Prévia do material em texto
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL ___________________________________ Adicione aqui uma foto da sua equipe de cozinha COORDENADORIA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - CODAE JOSSÉLIA APARECIDA FOSIA CARNEIRO DA FONTOURA Coordenadora DIVISÃO DE NUTRIÇÃO ESCOLAR CLAUDIA LOPES MACEDO Diretora NÚCLEO DE SUPERVISÃO KARLA FREITAS SILVA CASTRO Coordenadora NUTRICIONISTAS DO GRUPO DE TRABALHO ADRIANA IDE ANDREA MARIANA NUNES DA COSTA TEIXEIRA ANA PAULA NICOLI LAMEDA ANA CAROLINA ENCISO DE SÁ ACQUESTA ANA CAROLINA LIMA CARVALHO ANGÉLICA APARECIDA TAVARES D’AMATO CAROLINA SOUSA COELHO DIAS CAROLINE GOODMAN LORETO CLAUDIA CARVALHO MALTESE BOATO ELEUSA GERMANO MARTINS FERNANDA SOBRAL CAPASSO JULIANA OLIVEIRA FIGUEIREDO JULIANA TOLEDO PASTORELLI LUDMILLA MOREIRA ELER MARISSOL FRANCO BLOISI MONICA CARDIAL TOBIAS RENATA GONÇALVES LEITE SAMARA MANZANO BREDA LEITE SAMIRA CAMPOS ABRAÃO JANEIRO 2022 Todas as informações incluídas neste documento, como texto, quadros e figuras são de propriedade exclusiva da Coordenadoria de Alimentação Escolar e protegidas pelas leis de direitos autorais. É expressamente proibida a cópia, distribuição, retransmissão ou modificação das informações contidas neste documento na sua forma impressa ou eletrônica sem permissão anterior expressa pela Coordenadoria. Sua reprodução total ou parcial é permitida exclusivamente nas Unidades Educacionais da rede parceira ou direta da Prefeitura de São Paulo, desde que figure a identificação dos autores, título, instituição e ano. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO OBJETIVO Descrever o conjunto de normas e procedimentos direcionados aos manipuladores de alimentos que atuam nas Unidades Educacionais (UE) da rede parceira e Centros de Educação Infantil (CEIs) da rede direta, a fim de nortear as atividades a serem desenvolvidas e a maneira como deverão ser realizadas. ÂMBITO DE APLICAÇÃO Na cozinha, lactário, despensa de alimentos e refeitório de UEs parceiras e CEIs diretos da Rede Municipal de Ensino de São Paulo. IDENTIFICAÇÃO DA MANTENEDORA Razão social: Endereço: Responsável: CNPJ: IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE EDUCACIONAL Razão Social: Endereço: Diretor: CPF: IDENTIFICAÇÃO DO NUTRICIONISTA ASSESSOR Nome completo: CRN-3: MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO DEFINIÇÕES Agentes de risco: são substâncias ou elementos que estão presentes no ambiente de trabalho e, quando acima dos limites de tolerância, podem adoecer o trabalhador. Alimento: toda substância ou mistura no estado sólido, líquido, pastoso ou qualquer outra forma adequada, destinada a fornecer ao organismo humano os elementos normais à sua formação, manutenção e desenvolvimento. Alimento preparado: alimento pronto para consumo, que foi manipulado e exposto à distribuição. Pode ser: a) Alimento cozido, mantido quente e exposto ao consumo; b) Alimento cozido, mantido refrigerado, congelado ou à temperatura ambiente, que necessite ou não de aquecimento antes do consumo; c) Alimento cru, mantido refrigerado ou à temperatura ambiente, exposto ao consumo. Amostra: uma porção de alimento selecionada da quantidade total de alimento preparado. Animais Sinantrópicos: são aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste. Destacam-se entre os animais sinantrópicos aqueles que podem transmitir doenças ou causar agravos à saúde do homem, tais como moscas, formigas, aranhas, abelhas, pombos, ratos e baratas, entre outros. Antissepsia: operação destinada à redução em níveis seguros de micro-organismos presentes na pele, por meio de agente químico, após a lavagem, enxágue e secagem das mãos. Coordenadoria de Alimentação Escolar (CODAE): órgão da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo que é responsável pelo gerenciamento técnico, administrativo e financeiro do Programa Nacional de Alimentação Escolar na Cidade de São Paulo. Contaminação cruzada / Cruzamento de fluxo: transferência de um contaminante de uma área ou produto, para áreas ou produtos anteriormente não contaminados, por meio de superfícies de contato, mãos, utensílios, equipamentos, entre outros. Contaminantes: substâncias de origem biológica (micro-organismos patogênicos como bactérias, vírus, parasitas), química (compostos químicos como detergentes, medicamentos, inseticidas, entre outros) ou física (elementos físicos como unhas, cabelos, papelão, plástico, ou qualquer outro material sólido), estranhas ao alimento e nocivas à saúde humana ou que comprometam a sua integridade. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO Controle microbiológico: controle para diminuir/evitar o processo de crescimento de micro-organismos nos alimentos, de maneira natural ou sem acrescentar produtos químicos. Denominação de venda do produto: nome específico e não genérico que indica a verdadeira natureza e as características do alimento. Desinfecção: redução, por agentes físicos ou químicos, do número de micro- organismos do prédio, instalações, equipamentos, utensílios e alimentos, a um nível que não resulte em contaminação. Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs): doenças causadas pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminados com micro-organismos patogênicos. Embalagem: recipiente, pacote ou invólucro destinado a garantir a conservação e facilitar o transporte e manuseio dos alimentos. Pode ser do tipo primária (contato direto com os alimentos), secundária (destinada a conter a embalagem primária) ou terciária (contém uma ou várias embalagens secundárias). Embutidos: alimentos à base de carne (suína, bovina, aves e/ou outras carnes diversas) moída ou triturada, vísceras ou subprodutos como sangue e gordura, envolvidos por película natural ou artificial. Contêm condimentos e aditivos alimentares para realçar sabor, cor, textura e estender o prazo de validade, podendo ser frescos, secos, curados, defumados, fermentados ou cozidos. Eol: Sistema Eletrônico Escola Online. Trata-se de uma plataforma online para realizar o gerenciamento diário da administração escolar. Higienização: operação que engloba a limpeza e a desinfecção do alimento, prédio, instalações, equipamentos e utensílios. Limpeza: operação de remoção de substâncias minerais e/ou orgânicas, como terra, poeira, gordura e outras sujidades indesejáveis à qualidade do alimento. Manipulador de alimentos: indivíduo que trabalha na produção, preparação, processamento, embalagem, armazenamento, transporte, distribuição e qualquerALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 39 Os alimentos são organizados nas pilhas conforme o Sistema PVPS – PRIMEIRO QUE VENCE, PRIMEIRO QUE SAI: as embalagens com vencimento mais próximo são dispostas acima e à frente das demais. Mercadorias recebidas em caixa de papelão podem ser armazenadas na despensa enquanto estiverem lacradas. Não é feito o armazenamento de caixas de papelão na área de produção de alimentos, e é proibida a entrada de caixas de madeira nas áreas de armazenamento e manipulação. Os hortifrútis que não necessitam de temperatura controlada podem ser armazenados na despensa, dentro de caixas plásticas e preferencialmente sem as redes de helanca. 7.1.1 Identificação de validades A data de validade dos produtos armazenados é destacada. Quando possível, as caixas de papelão são mantidas com a data de validade impressa voltada para a frente da despensa, de forma visível. 7.1.2 Controle de estoque O controle de estoque compreende o monitoramento de saída e entrada de alimentos não perecíveis enviados pela CODAE. É realizado por meio do preenchimento diário do CONTROLE DIÁRIO DE ESTOQUE PARA ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS (conforme modelo na PLANILHA 3), disponível no site da CODAE, e do envio do “Relatório de estoque de alimentos não perecíveis”, via sistema Escola Online - EOL. O controle é de responsabilidade da direção da UE, a qual garante o preenchimento fiel e acurado das quantidades. O controle diário de estoque é o registro das quantidades de alimentos consumidos diariamente na UE, que é preenchido por um funcionário designado pela direção. O documento é preenchido diariamente, incluindo as informações de consumo e/ou recebimento de alimentos. Uma vez abertas as embalagens primárias dos alimentos (frasco, pacote, lata), ainda que o consumo tenha sido parcial, é registrado na sua totalidade. Os documentos do ano anterior (janeiro a dezembro) e dos meses do ano vigente são mantidos disponíveis na UE, para consulta do nutricionista e de eventuais auditorias. O “Relatório de estoque de alimentos não perecíveis” é preenchido pela direção, de acordo com o “Cronograma anual de entrega de relatórios e abastecimento de alimentos não perecíveis” disponibilizado pela CODAE a cada MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 40 início de ano. O documento inclui as informações de quantidade de cada alimento disponível na despensa na data do fechamento no sistema Escola Online - EOL, além dos respectivos prazos de validade. 7.2 ARMAZENAMENTO EM TEMPERATURA CONTROLADA Os alimentos perecíveis são armazenados protegidos, separados por categorias e conforme o sistema PVPS. São obedecidas as recomendações dos fabricantes quanto às condições de armazenamento antes e após a abertura das embalagens, bem como o prazo de validade. Para garantir a circulação de ar e a manutenção da temperatura adequada, a capacidade de armazenamento no interior dos equipamentos é respeitada, e no refrigerador os alimentos são dispostos com distância entre si e das paredes. Não é permitido forrar ou cobrir as prateleiras dos equipamentos. As portas são abertas somente quando necessário, e por pouco tempo. Os alimentos acondicionados em caixas de papelão só permanecem em refrigeração ou congelamento se estiverem protegidos por sacos plásticos transparentes ou armazenados em equipamento exclusivo. Só permanecem as caixas sem sinais de umidade ou bolor. Os ovos que foram retirados da embalagem original são transferidos para caixas plásticas com tampa e identificados. São armazenados no refrigerador, bem como as bandejas lacradas com plástico. Os hortifrútis são armazenados em sacos plásticos transparentes ou caixas plásticas. Não são armazenados em saco de linhagem ou estopa, rede de helanca, saco de lixo, sacola plástica para transporte de compras ou jornal. Os produtos em descongelamento são colocados protegidos em caixas plásticas, a fim de evitar que os líquidos extravasem e que haja contato com os demais alimentos. Os diferentes gêneros alimentícios, quando armazenados no mesmo refrigerador, são organizados na seguinte ordem: Alimentos prontos para o consumo nas prateleiras superiores (água, suco, saladas, frutas picadas, amostras líquidas, entre outros); Os semiprontos, industrializados e/ou pré-preparados nas prateleiras do meio (ovos, embalagens de requeijão, margarina, pacotes abertos de extrato de tomate, legumes crus picados, temperos manipulados, entre outros); MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 41 Produtos crus e em descongelamento nas prateleiras inferiores (hortifrúti não manipulados e carnes). O congelamento de hortifrútis crus somente é realizado como medida para minimizar o desperdício de alimentos na UE. Nos casos em que houver necessidade de congelamento de hortifrútis, estes são mantidos identificados (conforme a Figura 5), protegidos e segregados das carnes, e são consumidos no prazo de até 10 dias. As preparações prontas para o consumo não são congeladas. As carnes recebidas resfriadas são congeladas apenas se houver indicação do procedimento pelo distribuidor. Os miúdos recebidos resfriados não são congelados e são utilizados dentro de 24 horas. Com a finalidade de garantir a qualidade dos alimentos armazenados nos equipamentos (refrigerador e freezer), a temperatura dos equipamentos é aferida e registrada 2 (duas) vezes ao dia, conforme descrição no Quadro 4. METODOLOGIA PARA AFERIÇÃO DE TEMPERATURA DE EQUIPAMENTOS. QUADRO 4. METODOLOGIA PARA AFERIÇÃO DE TEMPERATURA DE EQUIPAMENTOS EQUIPAMENTO COMO AFERIR A TEMPERATURA Balcão térmico Termômetro de haste 1. Inserir a haste do termômetro na água aquecida antes da disposição dos alimentos no balcão (não encostar a haste na resistência); 2. Aguardar estabilizar a temperatura; 3. Verificar a temperatura indicada; 4. Registrar na PLANILHA 4. CONTROLE DE TEMPERATURA DO BALCÃO TÉRMICO. Termômetro infravermelho Não é possível aferir a temperatura do balcão com este tipo de termômetro. Refrigerador e freezer Termômetro de haste 1. Colocar o termômetro de haste no interior do equipamento e fechar a porta; 2. Aguardar estabilizar a temperatura (não encostar o termômetro nas paredes e assoalho do equipamento); 3. Verificar a temperatura indicada; 4. Registrar na PLANILHA 5. CONTROLE DE TEMPERATURA DO REFRIGERADOR e na PLANILHA 6. CONTROLE DE TEMPERATURA DO FREEZER. Termômetro infravermelho 1. Mirar o aparelho no centro de um alimento que esteja armazenado por pelo menos 24h no equipamento; 2. Utilizar distância média de 10cm do alimento e termômetro; 2. Apertar o gatilho; 3. Verificar a temperatura indicada; 4. Registrar na PLANILHA 5. CONTROLE DE TEMPERATURA DO REFRIGERADOR e na PLANILHA 6. CONTROLE DE TEMPERATURA DO FREEZER. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 42 As temperaturas são analisadas conforme os parâmetros listados no Quadro 5. CRITÉRIOS DE TEMPERATURA PARA EQUIPAMENTOS DE REFRIGERAÇÃO, SEGUNDO TIPOS DE ALIMENTO ARMAZENADO. Em caso de inconsistências de temperatura, verificar o ajuste do termostato do equipamento, a localização do equipamento, além do volume e forma de armazenamento de alimentos. A direção é informada para avaliar a necessidade de manutenção do equipamento. As ações corretivas, quando aplicadas, também são registradas na planilha adequada (Planilha 4. CONTROLE DE TEMPERATURA DO BALCÃO TÉRMICO, Planilha 5. CONTROLE DE TEMPERATURA DO REFRIGERADOR e Planilha 6. CONTROLE DE TEMPERATURA DO FREEZER). Atenção: deverá haver uma planilha para cada equipamento. No caso de dois freezers ou dois refrigeradores, por exemplo, a planilha e o equipamento deverão estar devidamente identificados. QUADRO 5. CRITÉRIOS DE TEMPERATURA PARA EQUIPAMENTOS DE REFRIGERAÇÃO, SEGUNDOTIPOS DE ALIMENTO ARMAZENADO Em caso de utilização de um mesmo equipamento para armazenamento de diferentes tipos de produtos, este é regulado para o alimento que necessita de menor temperatura. 7.3 DESCARTÁVEIS Os descartáveis (guardanapos, filme plástico, papel toalha para secagem das mãos, pano descartável, entre outros) são armazenados protegidos e separados de outras categorias de produtos. São mantidos limpos e organizados. EQUIPAMENTO CRITÉRIOS DE TEMPERATURA Refrigerador Hortifrútis e ovos: 0°C a 10°C Hortifrútis pré-processados e frutas picadas: 0°C a 5°C Bolo confeitado, recheio ou cobertura de bolo: 0°C a 5°C Laticínios: 0°C a 7°C ou conforme especificação do fabricante Carnes resfriadas ou em descongelamento: 0°C a 4°C Amostras: 0 a 4°C Freezer Aceitável: -11°C a -18°C Ideal: -18°C ou mais frio Balcão térmico 80ºC a 90ºC MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 43 7.4 ALIMENTOS QUE NÃO PERTENCEM À ALIMENTAÇÃO ESCOLAR A cozinha, despensa e lactário são de uso exclusivo do Programa de Alimentação Escolar. Nesse sentido, na indisponibilidade de local e/ou equipamento exclusivo para armazenamento de alimentos de uso exclusivo de funcionários da UE, excepcionalmente, poderão ser utilizados os espaços e equipamentos destinados aos educandos. Nesta possibilidade, a capacidade de armazenamento dos equipamentos e a disponibilidade de espaço da despensa devem ser avaliadas, de forma a não causar prejuízos ao Programa de Alimentação Escolar. Além disso, os alimentos de uso exclusivo de funcionários devem estar dentro da data de validade e com características sensoriais adequadas. Os produtos devem ser mantidos segregados, devidamente protegidos, com a identificação de “uso de funcionário”. 7.5 IDENTIFICAÇÃO DE PRODUTOS Os alimentos industrializados são identificados corretamente após a abertura da embalagem, conforme os critérios de validade recomendados pelo fabricante. Para os alimentos que permanecem na embalagem original, é preenchida a etiqueta demonstrada na Figura 3. No caso de transferência dos alimentos de suas embalagens originais, as informações são transcritas do rótulo para a etiqueta demonstrada na Figura 4. Caso o fornecedor não tenha especificação da validade do produto após aberto, a CODAE recomenda inserir no campo da etiqueta (validade após aberto) a validade original do produto. FIGURA 3. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA ALIMENTOS ABERTOS MANTIDOS NA EMBALAGEM ORIGINAL ABERTO EM: ______/______/______ VALIDADE (após aberto): ______/______/______ MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 44 FIGURA 4. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA ALIMENTOS RETIRADOS DA EMBALAGEM ORIGINAL Alimentos manipulados na UE e que não são utilizados imediatamente são acondicionados protegidos e identificados com o nome do alimento, data de manipulação e data de uso, conforme a Figura 5. Nos casos em que é permitido o armazenamento, estão descritos no Quadro 6 CRITÉRIOS DE VALIDADE PARA ALIMENTOS PRÉ-PREPARADOS NA UE (vide seção Pré-preparo). FIGURA 5. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA ALIMENTOS MANIPULADOS Os produtos em descongelamento também permanecem identificados no refrigerador. As carnes bovinas, suínas e aves são descongeladas em até 72h, e os pescados em até 24h. A identificação ocorre conforme a Figura 6. Não ocorre o descongelamento de carnes aos finais de semana e feriados. FIGURA 6. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA CARNES EM DESCONGELAMENTO NOME DO PRODUTO: ________________________ MARCA: ___________________________________ LOTE: _____________________________________ VALIDADE (produto fechado): __________________ DATA DE ABERTURA:_________________________ VALIDADE (após aberto):______________________ NOME DO ALIMENTO: _________________________ DATA DA MANIPULAÇÃO: ______/______/______ VALIDADE: ______/______/______ NOME DO ALIMENTO: _________________________ DATA DE INÍCIO DO DESCONGELAMENTO:_____/______/______ DATA DE PREPARO: ______/______/______ MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 45 7.6 PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA O CONSUMO Os produtos estocados são diariamente verificados em relação às características sensoriais (cor, aroma, textura) e prazo de validade. Os hortifrútis são selecionados e a direção é sempre informada em casos de divergências do ponto de maturação e data prevista de consumo, a fim de evitar perdas. Caso seja verificada alguma inconformidade nos demais produtos após o momento do recebimento, tais como formação de bolor, presença de carunchos, descongelamento de produtos no freezer, embalagens estufadas, entre outros, os produtos são segregados e identificados conforme a Figura 7. A direção da UE é informada para tomar as providências cabíveis. FIGURA 7. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA O CONSUMO PRODUTO IMPRÓPRIO PARA O CONSUMO, AGUARDANDO RETIRADA MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 46 8. PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO O preparo das refeições é planejado e organizado diariamente, de modo a reduzir, controlar ou eliminar os riscos de contaminação dos alimentos, bem como assegurar a disponibilidade de alimentos prontos em quantidade suficiente, e no tempo adequado para a distribuição. 8.1 CARDÁPIO O cardápio é disponibilizado semanalmente na cozinha, lactário, refeitórios e à comunidade, pela direção da UE. As preparações e a escolha dos ingredientes culinários são planejadas com base na publicação oficial do esquema alimentar preconizada pela CODAE. A equipe da cozinha verifica diariamente o documento para planejar as refeições a serem preparadas nos próximos dias, para as diferentes faixas etárias atendidas. Um especial cuidado é dado às carnes, as quais são retiradas com antecedência do freezer para o adequado descongelamento. 8.2 RECURSOS DISPONÍVEIS Os funcionários, equipamentos, utensílios, alimentos, produtos e a área física, compreendem o conjunto de recursos disponíveis na cozinha. O nutricionista assessor divide o espaço da cozinha e lactário em áreas, garantindo um fluxo de atividades sem cruzamento. Há, assim, uma separação entr as áreas onde são manipulados alimentos não higienizados e crus, utensílios e equipamentos sujos, e as áreas onde são manipulados alimentos prontos para o consumo e cozidos, utensílios e equipamentos limpos. Em posse do cardápio do dia, os manipuladores de alimentos separam e organizam os equipamentos e utensílios que serão utilizados para o preparo das refeições. Diariamente, um funcionário designado pela direção informa à cozinha o número de educandos frequentes, por faixa etária. Com essa informação, atrelada ao cardápio do dia, a direção e os manipuladores calculam as quantidades de alimentos a serem preparadas, conforme os documentos “Tabela de per capita e porcionamento”, “Planilha Quantidade de Compra e Porcionamento de FLVO e Carnes – CEIs parceiros”, e demais manuais orientativos da CODAE. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 47 Os ingredientes são verificados em relação à sua qualidade e quantidade, e separados para o início das atividades. Caso haja alguma inconformidade que impeça o cumprimento do cardápio, a direção toma as devidas providências e registra a alteração nos cardápios expostos. 8.3 DISTRIBUIÇÃO E ORGANIZAÇÃO DAS TAREFAS O nutricionista assessor auxilia a direção na distribuição das atividades entre os manipuladores de alimentos. As tarefas são programadas em horários distintos, evitando ou reduzindo os riscos da contaminação cruzada. A direção auxilia a equipeda cozinha no planejamento do tempo de execução das preparações, de forma que sejam finalizadas com a menor antecedência possível, em relação ao horário da distribuição (máximo de 30 minutos), evitando a exposição dos alimentos à temperatura ambiente. 8.4 ALIMENTAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS A alimentação dos funcionários da UE é realizada de acordo com a política da mantenedora. Quando os funcionários comem na unidade, o cardápio é o mesmo dos educandos. Este preparo não prejudica o tempo e o fluxo das refeições dos educandos, bem como o horário de trabalho da equipe da cozinha. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 48 9. PRÉ-PREPARO É a etapa intermediária, onde os alimentos passam por descongelamento, seleção, limpeza, higienização, corte e/ou tempero. Ou seja, é durante o pré-preparo que se inicia a manipulação dos alimentos. Por isso, é uma fase em que se deve ter um rigoroso controle higiênico-sanitário, para não ocorrer contaminação cruzada. Os locais destinados ao pré-preparo são lavados e desinfetados a cada troca de tarefa, assim como os utensílios e equipamentos utilizados, de acordo com os POPs específicos (POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO, POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS e POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS). Os funcionários higienizam as mãos regularmente, conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. Os alimentos são higienizados conforme o POP 8. HIGIENIZAÇÃO DOS ALIMENTOS. Os alimentos pré-preparados que não são utilizados imediatamente são identificados, acondicionados protegidos e em temperatura adequada. 9.1 ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS As embalagens impermeáveis dos alimentos devem estar limpas antes de serem abertas. Para remoção de sujidades é utilizada água corrente e potável. A abertura é feita com utensílio apropriado (abridor para latas, tesoura ou faca para pacotes) e limpo. Os enlatados que não são utilizados na sua totalidade têm o seu conteúdo transferido para recipientes plásticos com tampa, identificados conforme a Figura 4, e armazenados de acordo com a orientação do fabricante. Os demais produtos podem ser mantidos na embalagem original, desde que esta seja novamente vedada, identificada conforme a Figura 3 e armazenada de acordo com a orientação do fabricante. 9.1.1 Cereais (arroz, arroz integral, canjica entre outros) Após a abertura da embalagem, os cereais são selecionados para a retirada de sujidades. Em seguida, quando orientado pelo fornecedor, são lavados em água corrente. A água é escorrida e o produto segue para cocção. Para o remolho da canjica, os grãos permanecem imersos em água potável, acondicionados em recipiente protegido e identificado, e mantidos em temperatura ambiente, por período de 8h a 24h, no máximo. A água utilizada é desprezada após MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 49 o processo, e nova água é adicionada para o cozimento. Durante o processo de remolho, os produtos são identificados com a etiqueta da Figura 5. 9.1.2 Leguminosas (feijões, grão de bico, ervilha, entre outros) Após a abertura da embalagem, as leguminosas são selecionadas para a retirada de sujidades. Em seguida, são lavadas em água corrente, de acordo com as orientações do fornecedor. Em seguida, os grãos podem passar por remolho. É permitido selecionar os grãos com antecedência de um dia, em relação ao dia de preparo. Os produtos selecionados devem permanecer acondicionados em recipiente fechado e identificado com a etiqueta da Figura 4. Para o remolho, os grãos permanecem imersos em água potável, acondicionados em recipiente protegido e identificado, e mantidos em temperatura ambiente por período de 8h a 24h, no máximo. A água utilizada é desprezada após o processo, e nova água é adicionada para o cozimento. Durante o processo de remolho os produtos são identificados com a etiqueta da Figura 5. Em casos excepcionais, nos dias em que não é viável a realização do remolho na forma descrita acima (segundas-feiras e dias pós-feriados), é realizado o remolho rápido. É feita a fervura dos grãos imersos em água potável, por 2 minutos em temperatura de 100°C, e sua manutenção durante 1 hora em água quente, que é desprezada após esse período.* *ARAUJO, Wilma M. C. et al. Alquimia dos Alimentos. Brasília. Editora Senac, 2007. 9.2 HORTIFRÚTIS A higienização dos hortifrútis ocorre conforme descrição no POP 8. HIGIENIZAÇÃO DOS ALIMENTOS e o manipulador de alimentos responsável atesta a realização do procedimento a partir do registro na Planilha 12. HIGIENIZAÇÃO DE HORTIFRÚTIS. Os alimentos que serão utilizados passam inicialmente por seleção, descartando partes não aproveitáveis. Em seguida, são lavados, folha por folha, ou unidade por unidade, em água corrente. Aqueles que serão consumidos sem casca ou que passarão por cocção, passam em seguida para o corte e preparo. Os hortifrútis consumidos crus ou com casca são desinfetados conforme especificação MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 50 do fabricante do produto. Em seguida, passam por corte com a utilização de luvas descartáveis. Quando necessária, a desinfecção é realizada em caixas ou monoblocos plásticos. Os alimentos permanecem totalmente imersos na solução, sendo utilizada, quando necessário, placa de corte (previamente higienizada) para favorecer a imersão. A solução clorada não é reaproveitada após o uso. Não é permitida a utilização do picador de legumes para alimentos que serão servidos crus e já passaram pelo processo de desinfecção ou que já sofreram tratamento térmico. Exemplo: salada de frutas, vinagrete, ovo cozido, beterraba cozida. 9.2.1 Ervas frescas (salsinha, cebolinha, coentro, etc.) As ervas frescas, como o cheiro verde, passam pelo processo de higienização completo (lavagem e desinfecção). Após a manipulação, caso necessário, são armazenadas em recipientes adequados, devidamente identificados conforme a Figura 5. Podem ser refrigeradas para consumo em até 3 dias, ou congeladas em quantidade suficiente para utilizar em um único período, para consumo em até 10 dias. 9.2.2 Tempero preparado Os temperos batidos à base de alho, cebola, sal e/ou óleo, caso utilizados, são armazenados em refrigeração por até 3 dias, na temperatura de 0°até 5°C. Devem estar devidamente protegidos e identificados conforme a Figura 5. 9.3 OVOS Os ovos são selecionados e a integridade da casca é verificada. Aqueles rachados e quebrados são desprezados. Ovos com sujidades na casca são lavados imediatamente antes do uso, utilizando apenas água corrente. Caso permaneçam sujos, são desprezados. 9.4 CARNES 9.4.1 Descongelamento As carnes são descongeladas em refrigeração, na prateleira inferior do equipamento, dentro de recipiente tampado, identificado de acordo com a Figura 6. Não é realizado o descongelamento em temperatura ambiente ou em água corrente. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 51 As carnes bovinas, suínas e aves podem ser descongeladas em até 72h, e os pescados em até 24h, ou de acordo com as especificações do fornecedor. Não são retirados produtos para descongelamento nas vésperas de feriados ou finais de semana. Caso não haja descongelamento total em refrigeração, a carne é colocada ainda congelada ou em processo de descongelamento para cocção, de forma que ocorra descongelamento e preparo simultâneos. Os alimentos em descongelamento ou já descongelados não retornam ao freezer. 9.4.2 Corte e tempero Após o descongelamento, as carnes são retiradas do refrigerador gradativamente, em lotes, para corte e tempero, de forma que não fiquem expostas à temperatura ambiente por mais de 30 minutos. É permitido cortar e temperar as carnes no período da tarde para o preparodo almoço do dia seguinte. Nessa situação, após a manipulação inicial, os produtos são novamente acondicionados em recipiente tampado, identificado conforme a Figura 5 e armazenados na prateleira inferior do refrigerador. As carnes utilizadas para o preparo da refeição da tarde são manipuladas no dia do preparo. 9.5 DIETA ESPECIAL Os protocolos de atendimento aos educandos com dieta especial (memorando de autorização da CODAE e lista de alimentos substitutos) permanecem disponíveis para consulta na cozinha e lactário. Para o atendimento de dietas especiais em caso de alergias alimentares, o pré-preparo das refeições é dimensionado e segregado, de forma a impedir a contaminação cruzada, respeitando o preconizado nos protocolos de atendimento. 9.6 VALIDADE DE PRODUTOS PRÉ-PREPARADOS Os alimentos são pré-preparados para o dia do consumo. Excepcionalmente, é permitido pré-preparo anterior nas situações descritas no Quadro 6. CRITÉRIOS DE VALIDADE PARA ALIMENTOS PRÉ-PREPARADOS NA UE. Para a determinação da validade, os dias são contados a partir da data da manipulação. Os legumes e feculentos são cortados para o preparo e consumo no mesmo dia. Quando manipulados antes do momento de preparo, são armazenados em refrigeração e identificados conforme Figura 5. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 52 QUADRO 6. CRITÉRIOS DE VALIDADE PARA ALIMENTOS PRÉ- PREPARADOS NA UE PRÉ-PREPARO DE ALIMENTOS ARMAZENAMENTO E VALIDADE Hortifrúti - Tempero preparado (alho, cebola, sal, óleo) - Ervas frescas higienizadas e picadas (salsinha, cebolinha, coentro, etc.). 3 dias sob refrigeração - Ervas frescas (salsinha, cebolinha, coentro, etc.): Nota: Armazenar em porções pequenas, suficientes para o uso de um dia. 10 dias sob congelamento Carnes - Descongelamento de carnes bovina, suína e aves 72h sob refrigeração ou de acordo com orientação do distribuidor - Descongelamento de pescados e miúdos adquiridos congelados 24h sob refrigeração ou de acordo com orientação do distribuidor - Corte e tempero de carnes bovina, suína e aves O processo de corte e tempero é feito no período da tarde do dia anterior para o almoço do dia seguinte (sem exceder 30 min. fora da refrigeração) Cereais e Leguminosas - Seleção de grãos Dia anterior ao preparo, em temperatura ambiente - Remolho 8h a 24h, em temperatura ambiente MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 53 10. PREPARO É a etapa onde o alimento passa por cocção e/ou finalização. Os locais destinados ao preparo são lavados e desinfetados, assim como os utensílios e equipamentos utilizados, de acordo com os POPs específicos (POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO, POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS e POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS). Os funcionários higienizam as mãos regularmente, conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. O preparo dos alimentos segue as orientações do fabricante, sempre que a informação está disponível no rótulo, e dos Informativos Técnicos de SME/CODAE. Não entram em contato alimentos crus com cozidos, eliminando o risco de contaminação cruzada. Quando possível, são destinadas áreas específicas a cada tipo de preparação. Caso seja utilizado o mesmo local para a manipulação de carnes e hortifrútis, este é higienizado entre uma e outra atividade (superfície de trabalho, utensílios e equipamentos), de acordo com POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO, POP 6. HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS, POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS. Não é permitida a utilização do picador de legumes para alimentos que já passaram por cozimento ou frutas/verduras/legumes que serão servidos crus. Exemplo: ovo cozido, legumes cozidos, alimentos crus que serão servidos como saladas (como tomate e pepino), e frutas que serão servidas cruas e picadas. O preparo das refeições é realizado a cada período e finalizado com a menor antecedência possível (máximo 30 minutos) em relação ao horário de início da distribuição. A reconstituição de leites e o preparo de alimentos que perdem temperatura rapidamente (como verduras refogadas, ovos, macarrão, legumes, entre outros) são realizados em etapas, conforme intervalos de distribuição. Excepcionalmente, é permitido o preparo com maior antecedência de alguns alimentos: massa de bolo, geleia, compotas e salada de fruta. Para alimentos que sofrem tratamento térmico, é atingida a temperatura de, no mínimo, 74°C na cocção. Demais orientações estão escritas na sessão “Cuidados específicos no preparo de alimentos”. Os cozinheiros degustam os alimentos com utensílios apropriados e limpos. Não é permitido degustar diretamente nas mãos. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 54 Após a finalização, as preparações permanecem em espera para distribuição em recipientes tampados e com a temperatura controlada. Para tanto, alimentos frios são mantidos em refrigeração, devidamente identificados e em equipamento organizado, e alimentos quentes permanecem em fogo baixo ou banho-maria. 10.1 LUVAS DESCARTÁVEIS São usadas luvas descartáveis sempre que não é possível utilizar utensílios para a manipulação direta de alimentos, como: Manipulação de alimentos prontos para o consumo e que já tenham sofrido tratamento térmico. Exemplo: descascar ovo cozido; Manipulação de alimentos prontos para o consumo e que não serão submetidos ao tratamento térmico. Exemplo: porcionamento de biscoitos e corte de pães; Manipulação de frutas, legumes e verduras que já tenham sido selecionados e higienizados, e que serão servidos crus. Exemplo: corte de salada de frutas; Manipulação de fórmulas infantis. As luvas são trocadas sempre que o procedimento é interrompido. O manipulador de alimentos higieniza as mãos (POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS) antes da utilização das luvas descartáveis, de forma a evitar a contaminação cruzada. Não é permitido assoprar as luvas antes de vesti-las. As luvas não são reutilizadas para outros fins, sendo descartadas após cada uso. Não são utilizadas luvas descartáveis quando há risco de estas enroscarem em equipamentos, como espremedor de frutas, e em procedimentos que envolvam calor, como cozimento. 10.2 CUIDADOS ESPECÍFICOS NO PREPARO DE ALIMENTOS 10.2.1 Produtos reconstituídos Os alimentos em pó que necessitam a adição de água para reconstituição são preparados conforme as recomendações do fabricante, com a utilização de água potável filtrada (aquecida ou refrigerada). As fórmulas infantis são reconstituídas conforme recomendações do fabricante, utilizando água potável filtrada e fervida. Após a finalização do preparo, as bebidas seguem imediatamente para distribuição e consumo. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 55 10.2.2 Hortifrútis É permitida a finalização de saladas cozidas de legumes e feculentos com até 2 horas de antecedência, em relação ao horário de início da distribuição, de modo que permita o resfriamento adequado. Para facilitar o resfriamento, os legumes são acondicionados bem distribuídos, em recipientes fechados e, preferencialmente, baixos (cerca de 10 cm de altura). São mantidos identificados conforme a Figura 5, e armazenados na prateleira superior do refrigerador. O preparo da salada de frutas ocorre no dia da oferta, e permanece em refrigeração até o momento da distribuição, em recipiente fechado e identificado conforme a Figura 5. 10.2.3 Ovos Os ovos são quebrados individualmente, em recipiente segregado, evitando a perda da preparação em caso de unidades estragadas. Não são oferecidos ovos crus, com gema mole, ou preparações que levem o ingrediente nessas condições. Os ovos cozidos são fervidos por, pelo menos, 7 minutos. Para descascar os ovos são utilizadasluvas descartáveis ou procede-se a higienização das mãos conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS (atenção: o uso de luvas não substitui a adequada higiene das mãos). Caso haja necessidade de utilização de água para descascar os ovos cozidos, esta é corrente e filtrada. 10.2.4 Carnes Caso não haja descongelamento total em refrigeração, as carnes são colocadas ainda congeladas ou em processo de descongelamento para cocção, de forma que ocorra descongelamento e preparo simultâneos. Não são oferecidas carnes mal passadas ou sangrando. 10.2.5 Doces A canjica e o arroz doce são preparados imediatamente antes do momento da distribuição. Excepcionalmente, é permitido o preparo de compotas, geleias e massa de bolo no dia anterior ao consumo. A massa de bolo pode permanecer acondicionada protegida e identificada (Figura 5), em temperatura ambiente. Demais itens devem ser armazenados refrigerados, de forma protegida e com identificação (Figura 5). MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 56 10.2.6 Dieta especial Os protocolos de atendimento aos educandos com dieta especial (memorando de autorização da CODAE e lista de alimentos substitutos) permanecem disponíveis para consulta na cozinha e lactário. O preparo das refeições é, preferencialmente, iniciado pelos produtos destinados aos educandos com dieta especial. Para o atendimento de dietas especiais em caso de alergias alimentares, o preparo das refeições é dimensionado e segregado de forma a impedir a contaminação cruzada, respeitando o preconizado nos protocolos de atendimento. Uma vez finalizadas, as preparações são armazenadas protegidas e identificadas com o nome do educando para a distribuição. QUADRO 7. CRITÉRIOS DE VALIDADE PARA ALIMENTOS PREPARADOS NA UE PREPARO DE ALIMENTOS ARMAZENAMENTO E VALIDADE Hortifrúti - Saladas cozidas de legumes e feculentos Preparo com até 2h de antecedência à distribuição, em refrigeração, de 0 a 5ºC - Salada de frutas Preparo no dia da oferta, em refrigeração, de 0 a 5ºC Doces e massas - Massa de bolo preparado na UE Preparo no dia anterior, para distribuição no dia seguinte, armazenado protegido em temperatura ambiente; ou Preparo na manhã, para a distribuição no mesmo dia, armazenado protegido em temperatura ambiente - Bolo confeitado - Cobertura ou recheio Preparo na manhã, para a distribuição no mesmo dia, armazenado protegido, em refrigeração, de 0 a 5ºC; ou Preparo na tarde do dia anterior, para distribuição no dia seguinte, mantido armazenado protegido, em refrigeração, de 0 a 5ºC - Torta preparada na UE Preparo na manhã, para a distribuição no mesmo dia, armazenado protegido, em refrigeração, de 0 a 5ºC MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 57 11. DISTRIBUIÇÃO A distribuição compreende a oferta da alimentação aos educandos, em horários determinados pela UE. É preferencialmente realizada no refeitório. Os locais destinados à distribuição são lavados e desinfetados, assim como os utensílios e equipamentos utilizados, de acordo com os POPs específicos (POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO, POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS e POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS). Compete a todos os funcionários que participam desse momento apresentar boa postura, educação, ter atenção especial à higiene das mãos e uniformes, bem como manter a área de distribuição organizada e limpa. No refeitório, os educadores que participam do momento da refeição utilizam touca para a proteção dos cabelos. Após a reconstituição de bebidas e o preparo dos alimentos, estes seguem para a distribuição e consumo. Todas as preparações são fracionadas em quantidades suficientes ao número de educandos, por horário de distribuição. O restante das preparações permanece em controle de temperatura: alimentos quentes em banho-maria ou fogo baixo, e alimentos frios em refrigeração. Todos os alimentos são mantidos cobertos ou tampados até o momento de início da distribuição, e entre uma turma e outra. Quando o transporte dos alimentos dentro da UE é necessário, os alimentos e utensílios são transportados em recipientes com tampa, de material indicado para o contato com alimentos. Os utensílios de mesa são disponibilizados em quantidade suficiente para atender ao número de educandos matriculados. Não é permitida a utilização de utensílios molhados na distribuição. As preparações já fracionadas são mantidas, preferencialmente, próximas ao balcão de distribuição, para facilitar a montagem dos pratos. O porcionamento é realizado o mais próximo possível do momento da distribuição, respeitando a quantidade preconizada por preparação e o modo de apresentação do prato, conforme documentos “Tabela de per capita e porcionamento”, “Quantidade de compra e porcionamento – FLVO e carnes de unidades parceiras” e demais manuais orientativos da CODAE. Durante a distribuição, os utensílios (canecas, pratos, cumbucas) com alimentos não são empilhados. Os profissionais que auxiliam a distribuição seguram MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 58 as canecas pelas alças e os pratos pelas bordas, de modo a impedir o contato das mãos diretamente com os alimentos prontos. Da mesma forma, frutas – com exceção da banana e mexerica, que não têm as cascas consumidas, biscoitos e pães são sempre porcionados em utensílios de apoio. Eventualmente são utilizadas bandejas para auxiliar o transporte de um maior número de utensílios e alimentos. São utilizadas luvas descartáveis quando há contato direto das mãos com o alimento a ser distribuído, como no caso de frutas com casca ou raspagem de frutas para crianças de berçário. Quando os profissionais ofertam diretamente alimentos às crianças, como no berçário, esses não assopram a comida e não compartilham colheres entre os pratos. Cada criança recebe os alimentos com uma colher e um prato de alimentos destinados a ela. Esses funcionários não degustam alimentos do prato dos educandos, ou utilizam os mesmos talheres. Todos os utensílios e alimentos permanecem apoiados em mesas ou bancadas exclusivas, não sendo permitido o apoio diretamente no piso. Ao final da distribuição, todas as sobras de alimento são descartadas imediatamente. Não é permitido o reaproveitamento de alimentos. 11.1 UTILIZAÇÃO DE BALCÃO TÉRMICO O balcão térmico é abastecido com água limpa, em volume suficiente para cobrir cerca de 1/3 das cubas que serão dispostas, e o termostato é ligado com antecedência suficiente para que a água atinja a temperatura mínima de 80°C. O equipamento é mantido limpo e abastecido, com quantidade de alimento suficiente para o número de educandos, por horário de refeição. As cubas são reabastecidas sempre que necessário. O equipamento permanece entre 80ºC e 90ºC. Com a finalidade de garantir a qualidade dos alimentos nessa etapa, a temperatura do balcão térmico é aferida e registrada antes do início da distribuição, conforme instrução no Quadro 4. METODOLOGIA PARA AFERIÇÃO DE TEMPERATURA DE EQUIPAMENTOS (vide seção Armazenamento em temperatura controlada). Em caso de inconsistências de temperatura, é verificado o ajuste do termostato do equipamento. A direção é informada para avaliar a necessidade de manutenção. As ações corretivas, quando aplicadas, também são registradas na planilha de controle de temperatura (Planilha 4. CONTROLE DE TEMPERATURA DO BALCÃO MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 59 TÉRMICO). A distribuição segue as mesmas orientações fornecidas para a UE que não utiliza balcão térmico. 