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Profº Reginaldo Chagas Monteiro Jr
Introdução 
O envelhecimento se compõe como mais uma das etapas do
desenvolvimento humano, sendo uma evolução de modificações que
ocorrem no organismo e repercutem em todas as suas estruturas físicas,
em sua expressão cognitiva e, também, na compreensão subjetiva
dessas modificações. Enquanto as outras etapas do de modificações.
São associadas a transformações positivas, o envelhecimento, por ser a
última, é frequentemente relacionado a transformações negativas, pois
nessa fase ocorre a redução a limitação dos movimentos, sinalizando
um declínio nas funções do organismo que pode levar à perda da
autonomia. Esta fase pode se desenrolar de maneira diferente de pessoa
para pessoa, de forma que algumas demonstram seus sinais mais
rápido que outras. O que irá determinar essa variação na forma e na
velocidade do envelhecimento são fatores como: condições
socioeconômicas, presença de doenças crônicas e estilo de vida, fatores
biológicos, como a hereditariedade, e fatores psíquicos, como a
personalidade e o afeto que influenciam, também, a condição e a
velocidade do envelhecimento.
Hoje, o envelhecimento é muito comum em todas as sociedades, o
que significa que a expectativa de vida está aumentando em todo o
mundo. Existem relevantes diferenças entre os fatores, a qualidade
e a forma de envelhecimento entre os países desenvolvidos e os em
desenvolvimento. Ao passo que nos desenvolvidos o
envelhecimento se deu relacionado a uma melhor condição de vida,
nos outros ocorreu de forma muito rápida e desordenada, sem
tempo para uma reorganização social no âmbito da saúde, de forma
que consiga entender às recentes necessidades que surgem com
estas transformações.
A expectativa no Brasil é que em 2050 existirão mais idosos que
crianças menores de 15 anos, e esta é uma tendência mundial que
trará importantes mudanças sociais e que nunca foi observada
antes.
Com essas mudanças no perfil da população, a enfermagem
direcionada à gerontologia estuda o processo de envelhecimento em
suas dimensões biológica, psicológica e social, tornando-se não só
uma área muito importante de estudo como também de atuação da
enfermagem.
Fases do Envelhecimento 
No decorrer da fase adulta, ao longo dos anos, a pessoa passa por
transformações nas estruturas do organismo que podem ser definidas como
‘envelhecimento’. O envelhecimento promove uma involução do
desenvolvimento do ser humano, chamada de ‘senescência’, na qual ocorre
o declínio das capacidades funcionais e de aptidões.
O envelhecimento se caracteriza por algumas perdas das capacidades
fisiológicas dos órgãos, dos sistemas e de adaptação a certas situações de
estresse. Esse processo é progressivo e, na maioria das vezes, pode ser
irreversível podendo resultar em alto risco para doenças ou mortalidade da
pessoa.
Sabe-se que o envelhecimento acomete toda a integridade do indivíduo,
não caracterizando em si doenças, mas, sim, mudanças fisiológicas que
diminuem a capacidade funcional do organismo. Envelhecer é um processo
multidimensional que inclui transformações constantes que podem ser
interpretadas, simultaneamente, como ganhos e perdas. O processo de
envelhecimento começa no momento do nascimento e só termina com a
morte.
As fases do envelhecimento são: primário, secundário e
terciário.
 Envelhecimento primário: diz respeito ao envelhecimento
normal, desenvolvimento livre de doenças durante a idade
adulta.
 Envelhecimento secundário: refere-se às mudanças no
desenvolvimento que estão relacionadas com doenças, estilos
de vida e outras mudanças induzidas pelo ambiente
circundante e que não são inevitáveis (por exemplo, a
poluição).
 Envelhecimento terciário: refere-se às rápidas perdas que
ocorrem repentinamente antes de morrer.
É preciso considerar que todos nós envelheceremos, porém,
de maneiras diferentes e sempre de acordo com o estilo de
vida adotado durante a vida, seja pelos processos biológicos,
psicológicos, seja pelos socioculturais. São considerados,
desta maneira, três domínios fundamentais para o
envelhecimento saudável ou não do ser humano.
