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1 CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA O LÚDICO COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL. MARCUS VINICIUS XAVIER PEREIRA Rio de Janeiro 2019 2 MARCUS VINICIUS XAVIER PEREIRA O LÚDICO COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Orientador: Prof. Dr. ANDRÉ LUIS DOS SANTOS MENEZES Rio de Janeiro 2019 Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro Universitário Carioca, como requisito parcial pra obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia. 3 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho, em primeiro lugar a Deus, por ter me fortalecido ao ponto de superar as dificuldades e também por toda a saúde que me deu e que permitiu alcançar esta etapa tão importante da minha vida. Aos professores eu agradeço o empenho e a confiança que ajudaram a tornar possível este sonho tão especial. Aos meus amigos que nunca desistiram de mim e sempre me ofereceram amor eu deixo uma palavra e uma promessa de gratidão eterna. A todas as pessoas que de alguma forma fizeram parte do meu percurso eu agradeço com todo meu coração. 4 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por tudo, hoje vivo uma realidade que parece um sonho, foi preciso muito esforço, determinação, paciência, perseverança, ousadia para chegar até aqui, e nada disso seria capaz sozinho. Minha eterna gratidão a todos aqueles que colaboraram para que este sonho pudesse ser realizado. Agradeço minha tia Lucimar por toda bronca que me deu para que eu pudesse iniciar uma faculdade. Aos meus amigos-irmãos, Bruno Aguiar, Antônio Carlos, Rayane Mello, Vanessa Rodrigues e Edmilson Assunção por toda a força e broncas da minha gerente Sonia que me salvou de não trancar a faculdade no último período, a vocês meu muito obrigado. Ao professor André Menezes, por me aceitar nos quarenta e cinco do segundo tempo para me orientar, e por me deixar mais nervoso ainda quando percebemos que meu tema teria que ser modificado. Obrigado por toda atenção e paciência comigo. Aos meus amigos de classe (“do fundão”), Thais Ramalho, Samantha Ataíde e Rachel Silva, que aprendi a amar e construir laços eternos. Obrigado por todos os momentos que passamos juntos pelas alegrias, tristezas e dores compartilhadas, obrigada pelas saidinhas da aula para comer a famosa batata de marechal. Essa caminhada não seria a mesma sem vocês. Agradecer também minha amiga de classe Dayane Braga, por toda a ajuda, as mensagens que passei sempre perguntando como faz isso, como faz aquilo e você com toda sua paciência, carisma delicadeza me respondeu e me ajudou meu muito obrigado. Obrigado a todos que, mesmo não citados aqui, contribuíram para a conclusão desta etapa e para o Marcus Vinicius que sou hoje. 5 RESUMO Esta pesquisa aborda o lúdico com a matemática na educação infantil, identificando alguns dos benefícios do lúdico como facilitador do processo da aprendizagem. Entende-se que o lúdico está intimamente próximo ao ato de ler, escrever e brincar, em virtude disso então, e tão importante que se desenvolvam práticas com atividades lúdicas na escola. Com a finalidade de se investigar com os docentes entendem a importância do lúdico no ato de ensinar e suas conexão ao processo de aprendizagem. As perguntas integrantes da presente pesquisa falam das colaborações do lúdico no processo da aprendizagem, no desenvolvimento da criança e também os aspectos positivos que envolvem lúdicos e aprendizagem. Foi realizada entrevista por meio de um questionário com questões abertas. Os sujeitos foram três professores que atuam na rede pública e privada de ensino do Rio de Janeiro. Conclui-se que o lúdico pode ajudar na aprendizagem, apoiando o desenvolvimento das atividades dadas pelos professores, na estimulação do aluno, tornando as aulas de matemática mais prazerosa e motivadora. Palavras–chave: Lúdico, Aprendizagem Matemática, Recursos de jogos 6 Sumário .......................................................................................................................................... 2 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 7 1.1 Objetivos ................................................................................................... 8 1.2 Justificativa ............................................................................................... 8 1.3 Metodologia .............................................................................................. 9 1.4 Organização do Trabalho ......................................................................... 9 2 REFERENCIAL TEÓRICO ........................................................................ 10 2.1- O Lúdico como “brincar” e “jogar”. ......................................................... 12 2.2- A aprendizagem da matemática na educação infantil. .......................... 14 2.3 O Lúdico na Matemática ......................................................................... 16 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................... 20 3.1- A importância do lúdico no ensino da matemática. ............................... 20 3.2- Quais os recursos utilizados .................................................................. 21 3.3- Abordagens em matemática na educação ............................................ 