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Bruna Giovani Cardoso Siqueira – 201602300445 Psicopatologia I (noturno) – José Urbano Resenha Capítulo 5: Os Transtornos Esquizofrênicos A esquizofrenia é um transtorno mental, onde o indivíduo possui sintomas de distúrbios do pensamento, afeto e manifestações delirantes. Para Bleuer, ele consagra a esquizofrenia como uma demência precoce, diz respeito a mente cindida, associando entre o pensamento dos afetos e a psicomotricidade. Síndromes Psicóticas – uma das principais formas de diagnóstico de esquizofrenia, é a psicose. Seus sintomas de primeira ordem, são: Percepção delirante, Alucinações auditivas características, Eco do pensamento, Roubo do pensamento e Vivência de influência corporal ou ideativa. Os sintomas de segunda ordem, são menos significativos, sendo: perplexidade, alterações da sensopercepção, campos dos sentimentos, impulsos, vontades, intuição delirante e alterações do ânimo. Síndrome Negativa ou Deficitária – perda psíquica ou empobrecimento nas áreas da vontade, vida afetiva, social e cognitiva. Sintomas: Distanciamento afetivo, Retração social, Empobrecimento da linguagem e do pensamento, e diminuição da fluência verbal, Diminuição da vontade e hipopragmatismo, Negligência quanto a si mesmo e Lentificação e empobrecimento psicomotor. Síndrome Positiva – ao contrários das síndromes negativas, estão são mais intensas e produtivas, sendo: Alucinações, Ideias delirantes, Comportamentos bizarros, Agitação psicomotora, Ideias bizarras, Neologismos. Espectro da Esquizofrenia – além da esquizofrenia, inclui transtornos psicóticos e de personalidade esquizotrópica, sendo definidos como anormalidades por estarem em um ou mais domínios como, alucinações, pensamento desorganizado, comportamento motor desorganizado ou anormal, sintomas negativos e delírios, eles são: Delírio persecutórios, Delírio de referência, Delírios somáticos, Delírios religiosos, Delírios de grandeza, Delírio erotomaníaco, Delírio niilista, Delírio bizarro e o Não bizarro. Transtorno Delirante – possuindo humor irritável ou disfórico, raiva, comportamento violento, estes sintomas podem apresentar no portador desse transtorno. Apresentando problemas sociais, conjugais ou profissionais. As determinações do transtorno delirante: Tipo erotomaníaco, Tipo grandioso, Tipo ciumento, Tipo persecutório, Tipo somático, Tipo misto e o Tipo não especificado. Transtorno Psicótico Breve – pode apresentar mudanças rápidas de um afeto intenso a outro, as pessoas com esse transtorno vivenciam turbulências emocionais ou grande confusão. Precisam estar sendo sempre supervisionados, podendo haver comportamentos suicidas. Pode aparecer na adolescência e no início da vida adulta, podendo ocorrer durante a vida toda. Transtorno Esquizofreniforme – disfunção do funcionamento diário, como escola ou trabalho, relações e autocuidado. Para este transtorno, são necessários dois ou mais, como os delírios, alucinações, discurso desorganizado ou catatônico e sintomas negativos. Esquizofrenia – pessoas com esquizofrenia, possuem afeto inadequado, humor disfórico, sono perturbado e falta de interesse em alimentar-se. Possuem ansiedade, fobias, anormalidades no processamento sensorial e na capacidade inibitória, redução na atenção. Déficits na cognição social, déficits na capacidade de inferir as intenções dos outros. Não perceber a doença, costuma ser um sintoma da própria doença. O período de perturbação pode persistir por pelo menos 6 meses, podendo ser manifestados apenas por sintomas negativos ou por dois ou mais sintomas, como delírio ou alucinação. O transtorno esquizofrênico, envolve uma gama de disfunção cognitiva, comportamental, e emocional, mas nenhum sintoma é patognomônico do transtorno. O diagnóstico envolve o reconhecimento de um conjunto de sinais e sintomas associados a um funcionamento profissional ou social prejudicado. Transtorno Esquizoafetivo - requer a presença de sintomas de psicose que preencham os critérios de sintomas para esquizofrenia e, adicionalmente, sintomas de humor (mania, depressão ou misto) com gravidade e tempo suficientes para o diagnóstico de transtorno de humor, ambos evoluindo de forma episódica. Indivíduos com este transtorno podem ter rosco aumentado de desenvolvimento posterior de episódios de transtorno depressivo maior ou bipolar. Não há testes ou medidas biológicas capazes de auxiliar do diagnóstico de transtorno esquizoafetivo, se este difere da esquizofrenia no que refere a anormalidade. Transtornos relativos ao uso de substâncias – de acordo com o uso das drogas, caracterizam uma forma particular entre os seres humanos por apresentarem uma ação específica sobre o sistema nervoso central e o psiquismo. A classificação dos seus tipos de uso, são: Intoxicação, Abuso, Uso nocivo e Dependência. Transtornos relativos ao uso de álcool – o uso destas substâncias, pode ser usado para aliviar efeitos indesejados ou para substituir quando não estão disponíveis, problemas de conduta, depressão, ansiedade, insônia e etc. Colaborando também para o suicídio, ou até sendo um perigo para a integridade física, como dirigir, nadar, operar alguma máquina, enquanto tiver com a substância no organismo. Transtornos relacionados à anfetamina e à cocaína – quando usados, a sensação de bem-estar é instantânea e as mudanças comportamentais são drásticas, podendo se desenvolver um transtorno por uso de estimulantes. Indivíduos com esta intoxicação, podem ocorrer alucinações auditivas, táteis, cefaleia e ideação paranoide. A perturbação pelo uso da cocaína, geralmente se resolvem em um prazo de horas a dias após a interrupção do uso. Estes estimulantes, sendo usados pela narina e via intravenosa, podem desenvolver transtorno por uso de estimulantes em apenas uma semana, embora o início nem sempre seja tão rápido. A abstinência está associada a sintomas depressivos temporários, porem intensos, geralmente podendo se resolver em uma semana. Transtornos relacionados a cannabis e alucinógenos – pessoas que usam a cannabis como fuga dos problemas, por exemplo, a usam também para sentir euforia, para lidar com o humor, sono, dor ou problemas psicológicos. Algumas pessoas que usufruem a cannabis várias vezes durante o dia, não sabem que estão sob seu efeito. Sinais de uso crônico e agudo, são os olhos vermelhos, tosse crônica, uso de incenso para o odor da cannabis e a vontade exagerada por certos alimentos, em horas incomuns. Intoxicação por cannabis – é a presença de alterações comportamentais ou psicológicas, problemáticas e significativas que se desenvolve durante ou após o uso. A intoxicação se inicia “devagar” com a euforia, risos, ideias, sedação, percepções sensoriais distorcidas, as vezes ocorrendo a ansiedade, disforia e retraimento social. Havendo as conjuntivas hiperemiadas, apetite aumentado, boca seca e taquicardia. A sua abstinência, se apresenta após a redução do efeito, a cessação da substância. Sendo possível observar após a abstinência, a fadiga, bocejos, dificuldade de concentração, perda do apetite e insônia. Transtornos relacionados a alucinógenos – sujeitos que usam a LSD tendem a ter alucinações visuais assustadoras, podendo ter aumento de suicidalidade. Assim como o ecstasy, que compromete a memória, perturbando o sono, podendo reduzir a atividade funcional entre regiões do cérebro. Transtornos relacionados a cafeína – perturbações sensoriais leves, zumbido, flashs de luz. Pode-se observar agitação, inquietação sudorese, taquicardia e motilidade intestinal aumentada. Transtornos relacionados ao tabaco – comum nos sujeitos que usam cigarros, e usam para aliviar ou evitar sintomas de abstinência. A grande maioria relata abstinência quando não usam a substância por algumas horas. Usar o tabaco, raramente resulta em fracasso em cumprir obrigações. Os critérios de diagnóstico são quandoo indivíduo fumar logo ao despertar ou acordar a noite para fumar, desejo persistente em fumar ou quando se sente impotente em alguma obrigação.