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1 
 
UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO 
Curso de Fisioterapia 
 
 
DIOVANA APARECIDA OLIVEIRA GISSE 
SUÉLE DE CASTRO 
 
 
 
 
 
 
EFETIVIDADE DO PROTOCOLO OTAGO NO EQUILÍBRIO 
DE IDOSOS EM UM CENTRO DIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bragança Paulista 
2017 
 
2 
 
DIOVANA APARECIDA OLIVEIRA GISSE -001201302424 
SUÉLE DE CASTRO -001201302727 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFETIVIDADE DO PROTOCOLO OTAGO NO EQUILÍBRIO 
DE IDOSOS EM UM CENTRO DIA 
 
Trabalho de Conclusão de Curso 
apresentado ao Curso de Fisioterapia da 
Universidade São Francisco, como 
requisito parcial para obtenção do título 
de Bacharel em Fisioterapia. 
 
Orientação temática: Prof.ª Ms. Michele 
Lacerda Pereira Ferrer 
 
Orientação metodológica: Prof.ª Ms. 
Grazielle Aurelina Fraga de Sousa. 
 
 
 
 
 
 
Bragança Paulista 
2017 
 
4 
 
DIOVANA APARECIDA OLIVEIRA GISSE 
SUÉLE DE CASTRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFETIVIDADE DO PROTOCOLO OTAGO NO EQUILÍBRIO 
DE IDOSOS EM UM CENTRO DIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Banca examinadora: 
 
 
______________________________________________________ 
Prof.ª Ms. Michele Lacerda Pereira Ferrer (Orientadora Temática) 
Universidade São Francisco 
 
______________________________________________________ 
Profª. Ms. Grazielle Aurelina Fraga de Sousa (Orientadora Metodológica) 
Universidade São Francisco 
 
 
 
Prof. Ms. Cristiano da Rosa (Convidado) 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso 
apresentado ao curso de 
Fisioterapia da Universidade São 
Francisco, como requisito parcial 
para obtenção do título de 
Bacharel em Fisioterapia. 
Data da Aprovação: __/__/__. 
 
4 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Primeiramente a Deus por ter me dado sabedoria e me sustentado até aqui e qυе 
permitiu qυе tudo isso acontecesse ао longo dе minha vida. Agradeço meu marido 
Fernando que sempre esteve ao meu lado, me apoiando, me ajudando 
principalmente na realização deste trabalho com sua paciência e carinho, а minha 
mãе Neide, heroína qυе mе dеυ apoio, incentivo nаs horas difíceis, de desânimo е 
cansaço. Ao mеυ pai Hélio, qυе apesar dе todas аs dificuldades mе fortaleceu e 
nunca me desanimou, sempre me apoiando e ajudando com sua experiência de 
vida. Ao meu irmão Douglas e cunhada Sarita que considero como “irmã”, pelo apoio 
e incentivo. 
Agradeço minha dupla, amiga “irmã”, por sempre estar ao meu lado durante 
esses anos e pela parceria na realização deste trabalho, com muito empenho e 
determinação, vencendo obstáculos e barreiras. Obrigada por tudo pela sua 
amizade e companheirismo. 
A minha orientadora temática Michele, por todo ensinamento, dedicação, 
orientação, apoio e incentivo para a realização deste trabalho. 
A orientadora metodológica Grazielle, pelo empenho dedicado à elaboração 
deste trabalho. 
Ao professor Cristiano por fazer parte da nossa banca, por compartilhar seus 
conhecimentos. 
A todos qυе direta оυ indiretamente fizeram parte dа minha formação, o mеυ 
muito obrigado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diovana Aparecida de Oliveira Gisse 
 
4 
 
Agradeço a Deus pelo dom da vida, pela saúde por ter me sustentado firme 
na fé para superar todas as dificuldades ao longo desta jornada. 
Aos meus pais Antônio e Maria Ivone por sempre acreditarem no meu sonho 
e fazer o possível e o impossível para torná-lo realidade e sempre estarem do meu 
lado. 
A minha irmã Viviane e meu cunhado Samec, por tantas vezes me 
socorrerem, por ser minha família ao longo desses anos. 
Em especial ao meu noivo Lucas, que em meio a tantas dificuldades, 
distância, provas, seminários e estudos se manteve ao meu lado, sendo meu porto 
seguro e me apoiando sempre no que fosse possível. 
Agradeço a minha dupla amiga e “irmã” que embarcou nessa “viagem”, por 
toda paciência, por toda compreensão com minha falta de tempo, por todo amor, 
pelo ombro amigo quando as lágrimas insistiam em cair. Conseguimos amiga! 
 À orientadora temática Michele, por ter tido toda confiança em nós, pelos 
ensinamentos, pelos puxões de orelha, vejo em você um exemplo a ser seguido. A 
orientadora metodológica Grazielle pela paciência e por toda calmaria que nos 
passava quando quase aos choros chegávamos a sua mesa pedindo conselhos, 
obrigada pelo conhecimento transmitido a nós. 
 Obrigado ao professor Cristiano por ter aceitado participar de nossa banca, 
seus conhecimentos serão de grande importância a nós. 
 Agradeço a todos que de uma maneira ou de outra contribuiu para a 
realização deste trabalho, o meu muito obrigado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Suéle de Castro
 
7 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 6 
1.1 CENTRO DIA ............................................................................................................. 6 
1.2 FUNCIONALIDADE E EQUILÍBRIO............................................................................ 7 
2. OBJETIVOS ............................................................................................................. 10 
2.1 Objetivo Geral .......................................................................................................... 10 
2.2 Objetivos Específicos............................................................................................... 10 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 11 
4. ARTIGO CIENTÍFICO .............................................................................................. 14 
5. ANEXOS .................................................................................................................. 30 
 
 
6 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
O Brasil passa por um rápido e progressivo processo de envelhecimento 
populacional. Este processo teve início nas décadas de 40 a 60 com a queda nas 
taxas de mortalidade. As taxas de natalidade e fecundidade se mantiveram altas e 
só começaram a reduzir a partir da década de 60 de forma vertiginosa a partir da 
década de 80, o que ocasionou o aumento do número de idosos em relação à 
população total (LIMA; BUENO, 2009). 
No Brasil em 2010, segundo Miranda et al. (2016), existiam 39 idosos para 
cada grupo de 100 jovens, em 2040, estimam-se 153 idosos para cada 100 jovens. 
Fato este que preocupa, pois o Brasil não está preparado para o envelhecimento 
populacional especialmente em questões relacionadas à previdência social e ao 
sistema de saúde. 
1.1 CENTRO DIA 
 
 
Para dar conta do envelhecimento populacional um serviço estratégico para 
pessoas com fragilidade e dependência que visa a redução da institucionalização é 
o Centro Dia geriátrico. O Centro dia tem como objetivo proporcionar o atendimento 
das necessidades pessoais básicas, atividades terapêuticas e socioculturais, como 
forma de complementar o trabalho dos cuidadores familiares. Este espaço se define 
por atender idosos que possuem limitações para a realização das Atividades de Vida 
Diária (AVD), que convivem com suas famílias, mas que não dispõem de 
atendimento em tempo integral, no domicílio (BRASIL, 2014). 
Geralmente nestes locais existe um estímulo grande de atividades durante todo 
o dia, procurando manter o idoso ativo e em vivência social, visando à manutenção 
de sua capacidade funcional (NAVARRO & MARCON, 2006). 
Os idosos acolhidos por estes Centros, devem possuir algum grau de 
dependência e ser semi-dependentes, não devem possuir condições de 
permanecerem no seu domicílio e necessitarem de atendimento médico e social 
(BRASIL, 2014). Portanto, em Centros Dia geriátricos, um dos grandes objetivos é 
7 
 
 
também manter a funcionalidade dos idosos fragilizados no melhor patamar possível 
para cada caso. 
1.2 FUNCIONALIDADE E EQUILÍBRIO 
 
