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REVISÃO DE LITERATURA PARA O ENEM
	
Conheça as principais características das Escolas Literárias, bem como seu contexto histórico. Literatura e História são intimamente ligadas;
A interpretação do texto literário é o “X” da questão. Munido da contextualização histórica, leia atentamente o texto e busque verificar o sentido de possíveis figuras de linguagem presentes no texto, significado das palavras conforme o contexto, leitura atenta de textos não verbais etc.;
Conhecer os principais autores de determinada época literária pode fazer a diferença na hora de responder uma questão. Saber que o autor é pessimista, ou que tem determinada visão de mundo, pode levar o estudante a marcar a opção correta;
Identificar a Função da Linguagem do texto pode ser um bom suporte para algumas questões que pedem algo relacionado aos elementos da comunicação. E, lembre-se: A PROVA DE LITERATURA É, PRINCIPALMENTE, UMA PROVA DE LEITURA. É necessário que você esteja atento aos sentidos denotativos e conotativos e seja direcionado por uma leitura adequada da questão.
QUINHENTISMO
 CONTEXTO HISTÓRICO
Renascimento (séc. XV e XVI);
Ruptura com o mundo feudal, baseado na fé e na religião, pois defende a crença no homem e na razão;
Período de intensa atividade cultural e científica; 
Conclusão de que a Terra era redonda;
Descoberta de que os oceanos não eram habitados por monstros e dragões;
Heliocentrismo: o Sol é o centro do Universo, e não a Terra, como queriam os religiosos;
O Homem se sente tão poderoso quanto Deus.
LITERATURA DE INFORMAÇÃO
		Essas obras têm mais valor histórico do que literário, pois relatam os primeiros contatos com a terra brasileira e seus nativos. Portanto, são textos que tinham como objetivo manter os governantes metropolitanos informados sobre os novos domínios.
			
