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Texto: A Importância da Administração e de Seus Profissionais A Administração é responsável pelo alcance dos objetivos de uma organização por meio de pessoas, sendo estas lideradas por um profissional da área. No texto A Importância da Administração e de Seus Profissionais, os autores destacam que o Administrador deve dispor não apenas de conhecimento sobre seu conteúdo, mas necessita de capacidades para aplicá-lo. Todos os dias as organizações se deparam com situações diferentes, o que exige dinamismo para lidar com tais eventos não planejados. Os colaboradores devem estar preparados para as mudanças, usufruindo dos conhecimentos administrativos para solucionar os problemas. Os profissionais da Administração são conhecedores de diversos ramos administrativos, podendo citar o marketing, gestão financeira, de pessoas, entre outras, tendo capacidade de atuação em cargos diversos, pois dispõe de múltiplas competências. Desenvolver tais competências é possível através do estudo e da prática na profissão. Esse profissional está em constante transformação e a cada atividade exercida adquire um pouco mais de conhecimento, afirmam os autores. Segundo o texto, o administrador deve dispor de raciocínio rápido, ser inovador e objetivo em suas decisões, tendo também como característica a liderança em suas ações. É preciso que, muito mais que solucionar problemas, o profissional saiba agir dentro dessas adversidades trazendo novos resultados, beneficiando assim a organização e as pessoas ligadas à ela. O texto enfatiza sobre a natureza da Administração, que se caracteriza como Ciência Social, ressalta ainda sua importância para as organizações, pois tem poder decisivo sobre o seu futuro. Ou seja, se a gestão vai bem, a empresa alcançará resultados de sucesso, caso contrário seu fim será evidentemente o fracasso. Tendo conhecimento do ramo administrativo e de sua complexidade os autores enfatizam no texto sobre a pratica da administração, que está voltada o olhar para a busca de melhorias, sempre, em todos os campos organizacionais. Como referência no texto, os autores usam um pequeno trecho de Chiavenato, onde este diz sobre a necessidade de administrar em toda e qualquer empresa, seja ela do ramo alimentício, industrial, lucrativa ou não lucrativa. Seus objetivos serão alcançados somente com a eficiência da aplicação da Administração. A prática da Administração está sempre passando por modificações e isso se estende em toda sua trajetória, através de sua necessidade devido às novas tecnologias. Os autores afirmam ainda que as próximas mudanças ao passar dos anos serão desafiadoras e incertas, tendo como contribuintes a concorrência acirrada, globalização e outros fatores do mundo moderno. Segundo um trecho de Andrade citado no texto, a administração é considerada uma arte, se tomada do ponto de vista em que arte é obtenção dos resultados desejados, aplicando assim suas habilidades através dos conhecimentos adquiridos, agindo assim o administrador de forma criativa, reinventando-se diante das dificuldades para que a organização não seja prejudicada. Porém não se limita a arte, devido ao seu embasamento em ciências sociais que a compõem como as teorias, princípios e técnicas, além do seu apoio às ciências exatas composta pela estatística, matemática financeira e a contabilidade. Um marco que despertou o interesse dos estudiosos quanto a administração como Ciência, segundo o texto, foi a Revolução Industrial. Apesar de afirmar que muitos dos antepassados já utilizavam de conhecimentos administrativos, como os Egípcios, os Hebreus, os Gregos e os Romanos. No entanto, as técnicas aplicadas na Administração vêm se modificando através dos avanços tecnológicos, o que exige que as organizações sejam flexíveis a essas modificações. O estudo da Administração como Ciência foi proposto por Frederick Taylor, que deu ênfase na racionalização das tarefas, buscando o aumento da produtividade nas indústrias, relatam os autores. Logo em seguida vem a Teoria Clássica, escrita por Henry Fayol, que destinou seus estudos á estrutura e o funcionamento das empresas. Segundo o texto, Fayol dividiu as operações de uma organização em seus grupos, sendo elas técnicas, comerciais, financeiras, de segurança, contábeis ou administrativas. Sendo assim cada uma delas destinada a um profissional específico, praticando a divisão de tarefas. Foram abordados no texto breves apresentações por outros estudiosos, relatados em obras de autores como Chiavenato, Maximiano e Andrade. São estas a Escola das Relações Humanas, que deu ênfase às pessoas da organização. A Teoria da Burocracia, de Max Weber, que associava a Administração ao sistema político, acreditando que cada época necessitava de um suporte administrativo para autoridades, depois vem a corrente comportamentalista que têm como ênfase o estudo dos efeitos da motivação humana nas empresas, percebendo o quão importante é para o aumento da produção. A Abordagem Sistêmica estuda a empresa como partes que se complementam, e não como partes individuais. A empresa deve trabalhar em forma de sistema, com as partes funcionando em conjunto. Na Abordagem Contingencial acredita-se que não há um padrão para administrar empresas, mas que cada situação exige uma técnica diferente, utilizando o conhecimento de todas as outras teorias existentes. E por último, mas não menos importante, as Novas Abordagens Administrativas que buscam se adaptar ao comportamento atual das empresas, com foco na inovação dos colaboradores para o melhor desempenho competitivo das organizações, evidenciam os autores. No que o texto se refere às organizações e o papel dos profissionais de Administração, destaca-se a necessidade da adaptação das empresas a fatores do mundo globalizado como o sociocultural, aspectos políticos e econômicos das organizações. O papel dos administradores se torna indispensável nesse aspecto de transformação da globalização. Porém é necessário entender os tipos de organização existentes para compreender melhor a função de cada profissional. São três os tipos: organizações governamentais, que tem como gestão o governo e sua função é prestar serviços à sociedade. As organizações empresariais, que tem um ramo de atuação definido e tem a finalidade lucrativa, comercializando ou produzindo bens e serviços. E as organizações de Terceiro Setor que são entidades públicas não ligadas ao governo, sem fins lucrativos, com a finalidade de oferecer projetos sociais e proporcionar melhores serviços à comunidade. Segundo os autores, as organizações são sistemas compostos por diversos fatores agrupados, que funcionam em conjunto e dependem um do outro. Os requisitos para atender as necessidades do público vem se tornando cada vez mais complexos, uma vez que o mercado está cada vez mais competitivo e a sociedade é totalmente organizacional. Em um trecho de Lacombe citado no texto, ele elucida que a tecnologia por si só não produz efeitos, mas que é necessária uma boa Administração que permita a aplicação dos recursos disponíveis. É preciso que os administradores sejam eficientes e eficazes em sua atuação. A eficiência passou de um simples quesito a uma característica principal do profissional, tendo em vista que ela se descreve como a obtenção de resultado com o mínimo de esforço necessário. O conceito de eficiência na Administração Científica é utilizar os recursos disponíveis, de forma correta e obter o resultado desejado. A organização tende a obter sucesso quando adota os princípios de eficiência e eficácia para o seu meio. Enquanto a eficiência foca no processo, a eficácia está voltada para o resultado obtido por meio do processo. Sobre as competências e habilidades dos profissionais de Administração, no texto, destaca-se o seu múltiplo papel dentro das organizações, que podem atuar em diversos setores da economia, desde o setor privado ao terceiro setor. Este profissionaldeve ser ágil e criativo, saber trabalhar em equipe e desenvolver a habilidade de lidar com situações inesperadas e de caráter desafiador, que são situações comuns no dia a dia de uma organização. Uma figura no texto demonstra a forma como Vieira agrupa as competências dos administradores, ele as descreve como conhecimento que é o saber, a habilidade que é saber fazer e a atitude, que está em querer fazer. As habilidades do administrador são três, descritas como habilidades técnicas, humanas e conceituais. A parte técnica refere-se ao processo e á execução das tarefas, voltada para o nível operacional. As habilidades humanas estão diretamente ligadas às pessoas, à motivação das equipes e à liderança eficaz. E a conceitual está voltada para o geral, a organização como um todo, é entender a relação da empresa com o meio externo, como citado no texto. Os autores concluem fazendo uma balança das habilidades do administrador com o seu nível do cargo profissional. Com o nível organizacional elevado, a necessidade de habilidades técnicas diminui, portanto aumentam as necessidades do conhecimento da habilidade conceitual. Tendo isto, pode-se afirmar que o nível estratégico está ligado às habilidades conceituais, o nível tático às habilidades conceituais e o nível operacional às habilidades técnicas. Texto: Taylor e Fayol A Administração resulta da junção dos conhecimentos de vários estudiosos, os quais vem se transformando o tempo todo. Ela começou ser utilizada com mais vigor após a Primeira Revolução Industrial. O pontapé inicial para essa Revolução foi com o surgimento da máquina a vapor, onde começou a ser substituída a mão-de-obra pelo uso das máquinas, aumentando assim a produção e, em consequência, movimentando a economia global. Já a Segunda Revolução Industrial teve inicio com o uso dos derivados do petróleo e a energia elétrica, o que fez expandir o capitalismo, surgindo assim novas empesas. Com o aumento das indústrias e da necessidade do controle destas, houve o surgimento dos fundamentos da Teoria Geral da Administração, estudados por dois engenheiros. O primeiro foi Frederick Taylor e o segundo, Henry Fayol. A Escola Clássica da Administração foi dividida em dois grupos: a Administração Científica, que tinha Taylor como seu autor e a Teoria Clássica da Administração, liderada por Fayol. O autor destaca sobre a teoria de Taylor, que visava minimizar os gastos e aumentar a produção. o foco estava em encontrar o problema e solucioná-lo no menor tempo possível. Taylor investiu na padronização das tarefas para cada operário, ou seja, em toda a sua jornada de trabalho o colaborador executava somente uma atividade, todos os dias. Foram instalados departamentos, em sequência, das funções