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Estágio Mulher Tema 1- Sistema reprodutor e as alterações ao longo do ciclo da vida reprodutores femininos 1.1Órgãos reprodutores femininos Órgãos reprodutores externos Órgãos reprodutores internos Grandes lábios -Protegem os pequenos lábios e o introito vaginal; -Possuem glândulas sebáceas e sudoríparas; -Superfície interna húmida; -Superfície externa pelos Vagina -Fica entre o reto e a bexiga; -Infância: PH+ alcalino; -Idade reprodutiva: PH ácido; -Gravidez: PH ácido mas menos do que em IR; -Climatério: PH alcalino Pequenos lábios -Cor avermelhada e aparência de uma membrana mucosa; -Não possuem pelos; -Estendem-se do clitóris até a fúrcula Útero -Tamanho de um útero não gravídico é de 7 cm; -Perimétrio/ Miométrio e endométrio; -Menstruação/ Gravidez e Parto; -Possui como anexos as trompas de Falópio e ovários Clitóris -Constituído por tecido erétil; -Segrega esmega que atua como feromona (hormona responsável pela atratividade); -Estimula e aumenta o nível sexual; -Aumenta de tamanho quando estimulada Trompas de Falópio - +/- 10 cm de comprimento; -Constituído por fimbrias (levam o óvulo)/ Infundíbulo/ Ampola/ Istmo; -Permite a fecundação Monte de vénus -Reveste a sínfise púbica; -Papel importante no parto; -Confere sensualidade e proteção da sínfise púbica durante o coito Ovários -Sofrem alterações ao longo do ciclo de vida da mulher; -Ovogénese ( proliferação/ crescimento/ maturação); -Ovulação (expulsão do ovócito maduro); -Secreção das hormonas femininas (estrogénio e progesterona) Glândulas Bartholin e Glândulas de Skene -GB tem como função a lubrificação; -GS produzem gordura que permitem o ato sexual Vestíbulo vaginal -Onde se localizam as GS; vagina; meato uretral e GB; -Superfície facilmente irritada provocada por produtos químicos; roupa apertada Estrogénio e progesterona -Estrogénio: “Dão” as características sexuais femininas; -Progesterona: É produzida no 14º dia do ciclo menstrual após ação do LH/ Dá sustentação ao endométrio para receber uma eventual gravidez Introito vaginal/ Orifício vaginal -Hímen existe sempre; -Permite a saída de menstruação/ Penetração e expulsão do feto Meato urinário 1.2 Ciclo ovariano ✓ Os óvulos são revestidos por membranas chamadas de folículos; ✓ Ovócito primário ovulo maturo e que sobre a ação do FSH ele começa a estimular o folículo passando a Ovócito secundário ✓ No 14º dia ocorre um pico de LH fragilizar folículo de Graaf ovulo vai para as trompas de Falópio a fim de ser fecundado por um espermatozoide; ✓ Folículo de Graaf que agora está vazio vai formar uma estrutura nos últimos 14 dias chamado de corpo lúteo/ amarelo Dia 0 Dia 14 Dia 28 FSH LH Folicular OVULAÇÃO Lútea 13/14º dia este vai crescer cada vez mais e passar a ovócito terciário Quando este atinge a sua maturidade é conhecido como folículo de graaf Óvulo Fecundado: ✓ Vai pelas trompas de Falópio até ao útero fica implantado na parede do endométrio espessado NIDAÇÃO onde o ovulo fica no endométrio e começa a haver desenvolvimento do embrião NIDAÇÃO corpo lúteo mantém-se concentrações de estrogénio e progesterona mantem-se Óvulo não Fecundado: ✓ Corpo lúteo regride corpo albicans queda nas concertações de estrogénio e progesterona menstruação; ✓ Corpo lúteo regride 10 a 12 dias após a ovulação 1.3 Ciclo Menstrual ✓ Inicia-se com a menarca; ✓ Fase proliferativa: Aumento da espessura do endométrio; ✓ Fase secretora: Não há fecundação; ✓ Fase menstrual: progesterona, o endométrio necrosa hemorragia vaginal Vai ser responsável pela produção de progesterona, que vai então, aumentar a espessura do endométrio nos últimos 14 dias 1.4 Alterações do sistema reprodutor 1. Amenorreia ✓ Ausência de menstruação em fase reprodutiva da vida ✓ Primária a) Incapacidade de desencadear menstruação; b) Mulher que nunca teve menstruação; c) Após 16 anos é sinal de alerta d) Pode ser causada por malformação ovárica/ anorexia nervosa/ stress emocional…. ✓ Secundária a) Ausência de períodos menstruais durantes 6 ou + meses, após um período de menstruações regulares; b) Pode ser causada por gravidez/ Menopausa/ Quisto ou tumor ovárico…. 2. Dismenorreia ✓ Dor pélvica cíclica que ocorre antes ou durante o período menstrual ✓ Primária a) Inicio pouco tempo depois da menarca; b) Sem causa identificável ✓ Secundária a) Inicio numa fase + tardia; b) Associada a doença ginecológica 3. Endometriose ✓ Crescimento do tecido endometrial fora da cavidade uterina; ✓ Principalmente nos ovários e peritoneu ✓ Sintomatologia: a) Dor a urinar ou defecar; b) Infertilidade; c) Dismenorreia 4. Pólipos cervicais ✓ Tumorações benignas visíveis na região cervical; ✓ Desenvolvem-se no endocervix (parte interior do útero); ✓ Características: a) Moles; b) Gelatinosos; c) Sangram com facilidade; d) Podem sofrer necrose e inflamação 5. Prolapso uterino ✓ Deslocamento ascendente do útero; ✓ Graus: a) Colo do útero surge no orifício vaginal; b) Colo do útero atinge o introito vaginal; c) Exteriorização do colo e corpo do útero para além do introito vaginal 6. Miomas uterinos/ leiomioma ✓ Aumentos anormais de uma parede muscular; ✓ Submucosos (+ comuns/ aumenta a parede muscular por baixo da mucosa); ✓ Intramural (proliferação dentro do próprio musculo); ✓ Subcerosos 1.5 Doença benigna da mama 1.5.1 Órgãos acessórios ➢ Mama; ➢ Mamilo; ➢ Auréola Mama -Glândulas cutâneas; -É constituída por Tecido glandular/ Tecido fibroso (sustentação das estruturas internas)/ Tecido adiposo e Ligamentos de Cooper Mamilos -Dotados de grande sensibilidade e tecido erétil Auréola -Possuem aspeto discoide com cerca de 15-20 mm; -Apresentam coloração escura nas jovens e nulíparas; -Coloração rosada após fecundação; -Amarelo-acastanhado durante a gravidez; -Castanho-escuro após aleitamento materno que depois torna-se clara Doença fibroquistica da mama -Ocorre á medida que os ductos se dilatam e os quistos se formam; -Moles, bem delineados e móveis; -Podem conter líquido transparente/ Branco/ Leitoso/ Cor palha e sangue; -Podemos aconselhar a um uso de sutiã de sustentação/ ingestão de café e sal/ Administração de anti-inflamatórios Fibroadenoma - Tumor benigno; -Duro, redondo, móvel, não depressivo; -Crescimento rápido e constante Papiloma intraductal -Pequeno tumor benigno que cresce dentro de um ducto lactífero (“onde o leite passa”); -Produz derrame sanguíneo; -Raramente palpáveis Mastite aguda -Doença infeciosa + comum no pós-parto relacionada a amamentação; -Causada por ductos obstruídos/ Traumatismo da mama/ Uso de sutiã inapropriado -Prevenção através de um sutiã apropriado/ Adotar posições confortáveis para a mãe e bebé durante a amamentação/ Esvaziar a mama complementarmente Se não tratada ou tratada tardiamente pode levar a um abcesso Tema 2 – Planeamento familiar 2.1 Qual é o papel do médico/ enfermeiro? ✓ Forma correta de utilização; ✓ Eficácia ✓ Vantagens e desvantagens; ✓ Efeitos secundários; ✓ Riscos; ✓ Benefícios não contracetivos dos vários métodos 2.2 Métodos contracetivos Hormonais Pílula -Muito eficaz; segura e reversível; -Benefícios além da contraceção; -Efeitos colaterais como ganho de peso/ cefaleias/ alterações do humor,.. nos primeiros 3 meses; -Não protege das DST; -Tipos: COC ( ContracetivoResultados ✓ Devemos avaliar se o que foi dito foi entendido pela pessoa ou não; ✓ No final da consulta podemos fazer perguntas à pessoa acerca daquilo que foi dito !!!! Enquanto enfermeiros devemos ter uma postura correta ✓ Ter a pessoa presente no nosso horizonte visual; ✓ Utilizar uma linguagem e termos adequados à literacia da pessoa; ✓ Ver se a pessoa percebeu através de um feedback (adequado à idade da pessoa) 17.1 1º Consulta História Clínica História Ginecológica: -Menarca; -Ciclo menstrual e características; -IST/ outras do foro ginecológico; -História de infertilidade; -Data do último exame Papa Nicolau; -Nº parceiros sexuais Exame físico: ✓ Inspeção da grávida 1. CABEÇA a) Face (cloasma, edema); b) Olhos (edema palpebral, perturbações visuais); c) Boca (cáries dentárias, gengivorragias); d) Pescoço (edema, nódulos palpáveis) 2. MEMBROS SUPERIORES a) Edemas História Obstétrica: -Inicio da atividade sexual; -Método anticoncecional usado e data de interrupção; -Nº de gestações e paridade, sexo e peso dos filhos ao nascimento; -Tipo de partos (episiotomia, lacerações); -Intervalo e duração das gestações; -Abortamentos ou IVG; -Puerpério com ou sem complicações 3. TÓRAX a) Mamas (exame da mama, tipo de mamilo, existência de lesões mamilares, cicatrizes) 4. ABDÓMEN a) Cicatrizes; b) Estrias; c) Distribuição pilosa; d) Textura/ Hidratação; e) Alterações de pigmentação; f) Presença de ruídos intestinais; g) Presença ou não de hérnias 5. ÓRGÃOS GENITAIS a) Inspeção/ observação; b) Verificar presença de varizes, incontinência urinária; c) Recolha de exsudado para exame Papanicolau 6. MEMBROS INFERIORES a) Rede venosa periférica; b) Edema; c) Varizes Tema 18- Cuidados perineais à puérpera !!!! SINAIS DE ALERTA - Febre/ Hemorragia -Contrações nos primeiros dias é normal, sinal de útero a regredir Perineais 1) Anamnese -Troca de informação entre o profissional de saúde e a mulher -Sinais e sintomas/ Existência de dúvidas ou não 2) Lóquios -Observar penso higiénico; - COR (deve ser hemático 24h após parto); -CHEIRO (infeção); -QUANTIDADE 3) Observar períeno -Cor; -Episiorrafia (sinais inflamatórios/ cicatrização); -Grandes e pequenos lábios 4) GSP -Involução uterina; -Empurrar em direção ao períneo 5) Limpeza/ Desinfeção -Limpar na direção (limpo sujo); -4 a 6 vezes 6) Secagem 7) Ensino -Garantir que haja conhecimentos suficientes para a tornar independente no domicílio Mamas 1) Leite -Presença ou não de leite; -Apertar a mama 2) Fissuras 3) Rubor/ Calor 4) Mamilos 5) Simetria 6) Ingurgitamento/ Mastite Recém-nascido -Dente -Presença de reflexos -Eliminação Cotão umbilical -Aspeto; -Sinais inflamatórios e infeciosos; -Mumificação (7 dias); -Sinais de traumatismo Tema 19- Banho ao RN 19.1 Onde é realizado ? Materiais ✓ Realizado antes da saída da maternidade ✓ Materiais a) Água; b) Gel; c) Óleo de amêndoas; d) Roupa; e) Fralda; f) Termómetro ( Se não o tivermos podemos usar o pulso ou cotovelo para avaliar a temperatura da água) 19.2 Procedimento 1. Colocar água fria e só depois água quente; 2. Colocar um dedo ao alto na água (medir “nível da água” 1 dedo é o recomendado); 3. Realizar primeiro higiene perineal caso haja fezes; 4. Óleo de amêndoas usado 3 meses de vida; 5. Após 3 meses podemos escolher algo que gostemos, mas devemos usar 1 produto de cada vez para ver se o bebé apresenta alguma reação (NÃO DEVE TER PERFUME); 6. Bebé “fixo” por “anel” 2. Lavamos o bebé com esponja, compressa ou com a mão; 3. Cara (compressa); 4. Órgãos genitais final (salvo exceção acima referida) 5. Caso bebé chore, colocamos em decúbito ventral; 6. Ao tirar da água tiramos o bebé de lado, embrulhamos de seguida secamos e colocamos o bebé para cima; 7. Fazer “rolinho” para o bebé não perder calor; 8. Colocar fralda; 9. O coto fica fora da fralda; 10. Higiene do coto com álcool a 70% se: a) Serosidade; b) Bebé fizer fezes ou urina para cima do cordão umbilical 11. No hospital o banho é dado em dia de pesagem e devemos pesar antes do banho; 12. A água deve estar a uma temperatura morna Tema 20- Cuidados ao RN 20.1 Tipos de Cuidados 1. Cuidados Imediatos ✓ Necessários para apoiar a transição fetal-neonatal imediata (primeiras 2h); ✓ Fazer quando o RN nasce; ✓ Queremos que o bebé chore, é essencial 2. Cuidados Mediatos ✓ Registos de cuidados; ✓ Os registos necessários e cuidados após a transição imediata Cuidados prévios -Faz parte dos cuidados imediatos; -A sala tem de estar preparada; -Convocação da equipa, preparação dos materiais e do ambiente Ambiente -A sala/bloco deve estar entre os 23 e 26º C; -Luz ambiente deve ser difusa Equipa -Além da equipa de obstetrícia deve estar presente a equipa de pediatria e um enfermeiro neonatologia, ambos com pratica de reanimação neonatal Materiais -Materiais fixos e materiais consumíveis Transporte -Uma incubadora de transporte com possibilidade de oxigenoterapia, VNI, ventilação assistida e perfusão de fluídos Cuidados Imediatos ao RN -Secar, aquecer e estimular bebé; -Avaliar a vitalidade ao nascer -Avaliar a respiração e a cor do bebé; -Manter permeabilidade da VA -Decidir se o bebé necessita de reanimação -Clampar e cortar o cordão umbilical -Colocar o RN em contacto com a mãe Champagem e corte do cordão umbilical -1 minuto após parto; -2 a 3 cm após anel umbilical Tema 21- Exame Físico 21.1 Classificação do RN de acordo com o peso e a IG ✓ IG é o tempo de conceção até ao nascimento; ✓ Classificação: a) Póstermo: + de 42s de IG; b) Termo: 37 a 41s + 6 dias de IG; c) Prétermo: - de 35s de IG; d) Prematuridade Tardia: 34 a 36s + 6 dias de IG; e) Prematuridade Moderada: 32 a 33s + 6 dias de IG; f) Prematuridade Severa: 28-31s + 6 dias de IG; g) Prematuridade Extrema:genital masculino e feminino -Observação do pénis/ prepúcio/ presença de testículo nas bolsas; -Pequenos e grandes lábios são proeminentes/ Clitóris edemaciado; -Dejeção de mecónio até às 48h Membros superiores -Simetria/ Avaliar a amplitude de movimentos/Paralisia do plexo braquial/ Malformações/ Avaliar pulso braquia Membros Inferiores -Avaliar simetria/ Amplitude de movimentos/ Coloração e rede venosa/ Malformações 21.3 Testes de triagem neonatal ✓ Rastreio cardíaco; ✓ Retinopatia da prematuridade; ✓ Teste de Guthrie (DP) 21.3.1 Rastreio cardíaco ✓ Oximetria de pulso (permite quantificar a hipoxia); ✓ Colocar um sensor no MSD e outro em qualquer um dos outros membros; ✓ Comparar os dados e proceder de acordo com o protocolo; ✓ O exame não deve ser inferior a 2 minutos; ✓ O RN não deve estar a ser alimentado e deve estar sossegado; ✓ Avaliar TA nos 4 membros 21.3.2 Teste de Guthrie ✓ Rastreio de fenilcetonúria (atualmente faz pesquisa de 25 doenças do metabolismo); ✓ Diagnosticar nas primeiras semanas de vida doenças que, uma vez identificadas, permitem o tratamento precoce que evita a ocorrência de atraso mental doença grave irreversível ou mesmo, a morte da criança 21.4 Reflexos Primitivos ✓ Estão presentes no desenvolvimento motor normal de todas as crianças e produzem como resultado um conjunto de respostas para cada estímulo; ✓ Reflexo de Moro (susto); ✓ Reflexo de marcha; ✓ Reflexo de Babinsky; ✓ Reflexo de preensão palmar e plantar; ✓ Reflexo de fuga à asfixia; ✓ Reflexo de busca; ✓ Reflexo de sucção; ✓ Reflexo de deglutição Tema 22- Conceitos utilizados em SMO + Resumo geral • D.U.M- Data da última menstruação • D.P.P- Data provável de parto • IG- Idade Gestacional • A.U- Altura uterina • Para- Paridade • Gesta- Gestação • I.T.P- Início trabalho de parto • T.P-Trabalho de parto • APPT- Ameaça de parto pré-termo • C.U- Contrações uterina 1. Mortalidade fetal precoce- Óbitos fetais referentes a fetos com idade gestacional ou =28 semanas 4. Mortalidade neonatal precoce- Óbitos de crianças nascidas vivas e que faleceram com menos de 7 dias de idade 5. Mortalidade neonatal- Óbitos de crianças nascidas vivas e que faleceram com menos de 28 dias de vida • CTG- Cardiotocografia • R.P.M- Rotura Prematura das Membranas • R.B.A- Rotura da bolsa de águas • L.A-Líquido amniótico • D.P.P.N.I- Deslocamento prematuro das membranas • RCIU- Restrição crescimento fetal intra uterino 6. Mortalidade perinatal- Óbitos fetais com 28 ou + semanas de gestação e óbitos de nados vivos com menos de 7 dias de idade 7. Mortalidade pós-neonatal- Óbitos de crianças nascidas que faleceram com mais de 28 dias e 7 dias) e/ou excessiva (>80ml) Metrorragia a) Hemorragia uterina que ocorre de forma irregular e/ou intermenstrual Amenorreia a) Ausência de menstruação por um período > ou = a 6 meses numa mulher não