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AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A TEORIA DO NOVO 
INCONSCIENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Eliane Cristina da Silva 
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INTRODUÇÃO 
Nesta aula, retomaremos o constructo conceitual de consciência e 
inconsciência, tomando como base as pesquisas das ciências cognitivas, como 
ela veio se delineando, quais os pressupostos teóricos e metodológicos, e 
impactos na compreensão do comportamento humano. 
Aqui, se coloca em cena, com um papel fundamental, o cérebro humano 
como substrato orgânico a ser visualizado e melhor compreendido para se somar 
às hipóteses do conceito de inconsciência. 
Nessa construção, são feitas algumas metáforas e alusões ao 
funcionamento de máquinas, especialmente computadores, a fim de ilustrar as 
conclusões a respeito dos mecanismos cerebrais e do processamento da 
consciência e da inconsciência. 
TEMA 1 – A MENTE INCONSCIENTE 
O olho que vê não é um mero órgão físico, 
mas uma forma de percepção condicionada 
pela tradição na qual seu possuidor foi criado. 
Ruth Benedict 
As ciências cognitivas entendem como “mente inconsciente” a ideia de que 
existe um mecanismo de processamento de informações que ocorre sem que o 
indivíduo tenha consciência de seu funcionamento, acessando somente seu 
produto final. Por consciência dos mecanismos envolvidos, entende-se o acesso 
direto e intencional ao que ocorre em nossa mente, como se fosse possível ter um 
controle sobre isso. 
Por exemplo, se um indivíduo for questionado neste exato momento a 
respeito do que está fazendo, ele poderá acessar, direta e deliberadamente, seus 
pensamentos relacionados à tarefa que está executando, e relatar que está “lendo 
um texto”. Caso ele também seja questionado sobre o conteúdo do texto, 
possivelmente acessará sua memória de trabalho, também chamada de working 
memory (WM), para discorrer sobre o que está compreendendo e armazenando. 
Informações relativas a tema, palavras e suas impressões e interpretações iniciais 
a respeito do livro provavelmente virão à tona com relativa facilidade. 
 
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Crédito: Logvinyuk Yuliia / Shutterstock. 
Nesse contexto, o indivíduo acessa uma parcela das suas tarefas, a leitura 
e alguns conteúdos, porém há uma outra parcela de que não tem ideia, 
consciência, de como ocorre. Por exemplo, quais os mecanismos cerebrais 
envolvidos na captação, pelos sentidos da visão e audição, dos símbolos e sons, 
e a maneira como o conteúdo é exatamente compreendido e associado a outros 
já preexistentes, reinterpretado ou armazenado como algo inteiramente novo. 
Este é um pequeno exemplo de como a consciência se relaciona ao que os 
pesquisadores chamam de WM (working memory) (Callegaro, 2011) 
Bem, foi com base nesse pressuposto, de processamentos acessíveis e 
inacessíveis em nossa mente, que diversas pesquisas científicas buscaram 
entender como esses mecanismos acontecem, com base no substrato biológico 
identificado como o locus principal, nosso cérebro. 
TEMA 2 – ESTRUTURA CEREBRAL 
 Quanto de informação o cérebro humano recebe em um segundo? E o 
quanto disso uma pessoa consegue processar conscientemente? Essa foi A 
resposta que Mlodinow trouxe (2013, p. 26): “o sistema sensorial do homem envia 
ao cérebro cerca de 11 milhões de bits de informação por segundo”. É evidente 
que um indivíduo não consegue ter consciência dessa enxurrada de informações, 
pois pesquisadores estimam que conseguimos acessar de 16 a 50 bits de 
informações por segundo. Ou seja, a esmagadora parte dessas informações 
ocorrerá no nível inconsciente; alguns estudiosos afirmam que temos consciência 
de somente 5% do processamento cognitivo. (Mlodinow, 2013) 
 Para entender esses mecanismos, é necessário retomar a estrutura 
cerebral e suas subdivisões, conforme segue. 
 
