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EDUCAÇÃO 
TRANSFORMADORA
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA 
ERA DIGITAL
Rita de Cássia Soares Duque 
Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
Maria Aparecida de Moura Amorim Sousa
Jucirene Abreu dos Santos - Samira Borges Ferreira
Ivonete Telles Medeiros Placido
Josimar Soares da Silva
(Org.)
Volume II
EDUCAÇÃO 
TRANSFORMADORA: 
O LEGADO DE PAULO 
FREIRE NA ERA 
DIGITAL
Volume II
Rita de Cássia Soares Duque
Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
Maria Aparecida de Moura Amorim Sousa
Jucirene Abreu dos Santos
Samira Borges Ferreira
Ivonete Telles Medeiros Placido
Josimar Soares da Silva
Diretora: Bárbara Aline Ferreira Assunção
Produção Gráfica, Capa, Diagramação: Editora Aluz
Revisão Técnica: Karoline Assunção
Apoio Técnico: Fernando Mancini
Jornalista Grupo Editorial Aluz: Barbara Aline Ferreira Assunção, 
MTB 0091284/SP
Bibliotecária Responsável: Sueli Costa, CRB-8/5213
CARO LEITOR,
Queremos saber sua opinião sobre nossos livros. Após a leitura, 
siga-nos no Instagram @revistarcmos e visite-nos no site https://
submissoesrevistacientificaosaber.com/livros/
Copyright © 2024 by Rita de Cássia Soares Duque; Fernando Luiz 
Cas de Oliveira Filho; Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira; Maria 
Aparecida de Moura Amorim Sousa; Jucirene Abreu dos Santos; 
Samira Borges Ferreira; Ivonete Telles Medeiros Placido; Josimar 
Soares da Silva (Org.).
Todos os direitos reservados à Editora Aluz
EBPCA - Editora Brasileira de Publicação Científica Aluz
Contato:
Email: rcmos.rev@gmail.com
Telefone: +55 11 97228-7607
Prefixos Editoriais:
ISSN 2675-9128
ISBN 978-65-994914
ISBN 978-65-996149
ISBN 978-65-995060
DOI 10.51473
Endereço: Rua Benedito Carlixto, 143, térreo – Centro, SP, Monga-
guá, Brasil | CEP: 11730-000. CNPJ 30006249000175
https://submissoesrevistacientificaosaber.com/livros/
Conselho Editorial:
Pós-Dra. Fabíola Ornellas de Araújo (São Paulo, Brasil)
Pós-Dr. José Crisólogo de Sales Silva (São Paulo, Brasil)
Dr. Maurício Antônio de Araújo Gomes (Massachusetts, Estados Unidos)
Dr. Jorge Adrihan N. Moraes (Paraguai)
Dr. Eduardo Gomes da Silva Filho (Roraima, Brasil)
Dra. Ivanise Nazaré Mendes (Rondônia, Brasil)
Dra. Maria Cristina Sagário (Minas Gerais, Brasil)
Dr. Ivanildo do Amaral (Assunção, Paraguai)
Dr. Luiz Cláudio Gonçalves Júnior (São Paulo, Brasil)
Dr. José Maurício Diascânio (Espírito Santo, Brasil)
Dr. Geisse Martins (Flórida, Estados Unidos)
Dr. Cyro Masci (São Paulo, Brasil)
Dr. André Rosalem Signorelli (Espírito Santo, Brasil)
Me. Carlos Alberto Soares Júnior (Fortaleza, Ceará, Brasil)
Me. Michel Alves da Cruz (São Paulo-SP, Brasil)
Me. Paulo Maia (Belém, Pará, Brasil)
Me. Hugo Silva Ferreira (Minas Gerais, Brasil)
Me. Walmir Fernandes Pereira (Rio de Janeiro-RJ, Brasil)
Me. Solange Barreto Chaves (Vitória da Conquista, Bahia, Brasil)
Me. Rita de Cassia Soares Duque (Mato Grosso, Brasil)
Revisores:
Guilherme Bonfim (São Paulo, Brasil)
Felipe Lazari (São Paulo, Brasil)
Fernando Mancini (São Paulo, Brasil)
Equipe Técnica:
Editora-chefe: Prof. Esp. Barbara Aline Ferreira Assunção
Analista Júnior de Publicações Científicas: Jéssica Pinheiro
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Educação Superior: 1. Ed – São Paulo: EBPCA - Editora Brasileira de 
Publicação Científica Aluz, 2024. EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA: O LEGADO DE 
PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL. v. 2
ISBN: 978-65-85931-06-9
DOI: 10.51473/ed.al.etl
CDD-370
Índices para catálogo sistemático:
1. Professor 2. Igualdade 3. Aprendizagem I. Rita de Cássia Soares Duque; 
Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho; Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira; 
Maria Aparecida de Moura Amorim Sousa; Jucirene Abreu dos Santos; 
Samira Borges Ferreira; Ivonete Telles Medeiros Placido; Josimar Soares 
da Silva
2. CDD-378 
Índices para catálogo sistemático:
1. Educação
Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em 
vigor no Brasil em 2009.
PREFÁCIO
À medida que adentramos a era digital, enfrentamos desafios e 
oportunidades sem precedentes no âmbito educacional. “Edu-
cação Transformadora: O Legado de Paulo Freire na Era Digital” 
surge como uma reflexão profunda sobre a aplicabilidade dos 
ideais pedagógicos de Freire nesse novo contexto. Este livro, ao 
honrar as contribuições de Freire, constrói uma ponte entre sua 
filosofia emancipatória e as ferramentas digitais que hoje pau-
tam o ensino e a aprendizagem.
A presente obra oferece uma análise minuciosa do impacto das 
tecnologias digitais na educação, ressaltando a relevância contí-
nua dos conceitos de diálogo, emancipação e construção coletiva 
do conhecimento de Freire. Propõe-se uma educação que trans-
cenda a incorporação superficial da tecnologia, visando seu uso 
como facilitador de uma aprendizagem significativa, crítica e li-
bertadora.
Cada capítulo é uma exploração das diversas dimensões do le-
gado freiriano, recontextualizado para a era digital. Discute-se 
a alfabetização digital não somente como habilidade técnica, 
mas como veículo de empoderamento e engajamento social. En-
fatiza-se a necessidade de criar ambientes de aprendizado que 
cultivem a curiosidade, autonomia e capacidade crítica dos estu-
dantes, alinhando a tecnologia aos princípios de justiça social e 
equidade.
Este livro é um convite à reflexão e ação, motivando educado-
res a empregar as ferramentas digitais de maneira que promo-
va uma educação verdadeiramente transformadora. Aborda-se 
como a tecnologia, sob uma perspectiva freireana, pode ser um 
potente instrumento para a humanização da educação. Os au-
tores delineiam estratégias para a capacitação de docentes ap-
tos a enfrentar os desafios atuais, preparando-os para um uso 
consciente e eficaz das tecnologias digitais em prol de um ensino 
ampliado e inclusivo.
Assim, a leitura desta obra é indispensável para educadores, 
pesquisadores e todos os envolvidos na intersecção entre edu-
cação, tecnologia e pedagogia crítica. Oferece perspectivas va-
liosas sobre a atualidade do legado de Paulo Freire, iluminando 
caminhos para uma prática educativa que responde às deman-
das e potencialidades da era digital. Com uma visão de futuro, 
este livro desafia-nos a repensar a educação, assegurando seu 
papel como instrumento de libertação e transformação social. 
“Educação Transformadora: O Legado de Paulo Freire na Era Di-
gital” convida-nos a uma jornada de descoberta, onde tecnologia 
e humanismo convergem para forjar uma educação inovadora, 
inclusiva e profundamente transformadora.
Rita de Cássia S. Duque
Mestre em Ciências da Educação
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
SUMÁRIO
CAPÍTULO 1
FORMAÇÃO DOCENTE NA ERA DIGITAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS..........11
DOI: 10.51473/ed.al.etl1
Samira Borges Ferreira; Ivonete Telles Medeiros Placido; Eliédna Aparecida Rocha 
de Oliveira; Josimar Soares da Silva; José Flávio da Paz; Pablo Augusto Ferreira da 
Luz; Armando Araújo Silvestre; Fabrício Leo Alves Schmidt; Valeska Lucas Filgueiras 
Silva; Ione Paula Gomes Benites 
CAPÍTULO 2
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INOVADORAS NA EDUCAÇÃO DIGITAL....................31
DOI: 10.51473/ed.al.etl2
Maria Aparecida de Moura Amorim Sousa; Jucirene Abreu dos Santos; Eliédna 
Aparecida Rocha de Oliveira; Aline Alves de Oliveira; Maria do Socorro Gomes 
Saraiva; Karina de Azevedo Santiago; Marcia Maria Sassamoto; Raquel Santos Silva; 
Ana Marcia Carmo Duarte Almeida; Orcelina Lúcia Carvalho de Oliveira
CAPÍTULO 3
DIÁLOGO E INTERATIVIDADE: REINVENTANDO A RELAÇÃO PROFESSOR-
ALUNO NA ERA DIGITAL......................................................................................................51
DOI: 10.51473/ed.al.etl3
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira; José Flávio da Paz; Gislaine Schon; Jane Gomes 
de Castro; Adriana Peres de Barros; Vanessa Dias Palamoni; Janaina da Silva Teixeira 
Rodrigues; Melina Maria dos Santos Freitas; Clarice Rodrigues Santana; Tatiane Milsa 
de Souza
CAPÍTULO 4
AVALIAÇÃO E TECNOLOGIA: NOVAS FORMAS DE MEDIR O 
APRENDIZADO.........................................................................................................................69Mary Valda Souza. Tecnologias digitais, redes e educação: 
perspectivas contemporâneas. Salvador: EDUFBA, 2020. 183 p
SANTOS, Libério Mayk Luciano dos Recurso educacional digital 
como auxiliar no ensino e aprendizagem escolar [livro eletrô-
nico] / Libério Mayk Luciano dos Santos, Anilton Salles Garcia. 
-- Vitória, ES: Ed. dos Autores, 2023. PDF
SCHRAM, S. C.; CARVALHO, M. A. B. O pensar educação em Paulo 
Freire: para uma pedagogia de mudanças. Disponível em: http://
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/852-2.
pdf. Acesso em: 11 fev. 2024.
SANTOS; M. Pereira dos; OLIVEIRA, Adriano Monteiro de. Ensi-
nando e aprendendo com Paulo Freire: pedagogias, pesquisas e 
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O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
67
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Freire [recurso eletrônico]: reflexão e ação. Caxias do Sul, RS: 
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TAVARES, V. DOS S.; MELO, R. B. DE. Possibilidades de apren-
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VERAS, R. DA S.; FERREIRA, S. P. A.. A afetividade na relação pro-
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Capítulo 4
AVALIAÇÃO E TECNOLOGIA: NOVAS 
FORMAS DE MEDIR O APRENDIZADO
Rita de Cássia Soares Duque
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho
https://orcid.org/0000-0003-2284-2340
José Flávio da Paz
https://orcid.org/0000-0002-6600-9548
Paulo Alves da Silva
https://orcid.org/0000-0002-0344-2942
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
https://orcid.org/0000-0002-2207-3775
Késia Maria Costa 
https://orcid.org/0009-0001-6163-0116
Leila Cleuri Pryjma
https://orcid.org/0000-0002-2248-6780
Fernanda Eméri Mokfa Matitz Celuppi
https://orcid.org/0009-0006-3200-7938
Semirami de Godoy Borges
https://orcid.org/0009-0002-1612-9901 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
70
INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, a incorporação da tecnologia no campo da 
educação revolucionou os métodos de instrução e aquisição de 
conhecimento (Silva et al., 2023). Um aspecto particular que tem 
recebido significativa atenção é a influência das plataformas di-
gitais na avaliação da aprendizagem (Dos Santos et al., 2024). 
À medida que os ambientes de aprendizagem online e mistos 
continuam a ganhar força, educadores e professores procuram 
continuamente abordagens inovadoras para avaliar a eficácia 
dos resultados da aprendizagem.
A avaliação da aprendizagem é uma prática essencial na educa-
ção que permite o acompanhamento do progresso dos alunos e 
a implementação de estratégias de ensino eficazes (Silva, 2017). 
Com os avanços da tecnologia digital, surgiram novos métodos 
de avaliação da aprendizagem, oferecendo uma gama mais am-
pla de opções de avaliação formativa, diagnóstica e sumativa 
(UNESCO, 2016). Neste cenário em constante evolução, a utiliza-
ção de ferramentas como fóruns online, portfólios, testes intera-
tivos, jogos educativos e plataformas adaptativas pode melhorar 
o processo de avaliação, proporcionando uma experiência mais 
diversificada e significativa que reconhece e valoriza os ritmos, 
estilos e potencialidades de cada aluno (Araújo Junior, 2016).
O estudo “Avaliação e Tecnologia: Explorando Novas Abordagens 
para Avaliar a Aprendizagem”, tem o desígnio de explorar o 
potencial das tecnologias digitais na avaliação da aprendizagem 
em ambientes educacionais. Além disso, o estudo é motivado 
por três fatores: significância teórica, aplicabilidade prática e 
importância social. Expandir a nossa compreensão dos métodos 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
71
utilizados para avaliar a aprendizagem através de tecnologias 
digitais é de extrema importância. Este campo na educação 
requer uma exploração aprofundada (Adão, 2023). 
O significado prático diz respeito a prestar assistência aos edu-
cadores que empregam ou planeiam utilizar tecnologia digital 
para avaliar a jornada de aprendizagem (Viana, 2016). O concei-
to de significado social refere-se ao imperativo de melhorar o ca-
libre da educação à luz do panorama predominante de avanços 
tecnológicos e mudanças sociais (Oliveira, 2021).
Neste contexto, o objetivo desta pesquisa é investigar a utiliza-
ção de plataformas digitais para avaliação no âmbito de salas de 
aula invertidas. O fundamento do estudo é analisar os benefícios 
e potenciais inconvenientes associados à utilização de platafor-
mas digitais para avaliar os resultados da aprendizagem. Além 
disso, fornecerá orientação sobre a integração eficaz da tecnolo-
gia pelos educadores para melhorar os seus métodos de avalia-
ção. As seções subsequentes aprofundarão uma análise abran-
gente de como as plataformas digitais estão revolucionando a 
medição dos resultados da aprendizagem e as implicações signi-
ficativas decorrentes destas transformações.
