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AFYA 
CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Integradora 1º Período
Professor (es):
Período: 202402 Turma: Data:
INTEGRADORA_1°PERÍODO_25NOVEMBRO
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 14324 - CADERNO 003
1ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O princípio doutrinário da Integralidade foi negligenciado no atendimento inicial de João na UBS,
pois ele não recebeu o cuidado completo e adequado para sua situação de risco iminente. O
atendimento não considerou a gravidade de seu quadro, o que resultou em uma falha em oferecer
a assistência integral necessária.
Errado. A Descentralização trata da distribuição dos serviços de saúde entre diferentes níveis e
locais. A falha não se deu pela necessidade de João ser encaminhado ao hospital, mas pela falta
de uma avaliação adequada e imediata na UBS. A descentralização não foi o problema central
neste caso. Além disso, é um princípio organizativo não doutrinário.
Errado: Universalidade é um princípio doutrinário, contudo ele não foi violado, pois João teve
acesso ao serviço de saúde. No entanto, a falha foi no tempo de resposta adequado à sua
condição de urgência. A universalidade refere-se ao direito de acesso, e não à qualidade ou
rapidez do atendimento, que é mais relacionado à Integralidade.
Errado: A equidade busca garantir que as diferenças de necessidades sejam atendidas com
diferentes respostas. João, com sintomas de risco iminente, deveria ter recebido uma triagem
mais atenta e atendimento imediato na UBS. Isso reflete uma falta de equidade no atendimento,
pois ele não foi atendido conforme sua condição de risco. Contudo, a equidade é um princípio
doutrinário do SUS e não organizativo.
Referências:
ANDRADE L. O. M. et al. Política de saúde no Brasil. In: ROUQUAYROL, Maria Zélia; GURGEL,
Marcelo. Epidemiologia e saúde. 8. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2018. p. 449-460. 
MOREIRA, Taís de, C. et al. Legislação do Sistema Único de Saúde. In: MOREIRA, Taís de, C.
et al. Saúde coletiva. Grupo A, 2018. P. 91-100. Disponível em: Minha Biblioteca. 
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2ª QUESTÃO
Pgina 1 de 37
Resposta comentada:
Universalidade, estabelecida pela Lei nº 8.080/1990.
Alternativa INCORRETA. A universalidade é um dos princípios fundamentais do SUS, garantido
por meio da Lei 8.080/1990 e não pela Lei 8.142/1990. Tal princípio garante o direito de todos os
cidadãos ao acesso aos serviços de saúde, independentemente de condições econômicas ou
sociais. No entanto, a questão trata da participação ativa dos moradores na melhoria dos serviços
por meio de reuniões, e não do acesso universal em si. Embora a dificuldade de acesso às
consultas seja mencionada, o foco principal da ação é o controle social, e não a universalidade.
Controle social, garantido pela Lei nº 8.142/1990.
Alternativa CORRETA. O controle social no SUS é assegurado pela Lei nº 8.142/1990 e refere-
se à participação direta da comunidade na gestão do sistema de saúde. Ele é exercido
principalmente por meio de conselhos e conferências de saúde, onde os cidadãos podem discutir
e propor soluções para os problemas dos serviços prestados. No cenário apresentado, os
moradores, o Conselho Local de Saúde e a equipe da ESF se reúnem para debater e encontrar
soluções para melhorar os serviços, o que caracteriza exatamente o exercício do controle social.
Integralidade, assegurada pela Lei nº 8.080/1990.
Alternativa INCORRETA. A integralidade é outro princípio central do SUS e diz respeito à oferta
de um cuidado completo, que abrange a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação em
saúde, considerando a pessoa em sua totalidade. Embora a integralidade possa ser um objetivo
nas melhorias propostas, a situação descrita na questão foca na organização de reuniões para
discutir a gestão e a qualidade dos serviços, o que envolve mais a participação comunitária
(controle social) do que diretamente o princípio da integralidade.
Equidade, baseada na Lei nº 8.080/1990.
Alternativa INCORRETA. A equidade no SUS busca garantir que os serviços sejam oferecidos
de forma justa, de acordo com as necessidades específicas de cada grupo populacional,
promovendo a justiça social no acesso à saúde. Embora a escassez de medicamentos e as
dificuldades de acesso a consultas possam envolver questões de equidade, o principal foco da
ação dos moradores foi discutir e participar das soluções para a melhoria dos serviços, o que
caracteriza o exercício do controle social.
Referências: 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988.
BRASIL, Lei n. 8080 de 19 de setembro de 1990.
BRASIL, Lei n. 8142 de 28 de dezembro de 1990.
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3ª QUESTÃO
Pgina 2 de 37
Resposta comentada:
Durante a percussão torácica quatro tonalidades de som são obtidas: (1) som claro pulmonar ou
sonoridade pulmonar nas áreas de projeção dos pulmões; (2) som timpânico no espaço de
Traube; (3) som maciço na região inferior do esterno (macicez hepática); (4) som maciço na
região inframamária direita (macicez hepática) e submaciço na região precordial.
Lobo superior do pulmão: Incorreto. O lobo superior do pulmão apresenta som claro
pulmonar à percussão, que é o som esperado em áreas de pulmão saudável. O som
timpânico, que é um som mais agudo e oco, não é esperado nessa área.
Lobo inferior do pulmão: Incorreto. Assim como o lobo superior, o lobo inferior do
pulmão apresenta som claro pulmonar em condições normais. A presença de som
timpânico indicaria a proximidade de uma estrutura cheia de ar ou gás, como o
estômago, e não o pulmão.
Estômago: Correto. O som timpânico, mais ressonante e agudo, é característico da
percussão sobre o estômago, especialmente sobre a câmara de gás gástrico, que
pode ser percutida no quadrante superior esquerdo do abdômen e, em alguns casos,
na base do hemitórax esquerdo.
Fígado: Incorreto. O fígado, sendo um órgão sólido, produz um som maciço à
percussão, diferente do som timpânico que é produzido por estruturas contendo gás,
como o estômago.
Referências: 
BATES, Barbara. Propedêutica médica: história clínica e exame físico. 11. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2021.
SEIDEL, Henry M. et al. Exame físico: um enfoque anatômico e fisiológico. 8. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2018.
PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. E-
book. pág.280. ISBN 9788527734998. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/. Acesso em: 10 nov. 2024.
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4ª QUESTÃO
Pgina 3 de 37
Resposta comentada:
Resposta correta:
Está situado retroperitonealmente, transversalmente à coluna vertebral, e a parte exócrina é
composta por ácinos que secretam enzimas digestivas que atuam no duodeno.
Justificativa:
O órgão é o pâncreas e está localizado retroperitonealmente, cruzando transversalmente a coluna
vertebral, e a porção exócrina é composta por ácinos que produzem e secretam enzimas
digestivas que são drenadas para o duodeno por meio de ductos, como o ducto pancreático
principal.
As outras alternativas estão incorretas. Justificativas:
Localiza-se na cavidade pélvica e é responsável pela produção de hormônios digestivos que
atuam diretamente no fígado: incorreta. O pâncreas não está localizado na cavidade pélvica. Além
disso, os hormônios pancreáticos (como a insulina e o glucagon) não atuam diretamente no
fígado; eles entram na corrente sanguínea e influenciam a regulação da glicose em diversos
tecidos do corpo. 
É uma glândula que se localiza na cavidade anterior do abdômen e sua porção exócrina é
formada por ductos que transportam hormônios que atuam no intestino grosso: incorreta. O
pâncreas é uma glândula retroperitoneal, e sua porção exócrina secreta enzimas digestivas, não
hormônios. Essas enzimas são transportadas por meio do ducto pancreático até o duodeno, e
não até o intestino grosso.
É uma glândula endócrina localizada na cavidade abdominal e suas secreções exócrinas drenam
diretamente no estômago para iniciar a digestão de proteínas: incorreta. Embora o pâncreas seja
uma glândulade sua esposa,
para evitar quebra de confiança na relação médico-paciente construída durante os anos de
acompanhamento.
Revelar o diagnóstico da esposa sem o consentimento dela viola o sigilo médico e a privacidade
do paciente. O médico não deve compartilhar informações confidenciais sem o consentimento
explícito da pessoa envolvida.
Alternativa INCORRETA. O médico deve dizer ao paciente que solicite na recepção uma
autorização para ter acesso ao prontuário de sua esposa, tendo em vista seus direitos como
marido.
O médico não pode fornecer acesso ao prontuário médico de um paciente sem o consentimento
expresso dele ou dela. Além disso, os registros médicos são confidenciais e só podem ser
acessados com autorização legal ou consentimento da pessoa em questão.
Alternativa INCORRETA. O médico deve esclarecer ao paciente que, na consulta médica, a
anamnese se destina a ele, sendo irrelevante as informações sobre as condições de saúde de
sua esposa.
Ignorar as preocupações do paciente sobre a saúde de sua esposa vai contra os princípios da
atenção primária à saúde, que valoriza a abordagem familiar e o cuidado centrado no paciente. O
médico deve reconhecer as preocupações do paciente e abordá-las de forma ética e respeitosa,
mantendo sempre o sigilo médico.
Referências:
LOPES, José Mauro Ceratti et al. Ética na Atenção Primária à Saúde. In: GUSSO, G. e LOPES,
J. M. C. (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática.
Porto Alegre: Artmed, 2018. 2 V. Cap. 13. Recurso eletrônico.
Porto, Celmo, C. e Arnaldo Lemos Porto. Exame Clínico, 8ª edição. Disponível em: Minha
Biblioteca, Grupo GEN, 2017. Cap. 4.
