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TCC-Marcus Vinícius -2019 2

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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA 
 
 
 
 
 
 
O LÚDICO COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL. 
 
 
 
 
 
 
 
MARCUS VINICIUS XAVIER PEREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2019
 
2 
 
MARCUS VINICIUS XAVIER PEREIRA 
 
 
 
 
 
O LÚDICO COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM DA 
MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientador: Prof. Dr. ANDRÉ LUIS DOS SANTOS MENEZES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Rio de Janeiro 
2019 
Trabalho de conclusão de curso 
apresentado ao Centro Universitário 
Carioca, como requisito parcial pra 
obtenção do grau de Licenciado em 
Pedagogia. 
 
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DEDICATÓRIA 
 
 
Dedico este trabalho, em primeiro lugar a Deus, por ter 
me fortalecido ao ponto de superar as dificuldades e 
também por toda a saúde que me deu e que permitiu 
alcançar esta etapa tão importante da minha vida. 
Aos professores eu agradeço o empenho e a confiança 
que ajudaram a tornar possível este sonho tão especial. 
Aos meus amigos que nunca desistiram de mim e 
sempre me ofereceram amor eu deixo uma palavra e 
uma promessa de gratidão eterna. 
A todas as pessoas que de alguma forma fizeram parte 
do meu percurso eu agradeço com todo meu coração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço a Deus por tudo, hoje vivo uma realidade que parece um sonho, foi preciso muito 
esforço, determinação, paciência, perseverança, ousadia para chegar até aqui, e nada disso 
seria capaz sozinho. Minha eterna gratidão a todos aqueles que colaboraram para que este 
sonho pudesse ser realizado. 
Agradeço minha tia Lucimar por toda bronca que me deu para que eu pudesse iniciar uma 
faculdade. 
Aos meus amigos-irmãos, Bruno Aguiar, Antônio Carlos, Rayane Mello, Vanessa Rodrigues e 
Edmilson Assunção por toda a força e broncas da minha gerente Sonia que me salvou de não 
trancar a faculdade no último período, a vocês meu muito obrigado. 
Ao professor André Menezes, por me aceitar nos quarenta e cinco do segundo tempo para me 
orientar, e por me deixar mais nervoso ainda quando percebemos que meu tema teria que ser 
modificado. Obrigado por toda atenção e paciência comigo. 
Aos meus amigos de classe (“do fundão”), Thais Ramalho, Samantha Ataíde e Rachel Silva, que 
aprendi a amar e construir laços eternos. Obrigado por todos os momentos que passamos juntos 
pelas alegrias, tristezas e dores compartilhadas, obrigada pelas saidinhas da aula para comer a 
famosa batata de marechal. Essa caminhada não seria a mesma sem vocês. 
Agradecer também minha amiga de classe Dayane Braga, por toda a ajuda, as mensagens que 
passei sempre perguntando como faz isso, como faz aquilo e você com toda sua paciência, 
carisma delicadeza me respondeu e me ajudou meu muito obrigado. 
Obrigado a todos que, mesmo não citados aqui, contribuíram para a conclusão desta etapa e 
para o Marcus Vinicius que sou hoje. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
RESUMO 
 
 
Esta pesquisa aborda o lúdico com a matemática na educação infantil, 
identificando alguns dos benefícios do lúdico como facilitador do processo da 
aprendizagem. Entende-se que o lúdico está intimamente próximo ao ato de ler, 
escrever e brincar, em virtude disso então, e tão importante que se desenvolvam 
práticas com atividades lúdicas na escola. Com a finalidade de se investigar com 
os docentes entendem a importância do lúdico no ato de ensinar e suas conexão 
ao processo de aprendizagem. As perguntas integrantes da presente pesquisa 
falam das colaborações do lúdico no processo da aprendizagem, no 
desenvolvimento da criança e também os aspectos positivos que envolvem 
lúdicos e aprendizagem. Foi realizada entrevista por meio de um questionário 
com questões abertas. Os sujeitos foram três professores que atuam na rede 
pública e privada de ensino do Rio de Janeiro. 
Conclui-se que o lúdico pode ajudar na aprendizagem, apoiando o 
desenvolvimento das atividades dadas pelos professores, na estimulação do 
aluno, tornando as aulas de matemática mais prazerosa e motivadora. 
Palavras–chave: Lúdico, Aprendizagem Matemática, Recursos de jogos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
Sumário 
 .......................................................................................................................................... 2 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 7 
1.1 Objetivos ................................................................................................... 8 
1.2 Justificativa ............................................................................................... 8 
1.3 Metodologia .............................................................................................. 9 
1.4 Organização do Trabalho ......................................................................... 9 
2 REFERENCIAL TEÓRICO ........................................................................ 10 
2.1- O Lúdico como “brincar” e “jogar”. ......................................................... 12 
2.2- A aprendizagem da matemática na educação infantil. .......................... 14 
2.3 O Lúdico na Matemática ......................................................................... 16 
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................... 20 
3.1- A importância do lúdico no ensino da matemática. ............................... 20 
3.2- Quais os recursos utilizados .................................................................. 21 
3.3- Abordagens em matemática na educação ............................................ 22 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................... 24 
5 REFERÊNCIAS. ........................................................................................ 26 
APÊNDICE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
O presente trabalho discorre sobre a importante presença da ludicidade 
no ensino da disciplina matemática. Utilizar o lúdico como um método baseado 
na construção do saber torna as aulas de matemática mais prazerosas e os 
alunos manifestam uma melhor aprendizagem dos conteúdos propostos. 
É importante abordar esse tema, pois a matemática além de ser uma 
ciência exata está sempre presente em nossas vidas. Aprender os conceitos 
matemáticos possibilita ao aluno resolver as mais diversas questões do dia a dia. 
Sabemos também o quanto é pertinente identificar os benefícios trazidos pela 
ludicidade pro nosso currículo escolar. Uma das medidas é saber em que o uso 
de métodos que empreguem a ludicidade na aplicação dos conteúdos pode 
influenciar na aprendizagem. 
A importância da ludicidade na Educação Infantil mostra que a brincadeira 
tem como função valorizar as crianças e promover suas múltiplas habilidades, 
fazendo com que o processo de ensino – aprendizagem ocorra no dia-a-dia 
escolar de maneira prazerosa e eficaz. Inserir o lúdico na educação infantil é a 
melhor maneira para desenvolver as funções fundamentais das crianças tais 
como, motricidade, fala, comportamento, lateralidade, emoção, enfim, 
proporcionar um ensino que traga o conhecimento através das brincadeiras, 
sendo assim, a melhor forma de uma criança descobrir e desenvolver a 
aprendizagem ocorre através do brincar seja por meio de jogos, teatro ou 
música. 
É na prática dos jogos e das brincadeiras que as crianças ampliam seu 
conhecimento sobre si, sobre os outros e sobre o mundo que está ao seu redor. 
Desenvolvendo as múltiplas linguagens, exploram e manipulam objetos, 
organizam seus pensamentos, descobrem e interagem com as regras, assumem 
papel de líderes e se socializam com outras crianças. Sendo o jogo o provocador 
dessas relações entre as crianças edelas com o meio ambiente torna-se uma 
 
