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JOGOS DESPORTIVOS COLETIVOS ADAPTADOS VOLEIBOL 
SENTADO: FERRAMENTA DE INCLUSÃO SOCIAL PARA PESSOAS 
COM DEFICIÊNCIA FÍSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS-AM 
Centro Universitário Leonardo Da Vinci 
CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI 
 
 
BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
TURMA: BEF3641 
Aluno: CARLOS FABIO SOUZA DE LIMA 
Aluno: ELENILDA ALVES DE SOUZA 
Aluno: JOSE LEALDO DA SILVA NASCIMENTO 
Aluno: MARIA ARTEMIZA PEREIRA DE OLIVEIRA 
 Aluno: ALESSANDRO AQUINO GUALBERTO 
 
 
RESUMO 
 
Os jogos desportivos adaptados, como o nome sugere, são modalidades 
esportivas modificadas para atender às necessidades de pessoas com deficiência. 
Dentre vários esportes coletivos adaptados está o voleibol sentado, esse esporte 
oferece uma oportunidade valiosa para a inclusão de pessoas com deficiência física 
ou relacionado à locomoção, atletas com paralisia cerebral ou lesão na coluna 
vertebral na prática esportiva. Tornou-se uma modalidade paralímpica voltada para 
aqueles que, por diversos motivos, não podem participar do voleibol tradicional. Essa 
modalidade esportiva adaptada assemelha-se muito ao esporte tradicional, fazendo 
pequenas alterações nas regras e no estilo de jogo. O esporte adaptado surgiu como 
um meio valioso no recondicionamento e reabilitação física, social e psicológica de 
pessoas com deficiência (PcD). Consiste em adaptar as regras, metodologias, 
instalações e materiais. O propósito deste estudo consistiu em investigar, examinar, 
debater e, por conseguinte, descrever os benefícios do esporte adaptado praticado 
por pessoas com deficiência física e o impacto positivo que esse desporto exerce na 
promoção da inclusão social. Os princípios básicos do esporte são idênticos em 
ambos os tipos, sendo que a principal distinção se encontra na maneira de locomoção 
(que deve ser feita obrigatoriamente sentado). O voleibol sentado promove a inclusão 
social de indivíduos com deficiência física, oferecendo as oportunidades e recursos 
necessários para sua plena participação na vida econômica, social e cultural, 
permitindo que desfrutem de um padrão de vida considerado usual na sociedade em 
que estão inseridos. O desporto adaptado cria ambientes que permitem a essas 
pessoas se conhecerem melhor e se reinventarem, procurando seu crescimento de 
maneira agradável e divertida. 
Palavras-chave: deficiente físico; desporto adaptado; vôlei sentado; inclusão. 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
O esporte coletivo adaptado como o nome sugere, é uma modalidade esportiva 
modificada para atender às necessidades de pessoas com deficiência com o objetivo 
de garantir a participação e o desenvolvimento de todos os praticantes, 
independentemente de suas limitações. Nesse contexto do esporte adaptado o 
voleibol sentado é uma adaptação do esporte do Voleibol tradicional, destinado às 
pessoas que são impossibilitadas, por algum motivo, de praticar o voleibol 
convencional, sendo muito semelhante deste, uma vez que apresenta apenas 
pequenas modificações em seu regulamento e nas características do jogo 
(CARVALHO, 2013, p. 5). 
Seu surgimento aconteceu na Holanda em 1956, como uma combinação do 
voleibol convencional com o Sitzball, um jogo alemão sentado. Em 1976, o vôlei 
sentado participou pela primeira vez das Paraolimpíadas de Toronto. Após dois anos, 
foi oficialmente aceito nas Paraolimpíadas pela Organização Internacional de Esportes 
para Deficientes, com o primeiro torneio oficial em Haarlem, na Holanda, em 1979. Foi 
incluído nas Paraolimpíadas de Arnhem em 1980. 
Os princípios são idênticos em ambas as formas de voleibol, contudo, a principal 
distinção reside no deslocamento, que difere de forma obrigatória no voleibol 
Paralímpico, também conhecido como voleibol sentado. Foi criado, então, pelo Comitê 
de Esportes da Holanda, o Voleibol Sentado (Tajnik, 2009 apud Carvalho, 2013, p. 5). 
Em solo brasileiro, a prática oficial ganhou impulso apenas em 2002. Foi nesse 
ano que o professor Ronaldo Gonçalves de Oliveira, em Mogi das Cruzes, São Paulo, 
organizou um torneio com a participação de três times. O ano de 2003 marcou um 
momento crucial para o vôlei sentado no Brasil, com o surgimento da Associação 
Brasileira de Voleibol Paralímpico (ABVP). 
A visibilidade do vôlei sentado tem aumentado graças à participação em torneios 
nacionais, como o Campeonato Brasileiro, e internacionais, como os Jogos Parapan-
Americanos e as Paraolimpíadas. No cenário internacional, o destaque máximo do 
Brasil ocorreu nos Jogos Paralímpicos de Londres (2012), quando a equipe feminina 
alcançou a quinta posição. 
 Com o intuito de destacar a importância da prática esportiva adaptada por pessoas 
com limitações físicas, visando a sua inclusão social e a aceitação positiva de sua 
condição física, sem que isso gere frustração diante dos padrões da sociedade. O 
esporte adaptado pode ser praticado em vários ambientes: alto rendimento; escola; 
lazer; reabilitação; dentro de programas formais, abertos ou não-estruturados 
(WINNICK, 2004 apud MARQUES et al 2009, p.9). 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 PESSOA COM DEFICÊNCIA(PCD) E A CONSTITUIÇÃO 
 
2.1.1 Quem é a pessoa com Deficiência (PcD) segundo a lei brasileira 
 No Brasil, a Constituição Federal de 1988 trouxe uma mudança significativa ao 
acabar com o modelo assistencialista previamente existente. Agora, garante-se a 
igualdade de oportunidades com base no princípio de tratamento justo para todos, 
avaliando as diferenças individuais e assegurando a verdadeira igualdade. 
 O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), e destinada a 
assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das 
liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e 
cidadania. 
 Segundo o Art. 2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência considera-se PcD 
aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou 
sensorial, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação 
plena e efetiva na sociedade em igualdade com as demais pessoas. 
 No Brasil, a Constituição Federal de 1988 trouxe uma mudança significativa ao 
acabar com o modelo assistencialista previamente existente. Agora, garante-se a 
igualdade de oportunidades com base no princípio de tratamento justo para todos, 
avaliando as diferenças individuais e assegurando a verdadeira igualdade. Foi 
reconhecido que a sociedade é marcada pela diversidade, uma vez que é composta 
por indivíduos distintos uns dos outros. 
 O Diário Oficial da União regulamenta o decreto nº 5296/04 e as leis 10.048 E 
10.098/2000, sobre pessoas com deficiência (PcD). 
§ 1º Considera-se, para os efeitos deste Decreto: I - pessoa “portadora” de deficiência: 
que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade. 
 Segundo o mencionado Decreto, a deficiência física refere-se a qualquer 
modificação total ou parcial em um ou mais partes do corpo humano, o que leva à 
limitação da função física. Exemplos incluem condições como paraplegia, 
monoplegia, tetraparesia, triparesia, entre outras formas de deficiência física. 
Lei Nº 13.146, de 6 de julho de 2015 - Estatuto da pessoa com deficiência 
 
No seu Art. 1º do Estatuto da Pessoa com Deficiência é instituída a Lei 
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Estatuto da Pessoa com 
Deficiência (Lei nº 13.146/2015), destinada a assegurar e a promover, em 
condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades 
fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e 
cidadania. 
Art. 2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência considera-se PcD aquela que 
tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou 
sensorial, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua 
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade com as demais 
pessoas. 
 
DeficiênciaFísica é toda e qualquer alteração no corpo humano, resultado de 
um problema ortopédico, neurológico ou de má formação, levando o indivíduo a uma 
limitação ou uma dificuldade no desenvolvimento de uma tarefa motora (Costa, 1992 
Apud Netto e Gonzalez, 1996, p.7). 
A Deficiência Física Congênita se define como qualquer perda ou 
anormalidade de estrutura ou função fisiológica ou anatômica, desde o nascimento, 
decorrente de causas variadas como: prematuridade, anóxia perinatal, desnutrição 
materna, rubéola, trauma de parto, toxoplasmose, exposição à radiação, causas 
metabólicas e outras desconhecidas (MACEDO, 2008, p.2). 
 A Deficiência Física Adquirida pode surgir de diferentes motivos, como 
acidentes, traumas mecânicos ou cognitivos e doenças. A Deficiência Física 
Congênita ocorre quando a pessoa já nasce com alguma limitação, conforme 
mencionado anteriormente. No voleibol sentado, indivíduos com deficiências físicas 
congênitas ou adquiridas podem participar, com o intuito de promover o 
desenvolvimento holístico do deficiente físico. Isso permite uma maior compreensão 
do próprio corpo e da mecânica dos movimentos. Atualmente, acredita-se que tanto 
as Pessoas com Deficiência quanto as pessoas não deficientes podem se tornar 
atletas, profissionais ou amadores, interagindo de forma única com o mundo 
esportivo, dependendo do ambiente em que se encontram e dos propósitos da 
prática esportiva. Ao abordar o voleibol sentado, é essencial que o profissional de 
Educação Física considere os diversos aspectos, como influências médicas, 
psicológicas, sociais e as adaptações particulares. O treinamento de voleibol sentado 
pretende ter um impacto positivo no aprimoramento das habilidades específicas 
desse esporte, assim como no desenvolvimento do controle muscular. 
 A inclusão social assegura que indivíduos vulneráveis, como os portadores 
de deficiência física, tenham acesso às oportunidades e recursos essenciais para 
participar ativamente na vida econômica, social e cultural e possam desfrutar de um 
padrão de vida considerado comum. Logo, ela garante que eles tenham uma maior 
participação na tomada de decisões que afetam suas vidas e de acesso aos seus 
direitos fundamentais (WARING & MASON, 2010 Apud ROSSI JUNIOR, 2016, p. 30). 
 
2.2 Esporte Adaptado 
 O desporto adaptado é um importante meio de recondicionamento e 
reabilitação física, social e psicológica para PCDs, através de modificações em 
regras, metodologias, materiais e instalações, locais para as atividades possibilitando 
a participação de PCDs nas mais diversas modalidades esportivas (DUARTE; 
WERNER, 1995 Apud CARDOSO, 2011, p. 2). A prática do desporto adaptado 
oferece oportunidades para que esses indivíduos possam se reconectar consigo 
mesmos, redescobrir sua humanidade e buscar seu crescimento de modo divertido 
e satisfatório. 
 Diversos benefícios podem ser evidenciados com a prática desportiva por 
PCDs, destacam-se: reabilitação física, psicológica e social, melhoria geral da 
aptidão física, ganhos de independência, autonomia e autoconfiança para a 
realização de atividades da vida diária (AVD´s), melhora da autoestima e do 
autoconceito dos praticantes (CARDOSO, 2011, p. 2-3). 
 COSTA (1992) lista, além de vários objetivos gerais, alguns objetivos mais 
específicos do esporte adaptado a DF. Dentre eles, destacam-se os seguintes: 
Desenvolver e aperfeiçoar a técnica e o manejo de cadeiras de rodas; estimular as 
funções do tronco e dos membros superiores; adaptar o movimento as limitações; 
prevenir deficiências secundárias; melhorar o equilíbrio e a coordenação, 
principalmente dos amputados; desenvolver as funções gerais do corpo adaptando- 
o ao potencial residual. 
 A sociedade contemporânea se depara com o fenômeno esportivo, como um 
objeto heterogêneo, bastante presente no seu cotidiano. Suas formas de 
manifestação são representadas em diversas interpretações culturais e expressões, 
que se adaptam de acordo com as expectativas, necessidades, limitações e objetivos 
dos sujeitos envolvidos com suas práticas (MARQUES, GUTIERREZ & ALMEIDA, 
2006 Apud MARQUES 2009, p.5). 
 O princípio da inclusão social visa acolher os indivíduos que não se encaixam 
nos padrões considerados normais (seja fisicamente, socialmente ou 
comportamentalmente) estabelecidos por determinado grupo, e que necessitam de 
apoio e empatia daqueles que se enquadram nesses padrões para serem integrados. 
 O movimento de inclusão é uma forma elaborada que procura, através de 
ações articuladas, adaptar a pessoa com deficiência à sociedade e vice-versa 
(DUARTE & SANTOS, 2003 Apud MARQUES, 2009, p.5). 
 Assim, o processo de adaptação tem como objetivo tornar a vida da pessoa 
com deficiência mais fácil, promovendo sua integração na sociedade por meio de 
recursos adequados, e incentivando o seu desenvolvimento pessoal ao apresentar 
desafios e oportunidades de superação. O esporte adaptado é um ótimo exemplo, 
pois engloba diversas oportunidades. Pode ser definido como o fenômeno esportivo 
modificado ou criado para suprir as necessidades dos envolvidos (PACIOREK, 2004 
apud MARQUES 2009, p.6). A prática do esporte adaptado pode ocorrer tanto em 
ambientes integrados, nos quais pessoas com deficiência interagem com não 
deficientes, quanto em ambientes específicos, restritos à participação desses 
indivíduos. 
 O esporte adaptado se encontra em várias situações e manifestações 
distintas, sendo o destaque o esporte paralímpico, que é a principal forma de 
promoção do esporte adaptado e tem nos Jogos Paralímpicos seu grande expoente 
no cenário global. A origem da palavra "paralímpico" remonta à preposição grega 
"para", que significa "ao lado, paralelo", combinada com o termo "olímpico", em 
alusão à coincidência em paralelo dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos a partir de 
1960. A palavra “paralímpico” era originalmente uma combinação de paraplégico e 
olímpico, entretanto, com a inclusão de outros grupos de PCDs, e a união das 
associações ao movimento olímpico, ela tomou outra conotação (SENATORE, 2006 
apud MARQUES et al 2009, p.6). 
 O esporte, para além de uma forma de expressão artística, oferece também 
uma chance de se dedicar profissionalmente a uma atividade socialmente 
estabelecida. Assim, não deve ser pensado apenas como meio para o alcance de 
outros fins socialmente valorosos como o alcance de objetivos sociais; o aprendizado 
de valores morais: como solidariedade, amizade e competição honesta e justa, 
favorecendo, assim, o convívio civilizado e sem violência (HELAL, 1990 apud DE 
AZEVEDO 2011, p 12). 
 O esporte é um fenômeno sociocultural que possui diversas maneiras de se 
expressar. Bracht (2003) sustenta que o esporte é um fenômeno sociocultural 
disseminado globalmente, tendo suas raízes na cultura europeia por volta do século 
XVIII. A sua prática, concretização e evolução têm sido reconstruídas e reinterpretadas 
em cada contexto e época, num processo guiado por diversos significados e objetivos. 
 O esporte adaptado surge como uma dessas opções, e atualmente é um 
fenômeno mundial que atrai a atenção por suas várias particularidades, tais como: 
possibilidade de ascensão social, chance de praticar em igualdade de condições, 
aprimoramento da aptidão física e condições de saúde, entre outros aspectos. 
2.3 O Esporte e a pessoa com deficiência 
 As raízes do paradesporto estão na indiscutível influência das práticas 
médicas após as duas grandes guerras mundiais na criação de programas de 
reabilitação e, consequentemente, no surgimento do esporte. Os países atingidos por 
guerras, especialmente a Segunda Guerra, recorreram ao apoio do esporte para o 
programa de recuperação dos militares que sofreram lesões medulares, amputações 
ou outros traumas resultantes dos conflitos. 
 Esses guerreiros salvaram sua pátria e não podiam ser abandonados após 
cumprirem suas obrigações e demonstraremfidelidade à sua nação. Neste novo 
cenário, a sociedade começou a aceitar as pessoas nessas condições, que por muitos 
anos foram marginalizadas do convívio social. Conforme afirma Morato (2007): 
 É nesse contexto que aparecem dois grandes nomes, Sir Ludwig Guttmann e 
Mr. Benjamim H. Lipton (ARAÚJO, 1998). O primeiro era um neurologista e 
neurocirurgião de nacionalidade alemã. O governo britânico o convidou para 
estabelecer um centro de reabilitação no hospital de Stoke Mandeville, destinado ao 
tratamento de militares que sofreram lesões medulares. Ele concebeu os jogos de 
Stoke Mandeville, lançados pela primeira vez em 1948, ao mesmo tempo que as 
Olimpíadas de Londres. (MORATO,2007, p.42). 
 Silva et. al (2013) afirma que “o Esporte Adaptado é um termo utilizado apenas 
no Brasil e consiste em uma possibilidade de prática para pessoas com deficiência.” 
(p.2). Portanto, as normas, princípios e estrutura são ajustados para possibilitar a 
inclusão dessas pessoas. Os escritores também indicam que, em outras línguas, a 
expressão mais frequente é Esporte para Pessoas com Deficiência ou "Sport for 
People with a Disability". Por outro lado, o conceito de esporte paralímpico refere-se 
às modalidades adaptadas que integram o calendário dos Jogos Paralímpicos. 
 Em relação às origens do paradesporto no país, Stefane (2005) Apud Morato 
(2007) relata que algumas atividades físicas eram praticadas em institutos 
especializados no atendimento de pessoas com deficiência, desde o final do século 
XIX. Mas formalmente, foi por iniciativa de um paulista (Sérgio Serafim del Grande) e 
um carioca (Robson Sampaio de Almeida), já na década de 1950, que ele começou a 
ser difundido no país (ARAÚJO, 1998). 
 Estes indivíduos recorreram ao serviço de reabilitação nos Estados Unidos, 
após sofrerem lesões físicas resultantes de acidentes. Quando regressaram ao país, 
estabeleceram clubes dedicados à prática do basquetebol em cadeiras de rodas. De 
acordo com Leal Filho (1996) a efetivação da prática do paradesporto pode ser 
baseada em três grandes suportes ou agentes sociais: a contínua mobilização das 
próprias pessoas com deficiência, a produção do conhecimento científico e as ações 
políticas que convergem para essa direção. 
 As modalidades esportivas paralímpicas fazem parte do programa dos Jogos 
Paralímpicos, o principal evento esportivo voltado para atletas com deficiência. Nas 
diversas modalidades esportivas, a atenção da prática pedagógica deve estar sempre 
voltada para quem pratica a atividade. Isso significa que é crucial levar em conta as 
particularidades de cada pessoa, como tempo de lesão, funcionalidade e experiências 
motoras anteriores, a fim de garantir que a prática seja proveitosa. (Leal, 1996). 
2.4 VOLEIBOL E A PESSOA COM DEFICÊNCIA (PCD). 
2.4.1 Voleibol sentado 
 O voleibol sentado é uma modalidade paralímpica que se assemelha muito com o 
voleibol tradicional. O esporte tradicional é bastante conhecido no Brasil, país com 
gigantes conquistas é muito conhecido pela formação de jogadores, comissão técnica 
e por sermos um berço mundialmente conhecidos na qualidade de ensino do técnico e 
tático do esporte. Apesar da modalidade estar oficialmente inserida nos Jogos 
Paralímpicos desde 1980, o Brasil teve sua primeira participação paralímpica nesta 
modalidade apenas em Pequim, em 2008. 
 O vôlei sentado tem suas raízes na Holanda, onde surgiu em 1956 a partir da 
combinação de dois esportes preexistentes. Um deles era o sitzball, um jogo de origem 
alemã especialmente desenvolvido para pessoas com dificuldades de locomoção, no 
qual os jogadores competiam sentados no chão. A outra influência veio do voleibol 
tradicional, que inspirou as regras e a dinâmica do novo esporte. 
 Apesar de ser uma adaptação do voleibol convencional, o vôlei sentado segue as 
regras gerais da FIVB (Federação Internacional de Voleibol). As partidas são disputadas 
por duas equipes de seis jogadores, conforme estabelecido pela Confederação 
Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD), garantindo a igualdade de condições 
para todos os atletas. 
 De acordo com a classificação do Comitê Paralímpico, todos os jogadores de vôlei 
sentado devem apresentar alguma deficiência física, que pode ser uma amputação ou 
outra limitação locomotora. As equipes podem ter até dois atletas classificados como 
'les autres' (outras deficiências), mas apenas um deles pode jogar simultaneamente. 
 Conforme o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a classificação funcional no vôlei 
sentado divide os atletas em duas categorias principais: amputados e les autres. Essa 
avaliação detalhada, que combina conhecimentos médicos e esportivos, é fundamental 
para garantir a integridade física dos atletas e a equidade das competições. 
De acordo com (Carvalho, 2013, p. 102-103), as amputações são divididas em nove 
classes: 
Classe A1 = ambos os membros inferiores são amputados acima ou através da 
articulação do joelho (Duplo AK-Above Knee); 
Classe A2 = um dos membros inferiores é amputado acima ou através da 
articulação do joelho (AK Simples); 
Classe A3 = ambos os membros inferiores são amputados abaixo do joelho, 
mas acima ou através da articulação tálus-calcanear (Duplo BK Below Knee); 
Classe A4 = um dos membros inferiores é amputado abaixo do joelho, mas 
acima ou através da articulação tálus-calcanear (BK Simples); 
 Classe A5 = ambos os membros superiores são amputados acima ou através 
da articulação do cotovelo (Duplo AE-Above Elbow); 
Classe A6 = um dos membros superiores é amputado acima ou através da 
articulação do cotovelo (AE Simples); 
Classe A7 = ambos os membros inferiores são amputados abaixo do cotovelo, 
mas acima ou através da articulação pulso (Duplo BE-Below Elbow); 
Conexões: revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, Campinas, 
v. 11, n. 2, p. 97-126, abr./jun. 2013. ISSN: 1983-9030 102 
Classe A8 = um dos membros superiores é amputado abaixo do cotovelo, mas 
acima ou através da articulação do pulso (BE Simples); 
Classe A9 = atletas com amputações de membro superior e inferior. 
 A categoria "Les Autres" engloba atletas com deficiências locomotoras que não se 
enquadram na classificação de amputados. Isso inclui indivíduos com uma variedade 
de condições, como lesões medulares, doenças neuromusculares e deformidades 
ósseas, que afetam sua capacidade de se movimentar. 
 O vôlei sentado é disputado em uma quadra menor que a do vôlei convencional, 
com 10 metros de comprimento e 6 metros de largura. A rede, posicionada a uma altura 
adaptada para os atletas sentados, é um pouco mais baixa: 1,15m para homens e 
1,05m para mulheres. Uma característica marcante do esporte é a obrigatoriedade de 
os jogadores manterem contato com o solo durante o jogo, com exceção dos momentos 
em que entram em contato com a bola. Além disso, o bloqueio de saque é permitido, 
adicionando um elemento estratégico ao jogo. 
 A Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes, destaca na publicação das 
regras do voleibol sentado que: 
O voleibol preserva o contexto e dinâmica convencional, com disputa em 
melhor de cinco sets de 25 pontos [...] e fundamentos (saque, recepção, 
levantamento, ataque, bloqueio e defesa), sendo que o fato de a modalidade 
ser jogada no chão, e pela duplicidade funcional dos membros superiores têm-
se o deslocamento como principal ação no jogo. 
 
 O vôlei sentado é um exemplo inspirador de como o esporte pode ser inclusivo. 
Ao adaptar as regras e as dimensões do jogo, essa modalidade oferece oportunidades 
para que pessoas com deficiência física pratiquem esportes e se beneficiem de todos 
os aspectos positivos da atividade física, como a melhoria da saúde, o 
desenvolvimento social e a autoestima. Além disso, a facilidade de implementação do 
vôlei sentado em diferentes contextos torna-o uma ferramenta poderosa para a 
promoção da inclusão. 
 
2.5 Benefíciosdo voleibol sentado 
A prática do vôlei sentado traz diversos benefícios, como o fortalecimento 
muscular, o desenvolvimento da coordenação motora e a promoção da inclusão 
social. 
Ao exigir trabalho em equipe, comunicação e respeito à diversidade, essa 
modalidade contribui para a formação integral do indivíduo. 
Em um contexto educacional, o vôlei sentado pode ser utilizado como uma 
ferramenta pedagógica para promover a inclusão de alunos com deficiência e 
desconstruir preconceitos, desde que haja adaptações no currículo e nos espaços. 
No aspectos técnico-táticos, os fundamentos técnicos do voleibol sentado são 
semelhantes aos do voleibol convencional, mas adaptados à posição sentada. O 
toque, a manchete, o saque, o bloqueio e o ataque são fundamentos que exigem 
técnica e coordenação específica para o voleibol sentado. A posição dos dedos e das 
mãos no toque deve ser a mesma do voleibol convencional, garantindo o controle e a 
precisão do movimento. O domínio dos fundamentos técnicos é essencial para o 
desenvolvimento de estratégias de jogo eficiente. 
O vôlei sentado é um esporte adaptado que oferece a todos a oportunidade de 
praticar esporte e se divertir. As adaptações feitas nas regras e no equipamento 
garantem que pessoas com diferentes tipos de deficiência física possam participar 
ativamente, desfrutando de todos os benefícios que o esporte proporciona para a 
saúde e o bem-estar. 
Essa adaptação esportiva exige dos atletas força e resistência excepcionais nos 
membros superiores. A locomoção na quadra, realizada principalmente com os 
braços, e a execução de técnicas como saque, bloqueio e ataque demandam uma 
contração muscular constante e intensa, colocando à prova a capacidade física dos 
jogadores. 
A coordenação motora é um dos pilares do vôlei sentado. A capacidade de 
coordenar os movimentos dos membros superiores e do tronco de forma precisa e 
eficiente é fundamental para o desempenho do atleta, permitindo que ele execute as 
jogadas com agilidade e controle. 
Como sabemos os fundamentos técnicos do vôlei sentado são adaptações do vôlei 
convencional, porém exigem um conjunto de habilidades específicas. Os movimentos 
são mais complexos e exigem um alto grau de adaptação. A posição sentada impõe 
desafios únicos, que são superados através de técnicas específicas para cada 
fundamento. 
O vôlei sentado é um esporte que quebra barreiras e promove a inclusão social. 
Ao adaptar as regras e o ambiente, essa modalidade permite que pessoas com 
deficiência física participem ativamente de atividades esportivas, desenvolvendo suas 
habilidades e aumentando sua autoestima. 
Continuando sobre os benefícios: 
 O vôlei sentado quebra as barreiras entre pessoas com e sem deficiência, 
proporcionando uma experiência esportiva inclusiva. Ao nivelar o campo de 
jogo, a modalidade incentiva o respeito mútuo e a valorização das diferenças. 
 O vôlei sentado abre as portas das aulas de Educação Física para todos os 
alunos, incluindo aqueles com deficiência. Ao nivelar o campo de jogo, a 
modalidade promove a inclusão e derruba barreiras, ensinando a importância 
da diversidade e do respeito às diferenças. 
 Assim como outros esportes, o vôlei sentado oferece a oportunidade de 
competir em alto nível e representar seu país. No entanto, essa modalidade se 
destaca por promover a inclusão de atletas com deficiência, oferecendo um 
caminho para o esporte de alto rendimento que antes era inacessível para 
muitos. 
Quanto ao desenvolvimento Físico, podemos destacar: 
 Fortalecimento dos membros superiores e o tronco. Os jogadores utilizam os 
braços e o tronco para se movimentar, sacar, bloquear e atacar, o que contribui 
para o desenvolvimento da força e da resistência muscular nestas regiões. 
 Melhora a coordenação motora. A exige a coordenação precisa de movimentos 
entre os membros superiores e o tronco, aprimorando a destreza e o controle 
corporal dos jogadores. 
 Desenvolvimento das aptidões cardiorrespiratórias. Por ser uma atividade 
dinâmica que aumenta a frequência cardíaca e respiratória, a prática contribui 
para a saúde cardiovascular e a resistência física. 
No desenvolvimento psicológico, podemos destacar: 
 Aumenta a autoestima e a autoconfiança. A participação em atividades 
esportivas, como o voleibol sentado, permite que as pessoas com deficiência 
superem desafios, desenvolvam novas habilidades e se sintam mais capazes, 
o que impacta positivamente na sua autoestima e autoimagem. 
 Promove a socialização e o trabalho em equipe. O voleibol sentado é um 
esporte coletivo que incentiva a interação, a comunicação e a colaboração 
entre os jogadores, criando laços de amizade e apoio mútuo. 
 Desenvolve a resiliência e a capacidade de superação. As pessoas com 
deficiência que praticam voleibol sentado aprendem a lidar com suas 
limitações, a se adaptar a novas situações e a persistir diante das dificuldades, 
fortalecendo sua resiliência e determinação. 
 Contribui para a saúde mental e o bem-estar. A prática regular de exercícios 
físicos, como o voleibol sentado, libera endorfinas, reduz o estresse e a 
ansiedade, e promove a sensação de bem-estar e relaxamento, o que beneficia 
a saúde mental dos praticantes. 
 É importante destacar que, para que esses benefícios sejam plenamente 
alcançados, é fundamental garantir o acesso à prática do vôlei sentado, a formação 
de profissionais qualificados para o seu ensino e a criação de um ambiente acolhedor 
e inclusivo para os seus praticantes são de fundamental importância para a 
implementação desse esporte. 
 
3.3 Dificuldades enfrentadas para implementação do voleibol sentado. 
A implementação do vôlei sentado como esporte coletivo, embora promissora, 
enfrenta uma série de obstáculos que abrangem desde aspectos técnicos do jogo até 
questões sociais mais amplas. 
 Dificuldades Táticas e Técnicas: 
 Mobilidade Limitada: A forma de locomoção peculiar do vôlei sentado, 
arrastando a região glútea, exige um alto grau de coordenação e força muscular 
específicos. Essa característica impacta diretamente na capacidade dos 
jogadores de alcançar a bola em diferentes posições na quadra, exigindo um 
tempo de adaptação maior. 
 Precisão Comprometida: As dimensões reduzidas da quadra e a necessidade 
de contato constante com o chão tornam o controle da força aplicada nos 
movimentos um desafio. Consequentemente, erros como saques fora e passes 
imprecisos são comuns, especialmente nos estágios iniciais de aprendizado. 
 Regras Específicas: As regras do vôlei sentado, embora adaptadas, podem 
gerar certa confusão, principalmente em relação a ações como o saque com os 
pés na quadra. A falta de compreensão dessas regras pode dificultar a 
implementação de estratégias eficazes. 
 Estratégias Limitadas: A ausência de um conhecimento mais profundo sobre 
as estratégias do vôlei sentado, como a identificação e o aproveitamento das 
falhas do adversário, limita o potencial de desenvolvimento dos jogadores e 
equipes. 
Desafios Relacionados à Inclusão: 
 Falta de Materiais: A escassez de equipamentos específicos para o vôlei 
sentado, como cadeiras de rodas esportivas adequadas, é um obstáculo 
significativo para a prática segura e eficaz do esporte. 
 Formação de Profissionais: A falta de capacitação de professores de educação 
física na área de esportes adaptados limita a qualidade do ensino e a inclusão 
de alunos com deficiência nas atividades esportivas. 
 Preconceito e Discriminação: O preconceito e a falta de conhecimento sobre 
as pessoas com deficiência são barreiras significativas para a participação no 
vôlei sentado. A sociedade, em geral, ainda precisa avançar na construção de 
um ambiente mais inclusivo e respeitoso às diferenças. 
 Condições Inadequadas: A falta de espaços adequados e acessíveis para a 
prática do vôlei sentado, bem como a ausência de políticas públicas queincentivem a inclusão no esporte, são desafios que precisam ser superados para 
garantir o desenvolvimento da modalidade. 
A implementação do vôlei sentado exige um esforço conjunto para superar desafios 
técnicos, táticos, sociais e estruturais. É fundamental investir em capacitação de 
profissionais, aquisição de materiais adequados, promoção da inclusão e combate ao 
preconceito para garantir o desenvolvimento e a popularização desse esporte tão 
importante para a vida de muitas pessoas. 
 
3 MATERIAIS E MÉTODOS 
 Este estudo se constitui como uma revisão da literatura, conhecida também como 
pesquisa bibliográfica que procura explicar e discutir um tema com base em 
referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos entre outros. Sua 
característica é buscar conhecer e analisar conteúdos científicos sobre determinado 
tema. Este estudo bibliográfico visa pesquisar sobre o tema Jogos desportivos 
coletivos adaptado: Voleibol sentado, tema esse que ainda é pouco estudado e 
discutido, lembrando que a importância desse esporte vai além de benefícios físicos, 
proporcionando também desenvolvimento mental e social. Vale ainda salientar a 
melhora da autoestima, da independência da pessoa com deficiência, auxiliando nos 
aspectos psicomotores, cognitivo e afetivo. A pesquisa evidenciou aspectos temáticos 
de publicações brasileiras sobre o tema, onde não foi delimitado um tempo de carência 
dos estudos. Os procedimentos que nortearam essa pesquisa seguiram as seguintes 
etapas: Seleção dos estudos com o tema da pesquisa, utilizando termos como: 
Esporte adaptado; Jogos coletivos adaptados; Voleibol sentado; Esporte e a pessoa 
com deficiência; Benefícios do Vôlei sentado. A ferramenta de busca utilizada foi o 
Google Acadêmico que se encontra no endereço eletrônico 
(https://scholar.google.com.br/). A busca nos levou a resultados de diferentes 
documentos, como: Dissertações, Artigos científicos, monografias entres outros 
materiais que estão disponíveis para pesquisas. Foram localizados mais de 280 
resultados. Desse resultado aplicamos alguns critérios de eliminação: Estudos 
realizados em outras línguas, estudos que visavam somente o voleibol tradicional, 
estudos que comtemplavam outros esportes adaptados. Após as primeiras seleções, 
tivemos os seguintes resultados: 4 artigos científicos, 2 monografias, 2 livros em PDF, 
1 tese. Após mais pesquisas abrimos um leque sobre temas que estariam ligados a 
abordagem proposta. 
https://scholar.google.com.br/
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Este trabalho pode gerar uma conscientização importante, não só sobre o esporte 
adaptado, mas também sobre as questões de inclusão, direitos humanos e a importância 
de se criar ambientes mais inclusivos e acessíveis para todos. Também gerar 
desenvolvimento em ajudar no fortalecimento da autoestima, autonomia e autoconfiança 
dos estudantes, aspectos que são importantes para o desenvolvimento pessoal e social. 
Os Estudantes terão a oportunidade de compreender as barreiras enfrentadas por 
PcD e a importância de ações que favoreçam sua inclusão. A sensibilização pode contribuir 
para a construção de uma cultura de respeito à diversidade e aos direitos humanos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 CONCLUSÃO 
 Atualmente, é viável afirmar que tanto as pessoas com deficiência quanto 
aquelas sem deficiência podem atuar como atletas, profissionais ou amadores, ou 
podem estar envolvidas de outras formas no mundo dos esportes, em diversos 
ambientes e em todas as facetas que essa prática engloba. Ao trabalhar com o 
voleibol sentado, assim como em qualquer prática de esporte adaptado, é 
importante que o profissional de Educação Física leve em consideração uma série 
de influências, como as médicas, psicológicas e sociais, bem como as adaptações 
individuais necessárias. 
 O treinamento de voleibol sentado tem impacto positivo no aprimoramento 
das habilidades específicas desse esporte, assim como no aperfeiçoamento do 
controle muscular. Por meio de alterações nas regras, ajustes em metodologias, 
materiais e instalações, bem como na escolha dos locais para as atividades, 
estamos promovendo a inclusão de pessoas com deficiência no contexto 
esportivo, permitindo a prática de voleibol sentado. 
 Por ser um desporto coletivo, promove a interação entre pessoas, sejam elas 
da mesma equipe ou adversária, independentemente de serem deficientes ou não. 
Tem o intuito de tornar mais simples e rápida a reintegração ou integração social 
do PcD na sociedade. O voleibol sentado destaca-se pela colaboração em equipe 
e pela integração entre os jogadores, ressaltando a importância das tarefas 
individuais e da coletividade. Além disso, é possível notar um aumento na 
autoestima e na confiança em si mesmo, uma vez que as diferentes tarefas 
permitem experiências positivas, como alcançar êxito, e uma avaliação mais 
acurada das capacidades e desafios resultantes da deficiência. Outros benefícios 
do voleibol sentado, praticado por PcD, são evidenciados, incluindo reabilitação 
física, interação social e bem-estar psicológico. 
 Dessa maneira, conclui-se que o voleibol sentado impulsiona a inclusão 
social e proporciona uma série de vantagens para indivíduos com deficiência 
física, podendo ser praticado tanto por grupos exclusivamente compostos por 
pessoas com deficiência quanto em conjunto com aqueles considerados 
"normais". Ao praticar esse esporte, as pessoas com deficiência (PcD) têm a 
chance de aprimorar diferentes habilidades em seus corpos, como a coordenação 
motora e o desenvolvimento cognitivo, além de ganhar autoconfiança para realizar 
as tarefas do dia a dia. O voleibol sentado proporciona interações com outras 
pessoas, que vão além do ambiente esportivo, em diversos contextos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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http://digitalcommons.brockport.edu/bookshelf/167%3e.
	Palavras-chave: deficiente físico; desporto adaptado; vôlei sentado; inclusão.
	1. INTRODUÇÃO
	Com o intuito de destacar a importância da prática esportiva adaptada por pessoas com limitações físicas, visando a sua inclusão social e a aceitação positiva de sua condição física, sem que isso gere frustração diante dos padrões da sociedade. O esp...
	2.1 PESSOA COM DEFICÊNCIA(PCD) E A CONSTITUIÇÃO
	2.1.1 Quem é a pessoa com Deficiência (PcD) segundo a lei brasileira
	2.2 Esporte Adaptado
	2.4.1 Voleibol sentado
	O voleibol sentado é uma modalidade paralímpica que se assemelha muito com o voleibol tradicional. O esporte tradicional é bastante conhecido no Brasil, país com gigantes conquistas é muito conhecido pela formação de jogadores, comissão técnicae por...
	O vôlei sentado tem suas raízes na Holanda, onde surgiu em 1956 a partir da combinação de dois esportes preexistentes. Um deles era o sitzball, um jogo de origem alemã especialmente desenvolvido para pessoas com dificuldades de locomoção, no qual os ...
	Apesar de ser uma adaptação do voleibol convencional, o vôlei sentado segue as regras gerais da FIVB (Federação Internacional de Voleibol). As partidas são disputadas por duas equipes de seis jogadores, conforme estabelecido pela Confederação Brasile...
	De acordo com a classificação do Comitê Paralímpico, todos os jogadores de vôlei sentado devem apresentar alguma deficiência física, que pode ser uma amputação ou outra limitação locomotora. As equipes podem ter até dois atletas classificados como 'l...
	Conforme o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a classificação funcional no vôlei sentado divide os atletas em duas categorias principais: amputados e les autres. Essa avaliação detalhada, que combina conhecimentos médicos e esportivos, é fundamenta...
	De acordo com (Carvalho, 2013, p. 102-103), as amputações são divididas em nove classes:
	Classe A1 = ambos os membros inferiores são amputados acima ou através da articulação do joelho (Duplo AK-Above Knee);
	Classe A2 = um dos membros inferiores é amputado acima ou através da articulação do joelho (AK Simples);
	Classe A3 = ambos os membros inferiores são amputados abaixo do joelho, mas acima ou através da articulação tálus-calcanear (Duplo BK Below Knee);
	Classe A4 = um dos membros inferiores é amputado abaixo do joelho, mas acima ou através da articulação tálus-calcanear (BK Simples);
	Classe A5 = ambos os membros superiores são amputados acima ou através da articulação do cotovelo (Duplo AE-Above Elbow);
	Classe A6 = um dos membros superiores é amputado acima ou através da articulação do cotovelo (AE Simples);
	Classe A7 = ambos os membros inferiores são amputados abaixo do cotovelo, mas acima ou através da articulação pulso (Duplo BE-Below Elbow); Conexões: revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, Campinas, v. 11, n. 2, p. 97-126, abr./jun. 2013....
	Classe A8 = um dos membros superiores é amputado abaixo do cotovelo, mas acima ou através da articulação do pulso (BE Simples);
	Classe A9 = atletas com amputações de membro superior e inferior.
	A categoria "Les Autres" engloba atletas com deficiências locomotoras que não se enquadram na classificação de amputados. Isso inclui indivíduos com uma variedade de condições, como lesões medulares, doenças neuromusculares e deformidades ósseas, que...
	O vôlei sentado é disputado em uma quadra menor que a do vôlei convencional, com 10 metros de comprimento e 6 metros de largura. A rede, posicionada a uma altura adaptada para os atletas sentados, é um pouco mais baixa: 1,15m para homens e 1,05m para...
	A Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes, destaca na publicação das regras do voleibol sentado que:
	O voleibol preserva o contexto e dinâmica convencional, com disputa em melhor de cinco sets de 25 pontos [...] e fundamentos (saque, recepção, levantamento, ataque, bloqueio e defesa), sendo que o fato de a modalidade ser jogada no chão, e pela duplic...
	3 MATERIAIS E MÉTODOS
	Este estudo se constitui como uma revisão da literatura, conhecida também como pesquisa bibliográfica que procura explicar e discutir um tema com base em referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos entre outros. Sua característica...
	4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
	5 CONCLUSÃO
	Atualmente, é viável afirmar que tanto as pessoas com deficiência quanto aquelas sem deficiência podem atuar como atletas, profissionais ou amadores, ou podem estar envolvidas de outras formas no mundo dos esportes, em diversos ambientes e...
	O treinamento de voleibol sentado tem impacto positivo no aprimoramento das habilidades específicas desse esporte, assim como no aperfeiçoamento do controle muscular. Por meio de alterações nas regras, ajustes em metodologias, materiais e in...
	Por ser um desporto coletivo, promove a interação entre pessoas, sejam elas da mesma equipe ou adversária, independentemente de serem deficientes ou não. Tem o intuito de tornar mais simples e rápida a reintegração ou integração social do PcD...
	Dessa maneira, conclui-se que o voleibol sentado impulsiona a inclusão social e proporciona uma série de vantagens para indivíduos com deficiência física, podendo ser praticado tanto por grupos exclusivamente compostos por pessoas com deficiên...

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