos de ação e no suporte para tomadas de decisão com a finalidade de se alcançar, com o menor dispêndio possível de recursos, os objetivos almejados. Figura 1 – Matriz SWOT Fonte: MakhbubakhonIsmatova/iStock.com Para que isso ocorra, a empresa deve conhecer suas competências, habilidades e processos. Além disso, deve saber qual é o seu motivo de existência e o que faz melhor, quais são as atividades principais 25 que desempenha de forma exemplar e que a levam a ser conhecida no mercado (core business). A fim de que a matriz SWOT seja mais abrangente e eficaz em suas demonstrações, uma outra fonte de informações deve ser utilizada como complemento, a análise PEST. A PEST evidencia as variáveis políticas e legais, econômicas, socioculturais e tecnológicas que possuem influência sobre as operações de uma determinada empresa e que não estão sob o domínio desta. Seu monitoramento é importante, pois avalia o poder de adaptação de uma organização diante dos diversos desafios a que se expõe. Outra ferramenta importante para o entendimento do mercado é a matriz das cinco forças de Porter, que busca entender o nível de competitividade e atratividade de uma empresa ou setor. A teoria de Michael Porter preconiza as seguintes forças mercadológicas: 1. Os novos entrantes; 2. O poder de barganha dos fornecedores; 3. O poder de barganha dos consumidores; 4. Os produtos ou serviços substitutos; e 5. A rivalidade dos concorrentes. De acordo com esses estudos, uma estratégia empresarial só será eficaz se conseguir conciliar a realidade de uma determinada empresa com os seus ambientes. A matriz BCG, elaborada por Bruce Henderson na década de 1970, também é um artefato que auxilia estrategicamente uma empresa. Baseada na observação do ciclo de vida dos produtos, apresenta graficamente por meio de quadrantes a intersecção da participação relativa desses mesmos produtos com o seu potencial de crescimento. A BCG auxilia na redefinição de portfólio, na elaboração de ações estratégicas e nas decisões que definem prioridades para os investimentos destinados aos produtos e serviços de uma empresa. Em busca de um conhecimento maior sobre o mercado e suas forças, Ansoff criou uma ferramenta que facilita a elaboração 26 do planejamento estratégico pelo cruzamento de informações provenientes dos mercados já existentes e dos novos, e dos produtos já conhecidos e dos recém-lançados. Assim, a matriz de produto/ mercado de Ansoff busca definir uma estratégia de expansão para os negócios e demonstra praticidade e grande efetividade na detecção de novas oportunidades Referências bibliográficas ASSEN, M. V.; BERG, G. V. D.; PIETERSMA, P. Modelos de gestão: os 60 modelos que todo gestor deve conhecer. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. LOBATO, D. M. et al. Estratégia de empresas. Rio de Janeiro: FGV, 2005. PARA SABER MAIS Em complemento ao conteúdo apresentado, a matriz SWOT pode ser utilizada por todas as empresas, independentemente de seu porte ou segmento de atuação. Seu uso minimiza riscos e gera subsídios para a tomada de decisões mais fundamentadas. Segundo o professor e consultor de empresas, Marcelo Nakagawa (2011), a SWOT não tem uma origem definida, mas acredita- se que foi desenvolvida na Universidade de Stanford por volta dos anos 1960, fruto de uma análise detalhada das 500 maiores empresas dos EUA da época. Por isso, foi formatada para ser uma ferramenta de autoconhecimento destinada às empresas de grande porte, mas, com o passar do tempo, também foi adaptada 27 e adotada por organizações de menor porte, mesmo que ainda desconhecida por grande parte delas. Apesar de seu uso ser extremamente simples e prático, as informações geradas por essa ferramenta são de fundamental importância. Difícil mesmo fica sendo a tarefa de detectar com exatidão os pontos fortes e fracos de uma empresa e correlacioná- los às oportunidades e ameaças oriundas de um mercado efervescente e sedento por novidades. Permanecer competitivo não é algo fácil. Para conhecer os pontos fortes de uma empresa, mesmo que ela ainda esteja na fase de planejamento, é necessário deixar o excesso de otimismo de lado, característica típica de empreendedores novos e imaturos. Para os pontos fracos, é preciso sinceridade e muito “pé no chão” para reconhecer o que a empresa ainda não faz bem e criar um plano de ação para reverter essa situação. Quanto às oportunidades, é importante saber que nem tudo que é avistado no mercado configura-se como ganho