8 
 
forma de conhecimento. O jogo, então, se transforma em uma metamorfose que 
modifica a realidade de forma lúdica, ou seja, pelas manifestações lúdicas pode 
se criar novas possibilidades para a vida. 
 
 Por meio dos mais diversos materiais utilizados em sala surgem recursos 
metodológicos em que a criança explora, experimenta, deduz, ultrapassa o erro 
fazendo a ponte entre o concreto e o abstrato, dessa forma o lúdico, os jogos e 
a matemática poderiam estar mais proativos na sala de aula permitindo as 
crianças uma capacidade perceptiva, cognitiva, emocional e social. 
1.1 Objetivos 
A presente pesquisa teve como objetivo geral compreender a influência 
do lúdico no processo de ensino e aprendizagem da matemática na educação 
infantil. A partir deste tema foram desdobrados os seguintes objetivos 
específicos: compreender a relevância do lúdico no processo de ensino; 
entender os benefícios que o ensino em caráter lúdico proporciona na 
aprendizagem e investigar práticas lúdicas que podem ser utilizados em sala de 
aula. 
1.2 Justificativa 
A escolha do tema dessa pesquisa surgiu devido à importância do brincar 
para o desenvolvimento da criança durante a infância possibilitando a aquisição 
da evolução do ser humano em seus aspectos cognitivos, físicos, emocionais e 
sociais, onde essas ações de aprendizagem ocorrem pelos reflexos e a noção 
de tempo e espaço. 
Esta pesquisa valoriza o lúdico como fator primordial na construção do 
conhecimento na Educação Infantil, processo de formação, assim 
desenvolvendo várias habilidades, imaginação e a memória ao trabalhar com a 
atividade lúdica. Tanto os jogos quanto as brincadeiras são recursos 
pedagógicos importantes para valorização do trabalho cotidiano servindo como 
estímulo para o amadurecimento cognitivo. Será apresentado a importância do 
professor na atuação da cultura lúdica contribuindo para a mudança qualitativa 
em relação a aprendizagem. 
 
9 
 
Ao trabalhar com o lúdico proporcionamos a criança a livre expressão por 
meio da linguagem, trabalhar o cotidiano da criança através da sua 
contextualização no tempo e espaço ensinado as regras sobre a brincadeira se 
tornam importantes para o aprendizado e desenvolvimento da criança. 
1.3 Metodologia 
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e de campo, de cunho 
exploratório e natureza qualitativa, desenvolvida nestes dois momentos. 
A pesquisa é qualitativa possui cunho bibliográfico, onde foram realizadas 
leituras de obras diversificadas e de autores renomados e conhecedores do 
tema. Foram feitos estudos por meio de artigos, trabalhos de conclusão de curso, 
teses entre outros dos quais tratavam do assunto e que tinham relação com o 
lúdico como ferramenta no ensino de matemática. 
A partir da análise dos conteúdos estudados também foi feita uma 
pesquisa de campo realizada no segundo semestre de 2019, numa escola de 
Ensino Fundamental (anos iniciais) da Rede de Ensino Privado na cidade do Rio 
de Janeiro (RJ). O estudo consistiu na observação participativa da prática 
metodológica do Professor de Matemática, aplicação de entrevistas com os 
professores, com a finalidade de analisar a metodologia de uma amostra de 
professores de matemática a fim de obter conhecimento sobre o que estes 
entendem sobre o uso do lúdico como recurso e sua contribuição na relação 
ensino e aprendizagem dos alunos em Matemática. . 
 
1.4 Organização do Trabalho 
 
Este trabalho está assim dividido: introdução, parte na qual se apresenta 
o trabalho e demonstra a sua importância; pressupostos teóricos, na qual se 
exploram as teorias que embasam o trabalho; resultados e discussões, onde se 
discute os dados coletados e os seus resultados; conclusão onde se apresentam 
as considerações finais sobre o trabalho e sobre os principais resultados obtidos 
e referências, onde são citadas as referências utilizadas no desenvolvimento do 
trabalho. 
 
