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EMBRIOLOGIA GLÂNDULAS ENDÓCRINAS 2º CICLO Durante a 4ª semana do desenvolvimento embrionário, o embrião já passou pela gastrulação e neurulação. O embrião passa por um estágio de embrião bilaminar para trilaminar com endoderma, mesoderma e ectoderma. O dobramento é céfalo-caudal e lateral e passa de um aspecto de disco para morfologia cilíndrica. Quando falamos da origem embriológica dos tecidos endócrinos, é importante ter em mente que os tecidos endócrinos se originam a partir dos três folhetos germinativos: ectoderma mesoderma e endoderma. 1- Do ectoderma cutâneo vai se desenvolver o que seria a adenohipófise. A adenohipófise é a porção epitelial glandular da hipófise, formando por uma porção distal (80% da adenohipófise) onde temos células cromófilas – acidófilas e basófilas – e células cromófobas. 2- Do ectoderma neural ou neuroectoderma temos a origem da neurohipófise, constituída pela eminência média, haste infundibular e parte nervosa. Temos também a célula C ou parafoliculares, que se encontram presente na parede do folículo tireoidiano e produzem calcitonina. A medula adrenal também tem origem nesse tecido (células da linhagem simpatoadrenal, derivadas de células da crista neural). 3- O mesoderma origina o que seria o córtex adrenal, as gônadas (função exócrina e endócrina) e placenta. 4- O endoderma vai originar a tireóide, a parte dos folículos tireoidianos, e paratireóides e ilhotas pancreáticas (insulina e glucagon). Histologia das glândulas endócrinas: tem o epitélio de revestimento e ele, por indução do mesênquima subjacente, começa a proliferar localmente e à medida que prolifera localmente ele começa a invaginar para o mesênquima subjacente e continua a proliferar. Podem acontecer 2 coisas: as células que se originam do epitélio de revestimento podem se diferenciar em dois compartimentos: uma porção terminal secretora e uma porção tubular que permite que a secreção seja eliminada para a superfície: é uma glândula exócrina. Mantém comunicação com a superfície por um ducto excretor. A glândula começa a se aprofundar no mesênquima e vasos sanguíneos, que estão presentes no mesênquima, começam a penetrar por entre a massa de células ali. À medida que isso ocorrer, essa célula pode seguir dois caminhos: formar estrutura de característica folicular ou simplesmente as células podem formar cordões celulares. É um tecido endócrino ricamente vascularizado. Pode ser cordonal ou folicular, mas as duas são muito vascularizadas, o que vai servir de veiculo para entrega de substratos para síntese da sua secreção ou veiculo de transporte da sua secreção para célula alvo. Pode ser cordonal ou folicular. Desenvolvimento da Hipófise Diencéfalo Três intumescências se desenvolvem nas paredes laterais do terceiro ventrículo, que se tornam o tálamo, o hipotálamo e o epitálamo (figura). O tálamo é separado do epitálamo pelo sulco epitalâmico e do hipotálamo pelo sulco hipotalâmico. Esse último sulco não é uma continuação do sulco limitante no prosencéfalo, e não é, como o sulco limitante faz, uma estrutura que divide as áreas sensorial e motora. . Tálamo Massa ovóide e extensa de substância cinzenta se desenvolve rapidamente de cada lado do terceiro ventrículo e torna-se saliente em sua cavidade. Os tálamos se encontram e se fundem na linha mediana em 70% dos encéfalos, formando uma ponte de substância cinzenta através do terceiro ventrículo, que é a adesão intertalâmica (conexão variável entre as duas massas talâmicas através do terceiro ventrículo); a ponte está ausente em cerca de 20% dos encéfalos. Hipotálamo Origina-se pela proliferação de neuroblastos na zona intermediária das paredes diencefálicas, ventral ao sulco hipotalâmico. Posteriormente, desenvolve-se um número de núcleos envolvidos em atividades endócrinas e homeostase. Um par de núcleos forma intumescências do tamanho de uma ervilha (corpos mamilares) na superfície ventral do hipotálamo. Epitálamo Se desenvolve do teto e da porção dorsal da