a serem executadas para a produção de determinado produto. Ele definiu princípios para instruir os operários a produzirem com maior eficiência e eficácia. São estes: a intensificação, que concentra em produzir em menos tempo; a economicidade, onde reduz o estoque de matérias-primas; produtividade, em que o núcleo é a formação e capacitação dos colaboradores, a depender da sua função. Consoante ao que diz o autor, Frederick Taylor era de família “quacker”, pessoas respeitadas em seu campo e rígidos em suas leis. O que fez esse engenheiro adquirir o modelo de Administração Científica, voltado para a racionalização das tarefas, foi o seu estudo diante do sistema daquela época, em que os trabalhadores recebiam por produção, forçando o ritmo de trabalho e afetando seus funcionários em seu estado físico e psicológico. Sendo assim, Taylor quis estudar pelo lado dos operários, ele acreditava que quando havia menor produção, a solução estava em ajustar a máquina ao ritmo humano. Presumia também que era fator de desmotivação daquele que produzia mais, receber a mesma remuneração de quem produzia menos. Apesar de que maior parte da produção depende dos operários, o resultado de grande produtividade originava da boa gestão, de técnicas aplicadas de forma eficiente e eficaz. Isso exige da supervisão o estudo minucioso das tarefas aplicadas de forma padronizada, as atividades devem ser planejadas, havendo prêmios de motivação pela maior produção, entre outros fatores que são de responsabilidade dos gestores, de acordo com os relatos do texto. Enquanto se desenvolvia nos Estados Unidos a Administração Científica, na França estava a surgir os estudos da Teoria Clássica, desenvolvida por Henry Fayol. Na busca do mesmo objetivo, que é o aumento da produtividade, ao tempo que a Administração Científica foca nas tarefas, a Teoria Clássica deu ênfase à estrutura organizacional. Segundo os relatos do texto, os estudos de Fayol abordavam a empresa como um todo, com uma visão geral de funcionamento. Ele estabeleceu seis funções básicas em seu livro “Administração Industrial e Geral”, que são essenciais para o funcionamento das organizações, são elas: funções técnicas, direcionadas à produção; comerciais, relacionadas à compra e venda; financeiras, voltadas para o econômico da empresa; de segurança, protegendo os bens e as pessoas; funções contábeis, cuidando dos registros e inventários; e administrativas, onde pode-se afirmar que coordenam as outras cinco funções empresariais, tornando-lhe mais essencial. Para Fayol, administrar está em prever, organizar, comandar, coordenar e controlar, funcionando as partes em conjunto. Ele acredita que a organização não deve ser regulada por um padrão, mas que deve se flexibilizar conforme a sua situação atual. Tem que haver uma ligação entre os níveis hierárquicos onde tenha comunicação para a boa Administração acontecer. Os níveis hierárquicos de uma empresa podem ser representados através de gráficos organogramas. São descritos no texto os princípios estabelecidos por Henry Fayol, onde são citados a divisão do trabalho, que acontecia de forma vertical e horizontal, a vertical está entre os níveis hierárquicos da organização, já a horizontal acontece no mesmo nível, o que muda é a tarefa em que se atua. No princípio da autoridade e responsabilidade, a primeira é o poder que o responsável por esta função tem para dar ordens aos seus subordinados, já a responsabilidade está para os deveres que os colaboradores tem sob as ordens dadas pelos chefes. A disciplina é obedecer às regras estabelecidas dentro das organizações. A unidade de comando consiste em uma pessoa só para ditar as ordens em um departamento. A unidade de direção é que o plano para uma área da empresa deve ser somente um a ser executado. A subordinação dos interesses individuais é colocar os objetivos da empresa em primeiro lugar. Remuneração do pessoal busca o pagamento justo para a função exercida. A centralização é onde a autonomia para tomar decisões é somente do chefe que está no topo do nível hierárquico. A cadeia escalar divide a empresa em seus níveis de autoridade. A ordem é o princípio que mantém cada coisa no lugar certo. Equidade é o tratamento com igualdade entre os membros da empresa. A estabilidade do pessoal que é manter um funcionário pelo maior tempo possível em um cargo. A iniciativa é não esperar ser mandado para fazer a sua obrigação, e as vezes, fazer mais que a obrigação. E, por fim, o espírito de equipe, que está voltado para a gestão de pessoas, buscando a harmonia no campo de trabalho. A Teoria Clássica é rotulada como prescritiva, onde dita de que forma a organização deve funcionar, como se fosse um manual de instruções das empresas. Mesmo com o sucesso das teorias desenvolvidas por Henry Fayol e Frederick Taylor, ainda eram notáveis as críticas aos engenheiros, como foi feito no filme “Tempos Modernos”, que refletia a negatividade na vida dos operários quanto às atividades repetitivas, afetando o físico e o psicológico destes. Os autores concluem que, a partir do conhecimento de novos estudiosos, que a Administração Científica e a Teoria Clássica da Administração começarama ser distorcidas se olhadas do ponto de vista que na primeira teoria o homem era tido como máquina e na segunda os princípios eram estabelecidos sem antes serem testados.