 
A Funcionalidade, segundo PERRACINI e FLÓ (2011), pode ser entendida como 
uma relação direta de capacidade física e psicognitiva na realização de tarefas dodia a dia. Este processo pode ser influenciado por diversos fatores, dentre eles: 
envelhecimento fisiológico, características do gênero, renda, condições de saúde, 
dentre outros. 
A diminuição da funcionalidade pode ser relacionada à fragilidade nessa 
população. Em um estudo realizado por Remor, Bós e Werlang (2011) aponta que 
em 100 idosos participantes de um ambulatório geriátrico, em 84% foi verificado 
algum nível de fragilidade, sendo a maioria do sexo feminino. 
Fhon et al. (2012) evidenciaram em seu estudo que de 240 indivíduos 
entrevistados, com média de 73,5 anos, a maioria dos idosos avaliados eram frágeis 
e do sexo feminino, com níveis de dependência acusados pela escala de Medida de 
Independência Funcional (MIF) e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD). 
Ainda observaram que com o avanço da idade, aumento do nível de fragilidade e 
morbidades maior é o grau de dependência do idoso. 
A dependência para atividades de vida diária está muito relacionada ao 
desempenho de equilíbrio e controle postural em idosos (BARELA & TOLEDO, 
2010). 
As disfunções do equilíbrio corporal têm grande impacto para os idosos, 
podendo levá-los à redução de sua independência, que acabam reduzindo suas 
atividades de vida diária, pela tendência a quedas e fra turas, trazendo sofrimento, 
imobilidade corporal e medo de cair novamente (RUWER; ROSSI; SIMON, 2005). 
As quedas são desencadeadas por diversos fatores de risco que direta ou 
indiretamente afetam o bem estar, podem ser classificados em biológicos (idade, 
gênero e doenças crônicas), comportamental (uso de vários medicamentos), 
ambiental (tapetes soltos, i luminação insuficiente em locais públicos) e fatores 
socioeconômicos (OMS, 2010). 
8 
 
 
Chaimowicz (2013) defende que as causas de quedas podem ser devido a 
fatores intrínsecos que são associados à própria condição do indivíduo e fatores 
ambientais associado a condições externas, que pode ser relacionado ao ambiente, 
como por exemplo, um corredor mal iluminado. 
Segundo Silva et al. (2014) as quedas estão associadas ao uso de 
medicamentos, problemas de audição, fraqueza muscular, equilíbrio e marcha, 
sendo que os idosos que caíram obtiveram escores menores na Escala de Avaliação 
de Desempenho Físico de Membros Inferiores (SPPB). 
A ‘síndrome do medo pós-queda’ ocorre em alguns idosos após uma queda, 
pode ser entendido como uma grave perturbação da capacidade de deambular. 
Devido a isso começam a ficar dependentes, deixam de sair de casa e abandonam 
suas atividades cotidianas, isso leva a uma atrofia muscular, diminuição da 
amplitude de movimento e déficits de equilíbrio (CHAIMOWICZ, 2013). 
O equilíbrio e o controle postural também são afetados, estudos realizados em 
diversos países e no Brasil demonstram que a cada ano um terço dos idosos sofre 
pelo menos uma queda (CHAIMOWICZ, 2013). 
O equilíbrio é uma das funções mais afetadas nos idosos, para ser eficaz, 
necessita de um tripé, formado pelos órgãos do sistema vestibular, sistema 
optocinético e somatossensorial, com a função de fornecer informações centrais e 
periféricas e com o objetivo de manter o indivíduo em postura ortostática com pouca 
oscilação sobre uma pequena base de apoio fornecida pelos pés e orientada pelos 
sistemas proprioceptivos e vestibulares (SOARES, 2007). 
Segundo o estudo de Aikawa, Bracciall e Padula, (2006) acredita-se que, por 
meio do trabalho de fisioterapia e de uma equipe multidisciplinar, seja possível 
conscientizar os idosos sobre as alterações musculoesqueléticas e de equilíbrio 
corporal que ocorrem no processo de envelhecimento e a importância de medidas 
preventivas que visam diminuir os índices de quedas nessa população. 
Soares e Sacchell (2008) concluíram em seu estudo que os idosos que 
realizam programa cinesioterapêutico apresentam melhora no equilíbrio, o que 
possivelmente diminui o risco de quedas e aumenta a independência nas atividades 
diárias. 
Segundo o estudo de Thomas, Mackintosh e Halbert (2010), que analisou 
1.503 idosos, realizando exercícios do Protocolo Otago composto por exercícios de 
fortalecimento muscular da perna, de equilíbrio e um plano de caminhada no grupo 
9 
 
 
intervenção quando comparado ao grupo controle com ausência de exercícios 
físicos, relataram a efetividade do Protocolo Otago para diminuição das taxas 
quedas. O Protocolo Otago consiste em um conjunto de exercícios de fortalecimento 
muscular dos membros inferiores e exercícios de progressão em equilíbrio. 
Liston et al. (2014) relata em seu estudo que os exercícios do programa Otago 
em pessoas idosas que caem e podem ter um efeito benéfico no risco de quedas. 
Os exercícios ocorreram duas vezes por semana durante oito semanas, por aulas 
em grupos ou sessões em casa e foi realizado em uma Clínica de quedas de 
atendimento secundário em Londres. 
Portanto, a efetividade do Protocolo Otago em uma população vulnerável 
como a atendida por centros dia, merece ser analisada e comparada a atividades 
mais simples como a caminhada para que seu benefício possa ser reconhecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
 
2. OBJETIVOS 
 
 
2.1 Objetivo Geral 
 
 
Analisar o efeito do Protocolo Otago para equilíbrio e mobilidade em idosos 
participantes de um centro dia em Bragança Paulista - SP. 
 
2.2 Objetivos Específicos 
 
 
 Analisar o equilíbrio de idosos atendidos por um centro-dia. 
 Identificar os benefícios do Protocolo Otago no equilíbrio dos idosos; 
 Identificar a superioridade da realização de exercícios direcionados ao 
equilíbrio sobre a atividade de caminhada supervisionada; 
 
11 
 
 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
AIKAWA, A. C.; BRACCIALLI, L. M. P.; PADULA, R. S. Efeitos das alterações 
posturais e de equilíbrio estático nas quedas de idosos institucionalizados. Revista 
de Ciências Médicas, Campinas, v. 3, n. 15, p.189-196, maio/jun 2006. Disponível 
em:. Acesso em: 28 out. 2016. 
 
BARELA, J. A; TOLEDO, D. R. Diferenças Sensoriais e Motoras entre Jovens e 
Idosos: contribuição somatossensorial no controle postural. Revista Brasileira de 
Fisioterapia,São Carlos, v. 14, n. 3, p. 267-75, maio/jun. 2010. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/rbfis/v14n3/04.pdf. Acesso em: 6 jun. 2017. 
 
BRASIL. Ministério da Previdência e Assistência Social. Normas de funcionamento 
de serviços de atenção ao idoso no Brasil. Brasília: Secretária de Estado de 
Assistência Social, 2014. Disponível em: http:// sbgg.org.br/wpcontent/uploads 
/2014/10/ servicos--de-atencao-aoidoso.pdf. Acesso em: 30 out. 2016. 
 
CHAIMOWICZ, F. Saúde do idoso. Colaboradores: Eulita Maria Barcelos. Maria 
Dolores Soares Madureira. Marco Túlio de Freitas Ribeiro. 2. ed. Belo Horizonte: 
NESCON UFMG, 2013. 167 p. Disponível em: http://sbgg.org.br/wp-content/uploads 
/2014/10/saude-do-idoso-2edicao-revisada.pdf. Acesso em: 06 set. 2016. 
 
