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G ui a do f or m ad or 1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM TECNOLOGIA EDUCACIONAL PROINFO INTEGRADO INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO DIGITAL :: Guia do Formador :: BRASÍLIA, 2008 Primeira edição In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 2 Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância Diretoria de Produção de Conteúdos e Formação em Educação a Distância Coordenação Geral de Formulação e Conteúdos Educacionais Coordenação Geral da TV Escola G ui a do f or m ad or 3 Os textos que compõem o presente curso podem ser reproduzidos em partes ou na sua totalidade para fins educacionais sem autorização dos editores. Ministério da Educação / Secretaria de Educação a Distância Telefone/fax: (0XX61)2104 8975 E-mail: proinfointegrado@mec.gov.br Na Internet: www.mec.gov.br CURSO DE INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO DIGITAL - GUIA DO FORMADOR Produção Editorial Criação de ícones André Ramos (Döble Produções) Editoração eletrônica Döble Produções Capa Döble Produções Fotolitos e Impressão Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Centro de Informação e Biblioteca em Educação (CIBEC) Introdução à educação digital : guia do formador. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação à Distância; 2008. 113 p. 1. Educação a distância. 2. Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional. I. Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação à Distância. CDU 37.018.43 Ficha Catalográfica ISBN: 978-85-296-0097-0 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 4 G ui a do f or m ad or 5 Apresentação........................................................................................................................................................................ Mensagem aos formadores .................................................................................................................................................. Parte I. O curso de Introdução à Educação Digital : orientações aos formadores Introdução ............................................................................................................................................................................ 1. Objetivos deste guia .......................................................................................................................................................... 2. Proposta pedagógica do curso .......................................................................................................................................... 2.1. Os cursistas: perfis ..................................................................................................................................................... 2.2. Os formadores: funções .............................................................................................................................................. 2.3. Os formadores: autoria e cooperação em rede ............................................................................................................ 2.4.Objetivos do curso Introdução à Educação Digital ........................................................................................................ 2.5. Organização do curso e Metodologia ......................................................................................................................... 2.5.1. Unidades de Estudo e Prática ........................................................................................................................... 2.5.2. Encontros presenciais e atividades a distância ................................................................................................. 2.5.3. Materiais didáticos do curso ............................................................................................................................. 2.5.4. Referenciais e estratégias de construção do texto das unidades ...................................................................... 2.6. Avaliação e Certificação ............................................................................................................................................. Parte II. Comentários para a realização das atividades das unidades de estudo e prática 01. Conhecimento dos materiais do curso ............................................................................................................................. 02. Orientações iniciais aos cursistas ................................................................................................................................... 03. Ícones de comunicação e marcadores de estruturas do texto. ........................................................................................ 04. O encontro presencial de abertura do curso ................................................................................................................... 05. Comentários sobre atividades da unidade 1: Tecnologias no cotidiano: desafios à inclusão digital e social ...................... 06. Comentários sobre atividades da unidade 2. Navegação, pesquisa na Internet e segurança 07. Comentários sobre atividades da unidade 3. Comunicação mediada pelo computador: correio eletrônico ........................ 08. Comentários sobre atividades da unidade 4. Debate na rede: bate-papo, lista e fórum de discussão, netiqueta ............... 09. Comentários sobre atividades da unidade 5: Elaboração e edição de textos .................................................................... 10. Comentários sobre atividades da unidade 6: Apresentações para nossas aulas ............................................................... 11. Comentários sobre atividades da unidade 7: Criação de blogs ......................................................................................... 12. Comentários sobre atividades da unidade 8: Cooperação e interação em rede ................................................................ 13. Comentários sobre atividades da unidade 9: Solução de problemas com planilhas eletrônica .......................................... Referências bibliográficas ..................................................................................................................................................... SUMÁRIO _____ 07 _____ 09 _____ 10 _____ 11 _____ 11 _____ 13 _____ 15 _____ 19 _____ 22 _____ 23 _____ 25 _____ 25 _____ 26 _____ 27 _____ 32 _____ 33 _____ 34 _____ 35 _____ 36 _____ 40 _____ 56 _____ 70 _____ 76 _____ 85 _____ 91 ____ 100 ____ 104 ____ 112 ____ 125 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 6 G ui a do f or m ad or 7 A Secretaria de Educação a Distância, em 2007, no contexto do Plano de Desenvol- vimento da Educação – PDE, elaborou revisão do Programa Nacional de Informática na Educação – Proinfo. Essa nova versão do Programa, instituído pelo Decreto nº 6.300, de 12 de dezembro de 2007, intitula-se Programa Nacional de Tecnologia Educacional – Proinfo e postula a integração e articulação de três componentes: a) a instalação de ambientes tecnológicos nas escolas (laboratórios de informáti- ca com computadores, impressoras e outros equipamentos e acesso à Internet banda larga); b) a formação continuada dos professores e outros agentes educacionais para o uso pedagógico das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs); c) a disponibilização de conteúdos e recursos educacionais multimídia e digitais, soluções e sistemas de informação disponibilizados pela SEED/MEC nos próprios computadores, por meio do Portal do Professor, da TV/DVD Escola etc. Nesse contexto, surge o Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnolo- gia Educacional – Proinfo Integrado que congrega um conjunto de processos formati- vos, dentre eles o curso Introdução à Educação Digital (40h) e o curso Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TICs (100h). O objetivoaberto o programa BrOffi ce.org Writer, iniciaremos a digitação do texto de síntese que você elaborou a partir do vídeo, dos textos recomendados, das refl exões realizadas e do tipo de texto que escolheu digitar. Já percebeu que as publicações impressas podem tornar-se excelentes projetos, pois permitem que os alunos conduzam a pesquisa e compartilhem seus pensamentos? Que tal planejar uma publicação sobre temas de interesse da comunidade escolar? Anime-se! ( S A I B A M A I S ) Variar estratégias de composição do texto e do percurso da aprendizagem Uma estratégia mais segura dessa forma de organizar atividades de aprendizagem é usar perguntas que convidam a pensar (Scardamalia e Bereiter,1987, p. 241). Utilizar estratégias variadas que possibilitem mobilizar recursos cognitivos variados por parte dos estudantes explorando suas habilidades, conceitos, teorias, princípios, valores, comportamentos, a partir de situações concretas de aprendizagem, de problemas reais, contextualizados, promovendo a conscientização dos sujeitos aprendizes de seus processos mentais, assegurando mais oportunidades de participação ativa a partir de estratégias metacognitivas (Fiorentini, 2006, Mídias na Educação, Produção de textos didáticos). G ui a do f or m ad or 31 Veja alguns exemplos dessas estruturas e estratégias nos textos: In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 54 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 55 Vamos navegar? Neste curso vamos utilizar o software Iceweasel para navegar pela Internet. Para tanto selecione o ícone na barra de atalhos quando for necessária a utiliza- ção da Internet. Mas, por enquanto, vamos ver os demais ícones da barra de atalhos. Observe a tela do seu computador. Como dissemos na unidade anterior, você pode notar que há uma imagem de fundo (área de trabalho), e sobre ela estão ícones, que são atalhos para vários programas disponíveis. [ S A I B A M A I S ] Iceweasel é um navegador para a Internet, exclusivamente destinado às distribuições Li- nux baseadas no Debian (base do Linux Educacional). Ele traz as mesmas funcionalidades do Internet Explorer e do Mozilla Firefox. O nome foi proposto por oposição ao signifi cado da palavra em inglês Firefox (literalmente, “raposa de fogo”): “Iceweasel” signifi ca literal- mente “doninha de gelo”. Na parte inferior da tela, há a barra de atalho com os seguintes ícones: INICIAR: Ao clicar sobre este íco- ne, um grupo de opções se abre. Os itens desta lista são categorias de programas (softwares aplicativos), de arquivos, entre outros. Onde: Navegar na Internet é como andar por uma cidade. Os nomes das ruas e os números das residências das cidades são organizados para facilitar a localização dos endereços. Cada página (site) também tem seu endereço. Veja um exemplo: http://www.mec.gov.br http – é o protocolo de identifi cação e transferência de documentos na Internet; www – signifi ca que o endereço está na World Wide Web; mec – é o domínio (nome registrado) do site; gov — é o código para sites de instituições governamentais; br – é o código para sites registrados no Brasil. OBS.: Os Estados Unidos organizaram a Internet. Por isso é o único país que não usa sigla identifi cadora em seus sites e endereços eletrônicos. Percorrendo com o cursor a lista do menu, podemos abrir submenus. PASTA DO USUÁRIO: Como vimos na unidade anterior, é o local onde criamos nossas pastas pessoais ou acessamos algum arquivo. WIRELESS: Rede sem fi o, que proporciona acesso à Internet sem a necessidade de conexão física. SOFTWARE ICEWEASEL: Programa para acesso à Internet. LIXEIRA: Local para preparar os arquivos selecionados para serem deletados (apa- gados). O fato de um arquivo estar na lixeira não signifi ca que já foi apagado. O arquivo para ser apagado deve ser excluído da lixeira. DICAS: Uma habilidade fundamental para trabalhar com o computador é a de ler a tela com atenção - prestar atenção nas mensagens que nela aparecem quando se clica alguma coisa; estar atento aos menus e submenus; verifi car o endereço digitado antes de pressionar o botão IR ou ATUALIZAR ou a tecla ENTER, pois um erro de digitação pode levá- lo a um site diferente do desejado. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 26 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 27 ATIVIDADE DE EXECUÇÃO 3 Vamos usar o mouse? Movimente-o para a direita, esquerda, para cima e para baixo. Observou que a setinha se moveu de acordo com seus movimentos no mouse? Fig. 1.3 – O mouse funciona como um apontador sobre a tela do computador e disponibiliza normalmente quatro tipos operações: movimento, clique, duplo clique e arrastar e largar. Au to r d a fo to : V an ge lis T ho m ai di s Existem diversos modelos de mouse com um, dois, três ou mais botões, cuja funcio- nalidade depende do ambiente de trabalho e do programa que se utiliza. Claramente, o botão esquerdo é o mais utilizado. O modelo mais comum tem dois botões. Veja na tabela os diversos tipos de cliques que você poderá utilizar: TIPO DE CLIQUE DESCRIÇÃO Apertar e soltar o botão esquerdo do mouse uma vez. Clicar Clicar duas vezes (duplo clique) Apertar e soltar duas vezes, rapidamente, o botão esquerdo do mouse. Apertar e soltar uma vez o botão direito do mouse. Clicar com o botão direito Posicionar o ponteiro do mouse em algum objeto da tela, pressionar e manter pressionado o botão esquerdo enquanto move-se o mouse, arrastando o objeto selecionado até o local desejado. Arrastar e Largar DICA: Quando dizemos “clicar” estamos nos referindo à ação de apertar um dos botões do mouse. Diferentes tipos de cliques nos permitem fazer diferentes coisas. Exercite o uso do mouse para acostumar-se a usá-lo com mais facilidade e agilidade. ATIVIDADE DE EXECUÇÃO 4 Vamos assistir ao vídeo “Do sonho aos ares” (Santos Dumont)? Agora que já está logado(a), vamos prosseguir nossos estudos sobre o tema desta unidade. Você vai utilizar alguns arquivos que estão no CD-ROM do curso – basta inseri-lo no drive do computador. Ele está programado para iniciar automaticamente. Vamos assistir ao vídeo? Nesta atividade, conte com a ajuda do formador para localizar o arquivo do vídeo sugerido. “Do sonho aos ares” (Santos Dumont) Fonte do ícone: Curso TV na escola e os desafi os de hoje, v.2, p. 45 No vídeo, conta-se uma história que faz parte da evolução da tecnologia humana, a partir do esforço de Santos Dumont em construir um aparelho que permitisse ao homem voar, o que mudou a vida de todos nós. Depois de assistir ao videoclipe de 3 minutos, que faz parte do acervo virtual do portal Domínio Público, procure relacionar os pontos mais importantes que surgiram, a partir das questões que se seguem: Como a história abordada no vídeo pode relacionar-se com a evolução tecnológica em geral e com a informática em particular? Essa evolução afeta nossas vidas? Como a informática pode modifi car a sua vida profi ssional e pessoal? Alguma vez você sentiu necessidade de acessar a Internet? Para qual motivo? [ G L O S S Á R I O ] Portal Domínio Público: biblioteca virtual à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores (Internet). Você pode acessá-lo em: http://www.dominiopublico.gov.br In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 64 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 65 Como achar qualquer informação nessa montanha de dados? A Internet permite que qualquer pessoa com um pouco conhecimento técnico publique informações na rede. Esta facilidade é muito boa, pois democratiza a divulgação de idéias. Porém cabe ao internauta a tarefa de selecionar a informação de qualidade e separar o que merece crédito do que é apenas um palpite de amador. Nem tudo que está na Internet merece a atenção. O problema é que as informações de qualidade aparecem misturadas com as descartáveis. Se no passado havia difi culdade em seobter as informações, o problema agora é se- lecionar as de qualidade. A quantidade de informações na Internet é tão grande e diversi- fi cada que é praticamente impossível encontrar tudo do que se precisa sem o uso de um mecanismo de busca. Existem excelentes ferramentas de busca na Internet, como o Altavista (http:// br.altavista.com), o AlltheWeb (http://www.alltheweb.com), o Yahoo (http://br.cade.yahoo. com) e o MSN (http://www.msn.com). No entanto, hoje, para muitos, sinônimo de pesqui- sar na Internet é Google. Nenhum dos outros sites de busca conseguem ter a amplitude do Google. O serviço Google Search foi criado a partir de um projeto de doutorado, em 1996, dos estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford/USA. Este projeto sur- giu devido à frustração dos seus criadores com os sites de busca da época. A idéia era construir um site de busca mais avançado, mais rápido e com maior qualidade de links. Brin e Page conseguiram seu objetivo e, além disso, apresentaram um ambiente extrema- mente simples. Sempre é possível encontrar no Google o que se deseja, mesmo que o assunto seja complexo ou desconhecido. Para tanto basta utilizar as opções de pesquisa disponíveis. Já usou alguma ferra- menta de busca na Inter- net? É uma ferramenta que torna sua pesquisa mais fácil e, em geral, utili- za palavras-chave para localizar a informação sobre o assunto de inte- resse. [ S A I B A M A I S ] Ao batizarem o novo serviço de busca como Google, seus criadores pretendiam um nome que demonstrasse a imensidão da web: google foi escolhido por causa da expres- são googol (lê-se gugol - sua forma de escrita em Portugal). Googol é o número 10100, ou seja, o dígito 1 seguido de cem zeros. Dinamizando sua prática Começando a pesquisar Veja como é simples pesquisar utilizando uma ferramenta de busca na Internet. Preci- samos utilizar o programa de navegação e estar conectados para poder acessar a página do Google, digitando na linha de endereço www.google.com e clicando no comando IR na barra de ferramentas do programa. Você irá visualizar uma página com uma caixa de texto no centro da tela, em que irá digitar o que deseja buscar. ATIVIDADE DE PESQUISA 1 n Escolha um tema relacionado com sua área de atuação. n Escolhido o tema, faça uma pesquisa utilizando o buscador Google. n A partir dos resultados dessa pesquisa, organize uma lista de endereços virtuais que ofereçam recursos educativos para o melhor desenvolvimento do tema em sala de aula. PES SAQUI DICA: É muito importante que experimente usar as outras ferramentas de busca mencionadas nesta unidade, pois podem facilitar seu trabalho. Nada como ter opções na Internet, pois as ferramentas podem ser especializadas. Use os endereços fornecidos. Figura 2.12: Página principal da ferramenta de busca Google. 1°- Digite o termo procurado nesta caixa. 2° - Escolha a opção “página do Brasil”. 3° - Clique no botão “Pesquisa Google”. [ Q U E S T I O n A M E n T O S ] In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 86 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 87 termo que você quer; depois clique no botão abaixo que diz Verifi car disponibilidade. Para o nosso exemplo, escolhemos o nome João e o sobrenome Silva, sendo que joao.silva é o login. Agora devemos escolher nossa senha pessoal. Vamos continuar o cadastro? Observe que, quando digitar a senha, no lugar das letras aparecerá apenas asteriscos para preservar sua segurança. O próximo passo é determinar uma senha, com a qual você poderá acessar suas mensagens e outras funções que os usuários do Gmail possuem. Note que a senha deve ter no mínimo oito caracteres: isto signifi ca que a sua senha deve ser composta de pelo menos oito letras ou oito números, ou ainda oito números e le- tras misturados. 3 DICA: n Se quiser escrever seu nome e sobrenome, use o símbolo chamado underline no lugar do espaço. Exemplo: maria_siqueira. n O termo que você está escolhendo fi cará antes de @gmail.com. Ou seja, todos os endereços eletrônicos que são criados no Gmail têm a mesma terminação. O que muda em cada e-mail é o usuário, que fi ca antes do símbolo @. n Lembre-se sempre de verifi car a disponibilidade para o login escolhido, clicando no botão “verifi que a disponibilidade”, como mostrado anteriormente. João Silva joao.silva Após escolher a senha, digitando-a na primeira caixinha, você deverá repeti-la para verifi car se está correta. Note que há no canto direito um pequeno gráfi co que lhe ajudará a “medir” o nível de segurança de sua senha . Escolhida a senha, o sistema oferece ao usuário uma oportunidade de lembrar de seu login, por meio de um mecanismo (quase todos os programas de e-mail possuem este recurso) que oferece uma série de perguntas para auxiliar o usuário a lembrar-se. DICA: Você terá que decidir entre duas opções relativas a confi gurações que aparecem no formulário: n Se você marcar a opção “salvar as minhas informações neste computador” signifi ca que você estará aceitando que suas informações (usuário e senha) fi quem salvas no computador que estiver usando. Se este computador for público, nunca marque esta opção, para a sua segurança e das suas mensagens e informações pessoais. Revise informações sobre segurança na Internet na Unidade de Estudo e Prática 2. n Marcar a opção de “ativar o histórico” pode ser interessante, pois permite que as pesquisas que você já fez fi quem salvas. Isso é positivo quando queremos reencontrar uma informação já procurada, mas que não lembramos como foi encontrada. O nível de segurança de uma senha é muito importante, pois no dia-a-dia sempre estamos utilizando diversos tipos de senha, para bancos, acesso a informações confi denciais em cadastros, etc. João In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 32 Além disso, há o desafio de se proporcionar condições para se desenvolver compe- tência comunicativa, autonomia, criatividade, contextualização das reflexões e propostas para a prática pedagógica, o que exige disponibilidade, estudo, pesquisa e organização pessoal da parte de formadores e cursistas. Além do desafio da elaboração de textos di- versos de forma negociada, compartilhada e cooperativa. Algumas atividades são de prática pedagógica, buscando adequações ao contexto em que os cursistas atuam. Incluímos algumas atividades a distância para o aprofundamento no estudo dos assuntos e desenvolvimento de habilidades específicas; elas requerem mais tempo de execução que a duração de um encontro presencial do curso. Outras atividades propostas demandam visitas a portais na Internet, visando o aprofun- damento de temas e possíveis usos em textos elaborados pelos cursistas. Veja alguns exemplos: 2.6. Avaliação e certificação Serão consideradas, para fins de certificação, a freqüência nos encontros presenciais de formação e atividades produzidas pelo cursista ao longo do curso, segundo as orienta- ções e critérios fornecidos em cada unidade de estudo e pelos formadores. Cada cursista criará sua pasta de usuário no computador onde armazenará os textos produzidos em cada unidade, que serão avaliados e comentados pelos formadores. Ajude-os a organizá- la desde a primeira unidade. A seguir, na parte II deste guia, comentaremos as atividades do curso presentes no texto das unidades de estudo e prática, como subsídio à sua atuação como formador. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 104 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 105 Você já pensou em utilizar o bate- papo pela Internet nas atividades escolares? Poderia promover um debate sobre temas polêmicos, sobre propostas de ação, para tirar dúvidas, para planejar alguma atividade coletiva, para trocar impressões sobre algum fato ou notícia recente. Que tal convidar alguém para deba- ter um tema com os alunos. Ou planejar sua publicação com a participaçãodos estudantes e outros colegas. O que acha dessas possibilidades? Gostaria de desenvolver alguma delas? Peça ajuda ao formador, pois dependendo do número de pessoas alguns cuidados extras são necessários, além de guardar o registro das idéias. ATIVIDADE DE PRÁTICA 4 Entre no site indicado pelo formador, onde estará disponível o fórum de discus- são. O tema dessa discussão é o papel do educador e as mudanças ocorridas com a inserção da tecnologia na sala de aula. Veja a pergunta que orientará a discussão de todos: O computador na sala de aula modifi ca a forma de dar aulas? Nisso, provavel- mente, todos concordam que sim. Mas o que exatamente muda? Vamos pensar nas relações entre as pessoas, entre professores e alunos. O que poderíamos destacar como mudanças provenientes do uso das tecnologias, principalmente do uso do computador e da Internet? O que passa a acontecer de novo, que antes não era possível? Como o educador passa a agir e qual é agora o seu papel nesta época de uso dos recursos de comunicação e interação? Vamos discutir sobre isso, buscando compartilhar idéias e experiências? Registre no fórum a sua opinião sobre este assunto, buscando levar em conta todos os pontos importantes, levantando questões para os colegas ou apre- sentando suas experiências. Você também pode responder ao comentário de outros colegas no fórum. O objetivo é que todos possam trocar idéias sobre es- sas mudanças na escola, já que elas provocam muitas angústias e incertezas. Caso não tenha acesso à Internet, converse com o formador e participe da di- nâmica sobre fórum de discussão. Lembre-se de que um fórum assemelha-se a uma discussão registrada (em livro de atas, computador, etc). Uma mensagem inicial desencadeia uma série de respostas, na qual os envolvidos argumentam e contra argumentam sobre um episódio qualquer até a solução fi nal. Bate-papo (Chat) O chat é uma ferramenta de comunicação síncrona muito usada, pois possibilita a troca de mensagens de forma bastante ágil, rápida e, na maioria das vezes, breve. É uma conversa em tempo real, na qual os participantes digitam suas perguntas, respostas ou Conversa em tempo real? O que isso signifi ca? [ G L O S S Á R I O ] Síncrono: Termo utilizado na educação a distância para caracterizar o ambiente em que alunos e professores estabelecem comunicação intermediada por computadores de forma simultânea. No ambiente síncrono todos estão em contato com a rede ao mesmo tempo. Algumas ferramentas de cooperação síncrona são as vídeoconferências, os editores cooperativos e as sessões de chat. O ambiente síncrono difere-se do ambiente assíncrono, em que não há participação simultânea de todos os envolvidos no processo de ensino aprendizagem na rede de computadores. afi rmações, sendo que todos que participam desta conversa vêem na tela do computador tudo que foi digitado. O chat pode ser muito útil para tomada de decisões, resolução de problemas, tempes- tade de idéias e fortalecimento laços sociais. Além disso, por acontecer em tempo real, os participantes têm a certeza de que a presença social existe, que há mesmo outra pessoa do outro lado da tela e, como a interação é muito dinâmica, o tempo passa despercebido e há muita interação. Por outro lado, o chat mostra-se pouco adequado para atividades que exijam tempo maior para refl etir e elaborar idéias, informações e conteúdos mais complexos (Mercado, 2005, p. 53). Em educação, o chat é muito utilizado para conversar sobre determinados assuntos e debater sobre textos. É interessante combinar data e hora do encontro; início e término da discussão; tema a ser debatido; aspectos relevantes a focalizar; necessidade de media- dores e objetivos da conversa. O chat, bem como outros recursos da Internet, possui algumas regras de uso que de- vem ser repassadas para os participantes. Tais regras fazem parte da prática do mundo virtual e também devem ser seguidas nas aulas via chat. Alguns chats ocorrem entre duas pessoas, mas a maioria não possui restrição quanto ao número de participantes. Quando esse número é muito grande, existe o risco da con- versa se tornar tumultuada pelo excesso de frases e conversas, muitas vezes, paralelas. Quem se acostuma com o chat consegue acompanhá-lo mesmo com um número grande de pessoas. O que acontece quando alguém digita muito devagar num chat? Será fácil coordenar a leitura da tela e digitar ao mesmo tempo? Será útil gravar a sessão de bate- papo para leitura e discussão posterior? [ R E f L E X Ã O ] Você já imaginou como deve ser conversar por escrito com várias pessoas ao mesmo tempo, sabendo que o registro e envio das mensagens é feito pela hora da emissão, isto é, pela ordem de envio? Será possível manter a coerência de turnos conversacionais entre os que perguntam e os que respondem? Ou a conversação fi ca truncada porque as respostas não são para as perguntas formuladas na mesma ordem. Pode ocorrer de uma pessoa perguntar algo e só ter a resposta umas dez mensagens depois e assim por diante. Como manter o interesse em obter as respostas aos comentários e a contribuição de todos? Você tem alguma idéia para organizar e controlar esse processo e fazer com que seja [ Q U E S T I O n A M E n T O S ] In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 56 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 57 Cada página tem um endereço na rede. Você pode acessar qualquer homepage digi- tando o respectivo endereço, no espaço mostrado na Figura 2.2. [ S A I B A M A I S ] Cada endereço na internet tem um único URL. URLs começam com letras que identifi - cam o tipo de endereço, como “http”, “ftp” etc. Essas letras são seguidas por dois pontos ( : ) e duas barras ( // ). Em seguida, o nome do computador é listado, seguido de seguido de um diretório e do nome do arquivo. Agora observe os endereços a seguir. n O que têm em comum com o endereço do MEC? n Em que eles diferem do endereço do MEC? www.cade.com.br – Cadê, site comercial (.com) localizado no Brasil (.br). www.google.com – Google, site comercial (.com) localizado nos Estados Unidos. www.linux.org – site dedicado ao sistema operacional Linux, de uma organização não- governamental (.org). www.ufcg.edu.br – Portal da universidade federal de Campina Grande. O (.edu) designa que é uma instituição educacional. [ G L O S S Á R I O ] URL: abreviação de Uniform Resource Locator. Trata-se de uma forma padronizada de especifi car o endereço de qualquer recurso, site ou arquivo existente em um servidor da WWW. Os URLs correspondem a um número que identifi ca determinado computador em toda a Internet. Figura 2.1: navegador – Barra de endereço Caso você não tenha acesso à Internet, utilize o CD-ROM para essa atividade. Barra de endereço Barra de menu Barra de ferramenta A tela que se abriu é do WebEduc, o portal de conteúdos educacionais do MEC. Vamos conhecê-lo? ATIVIDADE DE NAVEGAÇÃO 1 Clique no botão INICIAR, existente no rodapé da tela. Em seguida, procure In- ternet no menu que se abre e clique, um novo menu surgirá, procure o navega- dor Web Icewealsel. n Digite na linha de endereço o seguinte: http://webeduc.mec.gov.br n No teclado, em seguida, pressione a tecla ENTER. N Fig. 2.2. Linha de endereço Fig. 2.3: Tecla ENTER Autor: Musuvathi J Ubendran Você já está acostumado(a) a atuar como formador(a) nas atividades desenvolvidas pelo NTE de que faz parte e não pretendemos aqui substituir a riqueza de sua experiência. Ao contrário, contamos com ela para que o trabalho se desenvolva com facilidade e qualidade, contex- tualizado ao ambiente em que você e os cursistas atuam. Sinta-se à vontade para realizar os (re)arranjos necessários ao trabalho com sua(s) turma(s), utilizando seus conhecimentos e experiências prévias neste trabalho, textos, tu- toriais e dinâmicas. Leve em consideração sua convivência constante com colegas profes- sores e gestores e dela extraia elementos importantes para o trabalho que ora se inicia. Observações de como eles percebem as tecnologias e as atividades nos laboratórios de tecnologia educacional são subsídios de outros cursos com que você conta de início. No futuro, contaremos com sua experiência a partir dos registros do seu trabalho, observações e sugestões para o aperfeiçoamento cooperativo do curso, em prol da inclusão digital e social. 1. Conhecimento dos materiais do curso Observe e analise detidamente o material impresso do curso Introdução à Educação Digital, procurando realizar as atividades propostas com antecedência aos encontros pre- senciais. Esse procedimento lhe dará uma boa noção do tempo que os cursistas precisa- rão e das dificuldades que podem encontrar em conceitos mais complexos. Lembre-se de que o material foi organizado como referência para o estudo, a aprendi- zagem e o planejamento das aulas, assegurando a você, formador(a), liberdade de escolha do que fazer no tempo previsto para atividades presenciais e a distância, como também para preparar roteiros, exemplos e dinâmicas alternativas. Utilize as sugestões como contribuições dos elaboradores para apoiar seu trabalho e dos cursistas no percurso da formação continuada. Conheça e analise os materiais do curso e planeje as atividades de sua(s) turma(s). In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 34 2. Orientações iniciais aos cursistas Observe que as orientações aos cursistas foram inseridas logo após a apresentação e a mensagem da coordenação do curso. Elas buscam responder a possíveis perguntas e dúvidas iniciais dos cursistas, com uma apresentação geral da proposta pedagógica e de alguns elementos importantes para o desenvolvimento do curso e de sua oferta. É importante que você conheça bem as orientações ao cursista, o texto de cada unida- de de estudo e prática e que realize antecipadamente as atividades propostas. Além de realizar encontros presenciais, é importante que você incentive os cursistas a reservarem um horário para estudar e realizar as atividades, preferencialmente em um diário. Tal medida lhes assegurará tempo suficiente para leituras, reflexão sobre os temas propostos, pesquisa e organização pessoal para realizar as atividades que requerem o uso do computador e da Internet, se tiverem acesso à conexão. Use planilhas de controle criadas com o software Calc para acompanhamento do de- sempenho dos cursistas (consulte na parte I, no tópico 2.3, as sugestões 3 e 4). Suas anotações permitirão um atendimento mais individualizado a partir do que observar. Te- nha sempre aberto um arquivo de texto para tomar notas rápidas no computador, onde também poderá anotar links consultados, referências bibliográficas, tutoriais, dinâmicas, observações, reflexões pessoais, etc. Não se esqueça de registrar os acertos de todos, inclusive os seus. Estimule e oriente os cursistas para que aprendam a utilizar a seção Ajuda dos softwares, sempre que tiverem dúvidas. Isso contribui para criar a lógica necessária ao trato com o que está na tela do computador e a realizar as atividades a contento. Lembre-se de que estimulamos os cursistas no texto das unidades a considerarem os formadores como parceiros que poderão auxiliá-los nas atividades, facilitando e apoiando a aprendizagem. 3. Ícones de comunicação e marcadores de estruturas do texto Identifique os ícones e os marcadores de estruturas de trabalho no texto das unidades, para orientar os cursistas na leitura e realização das atividades. Estimule a formação de hábitos de estudo. DICA: Fique atento(a) para perceber rapidamente sinais de constrangimento, de timidez no uso do teclado e mouse, dificuldade de leitura da tela do computador. Esteja perto e oriente os cursistas para que possam ter mais destreza. Procure aliviar a tensão que aprendizagens novas podem provocar. Crie um clima de trabalho agradável, leve, descontraído e aproveite os pequenos enganos, distrações, para brincar com os erros e mostrar que se pode aproveitá-los para aprender. Se não ocorressem, muitas vezes nem perceberíamos adequadamente certos fenômenos nem confirmaríamos as teorias que usamos como referência para trabalhar. Sinais de timidez, dificuldades? Atue de imediato. G ui a do f or m ad or 35 LEMBRETE: Incluímos em cada unidade do material impresso alguns ícones para facilitar a comuni- cação com você. Fique atento(a): N PES SAQUI CONSULTE O CD-ROM ACESSE À INTERNET ATIVIDADES PRÁTICAS ATIVIDADES DE NAVEGAÇÃO ATIVIDADES A DISTâNCIA ATIVIDADES DE EXECUÇÃOATIVIDADE DE ELABORAÇÃO ATIVIDADES DE PESQUISA In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 36 4. Encontro presencial de abertura do curso É interessante realizar o encontro de abertura do curso antecedendo o início da Unida- de 1. Esse intervalo de tempo é fundamental para que os cursistas iniciem a leitura pro- priamente dita e estudem os temas, preparando-se previamente para o encontro presen- cial no laboratório de tecnologia educacional. Assim fazendo, você assegura um tempo mínimo de estudo e resgate de aprendizagens prévias necessário ao desenvolvimento dos encontros presenciais em todas as unidades. Com base na leitura das diretrizes e dos textos das unidades, planeje a atividade de abertura do curso, que deverá ser presencial, se possível com duração de 4 horas. Veja, a seguir, algumas sugestões para o planejamento: S u g e s t ã o 5 : Planeje a atividade presencial de abertura do curso, na qual o material didático será distribuído aos cursistas. n Recomenda-se que essa atividade tenha 4 horas (talvez seja interessante usar outra sala e não o laboratório, mas você decide o que é melhor diante das possibilidades da escola). n Planeje a atividade de abertura do curso. n Preveja tempo suficiente para uma primeira leitura das orientações aos cursistas du- rante a atividade presencial de abertura do curso. n Prepare uma apresentação sua do curso e seus materiais, além de um informe para as turmas em que atua sobre aspectos mais administrativos, como matrículas, cadas- tro, horários, locais, dinâmica de funcionamento, normas e procedimentos de uso do laboratório, sistemática de controle de freqüência e trabalhos, e outros aspectos que considerar importantes. n Organize um plano de curso contendo o calendário de atividades das unidades de estudo e prática. Prepare cópias para os cursistas. n Programe atividades/dinâmicas de confraternização para que cursistas e formador se conheçam. G ui a do f or m ad or 37 A seguir, algumas sugestões de dinâmicas e atividades para a realização dessa ativida- de. Se desejar, utilize outras. S u g e s t ã o 6 : Atividades e dinâmicas para a atividade presencial de abertura do curso 1. Apresente-se e levante as expectativas dos cursistas em relação ao curso por meio de dinâmica inicial para que todos os participantes se conheçam. Se necessário, utilize etiquetas ou crachás de identificação. 2. Se dispuser de câmera fotográfica ou de vídeo, não deixe de fotografar todos para fazer um mural. Dinâmica sugerida: “A Rede” (precisará de rolo de barbante ou novelo de lã; se dis- puser de câmera no NTE, registre-a em vídeo ou pelo menos em áudio para retomar no final do curso): a) Defina o tempo para cada pessoa usar a palavra, de 1 a 2 minutos, nomáximo (21 pessoas x 2 min = 42 min). b) A primeira pessoa a falar segura o novelo, faz a apresentação pessoal, fala de suas expectativas em relação ao curso. c) Ao terminar, passa o novelo para a próxima pessoa que vai falar (importante: utili- zar seqüência livre de pessoas, para que as linhas da rede se cruzem). d) Prosseguir até todos falarem. Você, formador, também participa. e) Ao final, comente com os cursistas a atividade em rede e sintetize as principais expectativas em relação ao curso e o significado do que foi construído em rede, cada pessoa como um nó sui generis, único. 3. Explore com os cursistas as tecnologias presentes na sala em que se encontram e no laboratório que será usado no curso. Dinâmica sugerida: "Identificar e Explorar Tecnologia" (total = 20 a 30 min aproxi- madamente). Observação importante: esta atividade antecipa trecho do texto da Unidade 1. Caso disponha de somente 2 horas na abertura do curso; deixe esta atividade para o início da Unidade 1. • Atividade de tempestade de idéias é para que os cursistas identifiquem a tec- nologia presente na sala em que estiverem e sua importância na aprendizagem. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 38 - O ideal é que atuem em duplas: em pé e circulando pela sala, explorem toda a tecnologia percebida e comentem livremente, expressando suas idéias. 5 minutos bastam; reserve uns 15 minutos para sistematizar e concluir. - Anote no quadro as tecnologias e idéias mencionadas. - Ao final da atividade, sistematize as tecnologias identificadas e as principais idéias sobre a importância para a aprendizagem. Oralmente, faça com eles a sistematização, eliminando as repetições, ordenando por importância – anotar a síntese dessa atividade. 3) O curso Introdução à Educação Digital (preveja de 1h30 a 2 horas para essa ativida- de) • apresentação do curso pelo(a) formador(a); • distribuição do material didático e instrução de como será a dinâmica do curso e como esse material será usado nas atividades presenciais e a distância: - leitura das orientações aos cursistas. - discussão das orientações, solução de dúvidas e encaminhamentos • distribuição do plano do curso e calendário de atividades da Unidade 1: - leitura do plano do curso pelos cursistas; - discussão, solução de dúvidas e encaminhamentos. 4) Resistências às tecnologias da informática: nota importante: você pode deixar para realizar esta atividade no encontro presencial da Unidade 1 caso disponha somente de 2 horas para este primeiro encontro presencial. Agora que os cursistas já exploraram o material didático, conhecem a proposta peda- gógica e o plano de curso com o calendário acadêmico, é hora de iniciar o conteúdo do curso propriamente dito como aquecimento para a Unidade 1. Dinâmica sugerida: “Mitos e Resistências à Tecnologia da Informática” - debate com técnica do cochicho. a) Sugestão 1: ouvir música ou poesia sobre impactos da tecnologia - todos de pé. n Sugere-se a música Kid Vinil, do cantor Zeca Baleiro, mas você pode conhecer outra música, de outro cantor, ou poesia, literatura de cordel a respeito; - se tiver acesso ao disco, toque a música; - se não, distribua a letra e cante, ou declame, com os cursistas - se alguém conhecer a música, pode colaborar. G ui a do f or m ad or 39 n Em duplas ou trios: discutir sobre a letra (solicite cópia da letra da música à coorde- nação do curso se desejar utilizá-la). b) Sugestão 2 – discutir a partir da questão proposta (distribua questões diferentes para cada grupo): questões sugeridas (distribuir em tirinhas): 1) “Existe toda uma mitologia construída em torno da tecnologia e de seu potencial para melhorar nossas vidas, conduzindo-nos a uma sociedade melhor. Você já pensou sobre isso?” (Lacerda, 2001, p. 20) 2) “Você acha que a tecnologia da informática tem o poder necessário para transformar a sociedade e a educação brasileiras? Se sim, de que modo? Se não, por quê?” (Lacer- da, 2001, p. 25) 3) Que resistências você tem com relação à tecnologia? Tais resistências estão relacio- nadas com um posicionamento crítico ou apenas com a dificuldade de lidar com tal aparato?” (fonte: Lacerda, 2001, p. 23) 4) Indique algumas aplicações da informática na educação. Acredita que o computador pode contribuir para o redimensionamento da prática pedagógica? De que modo? (La- cerda, 2001, p. 25) c) Sugestão 3: discutir a partir de texto sugerido (distribuir em tirinhas) “Ao dizermos que a integração do computador aos programas de ensino é algo que “tem um forte componente cultural”, estamos retomando a idéia de que os professo- res atualmente em exercício, que têm a missão de preparar o terreno para esta “nova cultura”, foram formados em uma cultura precedente, distanciados do manuseio da informática na vida cotidiana ou como recurso pedagógico, tecnologia essa que sequer existia nos moldes que hoje conhecemos. Conseqüentemente, é bastante comum que professores estabeleçam, implícita ou explícitamente, relações conflituosas com a in- formática, manifestando fobias de toda sorte, preconceitos, receios, insegurança, limi- tação de visão , etc. (...) Vamos fazer uma análise de sua própria prática de formador de crianças, jovens e adultos, de seus receios e dificuldades em lidar com essa tecnologia nova em nosso cotidiano escolar. E não deixe de observar o que se passa em sua volta, com seus colegas e na escola de seus filhos.” (Lacerda, 2001, p.39-40) In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 40 5. Comentários sobre atividades da Unidade 1 – "Tecnologias no co- tidiano: desafios à inclusão digital e social" Estratégia de trabalho: nesta análise vamos intercalar comentários com cópias de frag- mentos de texto e de atividades para os cursistas contidas na Unidade 1. Manteremos títulos e as atividades em boxes conforme o texto da unidade para facilitar a identificação. Nossos comentários serão numerados. Faremos comentários e destaques em texto aber- to para não confundir com os utilizados no texto da unidade. Procuraremos manter a referência de conteúdo usada no texto da unidade, mas em alguns momentos será preciso agrupá-la. Como o texto é explicativo e tem características de tutorial ou passo a passo, alguns trechos serão saltados para agilizar a reflexão. Com esta unidade iniciamos o curso Introdução à Educação Digital. O começo é um momento crucial. A partir dele podemos construir uma série de hábitos de estudo e traba- lho que repercutirão no curso como um todo. As atitudes dos cursistas em relação ao computador, periféricos e programas precisam ser trabalhadas de modo que sintam mais gratificação pelo êxito obtido nas atividades e menos inibição diante de eventual falta de destreza visual-motora no manejo do mouse e na leitura de tela. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 18 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 19 Apresentação Estamos iniciando o curso Introdução à Educação Digital. Esse curso integra um con- junto de políticas públicas voltadas à inclusão digital. Esperamos que você participe da construção deste processo formativo, aprendendo sobre mídias e tecnologias, no contexto do Linux Educacional, e que maneje ferramentas de produção e outros programas de com- putador. É importante que você também refl ita sobre a tecnologia digital e as possibilidades de mudanças que elas podem provocar em sua trajetória pessoal e profi ssional. A chegada das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na escola traz de- safi os e problemas, cujas soluções vão depender das potencialidades de cada escola, do trabalho pedagógico que nela se realiza, de seu corpo docente e discente, de sua co- munidade interna e externa, dos propósitos educacionais e das estratégias que propiciam aprendizagem. Precisamos compreender a realidade em que atuamos e planejar a construção de no- vos cenários, de novos saberes, com as novas tecnologias e aprender a lidar com a diver- sidade, a abrangência e a rapidez deacesso às informações, com novas possibilidades de comunicação e interação, novas formas de aprender, ensinar e produzir conhecimento. Não há um só caminho, nem uma só solução. Ao contrário, há uma gama de possibili- dades por meio das quais poderemos encontrar novas respostas para velhas perguntas. TECNOLOGIAS NO COTIDIANO: DESAFIOS À INCLUSÃO DIGITAL 1. [ G L O S S Á R I O ] Educação digital: oportunidade para utilizar os meios digitais com autonomia e participação, individual e cooperativa; promoção do letramento digital na prática social, como capacidade de ler e intervir no mundo, de modo que cada um decida quando, como e para que utilizar a tecnologia, como produtor, criador, compositor, montador, apresentador e difusor de seus próprios produtos, o que requer domínio de técnicas específi cas de interação e formação de saberes, promovendo a inclusão social. Inclusão digital: garantia de acesso à informação, domínio das linguagens básicas e de programas para, com autonomia, criar conhecimentos, elaborar conteúdos, comunicar-se e expressar idéias; utilizá-los como ferramenta de desenvolvimento, inovação, participação ativa na sociedade e emancipação. Linux: é um sistema operacional, software livre, que nasceu de um projeto de Linus Benedict Torvald. O nome Linux surgiu da mistura de Linus + Unix. Para saber mais sobre a história do Linux acesse a Wikipedia . G ui a do f or m ad or 41 Os primeiros termos técnicos da área da informática começam a ser utilizados. É hora de familiarizar os cursistas com essa nomenclatura, orientando-os a sempre utilizar o glossário para as palavras negritadas em azul no corpo do texto. Nesta etapa, algumas palavras fundamentais foram apresentadas em glossário aberto na margem do texto para facilitar a compreensão imediata com a leitura. Entretanto, há muitas outras que podem ser consultadas para aprofundamento. Consultar o glossário é um importante hábito que deve ser estimulado desde o início. Por isso, sugerimos que você o utilize sempre nos encontros presenciais e, quando nave- garem pela Internet, que explorem alguns desses termos. Uma atividade opcional interes- sante pode ser complementá-lo com texto e imagem, assim que os cursistas estiverem com mais prática no uso do programa de navegação, para localizar informações nos sites e nos dicionários on-line de tecnologia. A. Recuperando os objetivos de aprendizagem da Unidade 1 n Conceituar o que são mídias e tecnologias e a evolução desses conceitos. n Refletir sobre a utilização e a importância de computadores e da Internet na sua vida e na educação. n Conhecer alguns recursos básicos do computador. n Elaborar um texto contendo suas reflexões sobre sua visão da tecnologia na sua vida e na formação de professores e gestores escolares. Veja-os no contexto do material impresso: In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 20 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 21 Objetivos de aprendizagem desta unidade de estudo e prática: n Conceituar o que são mídias e tecnologias e a evolução desses conceitos. n Refl etir sobre a utilização e a importância dos computadores e da Internet na sua vida e na educação. n Conhecer alguns recursos básicos do computador. n Elaborar um texto contendo refl exões sobre o papel da tecnologia na sua vida e na formação de professores e gestores escolares. Introdução O homem vem evoluindo socialmente e utilizando recursos da natureza em benefício pró- prio, transformando-os em ferramentas. Elas ajudam a criar “conjuntos de conhecimentos, formas e técnicas de fazer as coisas, costumes e hábitos sociais, sistemas de comunicação e crenças, transmitidas de geração em geração” (Kenski apud Fiorentini e Carneiro, 2000, p.14). Olhe a sua volta. Muitos dos objetos presentes em nossa vida cotidiana são ferramentas como livros, giz, apagador, papel, canetas, sabonetes, talheres, televisor, telefone, câmara fotográfi ca, aparelhos de som, vídeos, computador. Vivemos em um cenário de constantes e aceleradas mudanças, provocadas pelos avan- ços científi cos e tecnológicos e por transformações sociais e econômicas. Essas mudanças revolucionam nossos modos de comunicação, de relacionamento com as pessoas, com os objetos e com o mundo ao nosso redor, encurtando distâncias, expandindo fronteiras, num intenso intercâmbio de produtos e práticas socioculturais. Nesse contexto globalizado, as novas mídias e tecnologias invadem nosso cotidiano e aceleram e aprofundam essas transformações. Na sociedade contemporânea, pós-moderna, a tecnologia e, principalmente, a informá- tica estão presentes em toda parte. Na hora de votar, por exemplo, a urna eletrônica é um computador. Para sacar dinheiro, muitas vezes usamos um caixa automático. Nos dois casos, apertamos botões, dando instruções que precisam ser cumpridas para que as má- quinas executem as ações desejadas. Que tal conhecer alguns recursos básicos do com- putador? [ G L O S S Á R I O ] Mídia (do inglês media): designa os meios ou o conjunto dos meios de comunicação: jornais, revistas, TV, rádio, cinema, etc. Tecnologia: termo que envolve o conhecimento técnico e científi co e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento. Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser: n ferramentas e máquinas que ajudam a resolver problemas; n técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramentas, e processos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos; n método ou processo de construção e trabalho (tal como a tecnologia de manufatura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial). Autor da foto: Vaughan Willis Fig. 1.1: Na década de 1980, apareceram no Brasil os primeiros terminais bancários, iniciando assim a evolução da automação bancária. CPU - comunique-se com todos os periféricos instalados. Na placa-mãe encontramos também a memória, os circuitos de apoio, as placas controladoras, etc. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 42 B. Ligar o computador e conhecer o Linux Educacional 1. Como você pode observar no texto, são pontos fundamentais desta unidade a ini- cialização do computador, do Linux Educacional e do editor de texto BrOffice.org Writer. São os primeiros passos. Por isso, trabalhe com cuidado a lógica envolvida no manejo do computador, teclado, mouse, tela e programas e explore positivamente a afetividade envolvida nos esforços solicitados nesse percurso. Trata-se de superar as primeiras bar- reiras experimentadas com as tecnologias digitais, que os cursistas costumam enfrentar nesse tipo de atividade. 2. As atividades introdutórias focalizam o cenário de constantes e aceleradas mudan- ças provocadas pelos avanços científicos e tecnológicos e por transformações sociais e econômicas e exploram seus impactos sobre a aprendizagem, a vida cotidiana e profis- sional. Isso nos leva a sugerir uma dinâmica: Dinâmica sugerida: Faça uma atividade do tipo “tempestade de idéias” para que os cursistas identifiquem a tecnologia presente no laboratório. O ideal é que se levantem e explorem a sala em que estiverem. Depois, continua-se no laboratório. 3. Se você realizou atividade similar no encontro de abertura, retome os principais pontos da reflexão anterior e prossiga (veja na parte I deste guia as sugestões para esta atividade). Esta atividade é para um aquecimento em relação ao trecho que vão encontrar na in- trodução do texto-base da Unidade 1, página 20: “Olhe à sua volta: muitos dos objetos presentes em nossa vida cotidiana são ferramentas: como livros, giz, apagador, papel, canetas, sabonetes, talheres, televisor, telefone, câmara fotográfica, aparelhos de som, víde- os, computador.” 4. No tópico Computador, que máquina é essa? Vamos usá-la?, aproveite para ex- plorar o hardware e estimular os hábitos de ligar e desligar o micro. Explore detalhes dos computadores do laboratório de tecnologia educacional e permita que os cursistas se levantem para facilitar o manuseio do equipamento. Use o glossário para explicar as funções dos periféricos. a) É oportuno agora explorar o papel do sistema operacional e software livre e os G ui a do f or m ad or 43 benefícios que seu uso pode trazer aos cidadãos e ao país. b) Momento de fazer o login e explorar o Linux Educacional, como é orientado no texto. c) Chame a atenção para detalhes da tela do Linux, os ícones dos programas. Deixe- os explorar os ícones para observarem o conteúdo de cada um. Oriente onde clicar. C. Conhecer o mouse e suas funções 1. Reserve um tempo para exploração do computador, mouse e tela, para que os cur- sistas percebam detalhes do hardware e dos periféricos. Estimule a percepção visual, fun- damental para a aprendizagem nesta etapa, seguindo as informações contidas no texto- base. a) Faça-os explorar livremente o mouse para perceber as diferenças de cliques. Faz parte dessa seção a ATIVIDADE DE EXECUÇÃO 3 e o box DESTAQUE que aparece no texto. Assegure um tempo conveniente a esta atividade. Vale a pena porque se constrói uma base segura para o futuro. Faça com que os cursistas se revezem nas duplas ao realizar essa atividade para familiarizar-se com o equipamento. b) Explore bastante (oralmente) o que o mouse provoca na tela – rastreie seu desloca- mento, faça com que percebam alterações no ícone do cursor conforme a operação. Estimule a atenção e a concentração visuais, não só a motora. Deixe-os exercitarem até alcançarem maior destreza. ATIVIDADE DE EXECUÇÃO 2 Vamos fazer seu login? Siga a orientação do tipo passo a passo do texto. Nome do usuário: digite seu nome ou sua profissão ou algo que o identifique. No caso do Linux Educacional o nome do usuário é PROFESSOR, pois identi- fica o perfil do usuário. Senha: aqui digite sua senha, que deverá obrigatoriamente ser composta por caracteres alfa-numéricos, ou seja, apenas letras e números. Não use acentos, pontos, vírgulas e nenhum outro tipo de caractere que não seja letra ou núme- ro. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 44 2. Dominar o mouse é um desafio para o adulto que nunca o utilizou, principalmente no que concerne coordenação motora e visual-motora, pois exige trabalho de percepção visual, tátil e coordenação da mão, dos dedos sobre uma superfície pequena, como o mouse, com botões com funções diversas. Faça-os manusear o mouse, ver como está construído para entenderem corretamente o que faz o botão direito, o esquerdo e o rola- mento. Esteja atento: como nem sempre o equipamento funciona bem, pode representar uma dificuldade a mais. 3. Promova um clima leve, amigável, agradável e sem pressões nessa exploração inicial do mouse. Ao perceber dificuldades, interfira como parceiro(a), coloque-se no lugar da pessoa (empatia), tentando entender suas percepções e reações antes de interferir. 4. Brinque com as situações, faça as pessoas rirem de suas dificuldades, procure aliviar Dinâmica sugerida com o uso do mouse: interação por meio de imagens (requer preparo prévio). Esta atividade precisa ser criada previamente, para que você tenha tempo de selecionar e inserir arquivos de imagem nos micros do laboratório. Objetivos: ajuda a criar um clima de auto-conhecimento e de conhecimento coletivo. Favorece o relacionamento interpessoal, principalmente entre os participantes das du- plas por computador. Todos se surpreederão com o impacto da imagem e seus efeitos sobre as pessoas. A afetividade aflora combinada com a cognição e a motricidade. Como funciona: selecione imagens sugestivas (aves voando, pôr-do-sol, mar, mon- tanhas, flores, árvores, amizade, quadros famosos, locais da cidade; pode incluir ima- gens animadas, como emoticons, cartões musicais e assim por diante – fica a seu critério). n Insira-as num arquivo no desktop, como uma galeria de fotos/imagens (pesquise na Internet – pode preparar uma seqüência de slides, se preferir; nesse caso terá de orientar os cursistas sobre a transição de slides com o mouse). n Peça aos cursistas que abram o arquivo e as visualizem, clicando com o mouse. n Peça que selecionem a imagem que mais lhes chamou a atenção (individualmente ou em duplas) e comentem o motivo dessa escolha oralmente. Incentive-os a verbaliza- rem suas percepções e sentimentos. n Se dispuser de aparelho datashow no laboratório, poderá projetar as imagens. Será ótimo, porque a atividade torna-se ainda mais coletiva. Nesse caso, os cursistas se revezam para clicar na imagem escolhida, ampliá-la e comentar seus motivos. Todos trocam idéias depois de cada fala. G ui a do f or m ad or 45 o peso que elas possam trazer para quem as vivencia. Essa leveza afetiva nessa ativida- de é fundamental para que a pessoa supere dificuldades, medos, timidez e barreiras de qualquer tipo. Não se esqueça de valorizar o papel do erro na aprendizagem. Muito do que se sabe hoje, originou-se de descobertas espontâneas a partir de erros e/ou enganos cometidos. 5. Lembre-se de que a aprendizagem é situada, depende das condições em que se dá, de quem participa dela, da pressão da imagem social da pessoa, do conteúdo da atividade e fica impregnada da carga afetiva vivenciada no momento em que ocorre. É preciso assegurar que, ao evocar essa experiência, ela, de fato, seja gratificante para os cursistas, principalmente aqueles que manifestarem mais dificuldade ou inibição perante o equipamento. Aqui o papel do formador é de parceria, coleguismo e o momento é de sensibilidade e disponibilidade para com o outro e seus sentimentos. D. Atividade de reflexão apoiada em vídeo 1. Organizar-se para que os cursistas usem o mouse para assistir ao vídeo, "Do sonho aos ares" (Santos Dumont). Esta atividade requer preparo prévio: a) disponibilizar o arqui- vo do vídeo na telados computadores para facilitar o acesso – também está no CD-ROM; b) elaborar sinopse depois de assistir ao vídeo e disponibilizar em arquivo na tela. ATIVIDADE DE EXECUÇÃO 4 Agora que já está logado, vamos prosseguir nossos estudos sobre o tema des- ta unidade. Você vai utilizar alguns arquivos que estão no CD-ROM do curso; basta inseri-lo no drive do computador; ele está programado para iniciar auto- maticamente. Vamos assistir ao vídeo? Nesta atividade, conte com a ajuda do formador para localizar o arquivo do vídeo sugerido. “Do sonho aos ares” (Santos Dumont Fonte do ícone: curso TV na escola e os desafios de hoje, v.2, p. 45 2. Explore o conteúdo do vídeo e o próprio vídeo. O motivo dessa escolha foi trabalhar a idéia da evolução de tecnologia a partir da atividade humana. Todos os detalhes são interessantes, inclusive a tecnologia preto e branco do vídeo e a qualidade da gravação. Faça comparações com a situação atual da aviação e da produção de vídeos. 3. Discuta o esforço de Santos Dumont em construir um aparelho que permitisse ao In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 46 ATIVIDADE DE ELABORAÇÃO 1 (PÁGINA 28) Você vai explorar e responder essas e outras perguntas escrevendo sobre você, sua vida e atividades que desenvolve, buscando resgatar seus momentos de relacionamento com algum tipo de tecnologia e com computadores. Primeiro deixe suas idéias fluírem livremente, anotando-as e procurando orga- nizá-las. Em seguida planeje seu texto ou faça um roteiro. Escreva e revise suas idéias e o texto elaborado. Completando esta atividade, mais adiante nesta unidade, você utilizará um pro- grama de edição de texto para registrar a sua síntese, que surgiu a partir do vídeo, “Do sonho aos ares”. homem voar e que iniciou uma série de transformações em nossas vidas, gerou novos materiais, mudou formas de transporte e muitas outras coisas. Contribuiu para a quebra de paradigmas da época. Estimule-os a comentar as características e as mudanças ob- servadas no vídeo e na vida atual. 4. Como essa atividade serve de base para elaborar um texto que será digitado e edi- tado com o programa BrOffice.org Writer, reserve tempo para essa reflexão. Use as ques- tões propostas no texto da Unidade 1 na página 27 para orientar essa discussão: “Como a história abordada no vídeo pode relacionar-se com a evolução tecnológica em geral e com a informática em particular? Essa evolução afeta nossas vidas? Como a informática pode modificar a sua vida pro- fissional e pessoal? Alguma vez você sentiu necessidade de acessar a Internet? Para qual motivo?” E. Atividade de reflexão apoiada na elaboração de texto síntese a partir do vídeo e do debate 1. Após a discussão, os cursistas elaboram um texto (manuscrito) contendo as refle- xões mais importantes e que será utilizado para edição nesta e em outras unidades. Se houver possibilidade, os cursistas podem complementar a redação para o próximo encon- tro. Veja as orientações para a redação: G ui a do f or m ad or 47 F. Atividade de reflexão apoiada em resgate de conhecimentos prévios sobre a escrita e gêneros textuais 1. Este é o momento de resgatar conhecimentos prévios dos cursistas em relação à expe- riência deles com a escrita, que já faz parte da vida deles pessoal e profissional. 2. Recupere esse texto, na página 28. "Você já chegou neste curso sabendo ler e escrever, além de utilizar textos escritos e orais em sua prática pedagógica. Será que alguma coisa muda porque passamos a incorporar o computador em nossas práticas sociais de escrita?" a) Reserve tempo para que discutam livremente a partir da leitura em pequenos grupos para agilizar o pensamento e a troca de idéias. b) Destaque o conceito de gêneros textuais. Peça-lhes que consultem o verbete gêneros textuais, destacado em negrito no texto da unidade na página 29. c) Comente com eles os gêneros textuais conhecidos e os que estão mencionados na dica ao lado, que está na página 29. d) Promova a discussão das alterações que podem ocorrer nos gêneros textuais que os cursistas mencionarem quando se passa a utilizá-los no computador. e) Explore características conhecidas dos textos escritos, como se detalha no trecho que está na página 29. "Alguns elementos costumam estar presentes nos textos escritos, como títu- lo, autoria, parágrafos, letras, sílabas, acentuação, sinais gráficos, elementos de destaque, marcas de ritmo, de interlocução, símbolos icônicos, ilustrações, es- quemas gráficos, tabelas e na organização do texto, como introdução, desenvol- vimento, considerações finais, referências bibliográficas, glossário, atividades, destaques, questionamentos, organizadores prévios e assim por diante." f) A importância desta atividade exploratória é o foco na forma de elaboração dos textos, a partir da experiência prévia dos cursistas com textos e seus formatos que ajudará a per- cepção de detalhes importantes no momento da digitação e depois na edição. [ G L O S S Á R I O ] Gênero textual: padrão de comunicação criado pela combinação de forças individuais, sociais e técnicas implícitas numa situação comunicativa. O gênero textual estrutura a comunicação ao criar expectativas que os participantes partilham acerca da forma e do conteúdo da interação, atenuando assim a pressão da produção e interpretação. (Erickson, 2000, p.3) DICA: Exemplos de gêneros textuais podem ser orais, como o telefonema, a cantiga de ninar; escritos, como a carta comercial, a carta pessoal, o cardápio, a receita culinária, a bula de remédio, a tirinha de jornal, a aula expositiva, as instruções de uso, o romance, o índice remissivo, o bilhete, o conto, o anúncio classificado, a notícia de jornal, o editorial, o artigo científico, etc. São familiares, não? O que muda quando se usa o computador? In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 48 G. Iniciando o uso do editor de texto BrOffice.org Writer 1. Estamos iniciando o tópico. Foi feita apenas uma chamada para que os cursistas percebam que vão mudar de atividade passando para a digitação. Mas há atividades pre- paratórias antes disso ocorrer efetivamente. Veja algumas delas: G.1. Atividade de digitação com exploração do teclado A atividade é conhecer o teclado e suas funções especiais na digitação. Trabalhe em duplas, deixe os cursistas se movimentarem à vontade para que possam explorar detalha- damente o teclado. Veja a atividade de execução proposta, que está na página 30. a) Faça uns exercícios orais de repetição para que memorizem a localização das teclas principais (como brincadeira mnemônica – ou seja, associar rimas, palavras, letra de música a detalhes que desejamos memorizar); n Sugestão: dividir o teclado em cinco áreas: os números, o alfabeto, os sinais grá- ficos, as teclas ENTER, ShIFT, CONTROL, CAPS LOCK, DELETE, BACKSPACE, ALT. Por último, as teclas de funções. Não esqueça de destacar a tecla PRINT-SCREEN, pois será útil em outras unidades na edição e inserção de imagens e captura de telas e janelas. b) Explore todas as orientações contidas no texto da unidade sobre o teclado. c) Se dispõe de conexão à Internet, estimule-os a visitarem o site indicado na página 31 para aprender a digitar com mais agilidade. ATIVIDADE DE EXECUÇÃO 5 Vamos usar o teclado? Para digitar e introduzir informações no sistema que gerencia o programa editor de texto que vamos usar, você precisará utilizar o teclado, que possui teclas com letras, números e outras funções especiais. G ui a do f or m ad or 49 ATIVIDADE DE ELABORAÇÃO 2 Vamos por etapas: n Recupere o texto manuscrito que preparou – servirá como base para a digi- tação. n Planeje o tipo de texto que vai usar: pode ser uma carta a alguém que não está ( S A I B A M A I S ) Que tal aprender a posicionar os dedos no teclado? Você encontrará a posição dos dedos no teclado para digitar corretamente no link: Você tambémpode exercitar o uso do teclado para aumentar a velocidade da digi- tação e memorizar a posição das letras e teclas mais importantes. Visite o site indicado. Sugestão: se você dispõe do equipamento datashow no laboratório, visite o site e mostre detalhes das orientações e possibilidades. Como só vamos tratar da navegação na Internet na próxima unidade, é mais adequado que você mesmo demonstre-as a eles. Se for possível, salve-as como arquivo e as armazene numa pasta nos computadores do laboratório. G.2. Esta é a chamada que está no texto da Unidade 1, página 31: "Vamos digi- tar?" 1) É um estímulo inicial à digitação, mas ela ainda está sendo preparada. 2) Para digitar é preciso elaborar um texto, que, neste caso, recupera o texto manuscri- to elaborado após a discussão apoiada na exibição do vídeo. 3) Nesta fase, o que queremos é que os cursistas reorganizem o texto preliminar esco- lhendo um formato de texto (gênero textual). Isso visa a facilitar a formatação de acordo com essa escolha quando digitarem (está na página 31). In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 50 no laboratório, mensagem de abertura do jornal da escola em que trabalha (mesmo que ainda vá criá-lo), folheto de divulgação dos conceitos estudados, resenha, rela- tório do que aprendeu, ou outro que preferir. A escolha é sua. n Reorganize o texto para atender às características do tipo de texto escolhido: faça os ajustes que forem necessários, introduzindo elementos que faltam, me- xendo na estrutura de apresentação das idéias, no modo de concluir e assim por diante. n Essa etapa é fundamental daqui para a frente, pois seu texto começa a ter ca- ráter de publicação. n Uma vez aberto o programa BrOffice.org Writer, iniciaremos a digitação do tex- to de síntese que você elaborou a partir do vídeo, dos textos recomendados, das reflexões realizadas e do tipo de texto que escolheu digitar. Se considerar complicado demais fazer isso no encontro presencial, sinta-se à von- tade para permitir que digitem o texto tal como está e que realizem essa atividade a distância. Você pode também substituir essa atividade por outra que considere mais pertinente. G.3. Atividade de criação de pasta do usuário 1) Atividade preparatória para salvar o texto digitado como arquivo. Crie a pasta de usuário para nela guardar o arquivo (página 33): ATIVIDADE DE ELABORAÇÃO 3 É possível guardar arquivos em vários locais: n No Linux Educacional - na sua pasta Home, no disco rígido, em uma unidade de rede, em um disquete, em um CD gravável, etc. No Windows - na pasta “Meus documentos”. Crie sua pasta. G ui a do f or m ad or 51 ATIVIDADE DE ELABORAÇÃO 4 n Localize o cursor na tela, no ponto de inserção (representado por uma linha pequena vertical piscando no canto superior direito de sua página), e comece a escrever a partir desse ponto. a) Explore a relação de pastas no computador com pastas de um fichário guardadas num armário de aço ou madeira – é uma associação com a experiência prévia dos cursistas, que possibilita um enlace cognitivo com a atividade que vão executar. Peça que explorem as orientações que estão no texto da unidade sobre isso. b) Oriente-os na escolha dos nomes dos arquivos para facilitar a identificação pos- terior a partir das orientações que estão no texto da Unidade 1 sobre isso. G.4. Vamos iniciar o editor de texto BrOffice.org Writer? 1) A orientação para abrir o programa editor de texto BrOffice.org Writer está no texto da unidade, na página 35. a) Associar a idéia de página de texto na tela comparando-a a uma página de papel, para recuperar imagem que é do conhecimento prévio dos cursistas (veja frase no texto-base). b) Explorar a área de trabalho do editor de texto BrOffice.org Writer : barra de título, barra de comandos, barra de ferramentas, barra de formatação. Use as descrições que estão no texto da unidade. 2) Estimule os cursistas a clicarem nas barras da área de trabalho para conhecerem o conteúdo de cada menu. É importante que não tenham receio nessa exploração. a) Fique atento aos mais tímidos. Faça com que os cursistas se revezem para que cada um deles possa explorar a janela de documento do editor de texto. b) Familiarizar-se com a tela, saber onde está cada comando é o que se pretende. Reflita sobre a importância delas para a edição de textos. Estimule-os a reconhecerem os ícones, fazendo jogos orais de brincadeira de memorização e de localização. 3) Etapa de digitação propriamente dita - siga a orientação do texto. Não é o momento de tratar da edição de letras, parágrafos, etc., mas o de digitar o texto elaborado. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 52 n Digite seu texto: proceda como se estivesse escrevendo numa folha de papel: n Planeje os pontos importantes para o tipo de texto que escolheu redigir (na Atividade de Elaboração 2). Antes de começar, adapte o texto aos seus objetivos e à forma convencionada. n No alto, identifique-se (escreva seu nome, a data de digitação e a unidade a que se refere). Faça um cabeçalho identificador do texto. Comece por uma introdução; desenvolva suas idéias e tire conclusões de acordo com o tipo de texto escolhido. Observe a letra maiúscula no início de cada frase. n Neste momento, preocupe-se em digitar o texto, mesmo que tenha dúvidas quanto à melhor forma, destaques, etc. Depois terá oportunidade de melhorá-lo e complementá-lo nesse sentido, utilizando outros recursos do programa durante o curso. 4) Aparece a chamada “Vamos guardar o texto digitado?”. a) Cada cursista salva o texto digitado como arquivo na sua pasta de usuário anterior- mente criada, seguindo os passos contidos no texto da unidade. G.5 Atividade de formatação do texto 1) A chamada “Vamos editar o texto digitado?”, página 40, inicia a formatação do tex- to. Os cursistas começam a utilizar alguns dos recursos do programa de edição de texto. Veja as chamadas principais que aparecem no texto; peça aos cursistas para seguirem as orientações tirando dúvidas, esclarecendo sobre o uso do mouse para ativar os comandos desejados. a) Como modificar a letra (fonte) e o alinhamento? Aprender a selecionar o texto a modificar. b) O que posso alterar no texto selecionado? Modificar a letra (fonte), palavra, ou parágrafo. c) Modificar o alinhamento do texto. d) Outras possibilidades de formatação. H. Encerrando os trabalhos com o editor de texto BrOffice.org Writer 1) Exploramos aqui como se faz para sair do editor de texto. Não deixe de comentar as teclas especiais que permitem atalho para sair, minimizar, maximizar e fechar a janela e rolar a página para cima e para baixo. G ui a do f or m ad or 53 2) A chamada “Como desligar o computador?” inicia a orientação para se desligar o computador; aproveite para recuperar o hábito inicial de ligar e desligar computador e estabilizador. I. Concluindo com atividade de prática pedagógica na escola 1) Essa parte do texto contém uma síntese do que foi abordado na unidade e onde também se anuncia o que será trabalhado na Unidade 2. Estimule os cursistas a reverem o texto, a praticarem, se tiverem acesso a um computador. 2) A atividade que se segue é uma atividade complementar, para estimular o uso de tecnologias na escola em que os cursistas atuam. Embora voltada para alunos, pode ser reorganizada para o trabalhos dos gestores, com vistas à busca de soluções para proble- mas vivenciados na comunidade escolar. a) Deixe que escolham o que desejam e podem fazer: tema, tipo de trabalho, com quem, para quê. O importante é conversar sobre isso na sala, antes que se retirem. ATIVIDADE DE PRÁTICA PEDAGÓGICA 1 Vamos usar cada vez mais os recursos do computador e dos programas nas ativida- des de sua prática pedagógica e na vida cotidiana. Que tal propor-se a organizar uma publicação com seus alunos? Que tema escolher? Você poderia explicar sobre as tecnologias, a contribuição que pode dar à solução de problemas da comunidade escolar, como melhorara infra-estrutura tecnológica da escola, a participação da família, a violência na escola, a gravidez na adolescência, problemas da falta de saneamento básico, a coleta seletiva do lixo, entre outros. O tema também poderia ser de uma unidade de conteúdo bimestral da série em que atua, por exemplo. Elabore sua proposta de acordo com o tema escolhido. Assim, você poderá elaborar os textos e utilizar os recursos de edição, nas atividades das próximas unidades de estudo e prática. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 54 b) Explore as referências, destacando as que estão na Internet, mesmo que só o possam fazer depois. Lembre-se de que haverá alguns textos no CD-ROM. Localize- os previamente e ensine como encontrá-los. 3) Seria interessante reservar outros horários para que os cursistas possam realizar essa prática no próprio laboratório de tecnologia educacional, desde que essa ativida- de seja viável dentro da rotina da escola e do uso do laboratório pelos demais. 4) Sugerimos concluir o encontro presencial com dinâmica de confraternização, ex- plorando as emoções e as conquistas dos cursistas, como entraram no curso e como estão saindo dessa atividade inicial. a) Focalizar os progressos realizados em iniciar o computador, localizar os progra- mas, o vídeo, as imagens na tela do computador, etc. Restabeleça os laços afetivos criados durante as atividades, valorizando essa conquista. Ressalte a relação e a coo- peração entre as duplas de cursistas por computador e os trabalhos coletivos. b) Seria bem oportuno se você pudesse imprimir a produção textual dos cursistas e socializá-la em mural, bem como algumas informações interessantes do perfil pessoal e profissional dos cursistas, talvez como destaque semanal. Alimentar o mural sema- nalmente pode ser motivador e garantir o entusiasmo na superação das atividades e suas dificuldades. c) Poderia solicitar aos cursistas que tragam elementos interessantes para agregar ao mural, principalmente abordando o tema das tecnologias digitais e inclusão digital e social. 5) Estimule-os a estudar o texto dessa unidade e a consultá-lo sempre que preci- sarem. Estimule-os a praticarem a digitação e o uso do mouse se tiverem acesso a computador fora do curso. Leia o texto da seção “Concluindo”, que faz um balanço da Unidade 1 e sinaliza para a Unidade 2. Lembre-se de solicitar a leitura e o estudo prévio da Unidade 2, como atividade pre- paratória individual obrigatória. Assim a atividade no laboratório será mais produtiva. Daqui para a frente, estaremos solicitando cada vez mais processos lógicos de tra- balho no computador. Estimule a formação de hábitos de inicialização dos trabalhos, inserindo mensagens iniciais na tela dos computadores. G ui a do f or m ad or 55 Sugerimos que elabore novos mapas conceituais, referentes aos conteúdos abor- dados em cada unidade. É importante que os salve como arquivo e disponibilize-os no desktop dos computadores no laboratório. Se o fizer, peça aos cursistas que usem o mouse para visualizar o arquivo correspondente antes de iniciar a unidade. Também pode imprimir e distribuir cópias impressas ou em arquivos, para que a possam con- sultar enquanto estudam. Estimule-os a elaborar seus próprios mapas, como apoio à sistematização e controle do aprendizado. Desejamos que realize um bom trabalho nessa unidade e nas seguintes. A Coordenação do curso In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 56 6. Comentários sobre atividades da Unidade 2: "Navegação, pesquisa na Internet e segurança" Estratégia de trabalho: É praticamente a mesma usada para comentar a unidade ante- rior. Nesta análise vamos intercalar comentários com cópias de fragmentos de texto e de atividades para os cursistas contidas na Unidade 2. Manteremos títulos e as atividades em boxes conforme o texto da unidade para facilitar a identificação e nossos comentários serão numerados. Faremos comentários e desta- ques em texto aberto para não confundir com os utilizados no texto da Unidade 2. Pro- curaremos manter a referência de conteúdo usada no texto da unidade, mas em alguns momentos será preciso agrupá-la. Como o texto é explicativo e tem características de tutorial ou passo-a-passo, alguns trechos serão saltados, para agilizar a reflexão. Com esta unidade iniciamos a navegação na Internet. É um momento para construir uma série de hábitos de estudo e trabalho que repercutirão sobre as atividades proposta no curso como um todo e na vida pessoal e profissional dos cursistas. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 48 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 49 Apresentação Nesta unidade vamos navegar pela rede mundial de computadores. A Internet é uma rede de comunicação de milhões de computadores conectados, que oferece inúmeros serviços. São bilhões de páginas publicadas sobre os mais variados temas, organizadas em websites. É possível realizar pesquisas na Internet utilizando programas de navegação para lo- calizar informações e ferramentas de busca, que possibilitam refi nar os resultados en- contrados sobre um determinado assunto. Se, por um lado, a quantidade de informações disponível na Internet representa um enorme avanço na democratização de acesso, por outro, ela cria a necessidade de separar o que é de interesse, de qualidade e de confi - ança. Além disso, nesse mar de possibilidades também há muitas armadilhas. Daí os cuida- dos com a segurança serem primordiais, para não sermos surpreendidos com invasão de nossas máquinas por pessoas indesejadas e/ou contaminadas por programas denomina- dos vírus de computador, que podem provocar toda sorte de problemas ao usuário comum e às instituições. E ainda há o desafi o de aproveitar essas informações na vida cotidiana e na escola por professores, alunos e gestores, em várias modalidades de uso da Internet na apren- dizagem, como teleacesso, publicação virtual, telepresença, teleconsulta, teleparticipação, telecolaboração, etc. NAVEGAÇÃO, PESQUISA NA INTERNET E SEGURANÇA NA REDE 2. [ G L O S S Á R I O ] Website: conjunto de páginas ou ambiente na Internet que é ocupado com informações (textos, fotos, animações gráfi cas, sons e até vídeos) de uma empresa, governo, pessoa, etc. É o mesmo que site. Internet: rede em escala mundial de milhões de computadores conectados, também conhecida como web. Iceweasel: software livre de navegação, que roda em ambiente Linux e Linux Educacional. DICA: Estimule a formação de hábitos ao navegar na Internet. Estimule a socialização das descobertas. Abra espaço para atividade de socialização de notícias em cada encontro presencial. G ui a do f or m ad or 57 As atitudes dos cursistas em relação à navegação na Internet precisam ser trabalhadas para que possam sentir mais gratificação pelo êxito obtido nas atividades e menos inibi- ção diante de eventual falta de familiaridade na leitura de tela, de exploração dos menus contextuais dos sites visitados. Os primeiros termos técnicos relacionados à navegação e à Internet começam a ser utilizados. Organize atividades para familiarizar os cursistas com essa nomenclatura, orientando-os a sempre utilizar o glossário para as palavras negritadas em azul no corpo do texto. Nesta etapa, algumas palavras fundamentais foram apresentadas em glossário aberto na margem do texto para facilitar a compreensão imediata com a leitura. Entretanto, há muitas outras que podem ser consultadas para aprofundamento. Incentivar, desde o início, a consulta a glossários impressos, off-line e on-line é colabo- rar para a formação de hábitos adequados de estudo; por isso sugerimos que você tam- bém o utilize rotineiramente nos encontros presenciais. Sempre que realizar atividades de navegação na Internet, não deixe de visitar e pedir que os cursistas explorem alguns deles. Nos sites de construção cooperativa, poderão preparar verbetes e incluí-los no acervo,central desse Programa é a inserção de tecnologias da informação e co- municação (TICs) nas escolas públicas brasileiras, visando principalmente a: a) promover a inclusão digital dos professores e gestores escolares das escolas de educação básica e comunidade escolar em geral; b) dinamizar e qualificar os processos de ensino e de aprendizagem com vistas à melhoria da qualidade da educação básica. Esse Programa cumprirá suas finalidades e objetivos em regime de cooperação e colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. APRESENTAÇÃO In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 8 G ui a do f or m ad or 9 Caro(a) formador(a), Seja bem-vindo(a) ao Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Edu- cacional – Proinfo Integrado. Esse programa, promovido pela Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), em parceria com o Conselho dos Secretários Estaduais de Educação (Consed) e com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), é constituído por um conjunto de processos formativos que tem como objetivos promover a inclusão digital dos profes- sores e gestores das escolas públicas e dinamizar os processos de ensino e de aprendiza- gem com vistas à melhoria da qualidade da educação básica. São duas as principais ações desse programa: o curso Introdução à Educação Digital (40h) e o curso Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TICs (140h). O curso Introdução à Educação Digital tem como objetivo contribuir para a inclusão digital de profissionais da educação básica dos sistemas públicos de ensino (professores e gestores escolares). Tem também a intenção de promover a reflexão sobre o impacto das transformações provocadas pela evolução das mídias e da tecnologia na sociedade e, a partir do uso de recursos tecnológicos do computador, dinamizar as práticas pessoais e pedagógicas. Desejamos sucesso na sua prática pedagógica e no atendimento aos cursistas. A coordenação do curso MENSAGEM AOS FORMADORES In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 10 Introdução Os temas, princípios e valores que aqui abordamos permeiam as orientações aos cursis- tas. Esperamos que compreendê-los contribua para que você possa atuar em consonância com o referencial teórico e metodológico que norteou a elaboração dos materiais do curso Introdução à Educação Digital. O primeiro ponto é o reconhecimento das características da sociedade atual, que afe- tam os ambientes de educação e trabalho. Vivemos em um cenário sociocultural que afeta e modifica nossos hábitos, nossos modos de trabalhar e de aprender, além de introduzir novas necessidades e desafios relacionados à utilização das tecnologias de informação e comunicação - TICs. Os computadores começam a se fazer presentes em todos os lugares e, junto às novas possibilidades de comunicação, interação e informação advindas com a Internet, provocam transformações cada vez mais visíveis em nossas vidas. Por isso, é importante saber que a equipe elaboradora dos materiais do curso Introdução à Educação Digital buscou familiarizar, motivar e preparar os professores e gestores escolares da rede pública de educação básica a utilizar computadores e seus aplicativos, bem como os recursos tecnológicos disponíveis na Internet. Como formador, tenha clareza de que não se trata de um curso que se propõe a re- duzir o uso do computador a processos meramente operativos, embora reconheçamos que dominá-los é etapa necessária para a construção de esquemas mentais que facilitem seu uso. No curso, estimulamos professores e/ou gestores escolares a desenvolver atividades significativas com os instrumentos tecnológicos do pacote Linux Educacional. Diversos temas foram abordados apoiando-se em reflexão sobre o contexto tecnológico da socie- dade do conhecimento, suas potencialidades e a necessidade de cada um empreender um esforço sistemático de clarificar o porquê e para que utilizar essas atividades na vida cotidiana e na escola com base em diálogo, criatividade e competência comunicativa. Parte I. O curso Introdução à Educação Digital1: orientações aos formadores 1 Este guia do formador foi adaptado de texto de colaboração de Leda Fiorentini (2008) e do guia do curso TV na Escola e os Desafios de Hoje, 3ª edição, Brasília: SEED & UniRede, 2003. G ui a do f or m ad or 11 1. Objetivos deste guia n Refletir sobre inclusão digital e social e a contribuição do curso Introdução à Educa- ção Digital nessa direção, como parte de política pública de formação continuada de pro- fessores e gestores escolares. n Estimular a superação de representações ingênuas e equivocadas com relação à tecnologia e seu papel no contexto da dinâmica social, com seus modismos tecnológicos, recursos e materiais didáticos vistosos que seduzem, mas nem sempre têm a adequada qualidade pedagógica. n Oferecer subsídios para a compreensão da proposta pedagógica do curso, como referência para o planejamento, oferta, orientação acadêmica e apoio sistemático aos cur- sistas, em prol da aprendizagem. n Refletir sobre propostas para dinamizar a prática pedagógica dos formadores e a vivência dos cursistas, com o uso de softwares livres utilizados no curso. n Refletir sobre aspectos e características da aprendizagem a serem levados em conta nas atividades e no atendimento aos cursistas. n Estimular a organização e sistematização de conteúdos em vários tipos de textos, com vistas à realização de atividades, experiências comunicativas e cooperativas de aprendiza- gem, dinâmicas, com e sem conexão à rede mundial de computadores, com cursistas e demais formadores. n Estimular a busca de soluções aos desafios provocados pelos diferentes perfis dos cursistas, múltiplas possibilidades de trajetos de estudo e pesquisa, leitura, navegação, elaboração, socialização, produção, publicação de idéias, reflexões. n Estimular a pesquisa na Internet e a construção de blog do formador e outras formas de publicação na rede. 2. Proposta pedagógica do curso Sua proposta pedagógica está embasada nos seguintes fundamentos pedagógicos: Formação contextualizada significativa que busca envolver o cursista na análise e • solução de problemas/questões que fazem parte de sua vivência. Promoção da autonomia do sujeito.• Interação na aprendizagem e construção do conhecimento.• Que transformações provocam os meios de comunicação integrados aos computadores? Quais os novos modos de aprender? Qual o papel do educador ante as tecnologias? Como usar o computador nas atividades escolares? E na vida cotidiana? Por que comunicar-se via Internet, criar blogs e publicar conteúdos? Como aprender a fazê-lo? O que muda? In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 12 Tecnologias como meio e não como fim.• Relação ação/reflexão/ação constante.• Ênfase na aplicação prática no trabalho docente.• Como projeto político-pedagógico, o curso procura garantir aos professores e gestores escolares oportunidades de exercício consciente e ativo de seu papel de protagonistas e interlocutores. Espera-se que se tornem aprendizes-autores e que socializem suas produções de várias maneiras e recebam contribuição dos demais, conectados ou não à Internet, contando com a orientação e apoio dos formadores, seus parceiros no curso e na prática profissional. Entre os cursistas encontram-se professores e gestores de várias áreas curriculares, provenientes de lugares diferentes com sexo, idade, tipos e tempos de experiências profissionais variados. Tal variedade de perfis dos cursistas deve servir de referência ao planejamento, oferta, resultados e avaliação do curso. Como formador, sua experiência com a informática, a autoria e a docência também é variada e determinante do sucesso deste trabalho. ( D E S T A Q U E ) Consideramos tarefa essencial de todos valorizar a diversidade e a diferença que cada um dos cursistas e formadores traz em sua bagagem pessoal e profissionalquando já tiverem aprendido a fazer o upload em unidades mais à frente no curso. Uma atividade opcional interessante pode ser complementá-lo com texto e imagem, assim que os cursistas estiverem com mais prática no uso do programa de navegação, para localizar informações nos sites e nos dicionários on-line de tecnologia. Sugestão: estimular a organização de um arquivo de texto contendo referências obti- das na Internet. Considere que é preciso ensinar, desde o início, a armazenar informações úteis a respeito dos sites visitados: nome, endereço eletrônico, seções de interesse. Procedimento similar deve existir quanto a artigos, reportagens, imagens que venham a ser de interesse do cursista: título, autor, link de acesso, licença de uso, data de acesso e link para baixar os arquivos. Sempre será possível agregar informações do tipo “saiba mais” sobre os sites visitados, criando verbetes. Esse tipo de anotação pode ser feito em todas as atividades que exijam pesquisa na Internet, seja para localizar, seja para baixar o arquivo. Se os cursistas pretendem usar essa informação, o cuidado com direitos autorais precisa ser incentivado. Um arquivo de referências criado no editor de texto e alimentado durante o curso é nossa proposta. Além do que, isso também contribui para superar a noção ingênua de que navegar na Internet é apenas digitar endereços eletrônicos e clicar. Há todo um universo de atividades socioculturais individuais e coletivas que a rede mundial de computadores proporciona e que pretendemos abordar neste curso como base para a inclusão digital e social. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 58 a) Recuperando os objetivos de aprendizagem da unidade • Navegar pela Internet com o software livre de navegação, Iceweasel, prevenindo-se de riscos. • Refletir sobre a importância da navegação na Internet na sua vida e na educação. • Identificar procedimentos de segurança na web. • Utilizar recursos básicos e simples para realizar pesquisa na Internet. • Armazenar os sites visitados no recurso FAVORITOS do navegador. • Exportar textos como arquivo PDF no editor de texto. • Salvar o documento com outro nome no editor de texto. Veja-os no contexto do material impresso, na página anterior e nesta: b) Análise do texto “A Metáfora do Lápis” In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 50 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 51 Objetivos de aprendizagem desta Unidade de Estudo e Prática: n Navegar pela Internet com o software livre de navegação, Iceweasel, prevenindo-se de riscos. n Refl etir sobre a importância da navegação na Internet na sua vida e na educação. n Identifi car procedimentos de segurança na web. n Utilizar recursos básicos e simples para realizar pesquisa na Internet. n Armazenar os sites visitados no recurso FAVORITOS do navegador. n Exportar textos como arquivo PDF no editor de texto. n Salvar o documento com outro nome no editor de texto. Introdução Estamos cada vez mais rodeados de artefatos, objetos, bens e símbolos que remetem à tecnologia. Os meios de comunicação constantemente divulgam produtos e serviços tecno- lógicos para facilitar o cotidiano das pessoas, tornando a vida mais confortável, mais rápida, mais efi ciente, mais ágil. Vivemos na era da tecnologia da informação, também conhecida como sociedade do conhecimento. A história da tecnologia tem início quando os seres humanos começaram a criar e usar ferramentas de caça e de proteção. Inclui, em sua cronologia, o uso dos recursos naturais, porque, para serem criadas, todas as ferramentas necessitaram, antes de qualquer coisa, do uso de um recurso natural adequado. Deste ponto de vista, a tecnologia está presente tanto numa enxada quanto num computador. [ D E S T A Q U E ] O laboratório de computador: uma má idéia, atualmente santifi cada - Gavriel Salomon Há 20.000 anos, quando nossos ancestrais habitavam as cavernas, as crianças - que não tinham idade para caçar - eram diariamente mandadas a uma sala da caverna, para diminuir a destruição e o incômodo que causavam. O mais distinguido ancião da tribo que tivesse passado da idade de caçar era en- Autor: Evangelos Vlasopoulos http://www.sxc.hu/photo/908612 carregado delas, e o melhor que podia fazer era ensinar-lhes a tradição, a mitologia, e a boa conduta na vida diária da tribo. Decorando, as crianças eram logo capazes de recontar, pa- lavra por palavra, a história do Grande Orelha, o grande caçador de mamutes, de contar nos dedos dos pés e das mãos o número de folhas de fi go necessárias para temperar uma sopa de leão para doze pessoas e de recitar os 17 versos do grande poema “Fogo que Podia”. Aprender não era fácil. Afi nal, só havia uma quantidade determinada de coisas que pode- riam ser memorizadas mecanicamente e só cálculos simples poderiam ser feitos nos dedos das mãos e dos pés. Ainda assim, esse aprendizado era realizado com prazer por todos. Um dia, a palavra chegou com os pássaros migratórios de uma nova tecnologia, uma “tecnologia em muitos séculos de invenções”: O Lápis. Foi um burburinho é, sem hesitação, dois anciões foram mandados à Grande Caverna para aprender tudo sobre aquela maravilha. Quando voltaram, uma sala especial da caverna foi imediatamente aparelhada para fazerem estudos sobre o lápis. Foi acarpetada com as maiores folhas de mamoeiro e mobiliada com almofadas especiais, feitas de pêlo de camelo (daí a origem da palavra software). Nenhuma criança podia entrar na sala sem lavar as mãos! Fascinado com a nova tecnologia, o ancião mais voltado para o futuro foi nomeado para começar o planejamento e o ensino dos Estudos sobre a Capacidade do Lápis na sala re- cém-aparelhada. Aliás, bastante cedo, surgiu um completo e o mais interessante currículo de Lapislogia. E como era interessante! O currículo trazia tópicos maravilhosos! Como apontar um lápis e como usar a outra ponta para apagar; como equilibrar um lápis na orelha e como segurá-lo entre os dedos. A criança estudiosa, que tivesse sido bem sucedida nessas eta- pas mais difíceis, poderia começar a usar o LapisLogo (para desenhar fl ores), o LapisScribe (para rabiscar letras) e o LapisSupposer (para traçar a área de folhas de desenho incomum). As crianças mais bem sucedidas, a nata da nata, poderiam ainda entrar no LapisBase - para enumerar as invenções de armas da tribo, o campo de caça e a família das árvores. Um desenvolvimento interessante deu-se bem diante dos olhos dos anciães. As crianças começaram a escrever. Havia, é claro, alguma preocupação com relação à possibilidade de esse novo empreen- dimento interferir (ó Deus!) no que tinha sido desenvolvido no ensino de rotina da caverna regular. Lá, os professores (naquele momento já havia dois) estavam verdadeiramente preo- cupados como fato de que a introdução do lápis na sala privilegiada pudesse forçar algumas mudanças no aprendizado mecânico, tão bem estabelecido. Na verdade, havia uma mulher da tribo, conhecida pelo seu modo provocativo de encarar a vida (ela uma vez sugeriu que as G ui a do f or m ad or 59 1. Após a leitura e busca de palavras no glossário e/ou dicionário, a atividade mais importante é responder aos questionamentos inseridos na margem direita do texto da introdução da Unidade 2 e na chamada "Que tipo de informação podemos encontrar na Internet?", páginas 53. [ Q U E S T I O n A M E n T O S ] p á g i n a 5 3 Que lhe parece poder ver, ouvir, ler, gravar, voltar atrás, avançar, enviar, receber, editar, revisitar, modificar os textos na Internet? Tal condição altera a relação entre quem escreve e quem lê, já que são inúmeros os caminhos, tudo pode ser feito e refeito e cada um pode tornar-se autor ou co-autor de textos de outros enquanto navega. [ Q U E S T I O n A M E n T O S ] p á g i n a 5 2 Que recursos você gostaria de buscar na Internet para melhorar suas práticas profissio- nais? Sobre que assuntos? a) Promova uma discussão das respostas doscursistas e sistematize as principais idéias trocadas. Retome as conclusões da atividade de abertura do curso e da Unidade 1 sobre essa temática. b) Não deixe de comentar que a discussão é um processo de comunicação oral co- nhecido e praticado pelos cursistas. Explore como poderia ser na Internet – o que mu- daria. É um estímulo à percepção de se trata de uma transformação de práticas culturais conhecidas, que se reorganizam ao serem colocadas no ambiente virtual e por escrito, condicionadas pelos suportes tecnológicos de comunicação que estiverem sendo usa- dos. c) Se dispõe de conexão à Internet no laboratório, use o link do box [Para Saber Mais] que remete ao site da Wikipedia e nele explore os verbetes tecnologia e futuro da Inter- net. d) Questões de história da informática. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 60 • Que lhe parece aproveitar esta unidade para que os cursistas conheçam um pouco mais sobre a tecnologia do período que anteceu o advento das redes de computadores como as conhecemos hoje? • O que tínhamos era o acesso exclusivo a programas desenvolvidos para uma pla- taforma específica de hardware e software e programas orientados a um monousuário. Isso impedia que os programas desenvolvidos para uma plataforma rodassem em outra [PC, MacIntosh e Unix] e os usuários ficavam prejudicados porque não podiam ter acesso a bons programas desenvolvidos para plataformas diferentes das que usavam. [Fonte: Campos et al. 2003. Cooperação e aprendizagem on-line. Ed. DP&A, p. 14] • Outro ponto importante é o uso de programas que só permitiam o acesso a um usuário de cada vez sem permitir o compartilhamento de informações em tempo real. • Explore conseqüências sociais do progresso tecnológico nas tecnologias da in- formática, que possibilitou apresentação, armazenamento e manipulação de informações em redes. [Fonte: Campos et al. 2003. Cooperação e aprendizagem on-line. Ed. DP&A, p.14-15]. e) Não se esqueça de mencionar o fato de que, para acessar serviços da Internet, precisamos estar conectados a um provedor de acesso e que é com esse endereço ele- trônico que temos acesso aos serviços da rede mundial de computadores. f) Informe-se sobre a situação da conexão à Internet no laboratório de tecnologia educacional e comente com os cursistas. É interessante que eles conversem com a dire- ção da escola sobre isso, para conhecer o caminho para se obter uma conexão na escola deles. Que tal um passo-a-passo desse tipo de iniciativa, segundo as possibilidades? g) Outra atividade de pesquisa na Internet recomendada no texto da Unidade 2 é a leitura de jornais on-line. Se dispõe de conexão à Internet no laboratório, estimule-os a visitar os sites dos jornais indicados e outros que desejarem, inclusive revistas on-line de variedades ou científicas. Comente notícias veiculadas no dia ou na véspera, inclusive nos jornais da televisão. C. "Vamos navegar?" Chamada no texto da Unidade 2 (página 54) 1) Explore a tela do programa de navegação Iceweasel e o portal de conteúdo educa- cional do MEC, o WebEduc. As atividades propostas valorizam a exploração de detalhes G ui a do f or m ad or 61 nas janelas que se abrem, a percepção de comandos de navegação e exploração de tex- tos acessados por meio dos links que remetem a eles. 2) Como se trata da primeira atividade desse tipo, é preciso tanto explorar a navegação quanto o conteúdo a que os links remetem. Reserve tempo suficiente para que realizem a atividade, ler artigos e refletir sobre a experiência. Levante dificuldades no uso do navega- dor e no entendimento dos menus existentes nos sites. D. "Você sabe o que é um vírus de computador?" Chamada no texto da Unidade 2 (página 59) 1) Todo cuidado é pouco quando se trata de segurança no uso de computadores, conectados ou não à Internet. Os comentários e atividades, imagens usadas no texto da Unidade 2 focalizam os riscos e como evitá-los. 2) Aproveite para criar rotinas de varredura de vírus no computador com os cursistas, para que possam habituar-se a usá-las no laboratório. 3) Conectados à Internet, os cursistas podem pesquisar sobre antivirus na Internet, so- bre a história do Cavalo de Tróia. Caso contrário, discuta os textos já incluídos na Unidade 2. 4) Outra atividade sugerida é o download de programa antivirus. Caso ainda não haja antivirus instalado nos computadores do laboratório, poderia ser uma oportunidade para baixar o arquivo nos sites indicados e detalhar os procedimentos para a instalação. Cabe a você verificar a oportunidade de fazê-lo, segundo as condições do local. E. "Como achar qualquer informação nessa montanha de dados?" Chamada no texto da Unidade 2 (página 64) 1) Neste tópico abordam-se ferramentas de busca na Internet, suas funções e possibili- dades dos provedores desse serviço. Apesar de explicada a escolha pelo serviço de bus- ca Google, não esqueça de mostrar e utilizar outros programas de busca, se tiver conexão à Internet no laboratório. Explore os endereços fornecidos e a variação no tipo de resulta- dos de busca que cada um oferece e as vantagens de contar com essa diversificação. 2) A atividade de pesquisa que se segue foi estruturada a partir da escolha de tema de interesse dos cursistas. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 62 PES SAQUI ATIVIDADE DE PESQUISA 1 Nesta atividade vamos iniciar uma busca, utilizando a ferramenta de busca na In- ternet Google. • Escolha um tema relacionado com sua área de atuação. • Escolhido o tema, faça uma pesquisa utilizando o buscador Google. • A partir dos resultados dessa pesquisa, organize uma lista de endereços virtuais que ofereçam recursos educativos para o melhor desenvolvimento do tema em sala de aula. 3) “Começando a pesquisar” é a próxima chamada no texto e contém uma orientação detalhada para ajudar na navegação e entender a janela do programa utilizado. a) Estimule a pesquisa sobre outros assuntos e palavras-chave, como oportunidade de prática. F. Vamos elaborar um mapa conceitual sobre tecnologias e inclusão digital? (pá- gina 6) 1) Estimule os cursistas a elaborarem mapas conceituais seguindo a orientação. É importante aprender a utilizar essa ferramenta cognitiva, de natureza gráfica, para siste- matizar conteúdos pesquisados na Internet. Ajuda a organizar os conceitos e suas rela- ções. 2) O próximo aspecto abordado é de fundamental importância para alertar e conter o deslumbramento que pode ocorrer pela atividade espontânea de pesquisa na Internet, quando se inicia num ponto e se descobre novos links de interesse e se vai indefinida- mente abrindo páginas web e janelas, a ponto de perder de vista o objetivo que motivou a navegação. a) Explore o texto de reflexão que consta do texto da Unidade 2. b) Esse tema é fundamental para os que trabalham com adolescentes e jovens pela dispersão que pode provocar e suas conseqüências para a vida escolar e pessoal . c) Aproveite para discutir com os cursistas e construir encaminhamentos para enfren- tar esse fenômeno na escola. G ui a do f or m ad or 63 ATIVIDADE DE REFLEXÃO Lembre-se de que existem centenas de milhares de sites na internet e é muito fácil você se deixar levar por um link para alguma informação interessante, esquecendo o objetivo original de sua “pesquisa”. Esse fenômeno de “deixar-se levar” no oceano da Internet é conhecimento como navegação informal ou aprendizagem informal, pois nos faz navegar para explorar tópicos, links, imagens nesse oceano de informações, que podem não ter relação com o que buscávamos, quando iniciamos a ferramenta de busca. Descobre-se tanta coisa e aprende-se muito. Mas é preciso tentar não se dispersar muito quando trabalhar na internet. Se lhe interessaram as descobertas in- formais, aproveite para anotar os endereços das páginas visitadas, para poder voltar a elas em outro momento ou armazená-las no recurso Favoritos do navegador. Deixe sempre aberta uma página doeditor de texto usado para anotações, copie e cole nele os endereços eletrônicos, os títulos dos artigos, dos autores, das imagens, dos sites visitados – assim não os perde, não perde tempo na pesquisa atual e não perde tempo para recuperá-los em outra ocasião. Lembre-se de usar um nome de arquivo que lembre o seu conteúdo. Não é ótimo poder revisitar os conteúdos de interesse que são descobertos nas pesquisas na net? Aproveite, mas seja organizado. Estimu- le seus alunos a se organizarem ao pesquisar. 3) Explore catálogos e diretórios na Internet que facilitam a pesquisa sistematizada por área de interesse ou ramo do conhecimento. Siga as orientações contidas no texto da Unidade 2. Utilize as indicações de sites sobre atividades de pesquisa na Internet. 4) Caso não disponha de conexão à Internet, todas essas atividades podem ser si- muladas por meio de cópias impressas que pelo menos forneçam uma idéia aproximada do processo de pesquisa pelos seus resultados, se sempre identificar a seqüência do processo, capturando as janelas utilizadas até chegar a eles. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 64 Organize uma atividade de busca off-line utilizando a ferramenta de busca no editor de textos, fornecendo um arquivo contendo um texto digitado ou baixado da Internet pre- viamente. Armazene-o nos computadores do laboratório e oriente a exploração temática dos cursistas. É uma simulação que não deixa de ser interessante e útil porque fornece busca de campo quando se está editando um texto, reescrevendo. Isso oferece condição cotidiana de prática que facilmente será transferida para a Internet. 5) Explore o box DESTAQUE e QUESTIONAMENTO, pois abordam aspectos interes- santes para os iniciantes: localizar textos em outras línguas, usar um tradutor on-line e como atribuir qualidade a resultados de pesquisa. A atividade busca conscientizar os cur- sistas das possibilidades enriquecedoras e dos riscos de baixa qualidade dos resultados obtidos e como se pode pesquisar com mais segurança. G. Como guardar os endereços que mais me interessaram? (página 70). 1. Trata-se de armazenar endereços eletrônicos na ferramenta Favoritos do navega- dor. [DESTAQUE] É verdade que, na internet, encontramos todo e qualquer tipo informação e comunicação, algumas desnecessárias e não confiáveis. Porém, muitas delas são importantes e de valor escolar e acadêmico inestimável. ATIVIDADE DE PRÁTICA 1 Utilizando o menu Favoritos do navegador, abra uma página selecionada. Copie o endereço do site que lhe interessou e cole no editor de texto. No • editor de texto, selecione o endereço colocado. Observe a figura 2.20. No menu Inserir / Hiperlink uma janela se abrirá e você deverá preencher • como mostrado na figura 2.21. Aproveite e experimente as outras opções. Não esqueça de salvar o seu • trabalho na sua pasta/portifolio. H. Como criar um documento hipertextual? (página 71). 1) A proposta é criar um documento hipertextual utilizando as ferramentas do editor de texto, a partir dos dados, informações e imagens coletadas na pesquisa. G ui a do f or m ad or 65 2) Organizamos uma orientação do tipo passo a passo para que os cursistas constru- am um hipertexto. Veja a atividade proposta: 3) Se considerar pertinente, pode detalhar ainda mais esse processo, criando outras atividades de prática, mostrando documentos que foram construídos por meio desse tipo de orientação. O importante é que os cursistas fiquem estimulados a tentar, principalmen- te porque percebem que é possível fazê-lo. Tal descoberta é gratificante e estimuladora. Incentive-os. 4) Não deixe de publicar no mural do laboratório cópias impressas do material pro- duzido e inserir os documentos hipertextuais como arquivos para socialização no desktop dos computadores. Assim todos podem conhecer o trabalho de todos. 5) Estimule a análise crítica dos documentos produzidos, para que percebam deta- lhes a melhorar e estimule-os a reconstruí-los. ATIVIDADE DE PUBLICAÇÃO Já pensou que publicar textos na Internet pode ser uma via de mão dupla: os de outros países também poderão ler os textos que produzirmos em língua portuguesa? O que pode fazer para que seus alunos tenham essa experiência? Esse desafio já vem sendo colocado desde a Unidade de Estudo e Prática 1. Planeje sua publicação. Preveja objetivos e atividades desse tipo. Escolha o tema, faça a pesquisa, elabore o texto, digite e edite o texto. Use o correio eletrôni- co para a reflexão entre você e seus alunos. Use a lista de discussão para a redação cooperativa final do texto. Depois é só publicar no blog que vai criar neste curso. Anime-se. I. Documentos legíveis e imprimíveis para todos, página 73. 1) Neste tópico os cursistas devem aprender a guardar documentos como arquivos PDF. Explore as vantagens desse tipo de arquivo que podem ser abertos em qualquer máquina sem perder a formatação e a preservação das referências de autoria e tratamento textual idêntico ao original. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 66 2) Na atividade que se segue, trabalha-se por etapas a serem cumpridas em outras unidades, como se indica. Isso é interessante porque os cursistas vivenciam um processo que vai se complexificando e ramificando em outras possibilidades à medida que o Curso se desenvolve. Não se perde um trabalho inicial. Ele é reorganizado, formatado de outro modo, salvo e publicado em outro ambiente, virtual ou não. E essa consciência é muito rica para a percepção do potencial da tecnologia digital para a vida das pessoas e sua atuação profissional. O texto a que se refere a unidade é o que acabou de ser formatado como hipertexto e salvo como PDF pelos cursistas. 3) Na atividade a distância que se segue, o estímulo é à navegação em busca de textos sobre educação inovadora. Explore os outros títulos existentes no site, incentivando os cursistas a lerem esses outros artigos. ATIVIDADE DE PRÁTICA 2 Esta atividade será realizada em 4 etapas. Veja como: Etapa 1- Unidade 2: n Abra o texto. n No menu ARQUIVO, clique em Exportar como PDF (figura 6.9). n Na caixa de gravação de arquivo que aparece (figura 6.10) e só nomear o arquivo e clicar no botão SALVAR. Etapa 2- na Unidade 3: n Quando tiver uma conta de correio eletrônico (Unidade 3), envie, como ane- xo, o arquivo PDF que você criou para seus colegas de turma. Etapa 3- na Unidade 8: n Quando tiver criado o seu blog (Unidade 8), acrescente esse texto lá. Não deixe de acessar os blogs dos colegas para comentar os posts. Etapa 4 n Que tal aproveitar para pesquisar e criar outros textos com links sobre outros temas que você trabalha com seus alunos? Não deixe de compartilhar com seus colegas, postando-os no seu blog. G ui a do f or m ad or 67 ATIVIDADE A DISTÂNCIA 1 Visite o site http://www.eca.usp.br/prof/moran/ n Na opção “educação inovadora”, escolha um texto para você ler. n Depois da leitura, produza um texto hipertextual sobre o que você leu, com- plementando o texto que já havia elaborado e digitado na Unidade de Estudo e Prática 1. n Salve o texto em sua pasta/portfólio e publique em seu blog (ver como na Unidade 8). Atenção: no seu texto deve haver um link com o texto lido como referência bibliográfica. Figura 2.25: Site do Prof. José Manuel Moran - especialistas brasileiro no uso da Internet em sala de aula. Figura 2.25: Site do Prof. José Manuel Moran - especialistas brasileiro no uso da Internet em sala de aula. 4) Nesta atividade a distância o convite é para visitar: a) o site do programa Salto para o Futuro em que se abordam inúmeros temas de interesse dos professores e gestores escolares. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 68 ATIVIDADE A DISTÂNCIA 2 Fig. 2.26. Livro Integração das tecnologias na educação Fig. 2.27. Acesso aos textos do programa Mídias na Educação A atividade sugerida é a de navegação e leitura. Há muitas possibilidades na Internet. Selecionamosduas que aprofundam temas que tratamos neste curso. n Que tal ler sobre a integração de tecnologias na educação? Acesse o site do Salto para o Futuro, digitando http://www.tve- brasil/salto. Procure o livro que aparece na imagem. Posicione o cursor no título do livro ou na ilustração da capa. Uma janela se abrirá e você terá acesso ao sumário. Basta clicar nos títulos e ler os textos. Aproveite as idéias para complementar o texto que elaborou e digitou na Atividade à Distância 1. n Que tal ler sobre material impresso, TV e vídeo, rádio e/ou in- formática nos textos do Mídias na Educação? Clique na imagem para abrir o hipertexto (nível básico ou intermediário) que deseja navegar e ler, como exemplificamos com as setas abaixo. Você pode ler direto na tela. Aces- se os textos pelo link: http://www.webeduc.mec.gov.br/midiaseducacao/ index.php G ui a do f or m ad or 69 b) O portal WebEduc, para leitura de textos do Programa Mídias na Educação. Esti- mule os cursistas a aproveitarem a oportunidade para aprender sobre textos impressos, visuais, sonoros (rádio), audiovisuais (vídeos e televisão). Essa é uma forma gratuita de aprender com especialistas que produziram esses cursos, oriundos de universidades bra- sileiras em parceria com a SEED/MEC. L. Concluindo Finalizando a unidade, apresentamos uma síntese do que foi abordado na Unidade 2. Convide os cursistas a produzir outros hipertextos a partir dos textos lidos. Encerre os trabalhos do encontro presencial com uma dinâmica de confraternização, se possível em torno aos textos produzidos (afixados em mural) e a experiência de se navegar na Internet. Explore a riqueza das informações encontradas, sistematize as principais facilidades e dificuldades encontradas na navegação, na exploração dos sites, no download de arqui- vos de interesse e na leitura na tela do computador. Esse último ponto é muito interessante, já que a maioria dos cursistas são oriundos do sistema presencial com suas relações face a face e seus textos impressos. Organize um debate em busca de soluções para a leitura na tela e estimule a pesquisa de questões mais ergonômicas. Oriente os cursistas sobre a posição do monitor para que não prejudique a visão, a posição do teclado para que não provoque lesões nos tendões e assim por diante. Referências bibliográficas Explore as referências mencionadas e indique outras. Conclua a unidade solicitando leitura do texto da Unidade 3 antes do próximo encontro presencial, para que se possa tirar o máximo proveito do uso do laboratório de tecnologia educacional. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 70 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 78 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 79 Apresentação A comunicação é um componente tão natural e essencial em nossas vidas que muitas vezes nem nos damos conta de como ocorrem seus processos. Desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir, utilizamos os mais variados processos de comunicação. Nós nos comunicamos, por exemplo, por meio da fala, de cartas, de sinais, do telefone e do computador. Nos últimos anos, o computador e a Internet pro- pagaram os serviços de comunicação e interação com suas ferramentas para a troca, ou intercâmbio de informação e a propagação do conhecimento. Além do serviço de correio eletrônico, que permite a troca de mensagens entre pessoas do mundo todo com incrível rapidez (muitas vezes substituindo os meios de comunicação tradicionais, como a carta e o telefone), também estão bastante difundidas as listas de discussões, os grupos de notícias e as salas de bate-papo (chats). Nesta unidade iremos explorar o e-mail – ferramenta de comunicação e interação que depende da Internet – e o utilizaremos para trocarmos informações, arquivos, idéias e para realizarmos algumas atividades deste curso. Objetivos de aprendizagem desta Unidade de Estudo e Prática: n Criar conta de e-mail num provedor gratuito. n Enviar mensagens eletrônicas pelo webmail. n Refl etir sobre as possibilidades de utilização do correio eletrônico nas atividades es- colares. n Elaborar texto cooperativo por meio do correio eletrônico. COMUNICAÇÃO MEDIADA PELO COMPUTADOR: CORREIO ELETRÔNICO 3. 7. Comentários sobre atividades da Unidade 3. Comunicação media- da pelo computador: correio eletrônico A estratégia de trabalho é praticamente a mesma usada para comentar a unidade ante- rior. Nesta análise vamos intercalar comentários com cópias de fragmentos de texto e de atividades para os cursistas contidas na Unidade 2. Manteremos títulos e as atividades em boxes conforme o texto da unidade para facilitar a identificação. Nossos comentários serão numerados. Faremos comentários e destaques em texto aberto para não confundir com os utilizados no texto da unidade 2. Procurare- mos manter a referência de conteúdo usada no texto da unidade, mas em alguns momen- tos será preciso agrupá-la. Como o texto é explicativo e tem características de tutorial ou passo a passo, alguns trechos serão saltados para agilizar a reflexão. Com esta unidade iniciamos a comunicação via correio eletrônico. É um momento para construir uma série de hábitos de redação, envio e recepção de mensagens que repercu- tirão sobre as atividades propostas no curso e na vida pessoal e profissional dos cursis- tas. G ui a do f or m ad or 71 A. Recuperando objetivos de aprendizagem desta unidade de estudo e prática: n Criar conta de e-mail num provedor gratuito. n Enviar mensagens eletrônicas pelo Webmail. n Refletir sobre as possibilidades de utilização do correio eletrônico nas atividades escolares. n Elaborar texto cooperativo por meio do correio eletrônico. B. Questões de comunicação e interação 1) A Unidade 3 inicia com “Explorando conceitos de comunicação e interação e sua im- portância”. O fundamental aqui é compreender o papel das tecnologias na interação pela rapidez e facilidade na comunicação entre pessoas, distantes ou não, que se conhecem ou que compartilham interesses e necessitam trocar informações. 2) A atividade que se segue propõe o foco no estudo da interação e na pesquisa na In- ternet de artigos sobre ela. Se você ainda não dispõe de conexão à Internet no laboratório de tecnologia educacional, pode selecionar alguns artigos sobre comunicação e interação e socializá-los armazenando os arquivos nos computadores para consulta pelos cursistas. Não é porque não se dispõe de conexão que não se pode vivenciar e estudar o tema. ATIVIDADE DE REFLEXÃO Aproveite para iniciar a reflexão sobre o uso das novas tecnologias na escola e o papel do educador diante dessa realidade. Para isso, leve em conta a im- portância da interação, pensando como ela afeta e modifica as relações entre alunos e professores. Se desejar, anote suas idéias iniciais para a discussão no fórum. Como sugestão de pesquisa, procure na Internet informações sobre interação para conhecer as pesquisas sobre o tema, pois essa é uma questão bastante atual, e que pode ser encontrada inclusive nas idéias de autores conhecidos da área da educação. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 72 3) Seria interessante explorar alguma dinâmica de interação dos participantes com al- gum objetivo e depois analisar os modos de comunicação utilizados. a) Sugestão: propor papéis que possam ser revertidos, ou seja, quem estiver como especialista no início da atividade, atua como iniciante depois e vice-versa. Isso ga- rante reversibilidade dos papéis e permite explorar competências diferentes. O mais importante é explorar a condição de aprendiz e a de ensinante que todos exercemos nas mais diversas situações da vida social, até como desafio e possibilidade da so- ciedade do conhecimento. 4) Sugestão: recuperar a experiência prévia dos cursistas com comunicação postal entre pessoas distantes geograficamente. Essa reflexão será retomada para a análise das transformações de gênero textual quando se usa o e-mail. a) Discutiro texto do box “Para saber mais”, que está na página 81 da Unidade 3: b) Essa ponte cognitiva da vivência com gêneros na vida cotidiana e suas transfor- mações em gêneros digitais emergentes é a base substantiva para construir a com- preensão do universo do correio eletrônico, seu significado e seu potencial. O texto da unidade 3 vai focalizar bastante essa experiência que o adulto traz para o curso. c) A atividade de prática pedagógica que se segue é uma provocação para estimular o uso do e-mail na escola. Embora planejada com alunos, pode ser reorganizada para professores e gestores. Ela propõe um desafio importante que é o de se comu- nicar e conversar por correio eletrônico sobre uma temática de interesse, ou seja, usá-lo para construir solução para determinados assuntos ou situações-problema. ( S A I B A M A I S ) Cada gênero textual de comunicação tem um formato consolidado, que se aprende no trabalho, na escola e na vida cotidiana. O correio eletrônico deve ser considerado como um gênero textual que evoluiu de outros gêneros conhecidos, como a carta, o bilhete, o memorando, a conversa face a face, a conversa pelo telefone, assincrônicos ou em tempo real. De cada um, herda aspectos de formalidade ou informalidade, fórmulas de abertura e fechamento. Dos orais, herda os turnos conversacionais entre pessoas que não estão fisi- camente juntas. De todos, a possibilidade de estabelecer comunicação, tratar conteúdos, explicitar sentimentos, valores, atitudes. (Marcuschi & Xavier, 2004, p. 85) G ui a do f or m ad or 73 ATIVIDADE DE PRÁTICA PEDAGÓGICA 1 Se tiver conexão à Internet, organize atividades usando e-mail e estimule a troca de mensagens sobre temas de interesse de seus alunos. Formule pergun- tas sobre o que apreciaram mais, dificuldades, facilidades, sugestões e inclua questões que permitam saber o que pensam quando a resposta vem rápido, ou demora, ou não vem, como expressaram os sentimentos, como gostariam de ter escrito e assim por diante. Faça uma rodada de conversação pelo cor- reio eletrônico para a elaboração coletiva de um texto sobre essas reações e percepções. Envie a primeira mensagem abordando algum aspecto e solicite contribuições. Depois de algumas intervenções dos alunos, avalie o resultado e solicite propostas para melhorar o processo de comunicação e cooperação na rede. d) Para os que não dispõem de conexão, é interessante utilizar uma dinâmica de si- mulação dessa situação que possa suscitar os modos de pensar e agir necessários, ou seja, enviar e responder mensagens com objetivo específico. Depois ficará mais fácil transferir esse conhecimento quando os cursistas puderem utilizar a Internet. C. Você já tem o seu endereço de correio eletrônico? 1) Explore os questionamentos inseridos na margem do texto da página 84 sobre a situação da pessoa frente ao impacto da comunicação via e-mail. 2) A próxima reflexão tem a ver com a importância atual de se ter um endereço de e- mail, já que no texto afirmamos que ter acesso ao correio eletrônico é questão de inclusão social e o endereço eletrônico (e-mail) é um endereço único no planeta na página 84. 3) A seguir explora-se a composição desse endereço, para que os cursistas possam começar a compreender o que significam as palavras e simbologia nele contidas e a ne- cessidade de se ter um provedor de acesso para poder usar o serviço. Considera possível exprimir sentimentos, expressões ou gestos nos correios ele- trônicos? Como? Como você reagiria se não recebesse resposta ou fe- edback de uma mensagem enviada por correio eletrô- nico? Sabia que há pressão por feedback? Se ele não ocor- re, a pessoa pode desani- mar e desistir da comuni- cação eletrônica? [ Q U E S T I O n A M E n T O S ] In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 74 D. Vamos criar um e-mail num provedor gratuito? 1) A seguir, o texto da unidade orienta a criação de uma conta de e-mail e justifica a es- colha do Gmail para essa atividade. O texto contém um passo-a-passo para acessar o site do Gmail e ensina a preencher um formulário de cadastro necessário para se criar a conta de e-mail. Na realidade, como o processo é relativamente longo, foi preciso desmembrá-lo em várias atividades menores, cuja aprendizagem pode ser transferida para criar conta de e-mail em outros provedores, caso os cursistas assim desejem. As atividades são: a) Atividade de PráticA 1- Acesse o site e inicie o formulário de cadastro. b) Atividade de PráticA 2- Escolha um login. c) Atividade de PráticA 3- Escolha uma senha e a digite no espaço que aparece. d) Atividade de PráticA 4– Salve ou não as configurações na máquina que está uti- lizando. e) Atividade de PráticA 5– Pergunta de segurança e resposta. f) Atividade de PráticA 6– E-mail alternativo para resposta de segurança e/ou recu- peração de senha. g) Atividade de PráticA 7– Verifique as palavras. h) Atividade de PráticA 8– Leia os termos do serviço. E. Como mandar um e-mail? 1) Será preciso inicializar o software navegador de Internet. Para mandar um e-mail é preciso que os cursistas entrem no site do provedor do serviço e efetuem o login. 2) Nesta seqüência de orientações e atividades, os cursistas aprendem procedimentos para acessar sua caixa postal, gerenciá-la e usá-la, explorando as ferramentas e coman- dos do programa que permite o acesso. a) Novamente é preciso que eles compreendam as funções e aprendam a utilizar os menus e comandos da janela do programa de e-mail (Webmail, no caso) . b) É importante orientar a criação de uma agenda de endereços de e-mail e essa atividade pode ser realizada off-line e depois inserida na ferramenta virtual do pro- grama de e-mail. c) Propõe-se o acesso à conta de e-mail de cada cursista, o que se pode fazer somente on-line no curso. Caso não haja conexão à Internet, pode-se preparar o texto G ui a do f or m ad or 75 das mensagens, repassar os passos a seguir para preencher e enviar mensagens de e-mail. d) A seguir, há uma proposta de atividade a distância para usar o e-mail e comunicar- se com outras pessoas. F - Como aproveitar o e-mail nas atividades pessoais e escolares? 1) Seria interessante uma técnica de conversação do tipo cochicho, pois assim todos têm oportunidade de opinar em curto tempo. 2) Um aspecto importante de reflexão são as possíveis mudanças de relacionamento entre os atores escolares em geral, levando sempre em conta as possibilidades que a in- teração traz para a sala de aula e a gestão da escola. G- Concluindo Apresentamos um resumo do que foi abordado na Unidade 3. A seguir, propomos uma atividade de navegação para pesquisar sobre ferramentas de comunicação e interação existentes na Internet. Conclua este encontro com uma confraternização e troca de impressões sobre a cria- ção de conta de correio eletrônico e seu significado. Sugestão: afixe uma lista de e-mail dos cursistas no mural do laboratório e o salve como arquivo nos computadores para que os cursistas possam recuperar essas informa- ções sempre que precisarem. Ressalte a importância dessa conquista e convide-os a bus- car formas de utilizar a caixa postal de e-mail se não dispuserem de conexão à Internet. Não se esqueça de mencionar as referências e de orientar a leitura da Unidade 4 para o próximo encontro presencial. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 76 8. Comentários sobre atividades da unidade 4. Debate na rede: bate- papo, lista e fórum de discussão e netiqueta Com esta unidade damos continuidade à apresentação, demonstração e discussão sobre os recursos tecnológicos de comunicação e interação na Internet. Anteriormente conhecemos o e-mail e agora serão apresentadas outras ferramentas de comunicação e interação: fórum, chat e lista de discussão. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 98 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 99 Apresentação Nesta unidade daremos continuidade à discussão sobre os recursos tecnológicos para a comunicaçãoe interação. Anteriormente conhecemos o e-mail e agora vamos apresentar outras ferramentas: fórum, chat e lista de discussão. Entre as três há uma diferença funda- mental: o tempo de resposta. O fórum é um espaço de discussão no qual cada participante, em um certo momento, escreve a sua opinião, em forma de mensagem. Após serem enviadas, as mensagens fi cam armazenadas e organizadas na ordem em que são recebidas no provedor de serviço. No chat, as mensagens são apresentadas aos participantes em tempo real, como se fosse uma conversa tradicional, mas escrita na tela do computador. Na lista de discussão, um grupo de pessoas é cadastrado em um provedor para receber as mensagens enviadas para essa lista. Para utilizar essas ferramentas é preciso aprender a se comunicar de modo adequado e com bom senso, respeitando a chamada netiqueta. Conheceremos essas ferramentas e vamos refl etir sobre sua validade no contexto da sala de aula. Desde agora, questione e busque formas pedagógicas de utilizar esses recursos com os alunos. DEBATE NA REDE: BATE-PAPO, LISTA, FÓRUM DE DISCUSSÃO E NETIQUETA 4. Fórum? Chat? Lista de discussão? O que é isso? Você já participou de algum? A. Recuperando objetivos de aprendizagem desta Unidade de Estudo e Prática 4: n Utilizar ferramentas de comunicação. n Listar e distinguir as ferramentas de comunicação via Internet: bate-papo (chat), fórum, lista de discussão. n Refletir sobre as transformações que essas ferramentas de comunicação provocam na sala de aula e na interação professor/aluno. n Elaborar texto contendo as reflexões sobre as várias ferramentas de comunicação. n Elaborar proposta de utilização pedagógica das ferramentas aprendidas. nConhecer procedimentos de segurança e etiqueta para comunicação na Internet. G ui a do f or m ad or 77 B. Participar de uma rede de comunicação (com ou sem o computador) 1. Como formador, cabe-lhe estimular reflexão que possibilite ampliar a compreensão sobre o sentido e o significado das ferramentas de comunicação abordadas na Unidade 4. 2. Consta do texto dos cursistas a informação de que interagir pelo computador é mais que uma simples troca de mensagens do tipo pergunta e resposta. Muitas questões são propostas comparando a prática atual sem o computador e a que se propõe no curso, de usar o computador e a rede para comunicação, interação e atuação. Veja a reflexão que consta do texto sobre fórum de discussão na Unidade 4, na página 101. Sugestão de dinâmica: trabalhar em rede presencial n Esta dinâmica se propõe a preparar os cursistas para participar de uma rede pela Internet; n Simula instâncias de comunicação, interação, interatividade, compartilhamento, ne- gociação, cooperação e produção parcial e final pela comunidade participante da rede a) Fato básico: a rede funciona por meio de turnos conversacionais entre os participan- tes com base em série de intervenções orais entre eles e uma estrutura de comunicação oral apoiada em mural, cavalete com folhas de papel (do inglês, flip chart) e afixação de texto escrito em cartolina ou papel pardo nas paredes da sala, no local permitido para isso. ATIVIDADE DE REFLEXÃO Quantas vezes nos reunimos presencialmente para trocar idéias a respeito de um tema que nos inquieta! Você já está acostumado a participar desse tipo de discussão, seja na vida cotidiana, seja na vida escolar. Pode-se fazer o mesmo através da rede de computadores? Será que muda alguma coisa nesse processo quando se debate e conversa com outras pessoas pelo computador? DICA: Essa técnica é também conhecida como painel integrado. O importante é a rapidez na construção das idéias de muitos participantes, a quem se garantiu voz, oportunidade de cooperar na construção do resultado e publicação. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 78 n Rodada 1: a idéia é registrar, em frases curtas e letras visíveis, o resultado de uma conversa sobre um tema entre duas ou três pessoas; n Rodada 2: troca-se apenas um ou dois dos parceiros da primeira rodada de conver- sa, e inicia-se nova rodada de conversação a partir do texto deixado escrito na rodada anterior; n Rodada 3: registra-se o resultado da nova conversa e há nova troca de um ou dois dos parceiros e novo registro da conversação; n Rodada 4: idem. Realize pelo menos quatro rodadas de conversação. b) Conclusões - ao final da dinâmica, recupere: n Os quatro movimentos realizados. n Comente os resultados escritos. n Evidencie que alguns registros foram sendo aproveitados e outros descartados até o documento da quarta rodada. n Explore as diferenças nos textos da quarta rodada como resultado de negociações parciais, que permitiu acréscimos ou eliminações nos textos produzidos pelas várias duplas ou trios. n Texto final resultante: redação de um único texto como resultado do comparti- lhamento de idéias e negociações entre todos. O texto final cooperativo vai para o mural do laboratório e também será socializado via e-mail, se dispuser de conexão para isso. 4. Claro que, no início, pode acontecer de as pessoas utilizarem o correio eletrônico para questões mais pontuais de rápido encaminhamento; a) À medida em que o uso do e-mail se consolida, muitas atividades cognitivas, afeti- vas, metacognitivas e sociais realizam-se utilizando as ferramentas de comunicação que não podem mais ser reduzidas a simples informação. Na realidade, constroem- se conhecimentos, instaura-se ambiente propício à discussão mais aprofundada. Ocorre o querer aprender com outros, compartilhar, negociar significados de idéias e ações propostas ou em realização. Pode-se assim cooperar efetivamente. b) Sugestão: se dispõe de conexão à Internet, use a lista de e-mail dos cursistas para criar uma lista de discussão. Se possível, convide outros formadores de sua região para participar dela na condição de especialistas que podem esclarecer as- pectos do manejo das ferramentas do fórum, lista de discussão e bate-papo. G ui a do f or m ad or 79 ATIVIDADE DE PESQUISA 1 Procure na Internet informações sobre os fóruns de discussão. Você poderá encontrar o significado e informações sobre como eles funcionam, além de encontrar alguns fóruns sobre assuntos bastante interessantes. Caso não tenha acesso à Internet localize pessoas que participam de fóruns de discussão e procure levantar e registrar questões sobre a experiência delas. Grave o seu texto como arquivo e guarde na sua pasta de usuário. ATIVIDADE DE PRÁTICA 1 Entre no site indicado pelo formador, onde estará disponível o fórum de discus- são. O tema dessa discussão é o papel do educador e as mudanças ocorridas com a inserção da tecnologia na sala de aula. Esse tema já foi apresentado na Unidade 3, em que você recebeu um texto para ler e refletir. Retomaremos a partir do texto e das suas descobertas até este momento. PES SAQUI 5. Para aprofundar conhecimentos no texto da Unidade 4, sempre se propõe uma pes- quisa sobre a ferramenta em estudo (fórum, chat, lista de discussão) para que os cursistas pratiquem o uso de ferramentas de busca e a leitura de textos de outros autores sobre o tema em pauta. Veja um exemplo: C- Vamos experimentar uma discussão em um fórum? 1) A atividade que se segue instaura as atividades práticas de comunicar-se por meio de mensagens enviadas e recebidas em um fórum de discussão (está na página 106).: Ela pressupõe preparo prévio e conexão à Internet, divulgação do endereço do ambien- te em que o fórum de discussão estará hospedado e momento de cadastro dos cursistas para participar (use uma plataforma como a e-proinfo ou moodle, o que lhe parecer mais oportuno); In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 80 Veja a pergunta que orientará a discussão de todos: O computador na sala de aula modifica a forma de dar aulas? Nisso, provavel- mente, todos concordam que sim. Mas o que exatamente muda? Vamos pensar nas relações entre as pessoas, entre professores e alunos.O que poderíamos destacar como mudanças provenientes do uso das tecnologias, principalmente do uso do computador e da Internet. O que passa a acontecer de novo, que antes não era possível? Como o educador passa a agir e qual é agora o seu papel nesta época de uso dos recursos de comunicação e interação? Vamos discutir sobre isso, buscando compartilhar idéias e experiências? Registre no fórum a sua opinião sobre este assunto, buscando levar em conta todos os pontos importantes, levantando questões para os colegas ou apresentando suas experiências. Após, você também pode responder ao comentário de outros colegas no fórum. O objetivo é que todos possam trocar idéias sobre essas mudanças na escola, já que elas trazem muita angústia e incerteza em vários momentos. Caso não tenha acesso à Internet, converse com o formador e participe da dinâmica sobre fórum de discussão. Lembre-se que um fórum assemelha-se a uma discussão registrada em livro de atas, computador, etc. Uma mensagem inicial desencadeia uma série de respostas em que os envolvidos argumentam e contra-argumentam sobre um episódio qualquer até a solução final. 2) ao final dessa Atividade de Prática 1, há orientação dirigida aos cursistas sem co- nexão à Internet para contatar o formador e participar de dinâmica. Na realidade esta é uma dinâmica de simulação. Se já realizou a dinâmica sugerida no tópico B-3 acima, é suficiente, pois ela se propõe a realizar essa oportunidade mencionada,em substituição à participação de uma rede virtual. Não se esqueça de mostrar as diferenças entre o texto produzido na dinâmica e o texto que se troca em mensagens via e-mail, ainda que num ambiente virtual de aprendizagem. há vários exemplos no texto da Unidade 4 exemplificando mensagens trocadas no fórum, turnos de conversação e ferramentas de localização, leitura e encadeamento das mensa- gens originais, de réplica, tréplica. G ui a do f or m ad or 81 D. O bate-papo virtual (chat) Exploramos o conceito, as possibilidades de conversação, o uso pedagógico, vanta- gens, desvantagens, limites e dificuldades reais na participação de um bate-papo virtual com muitas pessoas. O questionamento ao lado orienta essa reflexão. 2) A reflexão que se segue trata dessa temática em detalhes. O que acontece quando alguém digita muito deva- gar num chat? Será fácil coordenar a lei- tura da tela e digitar ao mesmo tempo? Será útil gravar a sessão de bate-papo para leitura e discussão posterior? ATIVIDADE DE REFLEXÃO Você já imaginou como deve ser conversar por escrito com várias pessoas ao mesmo tempo, sabendo que o registro e envio das mensagens é feito pela hora da emissão, isto é, pela ordem de envio? Será possível manter a coerência de turnos conversacionais entre os que per- guntam e os que respondem? Ou a conversação fica truncada porque as res- postas não são para as perguntas formuladas, na mesma ordem. Pode ocorrer de uma pessoa perguntar algo e só ter a resposta umas dez mensagens depois e assim por diante. Como manter o interesse em obter as respostas aos comen- tários e a contribuição de todos? Você tem alguma idéia para organizar e controlar esse processo e fazer com que seja produtivo para os participantes, tendo em vista o objetivo da conver- sação? Considera que pode ser usado na educação presencial e a distância? Participe de bate-papo sobre essa problemática que poderá ser útil a todos, procurando fazer encaminhamentos para a prática pedagógica. Caso não tenha acesso à Internet, converse com o formador e participe da di- nâmica sobre chat. 3) Ao final da reflexão, novamente leva-se os cursistas sem conexão à Internet para uma dinâmica presencial. a) Sugestâo de dinâmica: a técnica do cochicho simula bem um bate-papo oral e o burburinho de todas as falas simultâneas. Já é suficiente para mostrar a dificuldade da participação simultânea de todos num chat. Pode envolver muitas pessoas ao [ Q U E S T I O n A M E n T O S ] In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 82 mesmo tempo e ser realizada até num auditório. b) Preparo prévio: copiar e guardar em arquivo exemplos de sessões de chat para exemplificação ao final da dinâmica. c) Como formador(a), você somente observa o grupo debatendo e interfere bem rapidamente para corrigir rumos da discussão, por exemplo. d) A dificuldade de conclusão é minimizada pela estrutura de comunicação e a or- dem de trabalho: ao final, as conclusões têm de chegar ao formador, que desta vez as recebe e sistematiza. e) Concluir com a exploração dos recursos de comunicação que utilizamos na con- versação oral, como tom de voz, gestos, expressões fisionômicas, manifestações de alegria, discordância, etc. f) Retomar os recursos virtuais de demonstração da afetividade, emoticons (ou smileys) , que aparecem no texto da Unidade 4, na página 108. g) Estimule os cursistas a participarem de bate-papos virtuais externos ao curso, mencionados nas redes de televisão ou em programas ao vivo de rádio. 4) O texto da unidade apresenta, a seguir, o passo a passo para acessar e utilizar o chat para comunicação interpessoal. a) A Atividade de PráticA 1- remete à conversação on-line com os conectados simul- taneamente num provedor desse serviço, associado ao serviço de e-mail ou não. E. Lista de discussão Com base nas reflexões contidas no texto da Unidade 4 e nas dinâmicas e vivências já proporcionadas até este momento aos cursistas, cabe pensar no uso pedagógico dessa ferramenta de comunicação e interação. Os questionamentos que aparecem na página 113 tratam disso: 1) A chamada “Vamos utilizar ferramentas de comunicação em sua prática pedagógi- ca?”, no texto da Unidade 4, aborda vários aspectos da comunicação virtual e a necessi- dade de preparo prévio e acompanhamento e controle na execução. a) No texto ressalta-se que há uma proposta pedagógica por trás do uso das fer- ramentas de comunicação via Internet, que articula os participantes em torno de Você já participou de al- guma lista de discussão? Como pensa aproveitá-la para debater resultados de pesquisas sobre temas polêmicos, por exemplo? E para desenvolver sua publicação? Poderia utilizá-la para acompanhar o desenvol- vimento dos planos de trabalho com sua turma, por exemplo? Que vantagens sua turma poderia ter em participar de uma lista de discussão com estudantes de outras escolas, cidades, países? E com outros professores e gestores? [ Q U E S T I O n A M E n T O S ] G ui a do f or m ad or 83 determinadas atividades de interesse comum. Se os cursistas puderem aproveitar a cooperação no desenvolvimento de atividades, farão com que os participantes possam atuar com autonomia e criatividade. b) Propomos uma atividade a distância para praticar esse universo temático das tecnologias na sociedade e na escola: F. Regras de etiqueta para a Internet: netiqueta 1) Há muitos esclarecimentos no texto da Unidade 4 que você pode retomar e reforçar sobre a participação na Internet usando ferramentas de comunicação e interação. a) Sugestão: sempre que utilizar uma ferramenta de comunicação pratique a neti- queta, estabelecendo padrões antes da atividade iniciar e controlando o desempe- nho dos participantes nesse sentido durante a execução. Isso vale também para dinâmicas presenciais. b) A formação de hábitos é fundamental para quem inicia. Claro que será bem pior ter de interferir e corrigir comportamentos o tempo todo. c) É bastante comum conversas entre pessoas que aparecem nos fóruns e listas de discussão: estabelecer regras para essa comunicação na mensagem de abertura organiza a participação de todos. d) Se acontecer, não dê broncas públicas. Use o e-mail para o toque particular a respeito. É o mesmo que se faz nos ambientes presenciais – a conversa particular, ATIVIDADE A DISTÂNCIA (Atividade optativa para os que têm conexão à Internet na escola) Escolha uma temática, identifique situações-problemas e proponha atividades que exijam a utilização de ferramentas decomunicação mediada pelo compu- tador para solucioná-la a contento, de modo cooperativo. O fórum, a lista de discussão, o bate-papo podem ser úteis nesse processo para funções diversas. Explore o potencial de cada uma em função das características já estudadas, de modo que sejam úteis à realização da tarefa proposta no texto e às suas descobertas até este momento. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 84 reservada, ao pé do ouvido, como dizemos. e) Nos ambientes virtuais de aprendizagem pode haver uma ferramenta de comuni- cação entre duas pessoas (no moodle pode ser a mensagem, já disponível a todos inscritos, e o diálogo (este tem que ser criado pelo formador). G. Concluindo No texto da Unidade 4, há uma síntese rápida do que foi abordado sobre as ferramen- tas de comunicação e interação tratadas, questões de segurança e netiqueta. Retome a vivência das dinâmicas presenciais que simularam as virtuais e recupere a afetividade presente nelas bem como os resultados da cooperação entre todos. Publique os textos produzidos nelas no mural. Se tiver conexão à Internet, organize um boletim ou informe e distribua-o via e-mail. Comente as referências bibliográficas e indique outras se desejar. Estimule os que têm acesso à Internet a localizarem os textos virtuais indicados e realizarem a leitura. Não se esqueça de solicitar a leitura para a Unidade 5 e estimulá-los, afinal vão conti- nuar a editar textos usando o programa que já conhecem, o BrOffice.org Writer. O desafio continua, mas evidencie os pequenos êxitos obtidos até agora. Isso é fundamental para manter o ânimo para continuar aprendendo a respeito do mundo digital. G ui a do f or m ad or 85 9. Comentários sobre atividades da unidade 5: Elaboração e edição de textos (parte I e parte II) Com esta unidade vamos editar textos elaborados pelos cursistas nas unidades anterio- res, usando o software editor de textos BrOffice.or Writer, com o qual já estamos trabalhando desde o início do curso. Além disso, prossegue a apropriação de ferramentas disponíveis na Internet e serviços que podem contribuir ao dia-a-dia e à prática pedagógica dos cursistas. No texto da unidade já organizamos essa aprendizagem em duas frentes que recomen- damos sejam mantidas por vocês, formadores: 1. Edição de textos com recursos do software BrOffice.or Writer, como formatar pará- grafos, espaçamento, tipo, tamanho e cor da fonte; introdução de marcadores e numera- ção; utilização de tabelas e gráficos, ilustração de idéias contidas nos textos a partir da inserção de figuras, fotos, desenhos, ícones e símbolos, que podem estar na Internet ou no computador. 2. Uso de softwares on-line de processamento de textos, editor de apresentações, edi- tor de planilha eletrônica, armazenamento desses documentos e arquivos. Como formador, cabe a você organizar as atividades presenciais para essa Unidade 5, que está dividida em duas partes como apresentamos acima. Onde está o desafio? Em aproveitar as ferramentas no modo off-line (desconectado da Internet) e no modo on-line (conectado à In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 118 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 119 Apresentação Desde o início do curso, você esteve elaborando textos nas atividades propostas ao longo das unidades. Também explorou algumas das funcionalidades que a Internet oferece a seus usuários, diretamente na rede (on-line) ou por meio do CD-ROM. Agora, vamos ver como se faz a edição desses textos, usando o editor de texto Writer do software BrOffi ce, com o qual você já tem alguma familiaridade. Nesta unidade, vamos continuar explorando as ferramentas da Internet, bem como seus serviços, que nos auxiliam no nosso dia-a-dia e na nossa prática pedagógica. Quando se aprende a utilizar o computador, e a Internet, descortina-se um novo horizonte que nos permite aproveitar melhor os potenciais da tecnologia na execução de nossos trabalhos. Essas ferramentas disponibilizam uma série de funcionalidades, como trabalhos on-line, armazenamento em pastas, compartilhamento de documentos, postagem em blogs, elaboração colaborativa de textos com outras pessoas, entre outros. Então, trabalharemos em duas frentes: 1. Na primeira, você editará seus textos utilizando os vários recursos que o software ofe- rece, tais como formatar parágrafos, espaçamento, tipo, tamanho e cor da fonte; introduzir marcadores e numeração; utilizar tabelas e gráfi cos; ilustrar idéias contidas nos textos a partir da inserção de fi guras, fotos, desenhos, ícones, símbolos, que podem estar na Inter- net ou no computador. 2. Na segunda, você usará softwares on-line de processador de texto, editor de apre- sentações, editor de planilha eletrônica, bem como armazenará esses documentos e ar- quivos. Qual a vantagem disso? Poder acessar seus documentos de qualquer computador conectado à Internet, em qualquer lugar e hora, no momento em que desejar. Como pode ver, o impacto das tecnologias de informação e comunicação, utilizando a ELABORAÇÃO E EDIÇÃO DE TEXTOS 5. [ R E f L E X Ã O ] Lembra-se dos suportes CD-ROM, pendrive, disquetes? Pois com eles você pode transportar alguns de seus arquivos, mas se puder tê-los ao seu alcance na Internet, poderá acessá-los sempre, sem limite de memória. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 86 Internet), sem descontinuidade no trabalho. Vai depender da infra-estrutura tecnológica a que se tem acesso no laboratório de tecnologia educacional em que o curso é ministrado. A. Recuperando os objetivos de aprendizagem desta unidade de estudo e prática 5 n Utilizar o editor do BrOffice Writer para editar textos, inserir tabelas e gráficos, criar referências das fontes para imagens e citações retiradas de materiais de outros autores, salvar documentos e exportar documentos como arquivos htm. n Conscientizar sobre o cuidado com os direitos autorais, citando sempre as fontes de onde foram retirados os materiais (trechos de textos, citações, imagens, tabelas, etc.) que utilizamos. n Enviar mensagens eletrônicas com anexos. n Utilizar o Google Documents. n Identificar outros serviços de editoração disponíveis na Internet. B. A edição de textos 1) O texto da unidade está permeado de atividades do tipo passo a passo, com cap- tura de janelas e detalhes do editor de texto utilizado para facilitar e agilizar a prática dos cursistas. a) Se achar pertinente incluir mais etapas e outros detalhes, sinta-se à vontade. Aproveite sua experiência e materiais disponíveis no NTE para isso e crie outros. b) Posteriormente terá oportunidade de socializar sua contribuição para os demais formadores no Portal do Professor ou em listas de discussão, por exemplo. c) Na elaboração do texto da Unidade 5 optou-se por inserir um texto padrão para exemplificar e deixar mais evidente o tratamento de formatação. d) Mas você pode deixar o cursista livre para trabalhar com os textos elaborados por ele desde o início. Consideramos que essa possobilidade é a motivação principal dos cursistas e o que desejamos com este curso. 5) Na Atividade de Prática 1- Abordamos basicamente diversos aspectos: abrir o editor de texto, digitá-lo, dar um formato, aprendendo alguns passos: selecionar palavras, negritar texto, mudar fontes, tamanhos, cores, etc. 6) Na Atividade de Prática 2- Abordamos diversos aspectos para criar uma tabela no texto e alterar sua aparência. G ui a do f or m ad or 87 a) Nas demais atividades propomos que os cursistas copiem a tabela por eles criada e outra tabela de interesse, elaborada por outro autor, para o tema estuda- do, e as insiram nos seus próprios textos que ora editam e formatam. 7) Na Atividade de Prática 3- Propomos temas para praticar a criação de tabelas, que podem ter conteúdos variados do interesse de cada cursista. 8) Reserve momentos para debate coletivo sobre o trabalho de edição que estão aprendendo a realizar relacionando-o às questões propostas notexto da Unidade 5 na página 142. Qual a importância de você saber criar tabelas, inserir gráficos e ilustrações em textos? De que forma esses conhecimentos podem ajudá-lo na exe- cução de suas tarefas profissionais no dia-a-dia? 9) Sempre sistematize com os cursistas o resultado dessas reflexões e socialize o texto que as contém no mural do laboratório, em mensagem de e-mail ou ainda em pasta criada para notícias nos computadores do laboratório. 10) Na Atividade de Prática 4- Propomos que os cursistas façam a escolha e a in- serção de imagens no texto que elaboram e editam, usando o navegador de web Iceweasel e explorando ferramentas de busca para isso. a) Há uma abordagem de orientação pragmática, do tipo passo a passo, para esse trabalho de localização, captura e armazenamento de imagens disponíveis na Internet e no computador utilizado pelos cursistas. b) Orientamos como armazenar as imagens capturadas em arquivos na pasta de usuário. c) Orientamos como salvar o arquivo na pasta de usuário e como abri-lo poste- riormente sempre que precisar. 11) As páginas seguintes da Unidade 5 abordam a questão dos direitos autorais, que está submetida à legislação vigente no país. 12) É fundamental estimular a formação de bons hábitos aos que iniciam o uso da Internet e as inúmeras possiblidades de informações e imagens nela disponibilizadas. C. Como enviar um anexo em mensagens eletrônicas? O texto da Unidade 5 apresenta as orientações passo a passo para fazê-lo. Orienta também como localizar, abrir e salvar arquivos anexados em mensagens recebidas no computador dos cursistas, na pasta de usuário. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 88 D. Agora vamos aprender a utilizar um editor on-line, o Google Documents 1) há uma série de explicações e reflexões sobre a edição de textos on-line – verifique no texto da unidade 5. Como a leitura prévia foi realizada, levante aspectos interessantes, ou dúvidas, assim como a atividade que precede a elaboração de textos on-line. 2) A chamada no texto: “Vamos começar a escrever o texto que será compartilhado?”, ini- cia uma série de orientações do tipo passo a passo para que os cursistas possam fazê-lo. 3) Aproveite o que está escrito no texto da Unidade 5 e destaque que, para criar o pri- meiro documento usando o serviço prestado pelo Google, é preciso efetuar login na conta do e-mail do Gmail e depois escolher o tipo de documento que se deseja criar ou enviar um arquivo pré-elaborado. a) Oriente para o salvamento continuado do texto na Internet para evitar perda no caso de queda de conexão e/ou energia. 4) A atividade que se segue propõe a elaboração cooperativa de um texto e retoma orientações anteriores da própria Unidade 5, e outras de navegação, para que os cursis- tas compreendam como realizar a atividade, quais passos a observar e como localizar na janela do programa os comandos e ferramentas necessárias à execução do texto. a) Leve em consideração que escrever textos em grupo é uma experiência conhecida por todos, vivenciada com freqüência na escola e presente na memória educativa dos cursistas e formadores. b) Aproveite-a novamente e organize uma atividade que simula a escrita, edição e for- matação do texto de modo cooperativo, sobre tema de interesse dos cursistas e rela- cionado à temática do curso. Use o computador off-line, porque os cursistas dispõem deles pelo menos nos encontros presenciais. c) O que for realizado off-line pode ser uma aprendizagem que se transfere facilmente para o ambiente virtual se você a organizar como uma simulação do que se faria na Internet, realizando-a presencialmente, com um editor de texto. d) A simulação também significa publicação: imprima os textos produzidos pelas du- plas e publique-os no mural do laboratório. Faça circular o texto como arquivo ane- xado a mensagem de e-mail. Valorize as escolhas, o resultado e o sucesso do que foi empreendido até aqui. Elogie o esforço de aprender de todos e a cooperação efetiva. e) Quando pudermos utilizar o Portal do Professor, esse material poderá ser disponi- bilizado aperfeiçoando-o conforme as diretrizes lá observadas. Preserve a autoria e as referências tais como curso, NTE, turma, cidade, ano. G ui a do f or m ad or 89 ATIVIDADE DE PRÁTICA 11 5) A chamada no texto da Unidade 5, “O que mais posso encontrar na Internet?”, re- mete a outros sites: a) o site Kartoo é descrito como ferramenta de pesquisa que apresenta os links resultan- tes de uma busca em formato cartográfico, como os mapas conceituais, o que está em sintonia com o referencial que utilizamos neste curso. b) Não há só uma maneira de diagramar um mapa de conceitos, mas há uma estratégia cognitiva, uma lógica na base de sua elaboração que é interessante captar e apropriar-se. A prática possibilita aperfeiçoar esse processo de elaboração e apropriação estratégica. E. Concluindo 1) No final do texto da Unidade 5 apresenta-se uma síntese do que foi abordado nela e estimula-se os cursistas a aprofundarem conhecimentos sobre os temas abordados, sugere-se textos devidamente comentados, sobre a utilização das tecnologias e da Inter- net na educação. 2) Mais uma vez é interessante que você conclua o encontro presencial referente a esta unidade com um balanço do que foi realizado, evocando práticas realizadas, vivências, di- ficuldades e desafios. Faça isso com os cursistas, e reserve algum tempo para a reflexão. Valorize o esforço e a cooperação. 3) Se houve conexão à Internet, todos puderam trabalhar a edição de textos on-line. E essa, sim, é uma conquista que muda o perfil e o patamar desse grupo de cursistas no domínio das tecnologias digitais. É anúncio promissor e gratificante de realizações e con- quistas ao mesmo tempo. Se algo de interessante ocorreu, tem de ser socializado. Orga- nize um slide comemorativo dessa conquista, imprima e coloque no mural do laboratório (imprima como cartaz e organize como folheto explicativo. Conte como é a atividade dos cursistas nesse sentido). 4) Socialize os textos editados pelos cursistas, agora com imagens. Agora, vamos escrever um texto colaborativo, utilizando o Google Documents para com- partilharmos nossas reflexões. Converse com o formador do curso para que ele organize vocês, cursistas, em grupos e dê orientações para a realização desta tarefa. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 90 Sugestões: n Capture telas e janelas onde eles estiveram logados trabalhando cooperativamente on-line e inclua identificação, cabeçalho, etc. Esse registro é fundamental pois docu- menta e preserva a memória do grupo. E, no futuro, estimulará outros a empreenderem esse percurso. n Organize um boletim ou jornal escolar contando a experiência com fragmentos dos textos elaborados e das situações vividas com fotografias e imagens capturadas, in- clua textos de comentários e assim por diante. n Uma vez definido o conteúdo que o Jornal do NTE ou da turma veiculará, todas as atividades de elaboração, edição, pesquisa, formatação poderão ser direcionadas para alimentá-lo. n Reserve momentos nos encontros presenciais para o planejamento editorial, defina funções e as distribua entre os cursistas, inclua entrevistas, fotografia inclusive dos murais e assim por diante. n Se planejar desde o início, haverá tempo suficiente para produzir pelo menos um exemplar. Depois é só imprimir para socializar nas escolas de origem dos cursistas, no NTE e na Secretaria de Educação. n Remeta-o em forma de jornal eletrônico para a SEED/MEC. 5) Lembre-se de incluí-las nos registros de sua experiência como formador para aperfeiçoarmos nosso curso, materiais e atividades, com as devidas referências de autoria e produção. 6) Que tal elaborar um jornal escolar cooperativo entre formador e cursistas? E sociali- zá-lo como impresso e em versão eletrônica? 7) Vamos incentivar a inclusão digital e social? Temos que começar por nós mesmos. Comece por você. Conte conosco nessa atividade. Não desanime.Não deixe os cursistas desanimarem. Ao contrário, sentir-se-ão gratificados com a consciência do que são capa- zes de realizar e o que ainda poderão fazer. Se você os valoriza, outros também o farão. O que pensa a respeito dessa proposta? Também poderá organizar essa experiência como artigo e comunicação e apresentá-la em evento da área de tecnologias na educação e educação a distância. São vários durante o ano. Pode utilizá-la ainda em processo de pesquisa para curso de pós-graduação e extensão. In tempo: Não deixe de solicitar a leitura do texto da unidade 6 aos cursistas. G ui a do f or m ad or 91 10. Comentários sobre atividades da Unidade 6: apresentações para nossas aulas In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 170 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 171 Apresentação Nesta unidade focalizaremos as apresentações com slides, muito usadas em seminári- os, palestras, reuniões de trabalho e aulas, utilizando o software livre BrOffi ce Impress. Abordaremos alguns elementos básicos das apresentações e alguns efeitos que elas pro- duzem sobre as pessoas quando projetadas numa tela na sala em que a atividade se re- aliza ou quando são visualizadas na tela de um computador. Os softwares permitem utilizar texto escrito, imagens fi xas e audiovisuais, tabelas e grá- fi cos, nos slides que compõem uma apresentação sobre um determinado assunto. Tais fer- ramentas criam um ambiente que pode promover a aprendizagem, a compreensão, como também, despertam a afetividade dos participantes e podem produzir efeitos sobre seus sentimentos, emoções e reações. Qual é o desafi o? Aproveitar as características de expressão da linguagem visual e/ ou audiovisual e estar atentos às questões de forma e de conteúdo ao elaborar slides. É fundamental ter clareza dos objetivos ao tomar decisões sobre as letras, a cor do fundo, os efeitos visuais, a organização do conteúdo e a forma de apresentação do assunto, a quantidade de informações e a quantidade de slides, o tempo, a exposição oral e assim por diante. APRESENTAÇÕES PARA NOSSAS AULAS 6. Nessa unidade abordamos alguns elementos básicos das apresentações de slides e de alguns efeitos que elas produzem sobre as pessoas quando projetadas numa tela de auditório ou no computador. É nossa intenção discutir não só as etapas de elaboração e edição de uma apresentação, mas refletir sobre os seus efeitos e as transformações que produz. Isso porque estamos diante de um processo de comunicação e de interação. Sendo assim, é importante aprender a fazer mais do que simplesmente transpor textos escritos e impressos para uma tela de projeção. A. Recuperando os objetivos de aprendizagem desta unidade de estudo e prática n Refletir sobre os efeitos que uma apresentação produz sobre os participantes e sobre sua aprendizagem. n Identificar características da linguagem visual que os softwares permitem aproveitar ao preparar apresentações n Conhecer os recursos do site Slide Share. n Criar uma apresentação de slides usando um plano de trabalho e depois os recursos básicos do BrOffice Impress. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 92 n Transformar slides em panfletos, folhetos explicativos ou de eventos e cartazes, so- bre um tema de sua escolha voltado para a escola em que atua. B. As apresentações de slides: efeitos sobre as pessoas e repertório na Internet No texto da Unidade 6 trabalhamos em duas frentes: n Criar suas próprias apresentações, levando em conta as referências e dicas apren- didas e a experiência adquirida ao participar de atividades com apresentações de outras pessoas. n Saber que podem acessar pela Internet uma comunidade de usuários que cria e disponibiliza suas apresentações para todos os cadastrados e para os visitantes. Para as atividades deste curso, selecionamos a comunidade Slide Share. C. Vamos conhecer a comunidade Slide Share? 1) Iniciamos o estudo pelo conhecimento de apresentações já disponíveis na Internet. Para acessá-las, além da conexão, os cursistas precisam realizar atividades de busca de apresentações sobre um dado tema de seu interesse. 2) A orientação dada é do tipo passo a passo e requer, em alguns casos, o uso de tra- dutor ou troca da língua para o português no site visitado, no caso o Slide Share. a) Ressaltamos que para visualizar as apresentações nesse site, os cursistas não precisam estar cadastrados no Slide Share, mas para publicar uma apresentação sim, portanto devem se cadastrar antes no site. b) Caso não disponha de conexão à Internet no laboratório, caberá a você forma- dorrealizar a pesquisa previamente, documentar os passos com a captura de tela, capturar e armazenar em arquivo algumas apresentações nos computadores do la- boratório. n Levante temas de interesse dos cursistas; n Faça as buscas previamente. 3) A Atividade de Pesquisa 1- Focaliza a busca de apresentações na Internet. No texto da Unidade 6 colocamos orientações do tipo passo a passo para que os cursistas possam localizar e assistir apresentações na Internet. 4) A chamada no texto da Unidade 6, “Vamos assistir às apresentações?”, explora os comandos de tela do site Slide Share que permitem a visualização. G ui a do f or m ad or 93 D. Vamos criar apresentações? 1) A chamada no texto “Vamos criar apresentações?”, contém a orientação para realizar essa atividade, chamando atenção inicialmente ao design gráfico, ou seja, combinação de imagens e textos, e até movimento e interatividade tais como animações, sons, interações simples, como links para outras páginas mais complexas, como as de jogos digitais. Esta é uma tarefa que exige algumas habilidades de comunicação e de digitação. Va- mos começar pelo design gráfico, ou seja, combinar imagens e textos, e até movimento e interatividade (animações, sons; interações simples, como links para outras páginas e mais complexas, como as de jogos digitais)? Considere os conceitos de design e educação: “(...) O design é educação: a educação por meio do design pode ser equipa- rada ao processo de auto-educação e de auto-aprendizado.(...) O design é uma aproximação à educação: a solução de problemas, o planejamento e a implementação de ações para transformar uma situação existente em uma ou- tra desejada, como dimensão essencial do design, envolve o aprendizado com base na atividade – ação – do educando.” (Fontoura, Antonio M. em: http://www.designbrasil.org.br/portal/artigos/exibir.jhtml?idArtigo=71) 2) Venturelli (2006) destaca os seguintes elementos de um planejamento visual: os ti- pos (fontes), as cores, o tamanho, a espessura da linha, a forma e o espaço. Segundo ela, ao examinar um cartaz ou uma página na Internet, pergunte-se: para onde meus olhos se dirigem em primeiro lugar?; qual é o caminho que eles fazem?; onde termina a leitura?; após a leitura para onde os meus olhos vão? 3) Como estamos diante de produtos em que predomina a linguagem visual, apre- sentamos alguns elementos de projeto gráfico, como contraste, repetição, alinhamento, proximidade, explorando algumas de suas principais características. Explore a questão de cor e forma nas colunas de um jornal ou revista, por exemplo. a) Não se esqueça de que a escolha das cores em função do tema que os cursistas estiverem trabalhando é determinante num trabalho gráfico. b) Sugestão: reunir exemplares e explorar esses conceitos na análise de jornais e In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 94 revistas, livros didáticos, folhetos de propaganda, cartazes e assim por diante, pre- sencialmente, com os cursistas. c) Sugestão: visitar sites de jornais on-line (visitados em unidade anterior) e ob- servar as mesmas questões; também pode observá-las em arquivos em PDF com matérias de revistas ou livros. d) Sugestão: poderia solicitar a colegas da área de artes para que colaborem nesse sentido, se possível. 4) O movimento seguinte foi o de aplicar essas características na construção de um materiale as características e condições do contexto sociocultural e educacional em que atuam. Deve-se estimular o compartilhamento, o diálogo e a cooperação. O curso contém atividades que partem da vivência dos cursistas e propõem um pro- cesso constante de ação-reflexão-ação. As atividades serão propostas e acompanhadas pelo formador, encarregado de proporcionar aos cursistas orientações pedagógicas que lhes permitam resolver os desafios provocados pelo uso do computador, programas, fer- ramentas de edição, navegação, apresentação, comunicação, interação, produção coo- perativa e publicação na Internet. O esforço de modernização do processo ensino-aprendizagem em que estão envol- vidos pessoas e instituições, apresenta algumas características essenciais e vantagens, entre as quais citamos a possibilidade de atender a diferenças individuais, favorecendo um enfoque construtivo e, no caso brasileiro, a superação das distâncias e das barreiras geográficas, das dificuldades de deslocamento e acesso, por meio das TICs. G ui a do f or m ad or 13 ORIENTAÇÃO ACADÊMICA AO LONGO DO CURSO n planejada, controlada, realizada e avaliada pela equipe docente; n incluída no material escrito - tutorial em papel e/ou na tela; n usando mapas conceituais e mapas mentais; n orientação acadêmica/tutoria mediada: n presencial; n a distância; n por meio de atividades variadas e contextualizadas; p discussões virtuais; p comunicações virtuais por meio de mensagem, e-mail, videoconferência, audioconferência, telefone, fax, correio postal. n comentários de atividades no material de estudo produzido pela equipe de autores: atividades para aprender; n comentários e orientação pela equipe de orientação acadêmica/tutoria: atividades para aprender e para avaliação de desempenho; n reordenamento de percursos e trajetórias; n produções e reelaborações individuais, coletivas, grupais, cooperativas e colaborativas; n atividades públicas e publicações. Fonte: Fiorentini, 2007/UnB-DEX- mesa redonda sobre plataforma virtual de aprendizagem Considerando que deixar de atribuir a devida importância aos recursos tecnológicos e ao seu uso em meios escolares corresponde a situar-se fora da realidade presente e futu- ra. Inúmeras pesquisas avançam nesta direção, reconhecendo que a tecnologia educativa tem potencial para dinamizar os processos de ensino e de aprendizagem à medida que valoriza a autonomia e os conhecimentos informais do aprendiz, deslocando-se a ênfa- se do ensinar para o aprender, para a aprendizagem por livre descoberta, colaborativa, cooperativa e construtivista, realimentando e redimensionando a prática de professores, alunos e gestores, fazendo com que a escola extrapole seus limites físicos interagindo efetivamente com o que se passa dentro e fora dela. 2.1. Os cursistas: perfis Ao elaborar os materiais do curso, trabalhamos com uma possível variedade de perfis de experiência de nossos cursistas em relação às tecnologias em geral e ao mundo digital em particular. De um lado, tomamos por base que a maioria dos futuros cursistas tem, pelo menos, contato indireto com as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) nas atividades da vida cotidiana, por exemplo: realizar compras e pagamentos em bancos ou In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 14 lotéricas, manter comunicações telefônicas, ouvir músicas, assistir a programas de rádio, de televisão, etc. Como os prestadores desses serviços utilizam equipamentos informatizados e em rede para oferecê-los ou veiculá-los, nossos cursistas, como usuários, utilizam terminais de acesso e alguns equipamentos como toca-fitas, rádio, toca-CDs, aparelhos telefônicos, telefones celulares, televisores, controles remotos, terminais bancários, caixas registrado- ras de supermercados, lojas, farmácias, lotéricas, terminais de informação sobre preços de produtos, entre outros. Outros cursistas, em menor número, dispõem de laboratório de informática nas escolas em que atuam. Isso, entretanto, não quer dizer, necessariamente, que já os estejam utili- zando plenamente ou pelo menos em parte. Por outro lado, pelo menos têm acesso aos equipamentos caso desejem utilizá-los ou aprender a fazê-lo. Muitos professores e gestores dispõem de computadores em suas residências e al- guns já têm conexão à Internet. Infelizmente, segundo estatísticas, muitos ainda utilizam a linha discada, quando o ideal seria a banda larga, o que dificulta e torna lento o tráfego de dados, anexos, imagens, especialmente de vídeos. Isso é particularmente relevante quando propomos trabalhar com materiais multimídia no curso e incorporá-los aos textos e apresentações de slides. É comum que a maioria deles esteja no grupo dos imigrantes digitais - pessoas que procuram se adaptar a esse novo ambiente tecnológico, incorporando-o cada vez mais a sua vida cotidiana. E há possibilidades concretas de encontrar, nas comunidades escolares em que os pro- fessores e gestores atuam, os chamados nativos digitais - pessoas jovens, que cresceram em ambientes ricos de tecnologia e as usam na vida cotidiana para estudar, relacionar-se, comprar, informar-se, divertir-se, trabalhar, compartilhar. A inclusão digital desses gesto- res e professores torna-se ainda mais necessária para uma convivência enriquecedora e cooperativa entre eles (imigrantes digitais) e os estudantes nativos digitais. Na sociedade do conhecimento e da aprendizagem, ninguém sabe tudo. De um lado, sempre se pode ensinar algo a alguém e, de outro, a oportunidade de poder aprender com outros, próximos ou distantes de nós geograficamente falando. S u g e s t ã o 1 : Levantamento do perfil dos cursistas Detalhe o perfil dos cursistas, por turma/turno, criando uma planilha de cadastro com o Calc, software livre que integra o Linux Educacional. Para isso precisará transformar esta planilha num formulário para os cursistas preencherem, caso ainda não o tenham feito na inscrição no curso. Nas linhas, insira o nome dos cursistas e nas colunas, os campos de cadastro ou G ui a do f or m ad or 15 vice-versa. Campos de cadastro sugeridos: a) dados pessoais (nome, endereço, telefone, idade, sexo, e-mail, blog, página Web); b) dados sobre matrícula no curso (turma, horário, formador); c) dados profissionais: (escola, endereço, telefone, e-mail, página Web, área de atu- ação, carga horária, séries, turnos); d) dados de formação inicial e continuada (cursos realizados, instituição, ano); e) dados de experiência de produção de textos (título, assunto, destinatário, mídia usada (sonoros, visuais, audiovisuais, multimídia; impressos; CD-ROM, rádio, vídeo); site de hospedagem); f) expectativas em relação ao curso; g) familiaridade e manejo do computador; h) proficiência no uso de softwares (editores de texto, de apresentações de slides, de correio eletrônico, de navegação na Internet); i) acesso ao computador fora do NTE e conexão à Internet; j) interesses que pretende atender a partir do curso; necessidades de material, de acesso, etc; k) dificuldades (vinculadas às unidades do curso, atendimentos realizados, encami- nhamentos de orientação acadêmica); l) disponibilidade para colaborar no curso (apoio a outros cursistas; outras atividades). 2.2. Os formadores: funções Como você pode perceber, não é uma tarefa fácil organizar um curso com um leque tão heterogêneo de perfis dos prováveis cursistas. Mas essa é a nossa realidade e autores e formadores têm de atuar a partir dela ao propor materiais e atividades. É com esses contrastes de vivência, manejo e uso de computadores e demais suportes tecnológicos que os formadores terão que lidar nas atividades do curso, o que não pode ser tido como problema, pois a experiência variada traz consigo muitas possibilidades de enriquecimento e trocas entre os participantes. Como formador, não se deixe intimidar pelo desconhecimento desse tipo de trabalho, nem pela inexperiência, timidezvisual, exemplificando nas estruturas que compõem o projeto gráfico de um jornal impresso. Consideramos interessante que seja produzido na escola pelos nossos cursistas com seu apoio, o Jornal do NTE, por exemplo. E. Vamos planejar sua apresentação? 1) O princípio de organização dessa atividade foi o de partir da construção de repertó- rio, daí termos proposto a pesquisa inicial no Slide Share e outros sites da Internet. 2) Cada professor e gestor escolar tem seu estilo, sua experiência, seu saber docente. Organize as atividades de modo que possa aproveitar toda essa bagagem nas apresenta- ções que os cursistas prepararem. 3) Nas atividades de pesquisa os cursistas encontraram muitas idéias, imagens e mo- dos de abordar o tema que lhes interessa. n Visualize algumas coletivamente com o datashow, se houver no laboratório esse equipamento. Explore a percepção e os efeitos sobre os cursistas das apresenta- ções encontradas, principalmente elementos que agradaram ou não. 4) Apresentamos na Unidade 6 um roteiro para construir um plano de produção de uma apresentação. A intenção foi superar um processo incipiente de ensaio e erro, que pode acabar frustrando as pessoas. Melhor investir em decidir o que se colocar numa apre- sentação e depois passar a coletar elementos e realizá-la. Haverá mais chances de êxito nesse tipo de comportamento. a) Há várias etapas a se percorrer. Afinal, trata-se de um plano de produção. Defina as questões conceituais e as mais técnicas, da concepção à realização. No caso da apresentação, as relacionadas à utilização em atividade concreta. b) Recuperando a proposta que está no texto da unidade 6 na página 183. G ui a do f or m ad or 95 PLANO DE PRODUÇÃO DE UMA APRESENTAÇÃO: orientações gerais 1º Momento: de concepção e criação – planejar seu trabalho em duas etapas a) defina o que, o porque e elabore o conteúdo (aqui você já começa com muita coisa organizada – é só recuperá-las das unidades anteriores do curso) n Defina seus objetivos, escolhendo os assuntos que podem ajudar a concretizá-los. n Comece com um texto de conteúdo: resgate todos os textos que estudou e os que já elaborou sobre o tema tecnologias e educação, que já vinha explorando sobre desde a unidade 1. Como são muitas as idéias abordadas até agora, é preciso organizar o tema. n Use a estratégia da tempestade cerebral como técnica de exploração das idéias e a do mapa concei- tual para organizá-las segundo o objetivo do trabalho: para que servirá a apresentação? O que deseja comunicar? Para quem? n Elabore um mapa conceitual do conteúdo: recupere o mapa que já elaborou e aproveite para comple- mentá-lo com as idéias obtidas nas pesquisas, inclusive as realizadas no Slide Share. b) transforme o texto-base para a linguagem visual (depois poderá utilizar a linguagem sonora e audiovisual também): é o momento de fazer a passagem do texto escrito para o formato de slide – de criação, onde suas características pessoais afloram e “marcam” o trabalho. n Elabore um roteiro1, ou um resumo2 de no máximo 6 linhas, definindo o que deve aparecer nos slides (texto, imagem, som , etc.), em sequência. (depois poderá ampliá-lo, inserindo ou retirando slides); n Opcional: quem tem habilidades de desenho pode desenhar os slides utilizando a técnica do storybo- ard ou “tirinha”. 2º Momento: de realização e criação – plano de produção, realização a) pré-produção ou preparação: é como um plano de produção, que reune tudo que precisa para preparar os slides (texto, imagens fixas, sonoras, audiovisuais, software); b) digitação – é a hora de usar o software BrOffice Impress (nem sempre os slides são preparados na or- dem idealizada devido às dificuldades técnicas e imprevistos – os autores trabalham na seqüência possível e depois reordenam); c) pós-produção ou finalização: os slides são colocados em ordem, melhora-se o som, define-se a cor de fundo final, o layout do slide é retocado; verifica-se a fonte, tamanho e cor, os marcadores, a transição dos slides. d) Gravação em arquivo, no portfólio, na sua pasta de usuário. 1 Carneiro (2003, p. 31), sobre a importância do roteiro: “deve ser simples, legível, objetivo, descritivo. O roteirista escreve o que será mostrado na tela”. 2 Reis (2003, p. 61) diz que “toda e qualquer boa história pode ser contada em apenas seis linhas ou até menos”. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 96 3º Momento: de apresentação – uso em atividade concreta de prática pedagógica Use o material produzido como planejou e reflita sobre o que ocorreu, as reações das pessoas, o que po- deria ter ficado melhor, como aperfeiçoar e assim por diante. Use o correio eletrônico, o fórum e a lista de discussão para a troca de idéias a respeito desse trabalho. F. Começar por onde? 1) Em seguida, passamos para elaboração de uma proposta de apresentação e sua construção, utilizando o software BrOffice Impress para criar apresentações. ATIVIDADE DE PRÁTICA 12 Plano de produção de apresentação Elabore um plano de produção de uma apresentação de slides (momento 1 e momento 2.a), usando o software BrOffice Writer, que você já conhece. Utilize as referências das pesquisas nas unidades anteriores e nesta. Discuta o plano com o formador antes de iniciar sua produção propriamente dita. Guarde-o como arquivo no seu portfólio na sua pasta de usuário. 2) Na seção “Destaque” esclarecemos que o BrOffice. org Impress é o software para criação de apresentações com slides do BrOffice. Ele permite que você crie e formate os slides, textos, imagens e outros detalhes (como efeitos de transição e som). a) Se dispõe de conexão à Internet e os cursistas não, procure visitar os sites indi- cados para maiores esclarecimentos sobre dicas de construção de apresentações, capture os textos, guarde como arquivos e disponibilize nos computadores do labo- ratório. Como dissemos, é uma boa maneira de saber o que há na Internet embora sem conexão direta a ela. b) A partir dessa parte do texto da Unidade 6, organizamos um passo a passo para a utilização do software de apresentações como um assistente para essa construção, para os cursistas. Inclui as etapas de criar uma apresentação e construir cada slide, editar, formatar, salvar e assim por diante. G ui a do f or m ad or 97 c) A próxima etapa é “Vamos inserir imagens nos slides?”, em que se disponibilizou um passo a passo para realizar esse procedimento a partir da escolha de imagens pelos cursistas. d) Continuando, passamos a orientar sobre: n exibir a apresentação, n programar efeitos especiais de transição de slides, n cronometrar as trocas de slides, n gravar a apresentação no portfólio, na pasta de usuário. 3) Na atividade que se segue, Atividade de Prática 2, orienta-se a elaboração de cartaz, folheto explicativo e álbum de recortes sobre tecnologia a partir de slides criados pelos cursistas. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 98 4) Na Atividade de Prática 13, prosseguimos com a proposta, agora para viabilizar o uso da apresentação em atividade concreta na escola. G. Concluindo Como sempre, ao final. há uma síntese do que foi abordado na Unidade 6. 1) Como se trata de processo de criação básica, não deixe de explorar os sentimentos dos cursistas na elaboração da proposta, produção e uso das apresentações criadas pe- los cursistas. 2) Organize dinâmica coletiva com a projeção das apresentações, se possível em da- tashow, senão, intercambiando arquivos nos computadores no laboratório. O importante é valorizar o esforço e o resultado, mostrando os caminhos para aperfeiçoar esse tipo de trabalho. 3) Conserve cópias dessas produções para seu banco de dados sobre o desenvolvi- mento do curso em suas turmas. Futuramente poderemos disponibilizá-las, atendendo às diretrizes, no Portal do Professor. Esteja atento. 4) Não esqueça de divulgar em folhetos as apresentações, copiar algumas telas, no modo de miniaturas, pelo menos, e expô-las no muraldo laboratório. ATIVIDADE DE PRÁTICA 13 Crie uma apresentação de slides, usando o BrOffice Impress, em seminário para os seus alunos. Nesta etapa você vai precisar revisar o seu plano de pro- dução à luz das funcionalidades do BrOffice Impress. Utilize como referência as orientações e dicas apresentadas para que a apresentação seja um recurso útil, de apoio à explanação de um tema, e não apenas um meio de evitar ter que escrever no quadro. Utilize os recursos que você selecionou para montar sua apresentação no Impress. Guarde o seu trabalho como arquivo no seu portfólio, na sua pasta de usuário. Siga as orientações que se seguem. G ui a do f or m ad or 99 5) E como andam suas próprias apresentações? Algo a melhorar? Um som a incluir? Uma nova imagem ou fotografia do grupo de cursistas? 6) Essa também é uma oportunidade de melhorar seu próprio trabalho. Na realidade, um desafio para todos que usam as tecnologias digitais e aproveitam suas funcionalida- des no seu trabalho pessoal e profissional. 7) Prepare uma apresentação de slides sobre o processo de planejamento e produção das apresentações em sua turma, fotografando e filmando, isso se dispuser de câmera fotográfica ou de vídeo. Poderá demonstrá-la em eventos do curso ou em outros eventos. O que lhe parece? O desafio está posto. 8) A palavra de ordem é não perder a memória do trabalho que todos realizamos, espe- cialmente o que gratifica os participantes. 9) Comente as referências bibliográficas, não deixe de imprimir artigos com dicas e tutoriais sobre o Impress que possam ajudar os cursistas em sua tarefa. In tempo: não deixe de alertar para a leitura da Unidade 7 aos cursistas. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 100 11. Comentários sobre atividades da unidade 7: criação de blogs Com esta unidade abordamos a criação de blogs, ferramenta popular por não deman- dar conhecimentos de especialista em informática para sua elaboração e utilização, e por ser gratuito tanto o uso quanto a hospedagem no site que oferece o serviço. De uma forma geral e mais simplificada podemos considerar o blog como um diário eletrônico que as pessoas criam na Internet. E os educadores, utilizam blogs? Como formador, você já criou seu blog ou visitou blogs de outras pessoas? Nesta unidade os cursistas criarão blogs e nele poderão disponibilizar toda a sua pro- dução no curso, dando a conhecer suas idéias na rede Internet. Permeia a unidade a ideia de que blogs e fotologs permitem a qualquer pessoa tornar-se um autor e publicar na Internet. A. Recuperando os Objetivos de aprendizagem desta unidade de estudo e prática n Conhecer características dos blogs. n Criar um blog. n Visitar blogs de colegas e outras pessoas como repertório de possibilidades de es- crita digital. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 206 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 207 Apresentação Nesta unidade vamos trabalhar com blogs. Esta ferramenta se tornou muito popular por não demandar conhecimentos de especialista em informática para sua criação e utilização, e porque seu uso e hospedagem são oferecidos gratuitamente em alguns sites. Ela permite que se publiquem textos on-line, com funcionalidades de edição, atualização e manuten- ção dos textos disponibilizados na rede, recursos que, para muitos, são responsáveis pelo seu sucesso e popularidade. Blogs têm sido amplamente empregados na condição de diários digitais, na publicação de notícias e de outros gêneros textuais. Dessa forma, os blogs e fotologs (diários de fotos na web) permitem a qualquer pessoa que se prontifi que a mergulhar nos recursos oferecidos pela Internet tornar-se um(a) autor(a). E os educadores utilizam blogs? Como professor ou gestor de escolas você já criou seu blog ou visitou blogs de outras pessoas? Se já os criou, parabéns! Se não, nesta unidade você terá a oportunidade de criar seu blog e nele disponibilizar toda a sua produção, feita no decorrer deste curso, tornando conhecidas suas idéias na Internet. Objetivos de aprendizagem desta Unidade de Estudo e Prática: n Conhecer características dos blogs. n Criar um blog. n Visitar blogs de colegas e outras pessoas como repertório de possibilidades de escrita digital. n Refl etir sobre o impacto dos blogs sobre a aprendizagem e a comunicação. n Utilizar blogs em atividades de prática pedagógica. CRIAÇÃO DE BLOGS 7. G ui a do f or m ad or 101 n Refletir sobre o impacto dos blogs sobre a aprendizagem e a comunicação. n Utilizar blogs em atividades de prática pedagógica. B. Vamos conhecer algumas características dos blogs? 1) No texto da unidade aprofundamos a temática dos blogs estimulando a atenção ao uso do tempo, espaço e interatividade, pois são características que marcam os blogs. 2) Além dessas, ainda há questões de estética (design ou layout), ou seja, formatos disponíveis no próprio site que oferece o serviço e a hospedagem, o que facilita ao leigo a apresentação das idéias em seu blog utilizando os templates (modelos prontos para serem usados). 3) Na Atividade de Prática 1, investimos em formação de repertório e aplicação de parâmetros para analisar detalhes do uso do tempo, espaço, interatividade e estética nos blogs disponíveis na Internet. 4) Caso não disponha de conexão à Internet no laboratório de tecnologia educacional, explore os exemplos de blogs inseridos no CD-ROM do curso. 5) No texto da Unidade 7 discutimos sobre características da interatividade tal como se manifesta nos blogs. O trecho a seguir evidencia aspectos teóricos da constituição dos blogs e está na página: “A interatividade característica do suporte é evidenciada nessa produção de escritos sobre si, veiculados de maneira pública pela Internet. Não se trata dos segredos do indivíduo, velados pelas práticas diaristas tradicionais. Os blogs são redigidos para que as histórias pessoais sejam compartilhadas abertamen- te.” (Komesu, 2004, p. 117). 6) O uso de links também é característico dos blogs, pois quando os autores não po- dem disponibilizar o audiovisual ou o texto do artigo completo, fazem um comentário e divulgam o endereço eletrônico onde se pode acessá-los. 7) É possível inserir textos escritos, fotos, desenhos escaneados, mapas, etc. nos blogs. Por isso é importante que, como formador, você verifique se existe câmera digital e/ou câmera de vídeo e escaner no laboratório de tecnologia educacional, que oriente os cursistas no manejo desses equipamentos. 8) há uma indicação de pesquisa que vale a pena explorar previamente: verifique se é possível baixar o arquivo do curso básico de fotografia nele disponibilizado. Assim poderia ter mais esse incentivo aos cursistas no laboratório. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 102 C. Vamos criar seu blog? 1) Nessa parte do texto da Unidade 7 organizamos uma orientação do tipo passo a passo para criar blogs. 2) No texto há a chamada “Vamos postar algo em seu blog?”. Em que se orienta a posta- gem de conteúdos no blog. A Atividade de Prática 2 trata da inserção de textos no blog. 3) A Atividade de Prática 3 destina-se ao registro das reflexões sobre a questão “Como o computador contribui para a transformação da escola, da aprendizagem e da prática peda- gógica?”, cuja produção de texto vem sendo elaborada, digitada e editada nas unidades de estudo e prática anteriores. 4) A atividade que se segue pode ser desenvolvida na Internet ou off-line. 5)A Atividade a Distância propõe aos cursistas a consulta a glossários, a complementá-los e a elaborar um manual do blogueiro. Na realidade funciona como uma proposta de pesquisa ATIVIDADE DE PRÁTICA 4 na Internet e uso de chat como ambiente para planejar e acompanhar a construção de blogs dos cursistas. 6) Esta unidade oferece aos cursistas a orientação necessária para que se sintam confian- tes em publicar seus textos na Internet. 7) É importante que esteja apoiada em atividades de exploração de outrosblogs, para que cada cursista possa examinar possibilidades até encontrar algo com que tenha afinidade e se disponha a construir. n Se dispõe de conexão à Internet na escola em que atua, organize uma atividade para que seus alunos possam criar seu próprio blog. n Depois, organize um debate sobre essa experiência de criação dos blogs, utilizando o correio eletrônico, a lista e o fórum de discussão, o bate-papo e os próprios blogs por eles criados para comentar a experiência, seu significado e como prosseguir. n Caso não tenha acesso à Internet na escola, poderá registrar no editor de texto as reflexões dos alunos sobre blogs, a partir dos exemplos que estão no CD-ROM do curso. n Salve os textos produzidos em arquivos na sua pasta de usuário e entre em contato com o formador para outras atividades a respeito de blogs. G ui a do f or m ad or 103 8) Como a terminologia nesta unidade é mais específica, não deixe de utilizar o glossário e nele incluir palavras que faltam. 9) Este momento é o de investir na disponibilidade dos cursistas nessa criação. Se não houver conexão à Internet, embora o trabalho fique prejudicado por não ser disponibilizado ao público, pode haver dinâmicas que contribuam para uma simulação do trabalho. O mais próximo disso é o uso do editor de texto para produzir um boletim eletrônico, por exemplo. 10) Aquela atividade de visita a jornais on-line pode ser muito útil agora, ainda mais se tiver sido possível armazenar artigos, imagens e modelos. Se há esse banco de informações, é só organizar uma atividade que os resgate e permita explorar as características oralmente, tais como: formatos, estruturas, estética. 11) Debata com os cursistas as impressões que tiveram nessa exploração de blogs, seja on-line ou off-line e sintetize princípios que podem funcionar como diretrizes para a constru- ção de blogs. 12) Você sempre pode capturar telas ou enviar páginas por e-mail, para preservar a estrutura (projeto gráfico ou template) e pode armazená-la nos computadores do laboratório. 13) Se dispuser de um datashow pode examinar os blogs e as imagens que deles captou (analisar a forma e o conteúdo é fundamental para que os cursistas tenham mais agilidade nessa tarefa). 14) Não deixe de preparar folheto informativo, socializando nomes e endereços eletrônicos e conteúdo abordado, com pequeno resumo do conteúdo que existe nos blogs criados pelos cursistas, a autoria, além de capturar a imagem da página inicial. 15) Esse folheto pode ser impresso, exposto em mural no laboratório e na escola, além de ser armazenado em arquivo nos computadores do laboratório para que todos tenham acesso a eles. 16) Organize atividade coletiva em que possam visitar os blogs criados pelos colegas, ex- plorando suas características (tempo, interatividade, etc). 17) Sugestão: quem sabe algumas das imagens da turma, postadas em blogs, mas pro- duzidas pelos cursistas, não podem ser utilizadas como protetores de tela na abertura do BrOffice, personalizando os computadores do laboratório? 18) Sintetize o que foi aprendido nesta unidade e valorize o que foi produzido pelos cursis- tas, estimulando-os a progredir nesse empreendimento. 19) Comente as referências bibliográficas da unidade e acrescente outras se necessário. 20) Remeta à leitura da Unidade 8, como base para o próximo encontro presencial. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 104 12. Comentários sobre atividades da unidade 8: cooperação e intera- ção em rede Com esta unidade abordamos duas temáticas que se interpenetram: as relações de cooperação e interatividade que tal procedimento pode estimular e novos aspectos da publicação de documentos textuais na rede mundial de computadores. A. Recuperando os objetivos de aprendizagem desta unidade de estudo e prática n Refletir sobre a relação entre tecnologias e imaginação e seus reflexos sobre a apren- dizagem. n Refletir sobre as possibilidades de interação e interatividade na rede mundial de computadores, cooperando na produção de documentos textuais. n Incorporar vídeos do Youtube e/ou outros sites que prestam serviços de armazena- mento em documentos e apresentações de slides. n Utilizar ferramentas do software BrOffice Impress para publicar seus textos em sites e em blogs. n Guardar documentos e apresentações no formato html. B. Possibilidades de interação e interatividade na rede mundial de computadores, cooperando na produção de documentos textuais In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 224 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 225 Apresentação Nesta unidade, vamos retomar um pouco as unidades 6 e 7, discorrendo mais sobre a importância da colaboração e interação na Web, incluindo o uso de blogs. Você irá apren- der a inserir vídeos em suas apresentações de slide, com o objetivo de enriquecer seu trabalho. E, por fi m, irá aprender algo totalmente novo, mas muito importante para publicar textos e outras produções na Internet: a transformação de seus trabalhos em página Web. Você vai continuar a elaborar seus próprios textos e apresentações, mas agora no formato html (linguagem utilizada para desenvolver páginas na web) e, assim, criar um site para apoiar sua ação como professor. Objetivos de aprendizagem desta unidade de estudo e prática: n Refl etir sobre a relação entre tecnologias e seus refl exos sobre a aprendizagem. n Refl etir sobre as possibilidades de interação e interatividade na rede mundial de com- putadores, colaborando na produção de documentos textuais. n Incorporar em documentos e apresentações de slides, vídeos de sites que prestam serviços de armazenamento. n Utilizar ferramentas do software BrOffi ce Impress para criar e publicar textos no for- mato html para Web. COOPERAÇÃO E INTERAÇÃO EM REDE 8. [ R E f L E X Ã O ] Você já pensou que acessar a Internet é mais do que ter contato com as tecnologias? Acessar a rede é ter a oportunidade de navegar por um mundo de possibilidades, onde podemos nos divertir, aprender, conhecer pessoas e culturas variadas, trocar informações, saber o que acontece no mundo todo, além de trabalhar colaborativamente, dando e recebendo opiniões e contribuições. Como usufruir bem dessa nova realidade? G ui a do f or m ad or 105 1) Iniciamos pelos questionamentos, reflexões que visam aguçar o pensamento crítico em relação às transformações que as tecnologias aceleradamente provocam na socieda- de, nas soluções para necessidades, comportamentos e possibilidades de aproveitamen- to delas na vida cotidiana e profissional. 2) Neste curso, nesta unidade em particular, investimos na mudança de olhar sobre a tecnologia, pois é preciso superar a perspectiva de ingenuidade ou a tecnicista, como já abordamos em unidades anteriores. Mas não só a constatação e a reflexão. 3) Precisamos que vocês, formadores, de fato, criem atividades que iniciem o movi- mento da transformação: de curiosidade para proficiência, de consumidor para autor, de atuação individual para atuação cooperativa, de ações off-line para ações on-line. E que atuem contextualizadamente, ou seja, partindo das condições locais e do perfil dos cur- sistas e de suas turmas, a partir de situações-problema concretas, de interesse da comu- nidade escolar onde atuam esses professores e gestores. 4) Consideramos que é preciso instaurar a disponibilidade para com a tecnologia, a disposição para aprender a aprender a lidar com ela e a utilizá-la para participar de comu- nidades on-line e a refletir simultaneamente sobre os efeitos e mudanças que provocam. 5) Claro que esses objetivos e essas propostas não se consolidam imediatamente e dependem, evidentemente, da infra-estrutura tecnológica disponível nos laboratórios de tecnologia educacional onde se ministra este curso. Sem conexão à Internet, como reali- zar tal proposta? É um grande desafio para o país investir nessa direção. 6) De um lado, precisamos modificar como pensamosdiscussões virtuais e o trabalho cooperativo de elaboração e desenvolvimento de projetos em ambiente de rede de com- putadores. Precisamos aprofundar o significado das interações e relações que se esta- belecem em projetos de grupo, na solução de problemas concretos, listas de discussão, fóruns, bate-papos, espaços colaborativos no ambiente on-line. 7) De outro, assumir a importância que vocês, formadores, têm num programa como o deste curso, de concretizar atividades on-line e de buscar experiências de simulação off- line e presenciais, quando a conexão à Internet não existe no laboratório. 8) Esperamos que instaurem a percepção de como funciona a rede, como atuar nela, como usar os programas na publicação, como utilizar os comandos e ferramentas de co- municação e interação, de elaboração, formatação e realização e o que advém desse uso para as pessoas e instituições escolares que desse movimento participem. 9) Pelo menos, nos laboratório do NTE há alguns computadores com alguns periféricos. É pouco? Sim, mas é um começo a preservar e disseminar. Precisamos conquistar mais In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 106 que isso a partir de agora, em todas as escolas. Promover aprendizagem de tecnologias digitais está em estreita relação com os meios na situação de ensino e aprendizagem, pois o modo como ele é utilizado determina a efetividade, mas não o meio em si mesmo, pois não basta, precisamos mais que equipamentos. ( S A I B A M A I S ) Ao abordar esse fenômeno em suas vertentes socioculturais, econômicas, históricas, educacionais e tecnológicas, Ramal nos alerta sobre elementos inusitados no contexto contemporâneo, provocados pela velocidade das transformações e da circulação de informações. Assim, “conhecimentos anteriores se modificam, fundem-se com outros ou simplesmente tornam-se ultrapassados (...) A conexão simultânea dos atores da comunicação a uma mesma rede traz uma relação totalmente nova com os conceitos de contexto, espaço e temporalidade. Passamos a uma percepção do tempo, mais do que como algo linear (marcado por anterioridades e posteridades), como pontos ou segmentos da imensa rede pela qual nos movimentamos.” (Ramal, 2003: 183-4) C. Questões e possibilidades de autoria e co-autoria na rede mundial de compu- tadores 1) No texto da Unidade 8 destacamos a força pedagógica inovadora que existe na inte- ratividade, no movimento de cooperação e diálogo na rede, pois quem visita um blog nem sempre é apenas um leitor: muitos deles lêem, comentam, criam e compartilham. 2) Isso faz com que atuem como consumidores de mensagens, notícias, reportagens que se originam de determinada fonte, mas também como atores e co-autores, já que interferem e provocam novas idéias, maneiras de produzir as informações e conteúdos abordados. 3) É importante que você destaque a idéia de que os blogs não devem ser reduzidos apenas a locais de publicação restritos a relações professor/alunos. 4) Os blogs precisam ser entendidos como espaços de conversação na blogosfera e como ambiente de comunicação. G ui a do f or m ad or 107 5) Aproveite para debater as idéias de Barato (2008), que estão no texto da Unidade 8, na página 234, quando comenta sua experiência com blogs com seus alunos e conclui que os blogs são espaços de comunicação e interação, verdadeiros pontos de encontro no ciberespaço, até mesmo com interlocutores de outros países. 6) Explore nessa discussão, os questionamento postos na margem da página. D. Vamos pesquisar vídeos na rede e incorporá-los em suas apresentações de slides? 1) A partir deste ponto, no texto da Unidade 8, passamos a abordar a inserção de ima- gens em textos produzidos pelos cursistas. 2) A proposta nesta unidade é a de incrementar as apresentações de slides, como pretexto para domínio dos procedimentos, comandos, ferramentas e recursos avançados do software livre BrOffice Impress e da pesquisa em sites que socializam imagens audio- visuais na Internet. 3) Há, inclusive, orientação para que os cursistas recuperem dicas e orientações de unidades de estudo e prática anteriores sobre como realizar pesquisas na Internet, para refiná-la e não perder um tempo precioso, como se não soubessem nada a respeito. No- vamente, é recuperar conhecimentos prévios, desta vez promovidos neste curso, e atua- lizá-los com novos enfoques e possibilidades técnicas. 4) Isso fica evidente na atividade prática inicial que foi proposta para essa parte da Unidade 8: Já pensou que criar um blog é mais que um am- biente de armazenamen- to virtual de seus textos e opiniões? Que poderá receber opini- ões e contribuições sobre aspectos que nem tinha pensado? Que suas opiniões e tex- tos podem fazer diferença numa comunidade virtual interessada no tema que você aborda e na sua ex- periência sobre ele? ATIVIDADE A DISTÂNCIA 1 Acesse o site do YouTube e explore seu conteúdo. Na página inicial do site, procure o espaço de busca: digite o tema, ou termo específico na caixa de pesquisa Relembre e utilize os procedimentos já aprendidos nas Unidades de Estudo e Prática 6 e 7 utilizando os recursos do software BrOffice Impress para capturar vídeos e inseri-los em sua apresentação. Guarde sua apresentação como arquivo em seu portfólio, na sua pasta de usuário. [ Q U E S T I O n A M E n T O S ] In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 108 5) A novidade está na chamada do texto da Unidade 8: “Vamos transformar sua apre- sentação em página web?”, em que se propõe aos cursistas exportar as apresentações criadas com BrOffice.org Impress para formato html. 6) São apresentadas orientações do tipo passo a passo para essa exportação em html. 7) O próximo movimento é: “Vamos ver como ficaram as páginas html que você acabou de exportar?”. 8) Na seqüência, a orientação passo a passo é para que o vídeo escolhido e inserido no texto funcione. 9) Neste momento, os cursistas iniciam a aprendizagem sobre linguagem html. Aqui sua colaboração como especialista de informática é fundamental, já que pode facilitar o processo com dicas de especialista e caminhos que facilitem a compreensão e o saber fazer que queremos construir. 10) É interessante que, previamente, visite os sites indicados para obter introdução à linguagem html e que capture telas e janelas que possam facilitar o trabalhos dos cursis- tas, principalmente os que não dispõem de conexão à Internet. Com isso poderá organizar arquivos de orientação ou aprofundamento e inserí-los nos computadores do laboratório, para que possam ser consultados pelos cursistas. E. Concluindo 1) Como de costume, há uma síntese das principais idéias abordadas no texto da Unidade 8 que se refere à idéia de que escolas e universidades constituem componentes essenciais à inclusão digital, uma vez que diversos protagonistas (professores, alunos, es- pecialistas membros da comunidade) atuam em conjunto para o processo de construção de conhecimento. 2) Tenha em mente que, uma vez superada a barreira inicial, os cursistas aprendem a utilizar mais que um programa editor de textos, que sempre acaba sendo o mais conhecido e utilizado por todos no início. Assim, começam a vislumbrar caminhos futuros, a pensar na necessidade de investir em caminhos mediados pelas tecnologias em outros espaços de atuação. 3) Temos observado em vários estudos a preocupação com a percepção social da necessi- dade da tecnologia, para superarmos visões ingênuas de que podemos descartá-la de nossas vidas. Elas estão aí e permeiam a vida social, a produção e o consumo cada vez mais. G ui a do f or m ad or 109 (REFLEXÃO) Uma metáfora que podemos usar é a de que uma pedra jogada no centro das águas mansas de um lago provoca ondas que reverberam até alcançar a margem. O fato de que não percebamos as ondas da mesma maneira que no início não quer dizer que desapareceram ou deixaram de influenciar as águas e, por conseguinte, a vida nelas existente. 4) Ainda que as soluçõestecnológicas não tenham chegado a todos nem a todos os cantos, por meio delas, as idéias e possibilidades se disseminam e difundem o novo, já não mais só no meio urbano. É muito mais grave e avassalador que isso, o movimento de transformação acelerado, quase vertiginoso que as transformações econômicas e sociocul- turais vêm sofrendo com a introdução de mudanças tecnológicas quase diárias. Muitos im- pactos delas sobre a vida humana sequer têm sido captados ou estudados devidamente. 5) Um exemplo desse movimento é o que ocorre com a miniaturização e as tecnologias integradas que vêm sendo acopladas aos celulares e aos televisores. Eles já funcionam em muitas regiões como base para a educação profissional e pessoal nos locais onde a tecnologia e a infra-estrutura avançam mais rapidamente em conjunto. É o caso da apren- dizagem mediada pelo telefone celular (do inglês, m-learning ou mobil learning), para citar um exemplo mais próximo a nós. 6) Diante de tal panorama, como professores e gestores podem atuar nessa dinâmica sociocultural e científico-tecnológica sem o manejo de computadores, periféricos, pro- gramas e redes de comunicação? Como se as mudanças que tal panorama produz nas ( S A I B A M A I S ) Salmon (2002) propõe-nos passar a denominar os aprendizes de “e-participantes” e os pro- fessores, treinadores, facilitadores de “e-moderadores” (do inglês e-learners e e-moderators), dadas as circunstâncias e o avanço das tecnologias da informação e da comunicação, já que o mover-se em ambiente virtual não obstaculiza participação socialmente ativa nas oportuni- dades de aprendizagem. Pelo contrário, os aprendizes podem falar dos temas, dos desafios, das mudanças, dos projetos, contando com o apoio dos moderadores, à medida em que se colocam em contato com as idéias e o trabalho de outros colegas, o que, sem dúvida, pode vir até mesmo a ser divertido e promover companheirismo e aprendizagem cooperativa. Por outro lado, ressalta que, em se tratando de inovações, antecipar aspectos relacionados à participação, às emoções e ao fator espaço-temporal, desde o início, contribui para reduzir a ocorrência de erros e distorções, além de ampliar as chances de qualidade na aprendizagem on-line. (Fiorentini, Pesquisando ambientes de aprendizagem a distância, 2006) In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 110 atividades humanas e educacionais não estivessem ocorrendo, como se as soluções que os homens encontram e aproveitam no cotidiano a partir das novas possibilidades tecno- lógicas não existissem ou não estivessem sendo divulgadas... 7) Retomando o conceito de “e-moderadores”, mencionado no início destes comen- tários à Unidade 8, queremos destacar que aqui estamos trabalhando com o quarto ce- nário tecnológico-social-educacional proposto por Salmon (2002): o das comunidades de aprendizagem e sua interação, buscando ampliar horizontes de acesso, a despeito de limites de tempo e espaço, com o uso efetivo da rede mundial de computadores. 8) Busque promover o engajamento dos participantes e abordar as tecnologias como ambientes de aprendizagem mais que como instrumentos para esse fim. Tente viabilizar processos mais democráticos de relacionamento e de construção cooperativa de conhe- cimento entre os aprendizes. 9) Na condição de mediador atento, você, formador pode aproveitar as condições de origem dos cursistas, desanuviar tensões e promover clima ameno de interação produti- va, intercâmbio de informações (com humor e postura lúdica), alternar sua condição de orientador acadêmico/formador, para a de colega, que colabora organizando, estruturan- do, estabelecendo pontes cognitivas e apóia a interatividade dos participantes de sua(s) turma(s). 10) Mais uma vez consideramos que a divulgação impressa dos textos produzidos, como notícia em mural do laboratório é um estímulo importante que, ao valorizar a produ- ção e o resultado alcançado, gratifica os cursistas e seu esforço de aprender e produzir. 11)Uma atividade coletiva de balanço do aprendido, de visualização dos textos dos colegas, de reflexão sobre as conquistas até aqui é fundamental. Sempre conclua os en- contros presenciais com essa reflexão. 12) Não são fáceis os desafios da aprendizagem da linguagem html, que apenas foi ini- ciada nesta unidade, pelo sistema lógico e a codificação que utiliza. Valorize publicamente as realizações e conquistas de todos os cursistas. 13) Comente as referências bibliográficas mencionadas no texto da Unidade 8 e socia- lize outras que considerar pertinentes. 14) Lembre-se de que o registro das vivências dos cursistas, suas percepções e dificul- dades, formas de superação na realização das atividades desta unidade são fundamentais para o processo cooperativo de aperfeiçoamento do curso, seus materiais e atividades. Contamos com sua participação diuturna nesse processo. G ui a do f or m ad or 111 15) No futuro, os textos e apresentações de slides dos cursistas poderão ser divulga- dos, adaptando-se à diretrizes, no Portal do Professor e em outros. 16) Fica o desafio de que, como formador, você crie novas iniciativas no NTE para prosseguir a formação continuada dos cursistas de suas turmas na linguagem html, por exemplo, para consolidar o aprendido nesta unidade. Que lhe parece? 17) Que tal organizar um curso de introdução à linguagem html? 18) Consideramos que isso pode ser excelente investimento na direção do domínio das ferramentas e na aprendizagem da informática e altera o patamar de inclusão digital dos cursistas, no futuro próximo. Vamos investir nessa direção? 19) As escolas constituem componentes essenciais à inclusão digital, uma vez que di- versos protagonistas (professores, alunos, especialistas, membros da comunidade) atuam em conjunto para o processo de construção de conhecimento. 20) Na próxima unidade estaremos focalizando as planilhas eletrônicas e sua contribui- ção para planejar e atuar na solução de problemas da comunidade escolar. 21) Não esqueça do lembrete para a leitura da Unidade 9, como preparo para o próximo encontro presencial. Referências bibliográficas FIORENTINI, L.M.R. Pesquisando ambientes de aprendizagem a distância. In: Silva, Marco (org.) Avaliação da Educação Online. SP: Loyola, 2006, p.123-140. OWSTON, R. The World Wide Web: a technology to enhance teaching and learning? Edu- cational Researcher, 1997, 26(2), 27-33. RAMAL, A.C. Educação com tecnologias digitais: uma revolução epistemológica em mãos do desenho instrucional. In: Silva, Marco (org.) Educação Online – teorias, práticas, legislação e formação corporativa. SP: Loyola, 2003, p. 183-198. SALMON, Gilly K. Hearts, minds and screens: taming the future, United States Distance Learning Association Journal, Keynote Speech - EduCAT ummit,Innovation in e-Edu- cation, 3rd-5th April 2002, hamilton New Zealand. Disponível em: , v. 16, n.5 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 112 Nesta Unidade abordamos o software livre BrOffice.org Calc, com a intenção de que os cursistas possam utilizá-lo na solução de problemas e efetuar as mais diversas tarefas de acompanhamento e controle de dados de suas atividades escolares e pessoais. A. Recuperando os objetivos de aprendizagem desta Unidade de Estudo e Prática n Introduzir a criação de planilhas eletrônicas. n Refletir sobre o potencial das ferramentas do software na sistematização de dados para encaminhar a solução de problemas concretos. B. Possibilidades de uso da planilha eletrônica 1) Iniciamos a Unidade 9 com reflexões sobre as características da planilha eletrônica, de modo a explorar o potencial de trabalho que oferecem aos cursistas. 2) Assim, explicamos que práticas de planejamento, de gastos, de controle de recur- sos, de objetos, de notas, de mantimentos, de atividades são bastante comuns na vida escolar e na vida cotidiana e os relatórios, que até agora vinham sendo feitos em papel, poderiampassar a ser realizados em planilhas eletrônicas. 3) Então o desafio está em realizar as mesmas coisas, mas agora aproveitar toda essa 13. Comentários sobre atividades da Unidade 9: Solução de proble- mas com planilhas eletrônica In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 244 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 245 Apresentação Nesta unidade, trabalharemos com um aplicativo, o software livre Calc, que faz parte do pacote BrOffi ce e visa a solução de problemas do usuário, de modo que ele possa efetuar as mais diversas tarefas que envolvam números, conforme suas necessidades. São inúmeras as situações que podem ser pensadas com base em uma planilha: ho- rários de aulas, registros de notas, orçamentos, controle de estoque, inventário da sala de aula, criação de banco de dados, controle de empréstimo de livros e vídeos de biblioteca, controle de trabalhos de alunos, estatística, sistematização de dados de pesquisa, geração de tabelas e gráfi cos, entre outros. Como você pode ver, o potencial dessa ferramenta para representar situações e realizar simulações é enorme. E pode ajudar muito a projetar cenários diferentes, a partir dos quais você poderá tomar decisões diferenciadas para cada momento. Não são poucas as funcionalidades úteis do Calc na gestão ou na organização de um trabalho, já que possibilita trabalhar com o controle das mais variadas ações. Uma de suas vantagens está em executar operações matemáticas e estatísticas, geradas automatica- mente pelo sistema. Além disso, as ações podem ser realizadas com segurança, pois, caso haja erro, você poderá retomar e fazer as alterações, sem ter de recomeçar tudo. Objetivos de aprendizagem desta Unidade de Estudo e Prática: n Criar planilhas eletrônicas. n Refl etir sobre o potencial das ferramentas do software Calc na sistematização de dados para solucionar problemas concretos. SOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM PLANILHAS ELETRÔNICAS 9. [ R E f L E X Ã O ] Planejamentos de gastos, controle de recursos, de objetos, de notas, de mantimentos, de atividades são bastante comuns na vida escolar e cotidiana. Que tal aproveitar todas as funcionalidades e facilidades de uma planilha eletrônica para realizar essas tarefas de forma mais organizada e prática? G ui a do f or m ad or 113 experiência e transformá-la em meio digital, usando planilhas eletrônicas. 4) Qual seria a vantagem de aprender a manejar o programa que permite criar planilhas eletrônicas? 5) É preciso que os cursistas percebam claramente que uma delas é que o programa modifica os resultados automaticamente, desde que dados utilizados nos cálculos sejam alterados. 6) Ou seja, podem-se construir modelos de organização dos dados e aproveitá-los de outras maneiras e em outros momentos. Essa é realmente uma grande vantagem para quem tem pouco tempo para analisar problemas e buscar soluções, por estar assoberba- do de atividades de docência e gestão. 7) Fazer e refazer procedimentos que podem ser equacionados com aplicativos digita- lizados de uma vez e serem reaproveitados em outros momentos pode colaborar e agilizar o trabalho dos cursistas e das escolas, permitindo que a energia dispendida em controles exclusivamente manuais passem a ser feitos com o apoio do computador. 8) Então, mais que aprender a usar comandos e criar tabelas, que, enfim, é o que uma planilha pode, a grosso modo, fazer, estamos diante de uma possibilidade de modificar comportamentos sem perder sua destinação social e melhorar o uso que se pode fazer deles. 9) Mas também não podemos perder de vista que é preciso continuar essa formação e investir no manejo de ferramentas mais sofisticadas que as planilhas oferecem, pelo me- nos no futuro, já que neste curso vocês apenas iniciam essa aprendizagem. C. Vamos iniciar o Calc? 1) Nesta parte do texto da Unidade 9, iniciamos a orientação do tipo passo-a-passo para que os cursistas aprendam a construir planilhas, compreendendo como é o funcionamento delas. 2) Mais que em quantidade, estamos investindo em compreensão. 3) Uma das formas de fazê-lo é relacionar as funcionalidades aprendidas nas unidades anteriores, no trabalho com outros softwares usados neste curso. Entre elas, há várias semelhanças, como por exemplo: salvar arquivo, inserir linhas, editar texto, formatar texto, verificar ortografia, copiar, mover dados, inserir imagem e assim por diante. 4) Torna-se, portanto, muito importante que você focalize nas atividades de exploração livre e sistemática, o trabalho a partir dos ícones na barra de ferramentas, que são atalhos In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 114 que facilitam e agilizam a elaboração. 5) Invista na percepção lógica do que as atividades propõem aos cursistas. Se neces- sário, recorra aos conceitos de coordenadas x e y, para recuperar fundamentos desse trabalho. 6) Sugestão: explorar exemplos de uso das coordenadas, como em mapas de ruas da cidade, que estão nas listas telefônicas, por exemplo. Ou mapas geográficos, a partir de um problema de localização e navegação aérea ou no mar. O jogo de batalha naval tam- bém pode ser um bom exemplo. Até mesmo o jogo da velha pode servir para recuperar vivências prévias com coordenadas, linhas, colunas e posicionamento no espaço. 7) Todos esses exemplos precisam dos conceitos de linhas e colunas. Depois de explo- rar essa percepção e a devida localização ser treinada de modo livre, fica mais fácil lidar com a abstração do simbolismo que são usados nas planilhas, seja no endereçamento das células seja nos atalhos a dados, fórmulas ou funções por meio de ícones. D. Vamos entender o endereço ou referência das células? 1) Nesta etapa, iniciamos pelos conceitos de selecionar célula e endereçamento. Ter realizado alguma dinâmica mais livre sobre esses conceitos facilitará, em muito, as novas etapas a seguir. 2) A próxima tarefa surge com a chamada no texto da Unidade 9: "Como inserir os da- dos nas células?" E prossegue com o preenchimento e digitação nas células da planilha: caracteres, números, títulos. 3) Lembre-se de uma substituição de conceito importante: de fonte para caractere e de caractere para valor, na verdade determinante, se pensarmos no lado mais operacional das planilhas. O destaque a seguir é um exemplo dos detalhes operacionais implicados: [ D E S T A Q U E ] Pela Barra de Fórmulas, você pode ver o conteúdo da célula onde está posicionado o cursor. Para corrigir um texto ou valor digitado em uma célula, clique na tecla F2 ou dê um duplo clique na célula. Em seguida, o texto ou valor preenchido será reeditado na Barra de Fórmulas. Para corrigir utilize as teclas de BACKSPACE ou DELETE. Após a correção, clique em ENTER para confirmar; ou em ESC para cancelar a correção. Caso queira excluir o conteúdo de uma célula, clique no botão DELETE, do teclado, sobre a célula. G ui a do f or m ad or 115 4) A orientação prossegue com a chamada "Como criar um documento novo?" Aqui, mais uma vez, a recuperação de nomear e guardar um texto como arquivo numa pasta será fundamental. 5) Em seguida, passamos para as operações propriamente ditas, com a chamada no texto da Unidade 9: "Vamos entender como realizar operações na planilha?"m 6) Embora haja outros operadores matemáticos, concentramo-nos nas quatro opera- ções fundamentais, nos conceitos de resultado das operações e média. 7) O passo-a-passo vai introduzindo os cursistas na compreensão dos movimentos necessários para realizar operações simples e operações com seqüência de números. O exemplo com que se trabalha usa poucos elementos nas planilhas, para estimular a aprendizagem das rotinas de digitação e cálculo, com o uso do mouse. 8) A Atividade de Prática 1 procura recuperar o aprendido até aqui, sobre linhas, colu- nas, células, operações e funções: ATIVIDADE DE PRÁTICA 19 Agora você vai praticar o que aprendeu criando uma planilha. Assim, poderá en- tender melhor como inserir e trabalhar com os dados,familiarizar-se com os co- mandos e os efeitos produzidos quando movimenta o mouse, utiliza o teclado e os menus. Crie uma planilha com as seguintes características: a) Coloque o título “Registro de Notas em história no 2º Bimestre de 2008” na linha 1. b) Deixe a linha 2 em branco. c) Na linha 3 coloque os títulos das colunas: nome do aluno na célula A3; trabalho 1 na B3; trabalho 2 na C3; trabalho 3 na D3; trabalho 4 na E3; trabalho 5 na F3. Na célula G3 escreva “Nota total”; na célula h3 escreva “Média”. d) Deixe a coluna G em branco. e) Nas linhas (A 4 a A9) insira os nomes de 5 alunos (use ordem alfabética). f) Na célula H 4 insira a função Soma, para calcular a nota do primeiro aluno; faça o mesmo nas células H 5, H 6, H 7, H 8 e H 9 para poder calcular a nota dos demais alunos; g) Na célula I 4 insira a função Média, para calcular a nota média do primeiro aluno; In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 116 9) Um conceito importante que passa a ser usado é a prioridade entre operações: para efetuar qualquer combinação de cálculos sempre é necessário lembrar que o Calc obede- ce à prioridade entre as operações. Assim sendo, multiplicação e/ou divisão têm priorida- de em relação à soma e/ou subtração. Vale ressaltar esse conceito aos cursistas. E. Como colocar uma fórmula na planilha? 1) Novamente usamos a orientação tutorial, que destaca a necessidade de localizar as informações usadas no cálculo, para se poder criar uma fórmula. 2) Lembre-se de que nos estudos anteriores de matemática, os cursistas aplicaram muitas fórmulas. Recupere esses conceitos e explique como eles se constroem nas plani- lhas, lembrando que na maioria das vezes usavam as fórmulas para solucionar equações ou problemas, mas não numa tabela necessariamente. É preciso, portanto, avançar nessa visualização. 3) Examine com cuidado o exemplo 1, que aparece nesta parte do texto da Unidade 9, para facilitar a compreensão dos cursistas para o significado dos movimentos. Esclareça que as fórmulas não aparecem na planilha, mas somente o seu resultado. 4) Sugestão: realizar várias atividades de substituição simples (trocar quantidades e valores), para prática e condicionamento da percepção do que está na tela do monitor. 5) Se tiver um datashow, faça demonstrações e depois peça que os cursistas preen- cham as planilhas com outros dados. Reserve um tempo adequado a essa prática, que embora simples, assegurará menos dúvidas e erros mais à frente. 6) Use um ponteiro para que, de fato, focalizem os pontos em que precisam prestar atenção. Um condicionamento do olhar é o que precisamos, para perceber detalhes do que permanece e do que se altera. faça o mesmo nas células I 5, I 6, I 7, I 8 e I 9, para poder calcular a média dos demais alunos; h) Os valores são de sua livre escolha. Revise o exemplo que está no texto nas figuras 10.13 e 10.14 enquanto constrói sua planilha. i) Salve sua planilha no seu Portfólio, na Pasta de Usuário. G ui a do f or m ad or 117 7) É preciso que percebam detalhes nos caracteres e símbolos utilizados e, por exem- plo, a relação entre argumentos e resultados. 8) Os parênteses definem onde os argumentos começam e terminam. Note que os ar- gumentos podem ser números, constantes, texto, valores lógicos ou outras fórmulas. F. Como usar funções nas planilhas? 1) No destaque, mais um passo-a-passo: "aprender a digitar e usar as funções." 2) Antes de prosseguir, recupere os conceitos de soma e média. Faça exercícios rápi- dos no quadro branco, para saber o que será digitado e onde aparecerá o argumento, o resultado e a fórmula. 3) É hora de novos exercícios de substituição de dados. [ D E S T A Q U E ] Como digitar Se as células são adjacentes: =SOMA (C2:C8) - Essa função soma o conteúdo de células adjacentes (seqüência C2 até C8) Se as células não são adjacentes: =SOMA(B2;C3;D1) Um atalho: a função somatória A função soma, que dá a soma dos elementos digitados consecutivamente em uma linha ou em uma coluna, é tão freqüentemente utilizada que tem um atalho pró- prio. Como usar o atalho somatória: - Digitar os dados amostrais em uma coluna (ou linha). Selecioná-los. - Clicar em uma célula onde deseja que o resultado apareça. - Clicar no atalho . Observar que aparece na barra de fórmulas a função =SOMA(__:__) - Clicar em . Notar que o resultado aparece na célula clicada anteriormente. Como inserir uma função Pode-se digitar a fórmula correta na barra de fórmulas. Por exemplo, para se obter uma média basta digitar: =MÉDIA (B12:B16) In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 118 Várias funções já estão codificadas e disponíveis no Calc. A média é uma delas. Assim, existe o comando Inserir função (ou CTRL ) que já possui várias fórmulas codificadas, e pré-divididas em várias categorias. Pressionar Será selecionado Seta para cima Uma célula para cima Seta para baixo ou Enter Uma célula para baixo Seta para direita ou Tab Uma célula para direita Seta para esquerda Uma célula para esquerda Enter Uma célula para baixo Home início da linha atual CTRL Home Célula A1 CTRL A Toda a planilha Page Down Uma tela para baixo Page Up Uma tela para cima CTRL Seta para direita Primeira coluna da linha atual CTRL Seta para cima Primeira linha da coluna atual Tabela 3. Usando o teclado para formatar célula 4) A seguir, entramos no território mais concreto da digitação: conhecer os símbolos, os procedimentos e seu significado. Por exemplo: ao selecionar uma célula, o que se deve fazer? n selecionar uma célula, utilizando o mouse: clicar com o botão esquerdo do mouse sobre ela. n utilizando o teclado: veja na tabela 3 os comandos de teclado. Organize a atividade de prática mais livre, simulando e vendo os resultados. Não es- queça de mostrar o que se altera a cada novo movimento. G. Podemos formatar textos e células de planilhas? 1) O próximo movimento tem a ver com o uso de atalhos da Barra de Ferramentas “Formatação” – aqui fica mais fácil porque a associação é automática e os cursistas já conhecem a maioria dos elementos e ícones que estão na Barra de Ferramentas. Recu- G ui a do f or m ad or 119 pere esses conhecimentos prévios em brincadeiras orais para que os cursistas o façam de maneira mais leve, com menos tensão. 2) Em outra unidade, em que fizeram a edição de texto, os cursistas aprenderam a usar tabelas. Agora é hora de alterar a aparência delas. Recupere o modo que se traba- lhava no BROffice.org Writer. 3) Exemplifique várias vezes o caminho do mouse na seleção dos comandos das abas e evidencie as alterações na tela, em questões de cor, forma, espaçamento, uso de efeitos de fontes (caracteres), tamanho, posição dos dados nas tabelas, nas linhas e colu- nas. 4) Relembre o que se pode fazer em termos de edição no Calc: como copiar, colar, excluir conteúdos de uma célula e assim por diante. 5) Explore bastante o conteúdo do box em que se menciona o uso de assistentes do Calc para determinados trabalhos, como modelos de textos ou estruturas inseridas em textos. 6) Escolha alguns e demonstre-os. Converse sobre as facilidades, dificuldades, van- tagens do uso do assistente. [ S A I B A M A I S ] Assistente do Calc Carta... Inicia o assistente para um modelo de carta. Fax... Abre o Assistente de Fax. O Assistente ajudará você a criar modelos para do- cumentos de fax. Você poderá então enviar os documentos diretamente por modem (se disponível). Agenda...Inicia o Assistente para ajudá-lo a criar um modelo de agenda. Apresentação...Use o Assistente para criar interativamente uma apresentação. Com o Assistente, você pode modificar os exemplos de modelos conforme a necessidade. Página da Web... O Assistente Página da Web ajuda você a manter um site da Web em um servidor da Internet,convertendo em um formato para Web os arquivos exis- tentes em uma pasta local e carrega-os no servidor. O Assistente também utiliza um dos modelos fornecidospara criar uma página de índice que contenha hyperlinks aos arquivos carregados. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 120 Conversor de Documentos... Copia e converte documentos para o formato XML do OpenDocument usado pelo BrOffice.org. Conversor de Euros...Converte em euros os valores monetários encontrados em do- cumentos do BrOffice.org Calc e em campos e tabelas de documentos do BrOffice. org Writer. Fontes de dados de endereço... Esse Assistente registra um catálogo de endereços existente como uma fonte de dados no BrOffice.org. H. Como criar gráficos a partir de planilhas? 1) Depois de explorar bastante o passo-a-passo sobre gráficos, passe à prática. De- monstre você mesmo como fazer, para que percebam o esquema mental presente no uso dos comandos e das ferramentas do programa de computador. 2) A atividade de prática 2 retoma a prática 1, só que de modo mais livre, como uma instância de prática de segundo nível, incluindo recursos de edição e formação de textos, números, dados, linhas e colunas. ATIVIDADE DE PRÁTICA 20 Agora você pode criar planilhas com mais dados e usar outras funcionalidades, para praticar mais. n Para esta atividade você criará uma planilha com características definida por você: você escolhe o tema e planeja o trabalho. n Utilize recursos de edição e formatação dos textos, números, cores dos da- dos das linhas e colunas, usando o Menu Formatar Célula. n Reconstrua a planilha usando formato padrão, usando Menu de Autoforma- tação. n Elabore um gráfico com os resultados encontrados, escolhendo o formato no Menu. Inserir gráfico. n Depois de construir a planilha, não esqueça de guardá-la como arquivo no seu Portfólio, na sua Pasta de Usuário. n Se tiver dúvidas, entre em contato com o formador. G ui a do f or m ad or 121 3) Como formador, sinta-se à vontade para criar outras atividades de prática menores, a partir de sua própria experiência. Assim fazendo, contribui para evitar desânimo pela superação das dificuldades. O êxito num procedimento correto sempre gratifica. É isso que temos de conseguir neste momento. 4) Sugestão: usar dados trazidos pelos próprios cursistas, montar juntos, coletivamen- te planilhas demonstrativas e depois estimulá-los a confeccionar a deles usando o Calc. 5) Aproveite essa atividadade para que experimentem vários conteúdos ao elaborar planilhas. Alguns modelos de planilhas que podem usar: n Orçamento de um projeto. n Horário de aulas. n Cronograma de Atividades. n Resultados dos alunos. n Controle de livros e empréstimos da biblioteca escolar. n Controle de atividades de projetos. n Mala direta para convites de eventos na escola. n Plano de uso de laboratório de informática educativa. 6) Como afirmamos que se pode conservar o modelo e atualizar dados e/ou reagrupá- los, é importante que você prepare algumas planilhas com maior riqueza de dados do que as que usamos no texto da Unidade 9 e demonstre essas possíveis variações: o que permanece e o que se altera. 7) Organize uma atividade oral de discussão sobre essa vivência, focalize detalhes im- portantes. Incentive-os a investir nessa construção. E. Concluindo... 8) Nesse tópico, além da sistematização usual da Unidade, muitas sugestões foram apresentadas sobre o que se pode fazer usando planilhas. Recuperando-as: n Na vida pessoal, há muitas coisas que pode organizar com planilhas, como compras, gastos com reformas, com manutenção, inventário de móveis e equipamentos, controle mensal de gastos, comparação de preços de supermercados, agenda de telefone, ende- reço, aniversários e muitos outros. n Procure organizar as informações coletadas nas buscas realizadas na Internet em pla- nilhas indicando título, autor, link, site, palavras-chave, por exemplo. Pode fazer uma plani- lha apenas para relacionar os vídeos de interesse que localizou, agrupando-os por assunto. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 122 S u g e s t ã o 3 : Pode fazer uma planilha para os artigos, os sites, os blogs visitados e assim por diante. n Se atua como gestor na escola, é uma ajuda poderosa usar planilhas para organizar e registrar o desenvolvimento de todas as etapas do trabalho, incluindo previsão de locais, gastos, responsáveis, resultados, alterações a fazer, etc. n Pode organizar um controle do desenvolvimento do currículo em termos de elemen- tos do projeto político-pedagógico da escola, por exemplo, para cada área do conheci- mento, por série, por turno, por turma, e assim por diante. n Pode programar atividades periódicas com alunos, com pais, a participação de es- pecialistas, do início ao final do ano. Pode fazer uma projeção de recursos necessários para essas atividades, em termos de infra-estrutura, mobiliário, equipamentos, pessoal, custos, entradas e saídas de recursos, etc. 9) A atividade final desta Unidade também encerra o curso. 10) Sugestão: criarem uma planilha de controle do que eles realizaram neste neste cur- so em todas as Unidades: textos elaborados, pesquisas realizadas, conceitos aprendidos em cada unidade e assim por diante. 11) Se reservar tempo para criarem essa planilha, poderão usá-la para uma grande sín- tese final, da mesma maneira que poderíamos realizar com um mapa conceitual, só que em uma planilha. 12) Como a atividade seria igual para todos, poderiam trabalhar em pequenos grupos, dividindo os aspectos e reunindo todos numa mesma planilha ao final. 13) Você, formador, teria um balanço objetivo das realizações que poderia utilizar nos relatórios e em outros momentos de trabalho dos NTEs. 14) Que tal utilizar os temas (ou alguns dos temas) sugeridos de planilhas no tópico 2.3 da Parte I, deste Guia, que focaliza os formadores, a autoria e a cooperação em rede, participando como co-autor dessas planilhas, como por exemplo: Registros de acompanhamento e controle do desenvolvimento das Unidade de Estu- do e Prática 1, 2, 3,..., 9 e o desenvolvimento do Curso (uma planilha por Unidade) Analise o texto das Unidades, organize os campos referentes às atividades propostas e crie planilhas eletrônicas com o software CALC. • Nas linhas, insira o nome dos cursistas, para controle individualizado; se houver grupos (duplas) trabalhando em um mesmo texto e/ou material . • Nas colunas, insira o nome/nº de cada atividade prevista, textos elaborados pelo for- G ui a do f or m ad or 123 mador: atividades extras, materiais alternativos, dinâmicas usadas, orientações, tutoriais, (mencionando título, assunto, objetivo, mídia usada, site de hospedagem); sugestões para aperfeiçoamento (idéias, materiais, atividades, dinâmicas, revisões, tutoriais); observações sobre desempenho dos cursistas (participação em atividades e dinâmicas, dados de de- sempenho, facilidades observadas, dificuldades observadas, encaminhamentos de orien- tação acadêmica); S u g e s t ã o 4 : Visão geral das estratégias e materiais utilizados no desenvolvimetno do Curso Reorganize dados dos materiais usados das planilhas referente ao desenvolvimento de cada Unidade de Estudo e Prática das Unidades 1 a 9 e construa novas planilhas de registro e controle. Campos sugeridos: título, assunto, mídia, hospedagem, destinatários, observações de qualidade, observações quanto ao uso, necessidades, sugestões. Temas sugeridos: • Atividades utilizadas no curso. • Materiais utilizados no curso. Dinâmicas utilizadas no curso. • Tempo utilizado no desenvolvimento do curso (tempo utilizado em de cada ativida- de). • Textos elaborados pelos cursistas (título, assunto, mídia, hospedagem, destinatários, etapas de edição e produção em que se encontra). • Atividades de prática pedagógica com tecnologias (título, assunto, materiais e mídias usadas, site de hospedagem, destinatários, informações sobre utilização na escola, efeitos desencadeados resultados observados). • Atividades de orientação acadêmica: presenciais e a distância. • Atividades de elaboração cooperativa: presencial e virtual. • Relatórios diversos.• Registros da experiência realizados pelos formadores: em diversas mídias. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 124 Seja qual for a sua decisão, não deixe de imprimir as planilhas finais sugeridas cons- truídas de modo cooperativo com os cursistas e socialize-as no mural do laboratório, da escola, publique-as em jornal impresso e eletrônico do NTE, além de salvar como arquivo de modo que todos possam consultá-las. 16) É um bom documento de produtividade para os gestores escolares, por exemplo. O que pensa a respeito? Tem outra idéia? Sabemos que dá trabalho, mas se a coleta dos dados for realmente sendo feita ao longo da oferta do curso, o que se fará nesse momento será a sistematização, só que compartilhada entre os cursistas e você, formador. 17) Sabemos que o que aqui propomos nesta Unidade e neste curso, só poderá se viabilizar com um trabalho sistemático, a se consolidar no futuro. Como só iniciamos o estudo das planilhas neste curso, será importante que outras oportunidades de formação continuda sobre elas sejam organizadas. E como formador, você pode participar desse trabalho em novos cursos. Fica o desafio. 18) Sem a formação continuada, o uso das planilhas permanerá incipiente, da mesma maneira que uma pessoa alfabetizada que não tem mais oportunidade de ler e escrever acaba por tornar-se um analfabeto funcional. Isso não é o que queremos. Portanto, preci- saremos encontrar formas de investir nessa continuidade da formação sobre as planilhas eletrônicas. Por meio delas, se continuará o investimento em inclusão digital, mas sobre- tudo social. E o mesmo poderá ocorrer com o programa de edição de texto, de construção de apresentações, de construção de blogs e assim por diante. A chama do mundo digital foi acesa com o curso, precisa de cuidados para não se esvair rapidamente. 19) Quanto ao que fazer, todos podemos pensar em novas idéias e soluções, mas cer- tamente as suas são fundamentais, porque organiza e gestiona todo o processo. Também não acreditamos em cooperação sem substância que subsidie as atividades em que se colabora. O que você propõe para o seu trabalho, o NTE de que faz parte, as escolas em que atua e o curso Introdução à Educação Digital? 20) O que poderá oferecer aos cursistas daqui pra frente, agora que os vínculos se formaram e a confiança mútua se estabelece entre vocês? Como se apoiar mutuamente? Como trabalhar juntos na solução de problemas? 21) Agora não temos o que pedir aos cursistas que leiam, apenas que continuem a ler os textos das Unidades, do CD-ROM e que usem os programas aprendidos e atuem na rede mundial dos computadores de alguma forma. Que impregnem sua prática pedagó- gica e pessoal do aprendido, iniciando uma nova trajetória de formação continuada auto- iniciada e também com apoio dos NTEs. G ui a do f or m ad or 125 Consideramos uma excelente oportunidade trabalharmos juntos e cooperativamente, entre coordenadores, formadores, técnicos, elaboradores do material do curso. Temos certeza de termos iniciado coletivamente um trabalho de importância para o país na direção da inclusão social pela via digital. E de modo cooperativo com os cursistas de todo o país. Contamos sinceramente com sua participação, apoio, contribuições e sugestões nos desafios da oferta e do aperfeiçoamento do curso num futuro próximo. Votos sinceros de muito sucesso no desenvolvimento do curso a partir deste momento. Receba nosso abraço fraterno e cordial. Coordenação do curso. Elaboradores do material Equipes de apoio técnico e administrativo [ R E f E R ê n C I A S B I B L I O G R Á f I C A S ] ARAUJO, José Paulo.[2002] O Que os aprendizes esperam dos professores na Educação a Distân- cia On-line? Em: Portal da ABED, seção Textos, publicado em 10/09/2002 às 19:00. Disponí- vel em: http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=135&sid=116 COSCARELLI, Carla Viana e Ribeiro, Ana Elisa (orgs.). [2005] Letramento digital. 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Ao contrário, essa é uma ótima chance de aproveitar e valorizar a experiência de cada um e de todos, de pro- In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 16 mover um ambiente rico para estudar, praticar, buscar apoio e aprender a aprender mais e melhor, assim como de compartilhar, negociar, colaborar e cooperar. O papel ativo de protagonistas e interlocutores dos formadores é referência básica da coordenação do curso, que reconhece como fundamental e decisivo a função que exercem nesse processo de trabalho, seja para viabilizar a proposta pedagógica em seus locais de atuação, seja para assegurar a qualidade da aprendizagem, em conformidade com políticas públicas de formação de quadros de profissionais da educação e de inclu- são digital e social. Tendo esse princípio como diretriz de seu trabalho como formador, cabe-lhe organizar grades horárias e planos de aulas aproveitando sua própria experiência na área, selecio- nando e elaborando (autoria e co-autoria) atividades em função das condições de infra- estrutura, do perfil dos cursistas sob sua responsabilidade e da viabilidade de realizá-las no tempo inicialmente previsto. REFLEXÃO Uma das maiores dificuldades das propostas pedagógicas é colocá-las em prá- tica entre todos os participantes: autores, formadores, cursistas e coordenado- res e assegurar qualidade e construção colaborativa da concepção ao término do processo. ( D E S T A Q U E ) 1. O lócus da formação será a escola e a formação será feita pelo NTE, em todas as escolas que têm o Proinfo 5. 2. Pode ser feita em escolas com ou sem conexão à Internet. 3. Nos laboratórios das escolas que não tenham o Linux Educacional instalado, a escola pode optar por: dual boot no micro; usar CD de boot do Linux Educacional ou CD de instalação do Linux Educacional. 4. As turmas serão compostas por professores e gestores, com um máximo de 20 cursistas, sendo 2 por microcomputador (prevendo-se uma margem de reserva de mais 10%). G ui a do f or m ad or 17 Caso seja necessário e viável, cabe-lhe ainda tomar decisões quanto à eventual am- pliação de carga horária, além de atuar de modo seletivo em relação ao material e ativi- dades e propositivo ao compor as experiências das turmas em que atuar como formador, até mesmo para agregar novos materiais e atividades ao curso sempre que considerar que podem contribuir para a aprendizagem. É o reconhecimento do valor da docência exercida pelos formadores. 5. Para a formação de turmas, o número mínimo de cursistas deve ser de 15 profes- sores (75%). 6. Os horários das turmas serão organizados de forma a atender às demandas dos professores e gestores das escolas. Utilize o Calc para organizar planilhas de caracterização de perfís da equipe, dos cursistas, das condições dos laboratórios, do acervo de material com que poderá contar no desenvolvimento do curso, além de outros aspectos de controle e acompanhamento das atividades. Qual a vantagem? Dispor de informações objetivas e atualizáveis que possam apoiar decisões pedagógicas de planejamento, acompanhamento, controle e avaliação. S u g e s t ã o 2 : Plano de trabalho - roteiro para caracterizar condições de atuação Elabore, em conjunto com seus colegas de NTE, um plano de trabalho para a oferta do curso Introdução à Educação Digital nas escolas/turmas sob sua responsabili- dade, com base em diversos levantamentos propostos a seguir: A: Diretrizes, equipes, locais de atuação, turmas 1) Diretrizes: conheça as diretrizes nacionais e o esboço inicial da oferta em cada NTE realizada nos encontros regionais de formadores, em que se detalhou o núme- ro de NTE por estado, o número de multiplicadores por NTE, a demanda de cur- sistas por NTE; as escolas com e sem conexão à Internet; o número de turmas por horários e turnos que serão possíveis e em que locais. 2) Equipe: detalhe o perfil da equipe de formadores do NTE, criando planilha de cadastro com o Calc, software livre que integra o Linux Educacional. Campos sugeridos: similares aos sugeridos para o perfil dos cursistas (sugestão 1) 3) Locais de atuação: detalhe as necessidades da equipe para viabilizar o deslo- camento para outras escolas que participem da oferta do curso e a realização das atividades naqueles locais. 4) Turmas: faça um quadro de turmas por turno, número de cursistas, formador e labo- ratório/escola (detalhe o horário de trabalho individual e o conjunto da equipe de forma- dores do NTE tendo em vista a composição de turmas do NTE, horários e turnos). In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 18 B: Levantamento das condições dos laboratórios Elabore levantamento detalhado das condições de funcionamento do NTE em que atua e crie planilhas eletrônicas com o software Calc: 1) Especificações e condições de funcionamento dos equipamentos que fazem parte dos laboratórios a serem utilizados na oferta do curso. 2) Sistema operacional: no caso de ainda não ter o Linux Educacional instalado, qual a melhor opção para a escola: dual boot no micro; usar CD de Boot do Linux Educa- cional ou CD de instalação do Linux Educacional. 3) Material permanente (câmera, scanner, impressora) e mobiliário (quadro branco, cavalete ou flipschart, mural ou local para afixar pôsteres e trabalhos dos cursistas); 4) Materiais de consumo (papel, disquetes, cartolinas, canetas de quadro branco ou flipchart, fitas adesivas, pastas). 5) Verifique questões de acessibilidade e atendimento aos portadores de necessida- des especiais. 6) Deixe um campo para observações, onde registrará as atualizações e aquisições realizadas. C: Levantamento do acervo disponível Faça o levantamento dos materiais disponíveis no acervo do NTE, escola e biblioteca escolar que possa ser utilizado no curso e crie planilhas eletrônicas com o software Calc para o registro dessas informações: 1) Conjuntos de materiais didáticos (impressos, CD-ROMs, DVDs, vídeos) que eventual- mente tenham sido preparados pelo NTE e que possam vir a integrar o acervo do curso. 2) Conjuntos de atividades e dinâmicas que a equipe do NTE costuma utilizar e que possam ser utilizadas nas aulas presenciais do curso. 3) Alternativas de atuação em caso de necessidades e dificuldades específicas dos cursistas, conforme seu perfil (atendimento especial e/ou horários extras para ativida- des, tutoria online ou por correio eletrônico). 4) Exemplares de materiais que os cursistas possam trazer ao NTE. 5) Bibliografia da área de tecnologias e educação (livros, revistas, artigos, jornais). 6) Tutoriais e/ou passo a passo dos softwares que integram o Linux Educacional. 7) Exemplares de cadernos de práticas de uso de programas de computador. 8) Exemplos de textos formatados com imagens e vídeos inseridos, apresentações de slides e textos publicados em blogs que possam servir de referência aos cursistas. G ui a do f or m ad or 19 ( S A I B A M A I S ) 2.3. Os formadores: autoria e cooperação em rede Um importante desafio aos formadores nesse curso é registrar sua experiência (plano de trabalho, planos de curso e de aulas, proposições, modificações, novas atividades e/ ou materiais) e avaliar sua contribuição à aprendizagem, como parte substantiva do pro- cesso, se quisermos aperfeiçoá-lo e atuar de modo cooperativo, da mesma maneira que está sendo proposto aos cursistas. Isso requer que, como formador, você exercite também a função de autor, consolidan- do e socializando seus textos, propostas, materiais, atividades e dinâmicas, participando de atividades cooperativas de elaboração com os colegas, construindo comunidade de trabalho/aprendizagem em rede com os núcleos de tecnologia educacional do país. Este curso se propõe a fazer com que cada um de nós mude a própria postura e o modo como utiliza o computador, seja como ambiente tecnológico, como ferramenta mental, como ambiente social na hora de estudar, produzir, comunicar-se, interagir e tra- balhar com os colegas e com os alunosna escola, de forma individual, em grupos e entre grupos. Você tem nas mãos o desafio de descobrir novos caminhos e modos de atuar que favoreçam um diálogo com a tecnologia ao promover a inclusão digital. O ideal é que, na comunicação e interação no curso, predomine uma via de mão dupla entre cursistas, cursistas e formadores, cursistas e seus alunos, gestores e professores, ampliando O conceito de comunidade de trabalho e aprendizagem em rede (CTAR) foi cunha- do por professores da área de tecnologias e educação da Faculdade de Educação da UnB. Assim, reflete-se no modo de conceituar a educação tecnológica na formação do educador, voltada para a democratização das oportunidades educativas e para a evo- lução continuada dos métodos de ensino em compasso com o desenvolvimento das tecnologias comunicativas, concebidas como fenômeno social e cultural que transcen- de os aparatos e as limitações tecnicistas de seu uso educativo. “Isso implica, como premissa, em não colocar os meios acima dos fins.” (fonte: SOUZA, Amaralina M. et al. Outra educação a distância é possível: comunidade de trabalho/aprendizagem em rede (CTAR). Virtual Educa, Espanha, 2005). In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 20 as possibilidades de interatividade, trocas de saberes, negociação compartilhada e cooperação. O resultado enriquecerá a experiência, a produção e a atuação de todos nós, conectados à Internet ou não. Ao iniciarmos o curso Introdução à Educação Digital iniciamos, ao mesmo tempo, a segunda etapa de elaboração do material didático. É importante esclarecer, de início, que a versão atual, que você utiliza a partir de agora, é por nós considerada um material piloto em cuja elaboração pudemos contar com a contribuição de colegas da equipe de elabo- ração oriundos de NTE do Rio de Janeiro e especialistas do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e de Brasília. Por uma série de razões que dificultaram a produção dos textos e o início iminente das atividades previstas no cronograma de oferta dos cursos em âmbito nacional, manteve-se a edição do material na versão que você está recebendo agora. Tendo em vista os obje- tivos da inclusão digital e social que permeiam toda a proposta pedagógica do curso e conscientes de lacunas e aspectos que ainda podemos aperfeiçoar, estendemos a ótica de produção cooperativa aos formadores de todas as regiões do país. Pretendemos elaborar uma nova versão do curso, a partir da revisão do material, para nele incorporar sugestões de atividades, dinâmicas, tutoriais, textos de aprofundamento, a partir de participação ampliada e de processos de elaboração cooperativa, com forma- dores de todo o país. Como viabilizar essa segunda etapa? Viabilizando a atual oferta. Contamos com sua leitura atenta e anotações durante a execução das atividades, fundamentais para o aperfeiçoamento do curso, procedimentos e materiais didáticos. Como já havíamos mencionado, os registros da experiência ora iniciada são muito re- levantes para aperfeiçoarmos este curso, que integra programa de políticas públicas de inclusão digital. Com essa diretriz em mente, sugerimos que leia os textos das orientações aos cursistas das Unidades de Estudo e Prática e o Guia do Formador, fazendo anotações de aspectos que requerem revisão da escrita, de procedimentos e sugestões de atividades e materiais que, certamente, já utiliza em sua prática pedagógica no NTE em que atua. Utilize uma cópia do texto-base das unidades e faça anotações à margem dos pará- grafos a que se referem, para contextualizar a indicação que está fazendo; anexe cópias digitais de artigos e referências e, se necessário, inclua cópias impressas de dinâmicas. Esperamos realizar atividades em ambiente virtual de trabalho e aprendizagem em rede e até em parceria com instituições de ensino superior nesse processo. Com sua efetiva colaboração, esperamos construir um banco de experiências com contribuições G ui a do f or m ad or 21 de formadores, coordenadores e elaboradores e socializá-las em portais, como o Portal do Professor, a que brevemente teremos acesso. As sugestões a seguir visam auxiliar no registro do desenvolvimento e de suas obser- vações, mas você pode buscar outras formas, incluindo registros em áudio e em vídeo, por exemplo. S u g e s t ã o 3 : S u g e s t ã o 4 : Registros de acompanhamento e controle do desenvolvimento das Unidades de Estudo e Prática de 1 a 9 e o desenvolvimento do curso (uma planilha por unidade) Analise o texto das unidades, organize os campos referentes às atividades propostas e crie planilhas eletrônicas com o software Calc. n Nas linhas, insira o nome dos cursistas, para controle individualizado; se houver gru- pos (duplas) trabalhando em um mesmo texto e/ou material. n Nas colunas, insira o nome/nº de cada atividade prevista, textos elaborados pelo formador: atividades extras, materiais alternativos, dinâmicas usadas, orientações, tu- toriais, mencionando título, assunto, objetivo, mídia usada, site de hospedagem; su- gestões para aperfeiçoamento (idéias, materiais, atividades, dinâmicas, revisões, tu- toriais); observações sobre desempenho dos cursistas (participação em atividades e dinâmicas, dados de desempenho, facilidades observadas, dificuldades observadas, encaminhamentos de orientação acadêmica). Visão geral das estratégias e materiais utilizados no desenvolvimento do curso Reorganize dados dos materiais usados das planilhas referentes ao desenvolvimento de cada unidade de estudo e prática das unidades 1 a 9 e construa novas planilhas de registro e controle. Campos sugeridos: título, assunto, mídia, hospedagem, destinatários, observações de qualidade, observações quanto ao uso, necessidades, sugestões. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 22 Temas sugeridos: - Atividades utilizadas no curso. - Materiais utilizados no curso. - Dinâmicas utilizadas no curso. - Tempo utilizado no desenvolvimento do curso (tempo utilizado em de cada atividade). - Textos elaborados pelos cursistas (título, assunto, mídia, hospedagem, destinatários, etapas de edição e produção em que se encontrar). - Atividades de prática pedagógica com tecnologias (título, assunto, materiais e mídias usadas, site de hospedagem, destinatários, informações sobre utilização na escola, efeitos desencadeados resultados observados). - Atividades de orientação acadêmica: presenciais e a distância. - Atividades de elaboração cooperativa: presencial e virtual. - Relatórios diversos. - Registros da experiência realizados pelos formadores em diversas mídias. 2.4.Objetivos do curso Introdução à Educação Digital Este curso visa a contribuir para a inclusão digital de profissionais da educação, bus- cando familiarizá-los, motivá-los e prepará-los para a utilização significativa de recursos de computadores (sistema operacional Linux Educacional e softwares livres) e recursos da Internet, refletindo sobre o impacto dessas tecnologias nos diversos aspectos da vida, da sociedade e de sua prática pedagógica. Objetivos específicos n Refletir sobre o impacto da tecnologia e suas contribuições na vida cotidiana e na atuação profissional. n Conhecer e utilizar o sistema operacional Linux Educacional e outros softwares livres, distribuídos em conjuntos com os computadores do Proinfo, que possam contribuir para a solução de necessidades, problemas e propostas pedagógicas mediadas por tecnolo- gias. n Desenvolver habilidades necessárias ao manejo do computador e de programas que possibilitam a elaboração e edição de textos e de apresentações multimídia, a comunica- ção interpessoal, interatividade, navegação e pesquisa de informações, produção, coope- G ui a do f or m ad or 23 ração e publicação de textos na Internet. n Organizar e sistematizar conteúdos em vários tipos de textos, com apoio do compu- tador e, se possível, de pesquisas na Internet. n Refletir sobre propostas para dinamizar sua prática pedagógica e a vivência de seusalunos, com o uso de softwares livres utilizados no curso. n Participar de atividades, de experiências comunicativas e cooperativas de aprendiza- gem, de dinâmicas, com ou sem conexão à rede mundial de computadores. n Buscar soluções aos desafios provocados pelas múltiplas possibilidades de trajetos de estudo e pesquisa, leitura, navegação, elaboração, socialização, produção, publicação de idéias, reflexões. 2.5. Organização do curso e metodologia Para organização deste curso elaboramos um mapa conceitual sobre a temática pro- posta, com a intenção de obter uma visão global deste processo formativo. Por ser uma ferramenta cognitiva de natureza gráfica, é útil para sistematizar conceitos, suas relações e interfaces, além de possibilitar uma visão sintética e ao mesmo tempo global do conte- údo e suas várias facetas de tratamento. O que é um mapa conceitual? E para que serve? Qual a vantagem em utilizá-lo? ( D E S T A Q U E ) Os mapas conceituais são diagramas que ajudam a ver como as palavras-chave se relacionam entre si. Sua construção parte de uma tempestade de idéias sobre uma temática que, numa segunda fase, são estruturadas em torno a palavras-chave, suas ramificações e relações entre elas. Ter uma visão global de início contribui positivamente para a aprendizagem ao funcio- nar como referência para o desenvolvimento das atividades e para a compreensão, para acompanhamento e avaliação do desempenho, pois permite evocar, organizar e represen- tar graficamente o que se vai aprendendo. Utilizamos este mapa como um organizador prévio das idéias principais, secundárias e alguns aspectos complementares das relações entre elas, que serão abordadas neste curso. In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 24 por meio de entre Apoiadas em procedimentos, posturas e valores que permitem: elaborar, redigir, editar, formatar, armazenar, imprimir, publicar, distribuir, discutir, animar, inserir, elaborar, animar, usar linguagens visual, sonora, multimidiática, criar em txt, html, pdf, flash, ppt, wav, mp3, jpg, gif. com a finalidade de realizar e suas manifestações na Sociedade tecnologias TICs, Computadores, Redes: Intranet - Internet Geradora de processos de: informação, comunicação, interação, atividade, interatividade, educação, educação digital. Hardwares: monitor, teclado, drives, memórias, placas, estabilizador, impressora, escaner, câmara. Softwares: Navegador, correio eletrônico, editor de texto escrito, wiki, editor de imagem fixa, sonora e audiovisual, editor de apresentações, editor de páginas web, planilhas, blog. portais, sites, blogs pessoais, institucionais, cooperativos, temáticos, de enciclopédias e dicionários, de jornalismo, científicos, de busca. homem e máquina, indivíduos e grupos, comunidades, comunidades de discurso países, governos e instituições. cultura, vida cotidiana, profissões, comunicação, linguagem, interação social, academia, ciência, ... . ações e reflexões entre indivíduos, grupos, instituições . discussões e proposições . definição de políticas . produções formais e informais, públicas e privadas . desenvolvimento . inovações . investimentos econômicos, sociais, tecnológicos, educacionais, comunicacionais. busca, aprendizagem, formação, produção, pesquisa, ciência, construção, divulgação, armazenamento, socialização, competência comunicativa, gênero mediacional, solução de problemas. 10 Esperamos que você, como formador, consulte-o ao longo das Unidades de Estudo e Prática e organize outros mapas conceituais relativos ao que for estudado em cada uma delas, como estratégia de aprendizagem e de ensino. Mapa conceitual sobre tecnologias no cotidiano e desafios da inclusão digital e social Autora: Leda Fiorentini – UnB, 2008 G ui a do f or m ad or 25 2.5.1. Unidades de Estudo e Prática Com essa sistematização, foi possível distribuir a temática do curso Introdução à edu- cação digital em nove Unidades de Estudo e Prática, quais sejam: Unidade 1: Tecnologias no cotidiano: desafios à inclusão digital• Unidade 2: Navegação, pesquisa na Internet e segurança na rede• Unidade 3: Comunicação mediada pelo computador: correio eletrônico• Unidade 4: Debate na rede: bate-papo, lista e fórum de discussão, netiqueta• Unidade 5: Elaboração e edição de textos • Unidade 6: Apresentações para nossas aulas• Unidade 7: Criação de blogs• Unidade 8: Cooperação e interação em rede• Unidade 9: Solução de problemas com planilhas eletrônicas• 2.5.2. Encontros presenciais e atividades a distância Cada unidade prevê atividades de aprendizagem, envolvendo conceitos, procedimen- tos, reflexões e práticas para 4 horas semanais. Foram previstas 4 horas semanais para cada unidade de estudo e prática, num total de 40 horas, que podem ser totalmente pre- senciais ou ser distribuídas em: n encontros presenciais semanais de, no mínimo, 2h; e n estudo a distância, guiado pelas Unidades de Estudo e Prática de, no máximo, 2h por semana. unidades 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Carga horária da unidade 4h 4h 4h 4h 8h 4h 4h 4h 4h Or ga ni za çã o Opção 1: 4h presenciais Opção 2: 2h presenciais e 2h a distância Total de horas do curso Introdução à educação digital: 40 horas In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 26 Cabe aos formadores dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs) planejar e re- alizar os encontros de formação com os professores e gestores nas escolas, utilizando os laboratórios de informática, de acordo com as condições específicas de cada escola, disponibilidade de seu(s) laboratório(s), demandas dos cursistas, etc. Além disso, realizar as adaptações necessárias ao plano de trabalho específico a cada turma, promover dinâ- micas e práticas, elaborar formas de acompanhamento e orientação acadêmica. Embora a duração máxima do curso seja de dez semanas, poderá ser flexibilizada e ampliada, caso a equipe do NTE considere mais adequado ao perfil dos cursistas das tur- mas que atendem. Dependendo da disponibilidade dos cursistas e dos laboratórios nas escolas, é possível realizar-se mais de um encontro semanal, diminuindo, assim, o tempo de duração do curso e vice-versa. 2.5.3. Materiais didáticos do curso Os materiais do curso visam a ampliar sua aprendizagem sobre mídias e tecnologias, manejo do computador e de alguns programas no ambiente Linux Educacional e ainda a busca de possibilidades de aproveitá-la no cotidiano e na prática pedagógica. Apresen- tam-se em dois suportes que se complementam: n dois volumes de material impresso, de fácil consulta e manuseio em qualquer ho- rário e local em que o cursista esteja. O material impresso é constituído pelo texto-base, intitulado Introdução à Educação Digital, organizado em nove unidades de estudo e prática, contendo objetivos e diretrizes de cada uma delas, textos, atividades, orientações de trabalho, práticas, tutoriais, referências bibliográficas e pelo Guia do Formador, que oferece uma visão geral do curso, a concepção norteadora, objetivos e unidades de estudo e prática, dinâmica da formação, orientações de estudo, acompanhamento e avaliação de desempenho e do curso; n um volume de material digital apresentado em CD-ROM, (um cuidado especial para os que ainda não dispõem de conexão à Internet) constituído por textos em outros meios (sons, imagens, vídeos) e estruturas (hipertextos), como base para experimentar navega- ção e interações com os temas tratados nas unidades de estudo e prática. É fundamental que você conheça os materiais do curso e se familiarize com a proposta de trabalho or- ganizada pelos autores. Elabore sínteses e resumos para organizar a informação estudada e elabore mapas conceituais para auxiliar na visualização dos conceitos aprendidos. Tenha em mente que o material didático do curso foi organizado como um material orientador para os formadores e de referência para os cursistas, que, a partir dele, pode- INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO DIGITALIntrodução à Educação Digital GUIA DO FORMADOR In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l - G UI A D O F O RM AD O R G ui a do f or m ad or 27 rão realizar as atividades propostas e consultá-las, sempre que o desejarem, nos locais e horários que lhes forem convenientes. 2.5.4. Referenciais e estratégias de construção do texto das unidades Trabalhamos com a intenção de criar oportunidades de aprendizagem de edição, nave- gação, pesquisa, comunicação e produção que pudessem ser gratificantes aos cursistas, articulando-as à experiência prévia, oriunda da trajetória social, tecnológica e educacio- nal de cada um, como base para o conhecimento, incorporação e uso consistente das tecnologias digitais na vida cotidiana e profissional. É muito importante compreender que materiais educativos não são suficientes para esse desenvolvimento autônomo e criativo dos cursistas. Não basta criar materiais multi- mídia, disponibilizá-los e achar que são suficientes para aprender. Como formador, é preciso que se organize para orientar, monitorar, participar e contribuir para o progresso dos cursistas enquanto eles utilizam o material indicado nas atividades propostas. É preciso também que recepcione os cursistas, promova o desenvolvimento das atividades propostas, a contextualização, a orientação acadêmica, o acompanhamen- to, controle, registro e avaliação da experiência, além de cooperar no aperfeiçoamento da proposta pedagógica, dos materiais e procedimentos utilizados no curso. Da parte dos cursistas, é preciso que se organizem para estudar, que reconheçam suas próprias necessidades e dificuldades de aprendizagem e realizem ações adequadas para solucioná-las de modo efetivo, exercendo controle e imprimindo ritmo que lhes assegure aprender o que foi proposto no tempo acordado. Escrita e gêneros textuais digitais emergentes. Na elaboração dos textos das unida- des de estudo e prática também assumimos a experiência da escrita que o adulto apren- diz já tem ao entrar em contato com as tecnologias. Ela é potencializadora do letramento digital, já que a escrita está amplamente presente nos ambientes virtuais, o que amplia o leque de possibilidades para escrever, ler, reconfigurar conceitos e práticas, nas novas formas de interação, novos formatos de comunicação interpessoal, produzindo novos gêneros textuais (Coscarelli & Ribeiro, 2005). Procuramos recuperar padrões de comunicação interpessoal e de escrita como base para a introdução da escrita eletrônica e gêneros digitais emergentes (Marcuschi & Antô- nio Carlos, 2004) ao utilizar programas de edição de texto, comunicação via e-mail, nave- gação, produção de apresentações, construção de blogs e planilhas eletrônicas. Gênero textual mediacional. Aproveitamos a contribuição de Sousa (2001 e 2006) In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 28 sobre gênero textual mediacional, ao estudar textos para ensino a distância ou mediado por tecnologias, ao decidir por uma forma dialogada no desenvolvimento dos temas e reflexões para realizar a mediação pedagógica entre temas e manejo do computador, pe- riféricos, programas, ambientes virtuais. Estruturas de tratamento do tema. Nos textos das unidades, propomos situações de estudo permeadas por atividades práticas e de passo a passo na utilização do computa- dor, periféricos, aplicativos, ao mesmo tempo em que buscamos aguçar a atenção dos cursistas para detalhes, procedimentos, efeitos, implicações nas vida cotidiana e nas pro- postas de atuação profissional. Procure identificar as estruturas correspondentes no texto e os marcadores que as acompanham, assim ficará mais fácil diferenciá-las, a saber: n Objetivos de aprendizagem – norteadores do trabalho e da atividade dos participan- tes. n Introdução – texto curto introduzindo a unidade de estudo e sua importância; n Destaque – informação ressaltada. n Questionamento, reflexão, discussão – aspectos destacados para levantar efeitos, ( S A I B A M A I S ) G ê n e r o t e x t u a l m e d i a c i o n a l Para um texto apresentar características interativas e envolventes como gênero mediacional, os autores utilizam algumas estratégias lingüísticas e conceituais para simbolizar um contexto de interação, como uma sala de aula virtual. Usam estratégias lingüísticas como vocativo, o termo você, contextualização, paráfrase, estilo sintático (frases que formam seqüências veiculadoras de sentidos), expressões que marcam o fluxo de informação, expressões destacadas, discurso direto, repetição, intertextualidade. Entre as estratégias contextuais, uso de notas de rodapé, atividades teóricas e práticas. (Sousa, 2001 e 2006, Gênero textual “mediacional”: um texto narrativo e envolvente na perspectiva de um contexto específico. (Dissertação de mestrado e tese de doutorado). Brasília: Universidade de Brasília/ Instituto de Letras, 2001). G ui a do f or m ad or 29 manifestações, necessidades do que se estuda e do contexto de atuação dos cursistas. n Leituras propostas – textos selecionados para aprofundamento como base para ati- vidades das unidades. n Vídeo – selecionados para variar a abordagem da temática para estimular a reflexão. n Para saber mais – trazer mais informações ou experiência consideradas interessan- tes para os cursistas. n Indicações de sites, blogs, links – para aprofundar a experiência e facilitar a pesquisa. n Atividades de elaboração, redação de texto, de plano, de proposta, de pesquisa, de navegação, de execução, de produção. n Atividades de prática pedagógica – estimular o desenvolvimento de atividades na escola em que os cursistas atuam. n Atividades a distância – relacionadas ao contexto dos cursistas, demandam tempo para sua elaboração e realização; buscam aplicaçação e transferência de idéias, ha- bilidades, produção contextualizada na escola. n Concluindo – sistematização final e indicações para as próximas unidades. n Referências bibliográficas da unidade. n Glossário - ao lado do texto em que a palavra aparece (na margem) e ao final do texto impresso. Projeto gráfico. As estruturas se expressam no projeto gráfico quanto ao tratamento das relações entre forma e conteúdo dos textos das unidades. Utilizamos recomendações da área de educação a distância, de modo que o texto foi organizado em uma coluna prin- cipal com uso da margem para informação complementar, posicionamento de ícones para indicar atividades solicitadas no texto, questionamentos, glossário, comentários. Veja alguns exemplos: In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 18 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 19 Apresentação Estamos iniciando o curso Introdução à Educação Digital. Esse curso integra um con- junto de políticas públicas voltadas à inclusão digital. Esperamos que você participe da construção deste processo formativo, aprendendo sobre mídias e tecnologias, no contexto do Linux Educacional, e que maneje ferramentas de produção e outros programas de com- putador. É importante que você também refl ita sobre a tecnologia digital e as possibilidades de mudanças que elas podem provocar em sua trajetória pessoal e profi ssional. A chegada das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na escola traz de- safi os e problemas, cujas soluções vão depender das potencialidades de cada escola, do trabalho pedagógico que nela se realiza, de seu corpo docente e discente, de sua co- munidade interna e externa, dos propósitos educacionais e das estratégias que propiciam aprendizagem. Precisamos compreender a realidade em que atuamos e planejar a construção de no- vos cenários, de novos saberes, com as novas tecnologias e aprender a lidar com a diver- sidade, a abrangência e a rapidez de acesso às informações, com novas possibilidades de comunicação e interação, novas formas de aprender, ensinar e produzir conhecimento. Não há um só caminho, nem uma só solução. Ao contrário, há uma gama de possibili- dades por meiodas quais poderemos encontrar novas respostas para velhas perguntas. TECNOLOGIAS NO COTIDIANO: DESAFIOS À INCLUSÃO DIGITAL 1. [ G L O S S Á R I O ] Educação digital: oportunidade para utilizar os meios digitais com autonomia e participação, individual e cooperativa; promoção do letramento digital na prática social, como capacidade de ler e intervir no mundo, de modo que cada um decida quando, como e para que utilizar a tecnologia, como produtor, criador, compositor, montador, apresentador e difusor de seus próprios produtos, o que requer domínio de técnicas específi cas de interação e formação de saberes, promovendo a inclusão social. Inclusão digital: garantia de acesso à informação, domínio das linguagens básicas e de programas para, com autonomia, criar conhecimentos, elaborar conteúdos, comunicar-se e expressar idéias; utilizá-los como ferramenta de desenvolvimento, inovação, participação ativa na sociedade e emancipação. Linux: é um sistema operacional, software livre, que nasceu de um projeto de Linus Benedict Torvald. O nome Linux surgiu da mistura de Linus + Unix. Para saber mais sobre a história do Linux acesse a Wikipedia . In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 20 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 21 Objetivos de aprendizagem desta unidade de estudo e prática: n Conceituar o que são mídias e tecnologias e a evolução desses conceitos. n Refl etir sobre a utilização e a importância dos computadores e da Internet na sua vida e na educação. n Conhecer alguns recursos básicos do computador. n Elaborar um texto contendo refl exões sobre o papel da tecnologia na sua vida e na formação de professores e gestores escolares. Introdução O homem vem evoluindo socialmente e utilizando recursos da natureza em benefício pró- prio, transformando-os em ferramentas. Elas ajudam a criar “conjuntos de conhecimentos, formas e técnicas de fazer as coisas, costumes e hábitos sociais, sistemas de comunicação e crenças, transmitidas de geração em geração” (Kenski apud Fiorentini e Carneiro, 2000, p.14). Olhe a sua volta. Muitos dos objetos presentes em nossa vida cotidiana são ferramentas como livros, giz, apagador, papel, canetas, sabonetes, talheres, televisor, telefone, câmara fotográfi ca, aparelhos de som, vídeos, computador. Vivemos em um cenário de constantes e aceleradas mudanças, provocadas pelos avan- ços científi cos e tecnológicos e por transformações sociais e econômicas. Essas mudanças revolucionam nossos modos de comunicação, de relacionamento com as pessoas, com os objetos e com o mundo ao nosso redor, encurtando distâncias, expandindo fronteiras, num intenso intercâmbio de produtos e práticas socioculturais. Nesse contexto globalizado, as novas mídias e tecnologias invadem nosso cotidiano e aceleram e aprofundam essas transformações. Na sociedade contemporânea, pós-moderna, a tecnologia e, principalmente, a informá- tica estão presentes em toda parte. Na hora de votar, por exemplo, a urna eletrônica é um computador. Para sacar dinheiro, muitas vezes usamos um caixa automático. Nos dois casos, apertamos botões, dando instruções que precisam ser cumpridas para que as má- quinas executem as ações desejadas. Que tal conhecer alguns recursos básicos do com- putador? [ G L O S S Á R I O ] Mídia (do inglês media): designa os meios ou o conjunto dos meios de comunicação: jornais, revistas, TV, rádio, cinema, etc. Tecnologia: termo que envolve o conhecimento técnico e científi co e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento. Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser: n ferramentas e máquinas que ajudam a resolver problemas; n técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramentas, e processos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos; n método ou processo de construção e trabalho (tal como a tecnologia de manufatura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial). Autor da foto: Vaughan Willis Fig. 1.1: Na década de 1980, apareceram no Brasil os primeiros terminais bancários, iniciando assim a evolução da automação bancária. Figura 1.5: As teclas ENTER e SHIFT Teclas SHIFT, ENTER e CTRL. No teclado, ao digitar, essas teclas se destacam pelas funções que executam: a tecla SHIFT por inserir a letra maiúscula e outros sinais gráfi cos e a tecla ENTER por enviar a informação ao sistema que controla o programa, respectivamente, e ainda temos a tecla CTRL que acionado em conjunto com outras teclas pode ter uma função especial. Por exemplo, no editor de texto a tecla + a tecla , ativa a função negrito, ou seja, tudo digitado após este comando sairá em negrito (para desabilitar esta funçãopressione novamente +). Alguns teclados mais recentes trazem uma seta para cima ou a palavra CAPS LOCK, ao invés da palavra ShIFT. E a tecla ENTER aparece em duas posições no te- clado, para facilitar a digitação de letras e de números. Localize-os. Essas teclas são muito usadas na digitação de textos. Veja o porquê nas dicas ao lado. Antes de começar, experimente livremente as dicas para digitar um texto. DICAS: 1. Enquanto estiver escrevendo, você não precisa se preocupar em mudar de linha, porque o editor de texto faz isso automaticamente. 2. Quando terminar de digitar um parágrafo ou título, você pode apertar a tecla ENTER (que indica fi m de parágrafo), ou ainda se preferir mudar de linha ou para dar um espaço a mais entre as linhas, pressione + . 3. Se você quiser escrever uma letra maiúscula, mantenha apertada a tecla SHIFT e aperte a tecla da letra escolhida. 4. Para escrever uma palavra ou frase toda em letra maiúscula, aperte a tecla CAPS LOCK ou FIXA (em alguns teclados) e depois digite normalmente. Para voltar a escrever com letras minúsculas, basta apertar CAPS LOCK ou FIXA de novo. 5. Não se usa separar sílabas das palavras, o computador faz isso para você nos editores de texto. 6. Para digitar um caractere localizado na parte de cima da tecla (!, $, %, ?, @ , &, ^ etc.), é só apertar ao mesmo tempo SHIFT e a tecla do símbolo que você quer escrever (estes caracteres são chamados de caracteres especiais). 7. Se você quiser acentuar uma letra, basta digitar primeiro o acento e depois a letra. Ele irá aparecer depois que a letra for digitada, o mesmo vale para o Ç, em alguns computadores existe a tecla Ç, mas caso o seu computador não tenha esta tecla, basta digitar o acento + e terá um Ç. [ D E S T A Q U E ] [ S A I B A M A I S ] Que tal aprender a posicionar os dedos no teclado? Você encontrará a posição dos dedos no teclado, para digitar corretamente, no link: Você também pode exercitar o uso do teclado para aumentar a velocidade da digita- ção e memorizar a posição das letras e teclas mais importantes. Visite o site indicado. Vamos digitar? Figura 1.5: A tecla CAPS LOCK, quando ativa, transforma todas as letras em maiúsculas. Autor da foto: Stephanie Bretherton. Disponível em ATIVIDADE DE ELABORAÇÃO 2 Vamos por etapas: n Recupere o texto manuscrito que preparou – servirá como base para a digi- tação. n Planeje o tipo de texto que vai usar: pode ser uma carta a alguém que não está no laboratório, mensagem de abertura do jornal da escola em que trabalha (mesmo que ainda vá criá-lo), folheto de divulgação dos conceitos estudados, resenha, relatório do que aprendeu, ou outro que preferir. A escolha é sua. n Reorganize o texto para atender às características do tipo de texto escolhi- do: faça os ajustes que forem necessários, introduzindo elementos que faltam, mexendo na estrutura de apresentação das idéias, no modo de concluir e assim por diante. n Essa etapa é fundamental daqui para a frente, pois seu texto começa a ter caráter de publicação. n Uma vez aberto o programa BrOffi ce.org Writer, iniciaremos a digitação do texto de síntese que você elaborou a partir do vídeo, dos textos recomendados, das refl exões realizadas e do tipo de texto que escolheu digitar. Já percebeu que as publicações impressas podem tornar-se excelentes projetos, pois permitem que os alunos conduzam a pesquisa e compartilhem seus pensamentos? Que tal planejar uma publicação sobre temas de interesse da comunidade escolar? Anime-se! In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 30 In tr od uç ão à E du ca çã o D ig ita l 31 ATIVIDADE DE EXECUÇÃO 5 Vamos usar o teclado? Para digitar e introduzir informações no sistema que gerencia o programa editor de texto que vamos usar, você precisará utilizar o teclado, que possui teclas com letras, números e outras funções especiais. Figura 1.4: Teclado alfanumérico Autor da foto: Petr Kovar. Acessível em Figura 1.5: As teclas ENTER e SHIFT Teclas SHIFT, ENTER e CTRL. No teclado, ao digitar, essas teclas se destacam pelas funções que executam: a tecla SHIFT por inserir a letra maiúscula e outros sinais gráfi cos e a tecla ENTER por enviar a informação ao sistema que controla o programa, respectivamente, e ainda temos a tecla CTRL que acionado em conjunto com outras teclas pode ter uma função especial. Por exemplo, no editor de texto a tecla + a tecla , ativa a função negrito, ou seja, tudo digitado após este comando sairá em negrito (para desabilitar esta função pressione novamente +). Alguns teclados mais recentes trazem uma seta para cima ou a palavra CAPS LOCK, ao invés da palavra ShIFT. E a tecla ENTER aparece em duas posições no te- clado, para facilitar a digitação de letras e de números. Localize-os. Essas teclas são muito usadas na digitação de textos. Veja o porquê nas dicas ao lado. Antes de começar, experimente livremente as dicas para digitar um texto. DICAS: 1. Enquanto estiver escrevendo, você não precisa se preocupar em mudar de linha, porque o editor de texto faz isso automaticamente. 2. Quando terminar de digitar um parágrafo ou título, você pode apertar a tecla ENTER (que indica fi m de parágrafo), ou ainda se preferir mudar de linha ou para dar um espaço a mais entre as linhas, pressione + . 3. Se você quiser escrever uma letra maiúscula, mantenha apertada a tecla SHIFT e aperte a tecla da letra escolhida. 4. Para escrever uma palavra ou frase toda em letra maiúscula, aperte a tecla CAPS LOCK ou FIXA (em alguns teclados) e depois digite normalmente. Para voltar a escrever com letras minúsculas, basta apertar CAPS LOCK ou FIXA de novo. 5. Não se usa separar sílabas das palavras, o computador faz isso para você nos editores de texto. 6. Para digitar um caractere localizado na parte de cima da tecla (!, $, %, ?, @ , &, ^ etc.), é só apertar ao mesmo tempo SHIFT e a tecla do símbolo que você quer escrever (estes caracteres são chamados de caracteres especiais). 7. Se você quiser acentuar uma letra, basta digitar primeiro o acento e depois a letra. Ele irá aparecer depois que a letra for digitada, o mesmo vale para o Ç, em alguns computadores existe a tecla Ç, mas caso o seu computador não tenha esta tecla, basta digitar o acento + e terá um Ç. [ D E S T A Q U E ] [ S A I B A M A I S ] Que tal aprender a posicionar os dedos no teclado? Você encontrará a posição dos dedos no teclado, para digitar corretamente, no link: Você também pode exercitar o uso do teclado para aumentar a velocidade da digita- ção e memorizar a posição das letras e teclas mais importantes. Visite o site indicado. Vamos digitar? Figura 1.5: A tecla CAPS LOCK, quando ativa, transforma todas as letras em maiúsculas. Autor da foto: Stephanie Bretherton. Disponível em ATIVIDADE DE ELABORAÇÃO 2 Vamos por etapas: n Recupere o texto manuscrito que preparou – servirá como base para a digi- tação. n Planeje o tipo de texto que vai usar: pode ser uma carta a alguém que não está no laboratório, mensagem de abertura do jornal da escola em que trabalha (mesmo que ainda vá criá-lo), folheto de divulgação dos conceitos estudados, resenha, relatório do que aprendeu, ou outro que preferir. A escolha é sua. n Reorganize o texto para atender às características do tipo de texto escolhi- do: faça os ajustes que forem necessários, introduzindo elementos que faltam, mexendo na estrutura de apresentação das idéias, no modo de concluir e assim por diante. n Essa etapa é fundamental daqui para a frente, pois seu texto começa a ter caráter de publicação. n Uma vez