22 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................... 24 5 REFERÊNCIAS. ........................................................................................ 26 APÊNDICE 7 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho discorre sobre a importante presença da ludicidade no ensino da disciplina matemática. Utilizar o lúdico como um método baseado na construção do saber torna as aulas de matemática mais prazerosas e os alunos manifestam uma melhor aprendizagem dos conteúdos propostos. É importante abordar esse tema, pois a matemática além de ser uma ciência exata está sempre presente em nossas vidas. Aprender os conceitos matemáticos possibilita ao aluno resolver as mais diversas questões do dia a dia. Sabemos também o quanto é pertinente identificar os benefícios trazidos pela ludicidade pro nosso currículo escolar. Uma das medidas é saber em que o uso de métodos que empreguem a ludicidade na aplicação dos conteúdos pode influenciar na aprendizagem. A importância da ludicidade na Educação Infantil mostra que a brincadeira tem como função valorizar as crianças e promover suas múltiplas habilidades, fazendo com que o processo de ensino – aprendizagem ocorra no dia-a-dia escolar de maneira prazerosa e eficaz. Inserir o lúdico na educação infantil é a melhor maneira para desenvolver as funções fundamentais das crianças tais como, motricidade, fala, comportamento, lateralidade, emoção, enfim, proporcionar um ensino que traga o conhecimento através das brincadeiras, sendo assim, a melhor forma de uma criança descobrir e desenvolver a aprendizagem ocorre através do brincar seja por meio de jogos, teatro ou música. É na prática dos jogos e das brincadeiras que as crianças ampliam seu conhecimento sobre si, sobre os outros e sobre o mundo que está ao seu redor. Desenvolvendo as múltiplas linguagens, exploram e manipulam objetos, organizam seus pensamentos, descobrem e interagem com as regras, assumem papel de líderes e se socializam com outras crianças. Sendo o jogo o provocador dessas relações entre as crianças edelas com o meio ambiente torna-se uma 8 forma de conhecimento. O jogo, então, se transforma em uma metamorfose que modifica a realidade de forma lúdica, ou seja, pelas manifestações lúdicas pode se criar novas possibilidades para a vida. Por meio dos mais diversos materiais utilizados em sala surgem recursos metodológicos em que a criança explora, experimenta, deduz, ultrapassa o erro fazendo a ponte entre o concreto e o abstrato, dessa forma o lúdico, os jogos e a matemática poderiam estar mais proativos na sala de aula permitindo as crianças uma capacidade perceptiva, cognitiva, emocional e social. 1.1 Objetivos A presente pesquisa teve como objetivo geral compreender a influência do lúdico no processo de ensino e aprendizagem da matemática na educação infantil. A partir deste tema foram desdobrados os seguintes objetivos específicos: compreender a relevância do lúdico no processo de ensino; entender os benefícios que o ensino em caráter lúdico proporciona na aprendizagem e investigar práticas lúdicas que podem ser utilizados em sala de aula. 1.2 Justificativa A escolha do tema dessa pesquisa surgiu devido à importância do brincar para o desenvolvimento da criança durante a infância possibilitando a aquisição da evolução do ser humano em seus aspectos cognitivos, físicos, emocionais e sociais, onde essas ações de aprendizagem ocorrem pelos reflexos e a noção de tempo e espaço. Esta pesquisa valoriza o lúdico como fator primordial na construção do conhecimento na Educação Infantil, processo de formação, assim desenvolvendo várias habilidades, imaginação e a memória ao trabalhar com a atividade lúdica. Tanto os jogos quanto as brincadeiras são recursos pedagógicos importantes para valorização do trabalho cotidiano servindo como estímulo para o amadurecimento cognitivo. Será apresentado a importância do professor na atuação da cultura lúdica contribuindo para a mudança qualitativa em relação a aprendizagem. 9 Ao trabalhar com o lúdico proporcionamos a criança a livre expressão por meio da linguagem, trabalhar o cotidiano da criança através da sua contextualização no tempo e espaço ensinado as regras sobre a brincadeira se tornam importantes para o aprendizado e desenvolvimento da criança. 1.3 Metodologia Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e de campo, de cunho exploratório e natureza qualitativa, desenvolvida nestes dois momentos. A pesquisa é qualitativa possui cunho bibliográfico, onde foram realizadas leituras de obras diversificadas e de autores renomados e conhecedores do tema. Foram feitos estudos por meio de artigos, trabalhos de conclusão de curso, teses entre outros dos quais tratavam do assunto e que tinham relação com o lúdico como ferramenta no ensino de matemática. A partir da análise dos conteúdos estudados também foi feita uma pesquisa de campo realizada no segundo semestre de 2019, numa escola de Ensino Fundamental (anos iniciais) da Rede de Ensino Privado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O estudo consistiu na observação participativa da prática metodológica do Professor de Matemática, aplicação de entrevistas com os professores, com a finalidade de analisar a metodologia de uma amostra de professores de matemática a fim de obter conhecimento sobre o que estes entendem sobre o uso do lúdico como recurso e sua contribuição na relação ensino e aprendizagem dos alunos em Matemática. . 