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DOENÇAS BENIGNAS DA MAMA
P R O F . A L E X A N D R E M E L I T T O 
Estratégia
MED
Prof. Alexandre Melitto | Doenças Benignas da Mama 2GINECOLOGIA
 Olá, Estrategista!
 Doenças Benignas da Mama é um dos temas frequentes 
da ginecologia em provas de todo o Brasil e alguns tópicos são 
os preferidos das bancas, como os Fluxos Papilares, as mastites e 
a mastalgia. Esse resumo traz muitas dicas do que você realmente 
precisa saber sobre esse tema para se dar bem nas provas. Mas, 
se quiser se aprofundar, confira nosso livro digital completo. 
Vamos lá!
PROF. ALEXANDRE 
MELITTO
APRESENTAÇÃO
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Estratégia MED
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Prof. Alexandre Melitto | Resumo Estratégico | 2023
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Doenças Benignas da MamaGINECOLOGIA
3
SUMÁRIO
1.0 ANATOMIA E DESENVOLVIMENTO DAS MAMAS 4
1.1 ANATOMIA DAS MAMAS 4
1.2 DESENVOLVIMENTO DAS MAMAS 8
2.0 DOENÇAS BENIGNAS DA MAMA 10
2.1 NÓDULO MAMÁRIO 10
2.1.1 FIBROADENOMA 11
2.1.2 TUMOR PHYLLODES 13
2.1.3 CISTOS MAMÁRIOS 14
2.2 DOR MAMÁRIA (MASTALGIA) 16
2.2.1 CLASSIFICAÇÃO 16
2.2.2 DIAGNÓSTICO 17
2.2.3 TRATAMENTO 17
2.3 DESCARGA PAPILAR 18
2.4 PROCESSOS INFLAMATÓRIOS (MASTITES) 21
2.4.1 CLASSIFICAÇÃO 21
2.4.2 MASTITE LACTACIONAL 22
2.4.3 MASTITE PERIAREOLAR 23
2.5 OUTRAS LESÕES PROLIFERATIVAS DA MAMA 24
2.5.1 LESÕES PROLIFERATIVAS SEM ATIPIA 24
2.5.2 LESÕES PROLIFERATIVAS COM ATIPIA 24
2.6 LESÕES DIVERSAS DA MAMA 26
3.0 LISTA DE QUESTÕES 27
4.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 28
5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 28
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4
CAPÍTULO
1.0 ANATOMIA E DESENVOLVIMENTO DAS MAMAS
Separei para você neste bloco os pontos mais abordados nas questões sobre a anatomia e o desenvolvimento das 
mamas! Esta parte inicial serve como base para o entendimento de todas as patologias da mama, tanto benignas, 
quanto malignas.
1.1 ANATOMIA DAS MAMAS
As glândulas mamárias são consideradas glândulas sudoríparas modificadas e altamente especializadas, cuja função é a produção de 
leite pelos lóbulos, que são as unidades funcionais mamárias. A mama é composta por 12 a 15 sistemas de ductos independentes, sendo que 
cada um deles drena aproximadamente 40 lóbulos. O tecido mamário estende-se até a axila e chamamos essa extensão de cauda de Spence.
Figura: Anatomia da mama
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Estrategista, as glândulas e ductos não 
estão distribuídos de maneira uniforme pela 
mama. Para descrever a localização das lesões, 
dividimos a mama em quadrantes, sendo que 
alguns quadrantes têm mais glândulas do que 
outros; e, por isso, têm uma chance maior de 
desenvolver câncer.
Observamos que a maioria dos casos de 
câncer de mama ocorre nos quadrantes súpero-
laterais. Em segundo lugar, nos quadrantes 
súpero-mediais, seguidos pelo quadrante ínfero-
lateral e, por último, pelo ínfero-medial.
Figura: divisão da mama em quadrantes (QSL: quadrante 
superior lateral; QSM: quadrante superior medial; QIL: 
quadrante inferior lateral; QIM: quadrante inferior medial; CAP: 
complexo areolopapilar 
Suprimento sanguíneo, inervação e drenagem linfática 
A mama é irrigada por três vias arteriais principais:
• artéria mamária interna (torácica interna) e seus ramos perfurantes (60%);
• artérias torácicas laterais, que suprem os quadrantes súpero laterais (30%);
• ramos das artérias intercostais posteriores, que suprem o tecido mamário restante.
