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O AMBIENTE E AS 
DOENÇAS DO TRABALHO
UNIDADE II
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E 
A INDIVIDUAL
Autoria
Elisa Maria Amate
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
SUMÁRIO
UNIDADE II
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL ................................................................................................................5
CAPÍTULO 1 
SAÚDE DO TRABALHADOR: O COLETIVO E O INDIVIDUAL .......................................................................... 5
CAPÍTULO 2 
ANAMNESE OCUPACIONAL ....................................................................................................................................... 15
CAPÍTULO 3 
AGRAVOS À SAÚDE RELACIONADOS AO TRABALHO E AO AMBIENTE............................................... 18
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................................28
5
UNIDADE II
ENTRE A SAÚDE 
COLETIVA E A 
INDIVIDUAL
CAPÍTULO 1 
SAÚDE DO TRABALHADOR: O COLETIVO E 
O INDIVIDUAL
A epidemiologia, como área moderna do conhecimento científico, foi fundamental para 
a elaboração de questões que permitiram a incorporação da relação ambiente-saúde, 
em termos atuais, no campo da saúde coletiva. Com a introdução das ciências sociais no 
campo da epidemiologia, o estudo com foco no indivíduo passou a ser na coletividade, 
possibilitando o debate com as categorias “população” ou “grupos populacionais” 
tradicionalmente adotadas pela epidemiologia (Tambelinni; Câmara, 1998).
Rigotto (2003) aborda que todo o perfil de adoecimento e morte de uma população 
poderia ser interpretado no contexto da relação sociedade-natureza, em que doença 
é sinal de alteração do equilíbrio homem-ambiente, produzida por transformações 
produtivas, territoriais, demográficas e culturais. E, segundo Tambelinni e Câmara 
(1998), a intromissão do homem nas coisas da natureza, ou por ela conservadas – 
ecossistemas –, cria condições de aparecimento e difusão de doenças causadas por 
agentes etiológicos biológicos, o que determinaria os fatores condicionantes de agravos 
e, consequentemente, de epidemias.
Cada indivíduo tem uma resposta à exposição ambiental, que varia de acordo com a sua 
suscetibilidade condicionada por fatores relacionados à idade, ao estado nutricional, à 
predisposição genética, ao estado geral de saúde, ao comportamento e ao estilo de vida, 
entre outros. Há o fator de que algumas doenças podem ter longo tempo de latência 
para se manifestar, a exemplo da silicose, que tem um percurso insidioso e prolongado.
O conhecimento das condições patológicas mais comumente observadas numa 
população é de grande relevância e interesse para gestores públicos e profissionais 
que atuam na promoção, na prevenção e na assistência em saúde. Os levantamentos 
epidemiológicos e o processamento de dados advindos de arquivos e sistemas de 
6
UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
informação devem servir de base para os corretos planejamento e elaboração de 
medidas de saúde contextualizadas às reais necessidades da população assistida. Nesse 
contexto, a epidemiologia ganha destaque como ferramenta útil e indispensável. 
A definição de exposição humana e de populações expostas é crucial para identificação 
das situações de risco (Radicchi; Lemos, 2009) e, principalmente, para orientar as 
ações de saúde relativas à gestão SST, definir o perfil de saúde e adoecimento dos 
trabalhadores, elaborar indicadores e estatísticas de saúde e acidentes de trabalho, entre 
outras possibilidades. Para tanto, o conhecimento de epidemiologia é crucial para o 
devido acompanhamento dos trabalhadores, delineando-se estudos com metodologias 
adequadas a resultados palpáveis.
Uma forte aliada da epidemiologia, como ferramenta de análise da associação do 
fator de risco ao agravo do trabalho, é a estatística. Ela é importante ferramenta 
para constatar a associação de variáveis de causa e efeito e, por conseguinte, a 
relação causal entre uma variável com as demais e/ou vice-versa.
Os estudos epidemiológicos devem valorizar os sinais e sintomas precoces dos 
agravos, uma vez que as ações de saúde nessa fase são mais efetivas e podem evitar 
o desenvolvimento completo do agravo. Há muitas incertezas em estimar tanto as 
exposições como os efeitos e suas relações (Rigotto, 2003). Por outro lado, a reação 
adversa a um contaminante pode assumir várias formas que afloram, desde sinais mais 
simples, como um desconforto físico ou psicológico, passando por alterações fisiológicas 
de difícil interpretação, doenças clínicas de intensidade variável e até a morte (Radicchi; 
Lemos, 2009). 
Segundo Rigotto (2003), algumas doenças podem ter longo tempo de “incubação” 
para se manifestar. Não obstante os avanços na produção de conhecimento nas últimas 
décadas, principalmente no campo da epidemiologia, ainda se tem muita incerteza 
no bojo das relações saúde-doença-ambiente, especialmente quando se é incisivo no 
estabelecimento das correlações ou na medição de impactos das condições do ambiente 
sobre a saúde.
Contudo, a sociedade em si – muito marcada pelo positivismo – sempre demandará 
evidências, valores, medições, avaliações quantitativas, em suma, números para justificar 
mudanças de prioridades ou do modo de agir, permitindo o monitoramento de níveis 
de poluição, estabelecer prioridades de acordo com os recursos disponíveis e com a 
relação custo-benefício de algumas ações (Rigotto, 2003). 
7
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
A consciência da importância da relação do trabalho com a saúde da população 
trabalhadora e não trabalhadora cresceu à medida que os profissionais da área de saúde 
do trabalhador e afins detiveram o conhecimento das tecnologias e das metodologias 
para a avaliação e o controle dos riscos originados a partir dos ambientes de trabalho. 
Esse é outro dos motivos que levou grupos de instituições de pesquisa e ensino a 
delinearem a sua área de atuação de maneira mais abrangente, sob a denominação de 
“Trabalho, Ambiente e Saúde”. Esse motivo vem fortalecendo o desenvolvimento de uma 
área técnica de intervenção nos serviços públicos sob a denominação de saúde ambiental 
dentro de muitas instituições de pesquisa, como a Fiocruz e o próprio Ministério da 
Saúde (Tambelinni; Câmara, 1998).
De forma a atender às demandas da sociedade supracitadas, enquanto alternativa 
viável e tangente ao conhecimento e à detecção de qualquer mudança nos fatores 
determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, 
veio a proposta do Sistema Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde. Além da 
definição do escopo de atuação desse sistema, ele tem a finalidade de identificar as 
medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às 
doenças ou a outros agravos (Câmara, 2005).
1.1. Vigilância em saúde 
A esse respeito, acompanhe o seguinte trechos das revistas de Epidemiologia e Ciência 
& Saúde Coletiva:
O termo Vigilância tem sua origem nas ações de isolamento e 
quarentena no pós-II Guerra Mundial, especialmente nos Estados Unidos 
da América (EUA) do período da Guerra Fria, o conceito de Vigilância 
esteve associado à ideia de “inteligência”, em razão dos riscos de 
guerra química e ou biológica. Nos EUA, a vigilância evoluiu, passando 
a significar a ação coordenada para controle de doenças na população, 
constituída de monitoramento, avaliação, pesquisa e intervenção. 
No Brasil, até a década de 1950 do século passado, o conceito de 
Vigilância era compreendido como o conjunto de ações de observação 
sistemática sobre as doenças na comunidade, voltadas para medidas de 
controle. Somente a partir da década de 1960, essas ações ganham uma 
estruturação de programa, incorporando as medidas de intervenção. 
Desde então, essas ações foram estendidas ao controle da produção, 
do consumo de produtos e da fiscalização de serviços de saúde, sob a 
denominação de VigilânciaINTERNACIONAL DO TRABALHO. Conferência Internacional do Trabalho: Convenção 
161. Brasília, DF: MTE, 2024.
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Normas e Convenções. Disponível em: https://normlex.
ilo.org/dyn/normlex/es/f?p=NORMLEXPUB:12000:0::NO:::. Acesso em: 27 jul. 2024. 
34
REFERÊNCIAS
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TOSATO, J. T. Lesão causada por Piretróides ex: Cipermetrina. Slideplayer, 2018. Disponível em: https://
slideplayer.com.br/slide/339084/. Acesso em: 29 dez. 2023.
	anexoii
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	UNIDADE ii
	Entre a saúde coletivae a individual
	Capítulo 1 
	Saúde do trabalhador: o coletivo e o individual
	Capítulo 2 
	Anamnese ocupacional
	Capítulo 3 
	Agravos à saúde relacionados ao trabalho e ao ambiente
	ReferênciasSanitária. 
8
UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
As ações de controle sobre o meio ambiente relacionadas à saúde 
– como a vigilância da qualidade da água para o consumo humano – 
embora restritas, estiveram, até o final da década de 1990, subordinadas 
à Vigilância Sanitária. As ações de vigilância foram agrupadas em 
Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária, ambas com praticamente 
os mesmos objetivos: prevenir e controlar os riscos e agravos à saúde.
Foi apenas na década de 1980 que “a vigilância passou a ser apresentada 
mais claramente sob o ponto de vista de articulação com outras ações 
de saúde”. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados 
Unidos (CDC), por exemplo, definiram esse novo sistema onde “as 
ações referentes aos dados coletados (coleta, análise e interpretação) 
se articulam à informação periódica como instrumento da prevenção”, 
o que implica uma ação de controle sobre os riscos ambientais para a 
saúde (Barata, 2022, pp. 3-4). 
Também no Brasil, somente em meados da década de 1980 é que são 
promovidas iniciativas para se instituir, no âmbito do setor Saúde, 
ações de Vigilância da Saúde do Trabalhador e do Meio Ambiente, 
de acordo com a Constituição de 1988 e a Lei Orgânica de Saúde de 
1990. Mas é a partir do ano 2000 que o Ministério da Saúde formula 
a denominada Vigilância Ambiental, onde “a vigilância ambiental em 
saúde se configura como um conjunto de ações que proporcionam 
o conhecimento e a detecção de qualquer mudança nos fatores 
determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na 
saúde humana, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas 
de prevenção e controle dos fatores de riscos e das doenças ou agravos 
relacionados à variável ambiental”. 
No novo enfoque a necessidade de monitorar o ambiente é decorrente 
do reconhecimento de que ele não é dado, mas está em permanente 
construção e transformação pela ação do homem e da própria natureza. 
Nos setores ambientais e do trabalho, adota-se o termo Monitorar, para 
o qual são utilizados indicadores quantitativos, geralmente. Entretanto, 
para a Vigilância em Saúde, sob a ótica da Saúde Coletiva, monitorar é 
mais do que um ato de medição instrumental. 
Uma nova compreensão da causalidade com a crescente importância 
de eventos e doenças não relacionadas com agentes biológicos 
transmissíveis, houve a exigência de agregar-se mais um nível de 
prevenção, ditado pelas condições social, econômica e cultural das 
populações que não podem mais ser reduzidas a um único agente 
causal. Para o qual, aliás, não haveria uma vacina ou antibiótico capaz 
de prevenir ou curar. Então, o foco das ações passou, obrigatoriamente, 
para as condições determinantes. 
9
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
Na investigação de um acidente de trabalho, o contexto é conformado 
pelas características do processo produtivo, política de recursos 
humanos, condições de vida do trabalhador; a causa, dependendo do 
tipo de acidente, pode ser uma prensa sem mecanismo protetor, a falta 
de manutenção de uma máquina, o vazamento de uma tubulação, um 
curto-circuito, o piso irregular, o rompimento de um cabo etc. 
A Saúde Coletiva trouxe um novo enfoque para o entendimento do 
processo saúde-doença, visto como “algo em permanente transformação 
e que a (cuja) ação se dá num meio que não é só reativo, mas sobretudo 
transformável.” A construção de um sistema de vigilância ambiental 
de interesse para a saúde requer que o contexto seja devidamente 
valorizado. Para tanto, não só as bases de dados oriundas de 
monitoramentos quantitativos são necessárias, como também devem ser 
integradas técnicas de avaliação de risco que incluam dados qualitativos. 
O Princípio da Precaução é outro conceito que deve servir de guia 
para a ação em vigilância ambiental, isto é, não se deve priorizar a 
ação apenas pela ocorrência de doenças e desastres ou acidentes, mas 
antecipar esses eventos pelo reconhecimento, anterior, dos riscos e dos 
contextos nocivos à saúde. O Princípio da Precaução foi desenvolvido na 
Alemanha, para justificar a intervenção regulamentadora e de restrição 
das descargas de poluição marinha – na ausência de provas consensuais 
quanto aos seus efeitos e danos ambientais. Esse princípio tem sido 
tomado como referência em outras áreas e caracteriza-se por requerer 
que as decisões acerca de processos industriais e produtos perigosos 
sejam deslocadas da ponta final do processo para a ponta inicial. Por 
essa razão, a promoção e a prevenção terão, necessariamente, que 
prevalecer no enfoque da vigilância ambiental. 
A Saúde Ambiental, assim proposta, integra as dimensões histórica, 
espacial e coletiva das situações, a partir de um compromisso ético com 
a qualidade de vida das populações e dos ecossistemas em questão. 
A necessidade de implementar ações de Vigilância em Saúde 
Ambiental e do Trabalhador (VISAT) é uma questão que surge desde 
que essa ação pública foi consignada na Constituição Federal de 1988 
e, particularmente, ao longo da trajetória de construção da área da 
saúde do trabalhador no Brasil. É uma estratégia que visa ultrapassar 
a dimensão assistencial que prevalecia (e ainda prevalece em certa 
medida) nos primeiros programas de saúde do trabalhador, anteriores 
ao advento do Sistema Único de Saúde (SUS), e precursores dos Centros 
de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST). O foco principal 
10
UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
dessas iniciativas era diagnosticar, orientar e acompanhar as doenças 
decorrentes do trabalho, com a perspectiva de criar condições para que 
a rede pública viesse a se constituir em instância efetiva para assistência 
à saúde dos trabalhadores, além de iniciar algumas ações de vigilância 
de acidentes de trabalho. 
Com a atuação da VISAT, voltada para a intervenção nos ambientes, 
processos e formas de organização do trabalho geradoras de agravos 
à saúde, passa-se a incorporar a dimensão preventiva da saúde do 
trabalhador. Ou seja, somente com ações interventoras de vigilância 
é possível interromper o ciclo de doença e morte no trabalho. Esta 
dimensão prevencionista de atenção à saúde cabe, principalmente, à 
Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador - RENAST, 
por meio dos CEREST, os seus núcleos executivos de ação efetiva. A 
VISAT é um componente do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde 
que visa à promoção da saúde e à redução da morbimortalidade 
da população trabalhadora, por meio da integração de ações que 
intervenham nos agravos e seus determinantes decorrentes dos modelos 
de desenvolvimento e dos processos produtivos. 
Na Portaria n. 1.823, de agosto de 2012, que instituiu a Política Nacional 
de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), consta como 
objetivo prioritário o fortalecimento da Vigilância em Saúde do 
Trabalhador. Coerente com a PNSTT, na agenda do Ministério da Saúde 
foi definido como prioridade fortalecer a VISAT e a sua integração com 
os demais componentes da Vigilância em Saúde, com vistas à promoção 
da saúde e de ambientes e processos de trabalho saudáveis. A partir daí, 
a proposta nacional de ação estratégica, estabelecida pela Secretaria de 
Vigilância em Saúde (SVS), foi intensificar as ações de vigilância na área 
de saúde do trabalhador, tendo como meta ampliar o número de CEREST 
desenvolvendo essas ações, de modo que, até 2015, todos eles estejam 
realizando essas ações. Existe uma razoável produção de textos de 
VISAT, onde encontramos material detalhado sobre seu conceito e sua 
forma de ser. Parte desta produção diz respeito às diversas modalidades 
de VISAT, inclusive no trato com agravos específicos, caso dos vários 
tipos de acidentes, agrotóxicos, silicose, asbestose, benzeno, lesões por 
esforços repetitivos, entre outras.
É possível também observar algumas experiências de VISAT sobre 
determinados segmentos econômico-produtivos, caso dos ramos 
químico, petroquímico, siderúrgico, frigorífico, agronegócio(agroindústria), construção civil, transporte, elétrico, setor saúde e 
educação, e sobre determinados contextos socioeconômicos de grupos 
populacionais específicos, caso do trabalho infantil, trabalho informal e 
cooperativado, entre outros. 
11
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
Observamos, também, que existe uma base legal para a ação em VISAT 
dispersa em várias legislações nacionais, estaduais e municipais, a 
exemplo da Lei Orgânica da Saúde 8.080, da Portaria MS n. 3.120, de 1 de 
julho de 1998, de nível federal e das constituições e códigos sanitários de 
vários entes estaduais e municipais. Entretanto, ao observarmos a VISAT 
numa perspectiva de ação pública coordenada, articulada e harmônica 
entre aqueles que vêm se esforçando para desenvolver suas ações, 
vemos o quanto ainda falta para afirmarmos que existe um sistema de 
Vigilância em Saúde do Trabalhador no Brasil, sob essa ótica. Apesar de 
serem muitas as iniciativas, são minoritários os casos em que se pode 
falar de implementação de ações sistemáticas de VISAT, isto sem contar 
que em muitos locais do país sequer elas existem.
Este texto, sintético e simplificado em suas indagações e formulações, 
traz alguns elementos para discussão que poderão ser considerados na 
IV Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora 
(CNSTT), a ser realizada este ano, 2014, em Brasília, e também 
por todos aqueles que vêm de alguma forma contribuindo para 
o aprimoramento da VISAT no Brasil. Em síntese, nosso roteiro de 
discussão baseia-se nos seguintes tópicos: (1) o lugar de fala da VISAT 
– para passar do discurso à ação; (2) a formação de agentes de VISAT; 
(3) o resgate dos trabalhadores enquanto sujeitos da ação de VISAT; (4) 
as estratégias de articulação intersetorial com outras áreas do Estado; 
(5) o diálogo estruturante dos pares (Vasconcelos; Gomez; Machado, 
2014, pp. 4618-4619).
Não se pode falar em integração de setores, de participação da comunidade ou 
de estruturação de um sistema de Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT) sem 
a matéria-prima básica: informação sobre saúde. A disciplina básica que mais nos 
oferece meios para produzir as informações acerca da saúde da população é a 
epidemiologia (Câmara, 2005). A VISAT é definida na Portaria GM/MS n. 3252, de 
dezembro de 2009, enquanto componente do Sistema Nacional de Vigilância em 
Saúde, que objetiva a promoção da saúde e a redução da morbimortalidade dos 
trabalhadores brasileiros, através de ações integradas que impactem nos agravos 
e seus determinantes decorrentes do trabalho.
O sistema de informação (SI) sobre acidentes e agravos do trabalho – em específico 
o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) – trata da constituição 
de “um conjunto de procedimentos organizados que, quando executados, proveem 
informação de suporte à organização” de serviços de saúde (Brasil, 2004). A princípio, 
o propósito dos sistemas de informação a respeito de acidentes de trabalho é fornecer 
informações fidedignas sobre o impacto desses acidentes, seja pelas lesões provocadas, 
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UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
seja no tocante a aspectos associados às suas origens, o que pode ser usado como 
ferramenta de prevenção.
Segundo Freitag e Hale (apud Brasil, 2004), os procedimentos relacionados a seguir 
visam facilitam ao usuário a melhor visualização e compreensão das fases de um SI, 
que inclui a seleção e a análise de eventos em saúde:
 » Detecção ou reconhecimento e registro dos eventos com criação de banco 
de dados.
 » Escolha de eventos para uma análise minuciosa; análise e criação de banco de 
dados complementar.
 » Desbravar os bancos de dados e emitir relatórios com o detalhamento dos aspectos 
identificados distribuídos minimamente conforme as características de tempo e 
lugar e pessoa, inserindo aspectos do processo de causa dos acidentes. Sempre 
que possível, os dados deverão ser distribuídos de forma a permitir visualização 
de sua evolução temporal. 
 » Na tentativa de reconhecimento de necessidades de saúde, deve-se interpretar 
incluindo: padrões de processos causais; identificação, seleção de prioridades a 
serem abordadas e recomendações; necessidades de aprimoramento da formação 
de pessoal.
 » Implementação e acompanhamento das recomendações com avaliação de 
impacto de providências recomendadas e adotadas efetivamente, como os 
aspectos do próprio sistema – o que significa analisar os aspectos como o 
tempo decorrido entre a ocorrência de agravos e sua detecção pelo próprio 
sistema. Também demanda a avaliação dos tipos e da proporção de eventos 
ocorridos que o sistema detecta efetivamente. Todo esse conjunto de medidas 
serve de fonte de retroalimentação (feedback) do sistema, construindo o seu 
aperfeiçoamento contínuo.
A notificação compulsória de agravos à saúde do trabalhador em rede de serviços 
sentinela foi estabelecida pela Portaria n. 777/GM, de 28 de abril de 2004. Em 2014, as 
portarias n. 1.271, de 6 de junho, e n. 1.984, de 12 de setembro, revisaram as listas de 
doenças, agravos e eventos de notificação compulsória no território nacional, incluindo 
aqueles relacionados ao trabalho. A última portaria emitida foi a PRC n. 4, de 28 de 
setembro de 2017, que trouxe novas atualizações. 
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ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
Quadro 2. Relação de alguns sistemas de informação (SI) da Vigilância em Saúde.
SIs importantes para a Vigilância
SIAB: Sistema de Informações de Atenção Básica
SIAMED: Sistema de Informações de Medicamentos
SIA-SUS: Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde
SIH/SUS: Sistema de Informações Hospitalares
SIM: Sistema de Informação de Mortalidade
SINAN: Sistema Nacional de Agravos de Notificação
SINASC: Sistema de Informações de Nascidos Vivos
SINITOX: Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas
SISAGUA: Sistema de Inf. de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano
Observação: Aqueles em negrito no quadro, têm relação direta com a notificação em Saúde do 
Trabalhador no SUS.
Fonte: elaborado pela autora.
O Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) é alimentado pelo registro 
(notificação) e investigação de casos de agravos e doenças que constam da lista nacional 
de doenças de notificação compulsória (Portaria de Consolidação n. 4, de 28 de setembro 
de 2017, anexo V - Capítulo I), que faculta às unidades federativas e aos municípios 
incluir outros problemas de saúde importantes em sua região (SINAN, 2018). 
Para a inserção de dados, existe a ficha individual de notificação (FIN). Ela é preenchida 
pelas unidades assistenciais até mesmo quando há suspeita da ocorrência de problema 
de saúde de notificação compulsória ou de interesse nacional, estadual ou municipal. 
A FIN deve ser encaminhada aos serviços responsáveis pela informação e/ou vigilância 
epidemiológica das secretarias municipais de saúde (SEMUS), que devem repassar 
semanalmente os arquivos em meio magnético para as secretarias estaduais de saúde 
(SES). Já a comunicação das SES com a Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS) deverá 
ocorrer quinzenalmente, de acordo com o cronograma definido pela SVS no início de 
cada ano.
A notificação compulsória é obrigatória para os médicos e outros profissionais de 
saúde bem como para os responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, 
que prestam assistência em saúde à população, de acordo com o art. 8o da Lei n. 
6.259, de 30 de outubro de 1975 (Brasil, 1975). A notificação deve ser realizada frente 
à suspeita diagnóstica ou confirmação de doença ou agravo, em conformidade ao 
estabelecido no anexo da referida lei, observando-se, também, as normas técnicas 
estabelecidas pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS).
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UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
As diretrizes para a vigilância dos agravos e das doenças monitorados por meio de 
unidades sentinelas, como forma de estratégia em saúde, constam na Portaria n. 1.984, 
de12 de setembro de 2014 (Brasil, 2014), situação prevista no artigo n. 11, da portaria 
anterior: “A relação das doenças e agravos monitorados por meio da estratégia de 
vigilância em unidades sentinelas e suas diretrizes constarão em ato específico do 
Ministro de Estado da Saúde”.
Monitorar indicadores-chave em unidades de saúde selecionadas (unidades sentinelas) 
que sirvam como alerta precoce para o sistema de vigilância é o objetivo da estratégia 
de vigilância sentinela. Ela se configura enquanto modelo de vigilância realizado por 
meio de um estabelecimento de saúde estrategicamente selecionado para a vigilância 
da morbidade, da mortalidade ou dos agentes etiológicos de interesse da saúde pública, 
segundo norma técnica específica estabelecida pela Secretaria de Vigilância em Saúde 
(SVS/MS). Para a VISAT, é nítido que os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador 
(CERESTs) serão essas unidades sentinelas, servindo de apoio técnico a toda rede do SUS.
Os dados públicos adquiridos por meio dessas notificações serão divulgados pelas 
autoridades de saúde aos profissionais de saúde, aos órgãos de controle social e à 
população em geral. Demais informações referentes aos canais de comunicação para 
notificação (endereço eletrônico oficial, o número de telefone, fax, endereço de e-mail 
institucional ou formulário para notificação compulsória) serão divulgadas pela SVS/MS, 
e pelas secretarias de saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
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CAPÍTULO 2 
ANAMNESE OCUPACIONAL
Na anamnese ocupacional, deve ficar evidente o que o(a) 
trabalhador(a) faz, como faz, com que produtos e instrumentos ele 
entra em contato, quanto faz, onde, em que condições e há quanto 
tempo faz (Lucca, 2012).
Segundo Lucca (2012), as doenças relacionadas ao trabalho, em sua maioria, apresentam 
quadro clínico similar ao das doenças comuns. Estabelecer o nexo com o trabalho não é 
tarefa fácil, em especial para aquele profissional que não está habilitado ou habituado a 
relacionar as informações aos fatores de risco presentes no ambiente de trabalho com 
as atividades desenvolvidas pelo paciente trabalhador durante a sua anamnese clínica. A 
anamnese é fundamental porque objetiva tanto construir a história clínica-ocupacional 
completa quanto não se limitar à profissão do paciente, explorando sintomas, sinais 
clínicos e exames complementares.
Segundo diretrizes do Conselho Federal de Medicina (1998), alguns parâmetros devem 
ser considerados no estabelecimento de nexo causal. Além do exame clínico (físico e 
mental) e dos exames complementares, quando necessários, deve o profissional de 
saúde considerar as seguintes informações:
 » histórico clínico-ocupacional, primordial em qualquer diagnóstico e/ou investigação 
de nexo causal;
 » conhecimento a respeito do local de trabalho e da organização do trabalho, 
incluindo a realização da atividade;
 » informações epidemiológicas da empresa e de grupos ocupacionais similares 
(homogêneos);
 » literatura atualizada;
 » aparecimento de quadro clínico ou subclínico em trabalhador exposto a condições 
agressivas;
 » reconhecimento de riscos físicos, químicos, biológicos, mecânicos, estressantes 
e outros;
 » relato de vida e a experiência dos trabalhadores;
 » conhecimento e práticas de outras disciplinas e de seus profissionais, sejam ou 
não da área da saúde.
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UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
O objetivo é avaliar se as queixas e o quadro clínico têm relação com as atividades 
de trabalho. O profissional deve considerar a multiplicidade de fatores envolvidos na 
determinação das doenças e, em especial, daquelas desencadeadas ou agravadas pelas 
condições em que o trabalho é realizado.
Nesse sentido, é de fundamental importância valorizar o conhecimento e os 
sentimentos dos pacientes sobre seu trabalho e os fatores de risco potencialmente 
causadores de doença. Em algumas situações, esses riscos podem ser de natureza 
química; em outras, intrinsecamente relacionados à gestão e à organização do trabalho 
ou até mesmo da ausência de trabalho e, majoritariamente, são decorrentes da ação 
sinérgica desses fatores. 
Além do adoecimento que resulta da articulação de agravos que atingem a população 
geral, em função de sua idade, gênero, grupo social ou inserção em um grupo específico 
de risco, o trabalhador pode ter sua condição clínica agravada pelo trabalho. No entanto, 
o médico deve suspeitar de uma doença desencadeada ou agravada pelas condições 
de trabalho a partir da anamnese ocupacional, cujos componentes básicos incluem: 
 » análise detida das queixas que motivam a busca de atenção médica;
 » história ocupacional pregressa;
 » descrição detalhada do processo de trabalho no emprego atual ou do trabalho 
supostamente relacionado à doença sob investigação;
 » características da organização do trabalho do emprego atual ou do trabalho 
supostamente relacionado à doença sob investigação, além do compartilhamento 
de informações individuais e coletivas.
Durante a investigação das queixas, devem ser valorizadas as informações sobre o 
momento de surgimento dos sintomas e sua relação com o trabalho. Exposição a 
agentes de risco específicos ou a realização de determinadas tarefas são fundamentais, 
verificando-se a relação temporal entre o surgimento de sinais e sintomas e a jornada de 
trabalho. Na mesma linha de atuação médica, o levantamento de informação quanto ao 
desaparecimento ou à melhora de sintomas nos finais de semana, feriados prolongados 
e férias pode fortalecer a hipótese de tratar-se de um agravo relacionado ao trabalho. A 
associação dos sintomas com mudanças recentes no ambiente ou processo de trabalho 
também deve ser investigada (Lucca, 2012). 
A anamnese ocupacional tem que contemplar todos os riscos aos quais o trabalhador 
está exposto, assim como avaliar as condições psicossociais desse trabalhador para 
realmente atingir o nível de prevenção adequado. Além disso, o profissional de saúde 
deve adotar uma postura ética para com o cliente interno e externo, preservando a 
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ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
identidade do trabalhador, acolhendo-o de forma humanizada, pois a origem de suas 
demandas ou queixas, em suma, está associada às angústias ou condições de vida, 
ora manifestadas por sintomas que traduzem o sofrimento na mente, no corpo ou na 
insatisfação com o trabalho (Lucca, 2012).
Por meio do Manual de Anamnese Ocupacional (2001), o Ministério da Saúde concebe 
um instrumento a ser utilizado nos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador 
que compõem a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST), 
a ficha de resumo de atendimento ambulatorial em saúde do trabalhador (FIRAAST). 
Ela foi elaborada ainda como instrumento passível de utilização como prontuário 
eletrônico e de informatização a partir das experiências dos CEREST/MG, CEREST/BH 
e CEREST/Contagem.
Essa ficha foi criada como instrumento epidemiológico que contribui para conhecimento, 
investigação, sistematização, padronização e intercâmbio de dados e informações 
úteis ao planejamento em saúde, à capacitação de recursos humanos, ao atendimento, 
à vigilância, à avaliação de serviços de saúde do trabalhador e à divulgação pública 
mais ampliada (Pinheiro et al., 1993), por meio dos sistemas de informação em saúde 
componentes do SUS. O manual explicita todos os itens necessários na ficha de consulta 
e de retorno, sendo um norteador importante para aqueles serviços que ainda não 
dispõem de instrumentos validados para o atendimento em SST. 
Importante atentar para o Manual de Anamnese Ocupacional (2006a), lá você vai 
encontrar perguntas-chave para a investigação de agravos em ST em seu serviço 
de saúde.
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CAPÍTULO 3 
AGRAVOS À SAÚDE RELACIONADOS AO TRABALHO 
E AO AMBIENTE
Para Rigotto (2003), a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais é oriunda de 
novas tecnologias e novas relações de trabalho. Essas, por sua vez, trazem novos valores, 
novos hábitos e introduzemnovos riscos tecnológicos, de natureza física, química, 
biológica, mecânica, ergonômica e psíquica, que interferem na saúde humana no 
ambiente de trabalho. 
Conforme o primeiro manual de acidente de trabalho do Ministério da Saúde (Brasil, 
2006d), o acidente tem o caráter de um evento agudo, que causa lesão corporal ou 
perturbação funcional temporária ou permanente, como seria o caso de uma intoxicação 
aguda por agrotóxico ou uma amputação de membros ou mesmo dos acidentes 
ocorridos no trajeto do trabalhador entre sua residência e o local de trabalho, seguindo 
ao que se define como: 
Todo evento súbito ocorrido no exercício de atividade laboral, 
independentemente da situação empregatícia e previdenciária do 
trabalhador acidentado, e que acarreta dano à saúde, potencial ou 
imediato, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que 
causa, direta ou indiretamente (concausa) a morte, ou a perda ou 
redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. 
Inclui-se ainda o acidente ocorrido em qualquer situação em que o 
trabalhador esteja representando os interesses da empresa ou agindo 
em defesa de seu patrimônio; assim como aquele ocorrido no trajeto 
da residência para o trabalho ou vice-versa (Brasil, 2006d, p.9). 
Devido ao seu expressivo impacto na morbimortalidade da população, os acidentes 
constituem-se em importante problema de saúde pública e objeto prioritário das 
ações do SUS, que, em conjunto com outros segmentos dos serviços públicos e da 
sociedade civil, devem continuar a buscar formas efetivas para o seu enfrentamento. 
Entre esses outros setores dos serviços públicos e sociedade civil, encontramos 
universidades e institutos de pesquisa, Ministério Público, Ministério do Trabalho e 
Emprego e outros correlatos.
Vale dizer que são pouco estudadas as sequelas crônicas e de instalação tardia de 
acidentes adequadamente reconhecidos como provenientes do trabalho, e aquelas que 
19
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
só tardiamente são identificadas como relacionadas aos acidentes inicialmente não são 
registradas como do trabalho (Brasil, 1999).
Em 2011, foram registrados cerca de 700 mil acidentes e doenças do trabalho entre 
os trabalhadores assegurados da Previdência Social. Observe que esse número, que 
já é alarmante, não inclui os trabalhadores autônomos (contribuintes individuais) e as 
empregadas domésticas. Tais eventos provocam enorme impacto social e econômico 
sobre a saúde pública no Brasil. Entre esses registros, foram contabilizadas 15.083 
doenças relacionadas ao trabalho. Parte desses acidentes e doenças resultou em 
afastamento de 611.576 trabalhadores de suas atividades devido à incapacidade 
temporária (309.631 até 15 dias e 301.945 com tempo de afastamento superior a 15 dias), 
e outra parte teve o diagnóstico de incapacidade permanente (14.811 trabalhadores). 
Os óbitos ocorreram com 2.884 cidadãos (Brasil, 2013).
Para se ter a real dimensão da importância do tema saúde e segurança do trabalho, 
basta observar que, no Brasil, em 2011, registrou-se cerca de uma morte a cada 3 horas, 
motivada pelo risco decorrente dos fatores ambientais do trabalho e ainda uma média 
de 81 acidentes e doenças do trabalho reconhecidos a cada hora na jornada diária. 
Nesse mesmo ano, foi observada uma média de 49 trabalhadores por dia que não mais 
retornaram ao trabalho devido a invalidez ou morte (Brasil, 2013).
Ao longo de uma década, os acidentes de trabalho tiveram queda de 25,6% no Brasil, 
segundo dados do Relatório do Anuário Estatístico de Acidentes de trabalho de 2021: 
foram de 720.629 registros, em 2011, para 536.174 registros, em 2021, totalizando 
184.455 acidentes a menos (Brasil, 2023).
A publicação realizada pelo Observatório Nacional apresentou o impacto da pandemia 
da covid-19 nos dados de afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho em 2021, 
evidenciando a segunda maior quantidade anual nos últimos 10 anos, com 19.348 casos, 
enquanto o recorde tinha sido registrado em 2020, com 33.575 casos. Em relação ao 
ano de 2019, anterior à pandemia, os acidentes por doença aumentaram 234,6%, no 
ano de 2020, e 92,8%, em 2021 (Brasil, 2023).
Entre os setores da economia que tiveram um maior número de trabalhadores afastados 
por acidentes de trabalho, o setor de atividades de atendimento hospitalar desponta, 
registrando 62.852 casos, o que corresponde a 11,7% do total de acidentes de 2021; 
20
UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
em seguida, está administração pública em geral, com 14.925 acidentes; o setor de 
transporte rodoviário de carga está na quarta posição entre os setores com muitos 
afastamentos por acidente, com 14.735 casos, e a construção civil (construção de 
edifícios), que por anos foi um setor extremamente insalubre e incapacitante, no último 
relatório, ocupou a sexta posição, com 10.641 afastamentos (Brasil, 2023).
Na classificação proposta por Schilling (1984), segundo a sua relação com o trabalho 
(nexo de causalidade), as doenças do trabalho podem ser reunidas em três grupos, 
conforme nos mostra o próximo quadro.
Quadro 3. Divisão em categorias segundo classificação de Schilling.
Grupos de doenças Exemplos de patologias
Grupo I: doenças em que o trabalho é causa necessária 
e suficiente; tipificadas pelas “doenças profissionais” em 
que o nexo com o trabalho é direto.
Intoxicações por chumbo devido à exposição a esse 
agente químico nas atividades de fabricação de 
baterias; silicose, nas atividades da fabricação de 
cerâmica; e asbestose nas atividades de mineração, 
extração e fabricação de cimento amianto.
Grupo II: doenças em que o trabalho pode ser um fator 
de risco, contributivo, mas não necessário, denominadas 
“doenças do trabalho”, tendo-se por exemplo as 
doenças “comuns”, mais comuns ou mais precoces em 
determinadas ocupações e para as quais o nexo causal é 
de natureza fundamentalmente epidemiológica.
Doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho, 
à hipertensão arterial; as neoplasias malignas em 
determinados grupos ocupacionais ou ramos de 
atividade constituem exemplos típicos.
Grupo III: doenças em que o trabalho provoca um 
distúrbio latente, ou agrava uma doença já estabelecida 
ou preexistente, isto é, com causa, também denominada 
“doenças do trabalho”.
Doenças alérgicas de pele e respiratórias, e 
distúrbios mentais em determinados grupos 
ocupacionais ou ramos de atividade.
Fonte: Schilling, 1984.
Por sua vez, as doenças relacionadas ao trabalho surgem de modo insidioso, após 
manifestação aguda, como as dermatoses, as lesões por esforços repetitivos, as 
intoxicações por substâncias químicas, a perda da audição e incluem, ainda, o desgaste 
e o sofrimento psíquico, as alterações genéticas e as doenças crônico-degenerativas, 
que podem se manifestar em câncer ou alterações da reprodução (Rigotto, 2003).
Em 1999, os Ministérios da Previdência Social e da Saúde elaboraram uma lista que 
discrimina 210 patologias reconhecidas como relacionadas ao trabalho, a Lei n. 3.048 
de 1999. Cumprindo também a determinação do art. 6o, §3o, inciso VII, da Lei n. 8.080 
(Brasil, 1990), o Ministério da Saúde elaborou a Lista Brasileira de Doenças, segundo 
a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), em que são atribuídos os agentes 
patogênicos causadores das doenças profissionais ou do trabalho. 
Schilling (1984) foi referencial teórico para a definição e elaboração da Lista de Doenças 
Relacionadas ao Trabalho, disposta na Portaria de Consolidação n. 5, de 28 de setembro 
21
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
de 2017, Anexo LXXX da (Brasil, 2017a), com a finalidade de orientar os profissionais de 
saúde sobre a possível relação do adoecimento com a exposição a riscos para a saúde 
presentes no trabalho.
Ela está organizada em “dupla entrada”:
 » Lista A: considera o agente ou grupos de agentes patogênicos responsáveis pelo 
adoecimento ou que guardam evidências sólidas de nexo causal entre a exposição 
e a doença.» Lista B: tem como referência os códigos dos grupos de patologias do CID-10, com 
elenco de aproximadamente 400 agravos relacionados ao trabalho.
 » Lista C: elaborada com base na significância estatística da associação entre a 
doença identificada como responsável pela incapacidade do(a) trabalhador(a) e a 
atividade econômica da empresa à qual o segurado é vinculado.
Segundo Brasil (2018), em 2007 a Previdência Social acrescentou às listas A e B a lista C 
(Anexo II do Decreto Federal n. 3.048/1999, alterado pelo Decreto Federal n. 6.042/2007), 
criando-se assim o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP), que passou a ser utilizado nas 
avaliações médico-periciais (Brasil, 1999; Brasil, 2007; Silva Junior et al., 2014).
3.1. Mas o que é Nexo causal? 
De acordo com o art. 2o da Resolução CFM n. 1488-1988, para estabelecer a relação 
(nexo) causal entre os transtornos de saúde e as atividades do trabalhador, além do 
exame clínico e complementares, o médico deve considerar: 
 » a história clínica e ocupacional;
 » o estudo do local de trabalho;
 » o estudo da organização do trabalho;
 » os dados epidemiológicos;
 » a literatura atualizada;
 » a ocorrência de quadro clínico ou subclínico em trabalhador exposto a condições 
agressivas;
 » a identificação dos “fatores’’ de riscos;
22
UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
 » o depoimento e a experiência dos trabalhadores;
 » os conhecimentos e práticas multiprofissionais.
Para Teixeira (2016), o estabelecimento da relação causal entre o dano ou doença e o 
trabalho é tanto um processo social quanto uma presunção sem existência de prova 
absoluta, caso existam argumentos que permitam isso. A presunção na legislação de 
vários países veio no intuito de beneficiar o trabalhador e evitar discussões intermináveis 
sobre essa relação de causalidade. Porém, o próprio autor põe em pauta que o nexo 
causal é estabelecido ao se considerarem:
1. a natureza da exposição; 
2. o grau ou a intensidade de exposição; 
3. o tempo de exposição;
4. o tempo de latência; 
5. a especificidade da relação causal e a força da associação (o agente está 
contribuindo para os fatores causais da doença?);
6. o tipo de relação causal com o trabalho – classificação de Schilling, por exemplo;.
os registros anteriores.
7. as evidências epidemiológicas. 
A figura a seguir, mostra as etapas de investigação da relação causal entre doença 
e trabalho, que resume as etapas que podem auxiliar o médico ou qualquer outro 
profissional a identificar elementos de sustentação da sua hipótese diagnóstica e decisão 
sobre o nexo de causalidade.
23
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
Figura 3. Fluxo para investigação da relação doença e trabalho.
1o Atendimento
História ocupacional: há 
fatores ou situação de 
risco identificados e 
caracterizados?
NÃO SIM
Evidência de história 
clínica compatível com 
DP/DRT?
NÃO SIM
Dados epidemiológicos e/ou 
procedimentos complementares 
excluem e/ou confirmam a hipótese 
de exposição e/ou de dano 
compatível com DP DRT?
SIM
DP DRT típica Schilling I Diagnóstico sindrômico, 
indiferenciado
Excluir outras causas não 
ocupacionais
Quadro atípico, misto, 
evolução incaracterística 
Schilling II ou III
NÃO
DNO**
Excluir causas 
ocupacionais
Conclusão 
História clínica é 
compatível com DP/DRT?
SIM
História Ocupacional: há 
fatores ou situação de 
risco identificados e 
caracterizados?
NÃO
NÃO
** DNO: Doenças não ocupacionais.
Fonte: adaptada de Brasil; Opas, 2001; Teixeira, 2016.
24
UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
O reconhecimento da relação entre o dano-doença e o trabalho tem implicações 
legais importantes nas esferas previdenciária, trabalhista, cível e criminal, além do 
desencadeamento de ações preventivas a nível individual e coletivo (Teixeira, 2016). 
Para esse mesmo autor, são necessárias informações complementares sobre os fatores 
de risco, tendo-se como base fundamental os registros de estudos e os levantamentos 
ambientais quanti-qualitativos contidos no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 
(PPRA) e em outros documentos que podem ser solicitados ao empregador. 
Apenas para se ter ideia do potencial adoecedor que agentes físico, químico e biológico 
podem ter sobre a saúde humana, o Ministério da Saúde condensou no Caderno n. 41 
– Atenção Básica – Saúde do trabalhador (2018) todos os efeitos à saúde de cada um 
desses agentes, como consta no quadro seguinte.
Quadro 4. Efeitos à saúde humana dos fatores de risco no ambiente de trabalho.
Categoria Exemplos de 
riscos
Possíveis efeitos sobre a saúde 
humana
Atividades em 
que podem estar 
presentes
Físicos
Ruído
Efeitos auditivos: surdez, zumbidos. 
Efeitos extra-auditivos: gastrite, insônia 
e outras manifestações de estresse.
Trabalhos com máquinas 
barulhentas, motores, 
britadeiras, motoristas 
de ônibus.
Temperaturas 
extremas
Desidratação, cãibras pelo calor, 
fadiga, alergia respiratória, sinusite, 
resfriados frequentes.
Trabalho na rua e a 
céu aberto, frigoríficos, 
cozinhas industriais, 
ambientes com ar-
condicionado.
Iluminação Problemas de visão, dor de cabeça, 
acidentes.
Várias atividades na 
indústria e no setor de 
serviços, costureiras e 
manicures, podem ter 
pouca iluminação ou em 
excesso, prejudicando 
a visão do(a) 
trabalhador(a).
Radiações ionizantes 
e não ionizantes 
– Ultravioleta, 
infravermelho, raio 
X etc.
Câncer de pele, anemia aplástica, 
leucemia e catarata.
Agricultores e 
trabalhadores na rua, 
trabalhadores em 
hospitais e consultórios 
dentários que operam 
raio X, soldadores etc.
Químicos
Substâncias químicas 
que podem estar 
presentes nos 
ambientes de 
trabalho na forma 
de poeiras, fumos, 
névoas, neblinas, 
gases ou vapores. Ex.: 
agrotóxicos
Queimaduras, náuseas, vômito, 
cefaleia, alergia, asma brônquica, 
câncer, doenças gástricas e intestinais, 
neurológicas, hepáticas, renais, entre 
outras. Também podem provocar 
acidentes decorrentes de explosões 
e incêndios. Elas penetram no 
organismo pela via respiratória, pela 
pele ou pelo trato GI provocando 
intoxicações aguda ou crônica.
Inúmeras atividades 
econômicas, desde 
a prestação de 
serviços à agricultura, 
silvicultura, empresas de 
dedetização e serviço 
público de combate a 
zoonoses etc.