FHON, J. R. S. et al. Síndrome de fragilidade relacionada à incapacidade 
funcional no idoso.Acta Paul Enferm [Internet] 2012. Disponível em: 
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LIMA, L. C. V.; BUENO, C. M. L. B. Envelhecimento e Gênero:A vulnerabilidade de 
idosas no Brasil. Revista Saúde e Pesquisa, Maringá, v. 2, n. 2, p. 273-280, 
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http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/1173. Acesso 
em: 06. Out. 2016 
 
LISTON, M. B. et al. Feasibility and effect of supplementing a modified OTAGO 
intervention with multisensory balance exercises in older people who fall:a 
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+Feasibility+ 
and+effect+of+supplementing+a+modified+OTAGO+intervention+with+multisensory
+balance+exercises+in+older+people+who+fall.Acesso em: 31 out. 2016. 
 
MIRANDA, G. M. D.; MENDES, A. C. G.; SILVA, A. L. A. O envelhecimento 
populacional brasileiro: desafios e consequências sociais atuais e futuras. Revista 
http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/1173
12 
 
 
Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 19, n. 3, p. 507-519, 2016. Disponível 
em: http://www.scielo.br/pdf/ rbgg/v19n3/pt_1809-9823-rbgg-19-03-00507.pdf. 
Acesso em: 6 jun. 2017. 
 
NAVARRO, F. M.; MARCON, S. S. Convivência familiar e independência para 
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Enfermagem, Curitiba, v. 11, n. 3, p. 211-217, set/dez, 2006,. Disponível em: 
http://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/7306/5238. Acesso em: 4 jun. 2017. 
 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Relatório global da OMS sobre 
prevenção de quedas na velhice. De Campos LM, tradutora. São Paulo: Secretaria 
de Estado da Saúde, 2010. Disponível em: 
http://www.saude.sp.gov.br/resources/ccd/publicacoes/publicacoes-ccd/saude-e-
populacao/manual_oms_-_site.pdf. Acesso em: 6 jun. 2017. 
 
PERRACINI, M. R.; FLÓ, C. M. Fisioterapia teoria e prática: funcionalidade e 
envelhecimento. Editores da série: Celso R. F. Carvalho e Clarice Tanaka. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 557 p. 
 
REMOR, C. B.; BÓS, A. J. G.; WERLANG, M. C. Características relacionadas ao 
perfil de fragilidade no idoso. Scientia Medica, Porto Alegre, v. 21, n. 3, p. 107-
112, jul. 2011. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/ 
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RUWER, L. S.; ROSSI, A. G.; SIMON, L. F. Equilíbrio no Idoso. Revista brasileira 
de otorrinolaringologia, v. 71, n.3, 298-303, mai/ jun. 2005. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/rboto/v71n3/a06v71n3.pdf. Acesso em: 10 mai. 2017. 
 
SILVA, L. M. et al. A Associação entre a ocorrência de quedas e a alteração de 
equilíbrio e marcha em idosos. Saúde e Pesquisa, Revista Saúde e Pesquisa, 
Maringá. v. 7, n. 1, p. 25-34, jan/abr. 2014. Disponível em: 
http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/ 3169/2206. 
Acesso em: 5 jun. 2017. 
 
SOARES, E. V Reabilitação vestibular em idosos com desequilíbrios para marcha. 
Revista Perspectivas Online, Campos dos Goytacazes, v.1, n.3, p. 88-100, 2007. 
Disponível em: http://seer.perspectivasonline.com.br /index.php/revista_antiga/ 
article/viewFile/267/178. Acesso em: 5 jun. 2017. 
 
SOARES, M. A.; SACCHELLI, T. Efeito da cinesioterapia no equilibrio de idosos. 
Revista Neurociência, São Paulo, v. 16. n.2, p. 97-100, abr/ jun. 2008. Disponível 
em: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2008 /RN%2016% 
2002/Pages%20from%20neuro_vol_16_n2-5.pdf. Acesso em: 6 jun. 2017. 
13 
 
 
 
THOMAS, S; MACKINTOSH, S; HALBERT, J. Does the ‘Otago exercise 
programme’ reduce mortality and falls in older adults?: a systematic review 
and meta-analysis. 2010. Age Ageing. v. 39, n. 6, p. 681, epub 2010 sep 4. 
Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/ 208179 38. Acesso em: 31 
out. 2016. 
 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20817938
14 
 
 
4. ARTIGO CIENTÍFICO 
 
Efetividade do Protocolo Otago no equilíbrio de idosos em um Centro Dia 
Effectiveness of the Otago Protocol in the Balance in the Elderly of a Day Center 
 
Diovana Aparecida de Oliveira Gisse¹, Suéle de Castro1, Michele Lacerda 
Pereira Ferrer2 
1. Acadêmicas do curso de Fisioterapia da Universidade São Francisco (USF) 
2. Docente do curso de graduação em Fisioterapia da Universidade São 
Francisco (USF). Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de 
São Paulo. Doutoranda em Saúde Pública pela Universidade Federal de São 
Paulo. 
diovanafisio@hotmail.com 
 
Resumo 
Introdução: O processo de envelhecimento causa mudanças tanto morfológicas 
como funcionais e estas acarretam em disfunções relacionadas à postura, 
funcionalidade e equilíbrio. Como forma de atuação e prevenção em disfunções do 
equilíbrio, uma das propostas utilizadas atualmente é o Protocolo Otago que consiste 
em um conjunto de exercícios de fortalecimento dos membros inferiores e de 
progressão em equilíbrio. O objetivo foi analisar o efeito do Protocolo Otago para 
equilíbrio em idosos participantes de um centro-dia na cidade de Bragança 
Paulista/SP. Método: Estudo do tipo ensaio clínico randomizado cego. Foi realizada 
uma avaliação inicial em todos os idosos participantes, com os seguintes 
instrumentos de pesquisa: escala de Medida de Independência Funcional (MIF); Mini 
Exame do Estado Mental (MEEM); Escala de Berg e Timed Up And Go Test (TUGT). 
Após a avaliação, foi feita a seleção dos pacientes, tendo como base os critérios de 
exclusão. Após um processo de randomização simples os idosos foram subdivididos 
nos grupos controle (GC) e intervenção (GI). Foram realizados os exercícios duas 
vezes por semana durante oito semanas. Ao final os idosos foram reavaliados com 
os mesmos instrumentos. Resultados: Após a realização dos exercícios, foi 
comprovado que não houve uma melhora do equilíbrio e mobilidade entre avaliação 
inicial e final do GI. Quando comparado GC e GI, os testes de mobilidade e equilíbrio 
não obtiveram uma diferença, no GI houve uma diferença menor quando comparado 
15 
 
 
com o GC. CONCLUSÂO: Os exercícios do Protocolo Otago retardaram a 
progressão do desequilíbrio em idosos fragilizados atendidos por um Centro dia 
geriátrico. 
Palavras chaves: idoso, fisioterapia, equilíbrio, centro-dia, mobilidade 
 
Abstract 
The aging process causes morphological and functional changes, especially in 
posture, balance and functioning. To treat and prevent balance problems the Otago 
Protocol is indicated, that consists in a set of lower limbs strengthening and balance 
exercises. Objective: to analyze the effect of Otago protocol for balance in older 
people assisted by a day care in Bragança Paulista - SP. Method: blind, randomized, 
clinical trial. An initial assessment in all older participants was held with Functional 
Independence measure (FIM), Mini Mental State Examination (MMSE); Berg Balance 
Scale (BS) and Timed up and go test (TUGT). After the exclusion criteria’s, the 
selection of the sample was done. After the randomization the participants were 
divided into control and intervention groups. The intervention was done twice a week, 
for 8 weeks. At the end, the elderly were reassessed with the same instruments. 
Conclusions: After the exercises, it was verified that there was no improvement in the 
balance and mobility between the initial and final evaluation of the GI. When 
comparing CG and GI, the mobility and balance tests did not obtain a significant 
difference, so in the GI there was a smaller difference when compared to the CG, it 
was concluded that the exercises of the Otago Protocol delayed the progression of 
the imbalance. 
Key words: elderly, physiotherapy, balance, day-care, mobility 
 
16 
 
 
Introdução 
 
O Brasil passa por um rápido e progressivo processo de envelhecimento 
populacional. Este processo teve início nas décadas de 40 a 60 com a queda nas 
taxas de mortalidade. As taxas de natalidade e fecundidade se mantiveram altas e 
só começaram a reduzir a partir da década de 60 de forma vertiginosa a partir da 
década de 80, o que ocasionou o aumento do número de idosos em relação à 
população total1. 
Para dar conta do envelhecimento populacional um serviço estratégico para 
pessoas com fragilidade e dependência que visa à redução da institucionalização é 
o Centro Dia geriátrico. O Centro dia tem como objetivo proporcionar o atendimento 
das necessidades pessoais básicas, atividades terapêuticas e socioculturais, como 
forma de complementar o trabalho dos cuidadores familiares. Este espaço se define 
por atender idosos que possuem limitações para a realização das Atividades de Vida 
Diária (AVD), que convivem com suas famílias, mas quenão dispõem de 
atendimento em tempo integral, no domicílio2. 
Os idosos acolhidos por estes Centros, devem possuir algum grau de 
dependência e ser semi-dependentes, não devem possuir condições de 
permanecerem no seu domicílio e necessitarem de atendimento médico e social. 
Portanto, em Centros Dia geriátricos um dos grandes objetivos é também manter a 
funcionalidade dos idosos fragilizados no melhor patamar possível para cada caso2. 
A Funcionalidade pode ser entendida como uma relação direta de capacidade 
física e psicognitiva na realização de tarefas do dia a dia. Este processo pode ser 
influenciado por diversos fatores, dentre eles: envelhecimento fisiológico, 
características do gênero, renda, condições de saúde, dentre outros3. 
No estudo de Fhon4 evidenciou que de 240 indivíduos entrevistados, com 
média de 73,5 anos, a maioria dos idosos avaliados eram frágeis e do sexo 
feminino, com níveis de dependência acusados pela escala de Medida de 
Independência Funcional (MIF) e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD). 
Ainda observaram que com o avanço da idade, aumento do nível de fragilidade e 
morbidades maior é o grau de dependência do idoso. 
A dependência para atividades de vida diária está muito relacionada ao 
desempenho de equilíbrio e controle postural em idosos5. 
17 
 
 
As manifestações do equilíbrio corporal têm grande impacto para os idosos, 
podendo levá-los à redução de sua independência, que acabam reduzindo suas 
atividades de vida diária, pela tendência a quedas e fraturas, trazendo sofrimento, 
imobilidade corporal e medo de cair novamente6. 
As quedas são desencadeadas por diversos fatores de risco que direta ou 
indiretamente afetam o bem estar, podem ser classificados em biológicos (idade, 
gênero e doenças crônicas), comportamental (uso de vários medicamentos), 
ambiental (tapetes soltos, i luminação insuficiente em locais públicos) e fa tores 
socioeconômicos7. 
O equilíbrio e o controle postural também são afetados, estudos realizados em 
diversos países e no Brasil demonstram que a cada ano um terço dos idosos sofre 
pelo menos uma queda8. 
Segundo o estudo de Aikawa9 acredita-se que, por meio do trabalho de 
fisioterapia e de uma equipe multidisciplinar, seja possível conscientizar os idosos 
sobre as alterações musculoesqueléticas e de equilíbrio corporal que ocorrem no 
processo de envelhecimento e a importância de medidas preventivas que visam 
diminuir os índices de quedas nessa população. 
Segundo o estudo de Thomas10, que analisou 1.503 idosos, realizando 
exercícios do Protocolo Otago composto por exercícios de fortalecimento muscular 
da perna, de equilíbrio e um plano de caminhada no grupo intervenção quando 
comparado ao grupo controle com ausência de exercícios físicos, relataram a 
efetividade do Protocolo Otago para diminuição das taxas quedas. 
Portanto, a efetividade do protocolo de Otago em uma população vulnerável 
como a atendida por centros dia, merece ser analisada e comparada a atividades 
mais simples como a caminhada para que seu benefício possa ser reconhecido. 
Este estudo se propõe a analisar o efeito do Protocolo Otago para equilíbrio em 
idosos participantes de um Centro Dia em Bragança Paulista - SP. 
 
 
Metodologia 
 
Foi realizado um estudo do tipo ensaio clínico randomizado cego, aprovado 
pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade São Francisco (Parecer nº: 
1.964.012). 
18 
 
 
A diretora do Centro Dia de Bragança Paulista assinou um termo autorizando a 
coleta de dados e o responsável legal por cada sujeito ou o próprio sujeito, um 
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, para a realização desta pesquisa. 
Inicialmente foram recrutados todos os idosos, de ambos os gêneros e de 
todas as idades, que participam de um serviço prestado a comunidade de Bragança 
Paulista – SP, chamado Centro Dia. 
Logo após foi realizada uma avaliação inicial por voluntários estudantes do 
curso de Fisioterapia da Universidade São Francisco com duração de 40 minutos 
aproximadamente, com os seguintes instrumentos de pesquisa: escala de Medida 
de Independência Funcional (MIF), que avalia nível de dependência funcional nas 
tarefas motoras e cognitivas de vida diária11, Mini Exame do Estado Mental, que 
avalia função cognitiva, é composto por um questionário de 30 pontos, onde uma 
pontuação de 24 indica um déficit cognitivo12, Escala de Berg, para avaliação de 
equilíbrio estático e dinâmico13 e Timed Up And Go Test, que avalia mobilidade 
funcional, seu desempenho está relacionado ao equilíbrio, marcha e capacidade 
funcional do idoso, indicando o grau de fragilidade14. 
 Após a avaliação, foi feita a seleção dos sujeitos para compor a amostra, 
sendo excluídos os que se recusaram a participar, não colaborativos, deficientes 
visuais e/ou auditivos, cadeirantes ou que sua capacidade cognitiva o impedia de 
responder ou executar as atividades necessárias para a avaliação. 
 Após a aplicação destes critérios, os idosos aptos a participarem deste estudo, 
passaram por um processo de randomização simples através de sorteio de nomes. 
Obedecendo a randomização realizada, após a conferência dos critérios de 
exclusão, os idosos foram subdivididos nos grupos controle e grupo intervenção. 
 No grupo controle os idosos realizaram caminhada isolada. O percurso que foi 
executado constituiu em duas voltas no circuito externo do próprio local, totalizando 
aproximadamente de 20 a 30 minutos. O grupo foi acompanhado pelas 
pesquisadoras. 
Já no grupo intervenção os idosos realizaram caminhada associada ao 
Protocolo Otago15. A caminhada foi realizada no circuito externo do próprio local, 
constituindo por duas voltas, aproximadamente de 20 a 30 minutos, após o retorno 
para o ambiente interno, os idosos do grupo foram encaminhados a uma sala para a 
realização dos exercícios do Protocolo Otago em grupo, com duração de 
aproximadamente 50 minutos ao total, acompanhados das pesquisadoras. 
19 
 
