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INTRODUÇÃO Aprendizagem e dificuldades Segundo “Pedro Demo” aprendizagem é um processo de mudanças do comportamento do endivido através de experiências vivendas e construídas no dia a dia. Vem sendo estudados desde o século passado, tomando relevância no meio acadêmico entre as décadas de 1950 e 1970, junto com os avanços obtidos com as pesquisas, diversos conceitos foram apresentados e discutidos, todos na tentativa de melhorar e explicar a aprendizagem e suas dificuldades. Veja a seguir o que Piaget e Vygotsky falam sobre á aprendizagem em suas opiniões. Teoria de Aprendizagem segundo Piaget. · De acordo com Piaget, as crianças possuem um papel ativo na construção de seu conhecimento, de modo que o termo construtivismo ganha muito destaque em seu trabalho. · O papel do professor é então aquele de criar situações compatíveis com o nível de desenvolvimento cognitivo do aluno, em atividades que possam desafiar os alunos. · O aluno, dessa forma, exerce um papel ativo e constrói seu conhecimento, sob orientação constante do professor. · O conhecimento é construído por informações advindas da interação com o ambiente, tocando esta teoria com aquela proposta por Vygotsky, na medida em que o conhecimento não é concebido apenas como sendo descoberto espontaneamente, nem transmitido de forma mecânica pelo meio exterior. Teoria de Aprendizagem segundo Vygotsky. · Segundo Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo do aluno se dá por meio da interação social, ou seja, de sua interação com outros indivíduos e com o meio. · Para ocorrer a aprendizagem, a interação social deve acontecer dentro da zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que seria a distância existente entre aquilo que o sujeito já sabe, seu conhecimento real, e aquilo que o sujeito possui potencialidade para aprender, seu conhecimento potencial. · O professor deve mediar a aprendizagem utilizando estratégias que levem o aluno a tornar-se independente e estimule o conhecimento potencial, de modo a criar uma nova ZDP a todo momento. · O professor pode fazer isso estimulando o trabalho com grupos e utilizando técnicas para motivar, facilitar a aprendizagem e diminuir a sensação de solidão do aluno. Vimos que a aprendizagem para Vygotsky se dar com a interação com o meio e com outros indivíduos, já para Piaget a aprendizagem se dar por assimilação e acomodação. Mas a aprendizagem implica uma relação entre a pessoa que ensina e a que aprende. Ela é um processo evolutivo e constante que envolve várias modificações no comportamento do aluno. Sendo a aprendizagem um processo constante por diversos fatores, as funções psicodinâmicas do indivíduo necessitam apresentar certo equilíbrio sob a forma de controle e integridade emocional para que ocorra a aprendizagem. Mas a área da educação não é cercada apenas de aprendizagem, varias vezes no decorrer desse processo nos deparamos com muitas dificuldades que deixa os alunos desanimados e acabam sendo rotulados pelos colegas, professores e até a própria família. Segundo J. Paz, “podemos considerar o problema de aprendizagem como um sintoma, no sentido de que o não aprender não configura um quadro permanente, mas ingressa numa constelação peculiar de comportamento, nos quais se destaca como sinal de descompensação”. J.Paz, citado por Sara Pain, em diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. p.28. As dificuldades de aprendizagem referem-se às situações difíceis enfrentadas diariamente por educadores em sala de aula com crianças normais e pela criança com um desvio do quadro normal, mas com expectativa de aprendizagem em longo prazo. É uma das maiores preocupações de educadores, pois na maioria das vezes não encontra soluções para esses problemas e acabam rotulando as crianças considerando preguiçosas e desinteressadas por não ter conhecimento do assunto desconhecendo por completo. Pela intensidade com que se apresentam os sintomas e comportamentos infantis, pela duração que lhes têm na vida escola e pela participação do lar e da escola nos processos problemáticos, fica difícil para o professor diferenciar um distúrbio de uma dificuldade de aprendizagem. Além disso, os autores que se dedicam a esse assunto usam os termos dificuldade e distúrbio de maneira indiscriminada. Portanto, estabelecer claramente os limites que separam “problema” de aprendizagem dos chamados “distúrbios” de aprendizagem é uma tarefa muito complicada, que fica a critério do especialista na área em que a deficiência se apresenta. Existem inúmeros fatores que podem desencadear uma dificuldade ou distúrbio de aprendizagem. São considerados fundamentais: Fatores orgânicos: Saúde física deficiente, falta de integridade neurológica (sistema nervoso doentio), alimentação inadequada, etc. Fatores psicológicos: Inibição, fantasia, ansiedade, angústia, inadequações à realidade, sentimento generalizado de rejeição, etc. Fatores ambientais: O tipo de educação familiar, o grau de estimulação que a criança recebeu os primeiros dias de vida, a influência dos meios de comunicação, etc. Na visão psicanalítica de Alícia Fernández4, o indivíduo em processo de aprendizagem que apresenta dificuldades no aprender pode estar desenvolvendo um mecanismo único para suportar as alterações de sua história emocional. Assim, pode-se perceber o fracasso como um sintoma escolar (segundo a autora), ou seja, um estorvo no aprender que desenvolve uma interseção de aspectos sociais, culturais, familiares, orgânicos, pedagógicos, como também fatores afetivos e intrapsíquicos. O fracasso escolar também pode ser um resultado da má condução do processo de ensino, um processo conduzido de forma errada causa indisciplina. Uma situação vincular ou social vivenciada pelo indivíduo levam a indisciplina especialmente em sala de aula, e a situação vivenciada pode também ter sido acendida pelas carências da escola e pelo professor. A indisciplina é prejudicial ao estudante a ponto de desenvolver um fracasso escola, pois a disciplina é um agente necessário para a construção do saber. Nós, professores, somos desafiados ao ver muitas crianças em fase escolar que apresentam dificuldades em realizar suas tarefas, que podem surgir por diversos motivos, como problemas na proposta pedagógica, capacitação do professor, problemas familiares ou déficits cognitivos, ente outros. Muitas crianças estão sujeitas a maioria dos transtornos emocionais encontrados nos adultos que provocam uma séria de perturbações no aprender da criança. 1.1 TEMA Transtorno de aprendizagem e dificuldades enfrentadas na escola 1.2 PROBLEMAS DE PESQUISA Quais as principais dificuldades de aprendizagem como elas interferem. 1.3 JUSTIFICATIVA Esse trabalho buscar melhorar a qualidade de ensino em pessoas com dificuldades de aprendizagens. . Mas para que possamos entender o que é realmente, e ajudar a identificar os alunos que sofrem do distúrbio de atenção e ajuda-los a continuar aprendendo; Conhecer os sintomas e aprender a lidar com esses problemas. 1.4 Objetivos Com este trabalho, procuro realizar uma reflexão a respeito da dificuldade de aprendizagem a partir da compreensão de distúrbios com manifestações diante de alterações não só orgânicas, como também as ordem psicológicas e ambientais. Desde primeiros vínculos ao que se torna um desafio profissional. 1.4.1 Objetivo Geral Mostrar resumidamente as dificuldades em aprendizagem como um assunto geral sem aprofundar demais em nenhum assunto, uma vez que são extensos e muito os fatores. Mas para que possamos entender o que é realmente, e ajudar a identificar os alunos que sofrem do distúrbio de atenção e ajudá-los a continuar aprendendo dentro da escola. 1.3.2 Objetivos Específicos Mostrar que todas as dificuldades de aprendizagem são em si, mesmas contextuais e relativas. Colocar o acento no próprio processo de interação ensino/aprendizagem, saber que este processo complexo e estão envolvidos vários fatores: aluno, professor, concepção e organização curricular, metodologia, estratégias, recursos e problemas a ser analisadoscomo os transtornos, mostrar as dificuldades mais comuns que são mais comuns que são a dislexia, disortográfica e discalculia, emoções, área verbal, memória etc; Chamar a atenção para este problema tão comum; , mostrar caminhos para normalização e individualização do ensino, optando pela compreensão ao invés da exclusão. Partir da realidade plenamente constatada que todos os alunos são diferentes, tanto suas capacidades, quanto em suas motivações, interesses, ritmos evolutivos, estilos de aprendizagem, situações ambientais, etc. Conhecer os sintomas e aprender a lidar com esses problemas. 