10 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 Ao entrelaçar um olhar sobre alguns pensadores teóricos em que suas 
pesquisas reacenderam o valor e a importância do lúdico na vida da criança, 
fazendo valer que a mesma é um ser pensante, dinâmico e criativo capaz de 
criar e construir dentro de si seu mundo da imaginação. Entende-se como lúdico, 
nesta pesquisa, o uso de formas recreativas (jogos, brincadeiras ou qualquer 
recurso que seja usado com intencionalidade de contribuir na relação ensino e 
aprendizagem da Matemática). 
Para Aquino (2015), é na prática dos jogos e das brincadeiras que as 
crianças ampliam seu conhecimento sobre si, sobre os outros e sobre mundo 
que está ao seu redor. Desenvolvendo as múltiplas linguagens, explorando e 
manipulando objetos, descobrem e interagem com as regras, assumem papel de 
líderes e se socializam com o meio ambiente, tornando o primor uma fonte de 
conhecimento. O jogo, então, constitui uma metáfora que modifica a realidade 
de forma lúdica, ou seja, o jogo e as manifestações lúdicas podem criar novas 
possibilidades para a vida. 
Enquanto muitos acham que brincar é apenas uma diversão, para 
Vygotsky (1984) enfoca aspectos sociais e culturais em suas pesquisas sobre o 
jogo infantil; valoriza o fator social, mostrando que no jogo a criança incorpora 
elementos de contexto cultural, adquiridos por meio da interação e comunicação 
e que o jogo é o elemento que irá impulsionar o aprendizado dentro da zona de 
desenvolvimento proximal, compreendendo que este é considerado como um 
estado de estimulo à criança nos processos internos de construção do 
conhecimento e no âmbito das relações com o outros. Que o jogo é fundamental 
para o desenvolvimento cognitivo da criança, que por meio de situações 
imaginárias a criança desenvolve o pensamento abstrato, construindo através 
dos novos relacionamentos criados em situações de jogos, entre significações e 
interações com objetivos, sujeitos e ações. 
A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um 
vínculo essencial com aquilo que é ‘não-brincar”. Se a 
brincadeira é uma ação ou ocorre no plano da imaginação isto 
 
11 
 
implica que aquele que brinca tenha domínio da linguagem 
simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da 
diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata 
que lhe forneceu conteúdos para realizar-se. Nesse sentido 
para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade 
imediata de tal forma a atribuir-lhe novos significados. Essa 
peculiaridade da brincadeira ocorre por meio das articulações 
entre imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira 
é uma imitação, transformação no plano das emoções e das 
ideias de uma realidade anteriormente vivenciada (RCNEI, V. 
1, P. 27). 
Apesar de muitos tratarem os jogos como algo fútil, inútil dentro e fora da 
sala de aula, sem importância para a aprendizagem e o desenvolvimento 
cognitivo e considerarem apenas como sendo passatempo e distração para as 
crianças, estudos científicos vem mostrando e destacando a importância dos 
jogos como recurso didático. 
Sendo assim jogos educacionais tem duas características: a primeira fala 
do aspecto lúdico, prazer da atividade com jogos e a segunda ao caráter 
pedagógico, exige compreensão e construção das regras e de novas estratégias 
aplicadas pelo professor, onde jamais deve ser isolado do processo, mas 
procurar sempre transformar o jogo em elemento integrante. Portanto o papel do 
professor é: mediar, observar, julgar, organizar, questionar, buscando com isso, 
enriquecer ainda mais o conhecimento. 
Reforçando este pensamento acima, segundo Moura (1992), o 
conhecimento matemático é construído pela criança no ato de fazer por si 
mesma com os outros. A integração social tem um papel predominante, pois é a 
partir dela que a criança aprende, confrontando, explicando e defendendo seus 
pontos de vista. Todas as características podem ser observadas nos jogos,e 
possibilitando o desenvolvimento do pensamento da criança. Percebe-se dessa 
forma, que os jogos são fundamentais nas aulas de matemática. 
O jogo pode tornar-se uma estratégia didática quando 
situações são planejadas e orientadas pelo adulto visando a 
 
12 
 
uma finalidade de aprendizado, isto é, proporcionar a criança 
algum tipo de conhecimento, alguma relação ou atitude. Para 
que isso ocorra, é necessário haver uma intencionalidade 
educativa o que implica planejamento e previsão de etapas 
pelo professor, para alcançar objetivos predeterminados e 
extrair do jogo atividades que lhe são decorrentes. (BRASIL, 
1996, P 49). 
Os professores ao aplicar os jogos não podem esquecer de mostrarem a 
importância das regras e, com isto o jogo só deve começar a partir do momento 
que todos os jogadores conseguirem compreender os significados das regras e 
da cooperação. 
2.1- O Lúdico como “brincar” e “jogar”. 
Para Tiago Aquino (2015), é na prática dos jogos e das brincadeiras que 
as crianças ampliam seu conhecimento sobre si, sobre os outros e sobre mundo 
que está ao seu redor. Desenvolvendo as múltiplas linguagens, explorando e 
manipularam objetivos, descobrem e agem com as regras, assumem papel de 
líderes e se socializam com o meio ambiente, tornando o primor uma fonte de 
conhecimento. O jogo, então, constitui uma metáfora que modifica a realidade 
de forma lúdica, ou, o jogo manifestações lúdicas podem criar novas 
possibilidades para a vida. 
Enquanto muitos acham que brincar é apenas uma diversão, para 
Vygotsky (1984) enfoca aspectos sociais e culturais em suas pesquisas sobre o 
jogo infantil; valoriza o fator social, mostrando que no jogo a criança incorpora 
elementos de contexto cultural, adquirido por meio da interação e comunicação 
e que o jogo é o elemento que irá impulsionar o aprendizado dentro da zona de 
desenvolvimento proximal, compreendendo que este é considerado como um 
estado de estimulo a criança nós processos interno de construção do 
conhecimento e no âmbito das relações com o outros. Que o jogo é fundamental 
para o desenvolvimento cognitivos da criança, que por meio de situações 
imaginárias a crianças desenvolve o pensamento abstrato, construindo através 
dos novos relacionamentos criados em situações de jogos, entre significações e 
interações com objetivos, sujeitos e ações. 
 
