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1a
1o bimestre
Aula 1
Ensino
Médio
História
A produção do conhecimento histórico: 
"o ofício do historiador"
Série
2025_EM_V1
A produção do conhecimento histórico;
As fontes históricas;
A construção da narrativa historiográfica.
Analisar a importância do método para a produção do conhecimento histórico;
Compreender o processo da construção das narrativas na produção historiográfica.
Conteúdos
Objetivos
2025_EM_V1
Gráfico registra surto de dengue no Brasil (março/2024).
Relatos de vítimas da tragédia do Rio Grande do Sul (maio/2024).
Destroços do acidente aéreo que vitimou 62 pessoas em Vinhedo (agosto/2024).
Fotografia retrata o atentado sofrido por Donald Trump (julho/2024).
Imagine que surgiu uma nova trend das redes sociais: a retrospectiva de 2024. Como você faria para relembrar os fatos e construir seu vídeo? Quais fatos você selecionaria?
Para começar
3 minutos
Reprodução – G1, 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2024/05/07/relatos-das-vitimas-da-tragedia-no-rio-grande-do-sul.ghtml. Acesso em: 13 set. 2024.
 
Reprodução – MINISTÉRIO DA SAÚDE/BBC, 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce7x6yn0r90o. Acesso em: 13 set. 2024.
 
Reprodução – JORNAL NACIONAL, 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2024/07/15/registro-do-atentado-contra-trump-chama-a-atencao-pela-forca-simbolica-especialistas-explicam.ghtml. Acesso em: 13 set. 2024.
 
Reprodução – RIBEIRO, 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-08/destrocos-de-aviao-ja-estao-na-sede-da-voepass-em-ribeirao-preto. Acesso em: 13 set. 2024.
 
2025_EM_V1
O registro de casos de dengue, os relatos de sobreviventes da tragédia no Rio Grande do Sul, a fotografia de Donald Trump, os destroços do desastre aéreo: todos esses elementos nos permitem resgatar o que ocorreu no passado, entendendo suas causas e o impacto que cada acontecimento teve na sociedade.
Esses registros podem ser considerados fontes históricas, pois são vestígios do passado que nos permitem construir narrativas historiográficas.
O trabalho do historiador consiste em buscar fontes históricas, analisá-las com rigor científico e utilizá-las para formular explicações sobre o passado.
Para relembrar os fatos do passado, precisamos nos embasar em fontes.
Reprodução – SILVA, [s.d.]. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-sao-fontes-historicas.htm. Acesso em 29 ago. 2024
Foco no conteúdo
2025_EM_V1
O historiador Marc Bloch reflete sobre a natureza do conhecimento histórico: nós estudamos algo que é imutável, o passado, através de um conhecimento que se modifica;
É através da descoberta de novas fontes históricas ou de novas interpretações sobre documentos já existentes que se reconstroem narrativas sobre o passado;
Desse modo, a história está em contínua transformação, mesmo que não se possa modificar o que aconteceu.
Leia a citação ao lado
O passado é, por definição, um dado que nada pode modificar. Mas o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e se aperfeiçoa.
(BLOCH, 2001. p. 25)
Foco no conteúdo
Fonte: BLOCH, 2001.
2025_EM_V1
Contudo, o historiador não "inventa" nem "cria" o passado. Existe um método científico para a construção de narrativas historiográficas:
Os documentos históricos são investigados e selecionados.
Seleção das fontes históricas
O historiador analisa criticamente, avaliando sua autenticidade, contexto, propósito e possíveis vieses, além de verificar o que cada fonte pode responder sobre o passado.
Análise das fontes históricas
As fontes são interpretadas e o historiador formula hipóteses, construindo narrativas embasadas cientificamente.
Formulação de hipóteses
O trabalho do historiador é revisado e debatido por outros profissionais da área, além da imprensa e da sociedade civil, para possíveis reformulações das hipóteses.
Revisão e debate
Foco no conteúdo
1
2
3
4
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São as fontes históricas mais tradicionais, como cartas, livros, inscrições, registros, discursos, leis, entre outros.
Fontes escritas
São as fontes visuais, como fotografias, imagens, pinturas e gravuras.