25
ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
Categoria Exemplos de 
riscos
Possíveis efeitos sobre a saúde 
humana
Atividades em 
que podem estar 
presentes
Mecânicos
Máquinas com 
partes móveis 
não protegidas, 
calandras e cilindros, 
guilhotinas, prensas e 
uso de instrumentos 
cortantes ou 
perfurantes etc.
Acidentes diversos (quedas, 
fraturas, esmagamento, amputação, 
traumatismo).
Trabalhador da 
construção civil, 
motoristas de 
transportes coletivos, 
padeiros, metalúrgicos, 
trabalhadores em vias 
públicas profissionais de 
saúde etc.
Biológicos
Vírus, fungos e 
bactérias, animais 
peçonhentos
Doenças contagiosas, envenenamento 
por picada de cobra ou escorpião ou 
outros.
Profissionais de saúde, 
manicure, trabalhadores 
rurais etc.
Psicossociais
Jornadas de 
trabalho longas, 
esforços físicos 
exagerados com 
posturas forçadas 
e carregamento 
de peso. Ritmo 
acelerado, trabalho 
repetitivo e 
monótono, trabalho 
em turnos e noturno. 
Desemprego ou 
vínculos precários 
etc.
Doenças Osteomusculares, sofrimento 
mental, desmotivação, depressão, 
distúrbios do sono, estresse etc.
Trabalhadores de 
linhas de montagem 
e telemarketing, 
carregadores, bancários.
Trabalhadores informais 
e com vínculos precários.
Fonte: adaptado de Brasil, 2001; 2018.
A identificação precoce de efeitos da exposição ocupacional a fatores de risco pode 
exigir a realização de alguns exames complementares específicos, como os exames 
toxicológicos ou Raio X padrão OIT, por exemplo. 
Para Teixeira (2016), o profissional ou a equipe responsável pelo atendimento do 
trabalhador com diagnóstico de doença ou dano relacionado ao trabalho devem 
assegurar que haja: 
 » orientaçãoao trabalhador e a sua família de seu problema de saúde e todos os 
encaminhamentos necessários para a recuperação da saúde e melhora da qualidade 
de vida;
 » afastamento da fonte geradora de doença, seja o setor ou mesmo o trabalho, caso 
a permanência signifique agravamento do quadro clínico;
 » conduta terapêutica adequada, com os devidos procedimentos de reabilitação;
 » emissão da comunicação de acidente de trabalho (CAT) com o preenchimento 
do laudo do exame médico (LEM). Em caso dos funcionários públicos, verificar a 
legislação específica;
26
UNIDADE II | ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL
 » notificar à autoridade sanitária utilizando os instrumentos específicos, como 
preconiza a legislação estadual e municipal, viabilizando os procedimentos de 
vigilância em saúde.
O autor ainda recomenda que a Superintendência do Trabalho e o sindicato da categoria 
sejam comunicados sobre o caso.
Veja também o Manual de Doenças Relacionadas ao Trabalho (2001) e outros 
protocolos do MS, disponíveis em nossa biblioteca virtual.
Enquanto norteadora das ações de vigilância compulsória no SUS, incluindo os agravos 
relacionados ao trabalho supracitados, a Portaria n. 1.271, de 6 de junho de 2014 (Brasil, 
2014), trata da Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, e aquelas de 
notificação exclusiva das unidades sentinelas do SUS estão previstas na Portaria n. 1.984 
(Brasil, 2014). 
Essas normas constituem uma parte do variado leque de acervo criado pelos órgãos 
públicos responsáveis pelo monitoramento em SST, direta ou indiretamente, portanto, 
é importante frisar que os materiais foram fruto de anos de trabalho do Ministério da 
Saúde, tais como: Manual de Doenças Relacionadas ao Trabalho (2001), protocolos de 
atendimento e notificação para acidentes graves, fatais e com crianças e adolescentes, 
doença osteomuscular relacionada ao trabalho (DORT), perda auditiva induzida por ruído 
(PAIR), pneumoconioses etc. Esses materiais visam ao atendimento igualitário, em todo 
o território nacional, a todos os trabalhadores atendidos pelo SUS, compreendendo 
os procedimentos entre o primeiro atendimento até a notificação, recomendações e 
parâmetros para seu diagnóstico, tratamento e prevenção de incapacidade laboral. Veja 
os principais protocolos a seguir. 
Quadro 5. Principais protocolos na área de Saúde do Trabalhador.
Principais protocolos em ST
1. Trabalho infantil
2. Anamnese ocupacional
3. Acidentes de trabalho graves, fatais
4. Exposição a material biológico
5. Exposição ao chumbo metálico
6. Perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR)
7. Pneumoconioses
8. Risco químico
9. Câncer relacionado ao trabalho
10. Dermatoses ocupacionais
11. Doenças osteomusculares
Fonte: elaborado pela autora.
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ENTRE A SAÚDE COLETIVA E A INDIVIDUAL | UNIDADE II
Neste capítulo, pudemos aprender um pouco mais sobre a investigação de agravos 
relacionados à saúde do trabalhador, tanto em abordagem coletiva quanto individual, e 
a responsabilização dos entes públicos e privados no monitoramento desses agravos – 
dados que refletem o impacto direto no nível de saúde da população brasileira (número 
de incapacitados, mortes, famílias seguradas etc.).
Além disso, reiteramos que a notificação compulsória não exime o empregador de emitir 
o comunicado de acidente de trabalho (CAT), direcionado principalmente à concessão 
do benefício previdenciário daqueles trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis 
Trabalhistas (CLT). A partir desse ponto, você já se perguntou de que forma é realizado 
o monitoramento dos agravos em saúde da imensidão de trabalhadores informais? Se 
sim, reflita a respeito da abordagem do profissional de saúde da rede que não consegue 
visualizar a determinação do trabalho na saúde do paciente atendido em sua unidade 
de saúde. Esses e outros questionamentos poderemos trazer para o nosso cotidiano 
em busca de respostas. 
O Ministério da Saúde divulgou no dia 29 de novembro de 2023 uma atualização 
da lista de doenças relacionadas ao trabalho. Foram incluídas 165 novas patologias 
na portaria publicada no “Diário Oficial da União”. O documento é composto por 
duas partes: a primeira apresenta os riscos para o desenvolvimento de doenças; 
e a segunda estabelece as doenças para identificação, diagnóstico e tratamento. 
De acordo com o governo, a “quantidade de códigos de diagnósticos passa de 
182 para 347”. A nova listagem foi uma das entregas da 11ª edição do Encontro da 
Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador. 
Leia mais em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/novembro/
ministerio-da-saude-atualiza-lista-de-doencas-relacionadas-ao-trabalho-apos-
24-anos.
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armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o 
destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização 
de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 
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