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Rol 1 - Direito Tributário - Leticia Vasconcelos Medina No primeiro Rol, a professora iniciou a aula se apresentando e apresentando o método de estudo que seria utilizado para a disciplina de direito tributário. Após isso, começou a explicar sobre o módulo 1. Dessa forma, apresentou o conceito de tributo, definido no art. 3º do Código Tributário Nacional (“CTN”): “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.” Em conjunto, destrinchou as suas características: i) deve ser paga em pecúnia, ou seja, em dinheiro, não podendo ser realizada por meio de trabalho (in labore) – como no caso de pagar o IPTU pintando os muros da prefeitura – ou por meio de bens (in natura), como quando se planta soja e uma parte da colheita é destinada ao Estado; ii) é compulsória, ou seja, independe da vontade do contribuinte; iii) decorre diretamente da lei, assim ninguém questiona se aceita pagar o imposto de renda, dessa forma a obrigação tributária se diferencia da obrigação civil; iv) o fato gerador do tributo é sempre uma atividade lícita, ao contrário da multa; v) instituída por lei, em sentido estrito; e vi) não é discricionária. Prosseguindo, mencionou as espécies tributárias, sendo elas: a) imposto, sendo caracterizado por sua independência em relação a uma atividade estatal específica em benefício do contribuinte, ou seja, não é vinculado, por exemplo, o imposto de renda. Ele possui como fato gerador uma relação direta com o contribuinte, e o Estado não pode instituir um imposto com o objetivo de financiar uma escola ou uma rodovia. Os impostos são destinados a cobrir despesas gerais do Estado; b) taxa, que está vinculada a uma atividade estatal específica. Seu fato gerador pode ser o exercício do poder de polícia, que envolve a limitação da liberdade individual em prol do bem coletivo, como no caso da taxa de passaporte ou de alvará. Além disso, as taxas podem ser cobradas em razão da prestação de serviços públicos específicos e divisíveis ao contribuinte. Um exemplo relevante mencionado seria a discussão sobre a taxa de iluminação pública, que foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (“STF”); em vez disso, foi criada a contribuição que poderia ser utilizada para esse fim; e) contribuição de melhoria visa arrecadar recursos quando há valorização de imóveis particulares em decorrência de obras públicas. Para sua cobrança, existem dois limites fundamentais: o limite global, que impede o poder público de cobrar mais do que o total gasto na obra, e o limite individual, que garante que o contribuinte não pague mais do que a valorização efetiva que obteve. Ao instituir essa contribuição, o poder público geralmente designa fiscais para avaliar a valorização dos imóveis afetados, assegurando que as cobranças sejam justas e proporcionais, evitando abusos No caso, a professora mencionou que nunca havia visto pessoalmente um caso nesses moldes; d) contribuições especiais, sendo destinado a financiar atividades específicas do estado, como a seguridade social; e) empréstimo compulsório, podendo ser instituído apenas por lei complementar e é de competência da União. A professora citou que achou que ocorreria na pandemia, por ser uma situação de calamidade pública e mencionou o caso da década de 90, quando foi estabelecido um empréstimo compulsório sobre combustíveis, o que gerou uma enxurrada de ações judiciais. Adicionalmente, mencionou que a reforma tributária não alterou e nem modificou as espécies de tributos. Por fim, a professora jogou Kahoot com a turma e depois passou para o estudo do caso, lendo, ouvindo os colegas e explicando o caso.