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Introdução às vozes verbais em 
língua inglesa
Apresentação
A expressão voz verbal é usada para descrever uma categoria verbal que distingue uma sentença 
em que o sujeito é o agente da ação de outra sentença em que o sujeito sofre os efeitos da ação. 
Por exemplo: Maria chamou João (voz ativa) e João foi chamado por Maria (voz passiva). Trata-se 
de uma maneira diferente de se ver a ação em uma sentença sem modificar os fatos reportados.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai examinar a voz passiva em língua inglesa em diferentes 
gêneros discursivos. Primeiro você vai relembrar o que é voz passiva, depois vai examinar as 
características composicionais da formação da voz passiva e, por fim, vai relacionar o uso da voz 
passiva com os propósitos comunicativos dos gêneros discursivos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Relembrar casos do uso de voz passiva na língua portuguesa.•
Definir as características composicionais da formação da voz passiva em língua inglesa.•
Relacionar o uso da voz passiva com os propósitos comunicativos dos gêneros discursivos.•
Desafio
Existem, na língua inglesa, basicamente duas vozes verbais: ativa e passiva. Na voz ativa, o sujeito é 
o autor da ação e, na passiva, o sujeito sofre os efeitos da ação. Essa construção gramatical dá 
ênfase à ação e é utilizada para trazer impessoalidade ao enunciado. 
Você é um professor de Inglês e sua turma está com dificuldades de entender os tipos de voz 
passiva em língua inglesa. Você decide criar uma atividade de reforço usando o gênero notícia 
com material do jornal britânico The Guardian para fixar melhor esse tópico gramatical.
Prepare uma apresentação com os tipos de voz passiva de acordo com Quirk (1985). Depois, 
destaque exemplos de diferentes tipos de voz passiva na notícia para apresentar aos seus alunos.
Infográfico
As vozes verbais descrevem o relacionamento com o sujeito. O verbo e a passiva deixam o objeto 
em foco, e não o agente. A voz passiva é usada para tornar os textos mais impessoais e, para isso, 
exige que o verbo da oração seja seguido por um objeto direto.
Em português, o objeto é colocado na posição de sujeito e usamos o verbo auxiliar e o particípio 
para a construção da voz passiva analítica. Outra possibilidade é o uso da partícula "se" para a 
formação da voz passiva sintética. 
Em inglês, há três tipos de voz passiva: a verdadeira passiva, a semipassiva e a pseudopassiva. Elas 
dependem da correspondência existente entre voz ativa e passiva e da possibilidade de inclusão do 
agente da passiva.
Veja no Infográfico uma síntese dessas relações. 
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/ed603e06-351e-42ef-b97d-b1b618dff474/6bae182d-dac1-4295-8428-dd093874cc8e.png
Conteúdo do livro
As vozes verbais possibilitam ter perspectivas diferentes de determinada ação sem que haja uma 
mudança nos fatos reportados. Por exemplo, em "O detetive Souza investigou o caso", o foco é 
dado ao sujeito da oração, ou seja, ao detetive Souza, enquanto a oração "O caso foi investigado 
pelo detetive Souza" dá mais visibilidade ao caso, que é colocado na posição de sujeito. A escolha 
pelo uso da voz ativa ou passiva depende dos propósitos comunicativos e das intenções do 
enunciador.
No capítulo Introdução às vozes verbais em língua inglesa, da obra Práticas discursivas de língua 
inglesa: gêneros do cotidiano, você vai revisar os usos da voz passiva em português, conhecer as 
formas de composição da voz passiva em inglês e examinar o uso da voz passiva para atender aos 
propósitos comunicativos de diversos gêneros discursivos.
Boa leitura.
PRÁTICAS 
DISCURSIVAS DE 
LÍNGUA INGLESA: 
GÊNEROS DO 
COTIDIANO
Elisa Lima Abrantes
Introdução às vozes 
verbais em língua inglesa
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Relembrar casos do uso de voz passiva na língua portuguesa.
 � Definir as características composicionais da formação da voz passiva 
em língua inglesa.
 � Relacionar o uso da voz passiva com o propósito comunicativo dos 
gêneros discursivos.