menopáusica Menometrorragia a) Hemorragia uterina irregular com menstruações excessivas (>80ml) e prolongadas (>7 dias) Oligomenorreia a) Hemorragia uterina que ocorre de forma regular com intervalos >35 dias Polimenorreia a) Hemorragia uterina regular com intervalos ou = a 1 ano) ou hemorragia irregular em mulher sob tratamento hormonal de substituição (TSH) há pelo menos 1 anooral combinado e contem estrogénio e progesstagénio); POC (Progestativo oral combinado e só contém progestagénio) -Vantagens como elevada eficácia/ Não interfere na relação sexual/ Regulariza ciclos menstruais -Desvantagens como exigir toma diária/ Não protege das DST; -A toma deve ser iniciada no 1 º dia da menstruação durante 21 dias seguidos, havendo pausa de 7 dias para haver menstruação e recomeçando no 8 º dia -Se esquecimento 12h continuar a tomar embalagem normalmente mas usar outra contraceção; -Interferência com diarreia/ Vómitos/ Antifúngicos/ Antiepiléticos/ Álcool em excesso Adesivo -Método contracetivo de utilização semanal; -Uso ID onde as hormonas são transferidas da pele corrente sangínea; -Hormonas idênticas às presentes na COC (eficácia igual) -Aplicar na pele limpa e seca; -Eficácia menor em mulheres com + de 90kg vascularização menor devido á gordura SIU -Método contracetivo de longa duração; -Possui hormonas; -Pode durar entre 3 a 5 anos Pílula do dia seguinte -Não deve ser usado como método contracetivo; -Usado em caso de relação sexual não protegida/ Casos de violação/…; -A eficácia depende da proximidade á relação sexual; -Pilula com Levonorgestrel (usada até 72 horas); -Pílula com Acetato de Ulipristal (usada até 5 dias) Anel vaginal -Contém estrogénio e progestagénio que entram em circulação através dos vasos sanguíneos na vagina; -Anel fica 21 dias na vagina com 1 semana de interrupção para haver menstruação; -Atraso de 2 dias usar preservativo na relação durante 7 dias; -Nunca deve ser retirado por + de 3 horas Implante -Longa duração (até 3 anos); -Contém apenas progestagénio; -Pode ser utilizado durante a amamentação e em mulher intolerantes ou contraindicadas a estrogénio; -Muito eficaz, seguro e reversível; -Não exige compromisso diário da mulher; -Sem efeitos colaterais do estrogénio ; -Rápido retorno da fertilidade após remoção; -Provoca irregularidades menstruais que variam entre spotting e amenorreia !!! Fazem parte dos hormonais o método injetável (progestagénio) Barreira Preservativo feminino -Possui 2 anéis e é maior, sendo um colocado no colo do útero e o outro no exterior da vagina; -Vantagens como proteção contra as DST/ Ausência de efeitos sistémicos/ Não é necessária a retirada imediata do pénis após a ejaculação; -Desvantagens como dificuldade na utilização Preservativo masculino -Vantagens como fácil uso e obtenção/ Económico/ Ideal para relações imprevistas/ Sem efeitos sistémicos/ -Desvantagens como possibilidade de rotura ou ficar retido na vagina/ Alergia ao latex/ Interferência com o ato sexual -Cuidados como a abertura da embalagem/ Colocar o preservativo com o pénis em ereção/ Segurar pelo reservatório e desenrolar cobrindo todo o pénis/ Devemos retirar antes do pénis perder a ereção Diafragma -Deve ser colocado 5 horas antes, na vagina da mulher, do ato sexual; -Deve ser retirado 6 a 8 horas após a relação se retirado antes pode correr o risco de gravidez indesejada; -Vantagens como Sem efeitos sistémicos/ Não interfere com o ato sexual/ Custo reduzido/ Reutilizável (até 2 anos) -Desvantagens como dificuldade na utilização/ Eficácia pouco elevada/ Risco de ITU/ Não previne a maioria das DST DIU -Sem hormonas e com cobre; -A eficácia é maior nas mulheres com filhos do que nas jovens; -DIU deve permanecer no útero até á menopausa; -Pode levar a amenorreia Definitivos Laqueação das trompas -Provoca a oclusão das trompas de Falópio, impossibilitando o transporte dos óvulos e o contacto com os espermatozoides. -É mais frequente do que a vasectomia; -Boa eficácia Vasectomia -Bloqueio dos canais por onde passa os espermatozoides, por forma a impedir que estes se unam aos restantes elementos do sémen; -Boa eficácia; -É reversível; -Perda de virilidade é falsa;; -Homens continuam a ejacular mas não tem espermatozoides Químicos Espermicida -Utilizado apenas como único método contracetivo mais recomendado em situação de reduzida fertilidade (peri menopausa); -Oferece alguma proteção contra as DST; -Pode ser em Creme/ Espumas/ Esponjas/ Cones/ Comprimidos Vaginais; -Pode ser utilizado como coadjuvante de outros métodos (diafragma p.e) Comportamentais/ Naturais Coito interrompido -Taxa de eficácia baixa; -Tirar o pénis da vagina antes de ejacular Muco cervical -No período fértil o muco torna- se + elástico Calendário -Taxa de eficácia baixa; -Em mulheres com ciclos regulares consegue-se obter um bom resultado Temperatura basal -Avaliar de manhã á mesma hora; -Quando a mulher está + propensa a engravidar temperatura basal sobe 1º +/- Tema 3- Desenvolvimento do vínculo afetivo pré-natal 3.1 Vínculo afetivo, o que é? ➢ Tendência de estabelecer laços emocionais íntimos com figuras significativas; ➢ Iniciada na fase pré-natal “in útero” antes da criança nascer; ➢ Vínculo vai influenciar o desenvolvimento físico e emocional da criança ao longo da sua vida 3.2 Inicio do vínculo afetivo Pré- natal -Mulher sente movimentos altura ideal começar vinculação; -Comunicação ( falar para o bebé/ Por música/…); -Participação do casal em atividades recreativas; -Escolha do nome para o bebé; -Fazer compras em conjunto para o bebé; -Se filhos mais velhos deixar que toquem e acariciem na barriga Sala de partos -Contacto pele a pele mãe- bebé; -Toque dos pais no RN; -Ambiente calmo; -Interação mãe-bebé (amamentação, cuidados de higiene) Pós-natal -Adormecer o bebé; -Massagem Shantalla; -Método Canguru; -Cuidados de higiene 3.3 Bebé Aliviar -Cólicas; -Sinusite; -Dores de crescimento Estimular -Táctil; -SN; -Digestão; -Respiração; -Linguagem; -Sistema imunitário Relaxar -Ajudar a regular o sono; -Ajudar a reduzir o stress Tema 4- Alterações fisiológicas durante a gravidez Sistema cardiovascular Vascularização fornecimento de O2 e nutrientes para o feto e placenta Pode surgir malácia no início da gravidez (falta de algum nutriente, levando a comer substâncias não convencionais que possuem esse nutriente) Náuseas e vómitos matinais presença de gonadotrofina coriónica (hormona produzida apenas na gravidez) Ph + baixo da saliva aliado a maus hábitos de higiene oral pode levar ao surgimento de cáries Gengivas + edemaciadas devido ao aumento da vascularização Progesterona diminuição da atividade do intestino obstipação+ hemorroidas Absorção + rápido de Fe (+ Fe necessário durante a gravidez para produzir Hgb e se não houver quantidade suficiente não há transporte de O2 Sistema tegumentar Devido ao aumento da vascularização e dos níveis hormonais podem aparecer: -Hiperpigmentação; -Estrias; -Hirsutismo (crescimento excessivo dos pelos EVITAR raspar ou tirar com cera ACONSELHAR a descolorar; -Crescimento das unhas e cabelo; -Aumento da atividade das glândulas sebáceas sudoríparas pele oleosa Escurecimento da linha Alba ( linha “Nigra”) formação de uma faixa linear acastanhada ao longo da linha média do abdómen Escurecimento dos mamilos, aureolas sardas e sinais (aumento da produção de melanina) Angiomas vermelhos devido ao aumento do flx sanguíneo pela secreção de estrogénio (mais comum nos MI´s) Sistema urinário Armazenamento de grande quantidade de urina por parte dos bacinetes e dos ureteres e diminuição d debito urinário levando a um maior risco de ITU 1º Trimestre -Sintomas de urgência urinária devido á pressão do útero a crescer 2º Trimestre -Regressão dos sintomas urinários; -Em princípio já não há sintomas de urgência 3º Trimestre -Compressão da bexiga pela apresentação fetal; -Reaparecimento dos sintomas urinários Sistema Nervoso Alterações deste