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Figura 1 – Regiões Cerebrais 
 
Fonte: Mlodinow, 2013. 
 O cérebro é dividido em dois hemisférios, esquerdo e direito, que são 
subdivididos em 4 regiões, chamadas de lobos, conforme demonstrado na figura. 
De acordo com Mlodinow (2013, p. 26): 
os lobos são recobertos por uma camada exterior convoluta, mais ou 
menos da espessura de um guardanapo, chamado neocórtex. Nos seres 
humanos, o neocórtex forma a maior parte do cérebro. Ele consiste em 
seis camadas, cinco das quais contêm células nervosas e as projeções 
que ligam as camadas umas às outras. Há também conexões de entrada 
e saída entre o neocórtex e outras partes do cérebro e do sistema 
nervoso. [...] Diferentes partes do neocórtex desempenham diferentes 
funções. 
 Com o avanço da ciência no processamento de imagens cerebrais, 
pesquisadores chegaram à conclusão de que cada lobo, e também o neocórtex, 
é responsável por uma série de funções, por vezes independentes e por outras 
interdependentes entre si. Pode-se entender, por exemplo, como são 
processadas as informações visuais, quais as estruturas do lobo occipital estão 
envolvidas, a divisão existente entre o que cada olho “enxerga”, inclusive o que 
cada um não “enxerga”, mas é complementado pela percepção e experiências 
anteriores, e como essas informações se coadunam para formar imagens e 
impressões do meio. 
O mesmo raciocínio se aplica a qualquer outro processamento, como o 
auditivo, o sensorial, entre outros. Isto é, de tudo o que um indivíduo recebe e 
processo do meio, apenas de uma pequena parte ele tem plena consciência. Até 
porque, se tivéssemos que deliberadamente “comandar” cada um dos processos 
envolvidos em nosso cotidiano, nosso cérebro correria o risco de “travamento”, tal 
como ocorre com computadores que são sobrecarregados de informações. 
Lobo frontal 
Lobo parietal 
Lobo occipital 
Lobo temporal 
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Certamente não daríamos conta de realizar inúmeras tarefas, se ao mesmo tempo 
tivéssemos de decidir minuciosamente sobre cada uma delas. (Mlodinow, 2013). 
 Dessa forma, conforme sinaliza Callegaro (p. 32, 2011) “toda a nossa 
percepção consciente é baseada em um processamento sensorial que opera 
inconscientemente”, isto é, sem nosso monitoramento deliberado. Estudiosos da 
ciência cognitiva afirmam que o processamento de informações ocorre de duas 
maneiras: o seriado, ou seja, uma operação de cada vez; e o paralelo, com várias 
etapas acontecendo ao mesmo tempo. Alguns pesquisadores associam o 
processo em série ao modo consciente e o processo paralelo ao inconsciente. 
(Callegaro, 2011) 
TEMA 3 – MEMÓRIA DE TRABALHO 
 Como exemplo desse processamento, tem-se a memória de trabalho, ou 
WM (working memory), segundo Callegaro (2011). Antigamente, em 1970, essa 
memória era denominada “de curto prazo”, porém atualmente acredita-se que ela, 
além de manter informações recém-recebidas do meio, também trabalha com uma 
porção que foi armazenada, desempenhando uma função ativa. Há controvérsias 
a respeito da aproximação conceitual entre memória de trabalho e consciência, 
sendo que alguns pesquisadores as diferenciam, conforme sinaliza Le Doux, 
1998, p. 254, citado por Callegaro, 2011, p. 35): 
aquilo que conhecemos sobre um momento presente é basicamente o 
que está em nossa memória de trabalho. A memória de trabalho permite-
nos saber que o aqui e agora está aqui e está acontecendo agora. Essa 
percepção fundamenta a ideia, adotada por um grande número de 
cientistas cognitivos contemporâneos, de que a consciência é a 
percepção daquilo que se encontra na memória de trabalho. 
 Apesar da íntima relação entre WM e consciência, Callegaro (2011, p. 37) 
alerta que seria precipitado igualar ambas, pois acredita-se que parte do 
processamento da WV ocorratambém em nível inconsciente. Dessa forma, o 
autor afirma: “torna -se possível compreender como podemos estar conscientes 
do resultado da computação inconsciente sem ter a mais vaga ideia da 
computação em si”. 
Exemplificando com tarefas cotidianas, é possível dirigir um carro sem 
pensar exatamente em todos os movimentos corporais envolvidos, nos músculos 
que pressionam, ou aliviam a pressão dos pedais, além dos movimentos oculares 
para visualizar a pista, o próprio carro, os demais veículos e pedestres, e dos 
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inúmeros estímulos sonoros e visuais. Indo além, é possível aprender o 
comportamento de dirigir, tornando-o inconsciente, e, ao mesmo tempo que se 
dirige, ouvir uma música, trocar de estação de rádio, cantarolar e até dançar, 
conversar com o co-piloto, entre tantas outras atividades que envolvem diversos 
mecanismos inconscientes. 
Assim, fica claro que a memória de trabalho em pleno funcionamento, ao 
ativar aprendizagens já armazenadas, atua de modo inconsciente, com uma forma 
paralela de processamento, isto é, com informações distintas ocorrendo no 
mesmo plano. Analogamente ao funcionamento do computador, é como estar com 
várias pastas de trabalho abertas, e trabalhar simultaneamente e sem 
interferência direta do usuário da máquina. 
 
 
Crédito: Triff / Shutterstock. 
Callegaro considera em seus estudos dois modelos conceituais de 
memória de trabalho, os de Baddeley (1974) e Cohen et al. (1999). A despeito de 
suas diferenças, ambos têm o modelo de WM “bastante similares quanto à 
funcionalidade da memória de trabalho, que é vista como envolvendo ativa 
manutenção e rápida aprendizagem de material a serviço do controle cognitivo e 
de processos cognitivos relativamente complexos”. (Callegaro, p. 38, 2011) 
Além da memória de trabalho, que é um conceito fundamental para 
entender parte do processamento consciente e inconsciente, tem-se também a 
ideia de insight inconsciente. Antes disso, porém, é necessário relembrar o 
significado da palavra de origem inglesa, insight, que diz respeito a um 
entendimento, ou ideia, que vem à tona, como que de súbito. É o famoso “ter um 
estalo”. Também é um termo muito utilizado em psicologia e em processos 
psicoterapêuticos, quando o indivíduo “se dá conta” de uma situação que ainda 
não havia percebido por outra perspectiva; isso pode ocorrer pela escuta de si 
mesmo, no processo psicoterapêutico, ou por intervenção do terapeuta, que 
desencadeia, ou evoca, uma rede de significados. 
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Assim, tem-se as contribuições de Sternberg e Davidson (1995, citados por 
Callegaro, 2011, p. 40): 
A experiência de insight está frequentemente associada a uma 
percepção súbita (um sentimento descrito como “ahá”) de que chegamos 
a uma melhor formulação da estrutura subjacente de um problema e 
caminhamos para sua solução, ou que atingimos maior entendimento 
das relações causais envolvidas e das regras que governam o fenômeno 
 Assim, o insight inconsciente ocorre devido ao que se entende por 
identificação de padrões e aprendizagem inconsciente. Isto é, à medida que se 
verificam determinadas regras que se repetem a cada x tempo, esse intervalo, e 
a percepção de causa e consequência, provocam o “estalo”, e o entendimento, ou 
solução subjacente, passa a operar. Porém, no caso do insight inconsciente, isso 
passa a operar sem que o indivíduo tenha acesso deliberado, ou seja, 
consciência. (Callegaro, 2011) 
Em outras palavras, a memória de trabalho permite entender que há uma 
série de operações ocorrendo ao mesmo tempo, enquanto nós, conscientemente, 
nos ocupamos de algo. Graças a essas operações, conscientes e inconscientes, 
conseguimos dar conta de uma gama de tarefas, estabelecer semelhanças, 
diferenças, e reconhecer padrões entre elas, usar esses dados para gerar novos, 
ou mesmo aprendizagens, e relacionar informações de modo a ter insight, 
implícito ou explícito. 
TEMA 4 – NÍVEIS DE REGULAÇÃO DA VIDA 
Diante de tantas informações que são recebidas e processadas pelo 
cérebro, como será que ele “sabe” o que é prioridade e o que é necessário para 
manter e regular a vida? Ou, indo além, o que seria regular a vida? 
Seguindo a analogia feita por Callegaro, vamos imaginar um exército que 
necessita de um comando para agir. É como se os comandados, nossas 
estruturas cerebrais, tivessem um comandante que orienta a respeito do que deve 
ser prioridade, o que deve ser mantido ou feito, como se observa abaixo pelo 
neuropsicólogo Antonio Damásio (1999, p. 79, citado por Callegaro, 2011, p. 42): 
o cérebro também tem “níveis de regulação da vida”, como afirma 
Damásio [...], o nível mais básico inclui os padrões de reação de 
regulação metabólica, reflexos, estados de prazer e dor, impulsos e 
motivações. Acima desse nível elementar estão as emoções como 
padrões de reação mais complexos, seguidos do nível de regulação dos 
sentimentos, que são representações em imagens das emoções, 
atravessando a fronteira da consciência em direção ao nível mais alto – 
a razão superior, responsável pela formulação de planos complexos, 
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flexíveis e específicos em imagens conscientes, que podem ser 
executadas como comportamento. 
 Assim, o nível elementar de regulação da vida seria considerado o que 
assegura que nosso organismo biológico estará em amplo funcionamento, como 
o funcionamento do metabolismo e dos reflexos. Importante frisar que esse 
“comando” também se processa no nível inconsciente, pois conforme apontamos 
acima, se o indivíduo tivesse consciência de todas as suas necessidades, e 
tivesse que deliberar sobre elas a todo o tempo, muito provável que o cérebro 
fosse inundado de informações e “travasse”. A percepção e o comportamento da 
dor e do prazer também estariam neste nível. 
 
Crédito: Pretty Vectors / Shutterstock. 
 Num degrau acima, estaria o controle das emoções e a expressão 
complexa de sentimentos. As emoções, vale lembrar, são respostas do organismo 
biológico que foram aprendidas ao longo da história evolutiva da humanidade 
diante das circunstancias do meio, como mecanismos de defesa. Pesquisadores, 
como o próprio Damásio, dissertaram sobre as emoções básicas ou primária: 
raiva, alegria, tristeza, nojo e medo. 
TEMA 5 – HOMEOSTASE E ALOSTASE 
A regulação dos níveis de vida segue o que se entende por homeostase, 
que seria a busca do equilíbrio entre o sistema orgânico e o ambiente no qual se 
encontra. Nessa busca, encontra-se a regulação dos níveis de temperatura diante 
do meio, os níveis de oxigenação, exposição à luminosidade, entre outros 
mecanismos fisiológicos. (Callegaro, 2011) 
 Há várias estruturas cerebrais envolvidas nesse processo: 
No tronco cerebral e no tálamo, operam, de forma inconsciente, 
mecanismos reguladores que coordenam o funcionamento do coração, 
dos pulmões, dos rins, do sistema endócrino e do sistema imunológico. 
Tais mecanismos foram chamados de homeostáticos, visto que 
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aparentemente mantinham constantes certos parâmetros. (Callegaro, 
2011, p. 44) 
 
 Contudo, mais recentemente cientistas têm preferido a utilização do termo 
alostase, por considerarem-no mais fiel ao que se pretende expressar quando se 
referem ao equilíbrio dinâmico que o organismo desenvolve junto ao meio. Alos 
vem de uma raiz latina que significa variável, isto é, seria um equilíbrio variável 
em razão da variação do meio no qual o organismo se encontra. (Callegaro, 2011) 
 Para exemplificar, imagine a atividade de alimentação diária e 
metabolização dos nutrientes. A cada vez que um indivíduo se alimenta, recebe 
essesestímulos e necessita digerir, decompor e distribuir os nutrientes 
necessários a cada sistema fisiológico. Deve também discriminar o que será 
aproveitado e o que não será aproveitado pelo organismo, isto é, o que deverá 
ser expulso e como isso acontecerá. 
 Essa atividade alimentar acontece inúmeras vezes durante o dia, e varia 
conforme o tamanho da fome do indivíduo, bem como de acordo com os alimentos 
ingeridos, o horário das refeições, e outras atividades que concorrem no mesmo 
momento. Por exemplo, se uma pessoa estiver trabalhando em frente a um 
computador e se alimentando, essa atividade acontecerá concomitantemente aos 
processos descritos, sem que haja interferência direta do indivíduo. Dependendo 
de como isso vai se processar, a atividade digestiva pode sofrer influência positiva 
ou negativa das atividades concorrentes, havendo maior facilidade ou dificuldade 
para acontecer. 
 Esses mecanismos, que ocorrem ao mesmo tempo, permitem ao indivíduo 
o que se convencionou chamar de multitarefas; destaca-se que o cérebro sempre 
funcionou assim. 
Essa capacidade de multitarefas é explicada pelo fenômeno conhecido 
como “piloto automático”, capacidade que todos apresentamos em algum nível, 
com alguma atividade. O chamado piloto automático nada mais é que o atalho 
que o organismo vai criando para desempenhar atividades sem que precisem ser 
o tempo todo “pensadas” e “escolhidas” deliberadamente. É comum, por exemplo, 
que algumas pessoas que dirigem já tenham feito um trajeto de carro diariamente 
sem se darem conta do que viram pelo caminho, pelo fato de que essa atividade 
já estava armazenada, tendo sido processada automaticamente pelo organismo. 
(Callegaro, 2011). 
 
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Crédito: jesadaphorn / Shutterstock. 
CONCLUINDO 
 Dentro das ciências cognitivas, reconhece-se a inconsciência como um 
fenômeno de processamento de informações, ou estímulos do ambiente externo, 
que ocorre em nível cerebral concomitantemente ao que já está “armazenado” no 
sujeito, bem como suas impressões. Analogamente ao funcionamento de um 
computador, é como se tivéssemos várias estações de trabalho atuando ao 
mesmo tempo, algumas inter-relacionadas entre si, outras de forma independente. 
Algumas delas acessamos vez ou outra; muitas outras atividades ocorrem de 
maneira autônoma. Esse processamento ocorre em diversos níveis e de 
diferentes formas, sem que nos demos conta de todo o trabalho sendo feito. 
Dentro disso, há o que se chama de níveis de regulação da vida, que vão 
desde a necessidade de sobrevivência, com nossas demandas elementares, até 
a percepção e a expressão de sentimentos e emoções. Esses diferentes níveis 
de regulação de vida nos ajudam a entender por que somos capazes de 
desempenhar inúmeras tarefas ao mesmo tempo. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
CALLEGARO, M. M. O novo inconsciente: como a terapia cognitiva e as 
neurociências revolucionaram o modelo do processamento mental. Porto Alegre: 
Artmed, 2011. 
HASSIN, R. R.; ULEMAN, J. S.; BARGH J. A. The New Unconscious. Oxford: 
Oxford University Press, 2005. 
MLODINOW, L. Subliminar: como o inconsciente influencia nossas vidas. Rio de 
Janeiro: Jorge Zahar, 2013. 
 
 
 
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