A drenagem venosa das mamas segue o curso das artérias.
A inervação sensitiva da mama vem dos ramos cutâneos laterais e anteriores, originados do segundo ao sexto nervo intercostal.
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Figura: Suprimento sanguíneo da mama.
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7
Figura: Escápula Alada
A figura também mostra o plexo toracodorsal, responsável pela irrigação do músculo grande dorsal. Sua lesão acidental durante o 
esvaziamento axilar impossibilita usar esse músculo na reconstrução da mama retirada.
Quando existe a indicação de esvaziar a axila e retirar todos os linfonodos contidos nela, as 3 estruturas que devem ser, 
obrigatoriamente, preservadas são:
• Veia axilar
• Nervo torácico longo (nervo de Bell)
• Plexo toracodorsal
A maior parte da drenagem linfática da mama é feita pelos linfonodos axilares (cerca de 70%). Existem, geralmente, de 20 a 30 linfonodos 
na região axilar e esses linfonodos são mais frequentemente acometidos pelo câncer do que os mamários internos ou claviculares.
Como dissemos, o câncer de mama geralmente dissemina-se para os linfonodos axilares. Para 
“medir” o quanto ele avançou nestes linfonodos, dividimos cada um deles em níveis, de acordo 
com sua localização. Para obter a localização exata, utilizamos como ponto de referência o músculo 
peitoral menor.
Os linfonodos localizados lateralmente ao músculo peitoral menor são chamados de nível I; os 
linfonodos que ficam atrás do peitoral menor são chamados de nível II; e os linfonodos localizados 
medialmente ao músculo peitoral menor são chamados de nível III.
Estrategista, a figura acima mostra 
o nervo torácico longo (nervo 
de Bell), que inerva o músculo 
serrátil anterior. A lesão acidental 
do nervo de Bell durante a 
mastectomia ou o esvaziamento 
axilar provoca a flacidez do serrátil 
e o descolamento da escápula, 
formando uma saliência nas costas 
da paciente, como se fosse uma 
“asinha”, o que chamamos de 
escápula alada.
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Figura: Drenagem linfática da mama
1.2 DESENVOLVIMENTO DAS MAMAS
As mamas começam a desenvolver-se na vida embrionária. Na puberdade, ocorre o início do amadurecimento da glândula, mas a 
diferenciação dos lóbulos vai acontecendo durante toda a vida reprodutiva da mulher. 
O desenvolvimento das mamas só termina realmente após a gravidez e a amamentação, 
pois os lóbulos só terminam seu amadurecimento e diferenciação quando a mulher engravida e 
amamenta. 
Lembre-se de que células completamente diferenciadas têm um risco menor de sofrer 
mutação e desenvolver câncer. Por isso a gravidez precoce e a amamentação diminuem o risco 
de câncer de mama.
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Anormalidades no desenvolvimento das mamas
Agora que conversamos sobre os principais conceitos da anatomia e fisiologia das mamas, que servem de 
base para o entendimento de todas as patologias que acometem esse órgão, vamos entrar no tema do 
livro propriamente dito: as doenças benignas das mamas. Mas, antes disso, preciso explicar sobre algumas 
anormalidades que acontecem durante o desenvolvimento mamário e aparecem em questões de prova.
As mamas surgem a partir de duas faixas de espessamento 
ectodérmico, as cristas mamárias ou “linhas do leite”, que vão 
das axilas até as regiões inguinais. As cristas desenvolvem-se 
no embrião humano por volta da quinta à sexta semana de vida 
fetal. 
Figura: Crista mamária
Algumas mulheres apresentam mamas 
ou papilas a mais, localizadas no trajeto 
da linha do leite. Chamamos isso de 
polimastia (“muitas mamas”), com 
a presença de mamas acessórias ou 
politelia (“muitos mamilos”). As provas 
gostam muito de perguntar sobre essas 
duas anormalidades do desenvolvimento.