parede lateral dos diencéfalos. Inicialmente, as intumescências epitalâmicas são grandes, mas posteriormente se tornam relativamente pequenas. Glândula pineal (corpo pineal) Localiza-se na extremidade posterior do 3º ventrículo, próximo ao centro do cérebro. É um órgão fotossensível e é um importante regulador do ciclo dia/noite (ritmo circadiano). Sua função é produzir serotonina (fase clara) e melatonina (fase escura). Ela desenvolve na extremidade posterior do 3º ventrículo como um divertículo a partir de uma evaginação da parte caudal do teto do diencéfalo. Ela permanece presa por uma haste que contém um recesso do 3º ventrículo. A proliferação das células das paredes do divertículo logo forma uma glândula sólida e com formato de pinha achatada. ***A embriologia da glândula pineal está relacionada ao diencéfalo. A glândula pineal tem origem na região do diencéfalo do epitálamo. Surge como um divertículo tem um pedúnculo de conexão com esse próprio epitálamo. É bem pequena. O revestimento dela em volta não é de tecido denso como uma cápsula é de PIA-MÁTER. Ela faz parte e um grupo de órgãos circunventriculares (são órgãos que estão ao redor dos ventrículos como por ex a hipófise e a própria pineal ao redor do 3º ventrículo), mas não e só a localização. Existe uma característica histológica muito importante. Esses órgãos circunventriculares eles carecem, eles não possuem a estrutura que é comum na maior parte do sistema nervoso central que é a barreira hematoencefálica. Na barreira hematoencefálica os capilares sanguíneos são contínuos, eles não tem fenestrações, e são envoltos por vários pés vasculares dos astrócitos e é a barreira mais seletiva do corpo e não é qualquer hormônio que passa por ela não, embora muitos passem. Então essa barreira não existe, os capilares são fenestrados, existe uma permeabilidade maior e daí os hormônios caem com facilidade na corrente sanguínea. Órgãos circunventriculares é um conjunto de órgãos que são carentes de barreira hematoencefálica, portanto mais permissiva a entrada e saída de moléculas nesse caso a saída de moléculas para a corrente sanguínea que são os hormônios por ex a melatonina. Hipófise Origem ectodérmica. A sinalização da via de Notch foi implicada na proliferação e diferenciação das células progenitoras hipofisárias. A hipófise se desenvolve de duas fontes, tabela: Morfogênese da hipófise: Embrião de 5 semanas. Vemos as vesículas encefálicas se diferenciando. Temos uma região que seria o diencéfalo, o assoalho do diencéfalo e o teto da cavidade bucal primitiva, chamada estomodeu. Na região do teto da cavidade bucal, as cinco semanas, começa a acontecer o espessamento do ectoderma da cavidade bucal. Essas células começam a proliferar e posteriormente vão se evaginando, mas também está acontecendo a mesma coisa no assoalho do diencéfalo. O neuroepitélio nessa região começa a se espessar e proliferar e essas células vão se invaginar. O epitélio da cavidade bucal vai se alongando em direção a outra invaginação que acontece no assoalho do diencéfalo. Eles vão ao encontro um do outro. Figura ilustrando o desenvolvimento da hipófise. A - Secção sagital da extremidade cranial de um embrião de aproximadamente 36 dias mostra o divertículo hipofisário, um crescimento superior a partir do estomodeu, e o divertículo neuro-hipofisário, uma invaginação do prosencéfalo. B-D - Estágios sucessivos da hipófise em desenvolvimento. Na 8ª semana, o divertículo perde sua conexão com a cavidade oral e está em contato próximo com o infundíbulo e o lobo posterior (neurohipófise) da hipófise. E e F - Esquemas dos estágios finais mostram a proliferação da parede anterior do divertículo hipofisário para formar o lobo anterior (adeno-hipófise) da hipófise. A estrutura que se originou a partir do ectoderma do teto da boca primitiva é o divertículo hipofisário ou bolsade Rathke. A invaginação do assoalho do diencéfalo é o divertículo neurohipofisário ou infundíbulo. À medida que o processo avança, vê que se perde a comunicação entre a bolsa de Rathke e o epitélio da cavidade bucal primitiva. Porém, se mantêm a comunicado do infundíbulo com assoalho do diencéfalo. Funcionalmente importante, mantém a ligação física. Essa origem dupla explica porque a hipófise é composta por dois tipos diferentes de tecidos: • A adeno-hipófise (tecido glandular), ou lobo anterior, desenvolve-se a partir do ectoderma oral. • A neuro-hipófise (tecido nervoso), ou lobo posterior, desenvolve-se a partir do neuroectoderma. Na terceira semana, o divertículo hipofisário se projeta do teto do estomodeu e fica adjacente ao assoalho (parede ventral) do diencéfalo (figura). Pela quinta semana, o divertículo é alongado e sofre constrição em sua ligação ao epitélio oral. Nesse estágio, ele entra em contato com o infundíbulo (derivado do divertículo neurohipofisário), uma invaginação ventral do diencéfalo. O pedúnculo do divertículo hipofisário passa entre os centros de condrificação dos ossos pré-esfenoide e basisfenoide do crânio em desenvolvimento. Durante a sexta semana, a conexão do divertículo com a cavidade oral se degenera. As células da parede anterior do divertículo hipofisário se proliferam e originam a parte anterior da hipófise. Posteriormente, uma extensão, a parte tuberal, cresce ao redor do infundíbulo. A proliferação extensa da parede anterior do divertículo hipofisário reduz sua luz para uma fenda estreita. A fenda residual usualmente não é reconhecível na hipófise em adultos; entretanto, pode ser representada por uma zona de cistos. Células na parede posterior da bolsa hipofisária não proliferam; originam uma parte intermediária delgada e mal definida. A parte da hipófise que se desenvolve do neuroectoderma (divertículo neuro- hipofisário) é a neuro-hipófise. O infundíbulo origina a eminência mediana, o infundíbulo e a parte nervosa. Inicialmente, as paredes do infundíbulo são delgadas, mas a extremidade distal do infundíbulo logo se torna sólida conforme as células neuroepiteliais proliferam. Essas células posteriormente se diferenciam em pituícitos, as células principais do lobo posterior da hipófise, que estão intimamente relacionadas com as células neurogliais. As fibras nervosas se desenvolvem na parte nervosa da área hipotalâmica, à qual o infundíbulo é ligado. ***Na neurohipófise, chegam axônios provenientes de vários núcleos do hipotálamo, trazendo fatores e hormônios que foram produzidos no núcleo supraóptico e paraventricular, o ADH e ocitocina. A hipófise fica alojada na sela túrcica do osso esfenóide. A bolsa de Rathke possui uma luz no seu interior. A parte mais rostral/anterior, aumenta a sua proliferação e à medida que ela prolifera, ela encosta-se ao osso esfenóide e essa região mais anterior vai dar origem à parte distal. Tem uma região com agrupamentos de células que vai rodear a região do infundíbulo/ haste infundibular e dá origem a parte tuberal. Uma pequena porção desse tecido vai ficar muito próxima da parte nervosa da neurohipófise e ai ser a parte intermédia. O espaço entre a parte nervosa e parte intermédia é a fenda hipofisária (vestígio da luz da bolsa de Rathke). A neurohipófise é formada pela eminência média, haste infundibular e temos a parte nervosa. Os cistos de Rathke estão na parte intermédia. ***O núcleos supraóptico começa a produzir ADH com 6 semanas de desenvolvimento embrionário, já o núcleo paraventricular começa a produzir ocitocina com 8 semanas do desenvolvimento. A neurohipófise fica estabelecida com 12 semanas, sendo que os núcleos hipotalâmicos que produzem hormônios hipofisiotróficos com 12 semanas. ***Sistema porta-hipofisário: começa a funcionar com aproximadamente 12 semanas. A artéria hipofisária superior que a nível da eminência média começa a capilarizar e forma o plexo capilar primário. A partir desse plexo surgem veias hipofisárias e logo se capilariza e forma o plexo capilar secundário. Isso ocorre a partir de 12 semanas. Hipófise faríngea e craniofaringioma ***Hipófise faríngea é quando tem um resquísio no osso esfenóide ou até mesmo no