REFERENCIAL TEÓRICO
O Impacto das Plataformas Digitais na Avaliação da Apren-
dizagem
A Figura 1 ilustra o impacto das plataformas digitais em práticas 
educativas (Lima et al., 2021). Estas plataformas oferecem no-
vos métodos para avaliar os resultados da aprendizagem e têm 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
72
o potencial de revolucionar a nossa avaliação das competências 
e compreensão dos alunos (Santos; Silva, 2020). A implementa-
ção de salas de aula virtuais marca o início de uma mudança de 
paradigmas educacionais, destacando a crescente integração da 
tecnologia no campo da educação (Galeno Junior, 2020).
Figura 1: Ferramentas tecnológicas facilitadoras educacio-
nais e pedagógica.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
73
Ao incorporar ferramentas e avaliações digitais, as instituições 
de ensino têm a capacidade de aprimorar seus procedimentos 
de aprendizagem (Duque et al., 2023). A integração da transfor-
mação digital nas avaliações apresenta perspectivas vantajosas 
para os estabelecimentos de ensino superior, o que contribui 
para um ensino eficaz e para o aumento da satisfação dos alu-
nos com o percurso de aprendizagem (Machado, 2022). Além 
disso, as plataformas digitais proporcionam flexibilidade nas 
abordagens de ensino (Figura 2), levando a uma maior eficácia 
do ensino e, em última análise, a resultados de aprendizagem 
superiores (Duque et al., 2023).
Figura 2: Inserção das plataformas digitais na educação do 
século XXI.
Fonte: Elaborado pelos autores (2024).
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
74
A utilização da tecnologia possibilita a implementação de ava-
liações personalizadas, as quais são ajustadas de acordo com 
as necessidades individuais dos estudantes, alinhando, assim, 
o ensino com a realidade de cada aluno e aprimorando os re-
sultados gerais da aprendizagem (Brasil, 2017). A utilização de 
plataformas digitais na educação revolucionou a avaliação dos 
resultados da aprendizagem. É evidente que estas plataformas 
desempenham um papel crucial na medição dos resultados da 
aprendizagem, fornecendo métodos criativos para o fazer e, 
em última análise, facilitando um ensino eficaz para os alunos 
(Souza Junior, 2022). Resumindo, a incorporação de platafor-
mas digitais está a transformar a nossa abordagem à educação, 
contendo um imenso potencial para melhorar os resultados da 
aprendizagem.
Quais as vantagens da utilização de plataformas digitais 
para avaliação?
A revolução provocada pelas plataformas digitais (Figura 3) no 
processo de avaliação trouxe inúmeros benefícios para estudan-
tes, educadores e instituições. Ademais, é possível afirmar que 
tais plataformas têm o poder de otimizar as avaliações ao auto-matizar o cálculo das notas e fornecer um feedback instantâneo, 
o que resulta em uma economia de tempo valiosa tanto para os 
educadores quanto para os alunos (Yazlle, 2015).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
75
Figura 3: Principais ferramentas digitais para avaliações 
escolares.
Fonte: Elaborado pelos autores (2024).
As plataformas digitais proporcionam aos professores uma 
quantidade maior de informações para aprimorar as abordagens 
de ensino e o progresso dos estudantes, o que resulta em ganhos 
na aprendizagem (Paiva, 2003). Além disso, as avaliações em 
formato digital podem oferecer maior acessibilidade para os 
estudantes com deficiência, permitindo que eles participem 
das avaliações em pé de igualdade com os demais colegas (De 
Queiroz Gonçalves, 2021).
As instituições também podem se beneficiar do uso de 
plataformas digitais, que possibilitam a otimização de recursos e 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
76
das avaliações (Tutormundi, 2021). Além disso, a adoção dessas 
plataformas pode acelerar a transformação digital nas avaliações 
das instituições de ensino, resultando em uma maior eficiência 
(Gonçalves et al., 2020). Por exemplo, o emprego de soluções 
tecnológicas pode elevar o padrão das avaliações, assegurando 
que os alunos recebam uma análise mais precisa e imparcial de 
suas habilidades e conhecimentos (Saraiva Educação, 2020).
De fato, a digitalização traz incontáveis benefícios para a edu-
cação, e as plataformas digitais tornaram-se ferramentas essen-
ciais para as práticas modernas de avaliação. Assim, o uso de 
plataformas digitais pode garantir a satisfação tanto dos alunos 
quanto dos professores (PEARSON HIGHER EDUCATION, 2023).
METODOLOGIA
A abordagem qualitativa da pesquisa foi empregada no desen-
volvimento deste estudo. Segundo Augusto et al (2013), a pes-
quisa qualitativa aprofunda os aspectos da realidade que não 
podem ser mensurados, com foco na compreensão da dinâmica 
das interações sociais. Além disso, Minayo (2001), conforme ci-
tado em Cabral (2023), explica que a pesquisa qualitativa explo-
ra o domínio dos significados, motivações, aspirações, crenças, 
valores e atitudes, que abrangem um domínio mais profundo 
de relacionamentos, processos e fenômenos que não podem ser 
simplificados para a medição de variáveis.
No que diz respeito ao estudo da natureza, utilizamos a pesquisa 
aplicada (Figura 4), que visa gerar conhecimento prático com a 
finalidade de solucionar questões específicas, conforme definido 
por Melo et al (2016). Em termos de objetivos, nossa pesquisa 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
77
teve uma abordagem exploratória, especificamente de natureza 
bibliográfica. Segundo Piovesan e Temporini (1995), a pesquisa 
exploratória busca aprofundar a compreensão do problema em 
questão, com a intenção de torná-lo mais explícito ou formular 
hipóteses. Este tipo de pesquisa pode envolver o exame de lite-
ratura relevante e a análise de exemplos ilustrativos para melho-
rar a compreensão (Gil, 2007).
Figura 4: Caminhos da metodologia de natureza aplicada.
Fonte: Elaborado pelos autores (2024).
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
78
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Apesar de oferecerem muitas vantagens na avaliação da apren-
dizagem, as plataformas digitais também possuem algumas 
desvantagens a se considerar. Um exemplo é o possível acesso 
limitado à tecnologia ou à conexão com a internet por parte dos 
alunos (Valentine, 2010). Isso pode dificultar sua participação 
em avaliações online e prejudicar seu desempenho geral. Além 
disso, embora as tecnologias digitais tenham o potencial de per-
sonalizar o ensino e o feedback no processo de avaliação, é pre-
ciso ter preocupações em relação à privacidade dos dados e ao 
uso ético dessas informações (IIPE UNESCO, 2023).
Uma outra possível limitação é a ausência de interação presen-
cial entre estudantes e professores. Isto pode dificultar a pres-
tação de um feedback e apoio personalizados e, consequente-
mente, pode gerar uma sensação de desconexão e isolamento 
entre os estudantes (Lacerda, 2021). Ademais, apesar das pla-
taformas digitais terem a capacidade de automatizar a avaliação 
e fornecer um feedback instantâneo, nem sempre conseguem 
compreender plenamente a totalidade da aprendizagem do es-
tudante, o que resulta na possível omissão de certos aspectos do 
seu desempenho (Martins, 2019). A dependência dessas plata-
formas para a avaliação pode diminuir a importância de outras 
formas de avaliação, tal como a avaliação por pares, a qual pode 
ser uma ferramenta efetiva para promover a responsabilidade 
pela aprendizagem entre os estudantes (Silva, 2020).
Assim sendo, apesar de as plataformas digitais poderem forne-
cer benefícios para a avaliação do processo de aprendizagem, é 
imprescindível também considerar suas restrições e assegurar 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
79
que sejam utilizadas de modo a maximizar a sua efetividade, re-
duzindo ao mínimo quaisquer eventuais repercussões negativas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso de plataformas digitais e a inversão das salas de aula no 
ensino superior trouxeram uma verdadeira revolução na ma-
neira como encaramos o ensino e a aprendizagem. A introdução 
das aulas virtuais marca o início de uma mudança de paradigma 
no que diz respeito ao uso da tecnologia na educação. A trans-
formação digital nas avaliações abre portas para oportunidades 
positivas nas instituições de ensino superior, resultando em um 
ensino de sucesso e em uma experiência de aprendizagem mais 
satisfatória para os estudantes.
Além disso, utilizar plataformas digitais para a avaliação pode 
impulsionar a digitalização das avaliações nas instituições de 
ensino, resultando em maior eficiência e desempenho. Contu-
do, é relevante destacar que, apesar das plataformas digitais 
serem capazes de automatizar as avaliações e oferecer retorno 
imediato, nem sempre conseguem abranger todos os aspectos 
da aprendizagem do estudante e podem não contemplar certos 
elementos do seu desempenho.
A pesquisa no futuro precisa buscar maneiras de enfrentar es-
sas limitações e possíveis tendências preconceituosas das pla-
taformas digitais, enquanto examina outras formas inovadoras 
de mensurar os resultados da aprendizagem. Em termos gerais, 
a utilização de plataformas digitais apresenta um potencial para 
aprimorar os resultados da aprendizagem no ensino, exigindo 
uma consideração e avaliação constante em sua implementação.
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
80
REFERÊNCIA
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educacionais. Iguatu, CE: Quipá Editora, 2021. 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
81
DE QUEIROZ GONÇALVES, G. S.; NUNES, K. de C. S.; SOUZA, R. 
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tamentospara a prática pedagógica. Revista Meta: Avaliação, v. 
13, n. 40, p. 41400-41411, jun. 2021. Disponível em: link. Acesso 
em: 12 fev. 2024.
DOS SANTOS, C. A. S., BEVILÁQUA, D. N. C., SILVA, G. S. DE A., DE 
CARVALHO, I. E., MOURÃO, K. A., LAET, L. E. F., ROCHA, L. P. B., DA 
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e4136. 2024. https://doi.org/10.54751/revistafoco.v17n1-068
DUQUE, Rita de Cássia Soares. Resistência dos professores ao 
uso de tecnologias educacionais na aprendizagem de alunos 
com necessidades educativas especiais: um estudo de caso em 
uma escola em Rondonópolis - MT. 1. ed. São Paulo: EBPCA - Edi-
tora Brasileira de Publicação Científica Aluz, 2023. 149 p. DOI: 
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trutivista, integrando a interação do aluno com o mundo virtual 
ao mundo real.
O uso de tecnologias da informação e comunicação nas escolas 
têm sido uma tendência mundial, proporcionando um ensino 
mais dinâmico, que estimula a reflexão dos alunos (OLIVEIRA, 
2014)
E-learning
Foi por meio da tecnologia que surgiu uma estratégia na gestão 
da educação, conhecida como e-learning, que se refere ao en-
sino remoto ou a distância (SALLES, 2012). O termo e-learning 
abrange tanto os estudantes independentes quanto aqueles que 
estão matriculados em uma instituição de ensino. Isso porque 
o termo não se refere à atividade de estudo em si, mas ao local 
onde ela ocorre (Filatro, 2019).
Os pressupostos para a consolidação do e-learning têm variado 
ao longo do tempo, à medida que a própria definição de ensino a 
distância evolui. Os cursos a distância que ressurgiram nos anos 
1990 têm como pressupostos: agregar valor aos aprendizes, al-
terar a visão tradicional de ensino para o e-learning e oferecer 
estruturas para organizar o ensino no mercado (Serra, 1995).
Manoochehri e Pinkerton (2003, p. 21) mencionam como van-
tagens do e-learning para empresas e instituições de ensino o 
aumento da produtividade, a redução de custos, a flexibilidade 
de horário e o aumento da satisfação dos indivíduos.
Alguns especialistas sugerem que a produtividade das pessoas 
que participam de cursos a distância pode aumentar em até 
50%, com uma redução de até 30% nos gastos (SAKUDA, 2011). 
Capítulo 5: Transformação Educacional: Integrando 
Tecnologias e Práticas Freireanas na Educação
Capítulo 5
TRANSFORMAÇÃO EDUCACIONAL: 
INTEGRANDO TECNOLOGIAS E 
PRÁTICAS FREIREANAS NA EDUCAÇÃO
Barbara Aline Ferreira Assunção
https://orcid.org/
Rita de Cássia Soares Duque
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
https://orcid.org/0000-0002-2207-3775
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
88
INTRODUÇÃO
No cenário educacional contemporâneo, a integração das tecno-
logias da informação e comunicação (TICs) atua na transforma-
ção das práticas pedagógicas e na promoção de uma educação 
mais inclusiva e participativa. Nesse contexto, as ideias de Paulo 
Freire continuam a inspirar educadores em todo o mundo,des-
tacando a importância da conscientização, da participação críti-
ca e da emancipação dos educandos.
A convergência entre as TICs e as práticas pedagógicas freirea-
nas representa uma perspectiva para o desenvolvimento de 
métodos educacionais que valorizem a transmissão de conheci-
mento, e o engajamento ativo dos alunos na construção de seu 
próprio entendimento.
Neste capítulo, exploramos a relação entre tecnologia e pedago-
gia, destacando como as TICs podem ser utilizadas para promo-
ver os princípios freirianos de diálogo, reflexão crítica e empo-
deramento dos educandos. 
Ao longo deste trabalho, examinaremos diferentes aspectos das 
TICs na educação, desde o uso de softwares educativos até as 
estratégias de ensino a distância (e-learning). Além disso, des-
tacaremos como a didática e as concepções de currículo são 
influenciadas por essa integração, reforçando a importância de 
uma abordagem centrada no aluno para a promoção do aprendi-
zado e da emancipação educacional.
Por meio dessa análise, esperamos contribuir para o avanço do 
debate sobre a integração das TICs e das práticas pedagógicas 
freireanas, oferecendo uma visão atualizada sobre o tema e ins-
pirando novas iniciativas no campo da educação.
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
89
MARCO TEÓRICO
Tecnologias da informação na educação
É possível afirmar que as Tecnologias da Informação e Comuni-
cação (TICs) influenciam no aprendizado apoiado por compu-
tador. Num mundo globalizado, é importante que se substituam 
as ideias pedagógicas antiquadas por abordagens que incorpo-
rem as TICs no Projeto Político Pedagógico da escola. Conforme 
destacado por Mello (2005), é fundamental que a tecnologia da 
informação contribua para concretizar utopias pedagógicas há 
muito almejadas.
Para compreender o que são softwares educativos, é relevante 
primeiro entender o conceito de software. Segundo Rezende 
(2002), o software é uma tecnologia estratégica neste milênio, 
tornando-se indispensável no cotidiano das pessoas, embora 
muitas vezes sua utilização passe despercebida.