Introdução
A voz verbal indica se o sujeito é o agente da ação ou se é afetado por 
ela. Nas palavras de Benveniste, “[...] a voz, que é a diátese fundamental 
do sujeito no verbo, denota certa atitude do sujeito relativamente ao 
processo, e por meio dessa atitude esse processo se encontra determinado 
no seu princípio” (BENVENISTE, 1995, p. 185). Se alguém diz “João construiu 
uma casa”, estamos diante da voz ativa, ou seja, “João”, que é o sujeito da 
frase, foi o agente da ação (“construiu uma casa”). Se dissermos “A casa 
foi construída por João”, temos um exemplo de voz passiva, pois aqui a 
“casa” é o sujeito da frase, e o sujeito sofre uma ação (“foi construída”). 
Se o sujeito é agente e também sofre a ação, como na frase “Maria cortou-
-se com a faca”, temos a voz reflexiva. Na língua inglesa, temos também 
a voz ativa, a voz passiva e a voz média, que corresponde à voz reflexiva 
em português. Você estudará aqui apenas a voz passiva. 
A voz passiva em português pode ser sintética, quando se usa um 
pronome apassivador, como, por exemplo, “vendem-se limões”; ou analí-
tica, quando se usa o verbo auxiliar e o particípio de um verbo transitivo, 
como em “os pacientes serão atendidos pelo médico”. Em inglês, utili-
zando a classificação de Quirk et al. (1985), temos a passiva verdadeira, a 
semipassiva e a pseudopassiva. 
Neste capítulo, você estudará a voz passiva em português para re-
cordar em que casos ela é utilizada. Em seguida, verá como formar a voz 
passiva em inglês e como aplicá-la para os propósitos comunicativos dos 
diferentes gêneros do discurso. 
1 Casos de voz passiva em língua portuguesa
A voz passiva é uma construção sintática em que um objeto direto ocupa a 
posição de sujeito, que é quem sofre a ação, como em “O tesouro foi descoberto 
pelo navegador”. Existem duas possibilidades de formação da voz passiva em 
português: utilizando um verbo auxiliar — na maior parte das vezes o verbo 
“ser” — mais o particípio de um verbo transitivo, como no exemplo anterior; 
ou fazendo uso do pronome apassivador “se”, como em “Finalizou-se o acordo”. 
A primeira possibilidade é denominada voz passiva analítica, e a segunda, 
voz passiva sintética, ou impessoal. Acompanhe a estrutura da voz passiva 
analítica:
Voz passiva 
analítica
→ verbo 
auxiliar
+
verbo no particípio 
passado
+
agente da passiva 
(opcional)
O tesouro foi descoberto pelo navegador.
Examinando o exemplo “O tesouro foi descoberto pelo navegador” e pas-
sando a oração para a voz ativa, temos que “O navegador descobriu o tesouro” 
e percebemos que, na voz ativa: 
 � “o navegador” é o sujeito, que é o agente;
 � “descobriu” é verbo transitivo direto; 
 � “o tesouro” é objeto direto. 
Seguindo a definição estrutural que adotamos no início do texto, confir-
mamos que, na construção passiva, o objeto direto — no caso, “o tesouro” 
—, ocupa a posição de sujeito, e é quem sofre a ação, ou seja, “é descoberto”, 
e “o navegador” passa a ser o agente da passiva, ou seja, o responsável por 
aquela ação. A escolha de uso da voz ativa ou passiva pelo enunciador depende 
da visibilidade que se deseja dar ao acontecimento em determinada situação 
comunicativa, se maior ao navegador ou ao tesouro, usando-se a voz ativa ou 
passiva, respectivamente. 
Introdução às vozes verbais em língua inglesa2
Nem sempre o agente da passiva é mencionado, como nas orações “Diver-
sos discos de jazz já foram lançados” ou “Aquelas igrejas foram construídas 
por volta do século XII”. O enunciador pode não saber quem é o agente da 
passiva, ou seja, quem lançou os discos ou construiu as igrejas, ou não deseja 
torná-lo explícito, como em “Fala-se que aquele diretor é corrupto”, em que, 
provavelmente, o enunciador sabe a origem dos comentáriosa respeito do 
diretor, mas prefere não divulgar as fontes daquela informação. 
Observe agora exemplos de voz passiva sintética:
Verbo na 3ª pessoa do singular ou plural + partícula se
a) Fala -se que aquele diretor é corrupto.
b) Construíram -se igrejas por volta do século XII.
c) Lançaram -se diversos discos de jazz.