sistema são temporárias e desaparecem após o parto Cãibras musculares compressão do nervo ciático Síndrome do túnel cárpico: -Pode surgir no 3ºT; -Formigueiro/ dormência/ picadas/… -Sonolência e alterações psíquicas Sistema músculo-esquelético Aumento do volume abdominal com desvio do centro da gravidade para a frente de modo a compensar a posição ereta LORDOSE Aumento da base (pés afastados) ou “marcha anserina” Distensão dos músculos abdominais e diminuição do tónus muscular Relaxamento e aumento da mobilidade das articulações pélvicas Afastamento da sínfise púbica e instabilidade das articulações sacroilíacas Sistema reprodutor Colo uterino fica + curto e amolecido devido: -Aumento da vascularização; -Edema; -Alteração do tecido conjuntivo Vagina e vulva: -Aumento da espessura da mucosa vaginal; -Aumento da abóbada vaginal; -Hipertrofia do músculo liso Ovários e trompas de Falópio: -Sofrem alterações na sua posição anatómica (tronam-se órgãos admonais); -Copo lúteo persiste até +/- 10ª semana até que a placenta assume essa função Mamas: -Crescem rapidamente nas 1º´s 8 semanas e depois o aumento é progressivo; -Mamilos e aureolas + escurecidos; -Aumento da irrigação sanguínea (observa-se rede venosa); -Hipertrofia dos Tubérculos de Montgomery; -Desenvolvimento da glândula mamaria concluído na 1ª metade da gravidez Tema 5- Trabalho de parto e parto 5.1 Trabalho de parto, o que é? ➢ Conjunto de fenómenos fisiológicos que uma vez postos em prática conduzem á dilatação do colo uterino, á progressão do feto através do canal de parto e á expulsão deste para o exterior ➢ Tem como finalidade expulsar: a) O feto; b) A placenta; c) As membranas 5.1.1 Dilatação VS Expulsão ➢ Dilatação: Abertura do colo uterino, mede-se em cm; ➢ Extinção: Diminuição da espessura do colo uterino, mede-se em % 5.2 Parto, o que é? ➢ Conjunto de fenómenos dinâmicos e mecânicos ativos e passivos que tem como finalidade expulsar o feto-placenta para o exterior; ➢ Ativo: Contrações voluntárias/ Passivo: Contrações involuntárias Indução do trabalho de parto -Gravidas com +/- 41 semanas que não entraram em TP espontâneo; -Pode durar até 2 dias. Propess (prostaglandina) -Colocado na vagina que liberta substâncias que vão realizar contração Misoprostol Ocitocina -EV; -Hormona do “amor” que numa quantidade adequada vai provocar ao longo do tempo contrações musculares no útero; -Auxilia as contrações; -Mais utilizado como indutor 5.3 Períodos do trabalho de parto ✓ 4 fases; ✓ Toda a mulher que tem parto vai passar pelas 4 fases; ✓ Se for cesariana eletiva não vai fazer dilatação 1 PERÍODO- Dilatação extinção do colo 1 fase: Latência -Contrações médias e irregulares (15-20s); -Dilatação até aos 4 cm 2 fase: Ativa -Descida da apresentação; -Contrações rítmicas e intensas; -4-8cm 3 fase: Transição -Descida da apresentação, contrações frequentes e intensas; -VONTADE DE PUXAR; -8 aos 10cm ( DILATAÇÃO COMPLETA) 2 PERÍODO - Expulsão do feto -Decorre desde a dilatação completa até á expulsão completa; -Duração de 2 horas nulípara e 1 hora multípara; -Parte visível é chamada de apresentação Sala de cuidados imediatos ao RN -Pequena cama para prestar cuidados imediatos; -Limpeza (vernix desparece com o tempo); -Avaliar SV e índice de apgar; -AQUECIMENTO Índice de Apgar -Permite avaliar a saúde global do RN e é feito nos 1´s minutos de vida; -IDEAL É OBTER ENTRE 9 A 10; -Bebes possuem irritabilidade reflexa logo não costumam ter reflexos imediatos; -A cor, no trabalho de parto, o RN não está completamente rosado 3 PERÍODO: Dequitadura O desprendimento da placenta ocorre em 2 momentos: -Descolamento da placenta da parede do útero; -Expulsão da placenta e restos do canal de parto; -A dequitadura é a expulsão espontânea da placenta e das membranas após a saída do feto (placenta + saco amniótico) -A placenta é o local onde se estabelecem trocas nutritivas e onde as circulações sanguíneas fetal e maternal entram em contacto !!!! Os coledores (constituintes da placenta) tem de ser removidos, caso não sejam, ocorre o risco de não haver involução uterina e levar a hemorragia vaginal 5.4 Movimentos do TP 4 PERÍODO: Hemóstase/ Estabilização -Decorre desde o nascimento até á dequitadura; -60 min no máximo -Deve permanecer na sala de partos por +/- 2 horas; -Colocar RN á mama; -Vigiar TA/ Pulso/ Perda hemática/ Globo de segurança de Pinard Antes de sair da sala de partos avaliar: -Contratilidade uterina (GSP) em que devemos carregar de cima para baixo no útero e se sentirmos uma “bola” é bom sinal, significa que o útero está em contração DIFERENTE de útero “a babar” significa que sangue não sai pela vagina ficando ao nível abdominal; -Perda hemática; -SV mãe; -Respiração/ cor/ tónus muscular RN 1. Flexão e adaptação da cabeça ao estreito superior 2. Descida da apresentação 3. Rotação interna da cabeça 4. Deflexão e libertação da cabeça 5. Rotação externa da cabeça e interna dos ombros 6. libertação dos ombros e saída do tronco fetal 5.5 Analgesia epidural ✓ Inserção de um cateter na zona da coluna ✓ Sensação na zona abdominal mas não coluna; ✓ Realizado a partir dos 5 cm da dilatação (NUNCA DEVE SER FEITO ANTES POIS PODE SE PERDER A CAPACIDADE DE CONTRAÇÃO E O TP PODE PARAR); ✓ Abolir/ diminuir a perceção dolorosa durante o TP 5.5.1) Vantagens ✓ Atingido um bom relaxamento; ✓ Melhor flx uterino; ✓ Impede o aumento da PA; ✓ Grávida mantem se consiente e colaborante; ✓ Deambulação precoce; ✓ Melhorcontrole de dor pós-parto 5.5.2) IE ✓ Vigiar SV em períodos regulares; ✓ Algaliar; ✓ Vigiar bem estar materno-fetal; ✓ Vigiar dor -Pessoa sentada e de lado; -L2-L3 a L4-L5 Métodos não farmacológicos -Massagem corporal; -Técnicas de relaxamento; -Uso de bola de Pilates; -Aromoterapia; -Musicoterapia -Massagem coporal Hidroterapia -Promove relaxamento durante o TP; -Evita posturas prejudiciais; -Alívio da dor e ansiedade; -Temperatura da água semelhante á temperatura in útero Tipos de parto Parto via vaginal: -Eutócico/normal; -Ventosas (distócico); - Fórceps (distócico) Parto via abdominal: -Cesariana (distócico) Parto eutócico -Não há perturbações que justifiquem o uso instrumental; -Episiotomia (corte lateral do períeno); -Episiorrafia (suturar a mulher); -CONTACTO PELE COM PELE 1º coisa a fazer acalmar a criança Lacerações GRAU I : Mucosa; GRAU II: Fáscia; GRAU III: Esfíncter retal; GRAU IV: Mucosa retal Tema 6 – Puerpério 6.1 O que é? ✓ Intervalo entre o nacimento da criança e o retorno dos órgãos reprodutores da mãe ao seu estado não gravídico; ✓ Pode ser dividido em 3 períodos: a) Imediato: Primeiras 24h; b) Precoce: Até ao final da 1ª semana; c) Tardio: Até ao final da 6ª semana 6.2 Alterações pós-parto Útero Processo de involução -Retorno do útero ao seu estado não gravídico; -Imediatamente após o parto; -Apos o parto a dos níveis de estrogénio e progesterona causam autólise = autodestruição do excesso de tecido hipertrofiado Subinvolução -Incapacidade de o útero regressar ao seu estado não gravídico; -Causas + comuns como retenção de fragmentos placentares ( coledores) e infeção Contrações -A ocitocina reforça e coordena as contrações uterinas e contribui para a hemóstase; -Nas 1ªs pós parto, a contração uterina diminui de intensidade e trona-se descoordenada sendo essencial a toma de ocitocina IV ou IM após a dequitadura para o útero se manter firma e descontraído -ENCORAJAR A MÃE A LEVAR O BEBÉ Á MAMA POIS SUÇÇÃO ESTIMULA LIBERTAÇÃO DE OCITOCINA Colo uterino -Após nacimento colo uterino está mole - 2 a 3 dias após parto fica + pequeno e + firme readquirindo a sua forma normal Vagina e períneo -Regressa ao seu estado normal por volta da 6 a 10 semana -Episiorrafia ou lacerações demoram cerca de 2 a 3 semanas a cicatrizar Hemorroidas frequentemente observadas, prevenindo através: -Alimentação rica em fibras; -Higiene com água fria ou tépida; -Ingerir muita água Abdómen -1º´s dias após parto aparência de ainda estar grávida -Retorno ao seu estado não gravídico 6 semanas AP -Evitar hiperdistenção Sistema endócrino -Devido às grandes quantidades de prolactina a nível sanguíneo não vai haver ovulação (média de 6 meses) -Mulheres que não amamentam, a ovulação pode surgir 27 dias após parto Sistema urinário -Função renal volta ao seu normal 1 mês após o parto -Dilatação das Vias Urinárias persiste durante 3 meses ITU Sistema gastrointestinal EI pode demorar 2/3 a ser restabelecida devido: - Diminuição tonicidade muscular; -Diarreia PP; -Jejum e desidratação -Partos instrumentados com lacerações do esfíncter anal estão associados a uma MAIOR incontinência Sistema cardiovascular -Parto E pode perder-se 500 ml de sangue e numa cesariana o dobro -DC permanece aumentado nas 1ªs 48 horas pós parto e volta ao normal entre a 6 e a 12 semana PP -Aumento transitório da PA durante alguns dias Sistema hematológico -Hgb sobe cerca do 7º dia pós- parto mas na 8 semana volta ao valor normal -Nos 1º dias (10-12 PP) regista-se leucocitose (GB em excesso porque o organismo vê como ameaça) 6.3 Complicações Pós Parto Mastite pleural -Inflamação da mama, associado a estase do leite; -Habitualmente nas primeiras 12 semanas PP; -Profilaxia com higiene rigorosa/ Prevenção de fissuras e ingurgitamento Hemorragia Atonia uterina -Incapacidade de o Miométrio se contrair ou permanecer contraído após expulsão da placenta; -Fatores de risco como Idade Avançada/ Multiparidade/ História Prévia de Atonia/ Placenta Prévia ou DPPNI Traumatismo do canal de parto -Apesar de útero estar contraído existe hemorragia; -Lacerações do períneo, vulva, vagina e colo do útero/ Hematomas da vulva/ Rotura uterina; A) Hemorragias do pós-parto imediato -Retenção de líquidos placentário; -Inversão uterina; -Alterações da coagulação Sistema nervoso -Desconfortos neurológicos induzidos pela gravidez desaparecem pós-parto -Edemas desaparecem pois já não há compressão do nervo cárpico Sistema tegumentar -Cloasma desaparece no final da gravidez -Estrias das mamas/ abdómen e coxas podem ficar + claros mas não desaparecem -Alterações vasculares desaparecem em resposta ao declínio dos estrogénios -“Aranhas” vasculares persistem -As unhas adquirem a dureza e consistencia anteriores B) Hemorragia puerperal tardia -Retenção de restos placentários; -Subinvolução do leito placentário Alterações emocionais -Irritabilidade; -Fadiga; -Vontade de chorar; -Nervosismo; -Sensação de incapacidade -Sentimentos depressivos em situação normal +/- 7 dias, MAS caso PERSISTAM pode ser sinal de Depressão Pós Parto 6.4 Lóquios ✓ Descarga vaginal durante o puerpério constituída por sangue, tecido e muco Hemáticos Sero- hemáticos Serosos -Fluxo vaginal vermelho vivo; -Pode conter pequenos coágulos; -Surgem pós-parto e dura entre 2 a 4 dias -Descarga vaginal aquosa; -Castanho rosada; -Dura +/- 10 dias pós-parto -Descarga vaginal fina; -Amarelada a branca; -Surge após 10º dia e pode durar até 6 semanas pós-parto Infeção Partos vaginais: -Rotura das membranas > 12 horas; -Bacteriúria intraparto; -Múltiplos toques vaginais Cesarianas: -Rotura das membranas > 12 horas; -TP prolongado; -Anestesia geral Relacionadas com o ambiente hospitalar: -Qualidade dos cuidados assistenciais; -Técnicas de assepsia dos profissionais e preparação da utente; -Qualidade da técnica cirúrgica Intervenções de enfermagem á puérpera Objetivos: -Avaliar a recuperação funcional da puérpera; -Promover o vínculo afetivo entre a tríade; -Motivar os pais para prestar cuidados ao RN; -Proporcionar bem-estar e repouso á puérpera Finalidade: -Promoção da autonomia da mulher no pós- parto quer no autocuidado como nos cuidados ao RN. IE à puérpero parto vaginal -Vigiar SV; -Vigiar Globo de segurança de Pinard (tamanho e consistencia) e perda hemática vaginal; - Vigiar episiorrafia (2 vezes por dia e buscar sinais inflamatórios); -Promover ambiente calmo Cuidados 6 horas AP: -Refeição 2 horas AP com hidratação abundante; -1º levante logo que possível; -Cuidados perineais 2x ao dia; -Banho de chuveiro permitido logo após 1 º levante Cuidados diários: -Prestar cuidados ao RN; -Avaliar características dos lóquios (cor/ quantidade/ consistencia/odor); -Avaliar as mamas(SI/ Presença de colostro/ Tipo de mamilos) Cuidados puérpera cirúrgica Primeiras 12 horas: -Acolher e integrar a puérpera na unidade de internamento; -Avaliar estado da puérpera e RN; -Vigiar GSB e perdas hemáticas vaginais; -Avaliar intensidade da dor A partir 12 horas: -Prestar cuidados vulvo-perineais; -Iniciar levante progressivo; -Realização penso de sutura abdominal ao 2 PO ou em SOS Tema 7- Fisiologia dalactação 7.1 Lactação VS Amamentação Lactação- Produção de leite materno Amamentação- Ato de oferecer leite à criança 7.2 Constituição da mama 7.3 Lactação ✓ Produção de leite materno; ✓ 3 estádios: a) Mamogénese- Desenvolvimento e crescimento das mamas ao longo da gravidez b) Lactogénse- Início da produção de leite ( estrogénio) c) Galactopoiese- Manutenção da produção de leite (prolactina SC produção de leite/ DEPENDE da sucção eficaz do bebé e do esvaziamento completo da mama) !!!!! Estrogénio- Ramificação dos ductos Progesterona- Formação de lóbulos Mama Mamilo/ Auréola (EXTERNA) Tecido granular/ Conjuntivo/ Adiposo (INTERNA) Ductos -Estrutura + importante para a lactação; -Bifurcação pelo mamilo; -Transporte do leite Lóbulos -Produzem o leite materno Ligamentos de Cooper -Função da sustentação da mama e dos lóbulos e alvéolos 7.4 Como funciona a amamentação? 7.5 Fator inibidor de lactação (FIL) 7.5 Características do leite materno Colostro Transição Maduro - 1º leite a ser produzido; -Aspeto amarelo e espesso; -Protege contra infeções e alergias (“1ª vacina”) -Produzido entre o 3º e 5º dia AP até 2 semanas; -Aspeto + esbranquiçado; -Composição intermedia entre colostro e maduro; - Aumento dos níveis de gordura no sangue -Produzido até ao 10º dia e com limite 2 anos; -Cor branca; -Rico em proteínas, lactose, vitaminas, minerais, água e gordura Prolactina vai manter-se sempre elevado e vai aumentar cada vez + que o bebé mamar Ocitocina acuta antes ou durante a mamada e permite a ejeção do leite Pensar no bebé/ tocar/ olhar estimula o reflexo de ejeção de leite ≠ Stress/ preocupações/ inseguranças que bloqueiam a reflexão de ejeção do leite Estimulamos o reflexo de ocitocina através de: -Massajar os mamilos e mamas; -Por o bebé á mama; -Contacto visual com o bebé Sinais de reflexo de ocitocina ativo: -Sensação de formigueiro ou picada; -Leite a pingar das mamas quando pensa no bebé ou o ouve a chorar; -Leite a pingar de outra mamam quando o bebé está a mamar. Leite não é retirado da mama FIL Sinal para o hipotálamo Prolactina Produção de leite Tema 8- Amamentação 8.1 Vantagens da amamentação ✓ Favorece o desenvolvimento físico e intelectual do bebé; ✓ Promove o vínculo afetivo; ✓ Bebé chora menos; ✓ Protege a saúde da mãe: a) Regressão + rápida do útero ao tamanho normal; b) Diminuição de hemorragia vaginal; c) Diminuição do risco de cancro da mama 8.2 Colocar o bebé á mama ✓ Cabeça e corpo do bebé alinhados; ✓ O rosto do bebé em frente á mama com o nariz em linha reta, de frente para o mamilo ✓ A mãe deve segurar o corpo do bebé próximo ao seu; ✓ Não pegar na mama em tesoura pois ductos “fechados” e leite não sai -Boca bem aberta; -Queixo a tocar na mama; -Lábio inferior para fora; -Bochechas arredondadas Boa prega -Bebé só abocanha o bico do seio; -Mãe sente dor ao amamentar; -Faz covinha na bochecha ao sugar; -Mamilos ficam com estrias vermelhas no fim da mamada; -Bebé faz ruídos com a língua Má prega 8.3 Cuidados com as mamas ✓ Higiene diária normal (não há necessidade de lavar os mailos antes e após mamadas); ✓ Antes de iniciar a mamada, massajar a mama e realizar exercícios com o mamilo; ✓ No final da mamada, aplicar gota de leite á volta do mamilo e deixar secar ao ar; ✓ Uso de discos protetores; ✓ Uso de soutien de amamentação; ✓ Aplicar creme hidratante no intervalo das mamadas (EVITAR CREMES QUE DEIXEM SABOR À CRIANÇA) 8.5 Conservação do leite Leite Recomendações -Lavar bem as mãos antes de manipular o leite; -Escolher o recipiente (estéril); -Fechar o recipiente logo após a extração do leite; -A quantidade de leite a ser conservado deve ser aproximada à quantidade de leite que o bebé consome Refrigeração -Recipiente de vidro ou plástico Congelação -Recipiente de plástico; -Rotular com data, hora e quantidade de leite extraído de forma a utilizar os + antigos primeiros Recipientes -Sacos esterilizados -Frascos esterilizados; -Biberões esterilizados -A esterilização é feita com água a ferver 8.6 Dificuldades na amamentação Mamilos rasos ou invertidos Mamilos longos ou grandes Mamilos doridos Mamilos com gretas e fissuras -Criança não faz pega corretamente; -Exteriorizar o mamilo antes da mamada Resultados: -Mamilos artificiais; -Tentar exteriorizar o mamilo através de técnicas de exteriorização; -Podemos usar técnica de seringação mas pode levar a danos -Mamilo é maior que a boca dificulta na prega; -Extração de leite para alimentar o bebé -Corrigir a posição da amamentação; -Se interromper mamada colocar dedo mindinho na boca do bebé para interromper sucção; -Se dor continuar por + 1 semana uma das causas pode ser Candidíase (pontos brancos na mama NÃO DEVEMOS DAR DE MAMAR) -Higiene diária; -Corrigir a posição da mamada e a prega do bebé á mama; -Expor a mama ao ar livre; Discos de silicone para proteção; -Discos protetores para prevenir a formação de humidade; -Podemos continuar a dar de mamar 8.7 Ingurgitamento mamário Ingurgitamento mamário Como evitar: - Aumentar freq. das mamadas; -Massajar a mama com movimentos circulares; -Aplicar panos embebidos em água quente durante 10 min antes de cada mamada; -Remover excesso de leite; -Aplicar gelo após mamadas; - Diminuir quantidade de líquidos ingeridos Causas: -Mamadas curtas e pouco frequentes; -Drenagem ineficaz de parte ou de toda a mama (Sucção ineficaz/ Pressão dos dedos durante a mamada); -Tecido mamário danificado; -Entrada de bactérias Tratamento -Identificar e corrigir a causa; -Aconselhar a Mamadas frequentes/ Massagem delicada em direção ao mamilo/ Compressas tépidas; -Sugerir de iniciar a amamentação pela mama sã/ Mudar de posiçã Tema 9- Diabetes gestacional 9.1 Fisiopatologia 9.2 Rastreio (DGS) ✓ 1ª consulta de vigilância pré-natal ( Glicemia em Jejum); ✓ PTGO às 24-28 semanas de gestação 9.3 Vigilância e terapêutica Autovigilância da glicemia Gravidez hormonas que dificultam trabalho da insulina Pâncreas tenta aumentar a produção de insulina mas não é suficiente para os valores de glicose diminuírem AUMENTO dos níveis de açúcar no sangue Prova de tolerância á glicose oral Sobrecarga ao organismo de glicose e ver se o pâncreas consegue produzir insulina suficiente para a degradar Se HBA1c (hemoglobina glicosada) > / = 6,5% diagnóstico provável de DG Realizada de manhã com jejum de pelo menos 8 horas Grávidas tratadas com terapêutica nutricional + atividade física -Pesquisas GB ( 3 a 4 x/dia); -Em jeju ou 1/2h após PA; -1/2h após Almoço; -1/2h após Jantar Grávidas tratadas com insulina -Em jejum; -1h antes da refeição; -1h após as refeições 9.4 DG- Riscos + cuidados 9.5 Rastreio pós-parto ✓ 1ª consulta pós-parto (6 a 8 semana); ✓ Se prova NORMAL Vigilância regular/ Fazer determinações da glicemia em jejum anualmente; ✓ Se prova ALTERADA DM Riscos + cuidados Riscos Maternos -Aumento das taxas de laceração do períneo; -Aumento da prevalência de partos distócicos por cesariana; -Maior incidência de hipertensão; -Nefropatia Riscos fetais/ RN -Maior risco de morte fetal in útero; -Síndrome da dificuldade respiratória no RN; -Traumatismos no parto; -Macrossomia Complicaçõesno parto -Maior % de partos distócicos; -Laceração do colo e da vagina; -Maior desconforto e dor perineal; -Episiotomia + alargada Cuidados de enf ao RN -Pesquisa de GC após a 1 mamada (parte lateral do calcâneo); -GCmuito curto (horas) Fertilização in vitro -O oócito II é fecundado pelo espermatozoide numa proveta de vidro e só depois de fecundado é colocado no útero; -Passos da FIV: Injeção/ Microinjeção intracitoplasmática (ICSI) -Microinjeção de um espermatozoide no ovário sob controle microscópico Transferência intratubária de gametas “GIFT” -Procedimento igual à IA; -A “GIFT” é colocada nas trombas de Falópio enquanto a IA é colocada no útero; -Mulher previamente tem de ser submetida à estimulação farmacológica da ovulação de modo que se de a fusão Transferência intratubária de zigotos “ZIFT” -Semelhante à FIV; -Os óvulos fecundados in vitro vão para dentro da trompa de Falópio e não para o útero Barrigas de aluguer -Fecundação in vitro com os gametas do casal com posterior colocação no útero do acolhimento ou com IA com espermatozoides do elemento masculino e o oócito fornecido pela “mãe de substituição” Criopreservação de embriões -Técnica realizada quando há produção de + embriões do que necessário para a transferência; -Estes embriões são colocados numa solução especial chamada de crioportector; -Utilizados num espaço de 1 ano; -Estes embriões tem menor taxa de sobrevivência comparados com embriões a fresco no entanto esta técnica tem um custo menor Tema 13- Consulta de ginecologia 13.1 Ginecologia VS Obstetrícia • Ginecologia- Ramo da medicina que se dedica á saúde do sistema reprodutor feminino, fazendo a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças; • Obstetrícia- Cuida da mulher na preconceção, gravidez, parto e na recuperação pós-parto 13.2 Consulta de ginecologia ✓ Deve acontecer na adolescência; ✓ Não existe idade certa; ✓ Idealmente antes do início da atividade sexual; ✓ Inadiável após a primeira relação sexual 13.2.1 O enfermeiro deve a) Demonstrar competências na área da ginecologia; b) Realizar ensinos adequados na saúde e doença; c) Aconselhar a comportamentos sexuais e reprodutivos saudáveis; d) Promover cuidados higiénico-dietéticos; e) Estratégias de prevenção de doenças; f) Marcação de exames regulares para a promoção da saúde; g) Antecedentes ginecológicos; h) Marcação de exames regulares para a promoção da saúde; i) Reconhecimento de sinais e sintomas de abuso sexual Aspetos a abordar 1) Identificação da utente -Qualidade de vida, ambiente familiar; -Nome completo, idade, localidade, morada, contacto telefónico,… 2) Queixa principal -Leucorreia (corrimento vaginal), prurido vulvar, coitalgias, cistorragias, metrorragia,…. 3) História da doença atual -Duração, medidas adotadas,… 4) Antecedentes pessoais -Doenças familiares; -Cirurgias; -Patologias (HTA/ DM/ Depressão/..); -Fumadora (nº cigarros p/dia); -Consumo de álcool (diário/ esporádico); -Consumo de drogas/estupefacientes) 5) História familiar -Existência de neoplasias; -DM; -HTA; -Obesidade; -…. 