Os softwares educativos atuam no desenvolvimento cognitivo 
dos estudantes, influenciando suas competências para o merca-
do de trabalho e sendo considerados recursos importantes para 
o processo de ensino-aprendizagem (Lima; Furtado, 2007).
O software educativo é um sistema computacional projetado 
para facilitar a aprendizagem de conceitos específicos de manei-
ra interativa. Esses softwares podem ser classificados como tu-
toriais ou de exercício e prática. Os tutoriais guiam os alunos por 
várias fases de aprendizagem, seguindo os padrões de ensino de 
uma sala de aula tradicional, enquanto os de exercício e prática 
fornecem atividades desafiadoras que permitem a interação do 
aluno com o computador (Souza, 2018). 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
90
Os simuladores, por outro lado, oferecem situações semelhantes 
à realidade, permitindo que os alunos explorem e criem modelos 
dinâmicos do mundo real. Os softwares tutoriais e os de exercí-
cio e prática seguem uma abordagem mais técnica, enquanto os 
simuladores e jogos educacionais adotam uma abordagem cons-
trutivista, integrando a interação do aluno com o mundo virtual 
ao mundo real.
O uso de tecnologias da informação e comunicação nas escolas 
têm sido uma tendência mundial, proporcionando um ensino 
mais dinâmico, que estimula a reflexão dos alunos (Oliveira, 
2014)
E-learning
Foi por meio da tecnologia que surgiu uma estratégia na gestão 
da educação, conhecida como e-learning, que se refere ao ensino 
remoto ou a distância (Salles, 2012). O termo e-learning abran-
ge tanto os estudantes independentes quanto aqueles que estão 
matriculados em uma instituição de ensino. Isso porque o termo 
não se refere à atividade de estudo em si, mas ao local onde ela 
ocorre (Filatro, 2019).
Os pressupostos para a consolidação do e-learning têm variado 
ao longo do tempo, à medida que a própria definição de ensino a 
distância evolui. Os cursos a distância que ressurgiram nos anos 
1990 têm como pressupostos: agregar valor aos aprendizes, al-
terar a visão tradicional de ensino para o e-learning e oferecer 
estruturas para organizar o ensino no mercado (Serra, 1995).
Manoochehri e Pinkerton (2003, p. 21) mencionam como van-
tagens do e-learning para empresas e instituições de ensino o 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
91
aumento da produtividade, a redução de custos, a flexibilidade 
de horário e o aumento da satisfação dos indivíduos.
Alguns especialistas sugerem que a produtividade das pessoas 
que participam de cursos a distância pode aumentar em até 
50%, com uma redução de até 30% nos gastos (Sakuda, 2011). 
Esses autores também destacam a importância de estudar e 
analisar o e-learning, pois essa forma de educação está “unindo 
em um só lugar os dois ambientes mais importantes na vida da 
maioria das pessoas” (Cosenza et al., 1999).
A transição do ensino presencial para o e-learning costuma levar 
de dois a três meses, e muitas universidades e escolas pedem que 
os estudantes reservem 20% do seu tempo para atividades pre-
senciais, a fim de manter o vínculo com o grupo (Sakuda,2011).
A disciplina é essencial para os estudantes que participam de 
cursos e palestras a distância, pois a falta dela pode ser um obs-
táculo significativo (Filatro, 2019). A falta de motivação também 
pode ser um desafio no e-learning, especialmente para aqueles 
cujas funções estão ligadas ao ambiente doméstico. Com o tem-
po, pode ocorrer uma sobreposição entre vida pessoal e acadê-
mica, levando à perda de interesse (Lima; Alves, 2011).
Outro sentimento comum entre os novos estudantes a distância 
é a culpa, pois associam a casa ao lazer, o que pode gerar confli-
tos internos (Salles, 2012). A solidão também é uma preocupa-
ção, mas pode ser amenizada por meio de encontros sociais com 
colegas de estudo, mantendo o senso de equipe e evitando que o 
estudante se sinta isolado (Lima; Alves, 2011).
Além de benefícios individuais, os cursos a distância também 
contribuem para a sociedade, reduzindo o tráfego de veículos 
nas ruas e estradas, pois os estudantes não precisam se deslocar 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
92
para o local de ensino (Prado, 2012, p. 34). Um estudo japonês 
sugere que a implementação do ensino a distância poderia re-
duzir o congestionamento em até 10,9% no país (Manoocheri; 
Pinkerton, 2003, p. 18).
Didática no ensino superior à distância 
Etimologicamente, a palavra Didática vem do grego Techné Dida-
ktike, que significa arte ou técnica de ensinar, dirigir e orientar 
a aprendizagem. Assim, a didática consiste em uma metodologia 
de ensino pela qual o indivíduo aprende tanto a teoria quanto a 
prática, dentro de suas necessidades (Cavalcanti, 2009).
De acordo com Castro (2009), o foco da didática está no ensino 
e no progresso cognitivo. Acredita-se que a didática consiste no 
processo de ensino, onde o aluno se depara com a teoria, levan-
tando suas próprias críticas e interpretações, ampliando, assim, 
seus conhecimentos. Isso foge ao método tradicional de ensino, 
onde o aluno deve acatar o que é dito teoricamente.
A partir do século XIX, a didática começa a evoluir, fundamen-
tando-se na filosofia, e em outras ciências, como Biologia e Psi-
cologia. Com o início do século XX, houve uma reforma na edu-
cação na Europa e na América, buscando uma metodologia que 
considerasse os aspectos psicológicos envolvidos no processo 
de ensino, surgindo a chamada Escola Nova.
Até a década de 1980, predominou o ensino tecnicista, caracte-
rizado por um método técnico, em que o professor transmitia 
o conteúdo, e os alunos deviam aprender da mesma forma que 
lhes era passado. Esse tipo de ensino predominou no Brasil du-
rante a ditadura militar.
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
93
A didática é um dos principais alicerces para o professor, pois 
trata-se da arte de ensinar, compreendendo vários fatores que 
influenciam no processo de ensino-aprendizagem e na relação 
professor-aluno (Filatro,2019).
Para ter uma boa didática, o professor deve aprender a lidar com 
a subjetividade dos alunos, sua linguagem, suas percepções e 
sua prática de vida. Ele precisa ser capaz de propor problemas, 
desafios e perguntas que despertem o interesse dos alunos e os 
levem a uma visão crítica do conteúdo.
Assim, a didática faz com que o professor assuma uma respon-
sabilidade diante do ato de ensinar, propiciando conhecimentos 
com bases científicas e reflexões para a formação de cidadãos. 
Sua função vai além de transmitir conteúdos, pois deve propi-
ciar reflexões sobre o contexto social e a realidade (Lima; Alves, 
2011). 
O Brasil tem passado por um intenso desenvolvimento tecno-
lógico, e os educadores enfrentam o desafio de se modernizar 
no mesmo sentido da sociedade. As faculdades têm se inserido 
no mundo virtual, e as tecnologias fazem parte do cotidiano de 
professores e alunos.
A didática pressupõe um processo de construção do saber de 
cada disciplina, articulando atributos da psicologia, sociologia, 
epistemologia e pensamento educacional. Para Freire (2001), os 
professores precisam ter uma compreensão flexível e aberta do 
conteúdo, estando atentos às dificuldades dos alunos perante os 
conteúdos.
Os recursos tecnológicos atuais, como a multimídia, a Internet 
e a telemática, estão promovendo uma verdadeira revolução no 
ensino, expandindo os limites da sala de aula convencional. Seja 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
94
dentro do ambiente escolar ou no conforto dos lares, há um po-
der de socialização das informações e conhecimentos.
Ninguém precisa se privar do aprendizado por questões geográ-
ficas, uma vez que a internet permite o contato em tempo real, 
proporcionando uma proximidade entre professores e alunos. 
Essa proximidade facilita o estudo, criando um ambiente onde 
ambos podem interagir sobre o assunto abordado (Assunção et 
al., 2024).
De forma ampla, a Didática visa tornar o conteúdo compreensí-
vel para os alunos. De acordo com Lopes (1996), seu objetivo é 
mitigar o fracasso escolar, capacitando os professores a adotar 
uma prática pedagógica transformadora. Assunção e colabo-
radores (2024) complementam, enfatizando a necessidade de 
construir novas ideias e adotar perspectivas de mundo distin-
tas para efetivar uma mudança na educação. A autora destaca 
que abordagens baseadas no pensamento de Freire incentivam 
práticas e interações sociais, essenciais para enfrentar as dispa-
ridades e promover uma análise crítica do contexto dos alunos.
O público presente em uma aula de ensino superior é bastante 
heterogêneo, incluindo desde jovens recém-saídos da adoles-
cência até pessoas na terceira idade, com diferentes níveis de ex-
periência acadêmica. Por isso, é essencial um ensino que atenda 
a todas essas necessidades, com uma didática que promova re-
flexão, crítica e transposição de conteúdos, independentemente 
da distância física entre professores e alunos (Salles, 2012).
Na Educação à Distância, as diferenças entre os alunos e a dis-
tância física se ampliam, aumentando a importância do uso ade-
quado da didática como forma de ensino, garantindo que a cons-
trução do conhecimento não seja negligenciada (Filatro, 2019).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
95
É fundamental que a Educação à Distância contribua para am-
pliar tanto qualitativa quanto quantitativamente as oportu-
nidades educacionais e a construção do conhecimento. Nesse 
sentido, os professores devem explorar todas as possibilidades 
didáticas e metodológicas disponíveis.
Através do uso da didática, é possível estabelecer uma relação 
virtual confiável, estreitando os laços entre professores e alunos 
e aprimorando a aquisição de conhecimentos. Na internet, os 
alunos têm à disposição recursos que facilitam a aprendizagem, 
como fotos, áudios, vídeos, amplo campo de pesquisa, hiperlinks 
e até mesmo avaliações.
Neste exposto, a didática contribui para a promoção da reflexão, 
crítica e transposição de conteúdos, independentemente da dis-
tância física entre professores e alunos (Salles, 2012). 
Concepções de currículo
O currículo na educação pública brasileira, em todos os níveis da 
Educação Básica, tem como missão formar cidadãos solidários, 
críticos, éticos e participativos, proporcionando a construção 
de conhecimentos, atitudes e valores. No entanto, o conceito de 
currículo é complexo e tem sido objeto de debates e reflexões 
dentro do campo educacional (Cavancanti, 2009).
Saviani (2009), baseado nas ideias de José Gimeno Sacristán, ar-
gumenta que a definição ampla de currículo pode levar a uma 
falta de clareza sobre as pretensões educativas, além de não ofe-
recer indicações precisas sobre os procedimentos pedagógicos 
necessários para alcançá-las. Isso destaca a importância cres-
cente da discussão em torno do currículo.
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
96
O termo “currículo” tem origem na palavra latina “scurrere”, que 
significa correr, e se refere ao curso ou trajetória a ser seguido. 
Desde sua primeira utilização em 1633, o termo evoluiu e pas-
sou a englobar um plano estruturado de estudos ou o percurso 
de aperfeiçoamento profissional de um indivíduo.
No contexto contemporâneo, o currículo é associado às ativida-
des voltadas para a construção do conhecimento escolar e ex-
periências de aprendizagem. Saviani (1997) define o currículo 
como a seleção, sequenciação e dosagem dos conteúdos cultu-
rais a serem desenvolvidos em situações de ensino-aprendiza-
gem.
Diversas concepções sobre o currículo têm sido apresentadas 
ao longo do tempo, incluindo visões tradicionais, críticas e pós-
-críticas. Sacristán (2000) considera o currículo como uma in-
venção social que reflete escolhas sociais e valores dos grupos 
dominantes na sociedade.
Apple (2006) questiona as teorias tradicionais do currículo, 
destacando que este nunca é neutro, mas sim influenciado por 
uma tradição seletiva que reflete os interesses e perspectivas de 
determinados grupos sobre o que constitui conhecimento legí-
timo. Ele enfatiza que as escolas produzem indivíduos, e legiti-
mam certos tipos de conhecimento relacionados a desigualda-
des econômicas.
Na pedagogia tradicional, o ensino é caracterizado pela trans-
missão passiva de conteúdos por meio de exposição, seguindo 
um roteiro predefinido pelos livros didáticos. Em contrapartida, 
a abordagem freireana valoriza a participação ativa dos educan-
dos, estimulando o diálogo, os debates e a interação entre eles e 
o professor (Assunção, et al., 2024).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
97
Dessa forma, o currículo é um instrumento utilizado pelas so-
ciedades para desenvolver e transmitir conhecimentos acumu-
lados historicamente, além de socializar crianças e jovens de 
acordo com valores considerados desejáveis.
Em suma, o conceito de currículo é uma construção cultural que 
envolve a organização de práticas educativas, refletindo as es-
colhas sociais e os valores dominantes na sociedade. Sua com-
preensão requer uma análise das relações entre os objetivos 
educacionais mais amplos e os objetivos específicos do currícu-
lo, bem como questões de seleção, ordenação e hierarquização 
dos conteúdos.
A complexidade do currículo reflete-se na variedade de perspec-
tivas adotadas para compreendê-lo. Desde diferentes pontos de 
vista até abordagens teóricas distintas, a definição do currículo 
é moldada por diversas influências, como práticas políticas, eco-
nômicas, administrativas e institucionais, além das dimensões 
pedagógicas (Assunção et al., 2024).
É fundamental reconhecer que o currículo não é uma entidade 
estática, mas uma construção social que reflete o momento his-
tórico e as relações estabelecidas entre a sociedade e o conheci-
mento. Sacristán (2000) ressalta a importância da relação entre 
a prática escolar e o mundo do conhecimento na definição do 
currículo, enfatizando o papel do professor na sua configuração .
As múltiplas definições de currículo na literatura contempo-
rânea refletem a diversidade de abordagens, desde o currículo 
comoexpressão de determinações políticas até sua concepção 
como campo de interações entre professores e alunos. Essa pro-
fusão de definições resulta em uma ampla gama de temáticas e 
questionamentos associados ao campo do currículo.
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
98
As teorias do currículo, assim como as teorias educacionais, são 
categorizadas em três grupos: tradicionais, críticas e pós-crí-
ticas. Essas teorias, originadas nos Estados Unidos, exerceram 
influência no campo educacional brasileiro, desde visões con-
servadoras até abordagens mais progressistas, como as de John 
Dewey, que enfatizavam a importância da experiência dos alu-
nos e a construção da democracia liberal (Queiroz; de Oliveira; 
Rezende, 2015).
Portanto, a compreensão do currículo requer uma análise inter-
disciplinar, considerando sua natureza multifacetada e sua rela-
ção com diversos aspectos da prática educativa e da sociedade 
como um todo.
A transição das concepções tradicionais de currículo para as 
abordagens críticas representa uma mudança no entendimento 
da função da escola e do próprio processo educativo. Enquanto 
a visão tradicional tendia a valorizar um currículo neutro e cien-
tífico, desvinculado das relações de poder e destinado a adaptar 
os alunos à ordem social existente, as teorias críticas do currícu-
lo questionam essas premissas e destacam as desigualdades e 
injustiças presentes no sistema educacional.
As teorias críticas do currículo, influenciadas por pensadores 
como Louis Althusser, Pierre Bourdieu e Antonio Gramsci, entre 
outros, destacam o papel da escola na reprodução das estrutu-
ras sociais dominantes e na transmissão de ideologias que sus-
tentam a ordem capitalista. Essas teorias enfatizam as relações 
de poder presentes no currículo e questionam quem detém o 
conhecimento transmitido pela escola e a quem ele beneficia.
William Pinar liderou uma conferência seminal sobre currículo 
nos Estados Unidos nos anos 1970, que marcou o surgimento de 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
99
duas tendências críticas no campo do currículo: uma de orien-
tação marxista, que enfatiza o papel das estruturas econômicas 
e políticas na reprodução social, e outra de orientação fenome-
nológica e hermenêutica, que destaca os significados subjetivos 
das experiências educativas.
Autores como Michael Apple (2006), contribuíram para politi-
zar o currículo ao analisá-lo dentro do contexto mais amplo das 
estruturas sociais e culturais. Eles questionaram as formas de 
conhecimento difundidas pela escola e buscaram compreender 
quem se beneficia desses conhecimentos e quem é excluído ou 
marginalizado por eles.
Deste modo, as teorias críticas do currículo deslocam o foco das 
questões pedagógicas para as questões ideológicas, questionan-
do o que é ensinado, por que é ensinado e quem se beneficia 
disso. 
Michael Apple contribuiu para o desenvolvimento da pedagogia 
crítica e na transformação do campo do currículo. Sua aborda-
gem situacional e relacional da educação o levou a examinar 
como a escola está enraizada na sociedade e interage com suas 
diversas facetas. Suas obras, como “Ideologia e Currículo” e “Po-
lítica Cultural e Educação” (Apple, 2006), destacam-se como 
marcos importantes nesse contexto.
A teoria de Apple representa uma transição significativa do Tyle-
rismo para o Appleanismo, marcando uma mudança decisiva no 
entendimento do currículo. Ao reavivar o caráter político do ato 
educativo e curricular, ele coloca as relações de poder no centro 
de sua análise. Essa abordagem politiza a teorização sobre cur-
rículo, questionando quem detém o conhecimento transmitido 
pela escola e quem se beneficia disso.
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
100
Apple destaca a importância de questionar as formas de conhe-
cimento difundidas pela escola e quem se beneficia delas. Sua 
visão da educação rompe com a concepção tradicional, ao en-
fatizar que o conhecimento não é neutro e deve ser examinado. 
Ele utiliza conceitos de ideologia, hegemonia e senso comum de-
senvolvidos por Antonio Gramsci para sustentar sua abordagem 
crítica (Salles, 2012).
Além de Michael Apple, outros autores contribuíram para o de-
senvolvimento de uma teoria crítica do currículo. Henry Giroux, 
por exemplo, introduziu a ideia de uma “pedagogia da possibi-
lidade”, que visa superar as teorias de reprodução, enfatizando 
a emancipação e a liberdade. Paulo Freire, por sua vez, propôs 
uma abordagem dialógica do processo educativo, desafiando a 
concepção bancária da educação.
A Nova Sociologia da Educação, iniciada por Michael Young na 
Inglaterra, também teve um papel importante na discussão do 
currículo, desviando o foco da sociologia da educação da estrati-
ficação social para o conhecimento escolar. Ao colocar o currícu-
lo como foco de análise, Young e seus colaboradores reorienta-
ram o campo, promovendo uma discussão sobre os conteúdos e 
práticas educacionais (Moreira, 1990).
Naquele contexto, Michael Young concentrou-se na relação entre 
estratificação do conhecimento e estratificação social, indagan-
do sobre os critérios utilizados para atribuir diferentes valores 
aos conhecimentos em uma sociedade e como isso se relaciona 
com sua estrutura social (Moreira, 1990). A “nova” sociologia 
da educação emergiu com o objetivo de construir um currículo 
mais reflexivo das tradições culturais e epistemológicas dos gru-
pos subordinados, abrangendo uma variedade de perspectivas 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
101
analíticas e teóricas, como o feminismo, estudos sobre gênero, 
etnia, estudos culturais, pós-modernismo e pós-estruturalismo.
Dentro desse âmbito, Bernstein investigou a organização estru-
tural do currículo, distinguindo entre o currículo do tipo cole-
ção, onde os campos de saber são mantidos isolados, e o tipo 
integrado, onde as distinções entre os campos são menos nítidas 
(Queiroz; de Oliveira; Rezende, 2015).
A análise funcionalista do currículo oculto ensina noções con-
sideradas universais ou necessárias para o bom funcionamento 
das sociedades “avançadas”, enquanto as perspectivas críticas 
denunciam seu papel na promoção do conformismo e da adap-
tação às estruturas injustas do capitalismo.
Autores como Michael Apple, em sua obra “Ideologia e Currícu-
lo”, exploram o conceito de currículo oculto para destacar como 
as escolas reproduzem a desigualdade social (Queiroz; de Olivei-
ra; Rezende, 2015). A visão crítica do currículo propõe uma pos-
tura de transformação radical, com destaque para autores como 
Apple e Giroux nos Estados Unidos, Althusser, Bordieu e Passa-
ron na França, e Paulo Freire, Saviani e Carlos Libâneo no Brasil.
O multiculturalismo surge como um importante instrumento 
político, questionando o que é considerado conhecimento oficial 
e destacando que a igualdade não é alcançada através do acesso 
ao currículo hegemônico (Queiroz; de Oliveira; Rezende, 2015). 
A pedagogia feminista amplia a discussão sobre reprodução e 
produção de desigualdades sociais, introduzindo a questão de 
gênero, enquanto a teoria queer1 questiona a predominância da 
heterossexualidade como identidade normal.
1 A teoria queer é um campo interdisciplinar de estudos que questiona as normas sociais 
relacionadas ao gênero e à sexualidade. Essa teoria busca desconstruir noções binárias 
e fixas de identidade de gênero e sexualidade, explorando como essas categorias são 
socialmente construídas e contestadas.
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
102
As teorias pós-modernas, por sua vez, criticam os conceitos e 
discursos da modernidade, como razão, ciência e progresso, im-
pactando as práticas curriculares ao questionar a totalização do 
saber, a razão iluminista e o sujeito racional e autônomo (Quei-
roz; de Oliveira; Rezende, 2015). O pós-estruturalismo enfatiza 
os jogos de linguagem e a fluidez dos significados, desafiando a 
fixidez das identidades e dos discursos.
No pós-estruturalismo, a noção de diferença substitui o conceito 
de desigualdade característico da modernidade. Nessa perspec-
tiva, o sujeito racional,autônomo e centrado da modernidade é 
visto como uma ficção, já que não existe sujeito senão como re-
sultado de um processo cultural e social ((Queiroz; de Oliveira; 
Rezende, 2015). Dessa forma, um currículo sob essa teoria ques-
tionaria os significados transcendentes ligados à religião, políti-
ca, pátria, ciência, entre outros, presentes no currículo existente.
A teoria pós-colonialista visa refletir sobre as relações de poder 
decorrentes da herança colonial, como o imperialismo econômi-
co e cultural, defendendo um currículo que inclua as diferentes 
culturas de forma reflexiva sobre as experiências dos povos e 
grupos marginalizados.
Os estudos culturais surgiram com a proposta de analisar a cultu-
ra através de obras literárias e da indústria cultural, questionan-
do a cultura hegemônica e seu papel na formação de consenso 
político. Embora não tenham uma influência direta na elabora-
ção curricular, esses estudos fornecem conceitos relevantes à vi-
são crítica do currículo ao entenderem a cultura como campo de 
disputa simbólica (Queiroz; de Oliveira; Rezende, 2015). 
A pedagogia feminista e as teorias pós-críticas enfatizam a im-
portância de questionar a neutralidade científica das teorias 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
103
tradicionais do currículo, buscando revelar a ideologia por trás 
dessa suposta neutralidade e privilegiar outras características 
nas discussões sobre o currículo escolar. Surge assim uma crítica 
à transmissão pura de conhecimentos elaborados por determi-
nados grupos, enquanto outras perspectivas são negligenciadas.
Diante dessas análises conceituais do currículo, percebe-se sua 
natureza variada, moldada por diferentes realidades sociais, 
tempos e espaços específicos. Portanto, compreender o concei-
to de currículo requer uma análise contextualizada do ambiente 
social em que está inserido.
O campo do currículo tem ganhado cada vez mais relevância e 
visibilidade, especialmente no Brasil, onde se tornou uma preo-
cupação central nas políticas públicas de educação. Isso se re-
flete nas constantes reformulações dos currículos em todos os 
níveis de ensino e no aumento da produção teórica na área, tor-
nando-se um ponto focal de atenção para autoridades, políticos, 
pesquisadores, professores e especialistas em educação.
Assunção e Theodorovski (2024) enfatizam a importância de a 
escola pública, em todos os níveis, inclusive no ensino superior, 
dedicar-se à formação de cidadãos críticos, éticos e participa-
tivos, o que se reflete no currículo e nas práticas pedagógicas 
adotadas.
Conforme apontado por Andrade (2023), essa valorização do 
currículo proporciona aos professores uma oportunidade de re-
flexão sobre sua prática educacional e formação. Nesse contex-
to educacional do século XXI, abraçar um método tradicional de 
ensino não é mais suficiente. Assim, a mudança e a subsequente 
quebra de paradigmas nos modelos de ensino reconhecem a im-
portância de colocar o professor no centro desse processo de 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
104
transformação, conferindo-lhe um papel na realização de qual-
quer reforma educacional necessária.
 Uso de tecnologias da educação inseridas no currículo
O artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(LDB) estabelece a importância da ligação entre ensino e tec-
nologia, visando capacitar os alunos a compreenderem os prin-
cípios científicos e tecnológicos fundamentais para a produção 
moderna. No entanto, para alcançar esse objetivo, os professores 
precisariam dominar conhecimentos interdisciplinares, como o 
funcionamento das ondas eletromagnéticas em dispositivos ele-
trônicos, o que pode estar além de sua formação específica.
Apesar disso, a associação da tecnologia à educação é vista como 
essencial para aprimorar o ensino, pois o uso de recursos digi-
tais como vídeos e jogos pode tornar a aprendizagem mais atra-
tiva para os alunos (Queiroz; De Oliveira; Rezende, 2015).
Para implementar as diretrizes da LDB, foram criados os Pa-
râmetros Curriculares Nacionais (PCN), que têm o objetivo de 
orientar escolas e professores em relação ao processo de ensi-
no e aprendizagem em diversas áreas do conhecimento. Os PCN 
destacam a importância da interdisciplinaridade, do relaciona-
mento entre ensino, ciência e tecnologia, e da competência como 
um conceito central. 
Os PCN+ foram criados como uma complementação aos Parâme-
tros Curriculares Nacionais, oferecendo orientações mais deta-
lhadas para cada área do conhecimento. Eles visam disseminar 
os princípios da reforma curricular, e encorajar os professores a 
adotarem novas metodologias de ensino.
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
105
Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio têm 
como objetivo orientar os professores no uso de novas aborda-
gens pedagógicas. Eles buscam formar os alunos de maneira 
abrangente, capacitando-os a utilizar diversas tecnologias rela-
cionadas às suas áreas de interesse e promovendo o desenvol-
vimento de habilidades como pesquisa, análise crítica e criação, 
em vez da memorização de informações.
Plataformas online como instrumento de conhecimento
O conceito de avaliação na Educação a Distância (EaD) evoluiu ao 
longo dos anos, passando de uma visão tecnicista e centrada em 
testes padronizados para uma abordagem mais aberta e forma-
tiva. Nesse sentido, a avaliação diagnóstica, formativa e somativa 
assume diferentes papéis ao longo do processo educacional.
Segundo Valente e colaboradores (2017), a avaliação diagnós-
tica, realizada no início do curso, permite identificar o nível de 
conhecimento dos alunos e ajustar as estratégias de ensino de 
acordo com suas necessidades individuais. Já a avaliação forma-
tiva, conduzida ao longo do curso, visa apoiar o aluno em seu 
processo de aprendizagem, fornecendo feedback e orientação 
para correção de erros e aprimoramento do desempenho. Por 
fim, a avaliação somativa, realizada ao final do curso, tem o pro-
pósito de classificar o aluno e verificar se os objetivos de apren-
dizagem foram alcançados.
Essa abordagem tripartida da avaliação, que abarca diferentes 
momentos e finalidades, reflete a complexidade do processo 
educacional na EaD e a necessidade de uma visão mais holística 
e inclusiva da aprendizagem (Valente et al., 2017). 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
106
Além disso, é fundamental considerar o impacto das tecnologias 
de informação e comunicação na prática educativa, fornecendo 
recursos multimídia e ambientes interativos que enriquecem o 
processo de ensino e aprendizagem. A integração dessas tecno-
logias na educação a distância permite uma maior flexibilidade 
aos diferentes perfis de alunos e às demandas da sociedade con-
temporânea (Salles, 2012).
Portanto, a avaliação na Educação a Distância deve ser vista 
como uma ferramenta essencial para promover a qualidade e 
a eficácia do processo educacional, garantindo uma formação 
mais significativa para os alunos (Filatro, 2019).
Desde a avaliação da aprendizagem, que responde à pedagogia 
por objetivos, até a reviravolta educativa na década de 1990, a 
avaliação em diferentes modelos educativos tinha conotações 
de controle, fiscalização, meritocracia e eficiência (Valente et al., 
2017). A introdução da cultura na escola está ligada à abertu-
ra da escola à sociedade. Autores como Gitlin (1989) e Freire 
(1979) contribuem para entender como as tecnologias de infor-
mação e comunicação são integradas na educação como preocu-
pações educativas e sociais.
A avaliação do processo de aprendizado interativo, com base na 
internet, deve ser reconhecida como uma prática comum, o que 
requer melhorias na própria educação, considerando seu supor-
te por redes telemáticas (Valente et al., 2017). A percepção de 
que a educação a distância era inferior à presencial era comum 
devido à falta de interação e contexto de aprendizado.