1.4 Organização do Trabalho Este trabalho está assim dividido: introdução, parte na qual se apresenta o trabalho e demonstra a sua importância; pressupostos teóricos, na qual se exploram as teorias que embasam o trabalho; resultados e discussões, onde se discute os dados coletados e os seus resultados; conclusão onde se apresentam as considerações finais sobre o trabalho e sobre os principais resultados obtidos e referências, onde são citadas as referências utilizadas no desenvolvimento do trabalho. 10 2 REFERENCIAL TEÓRICO Ao entrelaçar um olhar sobre alguns pensadores teóricos em que suas pesquisas reacenderam o valor e a importância do lúdico na vida da criança, fazendo valer que a mesma é um ser pensante, dinâmico e criativo capaz de criar e construir dentro de si seu mundo da imaginação. Entende-se como lúdico, nesta pesquisa, o uso de formas recreativas (jogos, brincadeiras ou qualquer recurso que seja usado com intencionalidade de contribuir na relação ensino e aprendizagem da Matemática). Para Aquino (2015), é na prática dos jogos e das brincadeiras que as crianças ampliam seu conhecimento sobre si, sobre os outros e sobre mundo que está ao seu redor. Desenvolvendo as múltiplas linguagens, explorando e manipulando objetos, descobrem e interagem com as regras, assumem papel de líderes e se socializam com o meio ambiente, tornando o primor uma fonte de conhecimento. O jogo, então, constitui uma metáfora que modifica a realidade de forma lúdica, ou seja, o jogo e as manifestações lúdicas podem criar novas possibilidades para a vida. Enquanto muitos acham que brincar é apenas uma diversão, para Vygotsky (1984) enfoca aspectos sociais e culturais em suas pesquisas sobre o jogo infantil; valoriza o fator social, mostrando que no jogo a criança incorpora elementos de contexto cultural, adquiridos por meio da interação e comunicação e que o jogo é o elemento que irá impulsionar o aprendizado dentro da zona de desenvolvimento proximal, compreendendo que este é considerado como um estado de estimulo à criança nos processos internos de construção do conhecimento e no âmbito das relações com o outros. Que o jogo é fundamental para o desenvolvimento cognitivo da criança, que por meio de situações imaginárias a criança desenvolve o pensamento abstrato, construindo através dos novos relacionamentos criados em situações de jogos, entre significações e interações com objetivos, sujeitos e ações. A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é ‘não-brincar”. Se a brincadeira é uma ação ou ocorre no plano da imaginação isto 11 implica que aquele que brinca tenha domínio da linguagem simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu conteúdos para realizar-se. Nesse sentido para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhe novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio das articulações entre imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira é uma imitação, transformação no plano das emoções e das ideias de uma realidade anteriormente vivenciada (RCNEI, V. 1, P. 27). Apesar de muitos tratarem os jogos como algo fútil, inútil dentro e fora da sala de aula, sem importância para a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo e considerarem apenas como sendo passatempo e distração para as crianças, estudos científicos vem mostrando e destacando a importância dos jogos como recurso didático. Sendo assim jogos educacionais tem duas características: a primeira fala do aspecto lúdico, prazer da atividade com jogos e a segunda ao caráter pedagógico, exige compreensão e construção das regras e de novas estratégias aplicadas pelo professor, onde jamais deve ser isolado do processo, mas procurar sempre transformar o jogo em elemento integrante. Portanto o papel do professor é: mediar, observar, julgar, organizar, questionar, buscando com isso, enriquecer ainda mais o conhecimento. Reforçando este pensamento acima, segundo Moura (1992), o conhecimento matemático é construído pela criança no ato de fazer por si mesma com os outros. A integração social tem um papel predominante, pois é a partir dela que a criança aprende, confrontando, explicando e defendendo seus pontos de vista. Todas as características podem ser observadas nos jogos,e possibilitando o desenvolvimento do pensamento da criança. Percebe-se dessa forma, que os jogos são fundamentais nas aulas de matemática. O jogo pode tornar-se uma estratégia didática quando situações são planejadas e orientadas pelo adulto visando a 12 uma finalidade de aprendizado, isto é, proporcionar a criança algum tipo de conhecimento, alguma relação ou atitude. Para que isso ocorra, é necessário haver uma intencionalidade educativa o que implica planejamento e previsão de etapas pelo professor, para alcançar objetivos predeterminados e extrair do jogo atividades que lhe são decorrentes. (BRASIL, 1996, P 49). Os professores ao aplicar os jogos não podem esquecer de mostrarem a importância das regras e, com isto o jogo só deve começar a partir do momento que todos os jogadores conseguirem compreender os significados das regras e da cooperação. 2.1- O Lúdico como “brincar” e “jogar”. Para Tiago Aquino (2015), é na prática dos jogos e das brincadeiras que as crianças ampliam seu conhecimento sobre si, sobre os outros e sobre mundo que está ao seu redor. Desenvolvendo as múltiplas linguagens, explorando e manipularam objetivos, descobrem e agem com as regras, assumem papel de líderes e se socializam com o meio ambiente, tornando o primor uma fonte de conhecimento. O jogo, então, constitui uma metáfora que modifica a realidade de forma lúdica, ou, o jogo manifestações lúdicas podem criar novas possibilidades para a vida. Enquanto muitos acham que brincar é apenas uma diversão, para Vygotsky (1984) enfoca aspectos sociais e culturais em suas pesquisas sobre o jogo infantil; valoriza o fator social, mostrando que no jogo a criança incorpora elementos de contexto cultural, adquirido por meio da interação e comunicação e que o jogo é o elemento que irá impulsionar o aprendizado dentro da zona de desenvolvimento proximal, compreendendo que este é considerado como um estado de estimulo a criança nós processos interno de construção do conhecimento e no âmbito das relações com o outros. Que o jogo é fundamental para o desenvolvimento cognitivos da criança, que por meio de situações imaginárias a crianças desenvolve o pensamento abstrato, construindo através dos novos relacionamentos criados em situações de jogos, entre significações e interações com objetivos, sujeitos e ações. 13 A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é ‘não-brincar”. Se a brincadeira é uma ação ou ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca tenha domínio da linguagem simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu conteúdos para realizar-se. Nesse sentido para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhe novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio das articulações entre imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira é uma imitação transformação, no plano das emoções e das ideias de uma realidade anteriormente vivenciada (RCNEI, V. 1, P. 27). Apesar de tratar os jogos como algo fútil, inútil dentro e fora da sala de aula, e sem importância para a aprendizagem, o desenvolvimento cognitivo, considerados por muitos apenas como sendo passatempo, distração para as crianças; estudos científicos vem mostrando e destacando a importância dos jogos como recurso didático. Sendo assim jogos educacionais tem duas características: a primeira fala do aspecto lúdico, prazer da atividade com jogos; segundo, ao caráter pedagógico, exige compreensão e construção das regras e de novas estratégias aplicadas pelo professor, aonde já mais deve ser isola do processo, mas procurar sempre transforma o jogo em elemento integrante o papel do professor é: mediar, observa, julgar, organizar, questionar, buscando com isso, enriquecer ainda mais o conhecimento. Reforçando este pensamento acima, segundo Moura (1992), o conhecimento matemático é construído pela criança no ato de fazer por si mesma com os outros. A integração social tem um papel predominante, pois é a parti dela que a criança aprende, confrontando, explicando e defendendo seus pontos de vista. Todas as características podem ser observadas nos jogos, e possibilitando o desenvolvimento do pensamento da criança. Percebe-se dessa forma, que os jogos são fundamentais nas aulas de matemática. 14 O jogo pode torna-se uma estratégia didática quando situações são planejadas e orientadas pelo adulto visando a uma finalidade de aprendizado, isto é, proporcionar a criança algum tipo de conhecimento, alguma relação ou atitude. Para que isso ocorra, é necessário haver uma intencionalidade educativa o que implica planejamento e previsão de etapas pelo professor, para alcança objetivos predeterminado e extrair do jogo atividades que lhe são decorrentes. (BRASIL, 1996, P 49). Pode-se destacar que o jogo só terá caráter de estratégia de ensino- aprendizagem, se praticado com finalidade especifica, sendo que os objetivos nunca devem comprometer a intenção lúdica do jogo, característica que mais chama a atenção dos alunos e os atrai a participarem da atividade proposta. 2.2- A aprendizagem da matemática na educação infantil. Nesta linha de raciocínio trabalhar com a matemática não deve iniciar apenas no ensino fundamental, o que vem sendo feito na educação brasileira, essas disciplinas não se resumem a uma lista de fatos a ser memorizados, entretanto, o presente trabalho tem por objetivo compreender o ensino da matemática desde a educação infantil, sempre refletindo sobre as práticas educativas desta etapa da escolarização até o ensino fundamental. Sendo assim a peça chave é o professor, é ele o mediador e estimulador no processo de aprendizagem, cabe a ele proporcionar às crianças um ambiente em que possam explorar diferentes ideias matemáticas, que não sejam apenas numéricas, mas também que sejam referente à geometria, às medidas e às noções de estatísticas, de forma prazerosa compreendendo a matemática como um todo. Na educação infantil, iniciam, portanto, os primeiros conceitos matemáticos, através dessa fase que a criança aprende e assimila o aprendizado com mais facilidade, no entanto o professor deve ter um conhecimento amplo para não se equivocar em seus objetivos. 