Fontes iconográficas
São objetos, esculturas, construções, destroços, entre outros itens físicos que revelam vestígios sobre o passado.
Fontes materiais
Relatos, canções, histórias repassadas de geração em geração, lendas e mitos também podem ser consideradas fontes históricas.
Fontes orais
Diferentes vestígios do passado podem ser considerados fontes históricas, auxiliando a melhor compreensão dos eventos que ocorreram:
Foco no conteúdo
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, 2006. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Carta-caminha-folio01r.png. Acesso em: 13 set. 2024. 
Reprodução – VITOR 1234/WIKIPÉDIA, 2008. Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Serra_da_Capivara_-_Painting_7.JPG. Acesso em: 13 set. 2024. 
Reprodução – BEZERRA, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/as-piramides-do-egito/. Acesso em: 13 set. 2024. 
Reprodução – MAGNOLO, [s.d.]. Disponível em: https://pesquisafacomufjf.wordpress.com/2017/04/10/a-importancia-da-historia-oral-para-a-reconstrucao-da-historia-da-revista-intervalo/. Acesso em: 13 set. 2024. 
2025_EM_V1
(ETEC, 2024) Curupira, Saci e Matinta Pereira, entre outras, são lendas folclóricas da Região Amazônica. Elas são ensinamentos e histórias repassados de geração a geração, de boca em boca, para transmitir valores, como respeito à floresta e aos seres que nela habitam”.
De acordo com o texto, os ensinamentos e as histórias dos povos da Região Amazônica são transmitidos por meio de fontes:
Leia o texto para responder à questão.
escritas.
orais.
iconográficas.
materiais.
1 minuto
Pause e responda
2025_EM_V1
escritas.
orais.
iconográficas.
materiais.
(ETEC, 2024) Curupira, Saci e Matinta Pereira, entre outras, são lendas folclóricas da Região Amazônica. Elas são ensinamentos e histórias repassados de geração a geração, de boca em boca, para transmitir valores, como respeito à floresta e aos seres que nela habitam”.
De acordo com o texto, os ensinamentos e as histórias dos povos da Região Amazônica são transmitidos por meio de fontes:
Leia o texto para responder à questão.
Pause e responda
2025_EM_V1
O ofício do historiador depende da disponibilidade de fontes históricas. Quando falamos da atualidade, há uma abundância de registros. Contudo, qual a estratégia utilizada para abordar fatos ocorridos há milhares de anos?
Ao se estudar a Antiguidade, os registros são escassos. Por isso, cabe ao historiador fazer as perguntas certas para o acervo disponível e analisá-lo em profundidade.
Desse modo, vamos exercitar o que aprendemos sobre o método científico de construção de narrativas historiográficas para estudarmos registros da Antiguidade.
Na prática
A Biblioteca de Alexandria, um dos principais acervos de fontes históricas da Antiguidade e que funcionou por quase 600 anos, foi incendiada há 2 mil anos. Você consegue mensurar a dimensão de registros perdidos? Leia mais aqui.
Fonte: BEZERRA, [s.d.].
2025_EM_V1
Dividam-se em grupos
Na prática
Descreva ao máximo o conjunto de fontes que você recebeu. 
Lembre-se: o segredo é analisar com profundidade e fazer as perguntas corretas.
35 minutos
Cada grupo receberá uma fonte histórica e um texto de apoio.
Deve-se responder a um roteiro de perguntas sobre a fonte recebida.
Ao final, os grupos irão dialogar entre si para comparar suas fontes históricas e pensar nas perguntas que elaboraram.
Em seguida o grupo deve observar as demais fontes históricas, com o objetivo de elaborar uma pergunta que possa ser respondida pela fonte histórica. Anote as perguntas no caderno.
Vamos observar um exemplo:
Veja no livro!
2025_EM_V1
Qual a tipologia da fonte primária? 
R: Fonte iconográfica. 
Por qual sociedade foi produzida? 
R: Assírios. 
Qual a intencionalidade? 
R: Demonstrar o poder do rei Assurbanipal. 
  Pergunta adequadaque pode ser respondida pela fonte: 
Como era a organização política dessa sociedade? 
  Pergunta inadequada: 
O que está acontecendo na imagem? 
