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Professora: Viviane Mukim Disciplina: Nutrição Clínica II Dietoterapia nas Pneumopatias Pneumopatias • SARA – Síndrome da Angústia Respiratória Aguda/ Insuficiência Respiratória Aguda Acontece em casos onde há uma queda abrupta da função respiratória seja por processo agudo de tuberculose, crise aguda de asma, pneumotórax, fibrose, disfunções do SNC ( TCE, intoxicação exógena por barbitúricos, AVC), pneumonia aspirativa, bacteriana ou viral. Gera uma hipóxia, uma hipercapnia (excesso de Co2 no sangue) e consequentemente acidose respiratória (pH do sangue fica ácido). Com menos O2 circulante a geração de energia para as células musculares acaba sendo mais pelo lado anaeróbico do que aeróbico gerando um maior acúmulo de ácido lático que gera muitas dores musculares. • DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica Queda crônica da função respiratória seja por enfisema pulmonar, asma, tabagismo Pneumopatias Consequências da insuficiência respiratória no organismo • Afeta trabalho cardíaco já que os pulmões ajudam o coração no processo de circulação sanguínea. Pode dar cor pulmonale” (hipertensão pulmonar levando a hipertrofia cardíaca). • Afeta os rins, uma vez que este órgão trabalha junto com os pulmões para manter o pH do sangue neutro (equilíbrio ácido-básico), já que os rins também eliminam ácido (hidrogênio e amônia) e reabsorvem (retém) base (bicarbonato HCO3) igual aos pulmões que, em condições normais, retém base O2 no sangue e elimina o gás carbônico que é ácido. Assim, se os pulmões estiverem com problema os rins vão ficar sobrecarregados, pois terão que trabalhar muito mais para eliminar o ácido que está em excesso no sangue e reter bicarbonato. • Diminuição na frequência e/ou volume respiratório (hipoventilação) o que gera uma respiração ofegante e forçada mas sem sucesso Pneumopatias Manifestações clínicas da insuficiência respiratória no organismo • dispnéia, • cefaléia e tonturas, • Tosse que pode ser seca, com hemoptise ou expectoração • sudorese, • taquicardia, • desmaio • cianose, • arritmias • diminuição da produção de urina, • hálito cetônico • tremores • convulsão Pneumopatias Diagnóstico • Gasometria: exame que detecta os valores do pH sanguíneo e dosagem de substâncias como CO2 e bicarbonato. Na Insuficiência Respiratória o paciente irá apresentar pO2 menor que 80mmHg e saturação de O2 menor que 92% e pCO2 maior que 45mmHg e bicarbonato maior que 26mEq/L • Outras alterações bioquímicas: hipoalbunemia e hipofosfatemia (pois funcionam como tampões plasmáticos), uréia e amônia elevadas • RX tórax Parâmetro Valores de referência pH 7,35 a 7,45 pO2 (mmHg) 80 a 100 pCO2 (mmHg) 35 a 45 Bicarbonato (mEq/L) 22 a 26 Saturação de O2 > 92% Pneumopatias • Tratamento Clínico Embora varie de acordo com a causa, deve-se melhorar a ventilação- perfusão e o apoio ventilatório, por exemplo, através da utilização de broncodilatadores, antibióticos e uso de oxigênio ou, até, uso de aparelhos de ventilação mecânica nos casos mais graves. Pneumopatias • Terapia nutricional Objetivos: - proporcionar o menor QR, ou seja CO2/O2. CHO: QR = 1,0 LIP: QR = 0,7 PTN: QR = 0,8 - prevenção do catabolismo muscular Planejamento da Dieta: ✓Macronutrientes Calorias: GEB x 1,2 a 1,5 ou então, iniciar com 25 a 30 kcal e ir aumentando até 45 kcal/Kg/dia. Proteínas*: 1 a 1,5g/Kg/dia ou 1,5 a 2,0g/Kg/dia em situações de estresse acentuado Carboidratos: hipoglicídica Lipídios**: hiperlipídica (cerca de 30 a 40% do VET).Utilizar de preferência TCM e W3, W6 e W9. ✓Micronutrientes Minerais: suplementar ferro, fósforo, cálcio, magnésio e potássio. Vitaminas: suplementar vitaminas A, C e E. Pneumopatias • CASO CLÍNICO Paciente J.N.L. mulher, 55 anos, diabético deu entrada no Hospital Estadual Alberto Torres com dispnéia, rebaixamento do nível de consciência, hipertensão, PA 170 X 100mmHg, com diagnóstico de edema agudo de pulmão. Evoluiu com insuficiência respiratória aguda também. Está intubada e acoplada à ventilação mecânica. Abdômen flácido, peristáltico. Hipocorada, cianótica e anictéria. Provável quadro de sepse pulmonar, sendo iniciada antibioticoterapia (ATB). Família afirma que paciente já é portadora de DPOC há 3 anos e nega etilismo apesar de fumar desde os 18 anos de idade. • Peso estimado equação de Chumlea ((1,27 x circunferência da panturrilha) + (0,87 x altura da perna) + (0,98 x CB) + (0,4 x PSE) – 62,35) = 67 Kg • Altura estimada pelo cálculo da altura do joelho = 1,64 cm • Dados laboratoriais: glicemia de jejum: 229mg/dl (desejável até 99); uréia: 68mg/dl (desejável até 40mg/dl); creatinina: 2,2 (desejável até 1,1), sódio: 129mg/dl (desejável até 145), potássio: 6,3mg/dl (desejável até) Pneumopatias • CASO CLÍNICO Após análise da paciente acima pede-se: 1. Com base na fiosiopatologia da Insuficiência respiratória e nas funções dos pulmões justifique as alterações bioquímicas apresentadas pela paciente no momento da internação. 2. Depois da estabilidade hemodinâmica e da liberação da dieta pela equipe médica, qual seria a melhor via de alimentação para a paciente, justifique. 3. Planeje a dieta para a paciente em termos de VET e % de macronutrientes, justificando sua conduta.