13 
 
A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um 
vínculo essencial com aquilo que é ‘não-brincar”. Se a 
brincadeira é uma ação ou ocorre no plano da imaginação isto 
implica que aquele que brinca tenha domínio da linguagem 
simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da 
diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata 
que lhe forneceu conteúdos para realizar-se. Nesse sentido 
para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade 
imediata de tal forma a atribuir-lhe novos significados. Essa 
peculiaridade da brincadeira ocorre por meio das articulações 
entre imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira 
é uma imitação transformação, no plano das emoções e das 
ideias de uma realidade anteriormente vivenciada (RCNEI, V. 
1, P. 27). 
Apesar de tratar os jogos como algo fútil, inútil dentro e fora da sala de 
aula, e sem importância para a aprendizagem, o desenvolvimento cognitivo, 
considerados por muitos apenas como sendo passatempo, distração para as 
crianças; estudos científicos vem mostrando e destacando a importância dos 
jogos como recurso didático. 
Sendo assim jogos educacionais tem duas características: a primeira fala 
do aspecto lúdico, prazer da atividade com jogos; segundo, ao caráter 
pedagógico, exige compreensão e construção das regras e de novas estratégias 
aplicadas pelo professor, aonde já mais deve ser isola do processo, mas procurar 
sempre transforma o jogo em elemento integrante o papel do professor é: 
mediar, observa, julgar, organizar, questionar, buscando com isso, enriquecer 
ainda mais o conhecimento. 
Reforçando este pensamento acima, segundo Moura (1992), o 
conhecimento matemático é construído pela criança no ato de fazer por si 
mesma com os outros. A integração social tem um papel predominante, pois é a 
parti dela que a criança aprende, confrontando, explicando e defendendo seus 
pontos de vista. Todas as características podem ser observadas nos jogos, e 
possibilitando o desenvolvimento do pensamento da criança. Percebe-se dessa 
forma, que os jogos são fundamentais nas aulas de matemática. 
 
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O jogo pode torna-se uma estratégia didática quando 
situações são planejadas e orientadas pelo adulto visando a 
uma finalidade de aprendizado, isto é, proporcionar a criança 
algum tipo de conhecimento, alguma relação ou atitude. Para 
que isso ocorra, é necessário haver uma intencionalidade 
educativa o que implica planejamento e previsão de etapas 
pelo professor, para alcança objetivos predeterminado e 
extrair do jogo atividades que lhe são decorrentes. (BRASIL, 
1996, P 49). 
Pode-se destacar que o jogo só terá caráter de estratégia de ensino-
aprendizagem, se praticado com finalidade especifica, sendo que os objetivos 
nunca devem comprometer a intenção lúdica do jogo, característica que mais 
chama a atenção dos alunos e os atrai a participarem da atividade proposta. 
2.2- A aprendizagem da matemática na educação infantil. 
Nesta linha de raciocínio trabalhar com a matemática não deve iniciar 
apenas no ensino fundamental, o que vem sendo feito na educação brasileira, 
essas disciplinas não se resumem a uma lista de fatos a ser memorizados, 
entretanto, o presente trabalho tem por objetivo compreender o ensino da 
matemática desde a educação infantil, sempre refletindo sobre as práticas 
educativas desta etapa da escolarização até o ensino fundamental. 
Sendo assim a peça chave é o professor, é ele o mediador e estimulador 
no processo de aprendizagem, cabe a ele proporcionar às crianças um ambiente 
em que possam explorar diferentes ideias matemáticas, que não sejam apenas 
numéricas, mas também que sejam referente à geometria, às medidas e às 
noções de estatísticas, de forma prazerosa compreendendo a matemática como 
um todo. 
Na educação infantil, iniciam, portanto, os primeiros conceitos 
matemáticos, através dessa fase que a criança aprende e assimila o aprendizado 
com mais facilidade, no entanto o professor deve ter um conhecimento amplo 
para não se equivocar em seus objetivos. 
 
