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Profº Reginaldo Chagas Monteiro Jr Introdução O envelhecimento se compõe como mais uma das etapas do desenvolvimento humano, sendo uma evolução de modificações que ocorrem no organismo e repercutem em todas as suas estruturas físicas, em sua expressão cognitiva e, também, na compreensão subjetiva dessas modificações. Enquanto as outras etapas do de modificações. São associadas a transformações positivas, o envelhecimento, por ser a última, é frequentemente relacionado a transformações negativas, pois nessa fase ocorre a redução a limitação dos movimentos, sinalizando um declínio nas funções do organismo que pode levar à perda da autonomia. Esta fase pode se desenrolar de maneira diferente de pessoa para pessoa, de forma que algumas demonstram seus sinais mais rápido que outras. O que irá determinar essa variação na forma e na velocidade do envelhecimento são fatores como: condições socioeconômicas, presença de doenças crônicas e estilo de vida, fatores biológicos, como a hereditariedade, e fatores psíquicos, como a personalidade e o afeto que influenciam, também, a condição e a velocidade do envelhecimento. Hoje, o envelhecimento é muito comum em todas as sociedades, o que significa que a expectativa de vida está aumentando em todo o mundo. Existem relevantes diferenças entre os fatores, a qualidade e a forma de envelhecimento entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Ao passo que nos desenvolvidos o envelhecimento se deu relacionado a uma melhor condição de vida, nos outros ocorreu de forma muito rápida e desordenada, sem tempo para uma reorganização social no âmbito da saúde, de forma que consiga entender às recentes necessidades que surgem com estas transformações. A expectativa no Brasil é que em 2050 existirão mais idosos que crianças menores de 15 anos, e esta é uma tendência mundial que trará importantes mudanças sociais e que nunca foi observada antes. Com essas mudanças no perfil da população, a enfermagem direcionada à gerontologia estuda o processo de envelhecimento em suas dimensões biológica, psicológica e social, tornando-se não só uma área muito importante de estudo como também de atuação da enfermagem. Fases do Envelhecimento No decorrer da fase adulta, ao longo dos anos, a pessoa passa por transformações nas estruturas do organismo que podem ser definidas como ‘envelhecimento’. O envelhecimento promove uma involução do desenvolvimento do ser humano, chamada de ‘senescência’, na qual ocorre o declínio das capacidades funcionais e de aptidões. O envelhecimento se caracteriza por algumas perdas das capacidades fisiológicas dos órgãos, dos sistemas e de adaptação a certas situações de estresse. Esse processo é progressivo e, na maioria das vezes, pode ser irreversível podendo resultar em alto risco para doenças ou mortalidade da pessoa. Sabe-se que o envelhecimento acomete toda a integridade do indivíduo, não caracterizando em si doenças, mas, sim, mudanças fisiológicas que diminuem a capacidade funcional do organismo. Envelhecer é um processo multidimensional que inclui transformações constantes que podem ser interpretadas, simultaneamente, como ganhos e perdas. O processo de envelhecimento começa no momento do nascimento e só termina com a morte. As fases do envelhecimento são: primário, secundário e terciário. Envelhecimento primário: diz respeito ao envelhecimento normal, desenvolvimento livre de doenças durante a idade adulta. Envelhecimento secundário: refere-se às mudanças no desenvolvimento que estão relacionadas com doenças, estilos de vida e outras mudanças induzidas pelo ambiente circundante e que não são inevitáveis (por exemplo, a poluição). Envelhecimento terciário: refere-se às rápidas perdas que ocorrem repentinamente antes de morrer. É preciso considerar que todos nós envelheceremos, porém, de maneiras diferentes e sempre de acordo com o estilo de vida adotado durante a vida, seja pelos processos biológicos, psicológicos, seja pelos socioculturais. São considerados, desta maneira, três domínios fundamentais para o envelhecimento saudável ou não do ser humano. Compreende-se, então, que o processo de envelhecimento é inevitável a qualquer ser humano, porém não deve ser visto de forma patológica, mas como um processo natural que irá atingir diretamente a qualidade de vida do indivíduo. Sendo assim, devemos sempre procurar novas adaptações para passarmos por essa transição sem grandes traumas. As alterações inerentes ao processo de envelhecimento não significam doença, mas a probabilidade de seu aparecimento que aumenta com a idade, uma vez que o envelhecimento torna as pessoas mais vulneráveis aos processos patológicos, caracterizando a senilidade. O corpo fica mais sensível às alterações que o atingem, os esforços o agridem mais, e os problemas de saúde costumam surgir com mais frequência e produzir consequência crônicas, ou seja, há diferença significativa no funcionamento do organismo e na maneira de reagir ao que se afeta, as quais são sentidas pelo indivíduo como sinais de que se está envelhecendo. Cenário Social do Envelhecimento Em nossa sociedade alguns idosos vivam isolados por deixarem seu trabalho. As mulheres diminuíam suas obrigações com a família principalmente pela independência de seus filhos. A partir de 1960/70 o processo de envelhecimento deixou de ser um problema para os idosos. Atualmente, existem formas comuns de sociabilidade do idoso com algumas alternativas que citaremos. Os centros e grupos de convivência de idosos foram implantados no Brasil desde 1960 levando idosos à baixa renda e inexistência de políticas públicas de proteção. A associação dos aposentados adveio com a mudança constituição de 1988, e as transformações decorridas na política social e nas políticas de aposentadorias levaram à universalização dos direitos. O idoso deve participar de atividades nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais, civis e não estar somente bem de saúde. O trabalho em grupo como estratégia leva à conquista da autoestima e autoconfiança, restaurando sua afetividade, estimulando a uma vida produtiva. O envelhecimento deve ser visto como uma experiência e acompanhada de oportunidades continuas de saúde, participação na sociedade e segurança, melhorando, assim a qualidade de vidas pessoas mais velhas. Os direitos dos Cidadãos Idosos Os direitos dos idosos (pessoas acima de 60 anos, segundo a OMS) são assegurados pela Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), e legislação correlata. O estatuto do idoso é uma lei de proteção aos idosos que lhes assegura, entre outras coisas: Distribuição gratuita de medicamentos e próteses dentárias pelos poderes públicos. Nos contratos novos feitos pelos planos de saúde não poderá haver reajustes em função da idade após os 60 anos. Desconto mínimo de 50% no ingresso de atividades culturais e de lazer. Preferência no assento aos locais onde essas atividades estão sendo realizadas. Proibição e limite de idade para vagas de empregos e concursos, salvo os acessos em que a natureza do cargo exigir. O critério para desempate de concursos será a idade, favorecendo-se aos mais velhos. Idosos com 65 anos ou mais que não tiverem como se sustentar terão direito ao benefício de um salário mínimo. Processos judiciais envolvendo pessoas com mais de 60 anos terão prioridades, nos programas habitacionais para maiores de 65 anos. Domínios do Envelhecimento A biologia do envelhecimento ocorre de forma natural e progressiva no ser humano, no qual ocorre também a diminuição funcional do corpo, das estruturas celulares, dos tecidos e do processo orgânico que constitui a funcionalidade corpórea do indivíduo. Estas alterações promovem uma desorganização e desgastes celular, afetando as características normais das células, e como consequência levam ao envelhecimento celular. As alterações ocorrem de forma gradual lenta e irreversível em um processo fisiológico, que afeta as estruturas e o funcionamento do corpo, dando início aos primeirossinais aparentes e evidentes de declínio físico e mental. O funcionamento do corpo humano, com o avanço da idade, se altera fisiologicamente, no que diz respeito aos domínios, sendo: Domínio biológico: muitos aspectos do funcionamento alteram-se à medida que se envelhece, e estas mudanças influenciam o padrão global de saúde, a mobilidade física, o funcionamento cognitivo etc. Domínio psicológico: existe um vasto conjunto de fenômenos que influenciam o processo de envelhecimento, nomeadamente as reações emocionais, personalidade, mecanismos perceptivos, aprendizagem, memória e cognição, estilos de relação interpessoal, controle etc. Domínio social e cultural: consideram-se quatro estruturas sociais determinantes, sendo elas a família, o trabalho, o estado e a religião. Alterações Fisiológicas no Idoso Alguns fatores são relevantes nas alterações fisiológicas do idoso, sendo considerados os fatores internos e externos de cada pessoa como também os fatores ambientais. As mudanças associadas aos fatores internos incluem alterações neurológicas, cardiorrespiratórias, gastrointestinais, entre outras. Os fatores externos incluem alimentação, lesões em articulações, exercícios físicos e estilo de vida. O estilo de vida está relacionado à manutenção da capacidade funcional e da autonomia. A perda da autonomia pode estar associada à redução na eficiência de alguns órgãos e sistemas que acabam por afetar a capacidade funcional. Estes e outros fatores relacionados ao estilo de vida estão estreitamente interligados à prática da atividade física. Um estudo que comparou o nível da qualidade de vida entre idosos participantes e não participantes de programas formais de atividade física concluiu que as pessoas participantes apresentavam maiores níveis de vitalidade em relação à saúde física e mental que os não participantes. Esses fatores representaram uma melhor qualidade de vida relacionada à saúde para pessoas ativas. Alterações Neuromusculares O envelhecimento causa alterações fisiológicas progressivas do organismo que reduzem a capacidade do idoso, afetando principalmente o equilíbrio, o que ocasiona maior risco de quedas. As quedas não são intencionai, ocorrendo um deslocamento do corpo durante movimentos executados e que não conseguem ser corrigidos. É um problema de saúde pública e causa, também, um problema na vida social do idoso e de sua família, podendo contribuir para a baixa autoestima, depressão, e isolamento social. É um problema que acaba levando o idoso ao hospital e podendo ocasionar a dependência permanente e, às vezes, a morte. O idoso apresenta uma potência diminuída na força e resistência, fatores relevantes da disfunção neuromuscular. Com a diminuição da potência, o desempenho muscular para o equilíbrio e força é afetada, e este processo se inicia a partir dos 40 anos de idade. A diminuição da massa muscular (sarcopenia) e da força muscular (dinapenia) é acompanhada pela redução e prejuízo das fibras musculares. A diminuição da força muscular pode ser explicada pela perda massa muscular. A perda da massa óssea é dez vezes maior nas mulheres que nos homens. Na menopausa, devido à diminuição de hormônio (estrogênio), ocorre, além da perda da massa muscular, a diminuição do peso e da força muscular. Todo este processo acompanha o indivíduo adulto até atingir o ápice na terceira para a quarta idade do idoso, na qual os músculos se tornam menores e mais fracos. As circunstâncias que favorecem as quedas estão relacionadas ao ambiente que o idosos vivem, doenças do envelhecimento, sedentarismo, acuidade visual diminuída e uso de medicamentos contínuos. Algumas patologias também contribuem para as quedas, como a labirintite, osteoporose, artrose, dentre outras, fazendo com que o idoso se sinta impedido de realizar suas atividades diárias e perdendo sua autonomia. Alguns cuidados são importantes, e o profissional de enfermagem pode orientar a família a: Manter a casa organizada, sem objetos espalhados pelo chão. Não utilizar tapetes de tecidos ou retalhos no banheiro, dar preferência a tapetes emborrachados antiderrapantes. Redobrar cuidado com idosos, caso haja escada. Verificar iluminação. É recomendado lâmpadas fluorescentes e cortinas claras. Aumentar a altura do vaso e instalar barras de apoio laterais e paralelas ao vaso. É recomendado substituir o box do banheiro (caso seja de vidro) por cortinas, manter o idoso afastado de situações perigosas que podem provocar as quedas. Sempre deixar seus medicamentos em local de fácil acesso e local baixo. Alterações Cardiovasculares Com as alterações musculares no idoso, o sistema cardiorrespiratório apresenta uma diminuição na funcionalidade, prejudicando o processo de pequena e da grande circulação que utiliza, absorve e transporta oxigênio, levando a um grande declínio circulatório e ventilatório. Alterações Renais Uma compreensão do envelhecimento renal e sua distinção entre a insuficiência renal secundária e outras doenças são essenciais para o atendimento individualizado de idosos. O envelhecimento dos rins, por si só, está associado com a alteração na morfologia renal e na redução da função renal, que acelera e é acentuada por doenças como diabetes mellitus e hipertensão. Mediante este processo, devemos nos preocupar em manter uma vida saudável, que se fará por meio da adesão a uma alimentação adequada e bem diversificada, à prática de exercícios e ao abandono de vícios que causam danos ao organismo. As prevalentes causas para a evolução da insuficiência renal são: glomerulonefrites, doenças císticas, cálculos, hipertensão, diabetes e outras doenças que vão causando danos irreparáveis aos néfrons, que é a parte funcional dos rins. O rim sofre modificação no seu peso, de 50g, no nascimento, até a fase adulta, que varia de 230 a 250g, sendo proporcional à área corporal do indivíduo. A partir da quarta década inicia-se o processo de envelhecimento renal, levando à diminuição do seu peso, que pode atingir cerca de 180g, reduzindo a área de filtração glomerular e, consequentemente, suas funções fisiológicas. O número e o volume de glomérulos também sofrem diminuição, tendo por consequência a diminuição da área de filtração e da permeabilidade glomerulares, o que proporciona a redução do ritmo de filtração glomerular. As alterações clínicas e laboratoriais que acometem o organismo na fase inicial da insuficiência renal são mínimas ou assintomáticas. O diagnóstico pode ser associado ou concluído mediante as manifestações inespecíficas, como: nictúria, poliúria, oligúria, edema, hipertensão arterial, fraqueza, fadiga, anorexia, náuseas, vômito, insônia, cãibras prurido, palidez cutânea, dismenorreia, amenorreia, atrofia testicular, impotência, déficit cognitivo, déficit de atenção, confusão, sonolência e coma. A insuficiência renal é definida quando ocorrem alterações nos rins incapacitando-os de remover os produtos de degradação metabólica no organismo ou de executar as funções normais. Os elementos normalmente excretados na diurese acumulam-se nos líquidos corporais como consequência da eliminação renal afetada, levando a uma interrupção e ruptura nas funções endócrinas e metabólicas, articulado com distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos. A insuficiência renal é uma patologia sistêmica e consiste na via final comum de muitas diferentes doenças dos rins e do aparelho urinário. A diminuição do fluxo sanguíneo renal e, consequentemente, da filtração das substâncias do organismo, associada aos efeitos tóxicos dos medicamentos, podem comprometer a função renal, por isso, deve-se atentar quanto ao uso dos fármacos, pois é comum o sobre consumo de medicamentos entre os idosos. A incontinência urinaria é caracterizada pela perda involuntária da urina pela uretra. Afeta pessoas em todas faixas etárias, sendo mais comum nas mulheres. A incidência aumenta progressivamente com a idade, sendo que um a cada três indivíduos idosos apresentam algum problema com o controleda bexiga. A patologia leva os indivíduos ao constrangimento, pois ao fazer esforço como tossir, respirar, entre outros casos, a vontade de urinar é tão súbita e forte que não há tempo de chegarão banheiro. Causa um impacto muito grande na qualidade de vida da pessoa. Alguns cuidados importantes são: Origem a realização de consulta de enfermagem para precoce investigação de sintomas. Orientar os cuidados a serem executados pela família ou cuidador. Identificar modificações na qualidade de vida. Orientar cuidados de higiene e prevenção das infecções. Estimular exercícios físicos e redução do peso corporal. Otimizar ingestão hídrica e empregar alimentação não constipante, e não irritante vesical. Estimular uso de cateterismo intermitente. Manter cuidados com cateter vesical de longa permanência. Alteração do Sono no Idoso Com o passar dos anos o organismo do idoso sofre alterações fisiológicas normais em razão do envelhecimento. Com isso seu padrão do sono também apresenta mudanças. Geralmente os idosos relatam suas queixas sobre o sono, mas muitos, por não as conceber como disfunções, não as referem por achar que são eventos normais do processo de senescência. As queixa mais frequentes são as de dificuldade para iniciar, manter ou reiniciar o sono, interrupção do sono noturno, despertares precoces pela manhã, sonolência excessiva, cochilos diurnos e cansaço, entre outros fatores que podem dificultar o desempenho do idoso. O sono noturno insuficiente pode conduzir a um aumento da sonolência diurna em todos os grupos etários. Nos idosos, a perturbação do sono noturno pode levar à privação de sono e ao prejuízo de sua capacidade de manter a vigília durante todo o dia. Com o processo de envelhecimento, o idoso já tem essas dificuldades devido à idade. Por isso a importância da promoção da sua qualidade de vida e um bom padrão de sono. Um bom sono e repouso promovem uma restauração das funções cognitivas, de memória e melhora o humor. E para o idoso, especialmente, é essencial para sua qualidade de vida. É difícil determinar a direção da relação causal entre o cochilo e a perturbação do sono noturno, a qual pode variar entre indivíduos. Alguns indivíduos podem dormir mais durante o dia para compensar uma privação do sono noturno, enquanto outros podem cochilar por outros motivos (por exemplo, inatividade) e, como resultado, desenvolvem dificuldades com o sono noturno. Em relação aos idosos, também têm sido implicados como contribuintes os frequentes despertares noturnos. Podem também apresentar alterações do sono devido a alterações neurológicas, que o tornam menos profundo e com redução nos sonhos. Assim, por desempenhar um importante papel em nosso organismo, o sono contribui para o equilíbrio das funções do organismo. Quando ele é de boa qualidade pode proporcionar inúmeros benefícios ao indivíduo, como: Contribuir para a aprendizagem. Melhorar a memória. Proporcionar bem-estar. Melhorar o humor. Ajudar na recuperação do sistema imunológico. Auxiliar na prevenção e recuperação de doenças, entre outros. Essa sintomatologia permite afirmar que sono e repouso são funções restauradoras necessárias para a preservação da vida, o que por si só justifica a necessidade dos profissionais de saúde em atualizar seus conhecimentos acerca das alterações fisiológicas que ocorrem no sono com a velhice, assim como sobre os fatores que interferem no sono saudável. Outras alterações fisiológicas que acometem os idosos: Diminuição de audição, particularmente da capacidade de ouvir frequências altas. Diminuição da visão, incluindo a capacidade, por parte do olho, de ajustar a focagem entre objetos de perto e de longe, e de se adaptar à luz ao escuro. Diminuição do olfato e do paladar. Redução da capacidade máxima do pulmão, o que faz que o volume de ar que entra nos pulmões seja mais reduzido. Embranquecimento do cabelo devido à morte das células produtoras de pigmento; cabelos mais frágeis e de crescimento mais lento. Diminuição da altura em aproximadamente cinco centímetros, devido à diminuição do tamanho das vértebras. Ocorre também a perda do cálcio dos ossos, que ficam menos densos e mais quebradiços; enrugamento da pele, que se torna mais fina e menos elástica. Menor capacidade de ação do sistema imunológico, debilitando a capacidade de luta contra infecções. Enfraquecimento dos músculo e da sua coordenação, diminuição da massa magra e dos músculos esqueléticos do corpo e aumento da massa adiposa, redução da quantidade de sangue bombeada pelo coração. Diminuição de até 50% no fluxo sanguíneo filtrado pelos rins, o que significa uma forte redução da eliminação dos produtos em circulação no sangue, sendo uma das razões para a maior vulnerabilidade dos idosos às intoxicações medicamentosas. Alterações no equilíbrio hormonal, afetando a aparência física (surgimento de pelos faciais na mulher) e a atividade sexual (menos excitabilidade e orgasmos menos frequentes). Endurecimento e espessamento das artérias, o que deixa mais lenta a circulação sanguínea. Assim, a regulação do sistema circulatório será menos eficaz, e o controle da pressão sanguínea é menos preciso. Maior vulnerabilidade às temperaturas extremas devido à diminuição da regulação da temperatura do corpo, e à atrofia das glândulas sudoríferas e dos tecidos subcutâneos, com consequente diminuição da capacidade para transpirar, desgaste e perda dos dentes, o que afeta a ingestão dos alimentos. A digestão torna-se difícil, ocorrendo também a lentidão intestinal, devido à redução quantitativa e qualitativa das enzimas e dos ácidos gástricos e o enfraquecimento dos músculos do trato intestinal. Patologias comuns aos Idosos Durante o processo de envelhecimento, ocorrem alterações celulares cerebrais neurofisiológicas, visando a intensidade de indivíduo para indivíduo. A demência é uma redução irreversível da função mental, causando deficiência cognitivas como perda da memória (principalmente a recente), comprometimento da capacidade de resolução de problemas, alteração de personalidade e emocional. Alterações neuropatológicas podem afetar as funções orgânicas como deambulação e pratica de atividades diárias, levando à imobilidade e traumas. Síndrome orgânica ou distúrbio mental orgânico é o conjunto de disfunções cerebrais associadas a qualquer anormalidade psicológica, podendo ser permanentes ou transitórias. Pacientes/Clientes com síndrome orgânica cerebral apresentam distúrbios de atenção, aprendizagem e memória em vários níveis, podendo ocasionar alucinações, delírios, instabilidade emocional e depressão. Doença de Alzheimer É um dos distúrbios neurológicos caracterizado por uma demência, esta pode ser denominada de síndrome demencial que é caracterizada por três itens: Alteração de memória; Alteração da capacidade intelectual (dificuldade de raciocínio lógico, de executar a comunicação escrita e falada, dificuldade na organização de tarefas complexas); Alteração do comportamento com a perda da inibição, episódios de agitação e alucinações. Podem ocorrer ainda a perda de memória e manifestações psicológicas como a desorientação tempo-espacial e alienação. A confusão do paciente/cliente, principalmente à noite, pode tornar-se mais acentuada, dificultando o reconhecimento do ambiente. A comunicação com o paciente/cliente torna-se gradativamente difícil, o que o torna por vezes inseguro, agitado e apresentando gesto agressivos. Sinais e Sintomas Alteração de memória principalmente a recente. Alterações da capacidade de planejamento. Dificuldade de se comunicar e aprender. Dificuldade em reconhecer e identificar objetos. Desorientação temporal e espacial. Mudanças emocionais (irritabilidade, choro, ataques inesperados de agressividade). Distúrbios do sono. Apatia. Exclusão. Meios de Diagnóstico O exame físico, a anamnese e a combinação dos sinais e sintomas são os meios mais eficientes para diagnosticara doença, além de uma serie de teste cognitivos. Assim, o diagnóstico é evidenciado pela presença de demência, pela ausência ou diminuição de duas áreas cognitivas. A tomografia computadoriza e a ressonância magnética podem evidenciar um grau de alteração no tecido cerebral, assim são exames que podem auxiliar no diagnóstico médico. Tipos de Tratamento Embora não exista tratamento curativo ou que evite a progressão da doença, ao controle da sintomatologia é obtido por meio de terapia medicamentosa, variando de um indivíduo para o outro. Alguns medicamentos utilizados são: Donepezil (Aricept), medicamento de ação colinérgica indireta. Rivastigmina, medicamento que auxilia na demência do tipo Alzheimer leve a moderada. Galantamina, medicamento que auxilia na demência do tipo Alzheimer leve a moderada. Memantina (Namenda), medicamento que auxilia na demência do tipo Alzheimer leve a moderada. O acompanhamento fisioterápico também é indicado sendo de grande valia como coadjuvante do tratamento desse cliente/paciente, proporcionando melhora na qualidade de vida. Assistência de Enfermagem Reforçar a memória com lembretes e cartazes de orientação. Auxiliar o paciente na realização de suas atividades diárias. Estimular o autocuidado, fazendo por ele apenas aquilo que lhe seja muito difícil. Falar atentamente, de forma clara, utilizando frases firmes e curtas. Manter o ambiente calmo e seguro. Estimular a participação em atividades recreacionais e terapêuticas. Oferecer-lhe atividades que seja capaz de realizar. Estimular a socialização (convívio com amigos). Controlar diariamente os sinais vitais. Não reforçar e concordar com alucinações e delírios. Manter o paciente informado quanto ao tempo, espaço e pessoas. Observar ingestão e eliminações. Promover sono tranquilo (massagens de conforto, música clássica). Doença de Parkinson É uma doença degenerativa caracterizada por um síndrome parkinsoniana, esta resulta de uma deficiência do sistema dopaminérgico (conjunto de células responsáveis pelo movimento). Os sinais e sintomas da doença podem ser caracterizados pela síndrome parkinsoniana, esta é definida pela presença de quatro sinais denominados de sinais cardinais, são eles: tremor de repouso, rigidez, lentificação dos movimentos e alteração do equilíbrio; para o diagnóstico desta doença é necessária, no mínimo, a presença de dois sinais cardinais. Sinais e Sintomas Tremor. Bradicinesia (movimentos lentos). Dificuldade de iniciar movimentos pela lentificação, a coordenação motora fina apresenta-se prejudicada pela lentificação. Micrografia (caligrafia se torna menos legível). Rigidez muscular principalmente em áreas como pescoço, tronco e ombros. Outros sinais que podem estar presentes: sudorese excessiva na face, tontura, alteração de memória, depressão, insônia, hipotensão postural, ansiedade, dificuldade para deglutir, sialorréia, queixas álgicas, cansaço aparente e perda de peso. Meios de Diagnóstico O diagnóstico da Doença de Parkinson é baseado em anamnese e exame físico e sinais e sintomas do paciente/cliente. Exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada, além de eletroencefalograma, são solicitados pelos Geriatras ou Neurologistas para efeitos de exclusão de outras doenças neurológicas. Tipos de Tratamento Embora não exista tratamento curativo ou que evite a progressão da doença, o controle dos sinais e sintomas é obtido por meio de terapia medicamentosa, variando de um indivíduo para ouro. Entre as drogas comumente utilizadas, estão: a Levodopa, agonistas dopaminérgicos, inibidores da enzima MAO-B e Amantadina. Assistência de Enfermagem Falar de frente para o paciente/cliente, exagerando na pronúncia, utilizando frases curtas. Encorajar, ensinar e apoiar o paciente/cliente durante a realização de suas atividades diárias. Estimular o autocuidado, fazendo por ele apenas aquilo que lhe seja muito difícil. Manter o ambiente calmo e seguro. Estimular a participação em atividades recreacionais e terapêuticas. Oferecer-lhe atividades que seja capaz de realizar. Estimular a socialização (convívio com amigos). Controlar diariamente os sinais vitais. Estimular ingestão de líquidos. Promover e incentivar a deambulação. Estudo Dirigido Explique envelhecimento? O que é gerontologia? Quais os fatore que irá determinar essa variação na forma e na velocidade do envelhecimento? Explique a expectativa no Brasil em 2050? O que e senescência? Explique a característica do envelhecimento. Quando começa e termina o processo de envelhecimento? Explique as fases do envelhecimento. O que diferenciara a maneira do envelhecimento para nós? O que e senilidade? Explique com suas palavras o Cenário social do envelhecimento. Qual a Lei do Estatuto do Idoso? Cite a proteção que lhes assegura no Estatuto do Idoso. Quais os fatores internos e externos que são associados na mudanças? Explique os domínios do envelhecimento. O que são alterações fisiológicas do Idoso? Explique as alterações neuromuscular. Qual a diferença entre sarcopenia e dinapenia? Quais os cuidados que o profissional de enfermagem pode orientar a família sobre quedas. Explique as alterações cardiorrespiratórias. Explique as alterações renais. Explique as alterações do sono no idoso. Quais os benefícios que proporciona o bom sono? Cite outras alterações fisiológicas que acomete os idosos. Explique as patologias comuns aos idosos. O que é doença de Alzheimer? Quais os sinais e sintomas da doença de Alzheimer? Quais os meios de diagnóstico? Quais os tipos de tratamento da doença de Alzheimer? Cite a assistência de enfermagem para doença de Alzheimer. Explique doença de Parkinson. Quais os sinais e sintomas da doença de Parkinson? Quais os meios de diagnóstico da doença de Parkinson? Quais os tipos de tratamentos da doença de Parkinson? Cite a assistência de enfermagem para doença de Parkinson?