Porto, Celmo, C. e Arnaldo Lemos Porto. Clínica Médica na Prática Diária. Disponível em: Minha
Biblioteca, (2nd edição). Grupo GEN, 2022. Cap. 1.
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38ª QUESTÃO
Pgina 34 de 37
Resposta comentada:
A assertiva I é falsa porque os corpúsculos de Hassall estão localizados na medula do timo, e não
no córtex.
 
A assertiva II é falsa porque é a polpa branca que é um local de ativação e de proliferação de
linfócitos, que migram para a polpa vermelha e alcançam o lúmen dos sinusoides, incorporando-
se ao sangue que percorre esses vasos.
 
A assertiva III é verdadeira. No linfonodo é possível observar a região cortical com folículos
linfoides, o córtex profundo ou região paracortical e a região medular.
 
A assertiva IV é verdadeira. A tonsila faringiana é recoberta pelo epitélio tipicamente encontrado
na porção condutora das vias respiratórias – epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado.
 
Referência:
 JUNQUEIRA, Luiz Carlos U.; CARNEIRO, José. Histologia Básica: Texto e Atlas. 14th ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.303. ISBN 9788527739283. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739283/. Acesso em: 21 out. 2024.
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39ª QUESTÃO
Pgina 35 de 37
Resposta comentada:
O turgor avaliado descarta uma possível desidratação (errada)
Avalia-se o turgor, pinçando com o polegar e o indicador uma prega de pele que abranja o tecido
subcutâneo. O turgor diferencia-se em normal: quando o examinador tem a sensação de pele
suculenta em que, ao ser solta, a prega se desfaz rapidamente (indica conteúdo normal de água,
ou seja, a pele está hidratada); diminuído: sensação de pele murcha e observação de lento
desfazimento de prega. Turgor diminuído indica desidratação.
A coloração da pele indica acúmulo de bilirrubina. (errada)
A palidez generalizada é observada em toda a pele, revelando diminuição das hemácias
circulantes nas microcirculações cutânea e subcutânea.
A temperatura da pele avaliada confirma a febre. (errada)
Antes de tudo, deve-se esclarecer a diferença entre temperatura corporal e temperatura da pele,
embora com certa frequência estejam intimamente relacionadas. Para avaliação da temperatura
da pele, usa-se a palpação com a face dorsal das mãos ou dos dedos, comparando-se com o
lado homólogo de cada segmento examinado.
A pele apresenta umidade aumentada. (correto)
A verificação da umidade inicia-se pela inspeção, mas o método adequado é a palpação, por meio
das polpas digitais e da palma da mão. Pela sensação tátil, pode-se avaliar a umidade da pele
com razoável precisão. Umidade aumentada ou pele sudorenta: pode ser observada em alguns
indivíduos normais ou pode estar associada a febre, ansiedade, hipertireoidismo e neoplasias
malignas. Em mulheres na menopausa, a umidade excessiva da pele (sudorese) está relacionada
às ondas de calor.
 
Referência: 
PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN
9788527734998. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 10 out. 2024.
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40ª QUESTÃO
Pgina 36 de 37
Resposta comentada:
1. Durante o inverno, o ar inspirado tende a ser mais seco e frio, o que pode reduzir
a eficiência dos processos respiratórios. O nariz desempenha uma função
essencial nesse cenário, adaptando o ar inspirado para proteger as vias
respiratórias inferiores.
O nariz aquece, umidifica e filtra o ar inspirado, tornando-o mais adequado
para os pulmões. No inverno, essa função é ainda mais importante, pois o ar
frio e seco pode irritar as vias respiratórias e reduzir a eficiência da troca
gasosa.
2. Em pessoas que respiram principalmente pela boca em vez do nariz, o ar chega
aos pulmões menos filtrado, mais seco e em uma temperatura inadequada, o que
pode aumentar o risco de infecções e irritação das vias aéreas.
A respiração nasal é mais eficiente na filtragem de partículas e na regulação
da temperatura e umidade do ar. Respirar pela boca pode levar a um maior
risco de infecções e irritações, pois o ar não passa pelo mesmo processo de
condicionamento.
3. A presença de tecidos linfoides, como as tonsilas na faringe, auxilia na resposta
imunológica local, contribuindo para a defesa contra patógenos que entram com
o ar inspirado.
As tonsilas e outros tecidos linfoides na faringe atuam como uma primeira
linha de defesa imunológica, capturando e combatendo patógenos que
entram pelo ar inspirado, ajudando a prevenir infecções.
4. A laringe participa do fechamento reflexo da glote durante a deglutição e ao
detectar corpos estranhos, evitando sua passagem para as vias respiratórias
inferiores.
A laringe tem um papel crucial na proteção das vias respiratórias inferiores,
fechando a glote reflexivamente durante a deglutição e ao detectar corpos
estranhos, prevenindo a entrada de alimentos ou objetos nos pulmões.
Portanto, todas as afirmações estão corretas e descrevem funções importantes das vias aéreas
superiores, dessa forma a resposta correta é "As afirmações 1, 2, 3 e 4 estão corretas."
Referência:
TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e
Fisiologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2024.
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--
Pgina 37 de 37com funções endócrinas e exócrinas, suas secreções exócrinas (enzimas
digestivas) não drenam no estômago, mas sim no duodeno, onde participam da digestão de
carboidratos, lipídios e proteínas. 
Referências:
COSTANZO, Linda S. Costanzo Fisiologia. 7th ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan,
2024. E-book. p.357. ISBN 9788595159761. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595159761/. Pág. 357.
II, Arthur F D.; AGUR, Anne M R. Moore Anatomia Orientada Para a Clinica. 9th ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2024. E-book. ISBN 9788527740128. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527740128/. Pág. 493.
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5ª QUESTÃO
Pgina 4 de 37
Resposta comentada:
Em condições normais, os linfonodos são individualizados, móveis, indolores e têm consistência
borrachosa.
Tamanho ou volume. Descreve-se esta característica estimando seu diâmetro em centímetros.
Normalmente, os linfonodos variam de 0,5 a 2,5 cm de diâmetro. Linfonodos palpáveis podem ser
normais em adultos. Nestes casos são bem individualizados, móveis e indolores.
Coalescência. É a junção de dois ou mais linfonodos, formando massa de limites imprecisos. A
coalescência é determinada por processo inflamatório ou neoplásico da cápsula dos linfonodos
acometidos, que os une firmemente, indicando maior tempo de evolução da doença.
Consistência. O linfonodo pode estar endurecido ou amolecido, com flutuação ou não. A primeira
é própria dos processos neoplásicos ou inflamatórios com fibrose. Quando mole e/ou com
flutuação, indica, em geral, processo inflamatório e/ou infeccioso com formação purulenta.
Mobilidade. Com palpação deslizante ou, se possível, fixando-o entre o polegar e o indicador,
procura-se deslocar o linfonodo, o qual pode ser móvel ou estar aderido aos planos profundos, o
que indica comprometimento capsular com participação das estruturas adjacentes.
Sensibilidade. O linfonodo pode estar doloroso ou não. Geralmente, as adenopatias infecciosas,
bacterianas agudas, são dolorosas, podendo acompanhar-se de outras características
inflamatórias. São pouco dolorosos nos processos infecciosos crônicos e, em geral, indolores nas
infecções virais e nos processos parasitários. Os linfonodos metastáticos, além de terem
consistência pétrea, são indolores. Os linfonodos leucêmicos ou linfomatosos são indolores ou
levemente doloridos.
Alteração da pele. Observar a presença de sinais flogísticos (edema, calor, rubor e dor) e de
fistulização, descrevendo-se o tipo de secreção que flui pela fístula.
Referências: 
PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN
9788527734998. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 10 out. 2024.
McGEE, S. Evidence-Based Physical Diagnosis. 5 ed. Elsevier.
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6ª QUESTÃO
Pgina 5 de 37
Resposta comentada:
I. INCORRETA: uma alteração do som à percussão de timpanismo para macicez
durante a inspiração constitui um sinal de percussão esplênica positivo.
II. INCORRETA: Sinal de PERCUSSÃO esplênica ou sinal de Castell deve ser realizado
no espaço intercostal mais baixo na linha axilar anterior esquerda.
III. CORRETA: a mudança na percussão de timpanismo para macicez durante a
inspiração profunda indica esplenomegalia. Ao inspirar os pulmões e o diafragma
empurram o baço aumentado para baixo mudando a percussão. A percussão tem uma
acurácia moderada para detectar esplenomegalia (sensibilidade de 60 a 80%;
especificidade de 72 a 94%).
IV. CORRETA: Duas técnicas podem ajudar a detectar esplenomegalia. Percussão da
parede torácica inferoanterior esquerda e Pesquisa do sinal de percussão esplênica
(sinal de Castell).
Referência:
BICKLEY, Lynn S.; SZILAGYI, Peter G.; HOFFMAN, Richard M. Bates - Propedêutica Médica.
13th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022. E-book. p.732. ISBN 9788527738484.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527738484/. Acesso
em: 19 out. 2024.
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7ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A artéria coronária direita irriga principalmente o átrio direito, ventrículo direito e parte
do sistema de condução. Lesões nessa artéria geralmente afetam o lado direito do
coração e não causam disfunção significativa no ventrículo esquerdo ou septo
interventricular.
A artéria circunflexa esquerda fornece sangue para a parede lateral e posterior do
ventrículo esquerdo. Embora ela irrigue parte do ventrículo esquerdo, não é a principal
responsável pela irrigação do septo interventricular.