LITERATURA JESUÍTICA
	Nos primeiros anos de colonização, não existia vida cultural no Brasil. Ela só começa em 1549, com a chegada dos jesuítas, que fundaram os primeiros colégios, únicos redutos de atividade intelectual na colônia;
Missão: catequizar os índios (os negros, que começavam a chegar, foram ignorados) e expandir a fé católica no Novo Mundo. O principal instrumento de catequização foi o teatro, mas os jesuítas também produziram poemas sem finalidade catequética, com destaque para o padre José de Anchieta.
TEXTO I 
	Andaram na praia, quando saímos, oito ou dez deles; e daí a pouco começaram a vir mais. E parece-me que viriam, este dia, à praia, quatrocentos ou quatrocentos e cinquenta. Alguns deles traziam arcos e flechas, que todos trocaram por carapuças ou por qualquer coisa que lhes davam. […] Andavam todos tão bem-dispostos, tão bem feitos e galantes com suas tinturas que muito agradavam. 
CASTRO, S. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 1996 (fragmento).
PORTINARI, C. O descobrimento do Brasil. 1956. Óleo sobre tela, 199 x 169 cm
 Disponível em: www.portinari.org.br. Acesso em: 12 jun. 2013. (Foto: Reprodução)
TEXTO II
Pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro, a carta de Pero Vaz de Caminha e a obra de Portinari retratam a chegada dos portugueses ao Brasil. Da leitura dos textos, constata-se que
A. a carta de Pero Vaz de Caminha representa uma das primeiras manifestações artísticas dos portugueses em terras brasileiras e preocupa-se apenas com a estética literária.
B. tela de Portinari retrata indígenas nus com corpos pintados, cuja grande significação é a afirmação da arte acadêmica brasileira e a contestação de uma linguagem moderna.
C. a carta, como testemunho histórico-político, mostra o olhar do colonizador sobre a gente da terra, e a pintura destaca, em primeiro plano, a inquietação dos nativos.
D. as duas produções, embora usem linguagens diferentes – verbal e não verbal –, cumprem a mesma função social e artística.
E. a pintura e a carta de Caminha são manifestações de grupos étnicos diferentes, produzidas em um mesmo momentos histórico, retratando a colonização.
TEXTO I 
	Andaram na praia, quando saímos, oito ou dez deles; e daí a pouco começaram a vir mais. E parece-me que viriam, este dia, à praia, quatrocentos ou quatrocentos e cinquenta. Alguns deles traziam arcos e flechas, que todos trocaram por carapuças ou por qualquer coisa que lhes davam. […] Andavam todos tão bem-dispostos, tão bem feitos e galantes com suas tinturas que muito agradavam. 
CASTRO, S. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 1996 (fragmento).
PORTINARI, C. O descobrimento do Brasil. 1956. Óleo sobre tela, 199 x 169 cm
 Disponível em: www.portinari.org.br. Acesso em: 12 jun. 2013. (Foto: Reprodução)
TEXTO II
Pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro, a carta de Pero Vaz de Caminha e a obra de Portinari retratam a chegada dos portugueses ao Brasil. Da leitura dos textos, constata-se que
A. a carta de Pero Vaz de Caminha representa uma das primeiras manifestações artísticas dos portugueses em terras brasileiras e preocupa-se apenas com a estética literária.
B. tela de Portinari retrata indígenas nus com corpos pintados, cuja grande significação é a afirmação da arte acadêmica brasileira e a contestação de uma linguagem moderna.
C. a carta, como testemunho histórico-político, mostra o olhar do colonizador sobre a gente da terra, e a pintura destaca, em primeiro plano, a inquietação dos nativos.
D. as duas produções, embora usem linguagens diferentes – verbal e não verbal –, cumprem a mesma função social e artística.
E. a pintura e a carta de Caminha são manifestações de grupos étnicos diferentes, produzidas em um mesmo momentos histórico, retratando a colonização.
BARROCO 
CONTEXTO histórico
Século XVI;
Crise dos valores Renascentistas, gerando uma nova visão de mundo através de lutas religiosas e dualismos entre espírito e razão;
O movimento envolve novas formas de literatura, arte e até filosofia;
No campo religioso, a Reforma (1517) e a Contrarreforma (1563).
ARTE BARROCA
O Barroco tem manifestações nas artes plásticas, na música e na literatura. Cada esfera artística tem sua maneira de expressar a dualidade do homem barroco e sua tentativa de fundir valores contraditórios, como o gosto pelas coisas terrenas e a salvação pela fé.
A Flagelação de Cristo (Foto: Pintura: Caravaggio / Reprodução)
Basílica de Santiago de Compostela (Foto: Wikicommons)
Literatura: uso de antíteses, paradoxos e inversões
“Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, 
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas e alegrias.” 
A Inconstância das Coisas do Mundo (Gregório de Matos)
Assunção de Nossa Senhora, de Manuel da Costa Ataíde, no teto da igreja de São Francisco de Assis, Ouro Preto.
Barroco no Brasil
Bahia;
Ciclo da cana-de-açúcar;
Para muitos especialistas, os primórdios da literatura brasileira remontam a esse período.
Gregório de Matos (1633-1695)
Graças à sua poesia satírica, com termos de baixo calão e críticas abertas à sociedade baiana, o poeta ganhou o apelido de “Boca do Inferno”. Além de abordar temas clássicos do Barroco europeu, como a religiosidade, Gregório de Matos  também se dedicou à lírica filosófica, explorando temas como o CARPE DIEM, lema latino cuja tradução seria “aproveite o dia”. 
Padre Antônio Vieira (1608-1697);
Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-1814).
Quando Deus redimiu da tirania
Da mão do Faraó endurecido
O Povo Hebreu amado, e esclarecido,
Páscoa ficou da redenção o dia.
Páscoa de flores, dia de alegria
Àquele Povo foi tão afligido
O dia, em que por Deus foi redimido;
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.
 
Pois mandado pela alta Majestade
Nos remiu de tão triste cativeiro,
Nos livrou de tão vil calamidade.
 