15 A educação infantil é a primeira etapa da educação básica, oferecida em creches e pré-escolas, estas podem ser caracterizar como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade, podendo ser públicas ou privadas, no período diurno ou vespertino, em jornada integral ou parcial social. O estado tem o dever de garantir a oferta da educação infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção (BRASIL, 2010, p.12). Entretanto nessa etapa da criança, o brincar e a ludicidade devem ser o ápice do aprendizado atividades devem ser prazerosas e motivadoras, também devem ajudar a criança a refletir o tempo todo, construindo por si a mesma matemática. Deve ser aplicada a ludicidade com objetivo pertinentes, pois, permite sua adequação para as demais áreas do conhecimento, representadas nesse contexto pela matemática. A interação, a socialização de ideias e a troca de informação são importantes e indispensáveis nas aulas de matemática em todas as fases de escolaridade. Esquecendo que jamais o professor deve ter um olhar voltado para criança como sendo um ser com um conhecimento prévio social. Muitas vezes o que leva a criança em todos os níveis a possuir dificuldades em matemática é o fato de a matemática possuir linguagem somente técnica, isso dificulta o aprendizado, mas a matemática tida como moderna exige esse saber técnico quedeve ser promovido pela escola no decorre do ensino fundamental. A criança vai adquirindo uma linguagem matemática de maneira prazerosa, no brincar, seja para marca a passagem do tempo, etc. A matemática é utilizada no nosso dia a dia assim como no da criança deve ser trabalhado o que faz parte desse universo infantil como a idade, o corpo, os brinquedos, comparações. Sendo assim deve ser ensinada como instrumento para interpretação das coisas que rodeiam nossas vidas e com mundo, formando assim pessoas conscientes para a cidadania e a criatividade e não somente como memorização, alienação e exclusão. 16 Os fundamentos para o desenvolvimento matemático das crianças estabelecem-se nos primeiros anos. A aprendizagem matemática constrói-se através da curiosidade e do entusiasmo das crianças r crescer naturalmente a parti das suas experiências (...) A vivência de experiência matemáticas adequadas desafia as crianças a explorarem ideias relacionadas com padrões, formas, números e espaço duma forma casa vez mais sofisticada. (PIAGET, 1976, p.73). Existem várias formas de apresentar a matemática na educação infantil, sendo que a mesma está presente na arte, na música, em história, na forma como se organiza o pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis. O importante é que o professor perceba que pode trabalhar a matemática na educação infantil sem se preocupar com a representação dos números ou com registro no papel, pode colocar em contato com a matemática criança de todas as idades, desde bebês. A criança é um ser em formação. Deve-se cuidar para que essa formação seja natural e, mais rica possível em termo de possibilidades. Desde o acordo com a referência Curricular Nacional para a educação infantil (BRASIL, 1998) se sabia da importância do conhecimento matemático dentro do currículo da educação infantil, de modo que uma discussão sobre o que é um currículo torna-se necessário. Em especial, um ponto polêmico e bastante discutido trata das intenções e objetivos do currículo nos diversos níveis de ensino. Pensando assim a educação infantil representa uma etapa importantíssima no processo de ensino a aprendizagem na vida do aluno, é esse contato riquíssimo social, cultural e porque não dizer conteúdo que irá gerar vários aprendizados na primeira infância. 2.3 O Lúdico na Matemática Trabalhar com a matemática tem como objetivo levar o aluno a pensar matematicamente e entender como esta disciplina está sempre no cotidiano das pessoas. Ao chegar na escola as crianças gostam de matemática, mas no percurso de suas vidas acadêmicas, esse gosto vem diminuindo proporcionalmente ao avanço pelos diversos ciclos do sistema de ensino. 17 É na infância que a criança inicia sua vida estudantil, a partir daí vem o processo de alfabetização onde todas as disciplinas estão inseridas nesse processo incluindo a matemática, elas estão imersas em um universo do qual conhecimento matemático é parte integrante e devem ser transmitida de forma bem elaborada para que futuramente não venha a ter maiores dificuldades. Sendo assim surge a ideia de inserir o lúdico no ensino da matemática dando ênfase nas atividades através do brincar. Pensando assim é importante tomar algumas atitudes para que o aprendizado desta disciplina seja considerado prazeroso. A matemática ligada ao lúdico envolverá o aluno em uma metodologia de aprendizagem significativa, além de proporcionar a interação como instrumento de conhecimento diversificado. A ludicidade tem de enriquecer as práticas escolares. A criança fica mais estimulada a aprender se o estudo for atraente, convidativo e tiver ligação com metodologias que primem pela construção do saber. Percebe-se a necessidade de aliar a matemática com ludicidade sempre tendo em vista proporcionar as crianças situações de aprendizagem efetivas e significativas. O Conceito de números não pode ser ensinado, pois a criança deve construí-lo por intermédio de suas ações sobre o meio, cabendo ao educador encorajá-la a pensar ativa e automaticamente em todos os tipos de situações sem se deter a horários rígidos para se aprender matemática. Devem-se aproveitar todos os momentos para enriquecer o processo de construção desse conhecimento (ARANÃO, 1997, P.33). Reforçando este pensamento acima o