ou aumento de participação em determinado segmento, pois, às vezes, aquilo não é para determinada empresa. Nessa hora, é preciso ser seletivo e realista, analisando bem as reais condições antes de decidir em quais oportunidades a empresa deve investir. Assumir compromissos, envolver colaboradores e investir em recursos requer grandes esforços que, se não forem bem calculados, podem significar o fim trágico de um empreendimento. Já quando o assunto é referente às ameaças de um negócio, todo cuidado é pouco. Elas aparecem a todo momento e são reflexo da implementação de novas estratégias dos concorrentes, que podem diminuir as vendas, o faturamento e o lucro e aumentar as despesas e os custos, sem falar de uma possível alteração de 28 posição no mercado. Por isso, mais uma vez, é importante ter cuidado! Referências bibliográficas NAKAGAWA, M. Ferramenta: Análise SWOT (clássico). 2011. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20 Sebrae/Anexos/ME_Analise-Swot.PDF. Acesso em: 18 set. 2020. TEORIA EM PRÁTICA No sul de Minas Gerais, em uma área rural, existia uma pequena empresa de laticínios considerada de referência. Com mais de 30 anos de mercado, passada de pai para filho, era conhecida por seus produtos de qualidade ímpar. Suas instalações eram bem antigas, da época de seus fundadores, mas os seus produtos e sua tradição ainda a deixavam na condição de líder regional. Vendiam para toda a região, chegando a atender inclusive a clientes de cidades pertencentes ao estado de São Paulo, na divisa com Minas. Tinham poucos distribuidores, mas para os seus gestores tudo estava bom; estavam até confortáveis com essa situação. Sabiam que os seus preços não eram os mais baratos do mercado, e, na verdade nunca haviam levantado os custos de produção e comercialização, mas tinham ótimas margens e dava para pagar as contas, os empregados e ainda sobrava um pouquinho – palavras de um dos donos, neto do fundador. Em uma manhã, João, um dos proprietários do laticínio, ficou sabendo que a fazenda do lado de sua fábrica havia sido vendida. Com o falecimento do seu patriarca, osdescendentes resolveram https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/ME_Analise-Swot.PDF https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/ME_Analise-Swot.PDF 29 vendê-la, pois todos moravam em cidades distantes e ninguém, a não ser o pai, trabalhava no ramo do agronegócio. João ficou assustado ao ver a quantidade de caminhões que chegava à propriedade vizinha e, mais assustado ainda, quando observou que as cargas eram vivas e continham muitos bovinos em seu interior. Do dia para a noite, a propriedade pacata, com algumas plantações, tornou-se um local de movimento intenso e com muitos animais. Não se contendo, João foi até a fazenda ao lado, apresentou-se e falou com uma pessoa que conversava com todos e analisava as entregas. Era o novo administrador da fazenda. Entre uma conversa e outra, ele disse que aquelas terras haviam sido adquiridas por um grande laticínio com sede no estado de Goiás, e, graças a grandes investidores, aquela região se tornaria a maior produtora de leite e derivados da América do Sul. Sem saber o que fazer, João foi conversar com seus familiares, que, a princípio, não se preocuparam muito com o futuro concorrente, por causa da tradição da sua empresa e da qualidade dos produtos. Um dos irmãos disse inclusive que o mercado é grande e há espaço para todos. No entanto, as coisas mudaram rapidamente. Após seis meses, a marca do concorrente, que já era conhecida, despontou na liderança regional e começou a incomodar o antigo laticínio. Se você fosse um dos sócios de João, sendo conhecedor da Matriz SWOT, quais estratégias utilizaria para permanecer no mercado diante desse grande desafio? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. 30 LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O Capítulo 6, subitem 6.3, da obra Planejamento Estratégico: da intenção aos resultados apresenta a matriz BCG com maiores detalhes, mencionando a sua origem e como deve ser utilizada para que os investimentos rentáveis sejam mantidos e os investimentos deficitários sejam desativados ou descartados. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, disponível na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. CHIAVENATO, I.; SAPIRO, A. Planejamento estratégico: da intenção aos resultados. São Paulo: Atlas, 2020. cap. 6, p. 192-195. Indicação 2 Na Unidade 2 da obra Planejamento Estratégico, o autor fala sobre as cinco forças de Porter e sobre a importância de entender o mercado e os seus agentes. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, disponível na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. KUAZAQUI, E. Planejamento Estratégico. São Paulo: Cengage Learning, 2016. cap. 1, p. 32-34. Indicações de leitura 31 QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. Assinale a alternativa que completa adequadamente a frase: Segundo Chiavenato e Shapiro (2020), a principal proposta da matriz BCG é: a. Buscar o equilíbrio entre os produtos geradores de fundos e aqueles produtos nos quais os fundos são requisitados. b. Conhecer melhor o macroambiente. c. Organizar o fluxo de produção de uma empresa. d. Demonstrar quem são os concorrentes de uma organização. e. Gerar lucro para pagar os sócios e acionistas. 2. Assinale a alternativa que completa adequadamente a frase: A vantagem competitiva pode ser obtida a partir do ambiente interno, no sentido de garantir diferenciais competitivos que sejam devidamente reconhecidos pelo: a. Sócio. b. Empreendedor. c. Acionista. 32 d. Mercado. e. Governo. GABARITO Questão 1 - Resposta A Resolução: A principal proposta da matriz BCG é buscar o equilíbrio entre os produtos geradores de fundos e aqueles produtos nos quais os fundos são requisitados. Questão 2 - Resposta D Resolução: A vantagem competitiva pode ser obtida a partir do ambiente interno, no sentido de garantir diferenciais competitivos que sejam devidamente reconhecidos pelo mercado. TEMA 4 O intraempreendedorismo e a inovação como estratégias competitivas ______________________________________________________________ Autoria: Edson Massola Junior Leitura crítica: Larissa Maria Palacio dos Santos 34 DIRETO AO PONTO A palavra empreendedor (entrepreneur) é de origem francesa e diz respeito ao indivíduo que assume riscos de forma calculada e começa algo novo (FILION, 1999). O empreendedor valoriza a inovação, gerando com ela vantagens competitivas fundamentais para a criação e o desenvolvimento de novas empresas. Ele calcula riscos, é visionário e investe em oportunidades que gerem avanços para toda a sociedade. Existem algumas características comuns entre os empreendedores que podem ser trabalhadas nas demais pessoas. São as conhecidas Características do Comportamento Empreendedor (CCEs), que ajudam na formulação de estratégias competitivas voltadas para o sucesso empresarial, tais como: 1. Busca por oportunidades e iniciativa; 2. Persistência; 3. Assunção de riscos calculados; 4. Exigência por qualidade e eficiência; 5. Comprometimento; 6. Busca por informações; 7. Estabelecimento de metas; 8. Planejamento e monitoramento sistemáticos; 9. Persuasão e rede de contatos; e 10. Independência e autoconfiança. Segundo Sampaio (2017), os empreendedores clássicos dividem- se em três categorias: por necessidade, por oportunidade e o autoempreendedor. 35 Figura 1 – Os empreendedores clássicos segundo Sampaio (2017) Fonte: elaborada pelo autor. Quanto à atitude empreendedora, Sampaio (2017) adiciona outros três tipos de empreendedores: o de startup ou de negócio; o empreendedor social; e o intraempreendedor ou empreendedor corporativo. O primeiro refere-se à criação de um novo negócio, iniciado do zero, sem ainda a validação do mercado ou uma estrutura bem definida. Já o empreendedor social pode ser definido como um líder que envolve pessoas em causas sociais relevantes. Ele desenvolve projetos e concilia interesses de comunidades, de governos e do setor privado. Já o intraempreendedor, termo criado por Gifford Pinchot em 1985, diz respeito a uma pessoa que trabalha para alguém, cria inovações e age como proprietária do negócio, sendo considerada fundamental para a formulação de estratégias competitivas. Conforme Pinchot (1989), existem dez táticas para se promover o intraempreendedorismo, direcionando-o para o sucesso empresarial: 1. Construir uma equipe que pense no coletivo; 2. Compartilhar recompensas; 3. Pedir conselhos antes dos recursos; 4. Realizar o que prometer; 5. Fazer o trabalho; 6. Pedir perdão mais do que permissão; 7. Ter em mente os interesses da 36 empresa e dos clientes; 8. Ir trabalhar sem medo da demissão; 9. Ser leal e realista em relação às metas; e 10. Valorizar parceiros e patrocinadores. Outra forma de elaborar estratégias competitivas é promovendo a inovação, palavra que vem dos termos in e novare e significa “fazer algo novo”. Segundo Tidd, Bessant e