Quem pode ser senão um verdadeiro Deus,
que veio estirpar desta cidade
O Faraó do povo brasileiro.
DAMASCENO, D. (Org.). Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006.
Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por
A. visão cética sobre as relaçõessociais.
B. preocupação com a identidade brasileira.
C. crítica velada à forma de governo vigente.
D. reflexão sobre os dogmas do cristianismo.
E. questionamento das práticas pagãs na Bahia
Quando Deus redimiu da tirania
Da mão do Faraó endurecido
O Povo Hebreu amado, e esclarecido,
Páscoa ficou da redenção o dia.
Páscoa de flores, dia de alegria
Àquele Povo foi tão afligido
O dia, em que por Deus foi redimido;
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.
 
Pois mandado pela alta Majestade
Nos remiu de tão triste cativeiro,
Nos livrou de tão vil calamidade.
 
Quem pode ser senão um verdadeiro Deus,
que veio estirpar desta cidade
O Faraó do povo brasileiro.
DAMASCENO, D. (Org.). Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006.
Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por
A. visão cética sobre as relações sociais.
B. preocupação com a identidade brasileira.
C. crítica velada à forma de governo vigente.
D. reflexão sobre os dogmas do cristianismo.
E. questionamento das práticas pagãs na Bahia
ARCADISMO
CONTEXTO HISTÓRICO
O Arcadismo (ou Neoclassicismo) surge em 1756 com a fundação da Arcádia Lusitana 1756 – Academia Literária de Portugal: movimento de reação ao Barroco;
Procurava restabelecer o equilíbrio, a harmonia e a simplicidade da literatura renascentista;
 Propõe eliminar os rebuscamentos e os ornamentos exagerados da estética barroca;
O poeta árcade baseia-se nos preceitos do Iluminismo (movimento filosófico de bases racionalistas e antirreligiosas). 
Características
- Bucolismo/ Pastoralismo: a poesia árcade retrata uma natureza tranquila e serena, procurando o “Lócus Amoenus”;
- Aurea Mediocritas: para ser feliz, bastava estar em comunhão com a natureza, ter equilíbrio, espontaneidade e humildade;
-Pseudônimos pastoris: o fingimento poético (simulação de sentimentos fictícios) é marcado pela utilização dos pseudônimos pastoris. Como pastores, os poetas, em sua maioria burgueses que vivam nos centros urbanos, realizavam o ideal da mediocridade dourada (aurea mediocritas);
-Carpe diem: significa aproveitar o dia, viver o momento com grande intensidade;
-Fugere Urbem: os árcades buscavam uma vida simples, próxima da natureza, longe das confusões urbanas;
-Inutilia Truncat/Objetivismo: as inutilidades eram cortadas. A linguagem era depurada, sem exageros ou o rebuscamento da poesia barroca;  
-Universalismo: os árcades não compactuam com o individualismo. Tratam dos temas de maneira geral ou universal. 
Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes outeiros, 
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros 
Pelo traje da Corte, rico e fino.  
 
Aqui estou entre Almendro, entre Corino, 
Os meus fiéis, meus doces companheiros, 
Vendo correr os míseros vaqueiros 
Atrás de seu cansado desatino.        
 
Se o bem desta choupana pode tanto, 
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, 
Aqui descanse a louca fantasia, 
E o que até agora se tornava em pranto
Se converta em afetos de alegria.
Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.
Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o momento histórico de sua produção. 
A. Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.
B. A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.
C. O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional.
D. A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole.
E. A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria.
Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes outeiros, 
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros 
Pelo traje da Corte, rico e fino.  
 
Aqui estou entre Almendro, entre Corino, 
Os meus fiéis, meus doces companheiros, 
Vendo correr os míseros vaqueiros 
Atrás de seu cansado desatino.        
 
Se o bem desta choupana pode tanto, 
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, 
Aqui descanse a louca fantasia, 
E o que até agora se tornava em pranto
Se converta em afetos de alegria.
Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.
Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o momento histórico de sua produção. 
A. Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.
B. A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.
C. O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional.
D. A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole.
E. A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria.
ROMANTISMO
	A poesia romântica brasileira conta com três fases. A primeira geração (1836-1853) é indianista e nacionalista. Já a segunda (1853-1870) é ultrarromântica e marcada pelo pessimismo. Enfim, a terceira geração (1870-1881) é caracterizada pela crítica sociopolítica e por uma visão menos idealizada da realidade.
	A prosa conta com o romance indianista, o romance urbano e o romance regionalista. O romance indianista possui caráter nacionalista e histórico. Já o romance urbano retrata o estilo de vida burguês na cidade do Rio de Janeiro. Além desses, o romance regionalista mostra personagens e costumes do interior do Brasil. Já o teatro é marcado pela crítica, ironia, além de elementos históricos.
18
Soneto
 
Já da morte o palor me cobre o rosto, 
Nos lábios meus o alento desfalece, 
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
 
Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!... já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece... 
Eis o estado em que a mágoa me tem 
 [posto!
 
O adeus, o teu adeus, minha saudade, 
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
 
Dá-me a esperança com que o ser 
 [mantive!
Volve ao amante os olhos por piedade, 
Olhos por quem viveu quem já não vive!
AZEVEDO, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000.
 
O núcleo temático do soneto citado é típico da segunda geração romântica, porém configura um lirismo que o projeta para além desse momento específico. O fundamento desse lirismo é
A. a angústia alimentada pela constatação da irreversibilidade da morte.
B. melancolia que frustra a possibilidade de reação diante da perda.
C. o descontrole das emoções provocado pela autopiedade.
D.o desejo de morrer como alívio para a desilusão amorosa.
E. o gosto pela escuridão como solução para o sofrimento.
Soneto
 
Já da morte o palor me cobre o rosto, 
Nos lábios meus o alento desfalece, 
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
 
Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!... já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece... 
Eis o estado em que a mágoa me tem 
 [posto!
 
O adeus, o teu adeus, minha saudade, 
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
 
Dá-me a esperança com que o ser 
 [mantive!
Volve ao amante os olhos por piedade, 
Olhos por quem viveu quem já não vive!
AZEVEDO, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000.
 
O núcleo temático do soneto citado é típico da segunda geração romântica, porém configura um lirismo que o projeta para além desse momento específico. O fundamento desse lirismo é
A. a angústia alimentada pela constatação da irreversibilidade da morte.
B. melancolia que frustra a possibilidade de reação diante da perda.
C. o descontrole das emoções provocado pela autopiedade.
D. o desejo de morrer como alívio para a desilusão amorosa.
E. o gosto pela escuridão como solução para o sofrimento.
REALISMO
		O Realismo no Brasil desponta em fins do século XIX, e tem como marco inicial a publicação de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881) de Machado de Assis.
Características do Realismo
Linguagem direta e objetiva;
Narrativa detalhada e descritiva;
Ambiente social e cenários urbanos;
Temática social e cotidiana;
Críticas à realidade, à sociedade da época e os valores burgueses;
Representação mais fiel da realidade;
Oposição ao romantismo;
Análise psicológica das personagens;
Personagens comuns e sem idealização;
Veracidade e contemporaneidade.
Obra "Enterro de Ornans", de Gustave Courbet (1849).
No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: o romantismo.
	“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.”
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Jackson,1957.
A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita na alternativa:
A ...o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas ...
B ... era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça ...
C Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, ...
D Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos ...
E ... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação
No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: o romantismo.
	“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.”
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Jackson,1957.
A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita na alternativa:
A ...o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas ...
B ... era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça ...
C Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, ...
D Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos ...
E ... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação
NATURALISMO
		O Naturalismo no Brasil tem como marco inicial a publicação do romance "O Mulato" (1881) do maranhense Aluísio de Azevedo.
Características do Naturalismo
Linguagem coloquial;
Observação da realidade;
Retrato objetivo da sociedade;
Evolucionismo, cientificismo e positivismo;
Descrição de ambientes e personagens;
Problemas humanos e sociais.
	Um dia, meu pai tomou-me pela mão, minha mãe beijou-me a testa, molhando-me de lágrimas os cabelos e eu parti.
	Duas vezes fora visitar o Ateneu antes da minha instalação.
	Ateneu era o grande colégio da época. Afamado por um sistema de nutrido reclame, mantido por um diretor que de tempos a tempos reformava o estabelecimento, pintando-o jeitosamente de novidade, como os negociantes que liquidam para recomeçar com artigos de última remessa; o Ateneu desde muito tinha consolidado crédito na preferência dos pais, sem levar em conta a simpatia da meninada, a cercar de aclamações o bombo vistoso dos anúncios.
	O Dr. Aristarco Argolo de Ramos, da conhecida família do Visconde de Ramos, do Norte, enchia o império com o seu renome de pedagogo. 	Eram boletins de propaganda pelas províncias, conferências em diversos pontos da cidade, a pedidos, à substância, atochando a imprensa dos lugarejos, caixões, sobretudo, de livros elementares, fabricados às pressas com o ofegante e esbaforido concurso de professores prudentemente anônimos, caixões e mais caixões de volumes cartonados em Leipzig, inundando as escolas públicas de toda a parte com a sua invasão de capas azuis, róseas, amarelas, em que o nome de Aristarco, inteiro e sonoro, oferecia-se ao pasmo venerador dos esfaimados de alfabeto dos confins da pátria. Os lugares que não procuravam eram um belo dia surpreendidos pela enchente, gratuita, espontânea, irresistível! E não havia senão aceitar a farinha daquela marca para o pão do espírito. 
POMPÉIA, R. O Ateneu. São Paulo: Scipione, 2005.
Ao descrever o Ateneu e as atitudes de seu diretor, o narrador revela um olhar sobre a inserção social do colégio demarcado pela
A. ideologia mercantil da educação, repercutida nas vaidades pessoais.
B. interferência afetiva das famílias, determinantes no processo educacional.
C. produção pioneira de material didático, responsável pela facilitação do ensino.
D. ampliação do acesso à educação, com a negociação dos custos escolares.
E. cumplicidade entre educadores e famílias, unidos pelo interesse comum do avanço social.
Ao descrever o Ateneu e as atitudes de seu diretor, o narrador revela um olhar sobre a inserção social do colégio demarcado pela
A. ideologia mercantil da educação, repercutida nas vaidades pessoais.
B. interferência afetiva das famílias, determinantes no processo educacional.
C. produção pioneira de material didático, responsável pela facilitação do ensino.
D. ampliação do acesso à educação, com a negociação dos custos escolares.
E. cumplicidade entre educadores e famílias, unidos pelo interesse comum do avanço social.
PARNASIANISMO
			O Parnasianismo no Brasil teve como marco inicial a publicação da obra "Fanfarras", de Teófilo Dias, em 1882.
			Os mais importantes escritores brasileiros do período formavam a chamada "Tríade Parnasiana", a qual era composta por Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia.
			Os escritores parnasianos buscavam o sentido para a existência humana por meio da perfeição estética. Por isso, a preocupação residia na "Arte pela Arte", ou seja, a forma como característica principal da poesia.
Características do Parnasianismo
Arte pela arte;Objetivismo e universalismo;
Cientificismo e positivismo;
Temas baseados na realidade (objetos e paisagens), fatos históricos, mitologia grega e cultura clássica;
Busca da perfeição;
Sacralidade e o culto à forma;
Preocupação com a estética, metrificação, versificação;
Utilização de rimas ricas e palavras raras;
Preferência por estruturas fixas (soneto);
Descrição visual bem detalhada.
Mal secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora 
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, 
Tudo o que punge, tudo o que devora 
O coração, no rosto se estampasse; 
 
Se se pudesse, o espírito que chora, 
Ver através da máscara da face, 
Quanta gente, talvez, que inveja agora 
Nos causa, então piedade nos causasse! 
 
Quanta gente que ri, talvez, consigo 
Guarda um atroz, recôndito inimigo, 
Como invisível chaga cancerosa! 
 
Quanta gente que ri, talvez existe, 
Cuja ventura única consiste 
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia.Brasília: Alhambra, 1995.
Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que
A. a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.
B. o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
C. a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
D. o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
E. a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social. 
Mal secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora 
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, 
Tudo o que punge, tudo o que devora 
O coração, no rosto se estampasse; 
 
Se se pudesse, o espírito que chora, 
Ver através da máscara da face, 
Quanta gente, talvez, que inveja agora 
Nos causa, então piedade nos causasse! 
 
Quanta gente que ri, talvez, consigo 
Guarda um atroz, recôndito inimigo, 
Como invisível chaga cancerosa! 
 
Quanta gente que ri, talvez existe, 
Cuja ventura única consiste 
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia.Brasília: Alhambra, 1995.
Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que
A. a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.
B. o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
C. a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
D. o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
E. a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social. 
SIMBOLISMO
	O simbolismo no Brasil surge em 1893 com a publicação de "Missal" e "Broquéis", de Cruz e Souza. Esse é considerado o maior representante do movimento no país, ao lado de Alphonsus de Guimarães.
Características do Simbolismo
Não-racionalidade
Subjetivismo, individualismo e imaginação
Espiritualidade e transcendentalidade 
Subconsciente e inconsciente
Musicalidade e misticismo
Figuras de linguagem: sinestesia, aliteração, assonância
Cárcere das almas
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, 
Soluçando nas trevas, entre as grades 
Do calabouço olhando imensidades, 
Mares, estrelas, tardes, natureza. 
Tudo se veste de uma igual grandeza 
Quando a alma entre grilhões as 
 [liberdades 
Sonha e, sonhando, as imortalidades 
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza. 
Ó almas presas, mudas e fechadas 
Nas prisões colossais e abandonadas, 
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! 
Nesses silêncios solitários, graves, 
que chaveiro do Céu possui as chaves 
para abrir-vos as portas do Mistério?!
(CRUZ E SOUSA, J. Poesia completa. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura / Fundação Banco do Brasil, 1993. )
Os elementos formais e temáticos relacionados ao contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema Cárcere das almas, de Cruz e Sousa, são:
a) a opção pela abordagem, em linguagem simples e direta, de temas filosóficos.
b) a prevalência do lirismo amoroso e intimista em relação à temática nacionalista.
c) o refinamento estético da forma poética e o tratamento metafísico de temas universais.
d) a evidente preocupação do eu lírico com a realidade social expressa em imagens poéticas inovadoras.
e) a liberdade formal da estrutura poética que dispensa a rima e a métrica tradicionais em favor de temas do cotidiano.
Cárcere das almas
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, 
Soluçando nas trevas, entre as grades 
Do calabouço olhando imensidades, 
Mares, estrelas, tardes, natureza. 
Tudo se veste de uma igual grandeza 
Quando a alma entre grilhões as 
 [liberdades 
Sonha e, sonhando, as imortalidades 
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza. 
Ó almas presas, mudas e fechadas 
Nas prisões colossais e abandonadas, 
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! 
Nesses silêncios solitários, graves, 
que chaveiro do Céu possui as chaves 
para abrir-vos as portas do Mistério?!
(CRUZ E SOUSA, J. Poesia completa. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura / Fundação Banco do Brasil, 1993. )
Os elementos formais e temáticos relacionados ao contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema Cárcere das almas, de Cruz e Sousa, são:
a) a opção pela abordagem, em linguagem simples e direta, de temas filosóficos.
b) a prevalência do lirismo amoroso e intimista em relação à temática nacionalista.
c) o refinamento estético da forma poética e o tratamento metafísico de temas universais.
d) a evidente preocupação do eu lírico com a realidade social expressa em imagens poéticas inovadoras.
e) a liberdade formal da estrutura poética que dispensa a rima e a métrica tradicionais em favor de temas do cotidiano.
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