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JOGOS DESPORTIVOS COLETIVOS ADAPTADOS VOLEIBOL SENTADO: FERRAMENTA DE INCLUSÃO SOCIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA MANAUS-AM Centro Universitário Leonardo Da Vinci CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA TURMA: BEF3641 Aluno: CARLOS FABIO SOUZA DE LIMA Aluno: ELENILDA ALVES DE SOUZA Aluno: JOSE LEALDO DA SILVA NASCIMENTO Aluno: MARIA ARTEMIZA PEREIRA DE OLIVEIRA Aluno: ALESSANDRO AQUINO GUALBERTO RESUMO Os jogos desportivos adaptados, como o nome sugere, são modalidades esportivas modificadas para atender às necessidades de pessoas com deficiência. Dentre vários esportes coletivos adaptados está o voleibol sentado, esse esporte oferece uma oportunidade valiosa para a inclusão de pessoas com deficiência física ou relacionado à locomoção, atletas com paralisia cerebral ou lesão na coluna vertebral na prática esportiva. Tornou-se uma modalidade paralímpica voltada para aqueles que, por diversos motivos, não podem participar do voleibol tradicional. Essa modalidade esportiva adaptada assemelha-se muito ao esporte tradicional, fazendo pequenas alterações nas regras e no estilo de jogo. O esporte adaptado surgiu como um meio valioso no recondicionamento e reabilitação física, social e psicológica de pessoas com deficiência (PcD). Consiste em adaptar as regras, metodologias, instalações e materiais. O propósito deste estudo consistiu em investigar, examinar, debater e, por conseguinte, descrever os benefícios do esporte adaptado praticado por pessoas com deficiência física e o impacto positivo que esse desporto exerce na promoção da inclusão social. Os princípios básicos do esporte são idênticos em ambos os tipos, sendo que a principal distinção se encontra na maneira de locomoção (que deve ser feita obrigatoriamente sentado). O voleibol sentado promove a inclusão social de indivíduos com deficiência física, oferecendo as oportunidades e recursos necessários para sua plena participação na vida econômica, social e cultural, permitindo que desfrutem de um padrão de vida considerado usual na sociedade em que estão inseridos. O desporto adaptado cria ambientes que permitem a essas pessoas se conhecerem melhor e se reinventarem, procurando seu crescimento de maneira agradável e divertida. Palavras-chave: deficiente físico; desporto adaptado; vôlei sentado; inclusão. 1. INTRODUÇÃO O esporte coletivo adaptado como o nome sugere, é uma modalidade esportiva modificada para atender às necessidades de pessoas com deficiência com o objetivo de garantir a participação e o desenvolvimento de todos os praticantes, independentemente de suas limitações. Nesse contexto do esporte adaptado o voleibol sentado é uma adaptação do esporte do Voleibol tradicional, destinado às pessoas que são impossibilitadas, por algum motivo, de praticar o voleibol convencional, sendo muito semelhante deste, uma vez que apresenta apenas pequenas modificações em seu regulamento e nas características do jogo (CARVALHO, 2013, p. 5). Seu surgimento aconteceu na Holanda em 1956, como uma combinação do voleibol convencional com o Sitzball, um jogo alemão sentado. Em 1976, o vôlei sentado participou pela primeira vez das Paraolimpíadas de Toronto. Após dois anos, foi oficialmente aceito nas Paraolimpíadas pela Organização Internacional de Esportes para Deficientes, com o primeiro torneio oficial em Haarlem, na Holanda, em 1979. Foi incluído nas Paraolimpíadas de Arnhem em 1980. Os princípios são idênticos em ambas as formas de voleibol, contudo, a principal distinção reside no deslocamento, que difere de forma obrigatória no voleibol Paralímpico, também conhecido como voleibol sentado. Foi criado, então, pelo Comitê de Esportes da Holanda, o Voleibol Sentado (Tajnik, 2009 apud Carvalho, 2013, p. 5). Em solo brasileiro, a prática oficial ganhou impulso apenas em 2002. Foi nesse ano que o professor Ronaldo Gonçalves de Oliveira, em Mogi das Cruzes, São Paulo, organizou um torneio com a participação de três times. O ano de 2003 marcou um momento crucial para o vôlei sentado no Brasil, com o surgimento da Associação Brasileira de Voleibol Paralímpico (ABVP). A visibilidade do vôlei sentado tem aumentado graças à participação em torneios nacionais, como o Campeonato Brasileiro, e internacionais, como os Jogos Parapan- Americanos e as Paraolimpíadas. No cenário internacional, o destaque máximo do Brasil ocorreu nos Jogos Paralímpicos de Londres (2012), quando a equipe feminina alcançou a quinta posição. Com o intuito de destacar a importância da prática esportiva adaptada por pessoas com limitações físicas, visando a sua inclusão social e a aceitação positiva de sua condição física, sem que isso gere frustração diante dos padrões da sociedade. O esporte adaptado pode ser praticado em vários ambientes: alto rendimento; escola; lazer; reabilitação; dentro de programas formais, abertos ou não-estruturados (WINNICK, 2004 apud MARQUES et al 2009, p.9). 