Logo Passei Direto
Buscar
Material

Prévia do material em texto

CarboxiterapiaCarboxiterapia
ht
tp
s:
//
en
cu
rt
ad
or
.c
om
.b
r/
jG
JU
9
Carboxiterapia
— 2 — 
Sobre a Faculdade 
Propósito
• Transformar a vida do profissional da Saúde para o melhor.
Missão
• Nossa missão é impulsionar o desenvolvimento pessoal e profissional desses espe-
cialistas, capacitando-os com conhecimentos avançados e técnicas inovadoras.
Visão
• Proporcionar educação de excelência nos campos da Saúde, Estética e Bem-Es-
tar e Negócios, tornando-se referência nos mercados regional, nacional e inter-
nacional.
Valores
• Liderança: porque devemos liderar pessoas, atraindo seguidores e influenciando 
mentalidades e comportamentos de formas positiva e vencedora.
• Inovação: porque devemos ter a capacidade de agregar valor aos produtos da 
empresa, diferenciando nossos beneficiários no mercado competitivo.
• Ética: porque devemos tratar as coisas com seriedade e em acordo com as regu-
lamentações e legislações vigentes.
• Comprometimento: porque devemos construir e manter a confiança e os bons 
relacionamentos.
• Transparência: porque devemos sempre ser verdadeiros, sinceros e capazes de 
justificar as nossas ações e decisões.
Copyright© Nepuga – 2022 - Todos os direitos reservados. 
Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada, reproduzida ou armazenada em qualquer forma ou meio, 
seja mecânico ou eletrônico, fotocópia, gravação etc, sem a permissão por escrito da Instituição.
Carboxiterapia
— 3 — 
Su
m
ár
io
Introdução .................................................................................................................................................................4
1. História ......................................................................................................................................................................4
2. Troca gasosa ......................................................................................................................................................5
3. Mecanismo de ação ......................................................................................................................................6
3.1 Efeito Bohr ..................................................................................................................................................6
3.2 Microcirculação local .......................................................................................................................8
3.3 Ativação dos barorreceptores ...................................................................................................9
4. Vasodilatação ................................................................................................................................................. 10
5. Equipamentos utilizados na carboxiterapia ................................................................................11
6. Carboxiterapia nas afecções estéticas .........................................................................................12
6.1 Rejuvescimento e estrias ...............................................................................................................12
6.2 Técnica de aplicação para estímulo de colágeno ...................................................13
6.3 Sugestão de protocolo ................................................................................................................. 14
6.4 Pontos de aplicação facial ........................................................................................................ 14
7. Olheiras ................................................................................................................................................................. 15
7.1 Técnica de aplicação na região periorbital .................................................................... 15
7.2 Técnica de aplicação na região periorbital ................................................................... 16
8. Estrias ......................................................................................................................................................................17
8.1 Técnica de aplicação na região periorbital ....................................................................17
8.2 Sugestão de protocolo para aplicação em estrias ................................................. 18
8.3 Técnica de aplicação nas estrias ......................................................................................... 18
9. Alopecia ............................................................................................................................................................... 19
9.1 Técnica de aplicação em alopecia ...................................................................................... 19
9.2 Sugestão de protocolo para aplicação em alopecia ............................................ 19
9.3 Técnica de aplicação no couro cabeludo ..................................................................... 20
10. Gordura Localizada e Celulite ............................................................................................................ 20
10.1 Técnica de aplicação no tecido subcutâneo ............................................................. 23
10.2 Sugestão de protocolo para aplicação ......................................................................... 23
10.3 Técnica de aplicação na região corporal .................................................................... 24
11. Reações Esperadas Após Infusão de CO2 .................................................................................. 24
11.1 Contraindicações ............................................................................................................................. 24
Referências bibliográficas ........................................................................................................................... 25
Carboxiterapia
— 4 — 
Introdução 
A infusão controlada de dióxido de carbono (CO2), conhecida popularmente 
como carboxiterapia, é uma técnica que consiste na infusão desse gás (CO2) no te-
cido cutâneo e subcutâneo.
É uma prática que tem proporcionado melhora fisiológica, com melhor irrigação 
sanguínea do local e, consequentemente, melhor oxigenação do tecido. Considerada 
uma técnica de fácil execução e que acarreta em muitos benefícios tornou-se popu-
lar na área da Estética. 
1. História 
O dióxido de carbono (CO2), é um gás inodoro e incolor, que foi descoberto em 
meados de 1648. É produzido e eliminado diariamente pelo organismo humano em 
grandes quantidades pelos pulmões no processo de expiração. Sua produção no 
organismo acontece graças ao resultado do metabolismo e reações oxidativas ce-
lulares. 
O uso terapêutico de CO2 iniciou-se somente três séculos depois de seu desco-
brimento, mais precisamente no ano de 1932, na Estação Termal do Spy de Royat, 
França, por Pierre Laloutte. Com a experiência adquirida na câmara de fumigação 
com sais de mercúrio, ele passou a expor os portadores de úlceras crônicas aos va-
pores de combustão da magnésia alba de forma seriada, aplicada a cada dois ou 
três dias. Esse foi o primeiro método de tratamento sistemático do CO2.
A partir da década de 30, surgiram os primeiros trabalhos sobre o tema, como 
o do cardiologista Jean Baptiste Romuef, que teve sua publicação em 1953, após 20 
anos de experiência utilizando em seus tratamentos injeções subcutâneas de CO2.
A produção industrial do gás carbônico permitiu sua utilização fora das estân-
cias termais, abrindo uma nova perspectiva para a terapêutica com o CO2. No sé-
culo XX essa forma de obtenção criou um período na evolução terapêutica com o 
CO2 chamado de “Período Terapêutico Recreativo Estético”.
Após a descoberta dos efeitos do dióxido de carbono e das suas utilizações na 
medicina, os métodos foram se desenvolvendo. Nos dias atuais, graças a equipa-
mentos capazes de controlar o fluxo injetado é possível usar esseprocedimento 
em vários tipos de tratamentos terapêuticos e até mesmo estéticos, como no tra-
tamento de estrias, cicatrizes, celulite, gordura localizada, flacidez cutânea, rugas, 
olheiras, feridas, calvície, psoríase, dentre vários outros.
Carboxiterapia
— 5 — 
2. Troca gasosa 
O oxigênio pode ser transportado no sangue na forma de O2 em solução ou li-
gado à hemoglobina (Hb) dos eritrócitos. Por ser pouco solúvel em solução aquosa, 
praticamente todo o O2 transportado pelo sangue total está ligado à Hb. Cada Hb 
pode transportar quatro moléculas de O2, uma para cada um de seus quatro grupos 
heme. O ácido carbônico (H2CO3) é produzido durante o metabolismo corpóreo e ex-
cretado em forma de CO2 pelos pulmões no processo de respiração.
Praticamente todas as células, a fim de obter energia, fazem uma sequência de 
processos que têm como subprodutos, o gás carbônico (CO2). 
No interior da hemácia, o CO2 passa por um processo de hidratação formando 
o ácido carbônico (H2CO3) com ajuda de uma enzima catalisadora denominada 
anidrase carbônica. Em seguida, a dissociação iônica do ácido carbônico é rápida 
e espontânea sem a necessidade de enzima, formando íons de hidrogênio (H+) e o 
bicarbonato (HCO3) como visto na Figura 1. Esta reação é reversível e ocorre natu-
ralmente.
Figura 1. Desenho esquemático: ação do gás carbônico no interior da hemácia. 
Hemácia
CO2 + H2O ↔ H2CO3 ↔ H+ + HCO3
–
Ácido carbônico
ionizaçãoanidrase
carbônica
Íon Hidrogênio + Bicarbonato
Fonte: Imagem cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
Quando a concentração dos íons (H+) se eleva dentro da hemácia acidifica o 
meio alterando o pH. O hidrogênio liberado liga-se a hemoglobina (Hb), formando 
hemoglobina reduzida (H+Hb) e oxigênio (O2).
Mediante a liberação da molécula de oxigênio há o aumento e acessibilidade do 
O2 para as reações químicas, assim como o carreamento de gás carbônico nos ca-
pilares periféricos e liberação nos capilares alveolares. A presença de Hb reduzida no 
sangue periférico ajuda no arreamento de CO2, enquanto a oxigenação que ocorre 
no capilar ajudana sua liberação intra-alveolar.
Carboxiterapia
— 6 — 
Os carbamino-compostos (gás carbônico e proteínas) são formados pela com-
binação de CO2 com grupamentos amina terminais nas proteínas no sangue, for-
mando carbamino-hemoglobina. Assim novamente, o descarreamento de O2 nos 
capilares periféricos facilita o carreamento de CO2.
O gás carbônico (CO2) para ser utilizado tanto para fins estéticos como para fins 
terapêuticos deve possuir 99,9% de pureza, sendo chamado de CO2 medicinal.
3. Mecanismo de ação 
Após a infusão, o CO2 irá agir no local e rapidamente será difundido, deixando 
apenas seus efeitos, tais como:
• potencialização do efeito Bohr (hiperoxigenação); 
• aumento da microcirculação; 
• ativação de barorreceptores cutâneos; 
• vasodilatação.
3.1 Efeito Bohr
O efeito Bohr é um fenômeno que descreve a tendência da hemoglobina a perder 
afinidade pelo oxigênio em ambientes mais ácidos (e a ganhar em ambientes mais 
alcalinos). Este efeito é mais bem observado no sangue na circulação próxima aos 
tecidos não-alveolares, longe das trocas de gases dos pulmões. (Figura 2). 
Figura 2. Relação saturação O2 vs concentração.
 
20
CO2 + H2O ↔ H2CO3 ↔ HCO3
– + H+
Ácido
carbônico Bicarbonato
40 60 80 100
PO2 (mm Hg)
Pe
rc
en
tu
al
 d
e 
sa
tu
ra
çã
o
da
 h
em
og
lo
bi
na
 c
om
 O
2
20
0
40
60
80
100
pH
7,2
7,4
7,6
Respiração pulmonar
Respiração celularFi
gu
ra
 1
Fi
gu
ra
 2
• Íons H+ e o CO2 promovem a libera-
ção de O2;
• A afinidade da hemoglobina pelo O2 
reduz à medida que o pH diminui a 
partir do valor de 7,4;
• Em consequência, à medida que a 
hemoglobina se move para uma re-
gião de pH menor, a sua tendência a 
liberar o oxigênio aumenta.
Fonte: Controle do pH sanguíneo. Disponível em: http://salabioquimica.blogspot.com/2015/04/controle-do-ph-sanguineo.html. 
Acesso em 22 de nov. de 2019. 
Carboxiterapia
— 7 — 
Com o aumento de sua concentração o H+ começa a interagir com as proteínas 
da hemoglobina. Em específico, um H+ se liga com um aminoácido chamado histi-
dina das hemoglobinas.
Essa interação altera a maneira que a proteína se organiza e enfraquece a in-
teração do grupo heme com o oxigênio, numa propriedade conhecida como efeito 
alostérico. Esse enfraquecimento da interação facilita a liberação do oxigênio que 
será captado pelas células próximas à corrente sanguínea. Inclusive, este processo 
regula também que tecidos receberão maior aporte de oxigênio, já que será propor-
cional à quantidade de CO2 produzido, como visto na Figura 2.