15 
 
A educação infantil é a primeira etapa da educação básica, 
oferecida em creches e pré-escolas, estas podem ser 
caracterizar como espaços institucionais não domésticos que 
constituem estabelecimentos educacionais que educam e 
cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade, podendo ser 
públicas ou privadas, no período diurno ou vespertino, em 
jornada integral ou parcial social. O estado tem o dever de 
garantir a oferta da educação infantil pública, gratuita e de 
qualidade, sem requisito de seleção (BRASIL, 2010, p.12). 
Entretanto nessa etapa da criança, o brincar e a ludicidade devem ser o 
ápice do aprendizado atividades devem ser prazerosas e motivadoras, também 
devem ajudar a criança a refletir o tempo todo, construindo por si a mesma 
matemática. 
Deve ser aplicada a ludicidade com objetivo pertinentes, pois, permite sua 
adequação para as demais áreas do conhecimento, representadas nesse 
contexto pela matemática. A interação, a socialização de ideias e a troca de 
informação são importantes e indispensáveis nas aulas de matemática em todas 
as fases de escolaridade. Esquecendo que jamais o professor deve ter um olhar 
voltado para criança como sendo um ser com um conhecimento prévio social. 
Muitas vezes o que leva a criança em todos os níveis a possuir 
dificuldades em matemática é o fato de a matemática possuir linguagem somente 
técnica, isso dificulta o aprendizado, mas a matemática tida como moderna exige 
esse saber técnico quedeve ser promovido pela escola no decorre do ensino 
fundamental. A criança vai adquirindo uma linguagem matemática de maneira 
prazerosa, no brincar, seja para marca a passagem do tempo, etc. 
A matemática é utilizada no nosso dia a dia assim como no da criança 
deve ser trabalhado o que faz parte desse universo infantil como a idade, o 
corpo, os brinquedos, comparações. Sendo assim deve ser ensinada como 
instrumento para interpretação das coisas que rodeiam nossas vidas e com 
mundo, formando assim pessoas conscientes para a cidadania e a criatividade 
e não somente como memorização, alienação e exclusão. 
 
16 
 
Os fundamentos para o desenvolvimento matemático das crianças 
estabelecem-se nos primeiros anos. A aprendizagem matemática 
constrói-se através da curiosidade e do entusiasmo das crianças r 
crescer naturalmente a parti das suas experiências (...) A vivência de 
experiência matemáticas adequadas desafia as crianças a explorarem 
ideias relacionadas com padrões, formas, números e espaço duma 
forma casa vez mais sofisticada. (PIAGET, 1976, p.73). 
Existem várias formas de apresentar a matemática na educação infantil, 
sendo que a mesma está presente na arte, na música, em história, na forma 
como se organiza o pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis. O importante 
é que o professor perceba que pode trabalhar a matemática na educação infantil 
sem se preocupar com a representação dos números ou com registro no papel, 
pode colocar em contato com a matemática criança de todas as idades, desde 
bebês. A criança é um ser em formação. Deve-se cuidar para que essa formação 
seja natural e, mais rica possível em termo de possibilidades. 
Desde o acordo com a referência Curricular Nacional para a educação 
infantil (BRASIL, 1998) se sabia da importância do conhecimento matemático 
dentro do currículo da educação infantil, de modo que uma discussão sobre o 
que é um currículo torna-se necessário. Em especial, um ponto polêmico e 
bastante discutido trata das intenções e objetivos do currículo nos diversos níveis 
de ensino. 
Pensando assim a educação infantil representa uma etapa 
importantíssima no processo de ensino a aprendizagem na vida do aluno, é esse 
contato riquíssimo social, cultural e porque não dizer conteúdo que irá gerar 
vários aprendizados na primeira infância. 
2.3 O Lúdico na Matemática 
Trabalhar com a matemática tem como objetivo levar o aluno a pensar 
matematicamente e entender como esta disciplina está sempre no cotidiano das 
pessoas. Ao chegar na escola as crianças gostam de matemática, mas no 
percurso de suas vidas acadêmicas, esse gosto vem diminuindo 
proporcionalmente ao avanço pelos diversos ciclos do sistema de ensino. 
 
17 
 
É na infância que a criança inicia sua vida estudantil, a partir daí vem o 
processo de alfabetização onde todas as disciplinas estão inseridas nesse 
processo incluindo a matemática, elas estão imersas em um universo do qual 
conhecimento matemático é parte integrante e devem ser transmitida de forma 
bem elaborada para que futuramente não venha a ter maiores dificuldades. 
Sendo assim surge a ideia de inserir o lúdico no ensino da matemática dando 
ênfase nas atividades através do brincar. 
Pensando assim é importante tomar algumas atitudes para que o 
aprendizado desta disciplina seja considerado prazeroso. A matemática ligada 
ao lúdico envolverá o aluno em uma metodologia de aprendizagem significativa, 
além de proporcionar a interação como instrumento de conhecimento 
diversificado. A ludicidade tem de enriquecer as práticas escolares. A criança 
fica mais estimulada a aprender se o estudo for atraente, convidativo e tiver 
ligação com metodologias que primem pela construção do saber. Percebe-se a 
necessidade de aliar a matemática com ludicidade sempre tendo em vista 
proporcionar as crianças situações de aprendizagem efetivas e significativas. 
O Conceito de números não pode ser ensinado, pois a criança 
deve construí-lo por intermédio de suas ações sobre o meio, 
cabendo ao educador encorajá-la a pensar ativa e 
automaticamente em todos os tipos de situações sem se 
deter a horários rígidos para se aprender matemática. 
Devem-se aproveitar todos os momentos para enriquecer o 
processo de construção desse conhecimento (ARANÃO, 1997, 
P.33). 
Reforçando este pensamento acima o aprendizado da matemática não 
pode ter hora marcada mais sim acontecer sem pressão de modo interativo, 
divertido, construtivo. O estudo não deve ser limitado e sim deverá acontecer de 
maneira enriquecedora, fazendo com que o próprio se esforce e use a percepção 
do meio para ser capaz de construir a noção de números, raciocínio lógico, entre 
outros. 
Neste caso as noções matemáticas referentes a contagem, qualidade, 
espaço entre outras devem ser construídas pelas crianças a partir das 
 
18 
 
experiências vividas. Muitas são situações que requerem do aluno essas noções 
que vão se aperfeiçoando com o tempo. Com isso podemos ter várias 
experiências com o universo matemático, que nos possibilita a descobrir e 
conhecer números e quantidades. 
“Diante de opções prazerosas para a criança desenvolver o 
pensamento matemático, e sabendo-se que ela é um ser 
autenticamente lúdico, é inconcebível insistir em fazer 
justamente o contrário, lançando a mão de exercício de ligar 
conjunto a outro e utilizar distantes da realidade infantil “. 
(ARANÃO, 1997, P.37). 
Já para Vygotsky (1991), é por meio da observação do comportamento da 
criança brincando, aprendendo e respondendo ao ensino, que será possível 
perceber e analisar transformações que estão ocorrendo em suas funções 
psicológicas. Considera-se como um aspecto essencial do desenvolvimento a 
habilidade crescente que a criança adquire para controlar e direcionar seu 
próprio comportamento. 
E neste momento surgem diversos motivos para que nós educadores 
possamos explorar e aplicar formas lúdicas e criativas, valorizar o processo de 
aprendizagem significativa, entre outras coisas, considerá-la na perspectiva das 
crianças. Para elas, apenas o que é lúdico faz sentido, é fundamental que os 
educadores apoiem a manifestação lúdica nas organizações. 
Outro motivo para a introdução de jogos nas aulas de 
matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios 
apresentados por muitos de nossos alunos que temem a 
matemática e sentem-se incapacitados para aprendê-la. 
Dentro da situação de jogos, onde é impossível uma atitude 
passiva e a motivação é grande, notamos que, ao mesmo 
tempo em que esses alunos falam matemática, apresentam 
também um melhor desempenho e atitudes mais positivas 
frente a seus processos de aprendizagem (BORIN, 1996,6) 
O lúdico com a matemática proporciona ao aluno prazer em aprender os 
conteúdos, sem falar que, a todo o momento partirá do concreto para o abstrato. 
 
19 
 
O estudo por meio de brincadeiras e jogos pode ser aplicado na 
matemática, sobre isso Oliveira afirma que: 
Muitas propostas pedagógicas para creches e pré-escolas 
baseiam-se na brincadeira. O jogo infantil tem sido defendido 
na educação infantil como recurso para aprendizagem e o 
desenvolvimento das crianças. Os que trabalham como a 
educação de crianças a parti de 6 anos falam em jogos 
simbólicos. (2002, p. 230) 
Pela citação acima pode-se concluir que os jogos podem sim ser uma 
excelente alternativa para o trabalho na educação da matemática isso vai servir 
como recursos, objetivando o desenvolvimento e uma melhor aprendizagem dos 
alunos. O ensino da matemática deve acontecer de forma interdisciplinar 
compreendendo toda a vivência escolar na educação infantil. 
Assim como as atividades de linguagem integram todos os 
componentes curriculares, o desenvolvimento do 
pensamento lógico (lógica intuitiva e concreta) e a 
curiosidade são ações mentais que devem integrar todas as 
áreas. (ALMEIDA, 1998, P.73) 
Sendo assim, a matemática deve ser integrada atodas as áreas de 
ensino, para que o estudo dessa disciplina faça parte de todo um contexto de 
aprendizagem mais amplo. Através da ludicidade a matemática reque bastante 
planejamento. Deve-se levar o aluno a tecer comentários, formular perguntas 
etc. 
 
 
 
 
 
 
20 
 
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Nos resultados e discussões contém toda a análise da Pesquisa com base 
no referencial teórico, na análise de dados e nas entrevistas das professoras 
onde se investigou como se deu o processo do uso do lúdico na matemática e 
suas práticas pedagógicas e os recursos utilizados que participaram deste 
processo de aprendizagem. Os sujeitos da pesquisa foram três docentes e serão 
identificadas nesta pesquisa como: sujeito P (1) sexo feminino, 39 anos e 8 anos 
de formação; P (2) sexo feminino, 45 anos e 12 anos de formação, P (3) sexo 
feminino, 49 anos e 15 anos de formação, P (1) e P (2) são professoras de escola 
privada já a P(3) é professora de escola pública, todas as entrevistadas atuam 
na educação infantil. 
3.1 Categoria 1- A importância do lúdico no ensino da matemática. 
Na categoria 1, ao analisar as respostas das docentes sobre o que 
entendem por lúdico na matemática, percebe-se a importância do lúdico, como 
forma de abordar os conceitos da matemática de forma mais leve, agradável e 
interessante, despertando assim o interesse do aluno pelo aprendizado. Os 
sujeitos P (1) e P (2) apontam em suas respostas a importância do lúdico como 
elemento prazeroso, e afirmam, sujeito P (1) “[...] desenvolve suas percepções 
e sua atenção. Brincando a criança, de maneira prazerosa, memoriza e 
aprende.”, e sujeito P (2) “[...] Divertir e ensinar, o lúdico na matemática é assim, 
causa ânimo e interação, eles não querem parar, querem se divertir, com isso, 
os alunos terão um bom desenvolvimento na concentração e na aprendizagem”. 
Nota-se que para estas duas docentes o lúdico está diretamente 
relacionado ao divertimento e ao prazer, oportunizando assim um momento de 
aprendizagem da matemática diferenciado e agradável, desenvolvendo no aluno 
capacidades de concentração, raciocino e memorização de forma leve e 
espontânea. 
O sujeito P (3) afirmou que “[...] O lúdico e importante não só na 
matemática, como em todas as matérias, pois traz a criança para aprendizagem, 
causa interesse em aprender, pois para os alunos aprender se torna uma grande 
brincadeira.” 
 
21 
 
Observa-se a relevância do lúdico na educação infantil, não só para 
aprendizagem da matemática, mas em todas as áreas que permeiam a 
educação infantil. Utilizando o lúdico, o professor atinge objetivos no 
desenvolvimento dos aspectos motores, cognitivos e sociais do educando. 
Em síntese percebe-se que a presença do lúdico pode oportunizar com 
base nas respostas das três docentes, momentos de prazer e aprendizagem. 
Cabe aos professores planejar e desenvolver atividades que envolvam os alunos 
aos conteúdos que serão aplicados. Isto estende-se não só para o ensino da 
Matemática, que é o foco desta investigação, mas para todas as disciplinas que 
compõem o currículo da educação infantil. 
 3.2 Categoria 2- Quais os recursos utilizados 
Na visão dos docentes entrevistados, ao serem interrogados quanto aos 
recursos utilizados na relação ensino e aprendizagem da matemática na 
Educação Infantil, houve uma concordância entre eles e todos disseram que o 
uso dos recursos é importante para o trabalho didático. em si, pois ajudam a 
criança no reconhecimento de objetos, na visualização, na ordenação, na 
correspondência entre eles e na numeração. Alguns objetos foram citados, tais 
como: tampinha de garrafa pet, palitos de picolé, massa de modelar, areia, argila, 
etc. O sujeito P (1) que diz “[...] usar materiais concretos que a criança possa 
tocar, faz com que ela adquira experiência e vivencia que as nortearão [...]”. Para 
P1 este momento do uso dos objetos e tão rico ao ponto de oportunizar e 
contribuir no processo de integração e socialização do sujeito e do grupo e P (3) 
concordou com a P (1) em relação aos objetos utilizados dizendo que: “[...] 
utilizar matérias diversos faz com que a criança tenha uma experiência melhor”. 
O sujeito P3 enfatizou a questão da experimentação no momento da 
aprendizagem por meio do uso de objetos, e do material concreto em geral. 
Houve também o entendimento de recursos como jogos e brincadeiras e 
alguns foram citados como relevantes neste contexto, tais como os citados pelo 
sujeito P (2) ao afirmar que: “[...] Os jogos sendo eles variados, tais como, 
brincadeiras de faz-de-conta, amarelinha, jogos de encaixe, murais com datas 
de aniversários e medidas (tamanho, peso, altura e etc.) também são 
importantes, pois incentiva os alunos nas atividades” 
 
22 
 
As reflexões das docentes vêm ao encontro do pressuposto defendido por 
Vygotsky (1984, p. 97). 
A brincadeira cria para as crianças uma “zona de 
desenvolvimento proximal” que não é outra coisa senão a 
distância entre o nível atual de desenvolvimento, 
determinado pela capacidade de resolver 
independentemente um problema, e o nível atual de 
desenvolvimento potencial, determinado através da 
resolução de um companheiro mais capaz. 
 
Percebem-se então alguns fatores, como, coordenação motora, cognitivo, 
raciocínio logico, capacidade de estratégia, noção de espaço e quantidade, que 
são relevantes, e contribuem para o lúdico no processo de aprendizagem na 
percepção do docente. Enfatiza-se o modo como o lúdico traz para este 
momento uma forma leve e motivadora. 
3.3 Categoria 3- Abordagens em matemática na educação 
Por último, investigou-se quais os assuntos mais abordados em sala de 
aula pelos docentes na relação de ensino e aprendizagem da matemática na 
Educação Infantil. O sujeito P (1) afirmou “[...] uso muitos números, conjuntos, 
brincadeiras jogos que tenham números [...]”, já a P (2) também utiliza os 
mesmos recursos que os sujeitos P (1). Ambas indiretamente ressaltam a 
abordagem de numeração sendo construída com base na utilização de jogos, 
brincadeiras. O sujeito P (3) relatou “[...] além de utilizar os números ela também 
utiliza materiais diversos como palito de picolé, tampinha de garrafa, argolinhas 
entre outros.” O sujeito P (3) trouxe elementos do cotidiano do aluno, de baixo 
custo, de fácil acesso para o momento da aprendizagem do sistema numérico, 
indo além dos jogos e brincadeiras. 
As reflexões das docentes veem de encontro com as Diretrizes 
Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 
5/2009)27, em seu Artigo 4º, definem a criança como: 
sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, 
relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua 
 
23 
 
identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, 
deseja, aprende, observa, experimenta, narra, 
questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a 
sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009). 
 Observa-se que durante a vivência de um jogo, os direitos de aprendizagem 
da criança de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se 
estabelecidos na BNCC norteado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais 
(DCNEI), são explorados, no convívio com os colegas, ela brincar ampliando 
seus conhecimento e criatividade, participa ativamente resolvendo a situação e 
se posicionando, explora movimentos, expressa suas emoções e conhece suas 
limitações e potencialidades. É necessário, no entanto, que o professor planeje 
essa vivência, havendo uma intencionalidade nesse jogo. 
Ainda hoje, mesmo após algumas mudanças ocorreram que no âmbito 
educacional, nos deparamos, no interior de nossas escolas, com a matemática 
ensinada sem a preocupação em estabelecer vínculos, com a realidade e o 
cotidiano dos alunos, assuntos que não motivam e nem interessam ao 
educandos, já que o mesmo não consegue ‘fazer esta ponte’ entre os conteúdos 
ministrados emsala de aula e a matemática. 
Em síntese pode-se percebe que nas respostas das três docentes são 
utilizados os mesmos temas, e muitas das vezes sempre utilizando o lúdico como 
um grande aliado na facilitação do processo de ensino, tornando assim, mas leve 
e prazeroso para o estudante. 
Sendo assim faz-se necessário que se busque novos métodos, novas 
práticas de ensino-aprendizagem, que permitem ao professor trabalhar de forma 
produtiva e contextualizada os conteúdos matemáticos, para que assim, os 
conhecimentos adquiridos na escola sejam colocados realmente em práticas. 
 
