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Estágio Mulher 
Tema 1- Sistema reprodutor e as alterações ao longo do ciclo da vida 
reprodutores femininos 
 
1.1Órgãos reprodutores femininos 
Órgãos reprodutores externos 
 
Órgãos reprodutores internos 
Grandes lábios 
-Protegem os pequenos lábios e o introito vaginal; 
-Possuem glândulas sebáceas e sudoríparas; 
 -Superfície interna húmida; 
-Superfície externa pelos 
 
Vagina 
-Fica entre o reto e a bexiga; 
-Infância: PH+ alcalino; 
-Idade reprodutiva: PH ácido; 
-Gravidez: PH ácido mas menos do que em IR; 
-Climatério: PH alcalino 
Pequenos lábios 
-Cor avermelhada e aparência de uma membrana mucosa; 
-Não possuem pelos; 
-Estendem-se do clitóris até a fúrcula 
 
Útero 
-Tamanho de um útero não gravídico é de 7 cm; 
-Perimétrio/ Miométrio e endométrio; 
-Menstruação/ Gravidez e Parto; 
-Possui como anexos as trompas de Falópio e ovários 
 
Clitóris 
-Constituído por tecido erétil; 
-Segrega esmega que atua como feromona (hormona 
responsável pela atratividade); 
-Estimula e aumenta o nível sexual; 
-Aumenta de tamanho quando estimulada 
 
Trompas de Falópio 
- +/- 10 cm de comprimento; 
-Constituído por fimbrias (levam o óvulo)/ Infundíbulo/ 
Ampola/ Istmo; 
-Permite a fecundação 
Monte de vénus 
-Reveste a sínfise púbica; 
-Papel importante no parto; 
-Confere sensualidade e proteção da sínfise púbica durante o 
coito 
 
Ovários 
-Sofrem alterações ao longo do ciclo de vida da mulher; 
-Ovogénese ( proliferação/ crescimento/ maturação); 
-Ovulação (expulsão do ovócito maduro); 
-Secreção das hormonas femininas (estrogénio e 
progesterona) 
 
 
Glândulas Bartholin e Glândulas de Skene 
-GB tem como função a lubrificação; 
-GS produzem gordura que permitem o ato sexual 
 
 
 
 
 
 
Vestíbulo vaginal 
-Onde se localizam as GS; vagina; meato uretral e GB; 
-Superfície facilmente irritada provocada por produtos 
químicos; roupa apertada 
 
Estrogénio e progesterona 
-Estrogénio: “Dão” as características sexuais femininas; 
-Progesterona: É produzida no 14º dia do ciclo menstrual 
após ação do LH/ Dá sustentação ao endométrio para receber 
uma eventual gravidez 
 
Introito vaginal/ Orifício vaginal 
-Hímen existe sempre; 
-Permite a saída de menstruação/ Penetração e expulsão do 
feto 
 
 
Meato urinário 
1.2 Ciclo ovariano 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
✓ Os óvulos são revestidos por membranas chamadas de folículos; 
✓ Ovócito primário ovulo maturo e que sobre a ação do FSH ele começa a 
estimular o folículo passando a Ovócito secundário 
 
 
 
 
 
 
✓ No 14º dia ocorre um pico de LH fragilizar folículo de Graaf ovulo vai 
para as trompas de Falópio a fim de ser fecundado por um espermatozoide; 
✓ Folículo de Graaf que agora está vazio vai formar uma estrutura nos últimos 14 
dias chamado de corpo lúteo/ amarelo 
Dia 0 Dia 14 Dia 28 
FSH 
LH 
Folicular OVULAÇÃO 
Lútea 
13/14º dia este vai crescer cada 
vez mais e passar a ovócito 
terciário 
Quando este atinge a sua 
maturidade é conhecido como 
folículo de graaf 
 
 
 
 
 
Óvulo Fecundado: 
✓ Vai pelas trompas de Falópio até ao útero fica implantado na parede do 
endométrio espessado NIDAÇÃO onde o ovulo fica no endométrio e 
começa a haver desenvolvimento do embrião 
NIDAÇÃO corpo lúteo mantém-se concentrações de estrogénio e 
progesterona mantem-se 
 
Óvulo não Fecundado: 
✓ Corpo lúteo regride corpo albicans queda nas concertações de estrogénio 
e progesterona menstruação; 
✓ Corpo lúteo regride 10 a 12 dias após a ovulação 
 
1.3 Ciclo Menstrual 
✓ Inicia-se com a menarca; 
✓ Fase proliferativa: Aumento da espessura do endométrio; 
✓ Fase secretora: Não há fecundação; 
✓ Fase menstrual: progesterona, o endométrio necrosa hemorragia vaginal 
 
Vai ser responsável pela 
produção de progesterona, que 
vai então, aumentar a espessura 
do endométrio nos últimos 14 
dias 
1.4 Alterações do sistema reprodutor 
1. Amenorreia 
✓ Ausência de menstruação em fase reprodutiva da vida 
✓ Primária 
a) Incapacidade de desencadear menstruação; 
b) Mulher que nunca teve menstruação; 
c) Após 16 anos é sinal de alerta 
d) Pode ser causada por malformação ovárica/ anorexia nervosa/ 
stress emocional…. 
 
✓ Secundária 
a) Ausência de períodos menstruais durantes 6 ou + meses, após 
um período de menstruações regulares; 
b) Pode ser causada por gravidez/ Menopausa/ Quisto ou tumor 
ovárico…. 
 
2. Dismenorreia 
✓ Dor pélvica cíclica que ocorre antes ou durante o período menstrual 
✓ Primária 
a) Inicio pouco tempo depois da menarca; 
b) Sem causa identificável 
 
✓ Secundária 
a) Inicio numa fase + tardia; 
b) Associada a doença ginecológica 
 
 
 
 
 
3. Endometriose 
✓ Crescimento do tecido endometrial fora da cavidade uterina; 
✓ Principalmente nos ovários e peritoneu 
✓ Sintomatologia: 
a) Dor a urinar ou defecar; 
b) Infertilidade; 
c) Dismenorreia 
 
 
 
4. Pólipos cervicais 
✓ Tumorações benignas visíveis na região cervical; 
✓ Desenvolvem-se no endocervix (parte interior do útero); 
✓ Características: 
a) Moles; 
b) Gelatinosos; 
c) Sangram com facilidade; 
d) Podem sofrer necrose e inflamação 
 
5. Prolapso uterino 
✓ Deslocamento ascendente do útero; 
✓ Graus: 
a) Colo do útero surge no orifício vaginal; 
b) Colo do útero atinge o introito vaginal; 
c) Exteriorização do colo e corpo do útero para além do introito 
vaginal 
 
 
6. Miomas uterinos/ leiomioma 
✓ Aumentos anormais de uma parede muscular; 
✓ Submucosos (+ comuns/ aumenta a parede muscular por baixo da 
mucosa); 
✓ Intramural (proliferação dentro do próprio musculo); 
✓ Subcerosos 
 
1.5 Doença benigna da mama 
1.5.1 Órgãos acessórios 
➢ Mama; 
➢ Mamilo; 
➢ Auréola 
 
Mama 
-Glândulas cutâneas; 
-É constituída por Tecido glandular/ Tecido fibroso 
(sustentação das estruturas internas)/ Tecido adiposo e 
Ligamentos de Cooper 
 
 
 
Mamilos 
 
 
-Dotados de grande sensibilidade e tecido erétil
 
 
 
Auréola 
-Possuem aspeto discoide com cerca de 15-20 mm; 
-Apresentam coloração escura nas jovens e nulíparas; 
-Coloração rosada após fecundação; 
-Amarelo-acastanhado durante a gravidez; 
-Castanho-escuro após aleitamento materno que depois 
torna-se clara 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doença fibroquistica da mama 
-Ocorre á medida que os ductos se dilatam e os quistos se 
formam; 
-Moles, bem delineados e móveis; 
-Podem conter líquido transparente/ Branco/ Leitoso/ Cor 
palha e sangue; 
-Podemos aconselhar a um uso de sutiã de sustentação/ 
ingestão de café e sal/ Administração de anti-inflamatórios 
 
Fibroadenoma 
- Tumor benigno; 
-Duro, redondo, móvel, não depressivo; 
-Crescimento rápido e constante 
 
Papiloma intraductal 
-Pequeno tumor benigno que cresce dentro de um ducto 
lactífero (“onde o leite passa”); 
-Produz derrame sanguíneo; 
-Raramente palpáveis 
 
 
 
Mastite aguda 
-Doença infeciosa + comum no pós-parto relacionada a 
amamentação; 
-Causada por ductos obstruídos/ Traumatismo da mama/ Uso 
de sutiã inapropriado 
-Prevenção através de um sutiã apropriado/ Adotar posições 
confortáveis para a mãe e bebé durante a amamentação/ 
Esvaziar a mama complementarmente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se não tratada ou tratada tardiamente pode 
levar a um abcesso 
Tema 2 – Planeamento familiar 
2.1 Qual é o papel do médico/ enfermeiro? 
✓ Forma correta de utilização; 
✓ Eficácia 
✓ Vantagens e desvantagens; 
✓ Efeitos secundários; 
✓ Riscos; 
✓ Benefícios não contracetivos dos vários métodos 
 
2.2 Métodos contracetivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hormonais 
Pílula 
-Muito eficaz; segura e reversível; 
-Benefícios além da contraceção; 
-Efeitos colaterais como ganho de peso/ cefaleias/ alterações do 
humor,.. nos primeiros 3 meses; 
-Não protege das DST; 
-Tipos: 
 COC ( ContracetivoResultados 
✓ Devemos avaliar se o que foi dito foi entendido pela pessoa ou não; 
✓ No final da consulta podemos fazer perguntas à pessoa acerca daquilo que foi 
dito 
 
!!!! 
Enquanto enfermeiros devemos ter uma postura correta 
✓ Ter a pessoa presente no nosso horizonte visual; 
✓ Utilizar uma linguagem e termos adequados à literacia da pessoa; 
✓ Ver se a pessoa percebeu através de um feedback (adequado à idade da pessoa) 
 
17.1 1º Consulta 
 
História Clínica 
História Ginecológica: 
-Menarca; 
-Ciclo menstrual e características; 
-IST/ outras do foro ginecológico; 
-História de infertilidade; 
-Data do último exame Papa Nicolau; 
-Nº parceiros sexuais 
 
 
 