Se usarmos a passiva sintética, a impessoalidade e a indefinição do agente 
se tornam marcantes, como no exemplo “Fala-se que aquele diretor é cor-
rupto”, ou “Construíram-se aquelas igrejas por volta do século XII”, ou ainda 
“Lançaram-se diversos discos de jazz”. 
No caso da passiva analítica, é possível incluir incluir um agente da passiva, 
se ele for relevante no contexto comunicativo, como em “Diversos discos 
de jazz já foram lançados por gravadoras importantes”, ou “Aquelas igrejas 
foram construídas por volta do século XII por artistas e artesãos”. Já quando 
se opta por utilizar o pronome apassivador “se” essa inclusão não é possível. 
A ausência de agente se dá pelo fato de ele ser desconhecido ou irrelevante 
do ponto de vista do enunciador. 
Outro ponto a ser destacado é que a partícula “se” pode ser pronome apas-
sivador, como nos exemplos b e c, ou índice de indeterminação do sujeito. 
Lembrando que, para que exista a voz passiva, é preciso haver objeto direto, ou 
seja, o verbo deve ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto, e o verbo 
concordará com o sujeito. No caso de verbos intransitivos, transitivos indiretos 
ou verbos de ligação, a partícula “se” será sempre índice de indeterminação 
do sujeito, e a conjugação será na 3ª pessoa do singular. 
3Introdução às vozes verbais em língua inglesa
Para tirar a dúvida sobre se a partícula “se” é pronome apassivador ou índice de in-
determinação do sujeito, tente reconstruir a oração em voz passiva analítica. Se for 
possível fazer essa reconstrução, trata-se de pronome apassivador; se não for possível, 
é índice de indeterminação do sujeito.
O uso da voz passiva sem a indicação de um agente garante impessoalidade 
ao enunciado. Essa é a característica de alguns tipos de linguagem, como a 
acadêmica, que pretende ser objetiva e coloca o foco nas ações e processos 
que envolvem as pesquisas científicas, e não nos pesquisadores; e a lingua-
gem jornalística, no gênero notícia, por exemplo, para marcar a objetividade, 
a imparcialidade e o compromisso do jornal com a veracidade dos fatos. 
Em algumas situações o enunciador tem a intenção de ocultar o agente, e 
usa também a voz passiva, como em “Fomos informados que…” ou “Foi-me 
enviada essa gravação atestando a prática ilícita”. Jornalistas usam bastante 
esse recurso para não expor a fonte que lhes forneceu a informação.
Em relação à voz passiva sintética, a concordância verbal vai variar de 
acordo com a partícula “se”, que poderá ser partícula apassivadora, no caso 
de verbos transitivos diretos ou diretos e indiretos, e índice de indeterminação 
do sujeito, no caso de verbos intransitivos, transitivos indiretos e verbos de 
ligação. No caso de sujeito indeterminado, a concordância verbal será na 
3ª pessoa do singular, como: “Fala-se muito sobre os relacionamentos”, 
“Precisa-se de manicures”, “Confia-se nas pessoas”. No caso do “se” como 
partícula apassivadora, a concordância verbal se dará de acordo com o sujeito 
da oração. É o caso de “Comeu-se a pizza”, “Comeram-se a pizza e o bolo”. 
No português brasileiro coloquial, principalmente no seu uso oral, quando 
não há alteração de sentido, a preferência é pela voz ativa, como, por exemplo, 
“Amassaram o meu carro”, em vez de “O meu carro foi amassado”. Já em 
língua inglesa, embora no inglês falado a voz ativa seja a preferida, a voz 
passiva é muito utilizada, como você verá na próxima seção deste capítulo.
Introdução às vozes verbais em língua inglesa4
Se quiser aprofundar seus estudos e relembrar a voz passiva na língua portuguesa, 
veja o vídeo disponível no link a seguir.
https://qrgo.page.link/tJsb4
2 Formação da voz passiva em língua inglesa
A voz passiva é bastante usada em inglês, sendo formada pelo verbo auxiliar 
“to be” + verbo principal no particípio passado. Veja no Quadro 1 a estrutura 
relacionada ao sistema verbal de acordo com Quirk et al. (1985).
Fonte: Adaptado de Quirk et al. (1985).
