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UNIVERSIDADE DE MARILIA – UNIMAR EAD ALUNO: ROBSON NEVES BRANDT - RA 28828 ENGENHARIA DE PRODUÇÃO M-4 2020 ATIVIDADE PRATICA: DISCIPLINA INTRODUÇÃO A ENGENHARIA Questão n° 1 A Engenharia desenvolveu diversos itens que auxiliaram no desenvolvimento da sociedade, como, por exemplo, locomotivas a vapor, computadores e máquinas voltadas à produção. Os criadores destes aparatos, além de indivíduos que vieram posteriormente, se utilizaram das características referentes à criatividade e à inovação para que pudessem desenvolver e melhorar estes aparatos. A criatividade e a inovação andam de mãos dadas, mas nem sempre possuem o mesmo significado. Apresente qual é a principal diferença entre os dois conceitos, exemplificando ambos os casos. Respostas Criatividade: é a resolução de problemas da forma mais simples e barata possível – isso exige que o gestor pense de uma forma um pouco diferente dos demais, buscando soluções que exijam o mínimo de recursos possível. O fato de um gestor conseguir enxergar o problema antes mesmo dele acontecer também pode ser considerado como criatividade – poís a melhor forma de resolver um problema é não deixar que ele sequer ocorra! Inovação : Inovar não se resume a resolver algo, mas também a melhorar o que já existe. Não é porque algo está funcionando que ele não possa ser melhorado. A embalagem de um produto pode se tornar mais chamativa caso ela seja pintada de uma cor diferente, um processo pode ser mais rápido caso uma máquina seja colocada em outro lugar, entre outros diversos exemplos. Questão n° 2 O pensamento crítico deve ser utilizado como uma forma de análise de processos, fatos e opiniões. É sempre importante que um indivíduo pesquise a fundo sobre determinado fato ou dado antes de tirar alguma conclusão, pois não é raro que se encontrem informações desencontradas na atualidade. Para a compreensão de como funciona um determinado processo, pode-se pesquisar por informações disponíveis na própria empresa. Da mesma forma, para que seja possível encontrar a origem de uma falha, o profissional tem à sua disposição uma série de ferramentas teóricas de grande utilidade. Cite quais são as possíveis fontes de informações disponibilizadas nas empresas. Cite e explique duas ferramentas teóricas que podem auxiliar na busca pela origem de falhas em processos. 1-Cite quais são as possíveis fontes de informações disponibilizadas nas empresas. R; Toda empresa organizada possui um PCP, onde são centralizados todas informações da produção, tipo, rendimentos de maquinas, qualidade da matéria prima, indicadores de atingimento de metas operacionais e técnicas, sendo assim o departamento PCP que vai disponibilizar para os gestores informações gerais para análise crítica e assim possibilitar tomadas de decisões assertivas para melhorias dos processos. 2-Cite e explique duas ferramentas teóricas que podem auxiliar na busca pela origem de falhas em processos. R; são os “5 Porquês”, que trata da compreensão da causa real pela qual algo aconteceu. Os 5 Porquês da Qualidade são um método simples que tem como objetivo a solução e o descobrimento de causas raízes de problemas. Essa técnica foi desenvolvida pelo engenheiro mecânico Taiichi Ohno (1912-1990). Ele é considerado o principal responsável pela elaboração do Sistema de Produção Toyota ou Toyota System Production (TPS), em inglês. A empresa estava muito abalada devido a segunda guerra mundial e para melhorar sua evolução, Taiichi Ohno e os demais gestores criaram o TPS. Nesse sistema foram criadas filosofias de gestão, técnicas, metodologias e ferramentas de qualidade que são utilizadas até hoje. Uma dessas abordagens são os “5 Porquês”. Os 5 porquês da qualidade: os resultados de cada etapa Essa técnica japonesa afirma que: · no 1º porquê, encontramos um sintoma; · no 2º porquê, encontramos uma desculpa; · no 3º porquê, encontramos um culpado; · no 4º porquê, encontramos uma causa; · no 5º porquê, encontramos a causa raiz. Dessa forma é possível determinar a relação entre as causas anteriores até se chegar na expressividade do problema, como o encontramos atualmente. Mesmo que o método de repetição de perguntas pareça simples, deve-se realmente estudar as causas. Não pode-se basear as “respostas” dos porquês em achismos ou opiniões. Quando se responde uma das perguntas do método, essa resposta precisa estar estruturada em fatos passíveis de observação e análise. É necessário ir além do mero questionamento, é recomendável a utilização de testes para comprovar a veracidade das respostas encontradas. Por exemplo, um gestor percebeu que seus produtos estão sendo produzidos com defeitos. Ao aplicar a técnica dos porquês, ele verifica uma indicação de que esses defeitos são causados porque uma ferramenta não está sendo executada como deveria. A partir daí, é preciso realizar testes, para conferir se o equipamento está mal calibrado ou se os funcionários não estão conseguindo utilizá-lo da maneira correta. Por vezes, um trabalho de investigação pode tomar meses. Entretanto, quando bem executado possibilita que os erros não voltem a prejudicar a empresa Também podemos citar o diagrama de Ishikawa, que exercita a criatividade de cada um dos envolvidos no processo. O diagrama de Ishikawa pode ser conhecido como espinha de peixe, dado o seu formato. Recebe também esse nome por ter sido devolvido por Kaoru Ishikawa, cuja principal motivação foi propor um modelo que facilite a identificação de problemas a partir de suas causas e razões. Hoje, o diagrama de causa e efeito se configura como uma importante ferramenta de gestão qualidade para apontar dispersões nos processos, além de facilitar a visualização da relação existente entre um determinado efeito e sua causa ou outros desdobramentos. A imagem abaixo pode representar um exemplo de como é estruturado o diagrama: O primeiro passo é definir qual é o problema que gostaria de analisar e, a partir disso, buscar todas as causas possíveis que podem influenciam o processo e resultar nesse problema. Um detalhe importante no diagrama de Ishikawa, é que não existe um número máximo ou mínimo de causas, entretanto, pode-se colocar “subcausas”, desmembrando ainda mais as “espinhas” dessa esqueleto. O ideal é elencar todas as causas possíveis e fazer um diagrama de Ishikawa completo. Como aplicar o diagrama de Ishikawa Vejamos agora um exemplo de como pode-se aplicar o seu problema no diagrama: Imagine que você está obtendo um número crescente de reclamações dos seus clientes. Por quais motivos essas reclamações estão sendo feitas? Então, comece a organizá-las e dividir os itens por possibilidade de causas, por exemplo: Essas são as causas principais, mas o que gera a falha no atendimento, o atraso na entrega e a qualidade do produto? Você pode desmembrar a “falha do atendimento” adicionando “falta de preparo dos atendentes e vendedores”, por exemplo. No caso do atraso na entrega, pode ser o atraso na linha de produção ou os problemas com a transportadora e assim por diante. image1.jpeg image2.jpeg