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ESTUDO RADIOGRAFICO DA COLUNA VERTEBRAL Anatomia Vértebras • Consiste em aproximadamente 50 vértebras, compreendendo as cervicais, torácicas, lombares, sacrais e as caudais. • O cão e o gato possuem: - 7 vértebras cervicais, 13 torácicas, 7 lombares, 3 sacrais e um número variado de vértebras caudais. Vértebras Cervicais • Variações na estrutura: 1 - Primeira vértebra atlas Vértebras Cervicais • Variações na estrutura: 2 – Segunda vértebra axis Vértebras Cervicais • Variações na estrutura: 3 – Outras vértebra (C3-C7) morfologia similar; Vértebras Torácicas • Estrutura: Vértebras Lombares • Estrutura: Vértebras Lombosacrais • Estrutura: Posicionamento/ Radiografia Segmento Cervical: - Posição lateral - Radiografia Posicionamento/ Radiografia Segmento Cervical: - Posição ventro-dorsal - Radiografia Posicionamento/ Radiografia Segmento Torácico: - Posição lateral - Radiografia Posicionamento/ Radiografia Segmento Torácico: - Posição ventro-dorsal - Radiografia Posicionamento/ Radiografia Segmento Lombar: - Posição lateral - Radiografia Técnicas de Contraste Mielografia: • A medula espinhal é delineada pelo meio de contraste positivo injetado no espaço subaracnóide. • Indicações: - Onde o exame neurológico indica lesão medular; - Determinar a significância de múltiplas lesões; Técnicas de Contraste Mielografia: • Indicações: - Determinar a presença de compressão da medula espinhal; - Embasar a decisão de indicações para cirurgia e o tipo de procedimento a ser indicado; Contra – indicações: • Se existir um quadro de doença inflamatória; • Se anestesia geral ou punção medular forem arriscadas; • Meios de contraste extremamente irritantes ao tecido nervoso ( utilizar meio de contraste não-iônico); Técnica: • Meio de contraste – Iohexol e o iopamidol - compostos de iodo, não – iônico, solúvel em água e possuem uma baixa osmolaridade; • Concentrações de 200 a 350 mg I/ ml são utilizadas; • Dose: punção cervical – 0,3 mg/kg até 0,5 mg/kg ( p/ avaliação da região lombar); punção lombar – 0,35 mg/kg até 0,5 mg/kg ( p/ avaliação da região cervical); Técnica: • Mielografia cervical: - Punção na cisterna magna; Técnica: • Mielografia lombar: - Punção entre L5-L6 em cães e entre L6-L7 em gatos; Interpretação Mielográfica • É possível obter uma impressão da localização da lesão relativa à medula espinhal; • É essencial que duas projeções radiográficas sejam realizadas – lateral e ventro-dorsal; • Lesões da medula são classificadas de acordo com sua localização em relação a medula espinhal e dura-máter. Interpretação Mielográfica • Classificação das lesões: Mielografia Normal Lesão extradural • Surgem externamente ao espaço subaracnóideo; • Coluna de contraste fica denteada, com um adelgaçamento correspondente no lado oposto, por causa da compressão. • Causas: - Hérnia de disco - Anormalidade congênita - Neoplasia - Discoespondilite/ Traumatismos Lesão extradural Lesão intradural-extramedular • Surgem de dentro do espaço subaracnóide, mas externo ao cordão espinhal; • Resulta no alargamento do cordão na posição lateral e desvio lateral na posição VD; • Causas: - Neoplasia (meningioma) Lesão intradural-extramedular Lesão intramedular • Surgem internamente a medula espinhal; • Divergência entre a coluna de contraste dorsal e ventral no local da lesão. • O alargamento focal do espaço subaracnóide forma o sinal em “montinho de areia de golfe”. • Causas: - Neoplasias - Afecção Inflamatória do SNC - Hemorragia/ edema Lesão intramedular Anomalias de desenvolvimento 1 - Subluxação atlanto-axial - agenesia/ hipoplasia do dente do axis; - não-união do dente do axis; - traumatismo; Anomalias de desenvolvimento 2 – Hemivértebras - Incapacidade de um corpo vertebral se desenvolver completamente; - Aspecto de borboleta na incidência VD; - Forma de cunha na incidência lateral; Anomalias de desenvolvimento 3 – Vértebras compactas - Incapacidade dos vários segmentos se separarem; - Diferenciar das condições inflamatórias ou degenerativas; Anomalias de desenvolvimento 4 – Vértebras Transicionais - Vértebras nas junções toraco - lombar, lombo – sacral e etc, possuem caraterísticas