2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A metodologia que será utilizada neste tcc é qualitativa exploratória, utilizado de pesquisas, livros, revistas e periódicas pertinentes ao assunto estudando. INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS RESUMO: O presente tcc trata-se de um estudo através de varias pesquisas, teorias e reflexões pessoais sobre a dificuldade de aprendizagem encontrada na escola de ordem orgânica, psicológica e emocional; e de alguns distúrbios que prejudica a criança no seu desenvolvimento escolar. Em seguida classifica esses distúrbios Finalmente encerrar com alerta a necessidade e transformação infantil. Palavras-chave: dificuldade, crianças, aprendizagem. CAPÍTULO 1 (CAPÍTULOS TEÓRICOS) 1.1 Problemas da Escola Muitas vezes as tentativas de se estabelecer diagnósticos para avaliar esses problemas servem para encobrir outras incompetências pedagógicas. Muitas vezes o diagnóstico pouco criterioso de “hiperatividade”, “fobia escolar”, etc. servem como apoio para algumas comodidades ou incapacidade da escola para lidar com processos e métodos de aprendizagem. A maioria das escolas principalmente pública percebe-se que algo está errado e que nem sempre é exatamente das crianças. Por isso cada caso deve ser avaliado particularmente incluindo na avaliação o entorno familiar e escolar, se as dificuldades de aprendizagem estão presentes no ambiente escolar e ausentes nos outros lugares. O problema deve estar no ambiente de aprendizado e não em algum “distúrbio neurológico” misterioso e não detectável. “Podemos definir quando a criança aprende outros cursos como inglês, músicas, manipular aparelhos eletrônicos com facilidade, atividades lúdicas quando mostra fora da escola. Muitas vezes a dificuldade de aprendizagem são reações compreensíveis de criança, neurologicamente normais porém, obrigadas a adequar-se as condições adversas das salas de aula. Como agressão do coleguinha, constrangimento pelo nome, cor, pobreza e outros que às vezes não são percebidos por nós, adultos”. (HUNT, Te ach your own: “Ensine a si mesmo”) Quando o problema é da escola, uma exagerada restrição das atividades podem favorecer falsos diagnósticos de crianças hiperativas se as aulas carecem de atrativos pedagógicos pode surgir falso diagnóstico de déficit de atenção. Esse comportamento, geralmente confundido com indisciplina e característica de um distúrbio de atenção que atinge cerca de 5% das crianças e adolescentes de todo mundo: a hiperatividade. A demora para diagnosticar o caso pode trazer consequências sérias para o desenvolvimento da criança. Dois extremos podem comprometer a escola em relação a dificuldade de aprendizagem. Temos a escola que superestima a questão no sentido de acreditar que a criança é um problema. Quando de fato, o problema é de relacionamento ou de adequação difícil às normas da escola. Ou ao contrário, subestima um verdadeiro comprometimento neuropsiquiátrico levando à dificuldade de aprendizagem pensando tratar-se de algum problema disciplinar de método de ensino. 1.2 Problemas das crianças Normalmente as crianças que apresentam dificuldades específicas no início da escolarização embora não tenha nenhum problema neuropsiquiátrico, são aquelas que precisam de atenção, são crianças que desenvolvem suas habilidades de apreensão daquilo que é ensinado, precisa ser investigado e compreendido particularmente em suas dificuldades. A criança apresenta dificuldade de aprendizagem ou seu rendimento não satisfaz as expectativas do professor (da escola). Na realidade, temos visto que as famílias só são mobilizadas a procura de ajuda especializada para sua criança, quando fica evidentes ou ameaçados o rendimento escolar e a aprendizagem. Infelizmente, a procura é feita incorretamente desde que as famílias se sintam ameaçadas, qualquer profissional parece servir desde que não seja o psiquiatra. Serve o neurologista, o psicólogo, terapeuta e pedagogo. Mas, decisivamente, psiquiatra não. Não pretendemos dizer que tais profissionais não sejam adequados, mas há um receio de ter um filho tratado por psiquiatra; uma vez esclarecido que psiquiatria é médicos de loucos. Apresentam desvio do grupo etário a que pertence, quando não se ajusta aos padrões da maioria desses grupos. São crianças com dificuldades de aprendizagem e tem, às vezes, baixos níveis de autoestima e de autoconfiança. Falta de motivação, afastamento, crises de ansiedade e estresse, e até mesmo depressão. 1.3 Problemas de assimilação ou elementos de definição Em síntese, só é procedente falar em dificuldades de aprendizagem quando fazemos referência a alunos que: Tem um quociente intelectual normal, ou muito próximo da normalidade, ou ainda superior; Seu ambiente sócio familiar é normal; não apresentam deficiências sensoriais nem afecções neurológicas significativas; Seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório; Dificuldade motora (atividade motora); Atenção, baixo nível de concentração (dispersão); Área matemática, problemas em seriações, inversão de números, reiterados erro de cálculo; Área verbal, disgrafias, decodificação simbólica; Emoções: desajustes emocionais leves, baixa autoestima; Memória: dificuldade de fixação; Percepção: reprodução inadequada de forma geométrica, inversão de letras; Sociabilidade: inibição participativa, pouca habilidade social, agressividade. CAPÍTULO 2 (CAPÍTULOS TEÓRICOS) 2.1 Os que são os Transtornos de Aprendizagem? Dificuldade de aprendizagem é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de transtorno manifestado por dificuldade significativa na aquisição e uso da escrita, fala leitura e raciocínio. Os transtornos podem existir junto com as D.A. problemas nas condutas de auto regulação, percepção social e transtornos emocionais graves ou com influências extrínsecas (tais como as diferenças culturais, instruções inapropriadas ou insuficientes). 2.2 Transtornos da leitura O transtorno da leitura também conhecido como dislexia, é uma dificuldade de compreender palavras escritas. O rendimento da capacidade de leitura, como correção, velocidade de compreensão da leitura, significativamente inferior à média para idade cronológica capacidade e nível de escolaridade do indivíduo. A dificuldade de leitura interfere de modo significativo nas atividades cotidianas e que requeiram habilidades de leitura. A leitura oral se caracteriza por distorções substituições ou omissões, e junto com a leitura silenciosa vem acompanhada por lentidão e erros na compreensão do texto. 2.3 Distúrbios de leitura Os distúrbios de aprendizagem na área da leitura e da escrita podem ser atribuídos às mais variadas causas. Orgânicas – cardiopatias, encefalopatias, deficiências sensorial (visuais ou auditivas), deficiências motoras (paralisia infantil, paralisia cerebral, etc.). Psicológicas – desajustes emocionais provocados pela dificuldade que a criança tem de aprender, que gera ansiedade, insegurança autoconceito negativo. Pedagógicos – método inadequados de ensino falta de estimulação pela pré-escola dos pré-requisitos necessários à leitura e à escrita: falta de percepção, por parte da escola, etc. 2.4 O processo de leitura A leitura é um processo de compreensão abrangente que envolve aspectos sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos bem como culturais, econômicos e políticos. E a correspondência entre os sons e ossinais gráficos, através da decifração do código e a compreensão do conceito ou idéia. Tanto quanto a fala, a leitura não é um comportamento natural, mas um processo adquirido a longo prazo e em certas circunstâncias de vida que determinam o sucesso ou o fracasso na aprendizagem. (ANTUNHO, folheto nº 3, série ABD) O processo da leitura envolve: A identificação dos símbolos impressos (letras e palavras) através dos órgãos da visão. O relacionamento do símbolo gráfico com os sons que eles representam. A compreensão e a análise crítica do que foi lido, julga e assimila. No processo inicial da leitura ocorre o que chamamos de decodificação, o envolvimento da discriminação visual dos símbolos e a associação entre a palavra impressa e o som. Destacamos também a leitura emocional, em que contam os sentimentos, as emoções com as quais o leitor se vê envolvido, até inconscientemente. Na escola, o tipo de leitura mais comum é a leitura intelectual, caracterizada pela teoria dos fatos, pela rigidez da forma de apresentação e pela tendência a isolar o leitor do contexto pessoal. Para que a criança adquira os símbolos gráficos, ela precisa ter uma perfeita integridade sensorial e também a capacidade de integrar experiências não-verbais, isto é, de diferenciar um símbolo do outro, atribuindo-lhe significado e retê-lo. CAPÍTULO 3 (CAPÍTULOS TEÓRICOS) 3.1 A criança de aprendizagem lenta (atraso) E aquela que é educável em classe. Os objetivos da educação desse tipo de criança são os mesmos que para aquelas consideradas normais. O professor que tiver em sua classe um ou mais alunos lentos estará diante da desafiadora tarefa de ajudá-los a se adaptarem à escola. 