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Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Unidade 1 INTRODUÇÃO A CUSTOS: CONCEITO E SISTEMA DE CUSTEIO Aula 1 A Empresa Moderna e o Ambiente Competitivo A empresa moderna e o ambiente competitivo Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante. Vimos durante esta aula que existem outras formas de custeio, além do de absorção, para o gerenciamento de custos. Pois bem, no vídeo veremos como é a tomada de decisão baseada no método de custeio direto, aquele que considera os custos diretos como os indutores da decisão. Você verá também o conceito de margem de contribuição (MC), que auxilia os gestores em suas análises. Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula serão apresentados os principais conceitos de custos e custeio, pontos importantes para que uma empresa seja competitiva. Os custos de produção são variáveis que estão sob a responsabilidade dos gestores da empresa, oferecendo a eles a possibilidade de uma tomada de decisão mais segura. Você vai perceber que existem diversas formas de se alocar os custos para os produtos produzidos, não existindo um método único. Em mercados com muitos concorrentes, é quase impossível uma empresa aumentar seu lucro aumentando os preços de seus produtos. Dessa forma, o lucro será mantido, ou até mesmo aumentado, quando a gestão conhecer os custos de produção, podendo alterar a forma de alocação ou sua eliminação. Agora é a sua vez! Pro�ssionais que compreendem a ideia dos custos podem ser vitais para equipes que participam de projetos de novos produtos ou remodelamento de processos. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Vamos Começar! Apresentando o conceito de custos São muitos os fatores que podem levar uma empresa ao sucesso, desde o lançamento de produtos revolucionários até uma política de preços baixos bastante agressiva. É fundamental também que a empresa possa conhecer e gerenciar seus custos de maneira a manter o negócio o mais lucrativo possível. Quando analisamos qualquer tipo de empresa, precisamos conhecer três conceitos básicos importantes para encontrarmos o lucro: receita, despesa e custo. A receita é concebida como uma entrada de dinheiro – ou de um bem que possa ser quanti�cado monetariamente – ou a baixa de uma obrigação da empresa, que tenham como contrapartida a prestação de serviços ou entrega de produtos. As despesas compreendem a utilização ou o consumo de bens ou serviços durante o processo de obtenção de receitas (IUDICIBUS; MARTINS; GELBCKE, 2000). Na literatura acadêmica, os custos possuem as mesmas características das despesas. No entanto, por questões gerenciais, eles são relacionados aos insumos usados para a produção de produtos ou prestação de serviços (SANTOS et al., 2015). A partir de agora, usaremos os custos com essa de�nição, enquanto usaremos as despesas para classi�car o consumo de bens ou serviços não relacionados diretamente com o negócio principal da empresa. Despesas Custos Energia da sede. Consumo de água da sede. Salários da equipe de marketing. IPTU da sede. Matérias-primas. Depreciação de máquinas. Segurança da fábrica. Consumo de água da fábrica. Figura 1 | Exemplos de despesas e custos. Fonte: elaborada pelo autor. Os custos podem ser classi�cados de diversas formas, podendo destacar duas como as principais. Os custos, quando considerada sua relação direta com os produtos, podem ser classi�cados em diretos e indiretos. Os custos diretos são facilmente identi�cáveis na cadeia de produção. Já os custos indiretos não têm essa facilidade, isto é, será preciso algum critério para rateá-los entre produtos diferentes. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 2 | Classi�cação dos custos pela relação com o produto. Fonte: elaborada pelo autor. A segunda forma de classi�car os custos considera a relação deles com o nível de atividade. Assim, temos os custos �xos, aqueles que não se alteram conforme a quantidade de bens produzidos; já os custos variáveis, conforme se sugere, alteram seu valor conforme a quantidade de bens produzidos aumenta ou diminui. Figura 3 | Diferenciando os custos �xos das variáveis. Fonte: elaborada pelo autor. Quando a empresa já conhece o total dos custos, quer sejam os �xos quer sejam os variáveis, é o momento de atribuí-lo aos produtos prontos unitariamente. A essa atribuição damos o nome de custeio, que se subdivide em integral, parcial e direto. O custeio integral é o sistema em que todos os custos �xos e variáveis, além das despesas, são alocados em cada produto. O conceito �cará mais claro ao observarmos a �gura a seguir: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS ESQUEMA BÁSICO DO CUSTEIO INTEGRAL a. consumo de matéria- prima b. mão de obra direta c. custos indiretos da fabricação soma: ( ) custos de produção d. despesas indiretas da administração e. despesas indiretas da distribuição f. despesas diretas da venda soma: ( ) despesa total soma: ( ) custo total do produto g. receita soma: (lucro ou prejuízo) h. preço de venda MP - (variável proporcional) MOD - (variável) CIF - (variáveis e �xos) CP - DIA - (�xos) DID - (predominantemente �xos) DV - (variáveis) DT - CT - R - Re - Pv - Figura 4 | Componentes do custeio integral. Fonte: Santos et al. (2015). No custeio parcial, como o próprio nome sugere, os custos �xos, parcialmente ou em sua totalidade, não são considerados na apropriação dos custos aos produtos. Por �m, temos o custeio direto, que não considera os custos �xos nas apropriações. Siga em Frente... Custos diretos versus custos indiretos Imagine que você esteja com bastante fome num dia. Para diminuí-la, você vai à seção de biscoitos de um supermercado qualquer, que ofereça dezenas de produtos de marcas diferentes. Nesse momento, sua escolha está condicionada a fatores como seu paladar, preço ou apresentação do produto. Se você pudesse trocar de lugar e se tornasse o fabricante de uma daquelas marcas de biscoitos, veria que seu produto está inserido num setor do mercado altamente competitivo, onde é quase impossível individualmente exercer in�uência de preços. a + b + c = d e + f + g = h d + h = i j − i = resultado Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Nesse contexto, resta a essas empresas gerenciar seus custos para que o negócio se mantenha lucrativo. O gerenciamento de custos pressupõe controle sobre diversos dados gerados pela produção. Dados esses que estarão registrados na contabilidade da empresa. Com os dados todos conhecidos, teremos o início da análise de custos, que será de grande importância para a tomada de decisão. Os dados obtidos na contabilidade, sozinhos, não permitirão muitas conclusões sobre a análise dos custos. Por isso, eles precisam ser analisados e classi�cados sob critérios da Contabilidade de Custos. A primeira classi�cação se baseia em relação ao objeto de mensuração. Assim, os custos podem ser diretos ou indiretos. Figura 5 | Alocação de custos diretos. Fonte: elaborada pelo autor. No exemplo anterior, �ca bastante clara a quantidade de cada matéria-prima necessária para a produção dos veículos. Os custos diretos, além de matérias-primas, podem ser energia elétrica, salários de pro�ssionais da fábrica, embalagens, tributos, etc. A mesma facilidade vista na alocação dos custos diretos não é observada quando tratamos os custos indiretos. Será preciso realizar algum tipo de rateio para que cada unidade produzida receba uma pequena parte desses custos. Veja a �gura a seguir. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 6 | Rateando os custos indiretos. Fonte: elaborada pelo autor. A �gura nos mostra que o aluguel da fábrica é de R$ 100 mil para a produção de três tipos de veículos, totalizando 90 mil unidades. Esse aluguel deve ser repassado para cada unidade produzida com o objetivo de a empresa conhecer o custo total de cada carro. No entanto, não �ca claro quantoFornecimento: menciona o atendimento da demanda de empresas e distribuidores, mediante o cumprimento de prazos de entrega e a articulação dos fornecedores. Estoque: diz respeito ao gerenciamento de volumes de itens e mercadorias que são indispensáveis ao atendimento dos clientes, evitando excessos, perdas e prejuízos. Localização: enfatiza a posição geográ�ca da empresa e as relações dessa posição com possíveis vantagens competitivas de logística e distribuição, aproximação com produtores, etc. Transporte: menciona o deslocamento de mercadorias aos clientes, paralelamente aos processos de logística reversa, isto é, do ambiente de consumo até seu local de origem. Informação: resume um conjunto de dados que o agente empreendedor coleta e manipula em seu ambiente de mercado, integrando essas informações à sua origem e aos setores da empresa para gerenciar seus resultados. Características gerais dos modelos SCM A partir desses elementos-chave, é possível veri�car que o gerenciamento da cadeia de suprimentos deve ser realizado a partir de �uxos e processos que otimizam a e�ciência das empresas envolvidas, por meio de algumas etapas que re�etem a realidade de cada segmento de mercado, da seguinte forma (CHOPRA; MEINDL, 2016): Fornecimento: como destacado, enfatiza o abastecimento das empresas produtoras/distribuidoras em suas respectivas demandas. Estocagem: consiste em uma ação de gerenciamento de estoques por meio de sistemas de recebimento, organização e alocação de insumos e mercadorias a serem consumidas na atividade produtiva. Produção: é a atividade transformadora por meio do consumo de recursos de acordo com prazos predeterminados. Distribuição: envolve mecanismos logísticos e modais de transporte que viabilizam a entrega das mercadorias sob pressupostos de qualidade e e�ciência, seja por meio de soluções próprias (frotas, entregadores, etc.) ou agentes terceirizados e empresas especializadas. Informação: enfatiza o compartilhamento de documentações de origens diversas (notas �scais, documentos aduaneiros, notas de pagamento, etc.), além de informações sobre cargas (rastreio, condições do produto), comunicação de eventuais incidentes e acidentes, além dos �uxos de pagamento após a entrega. Operacionalização de estoques Os diferentes modelos de supply chain enfatizam a fase de armazenamento como uma etapa crucial para a formação de resultados: à medida que um estoque pode representar uma “margem de segurança” à empresa, por meio de reservas que atendem �utuações da oferta e da demanda, Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS é necessário calcular volumes ideais que evitem tanto um esgotamento dessa disponibilidade (e consequente in�ação) quanto uma superprodução que leva à queda de preços e perda de produtos. Figura 2 | Empresa de armazenamento do tipo self storage. Fonte: Wikimedia Commons. Dessa forma, as empresas contemporâneas procuram ajustar seus �uxos de informação para atender seus clientes do modo mais rápido e e�ciente possível, evitando custos inerentes à formação de estoques, revertendo, de certa forma, o padrão vigente até o século XX, no qual a formação de grandes volumes armazenados tinha a função de conservar receitas de venda paralelamente à possibilidade de pressionar fornecedores para baixar os seus próprios preços de oferta (TAYLOR, 2005). Vamos Exercitar? Abordagens de uma cadeia de suprimento Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Modelos SCM e suas aplicações Os modelos SCM podem ser aplicados a uma série de situações que re�etem a realidade do mercado ao articular demandas e interesses dos agentes econômicos em relação ao suprimento de mercadorias e produtos diversos. Assim sendo, a gestão desses modelos é estruturada a partir de quatro aplicações, quais sejam (TAYLOR, 2005): 1. Distâncias e rotas a serem percorridas entre o local de extração dos insumos, a indústria e os clientes (consumidores e/ou pontos de venda) – no ciclo de produção de rapadura, por exemplo, os engenhos estão próximos às lavouras de cana-de-açúcar e de lá partem os produtos prontos para mercados e distribuidores. 2. O tempo minimamente necessário para a �nalização do produto (desde o recebimento da cana, passando pelo cozimento e processamento do melado). 3. A demanda dos consumidores por essas mercadorias (que se acelera, por exemplo, em períodos de festa junina e nos meses de inverno). 4. Armazenamento de produtos e gestão de estoques. Um dos modelos mais comuns de cadeia de suprimento é o modelo SCOR (sigla para Supply Chain Operations Reference, isto é, Referência de operações da cadeia de suprimentos). Nesse modelo, ocorre uma descrição de processos da cadeia de suprimentos de modo a integrar fornecedores, empresas e consumidores no padrão de retorno e logística reversa (CHOPRA; MEINDL, 2016). Ou seja, no momento em que um cliente realiza uma compra, a empresa vendedora retorna ao seu fornecedor para obter novos produtos que darão continuidade ao ciclo de distribuição e venda, de acordo com o exemplo destacado na Figura 3, que se segue: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 3 | Representação do modelo SCOR. Fonte: elaborada pelo autor. Os modelos contemporâneos de cadeia de suprimentos, por sua vez, são conhecidos como Supply Chain 4.0, à medida que incorporam conceitos relacionados à Indústria 4.0, como a automação de processos administrativos e rotinas produtivas, a inteligência arti�cial e a integração de equipamentos conhecida como Internet das Coisas (IoT). Nessa abordagem, predomina o compartilhamento de informações estratégicas sobre a cadeia de suprimento, atualizando os agentes em tempo real para a eliminação de desperdício e consequente redução de custos de operação. Modelos de operacionalização de estoques O enfoque contemporâneo para a manipulação de estoques destaca a importância da e�ciência (a operação com mínimos recursos) para a maximização de retornos sem pressionar os preços �nais ao consumidor. Dessa forma, os modelos de gestão de estoques conhecidos como Cross Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Docking, por exemplo, são orientados para transportar os produtos ao cliente assim que deixam a linha de produção, dispensando a fase de estocagem. Assim, com esses modelos, é possível perceber que a fase distributiva alia-se à gestão da produção por meio de soluções Just-in-Time, que determinam fases precisas da relação com fornecedores e clientes para reduzir estoques e despesas administrativas (TAYLOR, 2005). Saiba mais Você poderá realizar uma complementação dos conceitos apresentados nesta aula ao consultar o artigo Projeto da cadeia de suprimento: uma visão dinâmica da decisão fazer versus comprar, de autoria de Luiz Carlos Di Serio e Mauro Sampaio. Nesse estudo, os autores apresentam características e exemplos de modelos de decisão, enfatizando que a alta velocidade de evolução dos setores de mercado pressiona para um aprimoramento constante das competências das empresas em promover o suprimento de seus clientes e parceiros. DI SERIO, L. C.; SAMPAIO, M. Projeto da cadeia de suprimento: uma visão dinâmica da decisão fazer versus comprar. Revista de Administração de Empresas, v. 41, n. 1, São Paulo, jan/mar. 2001. Referências CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2016. DI SERIO, L. C.; SAMPAIO, M. Projeto da cadeia de suprimento: uma visão dinâmica da decisão fazer versus comprar. Revista de Administração de Empresas, v. 41, n. 1, São Paulo, jan/mar. 2001. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rae/a/9yFdddLTfPJtW5gsMLn7p8w/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 21 fev. 2023. PINDYCK, R.; RUBINFELD, D. Microeconomia. 8. ed. São Paulo: Pearson, 2013. TAYLOR, D. Logística na cadeia de suprimentos: uma perspectiva gerencial. São Paulo: Pearson, 2005. https://www.scielo.br/j/rae/a/9yFdddLTfPJtW5gsMLn7p8w/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/rae/a/9yFdddLTfPJtW5gsMLn7p8w/?format=pdf&lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVASE LOGÍSTICAS Aula 2 Fornecedores Fornecedores Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, você poderá realizar um resgate dos conceitos destacados nesta aula ao aprofundar re�exões a respeito da gestão de fornecedores e seus impactos sobre a continuidade dos negócios das empresas. Você poderá perceber que esse relacionamento in�uencia, por exemplo, na redução da capacidade ociosa e de diversos riscos operacionais. Ponto de Partida Estudante, receba as boas-vindas a este momento, no qual você irá aprofundar suas re�exões a respeito da composição de uma cadeia de suprimento com vista ao estudo dos fornecedores. Ou seja, espera-se que, neste momento, você tenha condições de avaliar a importância de estabelecer sinergias entre fornecedores e empresas produtoras/distribuidoras de mercadorias diversas, a �m de atender ao principal pressuposto dessas cadeias de suprimento, qual seja o atendimento e�ciente dos clientes e consumidores �nais. Dessa forma, esta aula contribui diretamente para os resultados de aprendizagem desta unidade e para o seu cotidiano pro�ssional ao destacar a relevância dos estudos sobre composição de estoques, os mecanismos de negociação entre fornecedores e clientes, bem como a sua contribuição para a continuidade dos negócios de quaisquer empresas. En�m, tudo pronto para começar? Então, bons estudos! Vamos Começar! Fornecedores e estoques Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Dimensões do fornecedor para a empresa Ao desenvolver uma atividade produtiva, qualquer empresa demanda obter um conjunto de recursos – insumos e matérias-primas, mão de obra quali�cada, ativos naturais, tecnologia, recursos energéticos, etc. – que são indispensáveis para a realização da oferta, isto é, do suprimento de bens que irão remunerar a empresa por suas funções no mercado. Esses recursos, com efeito, serão obtidos junto a outros agentes – pessoas físicas ou, mais comumente, empresas –, que detêm o seu controle e o disponibilizam de acordo com sua própria política de preços e cobertura de custos. Dessa forma, esses agentes são fornecedores de outras empresas, cujas obrigações residem em apresentar, a prazos determinados, uma série de itens necessários para a sua transformação em outros bens que irão, por sua vez, abastecer uma cadeia de suprimento (supply chain) (TAYLOR, 2005). Dessa maneira, a relevância dos fornecedores se estabelece à medida que eles são necessários para a sustentação de um ciclo operacional: somente ocorrerá produção quando os fornecedores honram seus compromissos e entregam seus próprios pedidos, que serão renovados (em um processo de logística reversa) tantas vezes quanto a empresa produtora realizar suas vendas aos consumidores �nais. Consequentemente, a falha de planejamento decorrente de um descumprimento dessas metas de entrega e compromisso pode levar a um “efeito cascata”, no qual os distribuidores da empresa produtora não recebem mercadorias, os clientes �nais não recebem produtos, as prateleiras se esvaziam, etc. Gestão de fornecedores A partir da conjuntura adversa mencionada no tópico anterior – em que um fornecedor deixa de fazer frente aos seus deveres e compromete toda a cadeia de suprimento – você pode perceber que a gestão desses contratos constitui-se como uma dimensão estratégica de qualquer empresa; a gestão de fornecedores consiste, portanto, em uma atividade de gerenciamento das compras da empresa e pode ser desdobrada a partir dos seguintes processos (CHOPRA; MEINDL, 2016): De�nição dos parceiros preferenciais para o estabelecimento de contratos de compra. Escolha e avaliação (inicial e continuada) dos fornecedores. Monitoramento de atividades (por meio de �uxos de informação). Implementação de mecanismos de relacionamento. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 1 | Aspectos básicos da gestão de fornecedores. Fonte: elaborada pelo autor. O gestor de compras, portanto, é o agente mais próximo dos fornecedores, uma vez que dele emanam decisões que provocam o mercado por meio de pedidos (ocasionais ou recorrentes) que suprem a empresa produtora. Essa capacidade decisória demanda, por sua vez, uma capacidade de negociação que é proporcional à competência do gestor, mas também é proporcional ao poder de mercado da empresa compradora, isto é, à sua capacidade de in�uenciar a determinação de preços destes contratos. Planejamento e controle de estoques As decisões de compra implicam, naturalmente, o recebimento de mercadorias e insumos que tornam viável a produção; é necessário, porém, realizar o adequado acondicionamento desses estoques de recursos, de modo a evitar a formação de custos de oportunidade e o desperdício desses recursos. O estoque tem, portanto, um papel regulador da produção e distribuição e in�uencia o mercado a partir dos níveis de preços correntes, que podem dar margem a negociações vantajosas por parte da empresa produtora (TAYLOR, 2005). Siga em Frente... Gestão de fornecedores Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Gestão de fornecedores e gerenciamento de gastos Um dos benefícios mais diretos da gestão de fornecedores é o alinhamento das ações dos gestores de compras da empresa à sua respectiva cadeia de suprimentos; trata-se, portanto, de um processo que visa reduzir as distorções de informação por meio da de�nição de responsabilidades no interior da referida cadeia, onde são realizadas contínuas operações de reposição (TAYLOR, 2005). Ou seja, ao perceber que a relação entre fornecedores e empresas compradoras é contínua, isto é, há uma demanda constante por produtos e mercadorias a serem entregues, o gestor de compras deverá possuir um grau de previsibilidade a respeito do cumprimento de prazos e preços que tornará possível “manobrar” os pedidos ao longo da cadeia de suprimentos, seja por meio de encomendas aos fornecedores, seja por meio de entregas a serem realizadas para as distribuidoras e consumidores �nais. Figura 2 | Ciclos de decisão e compra entre agentes. Fonte: elaborada pelo autor. Desse modo, as decisões de gasto – que consistem em desembolsos que a empresa deve efetuar para �nanciar sua atividade, seja por meio de seu caixa ou de sua estrutura de ativos –, poderão ser gerenciadas de modo a viabilizar o planejamento �nanceiro da empresa e alinhá-lo ao planejamento estratégico, de�nido pela empresa para horizontes de longo prazo. Programas de reposição contínua e controle de estoques Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Nas empresas contemporâneas, é comum que a gestão de estoques ocorra de forma centralizada, isto é, de modo a articular as decisões de compra em um único agente ou segmento da empresa, o qual tem a responsabilidade de controlar os �uxos de pedidos (entrada e saída de produtos) na cadeia de suprimentos. Desse modo, ao adotar essa alçada de decisões centralizadas, torna-se possível de�nir modelos de ação (programas) que estruturam o controle de estoques de insumos e produtos �nais e sua respectiva reposição, quais sejam, os programas de reposição contínua, ou CRP (Continous Replenishment Program), e os programas de estoque controlado pelo fornecedor, ou VMI (Vendor-Managed Inventory) (CHOPRA; MEINDL, 2016). Nos modelos do tipo CRP, a empresa produtora ou o fornecedor repõe o seu cliente (sobretudo entre os varejistas) a partir de dados do software do Ponto de Venda (PDV). No CRP, as compras poderão ser controladas diretamente pelo distribuidor, pelo fornecedor ou por terceiros (empresas de veri�cação, funcionários, etc.), de modo que as saídas de estoque do PDV são imediatamente registradas até que se veri�que um nível crítico que demanda reposição das mercadorias. A abordagem de controle pelo fornecedor (VMI), por sua vez, baseia-se na capacidade do fabricante (fornecedor) em controlar os estoques de produtos dos clientes (varejistas). Desse modo,os estoques de produtos podem ser mantidos em consignação, continuando a pertencer ao fornecedor até o instante da venda. Consequentemente, se faz necessário que o varejista transmita informações sobre a demanda ao fornecedor, de modo a alinhar previsões desse fabricante e facilitar uma alocação ótima de recursos, isto é, que evite o desperdício e os gastos excessivos com estocagem de produtos sem demanda (CHOPRA; MEINDL, 2016). Vamos Exercitar? Impactos da gestão de fornecedores para uma empresa Gestão de fornecedores e estoques no modelo CRP Ao observar que, nos sistemas CRP, o controle de estoques é exercido pelo varejista (que é o proprietário desses volumes de mercadorias), ocorre uma facilidade maior de implementar tais soluções de gerenciamento de fornecedores a partir dos depósitos, isto é, a cadeia de suprimento se torna mais e�ciente à medida que os varejistas compartilham informações relativas aos seus estoques que ainda não foram disponibilizados nos PDVs e �cam responsáveis pelo poder de decisão a respeito do que será comprado (e do quanto será comprado) (TAYLOR, 2005). Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Por exemplo, nos supermercados, a propriedade do estoque armazenado compete ao varejista (nos sistemas CRP), que tem alçada para de�nir se as reposições serão realizadas no momento desejado e sob quantidades por ele delimitadas; eventualmente, a sazonalidade de um produto (que gera oscilações na demanda) pode provocar uma decisão de redução ou aumento dos volumes negociados frente à média geral. Dessa forma, é conveniente operar com estoques minimamente necessários para o atendimento da demanda, para que não haja perda de produtos por validade e/ou deterioração. Gerenciamento de mercadorias no modelo VMI Nos sistemas controlados pelo fornecedor (VMI), compete ao fabricante determinar o momento e a quantidade de itens a serem entregues para o varejista, repondo o estoque de acordo com as vendas registradas. Esse método, porém, apresenta vantagens e desvantagens que devem ser observadas pelo varejista ao efetivar seu contrato de fornecimento com uma empresa produtora ou distribuidora. A gestão de fornecedores observa a importância de estabelecer parcerias estratégicas com fornecedores distintos, de modo a estimular a concorrência de preços e evitar um poder de negociação excessivo por parte do fornecedor, que impacta nas perspectivas de lucro da empresa compradora. Desse modo, os varejistas costumam operar com fornecedores concorrentes, cujos produtos podem ser “substituídos” nos PDVs sem grande prejuízo ao cliente e seu per�l de demanda – como ocorre, por exemplo, nos supermercados que operam vendas de produtos de primeira e segunda linhas e eventualmente optam por fornecedores de produtos mais econômicos (CHOPRA; MEINDL, 2016). Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 3 | Gôndola de supermercado. Fonte: Wikimedia Commons. Ou seja, se o varejista opera pelo modo VMI e possui contrato de exclusividade, os estoques do varejista poderão ser maiores do que o considerado ideal – situação essa que ocorre, por exemplo, nas bancas de jornais e lojas de conveniência que operam com distribuidores exclusivos, onde o excesso de jornais e revistas, conhecido como “encalhe” é assumido pelo fornecedor, que se responsabiliza pelo gerenciamento do estoque. Saiba mais O artigo Metodologias para seleção de fornecedores: uma revisão da literatura, de autoria de Joana Coelho Viana e Luciana Hazin Alencar, complementa as temáticas propostas nesta aula ao realizar uma revisão de estudos relativos à gestão de fornecedores. Mediante a leitura desse texto – sobretudo o terceiro tópico O contexto da seleção de fornecedores, você poderá perceber que essa dimensão da gestão da cadeia de suprimentos https://www.scielo.br/j/prod/a/Nsnz3b7smQDNStZKvw4sQPy/?format=pdf&lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS vem se aprimorando continuamente, de modo a incluir fatores qualitativos de decisão que complementam os elementos objetivos de decisão, como preço, prazo e qualidade. VIANA, J. C.; ALENCAR, L. H. Metodologias para seleção de fornecedores: uma revisão da literatura. Produção, vol. 22, n. 4, dez. 2012. Referências CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2016. PINDYCK, R.; RUBINFELD, D. Microeconomia. 8. ed. São Paulo: Pearson, 2013. TAYLOR, D. Logística na cadeia de suprimentos: uma perspectiva gerencial. São Paulo: Pearson, 2005. VIANA, J. C.; ALENCAR, L. H. Metodologias para seleção de fornecedores: uma revisão da literatura. Produção, vol. 22, n. 4, dez. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/prod/a/Nsnz3b7smQDNStZKvw4sQPy/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 22 fev. 2023. Aula 3 Relacionamento Relacionamento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, você terá condições de realizar uma complementação dos conceitos apresentados nesta aula ao conhecer um pouco mais sobre os sistemas de relacionamento e suas aplicações, enfocando a relação entre empresas e consumidores. Desse modo, será possível perceber a https://www.scielo.br/j/prod/a/Nsnz3b7smQDNStZKvw4sQPy/?format=pdf&lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS importância dos processos de transmissão de informações entre agentes para a continuidade e o funcionamento de uma cadeia de suprimentos. Ponto de Partida Estudante, receba as boas-vindas a esta aula. Neste momento, você terá condições de desenvolver mais conhecimentos a respeito dos processos de gerenciamento da cadeia de suprimentos (SCM) a partir da dinâmica do relacionamento, isto é, a partir de processos que destacam as formas (interfaces) de comunicação e articulação de interesses entre uma empresa, seus fornecedores e seus clientes. Consequentemente, as plataformas e os modelos que enfocam a dinâmica do relacionamento são construídos para fornecer macroprocessos baseados em informações que transitam entre esses agentes, dinamizando os resultados da empresa e impulsionando a produção e o consumo de bens e serviços. Dessa forma, este conteúdo apresenta ressonância em sua vida pro�ssional ao destacar de que modo um agente deve estabelecer relacionamentos para promover seu próprio crescimento e seu potencial de ganhos em seu ambiente de atuação. En�m, tudo pronto para começar? Então, bons estudos! Vamos Começar! Gerenciamento de relacionamento Relacionamentos em uma cadeia de suprimentos A articulação entre agentes em uma cadeia de suprimento pressupõe a existência de formas distintas de relacionamento que se estabelecem entre fornecedores, produtores, distribuidores e consumidores. Ou seja, ao considerar a formação de elos entre os responsáveis pela produção, oferta e demanda de mercadorias, é necessário ter em conta que esses elos correspondem a processos formalmente estabelecidos (por contratos, ordens de compra e venda, etc.) que formam uma interface dentro de uma empresa e também entre a empresa e outros stakeholders, que são as partes interessadas, isto é, agentes que mantêm alguma vinculação com os resultados da empresa, sobretudo seus clientes (compradores) e fornecedores (vendedores). Consequentemente, esses relacionamentos se estabelecem a partir de macroprocessos, isto é, de sistemas que resumem as trocas de informações e recursos que alinham os resultados de Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS curto prazo com os objetivos de longo prazo, que as empresas de�nem para o seu planejamento a partir de suas expectativas de vendas e custos de produção e distribuição. Supply chain e elementos de Logística A Logística pode ser compreendida como uma área do conhecimento humano que visa controlar essas etapas de deslocamento que fazem parte da cadeia de suprimento, em �uxos que envolvem pedidos (do cliente (comprador) parao fornecedor (vendedor)), entregas (do fornecedor ao cliente) e pagamentos (do cliente para o fornecedor). Cumpre destacar, ainda, que no modelo produtivo atual deve-se considerar também os �uxos de informação como parte dos macroprocessos de logística, à medida que destaca situações que envolvem o cumprimento de cronogramas e contratos, avisos de disponibilidade de produtos, encomendas personalizadas pelo cliente, previsões de entrega, etc. (TAYLOR, 2005). Figura 1 | Fluxos de informação em uma cadeia de suprimentos. Fonte: elaborada pelo autor com base em Taylor (2005). Como já mencionado, o gerenciamento da cadeia de suprimentos é uma dimensão essencial para a continuidade e sobrevivência de uma empresa: no século XXI, consolidam-se no mercado as empresas que desenvolvem métodos ágeis (e baratos) de entregar suas mercadorias aos consumidores. Essa entrega, vale dizer, vai além da etapa de transporte relativa à “última milha”, isto é, do distribuidor ao ponto de venda, integrando fases de gerenciamento de materiais, isto é, dos recursos que circulam desde a etapa de recolha dos insumos até a entrega dos produtos �nais. Etapas da cadeia de suprimento Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Uma cadeia de suprimento está essencialmente ligada a �uxos de fornecimento, produção, estocagem, localização (logística reversa), transporte e informação; esses conceitos, quando integrados, permitem desenvolver os mencionados macroprocessos, que conduzem recursos desde o produtor de insumos até o consumidor �nal, por meio de pedidos e pagamentos (CHOPRA; MEINDL, 2017). Dessa forma, você pode perceber que essa cadeia igualmente deverá gerenciar �uxos de compras e custos (despesas e pagamentos) que remetem à dinâmica operacional da empresa, isto é, às suas diferentes atividades-�m. Esses �uxos dependem de planejamentos e captação de dados para que esses agentes possam aprimorar seus macroprocessos com paralela redução de custos e elevação da e�ciência no atendimento, visando satisfazer seus clientes. Siga em Frente... Logística e sistemas de relacionamento Gestão de relacionamentos e logística Uma cadeia de suprimentos está associada não apenas às formas de deslocar mercadorias ao menor custo possível. Trata-se, na verdade, de manter contatos e trocas de dados constantes entre os agentes que compõem essa cadeia, a partir de quatro �uxos principais, quais sejam (CHOPRA; MEINDL. 