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CONSTRUÇÕES ESPECIAIS S E T O R D E M A R K E T I N G G R U P O S E R E D U C A C I O N A L S E T O R C U R S O D E E N G E N H A R I A C I V I L A P R E S E N T A Ç Ã O : Inovação e tecnologia Após a instalação de várias diretrizes políticas no país, o Brasil está se consolidando em uma nova fase de crescimento industrial, voltada à modernização das relações de produção. A indústria da construção civil, sempre caracterizada por desperdícios de diversas naturezas, altos custos de produção e manutenção e emprego de mão de obra por vezes desqualificada, em razão, principalmente, da importância econômica e social que representa em um conjunto produtivo como um todo, não poderia deixar de participar desse processo de modernização do país. Muito se acredita que em razão da situação social, política e econômica pela qual atravessa o Brasil, seja propícia a alteração de algumas posturas do setor da construção civil. Inovação tecnológica na indústria de construção No Brasil, após a abertura do mercado no início dos anos 90, houve uma evolução do setor da construção na medida em que permitiu a muitas empresas construtoras a importação de produtos e novas e variadas tecnologias. Também vale destacar que a estabilidade econômica do primeiro período do plano real e a elevação do custo da mão de obra devido ao ganho dos trabalhadores incentivou as construtoras a investirem em novas tecnologias como forma de competitividade. Durante esse período, diversas empresas focaram na modernização dos seus meios de produção, observando-se, por exemplo, uma industrialização dos canteiros de obras da construção civil (MARTINS; BARROS, 2003). Inovação tecnológica na indústria de construção Rogers (1995) destaca que a implantação de novas tecnologias é um processo pelo qual um indivíduo conhece uma inovação, forma opinião sobre ela e rejeita ou aceita essa nova ideia. Para Sankar (1991), as condições iniciais para que uma inovação seja adotada por uma organização são: Práticas anteriormente desenvolvidas pela organização. Necessidades e estratégias. Ambiente inovador. Normas do sistema social no que diz respeito às características da indústria no qual a organização está inserida. Desempenho e desenvolvimento de produto na construção civil • O desempenho e o processo de desenvolvimento de produtos têm uma forte influência sobre a eficiência e a duração, por exemplo, de projetos de edificações, bem como sobre a qualidade final do produto. • Para Ulrich e Eppinger (1995), o desenvolvimento de produtos é definido como o processo por meio do qual um produto é concebido, projetado e lançado no mercado, incluindo a retroalimentação tanto do processo de produção quanto do uso do produto. Desempenho e desenvolvimento de produto na construção civil • Em um período recente, o aumento da complexidade das construções, juntamente com o aumento da competição no mercado, tem incrementado a pressão para uma melhoria principalmente da performance do desenvolvimento de produtos na construção civil. De um modo geral, os clientes vêm demandando uma maior qualidade final do produto. Além disso, ainda há o fato das reduções do tempo de ciclo e flexibilidade de produto, que vêm se tornando dimensões competitivas importantes no setor do mercado imobiliário (FORMOSO et al., 2003). Desempenho e desenvolvimento de produto na construção civil • Um exemplo claro disso são as chamadas torneiras inteligentes, que estão sendo amplamente utilizadas em locais de grande fluxo, como empresas, hospitais e shopping centers, mas nada impede que elas também sejam instaladas em casa: no banheiro, na cozinha e em áreas de serviço. Por exemplo, torneiras com sensores que controlam a saída de água de acordo com a aproximação das mãos reduzem o consumo entre 35% e 80% em comparação com as convencionais. Já uma torneira automática, que tem o mesmo princípio das eletrônicas — com os sensores —, libera água com um simples aperto do botão. Depois de alguns segundos, dependendo da regulagem na instalação, a água é cortada e evita o desperdício. A economia é de 25% a 75%, conforme estima o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). A inovação relacionada com aplicabilidade, produtividade e impactos ambiental e social• O ramo da construção civil é um dos setores mais representativos da economia brasileira, representando, de acordo com o IBGE (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2014), cerca de 7,78% do PIB (Produto Interno Bruto), ocupando o segundo lugar e sendo superado apenas pelo setor da agroindústria. A