No entanto, com o advento de grupos de estudos e capacidades 
de comunicação proporcionadas pelas tecnologias, a educação 
online passou a ser vista como umaalternativa, oferecendo suas 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
107
próprias vantagens (Valente et al., 2017). Autores como Garison 
e Anderson (2003) destacam que os ambientes de aprendizado 
online e os grupos de aprendizagem deixaram de lado a necessi-
dade de encontrar uma resposta psicológica certa, adaptando-se 
às necessidades dos indivíduos em uma sociedade em transfor-
mação.
O modelo técnico proposto por Garrison, Anderson, Archer & 
Rourke (2002), e desenvolvido por Garrison & Anderson (2003), 
equilibra uma perspectiva construtivista do aprendizado com a 
interação e o trabalho em grupo, buscando qualidade e rigor (Va-
lente et al., 2017). Essa abordagem, baseada em uma comunida-
de de alunos críticos, promove uma aprendizagem significativa.
Esse método ressoa com a citação de Paulo Freire (2020, p. 65), 
que enfatiza a importância do respeito à individualidade do 
educando e à sua curiosidade, evitando a adoção de práticas que 
possam inibir seu desenvolvimento. Completam Pereira e Costa 
(2023), ao mencionar que o cultivo da humildade e a tolerância, 
permite que os educadores criem um ambiente propício para o 
florescimento do aprendizado autêntico.
A educação online é uma abordagem construtivista e sociocultu-
ral que visa à construção compartilhada de conhecimento (Va-
lente et al., 2017). Embora as plataformas de apoio ao e-learning 
sejam úteis para definir estratégias de avaliação, elas também 
podem limitar a diversidade de modelos e estratégias, prejudi-
cando a individualidade de cada curso e formando.
A autenticação dos usuários em ambientes virtuais apresenta 
desafios de segurança e confiabilidade, durante processos ava-
liativos (Valente et al., 2017). A diversificação de instrumentos 
de avaliação, como questionários online e fóruns de discussão, 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
108
pode contribuir para aumentar a confiabilidade das avaliações, 
garantindo transparência e credibilidade para alunos, professo-
res e promotores de cursos.
Abordando agora as técnicas de avaliação aplicadas à partici-
pação em sessões síncronas, é importante destacar que esses 
momentos oferecem ao formador a oportunidade de observar 
o discurso dos formandos, contribuindo para a construção de 
seus perfis (Valente et al., 2017).A coerência, espontaneidade e 
formalidade do discurso revelam aspectos únicos de cada indiví-
duo, o que facilita a verificação de sua identidade e competência.
López et al. (2004) explicam que a diversidade de materiais 
apresentados em um portfólio permite identificar diferentes 
aprendizados, conceitos e atitudes dos alunos, proporcionando 
uma visão ampla de seu conhecimento e habilidades. Embora 
algumas plataformas de e-learning tenham recursos de portfólio 
integrados, como o Moodle, sua funcionalidade pode variar en-
tre diferentes sistemas (Valente et al., 2017).
Os blogues são uma ferramenta valiosa para avaliar a autentici-
dade e originalidade das produções dos formandos, oferecendo 
um espaço claro para identificar o perfil do autor e validar os 
conteúdos publicados (Valente et al., 2017). Além disso, possi-
bilitam a publicação conjunta e a avaliação de cada editor parti-
cipante.
Os wikis, por sua vez, promovem a criação colaborativa e o de-
senvolvimento de competências interpessoais, que também po-
dem ser avaliadas quando usadas no processo de aprendizagem 
(Valente et al., 2017). Os portfólios digitais são essenciais na 
avaliação de percursos formativos online, fornecendo um regis-
tro cronológico do progresso de aprendizagem de cada aluno e 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
109
permitindo reflexões críticas sobre o curso (Valente et al., 2017).
É fundamental distinguir entre avaliação e classificação, defen-
dendo que a avaliação das aprendizagens busca ser transparen-
te, eficaz, justa e oportuna (Valente et al., 2017).
CONCLUSÃO
A análise das interações entre tecnologia e pedagogia, à luz dos 
princípios freirianos, revela um potencial transformador na 
educação contemporânea. A integração das tecnologias da infor-
mação e comunicação (TICs) amplia o acesso ao conhecimento, 
e possibilita uma metodologia mais participativa, crítica e con-
textualizada do processo educacional.
Ao longo deste capítulo, exploramos diversas dimensões des-
sa integração, desde o uso de softwares educativos até as es-
tratégias de ensino a distância (e-learning). Destacamos como 
as TICs podem promover o engajamento dos alunos, facilitar a 
construção do conhecimento e estimular a reflexão crítica sobre 
questões sociais e políticas.
Além disso, examinamos como as concepções de didática e cur-
rículo são influenciadas por essa integração, ressaltando a im-
portância de uma estratégia centrada no aluno e orientada para 
a emancipação educacional. 
No entanto, é importante reconhecer as limitações dessa inte-
gração, incluindo questões relacionadas à infraestrutura, forma-
ção docente e equidade no acesso às TICs. Para superar esses 
obstáculos, são necessários investimentos em políticas públicas, 
capacitação profissional e pesquisa em educação.
Deste modo, a integração das TICs e das práticas pedagógicas 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
110
freireanas promove uma educação mais democrática, participa-
tiva e transformadora, avançando em direção a uma sociedade 
consciente de seu papel na construção de um futuro melhor.
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POSFÁCIO
À medida que chegamos ao final desta obra, é essencial refle-
tir sobre os avanços que permeiam a relação entre a pedagogia 
freireana e as tecnologias digitais na educação. Ao longo dos ca-
pítulos, exploramos como as ideias de Paulo Freire continuam a 
inspirar práticas educacionais inovadoras, adaptadas às deman-
das da era digital.
Observamos como a integração das tecnologias da informação 
e comunicação (TICs) tem o potencial de democratizar o acesso 
ao conhecimento, ampliar as oportunidades de aprendizagem e 
promover uma educação mais participativa. No entanto, também 
reconhecemos os desafios associados a essa integração, incluin-
do questões de acesso, formação docente e equidade digital.
Ao analisar as contribuições dos diversos autores e pesquisado-
res apresentados neste livro, fica claro que a transformação edu-
cacional requer um compromisso coletivo com a promoção da 
justiça social, da igualdade de oportunidades e da emancipação 
dos educandos. Nesse sentido, a pedagogia freireana continua a 
fornecer um quadro teórico para orientar práticas pedagógicas 
centradas no diálogo, na conscientização e na transformação so-
cial.
Convidamos os leitores a continuarem explorando a pedagogia 
de Freire e as tecnologias digitais, buscando novas formas de 
promover uma educação mais crítica e libertadora para todos.
Bárbara Aline Ferreira Assunção
Organizadores
Rita de Cássia Soares Duque
Autora de artigos e livros, é citação e referência em arti-
gos de livros pela Editora Arcoeditora, Schreibe, Educação 
Transversal, Editora Brasileira de Publicação Científica - 
EBPCA –, Editora Aluz, Pembrokecollins, EduCapes. 
Formada em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato 
Grosso. Especialista em Docência do Ensino Superior (Fa-
culdade Afirmativo), em Educação Inclusiva e TGD / TEA 
(FAVENI). Pós graduada em Psicologia Escolar e Educacio-
nal (FAVENI). Mestre em Ciências da Educação pela Univer-
sidad Martin Lutero, Flórida. 
Atualmente professora efetiva da Rede Estadual de Ensino 
no Estado do Mato Grosso na Sala de Recursos Multifuncio-
nais - AEE
Contatos:
Lattes: http://lattes.cnpq.br/0007980663204911
Orcid. https://orcid.org/0000-0002-5225-3603 
E-mail: cassiaduque@hotmail.com
https://independent.academia.edu/DuqueCassia 
Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho
Mestre em novas tecnologias digitais na educação - Centro 
Universitário carioca e Centro Universitário (Gran)
Professor Universitário no Gran Centro Universitário e Cen-
tro Universitário Carioca.
Contatos: 
Email: fgas@id.uff.br
Lattes: http://lattes.cnpq.br/3803248523375995 
Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2284-2340
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
Graduação: Ciências Biológicas – Universidade Estadual do 
Norte do Paraná. UENP
Especializações: Perícia e Licenciamento Ambiental e Edu- 
cação Especial e Inclusiva 
Atualmente é professora e coordenadora na Secretária de 
Educação do Estado do Mato Grosso - Seduc
Contatos: 
E-mail: eliedna.oliveira@edu.mt.gov.br
Lattes: http://lattes.cnpq.br/0696001599014134 
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-2207-3775
Maria Aparecida de Moura Amorim Sousa
Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidade 
Tecnológica Intercontinental-UTIC. 
Mestra em Ensino de Ciências e Matemática pela UNICSUL. 
Graduada em Matemática pela UESPI e Ciências Biológicas 
pela UESPI. 
Professora da Educação Básica da rede estadual e munici-
pal. Tutora da UAB/IFPI.
Contatos: 
E-mail: ninamamorim@gmail.com
Lattes: http://lattes.cnpq.br/3313272951601144
Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8529-6987
Jucirene Abreu dos Santos 
MESTRANDA EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA - PROFEI
Universidade federal do Amapá- UNIFAP
Especialista em Mídias na Educação - UNIFAP
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA- UNIFAP
Contatos: 
E-mail: jucireneabreu@gmail.com
Lattes: https://lattes.cnpq.br/1916112291962949
Orcid: https://orcid.org/0009-0001 - 2811-5307
Ivonete Telles Medeiros Placido
Doutora em Administração pela Universidade Metodista de 
Piracicaba (2017). 
Mestre em Administração pela Unipel - Faculdades Inte-
gradas Pedro Leopoldo (2011). MBA em Gerência Contábil, 
Perícia, Auditoria e Controladoria pela Faculdade Interna-
cional de Curitiba (2006). 
Graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Regio-
nal de Joinville (2005). Licenciatura em Matemática pelo 
Centro Universitário Leonardo Da Vinci (2019). Técnica em 
Contabilidade (2023). 
Professora há mais de 15 anos do Ensino Superior e da Edu-
cação Profissional. Atuação em Empresas e Instituições de 
Ensino na área de Perícia, Controladoria e Auditoria. 
Consultoria para o Sistemas S de Educação Profissional. É 
integrante do grupo de pesquisa EDUCOGITANS. 
É avaliadora do INEP/MEC do curso de Ciências Contábeis. 
Tem experiência na área de Educação nas atividades de 
docência, gestão e pesquisa. Principais temas de interesse: 
organização e memória de empresas familiares e educacio-
nais; gestão organizacional, financeira e contábil; formação 
profissional; formação de professores; educação à distân-
cia e novas tecnologia
Contatos: 
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-1793-418X
Lattes: http://lattes.cnpq.br/2481237064574788
E-mail: net.telles@gmail.com
Samira Borges Ferreira
Professora graduada em Letras: Português/Inglês e suas 
respectivas Literaturas pela UEG; 
Mestra em Educação na linha de Práticas Educativas, For-
mação de Professores e Inclusão pela UFCAT e Psicologia 
pela ILES ULBRA (concluindo)
Contatos: 
Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6213-8273Lattes: http://lattes.cnpq.br/5574990341638473
E-mail: samira.borges.ferreira@gmail.com 
Josimar Soares da Silva
Doutorando em Literatura e Interculturalidade e Mestre 
em Formação de Professores da Educação Básica, ambos 
pela Universidade Estadual da Paraíba. 
Especialista em Língua Portuguesa e Espanhola pela Uni-
versidade Cândido Mendes. Professor Efetivo da Rede Mu-
nicipal de Taquaritinga do Norte - PE e Professor Efetivo da 
Rede Municipal de Toritama - PE. 
Bolsista Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pes-
soal de Nível Superior - Brasil/CAPES).
Contatos: 
E-mail: soaresjosimar20092gmail.com
Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8359-7508
Lattes: http://lattes.cnpq.br/1921630572767028
AUTORES
Adriana Peres de Barros - Aline Alves de Oliveira
Ana Marcia Carmo Duarte Almeida
Armando Araújo Silvestre
Bárbara Aline Ferreira Assunção - Clarice Rodrigues Santana
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
Fabrício Leo Alves Schmidt
Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho
Fernanda Eméri Mokfa Matitz Celuppi
Gislaine Schon - Ione Paula Gomes Benites
Ivonete Telles Medeiros Placido - Jane Gomes de Castro
Janaina da Silva Teixeira Rodrigues - José Flávio da Paz
Josimar Soares da Silva - Jucirene Abreu dos Santos
Karina de Azevedo Santiago - Késia Maria Costa
Leila Cleuri Pryjma
Maria Aparecida de Moura Amorim Sousa
Maria do Socorro Gomes Saraiva - Marcia Maria Sassamoto
Melina Maria dos Santos Freitas
Orcelina Lúcia Carvalho de Oliveira
Pablo Augusto Ferreira da Luz - Paulo Alves da Silva
Raquel Santos Silva - Rita de Cássia Soares Duque
Samira Borges Ferreira - Semirami de Godoy Borges
Tatiane Milsa de Souza - Vanessa Dias Palamoni
Valeska Lucas Filgueiras SilvaDOI: 10.51473/ed.al.etl4
Rita de Cássia Soares Duque; Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho; José Flávio da Paz; 
Paulo Alves da Silva; Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira; Késia Maria Costa; Leila 
Cleuri Pryjma; Fernanda Eméri Mokfa Matitz Celuppi; Semirami de Godoy Borges
CAPÍTULO 5
TRANSFORMAÇÃO EDUCACIONAL: INTEGRANDO TECNOLOGIAS E 
PRÁTICAS FREIREANAS NA EDUCAÇÃO........................................................................87
DOI: 10.51473/ed.al.etl5
Barbara Aline Ferreira Assunção; Rita de Cássia Soares Duque; Eliédna Aparecida 
Rocha de Oliveira
Capítulo 1
FORMAÇÃO DOCENTE NA ERA DIGITAL: 
DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Samira Borges Ferreira
https://orcid.org/0000-0001-6213-8273
Ivonete Telles Medeiros Placido
https://orcid.org/0000-0002-1793-418X
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
https://orcid.org/0000-0002-2207-3775
Josimar Soares da Silva
https://orcid.org/0000-0001-8359-7508
José Flávio da Paz
https://orcid.org/0000-0002-6600-9548
Pablo Augusto Ferreira da Luz
https://orcid.org/0000-0003-2326-014X
Armando Araújo Silvestre 
https://orcid.org/0000-0003-2042-5447
Fabrício Leo Alves Schmidt
https://orcid.org/0000-0002-4728-7673
Valeska Lucas Filgueiras Silva 
https://orcid.org/0009-0005-1737-3393 ‘
Ione Paula Gomes Benites 
https://orcid.org/0009-0006-8703-1628 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
12
INTRODUÇÃO
A era digital apresenta um desafio significativo no que diz res-
peito ao aprimoramento profissional dos educadores. É neces-
sário garantir uma constante atualização, a fim de que eles es-
tejam preparados para acompanhar as constantes mudanças 
tecnológicas e as novas demandas do mercado de trabalho (Le-
wapro, 2020). É fundamental que os professores estejam aptos a 
utilizar as tecnologias digitais durante as aulas, de forma a pro-
mover uma aprendizagem mais dinâmica e atrativa para os es-
tudantes. Além disso, é essencial que os docentes desenvolvam 
novas habilidades, como a capacidade de analisar e selecionar 
informações de maneira crítica, além de serem capazes de criar 
e compartilhar materiais digitais (Aureliano, 2023).