Compreende-se, então, que o processo de envelhecimento é
inevitável a qualquer ser humano, porém não deve ser visto
de forma patológica, mas como um processo natural que irá
atingir diretamente a qualidade de vida do indivíduo. Sendo
assim, devemos sempre procurar novas adaptações para
passarmos por essa transição sem grandes traumas. As
alterações inerentes ao processo de envelhecimento não
significam doença, mas a probabilidade de seu aparecimento
que aumenta com a idade, uma vez que o envelhecimento
torna as pessoas mais vulneráveis aos processos patológicos,
caracterizando a senilidade. O corpo fica mais sensível às
alterações que o atingem, os esforços o agridem mais, e os
problemas de saúde costumam surgir com mais frequência e
produzir consequência crônicas, ou seja, há diferença
significativa no funcionamento do organismo e na maneira de
reagir ao que se afeta, as quais são sentidas pelo indivíduo
como sinais de que se está envelhecendo.
Cenário Social do Envelhecimento
Em nossa sociedade alguns idosos vivam isolados por deixarem seu
trabalho. As mulheres diminuíam suas obrigações com a família
principalmente pela independência de seus filhos. A partir de
1960/70 o processo de envelhecimento deixou de ser um problema
para os idosos. Atualmente, existem formas comuns de
sociabilidade do idoso com algumas alternativas que citaremos. Os
centros e grupos de convivência de idosos foram implantados no
Brasil desde 1960 levando idosos à baixa renda e inexistência de
políticas públicas de proteção. A associação dos aposentados
adveio com a mudança constituição de 1988, e as transformações
decorridas na política social e nas políticas de aposentadorias
levaram à universalização dos direitos.
O idoso deve participar de atividades nas questões sociais,
econômicas, culturais, espirituais, civis e não estar somente bem de
saúde. O trabalho em grupo como estratégia leva à conquista da
autoestima e autoconfiança, restaurando sua afetividade,
estimulando a uma vida produtiva. O envelhecimento deve ser visto
como uma experiência e acompanhada de oportunidades continuas
de saúde, participação na sociedade e segurança, melhorando,
assim a qualidade de vidas pessoas mais velhas.
Os direitos dos Cidadãos Idosos
Os direitos dos idosos (pessoas acima de 60 anos,
segundo a OMS) são assegurados pela Lei nº 10.741, de
1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), e legislação
correlata. O estatuto do idoso é uma lei de proteção aos
idosos que lhes assegura, entre outras coisas:
 Distribuição gratuita de medicamentos e próteses
dentárias pelos poderes públicos.
 Nos contratos novos feitos pelos planos de saúde não
poderá haver reajustes em função da idade após os 60
anos.
 Desconto mínimo de 50% no ingresso de atividades
culturais e de lazer.
 Preferência no assento aos locais onde essas atividades
estão sendo realizadas.
 Proibição e limite de idade para vagas de empregos
e concursos, salvo os acessos em que a natureza
do cargo exigir. O critério para desempate de
concursos será a idade, favorecendo-se aos mais
velhos.
 Idosos com 65 anos ou mais que não tiverem como
se sustentar terão direito ao benefício de um salário
mínimo.
 Processos judiciais envolvendo pessoas com mais
de 60 anos terão prioridades, nos programas
habitacionais para maiores de 65 anos.
Domínios do Envelhecimento
A biologia do envelhecimento ocorre de forma natural e progressiva no ser
humano, no qual ocorre também a diminuição funcional do corpo, das
estruturas celulares, dos tecidos e do processo orgânico que constitui a
funcionalidade corpórea do indivíduo. Estas alterações promovem uma
desorganização e desgastes celular, afetando as características normais
das células, e como consequência levam ao envelhecimento celular.
As alterações ocorrem de forma gradual lenta e irreversível em um processo
fisiológico, que afeta as estruturas e o funcionamento do corpo, dando início
aos primeirossinais aparentes e evidentes de declínio físico e mental.
O funcionamento do corpo humano, com o avanço da idade, se altera
fisiologicamente, no que diz respeito aos domínios, sendo:
 Domínio biológico: muitos aspectos do funcionamento alteram-se à
medida que se envelhece, e estas mudanças influenciam o padrão global de
saúde, a mobilidade física, o funcionamento cognitivo etc.
 Domínio psicológico: existe um vasto conjunto de fenômenos que
influenciam o processo de envelhecimento, nomeadamente as reações
emocionais, personalidade, mecanismos perceptivos, aprendizagem,
memória e cognição, estilos de relação interpessoal, controle etc.
 Domínio social e cultural: consideram-se quatro estruturas sociais
determinantes, sendo elas a família, o trabalho, o estado e a religião.