Pavitt (2008), o processo de inovação se apresenta por meio de três etapas: 1. A geração de ideias; 2. A implementação; e 3. A inovação propriamente dita. Todo processo de inovação deve ser conduzido por fases, as quais conjuntamente são chamadas de funil. O funil de inovação é composto por quatro etapas: 1. Definição do conceito; 2. Criação; 3. Teste; e 4. Lançamento. Sobre a eficiência de um processo de inovação, Bessant (2010) definiu oito fatores que precisam ser observados: 1. Processo sistemáticoe organizado; 2. Competências empreendedoras; 3. Criatividade; 4. Compreensão; 5. Planejamento; 6. Equipe; 7. Liderança; e 8. Capacidade de aprendizagem. Referências bibliográficas BESSANT, J. Inovação. São Paulo: Publifolha, 2010. [Série: Sucesso Profissional]. FILION, L. J. Empreendedorismo: empreendedores e proprietários de pequenos negócios. Revista de Administração, [s.l.], v. 34, n. 2, p. 5-28, 1999. Disponível em: http://www.spell.org.br/ documentos/ver/18122/empreendedorismo--empre endedores-e- proprietarios-gerentes-de-pequenos-negocios. Acesso em: 25 set. 2020. http://www.spell.org.br/documentos/ver/18122/empreendedorismo--empre endedores-e-proprietarios-geren http://www.spell.org.br/documentos/ver/18122/empreendedorismo--empre endedores-e-proprietarios-geren http://www.spell.org.br/documentos/ver/18122/empreendedorismo--empre endedores-e-proprietarios-geren 37 PINCHOT, G. Intrapreneuring: por que você precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor. São Paulo: Harbra, 1989. SAMPAIO, M. Atitude empreendedora: descubra com Alice seu País das Maravilhas. São Paulo: Senac, 2017. TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Gestão da Inovação. Porto Alegre: Bookman, 2008. PARA SABER MAIS A parit do conteúdo que foi apresentado, podemos ainda salientar que nenhuma empresa consegue sobreviver em um mercado de forma isolada. E com a inovação também não é diferente. Inovar remete a um trabalho em conjunto, realizado por uma equipe com opiniões muitas vezes divergentes, olhares conflitantes sob o mesmo assunto, mas com a disposição e a iniciativa de buscar objetivos em comum. O respeito às diferenças pode gerar muitos resultados de valor e novos conceitos. Já no mercado, isso pode ser traduzido em parcerias estratégicas entre pequenas empresas para a realização de compras coletivas, para o acesso a um novo mercado, ou mesmo para a elaboração de outros projetos em comum. Em prol dos objetivos empresariais, os diferentes se unem para ganharem mais força e representatividade diante dos concorrentes, fornecedores e consumidores. Isso também é inovação. Diante dessa realidade e conforme os estudos de Bessant (2010), é fundamental que as empresas, principalmente as de menor porte, formem redes para facilitar as suas operações. 38 Os benefícios são os mais variados, pois participar de uma rede proporciona experiências com o diferente e a construção de novos conhecimentos. As redes promovem a partilha de recursos e a redução de riscos nos processos empresariais, além de abrirem um leque infinito de possibilidades por onde são disseminadas várias informações úteis para a manutenção dos negócios. São tipos de rede de inovação: 1. Rede empreendedora: reunião para levar uma ideia considerada relevante para frente. 2. Rede de comunidades de práticas: envolve empresas preocupadas com um aspecto particular ou uma área de conhecimento. 3. Rede geográfica: promove o encontro dos principais participantes de uma localidade para discutirem estratégias variadas. 4. Setorial: reúne organizações de mesmo setor ou do mesmo modelo de negócio para partilharem inovação e preservarem a competitividade. 5. Desenvolvimento de produtos ou processos: compartilham conhecimentos sobre criação, comercialização de produtos e aprimoramento de processos. 6. Ampliação de conhecimento: encontro de empresas de mesmo setor ou região que trabalham em conjunto para a preservação da competitividade e promoção da inovação. 7. Desenvolvimento de novas tecnologias: compartilhamento de aprendizados de novas tecnologias. 8. Novos padrões: rede para o estabelecimento de normas que envolvam tecnologias inovadoras. 