11.2 CONTROLE DE TEMPO E TEMPERATURA Durante a distribuição, os alimentos estão mais expostos a agentes contaminantes. Para minimizar riscos, é realizado o controle de tempo e temperatura de exposição.Para esse controle, as temperaturas dos alimentos preparados devem ser aferidas imediatamente antes do início da distribuição e a cada hora da primeira medição. A temperatura é mensurada nos utensílios onde ocorre a distribuição (panelas, cubas do balcão térmico, ou utensílio utilizado no autosserviço sem balcão). Para aferição de temperatura, o termômetro é higienizado conforme POP 6. HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS. Para a utilização do termômetro tipo espeto, a haste do equipamento é inserida diretamente nos alimentos contidos nos utensílios (se na panela, com fogo desligado), sem encostá-la no fundo ou nas paredes do utensílio. O alimento deve envolver ao máximo a haste do termômetro. Após a estabilização da temperatura no visor do equipamento, é realizada a leitura e registrada na planilha correspondente (Planilha 7. CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS DISTRIBUIDOS NO DESJEJUM E LANCHE e Planilha 8. CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS DISTRIBUIDOS NO ALMOÇO E REFEIÇÃO DA TARDE). Para a utilização do termômetro infravermelho, com o fogo desligado, primeiramente o alimento é revolvido no utensílio que está, de forma a uniformizar a temperatura. Em seguida, o equipamento é mirado para o alimento a aproximadamente 10cm de distância. O gatilho é disparado e é realizada a leitura da temperatura no leitor. O valor é registrado na planilha correspondente (Planilha 7. CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS DISTRIBUIDOS NO DESJEJUM E LANCHE e Planilha 8. CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS DISTRIBUIDOS NO ALMOÇO E REFEIÇÃO DA TARDE). Alimentos que têm a temperatura aferida: Alimentos servidos quentes, como arroz, feijão, macarrão, prato principal (carnes bovina, suína, frango e pescados, PTS, ovos), legumes cozidos, sopas, risoto, leite, fórmulas infantis, recheios quentes de pães (carne, frango e PTS), canjica e arroz doce, tortas, entre outros; MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 60 Alimentos refrigerados, como leite, sobremesas geladas, iogurte, saladas cozidas (salada de berinjela, salada de chuchu e entre outros), recheios frios de pães manipulados na unidade (ex. patês). Alimentos servidos em temperatura ambiente como saladas cruas (verduras ou legumes), frutas, biscoitos, pães, cereais, bolinhos, geleia industrializada, entre outros, não precisam ter a temperatura aferida. Os alimentos quentes são mantidos, preferencialmente, a 60°C ou mais (banho maria, fogo baixo ou balcão térmico). Caso a temperatura esteja abaixo desse valor, a distribuição ocorre em até 1 hora ou é feito o seu reaquecimento, garantindo que todas as partes dos alimentos atinjam, no mínimo, a temperatura de 74ºC (desde que seja realizado o adequado controle de tempo e temperatura). Os alimentos que não obedecem aos critérios de tempo e temperatura são descartados. O fluxo de controle de tempo e temperatura de alimentos servidos quentes está demonstrado na Figura 8. FIGURA 8. FLUXO DE CONTROLE DE TEMPO E TEMPERATURA DE ALIMENTOS SERVIDOS QUENTES - Os alimentos refrigerados, como saladas e sobremesas são mantidos entre 10°C e 21°C, por no máximo 2 horas. Aferir a temperatura do alimento (imediatamente antes do início da distribuição) Para leituras 60ºC Aferir após 1h Distribuir em até 1h Distribuir pelo tempo da refeição Reaquecer garantindo que todas as partes dos alimentos atinjam, no mínimo, a temperatura de 74ºC Aferir após 1h Distribuir pelo tempo da refeição MANTER AQUECIDO (banho maria, fogo baixo ou balcão térmico) Aferir após 1h Aferir após 1h Distribuir pelo tempo da refeição Distribuir pelo tempo da refeição MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 61 11.3 COLETA E GUARDA DE AMOSTRA DOS ALIMENTOS A coleta e guarda de amostra é realizada com o objetivo de esclarecer falhas de procedimento que possam ter comprometido a qualidade e a segurança dos alimentos ofertados aos educandos. O procedimento consiste na coleta diária de uma amostra de no mínimo 100g/100ml, de todos os alimentos distribuídos. É utilizada embalagem específica para esta finalidade, estéril, lacrada e identificada com as seguintes informações: Nome da escola; Data da coleta; Horário da coleta; Nome do alimento/preparação; Nome do funcionário responsável pela coleta. A coleta é realizada quando decorridos 2/3 do tempo total da distribuição da refeição. No caso de preparo de fórmulas infantis ou outros líquidos em mamadeira ou copo de transição, as amostras são retiradas no momento do porcionamento (envase). A amostra representa o lote de preparação a que pertence. Dessa forma, a coleta é realizada de forma a proteger a amostra de possíveis alterações e contaminações, uma vez que estas comprometem os resultados laboratoriais. O manipulador que realiza a coleta higieniza as mãos conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. Os sacos de amostra são abertos com tesoura desinfetada (com álcool 70º), sem que o manipulador assopre ou encoste as mãos na parte interna. Os alimentos são coletados com os utensílios (colheres, pegadores, conchas) empregados na distribuição, e retirados diretamente do recipiente de onde estão sendo porcionados. O funcionário não encosta as mãos nos alimentos. Os alimentos são coletados exatamente na forma que são servidos. Assim, para as frutas servidas inteiras é feita a coleta de uma unidade ou mais, até completar 100g; para frutas servidas manipuladas (picada, descascada), é feita a coleta da fruta exatamente como foi servida até completar 100g; assim por diante para todos os outros alimentos. No caso de alimentos servidos juntos, como leite com cereais e pão com margarina, é coletada apenas uma amostra do conjunto. Não é feita coleta de amostra de leite materno. As etapas da coleta de amostra estão resumidas no fluxograma abaixo. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 62 FIGURA 9. FLUXO DE COLETA DE AMOSTRAS 11.3.1 Conservação e descarte de amostras O armazenamento das amostras é realizado imediatamente após a coleta. As amostras líquidas são mantidas refrigeradas (0 a 4ºC), e amostras sólidas são preferencialmente congeladas (-11ºC a - 18ºC), podendo também ser mantidas em refrigeração (0ºC a 4ºC). Os alimentos como bebidas à base de leite, vitaminas e iogurte com cereais são acondicionados em refrigeração, uma vez que a quantidade de líquidos é maior que a de sólidos. Por outro lado, preparações em que a quantidade de sólidos é maior que a de líquidos, como sopas e feijão, preferencialmente é realizado o congelamento. As amostras são mantidas armazenadas de forma organizada para evitar perfurações e descarte fora do prazo. São mantidas segregadas dos outros alimentos e agrupadas ao longo de um dia em um saco plástico único ou recipiente apropriado, identificado com a data da coleta. O descarte é realizado em lixo comum, após 96h (04 dias inteiros) da coleta. A descrição dos dias da semana em que são coletadas e descartadas as amostras estão no QUADRO 8. DATAS DE COLETA E DESCARTE DE AMOSTRA. Identificar os sacos de amostra Higienizar as mãos Higienizar a tesoura para a abertura dos sacos de amostra Cortar a extremidade superior do saco de amostra Coletar no mínimo 100g/100 ml de amostra Retirar o máximo de ar, e fechar com um nó forte Armazenar imediatamente MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 63 QUADRO 8. DATAS DE COLETA E DESCARTE DE AMOSTRA 11.4 RASTREABILIDADE DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS A Portaria SMS-G n° 2.619 prevê a coleta de amostras apenas de alimentos prontos para o consumo preparados na UE. Sendo assim, não sãocoletadas amostras de alimentos industrializados que são pouco manipulados e possuem baixo risco de contaminação. Para esses produtos, é feito, a cada oferta, o registro da rastreabilidade na Planilha 9. RASTREABILIDADE DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS. A descrição dos alimentos que necessitam ou não de coleta de amostra está na Figura 10. CARTAZ ORIENTATIVO SOBRE COLETA DE AMOSTRA X PLANILHA DE RASTREABILIDADE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS. DATA DE COLETA DA AMOSTRA DATA DE DESCARTE DA AMOSTRA Segunda Segunda Terça Quarta Quinta Terça Sexta Quarta ARMAZENAR AS AMOSTRAS POR 96H (4 dias inteiros) E DESCARTAR NO 50 DIA MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 64 FIGURA 10. CARTAZ ORIENTATIVO SOBRE COLETA DE AMOSTRA X PLANILHA DE RASTREABILIDADE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 65 11.5 RASTREABILIDADE DE ALIMENTOS DA DIETA ESPECIAL Não há distinção na legislação sanitária vigente para a coleta de amostra de alimentos para dieta especial, em relação aos demais preparados na UE. Entretanto, uma vez que certos alimentos específicos de dieta especial sofrem pouca manipulação e, portanto, possuem baixo risco de contaminação, podem ter custo diferenciado e são adquiridos em quantidades pequenas, são coletadas amostras apenas das preparações culinárias elaboradas na UE para a dieta especial. Para outros alimentos, é feito, a cada oferta, o registro da rastreabilidade na Planilha 10. RASTREABILIDADE DE DIETA ESPECIAL. Para os alimentos cujas amostras são coletadas, o procedimento é realizado conforme a Figura 9. FLUXO DE COLETA DE AMOSTRAS e demais orientações descritas. Na identificação do saco de amostra é incluída a expressão “dieta especial”, além do nome do educando. A descrição dos alimentos que necessitam ou não de coleta de amostra encontra-se na Figura 11. CARTAZ ORIENTATIVO SOBRE COLETA DE AMOSTRA X PLANILHA DE RASTREABILIDADE DIETA ESPECIAL. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 66 FIGURA 11. CARTAZ ORIENTATIVO SOBRE COLETA DE AMOSTRA X PLANILHA DE RASTREABILIDADE DIETA ESPECIAL MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 67 11.1 DEVOLUÇÃO E SOBRAS Os utensílios sujos da distribuição são colocados em recipientes exclusivos, os quais são mantidos em local próprio, afastados dos alimentos e de utensílios limpos. Em seguida, são recolhidos em guichê específico para a devolução, ou são levados para a cozinha após o término, ou durante o intervalo da distribuição. Não é permitido o reaproveitamento de alimentos, doação ou destinação para animais. Os restos e sobras são descartados imediatamente em lixeiras limpas e abastecidas com sacos de lixo, posicionadas em local afastado da distribuição de alimentos. Na cozinha, os utensílios sujos são apoiados em bancadas e cubas para higienização, distantes de alimentos e utensílios limpos. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 68 12. NORMAS E CRITÉRIOS PARA LACTÁRIO E PARA A ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS DE 0 A 1 ANO O lactário é um espaço específico da UE destinado ao armazenamento, manipulação e distribuição de leite materno ordenhado e para a elaboração e distribuição de fórmulas infantis para crianças menores de 1 ano. A área também é utilizada para a higienização de utensílios para a oferta de leite materno, frascos de mamadeiras e seus acessórios, além de copos de transição*, conforme orientações do POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS. * As mamadeiras e os copos de transição adquiridos são livres de bisfenol A (BPA). Para Unidades que atendem até 14 crianças menores 1 ano, excepcionalmente, pode ser utilizado espaço segregado na cozinha para as atividades de lactário. As atividades são realizadas são: ________________________________________ __________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________. Conforme avaliação das condições estruturais do lactário pelos nutricionistas, a área também é utilizada para: - distribuição das refeições, higienização e armazenamento de utensílios das crianças até 1 ano de idade, podendo estender-se sua utilização como apoio nas UEs onde os refeitórios dos módulos de berçários I e II sejam distantes da cozinha; - preparo de refeição para crianças que iniciaram alimentação complementar. O local não é utilizado para armazenamento de alimentos ou como copa para funcionários da UE. A área é lavada e desinfetada, assim como os utensílios e equipamentos utilizados, de acordo com os POPs específicos (POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO, POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS e POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS). Os funcionários higienizam as mãos regularmente conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS e utilizam luvas descartáveis conforme critérios descritos nesse documento (vide seção Preparo). MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 69 Todos os preparos são realizados a cada período e finalizados o mais próximo ao horário de início da distribuição (no máximo 30 minutos de antecedência). 12.1 LEITE MATERNO O CEI desenvolve ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, em consonância com a melhoria das práticas educativas e com o atendimento ao princípio dos direitos fundamentais das crianças. As mães que não podem comparecer à UE para amamentar podem ordenhar e congelar o leite materno para oferta pelo CEI. As mães são orientadas a realizarem a ordenha conforme Informativo Técnico SME/CODAE nº06 de março de 2021 - “Orientações para oferta do Leite materno no CEI. 12.1.1 Recebimento do leite materno O responsável pelo lactente entrega o leite ordenhado congelado à UE, que verifica o conteúdo de embalagem na presença da família, e preenche os dados em planilha própria (Planilha 11. RECEBIMENTO DE LEITE MATERNO). O responsável pelo recebimento encaminha imediatamente o alimento aos cozinheiros escolares para armazenamento. O leite pode ser recebido em frascos comuns de vidro com tampa plástica de rosca (sem rotulagem e papel do interior da tampa), ou em embalagens próprias para o armazenamento de leite materno (potes de vidro, potes de polipropileno ou sacos descartáveis com lacre). O conteúdo deve estar totalmente congelado, a embalagem deve estar em condições de higiene, integridade e vedação adequadas, e deve haver identificação do educando, data e hora da primeira coleta. É recebido o número de frascos correspondentes ao número de mamadas do dia corrente, cada um com a quantidade de leite necessária para uma mamada. É observado se os frascos estão dentro do prazo de validade (15 dias da data da primeira coleta). Se houver alguma inadequação no tipo e condição de higiene de frasco, no estado de congelamento do leite ou na data de validade, ele é devolvido no ato do recebimento. A direção consulta a família sobre como será o atendimento neste dia. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 70 12.1.2 Armazenamento do leite materno Os frascos são armazenados no freezer, imediatamente após o recebimento, e permanecem no equipamento até o momento da oferta. São mantidos na posição vertical, e armazenados separados de outros alimentos, em equipamentos exclusivos, gavetas específicas, ou dentro de outro recipiente impermeável (saco ou recipiente plástico). 12.1.3Manuseio do leite materno O leite materno é descongelado em banho-maria pouco antes da oferta. A fim de preservar suas propriedades, esse não é fervido e nem descongelado em forno micro-ondas. O descongelamento ocorre, conforme etapas da Figura 12. FIGURA 12. FLUXO PARA O DESCONGELAMENTO DO LEITE MATERNO 12.1.4 Distribuição do leite materno O manipulador de alimentos entrega o leite materno assim que descongelado, ainda no frasco entregue pela família, para o responsável pela oferta à criança. O responsável por essa atividade também higieniza as mãos conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. Aos poucos, este profissional transfere o leite do frasco para o utensílio de oferta. Preferencialmente, são utilizados copos específicos (copo pequeno de vidro), copos de transição, colheres simples ou colheres dosadoras. A oferta é realizada imediatamente. Aquecer água até começar a levantar pequenas bolhas, e desligar o fogo Colocar o frasco com leite materno, ainda tampado, na água aquecida, agitando-o suavemente Caso não ocorra o descongelamento total, retirar o frasco da panela e aquecer a água novamente, realizando o mesmo procedimento Verificar se a temperatura do leite está adequada (morna ou próxima à temperatura ambiente), segurando o frasco com as mãos MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 71 Todos os utensílios são lavados um a um. Copos de transição, mamadeiras e colheres dosadoras passam por desinfecção conforme instrução do fabricante, em solução sanitizante específica para lactário, ou submetidos à fervura por 15 minutos, conforme o POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS. Os utensílios devem estar totalmente secos e livres de qualquer sujidade no momento do porcionamento. Eventuais sobras do leite materno descongelado (do frasco ou dos utensílios da distribuição) são desprezadas. Os recipientes fornecidos pela família são devolvidos lavados no final do dia, por um funcionário da UE. A família é responsável pela higienização completa para o fornecimento de nova remessa de leite. 12.2 FÓRMULAS INFANTIS Na impossibilidade de oferta de leite materno, crianças até 5 meses e 29 dias recebem fórmula infantil I, e crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias recebem fórmula infantil II. São elaboradas pouco antes da oferta, conforme orientação no rótulo do fabricante, com diluição em água filtrada e fervida. Todos os utensílios são lavados um a um. Copos de transição, mamadeiras e colheres dosadoras passam por desinfecção conforme instruções do fabricante, em solução sanitizante, ou submetidos à fervura por 15 minutos, conforme o POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS. Os utensílios devem estar totalmente secos e livres de qualquer sujidade no momento do porcionamento. Caso necessário, com as fórmulas infantis preparadas e envasadas nos utensílios para a oferta, é realizado o resfriamento forçado, a fim de garantir a oferta do leite em temperatura segura para a criança. O resfriamento é realizado seguindo as etapas descritas abaixo: Escolher um recipiente com altura de, pelo menos, metade da altura das mamadeiras e copos de transição; Completar o recipiente com água filtrada e alguns cubos de gelo, até cerca de metade da altura das mamadeiras e copos de transição; Colocar as mamadeiras e copos de transição já porcionados e tampados, na posição vertical, dentro do recipiente. Atentar-se para que a água do recipiente fique distante das tampas dos utensílios. Se necessário, segurar os frascos a fim de mantê-los na posição correta, e agitá-los levemente para acelerar o resfriamento; MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 72 Aguardar alguns minutos e verificar se a temperatura do leite está adequada (morna ou próxima à temperatura corporal – aproximadamente 40°C), segurando os utensílios com as mãos. Repetir o procedimento, se necessário trocando a água, até obter a temperatura desejada e de modo que todas as mamadeiras e copos de transição tenham passado pelo processo. A aferição de temperatura das fórmulas lácteas é realizada ao final do resfriamento, utilizando o conteúdo preparado para amostra. Não é permitido manter mamadeiras e copos de transição aguardando distribuição nas salas de aula, lactário, cozinha ou refeitório. A oferta das fórmulas ocorre imediatamente. Eventuais sobras são desprezadas imediatamente após a distribuição. 12.3 REFEIÇÕES No pré-preparo e preparo de refeições alimentos crus com cozidos não entram em contato, eliminando o risco de contaminação cruzada. Quando não é possível, são destinadas áreas específicas a cada tipo de preparação, as quais são higienizadas de acordo com o POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO, o POP 6. HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS e POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS. O mesmo procedimento é realizado quando é utilizado o mesmo local para carnes e hortifrútis. Para o pré-preparo, preparo e distribuição de alimentos são seguidas as recomendações contidas nesse manual. 12.3.1 Refeição principal Para o seu preparo é utilizado tempero natural (alho, cebola, sal e ervas frescas). As frutas podem ser amassadas, raladas, cozidas ou raspadas, a depender da fruta a ser ofertada e da faixa etária das crianças. Não são adicionadas de açúcar. São porcionadas e distribuídas imediatamente. Não é permitido o uso de liquidificador e peneira. Os alimentos são amassados de acordo com as particularidades da faixa etária da criança, conforme informativo de consistência de alimentos e demais materiais técnicos da CODAE. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 73 12.3.2 Dietas Especiais Os protocolos de atendimento aos educandos de dieta especial (memorando de autorização da CODAE e lista de alimentos substitutos) permanecem disponíveis para consulta no lactário. O preparo das fórmulas infantis destinadas a educandos com dietas especiais, quando esses são menores de 1 ano, é realizado no lactário. Para o atendimento de dietas especiais em caso de alergias alimentares, o pré-preparo e preparo das refeições é dimensionado e segregado de forma a impedir a contaminação cruzada, respeitando o preconizado nos protocolos de atendimento. Quando finalizado o preparo, os alimentos são mantidos protegidos e identificados com o nome do educando para a distribuição. 12.4 DISTRIBUIÇÃO As refeições são distribuídas de acordo com o horário estabelecido pela UE e pela faixa etária dos educandos, seguindo a composição do cardápio e porcionamento adequado, conforme descrito nos documentos “Tabela de per capita e porcionamento”, “Quantidade de compra e porcionamento – FLVO e carnes de unidades parceiras” e demais manuais orientativos da CODAE. Caso haja necessidade de transportar os alimentos dentro das dependências da UE, estes são sempre devidamente protegidos e cobertos, preferencialmente em caixas plásticas com tampa. O controle de tempo e temperatura, a coleta de amostras e a rastreabilidade dos alimentos industrializados ou de dieta especial são realizados conforme descrito neste manual. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 74 13. MANEJO DE RESÍDUOS A UE deve contribuir para a minimização da geração de resíduos. Os resíduos produzidos são acondicionados em recipientes próprios, com tampa e pedal em perfeito funcionamento, revestidos com sacos plásticos, que são retirados sempre que necessário. A abertura da tampa da lixeira é realizada exclusivamente através do pedal. A lixeira nunca é aberta com as mãos. Os sacos plásticos que revestem os recipientes são próprios para lixo, confeccionados com material e solda resistentes, de forma a evitar a perda de seu conteúdo durante o manuseio. Os recipientes são constituídos de material impermeávelde fácil higienização e possuem altura inferior aos móveis, bancadas e equipamentos onde são manipulados os alimentos. São dispostos na cozinha de forma a evitar a contaminação cruzada. O lixo seco é separado do orgânico antes do descarte para coleta seletiva. Não é feito o lançamento de gorduras e óleos comestíveis utilizados no preparo de alimentos em encanamentos e no lixo. Estes resíduos são armazenados em recipiente plástico (podendo neste caso ser reutilizado) higienizado, tampado e identificado com a frase “Descarte de óleo”. Os recipientes são mantidos fora das áreas de pré-preparo e preparo e descartados em pontos de coleta próprios para essa finalidade. Diariamente e sempre que a lixeira está cheia de resíduos, os sacos são coletados e separados da área de produção e armazenamento, evitando assim, focos de contaminação e atração de insetos e roedores. Os sacos são fechados por um nó e encaminhados até a saída da cozinha, de onde uma pessoa designada pela UE os retira e leva até o depósito de lixo determinado. O lixo não provoca odores ou incômodo à vizinhança. O lixo é retirado da cozinha em momentos distintos dos horários de entrega das matérias-primas, e é feita a higienização da área logo após a retirada dos resíduos, de forma a evitar a contaminação cruzada. A higienização e desinfecção com solução clorada do recipiente de lixo (conforme POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO) são diárias e sempre que necessárias. Durante o processo de manuseio e higiene do recipiente ou retirada de saco próprio são utilizadas luvas de cano longo, identificadas e especificas para esta finalidade. As luvas são utilizadas de forma a evitar a MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 75 contaminação cruzada. Após o procedimento, os funcionários higienizam as mãos conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. A limpeza das caixas de gordura de uso exclusivo da cozinha é realizada sempre que necessário por um técnico de manutenção. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 76 14. CONTROLE DE POTABILIDADE DA ÁGUA A água utilizada na área de manipulação dos alimentos provém da rede pública e é potável, límpida, transparente, inodora e insípida. Existe filtro para retenção de partículas, localizado em pontos de água na cozinha e lactário da UE, para utilização da água nas preparações. Diariamente um manipulador de alimentos avalia as características sensoriais da água. O elemento filtrante é trocado conforme a orientação do fabricante. Ao ser observada qualquer suspeita de contaminação da água, seja pelo odor, sujidades ou aspecto diferente, a direção é informada. Para o controle da troca do elemento filtrante, é preenchido o “Cronograma da Troca do Elemento Filtrante”, que está descrito no POP 9. CONTROLE DE POTABILIDADE DA ÁGUA A limpeza do reservatório de água é realizada semestralmente. Caso seja detectada uma não conformidade, a higienização do reservatório de água é realizada novamente, mesmo que dentro do prazo de validade. Para o controle da limpeza, é preenchido o “Cronograma de Higienização de Reservatório de Água” que está descrito no POP 9. CONTROLE DE POTABILIDADE DA ÁGUA. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 77 15. DESABASTECIMENTO DE ÁGUA Na falta de água a Supervisão Escolar da Diretoria Regional de Educação é informada. Caso seja definida a permanência dos educandos na UE, é adquirida “água mineral natural sem gás”, acondicionada em galões em material PET, com capacidade para 10 ou 20 litros para o preparo da alimentação e higienização. São adquiridos produtos de estabelecimentos idôneos que adotem as Boas Práticas de Fabricação, Armazenagem e Transporte. Além disso, no fundo do garrafão deverá constar a data de sua fabricação e na rotulagem o prazo de validade do produto, o nome da fonte, nome, razão social, CNPJ e endereço da empresa fabricante. Os galões apresentam-se limpos, com tampa fechada, lacrada, sem vazamentos, com lacre plástico e rótulos intactos. A água envasada atende à legislação sanitária vigente. Para utilização, os galões são antes lavados com água, detergente e esponja limpa, e em seguida são desinfetados com álcool 70º INPM, para em seguida realizar a abertura do lacre. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 78 16. CONTROLE INTEGRADO DE VETORES E PRAGAS URBANAS É o conjunto de ações que minimizam ou impedem a presença de vetores e pragas urbanas nas instalações da cozinha, lactário e despensa. Dividem-se em ações preventivas e corretivas. As medidas preventivas visam limitar ou eliminar a oferta de alimento e abrigo para os animais, a partir da instalação de barreiras mecânicas e da aplicação de boas práticas de higienização e armazenamento de alimentos e resíduos. Assim, as instalações não propiciam condições de atração (resíduos de alimentos, água parada, lixeiras abertas) e proliferação das pragas (locais de abrigo como frestas, aberturas, objetos em desuso acumulados, azulejos quebrados). As medidas corretivas são adotadas sempre que constatada infestação, a fim de diminuir ou eliminar a invasão no local por meio de controle químico. Sempre que comprovada sua necessidade, é de responsabilidade da UE providenciar os procedimentos com empresas devidamente licenciadas ou cadastradas por órgãos do Sistema de Vigilância em Saúde. No POP 10. CONTROLE DE PRAGAS E VETORES está descrito o controle integrado de pragas e vetores realizado pela UE. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 79 17. MANUTENÇÃO E CALIBRAÇÃO DE EQUIPAMENTOS A manutenção dos equipamentos da UE é realizada periodicamente de forma preventiva, e sempre que necessária, de forma corretiva. A manutenção preventiva compreende a observação diária dos sinais do funcionamento adequado dos equipamentos, e a avaliação periódica por um técnico responsável. A manutenção corretiva é realizada por um técnico responsável, sempre que observados defeitos. A calibração dos termômetros e balanças é realizada anualmente, ou conforme as orientações do fabricante. Os procedimentos de manutenção periódica são registrados no POP 11. MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CALIBRAÇÃO DE EQUIPAMENTOS. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 80 18. USO RACIONAL DA ÁGUA A equipe colabora com medidas de redução de consumo e uso racional da água, a partir do treinamento e orientação sistemática de seus funcionários contra hábitos e vícios de desperdício, conscientizando-os sobre atitudes preventivas. Todos os funcionários atuam, inclusive, como facilitadores de mudanças de comportamento dos outros funcionários da UE em relação ao uso racional da água. A equipe da cozinha também adota procedimentos corretos de uso adequado da água, utilizando-a com economia, sem desperdício e sem deixar de garantir a adequada higienização dos ambientes, utensílios e alimentos, tais como: - as hortaliças são desfolhadas e têm suas partes estragadas retiradas sempre com a torneira fechada. A lavagem destas é iniciada apenas quando todo o lote está todo desfolhado; - é utilizada esponja não abrasiva para remover a crosta dos utensílios, as quais são jogadas no lixo; - os utensílios são ensaboados com pouca água e somente a quantia necessária de detergente; - são utilizados os redutores de vazão em torneiras (arejadores) ou bocais de torneira com chuveiros dispersantes para redução no consumo de água; - as torneiras são mantidas fechadas sempre que: o serviço é interrompido; não há funcionário no ponto de uso; enquanto os vegetais são descascados ou outros procedimentos que não incluem a lavagem. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 81 19. RELATÓRIO DE VISITA E CHECK LIST O nutricionista assessor realiza, pelo menos, uma visita mensal na UE. Cada visita gera o preenchimento de um documento, conforme modelos disponibilizados pela CODAE: plano de ação, relatório de capacitação ou relatório de acompanhamento. As ações são planejadas conforme itens avaliados no relatório de visita do nutricionista da CODAE. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 82 Planilhas MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 83 PLANILHA 1. ESCALA DE HIGIENIZAÇÃO MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 84 PLANILHA 2. CONTROLE DE TEMPERATURA DE RECEBIMENTO DE ALIMENTOS MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 85 PLANILHA 3. MODELO DE CONTROLE DIÁRIO DE ESTOQUE PARA ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS * Nota: Utilizar o modelo em planilha de Excel®, disponível no site da CODAE. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 86 PLANILHA 4. CONTROLE DE TEMPERATURA DO BALCÃO TÉRMICO MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 87 PLANILHA 5. CONTROLE DE TEMPERATURA DO REFRIGERADOR MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 88 PLANILHA 6. CONTROLE DE TEMPERATURA DO FREEZER MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 89 PLANILHA 7. CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS DISTRIBUÍDOS NO DESJEJUM E LANCHE MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 90 PLANILHA 8. CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS DISTRIBUÍDOS NO ALMOÇO E REFEIÇÃO DA TARDE MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 91 PLANILHA 9. RASTREABILIDADE DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 92 PLANILHA 10. RASTREABILIDADE DE DIETA ESPECIAL MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 93 PLANILHA 11. RECEBIMENTO DE LEITE MATERNO Unidade Educacional: _____________________________________________________________________ Mês: _____________________________ Data de recebimento Horário de recebimento Nome do educando Condições dos frascos (S/N) Recebido (S/N) Nome do funcionário que recebeu Frascos adequados Higiene Congelamento Identificação SE HOUVER ALGUMA INADEQUAÇÃO NO TIPO E CONDIÇÃO DE HIGIENE DE FRASCO OU NO ESTADO DE CONGELAMENTO DO LEITE, O ALIMENTO NÃO DEVE SER RECEBIDO. A DIREÇÃO DEVE CONSULTAR A FAMÍLIA PARA DIALOGAR SOBRE COMO SERÁ O ATENDIMENTO NESTE DIA. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 94 PLANILHA 12. HIGIENIZAÇÃO DE HORTIFRÚTIS MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 95 Procedimentos Operacionais Padronizados – POPs MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 96 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 1. CONTROLE DE SAÚDE DOS MANIPULADORES 1. Procedimento de rotina (admissão, demissão, acompanhamento) Responsável pela realização do procedimento: ____________________ Frequência: Na admissão/demissão do colaborador, e semestralmente 1. Encaminhar o colaborador ao local dos exames dentro do cronograma esperado. O serviço (avaliação clínica e análise de exames laboratoriais complementares) deve ser prestado por empresa especializada em medicina e segurança do trabalho; 2. Confirmar a realização de todos os exames junto à clínica e solicitar o envio dos resultados juntamente com o atestado de saúde ocupacional (ASO) preenchido pelo médico; 3. Verificar as informações contidas no ASO, bem como a aptidão do funcionário e a ausência de alterações nos exames complementares. 4. Arquivar uma via dos documentos na Unidade Educacional, caso estejam de acordo. - Em caso de inaptidão ou alterações nos exames complementares. 1. Tomar as providências indicadas pelo médico ou entrar em contato com a empresa para solicitar orientações; 2. Atentar-se ao afastamento do funcionário, caso seja necessário; 3. Reencaminhar o colaborador para novos exames após o período e tratamento recomendados; 4. Arquivar uma via dos documentos na Unidade Educacional, caso estejam de acordo. Exames laboratoriais exigidos pela PORTARIA 2619/SMS-G PMSP: coprocultura e coproparasitológico ASO deve constar a realização dos exames acima citados e conter as informações de aptidão ou não aptidão do colaborador para realizar as funções. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 97 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 1. CONTROLE DE SAÚDE DOS MANIPULADORES 2. Procedimento em casos de infecções, ferimentos ou lesões Responsável pela realização do procedimento: ____________________ Frequência: Quando necessário - Quando o manipulador apresentar: sinais e sintomas sugestivos de processos infecciosos, tais como vômitos, febre, diarreia, ou afecções buco-odontológicas, cutâneas ou do trato respiratório. 1. Comunicar à direção da Unidade Educacional antes de iniciar as atividades; 2. Transferir o manipulador para outra função que não envolva manipulação de alimentos; 3. Encaminhar o funcionário para avaliação médica. - Quando o manipulador apresentar: ferimentos, cortes e lesões nas mãos. 1. Transferir o funcionário para outra função que não envolva manipulação de alimentos; 2. Na total impossibilidade de transferir o manipulador para outra função, higienizar o ferimento e protegê-lo com curativo e coberturas apropriadas à prova d´água (dedeiras ou luvas de látex); 3. Trocar o curativo sempre que mudar de atividade. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 98 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 2. HIGIENE PESSOAL Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos Frequência: Diariamente 1. Ao chegar à Unidade Educacional, higienizar as mãos no banheiro/vestiário; 2. Ainda no banheiro/vestiário, colocar o uniforme completo; 3. Retirar todos os adornos como anéis (incluindo alianças), relógios, brincos, piercings, colares e pulseiras. Caso utilize maquiagem, retire cílios postiços e o excesso de produtos; 4. Armazenar adornos, bolsas/mochilas e todos os objetos pessoais como carteira, cigarro, celular,outra atividade que tenha contato direto ou indireto com o alimento. Também é considerado manipulador de alimentos o funcionário que participa diretamente da oferta de refeições para crianças e para qualquer pessoa que dependa de auxílio para ingestão de alimentos. Medida corretiva: é a ação tomada na causa de uma não conformidade encontrada, com o objetivo de eliminá-la e evitar a sua repetição. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO Nutricionista assessor: profissional habilitado e registrado no Conselho Regional de Nutrição, que acompanha, orienta e desenvolve ações para assegurar a qualidade da alimentação escolar nos Centros de Educação Infantil Parceiros. Per capita: quantidade do alimento cru, após a retirada das partes não comestíveis, estabelecida aos estudantes/ educandos, de acordo com a sua faixa etária. Perigo: agente microbiológico, químico ou físico que torna o alimento não seguro ao consumo. Porcionamento: quantidade de cada alimento preparado que deve ser servido aos estudantes/ educandos, de acordo com a sua faixa etária. Pragas urbanas: espécies de insetos ou animais que infestam os campos e cidades, provocando danos à saúde. Pré-preparo: etapa onde os alimentos sofrem operações preliminares de seleção, escolha, higienização, corte, fracionamento, moagem, tempero e/ou adição de outros ingredientes. Procedimento Operacional Padronizado - POP: procedimento escrito de forma objetiva, que estabelece instruções sequenciais para a realização de operações rotineiras na produção, armazenamento e transporte de alimentos, devendo conter monitoramento, avaliações, registro e manutenção dos mesmos. Produtos não perecíveis (estocáveis): alimentos/produtos alimentícios com baixo teor de água ou que apresentam características que proporcionam maior tempo de validade em comparação aos demais alimentos, sem necessidade de controle de temperatura específico para armazenamento. Produtos perecíveis: alimentos/produtos alimentícios que precisam de temperaturas especiais para sua conservação. Possuem quantidade elevada de água e deterioram rapidamente. PVPS (primeiro que vence, primeiro que sai): metodologia de organização de estoque na qual os produtos com prazos mais próximos ao vencimento devem ser os primeiros a serem utilizados, mesmo que suas entradas sejam posteriores a de lotes já em estoque. Rede parceira/ Unidade Educacional Parceira: espaços de educação infantil (0 a 6 anos) gerenciados pela Sociedade Civil, que propiciam o mesmo atendimento oferecido no CEI (centro de educação infantil) municipal, pautados na relação de complementaridade, cooperação e articulação da rede pública e privada. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO Resíduos: materiais a serem descartados, oriundos da produção de alimentos ou das demais atividades e áreas da unidade educacional. Restos alimentícios: alimentos já distribuídos ou ofertados ao consumidor ou aqueles que não foram expostos, mas foram mantidos fora das condições de tempo e temperatura recomendados pelo fabricante ou por este manual. Saneantes: substâncias ou preparações destinadas à higienização, desinfecção ou desinfestação em ambientes coletivos e públicos, em lugares de uso comum e no tratamento de água. Compreendem detergentes e seus congêneres, alvejantes, desinfetantes, água sanitária e desinfetante. Sanitizante: agente/produto que reduz o número de bactérias a níveis seguros de acordo com as normas de saúde. Segurança do alimento: controle adequado e gerenciamento dos contaminantes. Surto: episódio em que duas ou mais pessoas apresentam doença semelhante após ingerirem alimentos e/ou água da mesma origem. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO REFERÊNCIAS Decreto Municipal n°37.693 de 04/11/1998 Instrução Normativa MAPA nº22 de 24/11/2005 Instrução Normativa MAPA nº2 de 08/01/2018 Instrução Normativa MAPA nº1 de 15/04/2019 Instrução Normativa SME nº07 de 11/04/2019 Instrução Normativa SME nº08 de 11/04/2019 Instrução Normativa MS nº75 de 08/10/2020 Informativo Técnico SME/CODAE nº 15 de junho 2017 Informativo Técnico SME/CODAE nº 05 de março 2018 Informativo Técnico SME/CODAE nº 09 de julho 2018 Informativo Técnico SME/CODAE nº 06 de abril 2019 Lei Federal n° 6.514 de 22/12/1977 Lei Federal n° 8.078 de 11/09/1990 Lei Federal n°10.674 de 16/05/2003 Lei Federal n° 12.982 de 28/05/2014 Lei Municipal Nº 16.780, de 02/01/2018 Normas e padrões para Centros de Educação infantil com berçário março/2019 Orientação Normativa nº 01/2015 - Padrões Básicos de Qualidade na Educação Infantil Paulistana Portaria Federal n° 1.428/MS de 26/11/1993 Portaria Federal n° 24 de 29/12/1994 – Segurança e Medicina do Trabalho Portaria Estadual CVS-5 de 09/04/2013 MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO Portaria Municipal SMS-G n° 2.619 de 06/12/2011 Portaria Municipal SME nº 7.450 de 04/12/2015 Resolução RDC n° 13 de 02/01/2001 – ANVISA Resolução RDC n° 259 de 20/09/2002 – ANVISA Resolução RDC n° 275 de 21/10/2002 – ANVISA Resolução RDC n° 359 de 23/12/2003 – ANVISA Resolução RDC n° 360 de 23/12/2003 – ANVISA Resolução RDC n° 216 de 15/09/2004 – ANVISA Resolução RDC n° 26 de 02/07/2015 – ANVISA Resolução RDC n° 429 de 08/10/2020 – ANVISA Resolução SAA-24 de 01/08/1994 Resolução SAA-12 de 19/04/1995 Resolução SME/CME N°05 de 17/10/2019 MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO SUMÁRIO REQUISITOS SANITÁRIOS DOS EDIFÍCIOS .............................................................................................. 14 QUADRO 1. CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS DAS ÁREAS RELACIONADAS AO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO ....................................................................................................................................... 14 1. MANIPULADORES DE ALIMENTOS .................................................................................................. 16 1.1 UNIFORMES ...................................................................................................................................... 17 1.2 HIGIENE DAS MÃOS ........................................................................................................................ 18 1.3 FORMAÇÃO ...................................................................................................................................... 18 2. VISITANTES .............................................................................................................................................. 19 3. SEGURANÇA DO TRABALHO .............................................................................................................. 20 QUADRO 2. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL CONFORME UTILIZAÇÃO E MÉTODO DE HIGIENIZAÇÃO ....................................................................................................................................... 21 4. HIGIENE AMBIENTAL, DE EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS ................................... 23 4.1 ARMAZENAMENTO DOS PRODUTOS DE LIMPEZA .................................................................. 23 FIGURA 1. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA PRODUTOS DE LIMPEZA RETIRADOS DA EMBALAGEM ORIGINAL ............................................................................................... 24 4.2 CUIDADOS ESPECÍFICOS COM MATERIAIS DE LIMPEZA ....................................................... 24 4.2.1 SOLUÇÃO CLORADA/SANITIZANTE ...........................................................................................chaves em armários ou espaços específicos; 5. Proteger os cabelos com touca. Caso tenha cabelos compridos, primeiramente use elástico ou fivela para prendê-los; 6. Higienizar novamente as mãos ao entrar nos locais de trabalho (cozinha/lactário), utilizando a pia específica; 7. Retirar o uniforme sempre que retirar-se da Unidade Educacional. Não sentar-se ou encostar-se a locais impróprios (chão, degraus) utilizando o uniforme. LEMBRE-SE que é importante manter hábitos de higiene: Tomar banho diariamente; Escovar os dentes após cada refeição; Trocar de uniforme diariamente; Usar desodorante; Manter as unhas curtas, limpas e sem esmalte ou base; Manter os cabelos limpos; Se possuir barba ou bigode mantê-los aparados (durante as atividades, utilizar protetor facial descartável corretamente posicionado e trocado com frequência). MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 99 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos e demais funcionários envolvidos na distribuição das refeições Frequência: Toda vez que entrar na cozinha; após utilizar o sanitário; após tocar em alimentos crus ou não higienizados; após manusear materiais e produtos de limpeza; após recolher lixo e outros resíduos ou tocar a lixeira; após assoar o nariz, tossir, espirrar, fumar, etc.; após tocar em caixas, sapatos, sacarias, telefone, dinheiro, etc.; após coçar, tocar o rosto, cabelo e corpo; após cada troca de tarefa, antes de vestir as luvas descartáveis e sempre que necessário - Com a utilização de sabonete líquido, neutro, inodoro e produto antisséptico: 1. Molhar as mãos e antebraços com água em pia exclusiva para lavagem de mãos; 2. Aplicar o sabonete líquido, neutro, inodoro (sem perfume); 3. Esfregar bem as mãos. Atentar-se para as pontas dos dedos, dorso, polegar e área entre os dedos até o antebraço; 4. Enxaguar em água corrente; 5. Secar com papel toalha não reciclado; 6. Utilizar esse papel para o fechamento da torneira; 7. Aplicar produto antisséptico próprio para mãos; 8. Deixar secar naturalmente. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 100 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos e demais funcionários envolvidos na distribuição das refeições Frequência: Toda vez que entrar na cozinha; Após utilizar o sanitário; Após tocar em alimentos crus ou não higienizados; Após manusear materiais e produtos de limpeza; Após recolher lixo e outros resíduos ou tocar a lixeira; Após assoar o nariz, tossir, espirrar, fumar, etc.; Após tocar em caixas, sapatos, sacarias, telefone, dinheiro, etc.; Após coçar, tocar o rosto, cabelo e corpo; Após cada troca de tarefa, antes de vestir as luvas descartáveis e sempre que necessário - Com a utilização de sabonete antisséptico: 1. Molhar as mãos e antebraços com água em pia exclusiva para lavagem de mãos; 2. Aplicar o sabonete antisséptico; 3. Esfregar bem as mãos. Atentar-se para as pontas dos dedos, dorso, polegar e área entre os dedos até o antebraço; 4. Enxaguar em água corrente; 5. Secar com papel toalha não reciclado; 6. Utilizar esse papel para o fechamento da torneira. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 101 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 4. CONTROLE DE CAPACITAÇÃO DE MANIPULADORES Responsável pela realização do procedimento: Direção e nutricionista assessor Frequência: Semestral e sempre que necessário Os manipuladores de alimentos devem ser supervisionados rotineiramente e capacitados periodicamente em higiene pessoal, manipulação higiênica dos alimentos, doenças veiculadas por alimentos e demais temas pertinentes às atividades desenvolvidas. A capacitação deve ser comprovada mediante documentação. Portanto, sempre que houver alguma capacitação, preencher o Controle de Capacitação e Treinamento de Manipuladores para documentação. Para treinamentos realizados por CODAE, arquivar o certificado junto aos POPs e não preencher o quadro. Se não houver emissão de certificado, o quadro deve ser preenchido. Controle de Capacitação e Treinamento de Manipuladores Unidade Educacional: Data Local Carga Horária Palestrante /Instrutor Visto do Palestrante / Instrutor Conteúdos Abordados: Nome completo do Funcionário Visto do Funcionário Nome completo do Funcionário Visto do Funcionário 1. 5. 2. 6. 3. 7. 4. 8. Observações: Instruções: Registrar resumidamente em “conteúdos abordados” as orientações dadas aos colaboradores (correção na manipulação, preparações novas, reuniões semanais, textos lidos, etc.) MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 102 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos EPI necessários: Bota de borracha antiderrapante, luva de cano longo e avental de plástico Os colaboradores são responsáveis pela higiene ambiental e de mobiliário, conforme frequência e procedimentos descritos no quadro abaixo. O produto saneante, quando necessário, é utilizado na diluição e pelo tempo de contato estabelecidos pelo fabricante, conforme informações do quadro. Produto saneante utilizado para higiene ambiental e de mobiliário Produto Princípio Ativo Diluição Tempo de Contato FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Antes do início, a cada troca e ao final das atividades Bancadas e mesas de apoio 1. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja (exclusiva para limpeza); 2. Enxaguar; 3. Retirar o excesso de água utilizando rodo de pia ou pano descartável; 4. Desinfetar com álcool 70%; 5. Deixar secar naturalmente. Carrinho de transporte 1. Lavar com águae detergente, esfregando com esponja (parte macia - exclusiva para limpeza); 2. Enxaguar; 3. Retirar o excesso de água utilizando pano descartável; 4. Desinfetar com álcool 70%. 5. Deixar secar naturalmente. FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS A cada final de turno e sempre que necessário Pias, cubas, tanques e torneiras 1. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja (exclusiva para limpeza); 2. Lavar muito bem os ralos, cantos e junção da cuba com a bancada; 3. Enxaguar; 4. Deixar secar naturalmente. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 103 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Diariamente e sempre que necessário Pisos e rodapés 1. Retirar as sujidades com pano descartável úmido envolvido em vassoura ou rodo (não varrer a seco); 2. Lavar com água e detergente, esfregando com vassoura; 3. Lavar muito bem os cantos, rodapés e as áreas sob os equipamentos, bancadas e balcões; 4. Enxaguar; 5. Retirar o excesso de água utilizando rodo; 6. Realizar outro enxágue com solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante), retirando o excesso com rodo; 7. Deixar secar naturalmente ou utilizar pano limpo de tecido. Ralos e grelhas 1. Retirar as grelhas; 2. Retirar as sujidades com pano descartável úmido envolvido em vassoura ou rodo (não varrer a seco); 3. Lavar com água e detergente, esfregando com vassoura/escova (exclusiva para limpeza); 4. Enxaguar; 5. Realizar outro enxágue com solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante); 6. Recolocar as grelhas adequadamente nas canaletas e fechar os ralos; 7. Deixar secar naturalmente. Paredes (áreas próximas ao pré- preparo, preparo e distribuição) 1. Lavar com água e detergente, esfregando com vassoura ou esponja (exclusiva para limpeza); 2. Enxaguar; 3. Deixar secar naturalmente. Nota: Em caso de bolor, borrifar solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante), aguardar o tempo de contato indicado, enxaguar e deixar secar naturalmente. Lixeiras 1. Em local apropriado, fora da cozinha, remover o conteúdo do recipiente, retirando as sujidades; 2. Lavar partes interna e externa com água e detergente, esfregando com esponja/escova (exclusiva para lixeira); 3. Enxaguar e retirar o excesso de água virando a lixeira para baixo; 4. Borrifar solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante) e aguardar o tempo de contato; 5. Enxaguar; 6. Deixar secar naturalmente. FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Semanalmente e sempre que necessário Interruptores, tomadas, borrifadores, saboneteira e papeleira 1. Limpar com água e detergente, esfregando com esponja (exclusiva para limpeza). No caso das tomadas, cuidado para não molhar a parte interna; 2. Retirar o excesso de detergente utilizando pano descartável úmido; 3. Deixar secar naturalmente. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 104 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Semanalmente e sempre que necessário Portas 1. Limpar com água e detergente, esfregando com esponja (exclusiva para limpeza); 2. Enxaguar; 3. Deixar secar naturalmente ou utilizar o pano descartável. Prateleiras e armários 1. Retirar os itens armazenados e acondicioná-los em local adequado (não deixar em contato direto com o piso); 2. Remover as sujidades com auxílio de pano descartável; 3. Limpar com água e detergente, esfregando com esponja (exclusiva para limpeza); 4. Retirar o excesso de detergente utilizando pano descartável úmido; 5. Deixar secar naturalmente. Paredes (partes altas e paredes da despensa) 1. Lavar com água e detergente, esfregando com vassoura ou esponja (exclusiva para limpeza); 2. Enxaguar; 3. Deixar secar naturalmente. Nota: Em caso de bolor, borrifar solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante), aguardar o tempo de contato indicado, enxaguar e deixar secar naturalmente. FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Quinzenalmente e sempre que necessário Vidros e janelas 1. Lavar com água e detergente, esfregando com vassoura ou esponja (exclusiva para limpeza); 2. Enxaguar; 3. Remover o excesso de água com auxílio de esponja (exclusiva para limpeza); 4. Deixar secar naturalmente. Nota: Para vidros, após essa etapa, é permitido aplicar álcool. FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Mensalmente e sempre que necessário Telas milimétricas 1. Se possível, removê-las para a limpeza; 2. Lavar com água e detergente, esfregando com escova ou esponja (exclusiva para limpeza); 3. Enxaguar; 4. Deixar secar naturalmente; 5. Reinstalar. Teto 1. Limpar com água e detergente, esfregando com pano limpo de tecido e rodo, se necessário; 2. Remover o excesso de detergente utilizando pano descartável úmido; 3. Deixar secar naturalmente. Nota: Em caso de bolor, borrifar solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante), aguardar o tempo de contato indicado, enxaguar e deixar secar naturalmente. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 105 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Mensalmente e sempre que necessário Luminárias (parte externa) 1. Desligar a luz do local a ser higienizado; 2. Limpar com água e detergente, esfregando com esponja (parte macia) ou pano descartável; 3. Retirar o excesso de água e detergente com pano descartável úmido; 4. Deixar secar naturalmente. FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Trimestralmente e sempre que necessário Luminárias (parte interna) 1. Desligar a luz do local a ser higienizado; 2. Retirar as partes móveis (suporte externo e lâmpadas); 3. Lavar as partes móveis com água e detergente, esfregando esponja (exclusiva para limpeza); 4. Enxaguar e deixar secar naturalmente; 5. Limpar a parte fixa com água e detergente, esfregando com esponja (exclusiva para limpeza). Não molhar os soquetes e partes elétricas; 6. Remover o detergente com pano descartável úmido; 7. Recolocar as lâmpadas e as partes móveis. Nota: Realizar com o apoio da manutenção FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 106 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos EPI necessários: Luva de cano longo, avental de plástico e óculos de proteção (quando necessário) Os colaboradores são responsáveis pela higienização de equipamentos, conforme frequência e procedimentos descritos no quadro abaixo. O produto saneante, quando necessário, é utilizado na diluição e pelo tempo de contato estabelecidos pelo fabricante, conforme informações do quadro. Produto saneante utilizado para higienização de equipamentos Produto Princípio Ativo Diluição Tempo de Contato FREQUÊNCIAEQUIPAMENTO PROCEDIMENTOS Diariamente Termômetro mira laser 1. Desinfetar com álcool 70%; 2. Deixar secar naturalmente; 3. Guardar em local seco e protegido. FREQUÊNCIA EQUIPAMENTO PROCEDIMENTOS Diariamente ao início e término do uso Termômetro de haste 1. Lavar a haste com água e detergente, esfregando com esponja. Não molhar a parte do leitor/bateria; 2. Enxaguar cuidadosamente; 3. Desinfetar com álcool 70%; 4. Deixar secar naturalmente; 5. Guardar em local seco e protegido. Balança 1. Limpar com água e detergente, esfregando com esponja ou pano descartável. Não deixar entrar água no visor e nas pilhas/baterias; 2. Retirar o excesso de detergente com pano descartável úmido; 3. Desinfetar com álcool 70%; 4. Guardar em local seco e protegido. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 107 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS FREQUÊNCIA EQUIPAMENTO PROCEDIMENTOS Diariamente entre a medição de temperatura de diferentes alimentos Termômetro de haste 1. Retirar os resíduos de alimentos com pano descartável; 2. Desinfetar com álcool 70%; 3. Deixar secar naturalmente; 4. Medir a temperatura do próximo alimento. Nota: Iniciar a medida de temperatura, preferencialmente, pelos alimentos cozidos e depois dos crus. FREQUÊNCIA EQUIPAMENTO PROCEDIMENTOS Após cada uso ou quantas vezes forem necessárias Fogão 1. Retirar todas as partes móveis (queimadores, grelhas, cachimbos e registros); 2. Se os resíduos forem de difícil remoção, imergir as partes em água quente com detergente por alguns minutos; 3. Lavar as partes móveis e fixas com água e detergente, esfregando com esponja/fibraço; 4. Enxaguar as partes móveis; 5. Retirar o excesso de detergente das partes fixas com pano descartável úmido; 6. Recolocar as partes móveis; 7. Acender todos os queimadores para a completa secagem. Notas: Utilizar produto desincrustante (de acordo com a recomendação do fabricante) sempre que necessário. Forno 1. Retirar todas as partes móveis (grelhas); 2. Lavar as partes móveis com água e detergente, esfregando com esponja/fibraço; 3. Enxaguar; 4. Limpar as partes internas com água morna e detergente, esfregando com esponja/fibraço. Não jogar água na parte interna do equipamento; 5. Limpar as paredes externas com água e detergente, esfregando com esponja (parte macia) ou pano descartável; 6. Retirar o excesso de detergente com pano descartável úmido; 7. Recolocar as partes móveis; 8. Acender o forno por alguns minutos para completa secagem. Nota: Utilizar produto desincrustante (de acordo com a recomendação do fabricante) sempre que necessário. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 108 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS FREQUÊNCIA EQUIPAMENTO PROCEDIMENTOS Após cada uso ou quantas vezes forem necessárias Batedeira, liquidificador, processador, moedor de carnes, micro- ondas e extrator de suco 1. Desligar o equipamento da tomada; 2. Desmontá-lo, retirando as partes móveis; 3. Lavar as partes móveis com água e detergente, esfregando com esponja; 4. Enxaguar; 5. Desinfetar com álcool 70%; 6. Deixar secar naturalmente; 7. Limpar o equipamento e as partes fixas utilizando pano descartável úmido e detergente. Não deixar entrar água no motor; 8. Retirar o excesso de detergente com pano descartável úmido; 9. Secar com pano descartável; 10. Remontar o equipamento; 11. Manter em local seco e protegido. Balcão térmico Cubas: 1. Retirar os resíduos de alimentos; 2. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja; 3. Enxaguar; 4. Deixar secar naturalmente. Balcão: 1. Desligar o equipamento da tomada; 2. Escoar a água do balcão; 3. Retirar as sujidades utilizando esponja úmida; 4. Lavar as partes internas com água e detergente, esfregando com esponja; 5. Enxaguar e escoar a água; 6. Limpar a parte externa utilizando pano descartável úmido e detergente. 7. Retirar o excesso de detergente da parte externa com pano descartável úmido; 8. Limpar o registro de escoamento com pano descartável ou esponja úmida; 9. Deixar secar naturalmente ou usar pano descartável. Nota: A água do balcão térmico pode ser reaproveitada para limpeza ambiental. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 109 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Semanalmente e sempre que necessário Geladeira ou refrigerador 1. Retirar todos os alimentos e acondicioná-los em local adequado (outra geladeira ou freezer); 2. Desligar o equipamento da tomada; 3. Aguardar o descongelamento completo. Não utilizar faca ou outro objeto pontiagudo para a retirada do gelo ou sujidades das paredes. Partes móveis 1. Retirar as partes móveis (gavetas, prateleiras); 2. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja; 3. Enxaguar; 4. Deixar secar naturalmente. Partes internas 1. Limpar com água e detergente, esfregando com esponja. Limpar também a borracha de vedação; 2. Remover o detergente com pano descartável úmido; 3. Borrifar solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante) nas borrachas e aguardar o tempo de contato; 4. Enxaguar; 5. Deixar secar naturalmente. Partes externas 1. Limpar todos os lados do equipamento com água e detergente, esfregando com esponja (parte macia) ou pano descartável; 2. Remover o excesso de detergente com pano descartável úmido; 3. Deixar secar naturalmente. Montagem 1. Recolocar as partes móveis higienizadas; 2. Ligar e esperar meia hora antes de estocar os alimentos novamente. Nota: - Limpar caso caia/derrame qualquer alimento no interior. - Manter as portas constantemente fechadas e higienizadas. Coifa/exaustor (partes externas) 1. Lavar a parte externa com água e detergente, esfregando com esponja. 2. Lavar muito bem os cantos e dobra interna do chapéu; 3. Para exaustor, retirar as partes móveis e imergir em água quente com detergente por alguns minutos antes de esfregar com esponja/fibraço; 4. Enxaguar; 5. Secar com pano descartável. Nota: Utilizar produto desincrustante (de acordo com a recomendação do fabricante) sempre que necessário. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 110 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS FREQUÊNCIA LOCAL PROCEDIMENTOS Semanalmente e sempre que necessário Filtro de água 1. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja; 2. Enxaguar; 3. Secar com pano descartável. FREQUÊNCIA EQUIPAMENTO PROCEDIMENTOS Quinzenalmente e sempre que necessário Freezer 1. Retirar todos os alimentos e acondicioná-los em local adequado (outro freezer, congelador ou geladeira); 2. Desligar o equipamento da tomada; 3. Aguardar o descongelamento completo. Não utilizar faca ou outro objeto pontiagudo para a retirada do gelo ou sujidades dasparedes; Partes móveis 1. Retirar as partes móveis (grade, gavetas, prateleiras); 2. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja; 3. Enxaguar; 4. Deixar secar naturalmente. Partes internas 1. Limpar com água e detergente, esfregando com esponja. Limpar também a borracha de vedação; 2. Remover o excesso de detergente com pano descartável úmido; 3. Borrifar solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante) nas borrachas e aguardar o tempo de contato; 4. Enxaguar; 5. Deixar secar naturalmente. Partes externas 1. Limpar todos os lados do equipamento com água e detergente, esfregando com esponja (parte macia) ou pano descartável; 2. Remover o excesso de detergente com pano descartável úmido; 3. Deixar secar naturalmente. Montagem 1. Recolocar as partes móveis higienizadas; 2. Ligar e esperar meia hora antes de estocar os alimentos novamente. Nota: - Manter as portas constantemente fechadas e higienizadas. - A camada de gelo não pode ultrapassar 1 cm. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 111 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS FREQUÊNCIA EQUIPAMENTO PROCEDIMENTOS Semestralmente e sempre que necessário Filtros e ductos internos da coifa e exaustor Procedimentos realizados por empresa responsável FREQUÊNCIA EQUIPAMENTO PROCEDIMENTOS MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 112 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS 1. Utensílios de mesa e cozinha Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos Frequência: Após cada uso, sempre que mudar de preparação ou que for necessário EPI necessários: Luva de cano longo e avental de plástico Os colaboradores são responsáveis pela higienização de utensílios, conforme frequência e procedimentos descritos no quadro abaixo. O produto saneante, quando necessário, é utilizado na diluição e pelo tempo de contato estabelecidos pelo fabricante, conforme informações do quadro. Produto saneante utilizado para higienização de equipamentos Produto Princípio Ativo Diluição Tempo de Contato UTENSÍLIO PROCEDIMENTOS Utensílios de inox e alumínio (panelas, caldeirões, assadeiras, cubas, facas, conchas, pegadores, escumadeiras, bandejas e talheres de mesa) Utensílios de polipropileno ou plástico (jarras, canecas, pratos e cumbucas) Utensílios de vidro (pratos, canecas, copos para oferta de leite materno) 1. Retirar e desprezar os resíduos de alimentos no lixo; 2. Se necessário, deixar os utensílios em remolho com água quente e detergente por alguns minutos; 3. Lavar cada utensílio com água e detergente, esfregando com esponja; 4. Enxaguar em água corrente; 5. Repetir o processo caso permaneçam traços de gordura e sujidades. Secagem e Armazenamento 1. Posicionar os utensílios conforme descrição abaixo, preferencialmente: a) Panelas, caldeirões, assadeiras e cubas: deixar emborcados; b) Canecas e cumbucas: apoiar em escorredores próprios ou emborcar em “pirâmide” (exceto utensílios em vidro); c) Pratos e bandejas: colocar na posição vertical em escorredores; d) Talheres: colocar em escorredores com os cabos virados para cima; 2. Deixar secar naturalmente, de preferência. Se necessário, utilizar pano descartável limpo para finalizar a secagem; 3. Armazenar após completa secagem, em local seco e protegido. Notas: - Não emborcar os utensílios diretamente sobre a pia. - É permitido jogar água fervente ou borrifar álcool nos utensílios para acelerar a secagem. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 113 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS UTENSÍLIO PROCEDIMENTOS Panelas de pressão 1. Retirar e desprezar os resíduos de alimentos no lixo; 2. Separar todas as partes (tampa, anel de vedação e válvula de segurança); 3. Se necessário, deixar as partes em remolho com água quente e detergente por alguns minutos; 4. Lavar cada parte com água e detergente, esfregando com esponja. Lavar bem todos os cantos do anel de vedação; 5. Limpar o pino de saída de vapor da panela com o auxílio de uma haste limpadora de pinos; 5. Enxaguar em água corrente; 6. Repetir o processo caso permaneçam traços de gordura e sujidades; 7. Emborcar a panela e apoiar o anel de vedação numa superfície reta; 8. Deixar secar naturalmente; 9. Armazenar em local seco e protegido. Utensílios de altileno (tábuas de corte e pás remo) 1. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja; 2. Enxaguar em água corrente; 3. Imergir em solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante) em recipiente plástico e aguardar o tempo de contato; 4. Enxaguar em água corrente; 5. Deixar secar naturalmente; 6. Armazenar em local seco e protegido. Estrados plásticos, monoblocos e caixas plásticas 1. Retirar e desprezar os resíduos de alimentos no lixo; 2. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja/escova (exclusiva para esse fim). Lavar bem os cantos, vãos e recortes das caixas; 3. Enxaguar em água corrente; 4. Repetir o processo caso ainda haja sujidades; 5. Borrifar solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante), e aguardar o tempo de contato; 6. Enxaguar; 7. Deixar secar naturalmente; 8. Armazenar em local seco e protegido. Picador de legumes 1. Retirar e desprezar os resíduos de alimentos no lixo; 2. Lavar com água e detergente, esfregando com esponja/escova (exclusiva para esse fim); 3. Enxaguar em água corrente; 4. Repetir o processo ainda haja sujidades; 5. Borrifar solução clorada (preparada conforme instruções do fabricante) na placa plástica superior, e aguardar o tempo de contato; 6. Enxaguar; 7. Desinfetar com álcool 70% a lâmina na parte inferior; 8. Deixar secar naturalmente; 9. Guardar protegido em local seco. Escova de mamadeiras 1. Retirar as sujidades com água e detergente; 2. Imergir em solução clorada (preparada de acordo com as instruções do fabricante) e aguardar o tempo de contato; 3. Enxaguar; 4. Deixar secar naturalmente. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 114 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS 2. Mamadeiras, copos de transição e colheres dosadoras de leite materno Responsável pela realização do procedimento: Manipulador de alimentos responsável pelo lactário Frequência: Após cada uso e sempre que necessário EPI necessários: Luva de cano longo e avental de plástico - Desinfecção com produto com indicação para uso em lactário Produto Princípio Ativo Diluição Tempo de Contato 1 º P A S S O : L av a g e m Enxaguar em água corrente Preparar a solução desinfetante própria (de acordo com as instruções do fabricante) em dois recipientes plásticos Acomodar os frascos em um desses recipientes e as demais partes no outro Todas as partes dos utensílios devem estar completamenteimersas na solução Emborcar em escorredores próprios ou superfície seca e limpa para secagem Não utilizar panos e nem emborcar diretamente sobre a pia Lavar com água e detergente, esfregando com escovas específicas Lavar bem todos os cantos, inclusive virando os bicos pelo avesso Esvaziar o conteúdo e enxaguar para retirar resíduos Separar todas as partes (frascos, bicos, tampas, arruelas, etc.) Acondicionar em caixas plásticas tampadas de uso exclusivo Separar frascos das outras partes para armazenamento, preferencialmente 2 º P A S S O : D e si n fe c çã o 3 º P A S S O : G u a rd a Aguardar o tempo de contato Escorrer e enxaguar em água corrente MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 115 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS 2. Mamadeiras, copos de transição e colheres dosadoras de leite materno Responsável pela realização do procedimento: Manipulador de alimentos responsável pelo lactário Frequência: Após cada uso e sempre que necessário EPI necessários: Luva de cano longo e avental de plástico - Desinfecção a partir da fervura 1 º P A S S O : L av a g e m 2 º P A S S O : D e si n fe c çã o 3 º P A S S O : G u a rd a Enxaguar em água corrente Acomodar os frascos e outras partes em panelas separadas e cobrir com água Levar ao fogo Emborcar em escorredores próprios ou superfície seca e limpa para secagem Não utilizar panos e nem emborcar diretamente sobre a pia Lavar com água e detergente, esfregando com escovas específicas Lavar bem todos os cantos, inclusive virando os bicos pelo avesso Esvaziar o conteúdo e enxaguar para retirar resíduos Separar todas as partes (frascos, bicos, tampas, arruelas, etc.) Acondicionar em caixas plásticas tampadas de uso exclusivo Separar frascos das outras partes para armazenamento, preferencialmente Após o início da fervura, aguardar 15 minutos com o fogo ligado Retirar todas as partes dos utensílios com uma pinça Escorrer cuidadosamente a água MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 116 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 8. HIGIENIZAÇÃO DE ALIMENTOS 1. Hortifrútis que necessitam de desinfecção (verduras e legumes que serão servidos crus, e frutas que serão servidas com casca) Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos Frequência: Imediatamente antes do uso EPI necessários: Avental plástico Produto Princípio Ativo Diluição Tempo de Contato Preparar a solução clorada (de acordo com as instruções do fabricante) em um recipiente plástico Acomodar os alimentos no recipiente Todas as partes dos alimentos devem permanecer totalmente imersas na solução Aguardar o tempo de contato e desprezar a solução Lavar em água corrente: legume por legume, fruta por fruta, ou folha por folha Esfregar levemente com as mãos todos os lados Selecionar e desprezar as partes não aproveitáveis das verduras (folhas amareladas, pretas, murchas, etc.), legumes e frutas Enxaguar os alimentos em água corrente Cortar e fatiar conforme desejado, utilizando luvas descartáveis MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 117 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 8. HIGIENIZAÇÃO DE ALIMENTOS 2. Hortifrútis que não necessitam desinfecção (verduras e legumes que serão cozidos, e frutas que serão servidas sem casca ou utilizadas no preparo de sucos) Responsável: Todos os manipuladores de alimentos Frequência: Imediatamente antes do uso EPI necessários: Avental plástico Obs. Para as bananas, antes do fluxo acima: retirar cada unidade da penca com o auxílio de uma faca. * no caso do repolho: cortar em 4 partes antes da desinfecção. Lavar em água corrente: legume por legume, fruta por fruta, ou folha por folha * Esfregar levemente com as mãos os dois lados Selecionar e desprezar as partes não aproveitáveis das verduras (folhas amareladas, pretas, murchas, etc.), legumes e frutas Descascar, cortar, fatiar conforme desejado Seguir a preparação (suco ou cozimento) MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 118 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 8. HIGIENIZAÇÃO DE ALIMENTOS 3. Ovos Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos Frequência: Imediatamente antes do uso EPI necessários: Avental plástico Lavar apenas em água os ovos que apresentarem sujidades nas cascas Esfregar levemente com os dedos Descartar os ovos em que não foi possível retirar as sujidades Quebrar um a um, quando necessário, e seguir com o preparo Desprezar as unidades com casca rachada ou quebrada Verificar a integridade da casca dos ovos que serão utilizados MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 119 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 9. CONTROLE DE POTABILIDADE DA ÁGUA 1. Controle da qualidade da água Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos Frequência: Diariamente 1. Abrir a torneira da cozinha; 2. Verificar se a água não apresenta alterações sensoriais (sabor, cor e odor); 3. Proceder as atividades normalmente, caso não sejam observadas alterações. - Caso sejam observadas alterações na água 1. Não utilizar a água para consumo, preparação de alimentos e higienização de utensílios; 2. Comunicar imediatamente a direção da UE; 3. A direção deve: 3.1 Adquirir água mineral natural sem gás, acondicionada em galões em material PET com as informações de procedência, data de fabricação e validade, para consumo e preparo da alimentação e higienização. 3.2 Comunicar a Supervisão Escolar; 3.3 Verificar se o serviço de limpeza de caixa d´água está dentro da garantia; 3.4 Providenciar a coleta de amostra da água com a empresa executora do serviço de limpeza da caixa d´água, a qual encaminhará para análise; 3.4 Providenciar a nova higienização da caixa d´água e demais providências cabíveis com a empresa executora. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 120 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 9. CONTROLE DE POTABILIDADE DA ÁGUA 2. Troca do elementofiltrante Responsável pela realização do procedimento: Direção / equipe de manutenção Frequência: De acordo com a orientação do fabricante 1. Proceder com a troca do elemento filtrante conforme a orientação do fabricante; 2. Identificar o filtro com o nome do responsável pela troca, a data de execução do serviço e a data prevista para a próxima troca; 3. Registrar as datas na planilha de cronograma da troca do elemento filtrante. Cronograma de troca do elemento filtrante Unidade Educacional: Local do filtro Data Responsável pela troca Visto do Funcionário Vencimento Troca Instruções: Responsável pela troca do elemento filtrante: nome do responsável pela troca. Data vencimento: Data que o filtro vence, com base na orientação do fabricante e data do último procedimento. Data troca: Data em que foi realizada a última troca. Identificação no filtro: Nome de quem realizou a troca Data da troca do elemento filtrante Data da próxima troca do elemento filtrante MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 121 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 9. CONTROLE DE POTABILIDADE DA ÁGUA 3. Limpeza do reservatório d´água Responsável pela realização do procedimento: _____________________ Frequência: Semestralmente, na instalação e na ocorrência de acidentes que possam contaminar a água 1. Selecionar empresa especializada que apresente o registro obrigatório em Conselho Regional de Química, além de profissional com registro como Responsável Técnico (ART) junto ao mesmo Conselho; 2. Agendar o serviço dentro do cronograma previsto; 3. Acompanhar a execução do serviço pela empresa na UE; 4. Solicitar à empresa o certificado de execução e verificar se o documento foi preenchido com todas as informações necessárias; 5. Anotar a data da higienização da caixa d’água na planilha de controle. Informações que devem constar no certificado de execução: Nome e CNPJ da empresa contratada Data da higienização Quantidade e capacidade (volume) de reservatórios higienizados Descrição do método de higienização Identificação do produto e princípio ativo utilizados Concentração e tempo de contato dos agentes químicos MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 122 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 9. CONTROLE DE POTABILIDADE DA ÁGUA Cronograma de higienização do reservatório d´água Unidade Educacional: Procedência da água: ( ) Rede pública ( ) Poços Artesianos/ Semi-artesianos ( ) Comprada de terceiros Higienização realizada por: ( ) Empresa especializada ( ) Unidade Educacional Responsável pela higienização Data Visto do Funcionário Observações (se necessário) Vencimento Execução Instruções: Responsável pela higienização: nome da empresa/funcionário responsável pela execução. Data vencimento: Datar 6 meses após a data da última execução. Data execução: Data em que o serviço foi realizado pela última vez. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 123 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 10. CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS E VETORES 1. Medidas preventivas Responsável pela realização do procedimento: Todos os manipuladores de alimentos Frequência: Diariamente 1. Manter a cozinha/lactário e despensa livre de resíduos de alimentos, realizando a higiene do ambiente, equipamentos e utensílios, conforme os POPs específicos; 2. Manter os ralos livres de resíduos e fechados quando fora de uso (escamoteável ou com vedação externa); 3. Manter sempre fechadas as portas de acesso à cozinha, janelas e guichês de distribuição durante a realização das atividades; 4. Manter as lixeiras sempre tampadas, sem acúmulo de resíduos; 5. Receber alimentos em área coberta, preferencialmente, fora das áreas de manipulação de alimentos (cozinha, lactário ou despensa); 6. Transferir hortifrútis da caixa plástica do fornecedor para caixas plásticas limpas da UE, sempre que possível; 7. Atentar para embalagens violadas ou abertas, evitando vazamento de produto; 8. Manter as caixas de papelão na despensa somente enquanto estiverem lacradas. Após abertas, os alimentos devem ser transferidos para outro recipiente ou prateleiras; 9. Não permitir a permanência ou entrada de caixas de madeiras na cozinha, lactário e despensa; 10. Monitorar com frequência a presença de insetos e roedores. No caso de qualquer sinal de roedura, fezes, trilhas, pegadas e ninhos de roedores, notificar a direção da UE para providências. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 124 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 10. CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS E VETORES 2. Medidas preventivas Responsável pela realização do procedimento: Direção Frequência: Diariamente e sempre que necessário 1. Verificar se as medidas preventivas para o controle de vetores e pragas estão sendo realizadas pelos manipuladores de alimentos; 2. Instalar telas milimétricas (2 mm), preferencialmente removíveis para possibilitar a limpeza, nas janelas, saída de coifa ou exaustor, e demais aberturas da cozinha/lactário e despensa. Realizar o reparo ou troca quando danificadas; 3. Instalar porta telada na porta de acesso à cozinha, quando for necessário, para garantir o conforto térmico do ambiente; 5. Instalar proteção inferior (rodapé vedante) nas portas da cozinha/lactário e despensa e manter bem encaixada e ajustada ao piso; 6. Garantir o ajuste adequado dos batentes às portas, sem a formação de vãos; 7. Instalar ralos escamoteáveis e com sistema de fechamento na cozinha/lactário. Providenciar reparos nos ralos que estiverem danificados; 8. Realizar a manutenção de azulejos mal assentados, quebrados e não rejuntados na cozinha/despensa/lactário e refeitório; 9. Manter disjuntores, interruptores e tomadas protegidos e ajustados nos espelhos; 10. Manter o entorno livre de materiais em desuso, entulho, mato não aparado e outros materiais que possam servir de abrigo a animais e vetores; 11. Verificar se mobiliários encontram-se livres de infestação por cupim, broca e outras pragas; 12. Instalar barreiras físicas no balcão de distribuição ou no refeitório, em casos de cozinha sem isolamento total com refeitório (cozinha americana); 13. Manter as lixeiras dos refeitórios em bom estado de conservação, sempre tampadas e sem acúmulo de resíduos; 14. Implementar barreiras físicas no refeitório, sempre que necessário, para evitar presença de insetos, pombos e outros animais. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 125 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 10. CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS E VETORES 3. Para infestações (medidas corretivas): desinsetização e desratização Responsável pela realização do procedimento: _____________________ 1. Comunicar a Supervisão Escolar para que esta encaminhe a ocorrência à Supervisão Técnica de Saúde da Unidade Básica de Saúde da região, e consequentemente à Unidade de Vigilância em Saúde (SUVIS); 2. Acompanhar a vistoria da SUVIS e seguir as orientações fornecidas; 3. Rever e reforçar as medidas preventivas necessárias. - Caso seja realizado controle químico 1. Selecionar empresa especializada com licenciamento junto à autoridade sanitária e ambiental competente. A empresa deve utilizar somente produtos saneantes desinfestantes registrados pela ANVISA, possuir responsável técnico habilitado e fornecer comprovante de execução de serviço; 2. Solicitar orientação para os procedimentos de desinsetização e desratização. Na ausência de orientação, seguir os procedimentos abaixo: 2.1 Proteger os alimentos e utensílios, guardando-os em recipientes com tampa ou cobrindo com plásticos, distantes do piso e em local protegido; 2.2 Após a aplicação e o tempo de espera, higienizar ambiente, mobiliários, equipamentos e todos os utensílios, inclusive aqueles que permaneceram protegidos, conforme os POPs específicos; 2.3 Manter o ambiente arejado durante a higienização; 2.4 Higienizar as embalagens dos alimentos antes de retorná-las às prateleiras; 2.5 Desprezar produtos que possam ter se contaminado: embalagem violada, cheiro forte de veneno, etc. Não há periodicidade definida Realizar sempre que SUVIS ou a empresa controladora de pragas definirem a necessidade As técnicas de controle, a indicação de uso de produtos químicos e a disposição de armadilhas e iscas são de responsabilidade da empresa controladora de pragas urbanas MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 126 DATA: _____ / _____ / __________ ___________________________________________ Assinatura e carimbo do responsável pela Unidade Escolar POP 11. CONTROLE DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CALIBRAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Responsável pela realização do procedimento: Direção e técnico de manutenção Frequência: Diariamente . .A equipe de cozinha monitora o funcionamento dos equipamentos. A direção aciona periodicamente um técnico de manutenção para avaliação técnica dos equipamentos. Em caso de falhas ou sinais de mau funcionamento, a direção é acionada para providências. A calibração dos termômetros e balanças é realizada anualmente, ou conforme as orientações do fabricante. Os certificados de calibração ficam disponíveis na UE para verificação. As datas de manutenção preventiva e calibração dos equipamentos são registradas no “Controle de manutenção preventiva e calibração” para verificação das autoridades sanitárias. Cronograma de manutenção preventiva e calibração de equipamentos Unidade Educacional: Equipamento Data Responsável Observações (se necessário) Realização Próxima execução25 FIGURA 2. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA SOLUÇÃO CLORADA/ SANITI . 25 4.2.2 ÁLCOOL 70º INPM ............................................................................................................................ 25 4.2.3 ESPONJAS E ESCOVAS .................................................................................................................... 25 4.2.4 PANOS DESCARTÁVEIS ................................................................................................................. 26 4.3 HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIOS................................................................................. 26 4.4 HIGIENE DE EQUIPAMENTOS ....................................................................................................... 27 4.5 HIGIENE DE UTENSÍLIOS ............................................................................................................... 27 4.6 UTENSÍLIOS PARA CONSUMO DE ÁGUA DURANTE O INTERVALO DAS REFEIÇÕES ...... 28 5. PRODUTOS ADQUIRIDOS PELA MANTENEDORA E/OU RECEBIDOS DE DOAÇÃO ............ 29 5.1 ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS E PÃES ........................................................................................ 29 5.2 HORTIFRÚTIS ................................................................................................................................... 30 5.3 CARNES, OVOS E LATICÍNIOS ...................................................................................................... 30 5.4 SANEANTES E PRODUTOS DE LIMPEZA E HIGIENE ................................................................. 31 6. RECEBIMENTO ....................................................................................................................................... 33 FIGURA 2. FLUXO DE ATIVIDADES NO RECEBIMENTO DE PRODUTOS ........................................... 33 6.1 ENTREGA .......................................................................................................................................... 33 6.2 PROCEDIMENTOS IMPORTANTES ............................................................................................... 34 6.3 CONFERÊNCIA ................................................................................................................................. 34 QUADRO 3. CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS E TEMPERATURA DOS PRODUTOS PARA RECEBIMENTO .............................................................................................................................................. 35 7. ARMAZENAMENTO ............................................................................................................................... 38 7.1 DESPENSA ......................................................................................................................................... 38 7.1.1 IDENTIFICAÇÃO DE VALIDADES ................................................................................................. 39 7.1.2 CONTROLE DE ESTOQUE ............................................................................................................... 39 7.2 ARMAZENAMENTO EM TEMPERATURA CONTROLADA ....................................................... 40 QUADRO 4. METODOLOGIA PARA AFERIÇÃO DE TEMPERATURA DE EQUIPAMENTOS ............. 41 QUADRO 5. CRITÉRIOS DE TEMPERATURA PARA EQUIPAMENTOS DE REFRIGERAÇÃO, SEGUNDO TIPOS DE ALIMENTO ARMAZENADO ................................................................................... 42 MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 7.3 DESCARTÁVEIS ............................................................................................................................... 42 7.4 ALIMENTOS QUE NÃO PERTENCEM À ALIMENTAÇÃO ESCOLAR ....................................... 43 7.5 IDENTIFICAÇÃO DE PRODUTOS .................................................................................................. 43 FIGURA 3. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA ALIMENTOS ABERTOS MANTIDOS NA EMBALAGEM ORIGINAL ................................................................................................. 43 FIGURA 4. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA ALIMENTOS RETIRADOS DA EMBALAGEM ORIGINAL ............................................................................................................................. 44 FIGURA 5. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA ALIMENTOS MANIPULADOS .. 44 FIGURA 6. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA CARNES EM DESCONGELAMENTO ................................................................................................................................ 44 7.6 PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA O CONSUMO ............................................................................ 45 FIGURA 7. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA O CONSUMO ................................................................................................................................................. 45 8. PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO ...................................................................................................... 46 8.1 CARDÁPIO ......................................................................................................................................... 46 8.2 RECURSOS DISPONÍVEIS ............................................................................................................... 46 8.3 DISTRIBUIÇÃO E ORGANIZAÇÃO DAS TAREFAS ..................................................................... 47 8.4 ALIMENTAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS ........................................................................................... 47 9. PRÉ-PREPARO ......................................................................................................................................... 48 9.1 ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS ..................................................................................................... 48 9.1.1 CEREAIS (ARROZ, ARROZ INTEGRAL, CANJICA ENTRE OUTROS) ....................................... 48 9.1.2 LEGUMINOSAS (FEIJÕES, GRÃO DE BICO, ERVILHA, ENTRE OUTROS) .............................. 49 9.2 HORTIFRÚTIS ................................................................................................................................... 49 9.2.1 ERVAS FRESCAS (SALSINHA, CEBOLINHA, COENTRO, ETC.) ............................................... 50 9.2.2 TEMPERO PREPARADO .................................................................................................................. 50 9.3 OVOS .................................................................................................................................................. 50 9.4 CARNES ............................................................................................................................................. 50 9.4.1 DESCONGELAMENTO .................................................................................................................... 50 9.4.2 CORTE E TEMPERO ......................................................................................................................... 51 9.5 DIETA ESPECIAL .............................................................................................................................. 51 9.6 VALIDADE DE PRODUTOS PRÉ-PREPARADOS ......................................................................... 51 QUADRO 6. CRITÉRIOS DE VALIDADE PARA ALIMENTOS PRÉ-PREPARADOS NA UE .................. 52 10. PREPARO .............................................................................................................................................. 53 10.1 LUVAS DESCARTÁVEIS ................................................................................................................. 54 10.2 CUIDADOS ESPECÍFICOS NO PREPARO DE ALIMENTOS ........................................................ 54 10.2.1 PRODUTOS RECONSTITUÍDOS................................................................................................. 54 10.2.2 HORTIFRÚTIS ............................................................................................................................... 55 10.2.3 OVOS .............................................................................................................................................. 55 10.2.4 CARNES ......................................................................................................................................... 55 10.2.5 DOCES ............................................................................................................................................ 55 10.2.6 DIETA ESPECIAL ......................................................................................................................... 56 QUADRO 7. CRITÉRIOS DE VALIDADE PARA ALIMENTOS PREPARADOS NA UE .......................... 56 11. DISTRIBUIÇÃO .................................................................................................................................... 57 11.1 UTILIZAÇÃO DE BALCÃO TÉRMICO ........................................................................................... 58 11.2 CONTROLE DE TEMPO E TEMPERATURA .................................................................................. 59 FIGURA 8. FLUXO DE CONTROLE DE TEMPO E TEMPERATURA DE ALIMENTOS SERVIDOS QUENTES ....................................................................................................................................................... 60 11.3 COLETA E GUARDA DE AMOSTRA DOS ALIMENTOS.............................................................. 61 FIGURA 9. FLUXO DE COLETA DE AMOSTRAS .................................................................................... 62 MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 11.3.1 CONSERVAÇÃO E DESCARTE DE AMOSTRAS ...................................................................... 62 QUADRO 8. DATAS DE COLETA E DESCARTE DE AMOSTRA .............................................................. 63 11.4 RASTREABILIDADE DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS ................................................... 63 FIGURA 10. CARTAZ ORIENTATIVO SOBRE COLETA DE AMOSTRA X PLANILHA DE RASTREABILIDADE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS ...................................................................... 64 11.5 RASTREABILIDADE DE ALIMENTOS DA DIETA ESPECIAL .................................................... 65 FIGURA 11. CARTAZ ORIENTATIVO SOBRE COLETA DE AMOSTRA X PLANILHA DE RASTREABILIDADE DIETA ESPECIAL .................................................................................................... 66 11.1 DEVOLUÇÃO E SOBRAS ................................................................................................................. 67 12. NORMAS E CRITÉRIOS PARA LACTÁRIO E PARA A ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS DE 0 A 1 ANO ............................................................................................................................................................ 68 12.1 LEITE MATERNO ............................................................................................................................. 69 12.1.1 RECEBIMENTO DO LEITE MATERNO ...................................................................................... 69 12.1.2 ARMAZENAMENTO DO LEITE MATERNO ............................................................................. 70 12.1.3 MANUSEIO DO LEITE MATERNO ............................................................................................. 70 FIGURA 12. FLUXO PARA O DESCONGELAMENTO DO LEITE MATERNO ..................................... 70 .......................................................................................................................................................................... 70 12.1.4 DISTRIBUIÇÃO DO LEITE MATERNO ...................................................................................... 70 12.2 FÓRMULAS INFANTIS .................................................................................................................... 71 12.3 REFEIÇÕES ........................................................................................................................................ 72 12.3.1 REFEIÇÃO PRINCIPAL ................................................................................................................ 72 12.3.2 DIETAS ESPECIAIS ...................................................................................................................... 73 12.4 DISTRIBUIÇÃO ................................................................................................................................. 73 13. MANEJO DE RESÍDUOS .................................................................................................................... 74 14. CONTROLE DE POTABILIDADE DA ÁGUA ................................................................................. 76 15. DESABASTECIMENTO DE ÁGUA ................................................................................................... 77 16. CONTROLE INTEGRADO DE VETORES E PRAGAS URBANAS.............................................. 78 17. MANUTENÇÃO E CALIBRAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ............................................................ 79 18. USO RACIONAL DA ÁGUA ............................................................................................................... 80 19. RELATÓRIO DE VISITA E CHECK LIST ....................................................................................... 81 PLANILHAS ....................................................................................................................................................... 82 PLANILHA 1. ESCALA DE HIGIENIZAÇÃO ............................................................................................... 83 PLANILHA 2. CONTROLE DE TEMPERATURA DE RECEBIMENTO DE ALIMENTOS ....................... 84 PLANILHA 3. MODELO DE CONTROLE DIÁRIO DE ESTOQUE PARA ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS.................................................................................................................................................... 85 PLANILHA 4. CONTROLE DE TEMPERATURA DO BALCÃO TÉRMICO .............................................. 86 PLANILHA 5. CONTROLE DE TEMPERATURA DO REFRIGERADOR ............................................... 87 PLANILHA 6. CONTROLE DE TEMPERATURA DO FREEZER ............................................................ 88 PLANILHA 7. CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS DISTRIBUÍDOS NO DESJEJUM E LANCHE .......................................................................................................................................................... 89 PLANILHA 8. CONTROLE DE TEMPERATURA DE ALIMENTOS DISTRIBUÍDOS NO ALMOÇO E REFEIÇÃO DA TARDE ................................................................................................................................. 90 PLANILHA 9. RASTREABILIDADE DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS ....................................... 91 PLANILHA 10. RASTREABILIDADE DE DIETA ESPECIAL ................................................................... 92 PLANILHA 11. RECEBIMENTO DE LEITE MATERNO ........................................................................... 93 PLANILHA 12. HIGIENIZAÇÃO DE HORTIFRÚTIS ................................................................................. 94 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRONIZADOS – POPS ............................................................ 95 MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 14 REQUISITOS SANITÁRIOS DOS EDIFÍCIOS QUADRO 1. CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS DAS ÁREAS RELACIONADAS AO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO ESTRUTURA CARACTERÍSTICAS CozinhaLactário Despensa MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 15 ESTRUTURA CARACTERÍSTICAS Refeitório Área para guarda de botijões de gás Área de recebimento de alimentos Área de armazenamento de resíduos Área para armazenamento dos produtos de limpeza MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 16 1. MANIPULADORES DE ALIMENTOS O manipulador de alimentos, por estar em contato direto com os alimentos, não pode apresentar sintomas de doenças infectocontagiosas ou transmissíveis. Para assegurar que todos os colaboradores estejam aptos à manipulação de alimentos e para prevenir problemas de saúde decorrentes da atividade profissional, é realizado o controle de saúde, conforme as diretrizes do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO – Ministério do Trabalho) e da norma regulamentadora vigente. Adicionalmente aos exames solicitados pelo PCMSO são exigidos pela Portaria SMS-G n° 2.619 os exames de coprocultura e coproparasitológico. Os exames são realizados na admissão do funcionário, semestralmente em atividade, na demissão, no retorno ao trabalho (em caso de afastamento) e na mudança de função, conforme o POP 1. CONTROLE DE SAÚDE DOS MANIPULADORES DE ALIMENTOS. A partir dos exames são emitidos atestados de saúde ocupacional (ASO) de cada funcionário, os quais permanecem - via original ou cópia- na EU, à disposição das autoridades sanitárias. Além dos exames, diariamente são observadas as condições de saúde, hábitos de higiene pessoal e conduta dos manipuladores. Não é permitida a manipulação de alimentos na presença de sinais e sintomas sugestivos de processos infecciosos, tais como vômitos, febre, diarreia, afecções buco- odontológicas, infecções gastrintestinais, do trato respiratório e cutâneo. O manipulador que se apresentar nessas condições é afastado para outras funções e encaminhado para a avaliação médica. Também não é permitida a manipulação de alimentos ou superfícies que entram em contato com alimentos por colaborador que apresente cortes ou lesões abertas. As lesões são efetivamente protegidas por cobertura à prova d'água (luva ou dedeira). Os manipuladores são responsáveis pela prática diária de higiene pessoal, como tomar banho diariamente, escovar os dentes após cada refeição, trocar de uniforme diariamente, usar desodorante, manter as unhas curtas, limpas e sem esmalte ou base, manter os cabelos limpos e, se possuir barba ou bigode, mantê-los aparados, conforme descrição no POP 2. HIGIENE PESSOAL DO MANIPULADOR. Atentam-se, ainda, à higiene das mãos, conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 17 MÃOS e outras condutas, a fim de evitar a contaminação dos alimentos, segundo descrição abaixo: É proibido cantar, assobiar, tossir, espirrar, enxugar o suor, tocar o próprio cabelo ou corpo, ou dos outros manipuladores; É proibido fumar ou manipular dinheiro; Não é permitido mascar goma ou chupar bala; Falar o mínimo possível, sempre distante dos alimentos; Degustar apenas com a utilização de talheres e lavá-los para novo uso; Fazer uso apenas de utensílios e equipamentos limpos; A troca de uniformes é feita em vestiário ou local próprio para a troca. 1.1 UNIFORMES Os uniformes são constituídos por: camiseta de manga curta, camisetas ou blusas de mangas compridas para dias frios, calça, calçado fechado e antiderrapante, avental de tecido sem bolsos acima da cintura e touca para os cabelos. O uso de bota de borracha é indicado somente para a higienização de áreas e outras atividades que envolvam grandes quantidades de água. O uniforme é de uso exclusivo no local de trabalho. São adotadas as seguintes orientações para uso do uniforme: É proibido sentar ou deitar no chão; Conservar os uniformes em bom estado, sem rasgos e manchas; Mantê-los limpos e completos; Trocá-los diariamente (se necessário, mais de uma vez ao dia); Manter calçados limpos e conservados; Não utilizar sacos plásticos para a proteção dos uniformes; É proibido lavar qualquer peça de uniforme dentro da área de manipulação; Não é permitido carregar no uniforme: celulares, cigarros, isqueiros, canetas, carteiras, lápis, batons, relógios, crachás ou outros objetos. Estes pertences devem ser armazenados em local próprio para a guarda de pertences pessoais. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 18 1.2 HIGIENE DAS MÃOS Para a correta higienização das mãos a UE disponibiliza sabonete líquido neutro e inodoro, produto antisséptico próprio para este fim regularizado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e papel toalha não reciclado de cor branca ou clara. O sabonete líquido neutro e inodoro pode ser substituído por sabonete líquido neutro antisséptico. Todos os produtos são mantidos acondicionados adequadamente. O procedimento é realizado em pia ou cuba destinada exclusivamente para essa atividade. O descarte do papel toalha é realizado sem contato manual, em lixeira mantida próximo à pia de lavagem. Os manipuladores se atentam à higiene das mãos conforme o POP 3. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. A UE mantém afixado um cartaz de sinalização, em locais estratégicos e de forma visível, contendo o procedimento correto de higienização das mãos, garantindo que todos os funcionários sigam as orientações. Observação: A saboneteira e o porta papel são higienizados adequadamente antes de serem abastecidos. 1.3 FORMAÇÃO Todos os funcionários recebem formação compatível com suas funções, desde a admissão e integração à UE. O Programa de Formação tem periodicidade semestral (conforme Instrução Normativa nº 20/2019), com o treinamento em boas práticas na manipulação de alimentos, alimentação de crianças menores de 01 ano e uso do lactário, técnicas culinárias e demais temáticas pertinentes. Sempre que necessário é aplicado treinamento prático na própria UE e a cada visita da supervisão da área (nutricionista assessor e nutricionista da CODAE) são realizadas orientações de rotina e ações corretivas. As formações realizadas para os manipuladores de alimentos são registradas no POP 4. CONTROLE DE CAPACITAÇÃO DE MANIPULADORES. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 19 2. VISITANTES As pessoas que não são manipuladores de alimentos são consideradas visitantes (direção e funcionários da UE, supervisão, fiscalização, entregadores de mercadoria, manutenção, entre outros). Quando necessitarem adentrar, conhecer ou utilizar a cozinha por qualquer motivo devem utilizar aventais e toucas disponíveis na UE. O nutricionista assessor utiliza jaleco e touca protetora de cabelos durante as suas visitas. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 20 3. SEGURANÇA DO TRABALHO Os manipuladores de alimentos são expostos a vários agentes de risco durante a jornada de trabalho, os quais podem levar a lesões. O conjunto de medidas que são adotadas com o objetivo de evitar a ocorrência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais é denominado segurança do trabalho. A UE fornece para cada um dos funcionários, equipamentos de proteção individual (EPI) que atendem às normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho. Esses equipamentos devem possuir o certificado de aprovação – CA, expedido pelo órgão nacional competente. O uso dos EPI e as normas de segurança do trabalho são orientados pela direção da UE e/ou nutricionista assessor, conforme a legislaçãovigente. A substituição dos EPI é feita sempre que necessário. Cabe ao manipulador: Usar o EPI indicado para a finalidade a que se destina; Responsabilizar-se pela guarda e conservação do equipamento; Responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica; Comunicar à direção da UE qualquer irregularidade ou situação que torne impróprio o uso do equipamento. Os EPIs são mantidos limpos e em bom estado de conservação. Ficam disponíveis para os funcionários em local de fácil acesso. Não é realizada a higienização nas dependências da cozinha, despensa ou lactário, exceto para luva de malha de aço. Os EPIs, as atividades para as quais se indica a sua utilização na UE, a periodicidade e as etapas de higienização são descritas no Quadro 2. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL CONFORME UTILIZAÇÃO E MÉTODO DE HIGIENIZAÇÃO. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 21 QUADRO 2. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL CONFORME UTILIZAÇÃO E MÉTODO DE HIGIENIZAÇÃO EPI UTILIZAÇÃO PERIODICIDADE DE HIGIENIZAÇÃO PROCEDIMENTO DE HIGIENIZAÇÃO Avental de PVC - Atividades nas quais haja grande quantidade de água; - Etapas de higienização de áreas, equipamentos, utensílios e de vegetais; - Manipulação de pescados e carnes cruas, e de outros alimentos que possam contaminar os uniformes. Nota: É vedada sua utilização próxima às fontes de calor. Diário e conforme necessidade 1. Lavar com água e detergente; 2. Enxaguar em água corrente. 3. Secar naturalmente; 4. Armazenar em local adequado. Bota de PVC cano longo - Atividades nas quais haja grande quantidade de água; - Etapas de higienização de áreas, equipamentos e utensílios. Diário e conforme necessidade 1. Lavar com água e detergente; 2. Enxaguar em água corrente. 3. Secar naturalmente; 4. Armazenar em local adequado. Luva de cano longo - Atividades nas quais haja grande quantidade de água; - Etapas de higienização de áreas, equipamentos e utensílios; - Coleta e transporte de lixo; - Manipulação de produtos químicos, conforme especificações do fabricante. Nota: As luvas são exclusivas e identificadas (cor ou outro método) para cada atividade Sempre após o uso e conforme necessidade 1. Lavar com água e detergente; 2. Enxaguar em água corrente. 3. Secar naturalmente; 4. Armazenar em local adequado. Luva de malha de aço - Corte de carnes (bovina, suína e aves). Sempre após o uso 1. Lavar com água e detergente; 2. Enxaguar em água corrente. 3. Ferver em água por 15 minutos ou conforme orientação do fabricante descrita a seguir: _______ ______________________ ______________________ ______________________ 4. Secar naturalmente; 4. Armazenar em local seco e protegido. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 22 Luva térmica cano longo - Manuseio de utensílios quentes (assadeiras, panelas, entre outros). Semanal e conforme necessidade De acordo com as instruções do fabricante. Luva de material resistente ao corte e adequado à manipulação de alimentos - Vegetais duros Sempre após o uso Conforme orientação do fabricante MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 23 4. HIGIENE AMBIENTAL, DE EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS A higienização do ambiente auxilia no controle microbiológico, reduzindo e/ou eliminando o risco de contaminação dos alimentos. A higienização engloba os processos de limpeza, seguida de desinfecção, nessa ordem. Por limpeza entende-se o processo de remoção de sujidades físicas (terra, poeira, gordura) indesejáveis, com o auxílio de escova, esponja ou outro utensílio, com água e detergente. Por desinfecção entende-se o processo de redução do número de micro-organismos a níveis que não resultem em contaminação alimentar. Pode ser realizada pela aplicação de calor ou agentes químicos (solução clorada, álcool 70º ou produtos regulamentados). A equipe mantém todas as dependências da cozinha, despensa e lactário organizadas, limpas e desinfetadas de acordo com o POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO, POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS e POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS. São utilizados EPIs conforme atividade desempenhada. O manipulador de alimentos responsável por cada processo de higienização atesta a realização do procedimento a partir do registro na Planilha 1. ESCALA DE HIGIENIZAÇÃO. 4.1 ARMAZENAMENTO DOS PRODUTOS DE LIMPEZA Os materiais de limpeza, preferencialmente, não são armazenados na despensa. É utilizado espaço seco, limpo e arejado, localizado no_________________________________________________________________. Na indisponibilidade de outros espaços adequados, os produtos são armazenados segregados dos alimentos, organizados nas prateleiras inferiores da despensa, ou em caixas plásticas e sobre estrados plásticos. Nenhum produto, mesmo que embalado, é colocado diretamente sobre o piso. Mercadorias recebidas em caixas de papelão podem ser mantidas nas caixas apenas enquanto estas estiverem lacradas. Todos os produtos são mantidos limpos e conservados, com o rótulo original legível. Caso o produto seja transferido da embalagem original, para reposição de conteúdo de borrifadores ou dispensadores, é realizada a identificação conforme a Figura 1. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 24 FIGURA 1. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA PRODUTOS DE LIMPEZA RETIRADOS DA EMBALAGEM ORIGINAL Pelo menos uma unidade dos materiais de limpeza de uso diário fica disponível para uso na cozinha, lactário e despensa. São mantidos distantes de alimentos e fontes de calor, e organizados em caixas plásticas ou sobre estrados plásticos, de forma a não permanecerem apoiados no piso. Não são mantidos produtos em caixas de papelão na cozinha. Rodos e vassouras são preferencialmente mantidos na área externa com as cerdas da vassoura e a borracha do rodo protegidos. Se forem mantidos nos espaços de armazenamento ou manipulação de alimentos, são suspensos em porta vassouras, de maneira a não provocar contaminação cruzada. 4.2 CUIDADOS ESPECÍFICOS COM MATERIAIS DE LIMPEZA Todos os produtos destinados à higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios obedecem à legislação vigente e estão regularizados na ANVISA. Rodos e vassouras possuem cabo de alumínio ou revestido de material plástico. Os produtos são utilizados de acordo com a indicação do fabricante, bem como sua diluição e o tempo de ação nas superfícies. Os produtos são utilizados dentro do prazo de validade. Não são utilizados produtos de higienização misturados. Não são utilizadas escovas, esponjas ou similares de metal, lã, palha de aço, madeira ou materiais abrasivos. Também não são utilizados produtos como pasta de brilho e limpa alumínio. Não são reutilizadas embalagens vazias de produtos de limpeza e desinfecção, bem como não são reutilizadas embalagens de alimentos e bebidas para acondicionar produtos de limpeza. As embalagens vazias são descartadas logo após o término do conteúdo. NOME DO PRODUTO: ________________________ MARCA: ___________________________________ DATA DE VALIDADE/LOTE:_____________________ MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 25 4.2.1 Solução clorada/sanitizante É preparada com água em temperatura ambiente e com produto específico, a partir da recomendação de diluição e tempo de ação indicados pelo fabricante. É colocada em recipientes plásticos e identificada conforme a Figura 2, sendo utilizada no dia em que foi preparada. Não é realizada a desinfecção de utensílios ou equipamentos e suas partes diretamente nas cubas. A solução não é aplicada em superfícies de aço inoxidável.Para a desinfecção de utensílios de lactário é utilizado produto específico, com indicação para esse uso. Após o tempo de contato da solução clorada/sanitizante nas instalações, equipamentos ou utensílios, é realizado enxague em água corrente, quando há recomendação do fabricante. FIGURA 2. MODELO DE ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO PARA SOLUÇÃO CLORADA/ SANITIZANTE 4.2.2 Álcool 70º INPM Para a higienização ambiental é utilizado álcool 70º INPM, regularizado como saneante na ANVISA (registro iniciado com nº 3). As superfícies higienizadas permanecem em contato com o produto até a secagem natural. Não é realizada diluição ou enxague. Atenção: este produto não é utilizado ou armazenado próximo do fogão, para evitar acidentes. 4.2.3 Esponjas e escovas São separadas as esponjas para higienização de utensílios daquelas para outras finalidades. As esponjas e escovas de limpeza são lavadas após cada utilização e o excesso de água é escorrido. As esponjas e escovas utilizadas para a higienização de utensílios são mantidas apoiadas próximas às cubas, longe de alimentos, e as de NOME DO PRODUTO: ________________________ MARCA: ___________________________________ LOTE:_____________________ DATA DE PREPARO DA SOLUÇÃO: __/__/__ VALIDADE: USO DO DIA MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 26 outras finalidades são mantidas com os materiais de limpeza. São trocadas sempre que necessário. 4.2.4 Panos descartáveis Os panos descartáveis podem ser utilizados para a higienização e secagem de bancadas e equipamentos, e, excepcionalmente, para a secagem de utensílios. Sempre são utilizados panos limpos e a troca é realizada sempre que necessário, evitando a contaminação cruzada. Ao final do dia todos são descartados. A equipe utiliza o material com parcimônia, minimizando a quantidade de resíduos gerada. Esponjas e panos descartáveis não são mantidos imersos em água ou em outra solução. 4.3 HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIOS As áreas de pré-preparo, preparo e de acondicionamento de alimentos são mantidas organizadas. Não é permitida a permanência de objetos pessoais (remédios, telefones, chaves), materiais estranhos ao armazenamento e manipulação de alimentos (inseticidas, ferramentas de manutenção, rádio, plantas, enfeites) e outros materiais que possam cair ou contaminar os alimentos. Não é permitida a entrada e a permanência de animais. A higienização ambiental não é realizada durante a manipulação de alimentos. A execução dessa atividade obedece ao fluxo “de cima para baixo” e “de dentro para fora”, evitando o risco de contaminação cruzada. Seguindo essa lógica, os azulejos da parede são limpos antes dos pisos, a parte do fundo da cozinha é higienizada antes da área próxima ao ralo, e assim por diante. Nunca se varre a seco. Os panos de algodão para limpeza de piso, quando utilizados, não permanecem nas instalações da despensa, cozinha ou lactário. Após sua utilização, são retirados dessas áreas e higienizados em local específico. Peças de uniformes também não permanecem ou são higienizadas nas áreas de armazenamento, manipulação ou distribuição de alimentos. O POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO descreve as etapas e periodicidade de higienização das diferentes instalações e móveis da cozinha, despensa e lactário. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 27 4.4 HIGIENE DE EQUIPAMENTOS A higienização de equipamentos é realizada de forma a evitar o risco de contaminação cruzada e comprometer a qualidade dos alimentos. Seguindo essa lógica, o interior dos equipamentos é higienizado antes da parte externa, e a parte superior é higienizada antes da parte inferior. A higienização dos equipamentos de refrigeração é realizada, preferencialmente, na véspera da entrega de alimentos perecíveis, ou quando há menor volume de alimentos em estoque. Os alimentos que, porventura, ainda estejam armazenados no equipamento são transferidos para similares durante o processo de higienização, e retornam logo após o término do procedimento. Caso a transferência dos alimentos esteja impossibilitada, os alimentos permanecem em temperatura ambiente por, no máximo, 30 minutos. Os equipamentos são desligados antes da higienização. Sempre que necessário, os equipamentos são secos com pano descartável ao final do procedimento. Não são utilizados panos de algodão. O POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS descreve as etapas e periodicidade de higienização dos equipamentos da cozinha, despensa e lactário. 4.5 HIGIENE DE UTENSÍLIOS A higienização de utensílios é realizada de forma a evitar o risco de contaminação cruzada e comprometer a qualidade dos alimentos. Seguindo essa lógica, os utensílios sujos são mantidos distantes dos limpos e dos alimentos. Durante a secagem, os utensílios limpos são mantidos distantes de respingos do processo de higienização de outros utensílios ou equipamentos sujos. No processo de secagem, são mantidos apoiados em escorredores, prateleiras vazadas ou estrados plásticos exclusivos para essa finalidade, a fim de não entrarem em contato com o acúmulo de água escorrida nas bancadas. Caso a UE utilize pratos de vidro, estes são do tipo temperado, incolor e transparente e são adotados cuidados nos procedimentos de higienização, secagem, armazenamento e manuseio conforme Informativo Técnico SME/DAE 03/2015 (ou outro que o suceder). Não são utilizados utensílios que contenham qualquer parte em madeira. Os utensílios são armazenados apenas após a completa secagem. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 28 O POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS descreve as etapas e periodicidade de higienização dos utensílios da cozinha, despensa e lactário. 4.6 UTENSÍLIOS PARA CONSUMO DE ÁGUA DURANTE O INTERVALO DAS REFEIÇÕES Os utensílios para esta finalidade são adquiridos pela UE, podendo ser utilizados canecas, copos de transição ou mamadeiras, conforme a idade da criança. Não são utilizados copos descartáveis, utensílios enviados pela família, copos/garrafinhas com bicos ou canudos que dificultam a higienização. Os utensílios são utilizados exclusivamente para o consumo de água. A UE utiliza copos/canecas/mamadeiras individuais para cada criança, os quais ficam armazenados em local organizado, protegido, limpo e de fácil acesso. Os utensílios são higienizados ao final de cada período (duas vezes ao dia), se mantidos identificados para o uso de cada criança; ou logo após o uso caso permaneçam sem identificação. Para identificação não são utilizados adesivos, fitas ou quaisquer outros materiais que tenham aderência aos utensílios. A higienização é realizada conforme descrição no POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS. O bebedor é higienizado e o elemento filtrante é trocado periodicamente, ambos os procedimentos conforme as recomendações do fabricante. O POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS descreve os procedimentos para a higienização da parte externa dos filtros de água. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 29 5. PRODUTOS ADQUIRIDOS PELA MANTENEDORA E/OU RECEBIDOS DE DOAÇÃO De acordo com as Instruções Normativas SME nº 07 e nº 08, de 11/04/2019, a mantenedora adquire hortifrútis, ovos e carnes, e, sempre que necessário, complementa a aquisição de alimentos não perecíveis, a fim de fornecer a alimentação escolar conforme o cardápio disponibilizado e os parâmetros estabelecidos pela CODAE. Conforme Lei nº 12.982/2014, os educandos que necessitem de atenção nutricional individualizada em virtude de condição de saúde específica são atendidos pela UE. Os produtos da dieta especial são adquiridos pela mantenedora, mediante autorização da CODAE, seguindo as orientações estabelecidas no protocolo deatendimento das dietas especiais. Os principais alimentos que causam alergias alimentares devem possuir modelos de advertência em sua rotulagem, conforme a RDC nº 26, de 02 de julho de 2015. A aquisição de gêneros alimentícios ocorre em estabelecimentos idôneos, limpos e organizados, que possuam CNPJ e emitam nota fiscal. Os gêneros permanecem acondicionados em adequadas condições higiênico-sanitárias e são conservados conforme as especificações do fabricante. A aquisição dos gêneros obedece aos critérios de quantidade explicitados nos documentos “Tabela de per capita e porcionamento”, “Quantidade de compra e porcionamento – FLVO e carnes, de unidades parceiras”, bem como demais manuais orientativos disponibilizados pela CODAE. A UE também pode receber doação de produtos por meio de parcerias estabelecidas diretamente com a mantenedora. Os produtos seguem as mesmas orientações dos demais. 5.1 ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS E PÃES Os produtos não perecíveis e pães possuem rótulo completo, contendo minimamente: Identificação do fabricante e/ou distribuidor (nome, razão social, endereço completo e CNPJ); MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 30 Identificação do produto com nome, informação nutricional, lista de ingredientes, presença ou ausência de glúten e fenilalanina, presença de possíveis alergênicos e lactose; Instruções para preparo e uso do alimento, quando necessário; Quantidade; Data de fabricação e/ou lote; Data de validade; Condições de armazenamento. Produtos adquiridos a granel devem ser identificados, minimamente, com denominação de venda do produto, marca e data de validade, segundo a recomendação do fabricante. Não são adquiridos produtos com embalagens amassadas, estufadas, enferrujadas, molhadas ou emboloradas. 5.2 HORTIFRÚTIS São adquiridos, preferencialmente, produtos frescos e que estejam na safra. O ponto de maturação é observado de forma a garantir características sensoriais adequadas no dia do consumo. Não são adquiridos produtos embolorados, podres, amassados e passados. Para a aquisição de produtos pré-processados, são observadas as condições das embalagens e a identificação completa, com: Identificação do fabricante e/ou distribuidor (nome, razão social, endereço completo e CNPJ); Identificação do produto com nome, informação nutricional, lista de ingredientes e possíveis alergênicos; Instruções para preparo e uso do alimento, quando necessário; Quantidade (peso); Data de fabricação e/ou lote; Data de validade; Condições de armazenamento. 5.3 CARNES, OVOS E LATICÍNIOS A UE adquire diferentes tipos de carnes (bovina, suína, aves e pescados) para atender ao cardápio publicado. Não são adquiridos embutidos (salsicha, MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 31 linguiça, presunto, mortadela, entre outros). A UE também pode receber ou adquirir laticínios para complementar o cardápio. Os estabelecimentos fornecem os produtos com rótulos que contêm: Identificação da origem (nome, razão social, CNPJ e endereço do estabelecimento matadouro ou distribuidor de carnes), e a expressão "Indústria Brasileira”; Identificação do produto, inclusive a marca e o tipo de corte; Quantidade (peso); Data de manipulação e/ou lote; Data de validade; Condições de armazenamento; Condições de conservação e prazo máximo para consumo após a abertura da embalagem primária; Número de produto/rótulo no SIF, SIE/SIM aderido ao SISB, ou no SISP; Carimbo padronizado do SIF, SISBI, ou do SISP do estabelecimento. Os produtos são adquiridos em embalagens fechadas e íntegras, sem sujidades. A identificação dos ovos pode estar localizada na caixa ou nas bandejas individuais. As carnes contêm identificação individual, por pacote. As carnes são adquiridas, preferencialmente, congeladas, em pacotes com quantidades que facilitem o descongelamento, e de acordo com a necessidade de preparo das refeições. 5.4 SANEANTES E PRODUTOS DE LIMPEZA E HIGIENE São adquiridos produtos conforme a necessidade da UE. Todos os produtos destinados à higienização são regularizados na ANVISA. São utilizados dentro do prazo de validade e apenas para as finalidades indicadas no rótulo pelos fabricantes. Os produtos de uso profissional são acompanhados de fichas técnicas e dados de segurança. Os rótulos dos produtos selecionados são mantidos íntegros, totalmente aderidos à embalagem, sem manchas e legíveis. Os saneantes adquiridos contêm no rótulo as seguintes informações: Identificação do fabricante ou importador (nome, endereço completo, telefone); Identificação do técnico responsável pelo produto (nome e registro profissional); Identificação do produto; MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 32 Data de validade; Frase “Produto notificado na ANVISA/MS”, seguido do número do registro; Instruções de uso; Avisos sobre os perigos e informações de primeiros socorros; Número do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 33 6. RECEBIMENTO Os manipuladores de alimentos são informados da previsão de entrega e organizam áreas e utensílios (estrados plásticos) para o recebimento dos alimentos. Para alimentos adquiridos/recebidos pela UE, a data e horário de entrega são programados de forma a não interferirem na rotina da UE. O recebimento de alimentos é realizado preferencialmente em área coberta, de forma a garantir a segurança dos produtos. O procedimento é realizado no (local) ___________________________________________________________________ por (funcionário) _____________________________________________________. As etapas do recebimento estão resumidas no fluxograma abaixo. FIGURA 2. FLUXO DE ATIVIDADES NO RECEBIMENTO DE PRODUTOS 6.1 ENTREGA O entregador: Utiliza uniforme limpo e calçado fechado; Se houver divergências, avisar a unidade. Alimentos fornecidos pela CODAE: anotar a ocorrência em todas as vias da guia de remessa Verificar a qualidade e validade, e receber os produtos No caso de produtos congelados ou resfriados, realizar o controle de temperatura e avaliação visual. Anotar a temperatura em planilha própria Armazenar adequadamente, privilegiando os gêneros resfriados e congelados Verificar se a quantidade de produto está correta Conferir se entregador está paramentado adequadamente e as condições do transporte Cozinheiro escolar ou funcionário da UE MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 34 Mantém o cabelo protegido com rede de proteção, utiliza avental e tem a barba feita para adentrar na área de armazenamento e produção de alimentos; Não fuma nas dependências da cozinha, lactário e despensa; Não apoia os produtos diretamente no piso. O carro do transporte: Está em adequadas condições de conservação e limpeza; É livre de animais, substâncias tóxicas e objetos estranhos à atividade; Garante a temperatura adequada, integridade, conservação e qualidade dos produtos. As condições de carga, transporte e descarga não oferecem riscos de contaminação, dano ou deterioração dos produtos. 6.2 PROCEDIMENTOS IMPORTANTES Durante o recebimento, os alimentos são colocados em bancadas específicas para essa finalidade, caixas ou estrados plásticos (pallets), de forma a impedir o contato direto com o piso. Nenhum alimento é colocado em contato direto com o piso. Alimentos em caixas de madeira são transferidos para caixas plásticas (previamente higienizadas) antes de entrar na cozinha ou despensa. Hortifrútis são, preferencialmente,transferidos da caixa plástica do fornecedor para caixas plásticas limpas da UE. 6.3 CONFERÊNCIA No ato do recebimento é realizada a conferência da mercadoria. Inicialmente, é verificada a quantidade, conforme guia de remessa (para alimentos encaminhados pela CODAE) ou nota fiscal (para alimentos adquiridos pela UE). Além disso, são observados: Rotulagem íntegra e legível; Nome do produto; Data de validade; Identificação do fabricante ou distribuidor; Temperatura dos alimentos perecíveis que, no recebimento, devem obedecer aos parâmetros descritos abaixo, no Quadro 3. CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS E TEMPERATURA DOS PRODUTOS PARA RECEBIMENTO; MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 35 As características sensoriais: cor, aparência, odor, textura; A integridade, limpeza e ausência de animais sinantrópicos nas embalagens e nos recipientes de transporte dos alimentos. As temperaturas dos alimentos congelados e refrigerados são aferidas e registradas em planilha própria (PLANILHA 2. CONTROLE DE TEMPERATURA DE RECEBIMENTO DE ALIMENTOS), assim como as medidas corretivas (quando necessário). Para aferição de temperatura, a haste do termômetro é posicionada entre as embalagens primárias, empilhadas, do alimento a ser conferido, sem violá- las ou rasgá-las. Na utilização do termômetro infravermelho, mira-se o equipamento para o centro da embalagem a ter a temperatura verificada, utilizando uma distância média de 10cm. O quadro abaixo resume as características e as temperaturas a serem observadas nos alimentos, por categorias. QUADRO 3. CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS E TEMPERATURA DOS PRODUTOS PARA RECEBIMENTO PRODUTO CARACTERÍSTICAS TEMPERATURA DE RECEBIMENTO Produtos congelados (carnes bovinas, aves, pescados, suínos) Embalagem íntegra que protege de contaminação e assegura a qualidade; Embalagem livre de terra, bolores, parasitas ou detritos animais e vegetais; Ausência de sinais de descongelamento, com grandes cristais de gelo, partes amolecidas, acúmulo de sangue ou presença de umidade. Conforme a especificação do distribuidor ou -12°C ou mais frio Produtos resfriados (carnes bovinas, aves, pescados, suínos) Embalagem íntegra que protege de contaminação e assegure a qualidade; Embalagem livre de terra, bolores, parasitas ou detritos animais e vegetais; Carnes bovinas, aves e suínos: ausência de água ou sangue em excesso dentro da embalagem; consistência firme, não amolecida e nem pegajosa; odor e cor característicos; sem manchas esverdeadas ou de outras cores; reduzida quantidade de gordura na cor branca (não amarelada). Pescados inteiros: a pele deve estar bem aderida, brilhante, úmida, sem presença de manchas; os olhos brilhantes e salientes, as brânquias (guelras) com a cor que vai do rosa ao vermelho intenso sem viscosidade. Conforme a especificação do distribuidor ou Carnes bovinas, aves e suínos: 0°C até 7°C Pescados: 0°C até 3°C MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 36 Laticínios Embalagens íntegras, sem estufamento, livre de terra, bolores, parasitas ou detritos animais e vegetais; Cor, consistência e odor característico, sem manchas ou bolor; Queijo: cor, odor característico, aparência lisa, resistente, não pegajosa e sem manchas. Conforme especificação do fabricante ou 0°C até 10°C Manteiga e/ou margarina Embalagens íntegras, sem estufamento, livre de terra, bolores, parasitas ou detritos animais e vegetais; Cor, consistência e odor característico. Conforme especificação do fabricante Hortifrútis frescos (frutas, verduras e legumes) Grau de maturação adequado para a previsão de uso; Livres de bolores, mucosidades ou lesões profundas que comprometam a qualidade do alimento. Temperatura ambiente Ovos Embalagem íntegra que protege de contaminação e assegura a qualidade; Casca limpa, intacta e isenta de rachaduras. Temperatura ambiente Pães Embalagens limpas e íntegras, livres de amassamento; Produtos livres de bolor ou manchas. Temperatura ambiente Não perecíveis Embalagens limpas e íntegras; Livres de umidade; Produtos isentos de parasitas, fungos ou carunchos; Caixas e fardos lacrados e fechados, sem violação da embalagem; Latas isentas de ferrugem, estufamento ou amassamento; Vidros sem trincas e bem vedados. Temperatura ambiente Produtos de higienização Embalagem e rótulo íntegros, com as respectivas informações do fabricante; Recipientes sem vazamentos. Temperatura ambiente Descartáveis Embalagens e produtos limpos e íntegros. Temperatura ambiente MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 37 Caso o produto entregue pela CODAE não atenda aos critérios de quantidade e/ou qualidade (problemas com embalagem, temperatura e/ou características sensoriais) esperados, a direção é informada e entra em contato com o Núcleo de Atendimento para verificar o procedimento a ser adotado. Os produtos com inadequações adquiridos pela UE ou recebidos por doação, não são recebidos. A direção é comunicada imediatamente pelos responsáveis pelo recebimento. Os produtos devem permanecer na área de recebimento apenas o tempo necessário para as atividades de conferência e avaliação das mercadorias, seguindo imediatamente para as áreas de armazenamento. No caso de recebimento de variados tipos de mercadoria em um mesmo momento, os alimentos congelados e resfriados são conferidos e armazenados antes daqueles com conservação em temperatura ambiente. O tempo para armazenar adequadamente os alimentos congelados e resfriados não ultrapassa 30 minutos. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE SÃO PAULO 38 7. ARMAZENAMENTO O armazenamento dos alimentos tem o objetivo de preservar a qualidade dos produtos até o momento de sua utilização. O armazenamento dos alimentos ocorre em local específico e em temperatura adequada, de acordo com cada tipo de produto (refrigeração, congelamento ou temperatura ambiente). As áreas, utensílios e equipamentos destinados a essa etapa são lavados e desinfetados de acordo com os POPs específicos (POP 5. HIGIENE AMBIENTAL E DE MOBILIÁRIO, POP 6. HIGIENIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS e POP 7. HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS). Não são mantidos na despensa, cozinha e lactário produtos fora do prazo de validade estipulado pelo fabricante. Não são reutilizadas embalagens de alimentos e bebidas para o armazenamento de novos produtos. Nenhum produto enlatado é mantido na embalagem original após a abertura. O conteúdo é transferido para recipientes plásticos com tampa, para armazenamento. As informações do rótulo são transcritas para a etiqueta demonstrada na Figura 4. 7.1 DESPENSA Após o recebimento, os alimentos não perecíveis e ovos (em caixas ou bandejas fechadas) são armazenados imediatamente na despensa, organizados por categorias. Os alimentos adquiridos pela entidade e por meio de doações são armazenados e identificados separadamente daqueles enviados pela CODAE, para melhor organização e controle do estoque. Nenhum produto, mesmo que embalado, é colocado diretamente sobre o piso. São utilizadas prateleiras de material liso, resistente e de fácil limpeza, e/ou caixas e estrados plásticos para apoiá-los. As embalagens são dispostas em pilhas de modo a possibilitar a circulação de ar. Para tanto, é mantida distância da parede, do forro e entre as pilhas de alimentos. É respeitado o volume máximo de empilhamento, de acordo com a orientação do fabricante. Todos os produtos são dispostos de modo a permanecerem protegidos da incidência de raios solares. MANUAL DE BOAS DE PRÁTICAS DO PROGRAMA DE