construção civil destaca-se tanto pela sua finalidade quanto pela quantidade de empregos gerados para a mão de obra. Além disso, também se destaca pelos impactos ambientais relevantes causados pela execução de suas obras. A inovação relacionada com aplicabilidade, produtividade e impactos ambiental e social • As grandes obras de edificações geralmente são frutos de impactos ambientais pontuais e são marcadas pelas constantes inovações tecnológicas, especialmente quando tratamos de empreendimentos de alto padrão, como condomínios residenciais ou complexos comerciais que são direcionados para o público com poder aquisitivo maior. • Na construção, todo diagnóstico, tipo, classificação e análise dos impactos ambientais, juntamente com as respectivas medidas de prevenção ou mitigação, são partes essenciais e integrantes do estudo de impacto ambiental (EIA) e do relatório de impacto ambiental (RIMA), ambos obrigatórios quando da aquisição do licenciamento ambiental de empreendimentos potencialmente poluidores. A inovação relacionada com aplicabilidade, produtividade e impactos ambiental e social • As grandes obras de edificações geralmente são frutos de impactos ambientais pontuais e são marcadas pelas constantes inovações tecnológicas, especialmente quando tratamos de empreendimentos de alto padrão, como condomínios residenciais ou complexos comerciais que são direcionados para o público com poder aquisitivo maior. • Na construção, todo diagnóstico, tipo, classificação e análise dos impactos ambientais, juntamente com as respectivas medidas de prevenção ou mitigação, são partes essenciais e integrantes do estudo de impacto ambiental (EIA) e do relatório de impacto ambiental (RIMA), ambos obrigatórios quando da aquisição do licenciamento ambiental de empreendimentos potencialmente poluidores. A inovação relacionada com aplicabilidade, produtividade e impactos ambiental e social • Nesse sentido, podemos citar os tubos flexíveis de PVC, ideais para aplicação em situações em que os tubos rígidos não sejam práticos nem desejáveis. Fortes e duráveis, as tubulações de PVC flexíveis podem ser usadas como parte de sistemas de água, para a execução de conexões para máquinas de lavar e em equipamentos de grande porte industrial, além de aparelhos de ar-condicionado. Há uma série de vantagens associadas à utilização de tubulações flexíveis de PVC. Um deles tem a ver com a simplificação do processo de canalização. Como o tubo flexível pode facilmente ser encaminhado em qualquer direção necessária, essa forma de tubos de PVC pode ser adaptada em áreas onde o espaço é muito limitado ou que simplesmente não há como acomodar um tubo rígido. Os acessórios para tipos de tubos de PVC flexíveis são muito parecidos com os acessórios para qualquer tipo de tubulação, por isso não são necessárias ferramentas especiais para a sua instalação (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011). Sistemas construtivos não convencionais • A construção civil é uma atividade em constante evolução. Essa evolução está relacionada com o desenvolvimento tecnológico de novos materiais, com a mecanização dos processos construtivos e com o surgimento de novas exigências de desempenho e de preservação ambiental. • O desenvolvimento de sistemas construtivos não convencionais é, portanto, uma consequência da industrialização na construção civil. Métodos industriais são empregados na produção decomponentes, promovendo melhorias nos subsistemas construtivos, especialmente no subsistema estrutural, no de vedação e no de divisórias da edificação. • Essa industrialização tem o objetivo de melhorar a qualidade dos materiais aplicados, bem como aumentar a velocidade de execução dos serviços, promovendo economia de custos referentes à mão de obra e aumentando o seu grau de especialização. Sistemas construtivos não convencionais • Além de suprir demandas produtivas e financeiras, a industrialização busca um melhor desempenho das edificações frente ao consumo energético e ao conforto ambiental. Ela agrega ainda vantagens ecológicas, reduzindo a produção de entulho e o impacto ambiental da construção. • Como exemplos de sistemas construtivos não convencionais aplicados no Brasil, podemos destacar o drywall e os sistemas frame. • O drywall é um sistema construtivo composto por placas de gesso acartonado, conforme apresentado na Figura 1, cujo uso já vem sendo bastante difundido no Brasil. Já o sistema frame consiste em um sistema construtivo industrializado, estruturado em perfis de madeira (Wood Frame), ou em perfis de aço (Steel Frame). Embora os sistemas frame sejam muito aplicados nos Estados Unidos e no Canadá, ainda encontram mercado reduzido no Brasil, muito em função do pouco conhecimento das construtoras e dos projetistas sobre esses sistemas construtivos. Sistemas construtivos não convencionais • Além de suprir demandas produtivas e financeiras, a industrialização busca um melhor desempenho das edificações frente ao consumo energético e ao conforto ambiental. Ela agrega ainda vantagens ecológicas, reduzindo a produção de entulho e o impacto ambiental da construção. • Como exemplos de sistemas construtivos não convencionais aplicados no Brasil, podemos destacar o drywall e os sistemas frame. • O drywall é um sistema construtivo composto por placas de gesso acartonado, conforme apresentado na Figura 1, cujo uso já vem sendo bastante difundido no Brasil. Já o sistema frame consiste em um sistema construtivo industrializado, estruturado em perfis de madeira (Wood Frame), ou em perfis de aço (Steel Frame). Embora os sistemas frame sejam muito aplicados nos Estados Unidos e no Canadá, ainda encontram mercado reduzido no Brasil, muito em função do pouco conhecimento das construtoras e dos projetistas sobre esses sistemas construtivos. Drywall e sistemas frame Sistema drywall • O drywall é um sistema construtivo composto por placas de gesso acartonado fixadas sobre uma estrutura metálica, utilizado na construção de paredes, forros e divisórias. O sistema drywall é caracterizado por sua leveza, facilidade de instalação, resistência ao fogo e capacidade de isolamento térmico e acústico. • O sistema drywall apresenta algumas vantagens em relação aos sistemas convencionais de alvenaria, como destaca Carvalho Júnior (2016, p. 334): – Baixo peso. – Ganho de área útil, em função da menor espessura. – Instalação rápida, sem geração de entulho. – Superfície de parede mais lisa e precisa. – Montagem dos sistemas elétricos e hidráulicos em seu interior, durante a construção. Sistemas frame • Os sistemas frame podem ser subdivididos em Steel Frame e Wood Frame. O primeiro consiste em um sistema construtivo estruturado em perfis de aço galvanizado formados a frio, enquanto o segundo é um sistema construtivo estruturado em perfis leves de madeira. • A estrutura (de aço ou de madeira) é projetada de modo a suportar as cargas provenientes do peso próprio e do uso da edificação, bem como as solicitações externas, como vento e vibrações. Sistemas frame • Os sistemas frame se caracterizam pela rapidez de construção e pela boa qualidade que conferem à habitação durante o uso; contudo, estão sujeitos a limitações referentes à altura da edificação. Carvalho Júnior (2016b, p. 344) destaca que, no Brasil, não se pode construir edifícios de Steel Frame com mais de seis pavimentos. • As estruturas frame podem receber diferentes tipos de revestimentos, como aço, madeira, PVC, gesso acartonado ou placas cimentícias, que Sistemas frame • Os sistemas frame apresentam algumas vantagens em relação aos sistemas construtivos convencionais, conforme apresentado a seguir: – Versatilidade e flexibilidade. – Instalação com ferramentas simples e de baixo custo. – Disponibilidade de camadas de ar internas, garantindo isolamento térmico. – Associação de isolantes térmicos e acústicos no interior das paredes. – Ganho de área útil, em função da espessura reduzida. – Compatibilidade com os sistemas de instalações elétricas e hidráulicas. – Leveza dos elementos construtivos. • No Brasil, os sistemas frame são pouco utilizados em função do conhecimento limitado da população sobre eles e da dificuldade de obtenção de mão de obra qualificada para esse serviço. Compatibilidade entre os sistemas prediais e os sistemas construtivos não convencionais Sistema drywall • O sistema drywall é composto por uma estrutura metálica fechada em um ou em ambos os lados com placas de gesso acartonado. O interior dessa estrutura permite, portanto, que as instalações elétricas e hidráulicas sejam posicionadas da maneira mais convenientes possível, minimizando a realização de cortes e a geração de entulho. • Os eletrodutos e as tubulações hidráulicas são posicionados antes da instalação das placas de gesso acartonado. Essas placas podem receber as aberturas para interruptores, tomadas e torneiras antes de sua fixação na estrutura metálica. • Em ambientes expostos à ação da água, devem ser utilizadas placas especiais (com baixa absorção de água), associadas a técnicas de impermeabilização e proteção superficial. Em boxes de banheiros, azulejos podem ser assentados nas placas de gesso acartonado para garantir a proteção delas frente à ação da água. Sistema drywall • Na primeira concepção, a caixa de descarga fica inserida no interior da parede, entre as placas de gesso acartonado. A bacia sanitária possui saída convencional, ou seja, saída vertical. Na segunda concepção, a caixa de descarga é posicionada em uma saliência da parede de drywall, denominada balcão técnico. A saída da bacia sanitária é instalada na horizontal. Por fim, na terceira concepção, a saída da bacia sanitária é instalada na horizontal. Porém, não é realizada a execução do balcão técnico, a caixa de descarga é acoplada na parede. Nessa situação, a distância entre as placas de gesso acartonado deve ser maior, para a instalação da tubulação de saída da bacia sanitária. Sistema Steel Frame • As instalações elétricas e hidráulicas utilizadas no sistema Steel Frame são as mesmas utilizadas nos demais sistemas construtivos, não apresentando perda de desempenho ou qualidade. • No sistema Steel Frame, todas as paredes e lajes funcionam como shafts visitáveis, facilitando a passagem dos eletrodutos e da tubulação hidráulica, bem como favorecendo os serviços de manutenção e reparos. Além disso, o sistema Steel Frame permite que as instalações elétricas e hidráulicas sejam distribuídas de modo que não se sobreponham, diminuindo o risco de acidentes. Sistema Steel Frame • A passagem de tubulações elétricas e hidráulicas pelos montantes e vigas de piso deve ser realizada por meio de furos, definidos de acordo com a NBR 15252 (ABNT, 2014). Além disso, a instalação de eletrodutos e tubulações hidráulicas na vertical deve ser realizada junto à alma do montante, pelo lado externo, ou livre no vão entre os montantes, conforme a Figura 6. As tubulações nunca devem ser dispostas dentro dos montantes, em função do risco de perfuração por parafusos durante a fixação das placas de fechamento das paredes. Sistema Wood Frame • As instalações elétricas e hidráulicas são as mesmas utilizadas nas construções convencionais. Assim como no sistema Steel Frame, as paredes funcionam como shafts visitáveis, facilitando a instalação dos eletrodutos e das tubulações, bem como os processos de manutenção e reparos. • Os eletrodutos e as tubulaçõeshidráulicas são fixados entre os montantes das paredes e do forro. Caso seja necessária a execução de furos nos montantes, estes não devem ter diâmetro superior a 1/3 da espessura do montante. Sistema Wood Frame • Vazamentos em instalações de água e esgoto devem ser reparados o mais rápido possível, para que não ocorra a deterioração da madeira e o aparecimento de fungos. Os mesmos cuidados devem ser tomados com o sistema de captação de água da chuva, evitando a incidência de água sobre a madeira da estrutura, sobre os elementos metálicos de ligação e sobre as chapas de revestimento. Materiais e produtos que minimizam o uso de recursos naturais Sistemas prediais de reaproveitamento de água • Águas pluviais • O uso de água pluvial (água da chuva) consiste em uma das importantes medidas para a gestão da água, contribuindo tanto para a economia de água potável quanto como medida não estrutural de drenagem, a qual é realizada no próprio lote. Atualmente, percebe-se que os problemas com o abastecimento de água e também com o aumento do escoamento superficial provocado pela crescente impermeabilização das cidades têm incrementado a sua utilização nos edifícios. Águas Pluviais • Esse sistema de aproveitamento de águas pluviais costuma ser utilizado para consumo não potável e consiste de um conjunto de elementos, de tecnologia relativamente simples e econômica, que objetiva captar e armazenar a água da chuva para uso futuro. • O sistema é composto basicamente por: – área impermeabilizada de captação; – calhas e condutores verticais; – filtro autolimpante; – reservatório de descarte da água de limpeza do telhado (água da primeira chuva); – reservatório de armazenamento; – tratamento da água. Águas cinzas • No atual momento, observa-se uma crescente importância do tema de reuso de águas cinzas no contexto das construções sustentáveis em nosso país. A busca por soluções tecnológicas que visam ao melhor aproveitamento dos recursos naturais e maior conforto e economia nas construções não para de aumentar, objetivando sempre atingir o mínimo de impacto e a máxima integração com o ambiente. Em especial, a preocupação com o aumento da demanda de água tratada tem feito com que o reuso da água ganhe, a cada dia, maior destaque. CONSTRUÇÕES ESPECIAIS S E T O R D E M A R K E T I N G G R U P O S E R E D U C A C I O N A L S E T O R C U R S O D E E N G E N H A R I A C I V I L