Alterações Fisiológicas no Idoso
Alguns fatores são relevantes nas alterações fisiológicas do idoso,
sendo considerados os fatores internos e externos de cada pessoa
como também os fatores ambientais.
As mudanças associadas aos fatores internos incluem alterações
neurológicas, cardiorrespiratórias, gastrointestinais, entre outras. Os
fatores externos incluem alimentação, lesões em articulações,
exercícios físicos e estilo de vida.
O estilo de vida está relacionado à manutenção da capacidade
funcional e da autonomia. A perda da autonomia pode estar
associada à redução na eficiência de alguns órgãos e sistemas que
acabam por afetar a capacidade funcional. Estes e outros fatores
relacionados ao estilo de vida estão estreitamente interligados à
prática da atividade física.
Um estudo que comparou o nível da qualidade de vida entre idosos
participantes e não participantes de programas formais de atividade
física concluiu que as pessoas participantes apresentavam maiores
níveis de vitalidade em relação à saúde física e mental que os não
participantes. Esses fatores representaram uma melhor qualidade de
vida relacionada à saúde para pessoas ativas.
Alterações Neuromusculares
O envelhecimento causa alterações fisiológicas progressivas do organismo
que reduzem a capacidade do idoso, afetando principalmente o equilíbrio, o
que ocasiona maior risco de quedas. As quedas não são intencionai,
ocorrendo um deslocamento do corpo durante movimentos executados e
que não conseguem ser corrigidos. É um problema de saúde pública e
causa, também, um problema na vida social do idoso e de sua família,
podendo contribuir para a baixa autoestima, depressão, e isolamento social.
É um problema que acaba levando o idoso ao hospital e podendo ocasionar
a dependência permanente e, às vezes, a morte.
O idoso apresenta uma potência diminuída na força e resistência, fatores
relevantes da disfunção neuromuscular. Com a diminuição da potência, o
desempenho muscular para o equilíbrio e força é afetada, e este processo
se inicia a partir dos 40 anos de idade.
A diminuição da massa muscular (sarcopenia) e da força muscular
(dinapenia) é acompanhada pela redução e prejuízo das fibras musculares.
A diminuição da força muscular pode ser explicada pela perda massa
muscular. A perda da massa óssea é dez vezes maior nas mulheres que
nos homens. Na menopausa, devido à diminuição de hormônio (estrogênio),
ocorre, além da perda da massa muscular, a diminuição do peso e da força
muscular.
Todo este processo acompanha o indivíduo adulto até atingir
o ápice na terceira para a quarta idade do idoso, na qual os
músculos se tornam menores e mais fracos.
As circunstâncias que favorecem as quedas estão
relacionadas ao ambiente que o idosos vivem, doenças do
envelhecimento, sedentarismo, acuidade visual diminuída e
uso de medicamentos contínuos. Algumas patologias também
contribuem para as quedas, como a labirintite, osteoporose,
artrose, dentre outras, fazendo com que o idoso se sinta
impedido de realizar suas atividades diárias e perdendo sua
autonomia. Alguns cuidados são importantes, e o profissional
de enfermagem pode orientar a família a:
 Manter a casa organizada, sem objetos espalhados pelo
chão.
 Não utilizar tapetes de tecidos ou retalhos no banheiro, dar
preferência a tapetes emborrachados antiderrapantes.
 Redobrar cuidado com idosos, caso haja escada.
 Verificar iluminação. É recomendado lâmpadas fluorescentes
e cortinas claras.
 Aumentar a altura do vaso e instalar barras de apoio 
laterais e paralelas ao vaso.
 É recomendado substituir o box do banheiro (caso 
seja de vidro) por cortinas, manter o idoso afastado 
de situações perigosas que podem provocar as 
quedas.
 Sempre deixar seus medicamentos em local de fácil 
acesso e local baixo.
Alterações Cardiovasculares
Com as alterações musculares no idoso, o sistema
cardiorrespiratório apresenta uma diminuição na
funcionalidade, prejudicando o processo de pequena
e da grande circulação que utiliza, absorve e
transporta oxigênio, levando a um grande declínio
circulatório e ventilatório.