Artigos descrevem sobre o aumento significativo da concentração de O2 logo 
após a infusão do CO2 no tecido devido à diminuição da afinidade da hemoglobi-
na pelo O2 na presença de gás carbônico, disponibilizando mais oxigênio às células, 
esse evento favorece o aumento do metabolismo dos tecidos da região tratada (po-
tencialização do efeito Bohr).
Figura 3. Efeito Bohr: Transporte de CO2 e liberação de O2 da hemoglobina (Hb).
CO2 + H2O ↔ H2CO3 ↔ H+ + HCO3
–
↑CO2 e H+ → Liberação de O2 das Hb
EFEITO BOHR
Hb(O2) + O2
+ ↔ Hb(O2) + H+
↑ H+
↓ H+
↑
H+
H+
anidrase
carbônica
HemáciaCO2
TECIDO CAPILARES
difusão
CO2
↓pO2
↓pH↓pO2
CO2
O2
O2
O2
O2
O2
O2
Hb
Fonte: Imagem adaptada e cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
Carboxiterapia
— 8 — 
3.2 Microcirculação local
A microcirculação é organizada em unidades funcionais, controladas pelo siste-
ma adrenérgico e por hormônios, além de mecanismos de regulação autonômicos, 
metabólicos e miogênicos.
Pela anatomia humana, sabe-se que do coração saem artérias (vasos que car-
regam sangue oxigenado e rico em nutrientes) que se ramificam para nutrição dos 
diversos tecidos corporais. Seguindo este caminho, haverá redução do fluxo sanguí-
neo e do diâmetro dos mesmos até atingir a menor artéria, chamada de arteríola. 
Estas então, distribuem aos tecidos oxigênio e nutrientes e, posteriormente, passam 
a se encontrar com pequenas veias (vasos que carregam sangue pouco oxigenado 
e pobre em nutrientes) chamadas de vênulas, que irão progressivamente incorporar 
maior volume de sangue formando as veias que irão terminar no coração.
A fim de favorecer a microcirculação normal no tecido, a infusão de CO2 local 
promove vasodilatação e um aumento da drenagem venolinfática.
 O CO2 possui ação direta local pelo miócito (células que constituem os mús-
culos) e indireto mediado pelo sistema nervoso simpático, com isso a vasodilatação 
arteriolar é evidente imediatamente à aplicação pela observação da hiperemia que 
a pele apresenta.
 O aumento da circulação interfere no aumento da oxigenação local e, por sua 
vez, um tecido bem oxigenado possui um metabolismo mais acelerado, resultando 
em maior lipólise, melhor cicatrização e maior produção de colágeno, que irá refletir, 
na cicatrização de feridas, perda de peso, melhoria das estrias e na melhora tecidual 
de flacidez e rugas.
A microcirculação é organizada em unidades funcionais, controladas pelo siste-
ma adrenérgico e por hormônios, além de mecanismos de regulação autonômicos, 
metabólicos e miogênicos.
Pela anatomia humana, sabe-se que do coração saem artérias (vasos que car-
regam sangue oxigenado e rico em nutrientes) que se ramificam para nutrição dos 
diversos tecidos corporais.
Seguindo este caminho, haverá redução do fluxo sanguíneo e do diâmetro dos 
mesmos até atingir a menor artéria, chamada de arteríola.
Estas então, distribuem aos tecidos oxigênio e nutrientes e, posteriormente, pas-
sam a se encontrar com pequenas veias (vasos que carregam sangue pouco oxi-
genado e pobre em nutrientes) chamadas de vênulas, que irão progressivamente 
incorporar maior volume de sangue formando as veias que irão terminar no coração. 
Carboxiterapia
— 9 — 
Figura 4. Desenho representativo da anatomia da microcirculação sanguínea. Em vermelho, sãoilustrados os 
capilares arteriais e uma arteríola. Em azul, são ilustrados os capilares venosos e uma vênula.
Fonte: Adaptado de: https://blogdasaude.org/2021/01/19/a-microcirculacao/.
A fim de favorecer a microcirculação normal no tecido, a infusão de CO2 local 
atua promovendo uma vasodilatação e um aumento da drenagem venolinfática. 
O CO2 possui ação direta local pelo miócito (células que constituem os múscu-
los) e indireto mediado pelo sistema nervoso simpático, com isso a vasodilatação 
arteriolar é evidente imediatamente à aplicação pela observação da hiperemia que 
a pele apresenta.
O aumento da circulação interfere no aumento da oxigenação local e, por sua 
vez, um tecido bem oxigenado possui um metabolismo mais acelerado, resultando 
em maior lipólise, melhor cicatrização e maior produção de colágeno, que irá refletir, 
por exemplo, na cicatrização de feridas, perda de peso, melhoria das estrias e de pro-
blemas como flacidez e rugas.
3.3 Ativação dos barorreceptores
O sistema nervoso autônomo é composto pelo sistema nervoso simpático e pa-
rassimpático, que apresenta um papel fundamental no controle da PA, sendo que 
ambos são estudados no sentido de compreender a sua participação na gênese e/
ou manutenção do estado hipertensivo.
O reflexo barorreceptor ou barorreflexo, é um dos mais importantes mecanismos 
para o controle da PA, atuando no ajuste da frequência cardíaca e no tônus simpá-
tico vascular.
Carboxiterapia
— 10 — 
Os terminais barorreceptores não são estimulados somente pelo aumento da PA, 
são mecanorreceptores que respondem às alterações de estiramento da parede ar-
terial causadas pelas alterações de pressão dentro dos vasos sanguíneos, assim a 
infusão do gás provoca distensão tecidual e aumento da concentração de barorre-
ceptores, causando liberação de substâncias como histamina, bradicinina, serotoni-
na, catecolamina, que atuam em receptores beta-adrenérgicos, que ativam a ade-
nilciclase, (Tabela 1) ocasionando aumento da AMPc tissular e quebra de triglicérides, 
por exemplo. 
Tabela 1: Barorreceptores estimulados pela infusão de CO2.
Mastócitos Histamina
Receptores H1 e H2:
• Permeação Vascular
• Vasodilatação
Plaquetas
Serotonina
Ativa o óxido nítrico sintetase
(estimulando as células endoteliais 
a produzir óxido nítrico)
Bradicinina Vasodilatação
Canais de CA+
+
Proteínas G
Prostaglandinas
Vasodilatação
Lise de adipócitos
Reestruturação de fibras
(melhor qualidade de contornos)
Catecolaminas
Vasodilatação
Ativação da lipase no tecido adiposo
4. Vasodilatação 
A infusão tecidual controlada do dióxido de carbono provoca uma resposta infla-
matória aguda caracterizada por dilatação dos vasos periféricos e da microcircula-
ção cutânea, aumentando o fluxo sanguíneo no local.
A diminuição do pH, ocasionada pelo aumento da concentração tecidual de CO2, 
sinaliza aos receptores beta-adrenérgicos periféricos, por meio da enzima fosfatase 
cinase a fosforilação da miosina presente no músculo liso vascular, promovendo di-
latação no local da aplicação do dióxido de carbono.
Carboxiterapia
— 11 — 
Já a distensão tecidual provocou uma 
reação inflamatória durante a aplicação, 
estimulando mecanicamente os recepto-
res periféricos do sistema nervoso autô-
nomo parassimpático a produzir acetilco-
lina (Figura 5). A atuação da acetilcolina 
diminui a resistência do vaso por meio do 
relaxamento do músculo liso da parede 
vascular, inibindo a abertura dos canais de 
cálcio intracelular, promovendo a dilata-
ção do vaso e o consequente aumento do 
fluxo sanguíneo local da aplicação.
A vasodilatação periférica em nível 
pré-capilar, acompanhada pelo aumento 
do fluxo sanguíneo local, justifica a hipere-
mia e o aumento da temperatura após a 
infusão controlada do dióxido de carbono. 
Por sua vez, o aumento do diâmetro das 
arteríolas pré-capilares demonstrou cla-
ramente a dilatação apresentada pelos 
vasos da microcirculação após a infusão 
controlada do dióxido de carbono, como 
visto na Figura 5.
5. Equipamentos utilizados na carboxiterapia 
No Brasil, o aparelho a ser utilizado na carboxiterapia deve ter registro da Agência 
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a fim de proporcionar segurança ao usu-
ário.
Os aparelhos apresentam similaridades independentemente da marca ou do 
modelo, tais como: equipo descartável, aparelho insuflador do gás e sistema cilin-
dro-válvula controladora de pressão que armazena e regula a pressão da saída do 
gás carbônico medicinal para o circuito do aparelho insuflador (Figura 6). 
Figura 5. Infusão de dióxido de carbono em tecido 
adiposo provoca aumento de temperatura local. Em 
(A), aplicação de carboxiterapia no plano subcutâ-
neo e câmera infravermelha filmando à distância. 
Em (B), observa-se aumento da temperatura no lo-
cal tratado. Colorações avermelhadas, alaranjadas 
e amarelas indicam aumento de temperatura.
Fonte: KEDE, Dermatologia Estética, 2009.
Carboxiterapia
— 12 — 
Figura 6. Em A: Cilindro conectado à válvula. Em B: Equipo descartável e estéril. 
A B
Fonte: BORGES, 2010.
O sistema que controla a pressão de entrada do CO2 no aparelho insuflador é 
composto pelo cilindro armazenador do gás carbônico medicinal, por uma válvula 
reguladora da pressão do gás que sai do cilindro e um manômetro, indicador da 
quantidade de CO2, no estado gasoso, no interior do cilindro (Figura 7). 
Figura 7. Válvula reguladora de pressão utilizado nos aparelhos de carboxiterapia. 
Válvula reguladora de pressão
Quando o registro do cilindro está aberto e o pontei-
ro do manômetro posicionado entre 40 e 60 kgf/cm2, 
é indicado que o CO2 se encontre pressurizado, no 
estado gasoso, no interior do cilindro, apto para exe-
cutar a infusão tecidual.
Fonte: Imagem cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
6. Carboxiterapia nas afecções estéticas 
6.1 Rejuvescimento e estrias
O tratamento facial com carboxiterapia proporciona maior velocidade de troca 
(aumento fluxo sanguíneo) e melhora da oxigenação tecidual, sendo indicado na di-
minuição das rugas e melhora parcial das bolsas de gordura.
O envelhecimento facial se deve a alterações degenerativas nas fibras colágenas 
e elásticas da derme, diminuição de espessura da epiderme por perda de camadas 
do estrato granuloso e espinhoso, onde as células ficam mais achatadas e os espa-
Carboxiterapia
— 13 — 
ços intercelulares mais largos, atrofia dos músculos da expressão facial com poste-
rior fibrose, alteração da arquitetura óssea, geralmente por atrofia, além da perda 
de peças dentárias e diminuição da espessura da tecido hipodérmico em diferentes 
partes da face. Estes são os achados internos que determinam o surgimento de ru-
gas, acentuação de sulcos, linhas naturais, relevos e depressões faciais.
Aliados à perda de tonicidade e modificação na coloração da pele, estas carac-
terísticas determinam o envelhecimento, da face do indivíduo.
Analisando o fato de que as rugas apresentam dano nas propriedades mecâni-
cas do colágeno, a presença de CO2 nos tecidos reduz o pH no local da aplicação e 
consequentemente gera uma resposta inflamatória resultando na produção e reor-
ganização das fibras colágenas, além de interferir na hemodinâmica celular resul-
tando em formação de novos vasos sanguíneos. Deste modo, a carboxiterapia é uma 
técnica eficaz para suavizar e promover firmeza nos locais onde havia rugas. 
Estudo histológico com a Carboxiterapia comprovou um aumento da espessura 
da derme, evidenciando estímulo à neocolagenase, bem como preservação total do 
tecido conjuntivo incluindo estruturas vasculares e nervosas, ou seja, um evidente 
rearranjo das fibras colágenas.
6.2 Técnica de aplicação para estímulo de colágeno
Afim de estimular a neofibrogênese na matriz extracelular, a infusão do gás car-
bônico deverá ser realizada no tecido dérmico, a angulação da agulha poderá variar 
de 15 à 30 graus como ilustrado na Figura 8.
Figura 8. Desenho representativo da profundidade de inserção dos planos de aplicaçãoda carboxiterapia.
- Plano Epidérmico
- Plano Dérmico
- Plano Subcutâneo Superficial
- Plano Subcutâneo Profundo
Fonte: BORGES, Carboxiterapia: Planos de aplicação. Disponível em: http://www.proffabioborges.com.br/
carboxiterapia-planos-de-aplicacao-novo-conceito/. Acesso em 22 de nov. de 2019.
Carboxiterapia
— 14 — 
6.3 Sugestão de protocolo
Independentemente da marca ou do modelo do aparelho, todos apresentam ca-
racterísticas comuns, desta maneira segue na Tabela 2 sugestões de parâmetros a 
serem utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia.
Carboxiterapia - Rejuvenescimento
Modo Contínuo
Velocidade 40 a 60 mL CO2/min
Nº de sessões mínimo de 10
Intervalo entre as sessões 72 horas
6.4 Pontos de aplicação facial
Os pontos na Figura 9 são sugestões do local de aplicação de gás carbônico na 
face. Dependendo da disseminação do CO2 não se faz necessário infundir em todos 
os pontos indicados. 
Figura 9. Pontos utilizados no carboxiterapia para tratamento de rejuvenescimento facial.
Ponto de inserção da agulha
Sentido da agulha
Fonte: Imagem adaptada cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
 
Carboxiterapia
— 15 — 
7. Olheiras 
A região periorbital é uma das primeiras áreas a mostrar sinais do envelheci-
mento como rugas, flacidez e hiperpigmentação periorbital (HPO). A HPO interfere na 
aparência facial provocando aspecto de cansaço, tristeza ou ressaca. Possui etiopa-
togenia complexa, que inclui múltiplos fatores que podem ser de causa primária ou 
secundária. Os fatores genéticos são considerados de causa primária, enquanto os 
ambientais são de causa secundária.
A administração do CO2 em plano subcutâneo provoca um enfisema subcutâ-
neo pelo descolamento da pele desse local com afastamento dos planos que pas-
sam a ser ocupados pelo gás.
Esse descolamento proporciona o aumento do fluxo sanguíneo e um importante 
aumento da concentração de oxigênio local, condições favoráveis ao processo fisio-
lógico de cicatrização. Com a infusão de CO2 no plano subcutâneo ocorre aumento 
do fluxo de oxigênio e de fatores de crescimento endotelial vascular (VEGF), o que 
leva ao aumento de neoangiogênese.
7.1 Técnica de aplicação na região periorbital
A agulha deverá atingir o tecido superficialmente entre epiderme e derme, e a 
angulação da agulha poderá variar de 10 a 15 graus. O gás carbônico deve ser apli-
cado no canto lateral dos olhos para que o gás se espalhe atingindo pálpebra supe-
rior e inferior, como visto na Figura 10. 
Figura 10: Em A: desenho representativo infusão da agulha no tecido dérmico/epidérmico. Em B infusão de CO2 
na região periorbital.
A B
Fonte: Imagem adaptada cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
Carboxiterapia
— 16 — 
Independentemente da marca ou modelo do aparelho, todos apresentam ca-
racterísticas comuns, desta maneira segue na Tabela 3 sugestões de parâmetros a 
serem utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia.
Tabela 3: Sugestões de parâmetros a serem utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia para me-
lhora da oxigenação celular na região periorbicular.
PERIORBICULAR
Modo Contínuo
Velocidade 10 a 40 mL CO2/min
Nº de sessões mínimo de 10
Intervalo entre as sessões 72 horas
7.2 Técnica de aplicação na região periorbital
Os pontos abaixo são sugestões do local de aplicação de gás carbônico na re-
gião periorbicular, assim, dependendo da disseminação do CO2 não se faz necessá-
rio infundir em todos os pontos indicados na Figura 11.
Gordura localizada e Celulite
Figura 11: Sugestão de pontos para infusão de CO2 na região periorbital.
Fonte: Imagem adaptada cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
Carboxiterapia
— 17 — 
8. Estrias 
A atrofia linear cutânea, comumente chamada de estria, é causada pelo rompi-
mento ou diminuição da conexão entre proteínas fibrilares dérmicas, tais como co-
lágeno e elastina, ocasionando um processo inflamatório no local com elastólise e 
desgranulação de mastócitos, seguidos de afluxo de macrófagos em torno das fibras 
elásticas.
Inicialmente possuem coloração vermelho escura, devido ao aumento da vascu-
larização causado pelo processo inflamatório. 
Depois evoluem para uma tonalidade nacarada e, em pessoas de pele morena, 
podem apresentar uma coloração mais escura.
A estimulação fibroblástica tem importante papel no processo regenerativo da 
atrofia tecidual na estria, assim a Carboxiterapia se torna uma alternativa de trata-
mento neste tipo de afecção.
8.1 Técnica de aplicação na região periorbital
A agulha deverá atingir o tecido superficialmente entre epiderme e derme, e a 
angulação da agulha poderá variar de 10 à 15 graus. O gás carbônico deve ser apli-
cado em toda extensão da lesão tecidual como visto na Figura 12.
Figura 11: Sugestão de pontos para infusão de CO2 na região periorbital.
A B
Fonte: Imagem adaptada cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
Carboxiterapia
— 18 — 
8.2 Sugestão de protocolo para aplicação em estrias
Independentemente da marca ou do modelo do aparelho, todos apresentam ca-
racterísticas comuns, desta maneira segue na Tabela 4 sugestões de parâmetros a 
serem utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia. 
Tabela 4: Sugestões de parâmetros a serem utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia para 
tratamento de estrias.
ESTRIAS
Modo Contínuo
Velocidade 60 a 100 mL CO2/min
Nº de sessões mínimo de 10
Intervalo entre as sessões 72 horas
8.3 Técnica de aplicação nas estrias
É importante garantir a infusão do gás carbônico em toda extensão da estria. Os 
pontos abaixo são sugestões de aplicação nas estrias, assim, dependendo da dis-
seminação do CO2 não se faz necessário infundir em todos os pontos indicados na 
Figura 13. 
Figura 13. Sugestão de pontos para infusão de CO2 em estrias.
Fonte: Imagem adaptada e cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
Carboxiterapia
— 19 — 
9. Alopecia 
A perda de cabelo de forma difusa, decorrente da grande quantidade de pelos 
na fase telógena, resulta na diminuição da densidade capilar. A queda dos fios é 
um processo natural do corpo, porem o problema inicia quando o equilíbrio entre a 
perda e crescimento é afetado e a perda de cabelo começa a ficar evidente, dando 
origem a falhas de fios no couro cabeludo. Pode ter origem em várias causas como 
estresse, doença sistêmica crônica, parto, doenças febris, ente outras.
A infusão de gás carbônico aumenta o fluxo sanguíneo local e consequentemen-
te a nutrição do bulbo capilar, possibilitando que novos fios se formem e cresçam e 
mantendo a nutrição dos fios já existentes.
9.1 Técnica de aplicação em alopecia
A infusão do gás carbônico deverá ser realizada no tecido dérmico, a angulação 
da agulha poderá variar de 15 à 30 graus como visto na Figura 14. 
Figura 14. Em A, desenho representativo da infusão da agulha no tecido dérmico. Em B, observa-se a infusão de 
CO2 na em toda extensão do couro cabeludo.
A B
Fonte: Imagem adaptada e cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
9.2 Sugestão de protocolo para aplicação em alopecia
Independente da marca ou do modelo do aparelho, todos apresentam caracte-
rísticas comuns, desta maneira segue na Tabela 5 sugestões de parâmetros a serem 
utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia.
Carboxiterapia
— 20 — 
Tabela 5: Sugestões de parâmetros a serem utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia para tra-
tamento de alopecia.
ALOPECIA
Modo Contínuo
Velocidade 40 a 60 mL CO2/min
Nº de sessões mínimo de 10
Intervalo entre as sessões 72 horas
9.3 Técnica de aplicação no couro cabeludo
É importante garantir a infusão do gás carbônico em toda extensão capilar. Os 
pontos abaixo são sugestões de aplicação no couro cabeludo, assim, dependendo 
da disseminação do CO2 não se faz necessário infundir em todos os pontos indicados 
na Figura 15. 
Figura 15. Sugestão de pontos para infusãode CO2 no couro cabeludo.
A B
Fonte: Imagem adaptada e cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
10. Gordura localizada e celulite 
O tecido adiposo acumulado no corpo forma, em certas regiões, o aparecimento 
de celulites. As celulites aparecem graças ao mau funcionamento dos adipócitos, 
que retêm maior quantidade de líquido e maior teor de lipídeos, causando também 
má circulação na região devido à compressão dos vasos sanguíneos pelo aumento 
do volume da célula (Figura 16).
Carboxiterapia
— 21 — 
Figura 16. Desenho ilustrativo de um tecido sem celulite e tecido com celulite. 
Fonte: Adaptado de Dra Gabriele T. Albers.
A celulite também é conhecida como adiposidade edematosa, lipodistrofia gi-
noide e dermatopaniculose deformante. O seu aparecimento é caracterizado pela 
aparência ondulada e irregular da pele, e é causado pela protrusão de gordura na 
interface dermo-hipodérmica. Essa alteração ocorre especificamente nas mulheres, 
devido as características estruturais dos lóbulos de gordura subcutânea e dos septos 
de tecido conjuntivo que os separam.
Os adipócitos alargados, juntamente com a hipertrofia e hiperplasia das fibras 
reticulares periadipócitos, formam micronódulos (Figura 16) cercados por fragmen-
tos de proteínas que, posteriormente, causariam esclerose dos septos fibrosos levan-
do ao aparecimento da celulite. O efeito geral desse processo fisiopatológico seria a 
redução do fluxo sanguíneo e da drenagem linfática das áreas afetadas.
Figura 17. Em A, desenho ilustrativo da formação de nódulos. Em B, nota-se nódulos superficiais.
A B
Fonte: Adaptado de Celulite e Flacidez – ISIC.
Carboxiterapia
— 22 — 
A carboxiterapia, também conhecido como carboinsuflação ou ainda carboli-
pólise, tem sido largamente utilizada no tratamento da gordura localizada e celulite, 
sendo aplicada nos locais que apresentam maior porcentual de gordura, e tem a 
função de aumentar ainda mais a vascularização tecidual, o que proporciona maior 
concentração de oxigênio e aumento do metabolismo local, levando à lipólise e à 
diminuição da quantidade de gordura (Figura 17).
É importante lembrar que o adipócito recebe os ácidos graxos que foram acon-
dicionados em quilomícrons. Estes quilomícrons entram na circulação venosa e são 
eliminados na periferia pela hidrólise do triacilglicerol catalisado pela enzima lipo-
proteína lípase (LPL).
A hidrólise do triacilglicerol armazenado é ativada pelos hormônios lipolíticos 
(Adrenalina e Noradrenalina), que por sua vez ativam a Adenilciclase para formar 
AMP cíclico (AMPc), que irá ativar a lípase-hormônio-sensível na hidrólise do tria-
cilglicerol para então liberar ácidos graxos livres, glicerol do adipócito e caírem na 
circulação capilar. A infusão de CO2 no tecido subcutâneo aumenta AMPc ativando a 
Adenilciclase, resulta numa ação lipolítica sobre o tecido.
Através de dados obtidos experimentalmente em um amplo estudo, Brandi et al 
demonstraram aumento da perfusão tecidual, aumento da pressão parcial de oxigê-
nio e redução da circunferência das áreas tratadas. Além disso, os autores demons-
traram também, através de estudo histológico, cortes com rupturas de membranas 
de adipócitos pela passagem do gás, reforçando o efeito lipolítico da carboxiterapia.
Figura 18. Ilustração do mecanismo de lipólise.
Fonte: Adaptado de Lehninger 6ª edição.
Carboxiterapia
— 23 — 
10.1 Técnica de aplicação no tecido subcutâneo
A infusão do gás carbônico deverá atingir o tecido subcutâneo. A angulação da 
agulha deverá ser de 90 graus (perpendicular) como visto na Figura 19. 
Figura 19. Em A, desenho representativo da infusão da agulha no tecido subcutâneo. Em B, observa-se a infusão 
de CO2 na gordura localizada.
A B
Fonte: Imagem adaptada e cedida pelo do Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
10.2 Sugestão de protocolo para aplicação
Tabela 6. Sugestões de parâmetros a serem utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia para tra-
tamento de gordura localizada e celulite.
Gordura localizada e celulite
Modo Contínuo
Velocidade 80 a 180 mL CO2/min
Nº de sessões mínimo de 10
Intervalo entre as sessões 72 horas
Independentemente da marca ou do modelo do aparelho, todos apresentam ca-
racterísticas comuns, desta maneira segue na Tabela 6 sugestões de parâmetros a 
serem utilizados diretamente no equipamento de carboxiterapia. 
Carboxiterapia
— 24 — 
10.3 Técnica de aplicação na região corporal
É importante garantir a infusão do gás carbônico em toda extensão da região a 
ser tralhada. Os pontos abaixo são sugestões de aplicação na gordura localizada e 
celulite, assim, dependendo da disseminação do CO2 não se faz necessário infundir 
em todos os pontos indicados na Figura 20.
Figura 20. Em A, pontos de aplicação na região abdominal. Em B, pontos de aplicação na região glútea e pos-
terior de coxa.
A B
Fonte: Imagem adaptada e cedida pelo Núcleo de Estudos Ana Carolina Puga – NEPUGA, 2019.
11. Reações Esperadas Após Infusão de CO2 
Após a infusão do gás carbônico são esperadas algumas reações no local da 
aplicação. Estas reações são transitórias, desaparecerão em poucas horas.
• Dor e sensação de queimação; • Hematoma;
• Eritema; • Edema.
11.1 Contraindicações
Não há importantes contraindicações por ser um gás atóxico, não embólico, que 
já está normalmente presente no organismo, amplamente aplicado na medicina e 
isento de efeitos sistêmicos nas doses empregadas. 
• Patologias crônicas de pulmões ou coração; 
• Infecção no local de aplicação; 
• Gravidez;
• Hipertensão crônica; 
• Anemia; 
• Colagenoses (lúpus, esclerodermia, dermatomiosite); 
• Doenças autoimunes;
• Epilepsia. 
Carboxiterapia
— 25 — 
Referências bibliográficas
Abramo, AC. Infusão controlada de CO2: Carboinsuflação. São Paulo: Ed. Do Autor, 2010.
Brandi C, D`Anielo D, Grimaldi L, Bosi B, Dei I. et al. Carbon Dioxide Theraphy in the 
Treatment of Localized Adiposities: Clinical Study and Histopathological Correlations. 
Aesthet Plast Surg. 2001; 25:170- 174.
Marsili C. Carboxiterapia. Sociedade Brasileira de Cirurgia e Medicina Plástica Estética. 
São Paulo, 2007.
Guyton AC, Hall JE. Tratado de Fisiologia Médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011
Michelini LC. Regulação momento a momento da pressão arterial na normo e na 
hipertensão. Hipertenso. 2000; 3:90-8.
Krieger EM, Irigoyen MC, Krieger JE. Fisiopatologia da hipertensão. Rev Soc Cardiol Estado 
de São Paulo. 1999;9:1-7.
Lopez JC. Carbon dioxide therapy (C.D.T.). In: Abstracts of 5th European Congress of 
Aesthetic Medicine, Krakow, September 2006.
Levitzky, MG. Fisiologia Pulmonar. Barueri. Ed. Manole, 2004, p. 158-161.
Hartmann, B, Drews, B, Kurten, B, Bassenge, E. CO2 induced increase in skin circulation 
and transcutaneous oxygen partial pressure of the top of the foot in patients with 
intermittent claudication. Vasa Suppl. 1989: 27: 251-2.