Frente a essa situação, a pesquisa se justifica pelo fato de que 
o aprimoramento dos professores na era digital é um tema im-
portante e atual, demandando uma análise crítica e uma inter-
venção transformadora por parte dos educadores. A era digital 
é marcada por mudanças tecnológicas, sociais e culturais cons-
tantes, que impactam diretamente o ambiente educacional e os 
processos de ensino-aprendizagem (Silva; Santos, 2020).
Nesse cenário, os educadores enfrentam desafios e oportunida-
des, requerendo a aquisição de habilidades e competências no-
vas, tanto no campo pedagógico quanto no campo digital (Cos-
ta, 2019). Portanto, é indispensável que os professores estejam 
preparados para uma utilização crítica e ética das tecnologias 
digitais, bem como para promover uma educação de qualidade, 
inclusiva e democrática (Oliveira; Ferreira, 2019). Para alcançar 
esse objetivo, é primordial que os professores tenham acesso a 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
13
uma formação contínua, que seja capaz de atualizar seus conhe-
cimentos, aprimorar suas práticas e inovar suas metodologias 
(Souza; Silveira, 2018).
Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar os 
principais desafios e perspectivas da formação de professores 
na era digital. Para tanto, serão realizadas uma revisão biblio-
gráfica e uma pesquisa de campo, com o intuito de contribuir 
para o debate acadêmico e para o aprimoramento da qualidade 
da educação. De acordo com o Instituto Ayrton Senna (2020), a 
capacitação dos professores na era digital deve incluir também 
o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, tais como 
criatividade, colaboração e solução de problemas. Essas com-
petências são de extrema importância para que os estudantes 
possam se adaptar às transformações do mundo do trabalho e se 
tornarem cidadãos participativos e engajados (Lisboa & Rocha 
et al., 2020).
Apesar dos desafios significativos na formação de professores 
durante a era digital, também há perspectivas promissoras. Por 
meio do uso de tecnologias digitais, os docentes têm a capaci-
dade de criar ambientes de aprendizagem inovadores e estimu-
lantes, auxiliando os estudantes a desenvolverem as habilidades 
necessárias para obter sucesso no século XXI (Nogueira et al., 
2021). A formação dos professores na era digital é um processo 
em constante evolução, que requer adaptação contínua às novas 
tecnologias e às demandas emergentes do mercado de trabalho. 
Os educadores devem estar abertos a experiências inovadoras e 
prontos para uma aprendizagem contínua, visando oferecer aos 
alunos uma educação excepcional que os prepare para os desa-
fios futuros (Borges; Gomes, 2019).
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
14
Neste contexto, o objetivo do estudo é analisar as perspectivas 
e práticas dos professores do ensino fundamental em relação à 
utilização das tecnologias digitais no ensino e identificar os prin-
cipais desafios e oportunidades para a sua constante capacitação 
na era digital. Através desta pesquisa, busca-se compreender a 
realidade dos professores que atuam no ensino fundamental, 
que é um setor importante e desafiador da educação no Brasil.
METODOLOGIA
A natureza deste estudo é qualitativa, com foco na exploração e 
descrição, com o objetivo de compreender os obstáculos e olha-
res que cercam a formação docente na era digital (Augusto et al., 
2021). Para isso, a pesquisa utiliza revisão bibliográfica e cole-
ta dados de plataformas online, examinando especificamente o 
tema da formação de educadores do ensino fundamental para 
utilizar efetivamente as tecnologias digitais em suas práticas do-
centes (Aureliano, 2023).
Segundo Sousa e Santos (2020), os dados coletados são subme-
tidos à análise de conteúdo, que envolve pré-análise, exploração 
do material e processamento dos resultados (Figura 1). O estudo 
apoia-se nos referenciais teóricos de autores renomados como 
Paulo Freire (1987), Pierre Lévy (1999) e José Moran (2015), 
que se aprofundam em temas como educação para a conscienti-
zação, cultura digital, pedagogia inovadora e educação continua-
da e desenvolvimento docente.
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
15
Figura 1: Etapas da análise metodológica, pré-análise, ex-
ploração e tratamento de dados.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024).
REFERENCIAL TEÓRICO
Educação emancipadora na era digital
Paulo Freire (1987) é destacado como uma das mentes centrais 
na pedagogia crítica, defensor de uma perspectiva que enxerga 
a educação como uma ação política, dialógica e emancipadora, 
disposto na figura 2. De acordo com Freire, a educação conscien-
tizadora almeja a formação de indivíduos críticos, habilidosos 
em decifrar e modificar o mundo, por meio do entendimento e 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
16
da superação das circunstâncias opressivas.
A educação que liberta, envolve a política e o diálogo, é um con-
ceito inspirado no pensamento de Paulo Freire (1987), um dos 
principais educadores brasileiros, que via a educação como uma 
ação de libertação e transformação social. De acordo com Frei-
re, a educação emancipadora busca formar indivíduos críticos, 
conscientes e participativos, capacitados para compreender e 
intervir na realidade, através do reconhecimento e da superação 
das situações opressivas (Freire, 2001).
Segundo o autor, a educação política implica uma postura ética, 
humana e solidária por parte do educador, comprometido com 
a construção de uma sociedade mais justa e democrática. O diá-
logo é valorizado na educação dialógica como forma de comuni-
cação, aprendizagem e criação de conhecimento, respeitando a 
diversidade, a autonomia e a colaboração entre os educandos e 
o educador (Freire, 2011).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
17
Figura 2: Mapa conceitual das perspectivas da educação na 
visão de Paulo Freire.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024).
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
18
Nesta visão, o professor deveiniciar a partir da realidade e dos 
interesses dos estudantes, procurando por assuntos gerado-
res que estimulem a análise e o engajamento com as questões 
sociais. A educação conscientizadora também implica em uma 
postura ética, humana e solidária do educador, que valoriza a 
autonomia e a diversidade dos estudantes, e se posiciona como 
um intermediário e um aprendiz no processo educacional (Frei-
re, 2005).
Pierre Lévy (1999) é um filósofo e sociólogo francês que se con-
centra na pesquisa da cibercultura, da inteligência coletiva e das 
tecnologias de informação e comunicação (figura 3). Para Lévy, a 
cultura digital surge a partir da convergência e interação das mí-
dias digitais, internet e redes sociais, representando uma nova 
forma de se expressar, comunicar e se organizar socialmente.
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
19
Figura 3: Nuvem de palavras das perspectivas de Pierre 
Levy frente as tecnologias digitais.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2014).
Segundo o autor, a cultura digital abre caminhos inovadores para 
criação, colaboração e aprendizado, os quais podem intensificar 
a inteligência coletiva, entendida como habilidade de mobilizar 
e compartilhar saberes, conhecimentos e competências entre in-
divíduos e grupos. A cultura digital também traz consigo novos 
desafios e responsabilidades, que requerem uma educação dire-
cionada ao desenvolvimento de uma alfabetização digital crítica, 
que capacite as pessoas a utilizarem, produzir e avaliar informa-
ções e conteúdos digitais de maneira ética, criativa e reflexiva 
(Levy, 1999).
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
20
De acordo com Pierre Lévy, a cultura digital se apresenta como 
uma forma inovadora de se expressar, comunicar e organizar so-
cialmente. Ela surge a partir da convergência e interação entre 
as mídias digitais, internet e redes sociais. A cultura digital traz 
consigo novas oportunidades para criação, colaboração e apren-
dizado, permitindo a potencialização da inteligência coletiva, 
que é a capacidade de mobilizar e compartilhar conhecimentos, 
saberes e habilidades entre indivíduos e grupos. 
No entanto, a cultura digital também impõe desafios e respon-
sabilidades, demandando uma educação que promova o desen-
volvimento do letramento digital crítico. Isso é necessário para 
que as pessoas sejam capazes de usar, produzir e avaliar infor-
mações e conteúdos digitais de forma ética, criativa e reflexiva 
(Street, 2014).
José Moran (2015) educador e pesquisador brasileiro com expe-
riência em inovação, metodologias ativas e educação a distância. 
De acordo com Moran, a inovação pedagógica é essencial e viável 
considerando as transformações sociais, culturais e tecnológicas 
que impactam o campo da educação (figura 4).
A inovação pedagógica envolve a adoção de novas estratégias, 
recursos e ferramentas que favoreçam a aprendizagem signifi-
cativa, colaborativa e autônoma dos estudantes, bem como a sua 
participação ativa e crítica na construção do conhecimento. A 
inovação pedagógica também requer uma formação continuada 
dos professores, que os prepare para lidar com as novas deman-
das e desafios da educação na sociedade contemporânea, e que 
os estimule a experimentar, a pesquisar e a compartilhar suas 
práticas educativas.
O treinamento de educadores na era digital é tanto um desafio 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
21
quanto uma oportunidade para aprimorar a abordagem peda-
gógica, que envolve a busca por métodos inovadores de ensino e 
aprendizagem que se ajustem às transformações sociais, cultu-
rais e tecnológicas atuais (Sousa, 2011). A inovação pedagógica 
no treinamento de educadores tem como objetivo capacitá-los 
a enfrentar as novas demandas e possibilidades da educação na 
era digital, que requerem a utilização de tecnologias digitais de 
informação e comunicação (TDIC) como recursos didáticos, fer-
ramentas de colaboração e meios de expressão (Schuartz, 2020).
Conforme Baladeli (2012), a pedagogia inovadora na formação 
de professores também procura desenvolver as habilidades e 
competências necessárias para o trabalho docente na era digital. 
Essas habilidades incluem fluência digital, criatividade, pensa-
mento crítico, comunicação, colaboração e aprendizagem con-
tínua.
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
22
Figura 4: Mapa conceitual, das inovações pedagógicas na 
percepção de José Moran.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
23
Reflexões a partir dos levamentos dos dados
Segundo Paulo Freire (2005), a educação emancipatória busca 
a formação de indivíduos críticos, conscientes e participativos, 
que possam compreender e intervir na realidade, ao reconhe-
cerem e superarem situações opressivas. Essa abordagem edu-
cacional também é caracterizada pelo diálogo, pelo questiona-
mento e pela emancipação, ao partir da realidade e da cultura 
dos alunos, ao reconhecê-los como sujeitos históricos e sociais, 
ao estimulá-los a questionar e transformar a realidade, e ao pre-
pará-los para a cidadania e a participação social.
Nesse contexto, surgem as tecnologias digitais como instrumen-
to na formação de professores, fundamentais para que estes 
possam se atualizar, se capacitar e se reinventar em suas prá-
ticas pedagógicas, face às novas demandas e possibilidades da 
educação na era digital (Gabriel, 2013). 
As tecnologias digitais podem contribuir para a formação docen-
te de várias maneiras, como por exemplo: facilitando o acesso a 
informações, conhecimentos e recursos educacionais; amplian-
do as oportunidades de aprendizagem, colaboração e comunica-
ção; diversificando as estratégias, os recursos e as ferramentas 
pedagógicas; estimulando a criatividade, o pensamento crítico, a 
fluência digital e a aprendizagem ao longo da vida; favorecendo 
a integração entre teoria e prática, entre escola e sociedade, en-
tre diferentes áreas do conhecimento (Parrenoud, 2000).
Para que os professores possam acompanhar a evolução das exi-
gências e oportunidades da educação numa sociedade digital, é 
crucial implementar avanços pedagógicos na formação de pro-
fessores. Esses avanços permitem que os professores aprimorem 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
24
suas práticas educacionais, mantenham-se atualizados e promo-
vam a inovação (Duque et al., 2023). A utilização de tecnologias 
digitais de informação e comunicação (TDIC) como ferramentas 
de ensino, plataformas colaborativas e meios expressivos está 
no centro destas inovações (Cabral et al., 2023). 
Ao incorporar o TDIC, os alunos são capacitados para se envolve-
rem em uma aprendizagem significativa, colaborativa e autodi-
rigida, enquanto participam ativa e criticamente na construção 
do conhecimento (Sousa, 2000). Além disso, as inovações peda-
gógicas exigem o cultivo da fluência digital, da criatividade, do 
pensamento crítico, da comunicação, da colaboração e de com-
petências de aprendizagem ao longo da vida, essenciais para um 
ensino eficaz na era digital (Tomczyk, 2019a).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio de extensa revisão de literatura, constatou-se que a 
formação de educadores na era digital é um tema significativo 
e atual que engloba inúmeros desafios e possibilidades para o 
sistema educacional no Brasil. O foco principal deste estudo, 
que incide sobre os professores do ensino básico, revelou o seu 
reconhecimento da importância de se manterem atualizados e 
melhorarem as suas competências na utilização de tecnologias 
digitais para fins educativos, bem como no cultivo de novas com-
petências tanto na pedagogia como no domínio digital.
No entanto, também destacaram os desafios e constrangimen-
tos encontrados na realização desta formação, incluindo, entre 
outros, infraestruturas inadequadas, recursos limitados, limita-
ções de tempo, apoio insuficiente, oportunidades de formação 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
25
inadequadas, falta de motivação e reconhecimento insuficien-
te. Esses fatores prejudicam significativamente a qualidade e a 
eficácia da formação de professoresna era digital, impactando, 
consequentemente, a educação ministrada aos alunos.