aprendizado da matemática não pode ter hora marcada mais sim acontecer sem pressão de modo interativo, divertido, construtivo. O estudo não deve ser limitado e sim deverá acontecer de maneira enriquecedora, fazendo com que o próprio se esforce e use a percepção do meio para ser capaz de construir a noção de números, raciocínio lógico, entre outros. Neste caso as noções matemáticas referentes a contagem, qualidade, espaço entre outras devem ser construídas pelas crianças a partir das 18 experiências vividas. Muitas são situações que requerem do aluno essas noções que vão se aperfeiçoando com o tempo. Com isso podemos ter várias experiências com o universo matemático, que nos possibilita a descobrir e conhecer números e quantidades. “Diante de opções prazerosas para a criança desenvolver o pensamento matemático, e sabendo-se que ela é um ser autenticamente lúdico, é inconcebível insistir em fazer justamente o contrário, lançando a mão de exercício de ligar conjunto a outro e utilizar distantes da realidade infantil “. (ARANÃO, 1997, P.37). Já para Vygotsky (1991), é por meio da observação do comportamento da criança brincando, aprendendo e respondendo ao ensino, que será possível perceber e analisar transformações que estão ocorrendo em suas funções psicológicas. Considera-se como um aspecto essencial do desenvolvimento a habilidade crescente que a criança adquire para controlar e direcionar seu próprio comportamento. E neste momento surgem diversos motivos para que nós educadores possamos explorar e aplicar formas lúdicas e criativas, valorizar o processo de aprendizagem significativa, entre outras coisas, considerá-la na perspectiva das crianças. Para elas, apenas o que é lúdico faz sentido, é fundamental que os educadores apoiem a manifestação lúdica nas organizações. Outro motivo para a introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios apresentados por muitos de nossos alunos que temem a matemática e sentem-se incapacitados para aprendê-la. Dentro da situação de jogos, onde é impossível uma atitude passiva e a motivação é grande, notamos que, ao mesmo tempo em que esses alunos falam matemática, apresentam também um melhor desempenho e atitudes mais positivas frente a seus processos de aprendizagem (BORIN, 1996,6) O lúdico com a matemática proporciona ao aluno prazer em aprender os conteúdos, sem falar que, a todo o momento partirá do concreto para o abstrato. 19 O estudo por meio de brincadeiras e jogos pode ser aplicado na matemática, sobre isso Oliveira afirma que: Muitas propostas pedagógicas para creches e pré-escolas baseiam-se na brincadeira. O jogo infantil tem sido defendido na educação infantil como recurso para aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. Os que trabalham como a educação de crianças a parti de 6 anos falam em jogos simbólicos. (2002, p. 230) Pela citação acima pode-se concluir que os jogos podem sim ser uma excelente alternativa para o trabalho na educação da matemática isso vai servir como recursos, objetivando o desenvolvimento e uma melhor aprendizagem dos alunos. O ensino da matemática deve acontecer de forma interdisciplinar compreendendo toda a vivência escolar na educação infantil. Assim como as atividades de linguagem integram todos os componentes curriculares, o desenvolvimento do pensamento lógico (lógica intuitiva e concreta) e a curiosidade são ações mentais que devem integrar todas as áreas. (ALMEIDA, 1998, P.73) Sendo assim, a matemática deve ser integrada atodas as áreas de ensino, para que o estudo dessa disciplina faça parte de todo um contexto de aprendizagem mais amplo. Através da ludicidade a matemática reque bastante planejamento. Deve-se levar o aluno a tecer comentários, formular perguntas etc. 20 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES Nos resultados e discussões contém toda a análise da Pesquisa com base no referencial teórico, na análise de dados e nas entrevistas das professoras onde se investigou como se deu o processo do uso do lúdico na matemática e suas práticas pedagógicas e os recursos utilizados que participaram deste processo de aprendizagem. Os sujeitos da pesquisa foram três docentes e serão identificadas nesta pesquisa como: sujeito P (1) sexo feminino, 39 anos e 8 anos de formação; P (2) sexo feminino, 45 anos e 12 anos de formação, P (3) sexo feminino, 49 anos e 15 anos de formação, P (1) e P (2) são professoras de escola privada já a P(3) é professora de escola pública, todas as entrevistadas atuam na educação infantil. 3.1 Categoria 1- A importância do lúdico no ensino da matemática. Na categoria 1, ao analisar as respostas das docentes sobre o que entendem por lúdico na matemática, percebe-se a importância do lúdico, como forma de abordar os conceitos da matemática de forma mais leve, agradável e interessante, despertando assim o interesse do aluno pelo aprendizado. Os sujeitos P (1) e P (2) apontam em suas respostas a importância do lúdico como elemento prazeroso, e afirmam, sujeito P (1) “[...] desenvolve suas percepções e sua atenção. Brincando a criança, de maneira prazerosa, memoriza e aprende.”, e sujeito P (2) “[...] Divertir e ensinar, o lúdico na matemática é assim, causa ânimo e interação, eles não querem parar, querem se divertir, com isso, os alunos terão um bom desenvolvimento na concentração e na aprendizagem”. Nota-se que para estas duas docentes o lúdico está diretamente relacionado ao divertimento e ao prazer, oportunizando assim um momento de aprendizagem da matemática diferenciado e agradável, desenvolvendo no aluno capacidades de concentração, raciocino e memorização de forma leve e espontânea. O sujeito P (3) afirmou que “[...] O lúdico e importante não só na matemática, como em todas as matérias, pois traz a criança para aprendizagem, causa interesse em aprender, pois para os alunos aprender se torna uma grande brincadeira.” 21 Observa-se a relevância do lúdico na educação infantil, não só para aprendizagem da matemática, mas em todas as áreas que permeiam a educação infantil. Utilizando o lúdico, o professor atinge objetivos no desenvolvimento dos aspectos motores, cognitivos e sociais do educando. Em síntese percebe-se que a presença do lúdico pode oportunizar com base nas respostas das três docentes, momentos de prazer e aprendizagem. Cabe aos professores planejar e desenvolver atividades que envolvam os alunos aos conteúdos que serão aplicados. Isto estende-se não só para o ensino da Matemática, que é o foco desta investigação, mas para todas as disciplinas que compõem o currículo da educação infantil. 3.2 Categoria 2- Quais os recursos utilizados Na visão dos docentes entrevistados, ao serem interrogados quanto aos recursos utilizados na relação ensino e aprendizagem da matemática na Educação Infantil, houve uma concordância entre eles e todos disseram que o uso dos recursos é importante para o trabalho didático. em si, pois ajudam a criança no reconhecimento de objetos, na visualização, na ordenação, na correspondência entre eles e na numeração. Alguns objetos foram citados, tais como: tampinha de garrafa pet, palitos de picolé, massa de modelar, areia, argila, etc. O sujeito P (1) que diz “[...] usar materiais concretos que a criança possa tocar, faz com que ela adquira experiência e vivencia que as nortearão [...]”. Para P1 este momento do uso dos objetos e tão rico ao ponto de oportunizar e contribuir no processo de integração e socialização do sujeito e do grupo e P (3) concordou com a P (1) em relação aos objetos utilizados dizendo que: “[...] utilizar matérias diversos faz com que a criança tenha uma experiência melhor”. O sujeito P3 enfatizou a questão da experimentação no momento da aprendizagem por meio do uso de objetos, e do material concreto em geral. Houve também o entendimento de recursos como jogos e brincadeiras e alguns foram citados como relevantes neste contexto, tais como os citados pelo sujeito P (2) ao afirmar que: “[...] Os jogos sendo eles variados, tais como, brincadeiras de faz-de-conta, amarelinha, jogos de encaixe, murais com datas de aniversários e medidas (tamanho, peso, altura e etc.) também são importantes, pois incentiva os alunos nas atividades” 22 As reflexões das docentes vêm ao encontro do pressuposto defendido por Vygotsky (1984, p. 97). A brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento proximal” que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um companheiro mais capaz. Percebem-se então alguns fatores, como, coordenação motora, cognitivo, raciocínio logico, capacidade de estratégia, noção de espaço e quantidade, que são relevantes, e contribuem para o lúdico no processo de aprendizagem na percepção do docente. Enfatiza-se o modo como o lúdico traz para este momento uma forma leve e motivadora. 3.3 Categoria 3- Abordagens em matemática na educação Por último, investigou-se quais os assuntos mais abordados em sala de aula pelos docentes na relação de ensino e aprendizagem da matemática na Educação Infantil. O sujeito P (1) afirmou “[...] uso muitos números, conjuntos, brincadeiras jogos que tenham números [...]”, já a P (2) também utiliza os mesmos recursos que os sujeitos P (1). Ambas indiretamente ressaltam a abordagem de numeração sendo construída com base na utilização de jogos, brincadeiras. O sujeito P (3) relatou “[...] além de utilizar os números ela também utiliza materiais diversos como palito de picolé, tampinha de garrafa, argolinhas entre outros.” O sujeito P (3) trouxe elementos do cotidiano do aluno, de baixo custo, de fácil acesso para o momento da aprendizagem do sistema numérico, indo além dos jogos e brincadeiras. As reflexões das docentes veem de encontro com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 5/2009)27, em seu Artigo 4º, definem a criança como: sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua 23 identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009). Observa-se que durante a vivência de um jogo, os direitos de aprendizagem da criança de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se estabelecidos na BNCC norteado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNEI), são explorados, no convívio com os colegas, ela brincar ampliando seus conhecimento e criatividade, participa ativamente resolvendo a situação e se posicionando, explora movimentos, expressa suas emoções e conhece suas limitações e potencialidades. É necessário, no entanto, que o professor planeje essa vivência, havendo uma intencionalidade nesse jogo. Ainda hoje, mesmo após algumas mudanças ocorreram que no âmbito educacional, nos deparamos, no interior de nossas escolas, com a matemática ensinada sem a preocupação em estabelecer vínculos, com a realidade e o cotidiano dos alunos, assuntos que não motivam e nem interessam ao educandos, já que o mesmo não consegue ‘fazer esta ponte’ entre os conteúdos ministrados emsala de aula e a matemática. Em síntese pode-se percebe que nas respostas das três docentes são utilizados os mesmos temas, e muitas das vezes sempre utilizando o lúdico como um grande aliado na facilitação do processo de ensino, tornando assim, mas leve e prazeroso para o estudante. Sendo assim faz-se necessário que se busque novos métodos, novas práticas de ensino-aprendizagem, que permitem ao professor trabalhar de forma produtiva e contextualizada os conteúdos matemáticos, para que assim, os conhecimentos adquiridos na escola sejam colocados realmente em práticas. 