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PRINCÍPIOS DA EXODONTIA SIMPLES (VIA ALVEOLAR) 
Indicações Para extração dentária 
1) Cáries 
· Talvez a razão mais comum e amplamente aceita para remover um dente é que ele esteja tão cariado que não possa ser restaurado.
· Às vezes, a complexidade e o custo necessários para salvar um dente gravemente cariado também torna a extração uma escolha razoável.
2) Necrose Pulpar 
· na necrose pulpar, ou pulpite irreversível, em que não se indica a endodontia. Isso pode ser resultado de o paciente recusar o tratamento endodôntico ou quando o dente tem um canal radicular tortuoso, calcificado e não tratável por técnicas endodônticas convencionais.
· inclui-se nessa categoria de indicações gerais o caso em que o tratamento endodôntico foi feito, mas falhou em aliviar a dor ou conseguir drenagem e o paciente não deseja retratar.
3) Doença Periodontal 
· doença periodontal extensa e grave
· ampla perda óssea e mobilidade dental irreversível = dente com excesso de mobilidade deve ser extraído 
· perda óssea periodontal ativa pode prejudicar a chance de colocação imediata de implantes 
4) Razões Ortodônticas 
· Dentição apinhada com comprimento de arco insuficiente precisam de extração de dentes para gerar espaço para alinhamento dentário.
· Os dentes mais comumente extraídos são os pré-molares superiores e inferiores
5) Dentes Mal Posicionados 
· Caso traumatizem tecido mole e não possam ser reposicionados por tratamento ortodôntico
· terceiro molar superior, que erupciona em posições vestibulares e causa ulceração e traumatismo do tecido mole e da bochecha
6) Dentes Fraturados 
· O dente fraturado pode estar doendo e não passível de ser tratado por uma técnica mais conservadora.
· Frequentemente, os dentes fraturados já passaram por tratamento endodôntico em algum momento, o que tende a tornar a coroa e a raiz mais frágeis e difíceis de serem removidas.
7) Dentes Inclusos 
· dente parcialmente incluso não esteja apto a irromper em oclusão funcional devido a espaço inadequado
· interferência de dentes adjacentes ou alguma outra razão.
8) Dentes supranumerários 
· são normalmente inclusos.
· pode interferir com a erupção dos dentes que o sucedem e tem o potencial de causar reabsorção e fazer com que fiquem mal posicionados.
9) Dentes associados a lesões patológicas 
· costuma ser visto em cistos odontogênicos
· Em algumas situações, o dente ou os dentes podem ser mantidos e o tratamento endodôntico pode ser executado. Entretanto, se a manutenção do dente comprometer a completa remoção cirúrgica da lesão quando ela for fundamental, o dente então deve ser removido.
10) Radioterapia
· devem considerar a remoção dos dentes que estão na direção da radiação, sobretudo se estes estiverem comprometidos de alguma maneira.
· Entretanto, muitos desses dentes podem ser mantidos com devido cuidado.
11) Dentes Envolvidos em Fraturas 
· fratura de mandíbula ou do processo alveolar
· Em algumas situações, o dente envolvido na linha de fratura pode ser mantido
· mas se o dente estiver comprometido ou infectado ou gravemente luxado no tecido ósseo circundante ou interferir na redução e na fixação da fratura, indica-se sua remoção.
12) Questões Financeiras 
CONTRAINDICAÇÕES PARA A EXTRAÇÃO DENTÁRIA 
· Radiação terapêutica por câncer: Extrações feitas em área de radiação podem resultar em osteorradionecrose
· Dentes localizados em uma área de tumor: especialmente um tumor maligno, não devem ser extraídos. O procedimento cirúrgico para extração pode disseminar células malignas, despertando, assim, metástases locais.
· Pacientes com pericoronarite grave: 
· Não devem ter o dente extraído até a condição ter sido tratada.
· tratamento não cirúrgico deve incluir irrigações e remoção do terceiro molar maxilar, se necessário, para aliviar o impacto do tecido mole edêntulo que cobre a inclusão mandibular.
· Alguns cirurgiões-dentistas também administram antibióticos. 
· Extração com pericoronarite grave = a incidência de complicações aumenta. 
· Pericoronarite moderada e o dente puder ser removido de maneira direta, a extração imediata poderá ser feita.
· Abscesso Dentoalveolar agudo: 
· a infecção aguda não é contraindicação para extração. 
· o paciente pode não ser capaz de abrir a boca o suficiente em razão de trismo 
· pode ser difícil conseguir a anestesia local profunda. 
· Se acesso e anestesia forem viáveis, o dente deve ser removido o mais rapidamente possível. 
· também deve ser iniciada antibioticoterapia, além de se planejar a extração o mais brevemente possível. 
AVALIAÇÃO CLÍNICA DOS DENTE PARA REMOÇÃO 
· extensão de abertura de boca do paciente: 
· Pode comprometer a habilidade de o cirurgião-dentista dar anestesia local ou executar uma extração de rotina.
· Abertura de boca do paciente estiver substancialmente comprometida
· deve considerar uma abordagem cirúrgica ao dente em vez da extração de rotina
· sedação profunda ou anestesia geral
· o cirurgião deve procurar pela causa da redução da abertura. (trismo associado a infecção ao redor dos músculos de mastigação, disfunção de ATM e fibrose muscular) 
· A localização e a posição do dente a ser extraído no arco dental
· dentes apinhados ou mal posicionados podem apresentar dificuldades para o posicionamento dos fórceps normalmente usados na extração a ser realizada.
· Mobilidade do dente 
· Mobilidade maior que o comum: doença periodontal grave 
· Dentes excessivamente moles: remoção dentária não complicada, porém o manejo do tecido mole após a extração pode ser mais complexo 
· Dentes com mobilidade menor que o normal: 
· Avaliação cuidadosa pela presença de hipercementose ou anquilose das raízes 
· observa-se anquilose ocasionalmente em dentes não vitais que tiveram tratamento endodôntico muitos anos antes da extração.
· A hipercementose pode criar raízes bulbosas mais difíceis de se remover.
· Condição da Coroa 
· presença de grandes cáries ou restaurações na coroa.
· Se grandes partes da coroa foram destruídas pela cárie, a probabilidade de a coroa se quebrar durante a extração é maior, causando mais dificuldade na remoção do dente
· Grandes restaurações de amálgama podem enfraquecer a coroa do dente.
· Restaurações são propensas a fraturar durante a extração.
· Dentes tratados endodonticamente tornam-se ressecados e frágeis = Esses dentes podem desmoronar facilmente sob força.
· Elevar o dente ao máximo antes de aplicar o fórceps.
· Aplicar o fórceps o mais apicalmente possível para agarrar a porção radicular intacta.
· Remover grande acúmulo de tártaro antes da extração: Tártaro interfere na colocação do fórceps.
· Cálculo fraturado pode contaminar o alvéolo vazio do dente extraído.
EXAME RADIOGRÁFICO DO DENTE A SER REMOVIDO 
· É essencial que sejam feitas radiografias adequadas de todo dente a ser extraído.
· Em geral, as radiografias periapicais dão informação mais precisa e detalhada sobre o dente, suas raízes e o tecido ao redor.
· exames de imagem não digitais devem ser montados em um negatoscópio que esteja visível ao cirurgião-dentista durante o procedimento.
RELAÇÃO COM ESTRUTURA VITAIS 
1) Assoalho do seio maxilar 
· Se apenas uma fina camada de osso existir entre o seio e as raízes dos molares, o potencial de perfuração do seio maxilar durante a extração aumenta. 
· Comunicação bucosinusal 
· o plano de tratamento cirúrgico pode ser alterado para uma técnica de cirurgia aberta, com a divisão das raízes do molar superior em raízes individuais antes que o procedimento prossiga
2) Canal Alveolar Inferior 
· O canal alveolar inferior pode se aproximar das raízes dos molares inferiores.
· se um dente incluso estiver para ser removido, é importante que o espaço entre as raízes dos molares e o canal seja examinado. Tal extração pode levar à lesão do canal e causar consequente prejuízo ao nervo alveolar inferior. 
· Imagens de tomografia computadorizada (cone beam) são utilizadas nessas circunstâncias.
· Radiografias feitas antes da remoção do pré-molar inferior devem incluir o forame mentoniano. Um retalho cirúrgico pode ser necessário para extrair uma raizdo pré-molar, e é essencial que o cirurgião-dentista saiba onde está o forame mentoniano para evitar lesão ao nervo mentoniano durante o desenvolvimento do retalho
CONFIGURAÇÃO DAS RAÍZES 
· Muitos dentes apresentam um número anormal de raízes. Se o número de raízes for conhecido antes da extração dentária, uma alteração no plano pode ser feita para evitar a fratura de alguma raiz adicional
· Raízes de número habitual e tamanho normal podem divergir substancialmente e, assim, fazer com que a largura total das raízes seja tão grande que impeça a extração com fórceps.
· raízes longas com curvaturas grandes e abruptas ou ganchos na região apical são mais difíceis de remover.
· O cirurgião deve procurar por evidência de cárie que se estenda para as raízes. As cáries radiculares podem enfraquecer substancialmente a raiz e deixá-la mais propensa à fratura quando a força do fórceps for aplicada
· Deve-se avaliar a reabsorção radicular, interna ou externa, em exame radiográfico. Assim como as cáries radiculares, a reabsorção radicular enfraquece a estrutura da raiz e a deixa mais propensa à fratura. 
· Pode-se considerar a extração cirúrgica em situações de reabsorção radicular extensa 
· Deve-se avaliar se o dente passou por terapia endodôntica prévia. Se houve tratamento endodôntico muitos anos antes da extração, pode haver anquilose do dente e a raiz pode estar frágil. Em ambas as situações, pode ser indicada a extração cirúrgica
CONDIÇÃO DO OSSO CIRCUNDANTE 
· O exame cuidadoso da radiografia periapical indica a densidade do osso circundante ao dente a ser extraído. O osso que está mais radiolúcido é, provavelmente, menos denso, o que torna a extração mais fácil. Entretanto, se o osso parece ser radiograficamente opaco (indicando densidade aumentada), com evidência de osteíte condensante ou outro processo similar de esclerose, a extração será mais difícil.
· O osso circundante deve ser também examinado cuidadosamente para evidenciar qualquer patologia apical. Dentes com polpas não vitais podem ter radiolucidez apical, que significam granulomas ou cistos.
PRINCÍPIOS MECÂNICOS ENVOLVIDOS NA EXTRAÇÃO DENTÁRIA 
A remoção de dentes do processo alveolar necessita do uso dos seguintes princípios mecânicos e instrumentais simples: a alavanca, a cunha, a roda e o eixo
· Os elevadores são utilizados, principalmente, como alavancas. Uma alavanca é um mecanismo para transmitir uma força modesta – com a vantagem mecânica de um braço de potência longo e um braço de resistência curto – em um pequeno movimento contra uma grande resistência
· O segundo mecanismo simples utilizado é a cunha
· O princípio da cunha é também útil quando se usa o elevador reto para luxar um dente do alvéolo. Coloca-se um pequeno elevador dentro do espaço do ligamento periodontal, que desloca a raiz na direção oclusal e, assim, para fora do alvéolo
· O terceiro mecanismo usado na extração dentária é a roda e o eixo
· Mais identificado com o elevador triangular ou em forma de bandeira.
· Quando uma raiz de um dente com várias raízes é deixada no processo alveolar, posiciona-se e gira-se um elevador em forma de flâmula no alvéolo.
· O cabo serve, então, como eixo; a ponta do elevador triangular age como roda e encaixa-se e levanta a raiz do dente para fora do alvéolo
PRINCÍPIOS DO USO DOS ELEVADORES E DO FÓRCEPS 
· Os elevadores podem ajudar na luxação de um dente; o fórceps continua o processo por meio de expansão óssea e de rompimento dos ligamentos periodontais.
1) FÓRCEPS 
· O objetivo do uso do fórceps é triplo: (1) expansão do alvéolo ósseo pelo uso das pontas em forma de cunha e dos movimentos do próprio dente com o fórceps; (2) torção de raízes cônicas para romper ligamentos periodontais; e (3) remoção do dente do alvéolo.
· Os fórceps podem executar cinco grandes movimentos para luxar dentes:
1. Pressão apical: 
· o alvéolo dental é expandido pela inserção das pontas para baixo no espaço do ligamento periodontal. Assim, a pressão apical do fórceps no dente causa expansão óssea
2. Pressão vestibular 
· resultam em expansão da lâmina vestibular, sobretudo na crista óssea
· a força excessiva pode fraturar o osso vestibular ou causar fratura da porção apical da raiz.
3. Pressão lingual, ou palatina
· Expandir o osso da crista lingual e, ao mesmo tempo, evitar pressão excessiva no osso apical vestibular. 
· Como o osso lingual tende a ser mais espesso do que o osso vestibular em áreas posteriores da boca, ocorre uma expansão óssea limitada.
4. Pressão rotacional 
· roda o dente, o que causa alguma expansão interna do alvéolo dental e rompimento dos ligamentos periodontais. 
· Os dentes com raízes únicas, cônicas (como incisivos, caninos e pré-molares inferiores) e aqueles com raízes que não são curvas são os mais fáceis de luxar com essa técnica
· Não se faz pressão rotacional em dentes multirradiculares, risco de fratura 
5. Força de Tração 
· são úteis para tirar o dente do alvéolo
· uma vez sendo alcançada a expansão óssea adequada. Conforme mencionado anteriormente, os dentes não devem ser puxados de seus alvéolos. As forças de tração devem ser limitadas à porção final do processo de extração e ser delicadas. 
· Se for necessário empregar força excessiva, outras manobras devem ser executadas para melhorar a luxação radicular.
PROCEDIMENTO PARA EXTRAÇÃO FECHADA (VIA ALVEOLAR) 
· A técnica fechada é também conhecida como técnica de rotina.
· A técnica fechada é a mais frequentemente usada e a primeira considerada para quase todas as extrações. 
· Utiliza-se a técnica aberta quando o clínico acredita que seria necessário aplicar força excessiva para remover o dente, quando uma quantidade substancial da coroa está ausente ou coberta por tecido ou quando uma coroa frágil está presente. 
· A técnica correta para qualquer situação deve levar a uma extração atraumática. Em geral, a técnica errada resulta em uma extração excessivamente traumática e demorada
· três fundamentos requeridos para uma boa extração continuam os mesmos: (1) acesso e visualização adequados do campo cirúrgico; (2) um caminho sem impedimentos para a remoção do dente; e (3) o uso de força controlada para luxar e remover o dente.
· Para o dente ser removido do alvéolo ósseo, costuma ser necessário expandir as paredes do alvéolo ósseo para abrir um caminho livre para a raiz do dente, e é necessário romper as fibras do ligamento periodontal que prendem o dente ao alvéolo ósseo. O uso de elevadores e fórceps como alavancas e cunhas com constante aumento de força pode alcançar esses dois objetivos.
ETAPAS GERAIS QUE FORMAM O PROCEDIMENTO DA EXTRAÇÃO FECHADA 
	Divulsão do tecido mole inserido da porção cervical
	· soltar o tecido mole ao redor do dente com um instrumental afiado, como lâmina de bisturi e a ponta afiada de um elevador de periósteo n o 9
	primeiro, isso faz com que o cirurgião tenha certeza de que a anestesia profunda foi alcançada.
A segunda razão pela qual o tecido mole é solto é para possibilitar que o elevador e o fórceps de extração sejam posicionados mais apicalmente, sem interferência ou impedimento da gengiva.
	luxação do dente com um elevador dental.
	· A luxação do dente começa com um elevador, normalmente o reto.
· A elevação deve ocorrer nas faces vestibulares mesial e distal da raiz.
	
	adaptação do fórceps ao dente
	· o fórceps é ajustado ao dente para que suas pontas agarrem a raiz abaixo do tecido mole descolado
	
	luxação do dente com o fórceps.
	· A maior parte da força é feita na direção do osso mais fino e, portanto, mais fraco. Assim, em todos os dentes da maxila e todos os mandibulares, menos o molar, o movimento será labial e vestibular
	
	remoção do dente do alvéolo.
	Uma vez que o osso alveolar tenha sido suficientemente expandido e o dente luxado, pode ser usada uma força de tração leve, geralmente de direção vestibular. Forças de tração devem ser minimizadas, pois se usa esse último movimento quando o processo alveolar é suficientemente expandido e o ligamento periodontal está completamente rompido.
	
PRINCÍPIOS DA EXODONTIACOMPLEXA 
Princípios para o delineamento, a realização e o manejo do retalho]
· Definição de Retalho Cirúrgico:
· Área de tecido movida cirurgicamente de um local do corpo para outro.
· Pode incluir apenas tecido mole ou ossos e outros tecidos.
· 
· Características do Retalho:
· Delimitado por incisão cirúrgica.
· Contém suprimento sanguíneo próprio.
· Facilita acesso a tecidos profundos.
· Pode ser recolocado na posição original.
· Mantido com suturas.
· Aplicações Comuns:
· Utilizado em cirurgias bucais, periodontais e procedimentos endodônticos.
· Fornece acesso a dentes retidos e tecido ósseo.
· O retalho deve ser delineado corretamente para garantir uma exposição apropriada do campo cirúrgico e promover cicatrização adequada.
· Quando se delineia o retalho, a base deve ser normalmente mais larga que a margem livre, para preservar um provimento sanguíneo adequado. = vascularização ininterrupta, evita a necrose isquêmica de parte e/ou de todo retalho 
· É preciso um rebatimento de tecido mole suficiente para gerar excelente visualização do local cirúrgico.
· Também deve haver um acesso adequado para a inserção de instrumentais necessários para a execução da cirurgia. 
· O retalho deve ser mantido fora da linha de visão do cirurgião, utilizando-se um elevador que deve se apoiar em osso intacto. O elevador deve segurar o retalho sem tensioná-lo.
· uma incisão longa e reta com adequado descolamento do retalho cicatriza mais rapidamente que uma incisão curta, com dilaceração de tecidos.
· Para que um retalho tipo envelope seja de tamanho apropriado, seu comprimento na dimensão anteroposterior normalmente deve se estender por dois dentes anteriores e um dente posterior à área da cirurgia
· Deve incluir tecido mucoperiosteal total, em toda a espessura.
· Inclui superfície mucosa, submucosa e periósteo.
· Todo tecido de recobrimento deve ser rebatido.
· Periósteo é essencial para a consolidação óssea.
· Recolocação do periósteo acelera a cicatrização.
· Espaço entre osso e periósteo é relativamente avascular.
· Menos sangramento ao elevar um retalho de espessura total.
· Ao planejar um retalho, é preciso antecipar quanto de osso será removido para que, depois da cirurgia completa, a incisão se apoie sobre um osso saudável.
· Delineamento do Retalho:
· Evitar lesão a estruturas vitais.
· Estruturas importantes na mandíbula: nervo lingual e nervo mentoniano.
· Incisões na Mandíbula:
· Incisões na região posterior, especialmente do terceiro molar, devem ser distantes da região lingual.
· Nervo lingual pode estar próximo ou sobre a área retromolar.
· Lesão do nervo lingual pode causar anestesia prolongada ou permanente na língua.
· Cuidados na região apical dos pré-molares para evitar lesão ao nervo mentoniano.
· Preferir incisões tipo envelope; incisões relaxantes devem ser bem anteriores ou posteriores à saída do nervo mentoniano.
· Retalhos na Maxila:
· Raramente afetam estruturas vitais.
· Na região vestibular do processo alveolar maxilar, não há nervos ou artérias prejudicáveis.
· Maior suporte sanguíneo no palato vem da artéria palatina maior.
· Artéria palatina maior emerge do forame palatino maior e se anastomosa com a artéria nasopalatina.
· Nervo e artéria nasopalatinos suprem a gengiva palatina anterior.
· Retalhos palatinos anteriores podem incisar nervo e artéria sem sérias consequências.
· Dormência temporária na região incisiva geralmente não incomoda o paciente.
· Evitar incisões relaxantes verticais no palato posterior para prevenir sangramento difícil de controlar da artéria palatina maior.
· As incisões relaxantes são usadas apenas quando necessário, e não rotineiramente. As incisões tipo envelope geralmente proporcionam uma visualização adequada para a extração dentária na maioria das áreas.
Princípios de sutura
· As suturas desempenham múltiplas funções. A função mais óbvia e importante que as suturas têm é a de coaptar as margens da ferida, isto é, manter o retalho na posição e aproximar as bordas da ferida.
· Se o espaço entre as duas bordas da ferida for mínimo, a cicatrização será rápida e completa. Se houver dilacerações ou traumatismos excessivos na ferida, a cicatrização precisará ocorrer por segunda intenção.
Princípios e técnicas para extrações abertas
· A extração aberta ou cirúrgica de um dente irrompido usando-se um retalho é uma técnica que não deve ser reservada para situações extremas. Uma técnica de extração aberta usada com prudência pode ser mais conservadora, causar menos problemas operatórios e ser mais rápida para executar em comparação com a extração fechada.
· Indicações para extração aberta: Apesar da decisão de fazer uma extração fechada na maioria dos casos, o cirurgião dentista deve estar sempre ciente de que a aberta pode ser a opção menos traumática em algumas situações.
· Cirurgiões devem optar por extração cirúrgica eletiva quando for necessária força excessiva.
· Força excessiva pode causar fratura de osso, raiz do dente ou ambos.
· Fraturas podem levar à perda excessiva de osso e necessidade de cirurgia adicional.
· Tentativas iniciais de extração com fórceps falharam.
· Aplicar força adicional pode ser descontrolado e prejudicial
· Descolar o retalho de tecido mole.
· Seccionar o dente.
· Remover algum osso, se necessário.
· Extrair o dente em partes
· Pacientes com osso espesso ou denso, especialmente na lâmina vestibular, devem ser considerados para extração cirúrgica. = Extração de dentes depende da expansão da lâmina vestibular.
· Osso espesso diminui a probabilidade de expansão adequada e aumenta o risco de fratura de raiz.
· Pacientes jovens têm osso mais elástico e expansível com força controlada.
· Pacientes idosos têm osso mais denso e calcificado, menos propenso à expansão durante a luxação do dente.
· Em idosos, ossos densos requerem mais precaução durante a extração.
· Indicação de bruxismo pode levar a dentes cercados por osso denso e espesso com forte inserção do ligamento periodontal.
· Extração desses dentes deve ser feita com extremo cuidado se a técnica fechada for escolhida.
· Técnica aberta geralmente resulta em extração mais rápida e direta.
· 
Revisão de Radiografias Pré-Operatórias: 
· Importante para identificar raízes radiculares que podem dificultar extração com fórceps.
Hipercementose em Pacientes Idosos:
· Cemento depositado continuamente forma grande volume na raiz.
· Dificulta remoção através da abertura do alvéolo dentário.
· Aplicação excessiva de força pode resultar em fratura da raiz ou do osso vestibular.
Raízes Divergentes ou com Curvaturas Severas:
· Dificuldade em remover sem fraturar uma ou mais raízes.
· Técnica sugerida: descolar retalho de tecido mole e dividir raízes com broca para uma extração mais controlada.
Seio Maxilar Pneumatizado:
· Extração de molares superiores pode remover parte do assoalho do seio.
· Probabilidade aumenta com raízes divergentes.
· Indicação para extração cirúrgica.
Dentes com Cáries Extensas, Grandes Restaurações ou Tratamento Endodôntico:
· Risco de quebrar ou estilhaçar as coroas durante extração com fórceps.
· Extração aberta evita necessidade de força excessiva e é menos traumática.
Raízes Retidas e Dentes com Coroas Perdidas:
· Considerar extração aberta.
· Se houver doença periodontal extensa, remoção pode ser fácil com alavancas.
· Se o osso ao redor for firme e sem doença periodontal, extração aberta é recomendada.
TÉCNINCA PARA EXTRAÇÃO ABERTA DE DENTES UNIRRADICULARES 
· O primeiro passo é providenciar adequada visualização e acesso pelo descolamento de um retalho mucoperiosteal suficientemente grande.
· Uma vez que o retalho adequado esteja descolado e mantido em posição apropriada pelo elevador periosteal, o cirurgião-dentista deve determinar a necessidade de remoção de osso.
· A maioria dos cirurgiões prefere usar uma broca com ampla irrigação para remover o osso. A largura do osso vestibular removido é, essencialmente, a mesma largura que o dente na direção mesiodistal. Em uma dimensão vertical, o osso deve ser removido aproximadamentemetade ou dois terços do comprimento do dente
· Se o dente ainda estiver difícil de extrair após a remoção do osso, um ponto de apoio (um recuo em um dente no qual uma alavanca pontiaguda possa ser inserida) pode ser feito na raiz com a broca na porção mais apical da área de remoção óssea
· Uma vez que o dente tenha sido removido, todo o campo cirúrgico deve ser bastante irrigado com grandes quantidades de soro fisiológico estéril. Convém atenção especial para a porção mais inferior do retalho (onde ele se une com o osso), pois é um lugar comum para os resíduos se acumularem. 
TÉCNICA PARA EXTRAÇÃO DE DENTES MULTIRRADICULARES 
O dente pode ser dividido com uma broca para transformar um dente multirradicular em dois ou três dentes unirradiculares. Se a coroa do dente permanecer intacta, secciona-se a porção coronária para facilitar a remoção das raízes. Entretanto, se a porção coronária do dente estiver ausente e apenas as raízes permanecerem, o objetivo é separar as raízes para torná-las mais fáceis de remover.
· Extração de Primeiro Molar Inferior com Coroa Intacta:
· Seccionamento do dente: Direção vestibulolingual, dividindo em partes mesial e distal.
· Incisão tipo envelope: Para acesso e proteção do tecido mole.
· Remoção de pequena quantidade de osso alveolar
· Uso de alavancas retas: Para luxar e mobilizar as raízes seccionadas.
· Uso de fórceps universal inferior: Para remover o dente seccionado.
· Reposicionamento e sutura do retalho.
· Procedimento com Peça de Mão Reta e Broca:
· Brocas recomendadas: Redonda nº 8 ou de fissura nº 557 ou nº 703, com irrigação abundante.
· Uso de alavanca reta pequena: Para luxar e mobilizar raízes seccionadas.
· Uso de fórceps universal superior ou inferior: Para remover as porções individuais dos dentes seccionados.
Extração Alternativa para Primeiro Molar Inferior:
· Descolamento do retalho de tecido mole.
· Remoção de osso vestibular suficiente: Para expor a bifurcação.
· Secionamento da raiz mesial do dente: Transformando o molar em dois dentes unirradiculares.
· Extração da coroa com raiz mesial intacta: Com fórceps para molar inferior.
Extração de Molares Maxilares com Raízes Divergentes:
· Dividir raízes em várias partes: Para extração mais controlada.
· Descolamento do retalho tipo envelope: Remoção de pequena porção de osso alveolar.
· Secionamento das raízes mesiovestibular e distovestibular: Utilização de broca.
· Extração da coroa e raiz palatina: Com fórceps de molar superior.
· Uso de alavanca reta pequena: Para luxar raízes vestibulares.
· Extração com alavanca de Cryer ou alavanca reta: Controle cuidadoso da força aplicada.
Extração de Molares Maxilares com Coroas Ausentes ou Fraturadas:
· Divisão das raízes em duas vestibulares e uma palatina.
· Descolamento do retalho tipo envelope: Retração com elevador de periósteo.
· Remoção de osso vestibular: Exposição do dente para secção.
· Luxação e extração das raízes: Com alavancas retas e de Cryer.
· Extração das raízes com fórceps maxilar de raízes ou universal superior: Se houver acesso suficiente.
· Extração da raiz palatina: Após remoção das raízes vestibulares, com alavanca reta pequena para deslocamento delicado e controlado.
REMOÇÃO DE FRAGMENTTO DE RAIZ E ÁPICES RADICULARES 
· Se ocorrer a fratura da raiz no terço apical (3 a 4 mm) durante a extração fechada, deve ser adotado um procedimento metódico para remover o ápice da raiz do alvéolo.
· O alvéolo do dente deve ser irrigado vigorosamente e aspirado com uma ponta de aspiração pequena, pois o fragmento de dente solto pode ser irrigado para fora do alvéolo.
· Se a técnica de irrigação e aspiração não for bem-sucedida, o próximo passo é movimentar o ápice da raiz com uma alavanca apical.
· Insere-se a alavanca apical no espaço do ligamento periodontal e joga-se a raiz para fora do alvéolo. Não se deve aplicar força em excesso na alavanca apical, seja apical ou lateralmente. Uma força apical excessiva pode resultar em deslocamento do ápice da raiz para dentro de outras localidades anatômicas, como o seio maxilar
· A primeira é simplesmente uma extensão da técnica descrita para a remoção cirúrgica de dentes unirradiculares. Um retalho de tecido mole com incisão relaxante é descolado e retraído com elevador periosteal. Remove-se o osso com uma broca para expor a superfície vestibular da raiz do dente. A raiz é retirada por vestibular através da abertura com uma pequena alavanca reta. Irriga-se a ferida, e reposiciona-se e sutura-se o retalho
· técnica de janela aberta: Descola-se um retalho de tecido mole tal como na abordagem discutida anteriormente e localiza-se a área apical do fragmento do dente. Usa-se uma broca dental para remover o osso que cobre o ápice do dente, expondo o fragmento da raiz. Uma alavanca apical ou alavanca reta pequena é, então, inserida na janela; e guia-se o dente para fora do alvéolo