Frente a essa situação, é imprescindível que haja uma maior 
valorização e investimento no aprimoramento constante dos 
professores, com o intuito de auxiliá-los a superar os desafios 
e aproveitar as oportunidades trazidas pela era digital. É fun-
damental encarar a formação continuada como um direito e um 
dever dos docentes, os quais devem buscar incessantemente se 
atualizar e inovar em suas práticas pedagógicas. Além disso, a 
formação continuada deve ser encarada como uma responsabi-
lidade e uma prioridade das instituições de ensino, as quais de-
vem proporcionar condições e oportunidades adequadas para 
que os professores possam se capacitar de maneira eficaz. 
Por fim, a formação continuada deve ser encarada também como 
uma parceria e uma colaboração entre os diversos atores envol-
vidos na área educacional, os quais devem estabelecer diálogo e 
compartilhar experiências, conhecimentos e recursos com o ob-
jetivo de aprimorar a capacitação dos professores na era digital.
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Capítulo 2
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INOVADORAS 
NA EDUCAÇÃO DIGITAL
Maria Aparecida de Moura Amorim Sousa
https://orcid.org/0000-0001-8529-6987
Jucirene Abreu dos Santos
https://orcid.org/0009-0001 - 2811-5307
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
https://orcid.org/0000-0002-2207-3775
Aline Alves de Oliveira
https://orcid.org/0000-0002-1392-7732
Maria do Socorro Gomes Saraiva
https://orcid.org/0009-0000-5049-1221
Karina de Azevedo Santiago
https://orcid.org/0009-0005-2470-6838
Marcia Maria Sassamoto
https://orcid.org/0009-0003-2588-3479
Raquel Santos Silva 
https://orcid.org/0009-0002-4131-9299
Ana Marcia Carmo Duarte Almeida
https://orcid.org/0009-0007-4123-6860
Orcelina Lúcia Carvalho de Oliveira
https://orcid.org/0009-0000-7828-3379
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
32
INTRODUÇÃO
A inserção da tecnologia na educação no contexto escolar tor-
nou-se cada vez mais popular nos últimos tempos, com o propó-
sito de melhorar os resultados educativos (Axt, et al., 2003). Este 
movimento desencadeou a amplitude de numerosos recursos 
digitais de ponta que podem ser utilizados para facilitar o ensi-
no e a aprendizagem. No entanto, a incorporação bem-sucedida 
da tecnologia no currículo exige uma preparação meticulosa e a 
contemplação de potenciais obstáculos (Borges, 2020).
No âmbito da educação digital, abordagens pedagógicas inova-
doras abrangem a utilização de tecnologias digitais como ferra-
mentas de instrução, promovendo experiências substanciais de 
aprendizagem, interação, colaboração, criatividade e indepen-
dência dos alunos (Lima, 2019). Estas abordagens estão enraiza-
das em metodologias ativas de ensino, incluindo aprendizagembaseada em projetos, aprendizagem baseada em problemas, ga-
mificação e salas de aula invertidas, entre outras, onde o aluno 
assume um papel central na sua jornada de aprendizagem (Silva, 
2021).
No mundo interconectado e em constante mudança de hoje, a 
importância de explorar métodos de ensino criativos na educa-
ção digital não pode ser exagerada. Nossa sociedade tornou-se 
mais complexa, exigindo dos indivíduos novas competências 
e capacidades (Franco, 2016). Além disso, a pandemia da CO-
VID-19 acelerou a necessidade de ajustar os sistemas educativos 
a modelos de ensino remoto e híbrido, onde as tecnologias digi-
tais desempenham um papel crucial como mediadoras educati-
vas (Silva, 2022).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
33
A utilização da tecnologia nos métodos de ensino, conhecida 
como educação digital, é uma prática que busca potencializar 
as experiências de aprendizagem por meio da incorporação de 
processos dinâmicos e do aproveitamento de recursos tecnoló-
gicos (Almeida, 2003). O principal objetivo da educação digital 
é promover a aprendizagem significativa, incentivar a interação 
e a colaboração, estimular a criatividade e promover a autono-
mia dos alunos, tudo isso possível através do uso da tecnologia 
(Cabral et al., 2023). Ao implementar metodologias ativas como 
aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em 
problemas, gamificação e salas de aula invertidas, a educação di-
gital coloca o aluno no centro da sua jornada de aprendizagem 
(Oliveira, 2023).
Neste contexto, a pesquisa se justifica pela importância de com-
preender como as tecnologias digitais podem contribuir para a 
melhoria da qualidade da educação, bem como para a formação 
de cidadãos críticos, criativos e colaborativos para o século XXI.
O objetivo deste artigo é explorar e aprofundar-se nos métodos 
de ensino inventivos no âmbito da educação digital. Investigare-
mos os vários recursos disponíveis para o ensino presencial, a 
incorporação da tecnologia no currículo e os potenciais obstá-
culos que possam surgir. Ao embarcar nesta exploração, a nossa 
intenção é oferecer informações valiosas sobre como a educação 
digital pode melhorar a qualidade geral do ensino e da aprendi-
zagem.
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
34
REFERENCIAL TEÓRICO
Incorporação tecnológica nas práticas educacionais
No âmbito da educação contemporânea, a incorporação de re-
cursos digitais de ponta nos ambientes de sala de aula tradicio-
nais ganhou imenso significado (Aureliano, 2023). É imperativo 
que as instituições de ensino adotem estas ferramentas, a fim de 
promover um ambiente que seja inovador, cativante e propício à 
criatividade tanto para alunos como para educadores, uma vez 
que têm o potencial de causar um impacto profundo nas escolas 
e nas salas de aula (Junior, 2018). 
Um excelente exemplo de uma ferramenta digital tão revolu-
cionária é o quadro branco digital, que permite aos professores 
transmitirem informações de uma forma interativa e cativante, 
melhorando assim a experiência geral de aprendizagem dos alu-
nos (Ulbricht, 2014). Além disso, a utilização de computadores, 
bem como de outros dispositivos eletrônicos, plataformas vir-
tuais de aprendizagem e salas de aula digitais, são outros exem-
plos de ferramentas digitais inovadoras que podem ser efetiva-
mente integradas ao ensino presencial, conforme ilustrado na 
figura 1 (Barros, 2022).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
35
Figura 1: Integração da Tecnologia no Ensino Presencial.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024). Adaptado de Silva, 
(2021).
O programa de certificação fornecido pelo Google for Education 
oferece uma variedade de cursos que ensinam aos educadores 
como usar diversos recursos digitais, como Google Meet, Goo-
gle Forms, Google Docs e Calendar, entre outros (Veiga, 2013). É 
importante reconhecer que a integração da tecnologia no ensi-
no tradicional em sala de aula vai além das ferramentas digitais 
(Libâneo, 2017). Um exemplo é a abordagem de ensino híbrido, 
que combina componentes presenciais e online para criar ex-
periências de aprendizagem flexíveis para alunos e professores 
(Munhoz, 2013).
A utilização de fóruns de discussão virtuais e o envolvimento 
com filmes são exemplos de recursos digitais inventivos que 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
36
podem ser incorporados ao ensino tradicional em sala de aula. 
Além disso, a utilização do suporte da Internet como ferramenta 
digital no ensino presencial também é uma opção viável (Gallo, 
2020). Em última análise, a integração destas ferramentas di-
gitais inovadoras é essencial para estabelecer um ambiente de 
aprendizagem contemporâneo e eficiente (Silva, 2019).
Como pode a tecnologia ser eficazmente integrada no currí-
culo para melhorar os resultados da aprendizagem?
Para promover o progresso social e melhorar os resultados edu-
cativos, é imperativo incorporar a tecnologia no quadro edu-
cativo, conforme evidenciado pela Figura 2 (Scherer, 2020). A 
utilização de ferramentas tecnológicas pode capacitar os alunos, 
incentivar a independência pedagógica para além dos métodos 
convencionais, cativar o envolvimento dos alunos e agilizar a 
comunicação entre educadores e alunos, bem como entre pares 
(Pereira, 2010).
Para garantir a incorporação adequada da tecnologia na sala de 
aula, os professores devem realizar uma avaliação minuciosa 
das iniciativas de integração tecnológica, considerando cuidado-
samente a seleção tanto das ferramentas tecnológicas como dos 
conteúdos que transmitem (Almeida, 2005). Além disso, é es-
sencial que os professores integrem efetivamente esses recursos 
ao currículo (Brasil, 1997). No entanto, a formação inadequada 
de professores na utilização das TIC para fins pedagógicos pode 
apresentar obstáculos à integração perfeita da tecnologia nos 
planos de aula (Schumacher, 2017).
Muitos educadores acreditam que a sua formação inicial não 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
37
conseguiu equipá-los adequadamente com as competências 
necessárias para incorporar a tecnologia no seu ensino. Esta 
deficiência na sua formação vai além da tecnologia e abrange 
também o espectro mais amplo de competências do século XXI 
(Silva, 2003). O desafio enfrentado pelos educadores reside na 
integração eficaz da tecnologia nas suas salas de aula, dificul-
tando assim a integração perfeita da tecnologia no currículo. 
Para enfrentar esta situação, foi desenvolvido um modelo com o 
objectivo de formar professores para integrarem perfeitamente 
a tecnologia nos seus planos de aula e melhorarem os resulta-
dos da aprendizagem através da integração eficaz da tecnologia 
(Macedo; Bottentuit, 2013).
Figura 2: Árvore de similitude da integração da tecnologia 
no currículo escolar.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024). Adaptado de Brito, 
(2022).
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
38
METODOLOGIA
A natureza qualitativa da investigação é evidente na sua meto-
dologia, que envolve a realização de uma revisão minuciosa da 
literatura (Figura 3) relevante de diversas fontes, como livros, re-
vistas e websites. O objetivo desta revisão de literatura é reunir 
informações de autores e trabalhos que ofereçam perspectivas 
valiosas sobre o tema e se alinhem com a proposta de pesquisa.
Ao adotar uma abordagem bibliográfica, este estudo baseia-se 
em pesquisas e estudos de caso existentes para fornecer uma 
compreensão abrangente e precisa das causas subjacentes que 
impulsionam o problema. Conforme afirmado por Rea e Parker 
(2000), a realização de pesquisas qualitativas permite uma in-
terpretação completa e abrangente do problema em questão.
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
39
Figura 3: Etapas da revisão de literatura de natureza quali-
tativa.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024).
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
40
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Quais são os potenciais desafios na implementação da edu-
cação digital na sala de aula?
A educação digital, ou a incorporação da tecnologia na sala de 
aula, tem a capacidade de transformar completamentea expe-
riência educacional dos alunos, revolucionando a forma como 
aprendem e se envolvem com o currículo. No entanto, existem 
alguns obstáculos que os educadores podem enfrentar ao inte-
grar a educação digital nas suas salas de aula, conforme destaca-
do por Silva e Santos (2018).
A integração da tecnologia nos métodos de ensino representa 
um desafio para os educadores, uma vez que devem aprender 
continuamente para se adaptarem a esta realidade em evolução 
(Chiossi e Costa, 2018). Além disso, a implementação da edu-
cação digital nas salas de aula exige uma abordagem diferente 
à aprendizagem, o que pode criar dificuldades aos professores 
(Silva et al., 2023). É essencial dotar as escolas dos recursos ne-
cessários e de professores bem formados para garantir que os 
alunos possam desenvolver plenamente o seu potencial intelec-
tual através da educação digital (Azevedo, 2017).
A integração de tecnologias emergentes em ambientes educa-
cionais apresenta dificuldades tanto para educadores quanto 
para estudantes (Silva & Sergio, 2021). Além disso, é necessário 
preparar os alunos para as exigências em constante mudança do 
mundo, necessitando da adoção de diversos métodos de ensino 
que combinem abordagens tradicionais e inovadoras (Sebas-
tián-Heredero, 2020). 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
41
Segundo Niz (2017), é fundamental que os educadores enten-
dam que a integração de máquinas e programas em sala de aula 
não deve se limitar a um único professor ou disciplina. Em vez 
disso, estes recursos tecnológicos devem ser vistos como ferra-
mentas valiosas que ajudam a conectar o conteúdo curricular. 
Apesar dos obstáculos que possam surgir, a incorporação da 
tecnologia da informação como ferramenta de ensino tem o po-
tencial de melhorar a qualidade geral do ensino e promover a 
comunicação e colaboração eficazes entre os alunos (Dos Santos 
Martiners, 2018).
Para superar estes obstáculos, é imperativo explorar caminhos 
para melhorar a pedagogia nas instituições educativas e para 
que os educadores adquiram proficiência no domínio da educa-
ção digital (Brito, 2012). Em resumo, a capacidade dos profes-
sores de se adaptarem ao cenário digital em constante evolução 
e de satisfazerem as expectativas sociais em evolução é crucial 
para transformar os alunos em indivíduos equipados com novas 
perspectivas e modos de envolvimento (Costa Júnior, 2023).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta era contemporânea, a incorporação de tecnologias digi-
tais de ponta em ambientes de sala de aula tradicionais ganhou 
importância. A importância de adotar recursos digitais para pro-
mover um ambiente de aprendizagem dinâmico e imaginativo 
para educadores e alunos é sublinhada nesta publicação acadê-
mica. O programa de certificação Google for Education oferece 
cursos abrangentes em uma ampla variedade de ferramentas di-
gitais, incluindo Google Meet, Formulários Google, Google Docs 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
42
e Agenda, que podem ser utilizados de forma eficaz no ensino 
presencial.
A incorporação da tecnologia da informação no ensino em sala 
de aula pode melhorar muito a qualidade do ensino e promover 
a comunicação e a colaboração eficazes entre os alunos. Ferra-
mentas digitais inovadoras, como computadores, ambientes vir-
tuais de aprendizagem e salas de aula digitais, oferecem aos edu-
cadores novos caminhos para envolver os alunos no processo de 
aprendizagem. Apesar dos obstáculos encontrados, a utilização 
desses recursos tecnológicos pode trazer mudanças positivas no 
ambiente de sala de aula.
É importante destacar que a incorporação da tecnologia nas sa-
las de aula tradicionais vai além das ferramentas digitais. Exem-
plos adicionais de ferramentas digitais inovadoras que podem 
ser utilizadas no ensino presencial incluem exibições de filmes e 
fóruns de discussão virtuais. Além disso, o suporte pela Internet 
pode servir como um recurso digital valioso para o ensino pre-
sencial. A secção de discussão deste artigo de investigação sub-
linha a importância de integrar estas ferramentas digitais inova-
doras no ensino em sala de aula, a fim de cultivar uma atmosfera 
de aprendizagem contemporânea e impactante. Também iden-
tifica potenciais limitações e áreas para futuras explorações de 
investigação.