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Anormalidades congênitas da mama
Anormalidade Descrição Comorbidades
Politelia (mais frequente) Mamilos supranumerários
Possivelmente associada a outras 
anormalidades congênitas
Polimastia Mamas acessórias (supranumerárias) -
Hipoplasia Subdesenvolvimento da mama -
Amastia Ausência congênita da mama -
Amazia
Ausência do tecido mamário com mamilo 
normal
-
Sd. Poland
Hipoplasia ou ausência da mama 
associada à hipoplasia distal do membro 
superior e anomalias da mão
-
Tabela: Anormalidades congênitas da mama
A anormalidade adquirida da mama mais comum e evitável é a amastia iatrogênica. Ela ocorre quando se realiza 
uma biópsia (ou exérese) desnecessária do broto mamário que aparece como um nódulo fibroelástico pouco 
antes da puberdade. Com isso, ocorre a lesão ou retirada do broto mamário e, consequentemente, a paciente 
não desenvolve a mama. 
CAPÍTULO
2.0 DOENÇAS BENIGNAS DA MAMA 
2.1 NÓDULO MAMÁRIO
A maioria dos nódulos é benigno, mas precisamos sempre 
lembrar que o nódulo é a principal manifestação do câncer de mama. 
Por isso, é muito importante saber diferenciar as características dos 
nódulos benignos dos malignos.
O fibroadenoma é a primeira hipótese diagnóstica nos casos 
de nódulos em pacientes jovens. Já, nas mulheres de meia-idade, 
ao redor dos 40 anos, devemos pensar em fibroadenoma, cisto ou 
até mesmo um câncer. Por sua vez, nas mulheres menopausadas, 
sempre devemos pensar na possibilidade de câncer.
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Figura: Epidemiologia dos nódulos mamários por faixa etária Fonte: Tratado de Ginecologia FEBRASGO 2019.
Estrategista, uma das principais perguntas que deve ser feita para uma paciente com nódulo na mama é 
a sua idade.
Nas questões, toda vez que o enunciado trouxer que a paciente se queixa de nódulo mamário, preste 
atenção na idade dessa paciente. Tenho certeza de que essa informação simples pode fazer você acertar a 
questão com facilidadeQueixa de nódulo mamário em mulher jovem: pensar em fibroadenoma!
Em pacientes de meia-idade: pensar em fibroadenoma, cisto ou até mesmo câncer.Em pacientes idosas: 
a principal hipótese é o câncer!
Agora, vamos conversar sobre cada um dos nódulos para que você acerte todas as questões sobre esse tema!
2.1.1 FIBROADENOMA
Estrategista, as bancas gostam bastante desse assunto. É um “tema quente”! 
O nódulo mais frequente na paciente jovem ( 2cm)
• Suspeita de tumor Phyllodes
• Desejo da paciente
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2.1.2 TUMOR PHYLLODES
É uma neoplasia fibroepitelial rara, constituindo menos de 1% dos tumores da mama.
Estrategista, a principal característica do tumor phyllodes é o crescimento rápido! Lembre-se disso 
para acertar as questões sobre esse assunto.
Preste atenção nas suas características:
• Crescimento rápido
• Consistência fibroelástica
• Nódulo grande (> 3 cm)
• Nódulo móvel 
Figura: Tumor Phyllodes. Fonte: Acervo pessoal
O tumor phyllodes costuma ser parecido com os fibroadenomas nos 
exames de imagem. Até mesmo nas biópsias, essa diferenciação é difícil, 
sendo necessária a retirada completa do tumor para ter um diagnóstico 
anatomopatológico definitivo. Eu costumo dizer que o phyllodes é um tumor 
“engraçado”, porque, apesar de ser considerado uma doença benigna da 
mama, apresenta as variedades histológicas benigna, borderline e maligna, 
podendo recidivar ou até mesmo, raramente, metastatizar. Essa classificação 
histopatológica é feita através da avaliação das seguintes características:
• grau de atipia celular estromal
• atividade mitótica
• margens tumorais infiltrativas ou circunscritas
• crescimento excessivo do estroma (ou seja, presença de estroma puro, 
sem epitélio)
O tratamento do tumor phyllodes é a ressecção completa do tumor com margens livres de pelo menos 1 cm. O tipo de cirurgia 
vai depender do tamanho do tumor no momento do diagnóstico. Para tumores pequenos, diagnosticados no início, a tumorectomia é o 
tratamento de escolha. Se o tumor comprometer toda a mama, devido ao seu rápido crescimento, o tratamento escolhido é a mastectomia.