 
 
24 
 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Considerou-se nesta pesquisa, com base em toda a análise que o lúdico 
é um elemento que contribui para o processo de aprendizagem, nos aspectos 
cognitivo, psicológico, estimulando o desenvolvimento total do sujeito e atua 
também no desenvolvimento do comportamento, do sentido e convivo social, 
pois utilizando o lúdico, de forma bem elaborada espera-se que tenha um 
resultado diferente do que uma aula em que proceda somente o conteúdo com 
resposta e questões escritas no quadro, sem que haja um diálogo entre o 
professor e os alunos. 
Identificou-se ainda que os docentes aceitaram muito bem o lúdico como 
recurso utilizado na sala de aula no processo de aprendizagem, mesmo que 
ainda não utilizavam a mesma todos os dias. Veem nesta prática uma excelente 
oportunidade para se descontrair a sala de aula, buscando uma forma de prender 
a atenção do aluno, envolve-lo um ambiente prazeroso. Desta forma então, as 
respostas dos docentes permitiram aponta o lúdico como uma prática que 
possibilita a aprendizagem de forma mais atraente. 
Pode-se concluir então, que por meio do uso do lúdico em sala de aula 
seja ela diariamente ou não, tem-se a possibilidade opções para a questões 
relacionada a socialização, conhecimento e a interação e da criação. Pois as 
brincadeiras possibilitam muito além de aprender trazem também ensinamento. 
Ensinamento esse que contribui para o envolvimento com os acontecimentos do 
dia a dia e que auxiliam no desenvolvimento da criança. 
A matemática é considerada, uma das matérias mais difíceis, pois possui 
uma linguagem muito técnica, que dificulta o aprendizado. Então se criou uma 
barreira entre a matéria e o aluno, sendo assim o lúdico é uma forma de quebrar 
essa barreira, tanto na dificuldade cognitiva de memorização e raciocínio, noção 
de tempo e espaço, adição, subtração, problemas, etc. Ou na própria barreira da 
socialização, dos aspectos afetivos e emocionais. Pois ele torna mais 
interessante e dinâmico o desenvolvimento do aluno, desta forma, formando 
alunos capazes de argumentar e bem expressivos. É claro que o trabalho do 
 
25 
 
lúdico, tem que ser sempre acompanhado, orientado, e bem elaborado, de forma 
que não fuja das normas e finalidades pedagógicas. 
O contato com matemática está no nosso dia a dia, os professores 
precisam ter atenção ao emprego do lúdico na matemática e na educação 
infantil, pois ele exerce um papel fundamental, traz a criança a compreender 
melhor e entender sua realidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
5 REFERÊNCIAS. 
 
ABRÃO, Maria Francisca silva, ABRÃO, Francisca Maria Silva, BRITO, Juvenal 
de Freitas. Jogos enquanto recursos metodológicos no ensino 
matemático. 2012. 14 fonografia apresentada fórum internacional de 
pedagogia do grau de bacharel em Pedagogia. 
 
ABRANTES, Maria das Graças. O Lúdico na Matemática. 2011. Disponível em: 
http://www.webartigos.com/artigos/o-ludico-na-matematica/58275/. Acesso em: 
5 out. 2019. 
LEONARDO, P. P.; MENESTRINA, T. C.; MIARKA, R. A importância do ensino 
da matemática na educação infantil. 2014, Sinead Simpósio educacional 
matemática em debate, Joinville/SC. 
LIRA, Natali Alves Barros, RUBIO, Juliana de Alcântara Silveira. “A importância 
do brincar na educação infantil”. Revista eletrônica saberes da Educação. 
Volume 5 º 1 – 2014 p. (1-22) 
MENDES, Lubia Martins da Cruz. “A importância do lúdico no ensino da 
matemática”. Disponível em: 
http://www.lambaridoeste.mt.gov.br/secretarias/educacao-e-cultura/artigos-dos-
professores. P (1-3) 2011. Acesso em: 15 ago. 2019. 
PAÇOCA, Tiago Aquino da Costa e Silva. Jogos e brincadeiras na escola. Kids 
Move Fitness Programs-2015. 
SILVA, Luciana Verêda, ANGELIM, Clenilson Panta. “O lúdico como ferramenta 
no ensino da matemática” Disponível em: 
https://www.comatematica.com.br/artigos/a65/index.php. P (1-4). Acesso em: 17 
set. 2019. 
Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação 
Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério 
da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. — Brasília: 
MEC/SEF, 1998. 3v.: il. 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.webartigos.com/artigos/o-ludico-na-matematica/58275/
http://www.lambaridoeste.mt.gov.br/secretarias/educacao-e-cultura/artigos-dos-professores
http://www.lambaridoeste.mt.gov.br/secretarias/educacao-e-cultura/artigos-dos-professores
https://www.comatematica.com.br/artigos/a65/index.php
 
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APÊNDICE 
 
 
Ficha utilizada na entrevista com as professoras 
1- Qual a importância do lúdico no ensino da Matemática na educação 
infantil?____________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________ 
2- Quais os recursos são utilizados nas aulas de Matemática na Educação 
Infantil?____________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________ 
3- Quais os temas mais desenvolvidos nas aulas de Matemática na 
educação infantil? 
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________ 
4-

Mais conteúdos dessa disciplina