3.2 Mudez ou atraso na fala Há fatores físicos que prejudicam a fala de tal maneira que impossibilita a comunicação da criança. Ao perceber que não é compreendida, ela deixa de falar configurando um quadro de mutismo como reação psicológica. Os fatores emocionais e psicológicos também estão presentes em alguma forma de mudez. Há, por exemplo, crianças que não evoluem na fala por falta de oportunidade, são aquelas que ficam muito tempo sozinho ou mal acompanhado, sem a estimulação e o afeto necessário. Há crianças que escolhem o silêncio total para usa-lo como arma contra seus educadores. Isso acontece quando os pais, ansiosos, pressionam o filho para que fale o quanto antes quando diz alguma palavra errada, faz com que ela repita até acertar. Para fugir de tal constrangimento, ela emudece ou às vezes só fala consigo mesma. Outras não falam por que estão sobtensão excessiva ou sofreu algum trauma psíquico com um grande susto ou um ataque sexual. 3.3 Atrasos na linguagem Algumas pessoas acham que criança que começa falar mais tarde será pouco inteligente, mas isso não pode ser verdade por que certas crianças têm sua fala atrasada por motivos diversos, às vezes transitórios. Em algumas crianças, essa forma de atraso é superada somente depois dos quatro anos. Em outras, o problema se transforma em distúrbio específico de articulação durante alguns anos e depois é resolvido de maneira natural ou em função de tratamento especializado. Problemas de audição interferem com frequência nos casos de atraso na linguagem. Nesse tipo de distúrbios, as causas mais comuns são os traumas, carência afetiva, superproteção e o uso de outro idioma em casa. CAPÍTULO 4 (CAPÍTULOS TEÓRICOS) 4.1 Dificuldades mais comuns 4.1.1 Dislexia Existe, porém, uma parcela significativa que apresenta grandes dificuldades na aprendizagem da escrita e da leitura. A esse transtorno de aprendizagem da escrita e da leitura dá-se o nome de dislexia, que sofre com grandes fracassos na escola o que gera queda da autoestima e leva a comportamentos que podem ir da apatia à agressividade, tornando desgastante e sofrida tanto a vida escolar quanto as relações com a família. Ela tem sido vista como a alteração genética, mas tal só acontece numa pequena porcentagem de caso. Caracteriza-se por apresentar alterações no padrão neurológico. Sintomas: (Haverá sempre) Dificuldade com a linguagem escrita; Dificuldade em escrever; Dificuldade com a ortografia; Lentidão na aprendizagem da leitura. (Haverá muitas vezes) Disgrafia (letra feia); Discalculia – dificuldade com a matemática; Dificuldade com a organização, compreender textos escritos. Esses sintomas devem ser avaliados por um diagnóstico multidisciplinar que pode ser distúrbio de aprendizagem, como também pode indicar outras situações, como lesões ou síndromes, etc. Muitas dessas causas estão no padrão de movimentos oculares. São fundamentais para a leitura eficiente. São as fixações nos movimentos oculares que garante que o leitor possa extrair informações visuais do texto. Existem fatores que influenciam ou determinam ou afetam a facilidade ou dificuldade do reconhecimento de palavras como: familiaridade, frequência, repetição significado do texto. (ELLIS: 1995, p.19-28) A dislexia é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizados por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, as vezes mal reconhecida e fonemas, muitas vezes, mal identificadas, a dislexia não é uma doença, segundo o linguista mas um fracasso inesperado na aprendizagem da leitura sendo, pois uma síndrome linguística. Que são de diversas ordens depende do enfoque ou análise do investigador. (DUBOIS ET allii, 1993, P.197). As características linguísticas que envolvem as habilidades de leitura e escrita, mais marcantes das crianças disléxicas são: Acumulações e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever; Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia: ao, é-os, e-c, f-t, h-n, i-j, etc. Confusão entre letras, sílabas e grafia similar: b-d, b-p, d-b, etc. Segundo Mabel Condemarim (1987, p.23) outras perturbações da aprendizagem podem acompanhar os disléxicos: alteração na memória, orientação esquerda e direita, dificuldade em matemática, confusão com relação às tarefas escolares, etc. 4.1.2 Discalculia É definida como ordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. Pode ser causada por um déficit de percepção visual. É definida por alguns profissionais educacionais como inabilidade para conceitualizar números. Como um conceito abstrato de quantidade comparativo. A discalculia ocorre em pessoas de qualquer nível de QI. Muitas daquelas com dislexia tem discalculia também. Discalculia é um impedimento da matemática que vêm acompanhadas de outras limitações, tais como introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, problemas de ortografia. Há indicações de que é um impedimento congênito ou hereditário, com um contexto neurológico. A Discalculia atinge crianças e adultos. 4.1.3 Transtornos da Matemática Também conhecida como discalculia. A aquisição de conceitos matemáticos e outras atividades que exigem raciocínio são afetadas neste transtorno, cuja baixa capacidade para manejar números. O transtorno da matemática caracteriza-se pela capacidade matemática para a realização de operações aritméticas. Cálculos e raciocínios se encontram inferiores à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo. Essas dificuldades apresentadas trazem prejuízo em tarefas da vida que exigem tal habilidade (como compreensão e nomeação de termos, conceitos matemáticos, reconhecimento de símbolos e outros mais). 4.1.4 Sintomas potenciais Dificuldades frequentes com os números confundindo os sinais: = + - / e x; Diferenciar direito e esquerdo faltam de senso de direção (para norte, sul, leste e oeste); Dificuldade em dizer qual de dois números é o maior; Tendo a dificuldade mental de estimar de um objeto ou Dificuldade em dizer qual de dois números é o maior; Tendo a dificuldade mental de estimar de um objeto ou de uma distância, por exemplo, se está afastado 10 ou 20 metros. Inabilidade em aprender e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas, e sequências matemáticas.4.1.5 Disortográfica É a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva. Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dificuldade de leitura, isto é, a dislexia. Considera-se que 90% das disotorgrafias tem como causa um atraso de linguagem, estas são consideradas disotorgrafias verdadeiras. Os 10% restantes tem como causa uma disfunção neuro-fisiológicas. Suas características são: Troca de grafemas: que representam fonemas homorgânicos, acontecem por problemas de discriminação auditiva. Quando a criança troca fonema na fala, a tendência é que ela escreva apresentando as mesmas trocas, mesmo que os fonemas não sejam auditivamente semelhantes; Falta de vontade de escrever; Dificuldade em perceber as sinalizações gráficas (parágrafos, travessão, pontuação e acentuação); Textos muito reduzidos; Aglutinação ou separação indevida das palavras; Discalculia. 4.1.6 Transtornos da Expressão Escrita É um transtorno de ortografia ou caligrafia. Neste transtorno existe uma combinação de dificuldades na capacidade de compor textos escritos, evidenciados por erros de gramáticas e pontuação dentro das frases, má organização dos parágrafos, múltiplos erros ortográficos ou fraca caligrafia. Capacidade inferior à média. Dificuldade na expressão escrita apresentada, interfere de modo significativo nas atividades cotidianas, como escrever frases gramaticamente corretas e parágrafos organizados. Os problemas se caracterizam por dificuldade na composição. Má organização dos parágrafos, erro freqüente de ortografia e caligrafia precária. REFERÊNCIAS Ajuriaguerra e Marcelli in Moojen, 2001. PILETTE, Claudia. Didática Geral. Editora Ática, 9ª edição. JOHNSON, Dóris J.; MYKLEBUST, Helmer R. Distúrbio de aprendizagem, princípios e práticas educacionais, p. 177-179. ELLIS: 1995, p. 19-28 ANTUNHA, Elza Lima Gonçalves, Dislexia implicações diagnósticas, folheto nº 3, série ABD da Associação Brasileira de Dislexia. ASSUNÇÃO, Elizabete da; COELHO, José Maria Tereza. Problemas de aprendizagem. Editora Ática, 5ª edição. Federal Register, 1977 Jean Dubois et alleii, 1993, p. 197 Lei Pública Americana, p.l 94-142 LONDEMARÍN, Mabel, 1989, p.55 Revista Nossa Escola, Maio, 2000. Nossas Crianças, Junho, 2006. Organização Mundial de Saúde, 1992. Referências: Referências: 1. http://www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/Capitulo_5.pdf. MOREIRA, Marco Antônio; Teorias de Aprendizagens, EPU, São Paulo, 1995MOREIRA, Marco Antônio; Teorias de Aprendizagens, EPU, São Paulo, 1995.