O tumor phyllodes não costuma acometer os linfonodos, portanto não há necessidade de realizar a linfadenectomia.
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2.1.3 CISTOS MAMÁRIOS
O cisto mamário é uma formação redonda ou ovóide cheia de líquido. São decorrentes do acúmulo de líquido na unidade lobular do 
ducto terminal, o que ocorre devido à distensão e obstrução do ducto.
CLASSIFICAÇÃO
Classificamos os cistos em 3 tipos:
Figura: Cisto simples visto na mamografia (esquerda) e no ultrassom (direita). 
Cisto complicado: Apresenta alguma imagem interna, que pode ser um septo ou uma trave, calcificações ou 
coágulos. Também não tem componente sólido no seu interior. Como são benignos, a conduta, em geral, também 
é o seu seguimento.
Cisto simples: é um acúmulo de líquido circunscrito, sem nenhum componente sólido no seu interior. São os cistos 
mais frequentes. No exame ultrassonográfico, são anecóicos (pretos) e apresentam reforço acústico posterior (área 
branca abaixo do cisto). Os cistos simples são absolutamente benignos, sendo considerados categoria BI-RADS 2. A 
conduta, em geral, é somente o seguimento.
Figura: Cisto complicado ao ultrassom, com calcificações no seu interior. 
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Cisto complexo: apresenta um componente sólido no seu interior, que se mostra hipoecogênico (cinza) dentro do 
cisto anecoico (preto). Trata-se de uma lesão suspeita de malignidade, sendo considerada categoria BIRADS 4 e 
estando indicada biópsia ou exérese desses cistos.
Figura: Cisto complexo, com área hipoecogênica (sólida) no seu interior (seta).
Estrategista, vamos resumir! Costumo dizer que: “cisto simples na mama não é nada!” A maioria dos 
cistos da mama são simples e, como dissemos, absolutamente benignos, só precisam ser acompanhados. 
Costumam regredir espontaneamente. 
Somente pensamos em puncioná-los para esvaziá-los quando são grandes (> 2cm), dolorosos e 
palpáveis. Nesses casos, realizamos a punção aspirativa por agulha fina (PAAF).
Cisto da mama
Cisto simples Cisto complicado (ou 
espesso) Cisto complexo
Absolutamente
benigno Benigno Suspeito
Seguimento.
Considerar punção 
esvaziadora somente 
se > 2cm
Seguimento Biópsia ou exérese
Fluxograma: manejo dos cistos mamários
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2.2 DOR MAMÁRIA (MASTALGIA)
2.2.1 CLASSIFICAÇÃO
Dividimos a mastalgia em cíclica e não cíclica (acíclica). 
1. Mastalgia Cíclica 
• ALTERAÇÃO FUNCIONAL BENIGNA DAS MAMAS
A alteração funcional benigna das mamas, ou doença 
fibrocística benigna da mama, é caracterizada por sintomas de 
dor ou nódulos que se manifestam no final do ciclo menstrual e 
melhoram após a menstruação. Sua fisiopatologia está ligada às 
variações do estrógeno e da progesterona do ciclo menstrual.
O estrógeno e a progesterona estimulam a proliferação 
glandular na 2ª fase do ciclo menstrual, causando espessamento 
(nodular) e dor perto do período menstrual. Com a diminuição 
dos níveis hormonais após a menstruação, ocorre a regressão da 
proliferação e melhora dos sintomas.
As mulheres costumam referir dor bilateral, geralmente nos 
quadrantes súpero laterais das mamas. Durante o exame clínico, 
pode haver um espessamento, que regride após a menstruação.
Como dissemos, a alteração funcional benigna das mamas é 
benigna e até mesmo fisiológica. A primeira conduta a ser tomada 
é orientar e tranquilizar a paciente, afastando o medo do câncer. A 
maioria das pacientes costuma “melhorar” após essa orientação.
2. Mastalgia Acíclica 
Nesses casos, a dor não está relacionada ao ciclo menstrual e pode ser constante ou intermitente. A dor geralmente é unilateral, 
podendo ter origem mamária ou extramamária. A mastalgia acíclica está geralmente associada ao esforço muscular. Também é comum estar 
relacionada a um trauma ou lesão na mama, ou na parede torácica.