Exame físico: 
✓ Inspeção da grávida 
 
1. CABEÇA 
a) Face (cloasma, edema); 
b) Olhos (edema palpebral, perturbações visuais); 
c) Boca (cáries dentárias, gengivorragias); 
d) Pescoço (edema, nódulos palpáveis) 
 
2. MEMBROS SUPERIORES 
a) Edemas 
 
 
 
História Obstétrica: 
-Inicio da atividade sexual; 
-Método anticoncecional usado e data de 
interrupção; 
-Nº de gestações e paridade, sexo e peso dos 
filhos ao nascimento; 
-Tipo de partos (episiotomia, lacerações); 
-Intervalo e duração das gestações; 
-Abortamentos ou IVG; 
-Puerpério com ou sem complicações 
 
3. TÓRAX 
a) Mamas (exame da mama, tipo de mamilo, existência de lesões 
mamilares, cicatrizes) 
 
4. ABDÓMEN 
a) Cicatrizes; 
b) Estrias; 
c) Distribuição pilosa; 
d) Textura/ Hidratação; 
e) Alterações de pigmentação; 
f) Presença de ruídos intestinais; 
g) Presença ou não de hérnias 
 
5. ÓRGÃOS GENITAIS 
a) Inspeção/ observação; 
b) Verificar presença de varizes, incontinência urinária; 
c) Recolha de exsudado para exame Papanicolau 
 
6. MEMBROS INFERIORES 
a) Rede venosa periférica; 
b) Edema; 
c) Varizes 
 
 
Tema 18- Cuidados perineais à puérpera 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
!!!! SINAIS DE ALERTA 
- Febre/ Hemorragia 
-Contrações nos primeiros dias é normal, sinal de útero a regredir 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Perineais 1) Anamnese 
-Troca de informação entre o 
profissional de saúde e a mulher 
-Sinais e sintomas/ Existência de 
dúvidas ou não 
2) Lóquios 
-Observar penso higiénico; 
- COR (deve ser hemático 24h após parto); 
-CHEIRO (infeção); 
-QUANTIDADE 
3) Observar períeno 
-Cor; 
-Episiorrafia (sinais inflamatórios/ 
cicatrização); 
-Grandes e pequenos lábios 
4) GSP 
-Involução uterina; 
-Empurrar em direção ao períneo 
 
5) Limpeza/ Desinfeção 
-Limpar na direção (limpo 
sujo); 
-4 a 6 vezes 
6) Secagem 7) Ensino 
-Garantir que haja 
conhecimentos suficientes 
para a tornar independente no 
domicílio 
Mamas 
1) Leite 
-Presença ou não de leite; 
-Apertar a mama 
2) Fissuras 3) Rubor/ Calor 
4) Mamilos 
5) Simetria 
6) Ingurgitamento/ Mastite 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recém-nascido -Dente 
-Presença de reflexos 
-Eliminação 
Cotão umbilical 
-Aspeto; 
-Sinais inflamatórios e 
infeciosos; 
-Mumificação (7 dias); 
-Sinais de traumatismo 
 
Tema 19- Banho ao RN 
19.1 Onde é realizado ? Materiais 
✓ Realizado antes da saída da maternidade 
✓ Materiais 
a) Água; 
b) Gel; 
c) Óleo de amêndoas; 
d) Roupa; 
e) Fralda; 
f) Termómetro ( Se não o tivermos podemos usar o pulso ou cotovelo para 
avaliar a temperatura da água) 
 
19.2 Procedimento 
1. Colocar água fria e só depois água quente; 
2. Colocar um dedo ao alto na água (medir “nível da água” 1 dedo é o 
recomendado); 
3. Realizar primeiro higiene perineal caso haja fezes; 
4. Óleo de amêndoas usado 3 meses de vida; 
5. Após 3 meses podemos escolher algo que gostemos, mas devemos usar 1 
produto de cada vez para ver se o bebé apresenta alguma reação (NÃO DEVE 
TER PERFUME); 
6. Bebé “fixo” por “anel” 
 
 
 
 
 
 
2. Lavamos o bebé com esponja, compressa ou com a mão; 
3. Cara (compressa); 
 
4. Órgãos genitais final (salvo exceção acima referida) 
5. Caso bebé chore, colocamos em decúbito ventral; 
6. Ao tirar da água tiramos o bebé de lado, embrulhamos de seguida secamos e 
colocamos o bebé para cima; 
7. Fazer “rolinho” para o bebé não perder calor; 
8. Colocar fralda; 
9. O coto fica fora da fralda; 
10. Higiene do coto com álcool a 70% se: 
a) Serosidade; 
b) Bebé fizer fezes ou urina para cima do cordão umbilical 
11. No hospital o banho é dado em dia de pesagem e devemos pesar antes do banho; 
12. A água deve estar a uma temperatura morna 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tema 20- Cuidados ao RN 
20.1 Tipos de Cuidados 
1. Cuidados Imediatos 
✓ Necessários para apoiar a transição fetal-neonatal imediata (primeiras 
2h); 
✓ Fazer quando o RN nasce; 
✓ Queremos que o bebé chore, é essencial 
 
2. Cuidados Mediatos 
✓ Registos de cuidados; 
✓ Os registos necessários e cuidados após a transição imediata 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cuidados prévios 
-Faz parte dos cuidados imediatos; 
-A sala tem de estar preparada; 
-Convocação da equipa, preparação dos 
materiais e do ambiente 
Ambiente 
-A sala/bloco deve estar entre os 23 e 26º C; 
-Luz ambiente deve ser difusa 
Equipa 
-Além da equipa de obstetrícia deve estar 
presente a equipa de pediatria e um enfermeiro 
neonatologia, ambos com pratica de 
reanimação neonatal 
Materiais 
-Materiais fixos e materiais 
consumíveis 
Transporte 
-Uma incubadora de transporte 
com possibilidade de 
oxigenoterapia, VNI, ventilação 
assistida e perfusão de fluídos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cuidados Imediatos ao RN 
-Secar, aquecer e estimular 
bebé; 
-Avaliar a vitalidade ao 
nascer 
-Avaliar a respiração e a cor do 
bebé; 
-Manter permeabilidade da VA 
-Decidir se o bebé 
necessita de 
reanimação 
-Clampar e cortar o cordão 
umbilical 
-Colocar o RN em 
contacto com a mãe 
Champagem e corte do cordão 
umbilical 
-1 minuto após parto; 
-2 a 3 cm após anel umbilical 
 
Tema 21- Exame Físico 
21.1 Classificação do RN de acordo com o peso e a IG 
✓ IG é o tempo de conceção até ao nascimento; 
✓ Classificação: 
a) Póstermo: + de 42s de IG; 
b) Termo: 37 a 41s + 6 dias de IG; 
c) Prétermo: - de 35s de IG; 
d) Prematuridade Tardia: 34 a 36s + 6 dias de IG; 
e) Prematuridade Moderada: 32 a 33s + 6 dias de IG; 
f) Prematuridade Severa: 28-31s + 6 dias de IG; 
g) Prematuridade Extrema:genital masculino e feminino 
-Observação do pénis/ prepúcio/ presença de 
testículo nas bolsas; 
-Pequenos e grandes lábios são proeminentes/ 
Clitóris edemaciado; 
-Dejeção de mecónio até às 48h 
Membros superiores 
-Simetria/ Avaliar a amplitude de 
movimentos/Paralisia do plexo braquial/ 
Malformações/ Avaliar pulso braquia 
Membros Inferiores 
-Avaliar simetria/ Amplitude de movimentos/ 
Coloração e rede venosa/ Malformações 
21.3 Testes de triagem neonatal 
✓ Rastreio cardíaco; 
✓ Retinopatia da prematuridade; 
✓ Teste de Guthrie (DP) 
 
21.3.1 Rastreio cardíaco 
✓ Oximetria de pulso (permite quantificar a hipoxia); 
✓ Colocar um sensor no MSD e outro em qualquer um dos outros membros; 
✓ Comparar os dados e proceder de acordo com o protocolo; 
✓ O exame não deve ser inferior a 2 minutos; 
✓ O RN não deve estar a ser alimentado e deve estar sossegado; 
✓ Avaliar TA nos 4 membros 
 
21.3.2 Teste de Guthrie 
✓ Rastreio de fenilcetonúria (atualmente faz pesquisa de 25 doenças do 
metabolismo); 
✓ Diagnosticar nas primeiras semanas de vida doenças que, uma vez identificadas, 
permitem o tratamento precoce que evita a ocorrência de atraso mental doença 
grave irreversível ou mesmo, a morte da criança 
 
21.4 Reflexos Primitivos 
✓ Estão presentes no desenvolvimento motor normal de todas as crianças e 
produzem como resultado um conjunto de respostas para cada estímulo; 
✓ Reflexo de Moro (susto); 
✓ Reflexo de marcha; 
✓ Reflexo de Babinsky; 
✓ Reflexo de preensão palmar e plantar; 
✓ Reflexo de fuga à asfixia; 
✓ Reflexo de busca; 
✓ Reflexo de sucção; 
✓ Reflexo de deglutição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tema 22- Conceitos utilizados em SMO + Resumo geral 
• D.U.M- Data da última menstruação 
• D.P.P- Data provável de parto 
• IG- Idade Gestacional 
• A.U- Altura uterina 
• Para- Paridade 
• Gesta- Gestação 
• I.T.P- Início trabalho de parto 
• T.P-Trabalho de parto 
• APPT- Ameaça de parto pré-termo 
• C.U- Contrações uterina 
 
 
 
1. Mortalidade fetal precoce- Óbitos fetais referentes a fetos com idade 
gestacional ou =28 semanas 
 
4. Mortalidade neonatal precoce- Óbitos de crianças nascidas vivas e que 
faleceram com menos de 7 dias de idade 
 
5. Mortalidade neonatal- Óbitos de crianças nascidas vivas e que faleceram com 
menos de 28 dias de vida 
• CTG- Cardiotocografia 
• R.P.M- Rotura Prematura das Membranas 
• R.B.A- Rotura da bolsa de águas 
• L.A-Líquido amniótico 
• D.P.P.N.I- Deslocamento prematuro das 
membranas 
• RCIU- Restrição crescimento fetal intra 
uterino 
 
 
 
 
 
6. Mortalidade perinatal- Óbitos fetais com 28 ou + semanas de gestação e óbitos 
de nados vivos com menos de 7 dias de idade 
 