Active Passive
present Kisses Is kissed
past Kissed Was kissed
modal May kiss May be kissed
perfective Has kissed Has been kissed
progressive Is kissing Is being kissed
modal + perfective May have kissed May have been kissed
modal + progressive May be kissing May be being kissed
perfective + progressive Has been kissing Has been being kissed
modal + perfective 
+ progressive
May have been kissing May have being kissed
Quadro 1. Estrutura do sistema verbal da língua inglesa
5Introdução às vozes verbais em língua inglesa
O verbo “get”, embora não seja um verbo auxiliar em termos sintáticos, é 
usado na construção da voz passiva em contextos informais, em substituição 
ao verbo “to be” (QUIRK et al., 1985). Veja os exemplos a seguir:
The cat got run over (by a bus).
James got beaten last night. 
The house is getting rebuilt.
Such criticisms will get treated with the contempt they deserve.
This story eventually got translated into English.
Quando há dois objetos temos também duas maneiras de se formar a voz 
passiva, como no exemplo a seguir:
The professor gave the students the books. 
Temos aqui os dois objetos, “the students” e “the books”, e duas possi-
bilidades de voz passiva: “The students were given the books” e “The books 
were given to the students”.
Embora, como regra geral, verbos transitivos possam formar voz ativa 
ou passiva, há algumas exceções, em que as orações ativas (transitivas) e as 
passivas não têm uma correspondência perfeita. Podem-se distinguir cinco 
tipos de limitações dessa correspondência perfeita, associadas a verbo, objeto, 
agente, significado e frequência de uso (QUIRK et al., 1985), como mostrado 
a seguir.
 � Verbos que só admitem voz ativa: verbos intransitivos, de ligação e 
certos transitivos: have, lack, hold, become, resemble, suit.
 � Verbos que só admitem voz passiva: be born, said or reputed to be, be 
drowned (se não foi afogado por alguém).
 � Em relação ao objeto, algumas restrições se aplicam quando este é uma 
oração. Por exemplo: “John thought she was attractive”, “John hoped 
to meet her”, “John enjoyed seeing her”. Para transformar uma dessas 
orações em voz passiva mantendo o mesmo sentido, muitas modificações 
são necessárias e, muitas vezes, não é possível.
 � Em relação ao agente da passiva (by John), este normalmente é opcional 
e deve ser omitido se for desconhecido, redundante ou irrelevante.
Introdução às vozes verbais em língua inglesa6
 � Em relação ao significado, algumas vezes não há correspondência 
perfeita de significado entre as frases na voz ativa e na voz passiva. 
Por exemplo: “Every schoolboy knows one joke at least” × “One joke 
at least is known by every schoolboy”. Enquanto na primeira frase a 
interpretação é de que todo garoto de escola sabe pelo menos uma 
piada ou outra, na segunda o sentido é de que uma piada específica é 
conhecida de todos os garotos de escola.
 � Em relação à frequência de uso temos que a voz passiva é mais usada 
em textos informativos, objetivos e de estilo impessoal, como artigos 
científicos e notícias de jornal.
Depois de examinar a formação da voz passiva e as limitações de corres-
pondência entre voz ativa e passiva, veja as situações em que se usa, prefe-
rencialmente, essa voz, segundo Swan (2009): 
 � Omissão do agente, comum em textos científicos. Por exemplo: “The 
results have not yet been analyzed”.
 � Destaque da informação nova. Por exemplo: “This picture was painted 
by my grandmother”. 
 � Manutenção do mesmo sujeito quando se refere à mesma pessoa em 
orações consecutivas. Por exemplo: “He waited for two hours then a 
doctor saw him”.
 � Expressões longas com valor emocional, geralmente colocadas ao final 
do enunciado. Porexemplo: “I was annoyed by Mary wanting to tell 
everybody what to do”.
 � Gramática e significado. Alguns verbos não admitem o significado na 
voz ativa. Por exemplo, to be born: “I was born in 1969”.
 � Ênfase no agente ou na ação. Por exemplo: “I’ve got work to do” (ênfase 
na pessoa); “There is a lot of work to be done” (ênfase na ação). 
Como você pode perceber, o uso da voz passiva na língua inglesa, a exemplo 
da língua portuguesa, traz visibilidade para a ação ou o objeto, e não para 
o sujeito. Além disso, textos mais impessoais e mais formais fazem uso da 
voz passiva.