Causas de Mastalgia acíclica
Mamária Extra mamária
Hipertrofia mamária Dor muscular
Macrocistos Costocondrite (Síndrome de Tietze)
Tromboflebite (Sd. De Mondor) Neurite intercostal
Cirurgia mamária prévia Bursite escapular
Mastites Radiculopatia cervical
Trauma Trauma na parede torácica / fratura de costela
Gestação Herpes Zoster
Medicamentos Refluxo gastroesofágico / úlcera péptica
Câncer Doenças Coronarianas
Tabela: Causas mamárias e extramamárias de mastalgia acíclica (Fonte: Tratado de Ginecologia da FEBRASGO, 2019)
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2.2.2 DIAGNÓSTICO
A primeira característica que devemos prestar atenção é se a dor está relacionada à menstruação ou não. 
Se a mastalgia estiver relacionada à menstruação, é cíclica. Se não estiver relacionada à menstruação, é acíclica. 
A segunda pergunta que deve ser respondida é se a dor é mamária ou não.
O exame clínico é essencial para confirmar o diagnóstico. A mastalgia cíclica costuma ser bilateral, com 
dor maior nos quadrantes súpero laterais. Na mastalgia acíclica, é comum a paciente referir dor unilateral, 
frequentemente muscular, confirmada na palpação da borda do músculo peitoral maior. Em outros casos, 
podemos verificar a dor à palpação das bordas do esterno, devido a uma costocondrite (Sd. Tietze).
Os exames subsidiários, como a mamografia e o ultrassom, estão indicados para os casos de dúvida 
diagnóstica ou para afastar a malignidade.
2.2.3 TRATAMENTO 
O tratamento da mastalgia é diferente para cada causa. 
A orientação da paciente, após afastar a possibilidade de câncer, é o principal tratamento da mastalgia! 
A maioria das pacientes tem medo de perguntar se está com câncer, mas está pensando nisso! Informando e 
tranquilizando a paciente, observamos a melhora ou resolução de até 90% dos casos.
É muito importante afastar a cancerofobia! 
Somente 15% das mulheres com mastalgia precisam de 
tratamento medicamentoso. Os anti-inflamatórios não hormonais 
ou analgésicos (tópicos ou via oral) são os medicamentos de 
primeira escolha. Podem ser usados para as mastalgias cíclicas e em 
alguns casos de mastalgia acíclica (costocondrite e outros processos 
inflamatórios).
Como segunda opção medicamentosa, temos o tamoxifeno, 
indicado para as mulheres com mastalgia cíclica que não 
melhoraram com o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios.
Outras opções seriam: o danazol, a gestrinona e os análogos 
do GnRH. Todos eles agem bloqueando o eixo e inibindo a secreção 
de LH e FSH.
O tratamento com vitaminas (E, B1 e B6) ou óleo de prímula 
não é eficaz e não está indicado, pois apresenta eficácia semelhante 
ao placebo.
O tratamento cirúrgico está indicado somente para causas 
específicas, como a drenagem de abscessos (mastites) ou o câncer. 
Agora, vou apresentar um fluxograma que resume bem tudo 
isso que foi explicado:
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Fluxograma: Mastalgia 
2.3 DESCARGA PAPILAR
A secreção mamilar pode ser fisiológica ou patológica. A amamentação (lactação) ou a pequena quantidade de secreção após a 
estimulação excessiva do mamilo são fisiológicas. Dentre as causas patológicas, a grande maioria é benigna (90% a 95%). Existe uma pequena 
chance de malignidade e o mais importante é saber reconhecer qual é a descarga papilar suspeita de malignidade, para prosseguir na 
investigação diagnóstica. 
Os tipos e causas de descarga papilar são:
 ‒ Galactorreia / Hiperprolactinemia
 ‒ Ectasia ductal
 ‒ Descarga papilar suspeita
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Galactorreia / Hiperprolactinemia
Estrategista, a descarga fisiológica do mamilo ou galactorréia é a secreção não relacionada à gravidez ou à 
amamentação. Manifesta-se como secreção bilateral e branca (láctea) dos mamilos. 
Uma das principais causas da galactorreia é a hiperprolactinemia. Mas, algumas pacientes podem apresentar galactorreia sem aumento 
de níveis de prolactina detectáveis. A causa mais comum da hiperprolactinemia é a utilização de fármacos supressores da dopamina. 