7. Mortalidade pós-neonatal- Óbitos de crianças nascidas que faleceram com 
mais de 28 dias e 7 dias) e/ou excessiva 
(>80ml) 
 
Metrorragia 
a) Hemorragia uterina que ocorre de forma irregular e/ou intermenstrual 
 
Amenorreia 
a) Ausência de menstruação por um período > ou = a 6 meses numa mulher 
não menopáusica 
 
Menometrorragia 
a) Hemorragia uterina irregular com menstruações excessivas (>80ml) e 
prolongadas (>7 dias) 
 
Oligomenorreia 
a) Hemorragia uterina que ocorre de forma regular com intervalos >35 dias 
 
Polimenorreia 
a) Hemorragia uterina regular com intervalos ou = a 1 ano) ou hemorragia irregular em mulher sob 
tratamento hormonal de substituição (TSH) há pelo menos 1 anooral combinado e contem estrogénio e 
progesstagénio); 
 POC (Progestativo oral combinado e só contém progestagénio) 
-Vantagens como elevada eficácia/ Não interfere na relação sexual/ 
Regulariza ciclos menstruais 
-Desvantagens como exigir toma diária/ Não protege das DST; 
-A toma deve ser iniciada no 1 º dia da menstruação durante 21 dias 
seguidos, havendo pausa de 7 dias para haver menstruação e 
recomeçando no 8 º dia 
-Se esquecimento 12h continuar a tomar embalagem normalmente 
mas usar outra contraceção; 
-Interferência com diarreia/ Vómitos/ Antifúngicos/ Antiepiléticos/ 
Álcool em excesso 
 
 
 
Adesivo 
-Método contracetivo de utilização semanal; 
-Uso ID onde as hormonas são transferidas da 
pele corrente sangínea; 
-Hormonas idênticas às presentes na COC 
(eficácia igual) 
-Aplicar na pele limpa e seca; 
-Eficácia menor em mulheres com + de 90kg 
vascularização menor devido á gordura 
SIU 
-Método contracetivo de longa 
duração; 
-Possui hormonas; 
-Pode durar entre 3 a 5 anos 
Pílula do dia seguinte 
-Não deve ser usado como método contracetivo; 
-Usado em caso de relação sexual não protegida/ Casos de 
violação/…; 
-A eficácia depende da proximidade á relação sexual; 
-Pilula com Levonorgestrel (usada até 72 horas); 
-Pílula com Acetato de Ulipristal (usada até 5 dias) 
Anel vaginal 
-Contém estrogénio e 
progestagénio que entram em 
circulação através dos vasos 
sanguíneos na vagina; 
-Anel fica 21 dias na vagina 
com 1 semana de interrupção 
para haver menstruação; 
-Atraso de 2 dias usar 
preservativo na relação 
durante 7 dias; 
-Nunca deve ser retirado por + 
de 3 horas 
 
 
Implante 
-Longa duração (até 3 anos); 
-Contém apenas progestagénio; 
-Pode ser utilizado durante a amamentação e 
em mulher intolerantes ou contraindicadas a 
estrogénio; 
-Muito eficaz, seguro e reversível; 
-Não exige compromisso diário da mulher; 
-Sem efeitos colaterais do estrogénio ; 
-Rápido retorno da fertilidade após remoção; 
-Provoca irregularidades menstruais que variam 
entre spotting e amenorreia 
!!! Fazem parte 
dos hormonais o 
método injetável 
(progestagénio) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Barreira 
Preservativo feminino 
-Possui 2 anéis e é maior, sendo um colocado no colo do útero e o outro no 
exterior da vagina; 
-Vantagens como proteção contra as DST/ Ausência de efeitos sistémicos/ 
Não é necessária a retirada imediata do pénis após a ejaculação; 
-Desvantagens como dificuldade na utilização 
Preservativo masculino 
-Vantagens como fácil uso e obtenção/ 
Económico/ Ideal para relações imprevistas/ Sem 
efeitos sistémicos/ 
-Desvantagens como possibilidade de rotura ou 
ficar retido na vagina/ Alergia ao latex/ 
Interferência com o ato sexual 
-Cuidados como a abertura da embalagem/ 
Colocar o preservativo com o pénis em ereção/ 
Segurar pelo reservatório e desenrolar cobrindo 
todo o pénis/ Devemos retirar antes do pénis 
perder a ereção 
Diafragma 
-Deve ser colocado 5 horas antes, na vagina da 
mulher, do ato sexual; 
-Deve ser retirado 6 a 8 horas após a relação se 
retirado antes pode correr o risco de gravidez 
indesejada; 
-Vantagens como Sem efeitos sistémicos/ Não 
interfere com o ato sexual/ Custo reduzido/ 
Reutilizável (até 2 anos) 
-Desvantagens como dificuldade na utilização/ 
Eficácia pouco elevada/ Risco de ITU/ Não 
previne a maioria das DST 
DIU 
-Sem hormonas e com 
cobre; 
-A eficácia é maior 
nas mulheres com 
filhos do que nas 
jovens; 
-DIU deve 
permanecer no útero 
até á menopausa; 
-Pode levar a 
amenorreia 
Definitivos 
Laqueação das trompas 
-Provoca a oclusão das trompas de Falópio, 
impossibilitando o transporte dos óvulos e o 
contacto com os espermatozoides. 
-É mais frequente do que a vasectomia; 
-Boa eficácia 
Vasectomia 
-Bloqueio dos canais por onde passa 
os espermatozoides, por forma a impedir que 
estes se unam aos restantes elementos do 
sémen; 
-Boa eficácia; 
-É reversível; 
-Perda de virilidade é falsa;; 
-Homens continuam a ejacular mas não tem 
espermatozoides 
Químicos 
Espermicida 
-Utilizado apenas como único método 
contracetivo mais recomendado em situação de 
reduzida fertilidade (peri menopausa); 
-Oferece alguma proteção contra as DST; 
-Pode ser em Creme/ Espumas/ Esponjas/ 
Cones/ Comprimidos Vaginais; 
-Pode ser utilizado como coadjuvante de outros 
métodos (diafragma p.e) 
Comportamentais/ Naturais 
Coito interrompido 
-Taxa de eficácia baixa; 
-Tirar o pénis da vagina antes 
de ejacular 
Muco cervical 
-No período fértil o muco torna-
se + elástico 
Calendário 
-Taxa de 
eficácia 
baixa; 
-Em 
mulheres 
com ciclos 
regulares 
consegue-se 
obter um 
bom 
resultado 
Temperatura basal 
-Avaliar de manhã á 
mesma hora; 
-Quando a mulher está + 
propensa a engravidar 
temperatura basal sobe 
1º +/- 
Tema 3- Desenvolvimento do vínculo afetivo pré-natal 
 
3.1 Vínculo afetivo, o que é? 
➢ Tendência de estabelecer laços emocionais íntimos com figuras significativas; 
➢ Iniciada na fase pré-natal “in útero” antes da criança nascer; 
➢ Vínculo vai influenciar o desenvolvimento físico e emocional da criança ao 
longo da sua vida 
 
3.2 Inicio do vínculo afetivo 
 
 
 
Pré- natal 
-Mulher sente movimentos altura ideal começar 
vinculação; 
-Comunicação ( falar para o bebé/ Por música/…); 
-Participação do casal em atividades recreativas; 
-Escolha do nome para o bebé; 
-Fazer compras em conjunto para o bebé; 
-Se filhos mais velhos deixar que toquem e acariciem na 
barriga 
 
Sala de partos 
-Contacto pele a pele mãe- bebé; 
-Toque dos pais no RN; 
-Ambiente calmo; 
-Interação mãe-bebé (amamentação, cuidados de higiene) 
 
Pós-natal 
 
-Adormecer o bebé; 
-Massagem Shantalla; 
-Método Canguru; 
-Cuidados de higiene 
 
3.3 Bebé 
 
Aliviar 
 
-Cólicas; 
-Sinusite; 
-Dores de crescimento 
 
 
Estimular 
-Táctil; 
-SN; 
-Digestão; 
-Respiração; 
-Linguagem; 
-Sistema imunitário 
 
 
Relaxar 
-Ajudar a regular o sono; 
-Ajudar a reduzir o stress 
 
Tema 4- Alterações fisiológicas durante a gravidez 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema cardiovascular 
 Vascularização fornecimento de O2 
e nutrientes para o feto e placenta 
Pode surgir malácia no início da gravidez (falta 
de algum nutriente, levando a comer 
substâncias não convencionais que possuem 
esse nutriente) Náuseas e vómitos matinais presença 
de gonadotrofina coriónica (hormona 
produzida apenas na gravidez) 
Ph + baixo da 
saliva aliado a maus 
hábitos de higiene 
oral pode levar ao 
surgimento de 
cáries 
Gengivas + edemaciadas 
devido ao aumento da 
vascularização 
Progesterona diminuição 
da atividade do intestino 
obstipação+ hemorroidas 
Absorção + rápido de 
Fe (+ Fe necessário 
durante a gravidez para 
produzir Hgb e se não 
houver quantidade 
suficiente não há 
transporte de O2 
Sistema tegumentar 
Devido ao aumento da vascularização 
e dos níveis hormonais podem 
aparecer: 
-Hiperpigmentação; 
-Estrias; 
-Hirsutismo (crescimento excessivo 
dos pelos EVITAR raspar ou tirar 
com cera ACONSELHAR a 
descolorar; 
-Crescimento das unhas e cabelo; 
-Aumento da atividade das glândulas 
sebáceas sudoríparas pele oleosa 
Escurecimento da linha Alba ( linha 
“Nigra”) formação de uma faixa linear 
acastanhada ao longo da linha média 
do abdómen 
Escurecimento dos mamilos, 
aureolas sardas e sinais (aumento 
da produção de melanina) 
Angiomas vermelhos devido ao 
aumento do flx sanguíneo pela 
secreção de estrogénio (mais comum 
nos MI´s) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema urinário 
Armazenamento de grande quantidade de urina 
por parte dos bacinetes e dos ureteres e 
diminuição d debito urinário levando a um 
maior risco de ITU 
1º Trimestre 
-Sintomas de urgência urinária 
devido á pressão do útero a 
crescer 
2º Trimestre 
-Regressão dos sintomas 
urinários; 
-Em princípio já não há 
sintomas de urgência 
3º Trimestre 
-Compressão da bexiga pela apresentação fetal; 
-Reaparecimento dos sintomas urinários 
Sistema Nervoso 
Alterações deste sistema são 
temporárias e desaparecem 
após o parto 
Cãibras musculares 
compressão do nervo 
ciático 
Síndrome do túnel cárpico: 
-Pode surgir no 3ºT; 
-Formigueiro/ dormência/ picadas/… 
-Sonolência e alterações psíquicas 
Sistema músculo-esquelético 
Aumento do volume abdominal com desvio do 
centro da gravidade para a frente de modo a 
compensar a posição ereta LORDOSE 
Aumento da base (pés afastados) ou 
“marcha anserina” 
Distensão dos músculos 
abdominais e diminuição 
do tónus muscular 
Relaxamento e aumento 
da mobilidade das 
articulações pélvicas 
Afastamento da sínfise 
púbica e instabilidade 
das articulações 
sacroilíacas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema reprodutor 
Colo uterino fica + curto e amolecido 
devido: 
-Aumento da vascularização; 
-Edema; 
-Alteração do tecido conjuntivo 
Vagina e vulva: 
-Aumento da espessura da mucosa vaginal; 
-Aumento da abóbada vaginal; 
-Hipertrofia do músculo liso 
Ovários e trompas de Falópio: 
-Sofrem alterações na sua posição anatómica 
(tronam-se órgãos admonais); 
-Copo lúteo persiste até +/- 10ª semana até que 
a placenta assume essa função 
Mamas: 
-Crescem rapidamente nas 1º´s 8 semanas e 
depois o aumento é progressivo; 
-Mamilos e aureolas + escurecidos; 
-Aumento da irrigação sanguínea (observa-se 
rede venosa); 
-Hipertrofia dos Tubérculos de Montgomery; 
-Desenvolvimento da glândula mamaria 
concluído na 1ª metade da gravidez 
Tema 5- Trabalho de parto e parto 
5.1 Trabalho de parto, o que é? 
➢ Conjunto de fenómenos fisiológicos que uma vez postos em prática conduzem á 
dilatação do colo uterino, á progressão do feto através do canal de parto e á 
expulsão deste para o exterior 
➢ Tem como finalidade expulsar: 
a) O feto; 
b) A placenta; 
c) As membranas 
5.1.1 Dilatação VS Expulsão 
➢ Dilatação: Abertura do colo uterino, mede-se em cm; 
➢ Extinção: Diminuição da espessura do colo uterino, mede-se em % 
 
5.2 Parto, o que é? 
➢ Conjunto de fenómenos dinâmicos e mecânicos ativos e passivos que tem como 
finalidade expulsar o feto-placenta para o exterior; 
➢ Ativo: Contrações voluntárias/ Passivo: Contrações involuntárias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Indução do trabalho de parto 
-Gravidas com +/- 41 semanas que 
não entraram em TP espontâneo; 
-Pode durar até 2 dias. 
Propess (prostaglandina) 
-Colocado na vagina que 
liberta substâncias que 
vão realizar contração 
Misoprostol Ocitocina 
-EV; 
-Hormona do “amor” que numa quantidade 
adequada vai provocar ao longo do tempo 
contrações musculares no útero; 
-Auxilia as contrações; 
-Mais utilizado como indutor 
5.3 Períodos do trabalho de parto 
✓ 4 fases; 
✓ Toda a mulher que tem parto vai passar pelas 4 fases; 
✓ Se for cesariana eletiva não vai fazer dilatação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 PERÍODO- Dilatação extinção do 
colo 
1 fase: Latência 
-Contrações médias e irregulares 
(15-20s); 
-Dilatação até aos 4 cm 
2 fase: Ativa 
-Descida da apresentação; 
-Contrações rítmicas e 
intensas; 
-4-8cm 
3 fase: Transição 
-Descida da apresentação, contrações 
frequentes e intensas; 
-VONTADE DE PUXAR; 
-8 aos 10cm ( DILATAÇÃO COMPLETA) 
2 PERÍODO - Expulsão do feto 
-Decorre desde a dilatação completa 
até á expulsão completa; 
-Duração de 2 horas nulípara e 1 
hora multípara; 
-Parte visível é chamada de 
apresentação 
Sala de cuidados imediatos ao RN 
-Pequena cama para prestar cuidados imediatos; 
-Limpeza (vernix desparece com o tempo); 
-Avaliar SV e índice de apgar; 
-AQUECIMENTO 
Índice de Apgar 
-Permite avaliar a saúde global do RN e é feito 
nos 1´s minutos de vida; 
-IDEAL É OBTER ENTRE 9 A 10; 
-Bebes possuem irritabilidade reflexa logo não 
costumam ter reflexos imediatos; 
-A cor, no trabalho de parto, o RN não está 
completamente rosado 
3 PERÍODO: Dequitadura 
O desprendimento da placenta ocorre em 
2 momentos: 
-Descolamento da placenta da parede do 
útero; 
-Expulsão da placenta e restos do canal 
de parto; 
-A dequitadura é a expulsão espontânea da 
placenta e das membranas após a saída do feto 
(placenta + saco amniótico) 
-A placenta é o local onde se estabelecem 
trocas nutritivas e onde as circulações 
sanguíneas fetal e maternal entram em contacto 
!!!! 
Os coledores (constituintes 
da placenta) tem de ser 
removidos, caso não sejam, 
ocorre o risco de não haver 
involução uterina e levar a 
hemorragia vaginal 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.4 Movimentos do TP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 PERÍODO: Hemóstase/ 
Estabilização 
-Decorre desde o nascimento até á 
dequitadura; 
-60 min no máximo 
-Deve permanecer na sala de partos por +/- 2 
horas; 
-Colocar RN á mama; 
-Vigiar TA/ Pulso/ Perda hemática/ Globo de 
segurança de Pinard 
Antes de sair da sala de partos avaliar: 
-Contratilidade uterina (GSP) em que devemos 
carregar de cima para baixo no útero e se 
sentirmos uma “bola” é bom sinal, significa que 
o útero está em contração DIFERENTE de 
útero “a babar” significa que sangue não sai 
pela vagina ficando ao nível abdominal; 
-Perda hemática; 
-SV mãe; 
-Respiração/ cor/ tónus muscular RN 
1. Flexão e adaptação da 
cabeça ao estreito superior 
2. Descida da 
apresentação 
3. Rotação interna 
da cabeça 
4. Deflexão e 
libertação da cabeça 
5. Rotação externa 
da cabeça e interna 
dos ombros 
6. libertação dos ombros e saída do 
tronco fetal 
5.5 Analgesia epidural 
✓ Inserção de um cateter na zona da coluna 
 
 
 
✓ Sensação na zona abdominal mas não coluna; 
✓ Realizado a partir dos 5 cm da dilatação (NUNCA DEVE SER FEITO ANTES 
POIS PODE SE PERDER A CAPACIDADE DE CONTRAÇÃO E O TP PODE 
PARAR); 
✓ Abolir/ diminuir a perceção dolorosa durante o TP 
 5.5.1) Vantagens 
✓ Atingido um bom relaxamento; 
✓ Melhor flx uterino; 
✓ Impede o aumento da PA; 
✓ Grávida mantem se consiente e colaborante; 
✓ Deambulação precoce; 
✓ Melhorcontrole de dor pós-parto 
5.5.2) IE 
✓ Vigiar SV em períodos regulares; 
✓ Algaliar; 
✓ Vigiar bem estar materno-fetal; 
✓ Vigiar dor 
 
 
 
 
 
 
 
-Pessoa sentada 
e de lado; 
-L2-L3 a L4-L5 
Métodos não farmacológicos 
-Massagem corporal; 
-Técnicas de relaxamento; 
-Uso de bola de Pilates; 
-Aromoterapia; 
-Musicoterapia 
-Massagem coporal 
Hidroterapia 
-Promove relaxamento durante o TP; 
-Evita posturas prejudiciais; 
-Alívio da dor e ansiedade; 
-Temperatura da água semelhante á 
temperatura in útero 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de parto 
Parto via vaginal: 
-Eutócico/normal; 
-Ventosas (distócico); 
- Fórceps (distócico) 
Parto via abdominal: 
-Cesariana (distócico) 
Parto eutócico 
-Não há perturbações que justifiquem o 
uso instrumental; 
-Episiotomia (corte lateral do períeno); 
-Episiorrafia (suturar a mulher); 
-CONTACTO PELE COM PELE 1º 
coisa a fazer acalmar a criança 
Lacerações 
GRAU I : Mucosa; 
GRAU II: Fáscia; 
GRAU III: Esfíncter retal; 
GRAU IV: Mucosa retal 
 
 
 
 
Tema 6 – Puerpério 
6.1 O que é? 
✓ Intervalo entre o nacimento da criança e o retorno dos órgãos reprodutores da 
mãe ao seu estado não gravídico; 
✓ Pode ser dividido em 3 períodos: 
a) Imediato: Primeiras 24h; 
b) Precoce: Até ao final da 1ª semana; 
c) Tardio: Até ao final da 6ª semana 
 
6.2 Alterações pós-parto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Útero 
Processo de involução 
-Retorno do útero ao seu estado não 
gravídico; 
-Imediatamente após o parto; 
-Apos o parto a dos níveis de 
estrogénio e progesterona causam 
autólise = autodestruição do excesso 
de tecido hipertrofiado 
Subinvolução 
-Incapacidade de o útero regressar ao seu 
estado não gravídico; 
-Causas + comuns como retenção de 
fragmentos placentares ( coledores) e infeção 
Contrações 
-A ocitocina reforça e coordena as contrações uterinas e 
contribui para a hemóstase; 
-Nas 1ªs pós parto, a contração uterina diminui de 
intensidade e trona-se descoordenada sendo essencial a 
toma de ocitocina IV ou IM após a dequitadura para o útero 
se manter firma e descontraído 
-ENCORAJAR A MÃE A LEVAR O 
BEBÉ Á MAMA POIS SUÇÇÃO 
ESTIMULA LIBERTAÇÃO DE 
OCITOCINA 
Colo uterino -Após nacimento colo uterino está mole 
- 2 a 3 dias após parto fica + pequeno e + firme 
readquirindo a sua forma normal 
Vagina e períneo -Regressa ao seu estado normal por volta da 6 a 10 semana 
-Episiorrafia ou lacerações 
demoram cerca de 2 a 3 semanas a 
cicatrizar 
Hemorroidas frequentemente observadas, 
prevenindo através: 
-Alimentação rica em fibras; 
-Higiene com água fria ou tépida; 
-Ingerir muita água 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abdómen 
-1º´s dias após parto aparência 
de ainda estar grávida 
-Retorno ao seu estado não 
gravídico 6 semanas AP 
-Evitar 
hiperdistenção 
Sistema endócrino 
-Devido às grandes quantidades de prolactina a 
nível sanguíneo não vai haver ovulação (média 
de 6 meses) 
-Mulheres que não amamentam, 
a ovulação pode surgir 27 dias 
após parto 
Sistema urinário 
-Função renal volta ao seu 
normal 1 mês após o parto 
-Dilatação das Vias Urinárias 
persiste durante 3 meses 
ITU 
Sistema gastrointestinal 
EI pode demorar 2/3 a ser restabelecida devido: 
 
- Diminuição tonicidade muscular; 
-Diarreia PP; 
-Jejum e desidratação 
-Partos instrumentados com 
lacerações do esfíncter anal estão 
associados a uma MAIOR 
incontinência 
Sistema cardiovascular 
-Parto E pode perder-se 500 
ml de sangue e numa 
cesariana o dobro 
-DC permanece aumentado 
nas 1ªs 48 horas pós parto e 
volta ao normal entre a 6 e a 
12 semana PP 
-Aumento transitório da PA durante alguns dias 
Sistema hematológico 
-Hgb sobe cerca do 7º dia pós-
parto mas na 8 semana volta ao 
valor normal 
-Nos 1º dias (10-12 PP) regista-se 
leucocitose (GB em excesso porque 
o organismo vê como ameaça) 
 
 
 
 
 
 
 
 
6.3 Complicações Pós Parto 
 
 
Mastite pleural 
-Inflamação da mama, associado a estase do leite; 
-Habitualmente nas primeiras 12 semanas PP; 
-Profilaxia com higiene rigorosa/ Prevenção de fissuras e ingurgitamento 
 
 
 
 
 
 
Hemorragia 
Atonia uterina 
-Incapacidade de o Miométrio se contrair ou permanecer 
contraído após expulsão da placenta; 
-Fatores de risco como Idade Avançada/ Multiparidade/ 
História Prévia de Atonia/ Placenta Prévia ou DPPNI 
 
 
Traumatismo do canal de parto 
-Apesar de útero estar contraído existe hemorragia; 
-Lacerações do períneo, vulva, vagina e colo do útero/ Hematomas da vulva/ Rotura 
uterina; 
A) Hemorragias do pós-parto 
imediato 
-Retenção de líquidos placentário; 
-Inversão uterina; 
-Alterações da coagulação 
Sistema nervoso -Desconfortos neurológicos induzidos pela 
gravidez desaparecem pós-parto 
-Edemas desaparecem pois já não 
há compressão do nervo cárpico 
Sistema tegumentar -Cloasma desaparece no final da gravidez 
-Estrias das mamas/ abdómen e coxas podem 
ficar + claros mas não desaparecem 
-Alterações vasculares 
desaparecem em resposta ao 
declínio dos estrogénios 
-“Aranhas” vasculares persistem 
-As unhas adquirem a dureza e 
consistencia anteriores 
B) Hemorragia puerperal tardia 
-Retenção de restos placentários; 
-Subinvolução do leito placentário 
 
 
Alterações emocionais 
-Irritabilidade; 
-Fadiga; 
-Vontade de chorar; 
-Nervosismo; 
-Sensação de incapacidade 
-Sentimentos depressivos em situação normal +/- 7 dias, MAS caso PERSISTAM pode ser sinal de Depressão Pós Parto 
 
 
 
6.4 Lóquios 
✓ Descarga vaginal durante o puerpério constituída por sangue, tecido e muco 
 
Hemáticos Sero- hemáticos Serosos 
-Fluxo vaginal vermelho vivo; 
-Pode conter pequenos coágulos; 
-Surgem pós-parto e dura entre 2 a 4 
dias 
-Descarga vaginal aquosa; 
-Castanho rosada; 
-Dura +/- 10 dias pós-parto 
-Descarga vaginal fina; 
-Amarelada a branca; 
-Surge após 10º dia e pode durar até 
6 semanas pós-parto 
 
 
 
 
 
 
 
Infeção 
Partos vaginais: 
-Rotura das membranas > 12 horas; 
-Bacteriúria intraparto; 
-Múltiplos toques vaginais 
 
 
Cesarianas: 
-Rotura das membranas > 12 horas; 
-TP prolongado; 
-Anestesia geral 
Relacionadas com o ambiente hospitalar: 
-Qualidade dos cuidados assistenciais; 
-Técnicas de assepsia dos profissionais e preparação 
da utente; 
-Qualidade da técnica cirúrgica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Intervenções de enfermagem á 
puérpera 
Objetivos: 
-Avaliar a recuperação funcional da puérpera; 
-Promover o vínculo afetivo entre a tríade; 
-Motivar os pais para prestar cuidados ao RN; 
-Proporcionar bem-estar e repouso á puérpera 
Finalidade: 
-Promoção da autonomia da mulher no pós-
parto quer no autocuidado como nos cuidados 
ao RN. 
IE à puérpero parto vaginal 
-Vigiar SV; 
-Vigiar Globo de segurança de Pinard (tamanho 
e consistencia) e perda hemática vaginal; 
- Vigiar episiorrafia (2 vezes por dia e buscar 
sinais inflamatórios); 
-Promover ambiente calmo 
Cuidados 6 horas AP: 
-Refeição 2 horas AP com hidratação abundante; 
-1º levante logo que possível; 
-Cuidados perineais 2x ao dia; 
-Banho de chuveiro permitido logo após 1 º levante 
Cuidados diários: 
-Prestar cuidados ao RN; 
-Avaliar características dos lóquios (cor/ quantidade/ 
consistencia/odor); 
-Avaliar as mamas(SI/ Presença de colostro/ Tipo de mamilos) 
Cuidados puérpera cirúrgica 
Primeiras 12 horas: 
-Acolher e integrar a puérpera na unidade de 
internamento; 
-Avaliar estado da puérpera e RN; 
-Vigiar GSB e perdas hemáticas vaginais; 
-Avaliar intensidade da dor 
A partir 12 horas: 
-Prestar cuidados vulvo-perineais; 
-Iniciar levante progressivo; 
-Realização penso de sutura abdominal ao 2 PO 
ou em SOS 
Tema 7- Fisiologia dalactação 
7.1 Lactação VS Amamentação 
Lactação- Produção de leite materno 
Amamentação- Ato de oferecer leite à criança 
 
7.2 Constituição da mama 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.3 Lactação 
✓ Produção de leite materno; 
✓ 3 estádios: 
a) Mamogénese- Desenvolvimento e crescimento das mamas ao longo da 
gravidez 
b) Lactogénse- Início da produção de leite ( estrogénio) 
c) Galactopoiese- Manutenção da produção de leite (prolactina SC 
produção de leite/ DEPENDE da sucção eficaz do bebé e do 
esvaziamento completo da mama) 
 
!!!!! 
Estrogénio- Ramificação dos ductos 
Progesterona- Formação de lóbulos 
Mama 
Mamilo/ Auréola (EXTERNA) Tecido granular/ Conjuntivo/ 
Adiposo (INTERNA) 
Ductos 
-Estrutura + importante para a 
lactação; 
-Bifurcação pelo mamilo; 
-Transporte do leite 
Lóbulos 
-Produzem o leite materno 
Ligamentos de Cooper 
-Função da sustentação da mama 
e dos lóbulos e alvéolos 
7.4 Como funciona a amamentação? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.5 Fator inibidor de lactação (FIL) 
 
 
 
 
 
 
7.5 Características do leite materno 
Colostro Transição Maduro 
 
- 1º leite a ser produzido; 
-Aspeto amarelo e espesso; 
-Protege contra infeções e alergias (“1ª 
vacina”) 
 
 
 
 
 
-Produzido entre o 3º e 5º dia AP até 2 
semanas; 
-Aspeto + esbranquiçado; 
-Composição intermedia entre colostro e 
maduro; 
- Aumento dos níveis de gordura no 
sangue 
 
-Produzido até ao 10º dia e com limite 2 
anos; 
-Cor branca; 
-Rico em proteínas, lactose, vitaminas, 
minerais, água e gordura 
 
 
 
 
 
Prolactina vai manter-se 
sempre elevado e vai 
aumentar cada vez + que o 
bebé mamar 
Ocitocina acuta antes ou 
durante a mamada e 
permite a ejeção do leite 
Pensar no bebé/ tocar/ olhar 
estimula o reflexo de ejeção de 
leite ≠ Stress/ preocupações/ 
inseguranças que bloqueiam a 
reflexão de ejeção do leite 
Estimulamos o reflexo de ocitocina 
através de: 
-Massajar os mamilos e mamas; 
-Por o bebé á mama; 
-Contacto visual com o bebé 
Sinais de reflexo de ocitocina ativo: 
-Sensação de formigueiro ou picada; 
-Leite a pingar das mamas quando pensa no 
bebé ou o ouve a chorar; 
-Leite a pingar de outra mamam quando o bebé 
está a mamar. 
Leite não é retirado da mama FIL Sinal para o hipotálamo 
 Prolactina Produção de leite 
Tema 8- Amamentação 
8.1 Vantagens da amamentação 
✓ Favorece o desenvolvimento físico e intelectual do bebé; 
✓ Promove o vínculo afetivo; 
✓ Bebé chora menos; 
✓ Protege a saúde da mãe: 
a) Regressão + rápida do útero ao tamanho normal; 
b) Diminuição de hemorragia vaginal; 
c) Diminuição do risco de cancro da mama 
 
8.2 Colocar o bebé á mama 
✓ Cabeça e corpo do bebé alinhados; 
✓ O rosto do bebé em frente á mama com o nariz em linha reta, de frente para o 
mamilo 
 
✓ A mãe deve segurar o corpo do bebé próximo ao seu; 
✓ Não pegar na mama em tesoura pois ductos “fechados” e leite não sai 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-Boca bem aberta; 
-Queixo a tocar na mama; 
-Lábio inferior para fora; 
-Bochechas arredondadas 
Boa prega 
-Bebé só abocanha o bico do seio; 
-Mãe sente dor ao amamentar; 
-Faz covinha na bochecha ao sugar; 
-Mamilos ficam com estrias 
vermelhas no fim da mamada; 
-Bebé faz ruídos com a língua 
Má prega 
8.3 Cuidados com as mamas 
✓ Higiene diária normal (não há necessidade de lavar os mailos antes e após 
mamadas); 
✓ Antes de iniciar a mamada, massajar a mama e realizar exercícios com o 
mamilo; 
✓ No final da mamada, aplicar gota de leite á volta do mamilo e deixar secar ao ar; 
✓ Uso de discos protetores; 
✓ Uso de soutien de amamentação; 
✓ Aplicar creme hidratante no intervalo das mamadas (EVITAR CREMES QUE 
DEIXEM SABOR À CRIANÇA) 
 
 
8.5 Conservação do leite 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leite 
Recomendações 
-Lavar bem as mãos antes de manipular o leite; 
-Escolher o recipiente (estéril); 
-Fechar o recipiente logo após a extração do 
leite; 
-A quantidade de leite a ser conservado deve 
ser aproximada à quantidade de leite que o bebé 
consome 
 
Refrigeração 
-Recipiente de vidro ou plástico 
 
Congelação 
-Recipiente de plástico; 
-Rotular com data, hora e quantidade 
de leite extraído de forma a utilizar os 
+ antigos primeiros 
Recipientes 
-Sacos esterilizados 
-Frascos esterilizados; 
-Biberões esterilizados 
 
-A esterilização é feita com 
água a ferver 
8.6 Dificuldades na amamentação 
 
Mamilos rasos ou 
invertidos 
 
Mamilos longos ou 
grandes 
Mamilos doridos Mamilos com gretas e 
fissuras 
-Criança não faz pega 
corretamente; 
-Exteriorizar o mamilo antes 
da mamada 
 
Resultados: 
-Mamilos artificiais; 
-Tentar exteriorizar o mamilo 
através de técnicas de 
exteriorização; 
-Podemos usar técnica de 
seringação mas pode levar a 
danos 
 
 
 
 
-Mamilo é maior que a boca 
dificulta na prega; 
-Extração de leite para 
alimentar o bebé 
-Corrigir a posição da 
amamentação; 
-Se interromper mamada 
colocar dedo mindinho na 
boca do bebé para 
interromper sucção; 
-Se dor continuar por + 1 
semana uma das causas pode 
ser Candidíase (pontos 
brancos na mama NÃO 
DEVEMOS DAR DE 
MAMAR) 
-Higiene diária; 
-Corrigir a posição da 
mamada e a prega do bebé á 
mama; 
-Expor a mama ao ar livre; 
Discos de silicone para 
proteção; 
-Discos protetores para 
prevenir a formação de 
humidade; 
-Podemos continuar a dar de 
mamar 
 
 
8.7 Ingurgitamento mamário 
Ingurgitamento mamário 
 
 
 
 
 
 
Como evitar: 
- Aumentar freq. das mamadas; 
-Massajar a mama com movimentos circulares; 
-Aplicar panos embebidos em água quente 
durante 10 min antes de cada mamada; 
-Remover excesso de leite; 
-Aplicar gelo após mamadas; 
- Diminuir quantidade de líquidos ingeridos 
Causas: 
-Mamadas curtas e pouco 
frequentes; 
-Drenagem ineficaz de parte ou 
de toda a mama (Sucção ineficaz/ 
Pressão dos dedos durante a 
mamada); 
-Tecido mamário danificado; 
-Entrada de bactérias 
Tratamento 
-Identificar e corrigir a causa; 
-Aconselhar a Mamadas frequentes/ Massagem delicada em direção ao mamilo/ 
Compressas tépidas; 
-Sugerir de iniciar a amamentação pela mama sã/ Mudar de posiçã 
Tema 9- Diabetes gestacional 
9.1 Fisiopatologia 
 
 
 
 
 
9.2 Rastreio (DGS) 
✓ 1ª consulta de vigilância pré-natal ( Glicemia em Jejum); 
✓ PTGO às 24-28 semanas de gestação 
 
 
 
 
 
 
 
9.3 Vigilância e terapêutica 
Autovigilância da glicemia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gravidez hormonas que dificultam trabalho 
da insulina 
Pâncreas tenta aumentar a produção de insulina 
mas não é suficiente para os valores de glicose 
diminuírem 
AUMENTO dos níveis de açúcar no sangue 
Prova de tolerância á glicose oral 
Sobrecarga ao organismo de glicose e ver se o pâncreas consegue produzir 
insulina suficiente para a degradar 
Se HBA1c (hemoglobina glicosada) > / = 6,5% diagnóstico provável de DG 
Realizada de manhã com jejum de pelo menos 8 horas 
Grávidas tratadas com terapêutica 
nutricional + atividade física 
-Pesquisas GB ( 3 a 4 x/dia); 
-Em jeju ou 1/2h após PA; 
-1/2h após Almoço; 
-1/2h após Jantar 
Grávidas tratadas com insulina 
-Em jejum; 
-1h antes da refeição; 
-1h após as refeições 
9.4 DG- Riscos + cuidados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9.5 Rastreio pós-parto 
✓ 1ª consulta pós-parto (6 a 8 semana); 
✓ Se prova NORMAL Vigilância regular/ Fazer determinações da glicemia 
em jejum anualmente; 
✓ Se prova ALTERADA DM 
 
 
 
 
 
Riscos + 
cuidados 
Riscos Maternos 
-Aumento das taxas de laceração do períneo; 
-Aumento da prevalência de partos distócicos 
por cesariana; 
-Maior incidência de hipertensão; 
-Nefropatia 
Riscos fetais/ RN 
-Maior risco de morte fetal in útero; 
-Síndrome da dificuldade respiratória no RN; 
-Traumatismos no parto; 
-Macrossomia 
Complicaçõesno parto 
-Maior % de partos distócicos; 
-Laceração do colo e da vagina; 
-Maior desconforto e dor perineal; 
-Episiotomia + alargada 
Cuidados de enf ao RN 
-Pesquisa de GC após a 1 mamada (parte 
lateral do calcâneo); 
-GCmuito curto (horas) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fertilização in vitro 
 
-O oócito II é fecundado pelo espermatozoide numa proveta 
de vidro e só depois de fecundado é colocado no útero; 
-Passos da FIV: 
 
 
Injeção/ Microinjeção intracitoplasmática 
(ICSI) 
 
-Microinjeção de um espermatozoide no ovário sob controle 
microscópico 
 
 
Transferência intratubária de gametas 
“GIFT” 
 
 
-Procedimento igual à IA; 
-A “GIFT” é colocada nas trombas de Falópio enquanto a IA é 
colocada no útero; 
-Mulher previamente tem de ser submetida à estimulação 
farmacológica da ovulação de modo que se de a fusão 
 
Transferência intratubária de zigotos “ZIFT” 
-Semelhante à FIV; 
-Os óvulos fecundados in vitro vão para dentro da trompa de 
Falópio e não para o útero 
 
 
Barrigas de aluguer 
 
-Fecundação in vitro com os gametas do casal com posterior 
colocação no útero do acolhimento ou com IA com 
espermatozoides do elemento masculino e o oócito fornecido 
pela “mãe de substituição” 
 
 
 
 
Criopreservação de embriões 
 
 
 
-Técnica realizada quando há produção de + embriões do que 
necessário para a transferência; 
-Estes embriões são colocados numa solução especial 
chamada de crioportector; 
-Utilizados num espaço de 1 ano; 
-Estes embriões tem menor taxa de sobrevivência comparados 
com embriões a fresco no entanto esta técnica tem um custo 
menor 
 
Tema 13- Consulta de ginecologia 
13.1 Ginecologia VS Obstetrícia 
• Ginecologia- Ramo da medicina que se dedica á saúde do sistema reprodutor 
feminino, fazendo a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças; 
• Obstetrícia- Cuida da mulher na preconceção, gravidez, parto e na recuperação 
pós-parto 
 
13.2 Consulta de ginecologia 
✓ Deve acontecer na adolescência; 
✓ Não existe idade certa; 
✓ Idealmente antes do início da atividade sexual; 
✓ Inadiável após a primeira relação sexual 
 
 13.2.1 O enfermeiro deve 
a) Demonstrar competências na área da ginecologia; 
b) Realizar ensinos adequados na saúde e doença; 
c) Aconselhar a comportamentos sexuais e reprodutivos saudáveis; 
d) Promover cuidados higiénico-dietéticos; 
e) Estratégias de prevenção de doenças; 
f) Marcação de exames regulares para a promoção da saúde; 
g) Antecedentes ginecológicos; 
h) Marcação de exames regulares para a promoção da saúde; 
i) Reconhecimento de sinais e sintomas de abuso sexual 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aspetos a abordar 
1) Identificação da utente 
-Qualidade de vida, ambiente familiar; 
-Nome completo, idade, localidade, 
morada, contacto telefónico,… 
2) Queixa principal 
-Leucorreia (corrimento vaginal), prurido 
vulvar, coitalgias, cistorragias, metrorragia,…. 
3) História da doença atual 
-Duração, medidas adotadas,… 
4) Antecedentes pessoais 
-Doenças familiares; 
-Cirurgias; 
-Patologias (HTA/ DM/ 
Depressão/..); 
-Fumadora (nº cigarros p/dia); 
-Consumo de álcool (diário/ 
esporádico); 
-Consumo de 
drogas/estupefacientes) 
5) História familiar 
-Existência de neoplasias; 
-DM; 
-HTA; 
-Obesidade; 
-…. 
6) Condições socioeconómicas 
-Nível socioeconómico; 
-Profissão/ condição habitacional; 
-Noções de higiene; 
-Escolaridade; 
-Situação familiar; 
-Hábitos de vida saudável 
7) História ginecológica 
-Hx menstrual (Menarca/ DUM/ Regularidade 
dos ciclos/ Fluxos/..); 
-Hx sexual (Inicio da atividade sexual, Nº 
parceiros sexuais, Método contracetivo 
utilizado, IST); 
-Antecedentes cirúrgicos; 
-Menopausa 
8) Queixas Mamárias 
-Nódulos palpáveis; 
-Escorrência mamilar (características) 
9) Queixas urinárias 
-Incontinência urinaria ( de 
esforço, urgência ou mista); 
-Sensação e prolapso vaginal; 
-Infeções de repetição 
10) Corrimento vaginal/ leucorreia 
-Tipo de corrimento; 
-Coloração ou cheiro alterados; 
-Prurido; 
-Informar sobre características e 
normalidade de leucorreia fisiológica e 
muco cervical 
11) História obstétrica 
-Gravidez normal ou de risco; 
-Nº de gestações/ paridade; 
-Partos pré-termo/ termo; 
-Abortamentos; 
-Indicação de cesarianas; 
-Idade dos filhos; 
-Duração da amamentação; 
-TP espontâneo ou induzido; 
-Tipo de partos 
13.3 Exames Ginecológicos 
Exame Pélvico 
 
Exame abdominal Exame da mama 
 
-Procedimento realizado para examinar 
órgãos femininos e identificar qualquer 
problema ginecológico; 
-Inspecionar vulva e períneo para 
detenção de : Áreas descoloradas/ 
Soluções de continuidade/ Evidencia de 
prolapsos/ Introdução do espéculo 
 
 
 
-Palpação, percussão, auscultação, 
inspeção (forma das estrias/ diâmetro 
abdominal/ cicatrizes) 
-Médico apalpa cada uma das mamas na 
presença de eventuais nódulos ou 
gânglios; 
-Se mulher tiver nodulo, médico devera 
conseguir caracterizá-lo através da 
palpação; 
-Gânglios redondos , macios, lisos e 
moveis são provavelmente benignos; 
-Nodulo duro, com forma estranha e 
irregular que se sente bem preso (ou 
fixo) dentro da mama é provavelmente 
cancro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Especuloscopia 
-Visualiza de forma direita e 
pormenorizada o colo uterino 
-Introduzir as laminas do especulo 
fechadas, paralelamente aos lábios 
vaginais com ligeira inclinação de 15º 
-Inserir com suavidade e a meio da 
vagina efetuar rotação de 90º 
ficando em posição transversa 
-Abrir o especulo 
lentamente e expor o 
colo do útero 
-PARA EXTRAÇÃO NÃO SE RODA 
-Espéculos podem ser de plástico ou de metal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Toque Vaginal 
-Permite avaliar a posição do colo vaginal; 
-Observar o colo (bem posicionado / 
Consistencia (gelatinosa); 
-Presença de corpos estranhos 
-Utilizar dois dedos (indicador 
e médio), introduzir na vagina. 
Exame Bimanual 
-Mão direita com introdução dos dedos 
indicador e médio na vagina (luvas estreis); 
-Mão esquerda colocada na parte inferior do 
abdómen, exercendo ligeira pressão para baixo 
e para a frente 
Permite 
-Identificar a mobilidade do útero; 
-Identificar tamanho, forma e 
eventuais massas no útero; 
-Pressão dentro da vagina; 
-Palpar os ovários; 
-Identificar as trompas de Falópio 
(eventuais massas); 
-Identificar zonas dolorosas à palpação 
e defesa da utente 
Exame Papanicolau -Conhecido por citologia cervical 
ou colpocitologia 
Citologia Líquida 
-Vantagens (Facilita a leitura/ Permite a 
repetição de esfregaços da amostra/ Realização 
de outras técnicas diagnosticas como teste do 
HPV) ; 
-Desvantagens ( Custo + alto que a 
convencional) 
Citologia Cervical 
-Cuidados (A utente não pode estar 
menstruada/ Não deve usar lubrificante, 
preservativo, diafragma/ As irrigações vaginais 
podem alterar o teste) 
-Quando realizar (A partir dos 21 anoa e/ou 3 
anos do início da atividade sexual/ Se citologia 
negativa repetir o teste de 3 em 3 anos/ A partir 
dos 30-35 anos citologia com teste de HPV 
associado/ O rastreio deve terminar entre os 65-
70 anos em mulheres com citologias repetidas, 
negativas e satisfatórias) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exame abdominal -Inspeção da área exposta até ao 
apêndice xifoide 
-Doente deitada com a bexiga vazia 
-Inspecionar assimetrias do abdómen, 
cicatrizes, estrias; 
-Detetar eventuais áreas dolorosas, 
massas palpáveis líquidas ou sólidas,… 
Exames especiais 
 
1) Eco transversal 
-Visibilidade maior interna e no colo do 
útero; 
-Melhoria na qualidade de visualização 
2) Colposcopia 
-Ver o colo do útero em grande resolução; 
-Teste de Schiller positivo ( se existirem 
zonas que não adquirem coloração – 
modificações patológicas) 
3) Biópsia cervical 
-Tirar tecido do colo 
do útero para análise; 
-Indolor 
4) Crioterapia 
-Terapia à base de frio em 
certas doenças no colopara 
tratar lesões HPV 
5) Histeróscopia 
-Permite visualizar o interior do útero; 
-Utilizada para investigar sintomas, 
diagnosticar doenças e até para tratamento; 
-Utilizado histeroscópio que se introduz através 
do canal vaginal, sem que seja necessário 
incisões na pele 
6) Aspiração por Varba 
-Colo do útero tem que estar dilatado; 
-Cânula acoplado a uma seringa que 
vai aspirar resíduos interiores; 
-Pode ser feita em ambulatório 
7) Curetagem uterina 
-É uma cirurgia em que é feita 
raspagem da parede do útero 
para remover o seu conteúdo, 
sendo indicada em casos de 
aborto ou sangramento uterino 
grave; 
-Analisar o endométrio; 
-Aumenta o risco de infeções no 
útero e de perfuração uterina 
8) Conização 
-Remover uma “fatia” do colo do útero; 
-Gravidez de risco-cesariana (risco de 
hemorragia no colo do útero é grande); 
-Procedimento cirúrgico realizado com bisturi, 
laser ou ansa diatérmica remover uma “fatia” 
do colo uterino, abrangendo a lesão que se 
pretender excisar 
13.4 Exame das mamas 
 13.4.1. Autoexame das mamas 
• Realização: 1 vez por mês/ 4 a 5 dias após a menstruação 
• Posicionamento 
a) Braços ao longo do corpo; 
b) Braços na cintura; 
c) Braços levantados; 
d) Deitada 
 
 
13.4.2 Exames auxiliares de diagnóstico 
 
Mamografia 
 
Eco Mamária 
 
Galactografia 
Citologia do 
corrimento 
mamilar 
Biópsia por 
agulha 
Biópsia 
aberta 
-Tem como 
finalidade obter 
imagens da mama 
através das quais 
se detetam lesões 
não palpáveis; 
-Realizada a partir 
dos 50-69; 
-Demora entre 10 
e 15 min no total 
 
-Visualização da 
imagem 
provocada pelas 
ondas sonoras; 
-Indicada após 
mamografia 
duvidosa/ 1ª 
opção numa 
mulher com 35 anos); 
• Primos diretos; 
• História familiar de aneuplodia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
; 
Síndrome de Down 
(21) 
-Atraso cognitivo (pode ser 
mais marcado ou menos 
marcado) 
-Mãos pequenas e 
dedos curtos 
-Baixa 
estatura 
-Cabeça arredondada 
e crânio pequeno 
-Orelhas 
pequenas e 
descaídas 
-Pega transversal única (palma das 
mãos) 
-Nariz pequeno e 
achatado 
-Língua grande em relação á cavidade oral 
Cardiopatia congénita 
-Motivo principal de morte 
precoce; 
-Normalmente não 
ultrapassam os 40 anos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
✓ Marcadores bioquímicos são obtidos através do sangue materno entre as 9 e 13 
semanas + 6 dias de gravidez; 
✓ A ECO é realizada entre as 11 e 13 semanas + 6 dias e avalia a translucência 
nuca (TN) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Síndrome de Edwards 
(18) 
-Raramente chegam á adolescência -Hipertonicidae (estão sempre a mexer-se) 
-Lábio leporino e 
fenda do palato 
-Implantação 
baixa das orelhas 
-Mandíbula recuada 
e boca pequena 
-Dedos cerrados e encurvados 
-Malformações cardíacas, 
renais, genitais e respiratórias 
-Atraso cognitivo (marcado, 
NÃO TEM CAPACIDADE DE 
APRENIDZAGEM) 
Síndrome de Patau 
(13) 
-Principal causa de abortamento 
espontâneo nos 1º 3 meses 
(seleção natural) 
-Atraso cognitivo 
-Fenda labial e/ou 
palatina 
-Anomalias cardíacas 
-Polidactilia (mão com + 5 
dedos) 
-Punhos cerrados, plantas pés 
arqueadas 
-Medir a espessura que tem a 
pele da nuca; 
-Crianças com síndrome 
apresentam uma espessura 
maior que 1mm 
14.2 Amniocentese 
✓ Permite detetar anomalias cromossómicas; 
✓ Realizada entre as 16-18 semanas; 
✓ Consiste na colheita de líquido amniótico (L.A) através de punção com uma 
agulha sob controlo ecográfico continuo; 
✓ Retira-se LA cerca de 1 ml por semana de gestação (criança com 15 semanas de 
gestação vamos colher 15 ml); 
✓ Após procedimento repouso durante 48 horas; 
✓ Risco de abortamento é MAIOR 
 
14.3 Biópsia das viscosidades coriónicas 
✓ Realizada no 1º trimestre da gravidez (ideal entre as 11-13s + 6 dias); 
✓ Consiste na obtenção de tecido trofoblástico por biopsia/ aspiração; 
✓ Permite estudos citogénicos, bioquímicos e moleculares 
 
 
 
 
14.4 Cordocentese 
✓ Colheita de sangue fetal através da punção da veia do cordão umbilical; 
✓ Realizada a partir das 18 semanas de gestação; 
✓ ÚLTIMO RECURSO; 
✓ Veia e não artéria, porque a veia é + superficial 
 
 
Tema 15- Infeções vaginais 
15.1 Fatores de risco para Infeções Vaginais 
✓ Higiene deficitária; 
✓ Gravidez, 
✓ Alergias; 
✓ Uso incorreto de tampões; 
✓ DM (Aumenta concentração de glucose Altera Ph da vagina Candidíase); 
✓ ATB de largo espectro; 
✓ Roupas sintéticas (calças apertadas, senhora com IV pode usar saia e em casa 
usar saia sem cuecas); 
✓ Roupas íntimas apertadas; 
✓ Baixos níveis de estrogénio 
 
15.2 Sinais e Sintomas 
✓ Prurido, ardência ou irritação; 
✓ Alteração do corrimento (Volume, cor, odor); 
✓ Edema; 
✓ Eritema; 
✓ Dispareunia (Dores nas relações sexuais); 
✓ Disúria; 
✓ Coitorragias (Hemorragia vaginal após relações sexuais) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15.3 Infeções sexualmente transmissíveis (IST) 
✓ Infeções contagiosas; 
✓ A forma + frequente de transmissão é através das relações sexuais; 
✓ Prática de sexo seguro é a melhor forma de prevenir as IST 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Candidíase 
-NÃO É UMA IST; 
-Alterações no sistema imunitário; 
-Oral/ Vaginal são as + comuns 
Manifestações clínicas 
-Corrimento branco, grumoso, espesso com 
placas aderentes às paredes vaginais; 
-Prurido vulvar (2º sinal + importante); 
-Rubor; 
-Dispareunia 
Tratamento á base de antibioterapia 
Herpes 
-Controlado não mata; 
-Uma das infeções + comuns no mundo; 
-Pode aparecer em qualquer parte do corpo; 
- + frequente nas mucosas; 
-Quem tem herpes fica afetado para toda a vida; 
-Relações sexuais protegidas independente do estadio 
2 Subtipos 
-HS1 causador do herpes labial; 
-HS2 causador do herpes genital 
-Período de incubação é 
de 1 semana 
Manifestações 
-Aparecimento de 
lesões; 
-Dor e prurido 
associado às lesões 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vírus do Papiloma Humano 
(HPV) 
-Das IST mais comuns a nível mundial; 
-Classificados em vírus de “baixo risco” ou de 
“alto risco” em funçãodo seu potencial 
oncogénico 
-Importante vacinação de raparigas com 13 
anos, uma vez que, o Colo do útero está 
associado ao HPV 
Condiloma Acuminado 
-Lesões benignas induzidas por HPV de baixo 
risco; 
-Caracteriza-se por saliências carnudas (como 
“massas moles rosadas e vascularizadas; 
esbranquiçadas secas ou pápulas 
hiperpigmentadas); 
-Dolorosas; 
-Tratamento cirúrgico, uma vez que, HPV é um 
vírus logo os ansiolíticos não funcionam 
Vaginose Bacteriana 
-Designada também por Vaginite 
Gardnerella Vaginalis 
inespecífica 
Manifestações clínicas 
-Secreção branco-acinzentada a branco-
amarelada, aderida á vulva externa e paredes 
vaginais; 
-Inflamação do epitélio vaginal (sensação de 
queimadura, prurido); 
-Odor intenso (“cheiro a peixe”) AGRAVA 
PÓS COITO (é o que diferencia da candidíase 
uma vez que a secreção é semelhante) 
Fatores de risco 
-Coito durante o período menstrual; 
-Início precoce da atividade sexual; 
-Múltiplos parceiros sexuais; 
-Irrigações vaginais 
-Tratamento com antibioterapia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Clamydia trachomatis 
-Transmissão sexual de origem bacteriana; 
-A mais comum a nível mundial; 
-Período de incubação entre 7 a 21 dias 
Manifestações clínicas 
-Leucorreia purulenta (corrimento com a 
presença de um agente patogénico, cor 
esverdeada); 
-Uretrite; 
-Endometrite 
Causas 
-Causa da DIP; 
-Infertilidade; 
-Gravidez ectópica 
Gonorreia 
-Transmissão sexual de origem bacteriana; 
-A 2º + comum a nível mundial; 
-Período de incubação 2 a 7 dias 
Manifestações 
-Leucorreia purulenta; 
-Disúria 
Causas 
-Endometrite; 
-DIP; 
-Salpingite (inflamação 
das tubas uterinas); 
-Infertilidade; 
-Gravidez ectópica 
-O tratamento é com antibioterapia, 
uma vez que, é difícil de remover 
sozinha 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tricomoníase -Infeção que afeta a vagina, uretra, 
glândulas peri-uretrais e peri-vaginais 
Manifestações 
-Corrimento vaginal espumoso e 
arejado ou amarelo-esverdeado; 
-Eritema vulvar e vaginite; 
-Prurido vulvar; 
-Disúria; 
-Dispareunia 
-A presença de “bolhas de ar” 
é um sinal prodrómico, pois é 
característica desta doença 
apenas 
 
Sífilis 
-Período de incubação entre 10 e 90 
dias; 
-Evolução lenta 
Estadio Primário 
-Desenvolvimento da lesão primária 
nos genitais ou colo uterino; 
-Úlcera dura, com adenopatias e 
indolor; 
-Regride passadas 2 a 6 semanas 
Estadio Secundário 
-Disseminação do agente com 
rash cutaneo (manchas 
avermelhadas) generalizado; 
-Regressão espoentanea das 
lesões 2 a 6 semanas 
Estadio Terciário 
-Sem tratamento; 
-Afeções do sistema cardiovascular 
/Musco esquelético e SNC; 
-Elevada morbilidade e mortalidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15.4 Não IST 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cervicite aguda e 
crónica 
-Doença sexualmente transmitida; 
-É uma inflamação que pode gerar 
infeção 
Manifestações 
-Secreção vaginal mucopurulenta; 
-Dor lombar; 
-Polaquiúria e urgência urinária 
 
Bartholinite 
-Inflamação das Glândulas de Bartholin; 
-Dolorosa; 
-Tratamento com antibioterapia ou a junção de 
antibioterapia e cirurgia 
Manifestações 
-Tumefação; 
-Edema; 
-Dor; 
-Eritema em torno das glândulas; 
-Abcesso da glândula 
 
15.5 Ensinos 
✓ Ir a consultas de ginecologia de rotina; 
✓ Explicar o que é uma boa higiene; 
✓ Evitar o uso de roupa íntima de nylon e lycra (Usar Algodão); 
✓ Evitar penso diário; 
✓ Depois da micção/ dejeção limpar-se cuidadosamente da frente para trás); 
✓ Evitar irrigações vaginais; 
✓ Cuidados pré-conceção, pré-natal e pós-natal; 
✓ Mudar frequentemente o penso higiénico durante o período menstrual; 
✓ Lavar-se após práticas sexuais; 
✓ Evitar comportamentos de risco como múltiplos parceiros – UTILIZAR 
PRERSEVRATIVO NAS RELAÇÕES SEXUAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tema 16- Menopausa 
16.1 Menopausa, o que é? Tipos 
✓ Ciclo menstrual e ovárico terminam; 
✓ O diagnóstico clínico ocorre após 1 ano de amenorreia (se tiver 6 meses sem 
menstruação, não é menopausa mas sim amenorreia); 
✓ Ocorre entre os 45-55 anos; 
✓ Quanto mais cedo for a menarca mais cedo irá ser a menopausa 
✓ Menopausa primária 
a) Ocorre por causas naturais 
✓ Menopausa secundária 
a) Causas não naturais 
b) Menopausa cirúrgica, por exemplo 
 
16.2 Climatério, o que é? Sintomas 
✓ Declínio da função ovárica, começa 2/3/4 anos antes da menopausa; 
✓ Sintomas 
a) Afrontamento ou calores (sintoma + frequente);~ 
b) Irritabilidade; 
c) Fadiga; 
d) Falta de paciência; 
e) Ansiedade e Depressão; 
f) Redução da concentração; 
g) Fadiga 
 
 
 
 
 
 
16.3 Impactos menopausa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osteoporose 
-Perda exponencial de tecido ósseo; 
-A falta de estrogénios leva desmineralização 
dos ossos após a menopausa redução de 
conteúdo de cálcio nos ossos tornam-se 
fracos fraturas 
-Recomendado fazer exame “densitometria 
óssea” para quantificar a “falta de cálcio” 
Terapia de substituição 
-Realiza-se, pois a toma de cálcio não 
resulta; 
-Entrada no climatério; 
-A fratura + frequente é a da anca 
Fatores de risco 
-Menopausa antes dos 45 anos; 
-Menopausa cirúrgica (histerectomia + 
ooforectomia); 
-Fumadoras; 
-Ingestão escassa de leite ou derivados; 
-Não realização de exercício físico 
Reduzir o risco de osteoporose 
-Cuidados alimentares (beber leite 
diariamente ou derivados); 
-Ter uma vida ativa com exercício 
físico (andar a pé +/- 30 min ao 
dia) 
Doenças cardiovasculares 
-Durante o período fértil as mulheres estão 
protegidas contra doenças cardiovasculares 
devido aos estrogénios; 
-Após a menopausa há uma diminuição de 
estrogénios, aumentado o risco de doenças 
cardiovasculares 
Após menopausa, 
AUMENTO LDL e 
diminuição HDL 
Mulheres com maior risco de doenças 
cardiovasculares 
-Alimentação rica em gorduras; 
-Não fazem exercício físico; 
-Fumadoras; 
-Stress; 
-Antecedentes familiares de doenças 
cardiovasculares 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Saúde mental -As funções cerebrais vão ser afetadas com a idade 
-Aconselhar a exercitar a mente (animadores 
em lares/ serviços) 
Atrofia aparelho 
urogenital 
-Uretra, bexiga e vagina tornam-se + frágeis, 
menos resistentes e + suscetíveis a infeções; 
- + frequente IU 
ITU 
-Perda de urina quando se riem, espirram, 
tossem ou pegam em pesos; 
-Conselhos de beber 2 L/dia de água e realizar 
exercícios de Kegel 
Tratamento hormonal 
-Indicado no combate aos 
sintomas da menopausa 
Indicações terapêuticas 
-Todas as mulheres nas quais existem 
razões para prevenir osteoporose, 
doenças cardiovasculares e a doença 
de Alzheimer 
Benefícios 
-Diminuição dos afrontamentos, suores 
noturnos, insónias, irritabilidade, alterações de 
humor, dificuldade de concentração, fadiga e 
falta de energia, secura vaginal e diminuição do 
risco de osteoporose e fraturas 
Contraindicações 
-CA da mama (considerando 
hormonodependentes); 
-Antecedentes de embolia pulmonar ou de TV; 
-Doenças cardíacas graves ou mal controladas 
Tema 17- Consultas de Enfermagem 
1) Identificação do utente e profissional de saúde 
✓ Identificar a pessoa 
a) Nome completo; 
b) Data de nascimento; 
c) BI 
✓ Podemos verificar o nome através da pulseira e perguntar á própria pessoa + 
processo 
2) Anamnese 
✓ Recolha de dados 
3) Planeamento 
✓ Melhorar método contracetivo, por exemplo; 
✓ Como se toma a pílula; 
✓ Pode ser independente ou interdepende 
a) Independente- O enfermeiro começa e acaba a ação; 
b) Interdependente- Começa por um profissional (médico) e acaba com 
outro (enfermeiro) 
4) Avaliar

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