 
Antes da realização dos exercícios foram tomadas as seguintes medidas de 
segurança: se durante os exercícios o idoso sentisse tonturas, dor no peito ou 
dispnéia que parasse imediatamente o exercício, foi mantida sempre uma cadeira 
robusta e estável ao lado do idoso para situações de emergência. 
Os exercícios que foram executados tiveram como objetivo melhorar o 
equilíbrio, e sempre foram desafiadores aos idosos. Cada exercício foi executado 
com três repetições, com exceção dos exercícios que uti lizavam tempo, e o 
‘Caminhar e girar’ que deve ser repetido por apenas duas vezes. 
 Inicialmente todos foram realizados com apoio, que foi uma cadeira, forte e 
estável, podendo progredir retirando-a. O processo de intervenção em ambos os 
grupos foi realizado duas vezes por semana durante oito semanas. 
Os idosos que se ausentaram em no máximo três sessões de tratamento, 
foram excluídos. 
Após a aplicação dos métodos, o grupo controle e intervenção passaram por 
uma segunda avaliação feita pelos mesmos alunos voluntários, uti lizando as 
mesmas escalas que foram utilizadas na primeira avaliação. 
Os exercícios executados no grupo intervenção foram: 
 Agachamento com apoio: os pés devem estar afastados na altura do quadril e 
dedos dos pés voltados para frente, mãos segurando o apoio, o idoso dobrará 
o joelho, empurrando suas nádegas para trás. 
 Caminhar na ponta dos pés com apoio: em pé, ao lado do apoio com os pés 
afastados a largura dos quadris, levantar os calcanhares mantendo o pé 
sobre a ponta dos dedões dos pés, caminhar sobre os dedos dos pés 10 
passos a frente, antes de abaixar os calcanhares ao solo posicionar os pés 
paralelos um ao outro. Repetir o mesmo processo, mas para direção 
contrária. 
 Equilíbrio tandem com apoio: em pé ao lado do apoio, posicionar um pé em 
frente ao outro formando uma linha reta, olhar para frente e manter o 
equilíbrio por 10 segundos. Retornar a posição inicial comos pés separados à 
largura dos quadris antes de posicionar o outro pé à frente e repetir o 
processo. 
 Equilíbrio em uma perna com apoio: em pé próximo ao apoio, sustentando o 
peso sobre o apoio, em posição ereta, manter o equilíbrio em uma perna com 
20 
 
 
o joelho relaxado, permanecer nesta posição por 10 segundos. Retornar a 
posição inicial e repetir o processo com a outra perna. 
 Marcha lateral com apoio: ficar em pé em frente ao apoio, dar 10 passos 
laterais mantendo quadris direcionados para frente e joelhos relaxados. 
Retorne a posição inicial e repita o processo com a outra perna. 
 Sentado para em pé com auxílio das mãos: sentar ereto à borda anterior de 
uma cadeira, colocar os pés ligeiramente para trás, inclinar tronco para frente, 
levantar apoiando as mãos na cadeira. Dar alguns passos para trás até as 
pernas tocarem a borda da cadeira, sentar na cadeira lentamente. 
 Marcha para trás com apoio: em pé ao lado do apoio, caminhar 10 passos 
para trás, manter costas eretas e olhar para frente durante todo exercício. 
Caminhar colocando primeiramente os dedos dos pés no chão e em seguida 
o calcanhar, manter passo firme e seguro. Repetir o mesmo processo com a 
outra perna. 
 Caminhar e girar: caminhar ao passo normal de cada indivíduo desenhando 
um ‘8’ no chão, pode ser realizado ao redor de duas cadeiras, manter postura 
ereta enquanto caminha, com exceção esse exercício deve ser repetido por 
apenas duas vezes. 
Os dados foram organizados em uma planilha do programa Microsoft Office 
Excel 2007, posteriormente foi realizado a análise descritiva com calculo de médias, 
desvio-padrão, frequência e porcentagem. 
 
 
Resultados 
 
O grupo inicial foi composto por 23 sujeitos. Destes, 6 sujeitos foram excluídos 
por uti lizarem dispositivos de auxílio à marcha, 4 pela função cognitiva 
comprometida e impedi-los de responder ou executar as atividades. No total 13 
sujeitos foram randomizados entre grupo controle e intervenção. 
 
Grupo Controle 
 
O grupo controle foi composto por 6 sujeitos com média de idade de 
74,8(±10,6) anos, mínima 63 e máxima 86 anos, sendo 66,6% (n=4) do sexo 
21 
 
 
feminino, 66,6% (n=4) fundamental incompleto, 16,6% (n=1) possuía ensino 
fundamental completo e 16,6% (n=1) possuía ensino médio. Os idosos que moram 
sozinhos são 50% (n=2), moram com filhos 33,3% (n=2) e 16,6% (n=1) mora com a 
mãe. Em relação ao uso de medicamentos 66,6% (n=4) fazem em média o uso de 
1,1 (±1,4) medicamentos. 
A média da MIF dos sujeitos foi de 114,5 (±15,2) pontos que corresponde a 
uma independência modificada, no MEEM apresentaram uma média de 18,3 (±6,2) 
pontos indicando deficiência cognitiva leve. Na escala de equilíbrio de BERG a 
média foi de 43,6 (±11,9) pontos que indica uma locomoção segura , mas com 
recomendação de assistência pessoal ou com dispositivos auxi liares para a marcha. 
No TUGT a média foi 16,3(±3,6) segundos correspondendo a risco para quedas. 
O grupo realizou caminhada isolada 2 vezes por semana durante 8 semanas. 
No início e no final das sessões foi aferida a pressão arterial, logo após foram 
acompanhados em fila ao redor do Centro Dia, por aproximadamente 20 a 30 
minutos, realizando 2 voltas, com uma velocidade constante, obedecendo o limite 
dos idosos. 
Durante o período de seguimento houve uma perda de 2 sujeitos por se 
ausentarem em 3 sessões, compondo a amostra final de 4 sujeitos no grupo 
controle. 
 
Grupo Intervenção 
 
O grupo intervenção foi composto por 7 sujeitos com média de idade de 70,4 
(±6,5) anos, mínima 61 e máxima 80 anos, sendo 71,4% (n=5) do sexo feminino, 
28,5% (n=2) eram analfabetos, 57,1% (n=4) possuíam ensino fundamental 
incompleto e 14,2% (n=1) possuía ensino superior. Os idosos que moram com filhos 
são 42,8% (n=3), moram sozinhos 42,8% (n=3) e que mora com a mãe 14,2% (n=1). 
Em relação ao uso de medicamentos 90% fazem em média o uso de 1,7 (±0,9) 
medicamentos. 
A média da MIF dos sujeitos foi de 112,2 (±15,1) pontos que corresponde a 
uma independência modificada, no MEEM apresentaram uma média de 21,4(±5,2) 
pontos indicando deficiência cognitiva leve, na escala de equilíbrio de BERG a 
média foi de 44,4(±9,6) pontos que indica uma locomoção segura, mas com 
22 
 
 
recomendação de assistência ou com dispositivos auxiliares para a marcha, e no 
TUGT a média foi 12 (±2,8) segundos correspondendo risco para quedas. 
Foi realizado caminhada e logo após os exercícios do Protocolo Otago, por 
aproximadamente 50 minutos, durante 16 sessões, 2 vezes na semana. No início e 
no final das sessões foi aferida a pressão arterial. A caminhada foi realizada junto 
com o grupo controle e após, o grupo intervenção executou os exercícios de 
equilíbrio na área externa, com apoio em cadeiras. Os exercícios praticados 
deveriam ser sempre desafiadores aos idosos, com intuito de exigir o máximo de 
sua capacidade. No período de intervenção foram excluídos 4 sujeitos por se 
ausentarem em 3 sessões, compondo a amostra final de 3 sujeitos no grupo 
intervenção. 
Na análise descritiva do momento da avaliação inicial e final foi observado que 
houve uma piora nos escores dos grupos controle e intervenção, mas quando 
comparado ao escore do grupo controle houve uma piora mais acentuada (Tabela 
1). 
 
Efeitos dos exercícios do Protocolo Otago: comparação dos resultados entre o 
grupo intervenção e controle 
 
Ao observar o desempenho do grupo controle e intervenção observamos que 
houve uma piora mais importante no grupo controle. Os dados são apresentados na 
Tabela 1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
Tabela 1- Resultados da avaliação inicial e final e BERG e TUGT dos grupos 
controle e intervenção: 
 BERG TUGT 
 
GI 
AV 1 AV 2 AV 1 AV 2 
 
Sujeito 1 40 49 12 12 
Sujeito 2 52 36 10 9 
Sujeito 3 53 50 15 14 
Média 48,3(±7,2) 45(±7,8) 12,3(±2,5) 11,6(±2,5) 
 
GC 
 
Sujeto 1 29 25 15 16 
Sujeito 2 28 19 18 14 
Sujeito 3 50 45 11 22 
Sujeito 4 49 28 14 13 
Média 39(±12,1) 29,2(±11,1) 14,5(±2,8) 16,2(±4) 
GI:grupo intervenção/GC:grupo controle/TUGT:Timed Up and Go Test/AV1:avaliação 
inicial/AV2:avaliação final. 
 