À luz disso, o estudo reconhece possíveis limitações e contribui 
para a progressão da compreensão no domínio da educação di-
gital. Em essência, esta pesquisa sublinha a necessidade de os 
estabelecimentos de ensino adotarem ferramentas digitais e 
métodos de ensino criativos, a fim de estabelecer uma atmosfera 
educacional cativante que atenda às necessidades de cada aluno.
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
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Capítulo 3
DIÁLOGO E INTERATIVIDADE: 
REINVENTANDO A RELAÇÃO 
PROFESSOR-ALUNO NA ERA DIGITAL
Eliédna Aparecida Rocha de Oliveira
https://orcid.org/0000-0002-2207-3775
José Flávio da Paz
https://orcid.org/0000-0002-6600-9548
Gislaine Schon
https://orcid.org/0000-0002-8524-038X
Jane Gomes de Castro
https://orcid.org/0009-0006-1781-6040
Adriana Peres de Barros
https://orcid.org/0009-0006-7403-9110
Vanessa Dias Palamoni
https://orcid.org/0009-0002-5603-6611
Janaina da Silva Teixeira Rodrigues 
https://orcid.org/0009-0007-1895-5621
Melina Maria dos Santos Freitas 
https://orcid.org/0009-0001-5976-1782 
Clarice Rodrigues Santana
https://orcid.org/0009-0005-1334-6080
Tatiane Milsa de Souza
https://orcid.org/0009-0009-9165-9604
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
52
INTRODUÇÃO
Com o advento da era digital, a educação passou por uma trans-
formação substancial, à medida que a tecnologia se tornou cada 
vez mais parte integrante do processo de ensino e aprendiza-
gem (Vilaça; Araújo, 2016). No entanto, apesar destas mudan-
ças, a dinâmica tradicional entre professor e aluno manteve-se 
praticamente inalterada, com o professor assumindo o papel de 
disseminador do conhecimento e o aluno como receptor passivo 
(Aquino, 1998). A incorporação da pedagogia freireana na edu-
cação digital apresenta uma oportunidade única para revolucio-
nar a relação professor-aluno ao promover o diálogo e a intera-
tividade (Schram; Carvalho, 2017).
A qualidade da educação é muito impactada pela dinâmica en-
tre professor e aluno, pois influencia diretamente a motivação, 
a participação e o envolvimento dos alunos (Afonso Lourenço, 
2010). Não obstante, o surgimento das tecnologias digitais trou-
xe mudanças nessa relação, ampliando o alcance da comunica-
ção, interação e colaboração entre os indivíduos engajados na 
jornada educacional (Brait et al., 2010). Neste contexto específi-
co, os educadores devem passar por um processo de auto rein-
venção e ajustar a sua abordagem para atender às necessidades 
e expectativas em evolução dos alunos. Esses alunos, por serem 
nativos digitais, estão acostumados a navegar por diversas fon-
tes de informação, linguagens e mídias (Tavares, 2019).
O tema “Diálogo e interatividade: reinventando a relação pro-
fessor-aluno na era digital” é sustentado pela necessidade de 
examinar e compreender as maneiras pelas quais as tecnologias 
digitais podem potencializar o estabelecimento de uma conexão 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
53
mais interativa, significativa e dialógica entre educadores e alu-
nos. Esta ligação, por sua vez, facilita a aquisição de conhecimen-
tos e o cultivo de habilidades e competências essenciais para o 
século XXI.
A dinâmica professor-aluno na era digital apresenta tanto um 
desafio quanto uma oportunidade para a educação, como afir-
mam Moraes e Santos (2023). Embora as tecnologias digitais 
tenham o potencial de criar divisões e obstáculos entre os in-
divíduos, levando a uma comunicação mediada, fragmentada e 
superficial (Ferreira, 2022), também têm o poder de unir e inte-
grar as pessoas, facilitando a comunicação síncrona, multimodal 
e colaborativa. (Vendas, 2020). 
O professor desempenha um papel crucial nesta situação, for-
necendo orientação, motivação e apoio aos alunos que estão no 
centro da sua própria aprendizagem (Marques, 2019). Atuando 
como mediador, facilitador e colaborador,o professor reconhe-
ce os alunos como indivíduos ativos, perspicazes e imaginativos 
(Inocêncio, 2007). Consequentemente, na era digital, a dinâmica 
professor-aluno deve ser construída a partir do diálogo, da inte-
ratividade e do carinho, pois esses elementos são vitais para a 
oferta de uma educação de qualidade (Veras & Ferreira, 2019).
O objetivo deste artigo de pesquisa é investigar a utilização da 
tecnologia na promoção do diálogo e da interatividade na dinâ-
mica professor-aluno, bem como identificar os princípios funda-
mentais da pedagogia freireana que podem ser implementados 
na era digital moderna. Adicionalmente, o estudo busca analisar 
os obstáculos e perspectivas associados à redefinição da relação 
professor-aluno através de plataformas digitais. Ao examinar a 
intersecção entre tecnologia e pedagogia, este estudo pretende 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
54
contribuir para o debate em curso em torno do papel da tecno-
logia na educação e do potencial da pedagogia Freireana para 
revolucionar a relação professor-aluno na era digital.
REFERENCIAL TEÓRICO
Implementando a Pedagogia Freireana na Educação Digital
A utilização da tecnologia é imensamente promissora na trans-
formação da dinâmica das interações aluno-professor e do 
próprio processo de aprendizagem. Por meio da integração de 
ferramentas tecnológicas (figura 1), os alunos podem se apro-
fundar em diversos assuntos, potencializando a compreensão 
de conceitos intrincados (Públio, 2018). Além disso, a tecnolo-
gia oferece a oportunidade de promover a autonomia, facilitar a 
aprendizagem e permitir a intervenção na dinâmica professor-
-aluno, produzindo, em última análise, melhores resultados para 
todos (Borochovicius, 2014).
Ao permitir a comunicação e a colaboração entre educadores 
e alunos, a tecnologia desempenha um papel crucial. Ao con-
ceder acesso a plataformas digitais como fóruns online, blogs 
e ferramentas de aprendizagem interativas, professores e alu-
nos podem envolver-se em diálogos e interatividade (Moraes et 
al., 2018). Estes recursos digitais promovem ligações contínuas 
entre alunos, professores e pares, facilitando a troca de ideias e 
informações e, em última análise, cultivando uma atmosfera de 
aprendizagem envolvente (Santos, 2023).
As conversas em torno do papel do professor na dinâmica de 
ensino-aprendizagem têm sido desencadeadas pela maior 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
55
disponibilidade de informações (Baladeli, 2012). Em vez de 
apenas transmitir conhecimentos, dá-se agora uma maior ênfase 
à capacidade do professor para facilitar a aprendizagem. Para 
conseguir isso, os professores devem adotar uma abordagem 
mais interativa e explorar novos métodos de envolvimento com 
os alunos, uma tarefa que pode ser facilitada através do uso da 
tecnologia (Bacich, 2018).
Figura 1: Nuvem de palavras da implementação pedagógica 
Freireana na era digital.
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024).
Para atingir esse objetivo, tem havido um esforço para promover 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
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a formação de professores na área da educação médica. A ênfase 
está na integração de métodos ativos de ensino e na ampliação 
do leque de situações práticas (Silva, 2020). Além disso, o adven-
to das novas tecnologias de informação e comunicação revolu-
cionou o compartilhamento e a disseminação do conhecimento, 
em grande parte graças à internet (Kohn & Moraes, 2007). Como 
resultado, educadores e alunos têm agora oportunidades sem 
precedentes de colaborar e participar na aprendizagem interati-
va, resultando em melhores resultados para todas as partes en-
volvidas (Nogueira, 2013).
Quais são os princípios fundamentais da pedagogia Freirea-
na que podem ser aplicados na era digital?
A pedagogia de Freire inclui uma série de princípios fundamen-
tais que podem ser aplicados na era digital para promover o 
pensamento crítico (figura 2), a autonomia e o diálogo significa-
tivo entre professores e alunos. Um dos princípios fundamentais 
da pedagogia de Freire é o uso de uma perspectiva problemati-
zadora que valoriza a autonomia e incentiva os alunos a assumi-
rem um papel ativo no seu próprio processo de aprendizagem 
(Freire, 1999).
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
57
Figura 2: Princípios da pedagogia Freireana na formação 
docente
Fonte: Elaborado pelos autores, (2024).
Em vez de depositar conhecimento, como no modelo bancário 
tradicional de educação, Freire defendeu uma abordagem mais 
dialógica que promova o pensamento crítico e promova uma 
interação entre alunos e seus professores (Dantas, 2020). Isto 
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
58
exige um elevado grau de segurança, competência profissional e 
rigor metódico por parte do professor, que deve estar bem pre-
parado para facilitar o diálogo aberto e honesto com os seus alu-
nos (Freire, 1996). Além disso, é fundamental estimular a capa-
cidade crítica do aluno e ensinar conteúdos e atitudes éticas que 
promovam o senso de responsabilidade social e o engajamento 
cívico (Sampaio, 2007) 
Para atingir esses objetivos, a formação docente é crucial, pois 
os professores devem estar munidos das habilidades e conheci-
mentos necessários para buscar o diálogo e promover a autono-
mia em suas interações com os alunos (Almeida; Biajone, 2007). 
Na era digital, a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa 
para facilitar este tipo de abordagem dialógica de ensino, permi-
tindo que professores e alunos participem num diálogo signifi-
cativo, partilhem ideias e colaborem em projetos num ambiente 
de aprendizagem dinâmico e interativo (Costa et al., 2022).
METODOLOGIA
A metodologia empregada neste trabalho baseia-se na funda-
mentação teórica da realização de uma revisão abrangente da 
literatura bibliográfica, com foco específico em estudos que dis-
cutem a integração de tecnologias digitais em ambientes educa-
cionais. 
Para realizar a análise qualitativa (Ramos et al., 2014), foi rea-
lizada uma busca minuciosa de artigos referentes ao ensino em 
contextos brasileiros (figura 3). Esses artigos foram então exa-
minados em relação ao referencial teórico deste estudo, que en-
foca a utilização de tecnologia e métodos ativos de ensino em 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
59
diversos ambientes educacionais contemporâneos, uma vez que 
o ano de 2020 foi notável devido à ampla adoção de ferramentas 
digitais por parte de alunos e professores. A maior dependência 
da tecnologia no contexto da aprendizagem à distância tornou-
-se necessária, uma vez que a escolaridade presencial tradicio-
nal não era viável devido a preocupações de saúde pública.
Figura 3: Etapas da revisão bibliográfica qualitativa.
Fonte: Elaborado pelos autores (2024).
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
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RESULTADOS E DISCUSSÃO
Quais os desafios e oportunidades de reinventar a relação 
professor-aluno através de plataformas digitais?
O advento das plataformas digitais abriu novas possibilidades 
para reimaginar a dinâmica convencional entre professores e 
alunos. No entanto, existem inúmeros obstáculos que devem 
ser superados para remodelar esta relação no âmbito das plata-
formas digitais. Um desses desafios diz respeito ao despreparo 
das instituições, principalmente das escolas públicas, em utili-
zar ferramentas digitais como auxiliares educacionais (Flauzino, 
2021).
São necessários esforços significativos para adaptar os méto-
dos de ensino dos professores ao aplicar a pedagogia de Freire 
em ambientes digitais (Santos, 2021). No entanto, a integração 
da pedagogia freireana na investigação sobre ensino remoto de 
emergência (ERE), que diz respeito às metodologias de educa-
ção online, ofereceu um caminho potencial para o desenvolvi-
mento (Gudolle et al., 2021).
O alinhamento da educação com o cultivo da consciência crí-
tica, aspecto vital da alfabetização de adultos segundo Lucena 
(2021), é um princípio fundamental da metodologia freireana. 
Além disso, os recursos digitais, conhecidos pela sua adaptabili-
dade, podem ser modificados para apoiarum ensino que siga os 
princípios da pedagogia crítica e da alfabetização crítica, confor-
me afirma Doyle (2021). 
A exploração das tecnologias digitais como meio de fomentar a 
autonomia e o diálogo, princípios fundamentais da pedagogia 
O LEGADO DE PAULO FREIRE NA ERA DIGITAL
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freireana (Pareschi, 2024), é de grande importância. Apesar dos 
obstáculos, existe um vasto potencial em reimaginar a dinâmica 
professor-aluno através de plataformas digitais, e esse potencial 
deve ser investigado exaustivamente (Fialho, 2023) 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao incorporar tecnologias digitais na educação, existe uma tre-
menda oportunidade de transformar completamente a dinâmica 
entre professores e alunos. As conclusões deste estudo mostram 
inequivocamente que a tecnologia tem a capacidade de promo-
ver a independência, facilitar a aprendizagem e melhorar a inte-
ração na relação professor-aluno, produzindo, em última análi-
se, melhores resultados para todos os indivíduos envolvidos.
Através da utilização de meios digitais, incluindo fóruns online, 
blogs e ferramentas de aprendizagem interativas, os alunos são 
capazes de explorar uma gama de conhecimentos, permitin-
do-lhes compreender conceitos complexos com maior clareza. 
Além disso, a integração da pedagogia freireana nas platafor-
mas digitais promove um ambiente propício ao diálogo aberto 
e à colaboração entre educadores e alunos, criando um espaço 
para transmitir princípios éticos e cultivar um sentido de parti-
cipação ativa na comunidade. É importante reconhecer as difi-
culdades que surgem quando se tenta redefinir a dinâmica entre 
professores e alunos no mundo digital. Isto envolve uma quan-
tidade de trabalho para adaptar os métodos de ensino, a fim de 
integrar as ferramentas digitais. Além disso, é vital incentivar a 
capacidade dos alunos de pensar criticamente e promover o de-
senvolvimento de competências de literacia crítica.
EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
62
É imperativo que estudos futuros priorizem o exame das capa-
cidades das tecnologias digitais no campo da educação e como 
elas podem efetivamente promover o diálogo, a autonomia e o 
pensamento crítico. Além disso, é crucial reconhecer e corrigir 
quaisquer possíveis deficiências ou preconceitos na investiga-
ção, ao mesmo tempo que identifica quaisquer constrangimen-
tos ou deficiências na investigação existente.
À luz disso, a investigação sugere que a incorporação de tecno-
logias digitais na educação é uma promessa significativa, subli-
nhando a importância da investigação contínua para melhorar 
tanto a dinâmica professor-aluno como os resultados dos alu-
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