epitélio. Pode geral uma mutação, inclusive mutações que leva a neoplasias chamadas crâniofaringioma. Um remanescente do pedúnculo do divertículo hipofisário pode persistir e formar a hipófise faríngea no teto da orofaringe (figura). Raramente, massas de tecido do lobo anterior se desenvolvem fora da cápsula da hipófise, na sela turca do osso esfenoide. Um remanescente do divertículo hipofisário, o canal basifaríngeo, é visível em secções do osso esfenóide de neonatos em aproximadamente 1% dos casos. Também pode ser identificado em um pequeno número de radiografias do crânio de neonatos (geralmente aqueles com defeitos cranianos). Ocasionalmente, um tumor benigno e raro (craniofaringioma) se desenvolve na ou superior a sela turca. Com menos frequência, esse tumor se forma na faringe ou no basiesfenoide (parte posterior do esfenoide) de remanescentes do pedúnculo do divertículo hipofisário. Esses tumores surgem ao longo da via do divertículo hipofisário, a partir dos remanescentes do epitélio. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Desenvolvimento das glândulas suprarrenais O córtex e a medula das glândulas suprarrenais (glândulas adrenais) têm origens diferentes. O córtex se desenvolve a partir do mesênquima e a medula se desenvolve a partir de células da crista neural. Durante a sexta semana, o córtex começa como uma agregação de células mesenquimais em cada lado do embrião entre a raiz do mesentério dorsal e a gônada em desenvolvimento. As células que formam a medula são derivadas de um gânglio simpático adjacente, o qual é derivado de células da crista neural. A natureza dessa medula é nervosa é neural. ***A medula adrenal ela são grandes gânglios simpáticos altamente modificados. Desenhos esquemáticos ilustrando o desenvolvimento das glândulas suprarrenais: • A - 6 semanas, mostrando o primórdio mesodérmico do córtex embrionário. • B- 7 semanas, mostrando a adição de células da crista neural. • C- 8 semanas, mostrando o córtex fetal e o córtex permanente inicial começando a encapsular a medula. • D e E - Estágios posteriores de encapsulação da medulam pelo córtex. • F, Glândula de um recém-nascido, mostrando o córtex fetal e duas zonas de córtex permanente. • G, Com 1 ano, o córtex quase desapareceu. • H, Aos 4 anos, mostrando o padrão adulto das zonas corticais. • Note que o córtex desapareceu e a glândula é muito menor do que era ao nascimento (F). Inicialmente, as células da crista neural formam uma massa no lado medial do córtex embrionário. À medida que elas são rodeadas pelo córtex, as células se diferenciam nas células secretoras da medula suprarrenal. Posteriormente, mais células mesenquimais se originam do mesotélio (uma camada única de células achatadas) e envolvem o córtex. Essas células dão origem ao córtex permanente da glândula suprarrenal. Estudos imuno-histoquímicos identificaram uma “zona transicional” que é localizada entre o córtex permanente e o córtex fetal. Foi sugerido que a zona fasciculada é derivada dessa terceira camada. A zona glomerulosa e a zona fasciculada estão presentes ao nascimento, mas a zona reticular não é reconhecível até o término do terceiro ano. Em relação ao peso corporal, as glândulas suprarrenais do feto são 10 a 20 vezes maiores que as glândulas adultas e são grandes em comparação com os rins. Essas grandes glândulas resultam do tamanho extenso do córtex fetal, o qual produz precursores esteróides que são usados pela placenta para síntese de estrogênio. A medula suprarrenal permanece relativamente pequena até o nascimento. As glândulas suprarrenais rapidamente se tornam menoresà medida que o córtex fetal regride durante o primeiro ano da infância. As glândulas perdem aproximadamente um terço do seu peso durante as primeiras 2 a 3 semanas do período neonatal, e elas não recuperam o seu peso original até o fim do segundo ano. Hiperplasia suprarrenal congênita e síndrome adrenogenital Um aumento anormal das células do córtex suprarrenal resulta em produção excessiva de androgênio durante o período fetal. Em mulheres, isso causa, usualmente, masculinização da genitália externa. Os bebês homens afetados têm genitália externa normal e a síndrome pode passar despercebida no começo da infância. Mais tarde na infância, em ambos os sexos, o excesso de androgênio leva ao crescimento rápido e à maturação esquelética acelerada. Genitália externa de uma menina de 6 anos de idade mostrando um clitóris aumentado e grandes lábios fundidos que formaram uma estrutura semelhante a um escroto. A seta indica a abertura para dentro do seio urogenital. Essa extrema masculinização é o resultado de hiperplasia suprarrenal congênita. A síndrome adrenogenital, associada à hiperplasia suprarrenal (adrenal) congênita (HAC), manifesta-se em várias formas que podem ser correlacionadas com deficiências enzimáticas da biossíntese do cortisol. HAC, na realidade, descreve um grupo de doenças recessivas autossômicas que resultam em virilização (formação de características masculinas) de fetos femininos. A HAC é causada por uma mutação geneticamente determinada no gene do citocromo P450c21-esteroide 21-hidroxilase, o que resulta em uma deficiência de enzimas do córtex da suprarrenal que são necessárias para a biossíntese de vários hormônios esteroides. A produção reduzida de hormônio resulta em uma liberação aumentada de adrenocorticotropina da glândula hipófise anterior, o que causa HAC e produção excessiva de androgênios. ------------------------------------------------------------------------------------------------------- Histogênese do Pâncreas O parênquima (tecido celular básico) do pâncreas é derivado do endoderma dos brotos pancreáticos que forma uma rede de túbulos. No início do período fetal, os ácinos pancreáticos (porções secretoras de uma glândula acinosa) começam a se desenvolver a partir de aglomerados de células ao redor das extremidades desses túbulos (ductos pancreáticos primitivos). As ilhotas pancreáticas se desenvolvem a partir de grupos de células que se separam dos túbulos e se localizam entre os ácinos. A secreção de insulina começa durante o período fetal inicial (10ª semana). As células contendo glucagon e somatostatina se desenvolvem antes da diferenciação das células beta secretoras de insulina. O glucagon foi detectado no plasma fetal com 15 semanas. A bainha de tecido conjuntivo e os septos interlobulares do pâncreas se desenvolvem a partir do mesênquima esplâncnico circundante. Quando há diabetes mellitus materno, as células beta que secretam insulina no pâncreas fetal estão cronicamente expostas a altos níveis de glicose. Como resultado, essas células sofrem hipertrofia para aumentar a taxa de secreção de insulina. ***Os primórdios do pâncreas são estruturas exócrinas. Forma um túbulo que no futuro vai formar os ductos e depois os ácinos. Os ácinos são as estruturas secretoras das enzimas exócrinas que vão chegar até o duodeno, etc. Esses túbulos se formam mais ainda não há a formação dos ácinos, envolta deles existe a formação e cordões de células que serão células da futura ilhota de Langerhans ou ilhotas pancreáticas. Essas células começam a se agrupar e formar agrupados de células em formato cordonal que é a própria ilhota. Depois da formação das ilhotas que começa a produção dos ácinos. A ilhota surge depois do primórdio do pâncreas exócrino só que ela atinge um grau de maturação antes das estruturas do pâncreas exócrino. Isso é muito importante pq o pâncreas exócrino é mediado por hormônios do pâncreas endócrino. Então, formou o túbulo e foram chegando alguns vasos sanguíneos que estão irrigando as células tubulares para que elas cresçam e maturem. E aí surgem as células da ilhota de Langerhans e elas provocam o crescimento de vasos que atingem essa ilhota e depois esses vasos sanguíneos atingem as células acinares do pâncreas exócrino. O resultado é que 85% do sangue que percorre o pâncreas passa primeiro nas ilhotas para depois chegar nos ácinos. Os capilares das ilhotas são fenestrados, pq os hormônios tem que passar com mais facilidade. Os capilares saíram da ilhota e atingiram os ácinos, nos ácinos os capilares não são fenestrados, eles são contínuos, justamente para que as enzimas produzidas pelos ácinos não caiam na corrente sanguínea (tem muitas proteases produzidas ali, pode levar a lise de proteínas plasmáticas). Mas, a insulina sai, a insulina produzida pelas células beta atinge as células acinares controlando a produção das enzimas do pâncreas exócrino. ***Diabetes gestacional: alta quantidade de glicose no sangue e passa para a circulação fetal. A circulação fetal vai identificar isso das células do pâncreas do feto e vão produzir mais insulina para diminuir a glicemia. Tem vários problemas e a insulina é um hormônio muito forte, hormônio anabólico também. O excesso de insulina pode fazer com que a criança ela nasça não desenvolva alta glicemia no começo, mas logo ela se torna uma criança diabética e um adulto diabético. Pâncreas ectópico O pâncreas ectópico (tecido pancreático ectópico) está localizado separado do pâncreas. O tecido pode se localizar na mucosa do estômago, no duodeno proximal, no jejuno, no antro pilórico e no divertículo ileal (de Meckel). Esse defeito geralmente é assintomático e é descoberto incidentalmente (p. ex., por tomografia computadorizada); entretanto, ele pode se apresentar com sintomas gastrointestinais, obstrução, sangramento ou até mesmo câncer. Pâncreas anular Apesar de o pâncreas anular ser raro, o defeito justifica a descrição porque ele pode causar obstrução duodenal. A parte anular do pâncreas, semelhante a um anel, consiste em uma fina e achatada banda de tecido pancreático que envolve o duodeno descendente ou a sua segunda porção. Um pâncreas anular pode causar obstrução do duodeno. Bebês apresentam sintomas de obstrução intestinal completa ou parcial. A e B mostram a provável base embriológica de um pâncreas anular. C, Um pâncreas anular circundando o duodeno. Essa anomalia congênita produz obstrução completa (atresia) ou obstrução parcial (estenose) do duodeno. A obstrução do duodeno se desenvolve caso ocorra inflamação (pancreatite) no pâncreas anular. O defeito pode estar associado à síndrome de Down, má rotação intestinal e defeitos cardíacos. Mulheres são afetadas com maior frequência do que homens. Um pâncreas anular provavelmente resulta do crescimento de um broto pancreático ventral bífido ao redor do duodeno. As porções do broto ventral bífido então se fundem com o broto dorsal, formando um anel pancreático. A intervenção cirúrgica pode ser necessária para o manejo dessa condição. _______________________________________________________________ Bolsa faríngea. Temos os arcos faríngeos. Cada arco faríngeo tem um centro de mesênquima, tem uma artéria proveniente do arco aórtico, um nervo e uma faixa de cartilagem. Externamente é revestido pelo ectoderma cutâneo e internamente pelo endoderma. Cada arco é separado do arco vizinho pelas fendas faríngeas. Internamente está revestido pelo endoderma e vemos uma região que é o assoalho da faringe primitiva (durante o fechamento do embrião – o teto do saco vitelínico é incorporado ao embrião e se forma o intestino primitivo com 3 segmentos. O segmento anterior é o intestino anterior – a parte mais cefálica é a faringe e arcos faríngeos). Os arcos faríngeos formam os limites laterais da faringe. A única fenda faríngea que permanece é a primeira fenda. Ela origina o meato acústico externo.Essa fenda encosta na primeira bolsa faríngea que se aproximou no mesênquima e origina a tuba faringotimpânica. A sua parte mais distal e dilatada forma a orelha média. Na região onde a bolsa e a fenda se encostam temos a membrana timpânica. O segundo arco faríngeo cresce e se sobrepõe sobre o segundo, terceiro e quarto arco faríngeo e suas fendas somem (pode não obliterar completamente essa região e formar um cisto na região lateral do pescoço) A segunda bolsa faríngea origina a tonsila palatina (mesênquima subjacente é invadido por linfócitos). A terceira bolsa sofre duas proliferações – uma dorsal e uma