6) Condições socioeconómicas -Nível socioeconómico; -Profissão/ condição habitacional; -Noções de higiene; -Escolaridade; -Situação familiar; -Hábitos de vida saudável 7) História ginecológica -Hx menstrual (Menarca/ DUM/ Regularidade dos ciclos/ Fluxos/..); -Hx sexual (Inicio da atividade sexual, Nº parceiros sexuais, Método contracetivo utilizado, IST); -Antecedentes cirúrgicos; -Menopausa 8) Queixas Mamárias -Nódulos palpáveis; -Escorrência mamilar (características) 9) Queixas urinárias -Incontinência urinaria ( de esforço, urgência ou mista); -Sensação e prolapso vaginal; -Infeções de repetição 10) Corrimento vaginal/ leucorreia -Tipo de corrimento; -Coloração ou cheiro alterados; -Prurido; -Informar sobre características e normalidade de leucorreia fisiológica e muco cervical 11) História obstétrica -Gravidez normal ou de risco; -Nº de gestações/ paridade; -Partos pré-termo/ termo; -Abortamentos; -Indicação de cesarianas; -Idade dos filhos; -Duração da amamentação; -TP espontâneo ou induzido; -Tipo de partos 13.3 Exames Ginecológicos Exame Pélvico Exame abdominal Exame da mama -Procedimento realizado para examinar órgãos femininos e identificar qualquer problema ginecológico; -Inspecionar vulva e períneo para detenção de : Áreas descoloradas/ Soluções de continuidade/ Evidencia de prolapsos/ Introdução do espéculo -Palpação, percussão, auscultação, inspeção (forma das estrias/ diâmetro abdominal/ cicatrizes) -Médico apalpa cada uma das mamas na presença de eventuais nódulos ou gânglios; -Se mulher tiver nodulo, médico devera conseguir caracterizá-lo através da palpação; -Gânglios redondos , macios, lisos e moveis são provavelmente benignos; -Nodulo duro, com forma estranha e irregular que se sente bem preso (ou fixo) dentro da mama é provavelmente cancro Especuloscopia -Visualiza de forma direita e pormenorizada o colo uterino -Introduzir as laminas do especulo fechadas, paralelamente aos lábios vaginais com ligeira inclinação de 15º -Inserir com suavidade e a meio da vagina efetuar rotação de 90º ficando em posição transversa -Abrir o especulo lentamente e expor o colo do útero -PARA EXTRAÇÃO NÃO SE RODA -Espéculos podem ser de plástico ou de metal Toque Vaginal -Permite avaliar a posição do colo vaginal; -Observar o colo (bem posicionado / Consistencia (gelatinosa); -Presença de corpos estranhos -Utilizar dois dedos (indicador e médio), introduzir na vagina. Exame Bimanual -Mão direita com introdução dos dedos indicador e médio na vagina (luvas estreis); -Mão esquerda colocada na parte inferior do abdómen, exercendo ligeira pressão para baixo e para a frente Permite -Identificar a mobilidade do útero; -Identificar tamanho, forma e eventuais massas no útero; -Pressão dentro da vagina; -Palpar os ovários; -Identificar as trompas de Falópio (eventuais massas); -Identificar zonas dolorosas à palpação e defesa da utente Exame Papanicolau -Conhecido por citologia cervical ou colpocitologia Citologia Líquida -Vantagens (Facilita a leitura/ Permite a repetição de esfregaços da amostra/ Realização de outras técnicas diagnosticas como teste do HPV) ; -Desvantagens ( Custo + alto que a convencional) Citologia Cervical -Cuidados (A utente não pode estar menstruada/ Não deve usar lubrificante, preservativo, diafragma/ As irrigações vaginais podem alterar o teste) -Quando realizar (A partir dos 21 anoa e/ou 3 anos do início da atividade sexual/ Se citologia negativa repetir o teste de 3 em 3 anos/ A partir dos 30-35 anos citologia com teste de HPV associado/ O rastreio deve terminar entre os 65- 70 anos em mulheres com citologias repetidas, negativas e satisfatórias) Exame abdominal -Inspeção da área exposta até ao apêndice xifoide -Doente deitada com a bexiga vazia -Inspecionar assimetrias do abdómen, cicatrizes, estrias; -Detetar eventuais áreas dolorosas, massas palpáveis líquidas ou sólidas,… Exames especiais 1) Eco transversal -Visibilidade maior interna e no colo do útero; -Melhoria na qualidade de visualização 2) Colposcopia -Ver o colo do útero em grande resolução; -Teste de Schiller positivo ( se existirem zonas que não adquirem coloração – modificações patológicas) 3) Biópsia cervical -Tirar tecido do colo do útero para análise; -Indolor 4) Crioterapia -Terapia à base de frio em certas doenças no colopara tratar lesões HPV 5) Histeróscopia -Permite visualizar o interior do útero; -Utilizada para investigar sintomas, diagnosticar doenças e até para tratamento; -Utilizado histeroscópio que se introduz através do canal vaginal, sem que seja necessário incisões na pele 6) Aspiração por Varba -Colo do útero tem que estar dilatado; -Cânula acoplado a uma seringa que vai aspirar resíduos interiores; -Pode ser feita em ambulatório 7) Curetagem uterina -É uma cirurgia em que é feita raspagem da parede do útero para remover o seu conteúdo, sendo indicada em casos de aborto ou sangramento uterino grave; -Analisar o endométrio; -Aumenta o risco de infeções no útero e de perfuração uterina 8) Conização -Remover uma “fatia” do colo do útero; -Gravidez de risco-cesariana (risco de hemorragia no colo do útero é grande); -Procedimento cirúrgico realizado com bisturi, laser ou ansa diatérmica remover uma “fatia” do colo uterino, abrangendo a lesão que se pretender excisar 13.4 Exame das mamas 13.4.1. Autoexame das mamas • Realização: 1 vez por mês/ 4 a 5 dias após a menstruação • Posicionamento a) Braços ao longo do corpo; b) Braços na cintura; c) Braços levantados; d) Deitada 13.4.2 Exames auxiliares de diagnóstico Mamografia Eco Mamária Galactografia Citologia do corrimento mamilar Biópsia por agulha Biópsia aberta -Tem como finalidade obter imagens da mama através das quais se detetam lesões não palpáveis; -Realizada a partir dos 50-69; -Demora entre 10 e 15 min no total -Visualização da imagem provocada pelas ondas sonoras; -Indicada após mamografia duvidosa/ 1ª opção numa mulher com 35 anos); • Primos diretos; • História familiar de aneuplodia ; Síndrome de Down (21) -Atraso cognitivo (pode ser mais marcado ou menos marcado) -Mãos pequenas e dedos curtos -Baixa estatura -Cabeça arredondada e crânio pequeno -Orelhas pequenas e descaídas -Pega transversal única (palma das mãos) -Nariz pequeno e achatado -Língua grande em relação á cavidade oral Cardiopatia congénita -Motivo principal de morte precoce; -Normalmente não ultrapassam os 40 anos ✓ Marcadores bioquímicos são obtidos através do sangue materno entre as 9 e 13 semanas + 6 dias de gravidez; ✓ A ECO é realizada entre as 11 e 13 semanas + 6 dias e avalia a translucência nuca (TN) Síndrome de Edwards (18) -Raramente chegam á adolescência -Hipertonicidae (estão sempre a mexer-se) -Lábio leporino e fenda do palato -Implantação baixa das orelhas -Mandíbula recuada e boca pequena -Dedos cerrados e encurvados -Malformações cardíacas, renais, genitais e respiratórias -Atraso cognitivo (marcado, NÃO TEM CAPACIDADE DE APRENIDZAGEM) Síndrome de Patau (13) -Principal causa de abortamento espontâneo nos 1º 3 meses (seleção natural) -Atraso cognitivo -Fenda labial e/ou palatina -Anomalias cardíacas -Polidactilia (mão com + 5 dedos) -Punhos cerrados, plantas pés arqueadas -Medir a espessura que tem a pele da nuca; -Crianças com síndrome apresentam uma espessura maior que 1mm 14.2 Amniocentese ✓ Permite detetar anomalias cromossómicas; ✓ Realizada entre as 16-18 semanas; ✓ Consiste na colheita de líquido amniótico (L.A) através de punção com uma agulha sob controlo ecográfico continuo; ✓ Retira-se LA cerca de 1 ml por semana de gestação (criança com 15 semanas de gestação vamos colher 15 ml); ✓ Após procedimento repouso durante 48 horas; ✓ Risco de abortamento é MAIOR 14.3 Biópsia das viscosidades coriónicas ✓ Realizada no 1º trimestre da gravidez (ideal entre as 11-13s + 6 dias); ✓ Consiste na obtenção de tecido trofoblástico por biopsia/ aspiração; ✓ Permite estudos citogénicos, bioquímicos e moleculares 14.4 Cordocentese ✓ Colheita de sangue fetal através da punção da veia do cordão umbilical; ✓ Realizada a partir das 18 semanas de gestação; ✓ ÚLTIMO RECURSO; ✓ Veia e não artéria, porque a veia é + superficial Tema 15- Infeções vaginais 15.1 Fatores de risco para Infeções Vaginais ✓ Higiene deficitária; ✓ Gravidez, ✓ Alergias; ✓ Uso incorreto de tampões; ✓ DM (Aumenta concentração de glucose Altera Ph da vagina Candidíase); ✓ ATB de largo espectro; ✓ Roupas sintéticas (calças apertadas, senhora com IV pode usar saia e em casa usar saia sem cuecas); ✓ Roupas íntimas apertadas; ✓ Baixos níveis de estrogénio 15.2 Sinais e Sintomas ✓ Prurido, ardência ou irritação; ✓ Alteração do corrimento (Volume, cor, odor); ✓ Edema; ✓ Eritema; ✓ Dispareunia (Dores nas relações sexuais); ✓ Disúria; ✓ Coitorragias (Hemorragia vaginal após relações sexuais) 15.3 Infeções sexualmente transmissíveis (IST) ✓ Infeções contagiosas; ✓ A forma + frequente de transmissão é através das relações sexuais; ✓ Prática de