7Introdução às vozes verbais em língua inglesa
E quais são os tipos de voz passiva existentes na língua inglesa? Seguindo 
a classificação de Quirk et al. (1985) temos as passivas verdadeiras (centrais), 
as semipassivas e as pseudopassivas. E como essas orações se distinguem umas 
das outras? Bem, as passivas verdadeiras apresentam uma correspondência 
perfeita ativa-passiva: 
My father made this violin this violin was made by my father
This conclusion is hardly justified by the results the results hardly 
justify this conclusion
As semipassivas representam uma classe mista que traz propriedades tanto 
verbais quanto adjetivas. São semelhantes às passivas verdadeiras, pois têm 
ativas análogas, como em:
We are encouraged to go on with the project (the results) encouraged 
us to go on with the project
Leonard was interested in linguistics linguistics interested Leonard 
Por outro lado, suas propriedades adjetivas incluem a possibilidade de 
coordenar o particípio com um adjetivo, como em “We feel rather encouraged 
and content”, “Leonard seemed very interested in and keen on linguistics”.
As pseudopassivas não admitem transformação em voz ativa ou a possibi-
lidade de adicionar um agente da passiva. Apenas a forma superficial do verbo 
no particípio passado sugere que sejam consideradas passivas. Exemplos: “The 
building is already demolished”; “The modern world is getting more highly 
industrialized and mechanized”.
Na língua inglesa, há três tipos de orações classificadas como passivas: passivas verda-
deiras, semipassivas e pseudopassivas, a depender das propriedades de cada oração, 
da correspondência perfeita entre voz ativa e passiva e da possibilidade de se incluir 
o agente da passiva.
Introdução às vozes verbais em língua inglesa8
3 Voz passiva nos gêneros discursivos
Como você já observou nas seções anteriores, a voz passiva representa uma 
situação em que o sujeito é paciente e o agente é omitido ou tem sua impor-
tância reduzida. A voz passiva é utilizada, normalmente, em textos formais 
e impessoais, pois não enfatiza marcas de autoria e pessoalidade na ação 
relatada. Alguns gêneros, como os artigos científicos e projetos de pesquisa, 
por exemplo, utilizam a voz passiva, pois o nome dos pesquisadores não é 
mais importante do que as ações e processos que envolvem as pesquisas; além 
disso, a linguagem é mais formal e objetiva. Vejamos um exemplo: 
O monitoramento da região será realizado por meio 
de medições do nível de água no subsolo.
Não se pretende dizer quem fará esse monitoramento ou analisará os 
resultados, mas sim a ação que está sendo realizada pelos pesquisadores da 
região. O que deve ser buscado é uma verdade que fala por si, que convença 
pela própria evidência e que não contenha traços de subjetividade que poderiam 
vir a desmerecê-la. Em suas recomendações técnicas, a Associação Brasileira 
de Normas Técnicas (ABNT) sugere que os textos acadêmicos apresentem 
parágrafos curtos, objetividade, clareza, concisão, e que sejam escritos em 
terceira pessoa do singular.
No caso do gênero notícia de jornal essas mesmas características se apli-
cam, e busca-se aqui também a objetividade e a impessoalidade. Em algumas 
situações, o jornalista prefere dar ênfase ao acontecimento e não ao agente, 
como em “Two people were robbed on 5th Avenue yesterday” (“Duas pessoas 
foram roubadas na Quinta Avenida ontem”), porque não se sabe quem foi o 
ladrão, ou prefere-se chamar a atenção para o roubo naquele endereço. 
Em placas e cartazes de produtos e serviços o uso da passiva também 
é muito frequente, como em “English spoken here”, uma simplificação de 
“English is spoken here”. O importante é que o inglês é falado nesse lugar, e 
não quem é a pessoa que fala o idioma. 
9Introdução às vozes verbais em língua inglesa
Em português também temos alguns exemplos, como as frases em voz passiva sintética 
“Aluga-se casas”, “Conserta-se instrumentos musicais”, “Amola-se facas e alicates”. 
Novamente, o foco é colocado no produto ou serviço, pois o propósito comunicativo 
é o de vender serviços e alugar casas. Não importa informar quem são as pessoas que 
oferecem os serviços anunciados.
O propósito comunicativo será sempre o que definirá o uso de voz ativa ou 
passiva em determinada situação. Observe que nas propagandas de remédios, 
por exemplo, temos a utilização da voz ativa para convencer o consumidor, 
como “Use XYZ e sinta o alívio imediato”, “Não viaje sem levar com você o 
ABC para te proteger dos imprevistos” e assim por diante. No entanto, como os 
remédios podem causar algum efeito colateral nos consumidores, a voz passiva 
também é usada: “O médico deve ser consultado”. Essa informação aparece 
em letras menores nos anúncios por escrito ou na TV; não se dá destaque à 
informação, apenas se cumpre a regulamentação exigida pelo governo.
Algumas campanhas governamentais também utilizam a voz passiva para enfatizar 
o objeto, e não o agente, como em “A cada hora 536 mulheres sofrem algum tipo de 
violência”. Busca-se denunciar uma situação recorrente no país, chamando atenção 
para o número alarmante das vítimas por hora, sem mencionar os agentes.
Outra situação comunicativa em que a voz passiva é utilizada é para se 
fazer uma crítica sem mencionar os nomes dos autores envolvidos no objeto da 
crítica. Por exemplo: “Muitos erros foram cometidos na gestão da empresa”. 
Ainda que não seja difícil descobrir quem são as pessoas criticadas, não 
explicitar nomes é um ato de cordialidade e demonstra profissionalismo e 
respeito pelas pessoas envolvidas.
Introdução às vozes verbais em língua inglesa10
O uso da voz passiva é uma maneira de impessoalizar a linguagem. Ela é 
bastante usada em textos dissertativo-argumentativos, como as redações de 
concursos públicos e de ingresso em universidades brasileiras. A indetermi-
nação do sujeito e a omissão do agente da passiva também ajudam a deixar a 
linguagem ainda mais impessoal. 
A utilização desse recurso é corriqueira em diversos gêneros discursivos 
— sempre que se deseja, por alguma razão, dar foco à ação, ao acontecimento, 
e não ao agente, por ser desconhecido, irrelevante ou por não se desejar falar 
dele, e para tornar o texto impessoal. O efeito causado no receptor é modi-
ficado quando se faz uso da voz passiva; cria-se uma distância maior entre 
enunciador e receptor. Por exemplo, em uma carta pessoal causaria estranheza 
construções do tipo “O livro foi lido por mim semana passada”, ou “As aulas 
foram assistidas por minha filha”. No entanto, o contexto é sempre o que vai 
determinar as escolhas do enunciador, quaisquer que sejam os gêneros do 
discurso. Se dissermos a alguém “A coreografia foi executada lindamente 
pelo corpo de baile”, damos destaque à coreografia. 
Se usarmos a voz passiva em um gênero como tirinhas, por exemplo, pretende-
-se um efeito, que pode ser de ironia, como em “Desculpe, mas você não pode 
ir conosco, Snoopy. Cachorros não são permitidos no ônibus escolar”. O foco 
aqui são os cachorros, e não quem não permite a presença deles no ônibus 
escolar. A ironia se dá pelo fato de o cachorro estar aguardando o ônibus com 
as crianças, e se sentindo como um deles. As crianças levam o cachorro com 
elas em todos os lugares, mas há restrições, como a falta de permissão para 
que ele os acompanhe no ônibus escolar. A expressão fisionômica das crianças 
e do cachorro dão o tom para a situação comunicativae o uso da voz passiva.
No link a seguir você encontra um artigo bastante interessante sobre o uso da voz 
passiva em gêneros discursivos jornalísticos.
https://qrgo.page.link/jaXkh
11Introdução às vozes verbais em língua inglesa
BENVENISTE, È. Problemas de linguística geral. Campinas: Pontes, 1995.
QUIRK, R. et al. A comprehensive grammar of the English language. New York: Longman, 
1985.
SWAN, J. Practical English usage. Oxford: Oxford University Press, 2009. 
Leituras recomendadas
CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Gramática reflexiva: texto, semântica e interação. 4. 
ed. São Paulo: Atual, 2009.
COLLINS, U. K. Cobuild English grammar. Glasgow: HarperCollins, 2005. 
CUNHA, C.; CINTRA, L. F. L. Nova gramática do português contemporâneo. 7. ed. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 2016.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
Introdução às vozes verbais em língua inglesa12
Dica do professor
O uso das vozes verbais ativa e passiva depende da intenção de se dar mais ênfase ao agente ou à 
ação ou acontecimento.
A Dica do Professor traz um exemplo de atividade com gêneros jornalísticos e o trabalho com 
vozes verbais na língua inglesa. 