Tsai AG, Johnson PC, Intaglietta M. Oxygen gradients in the microcirculation. Physiol Rev. 
2003;83(3):933-63
Kashihara K. Roles of Arterial Baroreceptor Reflex During Bezold- Jarisch Reflex. Curr 
Cardiol Rev. 2009; 5(4):263–7.
Zago AS, Zanesco A. Óxido Nítrico, Doenças Cardiovasculares e Exercício Físico. Arq Bras 
Cardiol. 2006; 87(6):264-70.
Campagnole-Santos MJ, Haibara AS. Reflexos cardiovasculares e hipertensão arterial. 
Rev Bras Hipertens. 2001;8:30-40.
Diji A, Greenfield AD. The local effect of carbon dioxide on human blood vessels. Am 
Heart J. 1960;60:907-14.
Kessler D, Dethlefsen S, Haase I, Plomann M, Hirsche F, Krieg T, Eckes B (2001) Fibroblasts 
in mechanically stressed collagen lattices assume a “synthetic” phenotype. J Biol Chem 
276(39):36575–36585. 
Charkoudian N. Skin blood flow in adult human thermoregulation: how it works, when it 
does, and why. Mayo Clin Proc. 2003;78(5):603-12.
Carboxiterapia
— 26 — 
Abramo AC, Teixeira TT, Ledo-Silva MC, Oliveira EL. Increase of the skin temperature after 
infusion-controlled carbon dioxide. Rev. Bras. Cir.Plást. 2009; 24(3): 257-61.
Lee GS. Carbon dioxide therapy in the treatment of cellulite: an audit of clinical practice. 
Aesthetic Plast Surg 2010. 34(2):239–243.
Virmond M. Rugas Faciais: Cirurgia reparadora e reabilitação em Hanseniase. ALM 
internacional Inc 1997. cap.17. 
Carvalho AC; Viana P.C, Razo P. Carboxiterapia-Nova Proposta para Rejuvenescimento 
cutâneo. Annual Meeting of Aesthetic Produteres. São Paulo: Santos, 2005: 575-79. 
Brandi C, D’Aniello C, Grimaldi L, Bosi B, Dei I, Lattarulo P, Alessandrini C. Carbon Dioxide 
therapy in the treatment of localized adiposities: clinical study and histopathological 
correlations, Aesthetic Plast Surg, 2001,25(3): 170-4.
Koutna N. Carboxytherapy in Aesthetic Medice. Berlin: Springer-Verlag, 2011:547-576.
Oliveira GA, Paiva AR. Causes and treatment of periorbital hyperchromia. Rev Fac Ciênc 
Méd Sorocaba. 2016;18(3):133-9.
Maio M. Tratado de medicina estética. Rio de Janeiro: Roca; 2011. p. 94. 
Wang JH, Thampatty BP, Lin JS, Im HJ. Mechanoregulation of gene expression in 
fibroblasts. Gene 2007:391(1–2):1–15. 
Guerra RR, Kriazhev L, Hernandez-Blazquez FJ, Bateman A. Progranulin is a stress-
response factor in fibroblastos subjected to hypoxia and acidosis. Growth Factors 2007: 
25(4):280–285.
Borges, FS. Eletrolifting. In Borges, FS. Fisioterapia Dermato-Funcional: Modalidades 
Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo. Phorte Editora. 2006, p. 236-38.
Mulinari-Brenner FM, Seidel G, Hepp T. Understanding androgenetic alopecia. 
Doghaim NN, El-Tatawy RA, Mazid Y, Neinaa El, El-samd MMA. Study of the efficacy of 
carboxytherapy in alopecia. J Cosmet Dermatol. Wiley 2018;1–11.
Avram MM. Cellulite: a review of its physiology and treatment. J Cosmet Laser Ther. 2004; 
6(4):181-5
Quatresooz P, Xhauflaire-Uhoda E, Piérard-Franchimont C, Piérard GE. Cellulite 
histopathology and related mechanobiology. Int J Cosmet Sci 2006; 28(3):207
Leibaschoff G, Hexcel D, Bacci PA (eds) Cellulite: pathophysiology and treatment. Taylor 
& Francis, Philadelphia, pp 197–210. 
Legrand, J, Bartoletti, C, Pinto, R. Manual Prático de Medicina Estética. Fisiologia Humana 
5ed, 1999. 
	Introdução�
	1. História�
	2. Troca gasosa�
	3. Mecanismo de ação�
	3.1 Efeito Bohr
	3.2 Microcirculação local
	3.3 Ativação dos barorreceptores
	4. Vasodilatação�
	5. Equipamentos utilizados na carboxiterapia�
	6. Carboxiterapia nas afecções estética �
	6.1 Rejuvescimento e estrias
	6.2 Técnica de aplicação para estímulo de colágeno
	6.3 Sugestão de protocolo
	6.4 Pontos de aplicação facial
	7. Olheiras�
	7.1 Técnica de aplicação na região periorbital
	7.2 Técnica de aplicação na região periorbital
	8. Estrias�
	8.1 Técnica de aplicação na região periorbital
	8.2 Sugestão de protocolo para aplicação em estrias
	8.3 Técnica de aplicação nas estrias
	9. Alopecia�
	9.1 Técnica de aplicação em alopecia
	9.2 Sugestão de protocolo para aplicação em alopecia
	9.3 Técnica de aplicação no couro cabeludo
	10. Gordura Localizada e Celulite�
	10.1 Técnica de aplicação no tecido subcutâneo
	10.2 Sugestão de protocolo para aplicação
	10.3 Técnica de aplicação na região corporal
	11. Reações Esperadas Após Infusão de CO �
	11.1 Contraindicações
	Referências bibliográficas

Mais conteúdos dessa disciplina