sexo seguro é a melhor forma de prevenir as IST Candidíase -NÃO É UMA IST; -Alterações no sistema imunitário; -Oral/ Vaginal são as + comuns Manifestações clínicas -Corrimento branco, grumoso, espesso com placas aderentes às paredes vaginais; -Prurido vulvar (2º sinal + importante); -Rubor; -Dispareunia Tratamento á base de antibioterapia Herpes -Controlado não mata; -Uma das infeções + comuns no mundo; -Pode aparecer em qualquer parte do corpo; - + frequente nas mucosas; -Quem tem herpes fica afetado para toda a vida; -Relações sexuais protegidas independente do estadio 2 Subtipos -HS1 causador do herpes labial; -HS2 causador do herpes genital -Período de incubação é de 1 semana Manifestações -Aparecimento de lesões; -Dor e prurido associado às lesões Vírus do Papiloma Humano (HPV) -Das IST mais comuns a nível mundial; -Classificados em vírus de “baixo risco” ou de “alto risco” em funçãodo seu potencial oncogénico -Importante vacinação de raparigas com 13 anos, uma vez que, o Colo do útero está associado ao HPV Condiloma Acuminado -Lesões benignas induzidas por HPV de baixo risco; -Caracteriza-se por saliências carnudas (como “massas moles rosadas e vascularizadas; esbranquiçadas secas ou pápulas hiperpigmentadas); -Dolorosas; -Tratamento cirúrgico, uma vez que, HPV é um vírus logo os ansiolíticos não funcionam Vaginose Bacteriana -Designada também por Vaginite Gardnerella Vaginalis inespecífica Manifestações clínicas -Secreção branco-acinzentada a branco- amarelada, aderida á vulva externa e paredes vaginais; -Inflamação do epitélio vaginal (sensação de queimadura, prurido); -Odor intenso (“cheiro a peixe”) AGRAVA PÓS COITO (é o que diferencia da candidíase uma vez que a secreção é semelhante) Fatores de risco -Coito durante o período menstrual; -Início precoce da atividade sexual; -Múltiplos parceiros sexuais; -Irrigações vaginais -Tratamento com antibioterapia Clamydia trachomatis -Transmissão sexual de origem bacteriana; -A mais comum a nível mundial; -Período de incubação entre 7 a 21 dias Manifestações clínicas -Leucorreia purulenta (corrimento com a presença de um agente patogénico, cor esverdeada); -Uretrite; -Endometrite Causas -Causa da DIP; -Infertilidade; -Gravidez ectópica Gonorreia -Transmissão sexual de origem bacteriana; -A 2º + comum a nível mundial; -Período de incubação 2 a 7 dias Manifestações -Leucorreia purulenta; -Disúria Causas -Endometrite; -DIP; -Salpingite (inflamação das tubas uterinas); -Infertilidade; -Gravidez ectópica -O tratamento é com antibioterapia, uma vez que, é difícil de remover sozinha Tricomoníase -Infeção que afeta a vagina, uretra, glândulas peri-uretrais e peri-vaginais Manifestações -Corrimento vaginal espumoso e arejado ou amarelo-esverdeado; -Eritema vulvar e vaginite; -Prurido vulvar; -Disúria; -Dispareunia -A presença de “bolhas de ar” é um sinal prodrómico, pois é característica desta doença apenas Sífilis -Período de incubação entre 10 e 90 dias; -Evolução lenta Estadio Primário -Desenvolvimento da lesão primária nos genitais ou colo uterino; -Úlcera dura, com adenopatias e indolor; -Regride passadas 2 a 6 semanas Estadio Secundário -Disseminação do agente com rash cutaneo (manchas avermelhadas) generalizado; -Regressão espoentanea das lesões 2 a 6 semanas Estadio Terciário -Sem tratamento; -Afeções do sistema cardiovascular /Musco esquelético e SNC; -Elevada morbilidade e mortalidade 15.4 Não IST Cervicite aguda e crónica -Doença sexualmente transmitida; -É uma inflamação que pode gerar infeção Manifestações -Secreção vaginal mucopurulenta; -Dor lombar; -Polaquiúria e urgência urinária Bartholinite -Inflamação das Glândulas de Bartholin; -Dolorosa; -Tratamento com antibioterapia ou a junção de antibioterapia e cirurgia Manifestações -Tumefação; -Edema; -Dor; -Eritema em torno das glândulas; -Abcesso da glândula 15.5 Ensinos ✓ Ir a consultas de ginecologia de rotina; ✓ Explicar o que é uma boa higiene; ✓ Evitar o uso de roupa íntima de nylon e lycra (Usar Algodão); ✓ Evitar penso diário; ✓ Depois da micção/ dejeção limpar-se cuidadosamente da frente para trás); ✓ Evitar irrigações vaginais; ✓ Cuidados pré-conceção, pré-natal e pós-natal; ✓ Mudar frequentemente o penso higiénico durante o período menstrual; ✓ Lavar-se após práticas sexuais; ✓ Evitar comportamentos de risco como múltiplos parceiros – UTILIZAR PRERSEVRATIVO NAS RELAÇÕES SEXUAIS Tema 16- Menopausa 16.1 Menopausa, o que é? Tipos ✓ Ciclo menstrual e ovárico terminam; ✓ O diagnóstico clínico ocorre após 1 ano de amenorreia (se tiver 6 meses sem menstruação, não é menopausa mas sim amenorreia); ✓ Ocorre entre os 45-55 anos; ✓ Quanto mais cedo for a menarca mais cedo irá ser a menopausa ✓ Menopausa primária a) Ocorre por causas naturais ✓ Menopausa secundária a) Causas não naturais b) Menopausa cirúrgica, por exemplo 16.2 Climatério, o que é? Sintomas ✓ Declínio da função ovárica, começa 2/3/4 anos antes da menopausa; ✓ Sintomas a) Afrontamento ou calores (sintoma + frequente);~ b) Irritabilidade; c) Fadiga; d) Falta de paciência; e) Ansiedade e Depressão; f) Redução da concentração; g) Fadiga 16.3 Impactos menopausa Osteoporose -Perda exponencial de tecido ósseo; -A falta de estrogénios leva desmineralização dos ossos após a menopausa redução de conteúdo de cálcio nos ossos tornam-se fracos fraturas -Recomendado fazer exame “densitometria óssea” para quantificar a “falta de cálcio” Terapia de substituição -Realiza-se, pois a toma de cálcio não resulta; -Entrada no climatério; -A fratura + frequente é a da anca Fatores de risco -Menopausa antes dos 45 anos; -Menopausa cirúrgica (histerectomia + ooforectomia); -Fumadoras; -Ingestão escassa de leite ou derivados; -Não realização de exercício físico Reduzir o risco de osteoporose -Cuidados alimentares (beber leite diariamente ou derivados); -Ter uma vida ativa com exercício físico (andar a pé +/- 30 min ao dia) Doenças cardiovasculares -Durante o período fértil as mulheres estão protegidas contra doenças cardiovasculares devido aos estrogénios; -Após a menopausa há uma diminuição de estrogénios, aumentado o risco de doenças cardiovasculares Após menopausa, AUMENTO LDL e diminuição HDL Mulheres com maior risco de doenças cardiovasculares -Alimentação rica em gorduras; -Não fazem exercício físico; -Fumadoras; -Stress; -Antecedentes familiares de doenças cardiovasculares Saúde mental -As funções cerebrais vão ser afetadas com a idade -Aconselhar a exercitar a mente (animadores em lares/ serviços) Atrofia aparelho urogenital -Uretra, bexiga e vagina tornam-se + frágeis, menos resistentes e + suscetíveis a infeções; - + frequente IU ITU -Perda de urina quando se riem, espirram, tossem ou pegam em pesos; -Conselhos de beber 2 L/dia de água e realizar exercícios de Kegel Tratamento hormonal -Indicado no combate aos sintomas da menopausa Indicações terapêuticas -Todas as mulheres nas quais existem razões para prevenir osteoporose, doenças cardiovasculares e a doença de Alzheimer Benefícios -Diminuição dos afrontamentos, suores noturnos, insónias, irritabilidade, alterações de humor, dificuldade de concentração, fadiga e falta de energia, secura vaginal e diminuição do risco de osteoporose e fraturas Contraindicações -CA da mama (considerando hormonodependentes); -Antecedentes de embolia pulmonar ou de TV; -Doenças cardíacas graves ou mal controladas Tema 17- Consultas de Enfermagem 1) Identificação do utente e profissional de saúde ✓ Identificar a pessoa a) Nome completo; b) Data de nascimento; c) BI ✓ Podemos verificar o nome através da pulseira e perguntar á própria pessoa + processo 2) Anamnese ✓ Recolha de dados 3) Planeamento ✓ Melhorar método contracetivo, por exemplo; ✓ Como se toma a pílula; ✓ Pode ser independente ou interdepende a) Independente- O enfermeiro começa e acaba a ação; b) Interdependente- Começa por um profissional (médico) e acaba com outro (enfermeiro) 4) Avaliar