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TRANSPORTES – LISTA 2 
 
1. No Brasil, há um equilíbrio na composição da matriz de transportes? Como isso influencia 
na eficiência do transporte de cargas/passageiros? 
No Brasil não há um equilíbrio na composição da matriz de transportes, uma vez que nosso país 
favorece o rodoviarismo em detrimento de outros meios de locomoção. Segundo dados da CNT 
(Confederação Nacional dos Transportes), o transporte rodoviário tem sua maior participação 
com 61,1% das cargas, seguido do ferroviário com 20,7% e hidroviário com 13,6%. Assim, 
percebe-se que em 2013, estes modais representavam 95,4% de toda a carga transportada no país. 
O desequilíbrio destes modais é muito prejudicial ao crescimento do Brasil, uma vez que atrapalha 
o escoamento da produção, devido à congestionamentos, e também devido as perdas ocorridas 
durante a viagem. Ou seja, fez-se necessário um melhor dimensionamento com a utilização de 
modais com custos menores, que poderão gerar maior competitividade aos produtos brasileiros. 
 
2. Qual a diferença entre transporte unimodal, intermodal e multimodal? 
O unimodal envolve somente um meio de transporte. O multimodal é o sistema onde a mercadoria 
é transportada por mais de um modo de transporte, sob responsabilidade de um único operador, 
legal e contratual. Já o intermodal é o sistema onde a mercadoria é transportada por mais de um 
modo de transporte, por diferentes operadores que são responsáveis, cada qual, pelo seu trecho. 
 
3. O que é a unitização de cargas? Qual sua importância? Cite dois exemplos de unitização 
de cargas. 
Entende-se por unitização de cargas, o desenvolvimento de modernos sistemas para sua 
movimentação, que consiste em adicionar volumes uniformes em unidades de carga, visando 
reduzir os custos de viagem e o tempo de permanência dos veículos transportadores nos portos 
de embarque e desembarque, além de conceder maior segurança à carga, eliminando seu manuseio 
direto. Ao se reacomodar a carga solta em carga unitizada, são visíveis os ganhos de produtividade 
em tempo, espaço e custos que se podem obter mediante a utilização. Transformando pequenos 
volumes heterogêneos em grandes volumes homogêneos, a unitização facilita toda a sequência de 
operações, desde a empresa produtora até o implantador. E isto implica custos menores de 
capatazia portuária e maior segurança quanto à integridade das mercadorias, além de ser condição 
primordial para um melhor rendimento do transporte internacional. As cargas unitárias devem 
possuir o maior tamanho possível, desde que este tamanho seja compatível com os equipamentos 
de movimentação. São exemplos de unitização de cargas são a paletização (uso de pallets como 
suportes de cargas que ficam atadas a estes, os quais, possuem vãos em sua parte inferior de modo 
a permitir o encaixe dos garfos das empilhadeiras, gerando uma otimização no manuseio da 
carga), a conteinerização (uso de conteiners para o transporte das cargas) e o cintamento (onde a 
carga é condicionada em redes especiais de nylon ou corda, de forma a proporcionar fácil 
manuseio por guindastes, permitindo o aumento da velocidade de carregamento e 
descarregamento). 
 
4. O que são custos fixos e variáveis, tratando-se de modos de transportes? 
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Custos fixos são gastos com infraestrutura, instalações, algo que não tenha que ser feito com 
frequência (se sim, com baixa frequência). Custos variáveis são gastos provenientes da 
manutenção destes modos de transportes, bem como combustível, manutenção, mão de obra, etc. 
No modo rodoviário, os custos fixos são baixos pois as rodovias são construídas e estabelecidas 
com fundos públicos e privados; já os custos variáveis são altos devido à: combustível, 
manutenção, mão de obra, pedágio, seguro, depreciação, taxas, etc. No modo ferroviário, os 
custos fixos são altos em equipamentos, terminais e vias férreas, enquanto os custos variáveis são 
baixos. No modo hidroviário há um custo fixo médio de navios e equipamentos, e um custo 
variável baixo pois transporta grande quantidade de toneladas. No modo aeroviário, o custo fixo 
é baixo devido à: frota, instalações, sistemas de reservas e administração, porém o custo variável 
é alto de taxas, comissões para agentes de viagens, manutenção, mão de obra e combustível. Por 
fim, o modo dutoviário apresenta alto custo fixo devido às desapropriações, construção, requisitos 
para controle das estações e capacidade de bombeamento, por outro lado, o custo variável é baixo 
já que não há nenhum custo de mão de obra de grande importância. 
 