Medicamentos que podem causar galactorreia
Hormônios Estrogênios, anticoncepcionais orais, hormônios tireoidianos
Psicotrópicos
Risperidona, clomipramina, nortriptilina, inibidores da recaptação da serotonina, fenotiazina, antidepressivos 
tricíclicos, opioides, codeína, heroína, cocaína, sulpirida
Antieméticos Metoclopramida, domperidona
Anti-hipertensivos Verapamil, metildopa, reserpina
Tabela: Medicamentos que podem causar galactorreia (Fonte: Tratado de Ginecologia. FEBRASGO, 2019)
Outra possível causa da hiperprolactinemia são os adenomas de hipófise. 
Os sintomas da hiperprolactinemia são a galactorreia, a irregularidade menstrual (ou amenorreia) e a infertilidade. O tratamento 
indicado é a suspensão do medicamento que está causando hiperprolactinemia ou a administração de agonistas dopaminérgicos. Para os 
casos de macroadenomas pode ser realizado o tratamento cirúrgico.
Ectasia Ductal
A ectasia dos ductos é uma causa patológica benigna comum 
de descarga papilar, observada em aproximadamente 25% dos 
casos de descarga patológica. 
Nesses casos, a descarga papilar geralmente é bilateral 
e multiductal, ocorrendo pelo acúmulo de líquido nos ductos 
ectasiados (dilatados). A descarga pode ser citrina, amarelada, 
azulada ou esverdeada e sua saída pode ocorrer de forma 
espontânea ou não.
A conduta para esses casos é a observação e seguimento, 
porque costumam se resolver sem necessidade de nenhuma 
intervenção médica.
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Descarga papilar suspeita (Papiloma ou Câncer)
A maioria das questões sobre esse assunto quer que você diferencie a descarga papilar suspeita de 
malignidade, que pode se originar de um câncer, da não suspeita. Guarde bem! A descarga suspeita é 
unilateral, proveniente de um único ducto e espontânea. Pode ser serosa (água de rocha) ou sanguinolenta. 
Felizmente, na maioria dos casos, esse tipo de secreção não está associadaao câncer, sendo a causa mais 
frequente o papiloma intraductal, uma lesão benigna. 
Figura: Descarga papilar uniductal sanguinolenta 
(suspeita), com ponto de gatilho às 4h. Fonte: Acervo 
pessoal.
Papiloma: é um tumor papilar que cresce a partir do revestimento do ducto mamário. 
Sua descarga pode ser clara (água de rocha) ou sanguinolenta.
Câncer: O câncer é encontrado somente em cerca de 10% dos casos de secreção 
suspeita dos mamilos. A lesão mais frequentemente encontrada nesses casos é o 
carcinoma ductal in situ (CDIS).
A descarga papilar suspeita é a sanguinolenta ou em “água de rocha”, unilateral, uniductal e espontânea. 
Nesses casos, sempre devemos investigar a possibilidade de um câncer. Está indicada a ressecção do ducto 
acometido para realizar a análise anatomopatológica e esclarecer se é um papiloma ou um câncer.
Nos casos de descarga láctea, devemos solicitar a prolactina e tratar a hiperprolactinemia, se necessário.
Nas outras descargas papilares, seja amarela, citrina, verde, azul ou qualquer outra cor, a conduta é o 
seguimento, pois é um quadro absolutamente benigno que tende a se resolver espontaneamente.
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Fluxograma: Descarga Papilar
2.4 PROCESSOS INFLAMATÓRIOS (MASTITES)
2.4.1 CLASSIFICAÇÃO
Dividimos as mastites em agudas e crônicas, ou em lactacionais e não lactacionais.
Mastite aguda (lactacional) – também conhecida como puerperal, é a mastite aguda mais frequente. É decorrente da infecção da 
mama durante a amamentação e costuma durar menos do que 30 dias.
Mastite Crônica (não lactacional): apresenta tempo de evolução maior do que 30 dias ou episódios recorrentes. Pode ser infecciosa 
ou não infecciosa.
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2.4.2 MASTITE LACTACIONAL
Estrategista, a mastite lactacional começa com o ingurgitamento mamário e o acúmulo de 
leite. Isso acontece devido à dificuldade de drenagem do leite, geralmente relacionada ao trauma dos 
mamilos, associada à pega inadequada. Ocorre inchaço e compressão de um ou mais ductos de leite. 
O leite materno contém bactérias. Se o ingurgitamento persistir, ocorre a proliferação bacteriana e a 
infecção (mastite), caracterizada por dor, vermelhidão, febre e mal-estar.
As bancas gostam muito de fazer uma pegadinha para você diferenciar o ingurgitamento mamário 
da mastite. Preste atenção: no ingurgitamento não há febre, calafrios ou mal estar, nem queda do 
estado geral ou sinais flogísticos localizados em uma região da mama.
A infecção pode progredir para a formação de abscesso local se não for tratada imediatamente.
Figura: Mastite lactacional
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O agente etiológico mais frequente da mastite lactacional é o Staphylococcus aureus.
O tratamento consiste em:
• AINEs e compressas frias para reduzir a dor e o inchaço.
• Esvaziamento completo da mama, através da expressão, ou com a “bombinha”, a fim de evitar a estase de leite.
• Continuidade da amamentação.
• Antibioticoterapia (1ª escolha é a Cefalexina).
Na presença de abscesso mamário, a drenagem cirúrgica (ou punção) é obrigatória. Lembre-se do aforisma: “abscesso diagnosticado é 
abscesso drenado!”. 
2.4.3 MASTITE PERIAREOLAR
A mastite periareolar, ou periductal, é caracterizada pela inflamação dos ductos subareolares e sua causa ainda é desconhecida. 
A grande maioria das pacientes com mastite periareolar é fumante. O tabagismo está associado a danos nos ductos subareolares, com 
necrose tecidual e, posteriormente, infecção. Também está associado à metaplasia escamosa, que pode levar à obstrução parcial do ducto, 
que acaba dilatando, inflamando e infeccionando. 
A causa da mastite periareolar é desconhecida, mas sabemos que está geralmente associada ao 
tabagismo. 
Por isso, nas questões sobre mastite, preste atenção se a paciente é fumante! Essa costuma ser a 
“dica” da questão. A história da paciente, analisada em conjunto com o exame físico, fecha o diagnóstico de 
mastite periareolar.
Os agentes etiológicos mais frequentes são os estafilococos, os enterococos, os estreptococos 
anaeróbios, bacteroides e Proteus.
Figura: Mastite periareolar/periductal 
(forma aguda). Fonte: Acervo pessoal
Em alguns casos, ocorrem abscessos recorrentes e fistulizados, criando uma comunicação entre 
um grande ducto subareolar e a pele, sendo geralmente um problema crônico, por isso é chamada de 
mastite periareolar recidivante. 
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O tratamento da mastite periareolar na forma aguda é a 
antibioticoterapia com drenagem ou punção do abscesso associado. 
Podemos usar o metronidazol com a cefalexina, ou a amoxicilina + 
clavulanato.
As pacientes com quadros recidivantes devem ser tratadas 
cirurgicamente, com exérese dos ductos comprometidos. Esses 
ductos estão “estragados” e são suscetíveis às infecções recorrentes. 
2.5 OUTRAS LESÕES PROLIFERATIVAS DA MAMA
Dividimos as lesões proliferativas da mama em lesões proliferativas sem atipia e lesões proliferativas com atipia. 
2.5.1 LESÕES PROLIFERATIVAS SEM ATIPIA
As lesões proliferativas sem atipia incluem a hiperplasia ductal usual, os papilomas intraductais, a adenose esclerosante, as cicatrizes 
radiais e os fibroadenomas. Essas lesões estão associadas a um aumento muito pequeno do risco de desenvolver câncer de mama, de apenas 
1,5 a 2 vezes maior em relação à população em geral.
Já falamos dos fibroadenomas e dos papilomas. As outras lesões proliferativas sem atipias são 
pouco cobradas nas provas de Residência Médica, mas sempre aparecem como alternativas para chegar ao 
diagnóstico diferencial. Por isso, é importante que você saiba do que se trata.
E, o mais importante: lembre-se de que as lesões proliferativas sem atipias praticamente não 
aumentam o risco de desenvolver câncer de mama.
2.5.2 LESÕES PROLIFERATIVAS COM ATIPIA
As lesões proliferativas com atipia estão associadas à transformação para o câncer. Essas lesões são precursoras do câncer de mama ou 
marcadoras de alto risco. As principais são: a hiperplasia ductal atípica (HDA) e a neoplasia lobular. A neoplasia lobular engloba a hiperplasia 
lobular atípica (HLA) e o carcinoma lobular in situ (CLIS).