A média da MIF dos sujeitos do grupo intervenção na avaliação final foi de 92,6 
(±21,3) pontos que corresponde a uma independência modificada, no MEEM 
apresentaram uma média de 22,3 (±7,5) pontos indicando deficiência cognitiva leve. 
 
 
Discussão 
 
Este estudo buscou identificar a efetividade dos exercícios de equilíbrio em 
idosos atendidos em um Centro Dia geriátrico. Identificamos que a execução dos 
exercícios do Protocolo Otago apresentou resultados positivos quando comparado 
ao grupo controle, porém não estatisticamente significante nos desempenhos dos 
testes de equilíbrio e mobilidade. 
A amostra estudada foi em sua maior parte de mulheres, dado observado no 
estudo de Wichmann16 que analisou grupos de convivência de idosos do Brasil e da 
Espanha, observaram que da população que frequentam esses centros 78,2% 
24 
 
 
pertencem ao sexo feminino, o que nos mostra o aumento da expectativa de vida de 
mulheres idosas. 
A média de idade foi de 72,4 (± 8,6) anos, este dado é similar ao estudo de 
Navarro17, que após avaliar o grau de independência para atividades de vida diária 
em idosos de um Centro Dia, os mesmos apresentaram uma média de idade de 73,3 
anos. A idade avançada indica um estado de maior vulnerabilidade, dentre eles o 
declínio funcional, quedas entre outros18. 
No estudo de Santos19 que avaliou o prejuízo funcional dos idosos de um 
Centro Dia foi verificado que após a aplicação do Questionário de Atividades 
Instrumentais de Pfeffer, constatou que 23 (63,8%) apresentaram prejuízo funcional, 
o que corresponde os resultados obtidos no presente estudo. 
Estes resultados diferenciam do estudo de Franciulli20 com oobjetivo de 
descrever a mobilidade, capacidade funcional e equilíbrio em idosos de um Centro 
Dia, após seis meses de acompanhamento multiprofissional, onde obtiveram os 
resultados de melhora significante na capacidade funcional global, a mobilidade e o 
estado cognitivo dos idosos se mantiveram estáveis após os seis meses de 
acompanhamento. 
Observamos não ter ocorrido uma melhora do desempenho nos testes de 
funcionalidade entre os idosos do grupo intervenção. No entanto, a piora nesses 
testes foram discretas quando comparamos grupo controle com grupo intervenção, 
que apresentou uma piora mais significativa nesses parâmetros. Os resultados 
obtidos pela escala do MEEM e MIF na população estudada apresentaram uma 
deficiência cognitiva leve e dependência. Isto pode indicar um perfil de fragilidade da 
população estudada, com incapacidade funcional e deficiência cognitiva. 
A síndrome de fragilidade em idosos constitui-se de uma interação complexa 
entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode estar relacionado a quedas, 
dependência nas atividades de vida diária, hospitalização e morte
18
. Os idosos 
considerados frágeis são aqueles que apresentam maior idade, menor escolaridade, 
doença crônica prévia, institucionalizados, em uso contínuo de medicações e queda 
da própria altura recente
21
. Uma das possibilidades de retardar o progresso dessa 
síndrome ou evitar o surgimento da mesma seria um acompanhamento periódico de 
uma equipe multidisciplinar que realizaria uma avaliação global do idoso
22
. 
25 
 
 
Um fator a ser considerado para a observação de manutenção dos escores de 
desempenho pode ser o curto período de intervenção. Talvez um período de 
intervenção mais longo seja necessário para identificar resultados mais satisfatórios 
em idosos fragilizados. 
No estudo de Menezes23 realizado com idosos fragilizados e institucionalizados 
com objetivo de verificar a efetividade de uma intervenção fisioterapêutica cognitivo-
motora, teve um resultado com eficácia na mobilidade, portanto na cognição e 
independência funcional não obtiveram resultados satisfatórios. Relacionaram este 
resultado a uma baixa frequência semanal e um curto período de tempo. 
Com a realização dos exercícios do Protocolo Otago, foi observado que 
durante as sessões os idosos relatavam uma melhora tanto da funcionalidade 
quanto da mobilidade. O presente estudo pode indicar que a execução dos 
exercícios pode ter retardado a perda do equilíbrio e da mobilidade dos idosos. 
Estudos relacionados ao Protocolo Otago comprovam sua eficácia na melhora do 
equilíbrio e prevenção a quedas. 
O estudo de Yoo24 que avaliou os efeitos dos exercícios Otago sobre equilíbrio, 
marcha e queda em mulheres idosas foi dividido em dois grupos: um que realizou 
exercícios e o outro que não realizou. Foi comprovado que o grupo de exercícios 
mostrou um aumento significativo da velocidade da marcha. Esta pesquisa mostrou 
que os exercícios são eficazes para melhorar o equilíbrio e a marcha . 
O estudo de Liston
25
 que teve como objetivo verificar o efeito de uma 
intervenção utilizando o Protocolo Otago com exercícios de equilíbrio multisensorial 
em pessoas idosas observaram uma melhora na marcha funcional e comprovaram 
que os exercícios podem ter um efeito benéfico sobre o risco de quedas em pessoas 
mais idosas. 
A pesquisa de Binns26 cujo objetivo foi avaliar o efeito de exercícios do 
Protocolo Otago sobre força e equilíbrio com a participação de idosas residentes da 
comunidade com mais de 80 anos, onde um grupo intervenção realizaram os 
exercícios e um grupo controle manteve suas atividades de vida diária, foi verificado 
que não houve melhorias estatisticamente significativas na força e equilíbrio após a 
intervenção e que os resultados precisam ser interpretados com cuidado, pois 
devido ao pequeno tamanho da amostra, o estudo foi insuficiente. 
Na escala de equilíbrio de BERG, a análise dos resultados entre os grupos não 
obteve uma diferença significativa, no entanto foi observado que no grupo 
26 
 
 
intervenção houve uma diferença menor quando comparado com o grupo controle. É 
possível indicar que os exercícios do Protocolo Otago retardaram a progressão do 
desequilíbrio. O estudo de Pimentel27 comparou o risco de quedas em idosos 
sedentários e ativos após prática de atividades físicas, uti lizaram como ferramenta 
de pesquisa a escala de equilíbrio de Berg pré e pós intervenção. Identificaram que 
o grupo sedentário teve uma pontuação pior que o grupo ativo pós intervenção, 
evidenciando que a prática regular de atividade física interfere no desempenho de 
equilíbrio. 
Nota-se que em relação ao teste de mobilidade entre os grupos houve uma 
diferença significativa nas avaliações inicial e final, o grupo que realizou os 
exercícios apresentou uma melhora no desempenho do teste na avaliação final, 
reduzindo o tempo de execução quando comparado com a avaliação inicial. O grupo 
que realizou somente a caminhada obteve uma piora entre avaliação inicial e final. 
A prática de exercícios físicos regularmente vem sendo comprovada através de 
estudos que melhora a mobilidade nos idosos. No estudo de Fernandes28 que 
verificou os efeitos de um programa de exercícios físicos sobre mobilidade e marcha 
em idosos, teve como resultados após seis meses de intervenção diminuição no 
tempo de realização do TUGT. 
Podemos observar que os exercícios do Protocolo Otago no presente estudo, 
foi efetivo para a melhora do desempenho do TUGT, porém pequena. Nas primeiras 
sessões foi observado que os idosos realizavam os exercícios com dificuldades, 
com o passar dos dias essas limitações foram diminuindo, mesmo quando os 
exercícios eram mais desafiadores. 
Podemos citar como limitações do estudo uma diferença de interpretação no 
momento das avaliações inicial e final entre os avaliadores, um curto período de 
tempo no processo de intervenção e o número reduzido de participantes. 
 
 
Conclusão 
 
Quando comparado grupo controle e intervenção, a análise dos resultados dos 
testes de mobilidade e equilíbrio não obtiveram uma diferença na análise descritiva, 
no entanto, foi observado que no grupo intervenção houve uma diferença menor 
27 
 
 
quando comparado com o grupo controle, conclui-se que os exercícios do Protocolo 
Otago retardaram a progressão do desequilíbrio. 
Os idosos avaliados possuíam um grau de independência modificada e 
apresentavam deficiência cognitiva leve, com relação ao equilíbrio possuíam uma 
locomoção segura, mas com recomendação de assistência pessoal ou com 
dispositivos auxi liares para a marcha, no que se refere a mobilidade apresentavam 
risco para quedas. 
 
 
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27. Pimentel RM , Scheicher ME. Comparação do risco de queda em idosos 
sedentários e ativos por meio da escala de equilíbrio de Berg. Fisioterapia e 
Pesquisa, São Paulo, 2009; 16(1): 6-10. 
 
28. Fernandes AMBL, Ferreira JJA, Stolt LROG, Brito GEG, Clementino ACCR, 
Sousa NM. Efeitos da prática de exercício físico sobre o desempenho da 
marcha e da mobilidade funcional em idosos. Fisioter. Mov., Curitiba, 2012; 
25(4): 821-830. 
 
 
https://www.jstage.jst.go.jp/AF06S010ShsiKskGmnHyj?chshnmHkwtsh=Ha-na+Yoo
https://www.jstage.jst.go.jp/AF06S010ShsiKskGmnHyj?chshnmHkwtsh=Ha-na+Yoo
https://www.jstage.jst.go.jp/AF06S010ShsiKskGmnHyj?chshnmHkwtsh=Byoung-Hee+Lee
https://www.jstage.jst.go.jp/AF06S010SryTopHyj?sryCd=jpts&noVol=25&noIssue=
https://www.jstage.jst.go.jp/AF06S010SryTopHyj?sryCd=jpts&noVol=25&noIssue=7
http://journals.sagepub.com/author/Liston%2C+Matthew+B
http://journals.sagepub.com/author/Alushi%2C+Ledia
http://journals.sagepub.com/author/Bamiou%2C+Doris-Eva
30 
 
 
5. ANEXOS 
 
Anexo 1 - Norma Revista FisioSenectus 
Diretrizes para Autores 
A revista FisioSenectus assume como base as normas adotadas pelo Comitê 
Internacional de editores de revistas médicas (estilo Vancouver) publicadas no 
ICMJE - Uniforme Requirements for Manuscripts Submited to Biomedical Journals 
(http://www.icmje.org/index.html). 
Categoria dos artigos 
A Revista Fisiosenectus publica prioritariamente artigos originais oriundos de 
pesquisa e ou relatos de experiência, veicula resumos de teses e dissertações, 
artigos de revisão sistemática e metanálise bem como emite notas sobre eventos e 
assuntos de interesse. 
Os conceitos e opiniões expressos nos artigos, bem como a exatidão e a 
procedência das citações são de exclusiva responsabilidade dos autores. Os 
editores reservam-se o direito de efetuar alterações ou cortes nos trabalhos 
recebidos para adequá-los às normas da revista, respeitando o esti lo do autor e o 
conteúdo original. 
A apresentação dos manuscritos deve obedecer às regras de formatação 
definidas nestas normas, diferenciando-se apenas pelo número permitido de páginas 
em cada uma das categorias: 
 Artigo original: Deverá ser escrito em português e conter entre 10 e 20 laudas. 
 Artigo de revisão sistemática ou metanálise: Deverá conter entre sete e dez 
laudas. Os artigos de revisão bibliográfica serão publicados apenas por 
convite dos editores da revista. 
O manuscrito deverá ser estruturado destacando os títulos e prevendo as 
seguintes seções: Introdução, Materiais e Métodos, Resultados, Discussão e 
Considerações finais ou conclusão. 
Pesquisas que envolvem seres humanos estão condicionadas ao cumprimento 
dos princípios éticos contidos na Declaração de Helsique e os artigos que 
apresentem resultados destas deverão conter uma clara afirmação deste 
cumprimento (tal afirmação deverá constituir o último parágrafo da seção 
Metodologia do artigo) e/ou deverão indicar o número de aprovação da pesquisa 
31 
 
 
emitido por Comitê de Ética, devidamente reconhecido pela Comissão Nacional de 
Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde (CNS). 
Estrutura dos artigos 
Os trabalhos deverão ser apresentados em formato Microsoft Word 97/2003 ou 
superior, digitados em formato A4, com fonte tipo Arial, tamanho 12, espaçamento 
1,5 cm entre linhas em todo o texto; margens 2,5 cm (superior, inferior, direita e 
esquerda); parágrafos alinhados em 1 cm. 
a) Título: Deve ser apresentado em alinhamento justificado, em negrito, 
conciso, informativo em até 15 palavras. Usar caixa alta somentena primeira letra 
do título que deve se apresentar nas versões da língua portuguesa e inglesa. 
Especificar em nota no fim do documento a indicação da agência de fomento, 
quando for o caso e, também, quando parte de Relatório de Pesquisa, Tese, 
Dissertação, Monografia de Final de Curso, entre outras. 
b) Autores: Devem ser apresentadas as seguintes informações: nome(s) 
completo(s) do(s) autor(es), titulação, instituição de origem e e-mail. 
c) Resumo, abstract e descritores: Devem ser apresentados após os autores, 
em português e inglês, digitado em espaço simples entre 150 a 250 palavras e deve 
conter introdução, objetivo, metodologia ou materiais e métodos e considerações 
finais ou conclusão. Destacar no mínimo três e no máximo seis termos de 
indexação, extraídos dos Descritores em Ciências da Saúde - DeCS da Bireme 
http://decs.bvs.br/. 
d) Estrutura do Texto: Deverá obedecer às orientações de cada categoria do 
manuscrito já descritas anteriormente, acrescida das referências, de modo a garantir 
uma uniformidade e padronização dos textos apresentados pela revista. 
e) Ilustrações: Tabelas, quadros e figuras devem ser limitados ao número 
máximo de 6 e numerados consecutiva e independentemente, com algarismos 
arábicos de acordo com a ordem de menção dos dados, e devem vir em folhas 
individuais e separadas ao final do manuscrito, com indicação de sua localização no 
texto. A cada um deve-se atribuir um título breve. As ilustrações e seus títulos 
devem estar centralizados e sem recuo, não ultrapassando o tamanho de uma folha 
A4. O autor responsabiliza-se pela qualidade das figuras (desenhos, ilustrações e 
gráficos) que permita a editoração sem perda de definição. As figuras devem ser 
encaminhadas no formato jpeg ou tiff. 
32 
 