Alterações Renais
Uma compreensão do envelhecimento renal e sua distinção
entre a insuficiência renal secundária e outras doenças são
essenciais para o atendimento individualizado de idosos. O
envelhecimento dos rins, por si só, está associado com a
alteração na morfologia renal e na redução da função renal,
que acelera e é acentuada por doenças como diabetes
mellitus e hipertensão. Mediante este processo, devemos nos
preocupar em manter uma vida saudável, que se fará por
meio da adesão a uma alimentação adequada e bem
diversificada, à prática de exercícios e ao abandono de vícios
que causam danos ao organismo.
As prevalentes causas para a evolução da insuficiência renal
são: glomerulonefrites, doenças císticas, cálculos,
hipertensão, diabetes e outras doenças que vão causando
danos irreparáveis aos néfrons, que é a parte funcional dos
rins.
O rim sofre modificação no seu peso, de 50g, no nascimento,
até a fase adulta, que varia de 230 a 250g, sendo proporcional à área
corporal do indivíduo. A partir da quarta década inicia-se o
processo de envelhecimento renal, levando à diminuição do seu
peso, que pode atingir cerca de 180g, reduzindo a área de filtração
glomerular e, consequentemente, suas funções fisiológicas. O
número e o volume de glomérulos também sofrem diminuição,
tendo por consequência a diminuição da área de filtração e da
permeabilidade glomerulares, o que proporciona a redução do
ritmo de filtração glomerular.
As alterações clínicas e laboratoriais que acometem o
organismo na fase inicial da insuficiência renal são mínimas ou
assintomáticas. O diagnóstico pode ser associado ou concluído
mediante as manifestações inespecíficas, como: nictúria, poliúria,
oligúria, edema, hipertensão arterial, fraqueza, fadiga, anorexia,
náuseas, vômito, insônia, cãibras prurido, palidez cutânea,
dismenorreia, amenorreia, atrofia testicular, impotência, déficit
cognitivo, déficit de atenção, confusão, sonolência e coma.
A insuficiência renal é definida quando ocorrem alterações nos rins incapacitando-os de
remover os produtos de degradação metabólica no organismo ou de executar as
funções normais. Os elementos normalmente excretados na diurese acumulam-se nos
líquidos corporais como consequência da eliminação renal afetada, levando a uma
interrupção e ruptura nas funções endócrinas e metabólicas, articulado com distúrbios
hidroeletrolíticos e acidobásicos. A insuficiência renal é uma patologia sistêmica e
consiste na via final comum de muitas diferentes doenças dos rins e do aparelho
urinário.
A diminuição do fluxo sanguíneo renal e, consequentemente, da filtração das
substâncias do organismo, associada aos efeitos tóxicos dos medicamentos, podem
comprometer a função renal, por isso, deve-se atentar quanto ao uso dos fármacos,
pois é comum o sobre consumo de medicamentos entre os idosos.
A incontinência urinaria é caracterizada pela perda involuntária da urina pela uretra.
Afeta pessoas em todas faixas etárias, sendo mais comum nas mulheres. A incidência
aumenta progressivamente com a idade, sendo que um a cada três indivíduos idosos
apresentam algum problema com o controleda bexiga. A patologia leva os indivíduos ao
constrangimento, pois ao fazer esforço como tossir, respirar, entre outros casos, a
vontade de urinar é tão súbita e forte que não há tempo de chegarão banheiro. Causa
um impacto muito grande na qualidade de vida da pessoa.
Alguns cuidados importantes são:
 Origem a realização de consulta de enfermagem para
precoce investigação de sintomas.
 Orientar os cuidados a serem executados pela família ou
cuidador.
 Identificar modificações na qualidade de vida.
 Orientar cuidados de higiene e prevenção das infecções.
 Estimular exercícios físicos e redução do peso corporal.
 Otimizar ingestão hídrica e empregar alimentação não
constipante, e não irritante vesical.
 Estimular uso de cateterismo intermitente.
 Manter cuidados com cateter vesical de longa
permanência.
Alteração do Sono no Idoso
Com o passar dos anos o organismo do idoso sofre alterações fisiológicas
normais em razão do envelhecimento. Com isso seu padrão do sono
também apresenta mudanças.
Geralmente os idosos relatam suas queixas sobre o sono, mas muitos, por
não as conceber como disfunções, não as referem por achar que são
eventos normais do processo de senescência. As queixa mais frequentes
são as de dificuldade para iniciar, manter ou reiniciar o sono, interrupção do
sono noturno, despertares precoces pela manhã, sonolência excessiva,
cochilos diurnos e cansaço, entre outros fatores que podem dificultar o
desempenho do idoso. O sono noturno insuficiente pode conduzir a um
aumento da sonolência diurna em todos os grupos etários. Nos idosos, a
perturbação do sono noturno pode levar à privação de sono e ao prejuízo de
sua capacidade de manter a vigília durante todo o dia. Com o processo de
envelhecimento, o idoso já tem essas dificuldades devido à idade. Por isso
a importância da promoção da sua qualidade de vida e um bom padrão de
sono.
Um bom sono e repouso promovem uma restauração das funções
cognitivas, de memória e melhora o humor. E para o idoso, especialmente,
é essencial para sua qualidade de vida.
É difícil determinar a direção da relação causal entre o cochilo e a perturbação do sono
noturno, a qual pode variar entre indivíduos. Alguns indivíduos podem dormir mais
durante o dia para compensar uma privação do sono noturno, enquanto outros podem
cochilar por outros motivos (por exemplo, inatividade) e, como resultado, desenvolvem
dificuldades com o sono noturno. Em relação aos idosos, também têm sido implicados
como contribuintes os frequentes despertares noturnos. Podem também apresentar
alterações do sono devido a alterações neurológicas, que o tornam menos profundo e
com redução nos sonhos. Assim, por desempenhar um importante papel em nosso
organismo, o sono contribui para o equilíbrio das funções do organismo. Quando ele é
de boa qualidade pode proporcionar inúmeros benefícios ao indivíduo, como:
 Contribuir para a aprendizagem.
 Melhorar a memória.
 Proporcionar bem-estar.
 Melhorar o humor.
 Ajudar na recuperação do sistema imunológico.
 Auxiliar na prevenção e recuperação de doenças, entre outros.
Essa sintomatologia permite afirmar que sono e repouso são funções restauradoras
necessárias para a preservação da vida, o que por si só justifica a necessidade dos
profissionais de saúde em atualizar seus conhecimentos acerca das alterações
fisiológicas que ocorrem no sono com a velhice, assim como sobre os fatores que
interferem no sono saudável.
Outras alterações fisiológicas que 
acometem os idosos:
 Diminuição de audição, particularmente da capacidade de ouvir
frequências altas.
 Diminuição da visão, incluindo a capacidade, por parte do olho, de
ajustar a focagem entre objetos de perto e de longe, e de se adaptar
à luz ao escuro.
 Diminuição do olfato e do paladar.
 Redução da capacidade máxima do pulmão, o que faz que o volume
de ar que entra nos pulmões seja mais reduzido.
 Embranquecimento do cabelo devido à morte das células produtoras
de pigmento; cabelos mais frágeis e de crescimento mais lento.
 Diminuição da altura em aproximadamente cinco centímetros,
devido à diminuição do tamanho das vértebras. Ocorre também a
perda do cálcio dos ossos, que ficam menos densos e mais
quebradiços; enrugamento da pele, que se torna mais fina e menos
elástica.
 Menor capacidade de ação do sistema imunológico, debilitando a 
capacidade de luta contra infecções.
 Enfraquecimento dos músculo e da sua coordenação, diminuição da massa
magra e dos músculos esqueléticos do corpo e aumento da massa adiposa,
redução da quantidade de sangue bombeada pelo coração. Diminuição de
até 50% no fluxo sanguíneo filtrado pelos rins, o que significa uma forte
redução da eliminação dos produtos em circulação no sangue, sendo uma
das razões para a maior vulnerabilidade dos idosos às intoxicações
medicamentosas.
 Alterações no equilíbrio hormonal, afetando a aparência física (surgimento de
pelos faciais na mulher) e a atividade sexual (menos excitabilidade e
orgasmos menos frequentes).
 Endurecimento e espessamento das artérias, o que deixa mais lenta a
circulação sanguínea. Assim, a regulação do sistema circulatório será menos
eficaz, e o controle da pressão sanguínea é menos preciso.
 Maior vulnerabilidade às temperaturas extremas devido à diminuição da
regulação da temperatura do corpo, e à atrofia das glândulas sudoríferas e
dos tecidos subcutâneos, com consequente diminuição da capacidade para
transpirar, desgaste e perda dos dentes, o que afeta a ingestão dos
alimentos.
 A digestão torna-se difícil, ocorrendo também a lentidão intestinal, devido à 
redução quantitativa e qualitativa das enzimas e dos ácidos gástricos e o 
enfraquecimento dos músculos do trato intestinal.
Patologias comuns aos Idosos
Durante o processo de envelhecimento, ocorrem alterações
celulares cerebrais neurofisiológicas, visando a intensidade
de indivíduo para indivíduo. A demência é uma redução
irreversível da função mental, causando deficiência
cognitivas como perda da memória (principalmente a
recente), comprometimento da capacidade de resolução de
problemas, alteração de personalidade e emocional.
Alterações neuropatológicas podem afetar as funções
orgânicas como deambulação e pratica de atividades diárias,
levando à imobilidade e traumas.
Síndrome orgânica ou distúrbio mental orgânico é o conjunto
de disfunções cerebrais associadas a qualquer anormalidade
psicológica, podendo ser permanentes ou transitórias.
Pacientes/Clientes com síndrome orgânica cerebral
apresentam distúrbios de atenção, aprendizagem e memória
em vários níveis, podendo ocasionar alucinações, delírios,
instabilidade emocional e depressão.
Doença de Alzheimer
É um dos distúrbios neurológicos caracterizado por uma
demência, esta pode ser denominada de síndrome demencial
que é caracterizada por três itens:
Alteração de memória;
Alteração da capacidade intelectual (dificuldade de raciocínio
lógico, de executar a comunicação escrita e falada,
dificuldade na organização de tarefas complexas);
Alteração do comportamento com a perda da inibição,
episódios de agitação e alucinações.
Podem ocorrer ainda a perda de memória e manifestações
psicológicas como a desorientação tempo-espacial e
alienação. A confusão do paciente/cliente, principalmente à
noite, pode tornar-se mais acentuada, dificultando o
reconhecimento do ambiente. A comunicação com o
paciente/cliente torna-se gradativamente difícil, o que o torna
por vezes inseguro, agitado e apresentando gesto agressivos.
Sinais e Sintomas
 Alteração de memória principalmente a recente.
 Alterações da capacidade de planejamento.
 Dificuldade de se comunicar e aprender.
 Dificuldade em reconhecer e identificar objetos.
 Desorientação temporal e espacial.
 Mudanças emocionais (irritabilidade, choro, ataques 
inesperados de agressividade).
 Distúrbios do sono.
 Apatia.
 Exclusão.
Meios de Diagnóstico
O exame físico, a anamnese e a combinação dos 
sinais e sintomas são os meios mais eficientes para 
diagnosticara doença, além de uma serie de teste 
cognitivos.
Assim, o diagnóstico é evidenciado pela presença 
de demência, pela ausência ou diminuição de duas 
áreas cognitivas.
A tomografia computadoriza e a ressonância 
magnética podem evidenciar um grau de alteração 
no tecido cerebral, assim são exames que podem 
auxiliar no diagnóstico médico.
Tipos de Tratamento
Embora não exista tratamento curativo ou que evite a progressão da
doença, ao controle da sintomatologia é obtido por meio de terapia
medicamentosa, variando de um indivíduo para o outro.
Alguns medicamentos utilizados são:
 Donepezil (Aricept), medicamento de ação colinérgica indireta.
 Rivastigmina, medicamento que auxilia na demência do tipo
Alzheimer leve a moderada.
 Galantamina, medicamento que auxilia na demência do tipo
Alzheimer leve a moderada.
 Memantina (Namenda), medicamento que auxilia na demência do
tipo Alzheimer leve a moderada.
O acompanhamento fisioterápico também é indicado sendo de
grande valia como coadjuvante do tratamento desse
cliente/paciente, proporcionando melhora na qualidade de vida.
Assistência de Enfermagem
 Reforçar a memória com lembretes e cartazes de orientação.
 Auxiliar o paciente na realização de suas atividades diárias.
 Estimular o autocuidado, fazendo por ele apenas aquilo que lhe seja
muito difícil.
 Falar atentamente, de forma clara, utilizando frases firmes e curtas.
 Manter o ambiente calmo e seguro.
 Estimular a participação em atividades recreacionais e terapêuticas.
 Oferecer-lhe atividades que seja capaz de realizar.
 Estimular a socialização (convívio com amigos).
 Controlar diariamente os sinais vitais.
 Não reforçar e concordar com alucinações e delírios.
 Manter o paciente informado quanto ao tempo, espaço e pessoas.
 Observar ingestão e eliminações.
 Promover sono tranquilo (massagens de conforto, música clássica).
Doença de Parkinson
É uma doença degenerativa caracterizada por um
síndrome parkinsoniana, esta resulta de uma
deficiência do sistema dopaminérgico (conjunto de
células responsáveis pelo movimento). Os sinais e
sintomas da doença podem ser caracterizados pela
síndrome parkinsoniana, esta é definida pela
presença de quatro sinais denominados de sinais
cardinais, são eles: tremor de repouso, rigidez,
lentificação dos movimentos e alteração do
equilíbrio; para o diagnóstico desta doença é
necessária, no mínimo, a presença de dois sinais
cardinais.
Sinais e Sintomas
 Tremor.
 Bradicinesia (movimentos lentos).
 Dificuldade de iniciar movimentos pela lentificação, a
coordenação motora fina apresenta-se prejudicada pela
lentificação.
 Micrografia (caligrafia se torna menos legível).
 Rigidez muscular principalmente em áreas como
pescoço, tronco e ombros.
 Outros sinais que podem estar presentes: sudorese
excessiva na face, tontura, alteração de memória,
depressão, insônia, hipotensão postural, ansiedade,
dificuldade para deglutir, sialorréia, queixas álgicas,
cansaço aparente e perda de peso.
Meios de Diagnóstico
O diagnóstico da Doença de Parkinson é baseado em
anamnese e exame físico e sinais e sintomas do
paciente/cliente. Exames de imagem como ressonância
magnética e tomografia computadorizada, além de
eletroencefalograma, são solicitados pelos Geriatras ou
Neurologistas para efeitos de exclusão de outras doenças
neurológicas.
Tipos de Tratamento
Embora não exista tratamento curativo ou que evite a
progressão da doença, o controle dos sinais e sintomas é
obtido por meio de terapia medicamentosa, variando de um
indivíduo para ouro.
Entre as drogas comumente utilizadas, estão: a Levodopa,
agonistas dopaminérgicos, inibidores da enzima MAO-B e
Amantadina.
Assistência de Enfermagem
 Falar de frente para o paciente/cliente, exagerando na pronúncia, 
utilizando frases curtas.
 Encorajar, ensinar e apoiar o paciente/cliente durante a realização 
de suas atividades diárias.
 Estimular o autocuidado, fazendo por ele apenas aquilo que lhe seja 
muito difícil.
 Manter o ambiente calmo e seguro.
 Estimular a participação em atividades recreacionais e terapêuticas.
 Oferecer-lhe atividades que seja capaz de realizar.
 Estimular a socialização (convívio com amigos).
 Controlar diariamente os sinais vitais.
 Estimular ingestão de líquidos.
 Promover e incentivar a deambulação.
Estudo Dirigido
 Explique envelhecimento?
 O que é gerontologia?
 Quais os fatore que irá determinar essa variação na forma e 
na velocidade do envelhecimento?
 Explique a expectativa no Brasil em 2050?
 O que e senescência?
 Explique a característica do envelhecimento.
 Quando começa e termina o processo de envelhecimento?
 Explique as fases do envelhecimento.
 O que diferenciara a maneira do envelhecimento para nós?
 O que e senilidade?
 Explique com suas palavras o Cenário social do 
envelhecimento.
 Qual a Lei do Estatuto do Idoso?
 Cite a proteção que lhes assegura no Estatuto do Idoso.
 Quais os fatores internos e externos que são associados na 
mudanças?
 Explique os domínios do envelhecimento.
 O que são alterações fisiológicas do Idoso?
 Explique as alterações neuromuscular.
 Qual a diferença entre sarcopenia e dinapenia?
 Quais os cuidados que o profissional de enfermagem pode 
orientar a família sobre quedas.
 Explique as alterações cardiorrespiratórias.
 Explique as alterações renais.
 Explique as alterações do sono no idoso.
 Quais os benefícios que proporciona o bom sono?
 Cite outras alterações fisiológicas que acomete os idosos.
 Explique as patologias comuns aos idosos.
 O que é doença de Alzheimer?
 Quais os sinais e sintomas da doença de Alzheimer?
 Quais os meios de diagnóstico?
 Quais os tipos de tratamento da doença de Alzheimer?
 Cite a assistência de enfermagem para doença de 
Alzheimer.
 Explique doença de Parkinson.
 Quais os sinais e sintomas da doença de Parkinson?
 Quais os meios de diagnóstico da doença de Parkinson?
 Quais os tipos de tratamentos da doença de Parkinson?
 Cite a assistência de enfermagem para doença de 
Parkinson?

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