A artéria descendente posterior irriga a parede posterior do ventrículo esquerdo e o
terço posterior do septo interventricular. Uma lesão aqui afetaria a região posterior, não
correspondendo aos sintomas descritos.
A artéria descendente anterior esquerda irriga a parede anterior do ventrículo
esquerdo e os dois terços anteriores do septo interventricular. Lesões nessa artéria
podem levar a disfunções significativas nessas regiões, compatíveis com o quadro
clínico apresentado.
Referências:
SADLER, T. W. Langman: Embriologia Médica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2021.
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.
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8ª QUESTÃO
Pgina 6 de 37
Resposta comentada:
Resposta correta: I, II e III.
A gordura saturada é caracterizada pela presença de ligações simples entre os átomos de
carbono, permitindo que a molécula seja "saturada" com hidrogênios. Isso é o que torna a
estrutura diferente das gorduras insaturadas, onde há ligações duplas e, consequentemente,
menos hidrogênios.
Lipídios são essenciais para o armazenamento de energia e para a formação das membranas
celulares. A estrutura bioquímica dos lipídios inclui ácidos graxos saturados e insaturados, que
possuem efeitos distintos no metabolismo, com implicações no perfil lipídico sanguíneo.
Populações com acesso limitado a fontes saudáveis de gorduras, como óleos vegetais e peixes,
acabam consumindo alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, que podem contribuir para o
aumento de doenças cardiovasculares. Outro determinante social é a escolaridade que pode
influenciar no conhecimento e escolha de alimentos mais saudáveis.
Referências: 
MOTTA, Valter. Bioquímica. MedBook Editora, 2011. E-book. ISBN 9786557830208. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786557830208/. Acesso em: 08 abr. 2024.
BUSS P. M.; PELLEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais. PHYSIS: Rev.
Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):77-93, 2007.
PELEGRINI FILHO, A. et al. Promoção da saúde e seus fundamentos. IN: PAIM, Jairnilson, S. e
FILHO, Naomar de Almeida. Saúde Coletiva - Teoria e Prática. MedBook Editora, 2014, cap. 22.
Disponível em: Minha Biblioteca.
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9ª QUESTÃO
Pgina 7 de 37
Resposta comentada:
Gabarito comentado:
Epiderme, com sua camada córnea, que forma uma barreira protetora contra agentes externos.
Correto: A epiderme é a camada mais externa da pele e contém várias camadas celulares,
incluindo a camada córnea, que é rica em queratina. Essa camada é fundamental para proteger o
corpo contra desidratação, agentes químicos e patógenos, funcionando como uma barreira física.
Derme, que contém vasos sanguíneos e terminações nervosas responsáveis pela sensibilidade.
Errado: Embora a derme contenha vasos sanguíneos e terminações nervosas, sendo crucial para
a percepção sensorial e a termorregulação, a principal camada responsável pela proteção contra
agentes externos é a epiderme.
Hipoderme, que armazena células adiposas e é responsável pela conexão da pele com os órgãos
subjacentes.
Errado: A hipoderme (tecido subcutâneo) está localizada abaixo da pele e não faz parte da
estrutura da pele em si. Sua função é mais relacionada à armazenagem de gordura e à conexão
da pele com estruturas subjacentes, não à proteção contra agentes externos.
Cristas epidérmicas, que facilitam a absorção de nutrientes e regulam a hidrataçãoda pele.
Errado: As cristas epidérmicas aumentam a coesão entre a epiderme e a derme, ajudando a pele
a resistir ao estresse mecânico. No entanto, elas não têm papel direto na absorção de nutrientes
ou na proteção contra agentes externos.
Referência:
JUNQUEIRA, Luiz Carlos U.; CARNEIRO, José. Histologia Básica: Texto e Atlas. Rio de Janeiro:
Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788527739283. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527739283/
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10ª QUESTÃO
Pgina 8 de 37
Resposta comentada:
Alternativa correta: Fibras autoexcitáveis: geram espontaneamente potenciais de ação,
controlando a frequência cardíaca.
As fibras autoexcitáveis, presentes no nódulo sinoatrial (SA), geram os potenciais de ação que
controlam a frequência cardíaca. No caso do Sr. José, o bloqueio atrioventricular completo
impede a propagação dos potenciais de ação do nódulo SA para as demais partes do coração,
necessitando do marcapasso para regular a frequência cardíaca.
O marcapasso artificial substitui a função das fibras autoexcitáveis do nódulo SA, gerando
artificialmente os potenciais de ação que controlam a frequência cardíaca do Sr. José.
Justificativa: 
A alternativa: "Fibras contráteis: responsáveis pela contração do músculo cardíaco e
bombeamento do sangue" está incorreta pois, As fibras contráteis são essenciais para a
contração do músculo cardíaco e bombeamento do sangue, mas elas não são responsáveis pela
geração e condução dos potenciais de ação que regulam a frequência cardíaca. Elas dependem
dos sinais gerados pelas fibras autoexcitáveis.
A Alternativa: "Fibras de Purkinje: conduzem rapidamente os potenciais de ação pelo
coração, coordenando a contração das câmaras cardíacas" está incorreta pois, As fibras de
Purkinje conduzem rapidamente os potenciais de ação pelo coração e são essenciais para a
coordenação das contrações ventriculares, porém elas não geram os potenciais de ação iniciais.
O marcapasso artificial ajuda a garantir a condução adequada dos impulsos em casos de
bloqueios.
Também a alternativa: "Fibras nervosas: transmitem informações do sistema nervoso
autônomo para o coração, modulando a frequência cardíaca" está incorreta, tendo em vista
que As fibras nervosas modulam a frequência cardíaca através do sistema nervoso autônomo
(simpático e parassimpático), mas não são responsáveis por gerar ou conduzir os potenciais de
ação cardíacos. O marcapasso substitui a função das fibras autoexcitáveis.
Referências:
Guyton, A. C., & Hall, J. E. (2021). Tratado de fisiologia médica (14ª ed.). Elsevier.
Berne, R. M., & Levy, M. N. (2008). Fisiologia (6ª ed.). Elsevier.
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11ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A tensão superficial nos alvéolos aumenta, reduzindo a complacência pulmonar e levando à
dificuldade na expansão dos pulmões durante a respiração.
Comentário: As alterações fisiológicas relacionadas à deficiência de surfactante nos
pulmões de recém-nascidos prematuros, particularmente as mudanças na tensão
superficial, na complacência pulmonar e nas células alveolares (pneumócitos I). A falta
de surfactante aumenta a tensão superficial nos alvéolos, reduzindo a complacência
pulmonar (capacidade de expansão dos pulmões), o que leva a dificuldades
respiratórias severas, exigindo ventilação mecânica. O surfactante, produzido pelos
pneumócitos tipo II, reduz a tensão superficial alveolar, facilitando a expansão pulmonar
e prevenindo o colapso dos alvéolos durante a expiração. Além de suas funções
mecânicas, o surfactante tem um papel importante no sistema imunológico inato,
ajudando a proteger os pulmões contra infecções.
A quantidade de pneumócitos tipo I aumenta, mas a tensão superficial permanece estável,
sem afetar a capacidade de ventilação alveolar.
Comentário: Esta alternativa está incorreta. Embora o número de pneumócitos tipo I
possa ser importante na estrutura do alvéolo, o problema principal na falta de
surfactante está relacionado com a redução da tensão superficial. Os pneumócitos
tipo I são responsáveis pela troca gasosa, mas a função de redução da tensão
superficial é dos pneumócitos tipo II. A deficiência de surfactante comprometeria a
ventilação alveolar, não mantendo a tensão superficial estável.
A deficiência dessa substância diminui a tensão superficial, o que aumenta a capacidade
dos pulmões de expandirem, melhorando a complacência.
Comentário: Esta alternativa está incorreta. A deficiência de surfactante aumenta a
tensão superficial, não diminui. Isso resulta em uma redução da complacência
pulmonar, dificultando a expansão dos pulmões. Logo, a afirmativa está errada.
A deficiência dessa substância leva ao aumento da capacidade de ventilação alveolar,
embora a complacência e a imunidade sejam reduzidas.
Comentário: Esta alternativa também está incorreta. A deficiência de surfactante
reduz a capacidade de ventilação alveolar devido à dificuldade de expansão
pulmonar. Além disso, a imunidade pulmonar pode ser comprometida pela falta de
surfactante, o que torna os pulmões mais suscetíveis a infecções.
Referências:
SADLER, T W Langman Embriologia Médica. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN
9788527737289.
Silverthorn, D. U. Fisiologia Humana. Porto Alegre: Grupo A, 2017. ISBN 9788582714041.
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12ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Alternativa correta: Carboidratos, compostos por monossacarídeos que fornecem energia
rápida e são a principal fonte de glicose para o sistema nervoso.
Os carboidratos são a principal fonte de glicose no corpo, especialmente para o cérebro e sistema
nervoso, que dependem desse nutriente para sua função ideal. Ao reduzir drasticamente a
ingestão de carboidratos na dieta cetogênica, a paciente pode estar enfrentando sintomas de
fadiga e dificuldade de concentração, já que seu corpo e sistema nervoso não estão recebendo a
quantidade usual de glicose. Embora a dieta cetogênica permita a geração de corpos cetônicos
como uma fonte alternativa de energia, essa transição pode levar um tempo, o que explicaria a
sensação de fraqueza da paciente.
Alternativas incorretas:
Lipídeos são essenciais na dieta cetogênica para fornecer energia em forma de corpos
cetônicos. Contudo, a fadiga e a falta de concentração são mais diretamente ligadas à
baixa glicose disponível, não a uma falta de lipídeos.
Proteínas têm uma função estrutural e reparadora, mas não são uma fonte de energia
primária para o sistema nervoso. Elas não conseguem substituir o papel dos
carboidratos na manutenção dos níveis de glicose e não são o principal causador dos
sintomas.
Fibras têm um papel importante no trânsito intestinal, mas não contribuem diretamente
para o fornecimento de energia ao sistema nervoso.
Referência:
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16th ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.1040. ISBN 9788527739368. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/. Acesso em: 12 nov. 2024.
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13ª QUESTÃO
Pgina 11 de 37
Resposta comentada:
A alternativa correta é a que diz sobre: A primeira bulha cardíaca (B1) corresponde ao
fechamento das válvulas atrioventriculares, marca o início da sístole ventricular e coincide com a
palpação do pulso carotídeo e do ictus cordis.
INCORRETAS: 
A B1 corresponde ao fechamento das válvulas atrioventriculares (mitral e tricúspide) e marca o
início da sístole ventricular, não dá diástole. Além disso, a B1 coincide com a palpação do pulso
carotídeo e do ictus cordis.
A B2 corresponde ao fechamento das válvulas semilunares (aórtica e pulmonar) e marca o início
da diástole ventricular, não o final. Além disso, a B2 não coincide com a palpação do pulso
carotídeo.
A B2 representa o fechamento das válvulas semilunares e marca o início da diástole ventricular,
não o início da ejeção.
Referências: 
PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Exame Clínico, 8ª edição . Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2017. E-book. pág.325. ISBN 9788527731034. Disponívelem:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527731034/. Acesso em: 10 nov. 2024.
II, Arthur F D.; AGUR, Anne M R. Moore Anatomia Orientada Para a Clinica. 9th ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788527740128. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527740128/. Acesso em: 10 nov. 2024.
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14ª QUESTÃO
Pgina 12 de 37
Resposta comentada:
Alternativa: "É uma herança com padrão autossômica e dominante, tem prevalência equilibrada
entre meninos e meninas e esses sintomas estão relacionados com a deficiência do fator V da
coagulação."
Comentário: A hemofilia não é autossômica nem dominante, mas sim ligada ao X e
recessiva. Além disso, a deficiência do fator V não está associada à hemofilia, sendo
mais comum em distúrbios de coagulação autossômicos, como a deficiência de fator V
Leiden. Portanto, esta alternativa está incorreta.
Alternativa: "É uma herança com padrão autossômica e recessiva, tem prevalência equilibrada
entre meninos e meninas e esses sintomas estão relacionados com a deficiência do fator III da
coagulação."
Comentário: A hemofilia não segue um padrão autossômico e recessivo. Ela é ligada
ao X e recessiva, o que significa que afeta predominantemente os meninos. Além
disso, a deficiência do fator III (tromboplastina) não está associada à hemofilia. A
hemofilia é causada pela deficiência de fatores de coagulação como o fator VIII
(hemofilia A) ou o fator IX (hemofilia B). Portanto, esta alternativa está incorreta.
Alternativa: "É uma herança ligada ao X e recessiva, tem prevalência maior entre meninos e
esses sintomas estão relacionados com a deficiência do fator VIII da coagulação."
Comentário: Esta alternativa está correta. A hemofilia é de fato uma doença ligada ao
cromossomo X e recessiva. Como meninos possuem apenas um cromossomo X, eles
são mais frequentemente afetados. A deficiência do fator VIII está associada à
hemofilia A, a forma mais comum da doença, e os sintomas descritos (sangramentos
intensos, hematomas frequentes, histórico familiar) são característicos dessa
condição.
Alternativa: "É uma herança ligada ao X e dominante, tem prevalência maior entre meninas e
esses sintomas estão relacionados com a deficiência do fator VII da coagulação."
Comentário: A hemofilia não segue um padrão de herança dominante ligada ao X, mas
sim recessivo. A prevalência é maior em meninos, já que eles têm apenas um
cromossomo X. Além disso, a deficiência do fator VII não está associada à hemofilia,
mas sim a distúrbios de coagulação diferentes. A hemofilia está relacionada à
deficiência dos fatores VIII ou IX. Portanto, esta alternativa está incorreta.
Referência: 
SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7th ed. Porto Alegre: ArtMed, [2017]. E-book. p.477.
ISBN 9788582714041.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/. Acesso
em: 12 nov. 2024.
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15ª QUESTÃO
Pgina 13 de 37
Resposta comentada:
A digestão e absorção de lipídios, prejudicada pela baixa produção de bile e lipase
pancreática, levando a má absorção de gorduras.
O paciente apresenta sintomas característicos de má absorção de lipídios, como perda de
peso não intencional, fadiga, fezes esbranquiçadas e gordurosas (esteatorreia), além de
deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e baixa albumina sérica. Esses sinais
sugerem que o processo fisiológico de digestão e absorção de lipídios está comprometido, o que
é tipicamente causado por problemas na produção de bile (importante para a emulsificação de
gorduras) ou na lipase pancreática (enzima responsável pela quebra dos lipídios). A dor
abdominal após o consumo de alimentos gordurosos também é um indicativo de que a digestão
de gorduras está prejudicada.
A digestão e absorção de carboidratos, comprometida pela baixa secreção de amilase
salivar e pancreática, resultando em fezes ricas em amido.
A digestão e absorção de carboidratos comprometida não levaria a fezes gordurosas ou
deficiência de vitaminas lipossolúveis, já que esses sinais são típicos de problemas com
lipídios.
A digestão de carboidratos e proteínas, devido a uma deficiência na produção de
peptidases e amilase, resultando em perda de peso e distensão abdominal.
Embora a deficiência na digestão de carboidratos e proteínas possa causar perda de peso e
distensão abdominal, ela não explicaria a presença de fezes gordurosas ou a deficiência de
vitaminas lipossolúveis, que são sinais claros de má absorção de lipídios.
A digestão e absorção de proteínas, afetada por uma deficiência de enzimas proteolíticas no
intestino delgado.
 A má digestão de proteínas poderia, em teoria, levar a alguns sintomas de má nutrição, mas não
é responsável pelas fezes gordurosas nem pela deficiência de vitaminas lipossolúveis, que
são sinais de comprometimento da absorção de lipídios, e não de proteínas.
Referência: 
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16th ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.1040. ISBN 9788527739368. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/. Acesso em: 12 nov. 2024.
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16ª QUESTÃO
Pgina 14 de 37
Resposta comentada:
A Estratégia de Saúde da Família (ESF) tem um papel fundamental na promoção da saúde e na
organização do cuidado nas comunidades. Para isso, o uso do Sistema de Informação da
Atenção Básica (e-SUS) é essencial para o planejamento e acompanhamento das ações no
território. O sistema de informação da Atenção Básica e-SUS fornece dados essenciais para o
monitoramento e avaliação das campanhas de imunização. Assim, o sistema e-SUS não
influencia de modo negativo nos indicadores de imunização contra a influenza, pelo contrário, o
uso do e-SUS impacta diretamente no planejamento das ações de imunização no território e de
outras ações estratégicas de saúde. Pois, a vacinação contra a influenza é uma importante
estratégia de saúde pública que requer planejamento eficaz das ações no território.
Referência: 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. e-SUS Atenção Primária
à Saúde: Manual do Sistema com Prontuário Eletrônico do Cidadão PEC – Versão 5.2 [recurso
eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Secretaria Executiva. –
Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://saps-ms.github.io/Manual-eSUS_APS/.
Acesso em: 22 out. 2024.
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17ª QUESTÃO
Pgina 15 de 37
Resposta comentada:
A pressão arterial é uma variável fisiológica contínua. A exemplo da frequência respiratória e da
temperatura corpórea sofre variações constantes, dependendo de estímulos externos (exercício
físico, uso de tabaco, ruídos, estresse) e internos (vigília ou sono, dor, postura, respiração,
digestão) sempre no sentido de manter a pressão arterial estável e em valores adequados para
uma boa perfusão tissular.
INCORRETA: O estresse sofrido pela paciente contribuiu para o aumento da PA por ação dos
barorreceptores. Durante as emoções, há aumento das pressões sistólica e diastólica, mas é
mais nítida a elevação da pressão sistólica. Por esse motivo, não se deve valorizar pequenos
aumentos tensionais encontrados no primeiro exame de um paciente, pois, nesta situação, é
habitual que ele esteja tomado de certa emoção. A hipertensão do avental branco tem em parte
relação com este fator. O sistema nervoso autônomo aumenta a pressão arterial durante a reação
de alarme. Em situações de medo extremo, a pressão arterial com frequência aumenta e alcança
até 200 mmHg em poucos segundos.
INCORRETA: Após o repouso ocorreu a redução da PA por estímulo do sistema nervoso
simpático. Os barorreceptores mantêm a pressão arterial em um nível relativamente constante
durante mudanças na postura corporal e em outras atividades diárias. As atividades diárias que
tendem a aumentar a pressão arterial, como alimentação, agitação e defecação, podem causar
elevações extremas da pressão arterial na ausência dereflexos barorreceptores normais. Os
efeitos finais dos barorreceptores consistem em inibição da atividade simpática e estimulação da
atividade parassimpática, que causam (1) vasodilatação das veias e das arteríolas e (2)
diminuição da frequência cardíaca e da força de contração cardíaca.
CORRETA: O fato de sair correndo contribuiu para a elevação da PA por ação do sistema
nervoso simpático. Um exercício intenso provoca significativa elevação da pressão arterial. Isso
se deve tanto ao aumento do débito cardíaco, com repercussão sobre a pressão sistólica, quanto
ao da resistência periférica, que, por sua vez, eleva a diastólica. O sistema nervoso autônomo
contribui para o aumento da pressão arterial durante o exercício muscular. Durante a prática de
exercícios intensos, os músculos necessitam de um aumento acentuado do fluxo sanguíneo.
Parte desse aumento resulta da vasodilatação local, porém aumentos adicionais do fluxo resultam
da elevação simultânea da pressão arterial durante o exercício. Com o exercício intenso, pode
ocorrer a elevação da pressão arterial até 30 a 40%
INCORRETA: Após o repouso ocorreu a redução da PA por inibição da atividade parassimpática.
Os barorreceptores mantêm a pressão arterial em um nível relativamente constante durante
mudanças na postura corporal e em outras atividades diárias. As atividades diárias que tendem a
aumentar a pressão arterial, como alimentação, agitação e defecação, podem causar elevações
extremas da pressão arterial na ausência de reflexos barorreceptores normais. Os efeitos finais
dos barorreceptores consistem em inibição da atividade simpática e estimulação da atividade
parassimpática, que causam (1) vasodilatação das veias e das arteríolas e (2) diminuição da
frequência cardíaca e da força de contração cardíaca.
Referências: 
PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. E-
book. pág.413. ISBN 9788527734998. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/. Acesso em: 12 nov. 2024.
HALL, John E.; HALL, Michael E. Guyton & Hall Fundamentos de Fisiologia . 14ª edição. Rio de
Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2023. E-book. pág.110. ISBN 9788595159518. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595159518/. Acesso em: 12 nov. 2024.
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Pgina 16 de 37
18ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Basófilos (correta) são células sanguíneas que apresentam um núcleo lobulado e
grânulos grandes e basófilos, ou seja, com afinidade por corantes básicos. Esses
grânulos citoplasmáticos contêm histamina, uma substância chave na resposta
alérgica aguda. 
Eosinófilos, (incorreto), também estão envolvidos em processos alérgicos, mas atuam
principalmente em reações alérgicas crônicas e na defesa contra infecções
parasitárias. Estruturalmente, os eosinófilos possuem um núcleo bilobulado e grânulos
acidófilos (afinidade por corantes ácidos), que contêm enzimas tóxicas que combatem
parasitas e modulam reações inflamatórias prolongadas. No entanto, eles não são
responsáveis pela liberação de histamina, e seu papel na fase aguda das reações
alérgicas é menos relevante do que o dos basófilos.
Os linfócitos T são responsáveis pela resposta imune adaptativa, não apresentam
grânulos que liberam histamina.
Os neutrófilos são mais associados à defesa contra infecções bacterianas e possuem
grânulos menores que não liberam histamina.
Referência:
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16th ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.1040. ISBN 9788527739368. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/. Acesso em: 12 nov. 2024.
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19ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Prevenção primária é uma abordagem em saúde pública e medicina que se concentra em evitar o
desenvolvimento de uma condição de saúde antes que ela ocorra. Em vez de tratar os sintomas
ou complicações de uma doença, a prevenção primária busca eliminar ou reduzir os fatores de
risco que podem levar ao surgimento da doença. Isso pode envolver a promoção de hábitos de
vida saudáveis, como exercícios físicos regulares, dieta balanceada e abstenção de tabaco e
álcool, bem como vacinação, proteção contra exposição a substâncias nocivas e educação sobre
saúde. A prevenção primária é considerada uma abordagem fundamental para melhorar a saúde
da população e reduzir a incidência de doenças.
Referência:
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática. [Digite o Local da Editora]: Grupo A,
2019. E-book. ISBN 9788582715369. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 24 abr. 2024.
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20ª QUESTÃO
Pgina 17 de 37
Resposta comentada:
Alternativa: "Capacidade vital dos pulmões, que determina o volume máximo de ar que pode ser
inspirado e expirado."
Comentário: Incorreta. Embora a capacidade vital se refira ao volume de ar mobilizado
entre a inspiração e a expiração máximas, ela não é diretamente avaliada pela
inclinação da curva pressão/volume. A capacidade vital depende da somatória de
volumes pulmonares e não expressa a capacidade dos pulmões de se expandirem em
resposta a mudanças de pressão.
Alternativa: "Complacência pulmonar, que representa a facilidade com que os pulmões se
expandem a cada aumento da pressão transpulmonar."
Comentário: Correta. A inclinação da curva de pressão/volume indica a complacência
pulmonar. Quanto mais íngreme a curva, maior a complacência, o que significa que os
pulmões se expandem facilmente com aumentos menores de pressão. Esse
parâmetro é essencial para entender como os pulmões respondem à pressão em
condições normais e patológicas.
Alternativa: "Resistência ao fluxo de ar nas vias aéreas, responsável pela obstrução durante o
movimento do ar."
Comentário: Incorreta. A resistência ao fluxo de ar está mais associada ao calibre das
vias aéreas e ao fluxo de ar em si, e não à relação entre pressão transpulmonar e
volume pulmonar. A inclinação da curva de pressão/volume reflete a complacência,
não a resistência ao fluxo de ar.
Alternativa: "Elasticidade dos pulmões, que descreve a tendência dos pulmões de retornarem ao
seu volume inicial após uma expansão."
Comentário: Incorreta. A elasticidade é o inverso da complacência e representa a
capacidade de retorno dos pulmões à sua forma original após a distensão. Embora
relacionada, a elasticidade não é medida diretamente pela inclinação da curva
pressão/volume; a curva reflete a complacência, que é a facilidade de expansão.
Referência:
HALL, John E.; HALL, Michael E. Guyton & Hall - Tratado de Fisiologia Médica. 14th ed. Rio de
Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2021. E-book. p.179. ISBN 9788595158696. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595158696/. Acesso em: 13 nov. 2024.
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21ª QUESTÃO
Pgina 18 de 37
Resposta comentada:
A altura ou estatura expressa o crescimento linear. Existem diferentes formas para determinar a
altura ou métodos para estimá-la em pacientes em condições especiais.
Quando o paciente é capaz de ficar em posição ortostática, a altura é aferida em balança com
estadiômetro ou com fita métrica inextensível com precisão de 0,1 cm, afixada em superfície lisa,
vertical e sem rodapé. Para uma medida precisa é importante que cinco pontos anatômicos
estejam próximos à parede ou ao estadiômetro: calcanhares, panturrilha, glúteos, escápulas e
ombros. A cabeça deve estar erguida, formando um ângulo de 90° com o solo, e os olhos
mirando um plano horizontal à frente. Em seguida, o estadiômetro é baixado até que encoste na
cabeça, com pressão suficiente para comprimir o cabelo.
Em crianças até 2 anos de idade, recomenda-se medir a altura (comprimento) com ela deitada,
utilizando uma régua antropométrica que possui uma base fixa no zero e um cursor.
Peso atual. Utiliza-se uma balança mecânica tipo plataforma ou digital. Antes da aferição,é
necessário sempre calibrar a balança. O paciente deve ser pesado descalço, com a menor
quantidade de roupa possível, posicionado no centro da balança, com os braços ao longo do
corpo.
Para recém-nascidos, utiliza-se a balança pediátrica. A criança deve estar sem fraldas e outras
vestimentas, pois pequenos gramas podem resultar em alteração significativa na classificação do
peso.
Referência: 
PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Exame Clínico, 8ª edição . Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2017. E-book. pág.214. ISBN 9788527731034. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527731034/. Acesso em: 10 nov. 2024.
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22ª QUESTÃO
Pgina 19 de 37
Resposta comentada:
Resposta correta:
a taquipneia observada no paciente é principalmente devido à redução da difusão de gases.
Resposta comentada:
A dispneia pode acompanhar-se de taquipneia (frequência aumentada) ou hiperpneia (amplitude
aumentada). As causas de dispneia podem ser divididas em atmosféricas, obstrutivas, pleurais,
toracomusculares, diafragmáticas, teciduais ou relacionadas ao sistema nervoso central. 
Causas atmosféricas. Quando a composição da atmosfera for pobre em oxigênio ou sua pressão
parcial estiver diminuída, surge dispneia.
Causas parenquimatosas. Todas as afecções que reduzam a área de hematose de modo
intenso, tais como condensações e rarefações parenquimatosas, determinam dispneia. As
afecções parenquimatosas, por reduzirem a quantidade de ar nos alvéolos, provocam macicez:
neoplasias periféricas, infarto pulmonar volumoso, pneumonias lobares, cavidades periféricas
contendo líquido (cistos).
Causas cardíacas. Dependem do mau funcionamento da bomba aspirante-premente que é o
coração.
Causas de origem tecidual. O aumento do consumo celular de oxigênio é uma resposta fisiológica
normal ao aumento de atividade metabólica.
Referências: 
PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2019.
E-book. ISBN 9788527734998. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 26 abr. 2024.
SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, [Inserir ano de
publicação]. E-book. ISBN 9788582714041. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714041/. Acesso em: 26 abr. 2024.
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23ª QUESTÃO
Pgina 20 de 37
Resposta comentada:
Era Vargas (1930-1945): O governo Vargas foi um marco para a saúde pública no Brasil, com a
criação de estruturas como a Secretaria de Saúde e a implantação de políticas voltadas para os
trabalhadores urbanos, com foco na saúde ocupacional e na criação de serviços voltados para
esse grupo.
Autoritarismo (1964-1985): Durante a ditadura militar, o sistema de saúde se tornou mais
centralizado, e houve um aumento do foco nos grandes centros urbanos. A saúde pública no
Brasil foi ampliada, mas as desigualdades regionais e sociais persistiram.
Nova República (1985-presente): A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Constituição de
1988 foi um marco, pois consolidou a saúde como um direito universal e garantido pelo Estado,
com ênfase na descentralização e na gestão compartilhada entre os níveis federal, estadual e
municipal. No entanto, desafios orçamentários e estruturais ainda limitam sua efetividade.
Referências: 
ANDRADE L. O. M. et al. Política de saúde no Brasil. In: ROUQUAYROL, Maria Zélia; GURGEL,
Marcelo. Epidemiologia e saúde. 8. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2018. p. 449-460. 
MOREIRA, Taís de, C. et al. Legislação do Sistema Único de Saúde. In: MOREIRA, Taís de, C.
et al. Saúde coletiva. Grupo A, 2018. p. 91-100. Disponível em: Minha Biblioteca. 
SOLHA, Raphaela Karla de Toledo. Saúde coletiva para iniciantes. Políticas e práticas
profissionais. 2 ed. Erica/Saraiva. Cap.2 e 3. E-book disponível em Minha biblioteca. 
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24ª QUESTÃO
Pgina 21 de 37
Resposta comentada:
A hemoglobina é um tetrâmero de quatro cadeias proteicas globulares (2 α e 2β), cada uma
centrada em torno de um grupamento heme contendo ferro. O átomo de ferro central de cada
grupo heme pode ligar-se reversivelmente a uma molécula de oxigênio. A ligação da primeira
molécula de O2 ao sitio ativo da hemoglobina, provoca uma mudança conformacional na molécula
provocando um aumento da afinidade dos outros sítios e assim facilitando a ligação das
moléculas de O2 subsequentes. Sendo assim, a ligação do oxigênio aos quatro sítios na molécula
hemoglobina ocorre de modo dependente e cooperativo, o que explica eficiência desse
transporte. No gráfico apresentado, na curva B podemos observar que com uma saturação 60
mmHg a hemoglobina apresenta-se 90 % saturada, a partir desse ponto, um aumento na pressão
de O2 não acarretará aumento significativo da saturação da hemoglobina. A curva A significa um
desvio a direita, nesse caso nos mesmos 60 mmHg, ocorrerá uma menor saturação da
hemoglobina, indicando uma menor afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, essa situação é
observada durante o metabolismo tecidual aumentado, visto que esses tecidos necessitam de
mais O2. A curva C significa um desvio a esquerda, no gráfico é possível observar que a 60
mmHg a hemoglobina estará com 95% de saturação o que demonstra maior afinidade de O2
situação que ocorre nos alvéolos pulmonares. Essa maior afinidade permite uma troca gasosa
mais eficiente. A hemoglobina libera o CO2 e se liga ao O2,
Referência:
SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7th ed. Porto Alegre: ArtMed, [2017]. E-book. p.594. ISBN
9788582714041. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/. Acesso em:
12 nov. 2024.
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25ª QUESTÃO
Pgina 22 de 37
Resposta comentada:
Hipersensibilidade tipo I: Incorreto. A hipersensibilidade tipo I envolve uma resposta
alérgica mediada por IgE, com manifestações clínicas como urticária, rinite alérgica e
anafilaxia. Geralmente ocorre rapidamente, minutos após a exposição ao alérgeno. No
entanto, o caso descrito envolve um início tardio dos sintomas após a exposição ao
látex, o que não é compatível com esse tipo de hipersensibilidade.
Hipersensibilidade tipo II: Incorreto. A hipersensibilidade tipo II envolve a destruição
celular mediada por anticorpos IgG ou IgM contra antígenos presentes na superfície de
células. Exemplos incluem anemia hemolítica autoimune e a doença de Graves. Este
tipo de reação não está relacionado ao quadro cutâneo descrito.
Hipersensibilidade tipo III: Incorreto. A hipersensibilidade tipo III é caracterizada pela
deposição de complexos imunológicos em pequenos vasos, resultando em inflamação
e lesão tecidual. As manifestações clínicas podem incluir vasculite e doenças como o
lúpus eritematoso sistêmico, que não estão presentes no caso descrito.
Hipersensibilidade tipo IV: Correto. Este tipo de hipersensibilidade é mediado por
células T e ocorre várias horas a dias após a exposição ao alérgeno. O quadro clínico
da paciente, com dermatite de contato após o uso de luvas de látex, é uma
manifestação típica de hipersensibilidade tipo IV.
Referência:
1. ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular.
cap. 19. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
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26ª QUESTÃO
Pgina 23 de 37
Resposta comentada:
Comentários sobre cada alternativa:
Alternativa W: "As tonsilas palatinas e faríngeas atuam como barreiras físicas,
impedindo fisicamente a entrada de partículas maiores no trato respiratório."
Comentário: Incorreta. As tonsilas palatinas e faríngeas não atuam como
barreiras físicas, mas sim como parte do sistema imunológico, sendo
responsáveis pelo reconhecimento de patógenos e ativação de respostas
imunológicas locais. Elas são ricas em células imunológicas que detectam e
respondem a agentes infecciosos, mas não impedem fisicamente a entrada
de partículas.
Alternativa X): "O reflexo da tosse é acionado pela presença de irritantes no trato
respiratório e contribui para a remoção de partículas e secreções."
Comentário: Correta.O reflexo da tosse é um importante mecanismo de
defesa que é acionado quando irritantes atingem o trato respiratório. Esse
reflexo gera uma expiração súbita e forte que ajuda a remover partículas,
secreções e patógenos que possam estar presentes nas vias aéreas.
Alternativa Y): "O muco presente no sistema respiratório apenas lubrifica as vias
aéreas, não desempenhando um papel relevante na defesa contra patógenos."
Comentário: Incorreta. O muco tem um papel crucial na defesa do sistema
respiratório, pois captura partículas e patógenos inalados, facilitando sua
remoção através do movimento dos cílios. Além de ser uma barreira física, o
muco contém substâncias antimicrobianas que ajudam a neutralizar
patógenos.
Alternativa Z): "As células fagocitárias, como os neutrófilos, têm papel limitado na
defesa do trato respiratório, sendo ativadas apenas em infecções sistêmicas."
Comentário: Incorreta. As células fagocitárias, como neutrófilos e
macrófagos, são ativas na defesa do trato respiratório e são essenciais na
captura e destruição de patógenos inalados. Elas respondem rapidamente
em infecções locais no trato respiratório e não se restringem apenas a
infecções sistêmicas.
Referência:
GUYTON, A. C., & HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 14ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2020.
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27ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Resposta Correta:
O primeiro paciente apresenta uma inflamação aguda, com predomínio de neutrófilos na resposta
inflamatória; o segundo paciente apresenta uma inflamação crônica, com acúmulo de linfócitos e
monócitos.
Primeiro Paciente (Inflamação Aguda):
1. A descrição dos sintomas — dor intensa, rubor, calor e edema que surgiram
subitamente após um trauma — caracteriza uma inflamação aguda. Esse
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tipo de inflamação é iniciado pelas células sentinelas, como mastócitos e
macrófagos residentes, que detectam a lesão e produzem substâncias como
histamina e prostaglandinas. Essas substâncias causam vasodilatação,
aumentam a permeabilidade vascular e recrutam neutrófilos para o local,
células que respondem rapidamente à inflamação aguda.
Neutrófilos são os primeiros leucócitos a chegar ao local de inflamação e têm
como função fagocitar e eliminar patógenos e restos celulares, promovendo
o início da resolução do processo inflamatório.
2. Segundo Paciente (Inflamação Crônica):
O segundo paciente apresenta dor nas articulações persistente, com
episódios de inchaço e sensibilidade por vários meses, o que é típico de uma
inflamação crônica. Quando a inflamação aguda não é resolvida, ou a lesão
persiste, o processo evolui para uma resposta crônica, caracterizada pelo
recrutamento de linfócitos e monócitos. Esses leucócitos desempenham
um papel mais prolongado, mantendo a inflamação ao mesmo tempo que
promovem o remodelamento tecidual.
Análise das Alternativas Incorretas:
O primeiro paciente apresenta uma inflamação crônica, caracterizada pelo acúmulo de
macrófagos e fibroblastos; o segundo paciente apresenta uma inflamação aguda, com
predominância de neutrófilos.
 Incorreta, pois inverte os tipos de inflamação para cada paciente. Inflamação crônica
não é típica de um quadro recente com sintomas como dor intensa e edema local após
um trauma. Da mesma forma, inflamação aguda não é típica de um quadro prolongado
como o do segundo paciente.
O primeiro paciente apresenta uma inflamação aguda, com predomínio de linfócitos e
macrófagos; o segundo paciente apresenta uma inflamação crônica, caracterizada pelo acúmulo
de neutrófilos.
 Incorreta, pois indica erroneamente que o primeiro paciente, com uma inflamação
aguda, tem predomínio de linfócitos e macrófagos, o que não corresponde ao tipo
celular predominante nesse caso.
O primeiro paciente apresenta uma inflamação crônica, com predominância de neutrófilos; o
segundo paciente apresenta uma inflamação aguda, caracterizada pelo acúmulo de macrófagos e
fibroblastos.
Incorreta, pois descreve o primeiro paciente com inflamação crônica com predomínio
de neutrófilos, o que não é correto, já que neutrófilos predominam nas respostas
agudas e não nas crônicas.
Referência:
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia Celular e Molecular. 10th ed.
Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.97. ISBN 9788595158924. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595158924/..
