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NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 1 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 1 Equipe Professor Rômulo Passos | 2015 CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM PARA CONCURSO - 2015 AULA Nº 32– ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 2 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 2 Prezado aluno, Sou a Professora Poly e irei acompanhá-lo nesse momento de estudo a respeito da temática: Administração em enfermagem. Dividiremos esse tema em 6 tópicos conforme Sumário abaixo: Boa aula! LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 3 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 3 SUMÁRIO DA AULA 1. TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO APLICADAS À ENFERMAGEM 2. FILOSOFIA E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 3. METODOLOGIA DE PLANEJAMENTO NA ENFERMAGEM 4. O PROCESSO DE MUDANÇA 5. FERRAMENTAS GERENCIAIS DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM (NORMAS ROTINAS E MANUAIS) - 6. O ENFERMEIRO COMO LÍDER E AGENTE DE MUDANÇA LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 4 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 4 É importante você se assegurar que está preparado para iniciarmos o nosso estudo, e que nada venha a te interromper durante seu raciocínio. Portanto, procure um local adequado e um ambiente em que você esteja confortável para se concentrar. O material a seguir foi elaborado com as mais atualizadas referências na área e especialmente para a sua aprovação! Tentarei ser sucinta na teoria introdutória bem como no comentário das questões, trazendo assim o que de fato é atual e informações importantes para sua aprovação. Você verá que eu sempre estarei incluindo imagens, tópicos em quadros e algumas palavras sublinhadas, então fique de fato atento a essas observações que serão um diferencial no seu estudo. Para os casos em que não há questões comentadas a respeito do assunto, eu coloquei uma teoria para direcioná-lo. Ok? Nesse material você encontrará algumas figuras representativas e na tabela abaixo você encontra a legenda: Assunto comumente cobrado em provas de concursos Citação de artigos científicos atualizados sobre o tema Vamos começar? LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 5 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 5 VERSAM SOBRE CINCO VARIÁVEIS BÁSICAS: -TAREFAS -PESSOAS -ESTRUTURA -AMBIENTE -TECNOLOGIA “Administração é o processo de planejar , organizar, dirigir e controlar as ações de uma empresa/instituição/serviço afim de alcançar seus objetivos” Importante lembrar das palavras: PLANEJAR ORGANIZAR DIRIGIR CONTROLAR Teorias de administração aplicadas à enfermagem Antes de iniciarmos com a resolução de questões gostaria de passar conceitos nos quais iremos trabalhar e que serão descritos nesse material. Para essa temática os conceitos principais que abordaremos serão: Administração; Liderança; Liderança X Chefia; Grid Gerencial e Supervisão. Conceitos muito cobrados em provas de concursos. Inicialmente começo com o conceito de Administração e as teorias administradas, logo em seguida, no comentário das questões veremos os demais conceitos. Ao longo do material você também encontrará outros conceitos muito importantes para a sua prova. Vamos lá! ADMINISTRAÇÃO “O enfermeiro incorpora, em sua formação profissional, o saber de várias ciências, dentre elas, a ciência da administração” TEORIAS ADMINISTRATIVAS LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 6 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 6 TEORIA TEORISTA CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS NA ENFERMAGEM TEORIA CIENTÍFICA TAYLOR Aumento da produção pela eficiência operacional. Divisão do trabalho Especialização Padronização das tarefas Supervisão funcional–autoridade funcional Elaboração ou adoção de POPs Escalas diárias de divisão de atividades entre os membros da equipe. TEORIA CLÁSSICA FAYOL POCCC: prever; organizar; comandar; coordenar e controlar. Divisão horizontal do trabalho: departamentalização Divisão vertical do trabalho: hierarquia de autoridade. Organogramas institucionais Atividades rotineiras com avaliação exclusivamente quantitativas. TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS MAYO ENFATIZA A VARIÁVEL PESSOAS EM LUGAR DA ESTRUTURA Humanização e democratização na administração de pessoal Fator psicológico interfere na produção mais que o fisiológico Importância da cooperação, motivação humana, liderança, comunicação e dinâmica de grupo. Chefe x Líder TEORIA BUROCRÁTICA WEBER VISA À EFICIÊNCIA ORGANIZACIONAL Caráter racional e sistemática divisão de trabalho. Impessoalidade nas relações humanas Determinação de procedimentos e rotinas Falta de autonomia da Enfermagem –Segue as normas da instituição Prática administrativa estanque com poucas perspectivas de mudanças. TEORIA COMPORTAMENTALISTA LEWIN EVIDENCIA OS ESTILOS COM QUE OS ADMINISTRADORES DIRIGEM O PESSOAL: Escolha do estilo às convicções que os administradores tinham a respeito do comportamento humano. Lewin – behaviorista ou das ciências do comportamento “homem adminstrativo” visando a maneira satisfatória na realização do trabalho, e não à melhor maneira Teoria da Motivação de Maslow – NHB Uniu a escolha do estilo às convicções que os adminstradores tinha a respeito do comportamento humano Pessoas+ambiente Teoria da Motivação de Maslow Primárias: fisiológicas e segurança Secundárias: sociais, estima e auto-realização Teoria de McGregor Teoria X: homem preguiçoso, irresponsável e resistente à mudanças. Teoria Y: homem responsável criativo e independente com chefia dinâmica, aberta, inovadora e democrática. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 7 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 7 UMA BREVE REVISÃO DA TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO Segundo Chiavenato (2003), a palavra administração originou-se do latim, sendo, ad (direção, tendência para) e minister (subordinação ou obediência) e tem como significado a realização de uma função sob o comando de outrem, ou seja, a prestação de um serviço a outro. Já como disciplina, Masiero (2007) entende que Administração pode ser compreendida como integração e coerência entre o conhecimento das diferentes áreas da atividade humana, aplicadas às organizações, tendo em vista a sua sobrevivência, sua eficiência e sua eficácia. E o Raymundo (2006), caracteriza a administração como um conjunto de atividades multicientífico e multidisciplinar, ou seja, uma ciência que se aplica em todos os departamentos da vida antiga e moderna. TEORIA DOS SISTEMAS BASEIA-SE NO CONCEITO DE “HOMEM FUNCIONAL”, QUE SE CARACTERIZA PELO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL COM OUTRAS PESSOAS. Teoria recente e coerente com a visão estrutural funcionalista típica do sistema capitalista. Existem três premissas básicas: os sistemas existem dentro de sistemas; os sistemas são abertos; e as funções de um sistema dependem de sua estrutura. “homem funcional” - relacionamento interpessoal com outras pessoasessas definições de estrutura, caberá discutir quem irá escrever os instrumentos. Terminada a elaboração do manual, ele deve ser aprovado nos níveis hierárquicos superiores. Implantação: a implantação do manual, quando elaborado por todos, torna-se mais fácil, pois as informações nele contidas representam o consenso o grupo que o colocará em prática. Na fase de implantação, deve-se considerar, também, o local de permanência do manual, sendo preferível mantê-lo em lugar acessível aos usuários. Os usuários devem ser orientados quanto ao modo adequado de manuseá-lo. Avaliação: as informações contidas no manual devem sofrer constantes avaliações e reformulações. Um manual desatualizado provavelmente se tornará desacreditado. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 46 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 46 Verificamos que a determinação dos assuntos é a etapa que contém a análise das informações coletadas para definir que instrumentos o manual deve conter e qual o conteúdo desses instrumentos pode ser definida como. Logo, GABARITO LETRA A. 9. (HUCAM-UFES/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Enfermeiro recém-formado e admitido no corrente ano no hospital, de acordo com aprovação em concurso público, foi alocado na Clínica Cirúrgica. No seu primeiro dia de trabalho no setor, o médico lhe solicitou e prescreveu sondagem nasogástrica para alívio de distensão abdominal em paciente pós-operatório; ainda inseguro para realização de procedimentos, realizou a sondagem de acordo com o que lembrava ter aprendido na graduação. No entanto, o referido enfermeiro, com receio de ter cometido alguma falha, procurou pelo Manual de Enfermagem do setor para confirmação do procedimento; e, após 45 minutos de busca em todas as gavetas/armários, como nenhum dos funcionários sabia onde este se encontrava, decidiu perguntar para a Diretora de Enfermagem, momento em que descobriu que o manual que procurava estava guardado na sala da Diretoria de Enfermagem e o seu acesso ocorria apenas com permissão da Diretora. Ao consultar o manual, cuja data de atualização descrita na capa era Abril/2013, o enfermeiro teve que observar página a página onde se localizava o procedimento “sondagem nasogástrica” e, ao encontrar tal descrição, verificou incongruência na medida que realizara, já que estava escrito que a definição da medida deveria se pautar na distância entre o lóbulo da orelha à ponta do nariz até o apêndice xifoide, e ele havia mensurado a distância a partir da ponta do nariz ao lóbulo inferior da orelha até o apêndice xifoide. Diante deste caso, é correto afirmar que a) o manual está em local acessível à equipe de enfermagem do setor b) o manual está em local que é de conhecimento de toda equipe de enfermagem do setor c) é possível perceber zelo e cuidado com o manual já que este estava bem guardado d) o manual continha informações desatualizadas e) o manual está bem organizado com listagem dos procedimentos em ordem alfabética e com sua localização por páginas LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 47 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 47 COMENTÁRIOS: Após leitura atenta do enunciado da questão, vejamos os itens a seguir: a) O manual NÃO estava em local acessível à equipe de enfermagem do setor, já que foi referido na questão o seguinte: “descobriu que o manual que procurava estava guardado na sala da Diretoria de Enfermagem e o seu acesso ocorria apenas com permissão da Diretora”. b) O manual NÃO estava em local que é de conhecimento de toda equipe de enfermagem do setor, pois foi descrito que: “após 45 minutos de busca em todas as gavetas/armários, como nenhum dos funcionários sabia onde este se encontrava”. c) Não é possível perceber zelo e cuidado com o manual já que este estava bem guardado. O que havia era descuido, pois ninguém da equipe sabia localizar o manual. d) O manual continha informações desatualizadas. A pesar da data no manual ser de abril de 2013, não abordava a técnica correta para a medição do comprimento necessário da sonda nasogástrica para atingir o estômago. Vejamos abaixo uma figura que demonstra como deve ser essa medição. Médio do comprimento da sonda nasogstrica para posicionamento dentro do estomago. e) O manual está MAL organizado SEM listagem dos procedimentos em ordem alfabética e SEM sua localização por páginas. Verifique a seguinte passagem do enunciado: “o enfermeiro teve que observar página a página onde se localizava o procedimento ‘sondagem nasogástrica”. Nesses termos, GABARITO LETRA D. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 48 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 48 10. (HU-UFMS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Correlacione as variáveis organizacionais com as suas respectivas características e assinale a alternativa com a sequência correta. Variável Organizacional 1. Divisão do trabalho e especialização. 2. Hierarquia. 3. Amplitude da supervisão. 4. Formalização. Características ( ) Há fragmentação de tarefas ou departamentalização em que se pressupõe maior eficiência da organização. ( ) Define, por escrito, normas, rotinas e procedimentos. ( ) O grau varia com o tamanho da organização; tipo de atividades; tendências políticas e econômicas; filosofia; competência dos subordinados e facilidade de informações. ( ) Estratifica o poder na empresa em níveis em um padrão escalar. a) 1 – 2 – 3 – 4. b) 1 – 4 – 3 – 2. c) 3 – 2 – 1 – 4. d) 2 – 1 – 4 – 3. e) 3 – 1 – 2 – 4. COMENTÁRIO: Vamos definir cada variável para chegarmos ao resultado: Divisão do trabalho e especialização: Dá-se o nome de divisão do trabalho à especialização de funções que permite a cada pessoa criar, usar e acentuar, com máxima vantagem, qualquer diferença peculiar em aptidões e recursos. Tem como consequência o trabalho cooperativo em tarefas específicas e delimitadas, com o objetivo de aumentar a eficiência da produção. → Há fragmentação de tarefas ou departamentalização em que se pressupõe maior eficiência da organização. Hierarquia: é a ordenada distribuição dos poderes com subordinação sucessiva de uns aos outros, é uma série contínua de graus ou escalões, em ordem crescente ou decrescente, podendo-se estabelecer tanto uma hierarquia social, uma hierarquia urbana, militar, eclesiástica etc. Segundo os itens de classificação a hierarquia é a Estratifica o poder na empresa em níveis em um padrão escalar. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 49 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 49 Amplitude da supervisão: Amplitude de controle também denominada amplitude administrativa ou ainda amplitude de supervisão, refere-se ao número de subordinados que um chefe pode supervisionar pessoalmente, de maneira efetiva e adequada. Logo relacionaremos com o item que diz que o grau varia com o tamanho da organização; tipo de atividades; tendências políticas e econômicas; filosofia; competência dos subordinados e facilidade de informações. Formalização: Segundo o dicionário da língua portuguesa formalizar é tornar formal, realizar, dar forma, realizar. Logo relacionaremos com o item em que "Define, por escrito, normas, rotinas e procedimentos" Essa foi fácil. Poderíamos respondê-la também com argumentos conceituais dos que sabíamos e depois irmos excluindo os itens. Tente também assim para te exercitar com outras questões dessa forma!! Gabarito LETRA B LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 50NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 50 Os significados da liderança: “A liderança, como um dos processos que concretiza a administração de pessoal nas organizações, trata basicamente da condução ou coordenação de grupos”. KURCGANT O Enfermeiro como líder e agente de mudança A liderança constitui um dos temas administrativos mais pesquisados nas últimas décadas. Onde vários autores desenvolveram diversas teorias, sendo que estas foram se aperfeiçoando ao longo do tempo de acordo com as especificidades e necessidade que a organização apresentava para concretização de suas metas e objetivos (CHIAVENATO, 1993). As Características de um Líder Entre as características de um líder segundo Krecer e Crutchfield apud Kurcgant (1996), está a de coordenar a atividade do grupo, o planejamento destas atividades, o conhecimento técnico e específico, a determinação de recompensas e de punições, o papel de elemento exemplo do grupo. O conceito de líder envolve aceitação voluntária de sua autoridade pelos demais membros, e sua contribuição para o progresso do grupo. Segundo Chiavenato (1993), o líder é aquele que possui alguns traços específicos de personalidade que o distinguem das demais pessoas do grupo. Assim o líder apresenta características marcantes de personalidade por meio das quais podem influencias o comportamento dos membros do grupo. Abordagens tradicionais da Liderança Abordagem de Traços Determina as características [traços] pessoais partilhadas pelos grandes líderes; Supõe a existência de uma personalidade de liderança, que é inata e não adquirida. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 51 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 51 Abordagem Comportamental As características pessoais são consideradas menos importantes que o real comportamento dos líderes; O líder está voltado para os resultados e para a interação do grupo; Destaque para três categorias de comportamento, as quais estão relacionadas: 1. Ao desempenho da tarefa; 2. À manutenção do grupo; 3. À participação do grupo nas tomadas de decisão. Abordagem Situacional Não há traços de personalidade ou comportamentos universalmente importantes; Os comportamentos eficazes de liderança variam de uma situação para outra, sendo que o líder deve primeiro analisar a situação e depois decidir. Nessa abordagem são considerados a atuação de três forças: 1. Administrador; 2. Subordinado; 3. Situação de trabalho. Estilos de liderança Autocrático: favorece a centralização do poder; enfraquece as iniciativas e promove comportamentos dependentes e submissos dos membros da equipe; os resultados quantitativos podem ser superiores aos dos grupos com líderes democráticos, mas de qualidade inferior. Democrático: O líder tem por objetivo a autonomia do grupo, fazendo-o respeitar as normas combinadas; Promove a interação e o desenvolvimento das habilidades e capacidades do grupo; A autonomia do grupo para decidir e implementar estratégias para resolução dos problemas, para atingir metas, deixando o caráter do líder intervir apenas quando o AUTOCRÁTICO DEMOCRÁTICO LAISSEZ-FAIRE LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 52 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 52 grupo solicita e necessita de orientações técnicas aconselhamento. A liderança democrática apresenta maior qualidade no serviço prestado, mas com menor quantidade de serviços (CHIAVENATO, 1993). ATENÇÃO À DESVANTAGEM: Segundo Kurcgant (1993), a grande desvantagem do estilo democrático e que a descentralização do poder influência a independência e o descomprometimento dos membros do grupo com os objetivos e metas da organização, ameaçando principalmente os líderes inseguros, cuja competência profissional e desqualificada seja vítima das críticas de seus subordinados. Diante das dificuldades enfrentadas no trabalho questionam a liderança da enfermagem, muitas vezes, quando solicitando o desempenho duplo papel de supervisor ou coordenador do cuidar, não realizando nenhuma das funções com qualidade. Laissez-faire [Liberal]: O líder evita responsabilidades, são ausentes e não tomam decisões; Confere autoridade e poder aos seus subordinados, os quais devem determinar os objetivos, resolver problemas e tomar suas próprias decisões. Estilo de liderança X Clima Organizacional IMPACTO Vou trazer uma diferença bastante cobrada em questões, e que foi desenvolvida por MAYO. Relembre acima a descrição antes de traçarmos as definições: LAISSEZ-FAIRE DEMOCRÁTICO AUTOCRÁTICO LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 53 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 53 CHEFE X LÍDER A nomenclatura Chefe foi criada há muito tempo, como indica Ettinger: “O norte americano Alford, por exemplo, ao estabelecer os princípios da direção fabril, formulou o que denominava “leis fabris”. Ele arrolou a organização e a chefia (ação dirigente) como as primeiras entre os requisitos essenciais para governar uma fábrica”. Assim, chefe caracteriza-se de certa forma como um modelo antigo, pois procura no seu dia-a- dia buscar os defeitos de sua equipe para poder punir, humilhar e nas mais variadas vezes acaba destruindo o desempenho da organização, conforme diz Machado: “o chefe busca quase o tempo todo surpreender o funcionário fazendo alguma coisa errada”. O chefe não visa o melhor de sua equipe procura apresentar-se irritado para assim intimidar sua equipe, não escuta a opinião dos seus colaboradores, ou seja, subordinados, sempre está a procura de defeito de um colaborador para assim, demonstrar aos outros sua autoridade, consegue apenas ver as falhas, para ele não existe profissional que se supere e que tem qualidade. 11. (HUCAM-UFES/EBSERH/ Instituto AOCP/2014) A liderança é uma habilidade necessária ao desenvolvimento das atividades do enfermeiro, porque gera e aplica energia nas pessoas, proporcionando-lhes uma direção e sincronizando os seus esforços. Ao se adotar a Liderança Coaching, o enfermeiro assume-se como líder: a) autocrático b) educador c) democrático d) popular e) laissez faire LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 54 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 54 COMENTÁRIO: Os estudos de White e Lippitt mostraram que os estilos de liderança autocrático, democrático e laissez-faire são formas diferentes de exercer influência no grupo. Liderança autocrática- na liderança autocrática, o líder centraliza totalmente a autoridade e as decisões e os subordinados não têm nenhuma liberdade de escolha. A liderança autocrática enfatiza somente o líder. Liderança liberal - neste modelo de liderança, o líder permite total liberdade para a tomada de decisões individuais ou em grupo, participando delas apenas quando solicitado. A liderança liberal enfatiza somente o grupo. O comportamento do líder é evasivo e sem firmeza. Liderança democrática - o líder interage bem com a equipe e com os indivíduos; encoraja a participação das pessoas; preocupa-se igualmente com o trabalho e com o grupo. REPETINDO os Estilos de Liderança --> A Liderança Coaching[1] é educadora. Nesses termos, o GABARITO LETRA B. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 55 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 55 “... é um processo educativo e contínuo, que consiste fundamentalmente em motivare orientar os supervisionados na execução de atividades com base em normas, a fim de manter elevada a qualidade dos serviços prestados” MINISTÉRIO DA SAÚDE Vejamos o conceito de COACHING [1] Coaching é uma metodologia que busca atender as seguintes necessidades: atingir metas, solucionar problemas e desenvolver novas habilidades. O Coaching é um processo de aprendizagem e desenvolvimento de competências comportamentais, psicológicas e emocionais direcionado à conquista de objetivos e obtenção de resultados planejados que, para ser compreendido, pode ser comparado à aliança de sucesso entre um técnico desportivo (coach) e seus atletas (coachees). O técnico não atua no jogo diretamente, mas oferece, como um padrinho, sua experiência que concorre para o desenvolvimento e desempenho do atleta. Da mesma forma o coach contribui para o aprendizado e amadurecimento emocional, tomada de decisão, planejamento de ação, definição de tarefas e de estratégias de remoção de obstáculos. Ocasionalmente confundido com terapia, o Coaching vai bem além desta na medida em que dá ao cliente a autonomia e o mérito pelos resultados obtidos, objetivando o acúmulo de experiências auto-motivadoras e a conquista da independência o mais cedo possível. Fonte:http://www.ibccoaching.com.br/tudo-sobre-coaching/coaching/o-que-e-coaching/ Vamos falar um pouco sobre SUPERVISÃO Importância: exerce grande influência em aspectos fundamentais das organizações. Ex: nível de absenteísmo e rotatividade de funcionários / qualidade do serviço prestado Origem: formação dos primeiros grupos de pessoas, com o intuito de desenvolver atividades específicas – necessidade de um elemento que pudesse assegurar o cumprimento das ordens, a detecção de falhas e a aplicação de sanções. Características da função supervisão: sofrem modificações de acordo com o contexto social e político da instituição LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 56 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 56 Os enfermeiros, enquanto elementos supervisores, desenvolvem atividades de complexidades variadas dependendo do cargo que ocupam, sendo mais complexas nos níveis hierárquicos mais altos da estrutura organizacional. O enfermeiro precisa ter – como requisito para o desenvolvimento da função supervisão – competência profissional, habilidade para relacionar-se com as pessoas, motivação para o desenvolvimento do pessoal, crença no potencial do ser humano e na importância do envolvimento de todos os funcionários nas decisões relativas às rotinas de trabalho, visando a manutenção de uma assistência de enfermagem eficaz Desenvolve junto aos funcionários, atividades diversificadas como, por exemplo: - Caracterização da clientela atendida; - Identificação das necessidades de assistência de enfermagem; - Avaliação da assistência de enfermagem prestada; - Previsão e provimento de recursos humanos, materiais, físicos e orçamentários necessários ao desenvolvimento das atividades de enfermagem; Orientação e avaliação dos funcionários durante a execução das atividades; - Elaboração, implantação e avaliação de normas, procedimentos, rotinas e manual do serviço de enfermagem; - Prevenção de situações problemáticas; - Estabelecimento, utilização e avaliação de métodos de trabalho - Atividades específicas às diferentes realidades das instituições e serviço de enfermagem. “Na enfermagem são poucos os enfermeiros que não desenvolvem a função supervisão, pois, desde os que prestam cuidados diretos aos pacientes até os que chefiam divisões ou serviços de enfermagem, todos, em maior ou menor complexidade, desenvolvem atividades que visam o aprimoramento do pessoal de enfermagem e à manutenção de condições necessárias para a prestação de uma assistência eficiente e eficaz. Esses são os objetivos principais da função supervisão.” KURCGANT LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 57 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 57 12. (HU-UFGD/EBSERH/ Instituto AOCP/2014) A Clínica Médica possui uma capacidade operacional ativa de 20 leitos de internação, com taxa de ocupação de aproximadamente 100%; a maioria dos pacientes demanda cuidados intermediários e a equipe ainda não possui rotina e treinamento para atendimento de Código Azul. No referido setor, trabalham, em cada turno, um enfermeiro e três técnicos de enfermagem, de acordo com o modo de organização do cuidado funcional. No turno da manhã, o enfermeiro, durante a visita diária aos pacientes internados no setor, identificou que uma de suas pacientes evoluiu com parada cardiorrespiratória. De acordo com os estudos de Lewin, Lippitt e White, em que tipo de liderança o enfermeiro deve se basear para que seja realizada a reanimação cardiopulmonar? a) Autocrática. b) Transformacional. c) Democrática. d) Coaching. e) Laissez faire. COMENTÁRIO: Os estudos de White e Lippitt mostraram que os estilos de liderança autocrático, democrático e laissez-faire são formas diferentes de exercer influência no grupo. Liderança autocrática - na liderança autocrática, o líder centraliza totalmente a autoridade e as decisões e os subordinados não têm nenhuma liberdade de escolha. A liderança autocrática enfatiza somente o líder. Liderança liberal - neste modelo de liderança, o líder permite total liberdade para a tomada de decisões individuais ou em grupo, participando delas apenas quando solicitado. A liderança liberal enfatiza somente o grupo. O comportamento do líder é evasivo e sem firmeza. Liderança democrática - o líder interage bem com a equipe e com os indivíduos; encoraja a participação das pessoas; preocupa-se igualmente com o trabalho e com o grupo. Após repetirmos os conceitos vamos analisar a questão: O tipo de liderança que o enfermeiro deve se basear para que seja realizada a reanimação cardiopulmonar é o AUTOCRÁTICO. Nessa siatuação, não há margem para debate ou liberdade da equipe, mas sim cumprimento do protocolo da AHA de Ressucitação Cardiopulmonar (RCP). LOGO, GABARITO LETRA A LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 58 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 58 Vejamos o conceito de DELEGAÇÃO A descrição abaixo é do Conselho Jurisdicional e é considerada uma orientação da Ordem dos Enfermeiros sobre esta matéria através do Parecer nº 136 / 2007 1. Todas as decisões relacionadas com a delegação são baseadas no princípio de protecção da saúde, segurança e bem estar do público. 