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 PESSOA COM DEFICÊNCIA(PCD) E A CONSTITUIÇÃO 2.1.1 Quem é a pessoa com Deficiência (PcD) segundo a lei brasileira No Brasil, a Constituição Federal de 1988 trouxe uma mudança significativa ao acabar com o modelo assistencialista previamente existente. Agora, garante-se a igualdade de oportunidades com base no princípio de tratamento justo para todos, avaliando as diferenças individuais e assegurando a verdadeira igualdade. O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), e destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Segundo o Art. 2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência considera-se PcD aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade com as demais pessoas. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 trouxe uma mudança significativa ao acabar com o modelo assistencialista previamente existente. Agora, garante-se a igualdade de oportunidades com base no princípio de tratamento justo para todos, avaliando as diferenças individuais e assegurando a verdadeira igualdade. Foi reconhecido que a sociedade é marcada pela diversidade, uma vez que é composta por indivíduos distintos uns dos outros. O Diário Oficial da União regulamenta o decreto nº 5296/04 e as leis 10.048 E 10.098/2000, sobre pessoas com deficiência (PcD). § 1º Considera-se, para os efeitos deste Decreto: I - pessoa “portadora” de deficiência: que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade. Segundo o mencionado Decreto, a deficiência física refere-se a qualquer modificação total ou parcial em um ou mais partes do corpo humano, o que leva à limitação da função física. Exemplos incluem condições como paraplegia, monoplegia, tetraparesia, triparesia, entre outras formas de deficiência física. Lei Nº 13.146, de 6 de julho de 2015 - Estatuto da pessoa com deficiência No seu Art. 1º do Estatuto da Pessoa com Deficiência é instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Art. 2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência considera-se PcD aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade com as demais pessoas. DeficiênciaFísica é toda e qualquer alteração no corpo humano, resultado de um problema ortopédico, neurológico ou de má formação, levando o indivíduo a uma limitação ou uma dificuldade no desenvolvimento de uma tarefa motora (Costa, 1992 Apud Netto e Gonzalez, 1996, p.7). A Deficiência Física Congênita se define como qualquer perda ou anormalidade de estrutura ou função fisiológica ou anatômica, desde o nascimento, decorrente de causas variadas como: prematuridade, anóxia perinatal, desnutrição materna, rubéola, trauma de parto, toxoplasmose, exposição à radiação, causas metabólicas e outras desconhecidas (MACEDO, 2008, p.2). A Deficiência Física Adquirida pode surgir de diferentes motivos, como acidentes, traumas mecânicos ou cognitivos e doenças. A Deficiência Física Congênita ocorre quando a pessoa já nasce com alguma limitação, conforme mencionado anteriormente. No voleibol sentado, indivíduos com deficiências físicas congênitas ou adquiridas podem participar, com o intuito de promover o desenvolvimento holístico do deficiente físico. Isso permite uma maior compreensão do próprio corpo e da mecânica dos movimentos. Atualmente, acredita-se que tanto as Pessoas com Deficiência quanto as pessoas não deficientes podem se tornar atletas, profissionais ou amadores, interagindo de forma única com o mundo esportivo, dependendo do ambiente em que se encontram e dos propósitos da prática esportiva. Ao abordar o voleibol sentado, é essencial que o profissional de Educação Física considere os diversos aspectos, como influências médicas, psicológicas, sociais e as adaptações particulares. O treinamento de voleibol sentado pretende ter um impacto positivo no aprimoramento das habilidades específicas desse esporte, assim como no desenvolvimento do controle muscular. A inclusão social assegura que indivíduos vulneráveis, como os portadores de deficiência física, tenham acesso às oportunidades e recursos essenciais para participar ativamente na vida econômica, social e cultural e possam desfrutar de um padrão de vida considerado comum. Logo, ela garante que eles tenham uma maior participação na tomada de decisões que afetam suas vidas e de acesso aos seus direitos fundamentais (WARING & MASON, 2010 Apud ROSSI JUNIOR, 2016, p. 30). 2.2 Esporte Adaptado O desporto adaptado é um importante meio de recondicionamento e reabilitação física, social e psicológica para PCDs, através de modificações em regras, metodologias, materiais e instalações, locais para as atividades possibilitando a participação de PCDs nas mais diversas modalidades esportivas (DUARTE; WERNER, 1995 Apud CARDOSO, 2011, p. 2). A prática do desporto adaptado oferece oportunidades para que esses indivíduos possam se reconectar consigo mesmos, redescobrir sua humanidade e buscar seu crescimento de modo divertido e satisfatório. Diversos benefícios podem ser evidenciados com a prática desportiva por PCDs, destacam-se: reabilitação física, psicológica e social, melhoria geral da aptidão física, ganhos de independência, autonomia e autoconfiança para a realização de atividades da vida diária (AVD´s), melhora da autoestima e do autoconceito dos praticantes (CARDOSO, 2011, p. 2-3). COSTA (1992) lista, além de vários objetivos gerais, alguns objetivos mais específicos do esporte adaptado a DF. Dentre eles, destacam-se os seguintes: Desenvolver e aperfeiçoar a técnica e o manejo de cadeiras de rodas; estimular as funções do tronco e dos membros superiores; adaptar o movimento as limitações; prevenir deficiências secundárias; melhorar o equilíbrio e a coordenação, principalmente dos amputados; desenvolver as funções gerais do corpo adaptando- o ao potencial residual. A sociedade contemporânea se depara com o fenômeno esportivo, como um objeto heterogêneo, bastante presente no seu cotidiano. Suas formas de manifestação são representadas em diversas interpretações culturais e expressões, que se adaptam de acordo com as expectativas, necessidades, limitações e objetivos dos sujeitos envolvidos com suas práticas (MARQUES, GUTIERREZ & ALMEIDA, 2006 Apud MARQUES 2009, p.5). O princípio da inclusão social visa acolher os indivíduos que não se encaixam nos padrões considerados normais (seja fisicamente, socialmente ou comportamentalmente) estabelecidos por determinado grupo, e que necessitam de apoio e empatia daqueles que se enquadram nesses padrões para serem integrados. O movimento de inclusão é uma forma elaborada que procura, através de ações articuladas, adaptar a pessoa com deficiência à sociedade e vice-versa (DUARTE & SANTOS, 2003 Apud MARQUES, 2009, p.5). Assim, o processo de adaptação tem como objetivo tornar a vida da pessoa com deficiência mais fácil, promovendo sua integração na sociedade por meio de recursos adequados, e incentivando o seu desenvolvimento pessoal ao apresentar desafios e oportunidades de superação. O esporte adaptado é um ótimo exemplo, pois engloba diversas oportunidades. Pode ser definido como o fenômeno esportivo modificado ou criado para suprir as necessidades dos envolvidos (PACIOREK, 2004 apud MARQUES 2009, p.6). A prática do esporte adaptado pode ocorrer tanto em ambientes integrados, nos quais pessoas com deficiência interagem com não deficientes, quanto em ambientes específicos, restritos à participação desses indivíduos. O esporte adaptado se encontra em várias situações e manifestações distintas, sendo o destaque o esporte paralímpico, que é a principal forma de promoção do esporte adaptado e tem nos Jogos Paralímpicos seu grande expoente no cenário global. A origem da palavra "paralímpico" remonta à preposição grega "para", que significa "ao lado, paralelo", combinada com o termo "olímpico", em alusão à coincidência em paralelo dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos a partir de 1960. A palavra “paralímpico” era originalmente uma combinação de paraplégico e olímpico, entretanto, com a inclusão de outros grupos de PCDs, e a união das associações ao movimento olímpico, ela tomou outra conotação (SENATORE, 2006 apud MARQUES et al 2009, p.6). O esporte, para além de uma forma de expressão artística, oferece também uma chance de se dedicar profissionalmente a uma atividade socialmente estabelecida. Assim, não deve ser pensado apenas como meio para o alcance de outros fins socialmente valorosos como o alcance de objetivos sociais; o aprendizado de valores morais: como solidariedade, amizade e competição honesta e justa, favorecendo, assim, o convívio civilizado e sem violência (HELAL, 1990 apud DE AZEVEDO 2011, p 12). O esporte é um fenômeno sociocultural que possui diversas maneiras de se expressar. Bracht (2003) sustenta que o esporte é um fenômeno sociocultural disseminado globalmente, tendo suas raízes na cultura europeia por volta do século XVIII. A sua prática, concretização e evolução têm sido reconstruídas e reinterpretadas em cada contexto e época, num processo guiado por diversos significados e objetivos. O esporte adaptado surge como uma dessas opções, e atualmente é um fenômeno mundial que atrai a atenção por suas várias particularidades, tais como: possibilidade de ascensão social, chance de praticar em igualdade de condições, aprimoramento da aptidão física e condições de saúde, entre outros aspectos. 2.3 O Esporte e a pessoa com deficiência As raízes do paradesporto estão na indiscutível influência das práticas médicas após as duas grandes guerras mundiais na criação de programas de reabilitação e, consequentemente, no surgimento do esporte. Os países atingidos por guerras, especialmente a Segunda Guerra, recorreram ao apoio do esporte para o programa de recuperação dos militares que sofreram lesões medulares, amputações ou outros traumas resultantes dos conflitos. Esses guerreiros salvaram sua pátria e não podiam ser abandonados após cumprirem suas obrigações e demonstraremfidelidade à sua nação. Neste novo cenário, a sociedade começou a aceitar as pessoas nessas condições, que por muitos anos foram marginalizadas do convívio social. Conforme afirma Morato (2007): É nesse contexto que aparecem dois grandes nomes, Sir Ludwig Guttmann e Mr. Benjamim H. Lipton (ARAÚJO, 1998). O primeiro era um neurologista e neurocirurgião de nacionalidade alemã. O governo britânico o convidou para estabelecer um centro de reabilitação no hospital de Stoke Mandeville, destinado ao tratamento de militares que sofreram lesões medulares. Ele concebeu os jogos de Stoke Mandeville, lançados pela primeira vez em 1948, ao mesmo tempo que as Olimpíadas de Londres. (MORATO,2007, p.42). Silva et. al (2013) afirma que “o Esporte Adaptado é um termo utilizado apenas no Brasil e consiste em uma possibilidade de prática para pessoas com deficiência.” (p.2). Portanto, as normas, princípios e estrutura são ajustados para possibilitar a inclusão dessas pessoas. Os escritores também indicam que, em outras línguas, a expressão mais frequente é Esporte para Pessoas com Deficiência ou "Sport for People with a Disability". Por outro lado, o conceito de esporte paralímpico refere-se às modalidades adaptadas que integram o calendário dos Jogos Paralímpicos. Em relação às origens do paradesporto no país, Stefane (2005) Apud Morato (2007) relata que algumas atividades físicas eram praticadas em institutos especializados no atendimento de pessoas com deficiência, desde o final do século XIX. Mas formalmente, foi por iniciativa de um paulista (Sérgio Serafim del Grande) e um carioca (Robson Sampaio de Almeida), já na década de 1950, que ele começou a ser difundido no país (ARAÚJO, 1998). Estes indivíduos recorreram ao serviço de reabilitação nos Estados Unidos, após sofrerem lesões físicas resultantes de acidentes. Quando regressaram ao país, estabeleceram clubes dedicados à prática do basquetebol em cadeiras de rodas. De acordo com Leal Filho (1996) a efetivação da prática do paradesporto pode ser baseada em três grandes suportes ou agentes sociais: a contínua mobilização das próprias pessoas com deficiência, a produção do conhecimento científico e as ações políticas que convergem para essa direção. As modalidades esportivas paralímpicas fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos, o principal evento esportivo voltado para atletas com deficiência. Nas diversas modalidades esportivas, a atenção da prática pedagógica deve estar sempre voltada para quem pratica a atividade. Isso significa que é crucial levar em conta as particularidades de cada pessoa, como tempo de lesão, funcionalidade e experiências motoras anteriores, a fim de garantir que a prática seja proveitosa. (Leal, 1996). 2.4 VOLEIBOL E A PESSOA COM DEFICÊNCIA (PCD). 2.4.1 Voleibol sentado O voleibol sentado é uma modalidade paralímpica que se assemelha muito com o voleibol tradicional. O esporte tradicional é bastante conhecido no Brasil, país com gigantes conquistas é muito conhecido pela formação de jogadores, comissão técnica e por sermos um berço mundialmente conhecidos na qualidade de ensino do técnico e tático do esporte. Apesar da modalidade estar oficialmente inserida nos Jogos Paralímpicos desde 1980, o Brasil teve sua primeira participação paralímpica nesta modalidade apenas em Pequim, em 2008. O vôlei sentado tem suas raízes na Holanda, onde surgiu em 1956 a partir da combinação de dois esportes preexistentes. Um deles era o sitzball, um jogo de origem alemã especialmente desenvolvido para pessoas com dificuldades de locomoção, no qual os jogadores competiam sentados no chão. A outra influência veio do voleibol tradicional, que inspirou as regras e a dinâmica do novo esporte. Apesar de ser uma adaptação do voleibol convencional, o vôlei sentado segue as regras gerais da FIVB (Federação Internacional de Voleibol). As partidas são disputadas por duas equipes de seis jogadores, conforme estabelecido pela Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD), garantindo a igualdade de condições para todos os atletas. De acordo com a classificação do Comitê Paralímpico, todos os jogadores de vôlei sentado devem apresentar alguma deficiência física, que pode ser uma amputação ou outra limitação locomotora. As equipes podem ter até dois atletas classificados como 'les autres' (outras deficiências), mas apenas um deles pode jogar simultaneamente. Conforme o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a classificação funcional no vôlei sentado divide os atletas em duas categorias principais: amputados e les autres. Essa avaliação detalhada, que combina conhecimentos médicos e esportivos, é fundamental para garantir a integridade física dos atletas e a equidade das competições. De acordo com (Carvalho, 2013, p. 102-103), as amputações são divididas em nove classes: Classe A1 = ambos os membros inferiores são amputados acima ou através da articulação do joelho (Duplo AK-Above Knee); Classe A2 = um dos membros inferiores é amputado acima ou através da articulação do joelho (AK Simples); Classe A3 = ambos os membros inferiores são amputados abaixo do joelho, mas acima ou através da articulação tálus-calcanear (Duplo BK Below Knee); Classe A4 = um dos membros inferiores é amputado abaixo do joelho, mas acima ou através da articulação tálus-calcanear (BK Simples); Classe A5 = ambos os membros superiores são amputados acima ou através da articulação do cotovelo (Duplo AE-Above Elbow); Classe A6 = um dos membros superiores é amputado acima ou através da articulação do cotovelo (AE Simples); Classe A7 = ambos os membros inferiores são amputados abaixo do cotovelo, mas acima ou através da articulação pulso (Duplo BE-Below Elbow); Conexões: revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, Campinas, v. 11, n. 2, p. 97-126, abr./jun. 2013. ISSN: 1983-9030 102 Classe A8 = um dos membros superiores é amputado abaixo do cotovelo, mas acima ou através da articulação do pulso (BE Simples); Classe A9 = atletas com amputações de membro superior e inferior. A categoria "Les Autres" engloba atletas com deficiências locomotoras que não se enquadram na classificação de amputados. Isso inclui indivíduos com uma variedade de condições, como lesões medulares, doenças neuromusculares e deformidades ósseas, que afetam sua capacidade de se movimentar. O vôlei sentado é disputado em uma quadra menor que a do vôlei convencional, com 10 metros de comprimento e 6 metros de largura. A rede, posicionada a uma altura adaptada para os atletas sentados, é um pouco mais baixa: 1,15m para homens e 1,05m para mulheres. Uma característica marcante do esporte é a obrigatoriedade de os jogadores manterem contato com o solo durante o jogo, com exceção dos momentos em que entram em contato com a bola. Além disso, o bloqueio de saque é permitido, adicionando um elemento estratégico ao jogo. A Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes, destaca na publicação das regras do voleibol sentado que: O voleibol preserva o contexto e dinâmica convencional, com disputa em melhor de cinco sets de 25 pontos [...] e fundamentos (saque, recepção, levantamento, ataque, bloqueio e defesa), sendo que o fato de a modalidade ser jogada no chão, e pela duplicidade funcional dos membros superiores têm- se o deslocamento como principal ação no jogo. O vôlei sentado é um exemplo inspirador de como o esporte pode ser inclusivo. Ao adaptar as regras e as dimensões do jogo, essa modalidade oferece oportunidades para que pessoas com deficiência física pratiquem esportes e se beneficiem de todos os aspectos positivos da atividade física, como a melhoria da saúde, o desenvolvimento social e a autoestima. Além disso, a facilidade de implementação do vôlei sentado em diferentes contextos torna-o uma ferramenta poderosa para a promoção da inclusão. 2.5 Benefíciosdo voleibol sentado A prática do vôlei sentado traz diversos benefícios, como o fortalecimento muscular, o desenvolvimento da coordenação motora e a promoção da inclusão social. Ao exigir trabalho em equipe, comunicação e respeito à diversidade, essa modalidade contribui para a formação integral do indivíduo. Em um contexto educacional, o vôlei sentado pode ser utilizado como uma ferramenta pedagógica para promover a inclusão de alunos com deficiência e desconstruir preconceitos, desde que haja adaptações no currículo e nos espaços. No aspectos técnico-táticos, os fundamentos técnicos do voleibol sentado são semelhantes aos do voleibol convencional, mas adaptados à posição sentada. O toque, a manchete, o saque, o bloqueio e o ataque são fundamentos que exigem técnica e coordenação específica para o voleibol sentado. A posição dos dedos e das mãos no toque deve ser a mesma do voleibol convencional, garantindo o controle e a precisão do movimento. O domínio dos fundamentos técnicos é essencial para o desenvolvimento de estratégias de jogo eficiente. O vôlei sentado é um esporte adaptado que oferece a todos a oportunidade de praticar esporte e se divertir. As adaptações feitas nas regras e no equipamento garantem que pessoas com diferentes tipos de deficiência física possam participar ativamente, desfrutando de todos os benefícios que o esporte proporciona para a saúde e o bem-estar. Essa adaptação esportiva exige dos atletas força e resistência excepcionais nos membros superiores. A locomoção na quadra, realizada principalmente com os braços, e a execução de técnicas como saque, bloqueio e ataque demandam uma contração muscular constante e intensa, colocando à prova a capacidade física dos jogadores. A coordenação motora é um dos pilares do vôlei sentado. A capacidade de coordenar os movimentos dos membros superiores e do tronco de forma precisa e eficiente é fundamental para o desempenho do atleta, permitindo que ele execute as jogadas com agilidade e controle. Como sabemos os fundamentos técnicos do vôlei sentado são adaptações do vôlei convencional, porém exigem um conjunto de habilidades específicas. Os movimentos são mais complexos e exigem um alto grau de adaptação. A posição sentada impõe desafios únicos, que são superados através de técnicas específicas para cada fundamento. O vôlei sentado é um esporte que quebra barreiras e promove a inclusão social. Ao adaptar as regras e o ambiente, essa modalidade permite que pessoas com deficiência física participem ativamente de atividades esportivas, desenvolvendo suas habilidades e aumentando sua autoestima. Continuando sobre os benefícios: O vôlei sentado quebra as barreiras entre pessoas com e sem deficiência, proporcionando uma experiência esportiva inclusiva. Ao nivelar o campo de jogo, a modalidade incentiva o respeito mútuo e a valorização das diferenças. O vôlei sentado abre as portas das aulas de Educação Física para todos os alunos, incluindo aqueles com deficiência. Ao nivelar o campo de jogo, a modalidade promove a inclusão e derruba barreiras, ensinando a importância da diversidade e do respeito às diferenças. Assim como outros esportes, o vôlei sentado oferece a oportunidade de competir em alto nível e representar seu país. No entanto, essa modalidade se destaca por promover a inclusão de atletas com deficiência, oferecendo um caminho para o esporte de alto rendimento que antes era inacessível para muitos. Quanto ao desenvolvimento Físico, podemos destacar: Fortalecimento dos membros superiores e o tronco. Os jogadores utilizam os braços e o tronco para se movimentar, sacar, bloquear e atacar, o que contribui para o desenvolvimento da força e da resistência muscular nestas regiões. Melhora a coordenação motora. A exige a coordenação precisa de movimentos entre os membros superiores e o tronco, aprimorando a destreza e o controle corporal dos jogadores. Desenvolvimento das aptidões cardiorrespiratórias. Por ser uma atividade dinâmica que aumenta a frequência cardíaca e respiratória, a prática contribui para a saúde cardiovascular e a resistência física. No desenvolvimento psicológico, podemos destacar: Aumenta a autoestima e a autoconfiança. A participação em atividades esportivas, como o voleibol sentado, permite que as pessoas com deficiência superem desafios, desenvolvam novas habilidades e se sintam mais capazes, o que impacta positivamente na sua autoestima e autoimagem. Promove a socialização e o trabalho em equipe. O voleibol sentado é um esporte coletivo que incentiva a interação, a comunicação e a colaboração entre os jogadores, criando laços de amizade e apoio mútuo. Desenvolve a resiliência e a capacidade de superação. As pessoas com deficiência que praticam voleibol sentado aprendem a lidar com suas limitações, a se adaptar a novas situações e a persistir diante das dificuldades, fortalecendo sua resiliência e determinação. Contribui para a saúde mental e o bem-estar. A prática regular de exercícios físicos, como o voleibol sentado, libera endorfinas, reduz o estresse e a ansiedade, e promove a sensação de bem-estar e relaxamento, o que beneficia a saúde mental dos praticantes. É importante destacar que, para que esses benefícios sejam plenamente alcançados, é fundamental garantir o acesso à prática do vôlei sentado, a formação de profissionais qualificados para o seu ensino e a criação de um ambiente acolhedor e inclusivo para os seus praticantes são de fundamental importância para a implementação desse esporte. 3.3 Dificuldades enfrentadas para implementação do voleibol sentado. A implementação do vôlei sentado como esporte coletivo, embora promissora, enfrenta uma série de obstáculos que abrangem desde aspectos técnicos do jogo até questões sociais mais amplas. Dificuldades Táticas e Técnicas: Mobilidade Limitada: A forma de locomoção peculiar do vôlei sentado, arrastando a região glútea, exige um alto grau de coordenação e força muscular específicos. Essa característica impacta diretamente na capacidade dos jogadores de alcançar a bola em diferentes posições na quadra, exigindo um tempo de adaptação maior. Precisão Comprometida: As dimensões reduzidas da quadra e a necessidade de contato constante com o chão tornam o controle da força aplicada nos movimentos um desafio. Consequentemente, erros como saques fora e passes imprecisos são comuns, especialmente nos estágios iniciais de aprendizado. Regras Específicas: As regras do vôlei sentado, embora adaptadas, podem gerar certa confusão, principalmente em relação a ações como o saque com os pés na quadra. A falta de compreensão dessas regras pode dificultar a implementação de estratégias eficazes. Estratégias Limitadas: A ausência de um conhecimento mais profundo sobre as estratégias do vôlei sentado, como a identificação e o aproveitamento das falhas do adversário, limita o potencial de desenvolvimento dos jogadores e equipes. Desafios Relacionados à Inclusão: Falta de Materiais: A escassez de equipamentos específicos para o vôlei sentado, como cadeiras de rodas esportivas adequadas, é um obstáculo significativo para a prática segura e eficaz do esporte. Formação de Profissionais: A falta de capacitação de professores de educação física na área de esportes adaptados limita a qualidade do ensino e a inclusão de alunos com deficiência nas atividades esportivas. Preconceito e Discriminação: O preconceito e a falta de conhecimento sobre as pessoas com deficiência são barreiras significativas para a participação no vôlei sentado. A sociedade, em geral, ainda precisa avançar na construção de um ambiente mais inclusivo e respeitoso às diferenças. Condições Inadequadas: A falta de espaços adequados e acessíveis para a prática do vôlei sentado, bem como a ausência de políticas públicas queincentivem a inclusão no esporte, são desafios que precisam ser superados para garantir o desenvolvimento da modalidade. A implementação do vôlei sentado exige um esforço conjunto para superar desafios técnicos, táticos, sociais e estruturais. É fundamental investir em capacitação de profissionais, aquisição de materiais adequados, promoção da inclusão e combate ao preconceito para garantir o desenvolvimento e a popularização desse esporte tão importante para a vida de muitas pessoas. 3 MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo se constitui como uma revisão da literatura, conhecida também como pesquisa bibliográfica que procura explicar e discutir um tema com base em referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos entre outros. Sua característica é buscar conhecer e analisar conteúdos científicos sobre determinado tema. Este estudo bibliográfico visa pesquisar sobre o tema Jogos desportivos coletivos adaptado: Voleibol sentado, tema esse que ainda é pouco estudado e discutido, lembrando que a importância desse esporte vai além de benefícios físicos, proporcionando também desenvolvimento mental e social. Vale ainda salientar a melhora da autoestima, da independência da pessoa com deficiência, auxiliando nos aspectos psicomotores, cognitivo e afetivo. A pesquisa evidenciou aspectos temáticos de publicações brasileiras sobre o tema, onde não foi delimitado um tempo de carência dos estudos. Os procedimentos que nortearam essa pesquisa seguiram as seguintes etapas: Seleção dos estudos com o tema da pesquisa, utilizando termos como: Esporte adaptado; Jogos coletivos adaptados; Voleibol sentado; Esporte e a pessoa com deficiência; Benefícios do Vôlei sentado. A ferramenta de busca utilizada foi o Google Acadêmico que se encontra no endereço eletrônico (https://scholar.google.com.br/). A busca nos levou a resultados de diferentes documentos, como: Dissertações, Artigos científicos, monografias entres outros materiais que estão disponíveis para pesquisas. Foram localizados mais de 280 resultados. Desse resultado aplicamos alguns critérios de eliminação: Estudos realizados em outras línguas, estudos que visavam somente o voleibol tradicional, estudos que comtemplavam outros esportes adaptados. Após as primeiras seleções, tivemos os seguintes resultados: 4 artigos científicos, 2 monografias, 2 livros em PDF, 1 tese. Após mais pesquisas abrimos um leque sobre temas que estariam ligados a abordagem proposta. https://scholar.google.com.br/ 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Este trabalho pode gerar uma conscientização importante, não só sobre o esporte adaptado, mas também sobre as questões de inclusão, direitos humanos e a importância de se criar ambientes mais inclusivos e acessíveis para todos. Também gerar desenvolvimento em ajudar no fortalecimento da autoestima, autonomia e autoconfiança dos estudantes, aspectos que são importantes para o desenvolvimento pessoal e social. Os Estudantes terão a oportunidade de compreender as barreiras enfrentadas por PcD e a importância de ações que favoreçam sua inclusão. A sensibilização pode contribuir para a construção de uma cultura de respeito à diversidade e aos direitos humanos 5 CONCLUSÃO Atualmente, é viável afirmar que tanto as pessoas com deficiência quanto aquelas sem deficiência podem atuar como atletas, profissionais ou amadores, ou podem estar envolvidas de outras formas no mundo dos esportes, em diversos ambientes e em todas as facetas que essa prática engloba. Ao trabalhar com o voleibol sentado, assim como em qualquer prática de esporte adaptado, é importante que o profissional de Educação Física leve em consideração uma série de influências, como as médicas, psicológicas e sociais, bem como as adaptações individuais necessárias. O treinamento de voleibol sentado tem impacto positivo no aprimoramento das habilidades específicas desse esporte, assim como no aperfeiçoamento do controle muscular. Por meio de alterações nas regras, ajustes em metodologias, materiais e instalações, bem como na escolha dos locais para as atividades, estamos promovendo a inclusão de pessoas com deficiência no contexto esportivo, permitindo a prática de voleibol sentado. Por ser um desporto coletivo, promove a interação entre pessoas, sejam elas da mesma equipe ou adversária, independentemente de serem deficientes ou não. Tem o intuito de tornar mais simples e rápida a reintegração ou integração social do PcD na sociedade. O voleibol sentado destaca-se pela colaboração em equipe e pela integração entre os jogadores, ressaltando a importância das tarefas individuais e da coletividade. Além disso, é possível notar um aumento na autoestima e na confiança em si mesmo, uma vez que as diferentes tarefas permitem experiências positivas, como alcançar êxito, e uma avaliação mais acurada das capacidades e desafios resultantes da deficiência. Outros benefícios do voleibol sentado, praticado por PcD, são evidenciados, incluindo reabilitação física, interação social e bem-estar psicológico. Dessa maneira, conclui-se que o voleibol sentado impulsiona a inclusão social e proporciona uma série de vantagens para indivíduos com deficiência física, podendo ser praticado tanto por grupos exclusivamente compostos por pessoas com deficiência quanto em conjunto com aqueles considerados "normais". Ao praticar esse esporte, as pessoas com deficiência (PcD) têm a chance de aprimorar diferentes habilidades em seus corpos, como a coordenação motora e o desenvolvimento cognitivo, além de ganhar autoconfiança para realizar as tarefas do dia a dia. O voleibol sentado proporciona interações com outras pessoas, que vão além do ambiente esportivo, em diversos contextos. 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BATISTA, Jani Freitas et al. TIPOS DE LESÕES NA SELEÇÃO BRASILEIRA DE VOLEIBOL SENTADO FEMININO NO RIO 2016: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Disponível em . 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O esporte tradicional é bastante conhecido no Brasil, país com gigantes conquistas é muito conhecido pela formação de jogadores, comissão técnicae por... O vôlei sentado tem suas raízes na Holanda, onde surgiu em 1956 a partir da combinação de dois esportes preexistentes. Um deles era o sitzball, um jogo de origem alemã especialmente desenvolvido para pessoas com dificuldades de locomoção, no qual os ... Apesar de ser uma adaptação do voleibol convencional, o vôlei sentado segue as regras gerais da FIVB (Federação Internacional de Voleibol). As partidas são disputadas por duas equipes de seis jogadores, conforme estabelecido pela Confederação Brasile... De acordo com a classificação do Comitê Paralímpico, todos os jogadores de vôlei sentado devem apresentar alguma deficiência física, que pode ser uma amputação ou outra limitação locomotora. As equipes podem ter até dois atletas classificados como 'l... Conforme o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a classificação funcional no vôlei sentado divide os atletas em duas categorias principais: amputados e les autres. Essa avaliação detalhada, que combina conhecimentos médicos e esportivos, é fundamenta... De acordo com (Carvalho, 2013, p. 102-103), as amputações são divididas em nove classes: Classe A1 = ambos os membros inferiores são amputados acima ou através da articulação do joelho (Duplo AK-Above Knee); Classe A2 = um dos membros inferiores é amputado acima ou através da articulação do joelho (AK Simples); Classe A3 = ambos os membros inferiores são amputados abaixo do joelho, mas acima ou através da articulação tálus-calcanear (Duplo BK Below Knee); Classe A4 = um dos membros inferiores é amputado abaixo do joelho, mas acima ou através da articulação tálus-calcanear (BK Simples); Classe A5 = ambos os membros superiores são amputados acima ou através da articulação do cotovelo (Duplo AE-Above Elbow); Classe A6 = um dos membros superiores é amputado acima ou através da articulação do cotovelo (AE Simples); Classe A7 = ambos os membros inferiores são amputados abaixo do cotovelo, mas acima ou através da articulação pulso (Duplo BE-Below Elbow); Conexões: revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, Campinas, v. 11, n. 2, p. 97-126, abr./jun. 2013.... Classe A8 = um dos membros superiores é amputado abaixo do cotovelo, mas acima ou através da articulação do pulso (BE Simples); Classe A9 = atletas com amputações de membro superior e inferior. A categoria "Les Autres" engloba atletas com deficiências locomotoras que não se enquadram na classificação de amputados. Isso inclui indivíduos com uma variedade de condições, como lesões medulares, doenças neuromusculares e deformidades ósseas, que... O vôlei sentado é disputado em uma quadra menor que a do vôlei convencional, com 10 metros de comprimento e 6 metros de largura. A rede, posicionada a uma altura adaptada para os atletas sentados, é um pouco mais baixa: 1,15m para homens e 1,05m para... A Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes, destaca na publicação das regras do voleibol sentado que: O voleibol preserva o contexto e dinâmica convencional, com disputa em melhor de cinco sets de 25 pontos [...] e fundamentos (saque, recepção, levantamento, ataque, bloqueio e defesa), sendo que o fato de a modalidade ser jogada no chão, e pela duplic... 3 MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo se constitui como uma revisão da literatura, conhecida também como pesquisa bibliográfica que procura explicar e discutir um tema com base em referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos entre outros. Sua característica... 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 5 CONCLUSÃO Atualmente, é viável afirmar que tanto as pessoas com deficiência quanto aquelas sem deficiência podem atuar como atletas, profissionais ou amadores, ou podem estar envolvidas de outras formas no mundo dos esportes, em diversos ambientes e... O treinamento de voleibol sentado tem impacto positivo no aprimoramento das habilidades específicas desse esporte, assim como no aperfeiçoamento do controle muscular. Por meio de alterações nas regras, ajustes em metodologias, materiais e in... Por ser um desporto coletivo, promove a interação entre pessoas, sejam elas da mesma equipe ou adversária, independentemente de serem deficientes ou não. Tem o intuito de tornar mais simples e rápida a reintegração ou integração social do PcD... Dessa maneira, conclui-se que o voleibol sentado impulsiona a inclusão social e proporciona uma série de vantagens para indivíduos com deficiência física, podendo ser praticado tanto por grupos exclusivamente compostos por pessoas com deficiên...