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28ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Gabarito comentado:
O aumento da atividade dos quimiorreceptores periféricos, que detectam a queda dos níveis de
oxigênio no sangue, desencadeando hiperventilação.
ERRADO: Os quimiorreceptores periféricos respondem principalmente a uma queda nos níveis
de oxigênio. No entanto, a hiperventilação do paciente é mais relacionada à ansiedade, que
envolve um aumento na atividade respiratória devido a fatores emocionais, e não a uma
hipoxemia significativa.
A ativação do grupo respiratório dorsal (GRD) no bulbo, que estimula a expiração ativa para
equilibrar os níveis de dióxido de carbono.
ERRADO: O GRD está mais envolvido no controle da inspiração, não da expiração ativa. A
expiração ativa é controlada pelo grupo respiratório ventral (GRV), que é ativado durante esforços
respiratórios intensos, o que não é o foco no caso descrito.
O controle involuntário da respiração pelo bulbo, influenciado pelo aumento da PCO2 detectada
por quimiorreceptores centrais, resultando em hiperventilação.
ERRADO: Embora o aumento da PCO2 seja um estímulo importante para a respiração, no caso
de ansiedade aguda, a hiperventilação ocorre devido a um estímulo emocional que afeta o
controle respiratório pelos centros encefálicos superiores, e não pela detecção de um aumento da
PCO2.
A ativação dos centros encefálicos superiores, que interagem com o bulbo e desencadeiam
hiperventilação em resposta ao estado emocional de ansiedade.
CORRETO: O estado emocional de ansiedade aciona os centros encefálicos superiores, que
influenciam os centros respiratórios no bulbo, levando a hiperventilação. Esse é o mecanismo
mais relevante no cenário de ansiedade aguda, onde a respiração é afetada por fatores
emocionais.
Os centros encefálicos superiores, incluindo o córtex cerebral e o sistema límbico, que são
responsáveis pelas emoções e comportamentos, podem interagir com os centros respiratórios do
tronco encefálico (bulbo). Isso permite que emoções como ansiedade, estresse e medo alterem a
respiração. Por exemplo:
Ansiedade e estresse: podem levar a hiperventilação, aumento da frequência respiratória e
sensação de falta de ar, como ocorre em situações de pânico.
Referências:
SILVERTHORN, D. U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 7. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2016.
KOEPPEN, B.M.; STANTON, B.A. Berne e Levy: Fisiologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2009.
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29ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O estudante não respeitou o código de ética, pois é vedado ao acadêmico de medicina identificar-
se como médico, podendo qualquer ato por ele praticado nessa situação ser caracterizado como
exercício ilegal da medicina.
Art. 24. É vedado ao acadêmico de medicina identificar-se como médico, podendo
qualquer ato por ele praticado nessa situação ser caracterizado como exercício ilegal
da medicina.
O estudante não poderia ter realizado o exame ginecológico da paciente sozinho, pois, os
estudantes, ao realizarem exames que envolvam o pudor do paciente, devem estar sob
supervisão
médica presencial. 
Art. 26. A realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter
supervisão médica.
Parágrafo único. Os estudantes, ao realizar exames que envolvam o pudor do paciente,
devem estar sob supervisão médica presencial.
A realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter supervisão médica.
Art. 26. A realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter
supervisão médica.
Referências:
Conselho Federal de Medicina Código de ética do estudante de medicina / Conselho Federal de
Medicina. – Brasília, DF:CFM, 2018. 52 p.
DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em
evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. (Cap.8 e 9).
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30ª QUESTÃO
Pgina 27 de 37
Resposta comentada:
Alternativa: "Transferem células de defesa."
Comentário: Essa alternativa não está correta, pois o soro hiperimune contém
anticorpos, que são proteínas produzidas pelo sistema imunológico do cavalo, e não
células de defesa como linfócitos. A transferência de células de defesa é mais
característica de terapias de transplante ou imunoterapia com células, como o uso de
células T em tratamentos contra câncer, mas não se aplica ao contexto de soroterapia.
Alternativa incorreta.
Alternativa: "Representam a imunidade ativa."
Comentário: A imunidade ativa ocorre quando o sistema imunológico de um indivíduo
é estimulado a produzir seus próprios anticorpos após a exposição a um patógeno ou
antígeno. No caso do soro hiperimune, o que ocorre é a administração de anticorpos
prontos, ou seja, a imunidade não é gerada de forma ativa pelo paciente, mas sim
transferida passivamente. Portanto, alternativa incorreta.
Alternativa: "Caracterizam a resposta imunológica."
Comentário: Embora a administração do soro hiperimune envolva uma resposta
imunológica, a alternativa está muito vaga, pois a questão se refere à imunidade
passiva e não à resposta imunológica em si. O termo "resposta imunológica" poderia
se referir tanto à imunidade ativa quanto passiva, mas a questão especifica que o soro
é gerado a partir de anticorpos do cavalo, ou seja, é uma forma de imunidade passiva.
Alternativa imprecisa e incorreta.
Alternativa: "Configura imunidade passiva."
Comentário: Esta alternativa está correta. A imunidade passiva ocorre quando
anticorpos prontos (como os produzidos pelo cavalo e coletados para gerar o soro
hiperimune) são transferidos para um indivíduo, fornecendo proteção imediata contra
infecções. No caso descrito, os anticorpos do cavalo são transferidos para os
pacientes infectados, proporcionando proteção rápida, mas sem que o sistema
imunológico do paciente precise produzir seus próprios anticorpos. Alternativa
correta.
Referencia:
Abbas, Abul, K. et al. Imunologia Celular e Molecular. Disponível em: Minha Biblioteca, (10ª
edição). Grupo GEN, 2023.
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31ª QUESTÃO
Pgina 28 de 37
Resposta comentada:
- Alternativa: "A ativação dos barorreceptores no arco aórtico e no seio carotídeo, que detectam
a queda de pressão arterial e promovem aumento da atividade parassimpática, levando à
vasoconstrição e aumento da frequência cardíaca."
Comentário: Essa alternativa contém uma confusão sobre o papel do sistema nervoso
autônomo. Quando ocorre uma queda súbita da pressão arterial, os barorreceptores ativam o
sistema nervoso simpático — não o parassimpático. O sistema simpático é responsável por
aumentar a frequência cardíaca (taquicardia reflexa) e causar vasoconstrição, o que ajuda a
restaurar a pressão arterial. O sistema parassimpático, por outro lado, tem o efeito oposto,
reduzindo a frequência cardíaca e causando uma leve vasodilatação. Por isso, essa alternativa
está incorreta.
- Alternativa: "A estimulação dos quimiorreceptores periféricos localizados na aorta e nas
carótidas, que percebem a baixa concentração de oxigênio no sangue, resultando em aumento da
ventilação e consequente elevação da pressão arterial."
Comentário: Essa alternativa está incorreta porque os quimiorreceptores não respondem
diretamente às mudanças rápidas de pressão arterial, mas sim a variações nos níveis de
oxigênio, dióxido de carbono e pH no sangue. Embora a hipoventilação possa causar uma
resposta de aumento da pressão arterial, essa não é a via primária para ajustar a pressão em
resposta à hipotensão postural. Assim, essa resposta não se aplica ao mecanismo de
recuperação após uma queda abrupta de pressão arterial.
- Alternativa: "A ativação dos barorreceptores, que desencadeiam uma resposta simpática
mediada pelo sistema nervoso autônomo, resultando em aumento da frequência cardíaca e
vasoconstrição para restaurar a pressão arterial."
Comentário: Esta alternativa está correta e descreve adequadamente o mecanismo fisiológico
envolvido na resposta rápida à hipotensão postural. Os barorreceptores, localizados no arco
aórtico e no seio carotídeo, detectam a queda de pressão e ativam uma resposta simpática que
eleva a frequência cardíaca e provoca vasoconstrição das artérias periféricas. Esse mecanismo
restaura rapidamente a pressão arterial, prevenindo a perda prolongada de consciência.
- Alternativa: "O aumento da secreção de aldosterona pelos receptores cardiopulmonares, que
detectam a baixa pressão arterial, aumentando a retenção de sódio e água nos rins e, assim,
corrigindo a hipotensão."
Comentário: Essa alternativa está incorreta porque o aumento da secreção de aldosterona não é
uma resposta rápida e imediata. A aldosterona age em um prazo mais longo, promovendo a
retenção de sódio e água nos rins, o que pode elevar a pressão arterial de forma gradual. Esse
mecanismo, embora importante para a regulação a longo prazo da pressão arterial, não é rápido o
suficiente para corrigir uma queda súbita de pressão ao se levantar.
Referência:
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16th ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. E-book. p.786. ISBN 9788527739368. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527739368/. (Capítulo 21 – Sistema
Circulatório: Vasos sanguíneos e hemodinâmica, página 786).
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32ª QUESTÃO
Pgina 29 de 37
Resposta comentada:
- Alternativa: "Os fatores ambientais descritos são considerados DSS e contribuem para a
inflamação constante das vias respiratórias, interferindo na capacidade do sistema imunológico de
distinguir antígenos inócuos, levando à sensibilização excessiva por meio de células T auxiliares".
COMENTÁRIO: alternativa CORRETA. Ela reconhece que os fatores ambientais (como poluição
e mofo) são determinantes sociais de saúde que influenciam a inflamação das vias respiratórias.
A sensibilização excessiva, mediada pelas células T auxiliares, é um mecanismo central em
reações alérgicas. Portanto, a afirmação está alinhada com a patologia respiratória apresentada.
Essa é a única alternativa correta uma vez que relaciona adequadamente os fatores ambientais e
os determinantes sociais de saúde com o desenvolvimento de hipersensibilidade nas vias aéreas.
As demais alternativas falham em compreender a complexidade das interações entre os
determinantes sociais, os fatores ambientais e a resposta imunológica.
- Alternativa: "Os fatores ambientais citados são determinantes biológicos, e a exposição contínua
a partículas inaláveis e poluentes atmosféricos sobrecarrega os mecanismos de defesa inatos,
inativando uma resposta imune adaptativa". COMENTÁRIO: alternativa INCORRETA. Os fatores
ambientais não são determinantes biológicos e sim sociais. Além disso, a afirmação de que a
exposição a poluentes inativa a resposta imune adaptativa não é precisa; ela na verdade a ativa,
contribuindo para a hipersensibilidade.
- Alternativa: "A ventilação e umidade adequadas, no ambiente da família, favorecem o
crescimento de fungos, que são inalados, e têm pouco papel na hipersensibilidade respiratória e
na ativação das células T auxiliares do tipo 2 (Th2)". COMENTÁRIO: alternativa INCORRETA.
Na verdade, o ambiente da família tem ventilação inadequada e umidade elevada, favorecendo o
crescimento de fungos, que têm um papel significativo na hipersensibilidade respiratória. Os
fungos são alérgenos reconhecidos que podem ativar células T auxiliares do tipo 2 (Th2),
contribuindo para a resposta alérgica.
- Alternativa: "O acúmulo de poeira e a exposição às queimadas criam um ambiente pobre em
alérgenos, que, quando inalados, ativam a resposta inata do sistema imunológico, aumentando a
imunorregulação e a resposta das células dendríticas". COMENTÁRIO: alternativa INCORRETA.
Oacúmulo de poeira e a exposição às queimadas não criam um ambiente pobre em alérgenos;
pelo contrário, eles aumentam a carga de alérgenos, o que pode ativar tanto a resposta inata
quanto a adaptativa. A afirmação de que isso aumenta a imunorregulação é enganosa, pois a
exposição a alérgenos geralmente resulta em respostas alérgicas exageradas.
Referências:
BUSS P. M.; PELLEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais. PHYSIS: Rev.
Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):77-93, 2007. 
PELEGRINI FILHO, A. et al. Promoção da saúde e seus fundamentos. IN: PAIM, Jairnilson, S. e
FILHO, Naomar de Almeida. Saúde Coletiva - Teoria e Prática. MedBook Editora, 2014, cap. 22.
Disponível em: Minha Biblioteca.
MOREIRA, Taís de, C. et al. Conceito de Saúde. Determinantes sociais de saúde. In: MOREIRA,
Taís de, C. et al. Saúde coletiva. Grupo A, 2018. Págs. 63-73. Disponível em: Minha Biblioteca.
SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7th ed. Porto Alegre: ArtMed, E-book. p.477. ISBN
9788582714041.Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/. Acesso em: 19 out.
2024.
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33ª QUESTÃO
Pgina 30 de 37
Resposta comentada:
CORRETA:
- Ducto arterioso, que conecta a artéria pulmonar à aorta, desviando o sangue dos pulmões para a
circulação sistêmica.
O ducto arterioso é uma estrutura presente na circulação fetal que conecta a artéria pulmonar à
aorta, permitindo que o sangue contorne os pulmões não funcionais e seja direcionado para a
circulação sistêmica.
INCORRETAS:
- Forame oval, que permite a passagem do sangue do átrio esquerdo ao átrio direito, desviando o
sangue dos pulmões.
O forame oval é uma estrutura que permite a passagem do sangue do átrio direito para o átrio
esquerdo e sua função é desviar o sangue oxigenado que vem da placenta para a aorta e
circulação sistêmica.
- Ducto venoso, que desvia o sangue oxigenado, vindo da placenta, do fígado permitindo um fluxo
mais eficiente para a veia cava inferior.
O ducto venoso é uma estrutura que desvia o sangue oxigenado vindo da placenta, contornando o
fígado conectando à veia cava inferior.
- Septo interventricular, que permite a mistura do sangue dos ventrículos direito e esquerdo,
desviando o sangue dos pulmões.
O septo interventricular é uma estrutura anatômica que separa os ventrículos, e não os conecta,
não permitindo o desvio de sangue.
Referência:
SADLER, T W. Langman Embriologia Médica. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN
9788527737289.
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34ª QUESTÃO
Pgina 31 de 37
Resposta comentada:
Presença de vilosidades e de numerosas criptas de Lieberkühn rasas ricas em quantidade de
células caliciformes. INCORRETA. O intestino grosso não possui vilosidades, que são típicas do
intestino delgado, e as criptas de Lieberkühn no intestino grosso são profundas, não rasas.
Embora as células caliciformes sejam abundantes nesse segmento, a presença de vilosidades
torna esta afirmação falsa.
Aumento significativo do número de vilosidades e ausência de criptas de Lieberkühn e de células
caliciformes. INCORRETA. O intestino grosso não possui vilosidades, e as criptas de Lieberkühn
estão presentes, sendo profundas. Além disso, as células caliciformes estão em grande
quantidade no intestino grosso, portanto, a ausência delas é incorreta.
Ausência de vilosidades e presença de criptas de Lieberkühn profundas com muitas células
caliciformes. CORRETA. Ao contrário do intestino delgado, o intestino grosso não possui
vilosidades e sua estrutura histológica inclui criptas de Lieberkühn, que são profundas, e um
grande número de células caliciformes, que têm a função de secretar muco. Essa secreção
auxilia na lubrificação e na passagem do bolo fecal. A ausência de vilosidades reflete a função
menos focada na absorção e mais na reabsorção de água e no preparo do material para
eliminação.
Ausência de vilosidades, presença de poucas criptas de Lieberkühn e baixo número de células
caliciformes. INCORRETA. Embora o intestino grosso não tenha vilosidades, ele possui criptas
de Lieberkühn, que são profundas e não poucas. Além disso, as células caliciformes são
abundantes no intestino grosso, e não em número baixo, sendo uma característica marcante
desse segmento.
Referências:
GUYTON, Arthur C.; HALL, Michael E.; HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 14.ed RIO
DE JANEIRO: Grupo GEN, 2021.
Junqueira, L. C., & Carneiro, J. (2013). Histologia básica. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan.
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35ª QUESTÃO
Pgina 32 de 37
Resposta comentada:
Para lidar com o aumento de casos de dengue, a ferramenta mais adequada é o Diagnóstico de
Saúde da Comunidade. Esta abordagem envolve a coleta e análise de dados detalhados sobre os
casos de dengue, incluindo a identificação de fatores de risco, áreas mais afetadas e possíveis
focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Com essas informações, a equipe de saúde
pode planejar e implementar intervenções específicas e eficazes para controlar e prevenir a
disseminação.
Territorialização, embora útil para mapear e identificar características populacionais e geográficas,
é mais apropriada para situações em que há necessidade de conhecer e registrar novas
populações ou redistribuir recursos e serviços de saúde. No caso específico do aumento de
casos de dengue, a prioridade é entender a epidemiologia da doença e os fatores de risco
associados, o que é alcançado através do Diagnóstico de Saúde da Comunidade.
Planejamento de Ações Comunitárias e Organização de Dias de Limpeza Comunitária são
importantes, mas vêm após a identificação dos problemas e fatores de risco através do
diagnóstico de saúde. Essas ações fazem parte da intervenção baseada nos dados coletados e
analisados.
Referência: 
BASTOS G.A.N. et al. Abordagem comunitária: inserção comunitária. In: GUSSO, Gustavo;
LOPES, José Mauro Ceratti (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios,
formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2 ed. 2019. Cap. 41.
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36ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Processo maxilar e processo nasal lateral: Incorreto. Embora o processo maxilar
esteja envolvido no desenvolvimento do lábio, o processo nasal lateral forma as laterais
do nariz e não contribui diretamente para a formação do lábio superior.
Processo nasal lateral e processo mandibular: Incorreto. O processo mandibular
participa na formação da mandíbula e o processo nasal lateral contribui para as laterais
do nariz, mas nenhum deles está envolvido diretamente na formação do lábio superior,
onde ocorre o lábio leporino.
Processo nasal medial e processo maxilar: Correto. O lábio leporino ocorre devido à
fusão inadequada entre o processo nasal medial e o processo maxilar, resultando na
fenda no lábio superior e, em alguns casos, na gengiva. Esses processos são
fundamentais para a formação adequada do lábio.
 Processo mandibular e processo nasal medial: Incorreto. O processo mandibular
está relacionado à formação da mandíbula, e o processo nasal medial está envolvido
no desenvolvimento do lábio, mas não na formação do lábio leporino.
Referências:
1. SADLER, T. W. Langman: Embriologia médica. Cap. 17. 14. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2020.
2. MOORE, Keith L.; PERSAUD, T. V. N. Embriologia clínica. 11. ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2017.
3. NETTER, Frank H. Atlas de embriologia humana. 6. ed. São Paulo: Elsevier, 2019.
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37ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Alternativa CORRETA. O médico deve explicar ao paciente que o sigilo dos registros médicos
são princípios éticos essenciais, e sugerir que ele converse com sua esposa sobre suas
preocupações.
Esta alternativa está alinhada com os princípios éticos da medicina, especialmente o sigilo
médico. O médico deve respeitar a confidencialidade das informações médicas e orientar o
paciente a abordar suas preocupações diretamente com sua esposa, promovendo a
comunicação entre eles.
Justificativas das alternativas erradas:
Alternativa INCORRETA. O médico deve informar ao paciente o diagnóstico