2. O enfermeiro, membro efetivo da Ordem, tem a responsabilidade e a obrigação de prestar contas pela prestação e gestão de cuidados que realiza. É seu dever «responsabilizar-se pelas decisões que toma e pelos atos que pratica ou delega», bem como «assegurar a qualidade e a continuidade das atividades que delegar» (Código Deontológico do Enfermeiro, artigo 79, b, e 88, c). 3. Entende-se por delegação a transferência, para um indivíduo competente, da autoridade para realizar uma determinada tarefa de Enfermagem, escolhida numa situação concreta, e por supervisão, a provisão de orientação, avaliação e acompanhamento, pelo enfermeiro, do desempenho da tarefa delegada. 4. «os enfermeiros só podem delegar tarefas em pessoal deles funcionalmente dependente quando este tenha a preparação necessária para as executar, conjugando-se sempre a natureza das tarefas com o grau de dependência do utente em cuidados de Enfermagem.” (art. 10º, Decreto - Lei161/96 de 4 de Setembro). 5. O enfermeiro, que avalia as necessidades do cliente e planeja os cuidados, determina que tarefas podem ser delegadas, sendo responsável pela apropriadadelegação, devendo agir no sentido de proteger o cliente e tomar as medidas adequadas para assegurar uma prestação de cuidados segura. 6. Os clientes têm direito a cuidados de saúde conformes aos padrões de qualidade de cuidados. Assim, quando uma tarefa de Enfermagem é delegada, a tarefa deve ser desempenhada de acordo com os padrões de qualidade e procedimentos estabelecidos. Delegação – a transferência, para um indivíduo competente, funcionalmente dependente do enfermeiro, da autoridade para realizar uma determinada tarefa de Enfermagem, escolhida numa situação concreta. O enfermeiro mantém e retém a responsabilidade pela delegação. (De acordo com esta definição, exclui-se considerar a transferência do cuidado para um cuidador informal, convivente significativo, como delegação). LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 59 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 59 7. O enfermeiro é responsável pela avaliação individualizada do cliente e das circunstâncias situacionais e por ajuizar da competência daquele a quem vai delegar, antes de delegar qualquer tarefa. 8. Considera-se uso apropriado da autoridade para delegar o que cumpre o enquadramento regulador e a adequação do processo de tomada de decisão para a delegação, sendo que o processo de cuidados (colheita de dados, diagnóstico de Enfermagem, planeamento e avaliação) e juízo clínico de Enfermagem não podem ser delegados – são delegados componentes dos cuidados, isto é, tarefas. 9. A delegação de tarefas em outros é realizada sob determinadas condições e cumprindo determinados critérios. Assim, de forma sintética, o enfermeiro delega a tarefa certa, sob as circunstâncias certas, na pessoa certa, com a comunicação e orientação certa e sob supervisão adequada. 10. Delega-se, de modo apropriado, a prestação de tarefas em pessoal preparado para assistir – e não para substituir – o enfermeiro. 11. O algoritmo de tomada de decisão para delegar considera: a. verificação dos critérios para a delegação, relativos a quem delega, ao que é delegado (natureza da tarefa e a relação com o grau de dependência em cuidados de Enfermagem) e a quem; b. avaliação da situação, considerando as necessidades do cliente, o planejamento de cuidados, as circunstâncias e os recursos disponíveis; c. plano para a tarefa específica a delegar, especificando a natureza da tarefa, a preparação para a realizar adequadamente e as implicações (para o cliente, outros clientes, conviventes significativos); d. quem delega e em quem é delegado aceitam a responsabilidade; e. fornecimento de orientações claras para a realização da tarefa, o que implica um adequado processo de comunicação; f. supervisar, acompanhar e avaliar o desempenho da tarefa: g. assegurar apropriada documentação (registo) da tarefa; h. avaliar o processo global e prover feedback; i. reajustar o plano de cuidados conforme necessário. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 60 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 60 Tarefa certa Circunstâncias certas Pessoa certa Direção/comunicação certa Supervisão/avaliação certa Voltemos ao tópico 9 que é a pergunta da nossa prova: Assim, de forma sintética, o enfermeiro delega a tarefa certa, sob as circunstâncias certas, na pessoa certa, com a comunicação e orientação certa e sob supervisão adequada. Vamos descrever detalhadamente cada “certo”: TAREFA CERTA É aquela que a enfermeira delega para um cliente especifico, como as tarefas que são repetitivas, que exigem pouca supervisão, que são relativamente não invasivas, que tem resultados previsíveis e que tem o mínimo potencial de risco. CIRCUNSTÂNCIAS CERTAS Considera adequadamente o setor em que está o cliente, os recursos disponíveis e outros fatores relevantes. Em setores de cuidados intensivos, as condições do cliente muitas vezes mudam rapidamente. Use a boa tomada de decisão clínica para determinar o que delegar. PESSOA CERTA Envolve delegar a tarefa para o profissional certo realizar no cliente certo. DIREÇÃO/COMUNIAÇÃO CERTA A enfermeira dá uma descrição clara e concisa da tarefa, incluindo seu objetivo, restrições e expectativas. A comunicação entre a enfermeira e o técnico de enfermagem precisa ser contínua durante o turno de cuidado. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 61 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 61 SUPERVISÃO/AVALIAÇÃO CERTA Proporcionar um acompanhamento certo, uma avaliação certa, uma intervenção conforme a necessidade e feedback. O técnico de enfermagem precisa se sentir confortável para fazer perguntas e procurar ajuda. FIQUE TAMBÉM ATENTO A ESSE CONCEITO: Vamos ao tema GRID GERENCIAL Também denominado grade gerencial ou rede administrativa, é um conceito desenvolvido por William Blake e Jane Mouton, relacionado com um método de treinamento em liderança que se tornou amplamente difundido nos anos 60. A origem foi o desdobramento de concepções contidas nos estudos da Ohio State, os quais demonstraram, com bastante clareza, que existem duas dimensões fundamentais no comportamento dos líderes nas organizações empresariais. A primeira é a consideração com os subordinados, isto é, um comportamento cuja principal preocupação está vinculada com os empregados. A segunda está relacionada com a estruturação da organização, especialmente no que se refere à realização das tarefas. A primeira dimensão procura avaliar o grau em que o líder se preocupa com o bem-estar, o conforto e a segurança de seus liderados. A segunda está relacionada com a estruturação da organização, especialmente no que se refere à realização das tarefas. Está mais voltada para o grau pelo qual o líder define seu próprio papel e sinaliza aos subordinados o que se espera que eles façam, isto é, está mais relacionada com a realização das tarefas da organização. Os autores destacaram, nessa teoria, cinco estilos diferentes de liderança, denominados de: 9,1; 1,9; 1,1; 5,5 e 9,9, focalizados por meio de duas dimensões básicas: orientação para a produção e orientação para as pessoas. Descrevemos as características básicas de cada estilo, segundo alguns pesquisadores desse tema Blake e Mouton batizaram com os termos populares os diversos estilos de liderança do grid, que podem ser identificados em suas várias posições; Grid 1.1 – Gerência Empobrecida: expressa uma situação na qual não existe preocupação do líder com os liderados e nem com as tarefas (a produção) a serem realizadas. O termo “gerência empobrecida” significa, na realidade, ausência de liderança no interior de uma empresa; LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 62 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 62 Grid 1.9 – Country-Club: expressa uma situação na qual o líder demonstra grande preocupação com as necessidades de seus subordinados e procura, de todos os modos, proporcionar um ambiente de trabalho agradável e não estressante, ou seja, um ambiente semelhante ao existente num clube. Embora exista elevada preocupação com os subordinados, há pouca preocupação com a realização das tarefas (produção) e nenhuma, ou muito pouca consideração com os subordinados. Grid 5.5 – Meio Termo: ponto intermediário, no qual a preocupação do líder com os subordinados se equilibra com a preocupação com a realização das tarefas; Grid 9.9 – Equipe: expressa a melhor situação possível. Trata-se de uma gerência de êxito, na qual as tarefas são cumpridas eficientemente, com dedicação e envolvimento dos subordinados, num ambiente de confiançae respeito. É o grau máximo de liderança do grid, no qual a preocupação com os empregados é muito elevada, o mesmo acontecendo com o desempenho na realização das tarefas e com o nível da produção. Espero ser parte da sua aprovação! Bons Estudos! Profª Poly LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 63 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 63 LISTA DE QUESTÕES 1. (FCC/2013/TRT – 5ª Região (BA)/ Analista Judiciário- Enfermagem) A estrutura de organização de um serviço de enfermagem segue rigidamente o princípio da hierarquia, com aplicação do princípio da unidade de comando e da centralização das decisões no topo da hierarquia. A denominação dessa organização, que constitui a forma estrutural mais simples, é a) matricial. b) linha assessoria. c) funcional. d) linear. e) administrativa científica. 2. (IBFC/2013/EBSERH/ Enfermeiro) Considerando a estrutura e organização do serviço de enfermagem (SE), leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta. I. O SE é um grupo organizado de pessoas, possui um número grande de pessoas, apresenta diversidade e complexidade das atividades e necessidade de divisão e distribuição do trabalho. II O SE possui exclusivamente uma estrutura formal, que é planejada e formalizada oficialmente. Não sofrendo influência da estrutura informal na dinâmica da instituição, atuação dos integrantes e no alcance dos objetivos propostos. III. A divisão do trabalho e especialização pode ser vertical e horizontal. Sendo que a divisão vertical aumenta a qualidade da supervisão, acrescentando níveis hierárquicos. IV. A Estrutura Linear (baseada em Fayol, na Teoria Clássica) apresenta as seguintes características: forma piramidal, rigidez no princípio de hierarquia (órgãos de linha), centralização da decisão, limitação e inflexibilidade à inovação e demora na ação. a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas c) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas. d) Apenas a afirmativa IV está correta. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 64 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 64 3. (FCC/ 2013/ DPE-RS/ Analista Enfermagem) Em relação aos métodos de planejamento, é possível fazer uma distinção entre o planejamento normativo e o planejamento estratégico situacional. Considera-se planejamento a) normativo: é também conhecido como planejamento transversal porque configura em sua estrutura o Triângulo de Governo, representado pelo projeto de governo, a governabilidade e a capacidade de governo. b) estratégico situacional: caracteriza-se por eliminar do planejamento a esfera política e social porque é o planejador quem realiza o diagnóstico de situação e a partir dele elabora um único plano de ação. c) normativo: apesar de atender as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), é um modelo assistencial e gerencial não prevalente nos serviços de saúde. d) estratégico situacional: é um método que trabalha no processamento de problemas atuais, problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e dos macroproblemas. e) estratégico situacional: é também conhecido como planejamento tradicional porque não leva em consideração a historicidade e a dinamicidade dos fenômenos. 4. (FUMARC/2014/AL/Enfermeiro) O Planejamento Estratégico Situacional (KURCGANT, 2010) é composto por quatro momentos que se interrelacionam, a saber: a) Momento demissional, momento decisório, momento estratégico e momento tático- operacional. b) Momento explicativo, momento normativo, momento estratégico e momento tático- operacional. c) Momento explicativo, momento narrativo, momento dialético e momento tático- operacional. d) Momento decisório, momento narrativo, momento dialético e momento demissional. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 65 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 65 5. (CESGRANRIO/ 2014/ Banco do Brasil/ Enfermeiro do trabalho) A delegação de tarefas é uma das principais características de um bom gestor, sendo um exercício de treinamento e de conhecimento. A delegação de tarefas por um enfermeiro à sua equipe deverá ser realizada sob determinadas condições certas e cumprindo determinados critérios. De acordo com os 5 “certos” da delegação, o enfermeiro só NÃO levará em conta a(o) a) pessoa certa b) tarefa certa c) circunstância certa d) supervisão certa e) diagnóstico certo 6. (IADES/ 2014/ EBSERH/ Nível Superior/ Enfermeiro Assistencial) A habilidade de gerenciamento do tempo é uma forma eficaz de gerenciar o estresse causado pelas inúmeras tarefas a serem desenvolvidas pelo enfermeiro. Acerca dos princípios de gerenciamento do tempo, é correto afirmar que o (a) a) estabelecimento de metas, tanto para pacientes quanto para a equipe, deve ser feito somente pela enfermeira supervisora. b) forma como o enfermeiro distribui seu tempo, nas diversas atividades, não é relevante. c) definição de prioridades auxilia o paciente, e não o enfermeiro, nas atividades de vida diária. d) controle de interrupções é uma forma de evitar que atividades assistenciais sejam interrompidas por motivos alheios ao cliente. e) avaliação do tempo gasto em cada atividade não influencia no gerenciamento das atividades. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 66 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 66 7. (HU-UFMS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) É um conjunto de regras ou instruções para fixar procedimentos, métodos, organização, que são utilizados no desenvolvimento das atividades. O enunciado refere-se a qual instrumento de informação presentes no manual de enfermagem? a) Regulamento. b) Regimento. c) Normas. d) Rotinas. e) Procedimento. 8. (HU-UFSM/EBSERH/Instituto AOCP/2014) O manual de Enfermagem tem por finalidade esclarecer dúvidas e orientar a execução das ações de enfermagem, constituindo um instrumento de consulta. Para a elaboração de um manual, é necessário seguir algumas etapas. A etapa que contém a análise das informações coletadas para definir que instrumentos o manual deve conter e qual o conteúdo desses instrumentos pode ser definida com: a) determinação dos assuntos. b) diagnóstico da situação. c) estruturação dos instrumentos. d) implantação. e) avaliação. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 67 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 67 9. (HUCAM-UFES/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Enfermeiro recém-formado e admitido no corrente ano no hospital, de acordo com aprovação em concurso público, foi alocado na Clínica Cirúrgica. No seu primeiro dia de trabalho no setor, o médico lhe solicitou e prescreveu sondagem nasogástrica para alívio de distensão abdominal em paciente pós-operatório; ainda inseguro para realização de procedimentos, realizou a sondagem de acordo com o que lembrava ter aprendido na graduação. No entanto, o referido enfermeiro, com receio de ter cometido alguma falha, procurou pelo Manual de Enfermagem do setor para confirmação do procedimento; e, após 45 minutos de busca em todas as gavetas/armários, como nenhum dos funcionários sabia onde este se encontrava, decidiu perguntar para a Diretora de Enfermagem, momento em que descobriu que o manual que procurava estava guardado na sala da Diretoria de Enfermagem e o seu acesso ocorria apenas com permissão da Diretora. Ao consultar o manual, cuja data de atualização descrita na capa eraAbril/2013, o enfermeiro teve que observar página a página onde se localizava o procedimento “sondagem nasogástrica” e, ao encontrar tal descrição, verificou incongruência na medida que realizara, já que estava escrito que a definição da medida deveria se pautar na distância entre o lóbulo da orelha à ponta do nariz até o apêndice xifoide, e ele havia mensurado a distância a partir da ponta do nariz ao lóbulo inferior da orelha até o apêndice xifoide. Diante deste caso, é correto afirmar que a) o manual está em local acessível à equipe de enfermagem do setor b) o manual está em local que é de conhecimento de toda equipe de enfermagem do setor c) é possível perceber zelo e cuidado com o manual já que este estava bem guardado d) o manual continha informações desatualizadas e) o manual está bem organizado com listagem dos procedimentos em ordem alfabética e com sua localização por páginas LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 68 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 68 10. (HU-UFMS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Correlacione as variáveis organizacionais com as suas respectivas características e assinale a alternativa com a sequência correta. Variável Organizacional 1. Divisão do trabalho e especialização. 2. Hierarquia. 3. Amplitude da supervisão. 4. Formalização. Características ( ) Há fragmentação de tarefas ou departamentalização em que se pressupõe maior eficiência da organização. ( ) Define, por escrito, normas, rotinas e procedimentos. ( ) O grau varia com o tamanho da organização; tipo de atividades; tendências políticas e econômicas; filosofia; competência dos subordinados e facilidade de informações. ( ) Estratifica o poder na empresa em níveis em um padrão escalar. a) 1 – 2 – 3 – 4. b) 1 – 4 – 3 – 2. c) 3 – 2 – 1 – 4. d) 2 – 1 – 4 – 3. e) 3 – 1 – 2 – 4. 11. (HUCAM-UFES/EBSERH/ Instituto AOCP/2014) A liderança é uma habilidade necessária ao desenvolvimento das atividades do enfermeiro, porque gera e aplica energia nas pessoas, proporcionando-lhes uma direção e sincronizando os seus esforços. Ao se adotar a Liderança Coaching, o enfermeiro assume-se como líder: a) autocrático b) educador c) democrático d) popular e) laissez faire LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 69 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 69 12. (HU-UFGD/EBSERH/ Instituto AOCP/2014) A Clínica Médica possui uma capacidade operacional ativa de 20 leitos de internação, com taxa de ocupação de aproximadamente 100%; a maioria dos pacientes demanda cuidados intermediários e a equipe ainda não possui rotina e treinamento para atendimento de Código Azul. No referido setor, trabalham, em cada turno, um enfermeiro e três técnicos de enfermagem, de acordo com o modo de organização do cuidado funcional. No turno da manhã, o enfermeiro, durante a visita diária aos pacientes internados no setor, identificou que uma de suas pacientes evoluiu com parada cardiorrespiratória. De acordo com os estudos de Lewin, Lippitt e White, em que tipo de liderança o enfermeiro deve se basear para que seja realizada a reanimação cardiopulmonar? a) Autocrática. b) Transformacional. c) Democrática. d) Coaching. e) Laissez faire. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 70 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 70 GABARITO 1. D 2. C 3. D 4. B 5. E 6. D 7. C 8. A 9. D 10. B 11. B 12. A LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95= sistema aberto Organizações = sistema de papéis, e os indivíduos são atores q desempenham esses papéis Retroalimentação As organizações são aceitas como subsistemas do sistema maior, o qual, no caso, é o sistema de saúde. TEORIA CONTINGENCIAL U Uma mesma empresa funcionava de diferentes formas em diferentes condições Ambiente + tecnologia Eficiência e eficácia dos resultados ATENÇÃOEnfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende. A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização. As variáveis ambientais são variáveis independentes, enquanto as técnicas administrativas são variáveis dependentes dentro de uma relação funcional. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 8 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 8 Procurando trazer uma definição para o ambiente macro das empresas ou organizações, Maximiano (2009) define administração como o processo de tomada de decisões utilização de recursos para realização de objetivos. Para o autor o processo de decisão não é simplesmente tomar decisões sem nenhuma estrutura, mas sim a partir dos recursos disponíveis no momento da decisão. Raymundo (2006) acrescenta que administrar é o processo que conduz as pessoas à realização de determinados trabalhos, pois é necessário que exista no administrador a capacidade de influenciar as pessoas a realizarem suas tarefas. Ainda para Maximiano (2004), acreditar que administrar é agir, é o processo de tomar decisões e realizar ações que compreende cinco processos principais: organização, planejamento, execução, liderança, e controle. Estes são os principais elementos que caracterizam a definição da administração. Com essa breve conceituação da ciência da administração, será apresentada logo a seguir as suas principais teorias: Teoria da Administração Científica Quando se fala desta primeira corrente da administração como ciência o destaque vai para o engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor. Ele observou ao longo de sua carreira a deficiência das produções fabris, tais como: muitos trabalhadores não cumpriam seu dever; as decisões dos administradores eram baseadas em intuições e palpites; os departamentos das empresas não eram integrados, aos trabalhadores eram delegadas funções onde não possuíam habilidade, dentre outras deficiências. Tendo em vista os problemas das produções fabris, Taylor achou por bem desenvolver o "estudo sistemático e científico do tempo", o que consistia em cronometrar o tempo em que os funcionários produziam determinados produtos no maior ritmo possível. Este estudo tinha como objetivo analisar o tempo necessário para o desenvolvimento de determinadas tarefas e o salário correspondente, (MAXIMIANO, 2009). Ao passar dos anos, Taylor observou que a questão do tempo e salário unicamente não solucionaria o problema. Então desenvolveu uma nova pesquisa que visava o aprimoramento dos métodos de trabalho. Assim sendo, ele apresenta uma nova concepção dos princípios da administração de uma empresa, que são os seguintes: LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 9 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 9 seleção e treinamento de pessoal, salários altos e baixos custos de produção, identificação de como executar a tarefas da melhor maneira possível e cooperação entre trabalhadores e administração. Ainda outros aspectos foram abordados, entre eles: padronização de ferramenta e equipamentos, sequenciamento e programação de operações, estudo de movimentos, conveniência de uma área de planejamento, cartões de instruções, pagamento de acordo com desempenho e cálculos de custo. Após esses estudos, o guru da teoria da administração científica agregou ao seu estudo que o incentivo individual ao trabalhador atenderia o desejo do ganho material estimulando assim o crescimento pessoal, (MAXIMIANO, 2009). Teoria clássica da administração A teoria de administração clássica foi fundada por Henry Fayol logo após a primeira guerra mundial (1914-1917) e tem como ponto de parida o estudo científico da administração. Fayol apresentou como novidade em sua época a necessidade de um ensino organizado e metódico de administração para formar administradores. A teoria clássica tem como estrutura a organização; e ele acreditava que o comportamento administrativo deveria ter como modelo a organização militar, ou seja, um sistema de hierarquização. Onde haja uma cadeia de comando interligando as posições e definindo quem se subordina a quem (CHIAVENATO, 2003). TAYLORISMO Divisão de trabalho Departamentos não integrados Padronização das tarefas Supervisão funcional–autoridade funcional LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 10 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 10 Portanto, pode-se verificar que a teoria clássica aborda a constituição de uma organização baseada em uma cadeia de comando, pela qual existe um corpo executivo que controla todo um grupo de pessoas que hierarquicamente se subordinam. Teoria das relações humanas Na década de 1930 psicólogos e cientistas sociais, afirmavam que o homem só trabalha por dinheiro. Acreditavam que as aplicações da administração científica eram insuficientes para o êxito profissional. Essas colocações trouxeram resultados desagradáveis como a desumanização do trabalho, tendo em vista o modo rígido de supervisãopara realização de tarefas. Os estudiosos da época percebiam que a rigidez das normas de trabalha dificultava o relacionamento dos trabalhadores em meio ao ambiente de trabalho, (MASIERO, 2007). Helton Mayo, o mais importante contribuinte para a escola das