2017): 1. Fluxos de demanda, que movimentam a cadeia de suprimento por meio do envio de pedidos do cliente à empresa; essa demanda irá mobilizar, por sua vez, um �uxo de suprimentos indispensáveis à execução do pedido, de acordo com a sua disponibilidade junto aos produtores. 2. Fluxos de caixa, que destacam a movimentação de recursos �nanceiros para a cobertura de custos e despesas administrativas que são inerentes à produção (matéria-prima, aluguéis, licenças de produção, fretes, etc.); à medida que os suprimentos vão sendo alocados, a empresa produtora deverá realizar pagamentos por produtos e serviços, na expectativa de ser remunerada posteriormente por esses desembolsos (a partir das vendas já contratadas mediante pedidos). 3. Fluxos de suprimentos, já destacados e que envolvem atividades de transporte, armazenagem e entrega de insumos para empresas produtoras e produtos acabados para empresas atacadistas e entrepostos de distribuição. 4. Fluxos de informação, que estão de certa forma embutidos nos �uxos 1, 2 e 3 e remetem ao relacionamento entre clientes (compradores) e vendedores (fornecedores), seja por mecanismos formais (ordens de pagamento, e-mails, minutas contratuais) ou por feedbacks a serem oferecidos pelos agentes durante as etapas de produção e distribuição, em um processo de atualização contínua e, preferencialmente, em tempo real. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 2 | Fluxos de relacionamento em uma cadeia de suprimento. Fonte: elaborada pelo autor com base em Taylor (2005). Nesse processo, onde �uxos de diferentes origens ocorrem de forma constante, ocorre um desa�o em relação à necessidade de encontrar um equilíbrio entre a dimensão e a frequência desses �uxos, com o objetivo de reduzir custos logísticos e despesas operacionais (TAYLOR, 2005). Relacionamentos e a cadeia de suprimentos Em quaisquer per�s de cadeia de suprimentos, os relacionamentos se estabelecem a partir de trocas de informação entre clientes e vendedores. Em geral, essas cadeias podem apresentar um per�l totalmente �exível (no qual a empresa produtora direciona o produto �nal diretamente ao consumidor), ou, por exemplo, um per�l de abastecimento contínuo, onde o fornecedor atende clientes já �delizados com pedidos que se renovam sempre que as mercadorias chegam ao seu ponto de reposição (um limite mínimo de estoque a partir do qual novas encomendas são efetivadas. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS A e�ciência e a capacidade de resposta de uma cadeia de suprimentos, portanto, depende desses relacionamentos que se estabelecem entre clientes e vendedores a partir de abordagens distintas, a saber (SERRÃO, 2005): Parceria estratégica: ocorre no momento em que ambas as partes aplicam volumes altos de investimento (recursos) nesse relacionamento, em sinergias que podem produzir contratos de exclusividade entre os agentes. Relação de mercado: é comum a ambientes concorrenciais, onde as partes atuam com ativos sem especialização, isto é, em relacionamentos com diferentes empresas em seu segmento. Produtor cativo: é uma relação adversa, na qual o produtor é dependente de um fornecedor que pode, por vontade própria, mudar seus negócios na direção de outros parceiros. Fornecedor cativo: ocorre no momento em que o fornecedor é obrigado a realizar investimentos e/ou concessões elevadas para manter ou �delizar seus negócios com o cliente. Vamos Exercitar? Relacionamento em ambientes de mercado Relacionamentos e informação na Indústria 4.0 Os padrões contemporâneos de produção e distribuição, associados à inteligência arti�cial, à automação de processos e à Internet das Coisas (IoT) levaram os relacionamentos entre produtores e consumidores a um novo patamar, de modo que os �uxos de demanda e de caixa se atualizam para promover macroprocessos que, em muitos casos, alteram profundamente os modelos tradicionais da cadeia de suprimento, que envolviam produtores, distribuidores e varejistas, até o consumidor �nal. Essa dinâmica pode ser observada, como exemplo, a partir de empresas de informática que, com o advento da internet, migraram para o segmento B2C (business to consumer), onde a empresa entrega seus produtos direto ao consumidor �nal, eliminando distribuidores exclusivos ou varejistas que procuram trabalhar soluções massi�cadas ou com menor grau de personalização: no e-commerce B2C, o cliente escolhe suas con�gurações de acordo com sua necessidade, e por esse relacionamento, a empresa busca fornecedores e elabora um produto acabado que será entregue ao cliente. Esse caso resume o conceito de cadeia de suprimento totalmente �exível, que reduz burocracias e custos ao enfocar o atendimento dos elos �nais, isto é, os consumidores (CHOPRA; MEINDL, 2017). Competitividade e etapas da cadeia de suprimento Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS A competitividade é também um fator-chave na escolha dos padrões de relacionamento: com efeito, os segmentos de mercado mais competitivos, que possuem maior elasticidade (sensibilidade) a variações de preço, normalmente adotam cadeias de suprimento mais enxutas, nas quais as economias de escala geradas com a padronização de produtos permitem reduzir custos e vencer a concorrência, como no segmento de papelaria e materiais de escritório (TAYLOR, 2005). Nos segmentos mais tradicionais, por sua vez, em que ocorre uma relação mais intensa entre produtores, distribuidores e varejistas, pode-se adotar preferencialmente uma cadeia baseada em reabastecimento contínuo, como no segmento de bares e restaurantes, onde há uma previsibilidade de demanda que gerarelacionamentos mais estritos com os fornecedores – eventualmente, com a elaboração de contratos de exclusividade que geram parcerias estratégicas entre clientes e produtores/distribuidores. Desse modo, é possível veri�car que esses per�s de relacionamento podem se diferenciar em vista de algumas variáveis, a saber (SERRÃO, 2005): 1. O per�l de produto a ser transacionado e as tecnologias nele embutidas (produtos com maior incremento tecnológico na produção podem gerar uma relação de fornecedor cativo, como no setor de aviação, onde poucas empresas detêm tecnologias de fabricação com ligas metálicas especiais). 2. O grau de competitividade entre fornecedores na cadeia de suprimento (a concorrência mais intensa leva a relacionamentos que privilegiam o produtor (comprador), como na indústria têxtil frente a produtos importados). 3. A capacitação dos fornecedores, que leva à efetivação de investimentos condutores de parcerias estratégicas e de relacionamentos do tipo “fornecedor cativo”. Saiba mais Com a leitura do artigo Gestão estratégica dos relacionamentos na cadeia de suprimentos da alface, você poderá dar prosseguimento às discussões apresentadas nesta aula. No artigo, de autoria de Karine Lima de Carvalho, Reinaldo Pacheco da Costa e Roberta de Castro Souza, será possível veri�car que os processos de relacionamento são igualmente necessários a segmentos de mercado fortemente capilarizados, isto é, que agregam grande quantidade de pequenos produtores que se relacionam diretamente com o segmento varejista, gerando uma cadeia de suprimentos cujo ciclo de distribuição é bastante curto devido à perecibilidade dos alimentos nele envolvidos. CARVALHO, K. L.; COSTA, R. P.; SOUZA, R. de C. Gestão estratégica dos relacionamentos na cadeia de suprimentos da alface. Production, v. 24, n. 2, São Paulo, Abr./Jun. 2014. https://www.scielo.br/j/prod/a/979YQjCbJzZXQzWh8pL78FS/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/prod/a/979YQjCbJzZXQzWh8pL78FS/?format=pdf&lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Referências CARVALHO, K. L.; COSTA, R. P.; SOUZA, R. de C. Gestão estratégica dos relacionamentos na cadeia de suprimentos da alface. Production, v. 24, n. 2, São Paulo, Abr./Jun. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/prod/a/979YQjCbJzZXQzWh8pL78FS/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 24 fev. 2022. CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2016. PINDYCK, R.; RUBINFELD, D. Microeconomia. 8. ed. São Paulo: Pearson, 2013. SERRÃO, R. O. B. Operacionalização da �exibilidade de manufatura: análise das in�uências do relacionamento produtor-fornecedor. 2005. Tese (Doutorado em Engenharia Industrial) – PUC- Rio, Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/7760/7760_1.PDF. Acesso em: 25 fev. 2023. TAYLOR, D. Logística na cadeia de suprimentos: uma perspectiva gerencial. São Paulo: Pearson, 2005. Aula 4 A Cadeia de Suprimento e sua Importância A cadeia de suprimento e sua importância Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, você poderá efetivar um aprofundamento em relação às temáticas destacadas nesta aula observando as conexões entre o Planejamento Estratégico, a Visão Estratégica e a articulação de uma cadeia de suprimentos. Dessa forma, torna-se possível avaliar as conexões entre a dinâmica dos relacionamentos de mercado – comuns a contextos de curto prazo – com os objetivos previstos por uma empresa no horizonte de longo prazo – cuja temporalidade pode variar de acordo com o per�l da empresa e sua estrutura de propriedade. https://www.scielo.br/j/prod/a/979YQjCbJzZXQzWh8pL78FS/?format=pdf&lang=pt https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/7760/7760_1.PDF Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Ponto de Partida Estudante, receba as boas-vindas a este momento, no qual você irá avaliar criticamente a relação entre o funcionamento de uma cadeia de suprimento e os mecanismos de planejamento de longo prazo que remetem às estratégias de uma empresa em seu segmento de mercado. Dessa forma, você terá condições de observar mais detalhadamente os macroprocessos que compõem uma cadeia de suprimentos e os sistemas de relacionamento entre uma empresa, seus clientes e fornecedores, nos ambientes interno e externo desse empreendimento. Consequentemente, o conteúdo aqui destacado apresenta uma importante ressonância para sua vida pro�ssional, à medida que permite estruturar uma síntese a respeito das funções de uma cadeia de suprimentos e sua contribuição para os resultados (receitas e lucros) previstos por uma empresa para viabilizar o seu crescimento (e por consequência, os resultados que você poderá obter no seu ambiente de trabalho). En�m, tudo pronto para começar? Então, bons estudos! Vamos Começar! Macroprocessos de uma cadeia de suprimento Gerenciamento da cadeia de suprimentos A cadeia de suprimentos visa o atendimento e�ciente dos clientes e consumidores �nais ao desenvolver relacionamentos que abrangem os produtores de insumos, as empresas transformadoras (que criam produtos �nais), as empresas distribuidoras (e, eventualmente, os varejistas), em elos que demonstram �uxos de suprimentos (recursos materiais), �uxos de caixa (dinheiro para pagamentos e opções de compra) e �uxos de informação avisos e feedbacks), que estimulam a demanda por produtos e serviços (TAYLOR, 2005). A partir dessa de�nição-chave, que demonstra a natureza de uma cadeia de suprimentos e as suas funções essenciais, é possível perceber que a mencionada cadeia demanda um gerenciamento de suas operações que, em geral, é centrada na empresa produtora, a partir da qual efetivamente ocorre a geração de produtos que atendem à demanda dos consumidores: com efeito, na empresa se desenvolvem macroprocessos que abrangem o ambiente interno (suas atividades e de seus colaboradores), elos com diferentes fornecedores (vínculos à montante) e empresas parceiras na atividade de distribuição e vendas até o consumidor �nal (com vínculos à jusante). Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 1 | Vínculos em uma cadeia de suprimento. Fonte: elaborada pelo autor com base em Taylor (2005). Dessa forma, essa cadeia pode ser observada em uma perspectiva cíclica, isto é, a partir de uma de�nição que destaque cada macroprocesso que ocorre nessas empresas e dos responsáveis (proprietários) desses processos. A cadeia de suprimento é baseada em movimentos contínuos de compras e pagamentos, que reabastecem o mercado por meio de �delizações de clientes e ações de logística reversa (retornos aos produtores e fornecedores). Espera-se, portanto, que esses movimentos se mantenham no tempo, a �m de garantir os resultados planejados e estimados pelas empresas ao longo da cadeia em sucessivos ciclos operacionais (VITORINO, 2012). Cadeia de suprimentos e os processos “empurrar” e “puxar” (push/pull) A natureza da cadeia de suprimentos permite enquadrar esse conjunto de processos em duas categorias, de acordo com o prazo e o per�l de execução dos pedidos em vista das demandas estabelecidas pelo consumidor �nal, da seguinte forma (CHOPRA; MEINDL, 2017): Processos do tipo puxar (pull), ou processos reativos: como o nome destaca, são processos que reagem à demanda do cliente, em ambientes (segmentos de mercado) bem conhecidos, em que os �uxos de insumos e produtos apresentam previsibilidade e comportam modelos de suprimento contínuo, como no setor de papelaria, cuja demanda é crescente em períodos conhecidos, como o período de compra de material escolar entre dezembro e janeiro. Processos do tipo empurrar (push), ou processos especulativos: con�guram cadeias de suprimento em segmentos que a demanda é incerta, sazonal ou descontínua, demandando ações preventivas e de antecipação de cenários, como a formação de estoques reguladores (como no segmentoautomobilístico focado em veículos de entrada, onde são formados estoques para reagir a eventuais variações da demanda motivadas, por exemplo, por baixas em impostos ou o funcionamento de aplicativos de transporte). Macroprocessos da cadeia de suprimentos Em relação às interfaces que a empresa estabelece com outros stakeholders (agentes que têm interesse nos resultados da empresa) em seu ambiente de atuação, cumpre destacar Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS macroprocessos que estão associados a diferentes categorias analíticas, a saber (CHOPRA; MEINDL, 2017): Gerenciamento de relacionamento com o cliente (Customer Relationship Management, ou CRM): destaca a interface entre a empresa produtora e seus clientes, inseridos no ambiente externo. Gerenciamento da cadeia interna de suprimentos (Internal Supply Chain Management, ou ISCM): destaca macroprocessos relativos ao ambiente interno da empresa e seus objetivos de atuação. Gerenciamento de relacionamento com fornecedores (Supplier Relationship Management, ou SRM): enfatiza um conjunto de processos que ocorrem a partir de vínculos entre a empresa e outros agentes que a abastecem com insumos e serviços necessários à produção para os clientes e consumidores �nais. Siga em Frente... Gerenciando macroprocessos Vínculos e ciclos em uma cadeia de suprimentos A re�exão a respeito da dinâmica cíclica da cadeia de suprimentos considera a importância de fases de compra e reposição de mercadorias, de modo a garantir a disponibilidade desses produtos quando os clientes efetivam os pedidos. Desse modo, a relação entre fornecedores, fabricantes, distribuidores e clientes obedece a ciclos distintos: no momento em que um cliente aciona a empresa fabricante para processar um pedido, tem início um ciclo de aquisição que articula o fabricante ao fornecedor, que irá entregar suprimentos e insumos que repõem estoques e viabilizam a produção. Ao fabricante, por sua vez, entra em um ciclo operacional, que realiza a manufatura do produto e repõe estoques armazenados na empresa ou em seus parceiros distribuidores. Esses processos resumem-se em ações do tipo empurrar (push) e são sucedidos por processos pull (puxar), isto é, que reagem ao movimento da demanda, a partir do pedido do produto �nal e sua entrega, que geram um ciclo próprio, de acordo com o que se destaca na cadeia de suprimentos mencionada pela Figura 2, a seguir: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 2 | Processos “empurrar/puxar” em uma cadeia de suprimentos. Fonte: Chopra; Meindl (2017, p. 11). As empresas que trabalham com cadeias de suprimento mais enxutas e ágeis, por sua vez, atuam diretamente com o cliente �nal, de modo que o ciclo de pedido reage imediatamente ao acionamento do cliente pela empresa produtora; ali, se instaura um macroprocesso do tipo “puxar”, que é reativo à necessidade do cliente e é antecedido por processos de natureza especulativa do tipo “empurrar”, onde a empresa procura estimar movimentos do mercado, de acordo com o que se observa pela Figura 3: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 3 | Processos “empurra/puxar” em uma cadeia enxuta de suprimentos. Fonte: Chopra; Meindl (2017, p. 11). Como você pode perceber, os macroprocessos da cadeia de suprimentos dependem de decisões que se estabelecem a partir do cliente, que aciona a empresa e desencadeia ciclos reativos ou especulativos que movimentam o mercado, assim, é fundamental que o gestor de compras (que gerencia a cadeia de suprimento) possa articular relacionamentos que permitam alinhar oferta e demanda do modo mais e�ciente possível (TAYLOR, 2005). Gerenciamento de relacionamentos Conforme destacado anteriormente, a gestão dos processos da cadeia de suprimentos se estrutura a partir de interfaces e relacionamentos que geram sistemas que integram empresa, fornecedores e clientes da seguinte forma (CHOPRA; MEINDL, 2017): Sistemas SRM: relatam o relacionamento entre empresa e fornecedores, por meio dos seguintes macroprocessos: origem do negócio; operação de compra; colaboração em projetos (joint-ventures); colaboração em fornecimento. Sistemas ISCM: mencionam os relacionamentos que são estabelecidos no ambiente interno da empresa, por meio de seu planejamento estratégico e o planejamento de demanda e de fornecimento; execução de pedidos e serviços de campo (visitas técnicas, implantações, etc.). Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Sistemas CRM: enfatizam o relacionamento entre a empresa e o cliente, em ambiente de mercado, por meio de políticas de preço e desconto, práticas de venda, desenvolvimento de sistemas de atendimento/call center, gerenciamento de pedidos, planejamento e controle de estoque, etc. Vamos Exercitar? Cadeia de suprimentos e nichos de mercado Macroprocessos e �uxos de informação O ambiente interno de uma empresa possui seus próprios macroprocessos, como observado no bloco anterior; entretanto, todas as ações e funções comuns a uma cadeia de suprimentos estão inseridas na realidade da empresa e se enquadram a um dos três sistemas de gerenciamento de relacionamentos, quais sejam, os sistemas CRM, ISCM e SRM. Dessa forma, é essencial que os mencionados sistemas sejam integrados para promover um gerenciamento efetivo (e e�ciente) da cadeia de suprimentos, haja vista que esses macroprocessos realizam o gerenciamento de �uxos de informação, produtos e fundos (recursos �nanceiros) que movimentam a demanda ao gerar, receber e atender a pedidos efetivados pelos clientes (CHOPRA; MEINDL, 2017). Os macroprocessos de CRM, por exemplo, estimulam a demanda dos clientes por meio de sistemas de acompanhamento de pedidos e rastreamento de entregas (como o sistema Websro dos Correios, por exemplo); da mesma forma, esses macroprocessos também gerenciam ações de marketing, sistemas de promoção de vendas (elaboração de catálogos e portfolios) e mecanismos de atendimento ao cliente (SACs, ouvidorias, chatbots (chats automatizados com o uso de inteligência arti�cial) e sistemas do tipo fale conosco, etc.). Os macroprocessos de ISCM abastecem a cadeia de suprimento a partir das demandas que são apresentadas pelos processos CRM. Os relacionamentos ISCM, portanto, dizem respeito à atividade-�m da empresa e devem atender as demandas do ambiente externo ao menor tempo e custo possíveis, estimando as movimentações de estoque (de insumos e produtos �nais), o fornecimento e os contratos de distribuição. Por �m, os macroprocessos inseridos na categoria SRM visam gerenciar fontes de suprimentos e insumos para diferentes bens e serviços, por meio de mecanismos de avaliação e seleção, comunicação e feedback, inserção de pedidos de reposição, etc. Um varejista, por exemplo, articula os macroprocessos SRM mediante um catálogo de fornecedores, podendo assim exercitar o seu poder de mercado (mark-up) para realizar negociações de preços e quantidades, condições para a entrega de produtos, processos de comunicação do ponto de reposição para novos pedidos, etc. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 4 | Síntese de macroprocessos de relacionamento. Fonte: Chopra; Meindl (2017, p. 11). É necessário perceber, dessa forma, que todos esses macroprocessos procuram atender a um mesmo cliente (consumidor), que é o elo �nal da cadeia de suprimento, assim, os �uxos de informação devem ser exercidos não apenas a partir da empresa para seus fornecedores, mas sobretudo por uma comunicação que articule os segmentos e setores da empresa e uni�quem previsões e planejamentos – como parte de um único planejamento estratégico (VITORINO, 2012). Por �m, é importante destacar que os macroprocessos são intrinsecamente dependentes das decisões de manutenção e/ou otimização de estoques: ou seja, a empresa deve preparar-se para manter estoques de segurança à medida que um segmento de mercado apresente variações sazonais de demanda e/ou tenha maior sensibilidade a mudanças de preço (como ocorre no setor cervejeiro, onde há um impulso maior de consumo nos meses de verão),nesses momentos, a gestão de estoques sustenta a cadeia de suprimento e evita gargalos de produção que comprometem o atendimento dos clientes (TAYLOR, 2005). Saiba mais Para a complementação e o aprofundamento das discussões propostas nesta aula, você poderá recorrer ao artigo O que torna a gestão da demanda na cadeia de suprimentos possível? Um estudo multicaso dos fatores críticos de sucesso, de autoria de Daniela de Castro Melo e Rosana Lúcia Chicarelli Alcântara. Nesse estudo, as autoras destacam que uma cadeia de suprimentos tem uma sensibilidade acentuada ao compartilhamento de informações, ao planejamento entre empresas e ao uso de tecnologias que permitem estimar os movimentos da demanda, isto é, do consumo dos clientes, a �m de desenvolver ações colaborativas que maximizem resultados em um segmento de mercado. MELO, D. de C.; ALCÂNTARA, R. L. C. O que torna a gestão da demanda na cadeia de suprimentos possível? Um estudo multicaso dos fatores críticos de sucesso. Gestão & Produção, v. 23, n. 3, https://www.scielo.br/j/gp/a/zLV3jB9srpFxzBcPL3MzFpN/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/gp/a/zLV3jB9srpFxzBcPL3MzFpN/?format=pdf&lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS São Carlos, 2016. Referências CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2016. MELO, D. de C.; ALCÂNTARA, R. L. C. O que torna a gestão da demanda na cadeia de suprimentos possível? Um estudo multicaso dos fatores críticos de sucesso. Gestão & Produção, v. 23, n. 3, São Carlos, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/gp/a/zLV3jB9srpFxzBcPL3MzFpN/? format=pdf&lang=pt. Acesso em: 25 fev. 2023. PINDYCK, R.; RUBINFELD, D. Microeconomia. 8. ed. São Paulo: Pearson, 2013. TAYLOR, D. Logística na cadeia de suprimentos: uma perspectiva gerencial. São Paulo: Pearson, 2005. VITORINO, C. M. Logística. São Paulo: Pearson, 2012. Aula 5 Encerramento da Unidade Videoaula de Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, nesta videoaula você irá consolidar as abordagens e re�exões previstas nesta Unidade ao recuperar conceitos relativos à gestão de estoques e da cadeia de suprimento. Esses conceitos o ajudam a perceber que a logística envolve relacionamentos que conectam uma empresa ao mercado, em �uxos de recursos e informações. Neste vídeo de resumo da unidade, o qual é relevante para �xar conceitos importantes sobre cadeia de suprimentos e logística. Nele, será possível veri�car a importância da cadeia de https://www.scielo.br/j/gp/a/zLV3jB9srpFxzBcPL3MzFpN/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/gp/a/zLV3jB9srpFxzBcPL3MzFpN/?format=pdf&lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS suprimentos, bem como as fases relacionadas, principalmente à logística, na qual empresas gerenciam melhor os estoques, por meio de processos que farão com que haja possibilidades de destaques mercadológicos, sendo que, atualmente, no mercado competitivo, a concorrência por conquistas de clientes não é mais local, e sim global. Ponto de Chegada Cadeia de suprimentos - etapas Cadeia de suprimento e funcionamento do mercado Receba as boas-vindas a este momento, no qual você poderá realizar uma recapitulação teórica e prática dos conceitos relativos à logística e à formação de estoques. Na verdade, a agregação de valor na cadeia de suprimento deve ser estruturada de modo a facilitar o transporte de mercadorias e a prestação de serviços com e�ciência e agilidade; consequentemente, ao tratar da e�ciência, espera-se que os agentes que compõem esta supply chain atuem de modo a promover suas atividades-�m com a minimização de recursos produtivos (sobretudo recursos �nanceiros para a cobertura de custos), a �m de alinhar os objetivos do agente às �nalidades e metas dos negócios envolvidos nessa cadeia (CHOPRA; MEINDL, 2017). Portanto, ao apresentar o conceito de “e�ciência” e suas características, é imprescindível re�etir sobre o modo pelo qual essas empresas se relacionam com seus clientes e fornecedores, seja por meio de pedidos de curto prazo ou por estratégias e contratos comuns a horizontes de longo prazo, esses relacionamentos vão de�nir as quantidades ideais de recursos necessários para �nanciar as atividades de produção e distribuição que visam atender às necessidades dos consumidores, sejam eles já �delizados ou em potencial de �delização. Dessa forma, é necessário perceber que essas cadeias de suprimento são operacionalizadas a partir de seu objetivo principal, isto é, atender aos clientes com e�ciência e qualidade, por meio de processos que envolvem a produção, o fornecimento, o gerenciamento de estoque, a localização da empresa, o transporte dos produtos e distribuição de mercadorias e o gerenciamento dos �uxos de informação que circulam nessa cadeia, integrando fornecedores, clientes e empresas produtoras em processos que geram relacionamentos baseados em pedidos, produtos e pagamentos (oferta e demanda). Sobre todos esses �uxos, ocorre ainda �uxos de informações formais (contratos, e-mails) e informais (feedbacks e contatos) (TAYLOR, 2005). Os modelos de supply chain se estruturam, portanto, a partir de sinergias que ligam os fornecedores (vendedores) a clientes (compradores), por meio de relacionamentos que devem ser monitorados para facilitar a execução de contratos e o controle de estoques (por meio de modelos e sistemas como o VMI e o CRP), em ciclos de decisão e compra que geram deslocamentos e transporte de mercadorias, até os varejistas e consumidores �nais. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS É Hora de Praticar! Ao longo desta Unidade, você pôde perceber que os compradores e fornecedores na cadeia de suprimento devem atuar conjuntamente com o objetivo de desenvolver produtos e soluções inovadoras, aumentando a capacidade de geração de receita e lucro. Assim sendo, para contextualizar sua re�exão a respeito da temática apresentada e sua importância no horizonte pro�ssional, você deverá operar mecanismos comuns a uma cadeia de suprimento associada a um segmento de mercado, qual seja, o setor funerário. Esse setor engloba cadeias de suprimento ágeis que estão associadas a outros segmentos de mercado, como o mercado de �ores e ornamentações. Dessa forma, considere a seguinte situação-problema: você é um agente especializado em logística, que foi contratado por uma empresa operadora de planos funerários e que trabalha também com serviços de preparo e remoção de cadáveres para inumação (enterro) ou cremação. Essa empresa comercializa, portanto, os itens comuns às necessidades do segmento, quais sejam, urnas funerárias (caixões), roupas, coroas de �ores e preparações para os corpos (tanatopraxias). O CEO dessa empresa apresentou-lhe as principais di�culdades de gestão que estão afetando os negócios, quais sejam: Di�culdades no relacionamento com fornecedores de urnas (descumprimento de prazos, que chegam por vezes a mais de vinte dias de atraso) e de �ores (atrasos de entrega que levam à perda de produtos). Gargalos de mão de obra especializada e di�culdades de comunicação entre os colaboradores da empresa, especialmente os que atuam em serviços externos (transporte e remoção, compras e gerência). Limitações de �nanciamento decorrentes de inadimplência dos clientes dos planos funerários e seu comprometimento para o pagamento das mensalidades. Agora é com você! Apresente uma minuta (versão resumida) de projeto para essa empresa em seu segmento de atuação, relacionando os conceitos apreendidos na Unidade em uma perspectiva prática. Nessa minuta, você deverá destacar os seguintes pontos: 1. Uma explicação breve a respeito do conceito de cadeia de suprimento e suas aplicações para a empresa-alvo. 2. Os relacionamentos que ocorrem à montante e à jusante dessa empresa. 3. Os vínculos com cadeias de suprimento ágeisque devem ser priorizadas em um rápido atendimento da demanda. 4. Uma estratégia para a redução de custos de estoque nessa empresa. 5. Sugestões para a implementação de sistemas SRM, ISCM e CRM, com as devidas características (serviços a instalar) e os seus objetivos. Nesta situação-problema, você está analisando um segmento de mercado bastante particular, cujas características implicam geralmente a prestação de serviços ágeis para o atendimento das Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS necessidades dos consumidores. Em sua opinião, as soluções de logística e gestão de estoques são aplicáveis universalmente, isto é, a todos os segmentos de mercado? Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Figura 1 | Síntese de elementos relativos a uma cadeia de suprimentos. Fonte: elaborada pelo autor. CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2016. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS MELO, D. de C.; ALCÂNTARA, R. L. C. O que torna a gestão da demanda na cadeia de suprimentos possível? Um estudo multicaso dos fatores críticos de sucesso. Gestão & Produção, v. 23, n. 3, São Carlos, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/gp/a/zLV3jB9srpFxzBcPL3MzFpN/? format=pdf&lang=pt. Acesso em: 25 fev. 2023. PINDYCK, R.; RUBINFELD, D. Microeconomia. 8. ed. São Paulo: Pearson, 2013. TAYLOR, D. Logística na cadeia de suprimentos: uma perspectiva gerencial. São Paulo: Pearson, 2005. VITORINO, C. M. Logística. São Paulo: Pearson, 2012. , Unidade 3 PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO (PCP) Aula 1 PCP PCP Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. O conhecimento sobre as questões técnicas e operacionais do processo de planejamento e controle de produção é um tipo de conhecimento que deve ser assimilado por todos os gestores que buscam entender a logística como área essencial para a organização. Por isso, em nossa videoaula será possível para você acompanhar um pouco sobre as características e habilidades necessárias para operacionalizar um bom planejamento. Ponto de Partida O ambiente organizacional é altamente complexo, sendo assim, é exigido dos pro�ssionais envolvidos na gestão das organizações que atuem de maneira estratégica, bem como possam https://www.scielo.br/j/gp/a/zLV3jB9srpFxzBcPL3MzFpN/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/gp/a/zLV3jB9srpFxzBcPL3MzFpN/?format=pdf&lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS garantir bons resultados. A melhor maneira de atuar de maneira organizada em qualquer organização é buscar no planejamento uma forma de prever os fatos que ainda não ocorreram, mas que com que certeza, podem impactar os resultados empresariais. O planejamento é um processo que tem sido amplamente utilizado em toda as áreas dos negócios, atualmente, temos que o planejamento se faz necessário na área de marketing das empresas, assim, é possível prever quais serão as promoções que possibilitarão aumentos nas vendas ou, ainda, utilizar do planejamento para saber qual a quantidade de produtos que deverão ser produzidos para atender a demanda da organização. Por isso, temos que a utilização do Planejamento e Controle da Produção, também conhecido pela sigla PCP, tem ganhado grande importância no universo empresarial na atualidade. Ao longo desta unidade serão abordados o conceito, a aplicabilidade e as principais características que tornam essa atividade de planejamento de grande relevância para o sucesso das operações logísticas empresariais. Bons estudos! Vamos Começar! Compreender o planejamento produtivo O ato de planejar, como visto, tem sido uma atividade frequente no ambiente empresarial, por isso, é muito importante avaliar como esse planejamento também se faz presente na área de produção das organizações. Mas, antes de estabelecermos uma conexão entre planejamento e produção, se faz importante avaliarmos qual conceito de planejamento é o ideal para ser empregado nesse tipo de estudo. Segundo Lozada et al. (2017, p. 12), “é o processo estruturado de identi�car e comunicar as ações a serem tomadas, bem como os recursos que precisam estar disponíveis no tempo, na quantidade e no local apropriado, para que possamos alcançar objetivos especí�cos estabelecidos”. Quando um pro�ssional buscar compreender o signi�cado de planejamento para ser aplicado na linha de produção da sua organização, temos que alguns itens precisam ser analisados para que ele possa entender como realizar essa tarefa, dentre esses itens, temos os seguintes: O que fazer? - É importante que os gestores e pro�ssionais tenham muito claro dentro de suas empresas quais são os tipos de produtos e serviços que eles ofertam para seus clientes, assim, torna-se essencial que eles busquem analisar todas as características dos produtos (LÉLIS, 2015a). Quanto fazer? - A de�nição do quanto produzir é essencial para que a organização possa ter um planejamento bem-feito, nem sempre as empresas conseguem obter a quantidade exata que deve ser produzida, mas se torna cada vez mais importante que a empresa Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS busque meios para determinar o quanto produzir sem desperdícios ou falhas (LÉLIS, 2015a). Atualmente tem sido muito comum o uso de tecnologia para ajudar a determinar qual a melhor quantidade para ser produzida, assim, tornou-se essencial que os pro�ssionais que atuam com a produção saibam utilizar essas novas tecnologias da melhor maneira possível. Quando fazer? - As organizações precisam saber quando iniciar a produção de um produto ou a prestação de um serviço, pois assim ela poderá se preparar melhor e obter melhores resultados em todo o seu processo produtivo. Em alguns casos, dependendo do tipo de produto que se está produzindo, temos que há épocas especi�cas que precisam ser consideradas (LÉLIS, 2015a). Um exemplo sobre como é importante avaliar quando se deve iniciar a produção ocorre em uma empresa que produz ovos de Páscoa, geralmente a Páscoa pode ocorrer entre os meses de março e abril, portanto, esse é o período ideal para que os produtos estejam nos supermercados para que possam ser comprados pelos clientes, sendo assim, essa empresa deverá iniciar a sua produção entre os meses de setembro e outubro para que os ovos estejam prontos no período adequado. Imagine se a empresa desejar iniciar a sua produção semanas antes da Páscoa, será que ela conseguira disponibilizar seus produtos a tempo para serem comercializados pelos supermercados antes da Páscoa? Quem deve fazer? - A de�nição de quem será o responsável, ou os responsáveis, pelos processos de produção é de grande importância para todas as empresas, muitas empresas possuem equipes de produção, assim, essas equipes precisam ser disponibilizadas para que possam atuar no momento correto (LÉLIS, 2015a). Salienta-se ainda que muitas vezes se faz necessário capacitar as equipes para que elas ganhem maior e�ciência no processo produtivo, aqui demonstra a importância da área de produção atuar de maneira alinhada com as demais áreas da empresa, por exemplo, podemos citar o caso do setor de recursos humanos, que precisam trabalhar de maneira alinhada para proporcionar os treinamentos e as capacitações que a produção necessita para seus colaboradores ou, ainda, o setor de marketing, que precisa apresentar os resultados de seu planejamento em termos de vendas para os próximos períodos. Como fazer? - O ato de planejar acaba objetivando a produção de fato, por isso, é fundamental que os pro�ssionais envolvidosnessa área busquem alinhar os modos de produção que são utilizados pelas suas organizações às formas mais e�cientes disponíveis no mercado. Hoje, temos que é importante que as organizações utilizem modernas tecnologias, assim, busca-se que essas organizações atuem de maneira mais e�ciente e mais e�caz em todos os seus processos (LÉLIS, 2015b). Comprar novas máquinas, equipamentos, fazer uso de insumos mais tecnologicamente desenvolvidos, faz parte do rol de escolhas que as empresas precisam fazer para obter melhores resultados em seus negócios. Sobre o planejamento e controle da produção, é importante avaliar ainda que tem se tornado cada vez mais necessário conhecer relevância da inovação para os processos das organizações (LÉLIS, 2015b). A necessidade de inovação tem se feito presente cada vez na sociedade, as pessoas, empresas e governos clamam para que a inovação aconteça e esses processos possam ocorrer de forma a garantir um ótimo resultado para todos (BRAILE, 2020). À medida que Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS há um esgotamento dos recursos naturais, novas formas de produção de produto e serviços se fazem necessárias, por isso, tem sido cada vez mais necessária a �gura das organizações que aprendem. Siga em Frente... In�uências do processo produtivo A globalização trouxe muitas facilidades para os processos de gestão, novas teorias e ferramentas foram desenvolvidas e passaram a ser utilizadas em variadas situações, outro componente importante é que a tecnologia também tem contribuído para facilitar os processos de gestão. O setor de produção das empresas tem sido amplamente afetado pela globalização, principalmente, pois a globalização tem efeitos que impactam as organizações em todas as suas áreas. Em se tratando das organizações, temos que os efeitos da globalização acabaram proporcionando uma maior complexidade para o ambiente empresarial, dentre os principais efeitos temos os seguintes: Crescimento das multinacionais, pois com as novas tecnologias elas poderiam ser geridas de qualquer lugar. Maior circulação de capital, pois investidores buscam oportunidades lucrativas e acabam investindo em novos mercados. As informações ganharam maior agilidade, através das novas tecnologias as pessoas têm acesso a tudo que acontece no mundo em tempo real. Comunicação em massa, qualquer pessoa que tenha a posse de algum equipamento com conexão à internet consegue se comunicar via redes sociais e aplicativos com o mundo todo. Transformações sociais, uma sociedade hiperconectada acaba trazendo novos desa�os para empresas, pro�ssionais e a sociedade de maneira geral. As novas tecnologias também têm alterado as relações entre pro�ssionais e organizações, assim, novas competências estão sendo requeridas no mercado de trabalho, novas oportunidades estão surgindo, assim como novas pro�ssões surgem para atender as demandas que estão sendo criadas pelos efeitos da globalização (VERAS, 2018). Entender os impactos da globalização sobre o processo de planejamento da produção das organizações é fundamental para que essas empresas possam lidar com a alta competitividade existente em seu setor. Um dos principais impactos que a globalização tem trazido para todos os mercados está relacionado ao fato de que os produtos são cada vez mais rapidamente substituídos, seja porque eles quebram ou �cam inservíveis ou, ainda, porque novos produtos são lançados, o que acabam despertando o interesse dos clientes em adquirir produtos mais modernos (KRAJEWSK, RITZMAN, MAHOTRA, 2009). Assim, tem-se tornado necessário que as empresas possam entender como funciona o ciclo de vida dos produtos, pois ao conhecer essa estratégia, será Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS possível fazer uma avaliação do portfólio dos seus produtos e entender como os clientes estão enxergando esses produtos. A respeito do ciclo de vida dos produtos, é importante entender o que Lobo e Silva (2014, p. 13) comentam: As pessoas responsáveis pelo planejamento de produtos podem vir de diversos departamentos de uma empresa, para assegurar que diferentes perspectivas sejam incorporadas desde o início. Um grupo pode descrever um produto proposto, explicar por que seria valioso começar a vendê- lo e demonstrar que tipos de custos estariam associados com o seu desenvolvimento e produção. Os relatórios dos grupos de planejamento individuais de um produto podem avaliar os aspectos positivos e negativos destes, bem como as necessárias mudanças de rumo acerca de sua produção. Sobre as fases do ciclo de vida dos produtos, essas podem ser entendidas observando as informações constantes no Quadro 1 apresentado a seguir: Fase Descrição Desenvolvimento Nesse momento, o produto ou serviço é apenas uma ideia. Você está investindo pesadamente em pesquisa e desenvolvimento. Introdução Nesse momento, você̂ gasta pesadamente em marketing, para descobrir o que é desejado. Crescimento O produto ou serviço está se estabelecendo. Você tem poucos concorrentes, as vendas estão crescendo e as margens de lucro são boas. Agora é hora de trabalhar para reduzir os custos de entrega do novo produto. Maturidade O crescimento das vendas está a abrandar ou até mesmo parado. Você conseguiu reduzir os custos de produção e de marketing, mas o aumento da concorrência fez baixar os preços. Agora pode ser o melhor momento para investir em um novo produto. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Declínio Novos e melhores produtos ou serviços estão no mercado e a concorrência é alta. As vendas caem e as margens de lucro declinam. O aumento da comercialização terá pouco impacto sobre as vendas e não será e�caz em termos de custos, a menos que novos mercados sejam identi�cados. Quadro 1 | Fases do ciclo de vida do produto. Fonte: Lobo e Silva (2014, p. 13). O processo de identi�cação em que fase de seu ciclo de vida estão os produtos ou serviços que são comercializados pela organização é fundamental para determinar a rentabilidade, bem como para analisar se haverá oportunidade para os produtos serem comercializados no futuro para os seus clientes (KRAJEWSK; RITZMAN; MAHOTRA, 2009). Assim, é recomendado que uma vez a cada dois anos as organizações possam realizar pesquisas internas e externas para determinar como os seus produtos e serviços estão sendo vistos no mercado, para isso, é importante avaliar como os mercados estão funcionando, bem como se faz necessário avaliar também como as empresas concorrentes estão agindo, se estão realizando lançamentos de produtos novos ou estão estagnadas. Vamos Exercitar? Compreendendo o processo de planejamento Sobre o processo de planejamento da produção, é muito importante que as empresas busquem entender que esse processo ocorre considerando as quatro etapas presentes na Figura 1, apresentada a seguir: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 1 | Fases do planejamento de produção. Fonte: elaborada pelo autor. O processo de elaboração do plano de produção é a fase inicial do planejamento de produção, esse plano se faz importante, pois, através dele, a organização busca levantar as seguintes informações: Previsão de vendas: nesta etapa constam qual é a expectativa de vendas da organização para aquele período, geralmente, temos que o marketing acaba realizando essa previsão. Capacidade de produção: nesta etapa é levantada qual a capacidade instalada que a empresa possui, aqui são elaborados cálculos para que seja possível a organização saber quanto ela pode produzir durante o período em que o planejamento foi elaborado. Disponibilidade de matérias-primas: nesta etapa a empresa veri�ca quais são os estoques disponíveis de insumos, bem como qual a capacidade de entrega de seus fornecedores no período. Recursos �nanceiros: nesta etapa, que é realizada em parceria com o departamento �nanceiro, a organização levanta a sua disponibilidade �nanceira para compra de novas máquinas, insumos e contratação de colaboradores para atuar no setor produtivo. A fase de programação é importante, poisatravés dela a organização acaba levantando o que vai de fato ser produzido pela empresa no período em questão. Após a fase de programação a organização vai realizar a emissão das ordens de produção, assim, ela vai informando todos os demais departamentos da empresa sobre o que, quando e quanto será produzido. A última fase, denominada de liberação da produção ocorre quando a empresa está �nalizando o processo de Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS planejamento (VERAS, 2018), nessa fase, é muito importante a �gura do gestor para que ele faça todos os controles necessários para que a organização possa produzir o esperado. Os processos de tomada de decisões que ocorrem nos setores produtivos das organizações dependem muito da capacidade de gerenciamento que existe no ambiente organizacional. Para que o gerenciamento possa ocorrer da melhor forma possível, se torna necessário avaliar que a produção deve ser pensada considerando cinco formas distintas, são elas: gerenciamento de si mesmo, gerenciamento da organização, gerenciamento de contexto, gerenciamento de relacionamentos e gerenciamento da mudança, cada uma dessas formas de gerenciamento será mais bem explicada e detalhada a seguir: Gerenciamento de si mesmo: esse tipo de gerenciamento sugere que as pessoas façam uma re�exão acerca das suas vidas, por isso, é importante que elas tirem um tempo para pensar, retroceder, re�etir a respeito de todas as suas experiências. Salienta-se ainda que a re�exão é necessária para que as devidas conexões entre os acontecimentos sejam realizadas, o que torna possível produzir novas experiências, aprender novas formas de se fazer algo e apresentar novos insights. Gerenciamento da organização: esse tipo de gerenciamento está relacionado à necessidade de fazer análise dos aspectos que envolvem as organizações, pois boas análises são como guias que norteiam o pensamento humano e auxiliam no desenvolvimento de novas experiências e novos aprendizados. Gerenciamento de contexto: esse tipo de gerenciamento impõe que as pessoas precisam estar próximas aos problemas para que efetivamente possam identi�car os pontos que eles devem ser alterados, salienta-se que o contexto auxilia na inovação e desencadeia processos de aprendizagem mais e�cientes em todos os ambientes. Gerenciamento de relacionamento: esse tipo de gerenciamento está relacionado com a necessidade que as pessoas têm de colaborar uma com as outras, assim, torna-se evidente que esse tipo de gerenciamento permite uma troca de experiências e favorece uma aprendizagem conjunta e colaborativa. Gerenciamento da mudança: esse tipo de gerenciamento está relacionado às ações que são realizadas pelas pessoas nas mais diferentes situações, salienta-se que as mudanças são necessárias, por isso, as pessoas precisam aprender a lidar com elas da melhor maneira possível. Sempre que possível, é importante que as pessoas busquem algum tipo de aprendizagem em cada tipo de mudança. O conhecimento das etapas do processo de planejamento da produção deve ser complementado com a re�exão sobre quais itens devem ser gerenciados em toda a organização, pois somente assim será possível agregar bons resultados à organização e proporcionar um processo produtivo mais alinhado com as necessidades empresariais em cada período. Saiba mais Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS O processo de planejamento e controle da produção vem sendo constantemente aperfeiçoado através da prática e do desenvolvimento de novas teorias. Assim, é recomendável que você leia o artigo intitulado Desenvolvimento e uso de modelos computacionais no planejamento da produção em indústrias laticinistas de pequeno porte: um estudo de caso publicado que apresenta elementos interessantes acerca de um caso real de aplicação dessa técnica. Acesse o link a seguir: FORNETTl, M.; SILVA, C. A. B.; SPROESSER, R. Desenvolvimento e uso de modelos computacionais no planejamento da produção em indústrias laticinistas de pequeno porte: um estudo de caso. R. Ecoo. Soçiol. Rural, Brasília, 29 (4):401-410, out/dez. 1991. Referências BRAILE, M. Administração do tempo e a Matriz de Eisenhower. São Paulo: Etalent, 2020. KRAJEWSKI, L. J.; RITZMAN, L.; MAHOTRA, M. Administração de produção e operações. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009. LÉLIS, E. C. Administração da produção. São Paulo: Pearson, 2015a. LÉLIS, E. C. Gestão da produção. São Paulo: Pearson, 2015b. LOBO, R. N.; SILVA, D. L. Planejamento e controle da produção. 1. ed. São Paulo: Érica, 2014. LOZADA, G. et al. Planejamento e controle da produção. Porto Alegre: SAGAH, 2017. VERAS, M. H. D. Gestão de carreiras e competências empresariais: 100 dicas práticas. São Paulo: Atlas, 2018. Aula 2 Sistemas de Produção Sistemas de produção Este conteúdo é um vídeo! https://www.revistasober.org/article/5ea03d4b0e8825872cc84920/pdf/resr-29-4-401.pdf https://www.revistasober.org/article/5ea03d4b0e8825872cc84920/pdf/resr-29-4-401.pdf Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. O conhecimento sobre os tipos de sistemas de produção é de fato um dos principais conhecimentos que os gestores precisam ter para fazer as melhores escolhas para a sua organização. Por isso, em nossa videoaula será possível você conhecer um pouco mais sobre os principais tipos de sistemas produtivos, suas características e de quais elementos in�uenciam na escolha de cada um. Ponto de Partida O processo de adequação das empresas às realidades do mercado é extremamente completo, por isso, é esperado que os gestores estejam preparados para conduzir os negócios da melhor maneira possível e busquem sempre os melhores resultados. Ainda, é necessário avaliar que o ambiente organizacional demanda uma série de adaptações acerca das questões internas e externas, por isso, nem sempre soluções prontas podem ser aplicadas proporcionando resultados esperados. A escolha sobre qual o melhor sistema produtivo para cada tipo de negócio exige dos gestores avaliar inúmeras variáveis, primeiramente é importante entender as questões sobre o seu negócio e, posteriormente, é necessário avaliar quais são as características principais do sistema produtivo escolhido para o seu negócio. Assim, conhecer os sistemas produtivos, suas características e especi�cidades é de grande relevância para a formação de gestores e pro�ssionais que atuam nas operações logísticas das empresas. Ao longo desta unidade serão abordados os principais conceitos sobre gestão da produção e de como eles podem in�uenciar nos resultados de uma organização. Bons estudos! Vamos Começar! Compreendendo o sistema produtivo O sistema produtivo das organizações vem sendo constantemente estudado ao longo dos anos, assim, é fácil supor que existem princípios, fundamentos e aspectos que devem ser compreendidos por todos os pro�ssionais que atuam nesta área (BRAILE, 2020). Sobre a administração da produção é importante re�etir que a evolução da própria sociedade acabou Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS in�uenciando a forma como as empresas produziam, através de uma demanda cada vez maior, temos que as empresas necessitaram se adaptar para atender o consumo crescente de mercadorias e serviços. O sistema produtivo nasceu em condições muito rudimentares, nessa época, os produtos eram produzidos por artesãos e suas famílias que produziam conforme demanda das populações (LOBO; SILVA, 2014). Os produtos possuíam um caráter de exclusividade, pois não era comum padronizar produtos, assim, temos que quem quisesse qualquer tipo de produto nessa época, necessitava encontrar um artesão que fabricasse esse produto e pudesse produzir conforme seu desejo. Nessa época, temos que havia escassez de produtos, devido aos processos produtivos serem muito morosos e não apresentarem o devido planejamento para atender as necessidades das pessoascada veículo vai carregar daquele valor. Por isso o aluguel é um custo indireto. No exemplo, vemos que a empresa utilizou a quantidade produzida como a forma de ratear os custos. É preciso �car claro que não existe somente essa maneira de rateá-los, pois o critério poderia ser a quantidade de hora-homem usada em cada veículo, a área destinada para cada linha de produção, etc. Os critérios são bastante subjetivos e devem sempre ser comparados entre si, além de alinhados com os interesses da empresa. O método mais básico de custear é o custeio por absorção, que consiste em alocar todos os custos diretos e indiretos aos bens produzidos. Para a contabilidade societária, ele é o método exigido para �ns de elaboração do balanço patrimonial. Por outro lado, esse método traz pouca informação para a tomada de decisão gerencial. Existem outros métodos de custeio que agregam mais valor à tomada de decisão, tais como o custeio por atividade – também conhecido como método ABC –, o custeio direto, entre outros. Vamos Exercitar? Custeio para a tomada de decisão Agora é o momento de aplicarmos o que estudamos até agora nesta aula. Já sabemos que os custos diretos de fabricação são mais fáceis de serem alocados aos produtos. Por outro lado, os custos indiretos, que podemos chamar de custos indiretos de fabricação (CIF), são aqueles que Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS demandarão mais atenção. Continuaremos, como exemplo, com a fábrica de veículos apresentada no bloco anterior. Figura 7 | Custos de produção. Fonte: elaborada pelo autor. A Figura 7 nos mostra dados que não possuíamos antes, ou seja, o valor unitário das matérias- primas (MP). Por critérios didáticos, assumimos que somente essas MPs são necessárias para a produção dos veículos. Figura 8 | Alocação dos custos diretos por unidade fabricada. Fonte: elaborada pelo autor. Agora que conhecemos os valores e as quantidades de MPs usadas em cada unidade produzida, �cou mais fácil de alocarmos os custos diretos. Para isso, basta uma multiplicação simples entre o valor da MP e a quantidade usada. Assim, o caminhão betoneira teria como total de custos diretos R$ 345; o carro branco, R$ 315; e o carro preto, R$ 165. Lembre-se de que isso ainda não é o preço de venda! Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Para que a fábrica se mantenha em funcionamento, existem os CIFs, na ordem de R$ 500 mil mensais. Veja na próxima �gura como esse valor pode ser rateado. Figura 9 | Rateando os custos indiretos pela quantidade de carros produzidos. Fonte: elaborada pelo autor. O critério usado para o rateio dos CIFs se baseou na quantidade produzida. Assim, em cada veículo terminado seriam alocados em torno de R$ 5,55. O custo geral de cada produto seria este: Figura 10 | Alocação dos custos totais. Fonte: elaborada pelo autor. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Acabamos de aplicar o que foi estudado no custeio por absorção, isto é, todos os custos diretos e indiretos, por conseguinte, �xos e variáveis, foram alocados em todas os veículos prontos. No entanto, se usássemos outro critério para ratear diferente do de unidades produzidas, os custos �nais de cada veículo poderiam ser alterados. Suponhamos que o critério usado fosse a área da fábrica (1.000 m2) destinada à fabricação de cada veículo. Assim, o caminhão betoneira usaria 60% da área e os carros preto e branco, 20% cada. Figura 11 | Custeio de CIFs pelo critério de uso da área da fábrica. Fonte: elaborada pelo autor. A simples alteração do critério de rateio trouxe novos custos totais dos veículos: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 12 | Alocação de custos totais pelo critério de uso da área da fábrica. Fonte: elaborada pelo autor. No exemplo, o valor dos CIFs foi rateado de uma forma que fossem repartidos 60% deles e recaíssem sobre as unidades de caminhão betoneira produzidas. O restante dos custos – R$ 200 mil – foi repartido entre as unidades dos outros dois tipos de carro. Ao analisarmos com mais atenção, perceberemos que houve variação nos resultados das duas formas de ratear os custos. Se fôssemos usar um terceiro critério, seria bem possível acreditar que encontraríamos novos custos totais. Isso só mostra quão arbitrária e subjetiva é a escolha de um critério de rateio. Os gestores de custos devem �car bem atentos e se valerem de informação quase que em tempo real para a melhor tomada de decisão. Só é possível controlar o que se conhece. Saiba mais Os custos empresariais signi�cam um grande desa�o para as companhias. Durante suas atividades, elas empregam sistemas mais modernos para analisar e controlar os diversos custos que existem em sua estrutura. Para que você possa aprofundar ainda mais seu conhecimento, sugiro que você estude sobre o sistema de custeio RKW, que teve origem na Alemanha. Você verá que ele guarda alguma semelhança com o método de custeio baseado em atividades (ABC). Como sugestão, leia o excelente trabalho “Aplicação do método dos centros de custos (RKW): um estudo de caso do hospital universitário da universidade Federal de Santa Catarina'. Referências https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/108406/CNM0048-M.pdf?sequence=1&isAllowed=y Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L.; CHAN, B. L. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. São Paulo: Atlas, 2009. IUDICIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000. IUDICIBUS, S.; MELLO, G. R. Análise de custos: uma abordagem quantitativa. São Paulo: Atlas, 2013. LEONE, G. S. G. Custos: planejamento, implantação e controle. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003. OLIVEIRA, O. Curso básico de gestão da qualidade. São Paulo: Cengage, 2014. PALADINI, E. P. Gestão da qualidade: teoria e prática. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2019. SANTOS, J. L.; SCHMIDT, P.; PINHEIRO, P. R.; NUNES, M. S. Manual de contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2015. SANTOS, J. J. Manual de contabilidade e análise de custos. 7. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2017. Disponível em: VitalSource Bookshelf. Aula 2 Características da Empresa Moderna Características da empresa moderna Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Os métodos de custeio foram aprimorados durante a história da economia. A partir dos anos de 1960, diversos estudos foram desenvolvidos em busca de melhores métodos. Um deles, como já Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS vimos, foi o método de custeio por ABC. No vídeo desta aula, você verá um exemplo de uso do ABC, comparando-o com o método de custeio por atividade e tempo. Ponto de Partida Olá, estudante! O mundo empresarial tem mudado bastante neste novo milênio. Se no passado a presença do ser humano operando as máquinas era uma constante, hoje não se pode dizer o mesmo, já que diversas linhas de produção já são operadas por robôs. Nessa nova onda de mudanças constantes, controlar os custos é uma forma de manter o negócio competitivo. Nesta aula, vamos nos aprofundar no estudo sobre custeio por atividade, um método bastante utilizado pelas companhias. Mesmo sendo considerado um excelente método de custeio, o ABC apresenta alguns problemas para sua implementação. Por outro lado, veremos também uma variante do ABC, que é TDABC, que considera o tempo como um indutor de custos. O tema é bastante interessante e pode ser usado em qualquer empresa. O que está esperando para começar essa viagem pelos custos? Vamos Começar! A contabilidade de custos apoiando a empresa O processo de globalização da economia iniciado por volta dos anos de 1990 praticamente acabou com as fronteiras comerciais do planeta. O que parece ser um horizonte promissor, pode se tornar uma ameaça, uma vez(VERAS, 2018). Conforme as sociedades foram evoluindo, tivemos que os artesãos começaram a estruturar melhor seus processos produtivos, eles passaram a contratar novos ajudantes que lhes auxiliassem a produzir uma maior quantidade de produtos. Algumas ferramentas passaram a ser incorporadas nos processos produtivos, facilitando o aumento da produção, bem como percebeu-se que com a padronização de processos produtivos desses produtos poderiam ser realizados com maior agilidade (BRAILE, 2020). Surge então as primeiras empresas industriais, ainda pequenas, mas que já começam a organizar os processos produtivos como forma de garantir uma maior quantidade de produtos para atender as demandas cada vez mais crescentes. Na atualidade, de acordo com as principais teorias aplicadas aos sistemas produtivos, é necessário avaliar que esses sistemas constituem em processos que envolvem: Figura 1 | Características dos sistemas produtivos. Fonte: elaborada pelo autor. Um sistema produtivo envolve três elementos principais, as entradas, o processamento e as suas saídas. Sobre as entradas é importante avaliar que são os recursos que ingressam nas empresas para que possam ser transformados em produtos e serviços, assim, eles podem se constituir em força de trabalho, materiais, matéria-prima, insumos, informações, estrutura física e toda a tecnologia disponibilizada pela organização (LOBO; SILVA, 2014). Em relação ao processo de transformação, temos que ele se constitui nas mudanças de características físicas que os insumos que ingressam na entrada passam dentro da empresa, seria como juntar vários materiais e insumos e dar origem a um novo produto (BRAILE, 2020). Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS As empresas possuem inúmeras particularidades, portanto, é necessário entender que elas podem in�uenciar o processamento dessas empresas. Quando se trata de sistemas produtivos, temos que o processamento é a etapa que mais é in�uenciada pelas decisões e mudanças provocadas pela alta administração da empresa (LOBO; SILVA, 2014). Após o processamento, temos que as empresas apresentam o resultado dos seus processos produtivos através das saídas, nesse caso há empresas que apresentam uma ampla linha de produtos e serviços, enquanto outras acabam por concentrar os seus esforços em poucas opções de produtos e serviços (BRAILE, 2020). Destaca-se, ainda, que as empresas ainda podem produzir detritos, poluição, rejeitos e lixos diversos como elementos de saída dos seus processos produtivos, o que faz com que elas tenham um plano elaborado para lidar com todas essas saídas indesejadas. A busca por produzir com mais qualidade e baixo custo acaba envolvendo uma série de decisões dentro do ambiente organizacional, por isso, avaliar qual o melhor processo produtivo para cada empresa é algo extremamente necessário (BRAILE, 2020). O processo de tomada de decisão acerca dos processos produtivos deve considerar todas as necessidades da organização, suas características e as expectativas internas e externas existentes em relação aos seus negócios. Uma das decisões mais importantes é compreender se a empresa implementará um sistema contínuo, um sistema de lote ou um sistema de projeto em sua estrutura produtiva. Siga em Frente... Características dos processos produtivos Os sistemas produtivos apresentam inúmeras relações com os demais processos organizacionais, assim, é importante avaliar que a escolha de um bom sistema impõe um grande desa�o para os gestores tomadores de decisões. Dentre as decisões mais importantes que tratam do sistema de produção, está o fato de que as empresas devem escolher um dos três tipos básicos de sistemas que a literatura apresenta como ideal para as organizações, assim, é importante reconhecer as suas características (BRAILE, 2020). São sistemas básicos de produção apresentados pela gestão produtiva: Sistema produtivo em lotes: através desse sistema temos que a quantidade produzida é limitada em cada vez, por isso, a nomenclatura se relaciona a lotes que é uma medida quantitativa utilizada nas empresas. Portanto, nesse sistema, temos que são separadas determinadas quantidades de entradas (insumos e matérias-primas) para serem processadas pelas máquinas e resultar em quantidades predeterminadas de saídas (produtos ou serviços prontos) (LÉLIS, 2015). Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Nesse tipo de sistema produtivo temos que cada lote de mercadoria acaba sendo identi�cado por um código que guarda informações sobre quando ele foi produzido, quais insumos utilizados e demais informações importantes sobre o seu processo produtivo (VERAS, 2018). Com certeza, você enquanto cliente já deve ter sido impactado com algum tipo de comunicado feito por empresa ou marca que determinado lote dos seus produtos não apresentaram a qualidade adequada esperada por ela, mas que foram disponibilizados para venda. Nesses casos, a empresa além de realizar o comunicado para que esses lotes de produtos sejam evitados, ainda tem a responsabilidade de fazer o seu recolhimento (LOBO; SILVA, 2014). A integração do sistema produtivo em lotes com as demais áreas da empresa permite saber, por exemplo, qual foi o caminho realizado pelo produto após ele sair da indústria, garantindo o rastreamento de cada lote até os seus consumidores �nais. Em termos de vantagens e desvantagens do sistema em lotes temos os seguintes: Figura 2 | Vantagens e desvantagens do sistema de produção em lotes. Fonte: elaborada pelo autor. Sistema de produção contínua: este é um tipo de sistema dos mais conhecidos e implementados no ambiente organizacional, pois através dele é possível as organizações terem acesso à maior quantidade de produto no menor tempo possível. Conforme o seu próprio nome, temos que esse sistema produtivo acaba necessitando de um ajuste em sua linha de produção para que possa garantir uma produção sem nenhum tipo de pausas ou interrupções (LÉLIS, 2015). É comum que as empresas que escolhem esse tipo de produto tenham de realizar alguns ajustes como, por exemplo, ela não realizará a produção de uma grande quantidade de Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS produtos diferenciados, geralmente esse é um sistema mais implementado na produção de um produto único ou de pequenas quantidades. Outra característica desse tipo de sistema é que as suas saídas são em sua maioria padronizadas e oferecem pequenas variações, um exemplo são as indústrias hidrelétricas, que funcionam de maneira contínua para a produção de energia elétrica (VERAS, 2018). Sistemas de produção em projetos: esse é um modelo de produção adequado para situações especiais e que demandam muitos recursos e planejamento, por isso, é natural que as organizações que optarem por ele precisam estar a par das condições especí�cas dele. Outro aspecto importante é que como cada necessidade organizacional é especí�ca, os produtos e serviços apresentados também possuem características únicas, por isso, é natural que esse sistema seja utilizado para produção de produtos singulares com altos valores envolvidos (LOBO; SILVA, 2014). Basicamente, temos que esse tipo de projeto envolve toda a administração da empresa, passando pelos departamentos e contando com o apoio dos seus fornecedores, sendo comum na produção de grandes aeronaves, navios de guerra e cruzeiros, trens e até algumas estruturas industriais, como é o caso de grandes siderúrgicas. A busca pelo conhecimento acerca das características de cada sistema de produção é de fato muito importante para todos os gestores, assim, conhecer os tipos e suas características acaba demandando o estudo e a preparação para que as empresas possam ter os melhores resultados. Vamos Exercitar? Compreendendo os elementos principais de um sistema de produção O uso de um sistema de produção pela organização precisa estar alinhado com os objetivos, a missão e a visão do negócio, não adianta uma empresa querer implementar um sistema por projeto para produzir produtos que podem, por exemplo, utilizar um sistemamais barato e mais adequado para as suas necessidades (KRAJEWSKI; RITZMAN; MAHOTRA, 2009). Compete aos pro�ssionais gestores a tarefa de organizar da melhor maneira possível a implementação dos sistemas e fazer com que as suas escolhas estejam de acordo com as práticas do mercado (VERAS, 2018). A integração das atividades organizacionais, bem como a atuação conjunta de todos os departamentos deve ser uma prática vigente nas organizações que queriam fazer uma boa escolha acerca do seu processo de produção. Visando colaborar com essa escolha, é necessário avaliar alguns elementos importantes dessa tarefa, são eles: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 3 | Elementos principais de um sistema de produção. Fonte: elaborada pelo autor. O primeiro elemento que deve ser observado acerca do sistema de produção está relacionado ao mapeamento de processos. Essa, apesar de ser uma atividade comum, acaba sendo negligenciada por diversos gestores, o que pode provocar muitos problemas e custos desnecessários. Através do mapeamento é possível aos gestores conhecer todas as etapas de produção, analisar cada uma delas e buscar melhorias para que elas transcorram da melhor forma possível (KRAJEWSKI; RITZMAN; MAHOTRA, 2009). Avaliar e entender os prazos também é necessário, pois quando uma empresa produz, ela necessita se adequar aos cronogramas de vendas, assim, é necessário buscar a melhor maneira de organizar o sistema produtivo para atendimento de todas as datas combinadas com seus clientes e consumidores. A determinação de metas também é um importante elemento do processo produtivo, pois é através dessas metas que é possível alinhar as expectativas acerca da produção e acompanhar os resultados em cada ciclo produtivo (VERAS, 2018). O processo de estabelecimento de KPIs (Key Performance Indicator – Indicadores-chave de performance), também conhecidos como Indicadores-chave de desempenho, é um elemento chave do processo produtivo, pois é importante que eles sejam coerentes para todas as máquinas e as pessoas envolvidas nos processos. Dentre os principais KPIs do processo produtivo temos: excelência operacional, Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS capacidade de inovação, sustentabilidade na produção, turnover (rotatividade dos funcionários), investimento em quali�cação, índice de �exibilidade, controle de produção e sucesso em vendas (KRAJEWSKI; RITZMAN; MAHOTRA, 2009). A capacitação também é um elemento importante, pois colaboradores bem treinados são capazes de realizar seus trabalhos com maior autonomia e de forma mais e�ciente. Em geral, temos que os recursos são investidos em capacitação dos colaboradores, que acabam retornando em maior e�ciência para a própria organização, além do mais, é necessário manter os colaboradores alinhados com as práticas do mercado (LÉLIS, 2015). A implementação de uma gestão integrada também é importante, pois, independentemente se a empresa optará por um sistema produtivo em lote, contínuo ou por projeto, é necessário que a gestão possa atuar em conjunto com as demais áreas do negócio. Por �m, a busca por automatização é necessária para que empresas possam melhorar o seu ambiente produtivo, quanto mais automatizados os seus processos estiverem, maior será a oportunidade de melhorar as suas saídas e qualidade de toda a organização. Saiba mais O processo de escolha do processo produtivo em uma organização deve levar em consideração inúmeras particularidades da empresa e do sistema em si. Assim, é recomendável que você leia o artigo intitulado Identi�cação e quanti�cação de indicadores-referência de sistemas de produção de leite, que apresenta elementos interessantes acerca de um caso real de uso de indicadores para avaliar um sistema produtivo. Referências BRAILE, M. Administração do tempo e a Matriz de Eisenhower. São Paulo: Etalent, 2020. KRAJEWSKI, L. J.; RITZMAN, L.; MAHOTRA, M. Administração de produção e operações. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009. LÉLIS, E. C. Administração da produção. São Paulo: Pearson, 2015. LOBO, R. N.; SILVA, D. L. Planejamento e controle da produção. 1. ed. São Paulo: Érica, 2014. VERAS, M. H. D. Gestão de carreiras e competências empresariais: 100 dicas práticas. São Paulo: Atlas, 2018. https://www.scielo.br/j/rbz/a/XNgQFvf7PnZ576T35hkTLZG/abstract/?lang=pt https://www.scielo.br/j/rbz/a/XNgQFvf7PnZ576T35hkTLZG/abstract/?lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Aula 3 Demanda Demanda Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. O conhecimento sobre a previsão de demanda é essencial para todos os pro�ssionais que atuam no setor logístico, pois, assim, será possível ajustar e garantir maior e�ciência e e�cácia no ambiente organizacional. Por isso, em nossa videoaula será possível para você conhecer um pouco mais sobre a relevância da previsão de demanda nos negócios. Ponto de Partida Os pro�ssionais que atuam na gestão logística e da produção estão sempre em busca de melhorar o ambiente de negócios para as suas organizações, por isso, é necessário que eles sempre estejam atuando alinhados às práticas de mercado, às expectativas de seus clientes, bem como que possam melhorar o posicionamento das suas empresas frente ao mercado. Por isso, se faz necessário que os gestores busquem entender o comportamento da demanda dos seus produtos e serviços, tornando assim possível melhorar o seu processo de tomada de decisão. Com uma previsibilidade em seus negócios, é possível que as organizações possam melhorar a sua tomada de decisão e gerir melhor os seus variados recursos. Assim, é necessário que os gestores possam conhecer melhor os desejos do mercado em relação ao seu processo produtivo, assim, permitiriam uma melhoria na qualidade dos processos de tomada de decisões dentro das empresas. Ao longo desta unidade serão abordados os principais conceitos sobre previsão de demanda, aspectos operacionais e de como esse tipo de informação pode ser bené�co para organizar melhor o seu processo produtivo. Bons estudos! Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Vamos Começar! Compreendendo a previsão de demanda O processo de gestão da logística e da produção de qualquer empresa envolve basicamente quatro funções especi�cas, são elas: planejamento, organização, direção e controle. Assim, qualquer gestor organizacional precisa lidar com essas quatro funções para que possa melhorar o ambiente de tomada de decisão, por isso, é necessário avaliar como essas funções serão operacionalizadas para garantir os melhores resultados para toda a empresa. Em relação ao planejamento, é esperado que os gestores busquem o máximo de informações para que possam preparar os seus negócios para lidar com o futuro, assim, exige-se dos gestores que eles tenham inteligência empresarial em seus processos de gestão. Algumas perguntas tornam-se comuns no ambiente das empresas que atuam e que buscam melhores processos logísticos e de produção. Essas perguntas são apenas alguns exemplos de como os questionamentos devem ser constantemente realizados para impedir que a organização caia em uma espécie de paralisia e seja ultrapassada pelos seus concorrentes (TURCHI, 2018). Dentre essas perguntas as principais são: Como reestruturar as ações de marketing da empresa? Quais campanhas promocionais realizar? Como prever o comportamento do consumidor em relação às vendas da empresa? Quais são as novas oportunidades comerciais que o mercado apresenta? Quais produtos estão sendo mais demandados pelos clientes? Como buscar novos fornecedores que estejam aptos a fornecer o que os clientes tanto desejam? Como otimizar e ampliar a lista de produtos comercializados pela empresa? Como selecionar melhor os parceiros para a organização? Como estabelecer um processo e�ciente de avaliação do mercado em que a empresa esteja atuando? Quais são as perspectivas futuraspara esse mercado? Como os concorrentes se comportam? Quais os novos entrantes (concorrentes) nesse mercado? Como criar experiência para os clientes no momento da relação dele com a empresa? Como reforçar positivamente a experiência do cliente em relação à empresa? Ao elaborar essas e outras perguntas ao longo de um processo de planejamento produtivo, bem como de fazer com que toda a equipe envolvida nesse processo se esforce para buscar oferecer respostas a elas, permite às empresas atuar com inteligência empresarial e prever uma série de acontecimentos que possam impactar o negócio da empresa (GARDER, 2010). O uso da inteligência empresarial também se baseia no uso de algumas ferramentas, que já são tradicionalmente utilizadas pelas organizações em todo o mundo, mas que mesmo assim contribui muito para as organizações e não devem ser desprezadas pelos gestores das empresas que atuam no mercado digital (RUSSEL, NORVIG, 2013). Dentre essas ferramentas, temos a necessidade de as empresas implementarem a previsão de demanda na gestão de suas operações, permitindo uma melhor preparação da logística e da produção em seu negócio. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Em termos conceituais, temos que o processo de previsão de demanda é reconhecidamente como uma estimativa de mercado que permite a empresa antecipar o seu futuro, assim, é possível aos gestores saberem qual será a quantidade de produtos e serviços que serão comercializados, o que garante informações su�cientes para que ele possa melhorar os processos internos e se adaptar a essas mudanças. Ressalta-se ainda que quanto melhor a previsão de demanda das empresas, será mais fácil para ela maximizar o seu processo produtivo, garantindo resultados mais robustos. A previsão de demanda envolve também a análise de variáveis internas e externas do negócio, com isso, é possível que a empresa esteja preparada a antecipar tendências de consumo e possa tirar o melhor proveito possível do mercado em que atua. Em relação ao setor varejista, por exemplo, é comum que as empresas implementem o processo de DRP (Distribution Requirements Planning), que garante uma signi�cativa melhoria da acuracidade na análise das demandas dos produtos comercializados, melhorando assim a e�ciência do negócio. Siga em Frente... Características da previsão de demanda Uma das melhores formas de se criar o futuro é criá-lo, por isso, muitas organizações que atuam no mercado digital utilizam-se de variados métodos para antecipar tendência, construir cenários e projetar perspectivas de futuro para que possa se preparar e adequar seu modo de atuação e de trabalho. A partir desse método de atuação das organizações surge o que na literatura de gestão costuma-se denominar de inteligência antecipativa, que seria a inteligência utilizada nos processos decisórios com vistas a identi�car oportunidades e ameaças ao negócio da empresa que ainda não ocorreram, mas que estão na iminência de ocorrer. Através do uso da inteligência antecipativa é possível a organização buscar uma rápida adequação de sua estrutura e adaptar-se aos novos cenários. A previsão de demanda, portanto, pode ser considerada como um dos melhores meios que as organizações possuem para agir de maneira mais inteligente em seus negócios. O uso da previsão de demanda está baseado no uso de informações passadas, essas por sua vez são compostas por dados e informações do ambiente externo da empresa e que permitem conhecer como se dará o comportamento socioeconômico da sociedade, o que geralmente tende a alterar os padrões de consumo e mudar a forma de relacionamento das pessoas com a organização. Compreender o conceito de informações futuras é essencial para que os gestores possam utilizar esse tipo de inteligência na gestão de seus negócios, por isso, se faz importante distinguir as características que esse tipo de informação possui em relação aos demais tipos de informações que a organização possui acesso em seu dia a dia. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS As informações são insumos para o processo de tomada de decisão, por isso, é essencial que as organizações tenham o maior cuidado para que possam captar essas informações, esse zelo é essencial para que não tome nenhuma decisão dentro da organização baseada em informações falsas ou que não condizem com a realidade do negócio da empresa. Por isso, o uso de informações antecipativas pressupõe que gestores e empresas “organizem e implementem um processo de coleta, seleção e armazenamento de informações e sua análise, visando a sua difusão. É na fase de análise que os dirigentes normalmente encontram di�culdade de fazer emergir um sentido útil para ação futura” (FASAN; MUNIZ, 2004, p. 205). Os gestores devem buscar na criação de cenários futuros prever como o seu mercado absorverá novos processos e novas tecnologias, somente assim será possível proteger a empresa de eventuais mudanças que possam prejudicar seu negócio de alguma forma. Assim, é necessário conhecer os quatro passos necessários para se implementar a previsão de demanda em seus negócios e fazer uma boa análise dessa demanda, esses passos estão apresentados na Figura 1 a seguir: Figura 1 | Passos para realização da previsão da demanda. Fonte: elaborada pelo autor. O passo da previsão de demanda conhecido como de�nição do objetivo, auxilia os gestores a entenderem um pouco mais sobre a importância e relevância de todo o processo, por isso, aqui são descritas as metas quantitativas referentes ao sucesso de vendas que a empresa espera Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS alcançar em seu negócio. Ressalta-se, ainda, que a de�nição do objetivo auxilia a empresa na elaboração de metas de curto, médio e longo prazo, além de colaborar para permitir um melhor direcionamento quanto ao processo de previsão realizado. O segundo passo é o responsável pela de�nição de qual metodologia será utilizada para realizar a previsão da demanda, aqui serão utilizados métodos quantitativos e qualitativos para a escolha da melhor metodologia. Portanto, em relação aos métodos quantitativos temos que são analisados dados concretos, como histórico de vendas e giro de estoque para uma melhor de�nição. Já sobre os aspectos qualitativos temos que são levadas em consideração opiniões de especialistas, expectativas da equipe da área comercial e também percepção de clientes sobre vendas futuras. A coleta de dados se constitui no terceiro passo, basicamente, aqui temos todos os esforços realizados com a intenção de captar o máximo de dados para subsidiar uma boa previsão de demanda. Esses dados permitirão, dentre outras coisas, de�nir o comportamento do consumidor e possíveis mudanças no mercado que afetem as vendas e altere a previsão do negócio. En�m, o quarto passo que deve ser observado em uma análise de previsão de demanda é o responsável pela interpretação dos resultados, aqui de posse de todas as informações levantadas será possível aos gestores analisá-las e tomar as decisões para preparar seu negócio para atender a essa demanda. Vamos Exercitar? Compreendendo os tipos de previsão e análise da demanda As empresas têm feito uso de tecnologias cada vez mais avançadas para lidar com a expectativa de prever as suas demandas, por isso, tem se tornado comum que equipes de logística e produção acabem apoiando seus processos de decisões em relatórios elaborados por sistemas computacionais. No Quadro 1 é possível ter acesso às de�nições importantes sobre os dois tipos principais de previsão de demanda existentes: Tipo de previsão de demanda Descrição Previsão quantitativa É o tipo previsão de demanda em que a análise é enriquecida com os números de vendas de períodos anteriores. Essa análise pode ser feita sobre dias da semana, meses e até anos, dependendo da quantidade de dados que a organização possui em seu banco de dados. Ressalta-se, ainda, a Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS necessidade de avaliar questões como sazonalidade na obtenção da média, pois é obvio que umaempresa de chocolates terá seu �uxo maior de vendas no mês em que ocorrer a Páscoa, por exemplo. Em geral, temos que as empresas fazem uso de equações, fórmulas matemáticas e levam em consideração dados macroeconômicos para fazer os cálculos e ter uma base de quanto será comercializado nos próximos períodos. Previsão qualitativa É o tipo de previsão utilizada quando a quantidade de dados e informações em períodos anteriores não são su�cientes para realização de uma previsão futura, por isso, se torna necessário contar com a experiência e até a intuição do administrador e sua equipe. Em pequenas empresas é comum que a equipe de vendas forneça insights sobre a quantidade que será comercializada, já que esses pro�ssionais estão na linha de frente junto aos consumidores. Quadro 1 | Tipos principais de previsão de demanda. Fonte: Sebrae (2017, on-line). Em relação à análise que as empresas devem realizar das suas previsões de demanda, é sempre importante que esses não sejam os únicos dados a serem utilizados nos processos de tomada de decisões, pois, por mais que a previsão esteja de acordo com as melhores métricas existentes no mercado, sempre é necessário avaliar possíveis mudanças e alterações no ambiente externo organizacional. Sobre esse tipo de análise é importante considerar o que apresenta o Sebrae (2017, on-line): [...] assim, não é produtivo esperar que o número seja preciso. É bom ter claro, portanto, que não é necessário gastar todas as energias em busca do método perfeito. Inclusive, é saudável fazer uma reavaliação constante da previsão, atingindo com mais frequência o equilíbrio entre oferta e demanda. Vale lembrar, também, que fatores externos podem ter grande in�uência sobre a demanda. Eles podem surgir, inclusive, de uma hora para outra – um desastre natural pode afetar seu principal mercado, por exemplo. Considerando as situações inesperadas que podem surgir, é necessário avaliar ainda que os gestores logísticos deverão avaliar possiblidades de ajustes para lidar com mudanças na conjuntura do negócio, assim, o melhor é sempre realizar previsões de demanda e mesmo assim Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS garantir maior �exibilidade para que os seus negócios possam se alterar e ajustar às novas realidades que surgem. Saiba mais O processo de realização de uma previsão de demanda não é dos mais simples nos negócios, por isso, conhecer como outras empresas realizam ele é de grande relevância para todos os gestores. Assim, é recomendável que você leia o artigo intitulado Passos para implantação de sistemas de previsão de demanda: técnicas e estudo de caso, que apresenta elementos interessantes acerca de um caso real do uso de previsão de demanda por uma empresa. Acesse o link a seguir: PELLEGRINI, F. R.; FOGLIATTO, F. S. Passos para implantação de sistemas de previsão de demanda: técnicas e estudo de caso. Production, v. 11, n. 1, p. 43-64, jan. 2001. Referências FASAN, M. A. C.; MUNIZ, R. J. Análise de informações de inteligência estratégica antecipativa coletiva: proposição de um método, caso explicado e experiência. R. Adm., v. 39, n. 3, p. 205-219, jul-ago-set, 2004. Disponível em: http://rausp.usp.br/wp-content/uploads/�les/V3903205- 219.pdf. Acesso em: 10 fev. 2023. GARDER, H. Inteligências múltiplas ao redor do mundo. Porto Alegre: Artmed, 2010. RUSSEL, S. J.; NORVIG, P. Inteligência arti�cial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. SEBRAE. Previsão de demanda dos consumidores: como fazer? Sebrae, 2017. Disponível em https://www.sebrae-sc.com.br/blog/previsao-de- demanda#:~:text=Existem%20dois%20tipos%20de%20abordagens,an%C3%A1lise%20e%20o%20 horizonte%20temporal. Acesso em: 10 fev. 2023. TURCHI, S. R. Estratégias de marketing digital e e-commerce. São Paulo: Atlas, 2018. Aula 4 Técnicas de Previsão de Demanda Técnicas de previsão de demanda https://www.scielo.br/j/prod/a/gkHJjJVRgbdbDW4qMBDRKpS/?lang=pt&format=html https://www.scielo.br/j/prod/a/gkHJjJVRgbdbDW4qMBDRKpS/?lang=pt&format=html http://rausp.usp.br/wp-content/uploads/files/V3903205-219.pdf http://rausp.usp.br/wp-content/uploads/files/V3903205-219.pdf https://www.sebrae-sc.com.br/blog/previsao-de-demanda#:~:text=Existem%20dois%20tipos%20de%20abordagens,an%C3%A1lise%20e%20o%20horizonte%20temporal https://www.sebrae-sc.com.br/blog/previsao-de-demanda#:~:text=Existem%20dois%20tipos%20de%20abordagens,an%C3%A1lise%20e%20o%20horizonte%20temporal https://www.sebrae-sc.com.br/blog/previsao-de-demanda#:~:text=Existem%20dois%20tipos%20de%20abordagens,an%C3%A1lise%20e%20o%20horizonte%20temporal Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. O conhecimento sobre aspectos operacionais de utilização da previsão de demanda nas empresas é algo que deve ser observado pelos gestores como estratégico para o sucesso organizacional. Por isso, em nossa videoaula será possível a você conhecer um pouco dessas operações em seus negócios, com algumas peculiares características do dia a dia organizacional. Ponto de Partida A busca pela previsão de demanda é uma prática corrente entre as empresas de todos os setores, quanto mais informações um gestor obtiver sobre os períodos futuros, melhores serão as condições preparadas por ele para lidar com a realidade que se apresentará. Atualmente, temos que as empresas têm realizado inúmeros investimentos para buscar modernos softwares que auxiliam na previsão de demanda dos seus negócios, entretanto, é muito comum também que esses relatórios acabem não trazendo os resultados esperados pela alta administração. A gestão organizacional deve se preocupar em dar uma boa utilidade para os dados de previsão de demanda que são levantados em seu negócio, por isso, é necessário que esses dados possam subsidiar decisões importantes acerca da produção e da logística em seu negócio. Um dos aspectos que mais tem permitido análises no processo de previsão de demanda é o que trata das questões de orçamento e inventário, pois são processos que se alteram em grande parte quando é identi�cada uma demanda que esteja desalinhada com a expectativa do negócio, portanto, decisões precisam ser tomadas para que se possa efetuar as correções a tempo. Ao longo desta unidade serão abordados os principais processos que relacionam a previsão de demanda, o inventário e a armazenagem logística, bem como suas relações com a prática orçamentária nas empresas. Bons estudos! Vamos Começar! Compreendendo o processo de orçamento O processo de planejamento �nanceiro em uma organização tende a promover uma série de atividades que possibilitem agregar maior retorno à organização, assim, é fundamental que todos Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS os pro�ssionais que atuam na logística e na produção possam compreender corretamente o signi�cado e a importância do orçamento. Assim, segundo Maçães (2017, p. 44), temos que “o sucesso de uma organização não depende apenas da estratégia e do processo de planejamento responsável pela �xação de objetivos, do desenho organizacional, que permite a execução adequada das tarefas”. Em termos de planejamento, temos que o sucesso de qualquer organização depende da sua capacidade de implementar um sistema orçamentário que auxilie no controle e�caz da aplicação dos seus recursos (PADOVEZE, 2016). Quando uma organização realiza a previsão da sua demanda, é importante que ela utilize o planejamento do orçamento para que possa levantar um panorama de todos os seus principais custos. Após isso, todos os pro�ssionais envolvidos nesse processo poderão avaliar todas as atividades operacionais que permitam a empresa atender a essa demanda prevista, obtendo a melhor lucratividade. No Quadro 1 é possível conhecer um orçamento empresarial a seguir: Atividade Característica Estimativas de custos Realizar estimativas de custos sobre todas as atividades que aentidade realiza. Estimativas de tempo Realizar estimativas sobre os tempos gastos nas atividades realizadas pela entidade. Tornar os processos mais ágeis Subsidiar o processo de tomada de decisão com dados e informações de qualidade e que realmente contribuam para isso. Analisar as especi�cações técnicas Considerar todas as especi�cações técnicas que estejam relacionadas às atividades da empresa e analisar o impacto delas sob o risco da gestão de custos. Corrigir falhas Buscar formas de corrigir falhas e distorções na aplicação do orçamento em projetos e atividades. Controlar a execução das atividades Acompanhar a execução das atividades ou dos projetos da entidade, para que assim seja possível a realização da veri�cação se os custos apresentados estão dentro do patamar dos custos orçados. Quadro 1 | Atividades relacionadas ao orçamento empresarial. Fonte: elaborado pelo autor. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS O processo de análise e controle dos custos exige que os pro�ssionais escolhidos para essa tarefa saibam realizar uma série de tarefas que são fundamentais para esse tipo de atividade, por isso, destaca-se que esses pro�ssionais devem buscar desenvolver todas as competências necessárias para lidar com a atividade de elaborar e utilizar a ferramenta orçamento, que é fundamental para todos os negócios (PADOVEZE, 2016). Aos pro�ssionais que são responsáveis por trabalhar com o setor de custos na realização dos orçamentos, são necessários alguns comportamentos, habilidades e competências, dentre os principais, podemos citar: identi�car recursos; ler e interpretar projetos; análise crítica; estimar custos e prazos; buscar capacitação constantemente; conhecimentos práticos; detalhistas, conhecer e utilizar softwares de apoio à gestão e ao controle; organizado; conhecer sistemas e metodologias; conhecer sistemas e métodos de custeio; possuir bom relacionamento e saber trabalhar em equipe; possuir resiliência e saber trabalhar sob pressão. O ambiente organizacional está em constante evolução, entretanto, é de fundamental importância que as necessidades de controle das empresas possam ser incorporadas a todo processo de tomada de decisão existente (PADOVEZE, 2016). Esse processo de utilização do orçamento acaba garantindo às empresas melhores atividades produtivas e logísticas para os seus negócios, o que torna as empresas cada vez mais competitivas. Siga em Frente... Demanda e sua in�uência na logística O orçamento é uma ferramenta crucial na logística empresarial, pois permite que as empresas planejem e gerenciem seus recursos �nanceiros de forma e�ciente. Um orçamento bem elaborado ajuda as empresas a controlar seus custos, minimizar seus riscos e maximizar seus lucros (LUCCA, 2013). Esse orçamento, portanto, aparece como uma importante ferramenta para auxílio de todos os gestores que estão à frente nas organizações. Na logística empresarial, o orçamento é usado para planejar e gerenciar as despesas relacionadas ao transporte, ao armazenamento e à distribuição de produtos. Isso inclui despesas com pessoal, equipamentos, materiais e serviços (PADOVEZE, 2016). Ao criar um orçamento, as empresas podem estabelecer metas �nanceiras e operacionais realistas e monitorar o desempenho ao longo do tempo. Isso permite que as empresas identi�quem áreas de ine�ciência e tomem medidas para melhorar a e�ciência e reduzir os custos (KUAZAKI, 2016). Além disso, um orçamento e�caz permite que as empresas sejam proativas na gestão de riscos, estabelecendo um plano para lidar com imprevistos que possam surgir durante a execução das operações logísticas. Por exemplo, um orçamento pode incluir uma reserva para lidar com despesas inesperadas, como avarias no transporte ou a necessidade de contratar mão de obra Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS adicional para lidar com picos de demanda, o que garante para a organização melhores instrumentos de planejamento da sua produção e da sua logística (LUCCA, 2013). O processo de elaboração de um orçamento em logística é muito importante, por isso, é válido que todos os pro�ssionais que estiverem envolvidos nesse processo observem todas as etapas apresentadas na �gura a seguir: Figura 1 | Aspectos do orçamento da logística. Fonte: elaborada pelo autor. O pro�ssional, ou equipe de pro�ssionais, que executa as atividades relacionadas à gestão do orçamento e análise de custos possuem como principal função a realização de atividades de inteligência e geração de informações para o tomador da decisão. Essas funções têm por característica serem suporte da administração, possibilitando a geração de relatórios e subsídios que visam auxiliar os gestores em suas atividades. Importante destacar ainda que a área orçamentária propicia uma grande oportunidade para todos que almejam trabalhar e desenvolver atividades na contabilidade (LUCCA, 2013). Em resumo, a importância do orçamento na logística empresarial está em permitir que as empresas planejem e gerenciem seus recursos �nanceiros de forma e�ciente, estabelecendo metas realistas, monitorando o desempenho e sendo proativas na gestão de riscos. Dessa forma, as empresas podem maximizar seus lucros e manter uma operação logística e�ciente e sustentável a longo prazo (LUCCA, 2013). Dentre os principais aspectos de um orçamento logístico em uma empresa é compreender os elementos pertencentes à armazenagem e ao inventário da organização. Os custos de armazenagem são aqueles relacionados à manutenção dos estoques em um local físico adequado, que possa proteger os produtos de danos, roubos e deterioração, até que sejam necessários para uso ou distribuição (KUAZAKI, 2016). As empresas geralmente precisam arcar com uma série de despesas relacionadas à armazenagem, tais como: Aluguel ou propriedade do espaço de armazenagem: é necessário pagar pelo espaço utilizado para armazenar produtos (PADOVEZE, 2016). O aluguel pode variar dependendo Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS do tamanho do espaço, localização e infraestrutura. Custos com equipamentos de armazenagem: as empresas precisam de equipamentos adequados para armazenar os produtos, como prateleiras, paletes, empilhadeiras, câmaras frigorí�cas, entre outros. Esses equipamentos exigem manutenção, limpeza e eventualmente precisam ser substituídos (PADOVEZE, 2016). Custos com pessoal: é necessário contratar pessoal para operar e gerenciar o armazém, o que inclui funcionários para recebimento, separação, conferência, movimentação e expedição dos produtos. Além disso, é preciso contar com uma equipe de gestão para supervisionar o processo de armazenagem. Custos com segurança: as empresas precisam proteger seus estoques de roubos e furtos, bem como de danos causados por incêndios, enchentes ou outras situações adversas. Isso implica gastos com equipamentos de segurança, vigilância, seguro contra riscos, sistemas de alarme, etc. Custos com energia elétrica e água: é necessário manter o espaço de armazenagem com condições adequadas de temperatura, iluminação e umidade, o que pode aumentar os custos com energia elétrica e água (LUCCA, 2013). Custos com gestão de estoques: as empresas precisam ter um controle efetivo sobre os estoques, o que implica gastos com softwares de gestão de estoques, sistemas de inventário, equipamentos de identi�cação por código de barras, entre outros. Portanto, os custos de armazenagem nas empresas são variados e representam um grande desa�o para manter uma operação logística e�ciente e rentável (KUAZAKI, 2016). É fundamental que as empresas avaliem os custos envolvidos e adotem estratégias para minimizá-los, sem comprometer a qualidade e segurança dos produtos. Vamos Exercitar? Compreendendo os tipos de inventário no controle dos estoques As organizações e seus gestores devem, de posse do orçamento empresarial, construir as suas metas e seus objetivos para o próximo período. Assim, torna-se essencial que todos os gestores possam reconhecer a importância de se realizar um bom planejamento estratégico paraa sua empresa (PADOVEZE, 2016). Entretanto, antes de conceituar o que é planejamento estratégico, é importante entender que qualquer tipo de problema passa por quatro etapas para sua resolução, são elas: Primeira etapa - Percepção de oportunidade ou da necessidade de decidir: compete aos gestores dos negócios apresentar uma visão ampla sobre a totalidade da empresa, assim, ele poderá entender quais são as necessidades emergentes e que devem ser tratadas com maior prioridade (LUCCA, 2013). Assim, quanto mais ágil for a resolução de um problema, melhores serão os resultados. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Segunda etapa - Formulação das várias ações alternativas: os gestores dispõem de várias metodologias que podem ser utilizadas para a criação de alternativas na resolução dos problemas das suas empresas. Assim, “mais importante que metodologias é a organização ter consciência dos limites de tais ações, a �m de não perder tempo avaliando alternativas incompatíveis com suas possibilidades de realização” (CRUZ, 2019, p. 33). Terceira etapa - Avaliação das alternativas quanto aos resultados: essa etapa é complementar às etapas anteriores, pois a avaliação das alternativas formuladas está relacionada com os resultados esperados pelo gestor (LUCCA, 2013). Ressalta-se ainda que os gestores não podem ter falsas expectativas, por isso, é sempre importante ter seriedade no momento da de�nição destas e de qualquer tomada de decisão nos processos organizacionais. Quarta etapa - Escolha das alternativas que serão implantadas: segundo Cruz (2019, p. 33), “tendo realizado os três primeiros itens de modo seguro, a escolha das alternativas que servirão de base para as operações do dia a dia da organização possibilitará uma administração mais preocupada em alcançar os objetivos de�nidos no plano estratégico”. As organizações precisam planejar as suas ações, pois, assim, será possível destinar recursos necessários para realizar todas as atividades da sua organização. Assim, é necessário que ela se utilize de todos os elementos da logística para garantir uma melhoria dos seus resultados, dentre elas, temos a prática de realizar o inventário. Inventário na gestão de estoque refere-se à contagem física dos produtos armazenados em um determinado momento, bem como à avaliação do seu valor monetário (PADOVEZE, 2016). É uma atividade essencial para garantir o controle e a precisão dos estoques de uma empresa, bem como para identi�car possíveis desvios e problemas na gestão de estoques. O processo de inventário geralmente é realizado em intervalos regulares, como semanalmente, mensalmente ou anualmente, dependendo da complexidade do estoque e da frequência das vendas. Durante o processo de inventário, os produtos são contados �sicamente, geralmente usando sistemas de leitura de código de barras ou outras tecnologias de identi�cação de produtos (LUCCA, 2013). Os resultados da contagem são então comparados com as informações registradas no sistema de gestão de estoques da empresa, para identi�car discrepâncias e ajustar as informações no sistema. O objetivo principal do inventário na gestão de estoque é garantir a precisão das informações sobre o estoque disponível e reduzir o risco de estoques em excesso ou faltantes. Com informações precisas sobre o estoque, as empresas podem tomar decisões mais informadas sobre questões como níveis de estoque, fornecedores e compras futuras. Além disso, o inventário também é importante para avaliar o valor do estoque em mãos, que é usado para �ns contábeis e �scais, como o cálculo de impostos sobre o estoque (KUAZAKI, 2016). A contagem física dos produtos permite que a empresa determine o valor real do estoque e o compare com o valor registrado nos livros contábeis (LUCCA, 2013). Em resumo, o inventário é uma atividade crucial na gestão de estoque, pois permite que as empresas mantenham um Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS controle preciso dos seus estoques, identi�quem possíveis problemas e tomem decisões informadas com base em informações precisas sobre o estoque. Saiba mais O processo de realização de uma previsão de demanda deve ser contemplado em conjunto à estratégia empresarial, assim, é necessário buscar informações úteis de grande relevância no ambiente corporativo. Portanto, é recomendável que você leia o artigo intitulado Modelagem de redes logísticas com custos de inventário calculados a partir da cobertura de estoque, que apresenta elementos interessantes acerca de um caso real do uso do controle do inventário em uma empresa. HAMAD, R.; GUALDA, N. D. F. Modelagem de redes logísticas com custos de inventário calculados a partir da cobertura de estoque. Production, v. 21, n. 4, p. 667–675, 2011. Referências CRUZ, T. Planejamento estratégico: uma introdução. São Paulo: Atlas, 2019. KUAZAKI, E. Planejamento estratégico. São Paulo: Cengage, 2016. LUCCA, G. Gestão Estratégica Balanceada: um enfoque nas boas práticas estratégicas. São Paulo: Atlas, 2013. MAÇÃES, A. A. R. Gestão �nanceira, orçamentação e controlo orçamental. Lisboa – Portugal: Conjuntura Actual Editora, 2017. PADOVEZE, C. L. Controladoria básica. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2016. Aula 5 Encerramento da Unidade Videoaula de Encerramento Este conteúdo é um vídeo! https://www.scielo.br/j/prod/a/TFJWJBNNTNBXKhZDTZpDnDf/abstract/?lang=pt https://www.scielo.br/j/prod/a/TFJWJBNNTNBXKhZDTZpDnDf/abstract/?lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. O processo produtivo das empresas está cada vez mais avançado, o uso de novas tecnologias e a criação de novas oportunidades de mercado podem agregar inúmeros resultados operacionais em todos os tipos de negócios. Por isso, é muito importante que os gestores compreendam todas as oportunidades existentes em termos de demanda, previsão de demandas e ferramentas orçamentárias existentes nas áreas de produção e logística, assunto esse que será abordado ao longo de nossa aula de revisão. Ponto de Chegada Compreendendo o ambiente de comércio exterior Olá, estudante, como você percebeu, em nossa unidade foi possível entender que o ambiente empresarial está cada vez mais complexo, assim, ele tem apresentado uma enorme quantidade de desa�os para os gestores e tomadores de decisões, portanto, analisar e compreender aspectos das operações produtivas e logísticas tem se tornado um importante tarefa no ambiente organizacional. Atualmente, não basta para as empresas oferecerem modernos produtos e serviços aos seus clientes, é necessário que elas cuidem de todos os processos de atendimento, entrega e manuseio que constituem a expectativa de seus clientes. Por isso, é comum que as operações produtivas tenham se integrado com a logística para oferecer todas as respostas e alternativas que as empresas necessitam para atender seus clientes mais exigentes. As empresas possuem inúmeras particularidades, portanto, é necessário entender que elas podem in�uenciar o processamento das demais empresas. Quando se trata de sistemas produtivos, temos que o processamento é a etapa que mais é in�uenciada pelas decisões e mudanças provocadas pela alta administração da empresa (LOBO; SILVA, 2014). Após o processamento, temos que as empresas apresentam o resultado dos seus processos produtivos através das saídas, nesse caso, há empresas que apresentam uma ampla linha de produtos e serviços, enquanto outras acabam por concentrar os seus esforços em poucas opções de produtos e serviços (BRAILE, 2020). Destaca-se, ainda, que as empresas ainda podem produzir detritos, poluição, rejeitos e lixos diversos como elementos de saída dos seus processos produtivos, o que faz com que elas tenham um plano elaborado para lidar com todas essas saídas indesejadas. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS A busca por produzir com mais qualidade e baixocusto acaba envolvendo uma série de decisões dentro do ambiente organizacional, por isso, avaliar qual o melhor processo produtivo para cada empresa é algo extremamente necessário (BRAILE, 2020). Muitas organizações que atuam no mercado digital utilizam-se de variados métodos para antecipar tendência, construir cenários e projetar perspectivas de futuro para que possa se preparar e adequar seu modo de atuação e de trabalho. A partir desse método de atuação das organizações, surge o que na literatura de gestão costuma-se denominar de inteligência antecipativa, que seria a inteligência utilizada nos processos decisórios com vistas a identi�car oportunidades e ameaças ao negócio da empresa que ainda não ocorreram, mas que estão na iminência de ocorrer. Através do uso da inteligência antecipativa é possível a organização buscar uma rápida adequação de sua estrutura e adaptar-se aos novos cenários. A previsão de demanda, portanto, pode ser considerada como um dos melhores meios que as organizações possuem para agir de maneira mais inteligente em seus negócios. A previsão de demanda está baseada no uso de informações anteriores, essas por sua vez são compostas por dados e informações do ambiente externo da empresa e que permitem conhecer como se dará o comportamento socioeconômico da sociedade, o que geralmente tende a alterar os padrões de consumo e mudar a forma de relacionamento das pessoas com a organização. Compreender o conceito de informações futuras é essencial para que os gestores possam utilizar esse tipo de inteligência na gestão de seus negócios, por isso, se faz importante distinguir as características que esse tipo de informação possui em relação aos demais tipos de informações que a organização possui acesso em seu dia a dia. O orçamento é uma ferramenta crucial na logística empresarial, pois permite que as empresas planejem e gerenciem seus recursos �nanceiros de forma e�ciente. Um orçamento bem elaborado ajuda as empresas a controlar seus custos, minimizar seus riscos e maximizar seus lucros (LUCCA, 2013). Esse orçamento, portanto, aparece como uma importante ferramenta para auxílio de todos os gestores que estão à frente nas organizações. Na logística empresarial, o orçamento é usado para planejar e gerenciar as despesas relacionadas ao transporte, ao armazenamento e à distribuição de produtos. Isso inclui despesas com pessoal, equipamentos, materiais e serviços (PADOVEZE, 2016). Ao criar um orçamento, as empresas podem estabelecer metas �nanceiras e operacionais realistas e monitorar o desempenho ao longo do tempo. Isso permite que elas identi�quem áreas de ine�ciência e tomem medidas para melhorar a e�ciência e reduzir os custos (KUAZAKI, 2016). Além disso, um orçamento e�caz permite que as empresas sejam proativas na gestão de riscos, estabelecendo um plano para lidar com imprevistos que possam surgir durante a execução das operações logísticas. Por exemplo, um orçamento pode incluir uma reserva para lidar com despesas inesperadas, como avarias no transporte ou a necessidade de contratar mão de obra Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS adicional para lidar com picos de demanda, o que garante para a organização melhores instrumentos de planejamento da sua produção e da sua logística (LUCCA, 2013). O ato de planejar, como visto, tem sido uma atividade frequente no ambiente empresarial, por isso, é muito importante avaliar como esse planejamento também se faz presente na área de produção das organizações. Mas, antes de estabelecermos uma conexão entre planejamento e produção, se faz importante avaliarmos qual conceito de planejamento é o ideal para ser empregado nesse tipo de estudo, segundo Lozada (2017, p. 12) “é o processo estruturado de identi�car e comunicar as ações a serem tomadas, bem como os recursos que precisam estar disponíveis no tempo, na quantidade e no local apropriado, para que possamos alcançar objetivos especí�cos estabelecidos”. Ao compreender aspectos sobre os processos produtivos, tem se tornado comum que as empresas ofertem um ambiente de negócios mais dinâmico. Assim, compete a todos os gestores, sobretudo aos responsáveis pelos departamentos de produção e logística, entenderem e utilizarem todas as técnicas de planejamento, controle, bem como sistemas produtivos que agreguem os melhores resultados aos seus negócios. Ao longo desta Unidade, foi possível compreender um pouco mais sobre os detalhes e as características operacionais desses elementos, o que tende a garantir cada vez mais resultados operacionais para os diferentes tipos de negócios. Bons estudos! É Hora de Praticar! A empresa XYZ é uma fabricante de produtos eletrônicos, incluindo smartphones, tablets e laptops, com sede nos Estados Unidos. A empresa tem presença global, com operações em vários países e regiões, incluindo América do Norte, Europa, Ásia e América Latina. Dentre os aspectos que mais destacam essa empresa em todos os mercados em que ela atua estão os seguintes: A empresa dispõe de uma marca reconhecida no mercado, pois, acabou realizando maciços investimentos em marketing nos últimos anos. A empresa possui uma intenção de tornar seus processos internos cada vez mais e�cientes para que possa disputar mercados em todos os países. Os investimentos em tecnologia realizados pela empresa, sobretudo em seus processos produtivos e logísticos, garantem à empresa rapidamente alcançar um dos três melhores lugares em vendas em qualquer mercado em que esteja atuando. A área da logística da empresa XYZ tem como meta entregar os novos pedidos em até 24 horas, independentemente de qual região os clientes moram, apesar de ambiciosa, essa é uma meta que já é realizada em alguns mercados que a empresa atua. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS No último trimestre a empresa enfrentou um problema de previsão de demanda para seus produtos eletrônicos, com isso ela teve três problemas que chegaram até a alta administração e acabaram gerando muita preocupação, são eles: altos custos de estoque, perda de receita e aumento da insatisfação do cliente. A empresa XYZ usava um modelo de previsão de demanda baseado em tendências históricas de vendas, sazonalidade e dados de mercado para prever a demanda futura de seus produtos. O modelo era atualizado regularmente e usado para planejamento de produção, compras de materiais e gestão de estoques. No entanto, o modelo de previsão de demanda falhou em prever com precisão a demanda de produtos eletrônicos em um período de alta sazonalidade. Como resultado da previsão incorreta de demanda, a empresa enfrentou vários problemas, incluindo: Custo de estoque excessivo: a empresa estava mantendo estoques excessivos de produtos eletrônicos para atender à demanda prevista, o que resultou em altos custos de armazenamento e gerenciamento de estoques. Perda de receita: devido ao excesso de estoque, a empresa teve que reduzir os preços para liquidar os estoques excedentes, o que resultou em uma redução na receita. Insatisfação do cliente: devido à falta de produtos em períodos de alta demanda, muitos clientes �caram insatisfeitos com a empresa e procuraram outras opções no mercado. Você foi chamado para atuar como gestor da empresa XYZ para implementar algumas soluções em relação à previsão de demanda. Para isso, recebeu da alta diretoria a necessidade de resolver os três problemas a seguir: Melhoria do modelo de previsão de demanda. Melhoria da comunicação. Ajuste da estratégia de estoque. De acordo com o conjunto de conhecimentos obtido ao longo da nossa disciplina, como você auxiliaria a empresa com esses problemas? Olá, estudante, você deverá analisar que o caso apresentado possui inúmeros detalhes e situações que são comuns nas empresas da atualidade, por isso, se faz necessário que os gestores se utilizem de todos os apoios para resolver esse tipo de problema. Recomenda-se, por exemplo, que observe quais são as possíveis soluções de gestão que possam ser utilizadas pelas empresas na avaliação dos problemas apresentados. Olá estudante,chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. A previsão de demanda é um processo que é amplamente utilizado pelas empresas e negócios, por isso, é importante reconhecer as características de cada uma: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 1 | Previsão de demanda. Fonte: elaborada pelo autor. BRAILE, M. Administração do tempo e a Matriz de Eisenhower. São Paulo: Etalent, 2020. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS KUAZAKI, E. Planejamento estratégico. São Paulo: Cengage, 2016. LOBO, R. N.; SILVA, D. L. Planejamento e controle da produção. 1. ed. São Paulo: Érica, 2014. LOZADA, K. Demanda empresarial. São Paulo: Editores, 2017. LUCCA, G. Gestão Estratégica Balanceada: um enfoque nas boas práticas estratégicas. São Paulo: Atlas, 2013. PADOVEZE, C. L. Controladoria básica. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2016. , Unidade 4 GESTÃO DA QUALIDADE E NORMAS TÉCNICAS Aula 1 Introdução à Gestão da Qualidade Introdução da gestão da qualidade Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, caro estudante, tudo bem? Em nosso vídeo da aula, vamos abordar os conceitos, as aplicações e as ferramentas aplicadas sobre a garantia e o controle de qualidade, também vamos abordar sobre uma breve introdução da gestão da qualidade na logística e sistemas de produção dentro das organizações e sobre as principais ferramentas da qualidade. Destacando uma linguagem simples e prática para melhor entendimento do conteúdo. Vale a pena conferir e desde já te desejo bons estudos e muito sucesso! Ponto de Partida Estudante, boas-vindas a mais uma aula. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS A garantia de qualidade é fundamental em qualquer setor da economia, especialmente nos setores da produção e logística, por exemplo, onde é necessário garantir a qualidade dos produtos e serviços oferecidos aos clientes. O controle de qualidade é uma parte importante da garantia de qualidade, pois permite que sejam identi�cados e corrigidos os problemas antes que eles afetem o produto �nal. Assim, a garantia de qualidade, o controle de qualidade e a gestão da qualidade são componentes essenciais da logística, pois garantem que os produtos e serviços oferecidos aos clientes sejam de alta qualidade e conforme os padrões estabelecidos. Dessa forma, a implementação de práticas e�cientes de garantia de qualidade, controle de qualidade e gestão da qualidade é crucial para o sucesso da logística e para a satisfação dos clientes. Vamos Começar! Conceituando a garantia e o controle da qualidade De acordo com Falconi (2004), a garantia de qualidade é um conceito amplo que se refere às práticas e aos processos implementados por uma organização para assegurar que seus produtos ou serviços atendam aos padrões estabelecidos de qualidade. Essa garantia é importante para assegurar a satisfação dos clientes, aumentar a con�ança no produto e proteger a reputação da empresa. A garantia de qualidade envolve uma variedade de atividades, desde a seleção de materiais e a de�nição de processos de produção até a veri�cação �nal dos produtos antes de serem entregues aos clientes. Além disso, a garantia de qualidade também inclui a realização de testes e inspeções regulares para identi�car e corrigir problemas de qualidade (FALCONI, 2004; SANTOS, 2014). De acordo com Santos (2014), a implementação de uma estrutura de garantia de qualidade bem estabelecida é crucial para o sucesso de uma empresa. Isso inclui a de�nição de objetivos claros de qualidade, a criação de um plano de ação para atingir esses objetivos e a alocação de recursos adequados para a implementação e manutenção desses processos. Além disso, é importante que as equipes envolvidas na garantia de qualidade trabalhem de forma colaborativa e sejam treinadas para identi�car e corrigir problemas de qualidade. É fundamental que as empresas também mantenham registros precisos e atualizados de suas atividades de garantia de qualidade e realizem avaliações regulares para determinar se suas práticas estão atendendo às expectativas de qualidade. Segundo Martins (2021), o controle de qualidade é um processo sistemático de veri�cação e avaliação de produtos ou serviços para garantir que atendam aos padrões estabelecidos de Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS desempenho, con�abilidade e conformidade. O objetivo é assegurar a satisfação dos clientes e melhorar a e�ciência do processo de produção. Conforme Corrêa (2019), a gestão da qualidade na logística é uma abordagem sistemática e estruturada para garantir a excelência no gerenciamento de todas as atividades relacionadas à logística, incluindo recebimento, armazenagem, transporte e entrega de produtos. O objetivo é maximizar a satisfação do cliente, melhorar a e�ciência e reduzir os custos, através da implementação de padrões de qualidade, controle de processos e monitoramento contínuo da performance. De acordo com Martinelli (2009), os fundamentos da Gestão Contemporânea da Qualidade incluem: 1. Enfoque no cliente - A gestão da qualidade contemporânea se concentra em atender às expectativas e necessidades dos clientes. 2. Liderança - Uma liderança forte é fundamental para garantir a implementação bem- sucedida da gestão da qualidade. 3. Envolvimento de pessoas - Todos os colaboradores da organização devem estar envolvidos na gestão da qualidade para garantir sua e�cácia. 4. Abordagem sistêmica - A gestão da qualidade contemporânea considera a organização como um sistema inter-relacionado e trabalha para otimizar o desempenho global. A gestão contemporânea da qualidade é baseada em normas técnicas e fundamentos. As principais normas técnicas da Gestão Contemporânea da Qualidade de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) são: 1. ISO 9001 - É a norma internacional de gestão da qualidade que estabelece requisitos para um sistema de gestão da qualidade e�caz e fornece orientação para a sua implementação. 2. ISO 14001 - É a norma internacional para gestão ambiental que estabelece os requisitos para um sistema de gestão ambiental e�caz e fornece orientação para a sua implementação. Os principais fundamentos segundo os principais gurus da qualidade e de acordo com Mello (2011) são: 1. Total Quality Management (TQM): é um enfoque integrado para a melhoria da qualidade que envolve todos os funcionários da organização. 2. Lean Management: é um enfoque de gestão que se concentra em maximizar o valor para o cliente e eliminar desperdícios em todos os processos da organização. Esses fundamentos e normas técnicas estão centrados na busca pela excelência e melhoria contínua, envolvendo toda a organização e seus processos, visando a satisfação do cliente e a e�ciência empresarial, principalmente no setor logístico. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Siga em Frente... Métodos e ferramentas para garantir e ter o controle da qualidade Segundo Andrade (2018), a gestão contemporânea da qualidade é uma abordagem moderna e e�caz para o gerenciamento de processos empresariais. Ela tem como objetivo principal garantir a satisfação dos clientes através da oferta de produtos e serviços de alta qualidade. Essa abordagem é baseada em princípios de melhoria contínua, liderança e�caz, envolvimento de pessoas, abordagem sistêmica e gestão por processos. A gestão contemporânea da qualidade se diferencia das abordagens tradicionais pela sua ênfase na colaboração e no envolvimento de todos os funcionários na busca pela melhoria contínua. Isso é alcançado através da implantação desistemas de gestão da qualidade, como a ISO 14001 e a ISO 9001, que estabelecem diretrizes claras para a gestão de processos e a garantia da qualidade dos produtos e serviços oferecidos (ABNT, 2000; ANDRADE, 2018). Outra característica importante da gestão e do controle da qualidade é a abordagem sistêmica, que considera a empresa como um sistema integrado de processos interdependentes. Dessa forma, a gestão da qualidade é vista como um processo contínuo e dinâmico, envolvendo a constante avaliação e melhoria de todos os processos da empresa. A qualidade é uma questão fundamental em qualquer empresa ou organização e sua garantia e seu controle requerem uma série de ferramentas e técnicas para serem e�cazes. Essas ferramentas ajudam a melhorar a qualidade da logística, garantindo a e�ciência, a e�cácia e a satisfação do cliente. De acordo com Miguel (2001), algumas ferramentas comuns na garantia, no controle e na gestão da qualidade na logística incluem: 1. Diagrama de Ishikawa: também conhecido como "espinha de peixe", esse diagrama é uma ferramenta visual que ajuda a identi�car as possíveis causas de um problema ou falha. É uma ferramenta útil para a análise de processos e pode ser usada para melhorar a qualidade de produtos ou serviços. 2. 5S: essa metodologia foi desenvolvida no Japão e visa aprimorar a organização, a limpeza e a e�ciência em um ambiente de trabalho. A implementação dos 5S ajuda a manter o controle sobre o local de trabalho e a garantir a qualidade dos produtos ou serviços. 3. Análise de Pareto: essa ferramenta permite identi�car 20% das causas que geram 80% dos problemas. Isso permite a concentração de esforços nas áreas que oferecem o maior potencial de melhoria. 4. Six Sigma: trata-se de uma metodologia que busca melhorar a qualidade de processos, produtos ou serviços através da eliminação de erros e variações. O objetivo é atingir a perfeição, com uma taxa de erro de apenas 3,4 por milhão de oportunidades. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS 5. Controle Estatístico de Processos (CEP): esse método permite monitorar e controlar o desempenho de um processo, identi�cando tendências e variações para que as medidas corretivas possam ser tomadas. �. Brainstorming: é uma técnica de grupo que ajuda a gerar ideias e soluções para problemas. 7. Controle de processos: é uma ferramenta que ajuda a monitorar e garantir a consistência e a e�ciência de processos logísticos. �. Análise de desempenho: é uma ferramenta que ajuda a medir e avaliar o desempenho de sistemas logísticos, incluindo a entrega de tempo, custos, qualidade e satisfação do cliente. 9. Grá�cos de controle de qualidade: é uma ferramenta grá�ca que ajuda a monitorar e detectar variações em processos logísticos. Com isso, as ferramentas de garantia e controle da qualidade são uma parte importante de qualquer esforço para melhorar a qualidade de produtos ou serviços. Elas permitem identi�car problemas, monitorar processos e implementar melhorias para garantir a satisfação do cliente e a e�ciência dos processos. Vamos Exercitar? A garantia e o controle da qualidade na prática Segundo Santos (2014), dentro de um contexto de aplicação, a garantia e o controle da qualidade são aspectos críticos em qualquer organização, sejam elas do setor de produção, serviços ou até mesmo do setor governamental. Eles garantem que os produtos e serviços oferecidos atendam aos padrões de qualidade estabelecidos, além de assegurar a satisfação dos clientes. A garantia da qualidade é a atividade sistemática de veri�cação e controle dos processos produtivos para garantir que os produtos e serviços sejam entregues com qualidade. Já o controle da qualidade é a atividade de monitoramento constante da qualidade dos produtos e serviços, garantindo a conformidade com os padrões estabelecidos. Segundo Carvalho (2005), as aplicações desses processos incluem a melhoria dos processos produtivos, a redução de custos, a satisfação do cliente e a �delização, além de assegurar a conformidade com regulamentos e normas. Além disso, a garantia e o controle da qualidade podem ajudar as organizações a identi�car pontos fracos em seus processos, a melhorar a e�ciência e a prevenir problemas futuros. No setor de produção, a garantia e o controle da qualidade são aplicados desde a concepção do produto até sua entrega �nal, garantindo que todas as etapas sejam realizadas com qualidade. Já no setor de serviços, eles são aplicados para garantir a qualidade dos processos e a satisfação do cliente. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS De acordo com Martins (2021), a garantia e o controle da qualidade são aplicações fundamentais na gestão de empresas, pois visam garantir a satisfação dos clientes e a melhoria constante dos processos internos. Essas práticas podem ser implementadas de diversas maneiras e alguns exemplos de aplicação incluem: 1. Padronização de processos: as empresas podem estabelecer padrões para a realização de tarefas, com o objetivo de assegurar a qualidade e a e�ciência do trabalho. 2. Treinamentos: a capacitação dos funcionários é essencial para a garantia da qualidade, pois permite que eles conheçam os padrões e procedimentos corretos. 3. Avaliação de fornecedores: as empresas devem avaliar os fornecedores para garantir que os materiais e insumos usados na produção atendam aos padrões de qualidade exigidos. 4. Testes e inspeções: é importante realizar testes e inspeções para veri�car a qualidade dos produtos e serviços antes de serem entregues aos clientes. 5. Feedback (manifestação, retorno ou opinião) de clientes: é fundamental ouvir as opiniões dos clientes e utilizá-las para melhorar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. �. Documentação detalhada: todas as etapas do processo produtivo são documentadas e registradas, incluindo as inspeções e os testes realizados. 7. Análise de dados: a análise de dados é uma ferramenta valiosa para o controle da qualidade, pois permite identi�car pontos de melhoria e tomar decisões informadas. Esses são apenas alguns exemplos que podem ser aplicados e praticados, de como as organizações podem garantir e controlar a qualidade de seus produtos e processos. Implementar medidas e�cazes de garantia e controle da qualidade é essencial para garantir a satisfação dos clientes e o sucesso da empresa a longo prazo. Com isso, a garantia, o controle e a gestão da qualidade são práticas importantes que ajudam as empresas a atingir seus objetivos e a garantir a satisfação dos clientes. É fundamental que as organizações invistam nessas práticas para manter a qualidade de seus produtos e serviços, bem como para se destacarem no mercado. Saiba mais Estudante, deixo como sugestão de aperfeiçoamento de conhecimentos o trabalho do autor Carlos Henrique Pereira Mello, Gestão da Qualidade, disponível na nossa biblioteca virtual. Indico como ferramenta de estudos sobre o tema visto em aula os Capítulos 1 e 3 do livro, em destaque o Capítulo 3, em que o autor trabalha os conceitos de TQM (Gestão da Qualidade Total, em sua tradução). Vale a pena a leitura. MELLO, C. H. P. Gestão da Qualidade. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2011. Abraços e desejo bons estudos! https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/1797/pdf/4 Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Referências ANDRADE, D. F. Gestão pela Qualidade. Belo Horizonte, MG: Editora Poisson, 2018. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9000: Sistema de Gestão da Qualidade - fundamentos e vocabulário. Rio de Janeiro, 2000. CARVALHO, M. M.; PALADINI, E. P. Gestão da Qualidade: teoria e casos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. CORRÊA, F. R. Gestão da Qualidade, Rio de Janeiro, RJ: Fundação Cecierj, 2019. FALCONI, V. Gerenciamento da rotina do trabalho do dia-a-dia. Nova Lima: INDG TecS, 2004. MARTINS, E. R. Gestão da qualidade, produções e operações. São Paulo: Editora Cientí�ca Digital, 2021. MARTINELLI, F. R. Gestão da Qualidade Total. Rio de Janeiro: Fundação da Biblioteca Nacional,2009. MELLO, C. H. P. Gestão da Qualidade. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2011. MIGUEL, P. A. C. Qualidade: enfoque e ferramentas. São Paulo: Artliber, 2001. SANTOS, A. A. Gestão da qualidade e con�abilidade. Belo Horizonte, MG: Anima Educação, 2014. Aula 2 Perspectiva Estratégica e Econômica da Qualidade Perspectiva estratégica e econômica da qualidade Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Olá, estudante, tudo bem? Em nosso vídeo da aula, vamos abordar a utilização de uma ferramenta muito utilizada para de�nir estratégias para melhorar a abordagem à Gestão da Qualidade, avaliação e implementação de estratégias e sobre contribuição da qualidade à logística na gestão empresarial. Essa ferramenta, ou também pode ser de�nida como metodologia, é a Análise Swot. Destacando uma linguagem simples e prática para melhor entendimento do conteúdo. Vale a pena conferir e desde já te desejo bons estudos e muito sucesso! Ponto de Partida Estudante, boas-vindas a mais uma aula. A perspectiva estratégica e econômica da qualidade é uma abordagem que considera a qualidade como um elemento fundamental para o sucesso de uma empresa no mercado. Ela parte do princípio de que a qualidade deve ser vista não apenas como um fator de satisfação do cliente, mas também como uma oportunidade para melhorar a e�ciência e a rentabilidade da empresa. Nessa perspectiva, a qualidade é vista como um investimento, e não como um custo. Isso signi�ca que as empresas devem considerar a implementação de práticas de qualidade como uma forma de aumentar a e�ciência e reduzir os custos, ao mesmo tempo que melhoram a satisfação do cliente. Abordando as ferramentas e os métodos que podem ser aplicados e colher bons resultados dentro das organizações, seja na área de produção ou operações logísticas, por exemplo. Então te espero mais uma vez para uma boa aula e já te desejo bons estudos! Vamos Começar! Estratégias e implementação dos conceitos da qualidade De acordo com Souza (2018), a gestão da qualidade é uma abordagem sistemática que busca maximizar a e�ciência e e�cácia de um processo ou produto, a �m de atender ou superar as expectativas do cliente. Para melhorar a abordagem à gestão da qualidade, é importante implementar estratégias e�cazes que possam ajudar a atingir esse objetivo. Uma das principais estratégias é a implementação de sistemas de gestão da qualidade, como a ISO 9001 e a ISO 14000. Esses sistemas estabelecem padrões para a gestão da qualidade e oferecem um quadro de referência para a melhoria contínua dos processos. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Outra estratégia importante é a identi�cação e o gerenciamento dos processos-chave. Essa etapa de identi�cação e gerenciamento dos pontos fortes dentro de um processo é de suma importância para obter um maior desenvolvimento econômico dentro das organizações, onde se pode destacar os pontos fortes, no caso os processos-chave, e se busca melhorias contínuas nos pontos a se melhorar (MONTGOMERY, 2009). Isso inclui a identi�cação das áreas críticas do processo e a implementação de medidas para melhorar a e�ciência e e�cácia desses processos. Além disso, a colaboração e a comunicação são estratégias fundamentais para a gestão da qualidade. É importante estabelecer canais de comunicação e�cazes com os funcionários, clientes e fornecedores para garantir que todas as partes envolvidas estejam alinhadas e trabalhando juntas em direção a um objetivo comum. A avaliação e implementação de estratégia é o processo pelo qual uma empresa identi�ca e avalia alternativas estratégicas, escolhe a estratégia mais adequada para atingir seus objetivos e implementa a escolhida. A avaliação de estratégia inclui a análise da situação atual da empresa, das tendências do mercado e da concorrência, bem como a identi�cação de oportunidades e ameaças. A implementação da estratégia envolve a criação de um plano detalhado para alcançar os objetivos estratégicos, bem como a de�nição de responsabilidades e recursos necessários. Esse processo é fundamental para garantir que a empresa esteja alinhada com suas metas e esteja pronta para enfrentar desa�os e aproveitar oportunidades no mercado (MONTGOMERY, 2009). A qualidade é uma parte crítica da logística na gestão empresarial, pois ela afeta a satisfação dos clientes, a reputação da empresa e a rentabilidade. Uma boa gestão da qualidade ajuda a garantir que os bens sejam entregues de forma precisa, oportuna e com o menor custo possível. Isso pode ser alcançado através de práticas e�cientes de armazenamento, transporte e distribuição, bem como através da monitorização constante da qualidade dos produtos e serviços prestados. Além disso, a incorporação da cultura da qualidade nas empresas pode melhorar a e�ciência da logística e aumentar a satisfação dos clientes. Assim, a contribuição da qualidade à logística na gestão empresarial é fundamental para o sucesso de uma empresa. Em resumo, as estratégias para melhorar a abordagem à gestão da qualidade incluem a implementação de sistemas de gestão da qualidade; a identi�cação e o gerenciamento dos processos-chave; a colaboração e comunicação; a formação e o treinamento de equipes e a monitoração, aplicação e utilização de ferramentas a �m de melhorar fatores econômicos nas organizações e avaliação contínuas dessas estratégias caso sejam implementadas. Siga em Frente... Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Estratégias e ferramentas aplicadas à qualidade Segundo Carpinetti (2016), as estratégias para melhorar a abordagem à gestão da qualidade são ações planejadas e sistemáticas que visam aumentar a e�ciência e efetividade da gestão da qualidade em uma empresa. Essas estratégias incluem a implementação de processos e práticas padronizados, a capacitação de funcionários em boas práticas de gestão da qualidade, a incorporação de tecnologias inovadoras e a monitorização constante da qualidade dos produtos e serviços prestados. Assim, as estratégias para melhorar a abordagem à gestão da qualidade visam ajudar a empresa a atender às expectativas dos clientes e a alcançar seus objetivos de negócios de maneira e�ciente e e�caz. De acordo com Montgomery (2009), as estratégias para melhorar a abordagem à gestão da qualidade são um conjunto de ações e práticas que visam aprimorar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos por uma empresa. Essas estratégias incluem: 1. Cultura da qualidade: incorporar valores e princípios da qualidade em todos os aspectos da empresa, incluindo liderança, colaboradores e processos. 2. Comunicação: estabelecer canais e�cazes de comunicação para promover a colaboração e a resolução de problemas. 3. Tecnologia: adotar tecnologias avançadas para monitorar e garantir a qualidade dos processos e produtos. 4. Monitoramento e medição: monitorar continuamente a qualidade dos produtos e serviços prestados para identi�car oportunidades de melhoria. 5. Participação dos colaboradores: envolver os colaboradores em todos os níveis da empresa na gestão da qualidade para garantir a melhoria contínua. Essas estratégias ajudam a empresa a alcançar e manter altos padrões de qualidade, aumentar a satisfação dos clientes e aprimorar sua competitividade no mercado. Por �m, a monitoração e avaliação contínuas são estratégias essenciais para garantir que a abordagem à gestão da qualidade seja e�caz. Isso inclui a medição da e�ciência e e�cácia dos processos, bem como a avaliação das expectativas do cliente e a identi�cação de áreas para melhoria. Para Montgomery (2009), a utilização das ferramentas de qualidade deveria ser amplamente ensinada às empresas e sua utilização deveria ser rotineira para identi�car oportunidades de melhoria e eliminar perdas. Ainda de acordo com Montgomery (2009), a implementação de uma estratégiaque novos competidores internacionais podem atuar no mercado interno. Num cenário como esse, os gestores precisam se valer de ferramentas capazes de avaliar a e�cácia e e�ciência das decisões já tomadas. Os custos e as despesas compõem fatores que merecem análises constantes. Analisar a estrutura de uma empresa pode suscitar diversas abordagens sobre o tema, que vão desde a sua cultura organizacional até mesmo a qualidade dos gestores. No entanto, podemos assumir que quase todos os atos administrativos re�etem na contabilidade da empresa. Sendo assim, uma empresa pode ser de�nida como uma relação entre ativos (móveis, veículos, máquinas, etc.) e recursos de terceiros (fornecedores, bancos e investidores) visando à obtenção de lucro. É dessa dita contabilidade societária de onde serão extraídos os dados que serão usados na gestão e análise de custos. É comum também dizermos que os dados serão usados pela contabilidade de custos ou gerencial. A forma como os custos apurados pela contabilidade de custos serão alocados nos produtos ou serviços produzidos pode signi�car maior ou menor lucro para os investidores. Como se trata de um ponto bastante sensível, é preciso que algumas maneiras de realizar o custeio sejam testadas. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Como já vimos na aula anterior, o custeio por absorção é o que, obrigatoriamente, deve ser utilizado para a contabilização de produtos acabados. Vimos também o custeio direto, que considera os custos diretos para a tomada de decisão. Além desses, podemos destacar o custeio baseado em atividade (ABC), o custeio baseado em atividades e tempo (TDABC), o método RKW e o custeio por unidade de esforço de produção. O custeio baseado em atividades – do inglês Activity-Based Costing (ABC) – é um método que tem como �nalidade reduzir as distorções provocadas pelo método de absorção. Como o próprio nome sugere, o método ABC consiste em rastrear como um determinado setor ou uma atividade contribui para a obtenção de receita e para os custos totais de produção. Esse método permite aos tomadores de decisão encontrar atividades que gerem desperdícios, podendo aperfeiçoá-las ou excluí-las da linha de produção. O uso do método ABC implica dizer que todo o processo de produção deve ser decomposto por atividades, que aqui são entendidas como ações que são realizadas pela concorrência de fatores como pessoas, recursos �nanceiros, equipamentos, etc. Toda atividade envolverá três fases: Figura 1 | Fluxo de uma atividade. Fonte: elaborada pelo autor. As entradas (inputs) seriam insumos para que o processamento se inicie. Numa fábrica de biscoitos, por exemplo, a farinha de trigo, o fermento e o açúcar seriam os inputs para o processo de mistura. Já a massa pronta, seria a saída (output) do processo, tornando-se entrada para o processo de assar. No próximo tópico aprofundaremos o estudo do método ABC, introduzindo o conceito de centros de custo. Siga em Frente... Conhecendo mais o método ABC Imagine um microempreendedor individual (MEI) que tem um pequeno negócio para sobreviver. É correto supor que ele terá algum tipo de controle sobre o que produz. Agora, pegue essa pequeníssima empresa e a transforme numa gigante que explora, re�na, distribui e vende derivados do petróleo. Também é fácil supor que, para controlar o negócio, serão necessários diversos departamentos e pessoas envolvidas. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Chamamos de departamentalização a divisão de uma estrutura empresarial em pequenas unidades administrativas. Os departamentos podem ter várias nomenclaturas, como centros de lucro e centros de investimento. Para a nossa disciplina, o que nos importa são os centros de custos, usados para receber os custos indiretos da empresa. Esses centros são primordiais para que o método ABC possa ser aplicado. A propósito, esse método foi desenvolvido pelos professores Robert Kaplan e Robin Cooper, ambos da Harvard Business School. Os processos de produção não são imutáveis. Uma determinada linha de produção deve ser revisada periodicamente com o intuito de analisar sua efetividade. Novos insumos e equipamentos podem surgir entre os períodos analisados e isso pode gerar aumento ou diminuição nos custos de produção. A análise dos centros de custo sob a ótica do método ABC permitirá aos gestores tomar decisões estratégicas, atingindo com menos custo total os objetivos da empresa. Como nem tudo na vida são �ores, a implementação do método ABC é dispendiosa e demorada. Kaplan e Steven (2004) relataram casos em que empresas desistiram da implementação por causa dos altos custos envolvidos e a falta de apoio do corpo de funcionários. Na indústria moderna, cada vez menos se vê a presença do homem nas linhas de produção. A mão de obra direta (MOD), paulatinamente, foi substituída pelo uso de máquinas – nesse ponto podemos fazer uma ressalva, destacando também a importância dos recursos de tecnologia da informação (TI). Nesse sentido, o método ABC diminui bastante a arbitrariedade do rateio pelo uso da MOD. O método baseado em atividades se subdivide em quatro fases distintas. São elas: Figura 2 | Fases do custo por atividade. Fonte: elaborada pelo autor. O mapeamento das atividades, como já vimos, é um processo bastante oneroso, dependendo do nível de detalhamento desejado. A fase de distribuição dos custos às atividades corresponde a uma distribuição dos centros de custos. Aqui, usaremos o valor total dos custos consumidos pelas atividades, sempre da melhor maneira possível. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Um ponto que merece destaque é a distribuição de atividades indiretas. Muitos autores, que abordam a metodologia do ABC, não consideram atividades de apoio no momento de custear. Para eles, todas as atividades de apoio estão ligadas a outras indiretas. Por �m, os custos que são alocados nos produtos foram chamados de direcionadores de custos. Graças a eles, o método ABC procura os fatores que causam os custos, ou seja, determina a origem dos custos e os fatores que os causaram. De forma mais ampla, os custos são alocados no que Bornia (2019) chamou de objetos de custos, que podem ser clientes, os produtos em si, fornecedores, etc. Vamos Exercitar? Os métodos ABC e TDABC Neste tópico da aula, vamos nos aprofundar mais no método ABC. Para tal, consideraremos que uma empresa �ctícia deseja fazer uso desse método, estando disposta a investir uma grande quantidade de dinheiro nesse sentido. A empresa se dedica a fabricar rodas para carros especiais. Essas rodas são vendidas por R$ 200 a unidade. Pela pressão da concorrência dos produtos vindos da China, a empresa, que é brasileira, resolveu começar por esse setor o uso do método ABC. Figura 3 | Custos de produção de uma roda. Fonte: elaborada pelo autor. Após estudos, concluiu-se que os novos custos – pelo método ABC – seriam estes: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 4 | Custos de produção de uma roda, pelo método ABC. Fonte: elaborada pelo autor. O estudo da nova estrutura de custos demonstrou que a empresa não estava tendo um lucro de R$ 86,00 por cada produto vendido, mas, na verdade, um prejuízo de R$ 33,00. Isso só foi possível porque novas atividades ligadas à produção foram encontradas. Essas novas informações permitem aos gestores da empresa um monitoramento estratégico baseado nas atividades desenvolvidas. A implementação de uma estrutura baseada no custeio ABC levará a equipe responsável a conhecer mais as áreas da empresa, conversando com os gerentes das áreas, veri�cando se existem atividade redundantes, conhecendo tempos e movimentos usados na produção. Kaplan e Steven (2004) nos alertam que recursos de TI devem ser muito usados conforme as atividades da empresa crescem. Os autores também requerem a atenção da equipe de desenvolvimento para o tempo gasto nas atividades. Para eles, grande parte do tempo informado nos setores é superestimado. Sendo assim, é preciso que haja uma medição real dos tempos das atividades,bem-sucedida requer uma combinação de recursos, pessoas, processos e tecnologia. As organizações devem monitorar constantemente o progresso da implementação e ajustar a estratégia se necessário. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Ferramentas comuns para ter uma boa avaliação e implementação de estratégia, a �m de melhorar a abordagem à gestão da qualidade dentro das organizações e visando uma contribuição da qualidade à logística podem-se destacar (BRITTO, 2015; COOPER; EDGET, 1999): 1. Planejamento de qualidade: planejar de forma efetiva para alcançar objetivos de qualidade. 2. Análise de dados e métricas: usar dados e métricas para identi�car áreas de melhoria e monitorar o progresso. 3. Controle de processos: garantir que os processos estejam funcionando de maneira consistente e e�ciente. 4. Análise de causa raiz: identi�car as causas subjacentes de problemas para implementar soluções e�cazes. 5. Melhoria de processos: identi�car e implementar melhorias para tornar os processos mais e�cientes e e�cazes. �. Treinamento e desenvolvimento: investir em treinamento e desenvolvimento para as pessoas envolvidas para garantir a compreensão e aplicação efetiva da gestão da qualidade. Em resumo, a avaliação e implementação de estratégia e qualidade são importantes para garantir que uma organização esteja alinhada aos seus objetivos a longo prazo e forneça produtos e serviços de alta qualidade aos seus clientes. Vamos Exercitar? Métodos e Exemplos da aplicação de estratégias Aqui estão alguns exemplos práticos de estratégias que podem ajudar a melhorar a abordagem à gestão da qualidade, medir e monitorar uma boa avaliação e métodos para implementações de estratégias e�cazes a �m de contribuir e melhorar um processo logístico dentro das organizações (BRITTO, 2015; COOPER; EDGET, 1999; CARPINETTI, 2016; LOBO 2019): Implementação de um sistema de gestão da qualidade: implementar um sistema de gestão da qualidade como a ISO 9001 pode ajudar a de�nir processos claros e melhorar a e�ciência da empresa. Treinamento da equipe: oferecer treinamento aos funcionários sobre boas práticas de qualidade pode ajudá-los a entender a importância da qualidade e como eles podem contribuir para melhorá-la. Coleta de dados: coletar e analisar dados sobre os processos da empresa pode ajudar a identi�car pontos fracos e fornecer informações valiosas para aprimorar a qualidade. Envolvimento dos funcionários: envolver os funcionários em projetos relacionados à qualidade pode aumentar sua motivação e seu comprometimento em relação à melhoria contínua. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Comunicação clara: comunicar claramente as expectativas e os objetivos relacionados à qualidade para todos na empresa pode ajudar a garantir que todos estejam alinhados e trabalhando em direção a um objetivo comum. Melhoria contínua: implementar uma cultura de melhoria contínua pode ajudar a identi�car e corrigir rapidamente problemas, antes que eles causem impacto negativo na qualidade dos produtos ou serviços. Implementação de processos padronizados: de�nir processos claros e documentados para todas as áreas da empresa. Monitoramento de indicadores de desempenho: estabelecer indicadores para medir o desempenho da empresa e utilizá-los para identi�car pontos de melhoria. Feedback dos clientes: coletar feedback dos clientes para entender suas expectativas e melhorar continuamente os processos e produtos. Integração de fornecedores: trabalhar de forma colaborativa com fornecedores para garantir a qualidade dos insumos utilizados na produção. Análise de risco: identi�car e avaliar os riscos potenciais em todos os processos da empresa para mitigá-los antes que causem problemas. De�nição de objetivos de qualidade claros e mensuráveis. Implementação de processos de melhoria contínua, como o Modelo PDCA (Planejar, Fazer, Veri�car, Agir). Para notar os benefícios da qualidade na logística na gestão empresarial, é importante monitorar indicadores como: Redução de custos: a otimização dos processos logísticos pode levar a uma redução de gastos com armazenagem, transporte e outros processos relacionados. Melhoria da satisfação do cliente: tempos de entrega mais curtos e maior precisão nas entregas podem aumentar a satisfação dos clientes. Aumento da e�ciência: a automatização de processos logísticos e a eliminação de atividades desnecessárias podem aumentar a e�ciência da empresa. Flexibilidade: uma boa gestão logística permite à empresa ser mais �exível e responder rapidamente às mudanças de demanda. Melhoria da reputação: uma logística e�ciente e con�ável pode ajudar a construir uma boa reputação para a empresa. Acompanhando esses indicadores é possível notar os benefícios da qualidade na logística na gestão empresarial, buscando sempre a segurança e uma melhoria continua dentro do processo. Saiba mais Algumas ferramentas da qualidade utilizadas para a obtenção de melhorias de processos, sejam eles logísticos, por exemplo, e serviços: Diagrama de Ishikawa. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Diagrama de Pareto. Cartas de Controle. Fluxogramas. Histogramas. Folhas de Veri�cação. Estudante, deixo também como sugestão de aperfeiçoamento de conhecimento o trabalho da autora Stefania Márcia de Oliveira Souza, destacando o Capítulo 2, Gestão da qualidade e produtividade, em que a autora aborda as ferramentas da qualidade e suas principais aplicações. Abraços e desejo bons estudos! SOUZA, S. M. O. Gestão da qualidade e produtividade. Porto Alegre: SAGAH, 2018. Referências ANDRADE, D. F. Gestão pela Qualidade. Belo Horizonte, MG: Editora Poisson, 2018. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 9000. Gestão para o sucesso sustentado de uma organização. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. BRITTO, E. Qualidade Total. São Paulo: Cengage Learning, 2015. COOPER, R.; EDGET, S. Product development for the service sector: lessons from market leaders. Cambridge: Perseus Books, 1999. CARPINETTI, L. C. R. Gestão da qualidade: conceitos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2016. FRANCO, D. H.; RODRIGUES, E. A.; CAZELA, M. M. Tecnologia e ferramentas de gestão. Campinas, SP: Alínea, 2013. LOBO, R. N. Gestão da Qualidade. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. MONTGOMERY, D. C. Introdução ao controle estatístico da qualidade. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. OLIVEIRA, O. J. (org.). Gestão da Qualidade: tópicos avançados. São Paulo: Cengage Learning, 2009. PACHECO, R. F.; PAIXÃO, J. N. V. Uma Investigação Sobre o Índice de Perdas de Embalagens em uma Indústria Farmacêutica. In: XXVI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595025561/pageid/6 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595025561/pageid/6 Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS 26. Fortaleza, 2006. Anais [...]. Rio de Janiero: ABEPRO, 2006. Disponível em: http://abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2006_TR470325_7088.pdf. Acesso em: 10 fev. 2023. SOUZA, S. M. O. Gestão da qualidade e produtividade. Porto Alegre: SAGAH, 2018. Aula 3 Qualidade em Serviços Qualidade em serviços Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, caro estudante, tudo bem? Em nosso vídeo desta aula, vamos falar sobre a importância de ser medir e monitorar a qualidade em relação aos serviços aos clientes, dando um destaque aos fatores que determinam a qualidade dos serviços ao olhar de um renomado autor norte-americano, Philip Kotler. Vale a pena conferir e desde já te desejo bom estudos e muito sucesso! Ponto de Partida Estudante, boas-vindas a mais uma aula! A qualidade em serviços é uma questão crítica para a satisfação dos clientes e para o sucesso de uma empresa. Atualmente, as empresas enfrentam uma forte concorrência e é fundamental que ofereçam serviços de alta qualidade para se destacarem no mercadoe manter sua base de clientes. A qualidade em serviços também é importante porque afeta diretamente a imagem da empresa e sua reputação. Além disso, a qualidade em serviços pode in�uenciar positivamente na retenção de clientes e na geração de novos negócios. Por essas razões, a mensuração da qualidade em serviços é fundamental para garantir que a empresa esteja sempre oferecendo serviços de alta qualidade e para identi�car áreas que precisam ser melhoradas. http://abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2006_TR470325_7088.pdf Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Logo, a importância da qualidade em serviços é inegável e a mensuração da qualidade é uma ferramenta vital para garantir a satisfação dos clientes e o sucesso da empresa. Então te espero mais uma vez para uma boa aula, e já te desejo bons estudos! Vamos Começar! Conceitos e importância de fatores dentro da qualidade de serviços A mensuração da qualidade de serviço é um aspecto fundamental para o sucesso de uma organização, especialmente no contexto atual de mercado cada vez mais competitivo. A qualidade do serviço prestado é um dos fatores determinantes para a satisfação do cliente e, consequentemente, para a �delização deste à empresa. É importante salientar que dentre os diversos estudos sobre os determinantes da qualidade em serviço, os determinantes propostos por Parasuraman, Zeithaml e Berry (1985) são os mais referenciados nos estudos sobre o assunto. Segundo os autores, a mensuração da qualidade de serviço permite que a organização avalie de maneira objetiva a efetividade e e�ciência de seus processos e, assim, possa identi�car pontos fortes e fracos. Dessa forma, a empresa pode tomar medidas para melhorar a qualidade do serviço oferecido, aumentando a satisfação dos clientes e destacando-se da concorrência. Além disso, a mensuração da qualidade de serviço é fundamental para que as empresas entendam as expectativas e a satisfação dos clientes. Isso permite que a organização ofereça soluções personalizadas para atender às necessidades especí�cas de cada cliente, aumentando a sua satisfação e �delização. De acordo com Kotler e Keller (2006), as cinco dimensões da qualidade de serviço são aspectos críticos que afetam a percepção dos clientes em relação à qualidade do serviço prestado por uma empresa. Essas dimensões podem ser a con�abilidade, a empatia, a tangibilidade, a responsividade e a segurança. Essas cinco dimensões são interdependentes e trabalham juntas para formar a percepção geral da qualidade do serviço prestado pela empresa. A mensuração da qualidade de serviço em cada uma dessas dimensões é fundamental para garantir que a organização esteja sempre buscando melhorar a qualidade de seus serviços e atender às expectativas dos clientes. Pode-se de�nir e conceituar a qualidade de um serviço, segundo Vicente Falconi Campos (2004), como a percepção do cliente quanto ao valor que ele recebe em relação ao que é oferecido. É a avaliação do nível de satisfação do cliente com o serviço prestado, levando em consideração fatores como con�abilidade, empatia, tangibilidade, responsividade e segurança. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS A qualidade de um serviço é in�uenciada por uma série de fatores, incluindo as expectativas do cliente, a habilidade da empresa em atender às necessidades do cliente, a aparência física dos bens e serviços oferecidos, a capacidade de resolução de problemas e a sensação de segurança do cliente ao lidar com a empresa. A qualidade de um serviço é importante porque in�uencia diretamente a satisfação do cliente, a lealdade à marca e a decisão de compra futura. Empresas que oferecem serviços de qualidade têm uma vantagem competitiva sobre aquelas que não o fazem, pois são capazes de criar relacionamentos mais fortes com seus clientes e �delizá-los. Além disso, a qualidade de um serviço é um fator importante na escolha de um fornecedor de serviços e pode ser um diferencial na competição por clientes (CAMPOS, 2004). Assim, a importância da mensuração da qualidade de serviço, as cinco dimensões da qualidade de serviço e os fatores que impactam a qualidade de um serviço podem ser considerados como um aspecto crítico para o sucesso de qualquer empresa, pois afetam diretamente a satisfação do cliente e a lealdade à marca. Por isso, é importante que as empresas mensurem e monitorizem sempre a qualidade de seus serviços de maneira consistente, a �m de garantir que estejam sempre atendendo às expectativas dos clientes e buscando melhorias contínuas. Siga em Frente... Mensurando e analisando a qualidade de serviços De acordo com Vieira (2010), a mensuração da qualidade de serviço é importante porque ajuda a avaliar a efetividade e e�ciência dos serviços prestados por uma organização. Isso permite que as empresas identi�quem pontos fortes e fracos em seus processos e tomem medidas para melhorar a qualidade do serviço oferecido. Além disso, a mensuração da qualidade de serviço permite que as empresas entendam as expectativas e satisfação dos clientes e, assim, possam oferecer soluções personalizadas para atender às suas necessidades. A mensuração da qualidade de serviço também é importante porque ajuda as empresas a se destacarem da concorrência, aumentando a satisfação dos clientes e idealizando-os. Com isso, a mensuração da qualidade de serviço é fundamental para garantir que a organização esteja sempre se esforçando para fornecer serviços de alta qualidade aos seus clientes. Parasuraman, Zeithaml e Berry (1985) destacam as cinco dimensões da qualidade de serviço como sendo fundamentais ao controle da qualidade de serviços e conceituam cada uma delas com relação à sua aplicação dentro das organizações: Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Con�abilidade: refere-se à capacidade da empresa de fornecer serviços consistentes e precisos, como prometido. Isso inclui a entrega no prazo estabelecido, a realização de reparos e manutenções de maneira e�ciente e a resolução de problemas de maneira adequada. Empatia: refere-se à habilidade da empresa de se colocar no lugar do cliente e entender suas necessidades. Isso inclui a disponibilidade de funcionários para ajudar e a proatividade na solução de problemas. Tangibilidade: refere-se à aparência física dos bens e serviços oferecidos pela empresa, incluindo a qualidade de suas instalações, equipamentos e material promocional. Responsividade: refere-se à capacidade da empresa de responder rapidamente às necessidades dos clientes, incluindo a resolução de problemas e a prestação de ajuda e suporte. Segurança: refere-se à sensação de segurança que o cliente tem ao lidar com a empresa, incluindo a privacidade de suas informações pessoais e a garantia de que suas transações serão tratadas de maneira segura. Segundo Lazzari et al. (2009), existem várias ferramentas e técnicas que podem ser aplicadas para tratar fatores que impactam a qualidade de um serviço. Algumas delas incluem (PALADINI, 2007; CAMPOS, 2004): Pesquisas com clientes: as pesquisas com clientes são uma das formas mais comuns de mensurar a qualidade de um serviço. As pesquisas podem ser realizadas por meio de questionários, entrevistas ou grupos focais e ajudam a identi�car as expectativas e necessidades dos clientes e a avaliar a satisfação com o serviço. Monitoramento da qualidade do processo: o monitoramento da qualidade do processo envolve a avaliação constante dos processos internos da empresa para garantir que eles estejam funcionando de maneira e�ciente e e�caz. Análise de custo-benefício: a análise de custo-benefício é uma ferramenta que permite avaliar o valor que um cliente recebe em comparação com o custo do serviço. Análise de satisfação do funcionário: a análise de satisfação do funcionário é uma ferramenta que permite avaliar a satisfação dos funcionários com o trabalho que realizam e as condições de trabalho. Análise de ciclo de vida do cliente: a análise de ciclo de vida do cliente é uma ferramenta que permite avaliar a jornada do cliente, desde a primeirainteração até a avaliação �nal da qualidade do serviço. Esses são alguns conceitos mais detalhados, algumas ferramentas e técnicas que podem ser aplicadas para tratar fatores que impactam a qualidade de um serviço. A escolha da ferramenta adequada depende das necessidades especí�cas de cada empresa e da natureza do serviço oferecido. Vamos Exercitar? Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Exemplos de como mensurar, dimensionar e analisar fatores sobre a qualidade em serviços A seguir, estão alguns exemplos que ilustram a importância da mensuração da qualidade de serviço (PARASURAMAN; ZEITHALM; BERRY, 1985; CAMPOS, 2004; SLACK, 1993): 1. Melhoria da satisfação do cliente: a mensuração da qualidade de serviço permite às empresas identi�car pontos fracos no atendimento ao cliente e tomar medidas para melhorar a satisfação do cliente. Isso pode incluir aprimorar as habilidades dos funcionários, ajustar processos internos e fornecer treinamento adicional. 2. Retenção de clientes: uma boa qualidade de serviço é fundamental para a retenção de clientes. A mensuração da qualidade de serviço permite às empresas avaliar a satisfação dos clientes e tomar medidas para melhorar o relacionamento com eles, o que pode levar a uma maior retenção de clientes e uma base mais leal. 3. Aumento da competitividade: a mensuração da qualidade de serviço permite às empresas identi�car pontos fortes e fracos em comparação com a concorrência, o que pode ajudar a aumentar a competitividade da empresa. Além disso, a mensuração da qualidade de serviço pode ajudar a diferenciar a empresa dos concorrentes e aumentar a lembrança da marca. 4. Melhoria da e�ciência: a mensuração da qualidade de serviço permite às empresas identi�car processos ine�cientes e tomar medidas para melhorá-los. Isso pode levar a uma melhoria da e�ciência, redução de custos e aumento da produtividade. 5. Maior satisfação do funcionário: a mensuração da qualidade de serviço também pode ajudar a avaliar a satisfação do funcionário com o trabalho e as condições de trabalho. Isso pode levar a uma melhoria na motivação e satisfação do funcionário, o que pode levar a uma melhor qualidade de serviço. Esses são alguns exemplos que ilustram a importância da mensuração da qualidade de serviço. A mensuração da qualidade de serviço permite às empresas melhorar a satisfação do cliente, retenção de clientes, aumentar a competitividade, melhorar a e�ciência e aumentar a satisfação do funcionário. As cinco dimensões da qualidade de serviço são: tangibilidade, con�abilidade, capacidade de atendimento, empatia e responsividade. Aqui estão alguns exemplos práticos de cada dimensão (PARASURAMAN; ZEITHAML; BERRY, 1985): 1. Tangibilidade: aparência física do local de atendimento, equipamentos, uniformes dos funcionários e material de marketing são exemplos de tangibilidade. 2. Con�abilidade: a precisão e a �abilidade dos serviços prestados, a competência dos funcionários e a habilidade da empresa em cumprir promessas são exemplos de con�abilidade. 3. Capacidade de atendimento: a rapidez e e�ciência dos serviços prestados, a facilidade de acesso a informações e a habilidade de resolver problemas são exemplos de capacidade Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS de atendimento. 4. Empatia: o nível de atenção e cuidado oferecidos pelos funcionários, a preocupação com as necessidades e os desejos do cliente e a habilidade de estabelecer relacionamentos são exemplos de empatia. 5. Responsividade: a rapidez e e�ciência da resposta às necessidades do cliente, a disposição dos funcionários para ajudar e a capacidade de resolver problemas rapidamente são exemplos de responsividade. Esses são alguns exemplos que ilustram as cinco dimensões da qualidade de serviço. A combinação dessas dimensões ajuda a formar uma percepção geral da qualidade de serviço. Existem também alguns fatores práticos que impactam a qualidade de um serviço, como exemplos pode-se citar a expectativas do cliente, a habilidade da empresa em atender às necessidades do cliente, a aparência física dos bens e serviços oferecidos, a capacidade de resolução de problemas, a sensação de segurança do cliente, o treinamento e as habilidades dos funcionários e manter os processos internos e�cientes. Esses são alguns dos fatores que impactam a percepção da qualidade de um serviço e ajuda a identi�car áreas que precisam ser melhoradas e a garantir que a empresa esteja sempre oferecendo serviços de qualidade aos seus clientes. Saiba mais Estudante, deixo também como sugestão de aperfeiçoamento de conhecimento o trabalho do autor Henrique Luiz Corrêa, Administração estratégica de serviços: operações para a satisfação do cliente, destacando o décimo capítulo, Qualidade e melhoria dos sistemas de serviços, em que o autor aborda o tema de forma fácil e com boa compreensão. Abraços e desejo bons estudos! CORRÊA, H. L. Administração Estratégica de Serviços: operações para a satisfação do cliente. 2. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2018. Referências CAMPOS, V. F. TQC - Controle da Qualidade Total no estilo japonês. 8. ed. Minas Gerais: INDG Tecnologia e Serviços Ltda, 2004. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597018578/epubcfi/6/42[%3Bvnd.vst.idref%3Dbm1]!/4 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597018578/epubcfi/6/42[%3Bvnd.vst.idref%3Dbm1]!/4 Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS LAZZARI, F.; EBERLE, L.; DORIN, E.; GOLÇALVES, R. B. Determinantes da qualidade em serviços: um estudo ambientado em laboratórios. In: XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. Anais [...]. Salvador, BA, Brasil, outubro de 2009. Disponível em: https://abepro.org.br/biblioteca/enegep2009_TN_STO_092_627_12701.pdf. Acesso em: 15 fev. 2023. PALADINI, E. P. Gestão da Qualidade: teoria e prática. 2. ed. 4. reimpr. São Paulo: Atlas, 2007. PARASURAMAN, A.; ZEITHALM, V. A.; BERRY, L. L. A conceptual model of service quality and implications for future research. Journal of Marketing. vol. 49, n. 4, p. 41-50, 1985. SLACK, N. Vantagem competitiva em manufatura. São Paulo: Atlas, 1993. VIEIRA, V. A. Mensuração da qualidade de serviço no varejo eletrônico e seu impacto sobre as intenções comportamentais. Revista de Administração de Empresas, jun. 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rae/a/v8g PP3Q qLx CbW5sjD8f955C/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 fev. 2023. Aula 4 Sistema de Padronização Sistema de padronização Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, caro estudante, tudo bem? Em nosso vídeo desta aula, vamos falar sobre a aplicação das ferramentas da qualidade em um processo de auxiliar a padronização dentro das organizações, incluindo processos, serviços e produtos, podendo ser facilmente aplicados em operações de equipamentos de transportes. Vale a pena conferir e desde já te desejo bom estudos e muito sucesso! Ponto de Partida https://abepro.org.br/biblioteca/enegep2009_TN_STO_092_627_12701.pdf https://www.scielo.br/j/rae/a/v8g%20PP3Q%20qLx%20CbW5sjD8f955C/?format=pdf&lang=pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Estudante, boas-vindas a mais uma aula! O sistema de padronização é de extrema importância em diversos setores, pois garante que haja uma uniformidade nos processos e nos resultados obtidos, aumentando a e�ciência e a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Nos negócios organizacionais, a padronização é essencial para garantir a consistência na comunicação, na identidade visual, nos processos operacionais e na entrega dos produtos e serviços, o que contribui para a �delização dos clientes e para o crescimento da empresa. Já a padronização de equipamentos de transporte é fundamental para garantir a segurança dos usuários e a e�ciência no transportede cargas, além de reduzir custos com manutenção e reposição de peças. Portanto, a padronização é um elemento fundamental para a competitividade e a sustentabilidade das organizações. Então te espero mais uma vez para uma boa aula e já te desejo bons estudos! Vamos Começar! Conceitos e importância da padronização O sistema de padronização tem origem histórica antiga e evoluiu ao longo do tempo, acompanhando as necessidades e evoluções das sociedades. A padronização surgiu no início da Revolução Industrial, como uma forma de produzir bens em massa e reduzir custos de produção. A utilização de peças padronizadas permitia a produção em série de produtos, o que aumentava a produtividade e reduzia os custos de produção (LONGO, 1994). A padronização é essencial para garantir a segurança e a qualidade dos produtos e serviços. Por exemplo, a padronização de normas de segurança para carros e aviões garante a segurança dos passageiros. As normas técnicas são desenvolvidas por comitês técnicos, formados por especialistas da área em questão, e podem ser de caráter voluntário ou obrigatório. Segundo Campos (1992), além da padronização de produtos e serviços, a padronização também pode ser aplicada em processos, equipamentos e sistemas. A utilização de sistemas padronizados pode aumentar a e�ciência e a produtividade, além de reduzir erros e aumentar a segurança. O sistema de padronização de equipamentos de transporte tem sido desenvolvido e aprimorado ao longo do tempo, com base em teorias, de�nições e fatos históricos relevantes. Aqui estão alguns exemplos segundo Junior e Borges (2009), Da Silva (2009) e Vargas (1985): Padrões internacionais: a Organização Internacional de Padronização (ISO) estabelece normas internacionais para a padronização. Em transportes, a norma ISO 668 de�ne as dimensões padrão dos contêineres de carga para transporte marítimo, enquanto a norma ISO 1161 de�ne as dimensões e as características dos cantos do contêiner. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Revolução Industrial: a padronização de equipamentos de transporte começou a ser desenvolvida durante a Revolução Industrial, quando surgiram novas tecnologias de transporte, como os navios a vapor e os trens. A padronização de equipamentos de transporte foi fundamental para a expansão do comércio e da indústria, pois permitiu que as cargas fossem movimentadas com mais e�ciência e segurança. Padrões de carrocerias: os primeiros padrões de equipamentos de transporte incluíram a padronização das carrocerias dos caminhões, para garantir que pudessem transportar cargas de maneira segura e e�ciente. A padronização das carrocerias dos caminhões incluiu dimensões, tipos de materiais, capacidade de carga e outros fatores relevantes. Contêineres de carga: o uso de contêineres padronizados para o transporte de cargas começou na década de 1950, com a criação do contêiner padrão ISO de 20 pés. A padronização dos contêineres permitiu que as cargas fossem movimentadas de maneira mais e�ciente e segura e também reduziu os custos de transporte e armazenagem. Padrões de segurança: com o aumento do comércio global, a padronização de equipamentos de transporte também se concentrou em normas de segurança. Por exemplo, a Convenção Internacional para a Segurança de Contêineres estabelece padrões para a inspeção e manutenção de contêineres. Essas são algumas das teorias, das de�nições e dos fatos históricos relevantes para o sistema de padronização de equipamentos de transporte. A padronização é fundamental para garantir a e�ciência, segurança e qualidade do transporte de cargas e continua a evoluir e se aprimorar ao longo do tempo. Siga em Frente... A padronização nos negócios e equipamentos de transportes De acordo com Campos (1992a), um sistema de padronização é um conjunto de normas, regras e procedimentos que estabelecem uma maneira uniforme e consistente de fazer as coisas em uma organização ou indústria. O objetivo principal de um sistema de padronização é garantir que os processos e produtos sejam realizados ou produzidos de maneira consistente, segura e e�ciente. Existem vários tipos de sistemas de padronização, incluindo sistemas de gestão da qualidade, que são projetados para garantir que os produtos e serviços atendam aos requisitos do cliente e padrões regulatórios; sistemas de padronização de engenharia, que estabelecem normas para projetar, fabricar e testar produtos; e sistemas de padronização de segurança, que de�nem procedimentos para minimizar riscos e garantir um ambiente de trabalho seguro (PALADINI, 1997). Os sistemas de padronização dentro das organizações são essenciais para garantir a qualidade e consistência dos processos e produtos em diversas áreas, desde a manufatura de bens de Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS consumo até a prestação de serviços em diversos setores. Um sistema de padronização bem estabelecido ajuda a garantir que as atividades sejam realizadas de maneira consistente, segura e e�ciente, o que pode levar a benefícios como redução de custos, melhoria da qualidade e aumento da satisfação do cliente. Existem diversos exemplos de padronização nos negócios, que podem ser aplicados em diversas áreas e setores. Alguns exemplos de padronização nos negócios incluem: 1. Padronização de processos: consiste em estabelecer um conjunto de etapas e procedimentos para realizar uma atividade especí�ca de maneira consistente e e�ciente. Essa padronização pode ser aplicada em diversas áreas, como na produção de bens de consumo, na gestão de projetos, na logística, entre outras. 2. Padronização de especi�cações técnicas: estabelecer especi�cações técnicas para produtos ou serviços, que de�nem características como dimensões, peso, materiais, tolerâncias, entre outras. 3. Padronização de comunicação: estabelecer um conjunto de regras e diretrizes para a comunicação interna e externa da empresa. Isso inclui a padronização de documentos como relatórios, e-mails e apresentações. 4. Padronização de gestão de qualidade: isso envolve estabelecer um conjunto de procedimentos para garantir a conformidade com os requisitos do cliente e regulatórios, bem como a melhoria contínua dos processos e produtos. 5. Padronização de treinamento: estabelecer um conjunto de diretrizes para o treinamento e desenvolvimento dos funcionários da empresa. Esses são apenas alguns exemplos conceituais de padronização nos negócios, mas existem muitas outras áreas em que a padronização pode ser aplicada para melhorar a e�ciência e qualidade das atividades empresariais. A padronização de equipamentos de transporte se refere à utilização de especi�cações e normas comuns para veículos de transporte, como caminhões, reboques e contêineres, a �m de promover a e�ciência, segurança e redução de custos na cadeia logística. Essa padronização pode incluir especi�cações técnicas, dimensões, capacidades de carga e recursos de segurança, bem como processos de manutenção, reparo e inspeção (TRIVELATO; FREITAS, 2007). A padronização de equipamentos de transporte é importante para diversos setores da economia, como logística, manufatura e comércio, pois ajuda a garantir que os veículos de transporte possam ser utilizados de maneira e�ciente e segura, em diferentes rotas e modalidades de transporte. Além disso, a padronização pode ajudar a simpli�car o processo de manutenção e reparo dos veículos, uma vez que os procedimentos podem ser padronizados para garantir a qualidade e segurança do serviço prestado. Vamos Exercitar? Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Sistemas de padronização nas organizações De acordo com Da Silva (2009) e Oliveira (2004), existem várias ferramentas importantes no sistema de padronização que podem ser aplicadas em qualquer tipo de negócio, incluindo: Normas técnicas: conjunto de regras, diretrizes ou características para garantir a qualidade, a segurança e o desempenho de produtos e serviços. As normas técnicas são criadas por órgãos nacionais e internacionais, como a ABNT e a ISO, respectivamente.Manuais de estilo: conjunto de diretrizes para a escrita e formatação de textos, geralmente utilizados em jornalismo, publicidade e relações públicas. Alguns exemplos são o Manual de Redação da Folha de São Paulo e o Guia de Estilo da Associated Press. Checklists: lista de veri�cação com procedimentos ou itens a serem seguidos para garantir a padronização de processos ou atividades. Checklists são amplamente utilizados na indústria e em serviços, como na aviação e na área da saúde. Modelos e templates: documentos pré-formatados que servem como base para a criação de novos documentos, garantindo a padronização de formato e conteúdo. Modelos e templates são amplamente utilizados em escritórios, empresas e organizações governamentais. Softwares de gestão de processos: ferramentas que permitem modelar, documentar e gerenciar processos de negócios, garantindo a padronização e otimização de atividades em uma organização. Padronização nos negócios: sistemas de gestão da qualidade, como a ISO 9001, que estabelecem padrões para a gestão de qualidade e melhoria contínua. Procedimentos operacionais padrão (POPs): que de�nem como as tarefas devem ser executadas de forma consistente e padronização de processos de negócios, como a utilização de um software de gestão integrada (ERP) para gerenciar as operações da empresa. Os autores Junior e Borges (2009) e Trivelato e Freitas (2007), baseados nos trabalhos de Vargas (1985) e Silva (1965), que descrevem sobre o método de Taylor, comentam que a padronização de equipamentos de transporte é importante para garantir a segurança e a e�ciência do transporte de cargas e passageiros. Alguns exemplos práticos envolvendo a padronização de equipamentos de transporte são: Dimensões máximas de caminhões: em muitos países, existem leis que estabelecem as dimensões máximas de caminhões para garantir que eles possam trafegar nas estradas sem causar acidentes ou danos às vias. Essas leis também podem estabelecer limites de peso máximo para cada eixo do caminhão. Padrões de segurança em aviões: a aviação é uma indústria altamente regulamentada, com normas rígidas de segurança que incluem a padronização de equipamentos, como os sistemas de comunicação, de navegação e de controle de voo. Capacidade de carga em navios: para garantir a estabilidade e a segurança dos navios, existem padrões de capacidade de carga que determinam o peso máximo que pode ser Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS transportado em cada navio, levando em conta diversos fatores, como a distribuição de peso e a capacidade de �utuação. Padrões de conforto em ônibus: em muitos países, existem regulamentações que estabelecem padrões de conforto para os ônibus de transporte público, incluindo o espaço entre os bancos, a inclinação dos assentos e a ventilação. Padrões de segurança em trens: assim como na aviação, o transporte ferroviário também é altamente regulamentado, com normas rígidas de segurança que incluem a padronização de equipamentos, como os sistemas de frenagem, de sinalização e de comunicação. Então pode-se dizer que um sistema de padronização é fundamental para garantir a qualidade e e�ciência das atividades em uma organização e é uma parte fundamental da melhoria contínua e do sucesso a longo prazo de uma empresa. Saiba mais Estudante, deixo também como sugestão de aperfeiçoamento de conhecimento o trabalho dos autores James M. Morgan e Jeffrey K. Liker, Sistema Toyota de Desenvolvimento de Produto: Integrando Pessoas, Processos e Tecnologia. Destacando o Capítulo 4, onde são apresentados métodos e ferramentas que podem ser aplicados ao processo de padronização dentro das organizações. Abraços e desejo bons estudos! MORGAN, J. M.; LIKER, J. K. Sistema Toyota de Desenvolvimento de Produto. Porto Alegre: Artmed, 2008. Referências CAMPOS, V. F. Qualidade Total: padronização de empresas. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992a. CAMPOS, V. F. TQC: Controle da qualidade total no estilo japonês. 5. ed. Minas Gerais, 1992b. CARPINETTI, L. C. R. Gestão da Qualidade. Conceitos e Técnicas. São Paulo: Atlas, 2010. DA SILVA, S. C. Padronização do Processo. 02 jun. 2009. Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/padronizacao-do-processo/30426/. Acesso em: 16 fev. 2023. JUNIOR, E. D.; BORGES, T. T. O processo de padronização como metodologia da diminuição de custos. In: XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. Anais [...]. Bahia: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788577803651/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788577803651/ http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/padronizacao-do-processo/30426/ Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS ENEGEP, 2009. Disponível em: http://www.abrepro.org.br. Acesso em: 15 fev. 2023. LONGO, R. M. J. A revolução da qualidade total: histórico e modelo gerencial. Brasília: IPEA, (RI IPEA/CPS, n.31/94), 1994. OLIVEIRA, D. de P. R. Sistemas, Organização e Métodos – Uma abordagem gerencial. São Paulo: Atlas, 2004. PALADINI, E. P. Qualidade Total na prática. São Paulo: Atlas, 1997. PEZZATTO, A. T.; AFFONSO, L. M. F.; LOZADA, G. Sistema de controle de qualidade. Porto Alegre, SAGAH, 2018. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595026155/. Acesso em: 8 mar. 2023. SILVA, B. Taylor e Fayol. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1965. TRIVELATO, L. F.; FREITAS, L. S. Além da Padronização de Processos: Transferindo Conhecimentos e Criando Aceitação. In: XIV SIMPEP. Anais [...]. São Paulo, 2007. Disponível em: http://www.aceleradoradeempresa.com.br/arquivos/doc_transferindo_conhecimentos_20759509 44.pdf. Acesso em: 16 fev. 2023. VARGAS, N. Gênese e difusão do taylorismo no Brasil. Ciências Sociais Hoje. São Paulo. Cortez/ANPOCS, p. 155-189, 1985. Aula 5 Encerramento da Unidade Videoaula de Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, caro estudante, tudo bem? http://www.abrepro.org.br/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595026155/ http://www.aceleradoradeempresa.com.br/arquivos/doc_transferindo_conhecimentos_2075950944.pdf http://www.aceleradoradeempresa.com.br/arquivos/doc_transferindo_conhecimentos_2075950944.pdf Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Em nosso vídeo sobre esta aula, vamos abordar de maneira sucinta um resumo de todo conteúdo visto nesta unidade. Relembrando e destacando novos pontos sobre conceitos e aplicações dos temas vistos em nossas aulas. Assim deixo meu convite para estar junto em mais esta aula. Abraços, sucesso e bons estudos na sua jornada! Ponto de Chegada Introdução à Qualidade e à Padronização Olá, estudante, aqui você verá que a gestão da qualidade é um processo que visa garantir que as empresas produzam produtos e serviços que atendam aos requisitos e às expectativas dos clientes, além de serem e�cientes, e�cazes e seguros. A importância da gestão da qualidade está diretamente relacionada com a melhoria da competitividade, redução de custos, aumento da satisfação do cliente e redução de riscos. Para garantir a qualidade dos produtos e serviços, é necessário adotar ferramentas e técnicas de gestão da qualidade, como a norma ISO 9001, que estabelece um conjunto de requisitos para um sistema de gestão da qualidade. Além disso, é importante realizar ações de controle da qualidade, como inspeções, auditorias e testes de qualidade, para garantir que os produtos e serviços atendam aos requisitos estabelecidos. A perspectiva estratégica e econômica da qualidade é uma abordagem que busca compreender o valor econômico que a qualidade pode gerar para as empresas. A qualidade é vista como um fator estratégico que pode contribuir para a vantagem competitiva da empresa, aumentando a satisfação do cliente, a e�ciência e e�cácia dos processos, além de reduzir os custos e riscos. Os sistemas de padronizaçãosão mecanismos que estabelecem normas e padrões para produtos, serviços e processos. Eles são essenciais para garantir a qualidade, a segurança e a con�abilidade de produtos e serviços, bem como para melhorar a e�ciência e a e�cácia dos processos de produção. Os sistemas de padronização são importantes porque permitem a melhoria contínua dos processos e produtos, a redução dos custos de produção e a satisfação dos clientes. Além disso, a adoção de sistemas de padronização pode contribuir para o acesso a novos mercados e para a melhoria da imagem e reputação da empresa. Assim, os sistemas de qualidade e padronização são essenciais para garantir a qualidade acima de tudo, segurança e con�abilidade de produtos e em serviços e para melhorar a e�ciência e e�cácia dos processos de produção. Eles são implementados por meio de normas e procedimentos que estabelecem os requisitos e as diretrizes para a produção de produtos e serviços de qualidade. A adoção de sistemas de padronização e qualidade pode trazer diversos Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS benefícios, como a melhoria contínua dos processos, serviços e produtos, a redução dos custos de produção, a satisfação dos clientes, a abertura de novos mercados e a melhoria da imagem e reputação da empresa. É Hora de Praticar! Estudo de Caso: Padronização do processo de fabricação de chocolates Caro estudante, para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha para uma empresa de fabricação de chocolates, onde você foi convidado/contratado para solucionar um problema identi�cado nessa empresa. A empresa de chocolates XYZ percebeu que a qualidade dos seus produtos estava sendo comprometida devido à falta de padronização do processo de fabricação. Cada funcionário tinha uma maneira diferente de produzir, resultando em produtos com tamanhos, texturas e sabores distintos. Isso causava reclamações de clientes insatisfeitos, além de prejuízos �nanceiros para a empresa. Apresente uma possível solução, aplicando seu conhecimento adquirido nesta unidade. Caro estudante, diante da situação apresentada no nosso estudo de caso sobre os problemas apresentados pela empresa, qual a sua conclusão e embasamento teórico sobre as não conformidades apresentadas e possíveis soluções propostas que podem ser aplicadas nessa situação? Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 2 | Importância da padronização nas operações produtivas e logísticas. Fonte: elaborada pelo autor. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS CAMPOS, V. F. Qualidade Total: padronização de empresas. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992. PALADINI, E. P. Qualidade Total na prática. São Paulo: Atlas, 1997.pois eles podem ser classi�cados como indutores de custos. Diante do problema exposto anteriormente, Kaplan e Steven (2004) propuseram uma nova abordagem do método ABC. Na verdade, o nome da nova abordagem seria custeio baseado em atividade-tempo (time-driven ABC, ou TDABC). Com essa abordagem bem mais simples é possível estimar a procura por recursos gerada por produto, cliente ou transação. Para cada Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS grupo de recursos, são necessários dois parâmetros estimados. O primeiro é o custo por unidade de tempo, com vistas a suprir a capacidade de recursos e os tempos unitários de consumo da capacidade de recursos por produtos, serviços e clientes. Essa nova abordagem considera uma estimativa de utilização teórica. Para atividades-homem acredita-se que a carga horária esteja em torno de 80% da capacidade plena. Quando falamos sobre o uso de máquinas, acredita-se que a carga horária esteja em torno de 85% da capacidade plena. Sempre é importante lembrar que isso não se trata de uma “receita de bolo”. As realidades mudam de empresa para empresa e precisam ser reavaliadas periodicamente. O método ABC-tempo permite que a empresa possa simular diversas situações, para tomar a melhor decisão. Em nossas referências bibliográ�cas você encontrará obras que te auxiliarão a buscar mais informações sobre esses temas. Saiba mais O estudo da estrutura empresarial é de fundamental importância para o custeio baseado em atividade. Nesse tipo de custeio, a empresa deve ser dividida em diversos setores (departamentos) para que sejam conhecidos os processos de cada um deles. Para facilitar o desenho desses processos, o uso de um �uxograma pode demonstrar gargalos e oportunidades de melhoria. Uma boa ferramenta on-line e gratuita para a criação de �uxogramas é o Lucidchart. Acesse, faça seu cadastro e teste o produto! Referências BORNIA, A. C. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2019. FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L.; CHAN, B. L. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. São Paulo: Atlas, 2009. FONTOURA, F. B. B. Gestão de custos: uma visão integrada e prática de métodos de custeio. São Paulo: Atlas, 2013. IUDICIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000. IUDICIBUS, S.; MELLO, G. R. Análise de custos: uma abordagem quantitativa. São Paulo: Atlas, 2013. https://www.lucidchart.com/pages/pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS KAPLAN, I. R.; STEVEN, A. R. ABC: uma abordagem regida pelo tempo. Harvard Business Review, nov. 2004. LEONE, G. S. G. Custos: planejamento, implantação e controle. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003. OLIVEIRA, O. Curso básico de gestão da qualidade. São Paulo: Cengage, 2014. PALADINI, E. P. Gestão da qualidade: teoria e prática. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2019. SANTOS, J. L.; SCHMIDT, P.; PINHEIRO, P. R.; NUNES, M. S. Manual de contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2015. SANTOS, J. J. Manual de contabilidade e análise de custos. 7. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2017. Disponível em: VitalSource Bookshelf. Aula 3 Os Desperdícios da Empresa e a Necessidade de Mensuração Os desperdícios da empresa e a necessidade de mensuração Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Os estoques foram um problema para os varejistas, pois signi�ca dinheiro parado, sem uso. No �nal desta unidade você vai assistir como um grande player mundial do setor de varejo conseguiu diminuir a dependência de estoques estabelecendo uma rede de comunicação com seus fornecedores. Veremos como perdas e desperdícios puderam ser minimizados também. Não deixe de assistir para aumentar seu conhecimento sobre nossa aula. Ponto de Partida Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Olá, estudante! Você pode não perceber, mas diariamente estamos rodeados por elementos que são produtos de vários e complexos processos. Coordenar todos esses processos é uma atividade que vem ganhando bastante atenção das empresas nesse mundo recheado de avanços tecnológicos. Nesta aula, vamos abordar os conceitos iniciais de uma cadeia de abastecimento – ou suprimento – e como as empresas buscam reduzir seus custos e aumentar seus lucros atendendo um número cada vez maior de clientes. Você verá também que o uso de recursos de tecnologia da informação (TI) é indispensável para conhecer e organizar as demandas dos clientes, criando uma linha que os ligue até a fábrica e os fornecedores. Ao �nal, você verá o uso do supply chain management (SCM) num caso real de uma indústria de computadores brasileira. Embarque nessa viagem rumo ao futuro das empresas. Vamos Começar! Conceituando a cadeia abastecimento/suprimento A teoria contábil nos apresenta alguns conceitos que usamos em nossa vida cotidiana. Despesa é um desses conceitos. Usamos a despesa como algum tipo de pagamento que fazemos ao adquirirmos um bem ou contratamos um serviço, completamente diferente do seu verdadeiro conceito. Outro conceito bastante parecido é o de gasto. No entanto, o ilustre professor Eliseu Martins (MARTINS, 2023) nos apresenta gasto como a compra de algo ou de um serviço qualquer, que gera desembolso de dinheiro. Nesta aula, focaremos gasto como a de�nição do professor Eliseu Martins. A empresa moderna possui algumas características que a diferencia das empresas tradicionais (BORNIA, 1995): a) busca pela eliminação das perdas; b) lotes de produtos pequenos; c) �uxo contínuo de materiais; d) busca pela qualidade total. Para que o sucesso do empreendimento seja alcançado, é preciso que toda estrutura empresarial esteja imbuída em prol de construir novas estratégias, operações e, sobretudo, controlar gastos. Como já sabemos, a contabilidade da empresa é um grande banco de dados para a tomada de decisão. Quando abordamos o controle de gastos, os dados da contabilidade são usados pela contabilidade gerencial. Com o uso cada vez maior de recursos como processamento computacional e armazenamento de dados, é possível um controle mais efetivo das perdas nas linhas de produção. Quanto maior a rapidez de ação, maiores são as possibilidades de o negócio manter-se lucrativo. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS A busca pela qualidade total implica constantemente avaliar a cadeia de abastecimento da linha de produção. Para que isso ocorra, o gerenciamento da cadeia de abastecimento (suprimento) – do inglês supply chain management (SCM) – vem ganhando bastante atenção quanto à sua importância para a manutenção do negócio. A função do SCM considera como linha de produção desde o fornecedor até a entrega do produto ao cliente �nal. O SCM busca a integração dos diversos processos que compõem uma linha de produção, visando agregar valor para o cliente e para a própria empresa. Podemos agora ampliar o conceito de SCM para algo que englobe mais signi�cado, como a logística. Segundo Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP): A logística é o processo de planejar, executar e controlar o �uxo e armazenagem, de forma e�caz e e�ciente em termos de tempo, qualidade e custos, de matérias-primas, materiais em elaboração, produtos acabados e serviços, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com objetivo de atender aos requisitos do consumidor. (CSCMP, 2023) Dentre os diversos fatores que devem ser considerados no estudo da logística, três têm uma importância maior: tempo, custo e transporte. O tempo diz respeito ao momento quando os insumos estarão disponíveis para o início da linha de produção. Os custos in�uenciam diretamente a lucratividade do negócio. Já o transporte estuda as formas de como esses insumos estarão à disposição da linha de produção. Por mais que pareçam diferentes, tempo,custo e transporte se relacionam a todo mundo na logística empresarial. Não podemos tratar um sem tratar os outros dois. O conhecimento das atividades atreladas a esses fatores se torna fundamental para a forma que os produtos, ou serviços, serão custeados. Siga em Frente... Supply Chain Management como apoio à decisão Talvez você não tenha parado para pensar a respeito do caminho, até chegar às suas mãos, feito pelo aparelho em que você lê este texto. Seu aparelho é o resultado de um esforço coordenado de pessoas, matérias-primas, equipamentos, en�m. Resumindo, ele é fruto de um SCM! Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 1 | Explicando o SCM. Fonte: elaborada pelo autor com fotos do Pixabay. A empresa moderna tem um objetivo maior do que o de simplesmente gerar lucro para seus proprietários. Ela busca gerar valor para o cliente, atendendo, ou em alguns casos superando, suas expectativas. Para que esse novo objetivo seja também alcançado, o SCM coordenará diversos subprocessos presentes na produção de um bem ou serviço. Se visto como um sistema, o SCM também se retroalimenta com os dados fornecidos pelos componentes da cadeia de produção. O distribuidor – que pode ser uma cadeia de lojas – coleta dados básicos dos clientes e os repassa para a fábrica. Nela, os dados se transformam em informações sobre os produtos mais vendidos. Assim, a fábrica conhece quais matérias-primas mais precisará. Por �m, encaminha pedidos com aquelas matérias-primas para seus fornecedores. Se esse �uxo de informações estiver bem organizado, dois objetivos serão alcançados: um melhor serviço prestado ao cliente e a maximização do lucro da empresa. O atendimento ao cliente deve ser considerado como prioritário, acima da maximização do lucro. É compreendendo as necessidades do cliente que se inicia o reabastecimento da cadeia de suprimentos. Quando a empresa consegue estabelecer uma quantidade de bens e serviços demandados pelos clientes, poderá demandar a quantidade ótima de insumos, evitando perdas e estoques desnecessários. Não podemos estudar SCM sem antes entendermos a logística de suprimento. É nesse momento que as demandas dos clientes são informadas, podendo gerar tanto a adequação de produtos já existentes quanto a criação de novos. A logística de suprimento desenhará todo o caminho que deve ser seguido até a entrega do bem ao cliente. Também podem ser identi�cados gargalos – que são entendidos como obstáculos que atrasam as atividades – na linha de produção, escolhidos os fornecedores, prevista a demanda, etc. Figura 2 | Logística de suprimento. Fonte: elaborada pelo autor. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Formatada a logística de suprimento, o passo seguinte é desenhar a logística de produção. O planejamento, a programação e o controle de produção e estoque (PPCPE) se caracterizam pelo recebimento de matérias-primas, armazenagem, produção, manuseio e transporte interno até o ponto de envio ao cliente, fundamentais para o sucesso do negócio. Dentro da realidade da logística de produção, o PPCPE lidará com três realidades distintas, ambas relacionadas aos sistemas produtivos. A primeira delas é a produção para estoque (do inglês make to stock - MTS), que se caracteriza como todos os meios de produção voltados para a criação de produtos de prateleira, com pouca ou nenhuma personalização. A segunda forma é a produção por encomenda (do inglês assemble to order - ATO), que se caracteriza pelo armazenamento das matérias-primas até o recebimento de um determinado pedido. Por �m, temos a produção sob encomenda (do inglês make to order - MTO), que tem como característica o uso de um produto-base que vai ser adaptado às necessidades do cliente, quando o pedido for formalizado. Por serem métodos de produção distintos, a gestão da fábrica tem um desa�o pela frente, estabelecer qual deles priorizar para maximizar seus lucros. Para isso, os relatórios de produção e de pedidos de clientes devem ser analisados constantemente. Vamos Exercitar? Um caso prático de uso de SCM Você já percebeu como alguns produtos são rapidamente ultrapassados tecnologicamente? Um smartphone lançado no início de um ano já estará ultrapassado antes do �nal desse ano. Ao mesmo tempo que esses eventos são bené�cos para os clientes, representam desa�os enormes para os fabricantes. O desa�o se torna ainda maior quando tratamos da indústria de computadores, envolta numa constante espiral de inovação tecnológica, além do curtíssimo ciclo de vida de alguns produtos. Neste bloco de estudo, vamos abordar o caso especí�co de um fabricante mundial de computadores, que também atua no Brasil – por questões de didática, não usaremos o nome real desse fabricante. A marca foi fundada em 1984 nos EUA e começou a atuar no Brasil a partir de 1995. Seu fundador, após analisar o mercado de venda de computadores da década de 1980, observou que os aparelhos eram produzidos e comercializados por lojistas. A ideia dele foi vender computadores diretamente aos clientes, evitando lojas intermediárias. Isso permitiu que os custos fossem reduzidos consideravelmente e que se pudesse realmente conhecer as necessidades dos clientes. Com o passar do tempo, a marca dividiu o negócio em três unidades distintas (PARRA; PIRES, 2003): a) unidade de consumidores; b) unidade corporativa; c) unidade de servidores. Na unidade Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS de servidores, os equipamentos produzidos se destinam ao usuário doméstico ou pequeno empresário. Nessa unidade, a maior preocupação do SCM é com o abastecimento dos canais de distribuição para que as vendas não sejam interrompidas. Na unidade corporativa se localiza a linha de produção para as grandes empresas, as quais se preocupam mais com o rendimento dos equipamentos, o que as levam a pagar mais por isso. Os equipamentos daqui podem ser bastante customizados, que faz o SCM a controlar os pedidos especí�cos dos clientes, mantendo o contato com os fornecedores. A unidade de servidores segue um pouco o modelo da unidade corporativa, a não ser pela produção de produtos com alto valor agregado e com baixa customização. As três unidades fabris compartilham algumas características de SCM. Uma delas se refere ao relacionamento com os fornecedores, que são os responsáveis pela fabricação de algumas peças dos equipamentos sob as especi�cações da marca. Para facilitar o �uxo de materiais, esses fornecedores não podem estar distantes mais do que 100 km da fábrica. A rede de abastecimento é composta por um sistema computadorizado que liga a fábrica a todos os fornecedores. Quando o cliente �naliza sua compra, cada fornecedor recebe um pedido informando qual peça deverá disponibilizar. No dia seguinte, uma equipe de transporte recolhe todas essas peças para que sejam montadas na fábrica. Os custos de estocagem de peças e de outros materiais são quase nulos. Além disso, a marca oferece um sistema de assistência técnica próprio, que em alguns casos pode ser feito de modo remoto. A empresa também mantém um banco de dados com todos os componentes mais usados, que retroalimenta um sistema de gestão de produção, base para administrar o SCM. Saiba mais “Sua Majestade, o cliente!”