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Nome: Claudineia Viana de OLiveira Disciplina:pedagogia de projetos data:04/11/2024 Cidade/Polo: Monte Formoso Tutor Presencial: Jéssica Cardoso ATIVIDADE 01: Projeto de intervenção pedagógica Matemática PÚBLICO ALVO: Turma do 5º ano do ensino fundamental I TEMA Materiais Didáticos Manipuláveis TÍTULO Materiais Didáticos Manipuláveis para o Ensino e aprendizagem da Matemática nas 5ª séries RECURSOS Jogos pedagógicos, blocos lógicos, material dourado, atividades xerocopiadas com problemas matemáticos ou desafios matemáticos. JUSTIFICATIVA: Em conformidade com o proposto pelas leis educacionais, onde fomenta que o ensino deve ser prazeroso e significativo, o projeto de intervenção visa Propor aos alunos formas diferentes de encarar a matemática que seja mais abrangente, através de uma proposta de aprendizagem que promova o envolvimento dos alunos na exploração de situações abertas, inovando, discutindo fórmulas alternativas de ensinar desenvolvendo o raciocínio e a capacidade de comunicação Matemática. Sabe-se que toda a mudança de postura pedagógica acarreta uma série de conflitos e requer do professor muito esforço, pesquisa e principalmente dedicação; que mesmo constatando-se situações de insucesso dos alunos na escola, oferece-se extrema resistência ao processo de retomada de diretrizes e fundamentos. Sabe-se que a Matemática significa para muitos, reprovação e abandono da escola principalmente nas 5ª séries do ensino fundamental, o baixo rendimento é facilmente observado ao final do ano letivo, nos relatórios finais das escolas e nas avaliações realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, por meio do Sistema Nacional de Educação Básica (SAEB) e da Prova Brasil. Todos esses problemas, enfrentados nas escolas por professores e alunos, justifica a escolha do tema Materiais Didáticos Manipuláveis, necessários para concretizar as situações de aprendizagem, dando oportunidade a todos os alunos de aprenderem a partir de experiências concretas. Na luta por uma educação Matemática que vise a excelência e por uma escola de qualidade, devem-se buscar alternativas de pesquisas e meios para que a matemática seja ensinada como um instrumento para a interpretação do mundo em seus diversos contextos. Baseando-se nessa visão, buscam-se formas alternativas de qualificação teóricometodológicas, propondo-se formas auxiliares que venham dar sentido à aprendizagem do aluno. A matemática deve chegar ao aluno como um instrumento auxiliar das suas diversas tarefas. PROBLEMA/PROBLEMATIZAÇÃO Hoje verificamos a necessidade de que algo deva ser feito para mudar as estatísticas que apresentam a insuficiência do conhecimento matemático. Conforme Bicudo( 2005,p.213) “Sempre houve muita dificuldade para se ensinar Matemática. Apesar disso, todos reconhecem a importância e a necessidade da Matemática para se entender o mundo e nele viver.” Sabemos da apatia dos alunos pela disciplina, mas grande parte da falta de interesse está na forma como os conteúdos vêm sendo apresentados e reforçados por exercícios de repetição. Julgando ser necessária uma fonte de motivação, para que os alunos da 5ª série compreendam e utilizem o conhecimento matemático de forma adequada, espera-se que este trabalho contribua na ocorrência de mudança na aprendizagem com o auxílio de materiais manipuláveis. Problema Como o uso de materiais didáticos manipuláveis pode melhorar o ensino da matemática na 5ª série? 6. OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS OBJETIVOS GERAIS Propor, descrever, aplicar e testar uma metodologia alternativa do trabalho, para o ensino e aprendizagem da Matemática na 5ª série. Objetivos Específicos • Aplicar a metodologia alternativa de trabalho e verificar o nível de aprendizagem e motivação despertada nos alunos; • Mostrar aos alunos, um método alternativo, baseado na construção do conhecimento por meio da construção de materiais didáticos manipuláveis. • Propor aos alunos vivências diversificadas, para que possam explorar, fazer tentativas, testar, argumentar e raciocinar logicamente. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA As atuais propostas para o ensino da matemática exigem uma nova visão do que é o ensino da disciplina. A formação do professor de Matemática com uma nova visão é objetivo a ser atingido pelos modernos programas de formação de professores. Assim sendo, este trabalho dará a seus educandos a oportunidade de um ensino de qualidade, obtendo melhor aproveitamento das potencialidades intelectuais e morais dos mesmos, haja visto que a finalidade da educação são os interesses da sociedade, determinados através do saber que forma a consciência que pensa o mundo e qualifica o homem para o trabalho. Fala-se muito em mudanças de paradigmas e, esses novos paradigmas para a educação consideram que os alunos devem ser preparados para conviver numa sociedade com constantes mudanças, ser construtores do seu conhecimento, ser sujeitos ativos do processo em que a intuição e a descoberta são elementos privilegiados. Nesta nova visão educacional, os professores deixam de ser os entregadores principais da informação, passando a atuar como facilitadores do processo de aprendizagem, onde o aprender é privilegiado em detrimento da memorização de fatos. A pedagogia tradicional ainda é viva e atuante em nossas escolas e, na medida em que vamos nos integrando ao que se denomina uma sociedade da informação, crescentemente globalizada, é importante que a Educação se volte para o desenvolvimento das capacidades de comunicação, resolver problemas, tomar decisões, fazer inferências, criar, aperfeiçoar conhecimentos e valores, trabalhar cooperativamente. A aprendizagem se desenvolve a partir da problematização de situações contextualizadas, levando em conta a visão de mundo do aluno. Sabe-se porém, que não há uma forma única ou um modelo de educação, nem a escola é o único lugar onde ela acontece; o ensino escolar não é sua única prática, nem o professor seu único praticante. A teoria e a prática educacionais serão mais coerentes se souberem explicitar de antemão, os fins a serem atingidos no processo. A questão é a dificuldade em se determinar com segurança quais os fins da educação no mundo contemporâneo. Que valores se encontram subjacentes ao processo. É preciso analisar os fins para uma determinada sociedade, ainda aí, estar atento para os conflitos a ela inerentes. Conforme Brandão (1992, p.18) “As pessoas vivem umas com as outras e o saber flui pelos atos de quem sabe e faz para quem não sabe e aprende”. Pensar em matemática ou falar em matemática significa também pensar na História da Matemática que tem servido como motivação, pois leva a uma maior compreensão da evolução dos conceitos Matemáticos. Na sociedade grega, conforme MACHADO (1991), a matemática era destinada ao deleite da elite intelectual e os escravos podiam, e até deviam, ficar longe dela. Na sociedade atual, cada vez menos o homem comum pode passar ao largo dos conhecimentos matemáticos que só à especialista interessava, em passado recente. A complexidade da matemática, sobretudo por suas relações com outras áreas de conhecimento e por suas implicações sociais, políticas e econômicas, justifica, desde a antiguidade, reflexões, teorias e estudos sobre seu ensino. Alguns professores ensinam a matemática considerando que só uma minoria possui o grau de abstração exigido para compreender os conceitos da disciplina. Procedendo desta forma, a matemática pode se tornar um instrumento de seleção para o fracasso, que por vezes rotula os alunos como mais ou menos inteligentes. Assim, o ensino dos conceitos desta disciplina deve ser precedido por uma análise do nível de formação conceitual em que o aluno se encontra, procurando adequar os conceitos ensinados à realidade dos estudantes. Muitas escolas, hoje, usam métodos de ensino que induzem a uma aprendizagem ligada à memorização, desvinculado do cotidiano, não se preocupa com a aprendizagem de significados e a formação dos conceitos significativos. É essencial ensinar de tal forma que os estudantes vejam a matemáticacomo uma parte sensível, natural e agradável de seu ambiente. Deve-se lembrar que o ensino de matemática não é um ensino pronto, mas, um ensino em construção pelo qual o aluno é levado a adquirir um estágio de compreensão, consciência e raciocínio. A escola, como instituição social, deve possibilitar o crescimento humano nas relações interpessoais, bem como propiciar a apropriação do conhecimento elaborado, tendo como referência a realidade do aluno. Neste contexto, deve possibilitar ao aluno a aquisição de uma consciência crítica que lhe amplie a visão de mundo. Esta visão de mundo deverá lhe dar condições de uma leitura interpretativa dos fatos sociais, das relações intra e interpessoais e dos homens com a natureza. O professor, como mediador entre o aluno e o conhecimento, deve ser um profissional formador, reflexivo, consciente da importância do seu papel, comprometido com o processo educativo, integrado ao mundo de hoje, responsável socialmente pela formação do cidadão e, principalmente, um eterno aprendiz. Logo, tem de estar continuamente pesquisando e aperfeiçoando-se, para buscar “inovar e inovar-se”. Sabe-se hoje que professor não ensina, ajuda aprender. A função do professor é proporcionar situações de aprendizagem. Jamais o professor deve tirar do aluno o prazer e a beleza da descoberta: só assim estará realmente sendo útil, na medida em que leva o aluno a pensar. Acredita-se ser o papel da Educação Matemática fornecer ferramentas que permitam a construção de um conhecimento futuro. E isto é feito a partir do domínio do conhecimento presente. O princípio construtivista alerta para a necessidade de se dar ao aluno condições de construir seus próprios conceitos, e o papel do professor é de uma importância singular, sendo aquele que planeja os conteúdos , organiza investiga, orienta os alunos durante o processo de elaboração do conhecimento para que sejam, realmente relevantes e consciente de que o processo do conhecimento se dá na interação das ações mediada pelo conteúdo escolar, pelo mundo e seus problemas. A matemática em si desempenha o papel de ajudar a construir todo o conhecimento humano, estimulando o pensamento independente e a criatividade. As habilidades que os alunos adquirem, ao longo de sua vida, não aparecem de repente. Elas vão surgindo a cada etapa vivida, e evoluindo do concreto para o abstrato. A primeira experiência concreta pode acontecer na escola com materiais apropriados, ou na família, em sua vivência do dia-a-dia. A apropriação pelo aluno do saber concreto, de acordo com a professora Maria Tereza Carneiro Soares (1992), se tornará possível pela superação da dicotomia conteúdo – forma, tendo por base a realidade vivida pelo professor e pelo aluno e o saber socialmente produzido, ambos pontos de partida e de chegada ao conhecimento. Então, pensar em ensinar matemática hoje, requer estabelecer, em primeiro lugar, a quem se pretende ensinar e para que, tornando as aulas mais alegres e fazendo com que os alunos passem a gostar da Matemática. Na busca pela melhoria do processo ensino-aprendizagem, a manipulação de materiais didáticos e associação destes com a teoria, surge como alternativa que propicia a melhor compreensão dos conteúdos matemáticos. Conforme Dante (2005, p.60) “Devemos criar oportunidades para as crianças usarem materiais manipulativos(...),... A abstração de ideias tem sua origem na manipulação e atividades mentais a ela associadas”. Mas o que são materiais manipuláveis? Objetos reais que o aluno é capaz de tocar, sentir, manipular e movimentar. Objetos que representam uma ideia. Para muitos, uma atividade bem conduzida deve passar pela manipulação, representação e simbolização, que seria o trampolim para atingir as abstrações. Não podemos afirmar que o concreto é sinônimo de fácil e o abstrato, de difícil, mas sim que, o concreto é tomado como o que se pode tocar, atribui-se aos objetos manipuláveis a propriedade de tornar significativa uma situação de aprendizagem. Na construção do conhecimento, existem muitos fatos que, mesmo sendo simbólicos, expressam tão diretamente seu significado que não necessitam de qualquer tipo de mediação para serem compreendidos. Conforme Jesus e Fini (2005, p. 144) Os recursos ou materiais de manipulação de todo tipo, destinados a atrair o aluno para o aprendizado matemático, podem fazer com que ele focalize com atenção e concentração o conteúdo a ser aprendido. Estes recursos poderão atuar como catalisadores do processo natural de aprendizagem, aumentando a motivação e estimulando o aluno, de modo a aumentar a quantidade e a qualidade de seus estudos. Materiais para apoiar a aprendizagem dos números e das operações, como ábacos, material dourado, discos de frações, cópias de cédulas e moedas ou outros podem ser recursos didáticos eficientes, desde que estejam relacionados a situações significativas que provoquem a reflexão dos alunos sobre as ações desencadeadas. Os teóricos cognitivistas procuram destacar o dinamismo da consciência na construção do conhecimento. Será apresentado a seguir, um breve histórico sobre as teorias de Aprendizagem. Piaget afirma que o pensamento matemático não deve ser adquirido por iimagens estáticas, pois o pensamento é tido como um jogo de operações vivas e atuantes. Pensar é operar. Para ele, a imagem é apenas um suporte de pensamento, simboliza as operações. A operação é um elemento ativo do pensamento. É uma ação qualquer, com origem motora, perceptiva ou intuitiva. . ESTRATÉGIAS DE AÇÃO As ações a serem implementadas acontecerão em quatro momentos: • O primeiro momento consistirá na construção do Plano de Trabalho. • O segundo momento deve constar da produção didática pedagógica, no caso, Materiais Didáticos Manipuláveis, direcionado ao objeto de estudo alunos das 5ª séries. • O terceiro momento será a implementação da proposta na escola, o que acontecerá no último semestre de 2024 da turma do 5 ano, com a construção e utilização do material didático elaborado durante a execução do plano de trabalho, orientado pelo professor da Iete Lopes e com a colaboração dos professores do Grupo de Trabalho em Rede. Antes da apresentação dos trabalhos o conteúdo será exposto de forma tradicional seguido de uma avaliação. Para a apresentação dos materiais, teremos a explanação dos objetivos do uso de cada um, acompanhado de seus conteúdos e seu correto manuseio e aplicabilidade, terminando novamente com uma avaliação. Isto será muito importante para que o aluno aprendiz não seja um mero ouvinte, e sim participe de todo o processo. Os alunos farão a construção de todo o conhecimento em grupo com a participação do professor, selecionando e organizando o material que poderá ser utilizado posteriormente. Também será realizado com esse grupo de alunos um questionário. Esse questionário será realizado para comparar a opinião dos alunos a respeito do trabalho com ou sem o Material Didático Manipulável. Após a conclusão desse processo será feita a avaliação para verificar os resultados obtidos. AVALIAÇÃO A avaliação será feita de forma contínua durante a aplicação do projeto, por meio da participa image1.png image2.png