Prévia do material em texto
AFYA CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Integradora 1º Período Professor (es): Período: 202402 Turma: Data: INTEGRADORA_1°PERÍODO_25NOVEMBRO RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 14324 - CADERNO 003 1ª QUESTÃO Resposta comentada: O princípio doutrinário da Integralidade foi negligenciado no atendimento inicial de João na UBS, pois ele não recebeu o cuidado completo e adequado para sua situação de risco iminente. O atendimento não considerou a gravidade de seu quadro, o que resultou em uma falha em oferecer a assistência integral necessária. Errado. A Descentralização trata da distribuição dos serviços de saúde entre diferentes níveis e locais. A falha não se deu pela necessidade de João ser encaminhado ao hospital, mas pela falta de uma avaliação adequada e imediata na UBS. A descentralização não foi o problema central neste caso. Além disso, é um princípio organizativo não doutrinário. Errado: Universalidade é um princípio doutrinário, contudo ele não foi violado, pois João teve acesso ao serviço de saúde. No entanto, a falha foi no tempo de resposta adequado à sua condição de urgência. A universalidade refere-se ao direito de acesso, e não à qualidade ou rapidez do atendimento, que é mais relacionado à Integralidade. Errado: A equidade busca garantir que as diferenças de necessidades sejam atendidas com diferentes respostas. João, com sintomas de risco iminente, deveria ter recebido uma triagem mais atenta e atendimento imediato na UBS. Isso reflete uma falta de equidade no atendimento, pois ele não foi atendido conforme sua condição de risco. Contudo, a equidade é um princípio doutrinário do SUS e não organizativo. Referências: ANDRADE L. O. M. et al. Política de saúde no Brasil. In: ROUQUAYROL, Maria Zélia; GURGEL, Marcelo. Epidemiologia e saúde. 8. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2018. p. 449-460. MOREIRA, Taís de, C. et al. Legislação do Sistema Único de Saúde. In: MOREIRA, Taís de, C. et al. Saúde coletiva. Grupo A, 2018. P. 91-100. Disponível em: Minha Biblioteca. Feedback: -- 2ª QUESTÃO Pgina 1 de 37 Resposta comentada: Universalidade, estabelecida pela Lei nº 8.080/1990. Alternativa INCORRETA. A universalidade é um dos princípios fundamentais do SUS, garantido por meio da Lei 8.080/1990 e não pela Lei 8.142/1990. Tal princípio garante o direito de todos os cidadãos ao acesso aos serviços de saúde, independentemente de condições econômicas ou sociais. No entanto, a questão trata da participação ativa dos moradores na melhoria dos serviços por meio de reuniões, e não do acesso universal em si. Embora a dificuldade de acesso às consultas seja mencionada, o foco principal da ação é o controle social, e não a universalidade. Controle social, garantido pela Lei nº 8.142/1990. Alternativa CORRETA. O controle social no SUS é assegurado pela Lei nº 8.142/1990 e refere- se à participação direta da comunidade na gestão do sistema de saúde. Ele é exercido principalmente por meio de conselhos e conferências de saúde, onde os cidadãos podem discutir e propor soluções para os problemas dos serviços prestados. No cenário apresentado, os moradores, o Conselho Local de Saúde e a equipe da ESF se reúnem para debater e encontrar soluções para melhorar os serviços, o que caracteriza exatamente o exercício do controle social. Integralidade, assegurada pela Lei nº 8.080/1990. Alternativa INCORRETA. A integralidade é outro princípio central do SUS e diz respeito à oferta de um cuidado completo, que abrange a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação em saúde, considerando a pessoa em sua totalidade. Embora a integralidade possa ser um objetivo nas melhorias propostas, a situação descrita na questão foca na organização de reuniões para discutir a gestão e a qualidade dos serviços, o que envolve mais a participação comunitária (controle social) do que diretamente o princípio da integralidade. Equidade, baseada na Lei nº 8.080/1990. Alternativa INCORRETA. A equidade no SUS busca garantir que os serviços sejam oferecidos de forma justa, de acordo com as necessidades específicas de cada grupo populacional, promovendo a justiça social no acesso à saúde. Embora a escassez de medicamentos e as dificuldades de acesso a consultas possam envolver questões de equidade, o principal foco da ação dos moradores foi discutir e participar das soluções para a melhoria dos serviços, o que caracteriza o exercício do controle social. Referências: BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. BRASIL, Lei n. 8080 de 19 de setembro de 1990. BRASIL, Lei n. 8142 de 28 de dezembro de 1990. Feedback: -- 3ª QUESTÃO Pgina 2 de 37 Resposta comentada: Durante a percussão torácica quatro tonalidades de som são obtidas: (1) som claro pulmonar ou sonoridade pulmonar nas áreas de projeção dos pulmões; (2) som timpânico no espaço de Traube; (3) som maciço na região inferior do esterno (macicez hepática); (4) som maciço na região inframamária direita (macicez hepática) e submaciço na região precordial. Lobo superior do pulmão: Incorreto. O lobo superior do pulmão apresenta som claro pulmonar à percussão, que é o som esperado em áreas de pulmão saudável. O som timpânico, que é um som mais agudo e oco, não é esperado nessa área. Lobo inferior do pulmão: Incorreto. Assim como o lobo superior, o lobo inferior do pulmão apresenta som claro pulmonar em condições normais. A presença de som timpânico indicaria a proximidade de uma estrutura cheia de ar ou gás, como o estômago, e não o pulmão. Estômago: Correto. O som timpânico, mais ressonante e agudo, é característico da percussão sobre o estômago, especialmente sobre a câmara de gás gástrico, que pode ser percutida no quadrante superior esquerdo do abdômen e, em alguns casos, na base do hemitórax esquerdo. Fígado: Incorreto. O fígado, sendo um órgão sólido, produz um som maciço à percussão, diferente do som timpânico que é produzido por estruturas contendo gás, como o estômago. Referências: BATES, Barbara. Propedêutica médica: história clínica e exame físico. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. SEIDEL, Henry M. et al. Exame físico: um enfoque anatômico e fisiológico. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. E- book. pág.280. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/. Acesso em: 10 nov. 2024. Feedback: -- 4ª QUESTÃO Pgina 3 de 37 Resposta comentada: Resposta correta: Está situado retroperitonealmente, transversalmente à coluna vertebral, e a parte exócrina é composta por ácinos que secretam enzimas digestivas que atuam no duodeno. Justificativa: O órgão é o pâncreas e está localizado retroperitonealmente, cruzando transversalmente a coluna vertebral, e a porção exócrina é composta por ácinos que produzem e secretam enzimas digestivas que são drenadas para o duodeno por meio de ductos, como o ducto pancreático principal. As outras alternativas estão incorretas. Justificativas: Localiza-se na cavidade pélvica e é responsável pela produção de hormônios digestivos que atuam diretamente no fígado: incorreta. O pâncreas não está localizado na cavidade pélvica. Além disso, os hormônios pancreáticos (como a insulina e o glucagon) não atuam diretamente no fígado; eles entram na corrente sanguínea e influenciam a regulação da glicose em diversos tecidos do corpo. É uma glândula que se localiza na cavidade anterior do abdômen e sua porção exócrina é formada por ductos que transportam hormônios que atuam no intestino grosso: incorreta. O pâncreas é uma glândula retroperitoneal, e sua porção exócrina secreta enzimas digestivas, não hormônios. Essas enzimas são transportadas por meio do ducto pancreático até o duodeno, e não até o intestino grosso. É uma glândula endócrina localizada na cavidade abdominal e suas secreções exócrinas drenam diretamente no estômago para iniciar a digestão de proteínas: incorreta. Embora o pâncreas seja uma glândulade sua esposa, para evitar quebra de confiança na relação médico-paciente construída durante os anos de acompanhamento. Revelar o diagnóstico da esposa sem o consentimento dela viola o sigilo médico e a privacidade do paciente. O médico não deve compartilhar informações confidenciais sem o consentimento explícito da pessoa envolvida. Alternativa INCORRETA. O médico deve dizer ao paciente que solicite na recepção uma autorização para ter acesso ao prontuário de sua esposa, tendo em vista seus direitos como marido. O médico não pode fornecer acesso ao prontuário médico de um paciente sem o consentimento expresso dele ou dela. Além disso, os registros médicos são confidenciais e só podem ser acessados com autorização legal ou consentimento da pessoa em questão. Alternativa INCORRETA. O médico deve esclarecer ao paciente que, na consulta médica, a anamnese se destina a ele, sendo irrelevante as informações sobre as condições de saúde de sua esposa. Ignorar as preocupações do paciente sobre a saúde de sua esposa vai contra os princípios da atenção primária à saúde, que valoriza a abordagem familiar e o cuidado centrado no paciente. O médico deve reconhecer as preocupações do paciente e abordá-las de forma ética e respeitosa, mantendo sempre o sigilo médico. Referências: LOPES, José Mauro Ceratti et al. Ética na Atenção Primária à Saúde. In: GUSSO, G. e LOPES, J. M. C. (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2018. 2 V. Cap. 13. Recurso eletrônico. Porto, Celmo, C. e Arnaldo Lemos Porto. Exame Clínico, 8ª edição. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo GEN, 2017. Cap. 4. Porto, Celmo, C. e Arnaldo Lemos Porto. Clínica Médica na Prática Diária. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo GEN, 2022. Cap. 1. Feedback: -- 38ª QUESTÃO Pgina 34 de 37 Resposta comentada: A assertiva I é falsa porque os corpúsculos de Hassall estão localizados na medula do timo, e não no córtex. A assertiva II é falsa porque é a polpa branca que é um local de ativação e de proliferação de linfócitos, que migram para a polpa vermelha e alcançam o lúmen dos sinusoides, incorporando- se ao sangue que percorre esses vasos. A assertiva III é verdadeira. No linfonodo é possível observar a região cortical com folículos linfoides, o córtex profundo ou região paracortical e a região medular. A assertiva IV é verdadeira. A tonsila faringiana é recoberta pelo epitélio tipicamente encontrado na porção condutora das vias respiratórias – epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Referência: JUNQUEIRA, Luiz Carlos U.; CARNEIRO, José. Histologia Básica: Texto e Atlas. 14th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.303. ISBN 9788527739283. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739283/. Acesso em: 21 out. 2024. Feedback: -- 39ª QUESTÃO Pgina 35 de 37 Resposta comentada: O turgor avaliado descarta uma possível desidratação (errada) Avalia-se o turgor, pinçando com o polegar e o indicador uma prega de pele que abranja o tecido subcutâneo. O turgor diferencia-se em normal: quando o examinador tem a sensação de pele suculenta em que, ao ser solta, a prega se desfaz rapidamente (indica conteúdo normal de água, ou seja, a pele está hidratada); diminuído: sensação de pele murcha e observação de lento desfazimento de prega. Turgor diminuído indica desidratação. A coloração da pele indica acúmulo de bilirrubina. (errada) A palidez generalizada é observada em toda a pele, revelando diminuição das hemácias circulantes nas microcirculações cutânea e subcutânea. A temperatura da pele avaliada confirma a febre. (errada) Antes de tudo, deve-se esclarecer a diferença entre temperatura corporal e temperatura da pele, embora com certa frequência estejam intimamente relacionadas. Para avaliação da temperatura da pele, usa-se a palpação com a face dorsal das mãos ou dos dedos, comparando-se com o lado homólogo de cada segmento examinado. A pele apresenta umidade aumentada. (correto) A verificação da umidade inicia-se pela inspeção, mas o método adequado é a palpação, por meio das polpas digitais e da palma da mão. Pela sensação tátil, pode-se avaliar a umidade da pele com razoável precisão. Umidade aumentada ou pele sudorenta: pode ser observada em alguns indivíduos normais ou pode estar associada a febre, ansiedade, hipertireoidismo e neoplasias malignas. Em mulheres na menopausa, a umidade excessiva da pele (sudorese) está relacionada às ondas de calor. Referência: PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 10 out. 2024. Feedback: -- 40ª QUESTÃO Pgina 36 de 37 Resposta comentada: 1. Durante o inverno, o ar inspirado tende a ser mais seco e frio, o que pode reduzir a eficiência dos processos respiratórios. O nariz desempenha uma função essencial nesse cenário, adaptando o ar inspirado para proteger as vias respiratórias inferiores. O nariz aquece, umidifica e filtra o ar inspirado, tornando-o mais adequado para os pulmões. No inverno, essa função é ainda mais importante, pois o ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias e reduzir a eficiência da troca gasosa. 2. Em pessoas que respiram principalmente pela boca em vez do nariz, o ar chega aos pulmões menos filtrado, mais seco e em uma temperatura inadequada, o que pode aumentar o risco de infecções e irritação das vias aéreas. A respiração nasal é mais eficiente na filtragem de partículas e na regulação da temperatura e umidade do ar. Respirar pela boca pode levar a um maior risco de infecções e irritações, pois o ar não passa pelo mesmo processo de condicionamento. 3. A presença de tecidos linfoides, como as tonsilas na faringe, auxilia na resposta imunológica local, contribuindo para a defesa contra patógenos que entram com o ar inspirado. As tonsilas e outros tecidos linfoides na faringe atuam como uma primeira linha de defesa imunológica, capturando e combatendo patógenos que entram pelo ar inspirado, ajudando a prevenir infecções. 4. A laringe participa do fechamento reflexo da glote durante a deglutição e ao detectar corpos estranhos, evitando sua passagem para as vias respiratórias inferiores. A laringe tem um papel crucial na proteção das vias respiratórias inferiores, fechando a glote reflexivamente durante a deglutição e ao detectar corpos estranhos, prevenindo a entrada de alimentos ou objetos nos pulmões. Portanto, todas as afirmações estão corretas e descrevem funções importantes das vias aéreas superiores, dessa forma a resposta correta é "As afirmações 1, 2, 3 e 4 estão corretas." Referência: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2024. Feedback: -- Pgina 37 de 37com funções endócrinas e exócrinas, suas secreções exócrinas (enzimas digestivas) não drenam no estômago, mas sim no duodeno, onde participam da digestão de carboidratos, lipídios e proteínas. Referências: COSTANZO, Linda S. Costanzo Fisiologia. 7th ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2024. E-book. p.357. ISBN 9788595159761. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595159761/. Pág. 357. II, Arthur F D.; AGUR, Anne M R. Moore Anatomia Orientada Para a Clinica. 9th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2024. E-book. ISBN 9788527740128. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527740128/. Pág. 493. Feedback: -- 5ª QUESTÃO Pgina 4 de 37 Resposta comentada: Em condições normais, os linfonodos são individualizados, móveis, indolores e têm consistência borrachosa. Tamanho ou volume. Descreve-se esta característica estimando seu diâmetro em centímetros. Normalmente, os linfonodos variam de 0,5 a 2,5 cm de diâmetro. Linfonodos palpáveis podem ser normais em adultos. Nestes casos são bem individualizados, móveis e indolores. Coalescência. É a junção de dois ou mais linfonodos, formando massa de limites imprecisos. A coalescência é determinada por processo inflamatório ou neoplásico da cápsula dos linfonodos acometidos, que os une firmemente, indicando maior tempo de evolução da doença. Consistência. O linfonodo pode estar endurecido ou amolecido, com flutuação ou não. A primeira é própria dos processos neoplásicos ou inflamatórios com fibrose. Quando mole e/ou com flutuação, indica, em geral, processo inflamatório e/ou infeccioso com formação purulenta. Mobilidade. Com palpação deslizante ou, se possível, fixando-o entre o polegar e o indicador, procura-se deslocar o linfonodo, o qual pode ser móvel ou estar aderido aos planos profundos, o que indica comprometimento capsular com participação das estruturas adjacentes. Sensibilidade. O linfonodo pode estar doloroso ou não. Geralmente, as adenopatias infecciosas, bacterianas agudas, são dolorosas, podendo acompanhar-se de outras características inflamatórias. São pouco dolorosos nos processos infecciosos crônicos e, em geral, indolores nas infecções virais e nos processos parasitários. Os linfonodos metastáticos, além de terem consistência pétrea, são indolores. Os linfonodos leucêmicos ou linfomatosos são indolores ou levemente doloridos. Alteração da pele. Observar a presença de sinais flogísticos (edema, calor, rubor e dor) e de fistulização, descrevendo-se o tipo de secreção que flui pela fístula. Referências: PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 10 out. 2024. McGEE, S. Evidence-Based Physical Diagnosis. 5 ed. Elsevier. Feedback: -- 6ª QUESTÃO Pgina 5 de 37 Resposta comentada: I. INCORRETA: uma alteração do som à percussão de timpanismo para macicez durante a inspiração constitui um sinal de percussão esplênica positivo. II. INCORRETA: Sinal de PERCUSSÃO esplênica ou sinal de Castell deve ser realizado no espaço intercostal mais baixo na linha axilar anterior esquerda. III. CORRETA: a mudança na percussão de timpanismo para macicez durante a inspiração profunda indica esplenomegalia. Ao inspirar os pulmões e o diafragma empurram o baço aumentado para baixo mudando a percussão. A percussão tem uma acurácia moderada para detectar esplenomegalia (sensibilidade de 60 a 80%; especificidade de 72 a 94%). IV. CORRETA: Duas técnicas podem ajudar a detectar esplenomegalia. Percussão da parede torácica inferoanterior esquerda e Pesquisa do sinal de percussão esplênica (sinal de Castell). Referência: BICKLEY, Lynn S.; SZILAGYI, Peter G.; HOFFMAN, Richard M. Bates - Propedêutica Médica. 13th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022. E-book. p.732. ISBN 9788527738484. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527738484/. Acesso em: 19 out. 2024. Feedback: -- 7ª QUESTÃO Resposta comentada: A artéria coronária direita irriga principalmente o átrio direito, ventrículo direito e parte do sistema de condução. Lesões nessa artéria geralmente afetam o lado direito do coração e não causam disfunção significativa no ventrículo esquerdo ou septo interventricular. A artéria circunflexa esquerda fornece sangue para a parede lateral e posterior do ventrículo esquerdo. Embora ela irrigue parte do ventrículo esquerdo, não é a principal responsável pela irrigação do septo interventricular. A artéria descendente posterior irriga a parede posterior do ventrículo esquerdo e o terço posterior do septo interventricular. Uma lesão aqui afetaria a região posterior, não correspondendo aos sintomas descritos. A artéria descendente anterior esquerda irriga a parede anterior do ventrículo esquerdo e os dois terços anteriores do septo interventricular. Lesões nessa artéria podem levar a disfunções significativas nessas regiões, compatíveis com o quadro clínico apresentado. Referências: SADLER, T. W. Langman: Embriologia Médica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Feedback: -- 8ª QUESTÃO Pgina 6 de 37 Resposta comentada: Resposta correta: I, II e III. A gordura saturada é caracterizada pela presença de ligações simples entre os átomos de carbono, permitindo que a molécula seja "saturada" com hidrogênios. Isso é o que torna a estrutura diferente das gorduras insaturadas, onde há ligações duplas e, consequentemente, menos hidrogênios. Lipídios são essenciais para o armazenamento de energia e para a formação das membranas celulares. A estrutura bioquímica dos lipídios inclui ácidos graxos saturados e insaturados, que possuem efeitos distintos no metabolismo, com implicações no perfil lipídico sanguíneo. Populações com acesso limitado a fontes saudáveis de gorduras, como óleos vegetais e peixes, acabam consumindo alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, que podem contribuir para o aumento de doenças cardiovasculares. Outro determinante social é a escolaridade que pode influenciar no conhecimento e escolha de alimentos mais saudáveis. Referências: MOTTA, Valter. Bioquímica. MedBook Editora, 2011. E-book. ISBN 9786557830208. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786557830208/. Acesso em: 08 abr. 2024. BUSS P. M.; PELLEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):77-93, 2007. PELEGRINI FILHO, A. et al. Promoção da saúde e seus fundamentos. IN: PAIM, Jairnilson, S. e FILHO, Naomar de Almeida. Saúde Coletiva - Teoria e Prática. MedBook Editora, 2014, cap. 22. Disponível em: Minha Biblioteca. Feedback: -- 9ª QUESTÃO Pgina 7 de 37 Resposta comentada: Gabarito comentado: Epiderme, com sua camada córnea, que forma uma barreira protetora contra agentes externos. Correto: A epiderme é a camada mais externa da pele e contém várias camadas celulares, incluindo a camada córnea, que é rica em queratina. Essa camada é fundamental para proteger o corpo contra desidratação, agentes químicos e patógenos, funcionando como uma barreira física. Derme, que contém vasos sanguíneos e terminações nervosas responsáveis pela sensibilidade. Errado: Embora a derme contenha vasos sanguíneos e terminações nervosas, sendo crucial para a percepção sensorial e a termorregulação, a principal camada responsável pela proteção contra agentes externos é a epiderme. Hipoderme, que armazena células adiposas e é responsável pela conexão da pele com os órgãos subjacentes. Errado: A hipoderme (tecido subcutâneo) está localizada abaixo da pele e não faz parte da estrutura da pele em si. Sua função é mais relacionada à armazenagem de gordura e à conexão da pele com estruturas subjacentes, não à proteção contra agentes externos. Cristas epidérmicas, que facilitam a absorção de nutrientes e regulam a hidrataçãoda pele. Errado: As cristas epidérmicas aumentam a coesão entre a epiderme e a derme, ajudando a pele a resistir ao estresse mecânico. No entanto, elas não têm papel direto na absorção de nutrientes ou na proteção contra agentes externos. Referência: JUNQUEIRA, Luiz Carlos U.; CARNEIRO, José. Histologia Básica: Texto e Atlas. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788527739283. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527739283/ Feedback: -- 10ª QUESTÃO Pgina 8 de 37 Resposta comentada: Alternativa correta: Fibras autoexcitáveis: geram espontaneamente potenciais de ação, controlando a frequência cardíaca. As fibras autoexcitáveis, presentes no nódulo sinoatrial (SA), geram os potenciais de ação que controlam a frequência cardíaca. No caso do Sr. José, o bloqueio atrioventricular completo impede a propagação dos potenciais de ação do nódulo SA para as demais partes do coração, necessitando do marcapasso para regular a frequência cardíaca. O marcapasso artificial substitui a função das fibras autoexcitáveis do nódulo SA, gerando artificialmente os potenciais de ação que controlam a frequência cardíaca do Sr. José. Justificativa: A alternativa: "Fibras contráteis: responsáveis pela contração do músculo cardíaco e bombeamento do sangue" está incorreta pois, As fibras contráteis são essenciais para a contração do músculo cardíaco e bombeamento do sangue, mas elas não são responsáveis pela geração e condução dos potenciais de ação que regulam a frequência cardíaca. Elas dependem dos sinais gerados pelas fibras autoexcitáveis. A Alternativa: "Fibras de Purkinje: conduzem rapidamente os potenciais de ação pelo coração, coordenando a contração das câmaras cardíacas" está incorreta pois, As fibras de Purkinje conduzem rapidamente os potenciais de ação pelo coração e são essenciais para a coordenação das contrações ventriculares, porém elas não geram os potenciais de ação iniciais. O marcapasso artificial ajuda a garantir a condução adequada dos impulsos em casos de bloqueios. Também a alternativa: "Fibras nervosas: transmitem informações do sistema nervoso autônomo para o coração, modulando a frequência cardíaca" está incorreta, tendo em vista que As fibras nervosas modulam a frequência cardíaca através do sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático), mas não são responsáveis por gerar ou conduzir os potenciais de ação cardíacos. O marcapasso substitui a função das fibras autoexcitáveis. Referências: Guyton, A. C., & Hall, J. E. (2021). Tratado de fisiologia médica (14ª ed.). Elsevier. Berne, R. M., & Levy, M. N. (2008). Fisiologia (6ª ed.). Elsevier. Feedback: -- 11ª QUESTÃO Pgina 9 de 37 Resposta comentada: A tensão superficial nos alvéolos aumenta, reduzindo a complacência pulmonar e levando à dificuldade na expansão dos pulmões durante a respiração. Comentário: As alterações fisiológicas relacionadas à deficiência de surfactante nos pulmões de recém-nascidos prematuros, particularmente as mudanças na tensão superficial, na complacência pulmonar e nas células alveolares (pneumócitos I). A falta de surfactante aumenta a tensão superficial nos alvéolos, reduzindo a complacência pulmonar (capacidade de expansão dos pulmões), o que leva a dificuldades respiratórias severas, exigindo ventilação mecânica. O surfactante, produzido pelos pneumócitos tipo II, reduz a tensão superficial alveolar, facilitando a expansão pulmonar e prevenindo o colapso dos alvéolos durante a expiração. Além de suas funções mecânicas, o surfactante tem um papel importante no sistema imunológico inato, ajudando a proteger os pulmões contra infecções. A quantidade de pneumócitos tipo I aumenta, mas a tensão superficial permanece estável, sem afetar a capacidade de ventilação alveolar. Comentário: Esta alternativa está incorreta. Embora o número de pneumócitos tipo I possa ser importante na estrutura do alvéolo, o problema principal na falta de surfactante está relacionado com a redução da tensão superficial. Os pneumócitos tipo I são responsáveis pela troca gasosa, mas a função de redução da tensão superficial é dos pneumócitos tipo II. A deficiência de surfactante comprometeria a ventilação alveolar, não mantendo a tensão superficial estável. A deficiência dessa substância diminui a tensão superficial, o que aumenta a capacidade dos pulmões de expandirem, melhorando a complacência. Comentário: Esta alternativa está incorreta. A deficiência de surfactante aumenta a tensão superficial, não diminui. Isso resulta em uma redução da complacência pulmonar, dificultando a expansão dos pulmões. Logo, a afirmativa está errada. A deficiência dessa substância leva ao aumento da capacidade de ventilação alveolar, embora a complacência e a imunidade sejam reduzidas. Comentário: Esta alternativa também está incorreta. A deficiência de surfactante reduz a capacidade de ventilação alveolar devido à dificuldade de expansão pulmonar. Além disso, a imunidade pulmonar pode ser comprometida pela falta de surfactante, o que torna os pulmões mais suscetíveis a infecções. Referências: SADLER, T W Langman Embriologia Médica. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527737289. Silverthorn, D. U. Fisiologia Humana. Porto Alegre: Grupo A, 2017. ISBN 9788582714041. Feedback: -- 12ª QUESTÃO Pgina 10 de 37 Resposta comentada: Alternativa correta: Carboidratos, compostos por monossacarídeos que fornecem energia rápida e são a principal fonte de glicose para o sistema nervoso. Os carboidratos são a principal fonte de glicose no corpo, especialmente para o cérebro e sistema nervoso, que dependem desse nutriente para sua função ideal. Ao reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos na dieta cetogênica, a paciente pode estar enfrentando sintomas de fadiga e dificuldade de concentração, já que seu corpo e sistema nervoso não estão recebendo a quantidade usual de glicose. Embora a dieta cetogênica permita a geração de corpos cetônicos como uma fonte alternativa de energia, essa transição pode levar um tempo, o que explicaria a sensação de fraqueza da paciente. Alternativas incorretas: Lipídeos são essenciais na dieta cetogênica para fornecer energia em forma de corpos cetônicos. Contudo, a fadiga e a falta de concentração são mais diretamente ligadas à baixa glicose disponível, não a uma falta de lipídeos. Proteínas têm uma função estrutural e reparadora, mas não são uma fonte de energia primária para o sistema nervoso. Elas não conseguem substituir o papel dos carboidratos na manutenção dos níveis de glicose e não são o principal causador dos sintomas. Fibras têm um papel importante no trânsito intestinal, mas não contribuem diretamente para o fornecimento de energia ao sistema nervoso. Referência: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.1040. ISBN 9788527739368. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/. Acesso em: 12 nov. 2024. Feedback: -- 13ª QUESTÃO Pgina 11 de 37 Resposta comentada: A alternativa correta é a que diz sobre: A primeira bulha cardíaca (B1) corresponde ao fechamento das válvulas atrioventriculares, marca o início da sístole ventricular e coincide com a palpação do pulso carotídeo e do ictus cordis. INCORRETAS: A B1 corresponde ao fechamento das válvulas atrioventriculares (mitral e tricúspide) e marca o início da sístole ventricular, não dá diástole. Além disso, a B1 coincide com a palpação do pulso carotídeo e do ictus cordis. A B2 corresponde ao fechamento das válvulas semilunares (aórtica e pulmonar) e marca o início da diástole ventricular, não o final. Além disso, a B2 não coincide com a palpação do pulso carotídeo. A B2 representa o fechamento das válvulas semilunares e marca o início da diástole ventricular, não o início da ejeção. Referências: PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Exame Clínico, 8ª edição . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. E-book. pág.325. ISBN 9788527731034. Disponívelem: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527731034/. Acesso em: 10 nov. 2024. II, Arthur F D.; AGUR, Anne M R. Moore Anatomia Orientada Para a Clinica. 9th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788527740128. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527740128/. Acesso em: 10 nov. 2024. Feedback: -- 14ª QUESTÃO Pgina 12 de 37 Resposta comentada: Alternativa: "É uma herança com padrão autossômica e dominante, tem prevalência equilibrada entre meninos e meninas e esses sintomas estão relacionados com a deficiência do fator V da coagulação." Comentário: A hemofilia não é autossômica nem dominante, mas sim ligada ao X e recessiva. Além disso, a deficiência do fator V não está associada à hemofilia, sendo mais comum em distúrbios de coagulação autossômicos, como a deficiência de fator V Leiden. Portanto, esta alternativa está incorreta. Alternativa: "É uma herança com padrão autossômica e recessiva, tem prevalência equilibrada entre meninos e meninas e esses sintomas estão relacionados com a deficiência do fator III da coagulação." Comentário: A hemofilia não segue um padrão autossômico e recessivo. Ela é ligada ao X e recessiva, o que significa que afeta predominantemente os meninos. Além disso, a deficiência do fator III (tromboplastina) não está associada à hemofilia. A hemofilia é causada pela deficiência de fatores de coagulação como o fator VIII (hemofilia A) ou o fator IX (hemofilia B). Portanto, esta alternativa está incorreta. Alternativa: "É uma herança ligada ao X e recessiva, tem prevalência maior entre meninos e esses sintomas estão relacionados com a deficiência do fator VIII da coagulação." Comentário: Esta alternativa está correta. A hemofilia é de fato uma doença ligada ao cromossomo X e recessiva. Como meninos possuem apenas um cromossomo X, eles são mais frequentemente afetados. A deficiência do fator VIII está associada à hemofilia A, a forma mais comum da doença, e os sintomas descritos (sangramentos intensos, hematomas frequentes, histórico familiar) são característicos dessa condição. Alternativa: "É uma herança ligada ao X e dominante, tem prevalência maior entre meninas e esses sintomas estão relacionados com a deficiência do fator VII da coagulação." Comentário: A hemofilia não segue um padrão de herança dominante ligada ao X, mas sim recessivo. A prevalência é maior em meninos, já que eles têm apenas um cromossomo X. Além disso, a deficiência do fator VII não está associada à hemofilia, mas sim a distúrbios de coagulação diferentes. A hemofilia está relacionada à deficiência dos fatores VIII ou IX. Portanto, esta alternativa está incorreta. Referência: SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7th ed. Porto Alegre: ArtMed, [2017]. E-book. p.477. ISBN 9788582714041. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/. Acesso em: 12 nov. 2024. Feedback: -- 15ª QUESTÃO Pgina 13 de 37 Resposta comentada: A digestão e absorção de lipídios, prejudicada pela baixa produção de bile e lipase pancreática, levando a má absorção de gorduras. O paciente apresenta sintomas característicos de má absorção de lipídios, como perda de peso não intencional, fadiga, fezes esbranquiçadas e gordurosas (esteatorreia), além de deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e baixa albumina sérica. Esses sinais sugerem que o processo fisiológico de digestão e absorção de lipídios está comprometido, o que é tipicamente causado por problemas na produção de bile (importante para a emulsificação de gorduras) ou na lipase pancreática (enzima responsável pela quebra dos lipídios). A dor abdominal após o consumo de alimentos gordurosos também é um indicativo de que a digestão de gorduras está prejudicada. A digestão e absorção de carboidratos, comprometida pela baixa secreção de amilase salivar e pancreática, resultando em fezes ricas em amido. A digestão e absorção de carboidratos comprometida não levaria a fezes gordurosas ou deficiência de vitaminas lipossolúveis, já que esses sinais são típicos de problemas com lipídios. A digestão de carboidratos e proteínas, devido a uma deficiência na produção de peptidases e amilase, resultando em perda de peso e distensão abdominal. Embora a deficiência na digestão de carboidratos e proteínas possa causar perda de peso e distensão abdominal, ela não explicaria a presença de fezes gordurosas ou a deficiência de vitaminas lipossolúveis, que são sinais claros de má absorção de lipídios. A digestão e absorção de proteínas, afetada por uma deficiência de enzimas proteolíticas no intestino delgado. A má digestão de proteínas poderia, em teoria, levar a alguns sintomas de má nutrição, mas não é responsável pelas fezes gordurosas nem pela deficiência de vitaminas lipossolúveis, que são sinais de comprometimento da absorção de lipídios, e não de proteínas. Referência: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.1040. ISBN 9788527739368. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/. Acesso em: 12 nov. 2024. Feedback: -- 16ª QUESTÃO Pgina 14 de 37 Resposta comentada: A Estratégia de Saúde da Família (ESF) tem um papel fundamental na promoção da saúde e na organização do cuidado nas comunidades. Para isso, o uso do Sistema de Informação da Atenção Básica (e-SUS) é essencial para o planejamento e acompanhamento das ações no território. O sistema de informação da Atenção Básica e-SUS fornece dados essenciais para o monitoramento e avaliação das campanhas de imunização. Assim, o sistema e-SUS não influencia de modo negativo nos indicadores de imunização contra a influenza, pelo contrário, o uso do e-SUS impacta diretamente no planejamento das ações de imunização no território e de outras ações estratégicas de saúde. Pois, a vacinação contra a influenza é uma importante estratégia de saúde pública que requer planejamento eficaz das ações no território. Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. e-SUS Atenção Primária à Saúde: Manual do Sistema com Prontuário Eletrônico do Cidadão PEC – Versão 5.2 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Secretaria Executiva. – Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://saps-ms.github.io/Manual-eSUS_APS/. Acesso em: 22 out. 2024. Feedback: -- 17ª QUESTÃO Pgina 15 de 37 Resposta comentada: A pressão arterial é uma variável fisiológica contínua. A exemplo da frequência respiratória e da temperatura corpórea sofre variações constantes, dependendo de estímulos externos (exercício físico, uso de tabaco, ruídos, estresse) e internos (vigília ou sono, dor, postura, respiração, digestão) sempre no sentido de manter a pressão arterial estável e em valores adequados para uma boa perfusão tissular. INCORRETA: O estresse sofrido pela paciente contribuiu para o aumento da PA por ação dos barorreceptores. Durante as emoções, há aumento das pressões sistólica e diastólica, mas é mais nítida a elevação da pressão sistólica. Por esse motivo, não se deve valorizar pequenos aumentos tensionais encontrados no primeiro exame de um paciente, pois, nesta situação, é habitual que ele esteja tomado de certa emoção. A hipertensão do avental branco tem em parte relação com este fator. O sistema nervoso autônomo aumenta a pressão arterial durante a reação de alarme. Em situações de medo extremo, a pressão arterial com frequência aumenta e alcança até 200 mmHg em poucos segundos. INCORRETA: Após o repouso ocorreu a redução da PA por estímulo do sistema nervoso simpático. Os barorreceptores mantêm a pressão arterial em um nível relativamente constante durante mudanças na postura corporal e em outras atividades diárias. As atividades diárias que tendem a aumentar a pressão arterial, como alimentação, agitação e defecação, podem causar elevações extremas da pressão arterial na ausência dereflexos barorreceptores normais. Os efeitos finais dos barorreceptores consistem em inibição da atividade simpática e estimulação da atividade parassimpática, que causam (1) vasodilatação das veias e das arteríolas e (2) diminuição da frequência cardíaca e da força de contração cardíaca. CORRETA: O fato de sair correndo contribuiu para a elevação da PA por ação do sistema nervoso simpático. Um exercício intenso provoca significativa elevação da pressão arterial. Isso se deve tanto ao aumento do débito cardíaco, com repercussão sobre a pressão sistólica, quanto ao da resistência periférica, que, por sua vez, eleva a diastólica. O sistema nervoso autônomo contribui para o aumento da pressão arterial durante o exercício muscular. Durante a prática de exercícios intensos, os músculos necessitam de um aumento acentuado do fluxo sanguíneo. Parte desse aumento resulta da vasodilatação local, porém aumentos adicionais do fluxo resultam da elevação simultânea da pressão arterial durante o exercício. Com o exercício intenso, pode ocorrer a elevação da pressão arterial até 30 a 40% INCORRETA: Após o repouso ocorreu a redução da PA por inibição da atividade parassimpática. Os barorreceptores mantêm a pressão arterial em um nível relativamente constante durante mudanças na postura corporal e em outras atividades diárias. As atividades diárias que tendem a aumentar a pressão arterial, como alimentação, agitação e defecação, podem causar elevações extremas da pressão arterial na ausência de reflexos barorreceptores normais. Os efeitos finais dos barorreceptores consistem em inibição da atividade simpática e estimulação da atividade parassimpática, que causam (1) vasodilatação das veias e das arteríolas e (2) diminuição da frequência cardíaca e da força de contração cardíaca. Referências: PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. E- book. pág.413. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/. Acesso em: 12 nov. 2024. HALL, John E.; HALL, Michael E. Guyton & Hall Fundamentos de Fisiologia . 14ª edição. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2023. E-book. pág.110. ISBN 9788595159518. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595159518/. Acesso em: 12 nov. 2024. Feedback: -- Pgina 16 de 37 18ª QUESTÃO Resposta comentada: Basófilos (correta) são células sanguíneas que apresentam um núcleo lobulado e grânulos grandes e basófilos, ou seja, com afinidade por corantes básicos. Esses grânulos citoplasmáticos contêm histamina, uma substância chave na resposta alérgica aguda. Eosinófilos, (incorreto), também estão envolvidos em processos alérgicos, mas atuam principalmente em reações alérgicas crônicas e na defesa contra infecções parasitárias. Estruturalmente, os eosinófilos possuem um núcleo bilobulado e grânulos acidófilos (afinidade por corantes ácidos), que contêm enzimas tóxicas que combatem parasitas e modulam reações inflamatórias prolongadas. No entanto, eles não são responsáveis pela liberação de histamina, e seu papel na fase aguda das reações alérgicas é menos relevante do que o dos basófilos. Os linfócitos T são responsáveis pela resposta imune adaptativa, não apresentam grânulos que liberam histamina. Os neutrófilos são mais associados à defesa contra infecções bacterianas e possuem grânulos menores que não liberam histamina. Referência: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.1040. ISBN 9788527739368. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/. Acesso em: 12 nov. 2024. Feedback: -- 19ª QUESTÃO Resposta comentada: Prevenção primária é uma abordagem em saúde pública e medicina que se concentra em evitar o desenvolvimento de uma condição de saúde antes que ela ocorra. Em vez de tratar os sintomas ou complicações de uma doença, a prevenção primária busca eliminar ou reduzir os fatores de risco que podem levar ao surgimento da doença. Isso pode envolver a promoção de hábitos de vida saudáveis, como exercícios físicos regulares, dieta balanceada e abstenção de tabaco e álcool, bem como vacinação, proteção contra exposição a substâncias nocivas e educação sobre saúde. A prevenção primária é considerada uma abordagem fundamental para melhorar a saúde da população e reduzir a incidência de doenças. Referência: GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715369. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 24 abr. 2024. Feedback: -- 20ª QUESTÃO Pgina 17 de 37 Resposta comentada: Alternativa: "Capacidade vital dos pulmões, que determina o volume máximo de ar que pode ser inspirado e expirado." Comentário: Incorreta. Embora a capacidade vital se refira ao volume de ar mobilizado entre a inspiração e a expiração máximas, ela não é diretamente avaliada pela inclinação da curva pressão/volume. A capacidade vital depende da somatória de volumes pulmonares e não expressa a capacidade dos pulmões de se expandirem em resposta a mudanças de pressão. Alternativa: "Complacência pulmonar, que representa a facilidade com que os pulmões se expandem a cada aumento da pressão transpulmonar." Comentário: Correta. A inclinação da curva de pressão/volume indica a complacência pulmonar. Quanto mais íngreme a curva, maior a complacência, o que significa que os pulmões se expandem facilmente com aumentos menores de pressão. Esse parâmetro é essencial para entender como os pulmões respondem à pressão em condições normais e patológicas. Alternativa: "Resistência ao fluxo de ar nas vias aéreas, responsável pela obstrução durante o movimento do ar." Comentário: Incorreta. A resistência ao fluxo de ar está mais associada ao calibre das vias aéreas e ao fluxo de ar em si, e não à relação entre pressão transpulmonar e volume pulmonar. A inclinação da curva de pressão/volume reflete a complacência, não a resistência ao fluxo de ar. Alternativa: "Elasticidade dos pulmões, que descreve a tendência dos pulmões de retornarem ao seu volume inicial após uma expansão." Comentário: Incorreta. A elasticidade é o inverso da complacência e representa a capacidade de retorno dos pulmões à sua forma original após a distensão. Embora relacionada, a elasticidade não é medida diretamente pela inclinação da curva pressão/volume; a curva reflete a complacência, que é a facilidade de expansão. Referência: HALL, John E.; HALL, Michael E. Guyton & Hall - Tratado de Fisiologia Médica. 14th ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2021. E-book. p.179. ISBN 9788595158696. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595158696/. Acesso em: 13 nov. 2024. Feedback: -- 21ª QUESTÃO Pgina 18 de 37 Resposta comentada: A altura ou estatura expressa o crescimento linear. Existem diferentes formas para determinar a altura ou métodos para estimá-la em pacientes em condições especiais. Quando o paciente é capaz de ficar em posição ortostática, a altura é aferida em balança com estadiômetro ou com fita métrica inextensível com precisão de 0,1 cm, afixada em superfície lisa, vertical e sem rodapé. Para uma medida precisa é importante que cinco pontos anatômicos estejam próximos à parede ou ao estadiômetro: calcanhares, panturrilha, glúteos, escápulas e ombros. A cabeça deve estar erguida, formando um ângulo de 90° com o solo, e os olhos mirando um plano horizontal à frente. Em seguida, o estadiômetro é baixado até que encoste na cabeça, com pressão suficiente para comprimir o cabelo. Em crianças até 2 anos de idade, recomenda-se medir a altura (comprimento) com ela deitada, utilizando uma régua antropométrica que possui uma base fixa no zero e um cursor. Peso atual. Utiliza-se uma balança mecânica tipo plataforma ou digital. Antes da aferição,é necessário sempre calibrar a balança. O paciente deve ser pesado descalço, com a menor quantidade de roupa possível, posicionado no centro da balança, com os braços ao longo do corpo. Para recém-nascidos, utiliza-se a balança pediátrica. A criança deve estar sem fraldas e outras vestimentas, pois pequenos gramas podem resultar em alteração significativa na classificação do peso. Referência: PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Exame Clínico, 8ª edição . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. E-book. pág.214. ISBN 9788527731034. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527731034/. Acesso em: 10 nov. 2024. Feedback: -- 22ª QUESTÃO Pgina 19 de 37 Resposta comentada: Resposta correta: a taquipneia observada no paciente é principalmente devido à redução da difusão de gases. Resposta comentada: A dispneia pode acompanhar-se de taquipneia (frequência aumentada) ou hiperpneia (amplitude aumentada). As causas de dispneia podem ser divididas em atmosféricas, obstrutivas, pleurais, toracomusculares, diafragmáticas, teciduais ou relacionadas ao sistema nervoso central. Causas atmosféricas. Quando a composição da atmosfera for pobre em oxigênio ou sua pressão parcial estiver diminuída, surge dispneia. Causas parenquimatosas. Todas as afecções que reduzam a área de hematose de modo intenso, tais como condensações e rarefações parenquimatosas, determinam dispneia. As afecções parenquimatosas, por reduzirem a quantidade de ar nos alvéolos, provocam macicez: neoplasias periféricas, infarto pulmonar volumoso, pneumonias lobares, cavidades periféricas contendo líquido (cistos). Causas cardíacas. Dependem do mau funcionamento da bomba aspirante-premente que é o coração. Causas de origem tecidual. O aumento do consumo celular de oxigênio é uma resposta fisiológica normal ao aumento de atividade metabólica. Referências: PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 26 abr. 2024. SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, [Inserir ano de publicação]. E-book. ISBN 9788582714041. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714041/. Acesso em: 26 abr. 2024. Feedback: -- 23ª QUESTÃO Pgina 20 de 37 Resposta comentada: Era Vargas (1930-1945): O governo Vargas foi um marco para a saúde pública no Brasil, com a criação de estruturas como a Secretaria de Saúde e a implantação de políticas voltadas para os trabalhadores urbanos, com foco na saúde ocupacional e na criação de serviços voltados para esse grupo. Autoritarismo (1964-1985): Durante a ditadura militar, o sistema de saúde se tornou mais centralizado, e houve um aumento do foco nos grandes centros urbanos. A saúde pública no Brasil foi ampliada, mas as desigualdades regionais e sociais persistiram. Nova República (1985-presente): A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Constituição de 1988 foi um marco, pois consolidou a saúde como um direito universal e garantido pelo Estado, com ênfase na descentralização e na gestão compartilhada entre os níveis federal, estadual e municipal. No entanto, desafios orçamentários e estruturais ainda limitam sua efetividade. Referências: ANDRADE L. O. M. et al. Política de saúde no Brasil. In: ROUQUAYROL, Maria Zélia; GURGEL, Marcelo. Epidemiologia e saúde. 8. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2018. p. 449-460. MOREIRA, Taís de, C. et al. Legislação do Sistema Único de Saúde. In: MOREIRA, Taís de, C. et al. Saúde coletiva. Grupo A, 2018. p. 91-100. Disponível em: Minha Biblioteca. SOLHA, Raphaela Karla de Toledo. Saúde coletiva para iniciantes. Políticas e práticas profissionais. 2 ed. Erica/Saraiva. Cap.2 e 3. E-book disponível em Minha biblioteca. Feedback: -- 24ª QUESTÃO Pgina 21 de 37 Resposta comentada: A hemoglobina é um tetrâmero de quatro cadeias proteicas globulares (2 α e 2β), cada uma centrada em torno de um grupamento heme contendo ferro. O átomo de ferro central de cada grupo heme pode ligar-se reversivelmente a uma molécula de oxigênio. A ligação da primeira molécula de O2 ao sitio ativo da hemoglobina, provoca uma mudança conformacional na molécula provocando um aumento da afinidade dos outros sítios e assim facilitando a ligação das moléculas de O2 subsequentes. Sendo assim, a ligação do oxigênio aos quatro sítios na molécula hemoglobina ocorre de modo dependente e cooperativo, o que explica eficiência desse transporte. No gráfico apresentado, na curva B podemos observar que com uma saturação 60 mmHg a hemoglobina apresenta-se 90 % saturada, a partir desse ponto, um aumento na pressão de O2 não acarretará aumento significativo da saturação da hemoglobina. A curva A significa um desvio a direita, nesse caso nos mesmos 60 mmHg, ocorrerá uma menor saturação da hemoglobina, indicando uma menor afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, essa situação é observada durante o metabolismo tecidual aumentado, visto que esses tecidos necessitam de mais O2. A curva C significa um desvio a esquerda, no gráfico é possível observar que a 60 mmHg a hemoglobina estará com 95% de saturação o que demonstra maior afinidade de O2 situação que ocorre nos alvéolos pulmonares. Essa maior afinidade permite uma troca gasosa mais eficiente. A hemoglobina libera o CO2 e se liga ao O2, Referência: SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7th ed. Porto Alegre: ArtMed, [2017]. E-book. p.594. ISBN 9788582714041. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/. Acesso em: 12 nov. 2024. Feedback: -- 25ª QUESTÃO Pgina 22 de 37 Resposta comentada: Hipersensibilidade tipo I: Incorreto. A hipersensibilidade tipo I envolve uma resposta alérgica mediada por IgE, com manifestações clínicas como urticária, rinite alérgica e anafilaxia. Geralmente ocorre rapidamente, minutos após a exposição ao alérgeno. No entanto, o caso descrito envolve um início tardio dos sintomas após a exposição ao látex, o que não é compatível com esse tipo de hipersensibilidade. Hipersensibilidade tipo II: Incorreto. A hipersensibilidade tipo II envolve a destruição celular mediada por anticorpos IgG ou IgM contra antígenos presentes na superfície de células. Exemplos incluem anemia hemolítica autoimune e a doença de Graves. Este tipo de reação não está relacionado ao quadro cutâneo descrito. Hipersensibilidade tipo III: Incorreto. A hipersensibilidade tipo III é caracterizada pela deposição de complexos imunológicos em pequenos vasos, resultando em inflamação e lesão tecidual. As manifestações clínicas podem incluir vasculite e doenças como o lúpus eritematoso sistêmico, que não estão presentes no caso descrito. Hipersensibilidade tipo IV: Correto. Este tipo de hipersensibilidade é mediado por células T e ocorre várias horas a dias após a exposição ao alérgeno. O quadro clínico da paciente, com dermatite de contato após o uso de luvas de látex, é uma manifestação típica de hipersensibilidade tipo IV. Referência: 1. ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular. cap. 19. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. Feedback: -- 26ª QUESTÃO Pgina 23 de 37 Resposta comentada: Comentários sobre cada alternativa: Alternativa W: "As tonsilas palatinas e faríngeas atuam como barreiras físicas, impedindo fisicamente a entrada de partículas maiores no trato respiratório." Comentário: Incorreta. As tonsilas palatinas e faríngeas não atuam como barreiras físicas, mas sim como parte do sistema imunológico, sendo responsáveis pelo reconhecimento de patógenos e ativação de respostas imunológicas locais. Elas são ricas em células imunológicas que detectam e respondem a agentes infecciosos, mas não impedem fisicamente a entrada de partículas. Alternativa X): "O reflexo da tosse é acionado pela presença de irritantes no trato respiratório e contribui para a remoção de partículas e secreções." Comentário: Correta.O reflexo da tosse é um importante mecanismo de defesa que é acionado quando irritantes atingem o trato respiratório. Esse reflexo gera uma expiração súbita e forte que ajuda a remover partículas, secreções e patógenos que possam estar presentes nas vias aéreas. Alternativa Y): "O muco presente no sistema respiratório apenas lubrifica as vias aéreas, não desempenhando um papel relevante na defesa contra patógenos." Comentário: Incorreta. O muco tem um papel crucial na defesa do sistema respiratório, pois captura partículas e patógenos inalados, facilitando sua remoção através do movimento dos cílios. Além de ser uma barreira física, o muco contém substâncias antimicrobianas que ajudam a neutralizar patógenos. Alternativa Z): "As células fagocitárias, como os neutrófilos, têm papel limitado na defesa do trato respiratório, sendo ativadas apenas em infecções sistêmicas." Comentário: Incorreta. As células fagocitárias, como neutrófilos e macrófagos, são ativas na defesa do trato respiratório e são essenciais na captura e destruição de patógenos inalados. Elas respondem rapidamente em infecções locais no trato respiratório e não se restringem apenas a infecções sistêmicas. Referência: GUYTON, A. C., & HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 14ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020. Feedback: -- 27ª QUESTÃO Resposta comentada: Resposta Correta: O primeiro paciente apresenta uma inflamação aguda, com predomínio de neutrófilos na resposta inflamatória; o segundo paciente apresenta uma inflamação crônica, com acúmulo de linfócitos e monócitos. Primeiro Paciente (Inflamação Aguda): 1. A descrição dos sintomas — dor intensa, rubor, calor e edema que surgiram subitamente após um trauma — caracteriza uma inflamação aguda. Esse Pgina 24 de 37 tipo de inflamação é iniciado pelas células sentinelas, como mastócitos e macrófagos residentes, que detectam a lesão e produzem substâncias como histamina e prostaglandinas. Essas substâncias causam vasodilatação, aumentam a permeabilidade vascular e recrutam neutrófilos para o local, células que respondem rapidamente à inflamação aguda. Neutrófilos são os primeiros leucócitos a chegar ao local de inflamação e têm como função fagocitar e eliminar patógenos e restos celulares, promovendo o início da resolução do processo inflamatório. 2. Segundo Paciente (Inflamação Crônica): O segundo paciente apresenta dor nas articulações persistente, com episódios de inchaço e sensibilidade por vários meses, o que é típico de uma inflamação crônica. Quando a inflamação aguda não é resolvida, ou a lesão persiste, o processo evolui para uma resposta crônica, caracterizada pelo recrutamento de linfócitos e monócitos. Esses leucócitos desempenham um papel mais prolongado, mantendo a inflamação ao mesmo tempo que promovem o remodelamento tecidual. Análise das Alternativas Incorretas: O primeiro paciente apresenta uma inflamação crônica, caracterizada pelo acúmulo de macrófagos e fibroblastos; o segundo paciente apresenta uma inflamação aguda, com predominância de neutrófilos. Incorreta, pois inverte os tipos de inflamação para cada paciente. Inflamação crônica não é típica de um quadro recente com sintomas como dor intensa e edema local após um trauma. Da mesma forma, inflamação aguda não é típica de um quadro prolongado como o do segundo paciente. O primeiro paciente apresenta uma inflamação aguda, com predomínio de linfócitos e macrófagos; o segundo paciente apresenta uma inflamação crônica, caracterizada pelo acúmulo de neutrófilos. Incorreta, pois indica erroneamente que o primeiro paciente, com uma inflamação aguda, tem predomínio de linfócitos e macrófagos, o que não corresponde ao tipo celular predominante nesse caso. O primeiro paciente apresenta uma inflamação crônica, com predominância de neutrófilos; o segundo paciente apresenta uma inflamação aguda, caracterizada pelo acúmulo de macrófagos e fibroblastos. Incorreta, pois descreve o primeiro paciente com inflamação crônica com predomínio de neutrófilos, o que não é correto, já que neutrófilos predominam nas respostas agudas e não nas crônicas. Referência: ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia Celular e Molecular. 10th ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.97. ISBN 9788595158924. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595158924/.. Feedback: -- 28ª QUESTÃO Pgina 25 de 37 Resposta comentada: Gabarito comentado: O aumento da atividade dos quimiorreceptores periféricos, que detectam a queda dos níveis de oxigênio no sangue, desencadeando hiperventilação. ERRADO: Os quimiorreceptores periféricos respondem principalmente a uma queda nos níveis de oxigênio. No entanto, a hiperventilação do paciente é mais relacionada à ansiedade, que envolve um aumento na atividade respiratória devido a fatores emocionais, e não a uma hipoxemia significativa. A ativação do grupo respiratório dorsal (GRD) no bulbo, que estimula a expiração ativa para equilibrar os níveis de dióxido de carbono. ERRADO: O GRD está mais envolvido no controle da inspiração, não da expiração ativa. A expiração ativa é controlada pelo grupo respiratório ventral (GRV), que é ativado durante esforços respiratórios intensos, o que não é o foco no caso descrito. O controle involuntário da respiração pelo bulbo, influenciado pelo aumento da PCO2 detectada por quimiorreceptores centrais, resultando em hiperventilação. ERRADO: Embora o aumento da PCO2 seja um estímulo importante para a respiração, no caso de ansiedade aguda, a hiperventilação ocorre devido a um estímulo emocional que afeta o controle respiratório pelos centros encefálicos superiores, e não pela detecção de um aumento da PCO2. A ativação dos centros encefálicos superiores, que interagem com o bulbo e desencadeiam hiperventilação em resposta ao estado emocional de ansiedade. CORRETO: O estado emocional de ansiedade aciona os centros encefálicos superiores, que influenciam os centros respiratórios no bulbo, levando a hiperventilação. Esse é o mecanismo mais relevante no cenário de ansiedade aguda, onde a respiração é afetada por fatores emocionais. Os centros encefálicos superiores, incluindo o córtex cerebral e o sistema límbico, que são responsáveis pelas emoções e comportamentos, podem interagir com os centros respiratórios do tronco encefálico (bulbo). Isso permite que emoções como ansiedade, estresse e medo alterem a respiração. Por exemplo: Ansiedade e estresse: podem levar a hiperventilação, aumento da frequência respiratória e sensação de falta de ar, como ocorre em situações de pânico. Referências: SILVERTHORN, D. U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. KOEPPEN, B.M.; STANTON, B.A. Berne e Levy: Fisiologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. Feedback: -- 29ª QUESTÃO Pgina 26 de 37 Resposta comentada: O estudante não respeitou o código de ética, pois é vedado ao acadêmico de medicina identificar- se como médico, podendo qualquer ato por ele praticado nessa situação ser caracterizado como exercício ilegal da medicina. Art. 24. É vedado ao acadêmico de medicina identificar-se como médico, podendo qualquer ato por ele praticado nessa situação ser caracterizado como exercício ilegal da medicina. O estudante não poderia ter realizado o exame ginecológico da paciente sozinho, pois, os estudantes, ao realizarem exames que envolvam o pudor do paciente, devem estar sob supervisão médica presencial. Art. 26. A realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter supervisão médica. Parágrafo único. Os estudantes, ao realizar exames que envolvam o pudor do paciente, devem estar sob supervisão médica presencial. A realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter supervisão médica. Art. 26. A realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter supervisão médica. Referências: Conselho Federal de Medicina Código de ética do estudante de medicina / Conselho Federal de Medicina. – Brasília, DF:CFM, 2018. 52 p. DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. (Cap.8 e 9). Feedback: -- 30ª QUESTÃO Pgina 27 de 37 Resposta comentada: Alternativa: "Transferem células de defesa." Comentário: Essa alternativa não está correta, pois o soro hiperimune contém anticorpos, que são proteínas produzidas pelo sistema imunológico do cavalo, e não células de defesa como linfócitos. A transferência de células de defesa é mais característica de terapias de transplante ou imunoterapia com células, como o uso de células T em tratamentos contra câncer, mas não se aplica ao contexto de soroterapia. Alternativa incorreta. Alternativa: "Representam a imunidade ativa." Comentário: A imunidade ativa ocorre quando o sistema imunológico de um indivíduo é estimulado a produzir seus próprios anticorpos após a exposição a um patógeno ou antígeno. No caso do soro hiperimune, o que ocorre é a administração de anticorpos prontos, ou seja, a imunidade não é gerada de forma ativa pelo paciente, mas sim transferida passivamente. Portanto, alternativa incorreta. Alternativa: "Caracterizam a resposta imunológica." Comentário: Embora a administração do soro hiperimune envolva uma resposta imunológica, a alternativa está muito vaga, pois a questão se refere à imunidade passiva e não à resposta imunológica em si. O termo "resposta imunológica" poderia se referir tanto à imunidade ativa quanto passiva, mas a questão especifica que o soro é gerado a partir de anticorpos do cavalo, ou seja, é uma forma de imunidade passiva. Alternativa imprecisa e incorreta. Alternativa: "Configura imunidade passiva." Comentário: Esta alternativa está correta. A imunidade passiva ocorre quando anticorpos prontos (como os produzidos pelo cavalo e coletados para gerar o soro hiperimune) são transferidos para um indivíduo, fornecendo proteção imediata contra infecções. No caso descrito, os anticorpos do cavalo são transferidos para os pacientes infectados, proporcionando proteção rápida, mas sem que o sistema imunológico do paciente precise produzir seus próprios anticorpos. Alternativa correta. Referencia: Abbas, Abul, K. et al. Imunologia Celular e Molecular. Disponível em: Minha Biblioteca, (10ª edição). Grupo GEN, 2023. Feedback: -- 31ª QUESTÃO Pgina 28 de 37 Resposta comentada: - Alternativa: "A ativação dos barorreceptores no arco aórtico e no seio carotídeo, que detectam a queda de pressão arterial e promovem aumento da atividade parassimpática, levando à vasoconstrição e aumento da frequência cardíaca." Comentário: Essa alternativa contém uma confusão sobre o papel do sistema nervoso autônomo. Quando ocorre uma queda súbita da pressão arterial, os barorreceptores ativam o sistema nervoso simpático — não o parassimpático. O sistema simpático é responsável por aumentar a frequência cardíaca (taquicardia reflexa) e causar vasoconstrição, o que ajuda a restaurar a pressão arterial. O sistema parassimpático, por outro lado, tem o efeito oposto, reduzindo a frequência cardíaca e causando uma leve vasodilatação. Por isso, essa alternativa está incorreta. - Alternativa: "A estimulação dos quimiorreceptores periféricos localizados na aorta e nas carótidas, que percebem a baixa concentração de oxigênio no sangue, resultando em aumento da ventilação e consequente elevação da pressão arterial." Comentário: Essa alternativa está incorreta porque os quimiorreceptores não respondem diretamente às mudanças rápidas de pressão arterial, mas sim a variações nos níveis de oxigênio, dióxido de carbono e pH no sangue. Embora a hipoventilação possa causar uma resposta de aumento da pressão arterial, essa não é a via primária para ajustar a pressão em resposta à hipotensão postural. Assim, essa resposta não se aplica ao mecanismo de recuperação após uma queda abrupta de pressão arterial. - Alternativa: "A ativação dos barorreceptores, que desencadeiam uma resposta simpática mediada pelo sistema nervoso autônomo, resultando em aumento da frequência cardíaca e vasoconstrição para restaurar a pressão arterial." Comentário: Esta alternativa está correta e descreve adequadamente o mecanismo fisiológico envolvido na resposta rápida à hipotensão postural. Os barorreceptores, localizados no arco aórtico e no seio carotídeo, detectam a queda de pressão e ativam uma resposta simpática que eleva a frequência cardíaca e provoca vasoconstrição das artérias periféricas. Esse mecanismo restaura rapidamente a pressão arterial, prevenindo a perda prolongada de consciência. - Alternativa: "O aumento da secreção de aldosterona pelos receptores cardiopulmonares, que detectam a baixa pressão arterial, aumentando a retenção de sódio e água nos rins e, assim, corrigindo a hipotensão." Comentário: Essa alternativa está incorreta porque o aumento da secreção de aldosterona não é uma resposta rápida e imediata. A aldosterona age em um prazo mais longo, promovendo a retenção de sódio e água nos rins, o que pode elevar a pressão arterial de forma gradual. Esse mecanismo, embora importante para a regulação a longo prazo da pressão arterial, não é rápido o suficiente para corrigir uma queda súbita de pressão ao se levantar. Referência: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.786. ISBN 9788527739368. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/. (Capítulo 21 – Sistema Circulatório: Vasos sanguíneos e hemodinâmica, página 786). Feedback: -- 32ª QUESTÃO Pgina 29 de 37 Resposta comentada: - Alternativa: "Os fatores ambientais descritos são considerados DSS e contribuem para a inflamação constante das vias respiratórias, interferindo na capacidade do sistema imunológico de distinguir antígenos inócuos, levando à sensibilização excessiva por meio de células T auxiliares". COMENTÁRIO: alternativa CORRETA. Ela reconhece que os fatores ambientais (como poluição e mofo) são determinantes sociais de saúde que influenciam a inflamação das vias respiratórias. A sensibilização excessiva, mediada pelas células T auxiliares, é um mecanismo central em reações alérgicas. Portanto, a afirmação está alinhada com a patologia respiratória apresentada. Essa é a única alternativa correta uma vez que relaciona adequadamente os fatores ambientais e os determinantes sociais de saúde com o desenvolvimento de hipersensibilidade nas vias aéreas. As demais alternativas falham em compreender a complexidade das interações entre os determinantes sociais, os fatores ambientais e a resposta imunológica. - Alternativa: "Os fatores ambientais citados são determinantes biológicos, e a exposição contínua a partículas inaláveis e poluentes atmosféricos sobrecarrega os mecanismos de defesa inatos, inativando uma resposta imune adaptativa". COMENTÁRIO: alternativa INCORRETA. Os fatores ambientais não são determinantes biológicos e sim sociais. Além disso, a afirmação de que a exposição a poluentes inativa a resposta imune adaptativa não é precisa; ela na verdade a ativa, contribuindo para a hipersensibilidade. - Alternativa: "A ventilação e umidade adequadas, no ambiente da família, favorecem o crescimento de fungos, que são inalados, e têm pouco papel na hipersensibilidade respiratória e na ativação das células T auxiliares do tipo 2 (Th2)". COMENTÁRIO: alternativa INCORRETA. Na verdade, o ambiente da família tem ventilação inadequada e umidade elevada, favorecendo o crescimento de fungos, que têm um papel significativo na hipersensibilidade respiratória. Os fungos são alérgenos reconhecidos que podem ativar células T auxiliares do tipo 2 (Th2), contribuindo para a resposta alérgica. - Alternativa: "O acúmulo de poeira e a exposição às queimadas criam um ambiente pobre em alérgenos, que, quando inalados, ativam a resposta inata do sistema imunológico, aumentando a imunorregulação e a resposta das células dendríticas". COMENTÁRIO: alternativa INCORRETA. Oacúmulo de poeira e a exposição às queimadas não criam um ambiente pobre em alérgenos; pelo contrário, eles aumentam a carga de alérgenos, o que pode ativar tanto a resposta inata quanto a adaptativa. A afirmação de que isso aumenta a imunorregulação é enganosa, pois a exposição a alérgenos geralmente resulta em respostas alérgicas exageradas. Referências: BUSS P. M.; PELLEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):77-93, 2007. PELEGRINI FILHO, A. et al. Promoção da saúde e seus fundamentos. IN: PAIM, Jairnilson, S. e FILHO, Naomar de Almeida. Saúde Coletiva - Teoria e Prática. MedBook Editora, 2014, cap. 22. Disponível em: Minha Biblioteca. MOREIRA, Taís de, C. et al. Conceito de Saúde. Determinantes sociais de saúde. In: MOREIRA, Taís de, C. et al. Saúde coletiva. Grupo A, 2018. Págs. 63-73. Disponível em: Minha Biblioteca. SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7th ed. Porto Alegre: ArtMed, E-book. p.477. ISBN 9788582714041.Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/. Acesso em: 19 out. 2024. Feedback: -- 33ª QUESTÃO Pgina 30 de 37 Resposta comentada: CORRETA: - Ducto arterioso, que conecta a artéria pulmonar à aorta, desviando o sangue dos pulmões para a circulação sistêmica. O ducto arterioso é uma estrutura presente na circulação fetal que conecta a artéria pulmonar à aorta, permitindo que o sangue contorne os pulmões não funcionais e seja direcionado para a circulação sistêmica. INCORRETAS: - Forame oval, que permite a passagem do sangue do átrio esquerdo ao átrio direito, desviando o sangue dos pulmões. O forame oval é uma estrutura que permite a passagem do sangue do átrio direito para o átrio esquerdo e sua função é desviar o sangue oxigenado que vem da placenta para a aorta e circulação sistêmica. - Ducto venoso, que desvia o sangue oxigenado, vindo da placenta, do fígado permitindo um fluxo mais eficiente para a veia cava inferior. O ducto venoso é uma estrutura que desvia o sangue oxigenado vindo da placenta, contornando o fígado conectando à veia cava inferior. - Septo interventricular, que permite a mistura do sangue dos ventrículos direito e esquerdo, desviando o sangue dos pulmões. O septo interventricular é uma estrutura anatômica que separa os ventrículos, e não os conecta, não permitindo o desvio de sangue. Referência: SADLER, T W. Langman Embriologia Médica. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527737289. Feedback: 34ª QUESTÃO Pgina 31 de 37 Resposta comentada: Presença de vilosidades e de numerosas criptas de Lieberkühn rasas ricas em quantidade de células caliciformes. INCORRETA. O intestino grosso não possui vilosidades, que são típicas do intestino delgado, e as criptas de Lieberkühn no intestino grosso são profundas, não rasas. Embora as células caliciformes sejam abundantes nesse segmento, a presença de vilosidades torna esta afirmação falsa. Aumento significativo do número de vilosidades e ausência de criptas de Lieberkühn e de células caliciformes. INCORRETA. O intestino grosso não possui vilosidades, e as criptas de Lieberkühn estão presentes, sendo profundas. Além disso, as células caliciformes estão em grande quantidade no intestino grosso, portanto, a ausência delas é incorreta. Ausência de vilosidades e presença de criptas de Lieberkühn profundas com muitas células caliciformes. CORRETA. Ao contrário do intestino delgado, o intestino grosso não possui vilosidades e sua estrutura histológica inclui criptas de Lieberkühn, que são profundas, e um grande número de células caliciformes, que têm a função de secretar muco. Essa secreção auxilia na lubrificação e na passagem do bolo fecal. A ausência de vilosidades reflete a função menos focada na absorção e mais na reabsorção de água e no preparo do material para eliminação. Ausência de vilosidades, presença de poucas criptas de Lieberkühn e baixo número de células caliciformes. INCORRETA. Embora o intestino grosso não tenha vilosidades, ele possui criptas de Lieberkühn, que são profundas e não poucas. Além disso, as células caliciformes são abundantes no intestino grosso, e não em número baixo, sendo uma característica marcante desse segmento. Referências: GUYTON, Arthur C.; HALL, Michael E.; HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 14.ed RIO DE JANEIRO: Grupo GEN, 2021. Junqueira, L. C., & Carneiro, J. (2013). Histologia básica. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Feedback: -- 35ª QUESTÃO Pgina 32 de 37 Resposta comentada: Para lidar com o aumento de casos de dengue, a ferramenta mais adequada é o Diagnóstico de Saúde da Comunidade. Esta abordagem envolve a coleta e análise de dados detalhados sobre os casos de dengue, incluindo a identificação de fatores de risco, áreas mais afetadas e possíveis focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Com essas informações, a equipe de saúde pode planejar e implementar intervenções específicas e eficazes para controlar e prevenir a disseminação. Territorialização, embora útil para mapear e identificar características populacionais e geográficas, é mais apropriada para situações em que há necessidade de conhecer e registrar novas populações ou redistribuir recursos e serviços de saúde. No caso específico do aumento de casos de dengue, a prioridade é entender a epidemiologia da doença e os fatores de risco associados, o que é alcançado através do Diagnóstico de Saúde da Comunidade. Planejamento de Ações Comunitárias e Organização de Dias de Limpeza Comunitária são importantes, mas vêm após a identificação dos problemas e fatores de risco através do diagnóstico de saúde. Essas ações fazem parte da intervenção baseada nos dados coletados e analisados. Referência: BASTOS G.A.N. et al. Abordagem comunitária: inserção comunitária. In: GUSSO, Gustavo; LOPES, José Mauro Ceratti (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2 ed. 2019. Cap. 41. Feedback: -- 36ª QUESTÃO Resposta comentada: Processo maxilar e processo nasal lateral: Incorreto. Embora o processo maxilar esteja envolvido no desenvolvimento do lábio, o processo nasal lateral forma as laterais do nariz e não contribui diretamente para a formação do lábio superior. Processo nasal lateral e processo mandibular: Incorreto. O processo mandibular participa na formação da mandíbula e o processo nasal lateral contribui para as laterais do nariz, mas nenhum deles está envolvido diretamente na formação do lábio superior, onde ocorre o lábio leporino. Processo nasal medial e processo maxilar: Correto. O lábio leporino ocorre devido à fusão inadequada entre o processo nasal medial e o processo maxilar, resultando na fenda no lábio superior e, em alguns casos, na gengiva. Esses processos são fundamentais para a formação adequada do lábio. Processo mandibular e processo nasal medial: Incorreto. O processo mandibular está relacionado à formação da mandíbula, e o processo nasal medial está envolvido no desenvolvimento do lábio, mas não na formação do lábio leporino. Referências: 1. SADLER, T. W. Langman: Embriologia médica. Cap. 17. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020. 2. MOORE, Keith L.; PERSAUD, T. V. N. Embriologia clínica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 3. NETTER, Frank H. Atlas de embriologia humana. 6. ed. São Paulo: Elsevier, 2019. Pgina 33 de 37 Feedback: -- 37ª QUESTÃO Resposta comentada: Alternativa CORRETA. O médico deve explicar ao paciente que o sigilo dos registros médicos são princípios éticos essenciais, e sugerir que ele converse com sua esposa sobre suas preocupações. Esta alternativa está alinhada com os princípios éticos da medicina, especialmente o sigilo médico. O médico deve respeitar a confidencialidade das informações médicas e orientar o paciente a abordar suas preocupações diretamente com sua esposa, promovendo a comunicação entre eles. Justificativas das alternativas erradas: Alternativa INCORRETA. O médico deve informar ao paciente o diagnóstico