ventral. A porção dorsal da terceira bolsa vai originar as glândulas paratireóide inferiores e a porção ventral vai originar o timo. Esse processo ocorre bilateralmente. O timo migra caudalmente, passando ventralmente ao osso hióide, cartilagens laríngeas e mais ventralmente para se colocar no mediastino superior. No momento que está migrando, ele leva com ele as glândulas paratireóides inferiores e que se posicionam na face posterior na parte inferior dos lobos tireoidianos. As duas porções do timo se juntam na linha média e posteriormente se situam no mediastino superior e nesse processo leva as glândulas paratireóides inferiores. Durante esse processo, as glândulas paratireóides inferiores podem se localizar ao longo desse trajeto (ectópica), assim como o timo ectópico. A quarta bolsa faríngea também sofre divisão em porção dorsal e porção ventral. A partir da porção dorsal vai originar as glândulas paratireóides superiores e a porção ventral origina o corpo último-braquial e ele origina as células parafoliculares. O corpo último-braquial é povoado por células provenientes da crista neural. Essa porção também migra e posteriormente desce e associa à glândula tireóide. Essas células se separam e vão se difundir e se organizar nos folículos para formarem as células C (origem neuroectodérmica). O corpo último-braquial que vem da porção ventral da quarta bolsa é formado basicamente por células da crista neural. Histogênese do Timo O timo é um órgão linfóide primário que se desenvolve a partir de células epiteliais derivadas do endoderma do terceiro par de bolsas e do mesênquima dentro do qual crescem tubos de células epiteliais. Os tubos logo se tornam cordões sólidos que proliferam e formam os ramos laterais. Cada ramo lateral torna-se o eixo de um lóbulo do timo. Algumas células dos cordões epiteliais se arranjam em torno de um ponto central, formando pequenos grupos de células denominados corpúsculos tímicos (corpúsculos de Hassall). Outras células dos cordões epiteliais se espalham, mas mantêm ligações umas com as outras para formar um retículo epitelial. O mesênquima entre os cordões epiteliais forma septos finos incompletos entre os lóbulos. Os linfócitos logo aparecem e preenchem o interstício entre as células epiteliais. Os linfócitos são derivados das células-tronco hematopoiéticas. O primórdio do timo é circundado por uma fina camada de mesênquima que é fundamental para seu desenvolvimento. As células da crista neural também contribuem para a organogênese do timo. O crescimento e o desenvolvimento do timo não estão completos no nascimento. Ele é um órgão relativamente grande durante o período perinatal e pode se estender através da abertura torácica superior até a base do pescoço. Conforme a puberdade é atingida, o timo começa a diminuir seu tamanho relativo à medida que sofre involução. Na idade adulta, ele é muitas vezes irreconhecível em consequência da infiltração gordurosa no córtex da glândula; entretanto, ainda é funcional e importante para a manutenção da saúde. Além da secreção de hormônios tímicos, o timo dá origem a timócitos (precursores de células T), antes de sua liberação para a periferia. Formação da tireóide A língua se forma a partir de saliências linguais laterais, que aparecem no assoalho da faringe envolvendo o primeiro arco faríngeo. Tem duas saliências laterais e um saliência média que é o tubérculo ímpar, essas estruturas se fundem e formam o corpo da língua (2/3 anteriores). A porção posterior do tubérculo ímpar forma uma estrutura chamada eminência hipobraquial ou cópula, que forma a raiz da língua. Entre a cópula e o tubérculo ímpar tem um espessamento do endoderma e forma o broto tireóideo. Esse broto continua a se alongar e à medida que a língua cresce e o embrião cresce, esse broto vai se invaginar e migrar também. Ele se alonga e migra à medida que a língua cresce. Ele desce para a parte anterior da faringe, passando anteriormente ao osso hióide e cartilagens laríngeas para se localizar anteriormente na parte superior