 
f) Citações: Para citações "ipsis literis" de referências deve-se usar aspas na 
sequência do texto. As citações de falas/depoimentos dos sujeitos da pesquisa 
deverão ser apresentadas em letra tamanho 12, em estilo itálico e na sequência do 
texto. 
g) Referências: Devem ser apresentadas no mínimo de quinze (15) e não 
devem ultrapassar trinta (30) referências, numeradas consecutivamente na ordem 
em que forem mencionadas pela primeira vez no texto. Devem ser identificadas por 
números arábicos sobrescritos, sem menção aos autores, exceto quando 
estritamente necessária à construção da frase. Nesse caso além do nome deve 
aparecer o número da referência. Exemplo: Medeiros7. Ao fazer a citação 
sequencial de autores, separe-as por um traço (ex. 1-3); quando intercalados utilizar 
vírgula (ex. 2,6,11). Deve ser utilizado, preferencialmente, no mínimo 70% de artigos 
atualizados (últimos 5 anos). A exatidão das informações nas referências é de 
responsabilidade dos autores. 
h) Agradecimentos: Podem ser registrados agradecimentos, em parágrafo não 
superior a três linhas, dirigidos a instituições, fontes financiadoras ou indivíduos que 
prestaram efetiva colaboração para o trabalho, ao final do manuscrito. 
i) Referências: Devem ser numeradas consecutivamente, seguindo a ordem em 
que foi mencionada a primeira vez no texto, de acordo com o estilo Vancouver. Nas 
referências com 2 (dois) até o limite de 6 (seis) autores, citam-se todos os autores; 
acima de 6 (seis) autores, citam-se os 6 (seis) primeiros autores, seguido da 
expressão latina "et al". Os títulos de periódicos devem ser referidos de forma 
abreviada, de acordo com "List of journals indexed in index medicus" da National 
Library of Medicine. 
EXEMPLOS: 
Livros 
Murray PR, Rosenthal KS, Kobayashi GS, Pfaller MA. Medical microbiology. 4th ed. 
St. Louis: Mosby; 2002. 
Capítulos de livros 
Meltzer PS, Kallioniemi A, Trent JM. Chromosome alterations in human solid tumors. 
In: Vogelstein B, Kinzler KW, editors. The genetic basis of human cancer. New York: 
McGraw-Hill; 2002. p. 93-113. 
Dissertações e teses 
33 
 
 
Borkowski MM. Infant sleep and feeding: a telephone survey of Hispanic Americans 
[dissertation]. Mount Pleasant (MI): Central Michigan University; 2002. 
Artigos de periódicos 
Halpern SD, Ubel PA, Caplan AL. Solid-organ transplantation in HIV-infected 
patients. N Engl J Med. 2002 Jul 25;347(4):284-7. 
Rose ME, Huerbin MB, Melick J, Marion DW, Palmer AM, Schiding JK, et al. 
Regulation of interstitial excitatory amino acid concentrations after cortical contusion 
injury. Brain Res. 2002; 935(1-2):40-6. 
Artigos de periódicos eletrônicos 
Abood S. Quality improvement initiative in nursing homes: the ANA acts in an 
advisory role. 
Am J Nurs [serial on the Internet]. 2002 Jun [cited 2002 Aug 12];102(6). Available 
from: http://www.nursingworld.org/AJN/2002/june/Wawatch.htm 
OUTROS EXEMPLOS CONSULTAR 
http://www.nlm.nih.gov/bsd/uniform_requirements.html 
Os textos são de responsabilidade dos autores, não coincidindo, 
necessariamente, com o ponto de vista dos editores e do Conselho Editorial da 
revista. 
Condições para submissão 
Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a 
conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As 
submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos 
autores. 
A contribuição é original e inédita, e não está sendo avaliada para publicação 
por outra revista; caso contrário, deve-se justificar em "Comentários ao Editor". 
Os arquivos para submissão estão em formato Microsoft Word, OpenOffice ou 
RTF (desde que não ultrapassem 2MB) 
URLs para as referências foram informadas quando necessário. 
O texto está com fonte tipo Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5 cm entre linhas 
em todo o texto; emprega itálico em vez de sublinhado (exceto em endereços URL); 
as figuras e tabelas estão inseridas no final do documento. 
O texto segue os padrões de esti lo e requisitos bibliográficos descritos em 
Diretrizes para Autores, na seção Sobre a Revista. 
34 
 
 
A identificação de autoria do trabalho foi removida do arquivo e da opção 
Propriedades no Word, garantindo desta forma o critério de sigilo da revista, caso 
submetido para avaliação por pares (ex.: artigos), conforme instruções disponíveis 
em Assegurando a Avaliação Cega por Pares. 
Política de Privacidade 
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente 
para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para 
outras finalidades ou a terceiros. 
 
35 
 
 
Anexo 2 – Parecer do CEP 
 
 
 
 
 
PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP 
 
DADOS DO PROJETO DE PESQUISA 
Título da Pesquisa:Efetividade de um programa de exercícios para equilíbrio em idosos de 
um centro dia:protocolo Otago 
Pesquisador: Michele Lacerda Pereira Ferrer 
Área Temática: 
Versão: 2 
CAAE: 64223617.8.0000.5514 
Instituição Proponente: Universidade São Francisco-SP 
 
Patrocinador Principal: Financiamento Próprio 
DADOS DO PARECER 
Número do Parecer: 1.964.012 
Apresentação do Projeto: 
 
O projeto visa avaliar os efeitos do Protocolo Otago sobre o equilíbrio de 30 idosos de um 
Centro-dia em Bragança Paulista. 
 
Objetivo da Pesquisa: 
 
Verificar o efeito do Protocolo Otago para equilíbrio em idosos participantes do Centro dia 
em Bragança Paulista. 
 
Avaliação dos Riscos e Benefícios: 
Os riscos envolvidos com a pesquisa incluem eventuais quedas. 
Comentários e Considerações sobre a Pesquisa: 
Nesta segunda versão do projeto, foram realizadas as seguintes modificações no 
TCLE:inclusão do número de participantes no estudo; correções ortográficas; inclusão do 
tempo despendido para as avaliações. 
Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória: 
O TCLE foi modificado conforme solicitado pelo CEP. 
Recomendações: 
Não há. 
Endereço: SAO FRANCISCO DE ASSIS 218 
Bairro: JARDIM SAO JOSE CEP: 12.916-900 
UF: SP Município: BRAGANCA PAULISTA 
Telefone: (11)2454-8981 Fax: (11)4034-1825 E-mail: comite.etica@saofrancisco.edu.br 
 
 
 
UNIVERSIDADE SÃO 
FRANCISCO-SP 
36UNIVERSIDADE SÃO 
 
FRANCISCO-SP 
 
 
Continuação do Parecer: 1.964.012 
Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações: 
Não há. 
Considerações Finais a critério do CEP: 
APÓS DISCUSSÃO EM REUNIÃO DO DIA 09/03/2017, O COLEGIADO DELIBEROU 
PELA APROVAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISAS. 
Este parecer foi elaborado baseado nos documentos abaixo relacionados: 
 
Tipo Documento Arquivo Postagem Autor 
Situaçã
o 
 
Informações Básicas 
PB_INFORMAÇÕES_BÁSICAS
_DO_P 24/02/2017 Aceito 
do Projeto ROJETO_845441.pdf 19:31:22 
Outros carta_cep.docx 24/02/2017 Suéle de Castro Aceito 
 19:30:48 
Projeto Detalhado / projeto_atualizado.docx 24/02/2017 Suéle de Castro Aceito 
Brochura 19:29:15 
Investigador 
TCLE / Termos de TCLE_atualizado.docx 24/02/2017 Suéle de Castro Aceito 
Assentimento / 19:29:01 
Justificativa de 
Ausência 
Declaração de autorizacao.pdf 19/01/2017 Suéle de Castro Aceito 
Instituição e 18:29:22 
Infraestrutura 
Folha de Rosto folharosto.pdf 19/01/2017 Suéle de Castro Aceito 
 18:28:25 
 
Situação do Parecer: 
Aprovado 
Necessita Apreciação da CONEP: 
Não 
 
BRAGANCA PAULISTA, 14 de Março de 2017 
 
 
Assinado por: 
Alessandra Gambero 
(Coordenador) 
Endereço: SAO FRANCISCO DE ASSIS 218 
Bairro: JARDIM SAO JOSE CEP: 12.916-900 
UF: SP Município: BRAGANCA PAULISTA 
Telefone: (11)2454-8981 Fax: (11)4034-1825 E-mail: comite.etica@saofrancisco.edu.br

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