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/2051322ae1dc15f730c342707fdbbe55
Exercícios
1) A voz passiva é usada normalmente para tornar o enunciado impessoal, ou para dar mais 
visibilidade às ações do que ao agente. Essa construção é mais ou menos usada dependendo 
do gênero discursivo em questão. Em que gêneros discursivos usa-se principalmente a voz 
passiva?
A) Receitas culinárias e diário pessoal.
B) Notícia de jornal e artigo científico.
C) Carta de leitores e charge de jornal.
D) Lista de supermercado e artigo de opinião.
E) Cardápio de restaurante e carta pessoal.
2) Na área científica há diversos gêneros: artigos, projetos, relatórios, monografias, 
dissertações, teses, conferências e afins. Qual é o efeito do uso da voz passiva em textos 
relacionados à esfera científica?
A) Garante textos bem claros, objetivos e concisos.
B) Torna o texto mais criativo e estimula a imaginação.
C) Traz impessoalidade e dá visibilidade às pesquisas.
D) Valoriza os pesquisadores e o seu trabalho.
E) Permite que o leitor deduza os pontos não explícitos.
3) Para que se forme a voz passiva, é necessário que haja um objeto direto, que será 
posicionado como sujeito nesse caso. Em inglês, se atentarmos apenas para a estrutura da 
frase (verbo auxiliar + particípio), pensamos tratar-se de uma oração passiva, mas na verdade 
a oração é uma pseudopassiva, pois não atende às duas condições: correspondência perfeita 
ativa-passiva e possibilidade de incluir um agente da passiva. Qual opção a seguir apresenta 
uma pseudopassiva?
A) Coal has been replaced by oil.
B) The job was finished at two o'clock.
C) This banana tastes ripe.
D) Our turkey was eaten by our dog.
E) The writer was accused by the prosecutor.
4) Em português, para tornar o texto impessoal, usa-se a partícula "se", que pode ser pronome 
apassivador ou índice de indeterminação do sujeito, dependendo de sua função na oração. 
Sendo assim, observe os exemplos a seguir e assinale a oração em que o sujeito é 
indeterminado.
A) Construíram-se casas na beira do riacho.
B) Vendem-se carros durante todo o ano.
C) Conserta-se roupas de festa.
D) Comemora-se o Natal no dia 25 de dezembro.
E) Lançaram-se livros angolanos na FLIP.
5) De modo simplificado, podemos dizer que a voz ativa é aquela em que o sujeito pratica a 
ação, e a voz passiva é aquela em que o sujeito sofre os efeitos da ação. Em que situações 
comunicativas o uso da voz ativa é mais recomendado que o uso da voz passiva?
A) Quando se deseja criar mais proximidade com o leitor ou espectador.
B) Quando a impessoalidade é necessária.
C) Para dar mais ênfase ao objeto do que ao agente.
D) Para preservar as fontes da informação.
E) Para que o texto seja despersonalizado.
Na prática
O repórter, como profissional, sabe que não deve fazer afirmativas que possam comprometer o 
entrevistado. Sendo assim, faz uso da voz passiva para trazer impessoalidade ao texto e dar 
visibilidade às ações, e não aos agentes.
Neste Na Prática, uma repórter foi escalada para cobrir uma entrevista com um líder político 
investigado por corrupção. O líder tem conhecimento de ações ilícitas cometidas por pessoas do 
governo. 
Veja uma demonstração dessa construção de texto pela repórter. 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
A abordagem da voz passiva em livros didáticos de português 
para estrangeiros e inglês para brasileiros: uma análise 
preliminar sob a perspectiva da Linguística Funcional
Leia o artigo para entender as limitações para o ensino da voz passiva nesses materiais.
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Practice the passive voice with scenes from TV shows
Uma boa maneira de ilustrar o uso da voz passiva para os alunos é mostrar cenas de séries 
populares como apresentado neste breve vídeo.
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Learning English
Utilize o website da BBC na seção Learning English para uma explicação simples sobre voz ativa e 
passiva em língua inglesa. Material interessante para usar em aulas com estudantes de níveis básico 
e intermediário.
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https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/117583/000967173.pdf?sequence=1
https://www.youtube.com/embed/nujAIUp8v3o
http://www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish/grammar/learnit/learnitv65.shtml

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