da traquéia. Esse broto mantém contato temporário com a língua pelo ducto tireoglosso (ligado ao forame cego), conforme ele se alonga. Esse ducto tireoglosso vai degenerar posteriormente e acaba essa conexão da tireóide com a língua. Porém, isso pode não conhecer e ter alguns remanescentes desse ducto formando os cistos de ducto tireoglosso (qualquer local no trajeto migratório). O broto se separa em dois lobos, um esquerdo e im direito unidos pelo istmo. A partir desse istmo pode formar um terceiro lobo que é o lobo piramidal. O broto tireóide é formado por um agregado de células endodérmicas que é invadido pelo mesênquima, que trás vasos sanguíneos. No momento que esse agregado de células é invaginado pelo mesênquima esses agregados são separados em cordões de células epiteliais endodérmicas. Posteriormente o vaso continua a proliferar e depois esses cordões se separam em pequenos grupos de células e no centro desse grupo elas começam a se organizar e aparece um lúmen e elas se dispõem em torno da luz. Em torno da 11ª semana, já começa a ter colóide ali. Na 20ª semana o nível sérico de TSH começa a aumentar e com 35 semanas já tem níveis de T3 e T4 parecidos com o do indivíduo adulto. pode ter agenesias de um dos lados ou da tireóide também. Pode ocorrer glândula tireóide ectópica também, lingual ou sublingual. ***O começo da tireóide não tem relação com o aparelho faríngeo, mas o final dela tem. A tireóide começa a partir de uma invaginação da parte dorsal do intestino primitivo na parte faríngea. Ela surge com o surgimento da língua. O começo é um tubo meio oco e que depois as células ali dentro começam a se infiltrar formando uma massa solida. E quando desce da língua, ela puxa uma parte desse tecido da língua e tem uma conexão desse tecido tireoidiano com língua chamado ducto tireoglosso. Esse ducto depois vai degenerar. Pode acontecer de permanecer. Quando esse crescimento puxa o tecido da língua ele cria um buraco (forame). Só que esse forame oblitera. Fica o forame cego que divide os 2/3 anteriores do terço posterior. Existe um elemento do aparelho faríngeo que são o par de 4ª bolsas faríngeas que tem um revestimento endodérmico originam uma glândula paratireóide. Mas também um conjunto de células migrantes chamado de corpo último branquial ou corpo ultimo faríngeo. Ultimo pq é a ultima parte do aparelho faríngeo a originar alguma coisa (de cima pra baixo). Nessa 4ªbolsa, esse corpo último branquial ele sai da 4ª bolsa e invade a tireóide. As células migram tanto que elas vão se colocando ao lado dos folículos. Glândulas paratireóides Os arcos faríngeos dão origem às bolsas faríngeas. A 3ª bolsa faríngea dá origem à parte inferior (par inferior) e origina também o timo e a 4ª bolsa faríngea da origem à parte superior (par superior). As paratireóides inferiores elas migram muito se deslocam muito passando por baixo das superiores e essa migração das inferiores acompanha a migração do timo. E quem fica mais embaixo é o timo. Então se espera que o timo migre mais ainda. Localização: são 4 glândulas dispostas em 2 pares, um superior e outro inferior. Situada na parte posterior da tireóide, nos pólos superior e inferior. São 4 pequenas glândulas ovóides intimamente relacionadasà tireóide em termos anatômicos e fisiológicos. Mais raramente, podem situar-se no interior da tireóide ou no mediastino, próximo ao timo. Função: produção de paratormônio (PTH). O PTH se liga a receptores em osteoblastos. Essa ligação é um sinal para essas células produzirem um fator estimulante de osteoclastos que aumenta o número e a atividade dessas células promovendo assim a reabsorção de matriz óssea calcificada e a liberação de Ca no sangue. O PTH aumenta a concentração de cálcio plasmático e reduz a concentração de fosfato no sangue e aumenta a excreção na urina ***Existe uma Síndrome chamada Di George onde não há o surgimento das paratireóides inferiores e das paratireóides e timo. Patologias: hipoparatireoidismo, hiperparatireoidismo: primário, secundário e terciário.