relações humanas realizou um estudo que visava em principio entender a produtividade e luminosidade no local do trabalho. Esperava-se que ao aumentar a luminosidade aumentaria o desempenho dos trabalhadores, assim como se diminuísse a luminosidade, diminuiria o desempenho dos trabalhadores. No entanto, ao trocarem as lâmpadas por outras de uma mesma potência notou-se a queda do desempenho dos trabalhadores levando a conclusão de que o que realmente poderia levar em consideração era o estado psicológico dos trabalhadores. Foi analisado então outros fatores como horário de descanso e alimentação. Porém, os resultados foram diferentes do esperado, pois se notou novamente a influência de fatores psicológicos. Enfim, foi realizado outro experimento pelo qual foi separado um grupo de seis trabalhadores e colocado sob uma supervisão mais branda onde foi encontrado um resultado satisfatório, pois os Ensino organizado e metódico Organização Militar Sistema de hierarquização LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 11 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 11 trabalhadores se sentiam mais liberdade e motivação (MASIERO, 2007). Portanto com esta escola descobriu-se o "homem social" da organização. Teoria de sistema A abordagem da teoria de sistema foi desenvolvida pelo Bertalanffy, que iniciou um movimento intelectual visando uma ciência unificada. Segundo Masiero (2007, p. 30), sistema seria "um conjunto de elementos que inter-relacionam de forma coesa e integrada, buscando atingir determinado objetivo". Mais tarde ela obteve a projeção definitiva a partir do trabalho de Katz e Kahn no ano de 1987. A abordagem da estrutura de sistemarelaciona a estrutura (organização) com o meio que lhe dá suporte e afirma que a maneira de manter a organização é fortalecer os seus recursos humanos que é a fonte motivadora da mesma. A palavra sistema está intimamente ligada com a palavra ambiente. O sistema necessita de constantes informações vindas do ambiente, para ser analisado o desempenho de produção a fim de atingir os seus objetivos. (ARAÚJO, 2007). O pensamento desses autores leva a crer que a comunicação é a essência de uma organização, visto que através da comunicação os diversos departamentos das instituições se interligam. Humanização e democratização na administração Fator psicológico interfere na produção mais que o fisiológico Importância da cooperação, motivação humana, liderança, comunicação e dinâmica de grupo. MAYO= HOMEM SOCIAL LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 12 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 12 Teoria Contingencial Uma característica importante da teoria da contingência é que não se consegue sucesso na organização partindo de um único ponto, é necessária diversidade de alternativas para encaminha estudos, demandas organizacionais e problemas (ARAÚJO, 2007). Segundo Masiero (2007), contingência significa eventualidade, incerteza, ou seja, a teoria da contingência aborda as diferentes formas de administrar, a forma de administrar é "relativa", envolvendo uma série de fatores, assim sendo, a maneira que uma organização deve ser administrada está condicionada ao ambiente em que ela está inserida. O fato da teoria de contingência considerar a forma de administrar relativa, dependendo do ambiente em que a organização está envolvida limita o processo administrativo, pois não estabelece nenhuma técnica padrão, e por outro lado enriquece as habilidades do administrador. COMUNICAÇÃO Os sistemas existem dentro de sistemas; os sistemas são abertos; e as funções de um sistema dependem de sua estrutura. AMBIENTE LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 13 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 13 ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM Conceito de enfermagem A prática de enfermagem é uma das principais atividades profissionais da área de saúde, na qual se abrange diversos departamentos de atuação. Em função do desenvolvimento técnico-científico e de sua prática profissional, a enfermagem é uma profissão que vem evoluindo muito ao longo dos anos, (SOUZA; SOARES, 2006). Para esses dois autores a enfermagem é um conjunto de ciências humanas e sociais, uma profissão que vem evoluindo consideravelmente ao longo dos anos e vem sendo estudada e através disto observa-se uma grande contribuição de sua parte para o desenvolvimento de seu pessoal. DIVERSIDADES DE ALTERANTIVAS LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 14 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 14 Rothbarth, Wolff e Peres (2009) entendem que a mais importante responsabilidade do enfermeiro é a assistência em saúde e tem como foco a excelência de atendimento buscando o bem estar do cliente. A profissão de enfermagem exige de eu profissional um perfil que agregue um conjunto de características que o capacite para exercer sua profissão da melhor e mais adequada maneira possível, sendo algumas delas: agilidade, decisões assertivas, criatividade e agregação de valores à instituição onde trabalha. É necessário também que o enfermeiro esteja sempre buscando atualização dos seus conhecimentos e técnicas de trabalho, que seja capaz de atuar em diferentes campos de ação, oferecendo uma assistência de excelência em todos os setores em que atuar, (MARTINS et. al. 2009). LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 15 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 15 Filosofia e Estrutura organizacional 1. (FCC/2013/TRT – 5ª Região (BA)/ Analista Judiciário- Enfermagem) A estrutura de organização de um serviço de enfermagem segue rigidamente o princípio da hierarquia, com aplicação do princípio da unidade de comando e da centralização das decisões no topo da hierarquia. A denominação dessa organização, que constitui a forma estrutural mais simples, é a) matricial. b) linha assessoria. c) funcional. d) linear. e) administrativa científica. COMENTÁRIO: Vamos definir todas as estruturas para chegarmos ao gabarito! É o tipo de estrutura organizacional que tem como base a “supervisão funcional”, proposta por Taylor (Administração Científica), que aplica o princípio da especialização das funções. Tem como característica a autoridade funcional. Constitui a forma mais simples, e foi concebida por Fayol (Teoria Clássica). É seguido rigidamente o principio da hierarquia e autoridade linear ÚNICA e decorrente da unidade de comando. Nesse tipo de estrutura a centralização das decisões está no topo da hierarquia. Perceba que foi a definição clara da estrutura linear perguntada na questão. Estrutura Funcional LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 16 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 16 Constitui a forma mais simples, e foi concebida por Fayol (Teoria Clássica). É seguido rigidamente o principio da hierarquia e autoridade linear ÚNICA e decorrente da unidade de comando. Nesse tipo de estrutura a centralização das decisões está no topo da hierarquia. Perceba que foi a definição clara da estrutura linear perguntada na questão. Para o aconselhamento e recomendações aos órgãos de linha, Fayol propôs órgãos staff ou de assessoria, que não obedecem aos princípios de hierarquia e da autoridade de comando, dando origem a esse tipo de estrutura, que busca incrementar as vantagens das estruturas linear e funcional e reduzir suas desvantagens. Verifique didaticamente a diferença entre as 3 estruturas: Estrutura Linear Estrutura de organização Linha de assessoria ou Staff LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 17 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 17 Dentre as estruturas inovativas, encontra-se a estrutura matricial, que tem como base a departamentalização sobre os mesmos membros de uma organização, sendo que um dos tipos normalmente é departamentalização por programas ou por projetos. ATENÇÃO Há sobreposição de tipos devido à fusão entre estrutura funcional e por projetos. As necessidades de policompetência para resolver problemas complexos, flexibilidade e agilidade fizeram as empresas se organizarem de forma matricial. ATENÇÃO À DEVANTAGEM dupla subordinação, gerando um clima de ambiguidade de papéis e relações. Outra desvantagem são os conflitos de interesse que podem surgir entre os chefes funcionais e os de projetos. Veja o exemplo abaixo: O gabarito, portanto, é a letra D. Estrutura Matricial LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 18 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 18 2. (IBFC/2013/EBSERH/ Enfermeiro) Considerando a estrutura e organização do serviço de enfermagem (SE), leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta. I. O SE é um grupo organizado de pessoas, possui um número grande de pessoas, apresenta diversidade e complexidade das atividades e necessidade de divisão e distribuição do trabalho. O SE possui exclusivamente uma estrutura formal, que é planejadae formalizada oficialmente. Não sofrendo influência da estrutura informal na dinâmica da instituição, atuação dos integrantes e no alcance dos objetivos propostos. III. A divisão do trabalho e especialização pode ser vertical e horizontal. Sendo que a divisão vertical aumenta a qualidade da supervisão, acrescentando níveis hierárquicos. IV. A Estrutura Linear (baseada em Fayol, na Teoria Clássica) apresenta as seguintes características: forma piramidal, rigidez no princípio de hierarquia (órgãos de linha), centralização da decisão, limitação e inflexibilidade à inovação e demora na ação. a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas c) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas. d) Apenas a afirmativa IV está correta. COMENTÁRIO: Vejamos cada um dos itens: I. De fato o SE abrange as características descritas na pergunta: grupo organizado de pessoas, um número grande de pessoas, diversidade e complexidade das atividades e necessidade de divisão e distribuição do trabalho. CORRETO II. O SE não possui exclusivamente uma estrutura formal como diz na questão. E ao contrário do que é descrito sofre influência da estrutura informal na dinâmica da instituição, atuação dos integrantes e no alcance dos objetivos propostos. INCORRETO III. De fato a divisão do trabalho e especialização pode ser vertical e horizontal. Sendo que a divisão vertical aumenta a qualidade da supervisão, acrescentando níveis hierárquicos. CORRETO. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 19 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 19 Especialização vertical A vertical ocorre quando se verifica a necessidade de aumentar a qualidade da supervisão ou chefia acrescentando mais níveis hierárquicos na estrutura. A horizontal ocorre quando se verifica a necessidade de aumentar a perícia, a eficiência e a melhor qualidade do trabalho em si, corresponde a uma especialização de atividade e de conhecimentos. Especialização horizontal Se caracteriza sempre pelo crescimento horizontal do organograma, é conhecida pelo nome de departamentalização. A especialização vertical é uma divisão do trabalho em termos de autoridade e responsabilidade, enquanto a departamentalização, é uma divisão do trabalho em termos de diferenciação entre os diversos e diferentes tipos de tarefas executados pelos órgãos. Departamentalização ocorre quando se cresce o número de unidades de gerenciamento sem aumentar o número de níveis hierárquicos. Dessa forma, a departamentalização também é chamada especialização horizontal e promove uma melhora na eficiência e qualidade do trabalho praticado pelos departamentos. Vejamos a respeito da Divisão do trabalho e esses tipos de especialização: A base fundamental da organização na abordagem clássica é a divisão do trabalho, à medida que uma organização cresce, ela tende a se diferenciar e a especializar cada vez mais as unidades que compõem a sua estrutura organizacional. Os autores clássicos distinguiram duas especializações: a vertical e a horizontal. Repetindo essa são definições dos autores clássicos! IV A Estrutura Linear (baseada em Fayol, na Teoria Clássica) apresenta as seguintes características: forma piramidal, rigidez no princípio de hierarquia (órgãos de linha), centralização da decisão, limitação e inflexibilidade à inovação e demora na ação. CORRETO. Redigitei o item na íntegra para que você releia e relembre o conceito de estrutura linear já mencionada na questão anterior! Definição muito cobrada em prova! GABARITO LETRA C LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 20 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 20 Metodologia de planejamento na enfermagem 3. (FCC/2013/DPE-RS/Analista Enfermagem) Em relação aos métodos de planejamento, é possível fazer uma distinção entre o planejamento normativo e o planejamento estratégico situacional. Considera-se planejamento a) normativo: é também conhecido como planejamento transversal porque configura em sua estrutura o Triângulo de Governo, representado pelo projeto de governo, a governabilidade e a capacidade de governo. b) estratégico situacional: caracteriza-se por eliminar do planejamento a esfera política e social porque é o planejador quem realiza o diagnóstico de situação e a partir dele elabora um único plano de ação. c) normativo: apesar de atender as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), é um modelo assistencial e gerencial não prevalente nos serviços de saúde. d) estratégico situacional: é um método que trabalha no processamento de problemas atuais, problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e dos macroproblemas. e) estratégico situacional: é também conhecido como planejamento tradicional porque não leva em consideração a historicidade e a dinamicidade dos fenômenos. COMENTÁRIO: PLANEJAMENTO TRADICIONAL OU NORMATIVO O planejamento tradicional ou normativo trabalha em uma perspectiva em que o planejamento é definido como mecanismo por meio do qual se obteria o controle dos fatores e das variáveis que interferem no alcance dos objetivos e resultados almejados. Nesse sentido, ele assume um caráter determinista em que o objeto do plano, a realidade, é tomada de forma estática, passiva, pois, em tese, tende a se submeter às mudanças planejadas. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 21 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 21 PLANEJAMENTO NORMATIVO Há uma ênfase nos procedimentos, nos modelos já estruturados, na estrutura organizacional da instituição, no preenchimento de fichas e formulários, o que reduz o processo de planejamento a um mero formalismo. O planejador é visto como o principal agente de mudança, desconsiderando- se os fatores sociais, políticos, culturais que engendram a ação, o que se traduz numa visão messiânica daquele que planeja. Essa visão do planejador geralmente conduz a certo voluntarismo utópico. Ao mesmo tempo em que, por um lado, há uma secundarização das dimensões social, política, cultural da realidade, por outro lado, prevalece a tendência de se explicar essa realidade e as mudanças que nela acontecem como resultantes, basicamente, da dimensão econômica que a permeia. Ao lado dessas características, outros elementos marcam o planejamento normativo: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO O planejamento estratégico, por sua vez, se desenvolveu dentro de uma concepção de administração estratégica que se articula aos modelos e padrões de organização da produção, construídos no contexto das mudanças do mundo do trabalho e da acumulação flexível, a partir da segunda metade do século XX. Essa concepção de administração e de planejamento procura definir a direção a ser seguida por determinada organização, especialmente no que se refere ao âmbito de atuação, às macropolíticas e às políticas funcionais, à filosofia de atuação, aos macroobjetivos e aos objetivos funcionais, sempre com vistas a um maior grau de interação dessa organização com o ambiente. Em síntese, o planejamento estratégico concebe e realiza o planejamento dentro um modelo de decisão unificado e homogeneizador, que pressupõe os seguintes elementos básicos. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 22 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 22 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO determinação do propósito organizacional em termos de valores, missão, objetivos, estratégias, metase ações, com foco em priorizar a alocação de recursos análise sistemática dos pontos fortes e fracos da organização, inclusive com a descrição das condições internas de resposta ao ambiente externo e à forma de modificá-las, com vistas ao fortalecimento dessa organização delimitação dos campos de atuação da organização engajamento de todos os níveis da organização para a consecução dos fins maiores. Na nossa área de saúde, fala-se, e inclusive nas suas provas de concurso, em planejamento estratégico situacional. Veja o seu conceito: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL (PES) O chileno Carlos Matus, Ministro da Economia do Governo Allende em 1973, desenvolveu a proposta denominada Planejamento Estratégico Situacional, a partir de sua experiência como administrador público e de consultor do Instituto Latino Americano de Planejamento Econômico e Social (ILPES / CEPAL) Segundo Huertas é “um método e uma teoria de Planejamento Estratégico Público [...] Foi concebido para servir aos dirigentes políticos, no governo ou na oposição. PORQUE O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL PARA A SÁUDE? O Planejamento Estratégico Situacional (PES) constitui uma oportunidade de aprofundamento da discussão da importância e do significado do planejamento para a administração pública. O PES é uma metodologia recente e exclusiva ao setor público, e não uma adaptação. Seus temas são os problemas públicos. É também aplicável a qualquer órgão cujo centro do jogo não seja exclusivamente o mercado, mas o jogo político, econômico e social, OU SEJA, PARA A SAÚDE”. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 23 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 23 Enquanto o planejamento normativo/tradicional acredita poder controlar a realidade, o Planejamento Estratégico Situacional pretende (por acreditar ser possível) apenas influir na realidade. TRIANGULO DE GOVERNO ESTRATÉGIA SITUAÇÃO ATOR SOCIAL PROBLEMA O Planejamento Estratégico Situacional confere a possibilidade de governar com objetivos claros que devem ser acompanhados por meio de um sistema que permita visualizar o detalhamento do plano em programas, projetos e ações coordenadas entre si e coerentemente articulados com os diversos atores. Dentre os conceitos básicos do PES os cinco fundamentais são detalhados a seguir: LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 24 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 24 Projeto de Governo, Governabilidade e Capacidade de Governo Vamos a cada uma delas: Matus utilizou-se da figura do triangulo para explicar importantes fundamentos do PES: Estes três pontos devem ser vistos numa interrelação dinâmica e a análise do equilíbrio entre os três vértices do triângulo permite avaliar as fragilidades da gestão orientando os ajustes necessários, ou seja, se é preciso trabalhar melhor o plano, se é preciso aumentar a governabilidade ou a capacidade de governo. Portanto, fique atento falou em Triângulo de governo falou em PES Matus propõe um modelo de planejamento que funcione na realidade e a realidade é conflitiva. Na realidade ou na situação existem diversos atores sociais com diferentes Triângulo de Governo Estratégia LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 25 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 25 visões de mundo, interesses e compromissos. São essas diferenças que provocam conflitos. Existindo conflitos, é necessário pensar estrategicamente para enfrentar os oponentes e alcançar os objetivos propostos. Lembre-se que na visão do PES todas as forças sociais planejam e governam. Como já comentamos situação é um espaço socialmente produzido onde se inserem diversos atores sociais que interpretam e explicam a realidade e sendo assim a situação é um espaço de conflito. Existem diversas explicações sobre a situação, a nossa explicação é apenas uma delas, por isso é fundamental que no planejamento também sejam consideradas as interpretações da realidade de outros atores sociais. Para Matus, um ator social pode ser uma pessoa ou um coletivo de pessoas que atuando em uma determinada situação é capaz de transformá-la. ` Esquema de atuação do ator social Você já deve ter percebido que para o PES, o planejamento é um processo participativo. O PES possibilita a participação de diferentes setores sociais, diferentes atores sociais poderão explicitar suas demandas, propostas e estratégias de solução. A participação de diversos atores sociais e uso da negociação enriquecem o processo de planejamento criando co-responsabilidades dando mais legitimidade e viabilidade política ao plano. Situação Ator social LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 26 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 26 Veja bem, todo esse processo participativo exige coordenação. A equipe de saúde da família (ESF) possui potencial para exercer esse papel. A Equipe de Saúde da Família, no caso do planejamento estratégico em saúde, é um dos atores sociais competentes para exercer essa ação central, não centralizadora, mas aglutinadora, capaz de garantir unidade as diversas ações parciais dos diferentes atores sociais. Portanto, fique atento falou em Ator social ou participação social falou em PES. Matus diz que problema é uma situação insatisfatória acumulada, ou seja, é a discrepância entre uma situação real e a situação ideal ou desejada. Uma situação só se torna problemática se um ator social assim a considerar, ou melhor, se a considerar inaceitável e capaz de ser transformada na direção desejada. Ou seja, um problema é problema para alguém, para um determinado ator social. O que é problema para um pode não ser para outro, mais ainda pode ser oportunidade. É o caso desse exemplo: um modelo de atenção à saúde centrado no uso de medicamentos, para nós, profissionais de saúde, pode ser um problema. No entanto, para a indústria farmacêutica pode ser uma oportunidade. Os problemas não são todos do mesmo tipo. Existem problemas mais ou menos complexos e problemas de difícil ou fácil adaptação. A categorização de Matus propõe que os problemas sejam considerados como: problemas estruturados, problemas quase-estruturados, problemas intermediários e problemas finais (ou terminais). Considerando que o planejamento envolve um gasto razoável de energia, devemos priorizar os problemas finalísticos e mais complexos. Depois de tudo o que lemos, vamos voltar à questão? a) normativo: é também conhecido como planejamento transversal porque configura em sua estrutura o Triângulo de Governo, representado pelo projeto de Problema LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 27 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 27 governo, a governabilidade e a capacidade de governo. INCORRETO fique atento falou em Triângulo de governo falou em PES b) estratégico situacional: caracteriza-se por eliminar do planejamento a esfera política e social porque é o planejador quem realiza o diagnóstico de situação e a partir dele elabora um único plano de ação. INCORRETO. fique atento falou em Ator social ou participação social falou em PES. Não se elimina no PES a esfera política. c) normativo: apesar de atender as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), é um modelo assistencial e gerencial não prevalente nos serviços de saúde. INCORRETO. O planejamentonormativo não atende aos princípios e diretrizes do SUS! d) estratégico situacional: é um método que trabalha no processamento de problemas atuais, problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e dos macroproblemas. CORRETO. Conforme falamos, esse método atinge também as ameaças e abrange macroproblemas. fique atento falou em Macroproblemas falou em PES e) estratégico situacional: é também conhecido como planejamento tradicional porque não leva em consideração a historicidade e a dinamicidade dos fenômenos. INCORRETO. O planejamento tradicional é o chamado Normativo. O gabarito é a letra D. Aposto que você não errará mais uma questão sobre esse tema! LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 28 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 28 Na próxima pergunta, seguiremos com os Momentos do Planejamento estratégico situacional. FIQUE ATENTO na sequência. 4. (FUMARC/2014/AL/Enfermeiro) O Planejamento Estratégico Situacional (KURCGANT, 2010) é composto por quatro momentos que se interrelacionam, a saber: a) Momento demissional, momento decisório, momento estratégico e momento tático- operacional. b) Momento explicativo, momento normativo, momento estratégico e momento tático- operacional. c) Momento explicativo, momento narrativo, momento dialético e momento tático- operacional. d) Momento decisório, momento narrativo, momento dialético e momento demissional. COMENTÁRIO: Agora vamos aproveitar para estudar o Planejamento Estratégico Situacional (PES) O PES é composto por quatro momentos interrelacionados: Momento explicativo (como explicar a realidade?) Momento normativo (como conceber o plano?) Momento estratégico (como tornar viável o plano?) Momento tático-operacional (como agir no cotidiano de forma planejada?) LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 29 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 29 Momento explicativo Momento Normativo Momento estratégico Momento tático-operacional Seleção dos problemas. NÓS CRÍTICOS Identificação de soluções Gerenciamento de conflitos para viabilidade das ações Implementação das ações A realidade é explicada a partir da seleção dos problemas mais relevantes e as principais causas do problema, buscando compreender porque ocorrem e identificando seus “nós críticos”. Fique ligado na palavra chave “NÓS CRÍTICOS” Inclui a identificação de soluções para os problemas encontrados e dos recursos disponíveis. Trata da construção de viabilidade para desenvolvimento das ações, através do gerenciamento de conflitos e negociações. Esse momento deve permear todas as etapas de elaboração do plano. Consiste na implementação das ações propostas. O plano, nesse momento, deve adequar-se à realidade, considerando diferentes situações que podem ocorrer. A avaliação contínua permite redesenhar o plano sempre que necessário. Vou repetir abaixo com as palavras chaves para você não esquecer e entender que faz parte de um fluxo: Momento explicativo Momento normativo Momento estratégico Momento Tático operacional LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 30 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 30 “Ao se analisar o PES, pode-se descrevê-lo como um método de permanente exercício de diálogo e reflexão sobre os problemas que incidem em uma dada realidade, visando prever situações e alternativas, antecipar possibilidades de decisão e preparar estratégias para a obtenção de governabilidade sobre as mesmas” (CIAMPONE e MELLEIRO, 2010; p. 49). GABARITO LETRA B Veja também para complementar os Níveis de autoridade relacionados os momentos de planejamento: NÍVEIS ESTRATÉGICO, TÁTICO E OPERACIONAL Na estrutura de uma organização existe certo escalonamento na distribuição da autoridade. Na figura abaixo vê-se no topo das tomadas de decisões o chamado nível estratégico responsável pelas decisões mais sensíveis. Na estrutura intermediária está o nível tático, responsável pelo delineamento das necessidades administrativas que possibilitam, de um lado, as buscas para o atingimento das estratégias, de outro lado, disponibilizam os recursos necessários para o nível operacional funcionar. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 31 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 31 5. (CESGRANRIO/ 2014/ Banco do Brasil/ Enfermeiro do trabalho) A delegação de tarefas é uma das principais características de um bom gestor, sendo um exercício de treinamento e de conhecimento. A delegação de tarefas por um enfermeiro à sua equipe deverá ser realizada sob determinadas condições certas e cumprindo determinados critérios. De acordo com os 5 “certos” da delegação, o enfermeiro só NÃO levará em conta a(o) a) pessoa certa b) tarefa certa c) circunstância certa d) supervisão certa e) diagnóstico certo COMENTÁRIO: Inicialmente vou trazer um conceito de delegação proposto em documento jurídico sobre o tema. Vejamos o conceito de DELEGAÇÃO Delegação – a transferência, para um indivíduo competente, funcionalmente dependente do enfermeiro, da autoridade para realizar uma determinada tarefa de Enfermagem, escolhida numa situação concreta. O enfermeiro mantém e retém a responsabilidade pela delegação. (de acordo com esta definição, exclui-se considerar a transferência do cuidado para um cuidador informal, convivente significativo, como delegação). A descrição abaixo é do Conselho Jurisdicional e é considerada uma orientação da Ordem dos Enfermeiros sobre esta matéria através do Parecer nº 136 / 2007 1. Todas as decisões relacionadas com a delegação são baseadas no princípio de protecção da saúde, segurança e bem estar do público. 2. O enfermeiro, membro efetivo da Ordem, tem a responsabilidade e a obrigação de prestar contas pela prestação e gestão de cuidados que realiza. É seu dever «responsabilizar-se pelas decisões que toma e pelos atos que pratica ou delega», bem como «assegurar a qualidade e a continuidade das atividades que delegar» (Código Deontológico do Enfermeiro, artigo 79, b, e 88, c). LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 32 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 32 3. Entende-se por delegação a transferência, para um indivíduo competente, da autoridade para realizar uma determinada tarefa de Enfermagem, escolhida numa situação concreta, e por supervisão, a provisão de orientação, avaliação e acompanhamento, pelo enfermeiro, do desempenho da tarefa delegada. 4. «os enfermeiros só podem delegar tarefas em pessoal deles funcionalmente dependente quando este tenha a preparação necessária para as executar, conjugando-se sempre a natureza das tarefas com o grau de dependência do utente em cuidados de Enfermagem.” (art. 10º, Decreto - Lei161/96 de 4 de Setembro). 5. O enfermeiro, que avalia as necessidades do cliente e planeja os cuidados, determina que tarefas podem ser delegadas, sendo responsável pela apropriada delegação, devendo agir no sentido de proteger o cliente e tomar as medidas adequadas para assegurar uma prestação de cuidados segura. 6. Os clientes têm direito a cuidados de saúde conformes aos padrões de qualidade de cuidados. Assim, quando uma tarefa de Enfermagem é delegada, a tarefa deve ser desempenhada de acordo com os padrões de qualidade e procedimentos estabelecidos. 7. O enfermeiro é responsável pela avaliação individualizada do cliente e dascircunstâncias situacionais e por ajuizar da competência daquele a quem vai delegar, antes de delegar qualquer tarefa. 8. Considera-se uso apropriado da autoridade para delegar o que cumpre o enquadramento regulador e a adequação do processo de tomada de decisão para a delegação, sendo que o processo de cuidados (colheita de dados, diagnóstico de Enfermagem, planeamento e avaliação) e juízo clínico de Enfermagem não podem ser delegados – são delegados componentes dos cuidados, isto é, tarefas. 9. A delegação de tarefas em outros é realizada sob determinadas condições e cumprindo determinados critérios. Assim, de forma sintética, o enfermeiro delega a tarefa certa, sob as circunstâncias certas, na pessoa certa, com a comunicação e orientação certa e sob supervisão adequada. 10. Delega-se, de modo apropriado, a prestação de tarefas em pessoal preparado para assistir – e não para substituir – o enfermeiro. 11. O algoritmo de tomada de decisão para delegar considera: a. verificação dos critérios para a delegação, relativos a quem delega, ao que é delegado (natureza da tarefa e a relação com o grau de dependência em cuidados de Enfermagem) e a quem; LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 33 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 33 Tarefa certa Circunstâncias certas Pessoa certa Direção/comunicação certa Supervisão/avaliação certa b. avaliação da situação, considerando as necessidades do cliente, o planejamento de cuidados, as circunstâncias e os recursos disponíveis; c. plano para a tarefa específica a delegar, especificando a natureza da tarefa, a preparação para a realizar adequadamente e as implicações (para o cliente, outros clientes, conviventes significativos); d. quem delega e em quem é delegado aceitam a responsabilidade; e. fornecimento de orientações claras para a realização da tarefa, o que implica um adequado processo de comunicação; f. supervisar, acompanhar e avaliar o desempenho da tarefa: g. assegurar apropriada documentação (registo) da tarefa; h. avaliar o processo global e prover feedback; i. reajustar o plano de cuidados conforme necessário. Voltemos ao tópico 9 que é a pergunta da nossa prova: Assim, de forma sintética, o enfermeiro delega a tarefa certa, sob as circunstâncias certas, na pessoa certa, com a comunicação e orientação certa e sob supervisão adequada. Vamos descrever detalhadamente cada “certo”: Tarefa certa LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 34 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 34 É aquela que a enfermeira delega para um cliente especifico, como as tarefas que são repetitivas, que exigem pouca supervisão, que são relativamente não invasivas, que tem resultados previsíveis e que tem o mínimo potencial de risco. Considera adequadamente o setor em que está o cliente, os recursos disponíveis e outros fatores relevantes. Em setores de cuidados intensivos, as condições do cliente muitas vezes mudam rapidamente. Use a boa tomada de decisão clínica para determinar o que delegar. Envolve delegar a tarefa para o profissional certo realizar no cliente certo. A enfermeira dá uma descrição clara e concisa da tarefa, incluindo seu objetivo, restrições e expectativas. A comunicação entre a enfermeira e o técnico de enfermagem precisa ser contínua durante o turno de cuidado. Proporcionar um acompanhamento certo, uma avaliação certa, uma intervenção conforme a necessidade e feedback. O técnico de enfermagem precisa se sentir confortável para fazer perguntas e procurar ajuda. Portanto GABARITO LETRA E Circunstâncias certas Pessoa certa Direção/comunicação certa Supervisão/avaliação certa LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 35 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 35 6. (IADES/ 2014/ EBSERH/ Nível Superior/ Enfermeiro Asssistencial) A habilidade de gerenciamento do tempo é uma forma eficaz de gerenciar o estresse causado pelas inúmeras tarefas a serem desenvolvidas pelo enfermeiro. Acerca dos princípios de gerenciamento do tempo, é correto afirmar que o (a) a) estabelecimento de metas, tanto para pacientes quanto para a equipe, deve ser feito somente pela enfermeira supervisora. b) forma como o enfermeiro distribui seu tempo, nas diversas atividades, não é relevante. c) definição de prioridades auxilia o paciente, e não o enfermeiro, nas atividades de vida diária. d) controle de interrupções é uma forma de evitar que atividades assistenciais sejam interrompidas por motivos alheios ao cliente. e) avaliação do tempo gasto em cada atividade não influencia no gerenciamento das atividades. COMENTÁRIO: Está questão está bastante fácil. Vamos comentar cada item para confirmar o gabarito: a) estabelecimento de metas deve ser feito tanto pela enfermeira supervisora quanto pela equipe que presta o cuidado ao paciente. Todos os autores envolvidos no cuidado devem traçar metas individuais e em conjunto metas da equipe. b) a forma como o enfermeiro distribui seu tempo, nas diversas atividades é muito relevante no cuidado final prestado ao paciente. c) a definição de prioridades auxilia o paciente, o enfermeiro, e a equipe nas atividades de vida diária. d) controle de interrupções é uma forma de evitar que atividades assistenciais sejam interrompidas por motivos alheios ao cliente. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 36 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 36 Vamos descrever o GERENCIAMENTO DE TEMPO São os processos necessários para assegurar que o projeto termine dentro do prazo previsto. Ele é composto pela definição das atividades, seqüenciamento das atividades, estimativa da duração das atividades, desenvolvimento do cronograma e controle do cronograma. O seqüenciamento das atividades está relacionado ao controle de interrupções mencionado na questão. e) ao contrário do descrito na questão a avaliação do tempo gasto em cada atividade influencia diretamente no gerenciamento das atividades. GABARITO LETRA D LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 37 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 37 O Processo de mudança A gestão da mudança é um processo eficaz de alocação de recursos, de forma a transformar a organização, com o objetivo de melhorar a sua eficácia. Existem diversas condicionantes que influenciam o processo de mudança de uma organização, como o nível de recursos que a empresa dispõe, o setor onde se insere, a maior ou menor necessidade de mudança, qualidade da gestão e a atual envolvente política, econômica, social, tecnológica, ambiental e legal. De forma a validar e enquadrar a deficiente “performance individual” da empresa ou organização, será de capital importância, a realização de um trabalho de benchmark com as empresas concorrentes. Lembra do conceito de benchmarking? LEMBRE-SE TAMBÉM DESSE CONCEITO: PARADIGMA Os paradigmas da organização são uma série de questionamentos sobre mudanças organizacionais. As reflexões estão no sentido de provocar uma visão do paradigma da transformação, onde ruptura de valores referente aos aspectos do ambiente organizacional, das pessoas, das atividades e do uso de novas tecnologias se interagem provocando um contínuo aprender do ser humano. Vamos aos tipos de mudanças: TIPO DE MUDANÇAS Mudanças Estruturais: Envolvem toda a hierarquia da empresa ou organização, as metas, as características estruturais, os procedimentosadministrativos e os sistemas administrativos. Uma mudança estrutural bem-sucedida é realizada por uma abordagem de cima para baixo porque a habilidade para a melhoria administrativa tem a sua origem nos níveis médio e alto da organização. O processo de cima para baixo não significa que a coerção seja a melhor táctica de implementação. As táticas de implementação incluem instrução, participação e negociação com todos os empregados. Mudanças Culturais: Referem-se a uma mudança nos valores, normas, atitudes, crenças e comportamento dos empregados. Relacionam-se com a maneira como os colaboradores da organização pensam. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 38 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 38 ESTRATÉGIAS DE MUDANÇA - Comunicação e educação: São utilizadas quando é necessária consistência sobre a mudança, sobre os usuários que podem resistir à implementação. A educação é especialmente importante quando a mudança envolve conhecimento técnico e que as pessoas não estão familiarizadas com a ideia. - Participação: Envolve as pessoas resistentes à mudança. Isto consome tempo, mas vale a pena porque as pessoas compreendem e comprometem-se com a mudança. A participação também auxilia os gerentes a determinar problemas potenciais e perceber a recepção dos empregados quanto à mudança. - Negociação: É o meio mais formal de atingir a cooperação. A negociação usa a conversação para conquistar a aceitação e aprovação de uma mudança desejada. Na negociação e acordo podem ser oferecidos incentivos como incrementos salariais, oportunidades de carreira aos ativos e presumíveis resistentes, esta pode ser a melhor forma de remover a resistência, no entanto, também pode ser muito dispendioso para a empresa. - Coerção: Significa que os gestores usam o seu poder formal para forçar os empregados a mudar. Aos resistentes é dito para aceitar a mudança ou perderão os benefícios a até mesmos os seus empregos. Ela é necessária em situações de crise quando uma resposta rápida é exigida. Ou seja a Coerção pode ser implícita ou explicita quando as pessoas são forçadas a mudar sob ameaças (despedimento, por exemplo) ou perda de oportunidades, este método poderá ocorrer quando a mudança tem de ser rápida e quem a pretende implementar tem forte poder. Esta estratégia é rápida e capaz de ultrapassar vários tipos de resistência no entanto, através dela podem ser desenvolvidos sentimentos negativos indesejáveis. - Apoio da alta administração: O apoio visível da alta administração também ajuda a superar a resistência à mudança. O seu apoio simboliza para todos os empregados que a mudança é importante para a organização. Ela é importante quando a mudança envolve vários departamentos ou quando os recursos estão a ser relocados noutros departamentos. Sem o seu apoio, estas mudanças podem ficar condenadas a discussões entre os departamentos LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 39 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 39 Ferramentas Gerenciais do Serviço de Enfermagem MANUAIS DE ENFERMAGEM É a ferramenta que reúne de forma sistematizada normas, rotinas, procedimentos e outros imprescindíveis para execução das atividades de Enfermagem, ou seja, instrumento orientador dos profissionais de enfermagem no desempenho de suas funções ELABORAÇÃO DOS MANUAIS DE ENFERMAGEM: Os manuais de enfermagem habitualmente ensinam como realizar um trabalho, a necessidade de manualizar o serviço independe da realização de estudos específicos, basta para isso o gestor em enfermagem usar instrumentos que a análise dispõe, tais como; questionários, entrevistas e observação pessoal. ESTRATÉGIAS PARA A MANUALIZAÇÃO: Itemizar os modelos manualizados: antes da aplicação de modelos, é fundamental para que sejam identificados os vários tipos de manuais que a organização demanda. Qualificar a manualização: serão selecionados os modelos de acordo com a demanda. Elaborar o manual: é a colocação em prática dos estudos realizados anteriormente. Distribuir o manual: o manual deve ser distribuído pelo gestor TIPOS E TÉCNICAS DE MANUALIZAÇÃO: MANUAL DA ORGANIZAÇÃO, MANUAL DE ESTRUTURA: Tem como finalidade a própria organização; MANUAL DE INSTRUÇÕES DE NORMAS E PROCEDIMENTOS, MANUAL DE PROCESSOS, MANUAL DE PROCEDIMENTOS, MANUAL DE SERVIÇOS: Definem normas, diretrizes e o detalhamento de como realizar o trabalho; MANUAL DE FORMULÁRIOS: define a finalidade, o preenchimento, distribuição e utilização dos formulários em uso pela organização. MANUAL DE SEQUÊNCIA ADMINISTRATIVA: (Ou de métodos operacionais): descreve as fases e operações de todo o processo. MANUAL DE NORMAS: Semelhante a qualquer regulamento interno ou regimento, o manual é constituído de informações cuja origem é qualquer documento considerado legal LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 40 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 40 CARACTERÍSTICA DOS MANUAIS: Deve ser instrumento de consulta frequente e de fácil acesso. Deve ser analisado com frequência; Deve refletir diretrizes do serviço. INDICADORES PARA O USO DE MANUAIS: Os indicadores para o uso de manuais estão ligados a: Divulgação: isso quer dizer que os serviços internos, mantêm relação com o público; Coordenação: indicador de pós-estudo técnico de análise de processos; Análise: indicador típico do pós-estudo técnico de racionalização de trabalho Treinamento: talvez este seja o indicador dos indicadores do uso de manuais pelas organizações. Objetivo: aceitar a reunião de conhecimentos de forma organizada e criteriosa. ETAPAS PARA ELABORAÇÃO Diagnóstico da situação; Determinação dos assuntos; Estruturação e confecção dos instrumentos; Implantação; Avaliação; DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO É imprescindível admitir a estrutura organizacional do SE, a filosofia norteadora das ações, os objetivos a serem alcançados de acordo com a necessidade da clientela, as ações de enfermagem que devem ser realizadas, os recursos humanos e materiais disponíveis. Para o diagnóstico da situação deve-se contar com a participação de todos por meio de questionário ou discussão em grupo. DETERMINAÇÃO DOS ASSUNTOS: Devem aparecer as informações arrecadadas no diagnóstico. Além da decisão sobre a melhor maneira de escrever, se trata de norma ou rotina de acordo com o caso. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 41 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 41 ESTRUTURAÇÃO E CONFECÇÃO: A maneira que o manual vai ser organizado (livro, brochura etc.). Quem irá confeccionar o manual, cuidar da elaboração, escolher pessoa com conhecimento e relação com o assunto. A estrutura e a confecção devem ser aprovadas por todos da organização do manual ETAPAS PARA ELABORAÇÃO Diagnóstico da situação; Determinação dos assuntos; Estruturação e confecção dos instrumentos; Implantação; Avaliação; CONTEÚDO DO MANUAL: em geral contém: Regulamento do hospital; Regimento do serviço de enfermagem; Filosofia do Serviço de Enfermagem; Composição administrativa e organizacional do SE; Descrição das funções de cada componente: Descrição de cuidado de enfermagem de acordo com a clientela assistida. Normas, rotinas e procedimentos relacionados ao pessoal a assistência e ao material. Orientação sobre direitos e deveres da equipe de enfermagem. NORMAS DE ENFERMAGEM São normas técnicas fundamentadas num processo de simplificação, pois abreviam a crescente variedade de procedimentos e produtos, desta forma eliminam o desperdício,o retrabalho e promovem a troca de informações entre fornecedor e consumidor ou entre clientes internos. A finalidade importante de uma norma técnica é a proteção ao consumidor, especificando critérios e requisitos que medem o desempenho do produto/serviço, resguardando assim a vida e a saúde. NORMAS Conjunto de regras e instruções para definir procedimentos, métodos e organização. São leis que deliberam as ações de enfermagem quanto a o QUÊ E COMO FAZÊ-LAS LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 42 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 42 CRITÉRIOS PARA ELABORAÇÃO DE NORMAS Deve ser colocada por autoridade reconhecida. Fundamenta- se nos princípios: Ético, disciplinar, assepsia. A elaboração deve ser feita de maneira ampla e expressa, clara e concisa, flexível, consentindo o raciocínio e a iniciativa EXEMPLO DE NORMAS Os colaboradores de enfermagem deverão estar no local de trabalho, devidamente uniformizados até as 7 h. Os materiais para exames laboratoriais de rotina deverão ser direcionados ao laboratório até as 9 h. A passagem de plantão deverá ser feita na cabeceira do leito dando informações sobre: Estado do paciente, procedimentos realizados ou a realizar, aceitação da dieta e intercorrencias importantes. ROTINAS DE ENFERMAGEM São conjuntos de instruções técnicas concatenadas que servem para execução uma tarefa específica de assistência em enfermagem. REGULAMENTO É o ato normativo de caráter constante determinado pela administração superior e contém as diretrizes básicas da organização de saúde. Regula e amplia o estatuto, caracterizando a Organização REGIMENTO É o ato normativo acatado pela administração superior, de caráter flexível que contém as diretrizes básicas para o funcionamento do Serviço de Enfermagem. Componentes: filosofia, organograma, atividades a serem desenvolvida, competência de cada membro, quadro de pessoal. O Regimento do Serviço de Enfermagem expressa à missão institucional, as características dos clientes a serem assistidos, bem como a disponibilidade e organização dos recursos humanos e materiais para desenvolver e praticar essa assistência. PROCEDIMENTOS (PROTOCOLO) É a descrição detalhada e sequencial de como a atividade deve ser feita. É a definição de técnica, é uniforme para toda a organização, fundamentada em princípios científicos e não pode ser mudado. DOCUMENTOS DE CONTROLE PARA O FUNCIONAMENTO DA GERÊNCIA EM ENFERMAGEM: LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 43 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 43 AVALIAÇÃO: Necessária por haver modificações constantes nas dinâmicas dos serviços. A avaliação deve ser constante, e ter como finalidade a qualidade da assistência, deve ter sempre revisão de maneira planejada e ajustada as necessidades da clientela. SUPERVISÃO: Processo educativo e contínuo que consiste basicamente em motivar, orientar e instruir os supervisionados na execução de suas atividades embasada em normas estabelecidas. Tem por objetivos: o alcance de níveis e excelência nos serviços prestados tem caráter administrativo, é desta maneira não deve considerara somente o serviço, mas também aqueles que o executam. EDUCAÇÃO PERMANENTE: Processo capacitador, orientador e reciclador do conhecimento técnico dos profissionais de uma instituição, deve-se levar em consideração as necessidades de cada unidade de serviço e deve-se também fazê-lo de maneira periódica. Os profissionais devem ser estimulados a participarem da educação permanente e não obrigados. DEFINIÇÃO: È a apreciação de diversos processos averiguando com exatidão e a fidelidade dos procedimentos e relatórios, de acordo com o principio das leis institucionais. A auditoria é realizada pela verificação dos registros em prontuários ou as condições do cliente. Identificar deficiências; Coletar dados; Programar mudanças. Pode ser feita pela equipe externa ou interna á instituição. 7. (HU-UFMS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) É um conjunto de regras ou instruções para fixar procedimentos, métodos, organização, que são utilizados no desenvolvimento das atividades. O enunciado refere-se a qual instrumento de informação presentes no manual de enfermagem? a) Regulamento. b) Regimento. c) Normas. d) Rotinas. e) Procedimento. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 44 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 44 COMENTÁRIO: Normas são um conjunto de regras ou instruções para fixar procedimentos, métodos, organização, que são utilizados no desenvolvimento das atividades. Logo, GABARITO LETRA C. 8. (HU-UFSM/EBSERH/Instituto AOCP/2014) O manual de Enfermagem tem por finalidade esclarecer dúvidas e orientar a execução das ações de enfermagem, constituindo um instrumento de consulta. Para a elaboração de um manual, é necessário seguir algumas etapas. A etapa que contém a análise das informações coletadas para definir que instrumentos o manual deve conter e qual o conteúdo desses instrumentos pode ser definida com: a) determinação dos assuntos. b) diagnóstico da situação. c) estruturação dos instrumentos. d) implantação. e) avaliação. COMENTÁRIO: O Manual de Enfermagem reúne, de forma sistematizada, normas, rotinas, procedimentos e outras informações necessárias para execução das atividades de enfermagem. Tem a finalidade de esclarecer dúvidas e orientar a execução das ações de enfermagem, constituindo um instrumento de consulta. Segundo Andrade (1975), os manuais podem ser elaborados a partir de duas situações: quando na fase de organização e programação das atividades de um serviço e quando este já está em funcionamento e requer a atualização de normas e procedimentos. As etapas para elaboração podem ser sintetizadas em: Diagnóstico de situação; Determinação de assuntos; Estruturação e confecção dos instrumentos; Implantação; Avaliação. LINDAIANE MELO CASTRO - 033.140.973-95 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 45 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 45 Vamos detalhar cada uma delas: Diagnóstico da situação - é feito com base no levantamento e na análise de informações do serviço de enfermagem. O levantamento é precedido da definição sobre que informações serão coletadas e sobre como serão como será feito esse levantamento. Algumas informações são básicas para ele, como: a estrutura organizacional em que o serviço esta inserido; os objetivos que devem ser alcançados em função das necessidades de saúde da sua clientela; as ações de enfermagem que devem ser desenvolvidas e por quem; os recursos humanos e materiais disponíveis, o sistema de informação existente e os problemas enfrentados na prestação da assistência de enfermagem. Essas informações podem ser levantadas pela utilização de algumas técnicas, como entrevista, questionário, observação e discussão em grupo. Determinação dos assuntos - nessa etapa, é feita a análise das informações coletadas para definir que instrumentos o manual deve conter e qual o conteúdo desses instrumentos. O grupo decidirá, por exemplo, se para um determinado assunto será melhor a elaboração de um procedimento ou de uma rotina, de acordo com a situação analisada. Estruturação e confecção dos instrumentos: segundo Andrade (1975), envolve a ordenação (sequência lógica, agrupamentos) e apresentação dos assuntos (numeração, linguagem, disposição na folha). A estruturação física do manual envolve a definição do arquivamento de folhas (folhas individuais ou reunidas em um colecionador), do tipo de papel que será utilizado, localização do assunto etc. Após