. Há alguns anos uma fabricante de biscoitos bastante conhecida no Brasil elaborou uma campanha em que os clientes eram tratados como reis. O que a empresa procurava, na verdade, era unir todos os colaboradores em torno de conhecer e atender todos os desejos dos clientes. Um dos pilares era o sistema de transporte das mercadorias aos pontos de venda, que eram, sobretudo, supermercados, bares e lanchonetes. Isso demonstrava a importância de um sistema de transporte na estrutura de gerenciamento de cadeia de suprimentos. Nesse sentido, uma sugestão para que você possa aprender mais sobre SCM é estudar sobre estratégias de transportes. Uma sugestão é o capítulo sobre Sistemas Modais de Transportes, constante no livro “Logística Empresarial: um guia prático de operações logísticas”, de Amarildo de Souza Nogueira.Procure em nossa biblioteca virtual! Referências https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597015553/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:45 Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS BORNIA, A. C. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2019. BORNIA, A. C. Mensuração das perdas nos processos produtivos: uma abordagem metodológica de controle interno. 1995. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 1995. CSCMP – COUNCIL OF SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PROFESSIONALS. Disponível em: http://cscmp.org/. Acesso em: 24 fev. 2023. FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L.; CHAN, B. L. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. São Paulo: Atlas, 2009. FONTOURA, F. B. B. Gestão de custos: uma visão integrada e prática de métodos de custeio. São Paulo: Atlas, 2013. IUDICIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000. IUDICIBUS, S.; MELLO, G. R. Análise de custos: uma abordagem quantitativa. São Paulo: Atlas, 2013. KAPLAN, I. R.; STEVEN, A. R. ABC: uma abordagem regida pelo tempo. Harvard Business Review, nov. 2004. LEONE, G. S. G. Custos: planejamento, implantação e controle. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003. MARTINS, E. Contabilidade de custos. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2023. NOGUEIRA, A. S. Logística empresarial: um guia prático de operações logísticas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019. OLIVEIRA, O. Curso básico de gestão da qualidade. São Paulo: Cengage, 2014. PALADINI, E. P. Gestão da qualidade: teoria e prática. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2019. PARRA, P. H.; PIRES, S. R. I. Análise da gestão da cadeia de suprimentos na indústria de computadores. Gestão & Produção, v. 10, n. 1, p. 1-15, abr. 2003. SANTOS, J. L.; SCHMIDT, P.; PINHEIRO, P. R.; NUNES, M. S. Manual de contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2015. http://cscmp.org/ Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS SANTOS, J. J. Manual de contabilidade e análise de custos. 7. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2017. Disponível em: VitalSource Bookshelf. Aula 4 A Gestão de Custos e o Ganho de Competitividade A gestão de custos e o ganho de competitividade Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Desde os nossos primeiros ancestrais, a música vem acompanhando a humanidade. Sem fazer juízo de valor, uma música pode nos acompanhar em bons e maus momentos. Não, o vídeo desta aula não falará sobre música. Quer dizer, não diretamente! Será apresentado um estudo de caso da Washington Opera, dos EUA. Você assistirá como gestores compreenderam a cadeia de valor do local e puderam aumentar o faturamento das bilheterias. Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula continuaremos estudando os efeitos da gestão da cadeia de suprimentos para a empresa moderna. A partir de agora veremos a importância dos investimentos para o corte de custos das linhas de produção. De antemão, saiba que esses investimentos precisam ser bastante estudados para que realmente possam cortar esses custos. Nos blocos �nais teremos dois exemplos de como o conhecimento sobre os clientes podem in�uenciar a política de preços da empresa. O objetivo é que você tenha um horizonte mais amplo de aplicação de SCM. Espero que você possa usar o conhecimento desta aula para aprimorar seus conhecimentos pro�ssionais. Vamos Começar! Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Processos de produção na empresa moderna A política de preços de uma empresa mal administrada pode levá-la ao insucesso de suas operações. Por muito tempo, o preço de um produto era dado pela simples relação entre margem de lucro, custos e despesas, realidade hoje bem diferente. Devido a pressões da concorrência, atualmente, a política de preços é baseada muito mais no corte de custos. Os desa�os atuais da economia têm oferecido algumas oportunidades para as companhias, independentemente do tamanho. A era do “e-relacionamento” (BERNARDI, 2017) criou canais de atuação, quer seja de vendas quer seja de comunicação com os clientes. Empresas que têm por objetivo continuarem ativas nesse princípio de milênio devem ajustar seus planos de negócio, revendo, sobretudo, seu SCM. Bernardi (2017) vai mais longe, colocando a qualidade da gestão como fator mitigador de custos invisíveis nas empresas. Para o autor, uma gestão com qualidade envolve cinco fatores: visão, cultura, estrutura, recursos e energia. Podemos agora, então, traçar uma linha ligado custos, investimentos e preços. O primeiro passo a ser dado agora é estabelecer uma diferença entre preço e valor, que temos utilizado como sinônimos, mas não o são. Valor é entendido como o que o cliente está disposto a pagar por um produto, ou serviço, o quanto ele acredita que aquele produto vai agregar benefícios a sua vida. Já preço é a quantidade de dinheiro que se deve cobrar por um produto. Na administração de uma empresa, os gestores precisam conhecer seus concorrentes para ajustarem a política de preços. Isso pode ser alcançado através do relatório de competitividade de preços, que consiste em organizar os preços de produtos semelhantes praticados pelos concorrentes. Uma análise bastante acurada desse relatório auxiliará os gestores a otimizarem os custos de produção, eliminando processos ou substituindo insumos. Não se pode falar em alteração de processos de produção – sobretudo com vistas à redução de custos – sem o conhecimento da cadeia de abastecimento/suprimentos (SCM) e o método de custeio. Dubois, Kulpa e Souza (2019) enfatizam que o método ABC analisa os processos envolvidos na produção. Sendo assim, seria o mais recomendado para as alterações que podem acontecer no novo modelo de SCM. Pode nos parecer um contrassenso, mas, em alguns casos, uma empresa para cortar seus custos precisará desembolsar dinheiro. Em �nanças, chamamos essa prática de investimento. Para ilustrar: equipamentos, pelo uso constante, podem ocasionar paradas na produção, algo que gera perdas de matérias-primas e ociosidade de mão de obra. Nesse momento, a direção de produção – caso seja essa a nomenclatura usada – poderá elaborar um estudo para trocá-los. É preciso bastante atenção, pois o estudo precisa demonstrar a viabilidade �nanceira da troca, isto é, os novos equipamentos precisam demonstrar que diminuíram os custos, permitindo que a empresa possa aumentar sua lucratividade sem aumentar seus preços de venda. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Siga em Frente... A complexidade das operações A gestão de operações de uma empresa é algo complexo por demais, que exige dedicação e comprometimento de todos os setores. A operação não se inicia somente quando as matérias- primas estão na linha de produção. O SCM, como já foi discutido, começa desde a escolha dos fornecedores até conhecer os desejos dos clientes. A complexidade das operações se torna maior ao passo que as empresas diversi�cam seus produtos. Tente imaginar uma montadora de automóveis e suas diversas linhas de veículos. Periodicamente a alta gestão deve escolher quantos e quais unidades produzir, quais peças usar, quais serão os horários de funcionamento, en�m. Um simples erro estratégico pode colocar centenas, talvez milhares, de dólares no ralo. Para gerenciar com precisão uma cadeia de suprimentos, a empresa não pode abdicar de um �uxo veloz de informações. O que deve ser buscado aqui é a uni�cação dos �uxos de informação entre fornecedores, clientes e a própria empresa. No mercado existem consultorias especializadas na criação de soluções tecnológicas que atendam a essas demandas. Uma solução de TI para facilitar o �uxo de informações na cadeia de suprimentos permitirá que a empresa não provoque alterações nos seus preços nem entre numa guerra contra seusconcorrentes. Durante os anos de 1990 (CROSS, 1997), as companhias aéreas europeias entraram numa guerra de preços, aproveitando um boom de desregulamentação dos serviços de transporte naquele continente. As principais companhias conheciam os preços de suas concorrentes – relatório de competitividade de preços –, daí começaram a oferecer preços mais baixos em vários voos. Em muitos casos, os descontos foram dados usando poucos critérios econômicos, o que acabou gerando empresas completamente endividadas e com problemas de caixa. Nesse cenário economicamente complicado, uma empresa austríaca (CROSS, 1997) desenvolveu um sistema de computador que fazia com que ela previsse a procura por poltronas com mais de 200 dias de antecedência. Dessa forma, a companhia conhecia quais eram os dias com as maiores procuras, os horários com poltronas mais vazias e os principais destinos dos clientes. A companhia aérea austríaca já possuía um banco de dados bem estruturado. Para a empresa, era fácil encontrar diversas informações sobre seus clientes, voos e aeronaves usadas. Mesmo assim, o sistema que gerenciava os dados só era capaz de armazená-los oferecendo relatórios comuns. A alta gestão de então investiu recursos na criação de um novo sistema que �zesse “mineração nos dados”, buscando padrões de comportamento de clientes. Ao �nal, o sistema se tornou uma ferramenta que oferecia à gestão de operações a possibilidade de praticar preços diferenciados aos clientes. Aqueles que comprassem passagens com antecedência pagariam bem menos do que aqueles que adquirissem bilhetes a poucos dias dos voos. Segundo Cross Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS (1997), o faturamento da companhia cresceu cerca de 10% logo no primeiro ano do novo sistema, enquanto o setor operava com crescimentos bem mais modestos. A experiência dos austríacos demonstrou que investimentos em tecnologia, se bem realizados, resultam em cortes de custos e aumento da lucratividade das empresas. No entanto, o mais importante é que o cliente perceba que o produto que ele está adquirindo lhe agrega muito valor. Vamos Exercitar? Prevendo receitas e cortando custos imaginar a linha de produção de forma estratégica é procurar compreender como os setores mais elementares da fábrica pode dar uma contribuição para o sucesso da empresa no mercado. Na verdade, é importante examinar como funciona e as principais características do ambiente em que a empresa compete para então escolher, de maneira consistente e coordenada, processos, atividades, procedimentos e métodos de SCM que são capazes de prover vantagens competitivas nos fatores que efetivamente decidem a obtenção de um pedido de cliente, ou seja, criar valor. Após identi�cadas no mercado as prioridades competitivas que devem ser priorizadas por todos os setores da empresa para desenvolver a posição competitiva da empresa, a de�nição de uma estratégia de produção – aqui envolvendo o gerenciamento da cadeia de suprimentos – pode ser compreendida como um script das decisões que são tomadas com a �nalidade de direcionar os processos para a performance que se deseja alcançar. A segmentação de mercado é uma das tarefas mais importantes para conhecer o per�l dos clientes. A empresa que puder descrever os subgrupos do mercado de uma maneira que guie suas decisões de custos e de preços se tornará muito mais e�ciente. Para ilustrar, podemos considerar clientes que são insensíveis a preço. Concorrentes podem atendê-los mal, deixando- os bastante insatisfeitos. Esses clientes podem ser conquistados por outras empresas, que oferecem produtos semelhantes, cobrando-lhes preços mais altos. Para isso, é importante que os clientes percebam o valor. A indústria hoteleira é uma das que mais geram empregos no Brasil. As empresas desse setor, diferentemente da indústria, não trabalham com produtos padronizados. Para hotéis, pousadas e resorts, o mais importante é o encantamento gerado no cliente, que o fará retornar em oportunidades futuras (CROSS, 1997; CENTURIÓN, 2019). Diz-se no setor que o ramo hoteleiro não aluga quartos, mas “vende” experiências. Uma considerável parcela dos custos de hotelaria é �xa, composta por manutenção dos quartos, serviços de apoio, etc. No entanto, as receitas não são obtidas de forma homogênea durante o mês. As maiores arrecadações ocorrem durante os períodos de alta temporada. Para reduzir o Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS impacto dessa diferença, ainda nos anos de 1980, algumas redes mundiais de hotéis iniciaram a criação de marcas para públicos especí�cos, desde clientes que estavam dispostos a pagar por hotéis de cinco estrelas até para aqueles que não se importam em pagar taxas menores, mesmo tendo menos serviços a seu dispor. Mesmo com essa diversi�cação de marcas, as grandes corporações do ramo da hotelaria desenvolveram técnicas de gerenciamento de receitas (revenue management) – também conhecida como gestão da lucratividade. Essas técnicas se caracterizam pelo uso constante de recursos de informática e a prática de preços �utuantes durante o ano. Um dos objetivos dessas técnicas é realizar um remanejamento da demanda por quartos para períodos em que se registram mais ociosidade – baixa temporada –, deixando as tarifas mais altas dos quartos para os clientes que puderem pagar. Dessa forma, uma família que tenha um sonho de passar dias maravilhosos num resort numa badalada região, poderá se planejar para fazer a viagem em baixa temporada, pagando um preço menor. Para a empresa, a vantagem está em manter seu �uxo de faturamento o mais homogêneo possível e a redução dos custos do hotel. Saiba mais O Bizagi é um aplicativo dedicado à formatação de processos, criando apresentações fáceis e intuitivas. Com ele os gestores, além de identi�car gargalos nas linhas de produção, serão capazes de modernizar os �uxos de informações. Referências BERNARDI, L. A. Formação de preços: estratégias, custos e resultados. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2017. BORNIA, A. C. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2019. BORNIA, A. C. Mensuração das perdas nos processos produtivos: uma abordagem metodológica de controle interno. 1995. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Santa Cataria. Florianópolis, 1995. BRUNI, A. L. Série desvendando as �nanças: administração, custos, preços, lucros. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2018. CENTURIÓN, L. Princípios e práticas de revenue management: gerenciamento de demanda, de receita e distribuição. São Paulo: Editora São Paulo, 2019. https://www.bizagi.com/pt Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS CROSS, G. C. Revenue management: hard-core tactics for market domination. New York: Broadway Books, 1997. CSCMP – COUNCIL OF SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PROFESSIONALS. Disponível em: http://cscmp.org/. Acesso em: 24 fev. 2023. DUBOIS, A.; KULPA, L.; SOUZA, L. E. Gestão de custos e formação de preços. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2019. FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L.; CHAN, B. L. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. São Paulo: Atlas, 2009. FONTOURA, F. B. B. Gestão de custos: uma visão integrada e prática de métodos de custeio. São Paulo: Atlas, 2013. IUDICIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000. IUDICIBUS, S.; MELLO, G. R. Análise de custos: uma abordagem quantitativa. São Paulo: Atlas, 2013. KAPLAN, I. R., STEVEN, A. R. ABC: uma abordagem regida pelo tempo. Harvard Business Review, nov. 2004. LEONE, G. S. G. Custos: planejamento, implantação e controle. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003 MARTINS, E. Contabilidade de custos. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2023. NOGUEIRA, A. S. Logística empresarial: um guia prático de operações logísticas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019. OLIVEIRA, O. Curso básico de gestão da qualidade. São Paulo: Cengage, 2014. PALADINI, E. P. Gestão da qualidade: teoria e prática. 4. ed. São Paulo:Atlas, 2019. PARRA, P. H.; PIRES, S. R. I. Análise da gestão da cadeia de suprimentos na indústria de computadores. Gestão & Produção, v. 10, n. 1, p. 1-15, abr. 2003. SANTOS, J. L.; SCHMIDT, P.; PINHEIRO, P. R.; NUNES, M. S. Manual de contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2015. http://cscmp.org/ Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS SANTOS, J. J. Manual de contabilidade e análise de custos. 7. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2017. Disponível em: VitalSource Bookshelf. Aula 5 Encerramento da Unidade Videoaula de Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. No vídeo desta unidade você assistirá a uma abordagem ampla dos temas estudados até o presente momento. Não! Você não verá novamente a parte acadêmica, você verá como um simples estudo de clientes pôde ser usado numa barbearia do interior dos EUA, proporcionando aumento na frequência e na arrecadação do negócio. Ponto de Chegada Uma visão geral sobre a cadeia de produção Olá, estudante! A gestão de um negócio é um conjunto de processos e atividades permeadas por muita complexidade. As operações precisam ser alinhadas para que o principal “ativo” das organizações permaneça �el a marcas e produtos: o cliente. Num intricado jogo que visa agregar valor para o cliente, a empresa moderna precisa envidar esforços para gerar o que muitos autores chamam de encantamento. Em mercados muito competitivos, com a participação de vários produtores, a busca pelo encantamento do cliente não deverá ter como premissa grandes alterações nos preços. Para que a empresa consiga esse feito, o ideal é controlar melhor seus custos de produção, analisando e propondo, quando possíveis, alterações na cadeia de suprimentos. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS A forma como os produtos são custeados é um fator que deve ser analisado constantemente pela alta direção de uma empresa. Existem diversos métodos para apropriar os custos indiretos para produtos produzidos, destacando-se o custeio por absorção. Devido a usar critérios menos arbitrários do que outros métodos de custeio, o método ABC aloca os custos indiretos nas diversas atividades que envolvem a produção. A implantação desse método requer altos investimentos e um amplo comprometimento da estrutura da empresa. A empresa moderna também necessita conhecer seus clientes para melhor formular sua política de preços. Nesse particular, a variável mais fácil de se conhecer da concorrência são os preços dos produtos vendidos. Um relatório de competitividade de preços pode ajudar a alta direção a veri�car se seus preços estão ou não condizentes com a média do mercado, promovendo ajustes. Por mais tentadora que possa parecer, uma guerra de preços pode trazer sérios perigos caso a empresa não conheça seus custos de produção. A implantação de uma cadeia e�ciente de suprimentos pressupõe o uso irrestrito de recursos de tecnologia da informação (TI), que possa ligar os elos da cadeia. Logo, é preciso que haja investimentos na adaptação das atividades de produção, no fornecimento de insumos, transporte e, sobretudo, no �uxo de informações. As chances de os gargalos e custos se reduzirem são consideravelmente grandes quando todo o �uxo de informação estiver em funcionamento. A empresa moderna que criar estratégias de produção, de investimento e de preços na era do “e- relacionamento” terá grandes chances de ter clientes mais �éis e dispostos a pagar por preços diferenciados por produtos ou serviços. É Hora de Praticar! Agora chegou o momento de você colocar todo o conteúdo estudado aqui em prática. Para isso, vamos imaginar que você, após anos de dedicação, chegou ao cargo de vice-presidente de operações de uma grande montadora mundial de carros, com sede no interior do Rio de Janeiro. Você sabe que o desa�o agora será maior, pois a montadora quer aumentar sua participação no mercado brasileiro. No início do ano, numa reunião virtual, você é comunicado sobre o novo projeto da companhia, chamado de CAR-A. Tradicionalmente, a montadora é conhecida mundialmente por produzir carros resistentes, mas de baixo custo. No entanto, a alta direção da companhia quer diversi�car seu portfólio e deseja produzir veículos para pessoas com poder aquisitivo mais alto. Mesmo assim, a nova linha manterá o custo mais baixo possível. Os carros deverão ter um acabamento mais elegante e ter equipamentos diferenciados. O prazo para a apresentação do novo carro é de 18 meses! Você não terá muito tempo para demonstrar seus conhecimentos de gerenciamento de projetos e de SCM. A matriz já destinou recursos su�cientes para o início do projeto. No entanto, é sabido que o presidente mundial, mesmo sabendo que poderá aumentar as vendas no Brasil, quer que o projeto não consuma muito dos recursos. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Como diz uma gíria futebolística: “a bola tá contigo”! Desenvolva um plano de ação que considere a criação de um novo veículo para clientes de alto poder aquisitivo. Nesse plano, você deve usar os conhecimentos adquiridos nesta unidade, pense numa pesquisa de mercado, analise principais concorrentes, os desejos dos clientes e, sobretudo, tente imaginar como seria montada uma cadeia de suprimentos para a nova linha de produtos. Algumas peças serão importadas ou nacionais? Como lidar com os custos �xos? Há a necessidade de montar uma nova linha de produção ou se pode adaptar alguma já existente? Lembre-se de que aqui não tem certo ou errado, procure se colocar no lugar de um vice- presidente de operações e angarie o apoio de toda estrutura da companhia. Deixe sua criatividade �uir, mas mantenha-se dentro da nossa área de estudo. Mãos à obra e faça um bom trabalho, vice-presidente! Para te ajudar no estudo de caso, realize uma pesquisa em qualquer plataforma de busca sobre a história da Volkswagen no Brasil, mais precisamente sobre a criação do veículo VW Santana, ainda na década de 1980. Esse novo modelo de carro fez bastante sucesso de vendas por muitos anos no mercado nacional. O Santana foi vendido em pelo menos três modelos diferentes (Comfort Silver (CS), Comfort Golden (CG) e Comfort Diamond (CD)). Em todos os modelos eram vendidos com itens de série não disponíveis em outros modelos da montadora. O público gostou bastante da novidade, pois aliou carros mais tecnologicamente avançados à montadora que inspirava con�ança. É interessante pesquisar também o que foi a Autolatina, uma joint venture que durou de 1987 a 1996, no Brasil e na Argentina. Já posso te adiantar que a Autolatina visou à simpli�cação de processos entre duas gigantes mundiais do setor automobilístico, alcançando um relativo sucesso em tempos de recessão econômica no Brasil. Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 1 | A cadeia de suprimentos resumida. Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS BERNARDI, L. A. Formação de preços: estratégias, custos e resultados. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2017. BORNIA, A. C. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2019. BORNIA, A. C. Mensuração das perdas nos processos produtivos: uma abordagem metodológica de controle interno. 1995. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 1995. BRUNI, A. L. Série desvendando as �nanças: administração, custos, preços, lucros. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2018. CENTURIÓN, L. Princípios e práticas de revenue management: gerenciamento de demanda, de receita e distribuição. São Paulo: EditoraSão Paulo, 2019. CROSS, G. C. Revenue management: hard-core tactics for market domination. New York: Broadway Books, 1997. CSCMP – COUNCIL OF SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PROFESSIONALS. Disponível em: http://cscmp.org/. Acesso em: 24 fev. 2023. DUBOIS, A.; KULPA, L.; SOUZA, L. E. Gestão de custos e formação de preços. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2019. FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L.; CHAN, B. L. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. São Paulo: Atlas, 2009. FONTOURA, F. B. B. Gestão de custos: uma visão integrada e prática de métodos de custeio. São Paulo: Atlas, 2013. IUDICIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000. IUDICIBUS, S.; MELLO, G. R. Análise de custos: uma abordagem quantitativa. São Paulo: Atlas, 2013. KAPLAN, I. R.; STEVEN, A. R. ABC: uma abordagem regida pelo tempo. Harvard Business Review, nov. 2004. LEONE, G. S. G. Custos: planejamento, implantação e controle. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003. MARTINS, E. Contabilidade de custos. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2023. NOGUEIRA, A. S. Logística empresarial: um guia prático de operações logísticas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019. OLIVEIRA, O. Curso básico de gestão da qualidade. São Paulo: Cengage, 2014. PALADINI, E. P. Gestão da qualidade: teoria e prática. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2019. PARRA, P. H.; PIRES, S. R. I. Análise da gestão da cadeia de suprimentos na indústria de computadores. Gestão & Produção, v. 10, n. 1, p. 1-15, abr. 2003. SANTOS, J. L.; SCHMIDT, P.; PINHEIRO, P. R.; NUNES, M. S. Manual de contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2015. SANTOS, J. J. Manual de contabilidade e análise de custos. 7. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2017. Disponível em: VitalSource Bookshelf. , http://cscmp.org/ Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Unidade 2 PROCESSOS LOGÍSTICOS, CADEIA DE SUPRIMENTOS E ESTOQUE Aula 1 Cadeia de Suprimento Cadeia de suprimento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, você poderá aprofundar seus conhecimentos obtidos nesta aula ao re�etir a respeito das etapas de uma cadeia de suprimentos e observar as aplicações desse conceito para as negociações comerciais e no âmbito internacional. Desse modo, você terá condições de rever as proposições apresentadas neste conteúdo e analisar aspectos complementares que são observados para o estabelecimento de cadeias de logística entre diferentes países. Ponto de Partida Estudante, receba as boas-vindas a esta aula, na qual você poderá realizar uma primeira aproximação aos conceitos relativos a uma cadeia de suprimentos, destacando ainda a sua relevância para a integração entre empresas em diferentes segmentos de mercado. Você poderá perceber que o desenvolvimento de uma série de rotinas logísticas consiste não apenas em realizar a distribuição ou transporte de uma mercadoria para os consumidores �nais: trata-se, na verdade, de agilizar processos relativos ao suprimento de clientes físicos e jurídicos, integrando etapas logísticas para que esses clientes sejam atendidos com e�ciência e qualidade. Assim sendo, os conteúdos aqui apresentados podem apresentar ressonância importante em sua vida pro�ssional, ao lhe ajudar a estimar as rotinas de uma cadeia de suprimento e suas aplicações. En�m, está pronto para começar? Então, bons estudos! Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Vamos Começar! A cadeia de suprimento Produção e distribuição A vocação principal das empresas é gerar maximização do lucro, isto é, favorecer a formação de resultados para acionistas e proprietários mediante a geração de receitas e a redução progressiva de custos com o aumento da escala da produção, assim, os produtos e serviços podem apresentar uma redução média dos desembolsos que os agentes irão efetuar para �nanciar a sua produção (PINDYCK; RUBINFELD, 2013). Entretanto, a atividade produtiva, embora essencial, é insu�ciente para garantir o atendimento pleno dos consumidores dessas empresas: torna-se necessário, efetivamente, desenvolver e efetivar esforços para que essas mercadorias atinjam o seu público-alvo e consolidem a realização de receitas e lucros por parte da empresa produtora. Dessa forma, a produção e a distribuição constituem-se como variáveis-chave para garantir o consumo e o �nanciamento de novos ciclos produtivos (CHOPRA; MEINDL, 2016). A etapa de distribuição, nesse sentido, está diretamente vinculada à formação de redes de suprimento de produtos e serviços que integram empresas distintas em processos (geralmente automatizados) de estocagem, transporte e informação relativos a essas mercadorias. Essas redes são conhecidas como cadeias de suprimento e serão melhor destacadas a seguir. As cadeias de suprimento e seus modelos Em termos conceituais, uma cadeia de suprimento (supply chain) presta-se a desenvolver soluções que abrangem os processos logísticos de produtos e serviços relativos a uma ou mais empresas, desde o recebimento de insumos (matérias-primas que viabilizam a produção) até a fase de entrega a clientes físicos ou jurídicos que se constituem como consumidores �nais. Dessa forma, a cadeia de suprimento envolve todos os agentes que fazem parte desse ciclo produtivo e de distribuição – sejam eles fornecedores, indústrias, empresas de distribuição, atacadistas, varejistas, entre outros – para maximizar resultados mediante a minimização do tempo necessário à execução de cada etapa desses ciclos, alcançando a satisfação dos clientes, a sua respectiva �delização e, consequentemente, a geração de resultados a curto e longo prazos (TAYLOR, 2005). Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Figura 1 | Conceitos essenciais de uma cadeia de suprimento. Fonte: elaborada pelo autor. A partir dessa delimitação, você deverá perceber que essas cadeias de suprimento devem ser gerenciadas de modo a aumentar a e�ciência dos agentes no atendimento aos clientes �nais, sobretudo por meio da integração de áreas estratégicas das empresas, como os segmentos de marketing e operações, bem como o setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que exploram competências dessas empresas para o aprimoramento constante de suas atividades produtivas e distributivas. Viabilidade da cadeia de suprimento A cadeia de suprimentos é, portanto, objeto de um gerenciamento (management) constante, o qual remete à função de cada empresa no mercado: por exemplo, uma empresa especializada no comércio de um produto costuma adquiri-lo junto a produtores, formando estoques reguladores que permitem rápido escoamento dessas mercadorias e seu abastecimento conforme a demanda estabelecida no mercado. Essa regulação irá ocorrer de acordo com padrões previamente identi�cados pela empresa, como a sazonalidade da oferta, os prazos para entrega dos produtos e pagamento de fornecedores, etc. (CHOPRA; MEINDL, 2016). As indústrias, por sua vez, possuem cadeias logísticas bem mais abrangentes, cujas etapas abrangem desde as parcerias com os fornecedores de matérias-primas até o armazenamento e a distribuição dos produtos �nais. Essas cadeias são gerenciadas de acordo com sistemas e modelos conhecidos como Supply Chain Management (SCM). Siga em Frente... Desenvolvendo uma cadeia de suprimento Fases de uma cadeia de suprimentos De um modo geral, é possível conceituar o funcionamento de uma cadeia de suprimentos a partir de alguns elementos-chave que, como destacado anteriormente, articulam empresas em processos produtivos e distributivos. Dentre esses elementos, é necessário destacar, de acordo com a abordagem de Taylor (2005): Disciplina OPERAÇÕES PRODUTIVAS E LOGÍSTICAS Produção: destaca a atividade-�m da empresa que realiza a transformação de insumos em produtos �nais e é diretamente in�uenciada pelas condições da oferta e demanda no mercado.