24 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerou-se nesta pesquisa, com base em toda a análise que o lúdico é um elemento que contribui para o processo de aprendizagem, nos aspectos cognitivo, psicológico, estimulando o desenvolvimento total do sujeito e atua também no desenvolvimento do comportamento, do sentido e convivo social, pois utilizando o lúdico, de forma bem elaborada espera-se que tenha um resultado diferente do que uma aula em que proceda somente o conteúdo com resposta e questões escritas no quadro, sem que haja um diálogo entre o professor e os alunos. Identificou-se ainda que os docentes aceitaram muito bem o lúdico como recurso utilizado na sala de aula no processo de aprendizagem, mesmo que ainda não utilizavam a mesma todos os dias. Veem nesta prática uma excelente oportunidade para se descontrair a sala de aula, buscando uma forma de prender a atenção do aluno, envolve-lo um ambiente prazeroso. Desta forma então, as respostas dos docentes permitiram aponta o lúdico como uma prática que possibilita a aprendizagem de forma mais atraente. Pode-se concluir então, que por meio do uso do lúdico em sala de aula seja ela diariamente ou não, tem-se a possibilidade opções para a questões relacionada a socialização, conhecimento e a interação e da criação. Pois as brincadeiras possibilitam muito além de aprender trazem também ensinamento. Ensinamento esse que contribui para o envolvimento com os acontecimentos do dia a dia e que auxiliam no desenvolvimento da criança. A matemática é considerada, uma das matérias mais difíceis, pois possui uma linguagem muito técnica, que dificulta o aprendizado. Então se criou uma barreira entre a matéria e o aluno, sendo assim o lúdico é uma forma de quebrar essa barreira, tanto na dificuldade cognitiva de memorização e raciocínio, noção de tempo e espaço, adição, subtração, problemas, etc. Ou na própria barreira da socialização, dos aspectos afetivos e emocionais. Pois ele torna mais interessante e dinâmico o desenvolvimento do aluno, desta forma, formando alunos capazes de argumentar e bem expressivos. É claro que o trabalho do 25 lúdico, tem que ser sempre acompanhado, orientado, e bem elaborado, de forma que não fuja das normas e finalidades pedagógicas. O contato com matemática está no nosso dia a dia, os professores precisam ter atenção ao emprego do lúdico na matemática e na educação infantil, pois ele exerce um papel fundamental, traz a criança a compreender melhor e entender sua realidade. 26 5 REFERÊNCIAS. ABRÃO, Maria Francisca silva, ABRÃO, Francisca Maria Silva, BRITO, Juvenal de Freitas. Jogos enquanto recursos metodológicos no ensino matemático. 2012. 14 fonografia apresentada fórum internacional de pedagogia do grau de bacharel em Pedagogia. ABRANTES, Maria das Graças. O Lúdico na Matemática. 2011. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/o-ludico-na-matematica/58275/. Acesso em: 5 out. 2019. LEONARDO, P. P.; MENESTRINA, T. C.; MIARKA, R. A importância do ensino da matemática na educação infantil. 2014, Sinead Simpósio educacional matemática em debate, Joinville/SC. LIRA, Natali Alves Barros, RUBIO, Juliana de Alcântara Silveira. “A importância do brincar na educação infantil”. Revista eletrônica saberes da Educação. Volume 5 º 1 – 2014 p. (1-22) MENDES, Lubia Martins da Cruz. “A importância do lúdico no ensino da matemática”. Disponível em: http://www.lambaridoeste.mt.gov.br/secretarias/educacao-e-cultura/artigos-dos- professores. P (1-3) 2011. Acesso em: 15 ago. 2019. PAÇOCA, Tiago Aquino da Costa e Silva. Jogos e brincadeiras na escola. Kids Move Fitness Programs-2015. SILVA, Luciana Verêda, ANGELIM, Clenilson Panta. “O lúdico como ferramenta no ensino da matemática” Disponível em: https://www.comatematica.com.br/artigos/a65/index.php. P (1-4). Acesso em: 17 set. 2019. Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.: il. http://www.webartigos.com/artigos/o-ludico-na-matematica/58275/ http://www.lambaridoeste.mt.gov.br/secretarias/educacao-e-cultura/artigos-dos-professores http://www.lambaridoeste.mt.gov.br/secretarias/educacao-e-cultura/artigos-dos-professores https://www.comatematica.com.br/artigos/a65/index.php 27 APÊNDICE Ficha utilizada na entrevista com as professoras 1- Qual a importância do lúdico no ensino da Matemática na educação infantil?____________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 2- Quais os recursos são utilizados nas aulas de Matemática na Educação Infantil?____________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 3- Quais os temas mais desenvolvidos nas aulas de Matemática na educação infantil? __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 4-