5. O que são os esquemas de transportes do tipo “Truckload” e “Less-than-truckload”? 
TL (“truckload”): Frete ocupa toda a capacidade do veículo. 
LTL (“less-than-truckload”): Frete ocupa parte da capacidade do veículo; veículo com carga de 
mais de um usuário. 
 
6. Quais tipos de cargas são mais adequados ao modo de transporte rodoviário, hidroviário, 
ferroviário, aéreo e dutoviário? 
Rodoviário: produtos acabados ou semiacabados, produtos com alto valor agregado como 
eletrônicos e também perecíveis como grãos, laticínios e carnes. 
Hidroviário: transporte de granéis líquidos, produtos químicos, areia, carvão, cereais e bens de 
alto valor e em contêineres. 
Ferroviário: utilizado no deslocamento de grandes tonelagens de produtos homogêneos para 
longas distâncias, ex.: minérios (ferro, manganês), carvões minerais, derivados de petróleo, grãos 
que são transportados à granel. 
Aéreo: nos transportes de cargas de alto valor unitário: artigos eletrônicos, relógios, alta moda, 
produtos perecíveis, flores, frutas nobres, medicamentos, pequenos animais, etc. 
Dutoviário: utilizado no transporte de líquidos e gases em grandes volumes, materiais que podem 
ficar suspensos (petróleos brutos e derivados, minérios, etc.), gás natural, produtos químicos 
líquidos ou gasosos, “slurry”. 
 
7. Quais as vantagens e desvantagens dos modos de transportes? 
Rodoviário 
Vantagens: possibilidade de transporte integrado porta a porta ou domicílio, adequação aos 
tempos solicitados, assim como a frequência e disponibilidade dos serviços, flexibilidade do 
serviço em áreas geográficas dispersas, manipulação de lotes relativamente pequenos, serviço 
extensivo e adaptável, rápido, transportam todo tipo de cargas e embalagens, altas frequências. 
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Desvantagens: transporta somente cargas pequenas e médias, custos elevados para longas 
distâncias (superiores a 700km), volume transportado menor e custo maior em comparação aos 
transportes ferroviário e marítimo, é prejudicado pelo tempo e pelo tráfego, maior intensidade de 
risco. 
Hidroviário 
Vantagens: uma barcaça equivale a 60 caminhões e a 15 vagões, é o modo com menor custo 
relativo, transporta grande quantidade de carga por viagem, percorre longas distâncias, flexível 
quanto as mercadorias, transportam produtos perigosos, cargas a granel, líquido, gasoso e veículos 
ou contêineres, custos operacionais menores, característica de produtos com menor valor 
agregado. 
Desvantagens: não serve para cargas pequenas ou emergenciais, perda de tempo nas descargas e 
transferências de transporte, tempo de trânsito longo, baixa frequência/periodicidade, velocidade 
baixa. 
Ferroviário 
Vantagens: transportam grande quantidade de carga por viagem, percorre longas distâncias, 
flexível quanto as mercadorias, custo menor em relação ao rodoviário para grandes volumes de 
mercadoria, velocidade boa para longas distâncias, não é prejudicado pelo tempo ou tráfego 
competitivo, pode utilizar o vagão ou o próprio contêiner para o transporte. 
Desvantagens: baixa segurança para produtos de alto valor agregado, menor frequência de 
atendimento quando comparado ao modo rodoviário, tempo de trânsito maior,ineficiente para 
curtas distâncias, não serve para serviço a domicílio. 
Aéreo 
Vantagens: velocidade elevada, distância alcançada, segurança (roubos, danos e extravios), 
transportes emergenciais, redução dos níveis de inventário e consequente redução de custo de 
estoque, prioridade para produtos perecíveis, menor custo de seguro. Em relação a passageiros: 
serviço rápido entre terminais, confiabilidade, qualidade do serviço de bordo, viagem “suave”. 
Desvantagens: custo alto de frete, tempos de coleta e entrega, manuseio do solo e dimensões 
fiscais dos porões de transportes dos aviões, restrição de capacidade, impossibilidade de 
transporte a granel, inviabilidade de produtos de baixo custo unitário, restrição a artigos perigosos, 
custo de transporte elevado, é prejudicado pelo tempo e pelo tráfego. Em relação a passageiros: 
baixas frequências, restrições de capacidade, atendimento ruim a pequenas comunidades, longos 
tempos de atendimento no terminal, dificuldades de conexões terrestres, alto custo. 
Dutoviário 
Vantagens: percorre longas distâncias com baixos custos operacionais, transporta grande volume 
de carga de forma constante, alta segurança e confiabilidade do transporte. 
Desvantagens: alto custo de investimento inicial e fixo, possibilidade de acidentes ambientais em 
grande escala, necessidade de licença para atuação, trajeto fixo com baixa flexibilidade dos pontos 
de bombeamento, baixa velocidade. 
 
8. Quais as vantagens e desvantagens em ter a própria frota de veículos para o transporte 
de mercadorias? 
Vantagens: publicidade gratuita, completamente flexível, capacidade consistente, relacionamento 
mais próximo com o cliente, centralização da gestão, independência na tomada de decisões, entre 
outros. 
Desvantagens: alto custo inicial, despesas altas, custos com aquisição, manutenção, venda e 
depreciação dos veículos, gerenciamento da frota, mais tarefas de gestão, gasto de tempo, 
crescimento da demanda. 
 
9. Cite 10 atributos importantes aos modos de transportes. 
Capacidade de transporte, flexibilidade, segurança, rapidez, conforto, custo operacional, custo de 
manutenção, tipo de mercadoria, poluição e frequência. 
 
10. Por que o Brasil privilegiou o setor rodoviário em detrimento ao ferroviário? 
O mais expressivo transporte de cargas no Brasil, atingindo praticamente todos os pontos do 
território nacional deu-se maior ênfase na década de 50 por conta da implantação da indústria 
automobilística que desencadeou a pavimentação das rodovias e cresce a cada dia, por isso é o 
mais procurado – eficiente em porta a porta, diferente do ferroviário. O custo do transporte 
ferroviário é bem menor do que o transporte rodoviário, porém não é amplamente utilizado no 
Brasil, por motivos de problemas com a infraestrutura e a falta de investimentos nas ferrovias. O 
rodoviarismo enquanto política de Estado teve origem com o ex-presidente Washington Luís, que 
discursou ainda como governador de São Paulo, em 1920, a célebre frase: “Governas é povoar, 
mas não se povoa sem se abrir estradas, e de todas as espécies; governar é, pois, fazer estradas!”. 
Enquanto governador de SP, Washington Luís projetou e modernizou estradas no interior do 
estado e em direção ao Porto de Santos. Criou também a Polícia Rodoviária Federal e um 
mecanismo para promover o rodoviarismo no Brasil: o Fundo Especial para Construção e 
Conservação de Estradas de Rodagens Federais. Contudo, foi durante a presidência de Juscelino 
Kubitschek, ao final de década de 1950, que o rodoviarismo foi implementado de maneira 
contundente. A estratégia foi integrar o Brasil, principalmente com a transferência da capital para 
Brasília, no coração do território brasileiro. O outro aspecto da opção incentivada por JK foi o 
caráter político-econômico; ampliar a malha rodoviária poderia atrair empresas internacionais de 
ramo automobilístico. Em nome dessa estratégia de atração de capitais e geração de empregos, as 
ferrovias, que tiveram maior importância durante o período do ciclo do café, foram sucateadas e 
desprezadas em favor do rodoviarismo.

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