Painel de Assurbanipal (Assíria, séc. VII a.C.).
Assurbanipal, rei da Assíria, esfaqueia um leão ferido
Reprodução – FÜHR, [s.d]. Disponível em: https://apaixonadosporhistoria.com.br/texto/172/caca-ao-leao-nos-relevos-assirios-do-palacio-de-ninive. Acesso em: 13 set. 2024.
Exemplo:
Na prática
Veja no livro!
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Assurbanipal esfaqueando um leão ferido. Este é um dos momentos mais vívidos, que não precisa de narração. O rei, a pé, usando seu elegante traje e acessórios, agarra firmemente o pescoço do leão com a mão esquerda, enquanto a mão direita apunhala com a espada rápida e profundamente na barriga do leão. O rei, de rosto rígido, e o leão, rugindo de medo e agonia, olham um para o outro. O atendente do rei segura um arco e flechas, mas não parece fazer nada para proteger seu mestre; não é crível que o rei se expusesse a atacar um leão dessa forma, com ele ainda vigoroso e agressivo, da maneira que essa escultura representa. O leão está muito próximo, quase tocando o rei com suas patas afiadas.”
AMIN, O. S. M. Caça ao Leão nos relevos assírios do palácio de Nínive. Apaixonados por História, 2016. 
Painel de Assurbanipal (Assíria, séc. VII a.C.).
Assurbanipal, rei da Assíria, esfaqueia um leão ferido
Reprodução – FÜHR, [s.d]. Disponível em: https://apaixonadosporhistoria.com.br/texto/172/caca-ao-leao-nos-relevos-assirios-do-palacio-de-ninive. Acesso em: 13 set. 2024.
Na prática
Exemplo:
Veja no livro!
Disponível em: https://apaixonadosporhistoria.com.br/texto/172/caca-ao-leao-nos-relevos-assirios-do-palacio-de-ninive. Acesso em: 13 set. 2024.
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As fontes analisadas serão:
Estação 1: A Epopeia de Gilgamesh.
Estação 2: O Código de Hamurabi.
Estação 3: O Zigurate de Ur.
Estação 4: Os selos cilíndricos.
Cada grupo terá 15 minutos para analisar a fonte e responder ao roteiro de questões.
Agora, vamos à pratica:
Na prática
Veja no livro!
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“Ao primeiro brilho da alvorada chegou do horizonte uma nuvem negra, que era conduzida [pelo] senhor da tempestade (...). Surgiram então os deuses do abismo; Nergal destruiu as barragens que represavam as águas do inferno; Ninurta, o deus da guerra, pôs abaixo os diques (...). Por seis dias e seis noites os ventos sopraram; enxurradas, inundações e torrentes assolaram o mundo; a tempestade e o dilúvio explodiam em fúria como dois exércitos em guerra. Na alvorada do sétimo dia o temporal (...) amainou (...) o dilúvio serenou (...) toda a humanidade havia virado argila (...). Na montanha de Nisir o barco ficou preso (...). Na alvorada do sétimo dia eu soltei uma pomba e deixei que se fosse. Ela voou para longe, mas, não encontrando um lugar para pousar, retornou. Então soltei um corvo. A ave viu que as águas haviam abaixado; ela comeu, (...) grasnou e não mais voltou para o barco. Eu então abri todas as portas e janelas, expondo a nave aos quatro ventos. Preparei um sacrifício e derramei vinho sobre o topo da montanha em oferenda aos deuses (...).”
A Epopeia de Gilgamesh. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011.
Estação 1: A Epopeia de Gilgamesh
Na prática
Qual a tipologia da fonte primária? ​
Por qual sociedade foi produzida? ​
Qual a intencionalidade? 
Veja no livro!
O que é a Epopeia de Gilgamesh? Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-epopeia-gilgamesh.htm. Acesso em: 29 ago. 2024.
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Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então que aquele que enganou deve ser condenado à morte.
Se alguém fizer uma acusação a outrem, e o acusado for ao rio e pular neste rio, se ele afundar, seu acusador deverá tomar posse da casa do culpado, e se ele escapar sem ferimentos, o acusado não será culpado, e então aquele que fez a acusação deverá ser condenado à morte, enquanto que aquele que pulou no rio deve tomar posse da casa que pertencia a seu acusador.