Lesões proliferativas
com atipia
Hiperplasia Ductal 
atípica
Neoplasia Lobular
Hiperplasia Lobular 
atípica
Carcinoma Lobular in 
situ
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As lesões proliferativas com atipia estão associadas com um alto risco para o desenvolvimento do 
câncer de mama. Por isso, a conduta para esses casos é a exérese total da lesão ou o uso da quimioprevenção 
(geralmente com tamoxifeno).
Lembre-se: as lesões proliferativas sem atipia não apresentam risco para o câncer de mama, já, as 
lesões proliferativas com atipia apresentam alto risco para o desenvolvimento do câncer de mama.
Figura: Lesões proliferativas com atipia
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Risco Relativo durante a vida para desenvolver o câncer de mama (RR)
Lesões proliferativas sem atipia 1,5 – 2x (Baixo Risco)
Hiperplasia ductal usual 1,5 – 2x
Papiloma intraductal 1,5 – 2x
Papilomas múltiplos 3x
Adenose esclerosante 1,5 – 2x
Cicatriz radial 1,5 – 2x
Lesões proliferativas com atipia Alto Risco
Hiperplasia ductal atípica 4 – 5x
Hiperplasia lobular atípica 4 – 5x
Carcinoma lobular in situ 8 – 10x
Tabela: Lesões da mama e o risco relativo de desenvolver câncer de mama
2.6 LESÕES DIVERSAS DA MAMA
Estrategista, neste tópico, falo de algumas outras lesões que podem aparecer como diagnóstico 
diferencial nas questões, mas que não costumam ser cobradasnas provas (“tema frio”).
• Lipoma – agrupamento de células adiposas maduras.
• Esteatonecrose – Necrose gordurosa – Mimetiza o câncer: ocorre devido ao trauma, cirurgia ou radioterapia
• Mastopatia diabética – reação autoimune? – apresenta-se como massa suspeita – diagnóstico histológico
• Hamartoma – pedaço de tecido mamário pseudoencapsulado (“mama dentro da mama”)
• Adenoma – neoplasia epitelial pura benigna (lactacional ou tubular) – lesão circunscrita e bem delimitada – exérese somente 
quando cresce.
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CAPÍTULO
4.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final deste resumo! Esse é um tema extenso, mas bastante frequente nas provas de Residência. Por isso, procurei focar 
nos pontos mais cobrados. É importante saber diferenciar essas doenças para conseguir escapar das pegadinhas das questões. 
Apresentamos aqui os tópicos principais sobre esse assunto, mas você pode encontrar o tema completo em nosso livro digital.
Fico à disposição para tirar suas dúvidas! Estamos juntos!
Voe, coruja!!!
CAPÍTULO
5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Tratado de Ginecologia - FEBRASGO - 2019.
2. Ginecologia de WILLIAMS - 2ª Edição - 2014.
3. Berek & Novak's Gynecology - 16ª Edição - 2020. 
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	1.0 ANATOMIA E DESENVOLVIMENTO DAS MAMAS
	1.1 ANATOMIA DAS MAMAS
	1.2 DESENVOLVIMENTO DAS MAMAS
	2.0 DOENÇAS BENIGNAS DA MAMA 
	2.1 NÓDULO MAMÁRIO
	2.1.1 Fibroadenoma
	2.1.2 Tumor Phyllodes
	2.1.3 Cistos Mamários
	2.2 DOR MAMÁRIA (MASTALGIA)
	2.2.1 Classificação
	2.2.2 Diagnóstico
	2.2.3 Tratamento 
	2.3 DESCARGA PAPILAR
	2.4 PROCESSOS INFLAMATÓRIOS (MASTITES)
	2.4.1 Classificação
	2.4.2 Mastite Lactacional
	2.4.3 Mastite Periareolar
	2.5 OUTRAS LESÕES PROLIFERATIVAS DA MAMA
	2.5.1 Lesões Proliferativas sem atipia
	2.5.2 Lesões Proliferativas com atipia
	2.6 LESÕES DIVERSAS DA MAMA
	3.0 LISTA DE QUESTÕES
	4.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
	5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS