Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
Especialização em Educação Infantil com ênfase em 
Alfabetização 
 
A ARTE ENQUANTO METODOLOGIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 
 
Ernada Lima Silva 2 
Profa. Ma. Teina Nascimento Lopes3 
RESUMO 
Almejamos através deste artigo apresentar reflexões da linguagem artística para o 
desenvolvimento das crianças na educação infantil. O diálogo estará ancorado na 
importância da arte para o desenvolvimento da cultura, nas suas mais variadas 
formas, as artes visuais, a dança, a música, a poesia e o teatro. A pesquisa foi 
realizada nas creches do município de Campo Verde, buscando responder à 
questão problema: qual a importância dada a arte pelos professores nas práticas 
pedagógicas da referida instituição? Como a arte é trabalhada na prática da sala de 
aula? Com esse foco realizou-se uma pesquisa bibliográfica e de campo, através de 
observação e questionário buscando evidenciar elementos para a discussão 
proposta. Nesse sentido, alguns autores como: BARBOSA (1975), ROMANELLI 
(1997), e BRASIL (2002) contribuíram para significar a proposta teórica. 
 
Palavras-chave: Linguagem; Artes; Educação Infantil. 
 
ABSTRACT 
 
Through this article we aim to present reflections of artistic language for the 
development of children in early childhood education. Dialogue will be anchored in 
the importance of art for the development of culture, in its various forms, the visual 
arts, dance, music, poetry and theater. The research was carried out in day care 
centers in the city of Campo Verde, seeking to answer the problem question: what is 
the importance given to art by teachers in the pedagogical practices of the referred 
institution? How is art worked in classroom practice? With this focus, a bibliographic 
and field research was conducted, through observation and questionnaire seeking to 
highlight elements for the proposed discussion. In this sense, some authors such as: 
 
1 Artigo apresentado à Faculdade Albert Einstein como exigência para o título de especialista em 
Educação Infantil com ênfase em Alfabetização. 
2 Licenciada em Pedagogia, pela Unemat - Universidade do Estado de Mato Grosso / UAB -
Universidade Aberta do Brasil, endereço eletrônico: Nanda.silvacv@bol.com.br. 
3 Professora da Faculdade Albert Einstein, graduada em Letras (UFMT) e Pedagogia (FALBE), 
especialista em Linguagem (UNIC) e Mestre em Educação (UFMT), doutorando do Programa de Pós-
Graduação em Educação da UNIMEP, membro do Núcleo de Pesquisa Trabalho Docente, Formação 
de Professores e Políticas Educacionais, orientadora desse trabalho. 
 
2 
 
BARBOSA (1975), ROMANELLI (1997), and BRAZIL (2002) contributed to signify 
the theoretical proposal. 
 
Keywords: Art. Student. Child education 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Entendendo que a criança na faixa etária da educação infantil é bastante 
visual, verificamos então a importância da arte no processo de construção de 
conhecimento a criança. A Linguagem artística divide-se em: Artes Visuais, Teatro, 
Música e Dança. Portanto, temos inúmeras opções para trabalhar com as crianças 
na educação infantil. A importância de ir além da imaginação, várias formas de 
expressar o sentimento, o pensar, criar, viajar no imaginário, novos descobrimentos, 
através da arte e por estes motivos, fazem-se importante a discussão deste tema de 
estudo. 
Com base na importância da arte, o objetivo geral deste trabalho é promover 
uma reflexão crítica sobre a linguagem artística na educação infantil. Para tanto, 
alguns objetivos específicos foram desenhados: Discutir situações de livre criação 
na educação infantil; promover uma reflexão sobre a linguagem artística no currículo 
e na prática pedagógica na educação infantil e problematizar acerca das 
concepções e práticas de que os professores contemplam a linguagem artística. 
A pergunta que embala o estudo é: Quais as contribuições da linguagem 
artística para o desenvolvimento infantil? Nesse sentido, os teóricos que contribuirão 
para acentuar a discussão acerca do tema são: ALMEIDA, (2011), BARBOSA, 
(1975), BRANDÃO, BARROS, (2008), (2010), CRUZ (1983), VYGOTSKY, (2009) 
dentre outros. 
Para tanto, realiza-se uma pesquisa qualitativa, por meio de uma Revisão 
bibliográfica e pesquisa de Campo. Na primeira parte do artigo: A arte no processo 
de ensino aprendizagem, A importância da formação do professor de artes, 
Linguagem Visual, Linguagem Teatral, Linguagem musical, Linguagem da Dança. 
Na segunda parte do artigo: Metodologia do Estudo, O Locus do estudo, O sujeito do 
estudo e apresentação e análise de dados. 
 
 
 
3 
 
1 A ARTE NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM 
 
A história da arte inicia-se junto com a história da humanidade quando o 
homem passou a se entender através de sinais artísticos com rabiscos, sinais, 
símbolos, desenhos e outros mais quando ele expressava seu desejo e sua intenção 
nas rochas e cavernas com pinturas de animais, esculturas em madeiras, ossos e 
pedras onde também representava suas emoções, beleza, harmonia, revolta e 
tristezas. Desde a pré-história o homem já produzia arte, porém, pelo fato de só 
termos registros a partir do surgimento da escrita, e muitos foram desconsiderados 
em suas produções artísticas e que só foram reveladas mais tarde através de 
descobertas arqueológicas. Segundo Barbosa (2002, p. 30), “o ensino de arte 
concentra-se no desenho como linguagem da técnica e da ciência, valorizadas como 
meio de redenção do país e da classe obreira, que engrossara suas fileiras como 
recém-libertos”. 
A palavra arte teve diversos significados durante a história e com o 
surgimento do renascimento, a arte foi dividida em categorias usadas até hoje como 
a pintura, literatura, música, escultura e outros. Essa história pode ser definida como 
o conjunto de conhecimentos que se referem às atividades desenvolvidas pelo 
homem em propósitos estéticos desde os primórdios de sua existência. 
Só a partir do século XIX é que a palavra arte passou a significar 
exclusivamente estética e as belas artes passam mais ênfase a nível educacional 
sendo um ato criativo que vem surgindo de acordo com os anseios históricos pelos 
quais passam cada sociedade dentro dos principais períodos da humanidade 
correspondendo a diferentes momentos históricos. 
No Brasil, a arte inicia-se com os padres jesuítas em processos informais 
pelas oficinas de artesões usadas como técnicas pedagógicas para a catequese dos 
povos indígenas e com a presença da família imperial portuguesa no Brasil e inicia-
se o ensino formal das artes com a implantação da academia imperial de belas 
artes. 
E é também a partir do século XIX que inicia-se a formação do profissional em 
artes através de instituições de ensino marcando a arte em várias tendências 
pedagógicas do ensino no Brasil como a pedagogia tradicional, pedagogia escola 
nova e a pedagogia tecnicista. Na escola tradicional, a arte valorizava as habilidades 
manuais destinadas à qualificação para o mercado de trabalho, tendo o desenho 
4 
 
como o principal conteúdo a ser estudado. A partir de 1.930 foi difundida no Brasil a 
escola nova e as atividades eram voltadas para o desenvolvimento natural da 
criança em que o aluno passa a ser responsável pela busca do seu próprio 
conhecimento através de experimentos vendo a arte como um espaço onde tudo era 
permitido. E entre os anos de 1.960 a 1.970 surge a pedagogia tecnicista, época da 
ditadura militar onde a arte passa a ser centrada no mercado de trabalho para a 
formação de mão de obra barata destinada a um mercado tecnológico em expansão. 
Desde 1.971, a disciplina educação artística torna-se parte dos currículos 
escolares pela lei 5.692/71, mas foram cometidos muitos equívocos com a disciplina 
pelos professores, diretores e coordenadores que enxergavam o ensino da arte 
desnecessário e era usada como momento de lazer deixando os alunos livres do 
rigor da disciplina. Com a lei de diretrizese bases de 1.971 (5692/71), foi instituída a 
educação artística e a arte entrou para o currículo obrigatório no ensino 
fundamental. Segundo BRANDÃO (2010, p. 77), “o ensino de artes constituirá 
componente obrigatório, nos diversos níveis de educação básica, de forma a 
promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. 
Em 1.973, foram criados os primeiros cursos de licenciatura em educação 
artística com uma formação mínima de apenas dois anos e a partir dos anos 80, 
iniciou-se o movimento arte educação que permitiu a ampliação das discussões 
sobre a valorização e o aprimoramento do professor, que reconhecia seu isolamento 
dentro da escola e a insuficiência de conhecimentos e competências na área, com o 
intuito de rever e propor novos rumos ao ensino de arte começando a ser assumido 
pela sociedade civil na lei de diretrizes e bases nacional (LDB- lei 9.394 de 20 de 
Dezembro de 1.996) com uma nova concepção na qual com a LDB de 1.996, é 
extinta a educação artística e entra em campo a disciplina arte e reconhecida 
oficialmente como área de conhecimento. Mas ROMANELLI (1997, p. 181), afirma 
que: 
 
Na prática, as escolas compondo o seu currículo de acordo com os recursos 
materiais e humanos que já dispunham, ou seja, continuaram mantendo o 
mesmo currículo de artes, apesar de considerarem que a possibilidade de 
os estados e os estabelecimentos anexarem disciplinas optativas ao 
currículo mínimo ter sido um avanço em matéria de educação, tendo em 
vista que, as mudanças na educação em relação a arte são importantes 
para o desenvolvimento da educação em sala de aula melhorando a 
compreensão do aluno sobre arte em geral e as linguagens artísticas 
ampliando seu repertório cultura. (ROMANELLI, 1997, p. 181). 
 
5 
 
 
Os parâmetros curriculares nacionais sugerem que a arte seja dividida em 
música, artes visuais, dança e teatro, deixando claro aos professores das séries 
iniciais que não tenham a formação específica na área, não faz a diferença dos 
conteúdos por ciclo ou série cabendo-os a promover uma variação nas modalidades 
artísticas que serão trabalhadas. 
 
1.1 A importância da formação do professor de artes 
 
A arte é um aspecto cultural e curioso no seu desenvolvimento envolvendo 
expressão e criatividade do ser humano buscando professores com capacidades 
para a preparação desta disciplina. Nas décadas de 1.950, esse processo de 
formação já acontecia de forma sutil nas conhecidas escolinhas de arte através do 
MEA (Movimento das Escolas de Artes). Já na década de 1.960, surge o CIAE 
(Curso Intensivo de Arte na Educação) para contribuir com a formação do professor 
de arte conduzido pela professora Noêmia de Araújo Varela. Para Cruz (1983, p. 2), 
“A escolinha de arte foi a célula manter a educação brasileira e que os educadores 
lá formados contribuíram para criar o clima propício para a obrigatoriedade do 
ensino de artes nas escolas fundamentais”. 
 
A arte é antes uma organização do nosso comportamento visando ao futuro, 
uma orientação para o futuro, uma exigência que talvez nunca venha a 
concretizar-se, mas que nos leva a aspirar acima da nossa vida o que está 
por traz dela. (VYGOTSKY, 2009, p. 30). 
 
Outra formação de professores ocorreu em 1.980 em Campos do Jordão em 
São Paulo, já tendo como coordenadora a professora Anna Mae Tavares Bastos 
Barbosa em parceria com instituições culturais do estado e vários municípios e a 
formação dos professores de arte assume uma função não só técnica, mas também 
política como condição indispensável ao exercício da profissão, sendo assim, a 
solução encontrada pelo governo foi abrir emergencialmente cursos de licenciatura 
em educação artística com curta duração de apenas dois anos e tinha o currículo 
generalizado de todas as modalidades artísticas que era considerada como 
atividade educativa e não disciplina, ocorrendo muitos conflitos em relação à 
formação do professor e divergências na relação teoria e prática e o mesmo era 
obrigado a atuar em todas as modalidades artísticas independente da formação. 
6 
 
A lei de diretrizes e bases da educação nacional nº 9394/96 passou a exigir o 
estágio supervisionado nos cursos de formação de professores onde oferece a 
oportunidade de integrar os discentes com a área em que vão atuar, porque a 
alfabetização não acontece só apenas com as letras, mas sim, juntando também 
com a arte cultural, social e estética facilitando o desenvolvimento psicomotor do 
aluno visando que essa formação para o professor de arte é importante para que ele 
tenha o conhecimento estético, cultural e artístico da humanidade, unindo o fazer e o 
refletir, o pensar e o que faz tornando suas aulas mais significativas pois segundo 
OSTROWER (1990, p. 223), “É na formação do ser sensível e através do ensino das 
linguagens expressivas que é oferecido aos alunos a possibilidade de descobrirem 
seu próprio potencial”. 
A importância da formação do professor de arte está no fato de que é na sua 
relação com os alunos que se evidenciará o conceito que ele tem de arte na 
construção de um processo contínuo da sua atuação na prática para que possam 
realizar um trabalho de qualidade com as crianças, o professor de arte precisa estar 
em constante reciclagem teórica e metodológica, numa busca pelo aprimoramento 
da prática pedagógica (DIAS, 1999, p. 179). 
Comenta que “os encontros realizados na própria instituição, tem previsto 
também, visitas a museus, galerias de arte, ateliês e passeios pela cidade”. Assim 
ele pode se construir culturalmente para uma atuação que integre, no seu cotidiano 
com os alunos, um envolvimento maior com o patrimônio cultural. 
Na Creche os professores e coordenadores demonstram preocupações com 
essa finalidade no desenvolvimento das aulas de arte na Educação infantil. Nas 
aulas de arte são de responsabilidades do professor unidocente, assim, os 
pedagogos se responsabilizam pelas aulas de arte sem ter uma formação adequada 
para ensinar o conteúdo. Esta forma de organização curricular ao nosso ver, 
compromete os objetivos da disciplina, dado a sua importância na formação do 
indivíduo. 
 
[...] valorizar o repertório pessoal de imagens, gestos, “falas”, sons, 
personagens, instigar para que os aprendizes persigam idéias, respeitar o 
ritmo de cada um no despertar de suas imagens internas são aspectos que 
não podem ser esquecidos pelo ensinante de arte. Essas atitudes poderão 
abrir espaço para o imaginário (MARTINS, PICOSQUE e GUERRA, 1998, p. 
118). 
 
7 
 
Apesar de terem tido uma formação global, professores e pedagogos, às 
vezes não conseguem desenvolver a aula arte de acordo com o que se espera, por 
falta de condições técnicas e também de recursos pedagógicos adequados. Uma 
boa aula de arte deve compreender prática cultural, social e estética como merecem 
os alunos da escola. 
 
O grande desafio do ensino da arte, atualmente é contribuir para a 
construção da realidade através da liberdade pessoal. Precisamos de um 
ensino de arte por meio do quais as diferenças culturais sejam vistas como 
recursos que permitam ao indivíduo desenvolver seu próprio potencial 
humano e criativo, diminuindo o distanciamento existente entre a arte e a 
vida (RICHTER, 2003, p. 51). 
 
Nesta perspectiva, mudar a forma de organização curricular seria uma ideia 
relevante, porém consideramos difícil de ser levada em consideração frente ao 
contexto político do qual vivenciamos neste país. No entanto, uma saída proficiente, 
seria incorporar a formação unidocente disciplinas voltadas para o ensino de arte, 
porém com uma carga horária maior, possibilitando um conhecimento maior os 
professores sobre essa demanda educacional. Desta maneira se potencializava as 
condições pedagógicas dos docentes ao mesmo tempo em que se garante melhor 
qualidade no ensino, uma vez que é direito do aluno e dever do professor expressar 
essa qualidade. Segundo MINUETO (2008, p. 21) “O Professor é o eixoprincipal. 
Ele tem em suas mãos a possibilidade ações. Ele não pode tudo, mas pode muito”. 
Neste sentido, fazer e conhecer arte como instrumento da prática pedagógica 
desenvolve potencialidade contribuindo para a consciência do seu lugar no mundo 
para a compreensão de conteúdos das outras áreas do currículo, com as mudanças 
que têm ocorrido no contexto social e escolar, o perfil das creches e das crianças 
tem sofrido mudanças e se não as acompanharem, as instituições não será capaz 
de oferecer um ensino de qualidade às suas crianças. E, para lidar com essas novas 
realidades, os professores devem estar preparados e engajados em encontrar 
alternativas em busca da melhoria de sua prática docente e assim contribuir de 
forma mais significativa com o desenvolvimento de suas crianças. 
 
1.1.1 Linguagem Visual 
Caracteriza-se pelo contato com imagens, cores e luzes gerando na 
educação a necessidade para saber ver e perceber as formas tradicionais como: 
8 
 
pintura, escultura, desenho, gravura, arquitetura, objetos, cerâmica, cestaria, 
entalhe, desenho, moda e outros. No mundo contemporâneo as linguagens visuais 
ampliam-se fazendo novas combinações e criam novas modalidades como 
multimídia, a performance, o videoclipe e o museu virtual são alguns exemplos que a 
imagem integra-se ao texto, o som e o espaço. Segundo o Referencial Curricular 
para a Educação Infantil (RCNEI), 
 
Toda as crianças têm condições de se expressar através das linguagens 
visuais: cada uma do seu jeito, com seu ritmo, deixando suas próprias 
marcas e, por isso, devem ter suas produções artísticas respeitadas e 
valorizadas (RCNEI/BRASIL, 2006, p.33). 
 
 
Portanto a escola deve colaborar para que os alunos passem por um conjunto 
amplo de experiências de aprender a criar, articulando percepção, imaginação, 
sensibilidade, conhecimento e produção artística pessoal e grupal. 
O desenvolvimento do aluno nas linguagens visuais requer aprendizagem 
técnicas, procedimentos e informações sobre história da arte que sobre tais 
aprendizagens ele construirá suas próprias representações ou ideias. A arte visual 
está também relacionada com a beleza estética e a criatividade do ser humano, 
capaz de criar manifestações ou obras agradáveis aos olhos. 
 
1.1.2 Linguagem Teatral 
 
O teatro promove oportunidades para que o aluno conheça, observe, 
confronte diferentes culturas em diferentes momentos históricos ao narrar fatos e 
representar por meio de ação dramática favorecendo possibilidades de compartilhar 
descobertas, ideias, sentimentos e atitudes desenvolvendo a socialização. Na 
concepção de READ (1976, p. 29) “O teatro é muito importante para a criança como: 
projetar criaturas conscientes, sem inibições, para atividade social em qualquer 
idade ou nível escolar”. 
A experiência do teatro na escola amplia a capacidade de dialogar o palco e a 
platéia por meio de gestos e atitudes que passou a ter relevância através das 
transformações educacionais do século XX defendendo que a escola é sem dúvida, 
um meio muito importante para a formação social do sujeito e o teatro proporciona 
valiosas contribuições ajudando a promover essa socialização do indivíduo com a 
união e trabalho em equipe. 
9 
 
Nesse sentido a prática teatral estimula trabalhos em grupos em uma criação 
cênica onde os integrantes são levados a perceber que um precisa do outro para 
realizar a função, dessa forma a vivência teatral na escola ajuda a estabelecer um 
diálogo com a realidade de vida dos alunos e com a cultura. 
 
1.1.3 Linguagem Musical 
 
A música pode ser entendida como a intenção de organizar materiais sonoros 
como: melodia, ritmo, harmonia, ruído, entre outros materiais sonoros que existem. 
Esse material pode ser organizado em uma única vez ou combinado de diversas 
maneiras encontrado no núcleo de todas as culturas e cada uma explora de todos 
particulares. A música passou a ter significativa em sala de aula no final do século 
XX quando foi utilizada para o tratamento de distúrbio da mente. E, no dia 18 de 
Agosto de 2008 foi sancionada a lei nº 11.769 que determina a inserção da música 
como um conteúdo obrigatório em toda educação básica integrado no ensino de 
artes tornando um elemento essencial que faz organizar, socializar e integrar com 
outras linguagens tirando o medo e a timidez. 
Martins (1985 p.47) afirma que “educar musicalmente é propiciar a criança 
uma compreensão progressiva da linguagem musical, através de experimentos e 
convivência orientada”. 
A educação musical estimula na criança enorme satisfação, uma vez que está 
envolvida de caráter lúdico e desafiador, e a comunicação da criança é feita por 
meio do corpo e ao cantar ele se torna o seu instrumento facilitando a linguagem 
gestual e habilidade motora. 
 
1.1.4 Linguagem da Dança 
 
A dança veio despertando curiosidade ao homem primitivo quando 
começaram a perceber que batendo os pés no chão conseguiam formar sons e 
ritmos e aos poucos foram dando mais intensidades a esses sons combinados com 
as palmas em acontecimentos rituais religiosos para fazer agradecimentos ou 
pedidos aos deuses. 
No século XVI, surgiram os primeiros registros das danças em que cada 
localidade apresentava suas próprias características. No século XIX surgiram as 
10 
 
danças feitas em pares que no princípio não foram aceitos pelos mais 
conservadores até que no século XX surgiu o rock’nroll, que revolucionou o estilo 
musical e os ritmos das danças. E assim como a mistura dos povos foram 
acontecendo, aos aspectos culturais foram se difundindo. A dança é a arte de mexer 
o corpo através de movimentos e ritmos criando uma harmonia própria e a escola 
torna-se encarregada de instrumentalizar e construir o conhecimento em dança com 
os alunos e com orientações didáticas que estejam comprometidos com a realidade 
sociocultural brasileira e com valores éticos e morais que permitam a construção de 
uma cidadania plena e satisfatória. 
 
A dança é também uma fonte de comunicação e de criação informada nas 
culturas. Como atividade lúdica a dança permite a espontaneidade. 
Contribui também para o desenvolvimento da criança no que se refere à 
consciência e à construção de sua imagem corporal, aspectos que são 
fundamentais para seu crescimento individual e sua consciência social 
(BRASIL, 1997 p. 58). 
 
 
Mas a dança na escola é considerada apenas como expressão para festas e 
comemorações, no entanto a dança deve ser entendida como manifestação artística, 
expressão e linguagem corporal, ritmo, movimento, folclore e muitas outras 
expressões de forma educacional reconhecida em termos curriculares buscando seu 
reconhecimento nas práticas educativas pelos professores. 
 
2. METODOLOGIA DO ESTUDO 
 
Enquanto métodos utilizamos pesquisa de campo e bibliográfica. Na pesquisa 
de campo, através de observação e questionários, ouviu-se os professores da 
Creche. Enquanto que na bibliográfica, buscou-se idéias para fundamentar a 
expressão demarcada pelos sujeitos da pesquisa, de modo a compreender o 
problema e buscar respostas, às inquietações encontradas. “A entrevista 
semiestruturada também requer um roteiro de entrevista, mas permite certa 
flexibilidade ao abordar os entrevistados, se o entrevistador julgar que uma pergunta 
já foi respondida junto com uma das respostas anteriores, esta pode ser eliminada” 
(ALMEIDA, 2011, p. 63). 
 
 
11 
 
2.1 O Locus do estudo 
 
Creche municipal, situada na Rua Arapoti, s/nº, São Miguel de Campo Verde 
– MT e na Agrovila João Ponce de Arruda, s/nº, zona rural na cidade de Campo 
Verde – MT. 
 
2.2 O sujeito do estudo 
 
A entrevistada A - foi a professora, licenciada em Pedagogia e com 
Especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica, 39 anos, tem 1 anos e 6 
meses que atua na Educação Infantil (berçário até maternal com 174 crianças no 
período matutino e vespertino), na Creche Municipal, situadana Rua Arapoti, s/nº, 
São Miguel de Campo Verde – MT. 
A entrevistada B - é professora, licenciada em Pedagogia e com 
Especialização Educação e Diversidade em Cidadania, 41 anos, tem 07 anos que 
atua na Educação Infantil (multiseriada contendo alunos de Pré I e Pré II com 28 
crianças no período vespertino), na Agrovila João Ponce de Arruda, s/nº, zona rural 
na cidade de Campo Verde – MT. 
 
2.3 Análise de dados 
 
Para análise dos dados coletados, através de questionários e observações 
dos principais atores que vivenciam o processo de ensino e aprendizagem no âmbito 
do espaço pesquisado, adota-se a abordagem qualitativa, por acreditar que 
pesquisa social, a mesma, seja mais adequada. Pois, procuramos compreender o 
fenômeno a partir de todas as suas complexidades, sejam elas, objetivas ou 
subjetivas. 
O trabalho está organizado em dois capítulos, sendo: capítulo I, composto 
pela introdução, situação problema, objetivos e metodologias buscando delinear os 
aspectos de organização, planejamento e realização da pesquisa, deixando clara a 
relevância da mesma e justificando o interesse pelo tema. 
Enquanto isso, no capítulo II, o leitor encontrará o desenvolvimento da 
pesquisa que discorrerá sobre a importância da arte e a formação do professor. A 
visão e o papel do profissional da educação, no desenvolvimento das modalidades 
12 
 
artísticas na Creche. Assim como a interdisciplinaridade, entre artes e outros 
componentes curriculares. Nesse capítulo, também será feito a análise dos dados da 
pesquisa. Em seguida, as considerações finais deste trabalho, onde serão relatados 
as observações gerais e os resultados da investigação, articulando o conhecimento 
adquirido através do trabalho, e trazendo presente o alcance dos objetivos 
propostos, assim como o problema que direcionou a investigação, confrontando a 
relação entre teoria e prática. 
 
1- 1 - Qual a importância da arte na educação infantil? 
Professora A - As artes como: pintura, desenho, pequenas apresentações são 
muito importantes para o desenvolvimento das crianças na educação infantil, já 
que possibilitam que as mesmas adquiram atitudes essenciais para seu 
desenvolvimento como senso crítico, sensibilidade e criatividade. 
2- Professora B - A arte é de suma importância na educação infantil, e sua 
importância é tão significativa que está assegura na BNCC e nos direitos de 
aprendizagem. Á definição de temas e à escolha de materiais a serem usados em 
atividades lúdicas e artísticas, pois a aprendizagem na educação infantil, se dá 
através do lúdico, e o lúdico é propriamente desenvolvido através de materiais 
artísticos, prontos ou produzido na escola. 
 
A criança se expressa da maneira como se a arte fosse uma sensação de 
liberdade, ele não se preocupa com o tempo para acabar logo a atividade porque ele 
sabe que não vai ter cobrança com erros, porém se tem uma confiança nele mesmo 
ao saber que quando terminar a atividade a professora ainda vai elogiar o seu 
trabalho. “É de grande importância a oportunidade de receber estimulação visual, 
tátil, auditiva e outras em quantidades normais”. (BARROS, 2008, p. 50). O elogio 
desperta animação e capricho nas atividades porque a criança tenta fazer o máximo 
na perfeição para ouvir os resultados esperados que são os elogios do seu trabalho 
e um bom desenvolvimento do conteúdo. 
 
3- 2 - O que pensa sobre a formação do professor que trabalha a arte na 
educação infantil? 
 Professora A - O professor é o instrumento principal na formação do processo de 
transmissão dos ensinamentos nesta área. É importante que ele tenha 
13 
 
conhecimento e preparo para trabalhar com a educação infantil e que tenha 
sensibilidade ao trabalhar arte neste período de vida do ser humano. 
Professora B - Interessante e necessário o professor de educação infantil, precisa 
ter ou preparar através de formações para usar materiais dos mais variados 
modelos e funções para renovar seu repertório e chamar a atenção das crianças. 
Acredito que o profissional que fundamenta sua formação em linguagem artística 
na educação infantil, está “um passo a frente,” uma vez que a linguagem artística 
está presente no espaço infantil de uma forma significativa desde contação de 
histórias até a confecção do cenário usando os recortes, pinturas etc. 
 
Essa formação para os professores de arte traz então conhecimentos, 
preparação e valorização do professor tornando-o um bom administrador na 
aprendizagem da criança. Como o professor tem o dever de ensinar, os alunos 
também têm o direito de aprender e serem respeitados. Isso inclui ter acesso a bons 
professores em sua formação escolar. Pois “educar exige fina sensibilidade para 
lidar com o tempo humano. Saber o que ensinar e que tempos. Saber também o que 
aprender e em que tempos.” (Arroyo, 2004, p. 213). 
A formação do professor de arte se faz na importância do conhecimento da 
disciplina e na valorização do professor dando a ele oportunidade de se qualificar e 
poder transmitir algo com segurança. E é com uma boa formação que professores 
saberão como resolver os conflitos em sala de aula, administrarão a aprendizagem 
de competências e habilidades previstas para o ano/fase em que as crianças se 
concentram. 
 
4- 3 - As modalidades artísticas são todas trabalhadas na escola? Qual é a que 
mais se destacam? 
Professora A - As modalidades artísticas mais trabalhadas nas escolas são: 
desenhar, pintar e modelar. Diariamente os professores propõem atividades 
com lápis, gizes de cera e massa de modelar nos diferentes momentos da rotina 
escolar. Percebo poucas atividades com outras modalidades. 
5- Professora B - Procuramos sempre inovar, trabalhamos muito a música, a 
historinha com fantoches ou com personagens criados em Eva, outra atividade que 
eles gostam muito é de folhear livros e revistas e recontarem do seu jeito o que 
entenderam, através da linguagem visual. A que mais de destaca são as pinturas e 
14 
 
desenhos que demonstram os conhecimentos prévios e a interpretação que o 
aluno tem sobre os assuntos abordados. 
 
Nota-se que a arte é muito importante na escola pelos bons resultados 
desenvolvidos nos alunos. Segundo Cardoso (1997, p. 53),” a arte na educação, do 
espaço ao desenvolvimento artístico: a sensibilidade, a reflexão, a percepção e a 
imaginação do aluno”. Ou seja, a arte abre caminhos para uma descoberta do aluno, 
onde ele pode se destacar no seu lado artístico passando a reconhecer seus 
talentos para o futuro. Os desenhos das crianças, assim como todas as suas formas 
de expressão podem ser considerados um reflexo da sua criatividade infantil, pois 
são os registros dos seus sentimentos e das suas percepções do meio, o que 
proporciona ao professor um modo de compreender melhor seu aluno e assim 
ajudá-lo, pois “a arte infantil faculta-nos não só a compreensão da criança mas 
também a oportunidade de estimular seu desenvolvimento, através da educação 
artística”4 (LOWENFELD e BRITTAIN, 1970, p. 176). 
 
6- 4 – As crianças gostam das atividades de artes? 
7- Professora A - Muito, eles amam, modelar com massinhas naturais. Pintar com 
tinta guache, são atividades ao ar livre, espontâneas as quais eles mais participam. 
Professora B - Sim, principalmente as que trabalho ações práticas como: pinturas 
com tinta guache, e artes corporal com danças e coreografia conto e reconto de 
histórias dramatizadas em forma de teatro, registro através de desenho livres ou 
dirigidos. 
 
Interdisciplinaridade torna a aula mais interessante, despertando interesse no 
aluno e de forma lúdica a criança acaba gostando também das outras disciplinas, ao 
vê-las como fonte de aprendizagem tendo atitudes próprias para aprender mais no 
que é oferecido. Segundo o PCN (1997, p. 28): “A integração da arte nas outras 
disciplinas favorece muito no aprendizado do aluno, pois busca o interesse e até 
mesmo a curiosidade parater novos conhecimentos, já que não é cansativa a forma 
de estudar para melhor aprender.” 
 
4 A edição do livro utilizada para essa pesquisa é datada de 1970, por isso o autor ainda utiliza o 
termo Educação Artística, sendo que a partir da publicação da LDB 9394/96, art. 26, § 2º a disciplina 
passou a se chamar Arte. 
15 
 
 Adentra neste processo de criança artístico, enfatizando que, o fazer artístico 
na educação infantil, é uma das principais táticas da práxis pedagógica que trabalha 
a elaboração e a construção das emoções cognoscitivas da criança, uma vez que, é 
através do fazer artístico que “a criança encarna em ações, imagens vivas, tudo o 
que pensa e sente” (VYGOTSKY, 2009, p. 87). 
 
8- 5 - Quais as atividades de artes que as crianças mais gostam? 
Professora A - Praticamente todas, chamam atenção deles pois quebram a rotina, 
desenvolvem suas habilidades, eles criam, recriam, se tornam protagonista e os 
faz se sentirem importante. 
Professora B - Enquanto eles desenham e pintam. Ou seja, desenvolvem 
qualquer atividade com arte, eles trocam ideias e constroem conhecimentos 
interagindo com sensação de liberdade onde facilita a aprendizagem buscando o 
gosto pela disciplina de arte. Ex: corpo, gestos e movimentos. Criar movimentos, 
gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como 
dança, teatro e música. Direitos de aprendizagens participar de decisões e ações 
relativas à organização do ambiente (tanto o cotidiano quanto o preparado para 
determinados eventos). 
 
 A maioria respondeu pintar e desenhar vimos também que nas datas 
comemorativas é muito atrativa para as crianças, pois gostam de fazer 
lembrancinhas e participar da decoração da escola com um desenvolvimento voltado 
para o lúdico. Conforme SANS (1995, p. 21),” a arte é uma forma de se expressar, 
pois a natureza da criança é lidar com o mundo de modo lúdico, fazer o que lhe dá 
prazer e satisfação por isso gosta tanto de brincar e desenhar”. Quanto mais a 
criança brinca mais fácil fica para se entender com ele e é dessa forma que ela vê o 
desenhar e o pintar, chamando a atenção e dando a preferência em todas as 
atividades. “O sentimento é inicialmente individual, e através da obra de arte torna-
se social ou generaliza-se [...] a arte é uma espécie de sentimento social prolongado 
ou uma técnica de sentimentos” VYGOTSKY (2001, p. 322). 
 
9- 6 - Quais contribuições da arte para o desenvolvimento infantil? 
Professora A - Várias são as contribuições na vida da criança, pois são através 
das linguagens artísticas que eles vão desenvolvendo, autonomia, suas 
16 
 
habilidades, seus gostos, suas escolhas, vão se inserindo na escola, se 
preparando para passar cada fase de forma prazerosa e inteligente. 
Professora B - As primeiras produções textuais do aluno de educação infantil são 
os desenhos, que demonstra através de suas imagens a intenção e conhecimento 
dos alunos sobre um assunto ou tema referido. 
 
Deste modo vê-se que a creches às vezes deixa de realizar projetos e 
enriquecer os conhecimentos dos alunos por falta de apoio em materiais didáticos. 
Mas sempre fazem algo nas datas comemorativas, não conseguindo enriquecer 
esse trabalho e os alunos têm apenas noção dessas datas e culturas. Segundo 
professores desta instituição, a carência de materiais nas escolas públicas são 
muitas e isso prejudica o conhecimento do aluno em termo de aprofundar num 
conhecimento cultural com a música, a dança, comidas típicas e outros 
conhecimentos que pode enriquecer no desenvolvimento da criança. Hoje as aulas 
de arte não saem dos cadernos sendo reproduzidas pelos modelos tradicionais e as 
modalidades de conteúdos são deixadas de lado. 
Segundo o autor Cunha, (2012, p.91) “desenvolver o pensamento criativo 
passou a ser uma meta prioritária na preparação para o futuro, visto que o 
conhecimento adquirido hoje pode não valer nada amanhã.” Vendo essa citação do 
autor, vê-se que o pouco que se trabalha a arte na escola, os alunos de hoje não 
serão bem preparados e a cultura deixará de existir através da transmissão de 
conhecimentos. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Neste artigo, percebe-se que a arte é uma ferramenta para a aquisição do 
conhecimento e torna-se algo fundamental para a criança na sua vida. A função da 
arte na educação vem favorecer o contato das pessoas com a própria cultura e 
conhecendo outros lados culturais considerando que além da família, os professores 
são os principais interventores no processo de educação da criança. 
Sendo assim, esses professores precisam estar preparados para ensinar 
como uma forma de provocar o criar, o fazer, buscar, analisar, interpretar e 
expressar, e não como uma mera transmissão de conteúdos. 
17 
 
A arte trata-se da maneira direta de uma criança expressar sua cultura e 
identidade, pode se desenvolver de várias formas, entre elas podemos citar: dança, 
música, teatro e pintura etc. A arte é vista de forma diferente por diferentes crianças 
e essa variação deriva das diferentes experiências que cada pessoa passa no 
decorrer de sua vida. É assim que eu vejo a música, como uma forma de exteriorizar 
o que se sente, o que se passa na mente das pessoas. É incrível que o fato de as 
crianças ao desenharam consegue-se compreender como se sente, que através da 
arte conseguimos expor e transpor as nossas ideias, pensamentos, emoções e até 
nos conhecermos a nós próprios. 
As artes têm um papel muito importante na formação integral do aluno, já que 
são capazes de transformar o estudante por meio da magia, da fantasia, da 
descoberta e da aventura, possibilitando o desenvolvimento da sensibilidade e da 
criatividade desde os primeiros anos de vida da criança. 
Arte é toda forma de expressão cadê ao professor compreender o que a 
criança que expressar. É algo que criança possa gostar a modo de querer interagir e 
desenvolver a sua própria imaginação. Toda criança tem dom de criar ou expressar 
algo com habilidade para mexer com o imaginário da criança através do seu mundo 
de fantasia que desperta sua criatividade. 
Pode-se concluir através do estudo que a arte é fundamental no processo do 
desenvolvimento infantil, e que esta pode estar relacionada com todas as outras 
áreas. E que através de cada uma das expressões pode ser estimulado cada 
competência tanto social, emocional, psicológico às crianças, desta forma é 
importante referir que a arte é totalmente reconhecida, tem vindo a sofrer alterações 
ao longo do tempo, mas que os princípios têm-se mantido intatos, tais como a 
criatividade, a autonomia, a objetividade, a construção da personalidade através 
desta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
ARROYO. M. G. Imagens quebradas: trajetórias e tempos de alunos e mestres. 
Petrópolis/ RJ: Vozes, 2004. 
 
BARBOSA, Ana Mae. Arte-educação no Brasil. São Paulo: Editora Perspectiva, 
2002. 
 
BARROS, Célia Silva Guimarães. Pontos de psicologia do Desenvolvimento. São 
Paulo. Editora Ática. 2008. 
 
 
BRANDÃO, Carlos da Fonseca LDB passo a passo: Lei de diretrizes e bases da 
educação nacional lei nº 9. 394/96 comentada e interpretada. Artigo por Carlos da 
Fonseca Brandão. 4 ed. rev. E ampl. São Paulo: Avercamp, 2010. 
 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares 
Nacionais/Arte. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Referencial Curricular Nacional para a 
Educação Infantil: introdução. Brasília: Ministério da Educação, 2006. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e tecnológica. 
Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino médio. Brasília: Ministério da 
Educação, 2002. 
 
BRASIL. Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: 
arte – Brasília, 1997. 
 
CARDOSO, Maria Cecília de Freitas. Adaptando o conteúdo utilizando grandes 
áreas curriculares. Brasília:Corde, 1997. 
 
CRUZ, T. R. A Universidade e o desafio da arte na educação. Em aberto. Brasília, 
V. 2, n. 15, p. 1-6, maio 1983. 
 
CUNHA, S. R. V. da. As artes no universo infantil. Porto Alegre: Mediação, 2012. 
 
DIAS, Karina Sperle. Formação estética: Em busca do olhar sensível, In: Kramer, 
Sônia ET AL (org.) Infância e educação infantil. Campinas: Papirus, 1999. 
 
LOWENFELD, V.; BRITTAIN, W. L. Desenvolvimento da Capacidade Criadora. 
São Paulo: Mestre Jou, 1970. 
 
MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M. Terezinha Telles. Didática do 
ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 
1998. 
 
MARTINS, Raimundo. Educação musical: conceitos e preconceitos. Rio de 
Janeiro, FUNARTE, Instituto Nacional de Música, 1985. 
19 
 
 
MINUETTO, Maria de Fátima. Currículo na educação inclusiva: entendendo esse 
desafio. 2 ed. Curitiba: IB pex, 2008. 
 
OSTROWER, Fayga. Acasos e criação artística. Rio de Janeiro: Campinas, 1990. 
 
READ, Herbert. A educação pela arte. Tradução Ana Maria Rabaça e Luis Felipe 
Silva Teixeira. São Paulo: Martins Fontes, 1976. 
 
RICHTER. Ivone Mendes. Interculturalidade e estética do cotidiano no ensino 
das artes visuais. Campinas: Mercado das Letras, 2003. 
 
ROMANELLI, O. O. História da educação no Brasil. Petrópolis, R.J: Vozes, 1997. 
SANS, Paulo de Tarso Cheida. A criança e o artista: Fundamentos para o ensino 
das artes plásticas. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 1995. (Coleção Ágere). 
 
VYGOTSKY, Lev S. A Imaginação e a Arte na Infância. Madri: Akal, 2009. 
 
VYGOTSKY, Lev S. Psicologia Pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2001.

Mais conteúdos dessa disciplina