Se alguém trouxer uma acusação de um crime frente aos anciãos, e este alguém não trouxer provas, se for pena capital, este alguém deverá ser condenado à morte.
PARANÁ. Secretaria da Educação. Código de Hamurabi. In: Código de Hamurabi – aproximadamente 1780 a.C., 2011.
Disponível em: http://www.historia.seed.pr.gov.br/arquivos/File/fontes%20historicas/codigo_hamurabi.pdf. Acesso em: 13 set. 2024.
Estação 2: O Código de Hamurabi
Na prática
Qual a tipologia da fonte primária? ​
Por qual sociedade foi produzida? ​
Qual a intencionalidade? ​
Veja no livro!
Código de Hamurabi. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/codigo-hamurabi.htm. Acesso em 29 ago. 2024.
2025_EM_V1
Estação 3: O Zigurate de Ur, Iraque
Na prática
Qual a tipologia da fonte primária? ​
Por qual sociedade foi produzida? ​
Qual a intencionalidade? ​
Veja no livro!
Reprodução – HARDNFAST/WIKIMEDIA COMMONS, 2005. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ancient_ziggurat_at_Ali_Air_Base_Iraq_2005.jpg. Acesso em: 13 set. 2024.
Texto de apoio: Zigurate. História do Mundo. Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/idade-antiga/zigurate.htm. Acesso em 29 ago. 2024
2025_EM_V1
Selo cilíndrico de lápis-lazúli com montagem original em ouro ou tampas ornamentais. Período Acádio. 2200-2100 a.C. Encontrado no Cemitério Real de Ur. Museu Britânico. Tamanho: 2,6 x 1,1 cm. Nº 121547
Reprodução – APAIXONADOS POR HISTÓRIA, [s.d.]. Disponível em: https://apaixonadosporhistoria.com.br/img/artigocapa/artigocapa_20181015084636_1438326237.jpg. Acesso em: 13 set. 2024.
Estação 4: Os selos cilíndricos
Na prática
Qual a tipologia da fonte primária? ​
Por qual sociedade foi produzida? ​
Qual a intencionalidade? ​
Veja no livro!
Texto de apoio: Selos cilíndricos na Antiga Mesopotâmia – O que eram e como eram fabricados. Apaixonados por História. Disponível em: https://apaixonadosporhistoria.com.br/texto/79/selos-cilindricos-na-antiga-mesopotamia-o-que-eram-e-como-eram-fabricados. Acesso em: 30 ago. 2024
2025_EM_V1
Os grupos devem expor as respostas que foram dadas para a fonte que analisaram;
Em seguida, trarão as perguntas que criaram para cada uma das fontes;
As pessoas que analisaram a fonte que corresponde à pergunta exposta pode dialogar a respeito das possíveis respostas.
O tempo total para a atividade é de 35 minutos.
Em seguida, vamos exercitar a comparação:
Na prática
2025_EM_V1
Estação 1: A Epopeia de Gilgamesh
Fonte escrita. 
Sumérios.
Uma narrativa épica e mítica, com o objetivo de narrar a história de Gilgamesh, explicar sua relação com as divindades e ensinar valores e princípios para a sociedade suméria, incluindo sua forma de governo teocrático.
Estação 2: O Código de Hamurabi
Fonte escrita. 
Babilônios.
Um código de leis para organizar a sociedade babilônica, prevendo punições drásticas, como a pena de morte, e oficializando práticas antes restritas à oralidade.
Estação 3: O Zigurate de Ur
Fonte material.
Sumérios.
Os zigurates tinham funções religiosas, administrativas e políticas, sendo ponto de contato entre a religiosidade e a política, evidenciando uma sociedade teocrática e centralizada politicamente.
Estação 4: Os selos cilíndricos
Fonte material.
Mesopotâmicos.
Os selos tinham a intenção de servir como assinatura pessoal para legitimar transações econômicas, evidenciando a forte atividade comercial na região. 
Correção 
Na prática
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Na aula de hoje, estudamos a dinâmica do ofício do historiador e a metodologia científica da história.
Com suas palavras, responda:
Como as narrativas historiográficas são construídas?
Por que o conhecimento histórico está em constante transformação?
Encerramento
"Noite de 2 de setembro de 2018. Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro.
A maior parte dos 20 milhões de itens que o museu abrigava foi destruída, sendo a área expositiva totalmente afetada. Entre os destaques que seperderam estavam o dinossauro conhecido como Dinoprata, as múmias egípcias e o esqueleto de uma baleia cachalote. O Museu também guardava o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil, que foi encontrado, com danos, entre os escombros." – PESSOA, 2023.
Reflita: Qual o impacto da destruição de um museu? Como a perda de mais de 20 milhões de itens pode afetar o conhecimento histórico?
2025_EM_V1
Aprofundando
A seguir, você encontra uma seleção de exercícios extras, 
que ampliam as possibilidades de prática, de retomada e aprofundamento do conteúdo estudado.
2025_EM_V1
adesão ao método positivista.
interpretação das manifestações do divino.
acesso ao cotidiano das comunidades.
resgate das narrativas heroicas.
expressão do papel das elites.
(ENEM 2020) De acordo com o texto, novos estudos têm valorizado a história do indivíduo por se constituir possibilidade de:
A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em formato hagiográfico — quase uma vida de santo — , sem problemas, nem máculas. Mas de examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como reveladores de uma época.”
DEL PRIORE, M. Biografia: quando o indivíduo encontra a história. Topoi (Rio de Janeiro), v. 10, n. 19, p. 7–16, 2009.
Aprofundando
B
C
D
E
A
2025_EM_V1
Aprofundando
adesão ao método positivista.
interpretação das manifestações do divino.
acesso ao cotidiano das comunidades.
resgate das narrativas heroicas.
expressão do papel das elites.
(ENEM 2020) De acordo com o texto, novos estudos têm valorizado a história do indivíduo por se constituir possibilidade de:
A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em formato hagiográfico — quase uma vida de santo — , sem problemas, nem máculas. Mas de examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como reveladores de uma época.”
DEL PRIORE, M. Biografia: quando o indivíduo encontra a história. Topoi (Rio de Janeiro), v. 10, n. 19, p. 7–16, 2009.
B
C
D
E
A
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d) acesso ao cotidiano das comunidades.
Ao não mais focar simplesmente na história dos grandes nomes, mas em examinar os atores, independentemente de sua notoriedade, como testemunhas e reflexos de uma época, se tem maior acesso ao cotidiano das diferentes comunidades. É importante refletir sobre a existência de heróis e vilões na história, fugindo do maniqueísmo e buscando narrativas que apontem para sujeitos invisibilizados na História.
Correção
Aprofundando
2025_EM_V1
focalizar a empregabilidade de indivíduos carentes de especialização técnica.
registrar as trajetórias de sujeitos distantes das práticas de escrita.
promover o retorno de grupos apartados de suas nações de origem.
neutralizar as ideologias de observadores imbuídos de viés acadêmico.
permitir o recenseamento de cidadãos ausentes das estatísticas oficiais.
(ENEM 2019) 
O uso desse método para compreender as condições dos povos indígenas nas áreas urbanas brasileiras justifica-se por:
Para dar conta do movimento histórico do processo de inserção dos povos indígenas em contextos urbanos, cuja memória reside na fala dos seus sujeitos, foi necessário construir um método de investigação, baseado na História Oral, que desvelasse essas vivências ainda não estudadas pela historiografia, bem como as conflitivas relações de fronteira daí decorrentes. A partir da história oral foi possível entender a dinâmica de deslocamento e inserção dos índios urbanos no contexto da sociedade nacional, bem como perceber os entrelugares construídos por estes grupos étnicos na luta pela sobrevivência e no enfrentamento da sua condição de invisibilidade.
MUSSI, P. L. V. Tronco velho ou ponta da rama? A mulher indígena terena nos entrelugares da fronteira urbana. Patrimônio e Memória, n. 1, 2008.
Aprofundando
B
C
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Aprofundando
focalizar a empregabilidade de indivíduos carentes de especialização técnica.
registrar as trajetórias de sujeitos distantes das práticas de escrita.
promover o retorno de grupos apartados de suas nações de origem.
neutralizar as ideologias de observadores imbuídos de viés acadêmico.
permitir o recenseamento de cidadãos ausentes das estatísticas oficiais.
Para dar conta do movimento histórico do processo de inserção dos povos indígenas em contextos urbanos, cuja memória reside na fala dos seus sujeitos, foi necessário construir um método de investigação, baseado na História Oral, que desvelasse essas vivências ainda não estudadas pela historiografia, bem como as conflitivas relações de fronteira daí decorrentes. A partir da história oral foi possível entender a dinâmica de deslocamento e inserção dos índios urbanos no contexto da sociedade nacional, bem como perceber os entrelugares construídos por estes grupos étnicos na luta pela sobrevivência e no enfrentamento da sua condição de invisibilidade.
MUSSI, P. L. V. Tronco velho ou ponta da rama? A mulher indígena terena nos entrelugares da fronteira urbana. Patrimônio e Memória, n. 1, 2008.
(ENEM 2019) 
O uso desse método para compreender as condições dos povos indígenas nas áreas urbanas brasileiras justifica-se por:
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e) registrar as trajetórias de sujeitos distantes das práticas de escrita.
A história oral permite acesso a trajetórias de pessoas que não utilizam a escrita, revelando suas vivências a partir de uma memória que reside na fala. Deve-se relembrar que todas as fontes históricas possuem enviesamento, cabendo ao historiador analisá-las e compará-las para a construção de narrativas historiográficas embasadas cientificamente, depurando o tendencialismo.
Correção
Aprofundando
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A EPOPEIA de Gilgamesh. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011. 
AMIN, O. S. M. Caça ao Leão nos relevos assírios do palácio de Nínive. Apaixonados por História, 2016. Disponível em: https://apaixonadosporhistoria.com.br/texto/172/caca-ao-leao-nos-relevos-assirios-do-palacio-de-ninive. Acesso em: 13 set. 2024.
BEZERRA, J. Biblioteca de Alexandria. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/biblioteca-de-alexandria/. Acesso em: 13 set. 2024. 
BLOCH, M. Apologia da História: ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
CAMPOS, T. S. Zigurate. História do Mundo, [s.d.]. Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/idade-antiga/zigurate.htm. Acesso em: 13 set. 2024. 
HIGA, C. C. Código de Hamurabi. Brasil Escola, [s.d.]. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/codigo-hamurabi.htm. Acesso em: 13 set. 2024. 
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), 2019. Prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias, 1o dia, Caderno 1 – Azul. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2019/2019_PV_reaplicacao_PPL_D1_CD1.pdf. Acesso em: 29 ago. 2024
Referências
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INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), 2020. Prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias, 1o dia, Caderno 1 – Azul. Disponível em: https://download.inep.gov.br/enem/provas_e_gabaritos/2020_PV_impresso_D1_CD1.pdf. Acesso em: 29 ago. 2024
LEMOV, D. Aula Nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2023.
MARK, J. J. Selos cilíndricos na Antiga Mesopotâmia - O que eram e como eram fabricados. Apaixonados por História, 2015. Disponível em: https://apaixonadosporhistoria.com.br/texto/79/selos-cilindricos-na-antiga-mesopotamia-o-que-eram-e-como-eram-fabricados.Acesso em: 13 set. 2024.
PARANÁ. Secretaria da Educação. Código de Hamurabi. In: Código de Hamurabi - aproximadamente 1780 a.C., [s.d.]. Disponível em: http://www.historia.seed.pr.gov.br/arquivos/File/fontes%20historicas/codigo_hamurabi.pdf. Acesso em: 13 set. 2024.
PESSOA, Carolina. Cinco anos após incêndio, Museu no Rio busca restauração e modernidade. Agência Brasil, 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-09/cinco-anos-apos-incendio-museu-no-rio-busca-restauracao-e-modernidade. Aceso em: 24 set. 2024.
Referências
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PINSKY, C. B.; LUCA, T. R. de. O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009.
REDE, M. A Mespotâmia. São Paulo: Saraiva, 2009.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf. Acesso em: 13 set. 2024.
SILVA, D. N. O que é a Epopeia de Gilgamesh? Brasil Escola, [s.d.]. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-epopeia-gilgamesh.htm. Acesso em: 13 set. 2024.
SILVA, D. N. O que são fontes históricas? Brasil Escola, [s.d.]. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-sao-fontes-historicas.htm. Acesso em: 13 set. 2024.
Identidade visual: imagens © Getty Images.
Referências
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Para professores
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Habilidade: (EM13CHS101) Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais. (SÃO PAULO, 2020)
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Tempo: 3 minutos.
Dinâmica de condução: resgatar com os alunos acontecimentos de 2024 que sejam mediados por fontes, como notícias, imagens, vídeos, lembranças, entre outros métodos, para indicar a importância do uso de fontes históricas para explicarmos o passado.
Expectativas de respostas: espera-se que os estudantes respondam que utilizariam a internet, sites de notícias, perfis de redes sociais ou a própria memória para resgatar os fatos do ano de 2024.
Aprofundamento: vincular os fatos históricos a acontecimentos das vidas pessoais do estudante, questionando o motivo pelo qual se lembrou daquele episódio.
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Tempo: 3 minutos.
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Dinâmica de condução: instruir a leitura dinâmica e aproveitar a oportunidade para refletir sobre o uso de diferentes fontes históricas, a validade e a legitimidade das diferentes tipologias.
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Tempo: 30 minutos.
Dinâmica de condução: professor, as fontes históricas e o roteiro de perguntas se encontram no material dos estudantes. Os próximos slides fornecem informações adicionais que podem auxiliar a direcionar o olhar dos estudantes para o que devem buscar em suas análises.
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Dinâmica de condução: ofereça este exemplo para esclarecer dúvidas e evidenciar como é possível extrair respostas de fontes variadas, utilizando-se, também, do texto de apoio que se encontra no livro.
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Tempo: 30 minutos.
Dinâmica de condução: os estudantes devem ler e analisar a fonte histórica recebida, junto ao texto de apoio, buscando responder às mesmas três perguntas utilizadas no exemplo. É importante acompanhar a execução da atividade, esclarecendo dúvidas e indicando os melhores caminhos para análise das fontes históricas, em seguida irão comparar as respostas de acordo com cada fonte.
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Dinâmica de condução: nesta etapa, é importante que os estudantes troquem o conhecimento adquirido durante a análise de fontes e elaborem perguntas relevantes. Cada grupo deve chegar a uma pergunta para cada fonte histórica.
Tempo: 30 minutos.
Expectativas de respostas: espera-se que os estudantes consigam elaborar perguntas relevantes para cada estação, por exemplo:
Estação 1: A Epopeia de Gilgamesh. Pergunta: quais as características da religião dos sumérios?
Estação 2: O Código de Hamurabi. Pergunta: como se organizava o sistema de justiça na Babilônia?
Estação 3: O Zigurate de Ur. Pergunta: como era o sistema político dos sumérios?
Estação 4: Os selos cilíndricos. Pergunta: qual era a função dos selos cilíndricos?
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Dinâmica de condução: é preciso esclarecer que o uso de biografias é importante para se aprofundar no cotidiano das pessoas, aspectos que geralmente estão ocultos em outras tipologias de fontes históricas. Assim, as biografias potencializam o conhecimento histórico ao revelar vestígios sobre o passado que não se destacam em outros registros.
Expectativas de respostas: é possível que os alunos assinalem a letra C como correta, de modo que é importante refletir sobre a existência de heróis e vilões na história, fugindo do maniqueísmo e buscando narrativas que apontem para sujeitos invisibilizados na História.
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Dinâmica de condução: a questão debate o uso da História Oral para registrar trajetórias de indivíduos minorizados, de modo que é importante valorizar a História Oral e desmistificar a ideia de que só povos com escrita têm história, elemento a ser trabalhado em aulas posteriores.
Expectativas de respostas: é possível que os estudantes assinalem a alternativa C como correta. Contudo, deve-se relembrar que todas as fontes históricas possuem enviesamento, cabendo ao historiador analisá-las e compará-las para a construção de narrativas historiográficas embasadas cientificamente, depurando o tendencialismo.
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