comuns; - Lombarização/ Sacralização; Doenças Degenerativas 1 – Discos Intervertebrais • Anatomia: - Ocupam os espaços entre os corpos vertebrais desde C2-C3 até S1; - Disco - Anel externo fibroso e laminado - Núcleo interno pulposo homogêneo e gelatinoso; - De T1-T10: possui o ligamento longitudinal dorsal reforçado pelos ligamentos intercapitais, dificultando protusão de disco nesta região. Discos Intervertebrais • Radiografia: - Posição lateral; - Segmentos curtos devem ser radiografados separadamente. • Aparência Normal: - Identificadas como lacunas radiotransparentes entre os corpos vertebrais; - Os espaços entre T10-T11, junções cervico- torácicas e lombo-sacrais são mais estreitas; Discos Intervertebrais Discos Intervertebrais • Degeneração: - Protusão de Hansen tipo I – raças condrodistróficas, idade precoce, alterações no núcleo pulposo, podendo progredir para o anel fibroso ( compressão – meningite); - Protusão de Hansen tipo II – idade avançada, alterações fibróides, dando origem a uma saliência, compressão medular; Discos Intervertebrais • Sinais Clínicos: - Tipo I: início repentino e graves; dor; deficiência neurológica e paralisia; - Tipo II: menos grave; ataxia progressiva e deficiência neurológica; Discos Intervertebrais • Sinais Radiológicos: - Calcificação de um ou - Estreitamento mais discos; do espaço IV Doenças Degenerativas • Espondilose - condição degenerativa das vértebras; - neoformação óssea nos aspectos cranioventral e caudoventral dos corpos vertebrais, mais comum em vértebras torácicas e lombares; Doenças Degenerativas • Espondilopatia Cervical - Cães jovens da raça de Dogue Alemão e Doberman de 3-10 meses de idade; - Incoordenação progressiva dos membros posteriores; - Mais comum em C5; C6 e C7; - Lesão dinâmica – evidente na flexão e na extensão; - Lesão não-dinâmica – mau alinhamento permanente; Espondilopatia Cervical • Sinais radiográficos: Doenças Degenerativas • Estenose Lombossacral - Pressão sobre a cauda equina – dor na região lombossacral; - Falta de coordenação dos membros pélvicos; - Incontinência urinária e fecal; Estenose Lombossacral Doenças Degenerativas • Discoespondilite - Processo Infeccioso nos discos e nas placas das extremidades; - Espaço intervertebral estreito; - Alteração na opacidade das placas das extremidades; - Processo de destruição/ neoformação nos aspectos ventrais e lateral; - Associação com Brucella canis e Staphylococcus aureus; Discoespondilite Fraturas e Deslocamentos • Sequela comum de atropelamento/ traumatismos; • Posiciomamento radiográfico cuidadoso; Neoplasia • Relativamente rara; • Osteossarcoma e osteocondroma – lesões metastáticas; • Neoplasias na medula espinhal - mielografia Hipervitaminose A Osteodistrofia Felina • Vitamina A é essencial para o crescimento ósseo endocondral/ estimula os osteoblastos; • Excesso de Vit. A – neoformação óssea nas vértebras cervicais, podendo causar fusão dos processos espinhosos; • Dor cervical e movimentos restritos do pescoço; Hipervitaminose A Osteodistrofia Felina ESTUDO RADIOGRAFICO DA COLUNA VERTEBRAL Anatomia Vértebras Cervicais Vértebras Cervicais Vértebras Cervicais Vértebras Torácicas Vértebras Lombares Vértebras Lombosacrais Posicionamento/ Radiografia Posicionamento/ Radiografia Posicionamento/ Radiografia Posicionamento/ Radiografia Posicionamento/ Radiografia Técnicas de Contraste Técnicas de Contraste Contra – indicações: Técnica: Técnica: Técnica: Interpretação Mielográfica Número do slide 21 Interpretação Mielográfica Mielografia Normal Lesão extradural Lesão extraduralLesão intradural-extramedular Lesão intradural-extramedular Lesão intramedular Lesão intramedular Anomalias de desenvolvimento Anomalias de desenvolvimento Anomalias de desenvolvimento Anomalias de desenvolvimento Doenças Degenerativas Discos Intervertebrais Discos Intervertebrais Discos Intervertebrais Discos Intervertebrais Discos Intervertebrais Doenças Degenerativas Doenças Degenerativas Espondilopatia Cervical Doenças Degenerativas Estenose Lombossacral Doenças Degenerativas Discoespondilite Fraturas e Deslocamentos Neoplasia Hipervitaminose A Osteodistrofia Felina Hipervitaminose A Osteodistrofia Felina