39 9. Redes de fornecimento: união para a disseminação de práticas inovadoras que envolvam as cadeias produtivas e de distribuição. Referências bibliográficas BESSANT, J. Inovação. São Paulo: Publifolha, 2010. [Série: Sucesso Profissional]. TEORIA EM PRÁTICA João e José ficaram amigos na faculdade de administração. Sentavam-se próximos e, por comodidade, faziam vários trabalhos juntos, o que levou a uma amizade. Um dia, conversando despretensiosamente, descobriram que tinham paixão pelo mesmo esporte: a corrida. Dado o hobby, ambos tinham vários pares de tênis e conheciam como ninguém as marcas nacionais e internacionais. Foi a partir daí que começaram juntos a treinar e a participar de corridas. Um passou a ser fonte de motivação para o outro, compartilhando dicas de treinamento, alimentação, repouso, roupas e calçados para, consequentemente, melhorarem os desempenhos. Os anos foram passando e João e José, prestes a terminarem o curso de administração, decidiram tornar esse hobby um empreendimento. Utilizando suas vivências e seus conhecimentos na área da gestão, optaram destemidamente por fabricar tênis de corrida e caminhada. Com uma produção reduzida, a princípio terceirizada, iriam investir em um segmento que conheciam e que estava em franca expansão. 40 Sabiam que a proposta era audaciosa, considerada por muitos uma loucura, diante dos grandes concorrentes que já atuavam nesse mercado há décadas, mas, por detectarem algumas necessidades e alguns desejos ainda não satisfeitos, resolveram investir nessa nova empresa. Estavam decididos: criariam um produto inovador, criativo, diferente de tudo o que era ofertado até então pela concorrência e exclusivo para os praticantes de corrida e caminhada. Se você fosse um dos sócios dessa empresa e fizesse uso das etapas do funil da inovação apresentadas em nosso conteúdo, como ajudaria João e José nessa destemida missão: a criação de um novo tênis para corridas e caminhadas? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O Capítulo 3 da obra Empreendedorismo, de Adriana Velho e Giancarlo Giacomelli, apresenta uma das ações básicas do empreendedorismo denominada nova entrada, que é utilizada para maximizar benefícios e minimizar custos em um processo novo e de impacto. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, disponível na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. Indicações de leitura 41 VELHO, A. G.; GIACOMELLI, G. Empreendedorismo. Porto Alegre: SAGAH, 2017. cap. 3, p. 26-30. Indicação 2 Na parte I intitulada Metas empreendedoras e contexto, no Capítulo 1 referente ao imperativo da inovação, da obra Inovação e Empreendedorismo, os autores falam sobre a capacidade de criar e inovar e a sua relação com o empreendedorismo para a sobrevivência e o crescimento dos negócios. Para realizar a leitura, acesse o parceiro Minha Biblioteca, disponível na plataforma Biblioteca Virtual da Kroton, e busque pelo título da obra. BESSANT, J; TIDD, J. Inovação e Empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2019. cap. 1. p. 3-19. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 42 1. Segundo Velho e Giacomelli (2017), a base de um negócio diz respeito a: a. Sua estrutura física e seu arranjo interno. b. Sua capacidade de pagamento para honrar compromissos. c. Seu organograma e disposição hierárquica. d. Sua demanda por um determinado produto ou serviço. e. Um pacote de recursos em que estão incluídos os conhecimentos de mercado e tecnológico, bem como outros recursos do empreendedor. 2. De acordo com Bessant e Tidd (2019), ao processo de procura constante por criar algo que destrua as regras antigas e defina novas com o objetivo de obter-se novas fontes de lucro, dá-se o nomede: a. Marca. b. Destruição criativa. c. Desenho industrial. d. Patente. e. Planejamento. GABARITO Questão 1 - Resposta E Resolução: Segundo Velho e Giacomelli (2017), a base de um negócio é o pacote de recursos em que estão incluídos os conhecimentos de mercado e de tecnologia, bem como outros recursos do empreendedor. Se esse conjunto for único, origina-se uma vantagem competitiva. 43 Questão 2 - Resposta B Resolução: Destruição criativa é o processo cíclico de se criar algo, abrindo mão dos métodos e resultados antigos em busca de novas fontes de lucro. Apresentação da disciplina Introdução TEMA 1 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 2 Direto ao ponto Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 3 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 4 Direto ao ponto Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito Botão TEMA 5: TEMA 2: Botão 158: Botão TEMA4: Inicio 2: Botão TEMA 6: TEMA 3: Botão 159: Botão TEMA5: Inicio 3: Botão TEMA 7: TEMA 4: Botão 160: Botão TEMA6: Inicio 4: Botão TEMA 8: TEMA 5: Botão 161: Botão TEMA7: Inicio 5: