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GRUPO SER EDUCACIONAL SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR DO PIAUÍ – SESPI FACULDADE UNINASSAU – UNIDADE PARNAÍBA CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM DANIELE DE OLIVEIRA ESTÁGIO SUPERVISIONADO II: PACIENTE COM LESÃO POR PRESSÃO COCAL-PI 2024 DANIELE DE OLIVEIRA LESÃO POR PRESSÃO Estudo de Caso apresentado como requisito parcial para obtenção da aprovação na disciplina Estágio Supervisionado II do curso de Bacharelado em Enfermagem pela faculdade Uninassau – Parnaíba. Realizado no Hospital Joaquim Vieira de Brito. Preceptor: Pádua Gerônimo de Brito Junior Supervisora: Yana Marcia Monte Coelho SUMÁRIO 1INTRODUÇÃO.............................................................................................................4 2 OBJETIVOS ...............................................................................................................5 3 ESTUDO DA PATOLOGIA ........................................................................................5 3.1 Conceito .................................................................................................................5 3.2 Fisiopatologia ........................................................................................................6 3.3 Quadro clínico .......................................................................................................6 3.4 Exames diagnósticos ............................................................................................7 3.5 Tratamento .............................................................................................................7 4 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ...................................8 4.1 Histórico de enfermagem .....................................................................................8 4.2 Exame físico ..........................................................................................................8 4.3 Evolução de enfermagem .....................................................................................9 4.4 Diagnóstico de enfermagem ................................................................................10 4.5 Plano assistencial de enfermagem .....................................................................11 5 PROGNÓSTICO ........................................................................................................12 6 CONCLUSÃO ............................................................................................................13 REFERÊNCIAS ............................................................................................................14 ANEXOS .......................................................................................................................15 SIGLAS LPP- LESÃO POR PRESSÃO SSVV- SINAIS VITAIS SAE- SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM 1. INTRODUÇÃO O Estágio Supervisionado é de grande importância para o acadêmico em formação, pois o mesmo propiciará uma ampliação do conhecimento técnico. Na área da saúde a realização de estágio é preponderante para que técnicas procedimentos sejam realizados de maneira correta em prol de uma oferta efetiva de saúde aos usuários de serviços públicos ou privados. Esse estudo de caso foi realizado no hospital Joaquim Vieira de Brito de Cocal-pi . O caso escolhido foi o acompanhamento de uma paciente com lesão por pressão com 65 anos, internado no hospital durante o estágio onde foi feito todo tratamento e acompanhamento dessa paciente. As lesões por pressão (LPP) são consideradas eventos adversos relacionados a assistência à saúde e representam um significativo problema de saúde mundial, com altos custos hospitalares, prolongamento do tempo de internação, aumento da morbimortalidade, acrescidos do impacto emocional e o sofrimento do paciente, estes percebidos como custos intangíveis. A LPP pode ser definida como um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, resultante de pressão intensa e/ou prolongada em combinação com cisalhamento, geralmente é localizada sobre uma proeminência óssea ou relacionado a um dispositivo médico ou outro artefato. As lesões são estadeadas em grau um, dois, três, quatro ou não classificável de acordo o acometimento dos tecidos que podem apresentar-se como pele intacta ou ulcera aberta (CARDOSO et al.,2022) As LPPs provocam desconforto ao paciente causando o aumento no tratamento, maior gasto com insumos e desgaste com seus familiares, o enfermeiro deve avaliar os fatores de risco e a rápida mediação, para precaver a dimensão do dano inicial seu papel é primordial para que a equipe possa agir de forma rápida e concisa de acordo com a lesão. GIUSTI, 2020 Uma das ações para a prevenção é a mudança de decúbito, onde o Ministério da saúde, vem mostrando a importância de estar realizando essa ação a cada 2 horas, para assim estar redistribuindo a pressão, consequentemente mantendo a circulação nas áreas que tem um maior risco de desenvolver a lesão, que são as de proeminência óssea (BRASIL, 2013) As Medidas para prevenção representam a intervenção para um cuidado apropriado para os pacientes com risco para desenvolver as LPP, nesse sentido o Ministério da Saúde vem mostrando que para uma estratégia de prevenção, é de suma importância estar reavaliando esse paciente diariamente, para estarem observando quais são as suas necessidades. Conforme o grau do risco especificado em várias ferramentas, consente que todos os profissionais estabeleçam estratégias individuais para os pacientes (BRASIL, 2013). Nessas ocasiões, o enfermeiro exerce um importante papel, pois possuem a capacidade de avaliar o cuidado diariamente, atendendo os riscos e as necessidades dos pacientes, através de valores éticos indispensáveis para a sua prática profissional (COSTA et al., 2015). Sendo assim é de suma importância compreender, as especificações da doença em detrimento da sistematização da assistência de enfermagem. 1. OBJETIVO Analisar a assistência de Enfermagem ao paciente com lesão por pressão, mediante ao cuidado humanizado. 3.ESTUDO DE PATOLOGIA 3.1 conceito A Lesão por Pressão (LP) lesão cutânea ou de partes moles, está associada aos movimentos de fricção, cisalhamento e pressão contínua, registrada em proeminências ósseas. Apresenta incidência em internos de longos períodos, normalmente advindos de outras patologias e necessitando muitas vezes, de intervenção cirúrgica. (SOUSA et al., 2019) A LP representa grave problema de saúde pública, associada ao tempo de internação e evolução do paciente e tem na informação uma maior perspectiva de prevenção, redução de custos e agravos. (SOUSA et al., 2019) 3.2 FISIOPATOLOGIA A lesão por pressão (LP) é caracterizada pela morte celular desenvolvida quando uma determinada área do corpo sofre pressão entre uma proeminência óssea e uma superfície dura por longo período. Dessa forma, pacientes que apresentam imobilidade física no leito, modificações sensoriais, alterações na circulação periférica, nutrição deficitária, imunodeprimidos ou idosos tem um maior risco para desenvolvimento de LPP. Nessa perspectiva, a lesão por pressão tem se tornado um enorme problema de saúde pública, principalmente em pacientes crônicos que se encontram na terceira idade internados ou em tratamento a nível domiciliar, dificultando o tratamento, sendo prolongado e dispersivo, o que corrobora para a premissa da prevenção. (ESTEVAM et al.,2020) A incidência de LPP possui grande variabilidade nas unidades de saúde em geral e nos serviços de emergência em especial, estudos apontam para uma incidência crescente. O volume e a complexidade da assistência,nessas unidades, progridem com a escalada da violência urbana no país, e o envelhecimento populacional. (CARDOSO et al.,2022) 3.3. QUADRO CLINICO Diversos são os fatores agravantes para o desenvolvimento de LPP nos pacientes, pode-se citar fatores extrínsecos como a superlotação dos serviços que aumentam o tempo de espera pelo atendimento e encaminhamento, a falta de leitos, o contato direto e prolongado com superfícies rígidas como macas, prancha, talas e colar cervical e os fatores intrínsecos coma idade avançada, comorbidades previas e a complexidade clínica do paciente. (CARDOSO et al.,2022) 3.4 EXAME E DIAGNÓSTICO O diagnóstico é feito através do exame clínico realizado no paciente, com os achados necessários para a classificação do estágio da úlcera de pressão. 3.5 TRATAMENTO A avaliação é essencial para classificação da lesão por pressão, o que assegura a seleção adequada para a conduta a ser realizada no tratamento do paciente. Algumas medidas devem ser tomadas como: higiene, hidratação e controle de umidade corporal, proteção de proeminência ósseas, avaliação e inspeção diária da pele, mudança de posicionamento no leito, aplicação das escalas de risco para LP. 4. SISTEMATIZAÇÃO DE ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM 4.1 HISTORICO DE ENFERMGEM M.S.O,65 anos, do sexo feminino, parda, viúva, sedentária, consciente e orientada, apresentando lesão por pressão em estágio 3, Nega DM, hipertensa fazendo uso de medicamentos: Losartana Potássica 50 mg + Hidroclorotiazida 25 mg. Nega alergia medicamentosa, nega tabagismo e etilismo. Natural da cidade de Cocal-PI e reside na mesma cidade, em casa própria na zona urbana e saneamento básico moderado. 4.2 EXAME FISICO Ao exame físico são inerentes competências técnicas como a inspeção, palpação, percussão e ausculta. No entanto, é importante refletir a respeito da empregabilidade destas habilidades, suas finalidades, o desencadeamento dos dados obtidos no decorrer do processo, e, principalmente, o que implicará no cuidado do ser humano assistido. Por conseguinte, o sujeito e suas conexões precisam ser considerados como parte da concepção de um cuidado humanizado. (BRASIL 2009) 4.3 EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM Dia 10/10/2024, às 8:00, a paciente deu entrada no hospital para tratamento clínico, apresentando lesão por pressão em estágio 3 com perda da pele em sua espessura total na região sacral. Realizada redução da pressão, tratamento direto de lesões, tratamento do Controle da infecção e avaliação das necessidades nutricionais e controle da dor. Segue sobre os cuidados da equipe de enfermagem. SSVV: PA: 120/80 MMHG TAX: 36.7°C FC: 70 BPM SAT: 99% 11/10/2024 Paciente 2 DIH, LOTE, higienizada, deambulando com auxilio, aceita dieta VO ofertada, sono e repouso satisfatório, eliminações fisiológicas presentes, apresenta LP na região sacral. Realizado curativo, controle da dor e orientações quanto as trocas de posições. Segue sobre os cuidados da equipe de enfermagem. SSVV: PA: 120/80 MMHG TAX: 36.5°C FC: 75 BPM SAT: 98 % 4.4 DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM Integridade da pele prejudicada; Risco de infecção; Mobilidade física prejudicada; Dor aguda; Ansiedade 4.5 PLANO ASSSITENCIAL DE ENFEMRAGEM O plano assistencial de enfermagem dá-se através da sistematização da assistência de Enfermagem (SAE), sendo assim, a partir dos diagnósticos realizados serão explicitados como a assistência ao paciente é dada a partir das consultas e acompanhamento de enfermagem. PLANO DE CUIDADO INTERVENÇÕES DE ENFERMGAEM Integridade da pele prejudicada -Cuidado com úlceras de pressão -Controle do ambiente -Posicionamento Risco de infecção -Controle da infecção; -Cuidados com lesões; -Proteção contra infecção; Mobilidade física prejudicada -Terapia com Exercícios: Deambulação; Dor aguda -Administração de analgésico; Controle da dor; Ansiedade -Técnica para acalma 5. PROGNÓSTICO O paciente do estudo, apresentou uma melhora significativa durante o tratamento. Diante de todos os cuidados prestados pela equipe de enfermagem que presta um cuidado indispensável para recuperação dos pacientes e atenção as alterações da pele, identificação dos pacientes de alto risco, manutenção da higiene do paciente e do leito, atenção à mudança de decúbito, tendo em vista a diminuição da pressão, e o conforto do paciente. 6. CONCLUSÃO Este estudo de caso possibilitou uma melhor compreensão acerca de LPP e as formas que o enfermeiro deve proceder diante do referido caso, tendo em vista que o mesmo demanda cuidados específicos e preponderantes para a obtenção da melhora do paciente. Em face disso este estudo foi satisfatório e importante para a ampliação do conhecimento técnico do profissional acerca das especificidades do cuidado e saúde, norteado pelo acompanhamento de uma paciente com LPP. Nesta premissa o estudo tornou-se válido, possibilitando um leque de informações e condutas a serem tomadas em casos de alta complexidade no âmbito hospitalar, sendo assim este trabalho possibilitou um pensamento crítico-reflexivo acerca dos pressupostos norteadores da sistematização da assistência de enfermagem. REFERÊNCIAS BATISTA SOARES, Luzia Célia; OLIVEIRA SILVA, Drieli; XAVIER PINHEIRO DA CUNHA, Juliana; et al. DESENVOLIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO E COMPLEXIDADE ASSISTENCIAL EM PACIENTES DE UM SERVIÇO DE EMERGÊNCIA. Cogitare Enfermagem, n. 27, p. 1–11, 2022. GIUSTI, Susana; ALAMINO, Dos; SANTOS; et al. Ano III -Volume 5 -Número 1 -2o semestre de 2020 O PAPEL DO ENFERMEIRO NO TRATAMENTO DA LESÃO POR PRESSÃO. [s.l.: s.n., s.d.]. Disponível em: . Acesso em: 27 dez. 2024. DA, Yhasmim; SANTOS, Silva ; PIRES PEREZ, Iara. IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO INTRA- HOSPITALAR IMPORTANCE OF THE NURSE IN THE PREVENTION OF INJURY BY INTRA-HOSPITAL PRESSURE. [s.l.: s.n., s.d.]. Disponível em: . Acesso em: 27 dez. 2024. SILVA, Caroline; LEITE DA; CASTILHO, Márcia; et al. O PAPEL DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE LESÕES POR PRESSÃO. [s.l.: s.n., s.d.]. Disponível em: . SAUAIA, Bismarck Ascar; SAUAIA, Rayssa Yasmin Pereira; NUNES, Ana Rita da Silva; et al. Pressure ulcers. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) – Brazilian Journal of Plastic Sugery, v. 34, n. 4, 2019. Vista do Atuação do enfermeiro na prevenção de lesão por pressão: uma revisão integrativa da literatura. Acervomais.com.br. Disponível em: . Acesso em: 27 dez. 2024. CÉLIA, Luzia; SOARES, Batista; OLIVEIRA, Drieli; et al. DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO E COMPLEXIDADE ASSISTENCIAL EM PACIENTES DE UM SERVIÇO DE EMERGÊNCIA. [s.l.: s.n., s.d.]. Disponível em: . Acesso em: 27 dez. 2024. Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: definições e classificação [NANDA International]; tradução: Regina Machado Garcez; revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros... [et al.]. – 11. ed. – Porto Alegre, p.387-918, 2018- 2020. https://images.app.goo.gl/yA2hsf1tJE3koWEz8 ANEXOS INSTITUTO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM